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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Aves migratórias enfrentam avanço do mar, do lixo e do calor no Brasil</title>
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					<pubDate>10 Jun 2026 07:52:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
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							<![CDATA[<p>BACIA POTIGUAR, Rio Grande do Norte — Nas praias de estuários, onde o Oceano Atlântico se mistura às águas doces que brotam do subsolo dos manguezais, o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus) tem um único objetivo: se alimentar. Enquanto uma ave do grupo faz a vigília, as outras capturam, com seus bicos especializados e incansáveis, os mariscos, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BACIA POTIGUAR, Rio Grande do Norte — Nas praias de estuários, onde o Oceano Atlântico se mistura às águas doces que brotam do subsolo dos manguezais, o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus) tem um único objetivo: se alimentar. Enquanto uma ave do grupo faz a vigília, as outras capturam, com seus bicos especializados e incansáveis, os mariscos, as ostras, os caracóis e as minhocas que habitam os solos lamosos. Logo chegará o momento de migrar — e é preciso dobrar de peso para aguentar a longa viagem. Após viverem cerca de oito meses (de setembro a abril) entre as áreas úmidas costeiras do litoral brasileiro e a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul, os maçaricos-de-papo-vermelho iniciam, a cada mês de maio, um longo voo de retorno ao Hemisfério Norte. No destino final, estão as regiões frias e desérticas da tundra ártica, especialmente ao norte do continente americano. É ali, entre junho e agosto, no verão setentrional, que ocorre o período reprodutivo. Mesmo antes da jornada começar, nas praias de Macau, Guamaré e Galinhos, municípios do litoral do Rio Grande do Norte que integram a Bacia Potiguar, já é possível assistir a um evento de preparação: as aves exibem no peito a coloração avermelhada, típica plumagem nupcial. Entre as aves migratórias, o maçarico é uma das que percorre as maiores distâncias: voa por cerca de seis dias e seis noites sem dormir, comer ou beber. Após deixar o Brasil, são cerca de 8 mil quilômetros percorridos até a próxima&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/aves-migratorias-enfrentam-avanco-do-mar-do-lixo-e-do-calor-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação revela suspeita de lavagem de ouro em áreas de garimpo artesanal</title>
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					<pubDate>09 Jun 2026 16:40:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Quase metade dos garimpos autorizados pela ANM na bacia do rio Tapajós, entre Mato Grosso e Pará, pode estar servindo de fachada para a lavagem de ouro extraído ilegalmente em áreas protegidas e terras indígenas. A conclusão é de uma nova investigação da InfoAmazonia. Entre 2022 e 2026, 263 dos 540 garimpos licenciados na bacia [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Quase metade dos garimpos autorizados pela ANM na bacia do rio Tapajós, entre Mato Grosso e Pará, pode estar servindo de fachada para a lavagem de ouro extraído ilegalmente em áreas protegidas e terras indígenas. A conclusão é de uma nova investigação da InfoAmazonia. Entre 2022 e 2026, 263 dos 540 garimpos licenciados na bacia declararam vendas de ouro incompatíveis com sua atividade real, segundo a apuração. Imagens de satélite analisadas pela InfoAmazonia indicam que a maior parte do garimpo ocorre fora das áreas autorizadas, inclusive em territórios onde a atividade é proibida ou restrita. Cerca de 70% da atividade garimpeira detectada aparece em um raio de até 10 quilômetros dos locais licenciados. Para os autores, esse padrão sugere que alvarás legais podem estar sendo usados para encobrir a origem de ouro ilegal e inseri-lo no mercado formal. As conclusões dialogam com relatos de contaminação por mercúrio no Tapajós, onde comunidades indígenas e ribeirinhas dependem dos rios para água, alimento e transporte. Embora o uso de mercúrio seja proibido no Brasil, a substância segue comum tanto no garimpo ilegal quanto em parte das operações autorizadas. A investigação também aponta distorções no uso das Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs), licenças criadas para viabilizar o garimpo artesanal e de baixo impacto. Segundo a InfoAmazonia, essas autorizações vêm sendo usadas por operações maiores, com equipamentos pesados, dragagem e uso ilegal de mercúrio — características mais próximas da mineração industrial. Para cruzar os dados, a InfoAmazonia ajudou a desenvolver a plataforma Verificação e Investigação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/short-article/2026/06/investigacao-revela-suspeita-de-lavagem-de-ouro-em-areas-de-garimpo-artesanal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo coleta fotos inéditas do canídeo mais raro da Amazônia</title>
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					<pubDate>08 Jun 2026 15:34:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Iván Paredes Tamayo]]>
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							<![CDATA[<p>Ele tem um focinho semelhante ao de uma raposa, patas palmadas como as de uma capivara e uma cauda grossa. No Brasil, é chamado de cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas (Atelocynus microtis). Já na vizinha Bolívia, ganha um nome mais misterioso: além de “cachorro amazônico”, é popularmente apelidado de “cachorro fantasma” (“perro fantasma”, em espanhol). O animal é um [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ele tem um focinho semelhante ao de uma raposa, patas palmadas como as de uma capivara e uma cauda grossa. No Brasil, é chamado de cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas (Atelocynus microtis). Já na vizinha Bolívia, ganha um nome mais misterioso: além de “cachorro amazônico”, é popularmente apelidado de “cachorro fantasma” (“perro fantasma”, em espanhol). O animal é um dos canídeos menos conhecidos do mundo — e um dos carnívoros avistados com menos frequência na América Latina. Em busca de respostas sobre a espécie, um estudo realizado na Bolívia, ao longo de mais de duas décadas, reuniu cerca de 4.600 imagens de armadilhas fotográficas para entender como o animal vive, os lugares que habita e por que sua sobrevivência depende tanto de florestas sul-americanas intactas. Dos registros reunidos, cerca de 600 são considerados reveladores. A pesquisa, realizada entre 2001 e 2024, destaca que o canídeo é de fato uma espécie amazônica — e, particularmente, florestal. Costuma habitar áreas de floresta amazônica contínua no Brasil e em países vizinhos, como Peru, Bolívia e Colômbia. Além de viver em áreas nos departamentos bolivianos de La Paz, Pando, Beni e Santa Cruz,, pode ser encontrado nas florestas pré-amazônicas da Cordilheira dos Andes, também chamadas de florestas de sopé (áreas vegetais de transição formadas na base de serras e montanhas), em altitudes de até 750 metros. O biólogo britânico Robert Wallace, da Wildlife Conservation Society (WCS) na Bolívia e coautor do estudo, disse à Mongabay que sua equipe realizou uma revisão sistemática dos registros de distribuição do mamífero no país —&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/estudo-coleta-fotos-ineditas-do-canideo-mais-raro-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento e aquecimento podem causar mudanças irreversíveis na Amazônia até 2040</title>
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					<pubDate>05 Jun 2026 07:42:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
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							<![CDATA[<p>Desmatamento e mudanças climáticas estão rapidamente empurrando a floresta amazônica rumo a um perigoso ponto de inflexão. A transformação da selva em savana pode chegar muito antes do que se imaginava. Esse é o alerta de um novo artigo, publicado na revista Nature. Caso o desmatamento chegue a uma extensão de 22% a 28% da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Desmatamento e mudanças climáticas estão rapidamente empurrando a floresta amazônica rumo a um perigoso ponto de inflexão. A transformação da selva em savana pode chegar muito antes do que se imaginava. Esse é o alerta de um novo artigo, publicado na revista Nature. Caso o desmatamento chegue a uma extensão de 22% a 28% da Amazônia, além de um aumento da temperatura entre 1,5 °C e 1,9 °C, o bioma pode alcançar um ponto sem volta já na década de 2040. Os pesquisadores concluíram que ultrapassar esse limiar de desmatamento e temperatura global poderia fazer com que mais de dois terços da floresta se degradassem ou se transformassem em um ecossistema de savana. Atualmente, cerca de 17% da Pan-Amazônia já foram desmatados, e tudo indica que a Terra irá ultrapassar o aquecimento de 1,5 °C acima dos níveis pré‐industriais. Estudos alertam que é cada vez mais provável que ultrapassemos 2°C de aquecimento até 2050. No pior dos casos, “esse limiar crítico [na Amazônia] poderia ser atingido já na década de 2040”, disse Nico Wunderling, autor principal do artigo e pesquisador do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, na Alemanha, em entrevista à Mongabay. “Embora eu seja um pouco mais otimista: se as atuais tendências [decrescentes] do desmatamento brasileiro continuarem, talvez não alcancemos [o ponto de inflexão] até meados do século.” “Podemos dizer com segurança que, quanto mais desmatamento ocorrer, mais baixo será esse limiar de aquecimento global”, disse Arie Staal, coautor do estudo e professor assistente na Universidade de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/desmatamento-e-aquecimento-podem-causar-mudancas-irreversiveis-na-amazonia-ate-2040/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mico-leão-dourado entra na mira de traficantes internacionais de animais</title>
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					<pubDate>03 Jun 2026 07:58:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda WenzelMarco Mantovani]]>
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							<![CDATA[África, Ásia e Brasil]]>
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							<![CDATA[<p>Contrabandeados em carros, a bordo de aviões ou em veleiros que cruzam o Oceano Atlântico, micos-leões-dourados estão sendo arrancados das florestas brasileiras e traficados para o exterior por sofisticadas redes criminosas. Os macacos são transportados pela América Latina e pela África, com fortes indícios de que tenham como destino final o mercado asiático ilegal. Colecionadores [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Contrabandeados em carros, a bordo de aviões ou em veleiros que cruzam o Oceano Atlântico, micos-leões-dourados estão sendo arrancados das florestas brasileiras e traficados para o exterior por sofisticadas redes criminosas. Os macacos são transportados pela América Latina e pela África, com fortes indícios de que tenham como destino final o mercado asiático ilegal. Colecionadores estão dispostos a pagar até US$ 100 mil por esse animal, um dos símbolos da conservação da natureza no Brasil. Alguns dos micos morrem antes de chegar ao destino. Os que sobrevivem podem terminar a viagem desnutridos, doentes e, por vezes, mutilados. “É assustador, no sentido de que [o tráfico] é uma ameaça que nós considerávamos relativamente sob controle”, afirmou Luis Paulo Ferraz, secretário-executivo da Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), que lidera um esforço internacional para preservar a espécie desde a década de 1990. Nos últimos anos, sua equipe tem se deparado cada vez mais com pessoas que se aventuram nas florestas do Rio de Janeiro para capturar esses animais. “A nossa equipe de campo começou a bater de frente com esses caras, a ponto de eu ficar super preocupado de ter a minha equipe num lugar com bandido circulando.” O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), estampado na cédula de 20 reais, entrou no radar da Polícia Federal em 2023, depois que sete desses primatas e 29 araras-azuis-de-lear (Anodorhynchus leari), outra espécie nativa do Brasil, foram apreendidos em um cativeiro no vizinho Suriname. Em fevereiro de 2024, autoridades do Togo ficaram surpresas ao encontrar as mesmas duas espécies —&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/mico-leao-dourado-entra-na-mira-de-traficantes-internacionais-de-animais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Nem o futebol escapa: calor extremo coloca Copa do Mundo sob alerta</title>
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					<pubDate>01 Jun 2026 16:08:31 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[David Akana]]>
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							<![CDATA[<p>Enquanto torcedores se preparam para a Copa do Mundo de futebol, que começa na semana que vem, cientistas alertam para as perigosas ondas de calor que devem atingir os países-sede, em particular os Estados Unidos. Uma nova análise adverte que a probabilidade de altos níveis de calor e umidade é hoje duas vezes maior do [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Enquanto torcedores se preparam para a Copa do Mundo de futebol, que começa na semana que vem, cientistas alertam para as perigosas ondas de calor que devem atingir os países-sede, em particular os Estados Unidos. Uma nova análise adverte que a probabilidade de altos níveis de calor e umidade é hoje duas vezes maior do que na última Copa realizada nos Estados Unidos, em 1994, sobretudo em razão das mudanças climáticas. O estudo, conduzido pela iniciativa World Weather Attribution, concluiu que mais de duas dezenas de partidas deverão ser disputadas sob condições de estresse térmico. Algumas delas em estádios sem sistema de refrigeração. “As partidas deste verão serão disputadas em condições mais quentes, pondo em risco jogadores e torcedores”, disse Simon Stiell, Secretário Executivo da agência da ONU para Mudanças Climáticas, em declaração obtida pela Mongabay. Usando a Wet Bulb Globe Temperature (WBGT), índice que combina temperatura, umidade, luz solar e vento, os pesquisadores analisaram as condições previstas para diversas cidades-sede. Segundo eles, valores acima de 26 °C já são considerados de risco, enquanto níveis acima de 28 °C são inseguros para jogar. Durante o torneio, espera-se que 26 partidas atinjam ou ultrapassem a marca de 26 °C de WBGT, enquanto cinco devem superar o limiar de 28 °C. Em comparação, apenas três jogos registraram esse nível de calor durante a Copa de 1994. As cidades consideradas mais vulneráveis são Miami, Dallas, Filadélfia e Nova York, onde partidas disputadas à tarde e no início da noite coincidem com os períodos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/nem-o-futebol-escapa-calor-extremo-coloca-copa-do-mundo-sob-alerta/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>5 histórias (positivas) sobre a vida de papagaios e araras no Brasil</title>
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					<pubDate>28 Mai 2026 18:36:31 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Animais, Aves, Espécies Ameaçadas, Espécies em Perigo, Fauna e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Cartões-postais do Brasil, as multicoloridas aves da fauna brasileira enfrentam uma porção de desafios para sobreviver em seus habitats (isso quando ainda estão neles). No caso dos psitacídeos — termo que engloba papagaios e araras — o encalço do fogo, do tráfico de animais e da perda florestal torna urgente a implementação de projetos de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Cartões-postais do Brasil, as multicoloridas aves da fauna brasileira enfrentam uma porção de desafios para sobreviver em seus habitats (isso quando ainda estão neles). No caso dos psitacídeos — termo que engloba papagaios e araras — o encalço do fogo, do tráfico de animais e da perda florestal torna urgente a implementação de projetos de proteção a diferentes espécies ameaçadas e seus territórios. E esses projetos existem: do Nordeste ao Sudeste, seja em parques nacionais ou mesmo em áreas privadas convertidas em reservas, iniciativas têm se dedicado a reintroduzir espécies na natureza. As soluções variam — e vão de ninhos artificiais a aulas de voo livre para pássaros que precisam ‘reaprender’ a rasgar os céus. A Mongabay reuniu cinco histórias que mostram como a união entre ciência, conservação e trabalho duro já ajuda a recolorir paisagens Brasil afora. &nbsp; De volta aos céus: o improvável retorno de um dos mais raros papagaios do Brasil Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis). Foto: Xavier Bartaburu/Mongabay Espécie endêmica do litoral do Paraná e de São Paulo, o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) enfrentava um problema grave: diante do tráfico ilegal de fauna e da escassez de árvores para nidificação, a ave corria o risco de ser riscada do mapa. Diante disso, um projeto se propôs a reverter a situação crítica do animal. Com o apoio de pesquisadores — e, aos poucos, com a colaboração da comunidade local —, ninhos artificiais foram instalados nas árvores da Mata Atlântica para garantir a conservação da espécie. Ainda que os problemas não&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/5-historias-positivas-sobre-a-vida-de-papagaios-e-araras-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“Essa hidrovia vai matar o pescador”, dizem ribeirinhos do Rio Tocantins</title>
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					<pubDate>27 Mai 2026 08:44:14 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiffany Higgins]]>
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							<![CDATA[<p>ITUPIRANGA, Pará – Ronaldo Macena e Erlan Moraes, lideranças de comunidades ribeirinhas cujas famílias vivem há gerações da pesca no Pedral do Lourenção, trecho rochoso que faz parte do Rio Tocantins, no sudeste do Pará, sentiram-se esperançosos em setembro, quando um juiz federal visitou suas vilas. Por várias gerações, disse Macena ao juiz, os povos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ITUPIRANGA, Pará – Ronaldo Macena e Erlan Moraes, lideranças de comunidades ribeirinhas cujas famílias vivem há gerações da pesca no Pedral do Lourenção, trecho rochoso que faz parte do Rio Tocantins, no sudeste do Pará, sentiram-se esperançosos em setembro, quando um juiz federal visitou suas vilas. Por várias gerações, disse Macena ao juiz, os povos do território ribeirinho do Pedral do Lourenção, como eles o chamam, prosperaram em seus trechos cheios de pedras. Ali, eles obtêm não apenas renda e meios de subsistência dignos, mas também identificação cultural por meio da pesca nos pedregosos cânions subaquáticos que chegam a atingir 80 metros de profundidade. Porém, no momento em que o governo federal busca abrir uma nova hidrovia no rio, seus direitos têm sido sistematicamente violados, disse Macena, por um governo que não os tratou como povos tradicionais com “cultura, tradições e linguajar” distintos, e sim juntou os ribeirinhos aos povos urbanos, com os registros oficiais praticamente ignorando seus saberes tradicionais, sua pesca e mesmo sua existência. Os órgãos federais responsáveis pelo projeto planejam explodir o leito rochoso do Pedral do Lourenção, como é chamado pelos ribeirinhos (formalmente conhecido como Pedral do Lourenço). Seria um primeiro passo para a criação de uma hidrovia no Rio Tocantins, cujo objetivo é ampliar as exportações de grãos, minerais e gado. O projeto está sendo executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com estudos da consultoria DTA Engenharia. Para transformar o rio em uma hidrovia, as autoridades decidiram dinamitar as rochas em um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/essa-hidrovia-vai-matar-o-pescador-dizem-ribeirinhos-do-rio-tocantins/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pressão global sobre a ayahuasca ameaça plantas e saberes da Amazônia</title>
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					<pubDate>25 Mai 2026 10:35:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carlos Minuano]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Biodiversidade, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Populações Tradicionais, Povos indígenas, Povos Tradicionais e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>“Uma das maiores farmácias do mundo está sendo destruída”, afirma o líder indígena Benki Piyãko, do povo Ashaninka, no Acre. O alerta aponta para as múltiplas pressões que avançam sobre a Amazônia, mas também para um momento de crescente debate e de ameaças em torno de uma das chamadas “medicinas da floresta”: a ayahuasca. A [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Uma das maiores farmácias do mundo está sendo destruída”, afirma o líder indígena Benki Piyãko, do povo Ashaninka, no Acre. O alerta aponta para as múltiplas pressões que avançam sobre a Amazônia, mas também para um momento de crescente debate e de ameaças em torno de uma das chamadas “medicinas da floresta”: a ayahuasca. A bebida indígena, de propriedades psicodélicas, é preparada, em geral, a partir de duas plantas nativas da região: o cipó caapi ou mariri (Banisteriopsis caapi) e as folhas da chacrona (Psychotria viridis), espécies que, segundo relatos de lideranças indígenas e especialistas, enfrentam pressão crescente e sinais de escassez em algumas regiões. Denominada kamarãpe pelo povo Ashaninka, a ayahuasca, usada há séculos por indígenas da Amazônia, há décadas atravessa fronteiras e deixou de circular exclusivamente em seus contextos originários. Hoje, está presente em centros religiosos urbanos, retiros terapêuticos e circuitos internacionais de turismo psicodélico. Cientistas e laboratórios farmacêuticos também voltam sua atenção à bebida ancestral, que já apresenta evidências de potencial terapêutico para diferentes transtornos de saúde mental, como depressão e dependência química. Mas, junto com o crescimento do interesse global, vêm também as preocupações. À medida que a demanda cresce, a cadeia de circulação da ayahuasca se expande sem um acompanhamento equivalente em termos de manejo e monitoramento. Em diferentes regiões da Amazônia, já há sinais de pressão sobre as espécies utilizadas no preparo da bebida, em geral coletadas sem planejamento. Ao mesmo tempo, o aumento do consumo fora dos contextos tradicionais levanta preocupações sobre a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/pressao-global-sobre-a-ayahuasca-ameaca-plantas-e-saberes-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Crime organizado já afeta 32% de áreas indígenas da Amazônia, diz estudo</title>
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					<pubDate>21 Mai 2026 20:18:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Yvette Sierra Praeli]]>
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							<![CDATA[<p>Um relatório da Amazon Watch mostrou como a atividade de grupos criminosos e as respostas militarizadas do Estado vêm causando profundos impactos na vida das comunidades indígenas em grande parte da Amazônia. O material, publicado em abril e intitulado “Amazônia sob ataque: como o crime e a militarização ameaçam os povos indígenas”, analisa sete estudos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/crime-organizado-ja-afeta-32-de-areas-indigenas-da-amazonia-diz-estudo/" data-wpel-link="internal">Crime organizado já afeta 32% de áreas indígenas da Amazônia, diz estudo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Um relatório da Amazon Watch mostrou como a atividade de grupos criminosos e as respostas militarizadas do Estado vêm causando profundos impactos na vida das comunidades indígenas em grande parte da Amazônia. O material, publicado em abril e intitulado “Amazônia sob ataque: como o crime e a militarização ameaçam os povos indígenas”, analisa sete estudos de caso realizados em cinco países amazônicos: Colômbia, Equador, Peru, Brasil e Venezuela. O documento detalha como as atividades ilícitas e a subsequente repressão por parte do aparato estatal de segurança estão transformando os modos de vida e os hábitos culturais de diferentes povos originários, comprometendo sua autodeterminação e seus direitos coletivos. “Em toda a Amazônia, atividades como garimpo ilegal de ouro, tráfico de drogas, extração ilegal de madeira, tráfico de animais silvestres, contrabando de combustíveis e tráfico de pessoas funcionam cada vez mais como sistemas interconectados”, diz o relatório. “Essas economias compartilham rotas, infraestrutura, financiamento e mecanismos de proteção armada, permitindo que as organizações criminosas diversifiquem suas fontes de renda, reduzam os riscos e se adaptem rapidamente às flutuações do mercado e à pressão governamental.” Como resultado dessa espiral de violência, pelo menos 296 ativistas ambientais foram mortos na Amazônia desde 2012 — a Colômbia e o Brasil são as nações mais perigosas para quem defende a natureza. Além disso, o relatório mostra que 67% dos municípios amazônicos já são afetados por organizações criminosas; como resultado, a presença delas sujeita 32% dos territórios indígenas a disputas travadas por grupos armados. A investigação também destaca&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/crime-organizado-ja-afeta-32-de-areas-indigenas-da-amazonia-diz-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Harpias podem atacar humanos? Caso na Amazônia reacende debate científico</title>
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					<pubDate>20 Mai 2026 09:34:59 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago Mota e Silva]]>
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							<![CDATA[Animais, Biodiversidade Amazônica, Espécies Ameaçadas, Espécies em Perigo e Fauna]]>
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							<![CDATA[<p>Em outubro de 2023, no interior da Guiana Francesa, uma mulher de 39 anos foi atacada por uma harpia (Harpia harpyja), considerada a maior águia do mundo. Em uma região com extensas áreas de floresta preservada, interações como essa, entre humanos e animais silvestres, são extremamente raras. O ataque ocorreu a cerca de 35 quilômetros [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em outubro de 2023, no interior da Guiana Francesa, uma mulher de 39 anos foi atacada por uma harpia (Harpia harpyja), considerada a maior águia do mundo. Em uma região com extensas áreas de floresta preservada, interações como essa, entre humanos e animais silvestres, são extremamente raras. O ataque ocorreu a cerca de 35 quilômetros da vila mais próxima, próximo ao Rio Kourou, durante uma caminhada de um grupo com 11 turistas e um guia local. A águia havia pousado a cerca de 6 metros de altura quando foi avistada. Sem sinais aparentes de agressividade vindo da ave, parte do grupo seguiu caminho, enquanto a mulher e seu parceiro permaneceram por alguns instantes para fotografá-la. Quando o casal retomava a trilha, a harpia desceu e atingiu a parte posterior da cabeça da turista. Desde 2016, o biólogo Everton Miranda se dedica ao monitoramento de harpias, consideradas uma espécie-bandeira para a conservação da Amazônia. Ele reforça o quanto esses casos são raros: “É extremamente incomum, assim como é para outros grandes predadores da América do Sul, como a onça ou crocodilos”, explica. Miranda assinou artigo científico recente relatando o caso, conjuntamente com especialistas franco-guianenses. Este foi o primeiro episódio de ataque na história a ser registrado e descrito por pesquisadores. Na academia, há uma resistência em publicar casos como este, segundo o biólogo. “Há um temor de que dar visibilidade para ataques aumente o estigma contra o animal, porque nós sabemos que há muitos abates de harpias relacionados a predação de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/harpias-podem-atacar-humanos-caso-na-amazonia-reacende-debate-cientifico/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O que está em jogo nos recifes da Amazônia ameaçados pelo petróleo</title>
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					<pubDate>18 Mai 2026 12:17:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Biodiversidade, Fauna marinha, Oceanos, pesca e recifes de coral]]>
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							<![CDATA[<p>Quando se fala em Amazônia, as referências sempre são em superlativos: a maior floresta tropical do mundo, a maior faixa contínua de manguezais do planeta, o maior rio em volume de água e extensão da Terra (o Amazonas, no caso). Por isso, qualquer tipo de atividade exploratória na região, e seus possíveis impactos sobre esse [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Quando se fala em Amazônia, as referências sempre são em superlativos: a maior floresta tropical do mundo, a maior faixa contínua de manguezais do planeta, o maior rio em volume de água e extensão da Terra (o Amazonas, no caso). Por isso, qualquer tipo de atividade exploratória na região, e seus possíveis impactos sobre esse ecossistema tão único, é vista com muita preocupação. É o que vem acontecendo com a prospecção realizada pela Petrobras na chamada Margem Equatorial Brasileira, área que compreende a faixa litorânea e oceânica entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, e engloba a Bacia da Foz do Amazonas. A licença ambiental para a estatal brasileira iniciar a pesquisa em busca de petróleo e gás natural foi dada pelo Ibama em outubro de 2025, após diversos pedidos negados anteriormente, forte pressão política, inclusive do próprio presidente Lula, e muitas críticas de ambientalistas e organizações da sociedade civil. Um dos pontos mais sensíveis levantados por especialistas para questionar a operação da Petrobras seria a presença do Sistema Recifal da Amazônia, a menos de 40 km do bloco FZA-M-59, onde está em curso a perfuração do poço Morpho. Conhecido desde os anos 1970, o sistema recifal amazônico só foi descrito oficialmente por um grupo de pesquisadores brasileiros em 2016. No ano seguinte, um navio de pesquisa da organização Greenpeace, equipado com um pequeno submarino, foi à região e divulgou ao mundo as raras imagens desse ambiente, que ocupa uma área estimada de 9,5 mil km², e funciona&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/o-que-esta-em-jogo-nos-recifes-da-amazonia-ameacados-pelo-petroleo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Sem energia prometida por Belo Monte, comunidades geram sua própria eletricidade</title>
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					<pubDate>14 Mai 2026 15:56:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jorge C. Carrasco]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Comunidades Tradicionais, Energia, Hidrelétricas, Infraestrutura, pesca e rios]]>
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							<![CDATA[<p>Quando o governo brasileiro aprovou a construção do complexo hidrelétrico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o megaprojeto prometia transformar o panorama energético nacional e local, gerando uma grande oferta de energia limpa para abastecer indústrias, iluminar residências e levar desenvolvimento a comunidades isoladas que, historicamente, tinham pouco ou nenhum [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/sem-energia-prometida-por-belo-monte-comunidades-geram-sua-propria-eletricidade/" data-wpel-link="internal">Sem energia prometida por Belo Monte, comunidades geram sua própria eletricidade</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Quando o governo brasileiro aprovou a construção do complexo hidrelétrico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o megaprojeto prometia transformar o panorama energético nacional e local, gerando uma grande oferta de energia limpa para abastecer indústrias, iluminar residências e levar desenvolvimento a comunidades isoladas que, historicamente, tinham pouco ou nenhum acesso à energia elétrica. No entanto, quase uma década após o início das operações da quarta maior usina hidrelétrica do mundo, em 2016, a realidade é diferente. Comunidades vulneráveis que dependiam da pesca foram severamente afetadas economicamente, e muitas famílias ribeirinhas continuam sem conexão à rede elétrica ou pagam algumas das contas de luz mais altas do país. Um estudo publicado em 2024 por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), identificou, por meio de uma pesquisa domiciliar com 500 famílias em Altamira, no Pará, que a grande maioria delas (86,8%) sofreu um impacto negativo nos preços da energia elétrica após a construção de Belo Monte. A pesquisa reforça as evidências de que não só o “progresso energético” prometido no passado nunca se concretizou, mas também que as tarifas dispararam, enquanto as comunidades que vivem à sombra da maior barragem da Amazônia ainda enfrentam apagões e custos proibitivos. Vista geral do sistema de energia solar após a instalação na comunidade de Porto Rico, na região de Santarém, no Pará. Foto cedida por Renato&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/sem-energia-prometida-por-belo-monte-comunidades-geram-sua-propria-eletricidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Camarão gigante invasor avança sobre áreas protegidas no Brasil</title>
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					<pubDate>13 Mai 2026 07:10:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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							<![CDATA[<p>A presença sorrateira e cada vez mais persistente de uma espécie exótica nos ecossistemas costeiros do Brasil vem acendendo inúmeros alertas entre cientistas, pescadores e gestores ambientais: trata-se do camarão-gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii). Introduzido no país no final do século 20 para abastecer o crescente setor de aquicultura, o animal não se limita mais à criação [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A presença sorrateira e cada vez mais persistente de uma espécie exótica nos ecossistemas costeiros do Brasil vem acendendo inúmeros alertas entre cientistas, pescadores e gestores ambientais: trata-se do camarão-gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii). Introduzido no país no final do século 20 para abastecer o crescente setor de aquicultura, o animal não se limita mais à criação em cativeiro. Com o tempo, a espécie se estabeleceu em ambientes naturais extremamente sensíveis, incluindo áreas protegidas. Um estudo realizado por pesquisadores do Brasil e do Uruguai, publicado em fevereiro, revelou a dimensão do problema e esmiuçou os riscos ecológicos e ambientais associados à “invasão” do camarão gigante — aspectos negativos que, segundo os especialistas, podem se intensificar nos próximos anos. Liderada pelo oceanógrafo Edison Barbieri, diretor do Núcleo Regional de Pesquisa do Litoral Sul, do Instituto de Pesca de São Paulo, a pesquisa foi motivada pela preocupação crescente da comunidade científica diante das invasões biológicas em ecossistemas estuarinos. Esses sistemas, que também incluem os manguezais, estão localizados em áreas de transição entre rios e o oceano e são amplamente reconhecidos por sua biodiversidade. As zonas estuarinas servem como berçários para inúmeras espécies aquáticas, incluindo peixes e crustáceos cuja importância ecológica se soma ao seu potencial econômico. Ao mesmo tempo, esses ambientes transicionais delicados são suscetíveis à introdução de espécies exóticas, que passam a competir com a fauna nativa por diferentes recursos vitais. Segundo Barbieri, o estudo — conduzido entre 2015 e 2025 — partiu de uma constatação: ainda que o camarão intruso tivesse sido&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/camarao-gigante-invasor-avanca-sobre-areas-protegidas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação sobre tráfico de fauna brasileira mira ligação com mega zoo na Índia</title>
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					<pubDate>12 Mai 2026 12:55:55 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>Um cidadão estadunidense, suspeito de tráfico internacional de animais, teve três telefones celulares e um computador apreendidos em 1 de maio ao chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. De acordo com uma nota divulgada pela Polícia Federal, a ação é o desdobramento de uma investigação sobre o tráfico internacional de micos-leões-dourados e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um cidadão estadunidense, suspeito de tráfico internacional de animais, teve três telefones celulares e um computador apreendidos em 1 de maio ao chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. De acordo com uma nota divulgada pela Polícia Federal, a ação é o desdobramento de uma investigação sobre o tráfico internacional de micos-leões-dourados e de outras espécies ameaçadas da fauna brasileira. O comunicado não menciona o nome do alvo dos mandados de busca e apreensão. No entanto, uma fonte familiarizada com as investigações envolvendo micos-leões-dourados, que pediu para permanecer anônima, identificou o homem como Tony Silva, um renomado ornitólogo que foi condenado por contrabandear aves exóticas da América do Sul para os Estados Unidos em 1996. De acordo com a fonte, Silva é suspeito de coordenar a compra de animais comercializados ilegalmente para o Vantara, um megazoológico privado no estado de Gujarat, na Índia, administrado pelo bilionário Anant Ambani, filho do homem mais rico da Índia. Em um e-mail enviado à Mongabay, um porta-voz do Vantara afirmou que o zoológico “não tem qualquer relação com a compra de animais ilegais” e que “qualquer tentativa de associar os assuntos pessoais do Sr. Silva ao Vantara, seja de forma direta ou indireta, seria factualmente incorreta e juridicamente insustentável”. De acordo com a organização, Silva não é e nunca foi seu funcionário. “O Vantara entende que ele [Tony Silva] foi contratado por uma empresa independente para prestar consultoria pontual sobre a gestão de recintos, cuidados com os animais e nutrição, tendo em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/investigacao-sobre-trafico-de-fauna-brasileira-mira-ligacao-com-mega-zoo-na-india/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto de lei quer proibir uso de imagens de satélite para embargar desmatadores</title>
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					<pubDate>07 Mai 2026 17:43:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Em maio de 2025, uma delegação de políticos e fazendeiros paraenses foi a Brasília protestar contra o Ibama. Por trás de tamanha irritação, estavam os embargos impostos a 544 propriedades rurais no município de Altamira, um dos focos do desmatamento na Amazônia. Em todos os casos, derrubadas ilegais detectadas por imagens de satélite levaram os [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em maio de 2025, uma delegação de políticos e fazendeiros paraenses foi a Brasília protestar contra o Ibama. Por trás de tamanha irritação, estavam os embargos impostos a 544 propriedades rurais no município de Altamira, um dos focos do desmatamento na Amazônia. Em todos os casos, derrubadas ilegais detectadas por imagens de satélite levaram os agentes ambientais a proibir o uso das áreas para lavoura ou criação de gado. “Todos vieram aqui para apresentar e pedir solução a respeito de áreas produtivas no estado do Pará”, disse o governador do Pará, Helder Barbalho, na época. Quase um ano depois, este ressentimento foi destilado em um novo projeto de lei propondo a proibição dos chamados “embargos remotos”. Hoje, o Ibama utiliza imagens de satélite para identificar onde o desmatamento ilegal está ocorrendo. Assim que detectam uma área recentemente desmatada, os agentes verificam se existe uma licença ambiental autorizando aquele desmate — na Amazônia, cerca de 90% da derrubada da floresta é ilegal. Se não houver autorização, os servidores emitem um embargo diretamente de seus computadores, como medida preventiva. O sistema é uma das ferramentas que ajudaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reduzir pela metade os números do desmatamento na Amazônia desde que assumiu o cargo, em 2023. “Hoje temos muitas imagens de satélite em resolução altíssima, e a gente consegue cruzar informações de vários bancos de dados”, disse Wallace Lopes, representante da associação de servidores ambientais federais, Ascema, à Mongabay. Jair Schmitt, diretor de proteção ambiental&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/projeto-de-lei-quer-proibir-uso-de-imagens-de-satelite-para-embargar-desmatadores/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Bahia abre centro de reabilitação para salvar o raro mico-leão-de-cara-dourada</title>
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					<pubDate>06 Mai 2026 15:40:40 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil inaugurou seu primeiro centro de reabilitação para o mico-leão-de-cara-dourada, espécie de primata ameaçada de extinção pela expansão urbana e pela substituição de sistemas agroflorestais de cacau por monoculturas. Os micos-leões-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) já foram registrados em Ilhéus e arredores, cidade litorânea no sul da Bahia, comendo frutas dentro de um supermercado ou se [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil inaugurou seu primeiro centro de reabilitação para o mico-leão-de-cara-dourada, espécie de primata ameaçada de extinção pela expansão urbana e pela substituição de sistemas agroflorestais de cacau por monoculturas. Os micos-leões-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) já foram registrados em Ilhéus e arredores, cidade litorânea no sul da Bahia, comendo frutas dentro de um supermercado ou se deslocando por fios de alta tensão — muitos acabam morrendo eletrocutados dessa forma. Atropelamentos em rodovias também têm ferido ou matado vários macacos, assim como ataques de cães domésticos. Até recentemente, não havia nenhum local especializado para receber esses animais e prepará-los para a volta à natureza, explica o biólogo Leonardo Oliveira, que estuda a espécie há mais de 20 anos. “Muitas vezes, para o público em geral, ver esses macacos no quintal de casa ou na feira passa a falsa impressão de que está tudo bem: ‘Nossa, tem tantos que já estão até entrando na cidade’. Não. É a cidade que está avançando sobre o espaço deles”, afirma Oliveira, que vai atuar no novo centro de reabilitação. Um mico-leão-de-cara-dourada em um poste de energia elétrica em Ilhéus. Foto cedida pela Tamarin Trust. O mico-leão-de-cara-dourada é uma espécie endêmica do Brasil, restrita a uma pequena região de Mata Atlântica no sul da Bahia. Entre 1992 e 2024, sua área de ocorrência encolheu em 42%, passando de cerca de 22,5 mil quilômetros quadrados para 13 mil km². Isso resultou em uma redução populacional de quase 60%: de uma estimativa de 50 mil indivíduos há 30 anos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/bahia-abre-centro-de-reabilitacao-para-salvar-o-raro-mico-leao-de-cara-dourada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>4 histórias que expõem a crise dos peixes na Amazônia</title>
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					<pubDate>05 Mai 2026 07:54:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
						</dc:creator>
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							<![CDATA[Clima, Mudanças climáticas, Peixes e rios]]>
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							<![CDATA[<p>Poluentes, secas e usinas hidrelétricas estão transformando de maneira irreversível os rios da Amazônia — e os seres que nelas vivem. Comunidades ribeirinhas e indígenas já vêm há tempos relatando o que só agora os cientistas começaram a comprovar: os peixes amazônicos estão mudando. Não só estão ficando mais escassos como também menores e, pior, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Poluentes, secas e usinas hidrelétricas estão transformando de maneira irreversível os rios da Amazônia — e os seres que nelas vivem. Comunidades ribeirinhas e indígenas já vêm há tempos relatando o que só agora os cientistas começaram a comprovar: os peixes amazônicos estão mudando. Não só estão ficando mais escassos como também menores e, pior, cheios de deformações. Sofre o ecossistema e sofrem também as populações que dependem da pesca para sobreviver. E, a julgar pelas poucas ações que vêm sendo tomadas em termos de garantia e de proteção, o cenário é pouco animador. As perspectivas de aquecimento do clima para os próximos anos tornam tudo ainda mais grave. A Mongabay mergulhou fundo nesse tema, que você pode acompanhar nesta série de reportagens a seguir. &nbsp; Pescadores ajudam cientistas a mapear prejuízos das barragens do Madeira para a pesca Um peixe capturado no Rio Madeira em uma balança eletrônica. Foto: Igor Hister Lourenço. Apontadas como sustentáveis por não recorrerem à queima de combustíveis fósseis, as usinas hidrelétricas também carregam uma série de riscos ambientais. Isso é perceptível na comunidade do Lago Puruzinho, no estado do Amazonas, onde a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau — no vizinho estado de Rondônia — mudou drasticamente a realidade do Rio Madeira, de seus arredores e de quem vive de seus recursos naturais. Assim, vendo-se diretamente afetados pela queda nos estoques de peixes como o pirarucu (Arapaima gigas) e o tambaqui (Colossoma macropomum), pescadores locais se aliaram aos cientistas. Essa união de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/4-historias-que-expoem-a-crise-dos-peixes-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</title>
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					<pubDate>30 Abr 2026 07:04:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rubens Valente]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Degradação, demarcação territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, incêndios, Incêndios Florestais, Indígenas, Índios, Monocultura, Populações Tradicionais, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes pressões políticas para restringir o acordo. Enquanto isso, lideranças indígenas enxergam uma oportunidade econômica com o fim da moratória. Membros de comunidades que vendem soja cultivada em suas terras demarcadas alegam que já o fazem de forma sustentável e que o acordo penaliza injustamente seu produto. A Mongabay conversou com diversas partes interessadas, desde lideranças indígenas e entidades corporativas até ambientalistas e órgãos do governo — pessoas de todo o espectro político brasileiro — para obter suas opiniões sobre o que a possível dissolução da moratória pode significar para os povos originários e suas terras na Amazônia. Trecho de floresta amazônica junto a campos de soja em Belterra, no Pará. Foto: AP Photo/Leo Correa. A Moratória da Soja é um pacto voluntário entre empresas, órgãos públicos e ONGs para reduzir o desmatamento na Amazônia. Os participantes concordaram em proibir, em suas cadeias de suprimentos, qualquer soja produzida em áreas da região  desmatadas após julho de 2008. Dez anos após a entrada em vigor do acordo, em 2006, o desmatamento para o cultivo do grão na floresta amazônica já havia caído para 1%. As fazendas de soja, por sua vez, ampliaram sua área de plantio em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Governo Lula usa brecha na lei para asfaltar BR-319 em ano eleitoral</title>
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					<pubDate>29 Abr 2026 17:27:31 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Governo Lula anuncia asfaltamento da BR-319 para os próximos meses, aproveitando-se de brecha na lei para driblar o licenciamento ambiental.</p>
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							<![CDATA[Em breve, tratores devem estar trabalhando na pavimentação da polêmica BR-319, no coração da floresta amazônica. Em 13 de abril, o governo Lula lançou quatro avisos de licitação no valor de R$ 1,3 bilhão para pavimentar o chamado trecho do meio da rodovia, valendo-se da lei que flexibilizou o licenciamento ambiental no país. Segundo o governo, as obras devem ocorrer no segundo semestre. “A ideia é iniciar rapidamente, com mobilizações independentes, aproveitando o verão amazônico e avançando o máximo possível”, disse Fabrício Galvão, diretor-geral do DNIT, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), na apresentação do projeto, no final de março. Inaugurada em 1976 para conectar duas grandes cidades amazônicas — Manaus e Porto Velho —, a rodovia tem 885 quilômetros e atravessa uma das áreas mais preservadas da Amazônia, que abriga 69 territórios indígenas e 41 unidades de conservação. O trecho intermediário da rodovia nunca foi totalmente pavimentado e, após décadas de abandono, tornou-se intransitável, principalmente durante a estação chuvosa. A pavimentação desse trecho de 339 km vem sendo defendida há muito tempo por moradores, políticos e empresários, que atualmente dependem de aviões ou embarcações para se deslocar na região.  No entanto, especialistas alertam que a obra pode aproximar a floresta do chamado “ponto de não-retorno”, transformando-a em um ecossistema muito mais seco e menos biodiverso. “Todos os estudos indicam um impacto monstruoso no desmatamento da Amazônia, abrindo uma nova fronteira violenta”, disse Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, organização que foi à Justiça tentar barrar a obra. No&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/governo-lula-usa-brecha-na-lei-para-asfaltar-br-319-em-ano-eleitoral/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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