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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Proteção a indígenas isolados vive ‘lentidão e desinteresse’, diz procurador</title>
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					<pubDate>31 Jul 2026 07:47:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Aimee Gabay]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2011, uma ordem de restrição ao uso da terra foi aplicada, pela primeira vez, à Terra Indígena (TI) Ituna/Itatá, localizada nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio, no Pará. Com 142 mil hectares de extensão, a TI abriga povos indígenas em isolamento voluntário. A interdição administrativa tinha por objetivo proteger esses mesmos grupos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2011, uma ordem de restrição ao uso da terra foi aplicada, pela primeira vez, à Terra Indígena (TI) Ituna/Itatá, localizada nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio, no Pará. Com 142 mil hectares de extensão, a TI abriga povos indígenas em isolamento voluntário. A interdição administrativa tinha por objetivo proteger esses mesmos grupos isolados, uma vez que sua aplicação proibia a entrada de pessoas não autorizadas. No entanto, com o tempo, as taxas de perda de floresta aumentaram — assim como as invasões. Em 2019, a TI Ituna/Itatá já chamava a atenção por ser um dos territórios indígenas com os maiores índices de perda de cobertura florestal, sobretudo devido à atividade de grileiros, um dos vetores do desmatamento na Amazônia. No Brasil, portarias de restrição ao uso da terra são utilizadas para proteger povos originários em isolamento. Trata-se de uma ferramenta temporária, à qual se recorre quando um determinado processo de demarcação de terra ainda não foi concluído. Na prática, porém, o cenário é difuso. Como a Mongabay mostrou em reportagens recentes, a restrição costuma ser renovada várias vezes ao longo dos anos, enquanto o processo formal de demarcação das terras segue sem desfecho. Além disso, as portarias nem sempre são eficazes na proteção dos povos locais contra o assédio de invasores. Em 2022, após uma nova ordem de restrição válida para o território, a TI Ituna/Itatá perdeu 2,2 mil hectares de cobertura florestal — cerca de 1,5% de sua área total, segundo análises de satélite. A renovação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/protecao-a-indigenas-isolados-vive-lentidao-e-desinteresse-diz-procurador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Quilombo resiste onde o São Francisco encontra o mar</title>
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					<pubDate>30 Jul 2026 08:53:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agroecologia, Agrotóxicos, Água, Alimentos, Biodiversidade, Caatinga, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Demarcação Territorial, Manguezais, Povos Tradicionais, Quilombolas, Recursos hídricos e Socioambiental]]>
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							<![CDATA[<p>BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de Mata Atlântica, o branco das dunas, pequenos portos, além das lagoas marginais e manguezais, muitos manguezais: patrimônios biológicos, berçários de inúmeras espécies. Mas nem sempre essa beleza pertenceu a quem nela vivia. Vestígios de plantações de algodão e de mais de 20 engenhos dão notícia de uma outra época, anterior à Lei Áurea. Ali se concentrava a maior parte das pessoas escravizadas do Baixo São Francisco. Como o lugar também tinha muita mata nativa, era ideal para acolher os fugidos. Então, era conhecido como Refúgio dos Negros. Pois, mesmo depois do documento assinado pela Princesa Isabel, o povo que vivia da pesca artesanal e da terra tinha liberdade limitada. A terra onde moravam e plantavam havia gerações era entendida como propriedade dos fazendeiros da região, supostos donos que, tivessem título ou não, exerciam ali um domínio incontestado. Era cerca e mata-burro para todo o lado; se sentiam presos em seu próprio território. Assim contam os moradores do Território Quilombola Brejão do Negros, a 120 km da capital sergipana, Aracaju. “Era assim: se a senhora bater três alqueires de arroz, dois é para o fazendeiro e um é da senhora. Desse seu, ainda vai pagar todas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/quilombo-resiste-onde-o-rio-sao-francisco-encontra-o-mar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Planta secreta da Amazônia pode ser nova fonte de ibogaína para tratamento de dependência</title>
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					<pubDate>29 Jul 2026 10:45:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jenny Gonzales]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Há gerações, povos da África equatorial fazem uso da iboga (Tabernanthe iboga) em práticas espirituais. No Gabão, a planta ocupa um lugar central na tradição Bwiti. Um de seus componentes é a ibogaína, substância psicoativa que cientistas vêm estudando como possível ferramenta clínica no tratamento da dependência de drogas. Relatos sugerem que a ibogaína pode [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Há gerações, povos da África equatorial fazem uso da iboga (Tabernanthe iboga) em práticas espirituais. No Gabão, a planta ocupa um lugar central na tradição Bwiti. Um de seus componentes é a ibogaína, substância psicoativa que cientistas vêm estudando como possível ferramenta clínica no tratamento da dependência de drogas. Relatos sugerem que a ibogaína pode reduzir os sintomas de abstinência e a fissura por opioides como heroína e metadona, proporcionando um efeito que pode ser descrito como uma &#8220;reiniciação&#8221; neurobiológica. Embora o uso medicinal da ibogaína ainda não seja totalmente regulamentado, a crescente procura internacional pela substância — sobretudo por clínicas privadas para tratamento da dependência — tem estimulado a coleta ilegal e o contrabando da iboga, colocando a planta africana em risco. O arbusto leva até 30 anos para amadurecer e produz apenas 1 grama de ibogaína, e a extração tradicional geralmente requer arrancar a planta pela raiz, destruindo-a. A escassez levou o governo do Gabão a proibir sua exportação. Recentemente, uma descoberta foi feita na floresta amazônica, proveniente de uma espécie mantida em sigilo. A identidade dessa planta permanece um segredo rigorosamente guardado pelo pesquisador brasileiro Ricardo Marques, que passou quase dois anos localizando a planta e estudando sua ecologia. A espécie, segundo ele, contém um precursor químico que pode ser transformado em ibogaína por meio de um método de coleta novo e potencialmente sustentável, permitindo que a planta se regenere após a extração. Ao manter o nome em sigilo, enquanto capacita famílias locais para a sua coleta,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/planta-secreta-da-amazonia-pode-ser-nova-fonte-de-ibogaina-para-tratamento-de-dependencia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>‘Falar de agroecologia é falar de autonomia no campo’, diz Olga Muthambe</title>
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					<pubDate>28 Jul 2026 08:34:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Far Vubil]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[<p>Em Moçambique, país localizado no sudeste da África, mais de 1,6 mil mulheres integram programas de práticas agroecológicas nas províncias de Maputo, Gaza (ambas ao sul), Tete (centro) e Cabo Delgado (extremo norte). As ações são conduzidas pela ONG Hikone Moçambique, uma associação da sociedade civil, fundada em 2013, que busca empoderar  mulheres no campo. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em Moçambique, país localizado no sudeste da África, mais de 1,6 mil mulheres integram programas de práticas agroecológicas nas províncias de Maputo, Gaza (ambas ao sul), Tete (centro) e Cabo Delgado (extremo norte). As ações são conduzidas pela ONG Hikone Moçambique, uma associação da sociedade civil, fundada em 2013, que busca empoderar  mulheres no campo. A entidade procura trabalhar sobretudo com moçambicanas em situação de vulnerabilidade social.  O deslocamento da população local, com implicações para os seus meios de subsistência, a expropriação e a concentração de recursos e da terra estão entre os efeitos negativos mais comumente identificados como desdobramentos do extrativismo, que muitas vezes consiste na apropriação da natureza por meio da exploração do trabalho. Segundo a Hikone Moçambique, o extrativismo ainda fragiliza a soberania alimentar e agrava desigualdades, afetando desproporcionalmente as mulheres — que perdem alternativas de geração de renda. A Hikone foi cofundada pela ativista social moçambicana Olga Muthambe, atual diretora-executiva da organização. Feminista, praticante de desenvolvimento comunitário, professora autodidata e mãe de sete filhos, ela possui mais de 30 anos de experiência no trabalho com comunidades rurais. Na década de 1990, Muthambe trabalhou com mulheres e jovens em projetos de reabilitação após os anos da guerra civil de Moçambique (1977-1992), coordenando iniciativas para garantir segurança alimentar.  Décadas depois, em 2021, com o prolongamento  de outro conflito armado em Cabo Delgado, a ONG expandiu seu trabalho para apoiar mulheres afetadas pela violência e pelo deslocamento forçado — que, só nessa província, afetou cerca de um milhão de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/falar-de-agroecologia-e-falar-de-autonomia-no-campo-diz-olga-muthambe/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fim da Moratória da Soja pode custar 1,4 milhão de hectares à Amazônia</title>
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					<pubDate>27 Jul 2026 09:09:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Carbono, Commodities, Dióxido de Carbono, Gases de Efeito Estufa, Grilagem e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Uma área de floresta equivalente a quase dez vezes o município de São Paulo (ou 1,4 milhão de hectares) é o que a Amazônia poderá perder nos próximos dez anos com o desmantelamento da Moratória da Soja, pacto voluntário que vetava a compra do grão cultivado em áreas desmatadas. Criada em 2006, a aliança perdeu [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Uma área de floresta equivalente a quase dez vezes o município de São Paulo (ou 1,4 milhão de hectares) é o que a Amazônia poderá perder nos próximos dez anos com o desmantelamento da Moratória da Soja, pacto voluntário que vetava a compra do grão cultivado em áreas desmatadas. Criada em 2006, a aliança perdeu força este ano com a desfiliação de empresas e entidades do setor. As perspectivas de desmatamento em um cenário sem o acordo são tema de uma nova análise, publicada em julho. Segundo o artigo, a perda adicional de vegetação para a soja até 2036 representaria cerca de 17% da área total desmatada na Amazônia brasileira na última década. Os autores também chamam a atenção para o possível aumento das emissões de gases de efeito estufa: o estudo estima que 745 milhões de toneladas adicionais de CO2 equivalente (MtCO2e) seriam lançadas na atmosfera no mesmo período — uma quantidade semelhante ao total emitido anualmente em todo o território do Canadá, segundo relatórios da União Europeia. A análise aponta que o fim da moratória expõe áreas críticas do bioma à expansão agrícola e destaca a propensão ao desmatamento em terras privadas, onde 9,1 milhões de hectares de áreas aptas ao cultivo da soja poderiam ser derrubados legalmente nos próximos anos, conforme previsto pelo Código Florestal. Os números são ainda mais expressivos em florestas públicas não destinadas, onde mais de 28 milhões de hectares (o equivalente ao território do Equador) “sofrerão pressão adicional decorrente da especulação fundiária”. De&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/short-article/2026/07/fim-de-moratoria-da-soja-pode-custar-14-milhao-de-hectares-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>No sudoeste baiano, os saberes de um quilombo sobrevivem em sementes</title>
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					<pubDate>24 Jul 2026 20:02:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mariana Martins]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agroecologia, Alimentos, Ativismo, Comunidades Tradicionais, Demarcação Territorial, Direitos humanos, Quilombolas e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>No Quilombo Lagoa de Melquíades e Amâncio, um território tradicional localizado a cerca de 50 quilômetros de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, preservar sementes crioulas livres de transgênicos e de agrotóxicos tornou-se uma linha de frente: são elas que mantêm viva uma ancestralidade que resiste  ao cerco da monocultura, ao limbo fundiário causado [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/no-sudoeste-baiano-os-saberes-de-um-quilombo-sobrevivem-em-sementes/" data-wpel-link="internal">No sudoeste baiano, os saberes de um quilombo sobrevivem em sementes</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[No Quilombo Lagoa de Melquíades e Amâncio, um território tradicional localizado a cerca de 50 quilômetros de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, preservar sementes crioulas livres de transgênicos e de agrotóxicos tornou-se uma linha de frente: são elas que mantêm viva uma ancestralidade que resiste  ao cerco da monocultura, ao limbo fundiário causado pela lenta demarcação de terras e às mudanças no regime de chuvas. O sustento dessa comunidade está guardado em pequenos grãos de milho e feijão puros, que fazem parte de um banco de sementes gerido de forma comunitária.  O manuseio desses grãos não é uma prática agrícola recente. Como legado passado adiante de avós para seus filhos e netos, os agricultores estavam acostumados a guardar suas sementes em um cômodo de suas próprias casas. Com o tempo, foi possível encontrar novos caminhos. A tarefa acabou nas mãos de Tiago França da Silva, 34 anos, líder do quilombo baiano: depois de estudar agroecologia, o representante resolveu envolver a comunidade na construção de um banco de sementes.  Assim nasceu  a Casa de Sementes, em 2017. Nela, Tiago  passou a atuar como um  guardião dos grãos, liderando uma comissão organizadora que selecionava e avaliava as sementes. Posteriormente, por seu trabalho, foi escolhido pela comunidade para ser a liderança geral do quilombo.   Essa herança biológica e cultural, contudo, está ameaçada pelo cerco territorial e pela contaminação. A proximidade do quilombo às grandes fazendas de gado  e  ao monocultivo de eucalipto não apenas pressiona os limites do território ancestral, como&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/no-sudoeste-baiano-os-saberes-de-um-quilombo-sobrevivem-em-sementes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/</link>
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					<pubDate>23 Jul 2026 07:03:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Florestas, Florestas Tropicais, Peixes, Pesca, Poluição, Recursos hídricos e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Esta é a segunda reportagem de uma série especial em três partes sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira aqui. MANAUS, AM — Nas águas amazônicas, o pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que consegue viver entre dois mundos. Na escassez de oxigênio, como é típico de lagos de várzea, o gigante sobe à superfície [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/" data-wpel-link="internal">Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Esta é a segunda reportagem de uma série especial em três partes sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira aqui. MANAUS, AM — Nas águas amazônicas, o pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que consegue viver entre dois mundos. Na escassez de oxigênio, como é típico de lagos de várzea, o gigante sobe à superfície para respirar o ar. Ao longo de uma linhagem com pelo menos 100 milhões de anos, o pirarucu desenvolveu uma bexiga natatória modificada, capaz de funcionar como um pulmão primitivo. Essa adaptação rara permitiu a ele a vantagem de poder ocupar ambientes que são severos para outros peixes. Hoje, porém, a mesma adaptação que permite sua sobrevivência o torna vulnerável a uma outra ameaça: a poluição por microplásticos. “O ambiente amazônico já é altamente desafiador”, afirma Adalberto Val, biólogo e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (INCT-Adapta). “Aqui temos temperaturas altas, baixos níveis de oxigênio na água… Os organismos já respondem a esses desafios da forma que eles aprenderam durante o processo evolutivo. Então, começamos a acrescentar desafios novos, como é o plástico.” Quando respirar vira um risco Os pirarucus são incapazes de sobreviver mais de dez minutos sem subir à superfície para respirar. Para isso, usam o órgão de respiração aérea ligado à sua bexiga natatória modificada. Essa necessidade os coloca em contato direto com microplásticos que flutuam na água. Com base nos conhecimentos já estabelecidos sobre a espécie, Se microplásticos invadirem o órgão de respiração&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Liberação de armas por Bolsonaro impulsionou caça ilegal, indica estudo</title>
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					<pubDate>22 Jul 2026 13:16:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adele Santelli]]>
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							<![CDATA[<p>“Eu quero todo mundo armado”. A frase do ex-presidente Jair Bolsonaro dita em reunião ministerial, em maio de 2020, escancarou o cumprimento de uma promessa feita por ele enquanto candidato à Presidência da República, em 2018. Na ocasião, ele cobrou dos ministros a assinatura da portaria que aumentou o limite de compra de munições por [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Eu quero todo mundo armado”. A frase do ex-presidente Jair Bolsonaro dita em reunião ministerial, em maio de 2020, escancarou o cumprimento de uma promessa feita por ele enquanto candidato à Presidência da República, em 2018. Na ocasião, ele cobrou dos ministros a assinatura da portaria que aumentou o limite de compra de munições por civis. Durante a campanha e ao longo do seu mandato, Bolsonaro promoveu e executou fortemente a agenda armamentista, com impactos diretos na caça ilegal de animais silvestres. De acordo com dados de 2023, levantados pelos institutos Igarapé e Sou da Paz, a quantidade de armas em acervos particulares de civis e militares no Brasil chegou a quase 3 milhões entre 2019 e 2022 — ou seja, durante o governo Bolsonaro — contra pouco mais de 1,3 milhão em 2018, quando quase metade pertencia a militares. As medidas adotadas na gestão de Bolsonaro facilitaram o acesso a armamentos no país, principalmente entre caçadores, atiradores desportivos e colecionadores, conhecidos como CACs. Segundo o levantamento, 59 mil armas haviam sido compradas por CACs em 2018. Em 2022, foram 431 mil. Nesse período, o grupo que antes respondia por 27% do arsenal saltou para 42,5% e passou a ser o principal dono de acervos particulares de armas de fogo no país, antes liderado por militares. Esse aumento do acesso às armas de fogo, incentivado e facilitado por Jair Bolsonaro, foi um dos principais fatores de prevalência da caça ilegal de animais silvestres no Brasil. Foi o que revelou um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/liberacao-de-armas-por-bolsonaro-impulsionou-caca-ilegal-indica-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tracajás da Amazônia entram na lista de espécies ameaçadas pela primeira vez</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 18:31:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[<p>Alimento tradicional  para as comunidades amazônicas, os cágados, conhecidos na região como tracajás, foram incluídos na lista brasileira de fauna ameaçada de extinção pela primeira vez. O cágado-iaçá (Podocnemis sextuberculata) teve seu risco elevado de quase ameaçado para em perigo em uma nova lista publicada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Alimento tradicional  para as comunidades amazônicas, os cágados, conhecidos na região como tracajás, foram incluídos na lista brasileira de fauna ameaçada de extinção pela primeira vez. O cágado-iaçá (Podocnemis sextuberculata) teve seu risco elevado de quase ameaçado para em perigo em uma nova lista publicada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Os tracajás foram considerados como quase ameaçados por muito tempo, mas essa é a primeira vez que uma de suas espécies foi classificada como em perigo, disse Marília Marini, coordenadora-geral de estratégias de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). &#8220;Para a Amazônia, o principal destaque é a entrada do tracajá&#8221;, afirmou Marini à Mongabay, por telefone. &#8220;Essa é uma situação mais delicada porque também envolve populações que o utilizam. Então, temos que ter todo um cuidado na comunicação, em como direcionar ações que não as afetem.&#8221; Apesar dos programas de proteção e esforços de conservação, as populações de cágado-iaçá nos últimos 36 anos — equivalentes a três gerações — diminuíram mais de 50% no estado do Amazonas e no oeste do estado do Pará, o que representa aproximadamente 70% da distribuição total da espécie, levando-a à classificação em perigo, de acordo com o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade do ICMBio (SALVE). Cágado-iaçá (Podocnemis sextoberculata). Foto: © Rafael Bernhard via iNaturalist (CC BY 4.0). Cágado-iaçá (Podocnemis sextoberculata). Foto: © Andrés Camilo Montes-Correa via iNaturalist. Atingindo um comprimento máximo de 34 centímetros  e peso de 3,5 quilogramas , o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/tracajas-da-amazonia-entram-na-lista-de-especies-ameacadas-pela-primeira-vez/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Doenças de gatos domésticos ameaçam felinos selvagens no Brasil</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 12:50:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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							<![CDATA[<p>Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/doencas-de-gatos-domesticos-ameacam-felinos-selvagens-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Doenças de gatos domésticos ameaçam felinos selvagens no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as espécies de felinos. Principalmente para nossas espécies nativas e para as que estão ameaçadas de extinção”, disse Flavia Tirelli, doutora em zoologia e coordenadora da Geoffroy’s Cat Working Group, uma rede internacional que luta pela conservação do gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) e de outros felinos silvestres. Segundo a especialista, que também atua como pesquisadora no Laboratório de Evolução, Sistemática e Ecologia de Aves e Mamíferos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o avanço de doenças comuns entre gatos domésticos (Felis catus) — como o vírus da imunodeficiência felina (FIV), o vírus da leucemia felina (FeLV) e a panleucopenia, causada pelo parvovírus felino (FPV), entre outros — pode impactar significativamente a fauna de felídeos em todo o Brasil. “As espécies ameaçadas têm populações menores e mais isoladas dentro de nossa matriz antrópica [ambientes naturais modificados pela ação humana] e também podem estar próximas de animais domésticos que carregam esses vírus”, disse à Mongabay. Um gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) descansa em um tronco de árvore. Foto: Fernando da Rosa via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Segundo estimativas, o Brasil ocupa o terceiro lugar no pódio global em número de animais de estimação, com cerca de 30&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/doencas-de-gatos-domesticos-ameacam-felinos-selvagens-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Brasil aumenta orçamento e número de brigadistas em ano de El Niño intenso</title>
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					<pubDate>20 Jul 2026 09:10:55 +0000</pubDate>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil aumentou os gastos com incêndios florestais e contratou um número recorde de brigadistas federais diante da expectativa de seca extrema na Amazônia, provocada pelo que pode ser um dos eventos de El Niño mais fortes em mais de um século. O fenômeno climático El Niño, que se origina do aquecimento anormal das águas [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/short-article/2026/07/brasil-aumenta-orcamento-e-numero-de-brigadistas-em-ano-de-el-nino-intenso/" data-wpel-link="internal">Brasil aumenta orçamento e número de brigadistas em ano de El Niño intenso</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O Brasil aumentou os gastos com incêndios florestais e contratou um número recorde de brigadistas federais diante da expectativa de seca extrema na Amazônia, provocada pelo que pode ser um dos eventos de El Niño mais fortes em mais de um século. O fenômeno climático El Niño, que se origina do aquecimento anormal das águas do Pacífico tropical, costuma levar a condições mais quentes e secas em grandes áreas da Amazônia. Isso eleva o risco de secas severas e grandes incêndios florestais. Com um El Niño “forte” previsto para este ano, os impactos sobre a maior floresta tropical do mundo também devem ser mais extremos. “Não estou tranquilo. Estou muito alerta”, disse à Mongabay João Paulo Sotero, diretor de Políticas de Controle do Desmatamento e Queimadas do Ministério do Meio Ambiente. “Estamos muito mais preparados [agora] do que estávamos em 2024 e 2025. Estamos preparados para o pior cenário.” Sotero disse que o Brasil aumentou o orçamento para manejo do fogo em 2026 para R$ 1 bilhão, alta de 28% em relação a 2025, em crescimento iniciado depois que o presidente Jair Bolsonaro deixou o cargo, no fim de 2022. O orçamento hoje é cinco vezes maior do que em 2019. O Ministério do Meio Ambiente também contratou 4.410 brigadistas federais adicionais para a temporada de incêndios de 2026. Em 2024, foram contratados 3.224 brigadistas; em 2025, 4.358. Segundo Sotero, sua equipe identificou áreas de alto risco na Amazônia para concentrar esforços, incluindo uma nova fronteira de desmatamento no sul&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/short-article/2026/07/brasil-aumenta-orcamento-e-numero-de-brigadistas-em-ano-de-el-nino-intenso/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Suspensa ordem de despejo contra aldeia Pataxó no sul da Bahia</title>
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					<pubDate>17 Jul 2026 15:35:52 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mariana Martins]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Ativismo, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos de terra, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Indígenas, Povos indígenas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu, em decisão liminar, a ordem de reintegração de posse que poderia retirar cerca de 200 indígenas Pataxó da aldeia Lagoa Doce, em Trancoso, na Bahia. A decisão atendeu ao recurso de urgência do Ministério Público Federal (MPF) e foi publicada na noite de 7 de julho, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/short-article/2026/07/suspensa-ordem-de-despejo-contra-aldeia-pataxo-no-sul-da-bahia/" data-wpel-link="internal">Suspensa ordem de despejo contra aldeia Pataxó no sul da Bahia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu, em decisão liminar, a ordem de reintegração de posse que poderia retirar cerca de 200 indígenas Pataxó da aldeia Lagoa Doce, em Trancoso, na Bahia. A decisão atendeu ao recurso de urgência do Ministério Público Federal (MPF) e foi publicada na noite de 7 de julho, apenas um dia antes do fim do prazo de 60 dias estabelecido para a desocupação da área.  A Vara Federal de Eunápolis (BA) havia autorizado a reintegração de posse em favor da empresa Itaquena S/A — Agropecuário, Turismo e Empreendimentos Imobiliários, em junho de 2026, e decretado o prazo de 60 dias para a desocupação voluntária, sob pena de despejo forçado. Diante do risco, os indígenas realizaram protestos que fecharam as rodovias de acesso à cidade de Caraíva e à Praia do Espelho.  O conflito judicial começou em dezembro de 2023, quando a empresa Itaquena S/A entrou com o processo acusando a comunidade indígena de invadir aproximadamente 500 metros quadrados da Fazenda Reunidas Itaquena. De acordo com o processo, os Pataxó da aldeia Lagoa Doce contestaram a ação com base no fato de que o território habitado por eles está em processo de demarcação pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).  A disputa é mais um capítulo da rotina marcada pela insegurança jurídica e violência na qual vivem os Pataxó no Sul da Bahia. Em março de 2025, o indígena Vitor Braz foi assassinado a tiros na área retomada Terra à Vista, no mesmo dia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/short-article/2026/07/suspensa-ordem-de-despejo-contra-aldeia-pataxo-no-sul-da-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto de gestão indígena pode ajudar a conservar a onça-pintada</title>
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					<pubDate>16 Jul 2026 18:46:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[James HallKarla Mendes]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Fauna, Felinos, Indígenas, Mamíferos, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Reflorestamento, Terras Indígenas e Vida Selvagem]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>PAU BRASIL, Brasil — O líder indígena Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe relembra a noite em que percorreu a trilha até a aldeia Água Vermelha, na Terra Indígena (TI) Caramuru-Paraguassu. Por volta das 22h, ele conta que uma sombra surgiu da vegetação rasteira e atravessou a estrada. Surpreso, viu a pelagem brilhante e negra [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/projeto-de-gestao-indigena-pode-ajudar-a-conservar-a-onca-pintada/" data-wpel-link="internal">Projeto de gestão indígena pode ajudar a conservar a onça-pintada</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[PAU BRASIL, Brasil — O líder indígena Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe relembra a noite em que percorreu a trilha até a aldeia Água Vermelha, na Terra Indígena (TI) Caramuru-Paraguassu. Por volta das 22h, ele conta que uma sombra surgiu da vegetação rasteira e atravessou a estrada. Surpreso, viu a pelagem brilhante e negra como a noite e reconheceu um dos animais mais raros da Mata Atlântica brasileira: uma onça-preta (Panthera onca). Para Titiah, um dos 21 caciques da TI, localizada no sul da Bahia, o breve avistamento do felino foi um encontro espiritual e um sinal de mudanças em curso no território. “Houve uma época em que a gente começou o processo de retomada do nosso território e encontrou uma boa parte da nossa terra transformada em pastos para gado”, disse Titiah à Mongabay, em sua casa no município de Pau Brasil, adjacente à TI, onde ele é vereador. “O nosso povo deixou uma boa parte dessas áreas voltarem a regenerar. E alguns animais que não se via por aqui antes, como a onça-pintada, começaram a aparecer.&#8221; A transformação da TI Caramuru-Paraguassu foi possibilitada, em parte, pelo Ywy Ipuranguete (“terra bonita”, na língua tupi-guarani), um projeto do governo federal destinado a fortalecer e apoiar a gestão indígena em 15 territórios. Com base no reconhecimento das terras indígenas como vitais para a vida selvagem e os ecossistemas, o Ministério dos Povos Indígenas lançou a iniciativa para proteger cerca de 6 milhões de hectares de alguns dos biomas mais ameaçados&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/projeto-de-gestao-indigena-pode-ajudar-a-conservar-a-onca-pintada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Brasil estabelece lista inédita de fungos ameaçados</title>
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					<pubDate>15 Jul 2026 07:17:21 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mateus Mendonça]]>
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							<![CDATA[<p>O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou, em junho, uma portaria que estabelece, pela primeira vez, uma lista nacional de fungos ameaçados de extinção. A medida reconhece 24 espécies brasileiras de fungos sob algum grau de ameaça — ao todo, 21 são classificadas como “vulneráveis” e outras três como “em perigo”.  [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou, em junho, uma portaria que estabelece, pela primeira vez, uma lista nacional de fungos ameaçados de extinção. A medida reconhece 24 espécies brasileiras de fungos sob algum grau de ameaça — ao todo, 21 são classificadas como “vulneráveis” e outras três como “em perigo”.  Essa ação concede à funga brasileira o mesmo peso legal que a fauna e a flora. Pesquisadores da área defendem que a inclusão dos fungos em ações de conservação é fundamental para a proteção dos ecossistemas do país. Historicamente, segundo eles, os fungos têm ficado de fora das políticas ambientais.  A portaria proíbe a coleta, o transporte, o armazenamento, o manejo, o beneficiamento e a comercialização das espécies ameaçadas. A coleta e o manejo para fins de pesquisa, por sua vez, serão permitidos — desde que devidamente licenciados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O descumprimento das regras poderá resultar em sanções previstas na Lei de Crimes Ambientais. A lista será atualizada à medida que novos estudos e dados de monitoramento ampliem o conhecimento sobre o estado de conservação dos fungos brasileiros. Os critérios técnicos utilizados nas avaliações serão disponibilizados pelo MMA e pelo Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), sob coordenação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.  Segundo Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, biólogo especializado em fungos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), cientistas avaliaram 123 espécies de fungos na lista global da União Internacional para a Conservação da Natureza&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/short-article/2026/07/brasil-estabelece-lista-inedita-de-fungos-ameacados/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como sua tigela de açaí pode estar deixando os tucanos sem floresta</title>
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					<pubDate>14 Jul 2026 19:25:39 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[Agroecologia, Alimentação, Alimentos, Ameaças à Amazônia, Animais, Aves, Commodities, Conservação da Vida Selvagem, Fauna, Florestas Tropicais e Produtos da Floresta]]>
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							<![CDATA[<p>&#8220;Ah-sigh-ee.” Talvez muitos estrangeiros ainda precisem aprender a pronúncia correta da fruta amazônica, mas existe uma enorme chance de que eles já tenham visto o nome “açaí” em cardápios mundo afora, sobretudo em cafés e lanchonetes especializadas em alimentação saudável, onde é o principal ingrediente de sucos, tigelas e sorvetes. No Brasil, cerca de 95% [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[&#8220;Ah-sigh-ee.” Talvez muitos estrangeiros ainda precisem aprender a pronúncia correta da fruta amazônica, mas existe uma enorme chance de que eles já tenham visto o nome “açaí” em cardápios mundo afora, sobretudo em cafés e lanchonetes especializadas em alimentação saudável, onde é o principal ingrediente de sucos, tigelas e sorvetes. No Brasil, cerca de 95% da produção da fruta está concentrada no Pará. Ela é uma das bases da dieta da população local, que a consome batida, com peixe, farinha de mandioca e outros ingredientes amazônicos. Por causa de seus benefícios nutricionais — rica em antioxidantes, fibras e com alto valor energético —, a fama do açaí como “superalimento” rapidamente chegou a outras regiões brasileiras e, eventualmente, a outros países. Mas o aumento da produção da fruta para atender tanto à demanda nacional quanto à internacional está reduzindo a diversidade de aves em florestas de várzea da Amazônia. Segundo um estudo publicado recentemente no jornal Biological Conservation, áreas com maior adensamento de palmeiras de açaí apresentam um declínio de 28% no número de espécies. “Nosso objetivo era entender quais eram as consequências da expansão do cultivo do açaí e suas diversas formas de manejo sobre as aves, com um foco principal nas frugívoras, aquelas que se alimentam de frutos”, disse à Mongabay o biólogo e mestre em ecologia Raphael Vasconcelos Nunes, pesquisador da Universidade Federal do Pará e um dos coautores do estudo. Segundo Nunes, as matas de várzea — onde ocorre a maior parte dos cultivos de açaí –&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/como-sua-tigela-de-acai-pode-estar-deixando-os-tucanos-sem-floresta/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“Amazônia não é uma só e enfrenta processos diferentes”, diz ecóloga do Inpa</title>
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					<pubDate>13 Jul 2026 17:59:01 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Amaitê Santos]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Amazônia, Biodiversidade e Conservação de Florestas Tropicais]]>
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							<![CDATA[<p>A ecóloga Flávia Costa dedica sua carreira a entender como as florestas amazônicas funcionam — e como respondem às transformações ambientais. Pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ela atua na área de ecologia vegetal e investiga um pouco de tudo: desde os efeitos da hidrologia sobre a estrutura das florestas até os [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A ecóloga Flávia Costa dedica sua carreira a entender como as florestas amazônicas funcionam — e como respondem às transformações ambientais. Pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ela atua na área de ecologia vegetal e investiga um pouco de tudo: desde os efeitos da hidrologia sobre a estrutura das florestas até os impactos das mudanças ambientais no funcionamento da biodiversidade amazônica. Em 2024, Costa recebeu o Prêmio Capes-Elsevier na região Norte do Brasil, concedido a cientistas mulheres com trabalhos de destaque no cenário nacional.  A especialista coordena pesquisas de longo prazo que, ao longo dos anos, acompanham a dinâmica da Amazônia em constante movimento. Seu trabalho mais recente envolve a colaboração em um estudo, realizado com mais de 160 pesquisadores de diversos países, sobre as mudanças na diversidade de espécies arbóreas entre os Andes e a Amazônia nas últimas quatro décadas.   &#8220;Muitas pessoas olham para uma floresta e pensam que árvore é árvore.&#8221; A frase dita por Flávia Costa ajuda a explicar por que muitas das mudanças que ocorrem  na Amazônia passam despercebidas. Para quem observa a floresta de longe, ela continua verde, viva e parece a mesma. No entanto, pesquisadores alertam que mudanças provocadas pelo aquecimento global e pelo desmatamento podem estar alterando a floresta de formas nem sempre visíveis à primeira vista. Em entrevista à Mongabay, Flávia Costa vai por esse caminho ao explicar por que não existe apenas uma Amazônia — e como a ciência enxerga essa afirmação.  Mongabay: Ao longo dos anos em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/amazonia-nao-e-uma-so-e-enfrenta-processos-diferentes-diz-ecologa-do-inpa/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Moradores relatam doenças em área contaminada por petróleo no litoral de SP</title>
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					<pubDate>10 Jul 2026 07:15:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Barbosa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Combustíveis Fósseis, Crime Ambiental, Desastres ambientais, Direitos humanos, Doenças, Povos Tradicionais e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>SÃO SEBASTIÃO, SP – Em frente à casa onde vive há décadas, no bairro Itatinga, em São Sebastião, Cosma da Silva aponta para diferentes imóveis da vizinhança enquanto enumera uma sequência de casos de câncer. &#8220;Tem uma mulher ali com câncer. Outra naquele prédio também. Outra morreu ali [aponta]. O pessoal dessa área só morre [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/moradores-relatam-doencas-em-area-contaminada-por-petroleo-no-litoral-de-sp/" data-wpel-link="internal">Moradores relatam doenças em área contaminada por petróleo no litoral de SP</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[SÃO SEBASTIÃO, SP – Em frente à casa onde vive há décadas, no bairro Itatinga, em São Sebastião, Cosma da Silva aponta para diferentes imóveis da vizinhança enquanto enumera uma sequência de casos de câncer. &#8220;Tem uma mulher ali com câncer. Outra naquele prédio também. Outra morreu ali [aponta]. O pessoal dessa área só morre de câncer.&#8221;. Aos olhos de Cosma, o adoecimento faz parte da paisagem do bairro. E ela própria inclui sua família nesta conta. Seu marido, Paulo José da Silva, morreu aos 51 anos, devido a um tumor cerebral. Ela própria enfrenta problemas de saúde e passou recentemente por uma cirurgia para a retirada de um nódulo. Enquanto tenta lidar com as consequências do tratamento –- uma ferida que arde e coça ao lado do peito —, ela continua observando uma sucessão de casos de adoecimento entre parentes, vizinhos e conhecidos. A relação entre esses casos e a contaminação ambiental que marcou a história do Itatinga nunca foi comprovada. Mas também nunca foi investigada da forma que os moradores esperavam. A área onde parte da comunidade foi construída foi utilizada, entre as décadas de 1970 e 1980, para o descarte de borra oleosa associada à atividade petrolífera. Anos depois, o terreno foi ocupado por moradias. Investigações ambientais conduzidas por órgãos públicos identificaram a presença de contaminantes derivados do petróleo no solo e nas águas subterrâneas da região. Ao longo de quase vinte anos, documentos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), do Ministério Público Estadual&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/moradores-relatam-doencas-em-area-contaminada-por-petroleo-no-litoral-de-sp/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Angola quer proteger girafas, mas esbarra em falta de dados</title>
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					<pubDate>09 Jul 2026 08:24:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[David Tjyakala]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Animais, Conservação da Vida Selvagem, Espécies Ameaçadas, Política Ambiental e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>O governo de Angola aprovou, pela primeira vez, em maio, um plano nacional de proteção às girafas. No entanto,  o próprio documento reconhece que o país ainda não dispõe de dados suficientes para saber quantos animais existem — nem onde estão localizadas todas as populações dessas espécies. Segundo a medida, “existem discrepâncias em relação aos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/short-article/2026/07/angola-quer-proteger-girafas-mas-esbarra-em-falta-de-dados/" data-wpel-link="internal">Angola quer proteger girafas, mas esbarra em falta de dados</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[O governo de Angola aprovou, pela primeira vez, em maio, um plano nacional de proteção às girafas. No entanto,  o próprio documento reconhece que o país ainda não dispõe de dados suficientes para saber quantos animais existem — nem onde estão localizadas todas as populações dessas espécies. Segundo a medida, “existem discrepâncias em relação aos dados disponíveis sobre o número de indivíduos existentes em Angola, o que dificulta a real quantificação das populações de girafa”. O decreto presidencial de 29 de maio, que aprova o Plano de Ação Nacional para Conservação da Girafa no país,  destaca que a ação é um desdobramento da inclusão do mamífero no Anexo II da Convenção sobre as Espécies Migratórias (CMS), no final de 2017. A CMS faz parte de acordos globais da Organização das Nações Unidas para a proteção de espécies selvagens.  Entre as metas do plano estão a identificação das populações de girafas até 2027 e a criação, até 2030, de um sistema nacional de monitoramento. As ações incluem pesquisas de campo com registro fotográfico, estudos populacionais, uso de  colares GPS e o reforço da investigação científica.  A quantidade limitada de dados também gera dúvidas sobre a distribuição histórica das girafas em Angola. O plano indica que a população da girafa-angolana (Giraffa giraffa angolensis), por exemplo, foi estimada em cerca de 50 indivíduos, com base em dados de seis anos atrás. Há risco dos números estarem desatualizados. De acordo com o governo, um dos eventos responsáveis pelo declínio acentuado das populações de girafas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/short-article/2026/07/angola-quer-proteger-girafas-mas-esbarra-em-falta-de-dados/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento cai na Amazônia, mas ‘super El Niño’ pode virar o jogo</title>
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					<pubDate>08 Jul 2026 07:24:38 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Maxwell Radwin]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Incêndios e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>A cada ano, especialistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, utilizam dados para avaliar os níveis de perda florestal em todo o mundo. As informações são coletadas a partir de imagens de satélite da Nasa e da Agência Espacial Europeia e podem orientar ambientalistas e autoridades na tomada de decisões sobre conservação na Amazônia. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/desmatamento-cai-na-amazonia-mas-super-el-nino-pode-virar-o-jogo/" data-wpel-link="internal">Desmatamento cai na Amazônia, mas ‘super El Niño’ pode virar o jogo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[A cada ano, especialistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, utilizam dados para avaliar os níveis de perda florestal em todo o mundo. As informações são coletadas a partir de imagens de satélite da Nasa e da Agência Espacial Europeia e podem orientar ambientalistas e autoridades na tomada de decisões sobre conservação na Amazônia. Os números de 2025 foram publicados no final de abril. Em junho, o Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (Maap, na sigla em inglês) lançou seu relatório anual, no qual apresenta uma análise abrangente com base nesses dados, destacando as tendências anuais e os pontos críticos da perda de floresta amazônica. Embora os dados indiquem que as métricas da perda florestal tenham caído em relação aos anos anteriores, o patamar permanece elevado e preocupante. Segundo a análise, atividades como agricultura, pecuária e mineração se mantêm como vetores de destruição de centenas de milhares de hectares de floresta primária. Em muitos casos, isso ocorre em unidades de conservação e em territórios indígenas. “É difícil dizer que as notícias são boas se o desmatamento for menor do que em anos anteriores, mas ainda assim atingir um milhão [de hectares]”, disse Matt Finer, diretor do Maap. De acordo com o especialista, o desmatamento zero, necessário para a sobrevivência da Amazônia, ainda segue distante. Imagem mostra os pontos de desmatamento e os focos de incêndio na Amazônia em 2025. Mapa: Amazon Conservation/Maap. Análise dos dados Para compreender o que ocorre na Amazônia, os pesquisadores costumam separar a perda florestal&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/desmatamento-cai-na-amazonia-mas-super-el-nino-pode-virar-o-jogo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Belo Monte, 10 anos</title>
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					<pubDate>06 Jul 2026 22:47:53 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mongabay.com]]>
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							<![CDATA[Há dez anos em operação, a usina hidrelétrica de Belo Monte, localizada na Amazônia paraense, chega ao momento de renovar sua licença ambiental em meio a fortes controvérsias. No centro da discussão está a urgência de rever a vazão liberada pela barragem no Rio Xingu, que hoje retém até 70% do fluxo de suas águas. Em decorrência disso, a escassez hídrica tem levado comunidades indígenas e tradicionais da região — conhecida como Volta Grande do Xingu — ao limite de sua capacidade de adaptação, sobretudo em relação à pesca. Nesta edição especial, a Mongabay investiga os conflitos em torno da gestão das águas de Belo Monte, seus impactos sobre a fauna e as populações humanas ao longo do Rio Xingu, e o que a ciência revela sobre as alteraçõesno fluxo do rio em um cenário de mudanças climáticas. The post Belo Monte, 10 anos appeared first on Notícias ambientais.This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/specials/2026/07/belo-monte-10-anos-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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