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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Como é a vida da viúva de ambientalista que precisou desaparecer para sobreviver</title>
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					<pubDate>03 Ago 2026 08:26:55 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Felipe Sabrina]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ambientalistas, Ameaças à Amazônia, Áreas Protegidas, Ativismo, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Corrupção, Crime Ambiental, Direitos humanos, Justiça Social, Lei Ambiental, Madeira e Madeireiras]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2015, Raimundo Rodrigues foi assassinado por fazendeiros no Maranhão. Maria, sua esposa, sobreviveu. Mas deixou de existir para continuar viva.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-e-a-vida-da-viuva-de-ambientalista-que-precisou-desaparecer-para-sobreviver/" data-wpel-link="internal">Como é a vida da viúva de ambientalista que precisou desaparecer para sobreviver</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Por volta de 1 da manhã do dia 29 de abril de 2026, no salão do júri da Comarca de Bom Jardim, no Maranhão, o juiz Philipe Silveira da Cunha quantificou publicamente o destino do ex-policial militar Francisco da Silva Sousa: “Fica o réu definitivamente condenado a 35 anos e quatro meses de reclusão. Fixo o regime fechado para o início do cumprimento da pena”, anunciou o juiz ao microfone, em pé, diante do réu, dos jurados, dos promotores de justiça e dos advogados de defesa e acusação, sob as luzes brancas do salão que iluminaram mais de 16 horas de julgamento, iniciado na manhã do dia anterior. O ex-policial, de 66 anos, saiu direto dali para a prisão. Da Silva, como é conhecido, foi considerado culpado pelo júri popular por arquitetar o assassinato do ambientalista e camponês Raimundo dos Santos Rodrigues, 54 anos, e a tentativa de homicídio da esposa de Raimundo, Maria*, com 37 anos à época. O crime aconteceu no dia 25 de agosto de 2015, ali mesmo em Bom Jardim, dentro da Reserva Biológica do Gurupi, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio. Raimundo, Maria, seus seis filhos e outras cerca de 38 famílias camponesas viviam acampadas, desde 2009, na comunidade Brejinho Rio da Onça II, situada dentro da reserva, à espera de uma resolução do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para regularizar sua situação como assentados da reforma agrária — ali ou em outro&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-e-a-vida-da-viuva-de-ambientalista-que-precisou-desaparecer-para-sobreviver/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Acordo entre Mercosul e UE avança, mas acende alertas sobre o risco ambiental</title>
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					<pubDate>09 Abr 2026 06:28:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos sociais, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Gado, Grilagem, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Pesticidas, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. A medida, no entanto, pode trazer no pacote uma série de impactos ambientais. Entre os principais problemas, de acordo com diferentes organizações e ambientalistas, destaca-se a expansão do desmatamento, da exploração de minérios e da importação de pesticidas. Em contrapartida, outros especialistas defendem que o acordo pode impor uma série de regras ambientais a um comércio global já existente — além de facilitar a troca de conhecimentos entre as partes envolvidas. Em linhas gerais, o tratado em desenvolvimento prevê a redução gradual das tarifas de importação no comércio entre os dois blocos continentais. No final de fevereiro, em nota, o governo brasileiro declarou que os europeus “se comprometem a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos”. Mesmo assim, nos últimos anos, o avanço do acordo acendeu múltiplos alertas para o meio ambiente. Em um relatório de março de 2023, o Greenpeace avaliou que a isenção de tarifas beneficiaria a exportação de commodities, podendo ampliar as fronteiras agrícolas e o desmatamento em toda a América do Sul. Atualmente, segundo o estudo, bens agrícolas e minerais representam mais de 70%&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/acordo-entre-mercosul-e-ue-avanca-mas-acende-alertas-sobre-o-risco-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</title>
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					<pubDate>13 Fev 2026 08:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Monocultura, Política Ambiental, Queimadas e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. Agora, com o novo anúncio, ressurge o temor de que a soja avance sobre a floresta. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a saída de cena desses traders pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia até 2045. O golpe de misericórdia veio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Representando alguns dos maiores traders de soja do mundo, como Cargill, Bunge, Amaggi e ADM, a associação anunciou no dia 5 de janeiro que &#8220;iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja&#8221;. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, e os membros da Abiove representam quase 45% desses embarques, segundo dados de 2022 da Trase, organização de rastreamento de commodities. A decisão ocorreu depois que uma nova lei entrou em vigor no Mato Grosso, o maior produtor de soja do país. A legislação, em vigor desde 1º de janeiro, permite que o governo estadual suspenda incentivos fiscais a empresas que adotem critérios ambientais além dos exigidos pela lei brasileira, como é o caso da moratória da soja. A lei está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal. &#8220;A Abiove entende que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A polícia diante do crime ambiental: entre a proteção e o abuso</title>
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					<pubDate>22 Dez 2025 06:40:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>A confiança no sistema de justiça criminal varia entre os países da Pan-Amazônia, e em nenhum deles os cidadãos têm uma opinião totalmente positiva sobre a polícia. Nas Repúblicas Andinas, a desconfiança provavelmente se deve à sua propensão a extorquir subornos; no entanto, isso também pode ser reflexo de seu papel na repressão de protestos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/a-policia-diante-do-crime-ambiental-entre-a-protecao-e-o-abuso/" data-wpel-link="internal">A polícia diante do crime ambiental: entre a proteção e o abuso</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A confiança no sistema de justiça criminal varia entre os países da Pan-Amazônia, e em nenhum deles os cidadãos têm uma opinião totalmente positiva sobre a polícia. Nas Repúblicas Andinas, a desconfiança provavelmente se deve à sua propensão a extorquir subornos; no entanto, isso também pode ser reflexo de seu papel na repressão de protestos públicos, ocorridos recentemente na Bolívia (2019, 2023), Peru (2022) e Equador (2022). É amplamente reconhecido que a polícia é subornada por narcotraficantes, uma acusação que lhe rouba a legitimidade e prejudica ainda mais sua credibilidade entre os cidadãos. A sua não intervenção quando os grileiros invadem terras comunais é um exemplo clássico de crime de omissão, principalmente ao longo do Rio Ucayali (Peru) e na Chiquitania (Bolívia), onde as corridas por terra que estão atualmente ocorrendo são fomentadas por políticos locais que buscam se beneficiar econômica ou eleitoralmente de um grande fluxo de migrantes. Imagem de uma operação da Polícia colombiana contra dragas de mineração ilegal no Bajo Cauca em 2019. Foto cedida pela polícia da Colômbia. No Brasil, a polícia não cobra subornos, mas é frequentemente acusada de usar força excessiva em suas campanhas contra quadrilhas criminosas. Nas jurisdições amazônicas, a Polícia Militar tem grande importância porque sua função de manter a ordem pública nas áreas rurais a obriga a julgar disputas entre proprietários de terras e trabalhadores sem terra. Diante de uma tarefa ingrata, na melhor das circunstâncias, a PM tem um histórico lamentável de colaboração com forças de segurança privadas (jagunços) na&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/a-policia-diante-do-crime-ambiental-entre-a-protecao-e-o-abuso/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Disfunção judicial quando se trata de normas ambientais</title>
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					<pubDate>15 Dez 2025 06:40:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>O Ministério Público Federal do Brasil demonstrou como um corpo ambicioso de promotores pode promover o cumprimento das leis ambientais. No entanto, depois que as acusações são apresentadas e os indiciamentos cumpridos, o fórum para a aplicação da lei muda para o tribunal, o que, nas jurisdições da Pan-Amazônia, geralmente se traduz em inação e [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/disfuncao-judicial-quando-se-trata-de-normas-ambientais/" data-wpel-link="internal">Disfunção judicial quando se trata de normas ambientais</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O Ministério Público Federal do Brasil demonstrou como um corpo ambicioso de promotores pode promover o cumprimento das leis ambientais. No entanto, depois que as acusações são apresentadas e os indiciamentos cumpridos, o fórum para a aplicação da lei muda para o tribunal, o que, nas jurisdições da Pan-Amazônia, geralmente se traduz em inação e impunidade. O fracasso na aplicação da lei ambiental nos tribunais faz parte de um problema maior de corrupção política e disfunção judicial. Assim como os madeireiros ilegais e os grileiros raramente chegam a ser presos, os indivíduos culpados de suborno, desvio de verbas e lavagem de dinheiro também escapam em grande parte da punição. O sucesso no combate ao crime ambiental depende da capacidade da sociedade de isolar seu sistema judiciário da corrupção política. O combate à corrupção no sistema judiciário e a aplicação das leis ambientais andam de mãos dadas. A corrupção assume muitas formas, mas no enorme número de atos de corrupção política que infecta o governo, ela geralmente é um crime de ação, em que as partes culpadas oferecem ou solicitam proativamente subornos ou propinas, ou se envolvem em lavagem de dinheiro. Esse tipo de má conduta ocorre no sistema judiciário, mas há uma forma mais insidiosa de corrupção que contamina o sistema de justiça criminal. O fato de não agir quando seus funcionários são legalmente obrigados a fazê-lo é um crime de omissão; às vezes chamado de “cegueira intencional”, descreve o comportamento de promotores que abusam de seu “poder discricionário” para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/disfuncao-judicial-quando-se-trata-de-normas-ambientais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Eleições na Guiana e no Suriname, sob a sombra da nova exploração petrolífera no mar</title>
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					<pubDate>01 Dez 2025 13:24:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Tanto a Guiana quanto o Suriname têm sistemas eleitorais republicanos/parlamentares híbridos que refletem sua herança colonial. Na Guiana, o presidente é eleito por meio de um resultado que soma os votos dos candidatos de seu partido que concorrem à eleição para a Assembleia Nacional (ou seja, pluralidade de votos). No Suriname, o presidente é eleito [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Tanto a Guiana quanto o Suriname têm sistemas eleitorais republicanos/parlamentares híbridos que refletem sua herança colonial. Na Guiana, o presidente é eleito por meio de um resultado que soma os votos dos candidatos de seu partido que concorrem à eleição para a Assembleia Nacional (ou seja, pluralidade de votos). No Suriname, o presidente é eleito por maioria de dois terços na Assembleia Nacional ou por maioria simples na Assembleia Popular, que é composta por todos os membros da Assembleia Nacional, bem como pelos membros eleitos das legislaturas distritais e locais. Em ambos os países, o presidente, uma vez eleito, tem um mandato constitucional excepcionalmente forte como chefe de Estado e de governo. Na Guiana, os principais partidos têm suas bases em figuras históricas que governaram como líderes autoritários, incluindo Forbes Burnham, o fundador do People&#8217;s National Congress Reform (PNCR), e Cheddi Jagan, que liderou o que viria a ser o People&#8217;s Progressive Party/Civic (PPP/C). Os fundadores já faleceram há muito tempo, mas seus partidos permaneceram relevantes porque estabeleceram estruturas institucionalizadas que abrangem todos os níveis do Estado. A política guianense é efetivamente dividida em linhas étnicas, com o PNCR representando principalmente os afro-guianenses, que representam cerca de 30% da população do país, enquanto o PPP/C representa principalmente os indo-guianenses, que representam cerca de 40%. O PPP/C governou a Guiana por 23 anos (1992-2015) e pelo menos alguns de seus governos foram elogiados por sua liderança em questões ambientais, especialmente mudanças climáticas e conservação de florestas. No entanto, o longo período&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/eleicoes-na-guiana-e-no-suriname-sob-a-sombra-da-nova-exploracao-petrolifera-no-mar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Conquistas e desafios do sistema eleitoral nas Repúblicas Andinas</title>
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							<![CDATA[<p>As Repúblicas Andinas, como muitas nações da América Hispânica, têm uma tradição histórica de eleger presidentes carismáticos que usam seu sucesso eleitoral para subjugar legislaturas e dominar partidos políticos. Nas últimas duas décadas, os candidatos presidenciais ampliaram essa abordagem abandonando os partidos tradicionais e criando instrumentos políticos, que seriam considerados comitês eleitorais em sistemas políticos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As Repúblicas Andinas, como muitas nações da América Hispânica, têm uma tradição histórica de eleger presidentes carismáticos que usam seu sucesso eleitoral para subjugar legislaturas e dominar partidos políticos. Nas últimas duas décadas, os candidatos presidenciais ampliaram essa abordagem abandonando os partidos tradicionais e criando instrumentos políticos, que seriam considerados comitês eleitorais em sistemas políticos mais estabelecidos. Os partidos tradicionais sempre estiveram sujeitos ao domínio dos candidatos presidenciais, mas também representavam um coletivo de indivíduos com ideias semelhantes que buscavam promover uma agenda econômica e social. Em contrapartida, os partidos tipo “comitês eleitorais” são criados com o único objetivo de eleger um único indivíduo. Imediatamente após a era militar, os políticos afiliados aos partidos tradicionais dominaram o cenário eleitoral na Bolívia, no Peru e no Equador, enquanto na Colômbia, os dois principais partidos políticos ampliaram sua influência ao apresentar candidatos de dinastias políticas hábeis em ascender em um sistema político baseado em castas. Cada vez mais, os candidatos “azarões” em todos os quatro países venceram as eleições depois de terem surgido de novos partidos criados por políticos dissidentes com o objetivo explícito de lançar uma campanha presidencial. O declínio dos partidos tradicionais levou a um processo eleitoral mais aberto. Os caminhos alternativos para o poder presidencial incluem o setor privado ou as agências multilaterais de desenvolvimento, geralmente depois que o aspirante a estadista já atuou em um ministério de alto nível. Esses candidatos empreendedores adotaram o modelo de partidos tipo comitês eleitorais, pois ele provou ser uma forma bem-sucedida de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/conquistas-e-desafios-do-sistema-eleitoral-nas-republicas-andinas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Em que consiste a federação brasileira?</title>
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					<pubDate>17 Nov 2025 05:47:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[A República Federativa do Brasil tem um sistema constitucional com um poder executivo excepcionalmente forte, no qual o presidente controla o processo orçamentário, exerce um veto linear e pode iniciar a legislação declarando “leis temporárias” (Medidas Provisórias) que forçam o legislativo a considerar sua agenda política. O Congresso tem controles e equilíbrios correspondentes, incluindo o poder de derrubar um veto com uma maioria simples e a capacidade de rejeitar as Medidas Provisórias, recusando-se a ratificá-las por meio de decreto parlamentar. Seu poder de barganha, embora dependa de um orçamento que se origina nos ministérios, foi ampliado nos últimos anos com o uso de “earmarks”, identificadores que os legisladores usam para estabelecer prioridades de gastos dentro de suas jurisdições ou para agradar a um eleitorado específico. O Congresso também tem o poder de impeachment, supostamente por atos criminosos, mas a experiência recente mostra que também ocorre quando uma coalizão governamental se divide e abandona o presidente. Dilma Rousseff descobriu isso quando membros de sua própria aliança se juntaram à oposição para destituí-la do cargo. O Congresso Nacional é uma instituição bicameral que foi projetada deliberadamente para garantir que a diversidade cultural do Brasil seja adequadamente representada no governo. A câmara alta é composta por três senadores por estado, enquanto a composição da Câmara dos Deputados é determinada pela população. Os representantes da Câmara dos Deputados são eleitos pelos cidadãos que votam em candidatos individuais incluídos em uma “lista oficial” afiliada a um partido específico. Os vencedores são os mais votados de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/em-que-consiste-a-federacao-brasileira/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Democracia de coalizão e governança transacional</title>
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					<pubDate>10 Nov 2025 07:53:24 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[A realização das metas de desenvolvimento sustentável e conservação ambiental na Pan-Amazônia exigirá mudanças profundas na estrutura jurídica e econômica da região. Esse tipo de mudança só pode ser obtido por meio do processo político. Felizmente, há um amplo apoio dentro das nações amazônicas para uma mudança nas políticas que impulsionam o desmatamento e os sistemas de produção insustentáveis. Infelizmente, as questões ambientais estão bem abaixo na lista de prioridades que influenciam as preferências de voto das pessoas. Normalmente, os políticos expressam apoio à proteção da Amazônia, mas evitam tomar as decisões difíceis que podem mudar o futuro. Todas as nações da Pan-Amazônia têm um estilo presidencialista de democracia constitucional que delega poder significativo ao poder executivo, mas com controles e equilíbrios que alocam graus variados de poder ao legislativo para criar leis, administrar o orçamento e supervisionar as ações do poder executivo. O sistema judiciário interpreta essas leis e, muito ocasionalmente, julga as disputas entre os outros dois poderes. Reformas drásticas no Serviço Nacional de Áreas Protegidas (Sernap) para uma maior proteção das áreas protegidas é uma das pendências para 2022, segundo especialistas. Foto: Mileniusz Spanowicz / WCS. Ocasionalmente, um país elegerá um presidente carismático que contorna os controles e equilíbrios para criar um regime com tendências autoritárias. Esses demagogos geralmente defendem princípios ambientais, mas a experiência tem mostrado que eles são falsos profetas que usam questões climáticas, de biodiversidade e indígenas para promover uma agenda política baseada no poder pessoal. Considerando o poder excessivo da presidência, não é&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/democracia-de-coalizao-e-governanca-transacional/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A impunidade vive sob normas constitucionais</title>
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					<pubDate>04 Nov 2025 15:16:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>A Federação Brasileira e as Repúblicas Andinas têm disposições constitucionais que estabelecem protocolos especiais para a acusação de funcionários eleitos. Supostamente, esses protocolos foram concebidos para garantir que os servidores públicos sejam responsabilizados por atos ilícitos e, ao mesmo tempo, protegê-los de processos frívolos ou com motivação política. Esse status especial, no entanto, criou um [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Federação Brasileira e as Repúblicas Andinas têm disposições constitucionais que estabelecem protocolos especiais para a acusação de funcionários eleitos. Supostamente, esses protocolos foram concebidos para garantir que os servidores públicos sejam responsabilizados por atos ilícitos e, ao mesmo tempo, protegê-los de processos frívolos ou com motivação política. Esse status especial, no entanto, criou um sistema de justiça de dois níveis que protege os políticos das consequências de seus atos ilícitos, pois seus julgamentos geralmente são adiados até que as acusações sejam rejeitadas por questões técnicas, devido à prescrição ou porque foram absolvidos por magistrados corrompidos pelo processo político. O mais notório é o “Foro Privilegiado” do Brasil, que estipula que somente o Supremo Tribunal Federal (STF) tem autoridade para presidir um julgamento criminal envolvendo o presidente, vice-presidente, membros do Congresso e outras autoridades nomeadas de alto nível, enquanto governadores, juízes e outras autoridades eleitas desfrutam de formas semelhantes, embora menos visíveis, de proteção legal (Tabela 7.11).  Essas disposições constitucionais se aplicam a um número impressionante de mais de 22.000 autoridades, excluindo seu possível julgamento do sistema de justiça criminal que se aplica a todos os demais. Brasília &#8211; Sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, do ministro do STJ Teori Zavascki, indicado pela Presidência da República para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Ao lado, o presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira Embora esse tratamento especial possa atribuir o julgamento a um tribunal com um juiz mais experiente, ou um juiz selecionado por uma&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/a-impunidade-vive-sob-normas-constitucionais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Juízes e magistrados: notáveis por sua falta de ação</title>
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					<pubDate>26 Out 2025 06:23:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Os indivíduos mais poderosos nas salas de audiência são os juízes. Sua liderança é essencial para a concretização de qualquer tipo de reforma, seja uma campanha anticorrupção ou uma iniciativa nacional para combater o crime ambiental. Nas Repúblicas Andinas, seu envolvimento em crimes de comissão por meio de suborno e extorsão é uma das principais [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Os indivíduos mais poderosos nas salas de audiência são os juízes. Sua liderança é essencial para a concretização de qualquer tipo de reforma, seja uma campanha anticorrupção ou uma iniciativa nacional para combater o crime ambiental. Nas Repúblicas Andinas, seu envolvimento em crimes de comissão por meio de suborno e extorsão é uma das principais fontes de corrupção judicial. No Brasil, é mais provável que os juízes cometam crimes de omissão com táticas protelatórias que permitem que os casos passem anos em um estado de litígio suspenso. No Brasil, os esforços para reformar o Judiciário são gerenciados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que, assim como o sistema do Ministério Público, tem uma unidade de assuntos internos (Corregedoria) que monitora a conduta ética de seus membros. Embora o CNJ tenha um impressionante sistema de gerenciamento de dados que utiliza para acompanhar seu enorme número de processos, a Corregedoria não fornece estatísticas (facilmente compreensíveis) que revelem seu histórico no combate à corrupção judicial. Um jornalista investigativo com experiência em assuntos jurídicos analisou os dados do CNJ em 2012 e relatou que 5.917 casos haviam sido processados, dos quais 1.637 haviam sido julgados, resultando em 205 condenações, enquanto 2.918 haviam sido arquivados por questões técnicas ou devido à prescrição. Um estudo independente, que abrangeu o período de 2005 a 2017, constatou que 82 juízes haviam sido submetidos a ações disciplinares, o que forçou a aposentadoria compulsória de 53 deles, uma punição que os afastou dos tribunais, mas não os privou de sua&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/juizes-e-magistrados-notaveis-por-sua-falta-de-acao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O surgimento dos ministérios públicos anticorrupção</title>
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					<pubDate>21 Out 2025 14:21:53 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Os promotores são advogados empregados pelo Estado para investigar crimes e iniciar processos judiciais. Garantir sua integridade e competência é essencial para a reforma judicial e a aplicação da lei ambiental. No Brasil, as alegações de corrupção política por parte de funcionários públicos são analisadas pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão (Combate à Corrupção) [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Os promotores são advogados empregados pelo Estado para investigar crimes e iniciar processos judiciais. Garantir sua integridade e competência é essencial para a reforma judicial e a aplicação da lei ambiental. No Brasil, as alegações de corrupção política por parte de funcionários públicos são analisadas pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão (Combate à Corrupção) e, se necessário, encaminhadas a um escritório regional para instauração de processo. Por exemplo, os especialistas em anticorrupção em Curitiba (4ª Região) foram fundamentais para descobrir a perversidade da rede de suborno e lavagem de dinheiro da Lava Jato. Embora a atenção da mídia tenha se concentrado no juiz presidente (Sergio Moro), as investigações foram conduzidas por uma dedicada equipe de promotores que acumularam incansavelmente provas contra alguns dos indivíduos mais poderosos do Brasil. A repercussão da campanha anticorrupção do Brasil é refletida pelo número de casos criminais analisados pela 5ª Câmara, que subiu de 2.500 por ano em 2002 para mais de 15.000 por ano em 2019. Pouquíssimos, no entanto, são encaminhados para julgamento: nos mais de vinte anos de existência da 5ª Câmara, aproximadamente 90% das queixas criminais analisadas foram rejeitadas por motivos técnicos, mais comumente por falta de provas. A falta de um processo agressivo também é característica de sua unidade de assuntos internos (Corregedoria Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público), que recomendou que 89% (940 de 1.078) das queixas apresentadas contra procuradores fossem arquivadas. A decisão de não apresentar acusações criminais pode refletir a possibilidade de que as alegações contra&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/o-surgimento-dos-ministerios-publicos-anticorrupcao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Patrulhamento comunitário reduz crimes ambientais na Amazônia, mostra estudo</title>
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					<pubDate>21 Ago 2025 07:53:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Amazônia, Ambientalistas, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Caça, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Incêndios, Lei Ambiental, Peixes, Pesca, Política Ambiental, Queimadas, Soluções e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Um estudo realizado na Amazônia brasileira descobriu que iniciativas voluntárias de patrulhamento comunitário em duas áreas protegidas estiveram associadas a uma redução de 80% nos crimes ambientais registrados ao longo de dez anos. No mesmo período, não houve queda significativa nas violações ambientais detectadas fora dessas áreas, sugerindo que as patrulhas comunitárias foram mais eficazes. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/patrulhamento-comunitario-reduz-crimes-ambientais-na-amazonia-mostra-estudo/" data-wpel-link="internal">Patrulhamento comunitário reduz crimes ambientais na Amazônia, mostra estudo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Um estudo realizado na Amazônia brasileira descobriu que iniciativas voluntárias de patrulhamento comunitário em duas áreas protegidas estiveram associadas a uma redução de 80% nos crimes ambientais registrados ao longo de dez anos. No mesmo período, não houve queda significativa nas violações ambientais detectadas fora dessas áreas, sugerindo que as patrulhas comunitárias foram mais eficazes. Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados coletados entre 2003 e 2013 por agentes comunitários em 12 unidades territoriais de duas reservas de desenvolvimento sustentável no estado do Amazonas: Mamirauá e Amanã. Os registros fazem parte do programa Agentes Ambientais Voluntários (AAV), criado em 1995 pelo governo do Amazonas, que envolve moradores locais no patrulhamento voluntário de seus territórios para complementar o sistema federal de fiscalização e monitoramento. Nos anos analisados, os agentes do AAV realizaram 19.957 patrulhas, registrando um total de 1.260 crimes ambientais, a maioria relacionada a infrações de pesca e caça. Como efeito de comparação, os autores do estudo analisaram operações de fiscalização feitas pelo governo fora das reservas, entre 2002 e 2012. Nesse período, as autoridades realizaram 69 operações, detectando 917 crimes. A década de patrulhas comunitárias coincidiu com uma queda de 80% nos crimes ambientais registrados em 11 das 12 áreas analisadas. Em contraste, as operações lideradas pelo governo não apresentaram redução clara nos crimes detectados ao longo do tempo. Essa diferença “destaca a importância de defender intervenções lideradas por comunidades”, mesmo fora de áreas protegidas, escreveram os autores. “Precisamos colocar as comunidades no centro desse processo de conservação e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/patrulhamento-comunitario-reduz-crimes-ambientais-na-amazonia-mostra-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Paralisação da reforma agrária fomenta nova onda de invasões e violência na Amazônia</title>
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					<pubDate>06 Jun 2025 06:27:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>NOVO PROGRESSO, Pará — Julia e a filha de dois anos estavam dormindo no chão sob uma barraca de lona, em um acampamento cercado por uma dúzia de homens armados. Ainda assim, a jovem de 26 anos achava que valia a pena. &#8220;Lá era pior&#8221;, ela disse à Mongabay, referindo-se à sua cidade natal no [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[NOVO PROGRESSO, Pará — Julia e a filha de dois anos estavam dormindo no chão sob uma barraca de lona, em um acampamento cercado por uma dúzia de homens armados. Ainda assim, a jovem de 26 anos achava que valia a pena. &#8220;Lá era pior&#8221;, ela disse à Mongabay, referindo-se à sua cidade natal no Maranhão. Julia vendeu seus poucos pertences, incluindo algumas galinhas, para pagar a viagem de 2 mil quilômetros para Novo Progresso, no Pará. Foi uma decisão impulsiva, tomada assim que ela recebeu uma mensagem no WhatsApp. &#8220;Uma amiga disse que o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] ia distribuir terra aqui&#8221;, ela disse. O sonho de possuir um pedaço de terra também trouxe José para o acampamento montado a 12 km da rodovia BR-163, que conecta o estado do Mato Grosso, celeiro do Brasil, aos portos no Rio Tapajós, no Pará. Ele deixou sua família em Porto Velho, Rondônia, e viajou três dias de moto para se juntar ao movimento. “Nós sempre trabalhamos de meeiro na terra dos outros, e metade do que colhíamos tínhamos que dar para os donos da terra”, disse José, cuja família sonha com a própria terra desde os anos 80, quando migrou de Minas Gerais para a Amazônia. “Seria uma chance de dar um conforto maior para a minha família”. Julia e José, que pediram para que seus nomes verdadeiros fossem omitidos por razões de segurança, são como pequenas ondas de uma tsunami de migração que se abate sobre&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/paralisacao-da-reforma-agraria-fomenta-nova-onda-de-invasoes-e-violencia-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Amazônia: garimpeiros ilegais driblam fiscalização contrabandeando ouro para a Venezuela</title>
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					<pubDate>26 Mai 2025 11:15:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Em 2023, a Polícia Federal notou uma movimentação incomum no pequeno aeroporto de Santarém, no estado do Pará: venezuelanos aparentemente humildes comprando passagens caras de última hora e sempre pagando por bagagem extra. Em outubro, os agentes decidiram agir e prenderam um venezuelano tentando embarcar com 21 quilos de ouro escondidos em garrafas térmicas. Dois [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2023, a Polícia Federal notou uma movimentação incomum no pequeno aeroporto de Santarém, no estado do Pará: venezuelanos aparentemente humildes comprando passagens caras de última hora e sempre pagando por bagagem extra. Em outubro, os agentes decidiram agir e prenderam um venezuelano tentando embarcar com 21 quilos de ouro escondidos em garrafas térmicas. Dois meses depois, outra situação atípica chamou a atenção das autoridades: um homem carregando 47 kg de ouro sofreu uma tentativa de assalto em Manaus. Seu plano, frustrado pelo ataque, era enviar a carga em um jato particular. Depois que um juiz autorizou a quebrar dos sigilos fiscal e telefônico dos suspeitos, os agentes federais descobriram que esses dois episódios estavam conectados e faziam parte de um esquema muito maior para enviar ouro ilegal da Amazônia brasileira para a Venezuela e, possivelmente, para a Guiana. Isso era uma novidade para os investigadores e um sinal de que os comerciantes ilegais de ouro vinham se sofisticando à medida em que as autoridades brasileiras fechavam o cerco. Depois de quatro anos sob a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-22), cujas políticas e retórica impulsionaram o garimpo ilegal, Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder atacando a ilegalidade em duas frentes. Por um lado, os agentes ambientais retomaram as operações em áreas dominadas pelo garimpo. De outro, novas medidas administrativas dificultaram o comércio de ouro ilegal. “Notamos muito claramente que houve uma reestruturação do setor”, disse Raoni Rajão, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), à Mongabay.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/amazonia-garimpeiros-ilegais-driblam-fiscalizacao-contrabandeando-ouro-para-a-venezuela/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O papel do Estado administrativo: comando e controle dos ecossistemas</title>
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					<pubDate>30 Abr 2025 14:51:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>O direito administrativo baseia-se na legislação que cria, organiza e define as responsabilidades dos órgãos governamentais. Sendo assim, o aparato regulatório do Estado moderno é o produto de leis que criam órgãos que supervisionam vários aspectos da economia nacional, como serviços públicos básicos (água e saneamento), serviços financeiros, controle de tráfego aéreo e telecomunicações, bem [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O direito administrativo baseia-se na legislação que cria, organiza e define as responsabilidades dos órgãos governamentais. Sendo assim, o aparato regulatório do Estado moderno é o produto de leis que criam órgãos que supervisionam vários aspectos da economia nacional, como serviços públicos básicos (água e saneamento), serviços financeiros, controle de tráfego aéreo e telecomunicações, bem como recursos naturais renováveis e não renováveis. Na prática, os órgãos reguladores tendem a alocar a maior parte de seus recursos para a criação de regras (comando), mas também têm poderes coercitivos para fazer cumprir essas regras (controle). Teoricamente, ela deve ocorrer por meio do monitoramento realizado pela agência reguladora, o que leva a ações que forçam o infrator a pagar uma multa e corrigir a infração. Por exemplo, um incidente de poluição deve fazer com que o órgão regulador ordene a interrupção das operações até que o problema seja resolvido e, na maioria dos casos, cobre uma multa. Normalmente, há um mecanismo de recurso (como um tribunal administrativo) para apelar da decisão, solicitar um adiamento ou apresentar uma isenção com base nas circunstâncias. Eventualmente, o não cumprimento das regras deve levar à revogação de uma licença de operação e a uma ação judicial, seja civil ou penal. Os infratores podem recorrer de uma decisão regulatória na justiça, através de uma ação civil, alegando inocência ou deficiências processuais que limitam sua culpabilidade. Elas também podem argumentar que a multa é exorbitante ou injusta. Os tribunais de quase todos os países pan-amazônicos são conhecidos por sua&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/o-papel-do-estado-administrativo-comando-e-controle-dos-ecossistemas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Progresso da legislação ambiental na Pan-Amazônia</title>
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					<pubDate>28 Abr 2025 14:58:28 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Historicamente, a maioria dos países regulamentava seus recursos biológicos por meio do ministério da agricultura, usando leis específicas para o gerenciamento de florestas, vida selvagem e pesca. Muitos foram inspirados por compromissos assumidos por meio de tratados das Nações Unidas, principalmente a Convenção do Patrimônio Mundial (WHC) e a Convenção sobre o Comércio Internacional de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Historicamente, a maioria dos países regulamentava seus recursos biológicos por meio do ministério da agricultura, usando leis específicas para o gerenciamento de florestas, vida selvagem e pesca. Muitos foram inspirados por compromissos assumidos por meio de tratados das Nações Unidas, principalmente a Convenção do Patrimônio Mundial (WHC) e a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES), ou por decisões de se associar a entidades afiliadas à ONU, como a Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO) e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Ao ratificar esses tratados &#8211; ou aderir formalmente a uma entidade &#8211; os governos incorporaram suas disposições às estruturas jurídicas nacionais, um processo que foi reforçado pela ratificação da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), um tratado assinado por todas as nações na Cúpula do Rio em 1992. Com o passar do tempo, essas nações complementaram esses tratados juridicamente vinculantes com legislações que abordavam questões mais detalhadas e, pela primeira vez, usaram o termo “biodiversidade”.  Entre as primeiras leis promulgadas em cada país estava a criação de um sistema nacional de áreas protegidas e uma entidade administrativa associada. Paralelamente a este processo, os governos criaram órgãos dedicadas à organização e revisão de Estudos de Impacto Ambiental (EIA), uma inovação da década de 1970 destinada a evitar ou mitigar os danos associados às atividades do setor extrativista e aos investimentos em infraestrutura. Assim como o processo que conduziu à conservação da natureza, os esforços para sanear o setor foram impulsionados&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/progresso-da-legislacao-ambiental-na-pan-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Empreendedorismo chinês chega à Amazônia e gera polêmica</title>
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					<pubDate>18 Mar 2025 10:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Na última década, a Pan-Amazônia viu um aumento substancial no número de empresas chinesas, seja como investidores diretos ou como empreiteiras que constroem infraestrutura para governos financiados por empréstimos da China. A falta de transparência que caracteriza sua terra natal promove um ambiente que permite que as empresas chinesas escapem do escrutínio. Muitos analistas presumem [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Na última década, a Pan-Amazônia viu um aumento substancial no número de empresas chinesas, seja como investidores diretos ou como empreiteiras que constroem infraestrutura para governos financiados por empréstimos da China. A falta de transparência que caracteriza sua terra natal promove um ambiente que permite que as empresas chinesas escapem do escrutínio. Muitos analistas presumem que esses contratos foram contaminados por subornos e propinas, uma suposição baseada nas reputações chinesa e latino-americana de corrupção. Contudo, pouquíssimos escândalos foram expostos pela imprensa, e a maior parte das supostas irregularidades se baseia em conjecturas sobre o que constitui um bom negócio e um preço justo. No entanto, há várias exceções. Em 2016, um conjunto incomum de circunstâncias revelou uma rede de suborno na Bolívia que ligava uma grande empresa de construção chinesa a funcionários do governo boliviano.  A China CAMC Engineering (CAMC), uma subsidiária da China National Machinery Industry Corporation (SINOMACH), havia assinado contratos com o governo boliviano no valor aproximado de US$ 576 milhões, incluindo: A venda de três plataformas de perfuração de petróleo em 2009 para a empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) por US$ 60 milhões. O projeto e a construção de uma usina de açúcar em San Buenaventura, La Paz, para uma empresa estatal de commodities (Empresa Azucarera San Buenaventura) por US$ 167 milhões em 2012. A construção da ferrovia Bulo Bulo-Montero para conectar a rede ferroviária com uma fábrica de ureia no Chapare, um projeto que foi abandonado em 2015 depois que a empresa recebeu um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/empreendedorismo-chines-chega-a-amazonia-e-gera-polemica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Lava Jato: o maior escândalo de corrupção da última década</title>
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					<pubDate>12 Mar 2025 05:53:51 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>O maior e mais infame escândalo de corrupção da última década começou com uma investigação criminal sobre as operações da maior empresa do Brasil: Petrobras. O escândalo recebeu esse nome porque os organizadores do esquema de suborno, propina e lavagem de dinheiro usaram uma empresa de serviços financeiros em Brasília localizada ao lado de um [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[O maior e mais infame escândalo de corrupção da última década começou com uma investigação criminal sobre as operações da maior empresa do Brasil: Petrobras. O escândalo recebeu esse nome porque os organizadores do esquema de suborno, propina e lavagem de dinheiro usaram uma empresa de serviços financeiros em Brasília localizada ao lado de um posto de gasolina e de um lava-rápido. A investigação começou em 2009 com uma denúncia aparentemente sem importância feita ao Ministério Público Federal em Curitiba, Paraná, por um empresário preocupado com o fato de que alguém estava usando sua empresa para lavar dinheiro. Os promotores seguiram essa pista e descobriram que operadores políticos afiliados ao governo estavam canalizando contribuições ilegais de campanha, provenientes de empresas que faziam negócios com a Petrobras, em troca de tratamento favorável em contratos de construção e na aquisição de bens e serviços. O escândalo explodiu no cenário nacional em 2014, quando uma equipe de promotores federais altamente motivados montou uma investigação agressiva sob a supervisão de um juiz com experiência em casos de corrupção pública (Sergio Moro). Diferentemente da maioria dos escândalos de corrupção, que normalmente levam a investigações prolongadas e resultados legais inconsequentes, esse escândalo desencadeou uma avalanche de informações que desestabilizou os governos do Brasil, Peru e Equador. Inicialmente, as acusações se concentravam na construção de uma refinaria de petróleo em Pernambuco, mas a investigação logo revelou que o esquema se estendia a outros projetos e a todas as grandes empresas de construção do Brasil. Como era de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/lava-jato-o-maior-escandalo-de-corrupcao-da-ultima-decada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O escândalo da Sudam &#8211; ou como o desmatamento foi apoiado pelo governo</title>
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					<pubDate>08 Mar 2025 14:53:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ameaças à Amazônia, Corrupção, Crime Ambiental e Desmatamento]]>
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							<![CDATA[<p>A Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) foi criada para promover o desenvolvimento de empresas privadas nos oito estados da Amazônia Legal. Suas políticas nas primeiras quatro décadas de existência foram controversas porque desencadearam um boom de desmatamento; entretanto, a administração da Sudam também foi associada a acusações de corrupção e influência política. O âmbito [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) foi criada para promover o desenvolvimento de empresas privadas nos oito estados da Amazônia Legal. Suas políticas nas primeiras quatro décadas de existência foram controversas porque desencadearam um boom de desmatamento; entretanto, a administração da Sudam também foi associada a acusações de corrupção e influência política. O âmbito e a escala da corrupção chocaram o país em 2000, quando uma briga pessoal entre dois poderosos senadores (Jader Barbalho e Antônio Carlos Magalhães) levou à revelação de uma conspiração mafiosa que havia desviado mais de R$ 4 bilhões (~US$ 500 milhões) do tesouro público. Foi, na época, o escândalo de corrupção mais caro da história do Brasil. Os infratores criaram um audacioso processo de &#8220;linha de montagem&#8221; em que empréstimos e créditos fiscais eram desviados para as contas pessoais de proprietários de empresas falsas, funcionários da agência e políticos influentes. Empresas de consultoria operadas por ex-executivos da agência atuavam como intermediárias, oferecendo seus serviços para a elaboração de &#8220;projetos&#8221; que atendessem às condições técnicas da Sudam.  Oferecendo um pacote completo de serviços, os consultores organizavam reuniões com os principais tomadores de decisão para garantir que os projetos fossem aprovados pelo comitê de empréstimos e, ostensivamente, assistência técnica para a implementação dos investimentos propostos. A atividade criminosa foi agravada por relatórios fictícios de implementação de projetos e por serviços contábeis fraudulentos que garantiram que faturas e contratos falsos fossem aceitos pelos auditores. Cada etapa, documento, plano ou reunião tinha uma taxa ou comissão que assegurava&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/o-escandalo-da-sudam-ou-como-o-desmatamento-foi-apoiado-pelo-governo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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