Há dez anos em operação, a usina hidrelétrica de Belo Monte, localizada na Amazônia paraense, chega ao momento de renovar sua licença ambiental em meio a fortes controvérsias. No centro da discussão está a urgência de rever a vazão liberada pela barragem no Rio Xingu, que hoje retém até 70% do fluxo de suas águas. Em decorrência disso, a escassez hídrica tem levado comunidades indígenas e tradicionais da região — conhecida como Volta Grande do Xingu — ao limite de sua capacidade de adaptação, sobretudo em relação à pesca. Nesta edição especial, a Mongabay investiga os conflitos em torno da gestão das águas de Belo Monte, seus impactos sobre a fauna e as populações humanas ao longo do Rio Xingu, e o que a ciência revela sobre as alteraçõesno fluxo do rio em um cenário de mudanças climáticas.