Do fundo do rio Negro aos ninhos da foz do Amazonas, partículas de plástico já contaminam diferentes ambientes e espécies da floresta amazônica. Nesta série, a Mongabay traça o caminho dessa disseminação por rios, igarapés, lagos e manguezais, investiga como microplásticos entram no organismo de peixes como o pirarucu e expõe as evidências que começam […]
Brasil terá apenas três deputados federais indígenas em 2027
Lucas Berti, Karla Mendes15 Out 2026
Em meio à vitória de candidaturas conservadoras no Senado e nos estados da Amazônia Legal, outro resultado é visto com preocupação por especialistas e lideranças indígenas neste mês de eleições: o baixo número de políticos indígenas em cargos legislativos nacionais.
De acordo com os resultados da votação do primeiro domingo de outubro — que, de cara, já indicaram o avanço da direita no mapa político —, a Câmara dos Deputados terá apenas três representantes autodeclarados indígenas na próxima legislatura, que se inicia em 1º de fevereiro de 2027. O número corresponde a 0,6% das 513 cadeiras.
Foram reeleitos os deputados federais Sônia Guajajara (PSOL-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas, Juliana Cardoso (PT-SP) e Paulo Guedes (PT-MG). Apesar dos resultados, haverá um representante indígena a menos a partir do próximo ano: a baixa coube à deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), que não conquistou a votação necessária para um novo mandato.
O resultado se soma a um cenário de consolidação conservadora no Senado, no qual o Partido Liberal (PL), sigla do presidenciável Flávio Bolsonaro, elegeu 19 representantes e formará a maior bancada da casa legislativa a partir de fevereiro, com 28 senadores.
Segundo Alice Dandara Correia, advogada do Instituto Socioambiental (ISA), a reduzida representatividade indígena pode indicar um cenário de “retrocessos”. “Desde o marco temporal das demarcações, passando pelo arrendamento de terras indígenas, e chegando à redução das capacidades de fiscalização do Ibama, teremos um grande desafio”, projetou.
Correia também enxerga riscos para ao meio ambiente caso Flávio Bolsonaro vença a disputa presidencial. “Garantir um governo que não seja negacionista climático e que tenha um mínimo de compromisso socioambiental é fundamental. Por isso a decisão no segundo turno é tão importante: para barrar, com vetos constitucionais, os retrocessos no Congresso que se avizinham.”
Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), houve um recorde de postulações indígenas em 2026: no total, 191. No entanto, de acordo com o líder indígena Ailton Krenak, o aumento do número de candidaturas não necessariamente reflete a conquista de espaços no Legislativo. Para o ambientalista, isso também depende da distribuição de candidaturas pelos estados.
“Provavelmente, houve um exagero na expectativa de eleger dezenas de representantes. Não teve capacidade crítica nem coordenação”, disse Krenak à Mongabay. “Se você lança três candidaturas indígenas no Acre, nenhuma delas vai ser eleita; se você lança em Roraima, isso se repete. Os únicos colégios eleitorais que suportariam três candidaturas [indígenas], por exemplo, seriam os do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais”, analisou.
Imagem do banner: Protestos dos povos indígenas da Bahia em Brasília, em 2022. Foto: Tiago Miotto/Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Brasil cria quatro reservas amazônicas e plano para pavimentar BR-319 avança
Shanna Hanbury14 Out 2026
O governo federal criou quatro reservas de desenvolvimento sustentável na Amazônia para mitigar os impactos ambientais do controverso plano de pavimentação integral da BR-319. A rodovia atravessa uma das áreas mais preservadas da floresta amazônica e, segundo alertam ambientalistas, provocará o avanço do desmatamento.
Em 8 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou os decretos que destinam mais de 668 mil hectares de floresta amazônica à proteção sob um modelo de uso sustentável, permitindo que os atuais moradores permaneçam no território e extraiam produtos florestais.
“O governo federal está trabalhando para construir uma solução capaz de viabilizar a pavimentação da rodovia, ao mesmo tempo em que assegura a proteção ambiental e incentiva o desenvolvimento econômico sustentável na região”, afirmou João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, durante um evento de anúncio das novas unidades de conservação.
Mapa: Andrés Alegria/Mongabay.
Os decretos também criam zonas de amortecimento no entorno de três das quatro maiores reservas, garantindo algum grau de proteção a outros 109.718 hectares, embora a mineração possa ser autorizada nessas áreas.
Construída durante a ditadura militar, na década de 1970, a BR-319 liga Manaus a Porto Velho, em Rondônia, mas acabou ficando em estado precário. O trecho central, com 339 km, torna-se praticamente intransitável na estação chuvosa, embora muitas pessoas ainda tentem percorrê-lo.
Caminhão atolado na lama da BR-319. Imagem: Márcio Isensee e Sá/InfoAmazonia.
Ao assumir o cargo, em 2019, o ex-presidente Jair Bolsonaro prometeu repavimentar integralmente a BR-319. A promessa não saiu do papel, mas a especulação contribuiu para um aumento de 144% no desmatamento entre 2019 e 2022, seguindo o padrão clássico de “espinha de peixe”: estradas menores se ramificam a partir das vias principais, cada uma cercada por áreas desmatadas.
Segundo Capobianco, depois que Bolsonaro deixou o cargo, o desmatamento recuou 73% entre 2022 e 2025 e mais 43% até julho de 2026.
Embora a proteção legal e a desaceleração do desmatamento representem um bom começo, a fiscalização em campo ainda é motivo de enorme preocupação. Na região, servidores públicos já foram alvo de emboscadas e ameaças, enquanto sedes de órgãos ambientais foram incendiadas.
“Criar unidades de conservação, por si só, não basta. É bom criá-las? Sim, mas isso não resolve nada, não é suficiente”, disse à Mongabay, em mensagem de áudio, Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima.
“O Instituto Chico Mendes tem um orçamento muito abaixo do necessário para as áreas protegidas, e isso não aumentou. Portanto, nada garante que essas [reservas de uso sustentável] serão efetivamente implementadas”, afirmou. “É preciso mostrar como a fiscalização de fato acontecerá na região. Isso não foi demonstrado.”
Imagem do banner:Trecho não pavimentado da BR-319. Foto cedida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Foto cedida pelo DNIT.
134 milhões de sementes recuperam encostas devastadas por tragédia em São Sebastião
Suzana Camargo14 Out 2026
Em fevereiro de 2023, São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, viveu um dos piores desastres climáticos do Brasil. Em apenas 24 horas, choveu 683 milímetros, o maior volume já registrado nesse intervalo no país, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Inundações e deslizamentos deixaram 64 mortos e milhares de desabrigados. “Já atuávamos naquela área há mais de dez anos e estudos demonstravam que a tragédia iria acontecer”, diz Fernanda Carbonelli, diretora executiva do Instituto Conservação Costeira (ICC). “Entre os mortos estavam 23 crianças. Elas não tiveram chance de sobreviver por omissão de governos — municipal, estadual e federal —, que sabiam do risco.”
Além das perdas humanas, os deslizamentos de terra provocaram um enorme impacto ambiental. Mais de 200 hectares de Mata Atlântica foram devastados e abriram 853 cicatrizes no terreno.
Para recuperar essas áreas, o ICC desenvolveu um projeto pioneiro, o Restaura Litoral. Ao longo dos últimos três anos, 134 milhões de sementes de espécies nativas foram dispersas com ajuda de drones. Com o projeto atualmente em fase final, mais de 80% das encostas já apresentam cobertura florestal.
Área da Vila Sahy antes (2023) e depois da restauração (2026). Foto: Restaura Litoral.
“Trabalhamos em um dos mais importantes contínuos florestais de Mata Atlântica do país. Sabíamos que a própria natureza promoveria a regeneração dessas áreas ao longo do tempo”, destaca o engenheiro agrônomo Andre Motta Waetge, coordenador do Restaura Litoral. “A proposta não foi substituir esse processo natural, mas acelerá-lo.”
Ele explica que, após um deslizamento, as áreas impactadas ficam ainda mais vulneráveis à erosão, por causa da exposição do solo e da perda da cobertura vegetal. “É justamente por essa razão que existe a necessidade de “ajudar” a natureza a se recompor o mais rapidamente possível.”
Biocápsulas usadas na restauração. Foto: Restaura Litoral.
Julio Pedrassoli, professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador de mapeamento urbano do MapBiomas, ressalta, entretanto, que o plantio de árvores deve estar associado à recuperação da drenagem, ao controle da erosão e, quando necessário, a intervenções de engenharia e medidas de ordenamento territorial.
Isso é ainda mais importante em tempos de mudanças climáticas, reforça Pedrassoli. “Elas podem alterar o regime de chuvas e aumentar a ocorrência de eventos extremos em algumas regiões”, diz. “No caso das cidades brasileiras, existe ainda uma dimensão social importante porque populações de menor renda frequentemente acabam ocupando terrenos mais suscetíveis a riscos.”
Imagem do banner: Encosta em Juquehy após deslizamento em 2023. Foto cedida: Restaura Litoral.
Cerrado perdeu 13,9 milhões de hectares de vegetação nas margens dos rios
Fernanda Wenzel12 Out 2026
O Cerrado perdeu 13,9 milhões de hectares de vegetação nativa nas margens dos rios entre 1985 e 2025; uma redução de 27,6% em 40 anos. O dado faz parte de um levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo MapBiomas, uma rede de organizações que mapeia as mudanças no uso do solo no Brasil.
A área é equivalente à do estado do Amapá e engloba faixas de até 500 metros dos rios e de outros cursos d’água, independentemente de sua largura. Segundo o estudo, mais de um quarto (26,9%) de toda a perda líquida de vegetação nativa registrada no Cerrado no período aconteceu no entorno dos rios; a maior parte foi convertida em lavouras e pastos para gado.
Desmatamento nas margens do rio Araguaia, próximo à divisa de Pará e Tocantins. Imagens: U.S. Geological Survey (USGS).
“A vegetação nativa mantém o solo no lugar, reduzindo a erosão e o transporte de sedimentos, mas também contribui para diminuir os processos de assoreamento, que é a entrada de sedimentos dentro do rio”, explicou Bárbara Costa, analista de pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e integrante da equipe Cerrado do MapBiomas, em entrevista à Mongabay.
Além de ser a savana mais biodiversa do mundo, o Cerrado é considerado a caixa-d’água do Brasil, já que seus rios e nascentes contribuem para oito das doze grandes bacias hidrográficas do país. “O que acontece no Cerrado pode repercutir para além dos seus limites territoriais”, explica Costa. Segundo a pesquisadora, o assoreamento dos rios da região pode reduzir a quantidade de água que chega às grandes cidades do país e a outros biomas.
“Quando a gente tem o avanço do desmatamento em algumas nascentes do Cerrado, isso acaba reduzindo o fluxo de água e aumentando o risco de incêndios no Pantanal, por exemplo”, afirma ela.
Segundo o levantamento do MapBiomas, as bacias mais afetadas pelo desmatamento nas margens dos rios são a do Alto Tocantins, que perdeu 2,9 milhões de hectares de vegetação nativa, e a bacia do Araguaia, que perdeu 2,7 milhões de hectares.
O Cerrado já perdeu metade de sua vegetação original, grande parte dela para o agronegócio. A área de agropecuária mais do que dobrou desde 1985, passando de 46,7 milhões para 97,9 milhões de hectares em 2025. Também chama a atenção o boom da silvicultura na região, com um aumento de 511% no período analisado. A atividade, que em 1985 ocupava 600 mil hectares, já cobria 3,9 milhões de hectares do Cerrado em 2025.
Imagem do banner:Desmatamento às margens do Rio Tocantins, no município de Lajeado, no estado do Tocantins. Foto: MapBiomas.
Eleições: 1º turno amplia avanço da direita em estados da Amazônia
Lucas Berti, Karla Mendes9 Out 2026
Enquanto a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aguarda os resultados do segundo turno presidencial, o desfecho parcial das eleições para os governos estaduais já preocupa autoridades e especialistas em meio ambiente.
De acordo com os resultados do primeiro turno, pelo menos sete dos nove estados amazônicos serão governados por políticos de direita alinhados a Flávio Bolsonaro. Os governadores direitistas eleitos ou reeleitos em primeiro turno são: Otaviano Pivetta (Republicanos, Mato Grosso), Dr. Daniel (Podemos, Pará), Marcos Rogério (PL, Rondônia) e Arthur Henrique (PL, Roraima). Todos declararam apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
No segundo turno do Acre, Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), ambos conservadores e alinhados a Flávio Bolsonaro, disputam o governo. Situação similar ocorre no Tocantins, com o páreo entre Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB). No Amapá, o governador eleito, Dr. Furlan (PSD), de direita, não declarou publicamente apoio a Bolsonaro, mas sua candidatura conta com o endosso do PL, mesmo partido de sua vice, Luciana Gurgel. Sua esposa, Rayssa Furlan (Podemos), recebeu apoio de Bolsonaro em sua eleição ao Senado.
As duas exceções são o Maranhão, onde o governador eleito, Eduardo Braide (PSD), optou pela neutralidade até o momento, e o Amazonas. O maior estado do Brasil é o único dos amazônicos em disputa no qual uma chapa de oposição ao bolsonarismo tem chances de vitória: no dia 25, o senador Omar Aziz (PSD), aliado de Lula, enfrenta a candidata Professora Maria do Carmo, também do PL; Aziz liderou o turno inicial com 40,63% dos votos válidos contra 24,49% da adversária.
Apesar de contar com o apoio do governo Lula, Aziz votou a favor do “PL da Devastação”, apelido dado por ambientalistas ao projeto que virou tema de debate por flexibilizar as regras de licenciamento ambiental. O senador do PSD também é favorável à exploração de petróleo na Foz do Amazonas e à pavimentação da BR-319, obra igualmente criticada por especialistas por seus impactos ambientais.
Segundo Adriana Ramos, diretora-executiva do Instituto Socioambiental (ISA), as mudanças no mapa político trazem riscos ao bioma e às suas populações, resgatando “a expansão de atividades ilícitas, a presença do crime organizado e o descontrole na exploração de recursos naturais” que marcaram o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022).
“A predominância de aliados da família Bolsonaro em cargos públicos na Amazônia reforça uma postura de negacionismo climático, de descaso com o meio ambiente e de desmonte das estruturas e instituições de controle ambiental”, afirmou.
Para o ministro dos Povos Indígenas (MPI), Eloy Terena, o avanço do bolsonarismo na região traz consigo líderes “que têm como pauta principal a relativização da legislação ambiental, o que significa a abertura desses territórios à exploração econômica”. “Ficamos preocupados porque sabemos que comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas serão as primeiras a serem impactadas.”
Imagem do banner: Flávio Bolsonaro. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.
Com mais de 400 exemplares capturados no sul da Bahia, peixe-leão acende alerta em Abrolhos
Mariana Martins21 Set 2026
A captura de mais de 400 exemplares de peixe-leão (Pterois volitans) no litoral de Porto Seguro (BA) nas últimas semanas, e a confirmação de registros em Abrolhos aceleraram a implantação, desde agosto, do Plano Municipal de Enfrentamento contra a bioinvasão, elaborado pela prefeitura da cidade. Avistada pela primeira vez na região em junho, a espécie exótica tem origem do Indo-Pacífico. O peixe-leão não possui predadores no Atlântico, se prolifera com rapidez e ameaça provocar o colapso de populações pesqueiras e ecossistemas recifais na região.
O grande risco ecológico está na alimentação voraz do animal, que consome filhotes de diversas espécies nativas e crustáceos. O biólogo Carlos Hackradt, coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha (Lecomar) da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), explica a gravidade: “Ao predar filhotes de espécies comercialmente exploradas, há uma depleção das populações pesqueiras. Isso traz consequências graves para o ecossistema, afeta a economia da pesca e prejudica o turismo em recifes degradados”.
O pesquisador alerta para o risco do animal avançar por grande parte do litoral brasileiro. “A nossa costa possui uma plataforma continental extensa e cheia de recifes que servem de abrigo”, aponta o Hackradt. Segundo ele, as projeções indicam que o avanço do peixe-leão não deve parar na Bahia: “Esses animais são capazes de chegar até São Paulo, Paraná e até o norte de Santa Catarina”.
Ao todo, a ação entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac) e pescadores da Colônia Z-22 recolheu 440 animais no litoral de Porto Seguro, dos quais 430 foram enviados congelados ao Lecomar/UFSB para análise de biometria e conteúdo estomacal. O plano prevê o pagamento de R$ 10 aos pescadores por peixe capturado e estuda inserir o pescado na rede comercial.
Hackradt explica que o consumo humano é viável: “O animal não traz veneno na carne. A substância fica armazenada em glândulas ligadas aos 18 espinhos, e a proteína é desnaturada com o calor no cozimento”. Sem registro científico de erradicação total da espécie onde ela se instala, o controle populacional e o monitoramento contínuo seguem como as únicas vias de manejo.
A preocupação também se estende ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, santuário ecológico que abriga a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, onde a presença do peixe-leão já foi confirmada. Contudo, os pesquisadores reconhecem que ainda faltam dados consolidados para mensurar a dimensão exata do estrago. “A gente ainda não sabe a dinâmica que esse processo vai ter aqui. Acabou de acontecer, estamos construindo as primeiras informações no extremo sul para entender a gravidade e indicar às autoridades quais medidas são factíveis”, pondera o biólogo.
Imagem do banner: Exemplares de peixe-leão capturados no litoral de Porto Seguro, Bahia. Crédito: Lecomar – UFSB.
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