Do fundo do rio Negro aos ninhos da foz do Amazonas, partículas de plástico já contaminam diferentes ambientes e espécies da floresta amazônica. Nesta série, a Mongabay traça o caminho dessa disseminação por rios, igarapés, lagos e manguezais, investiga como microplásticos entram no organismo de peixes como o pirarucu e expõe as evidências que começam […]
O que a chuva de sementes revela sobre a Mata Atlântica fragmentada
Suzana Camargo9 Set 2026
Apenas 23% da área antes ocupada pela Mata Atlântica permanece coberta por florestas. O bioma, onde vive 57% da população brasileira, sofreu intensa devastação ao longo dos séculos, deixando-o extremamente fragmentado. Para entender como essa fragmentação afeta a forma com que as sementes se espalham pela floresta, pesquisadores fizeram um estudo inédito — o primeiro em larga escala.
Esse processo é conhecido como “chuva de sementes”, e se refere às sementes que chegam ao solo da floresta, onde germinam, seja levadas pelo vento, seja pela dispersão realizada por animais.
“Queríamos entender que tipo de sementes estão chegando nos fragmentos da Mata Atlântica”, diz Luís Felipe Daibes, pesquisador do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e principal autor do estudo. “A semente é a base da regeneração, desse ciclo de renovação, de como a floresta vai se transformar no futuro.”
Os cientistas compilaram dados de 52 fragmentos florestais, que abrangem a extensão da Mata Atlântica brasileira de norte a sul. As informações vieram de estudos anteriores, produzidos por equipes de diversas instituições brasileiras de pesquisa.
O estudo reuniu mais de 1,3 milhão de sementes, coletadas em pequenas redes de malha fina, colocadas em diferentes locais da mata.
Material coletado pelo estudo. Foto cedida por Luís Felipe Daibes.
O principal achado do levantamento foi que a cobertura florestal, em conjunto com a chuva, é o fator mais importante para manter a diversidade de sementes em áreas fragmentadas.
“O que observamos é que áreas fragmentadas, mas que possuem outros trechos de floresta conservada ao redor, ou seja, têm uma boa cobertura vegetal, mantêm uma boa diversidade de sementes, apesar da fragmentação”, diz Luís Felipe.
A proximidade de áreas de floresta preservada proporciona mais conexão entre os fragmentos, facilitando a circulação de animais maiores e, consequentemente, o fluxo de sementes.
O pesquisador ressalta, entretanto, que áreas muito fragmentadas e isoladas podem até ter uma grande quantidade de sementes, mas, em geral, elas são pequenas, levadas pelo vento ou por passarinhos.
Produzidas por espécies conhecidas como pioneiras ou generalistas, essas sementes se dispersam com facilidade e dão origem a plantas de crescimento rápido, que podem acabar dominando a paisagem e deixando a floresta menos diversa.
São as sementes grandes, dispersadas por animais de maior porte — aves como tucanos, araçaris ou jacus, por exemplo —, que geram árvores mais frondosas e de crescimento lento, capazes de armazenar mais carbono em seus troncos.
“Qualquer política pública que preserve a floresta nativa, ainda que em fragmentos pequenos, é importante para manter um pouco ainda da saúde do que restou da Mata Atlântica pelo Brasil”, reforça Marco Aurélio Pizo, professor da Universidade Estadual Paulista e autor-sênior do estudo.
Imagem do banner: Vista geral de área de Mata Atlântica. Foto: William Zaca.
Aves coloridas correm maior risco de extinção que as de plumagem discreta, diz estudo
Mongabay.com4 Set 2026
A perda de habitat, as mudanças climáticas, a caça e o comércio para estimação são fatores conhecidos do declínio das aves. Um novo estudo sugere que as cores das aves também podem influenciar seu risco de extinção: espécies de plumagem colorida parecem estar mais ameaçadas do que aquelas de cores pouco vistosas.
Os pesquisadores Montague Neate-Clegg e Natalia Ocampo-Peñuela estavam em uma viagem de observação de aves no Vietnã quando perceberam que algumas das espécies coloridas que avistavam eram muito ameaçadas e valorizadas no comércio de animais de estimação. “Então começamos a conversar sobre a possibilidade de as aves mais coloridas correrem maior risco de extinção”, disse Neate-Clegg, professor da Universidade da Califórnia em Davis.
Para testar a hipótese, os pesquisadores analisaram o status de conservação de 4.334 espécies de aves passeriformes na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Os passeriformes representam mais da metade das espécies de aves conhecidas.
Em seguida, os pesquisadores compararam o risco de extinção dessas espécies com o número de cores distintas em sua plumagem. Também levaram em conta outros fatores, como tamanho corporal, dieta, capacidade de dispersão e dependência de florestas.
O estudo constatou que as aves coloridas são mais ameaçadas do que aquelas de plumagem discreta. No Sudeste Asiático, onde aves de cores vivas são capturadas para o comércio de animais de estimação, o padrão ficou evidente. “Se você for a um mercado, verá todas aquelas aves que deveriam estar na floresta: estão todas em gaiolas”, disse Ocampo-Peñuela, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, à Mongabay em uma videochamada.
Os pesquisadores afirmam que esperavam encontrar um risco maior de extinção entre aves coloridas intensamente comercializadas. Surpreendeu-os constatar que espécies coloridas também estão mais ameaçadas do que as de cores pouco vistosas, mesmo quando não são comuns no comércio de animais de estimação. “Isso nos deixou um pouco intrigados”, disse Neate-Clegg. Segundo ele, uma hipótese é que “aves mais coloridas talvez sejam mais sensíveis ao aumento das temperaturas, devido à maneira como a coloração das penas afeta a regulação térmica.”
Também pode haver um viés na pesquisa em favor de aves coloridas, mais atraentes do que espécies de aparência discreta. Isso significaria que os cientistas dispõem de “uma avaliação mais precisa do risco de extinção” dessas espécies, afirmou Neate-Clegg.
Binbin Li, professora associada da Universidade Duke Kunshan, na China, que não participou do estudo, disse que vê os resultados “como um convite claro para que pesquisas futuras investiguem se as mudanças climáticas, a transformação dos habitats ou alterações nas interações bióticas, como predação ou competição, também estão contribuindo” para o maior risco de extinção das aves coloridas.
Imagem do banner:saíra-sete-cores. Foto: Dario Sanches, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.
Gafanhoto macho é identificado 206 anos após descoberta da espécie na Amazônia
Amaitê Santos1 Set 2026
Com aparência similar a pequenos galhos, os gafanhotos da família Proscopiidae estão entre os insetos pouco conhecidos da Amazônia. Larissa Queiroz, doutora em Entomologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), conduziu o primeiro estudo filogenético dedicado ao grupo em parceria com os também entomologistas José Rafael, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Raphael Heleodoro, professor do Museu Nacional (MNRJ). Publicado na revista Zootaxa, o trabalho preenche parte das lacunas de conhecimento sobre esses insetos.
Uma delas era a ausência de machos da espécie Proscopia gigantea. Desde 1820, quando a espécie foi descrita, apenas a fêmea era conhecida. Quando exemplares machos foram posteriormente analisados, suas características foram consideradas iguais às de machos de outro gênero, chamado Carbonellis.
Para resolver o quebra-cabeça, a pesquisadora revisou exemplares já catalogados e comparou características que haviam sido analisadas separadamente. Em 2025, pesquisadores do Pará entraram em contato com Larissa após encontrarem um casal de Proscopia se reproduzindo na Floresta Nacional (Flona) de Caxiuanã. A comparação da fêmea coletada com a literatura e imagens da espécie-tipo confirmou que se tratava da espécie Proscopia gigantea, e que o macho, antes classificado em outro gênero, pertencia à mesma espécie da fêmea. A revisão também mostrou que Carbonellis não se distinguia de Proscopia, levando à sinonimização dos dois gêneros.
“De 1820 até 2026, só era conhecida a fêmea. E o macho acabou virando um gênero diferente porque eles acharam que era algo novo”, explica Larissa.
Em 2022, quando começou a visitar coleções científicas brasileiras, a pesquisadora encontrou exemplares sem identificação suficiente para determinar a que espécies pertenciam ou mesmo se poderiam representar espécies ainda desconhecidas.
“Foi preciso começar pelo básico: descobrir quais espécies existem, conhecer essa diversidade e dar nome aos animais. Até então, não tinham sido feitos estudos mais aprofundados para entender quais são as relações evolutivas dentro desse grupo. Esse foi o primeiro de muitos.”
Além de catalogar pela primeira vez o macho de Proscopia gigantea, o estudo reorganiza espécies já conhecidas, descreve novos táxons e reúne informações antes dispersas. Ao todo, nove novas espécies foram propostas, além da criação de quatro novos gêneros e de mudanças na classificação de grupos já conhecidos.
Larissa, que é amazonense, buscou referências da Amazônia para batizar parte das novas espécies, incluindo nomes ligados a povos indígenas, à mitologia tupi-guarani e ao Boi-Bumbá Garantido de Parintins.
Para isso, a pesquisadora contou com a colaboração de Joao Wehteke Kamarayano, indígena do povo Hixkaryana, que apresentou uma palavra usada pelos Hixkaryana para designar gafanhoto: “kratxatxa”.
Agora, Kamara kratxatxa é uma das oito novas espécies de gafanhotos registradas na Amazônia brasileira, ao lado de Celatus nath, Lianascopia albae, Lianascopia domenicoi, Milenascopia uatuma, Proscopia caacy, Pseudoproscopia taka e Pseudoproscopia trajakan.
Imagem do banner: Casal de Proscopia gigantea. Foto: Juan Mateo.
100 espécies à beira da extinção recebem US$ 200 milhões
Shanna Hanbury, Mongabay.com28 Ago 2026
Projetos de recuperação de 100 espécies criticamente em perigo ou extintas na natureza em todo o mundo receberão novos recursos por meio de uma iniciativa de conservação anunciada no início de agosto.
A Re:wild e o Bezos Earth Fund criaram o Phoenix Species Project e prometeram investir US$ 100 milhões cada uma no projeto, totalizando US$ 200 milhões. Segundo o comitê gestor da iniciativa, cada espécie deve receber entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão ao longo dos cinco anos de duração do projeto.
As 100 espécies, distribuídas por 30 países, já foram selecionadas, mas os valores destinados a cada uma serão determinados gradualmente, à medida que as propostas forem apresentadas, informou à Mongabay o comitê gestor do Phoenix Species Project.
Sete espécies já receberam recursos, entre elas o sifaka-de-coroa-dourada (Propithecus tattersalli), uma espécie de lêmure de Madagascar, e o raro papagaio-noturno (Pezoporus occidentalis), que vive no deserto australiano.
Cinco das 100 espécies são brasileiras. Uma delas é o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), maior primata das Américas e classificado como “criticamente em perigo”. Restam menos de mil indivíduos na natureza, divididos em 14 populações isoladas na Mata Atlântica.
Há também duas aves: a rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis), que passou décadas praticamente desaparecida até ser reencontrada em uma pequena área do Cerrado mineiro, e a saíra-apunhalada (Nemosia rourei), da Mata Atlântica capixaba, com população estimada em menos de 50 indivíduos.
Saíra-apunhalada. Foto: Jens Bokelaar, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
A lista inclui dois anfíbios, de ocorrência ainda mais restrita: o sapinho-da-restinga (Melanophryniscus setiba), encontrado em apenas um ponto do litoral do Espírito Santo, e a perereca-pintada-do-rio-pomba (Nyctimantis pomba), cuja população vive toda à margem de um único rio em Minas Gerais.
Segundo Leah Gerber, cientista da conservação da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, cada espécie desempenha um papel importante na comunidade ecológica mais ampla da qual faz parte. “A recuperação de uma espécie pode gerar benefícios que vão muito além dela própria. Mas esses benefícios dependem muito do contexto; recuperar uma espécie nem sempre leva à restauração do ecossistema.”
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), autoridade global em conservação da vida selvagem, avaliou o risco de extinção de menos de 5% de todas as espécies conhecidas pela ciência. Das 176 mil espécies avaliadas até agora, mais de 31 mil são consideradas extintas na natureza, criticamente em perigo ou em perigo.
“O Phoenix Species Project representa um investimento extraordinário na prevenção de extinções, e fico especialmente encorajada ao ver atenção dedicada a uma ampla variedade de espécies, em vez de apenas às mais carismáticas”, afirmou Gerber.
Hector Bottai, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons
Imagem do banner: Muriqui-do-norte. Pablo Fernicola, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.
Surto de ranavírus mata pererecas e acende alerta na Mata Atlântica
Suzana Camargo24 Ago 2026
Uma nova ameaça paira sobre os anfíbios brasileiros. Em um estudo recente, pesquisadores revelaram a morte em larga escala de pererecas-macaco (Phyllomedusa distincta) pelo ranavírus, vírus que até agora não tinha sido o causador de mortalidade entre espécies nativas no Brasil.
O registro das mortes ocorreu na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC), onde também houve redução nas taxas de reprodução. “Os girinos apresentavam sintomas clássicos de ranavirose, como hemorragias e inchaço. E os que ainda estavam vivos nadavam com lentidão”, diz a bióloga Aline Fonseca, pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e principal autora do estudo.
Uma das suspeitas é que a disseminação do ranavírus possa estar associada à presença da rã-touro (Lithobates catesbeianus), considerada um reservatório do vírus.
A rã-touro foi trazida ao Brasil nos anos 1930 para ter sua carne comercializada, mas a falta de interesse dos consumidores levou ao fechamento de ranários e ao descarte de rãs-touro na natureza.
Segundo Aline, foram coletados em campo indivíduos de 11 espécies de anfíbios, incluindo a rã-touro, em 13 pontos da Mata Atlântica nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Exames apontaram a presença do ranavírus em 61% deles.
Embora a perereca-macaco não seja classificada como em risco de extinção, duas outras espécies ameaçadas, o sapinho-admirável-da-barriga-vermelha(Melanophryniscus admirabilis) e o sapinho-da-bromélia (Melanophryniscus biancae), ambos com distribuição geográfica limitada no centrosul do Brasil, testaram positivo para o vírus.
Cientistas brasileiros se preocupam agora com a possível proliferação de mais um patógeno.
“O ranavírus é muito pouco estudado, e não tem sido considerado como uma ameaça, mas ele pode realmente levar ao declínio dessa e de outras populações de anfíbios”, alerta Felipe Toledo, professor da Unicamp e coautor do estudo.
Outra questão que soa como alerta entre os pesquisadores é o fato do surto de ranavírus ter ocorrido 15 dias depois de ter sido registrada uma redução da umidade relativa do ar. Isso indicaria que a alteração climática poderia influenciar a replicação do vírus. Outro estudo, publicado em 2025, já alertava sobre o impacto do aumento de períodos prolongados de seca nos anfíbios brasileiros.
“É muito preocupante pelo fato de vivermos em uma era de mudanças climáticas. O aumento da temperatura e a queda da umidade relativa do ar podem ser precursores de mais eventos como esses que relatamos”, conclui a bióloga.
Imagem do banner: perereca-macaco. Foto: Felipe Toledo.
Funai conclui demarcação de terra de indígenas isolados após três décadas
Shanna Hanbury21 Ago 2026
Agentes da Funai passaram 60 dias, em junho e julho de 2026, realizando a demarcação física da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo. A área de 411 mil hectares, em Colniza, noroeste de Mato Grosso, abriga os Kawahiva, povo indígena isolado.
A Funai confirmou a presença do povo indígena em 1999 e iniciou o processo de demarcação do território em 2001. Desde então, o território dos Kawahiva tem sido invadido por grileiros e madeireiros, recebendo apenas proteção intermitente por meio de portarias de restrição de uso.
“Os Kawahiva isolados estão sob ameaça em sua própria floresta há décadas, enquanto simplesmente tentam exercer o direito de viver como querem, sem contato”, disse Caroline Pearce, diretora da ONG Survival International, em comunicado.
Imagem de um Kawahiva registrada em agosto de 2013. Imagem cedida pela Funai.
Para realizar a demarcação física, os agentes da Funai abriram uma picada ao longo dos limites da terra e instalaram cerca de 140 placas em pontos estratégicos, segundo agentes da Funai ouvidos pela Mongabay.
“Aqui na nossa região, todos os donos de lotes de terra fazem isso”, disse à Mongabay Jair Candor, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Madeirinha-Juruena, da Funai. “Os limites da terra são marcados abrindo-se uma picada ao redor daquele território, seja ele do homem branco ou de um indígena.”
A última placa foi instalada em 3 de julho de 2026. Foto cedida por Kenedy Vicente da Silva.
Segundo Candor, a última invasão do território ocorreu em 2023, quando um fazendeiro desmatou entre 4 e 5 hectares da terra indígena. Ao ser abordado, o fazendeiro disse que não havia marcos que identificassem a terra indígena.
“A demarcação física serve para isso”, disse Candor. “Para que as pessoas possam identificar que ali existe uma terra indígena e um povo que a habita e precisa daquele território.”
Acampamento Kawahiva abandonado. Foto cedida pela Funai.
Com a conclusão da demarcação física, o processo segue para a homologação. Cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva homologar a demarcação por decreto.
A Presidência da República informou à Mongabay que o governo aguarda decisões do Supremo Tribunal Federal sobre o marco temporal — tese que toma 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, como referência para o reconhecimento de terras indígenas — antes de avançar com novos reconhecimentos, a fim de garantir segurança jurídica.
“Se conseguirmos manter do jeito que está lá, sem invasões, eles vão ficar bem”, disse Candor. Segundo ele, expedições de monitoramento indicam que a floresta fornece caça, peixes e outras fontes de alimento suficientes para a sobrevivência dos Kawahiva. “Eles também são seres humanos e só precisam de um lugar onde possam viver em paz, como todo mundo.”
Imagem do banner: Primeira placa de demarcação da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo. Foto cedida pela Funai.
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