Matérias de Xavier Bartaburu

Tensões na Amazônia maranhense opõem indígenas e quilombolas ao avanço do progresso predatório

A Baixada Maranhense é uma região rica em recursos naturais, explorados de forma sustentável por comunidades tradicionais. O território é impactado pelo agronegócio, mineração e siderurgia, escoados no complexo portuário de São Luís. Nos últimos anos, as tensões entre as comunidades e o avanço do progresso predatório têm se intensificado na região. Terras e campos naturais são mais cobiçados por pecuaristas, criadores de búfalos e grandes projetos de infraestrutura.

História nos muros: em Manaus, grafite expõe as raízes indígenas da cidade

Grafiteiros estão pintando murais que contam a história dos povos indígenas e homenageiam sua cultura na capital do Amazonas, o estado brasileiro com a maior população indígena. Lideranças dizem esperar que o movimento aumente a visibilidade dos indígenas que vivem nas cidades, que costumam enfrentar pobreza, insegurança habitacional e o estigma que desencoraja muitos de preservar sua cultura e identidade.

Os bancos de sementes que conservam o futuro da alimentação no Brasil

Coleção de sementes da Embrapa tem cerca de 120 mil amostras de quase 700 espécies agrícolas coletadas ao longo dos 49 anos de existência da estatal. Algumas das amostras foram enviadas ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, no Oceando Ártico, que, além de já conservar alimentos como arroz, feijão, pimenta e abóbora do Brasil, em breve receberá também variedades de milho crioulo, maracujá e caju.

Quilombolas da Amazônia lutam para manter a herança africana em meio à floresta

No século 19, revoltosos da Cabanagem refugiaram-se em lugares remotos do Pará, onde criaram comunidades que hoje se empenham em manter a posse de suas terras. Depois de sofrer com impactos na caça e na pesca decorrentes da construção da hidrelétrica de Tucuruí, os quilombolas agora se veem envoltos em conflitos de terra com empresas associadas à extração do óleo de palma.

Perda florestal na Amazônia é 17 vezes menor em Terras Indígenas que em áreas não protegidas

Terras Indígenas, Territórios Quilombolas e Unidades de Conservação são as áreas que mais contribuíram com a preservação e regeneração da Amazônia Legal nos últimos anos, aponta artigo. O estudo também mostra que territórios indígenas e quilombolas demarcados contribuíram de duas a três vezes mais para a regeneração da vegetação nativa entre 2012 e 2017.

Os caçadores da pororoca perdida

A extinção da grande pororoca do Rio Araguari, no Amapá, levou esportistas e voluntários a mapear no estado outras ondas formadas pelo poderoso encontro das águas doces com o Atlântico. Mais de uma dezena já foram listadas. Um projeto de parque com essas formações quer expandir um turismo organizado e beneficiar populações ribeirinhas e extrativistas.

Modelo lúdico e descentralizado de educação climática ganha força no Brasil

O Mural do Clima, um modelo de oficina pedagógica criado na França e replicado em mais de 50 países, está levando conhecimento científico a milhares de brasileiros sobre os impactos e possíveis soluções para a crise climática. Sua principal ferramenta didática é um jogo de 42 cartas (versão adulta) ou 15 cartas (versão infanto-juvenil), que demonstra a relação de causas e efeitos das mudanças no clima.

Garimpo leva violência sexual, aliciamento, crime organizado e doenças às terras Yanomami

Maior reserva indígena do Brasil passa pelo pior momento de invasões dos últimos 30 anos, segundo relatório; 56% dos 27 mil habitantes da Terra Indígena Yanomami são afetados diretamente pelo garimpo. Em muitas comunidades, os garimpeiros estão aliciando meninas e jovens indígenas, oferecendo comida, bebida alcoólica e armas de fogo em troca de sexo e pequenos serviços.
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