• Destaques
  • Vídeos
  • Especiais
  • Matérias
  • Curtas
Doar
  • English
  • Español (Spanish)
  • Français (French)
  • Bahasa Indonesia (Indonesian)
  • Brasil (Portuguese)
  • India (English)
  • हिंदी (Hindi)
  • বাংলা (Bengali)
  • Swahili
  • Vídeos
  • Matérias
  • Notícias curtas
  • Destaques
  • Últimas
  • Explorar tudo
  • Sobre
  • Equipe
  • Contato
  • Doar
  • Inscrever
  • Envios
  • Política de Privacidade
  • Termos de uso
  • Anunciar
  • Wild Madagascar
  • Para crianças
  • Mongabay.org
  • Reforestation App
  • Planetary Health Check
  • Conservation Effectiveness
  • Mongabay Data Studio

Mais recente

Destaque

Mercúrio ameaça mais de 160 comunidades na bacia do rio Beni, na Bolívia

Iván Paredes Tamayo 12 Out 2026

Cerrado perdeu 13,9 milhões de hectares de vegetação nas margens dos rios

Fernanda Wenzel 12 Out 2026

Angola cria área protegida para salvar biodiversidade da Serra do Pingano

David Tjyakala 9 Out 2026

Eleições: 1º turno amplia avanço da direita em estados da Amazônia

Lucas Berti 9 Out 2026
Destaque

Zoo indiano e governo brasileiro negociam “parceria estratégica” para espécies ameaçadas

Fernanda Wenzel 8 Out 2026
Destaque

Carbono oculto do Cerrado expõe falhas na política de conservação do Brasil

Daniel Shailer 7 Out 2026
Todas as notícias

Matérias em destaque

Mercúrio ameaça mais de 160 comunidades na bacia do rio Beni, na Bolívia

Iván Paredes Tamayo 12 Out 2026

Zoo indiano e governo brasileiro negociam “parceria estratégica” para espécies ameaçadas

Fernanda Wenzel 8 Out 2026

Carbono oculto do Cerrado expõe falhas na política de conservação do Brasil

Daniel Shailer 7 Out 2026

Mais raro do que se pensava, gato-mourisco é reclassificado como ‘quase ameaçado’

Sean Mowbray 6 Out 2026

Invasores atacam terra indígena na Amazônia, ameaçando povo isolado

Aimee Gabay, Elisângela Mendonça 5 Out 2026

Inscreva-se

Mantenha-se informado sobre os mais importantes temas socioambientais.
Newsletter

Somos uma organização sem fins lucrativos

Ajude-nos a contar histórias de impacto sobre ameaças à biodiversidade, mudanças climáticas e muito mais
Doar

Notícias ambientais para informar e transformar.

Vídeos
Matérias

Séries de reportagens para se aprofundar nas questões mais urgentes

Microplásticos na Amazônia

Antas, morcegos e ninhos: como o plástico se infiltra na fauna amazônica

Tiago da Mota e Silva 11 Ago 2026

Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico

Tiago da Mota e Silva 23 Jul 2026

Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia

Tiago da Mota e Silva 26 Jun 2026

Girinos da Amazônia já carregam microplásticos, revela estudo

David Brown 12 Jun 2026

Do fundo do rio Negro aos ninhos da foz do Amazonas, partículas de plástico já contaminam diferentes ambientes e espécies da floresta amazônica. Nesta série, a Mongabay traça o caminho dessa disseminação por rios, igarapés, lagos e manguezais, investiga como microplásticos entram no organismo de peixes como o pirarucu e expõe as evidências que começam […]

Microplásticos na Amazônia series

Mais especiais

7 matérias

Belo Monte, 10 anos

13 matérias

A guerra do dendê

23 matérias

Cerrado

Acesso livre e aberto a informações confiáveis

Saiba mais
Área de floresta queimada, na província moçambicana de Zambézia. Foto: Far Vubil.

Queimadas e monitoramento fraco travam reflorestamento em Moçambique

Far Vubil 2 Out 2026

Tubarão-anjo é vendido livremente no RS apesar da proibição do Ibama

Fernanda Wenzel 2 Out 2026

“Secou, não tem mais”: como extremos climáticos ameaçam cachoeira em Roraima

Felipe Medeiros 1 Out 2026

Eleições no Brasil podem colocar 95% da Amazônia nas mãos da direita

Lucas Berti 30 Set 2026

Mapa aponta desigualdade racial no acesso à água no Recife

Adriana Amâncio, Áthila Galindo, Yamini Benites 29 Set 2026
Pesquisadores coletam peixes para análise em lago na bacia do rio Araguaia, parte da Expedição Araguaia Vivo. Crédito: Igor Rodrigues dos Santos (Lapig/UFG)

Estudo no rio Araguaia aponta que desmatamento pode elevar contaminação de mercúrio em peixes

Amaitê Santos 28 Set 2026
Imagem do banner: Operação de Fiscalização do Ibama na Floresta Nacional do Jamanxim (PA). Foto: Vinícius Mendonça/Ibama via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0).

Redução da área protegida na Floresta do Jamanxim ameaça acelerar desmatamento no Pará

Annady Borges 25 Set 2026

Cientistas usam dados de garimpo para construir sistema de alerta de malária na Amazônia

Fernanda Wenzel 24 Set 2026

Assista a nossos vídeos exclusivos

Os desafios de proteger uma raposa que só existe no Brasil

Mongabay.com 7 Nov 2025

Por que as árvores gigantes da Amazônia morrem? Esses cientistas querem descobrir a resposta

Mongabay.com 24 Out 2025

Novas descobertas revelam o estado dos rios amazônicos

Mongabay.com 10 Out 2025

Ribeirinhos se unem para preservar tartarugas na Amazônia

Mongabay.com 3 Out 2025

Esse instituto salva a fauna silvestre do Rio de Janeiro do tráfico

Mongabay.com 30 Set 2025

Somos uma organização sem fins lucrativos

Ajude-nos a contar histórias de impacto sobre ameaças à biodiversidade, mudanças climáticas e muito mais
Doar

Um mergulho nos mais importantes temas socioambientais do Brasil

Destaque

Tubarão-anjo é vendido livremente no RS apesar da proibição do Ibama

Fernanda Wenzel 2 Out 2026
Destaque

“Secou, não tem mais”: como extremos climáticos ameaçam cachoeira em Roraima

Felipe Medeiros 1 Out 2026
Destaque

Eleições no Brasil podem colocar 95% da Amazônia nas mãos da direita

Lucas Berti 30 Set 2026
Destaque

Mapa aponta desigualdade racial no acesso à água no Recife

Adriana Amâncio, Áthila Galindo, Yamini Benites 29 Set 2026

Mantenha-se atualizado com nossas notícias curtas

Cerrado perdeu 13,9 milhões de hectares de vegetação nas margens dos rios

Fernanda Wenzel 12 Out 2026

O Cerrado perdeu 13,9 milhões de hectares de vegetação nativa nas margens dos rios entre 1985 e 2025; uma redução de 27,6% em 40 anos. O dado faz parte de um levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo MapBiomas, uma rede de organizações que mapeia as mudanças no uso do solo no Brasil.

A área é equivalente à do estado do Amapá e engloba faixas de até 500 metros dos rios e de outros cursos d’água, independentemente de sua largura. Segundo o estudo, mais de um quarto (26,9%) de toda a perda líquida de vegetação nativa registrada no Cerrado no período aconteceu no entorno dos rios; a maior parte foi convertida em lavouras e pastos para gado.

Desmatamento nas margens do rio Araguaia, próximo à divisa de Pará e Tocantins. Imagens: U.S. Geological Survey (USGS).

“A vegetação nativa mantém o solo no lugar, reduzindo a erosão e o transporte de sedimentos, mas também contribui para diminuir os processos de assoreamento, que é a entrada de sedimentos dentro do rio”, explicou Bárbara Costa, analista de pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e integrante da equipe Cerrado do MapBiomas, em entrevista à Mongabay.

Além de ser a savana mais biodiversa do mundo, o Cerrado é considerado a caixa-d’água do Brasil, já que seus rios e nascentes contribuem para oito das doze grandes bacias hidrográficas do país. “O que acontece no Cerrado pode repercutir para além dos seus limites territoriais”, explica Costa. Segundo a pesquisadora, o assoreamento dos rios da região pode reduzir a quantidade de água que chega às grandes cidades do país e a outros biomas.

“Quando a gente tem o avanço do desmatamento em algumas nascentes do Cerrado, isso acaba reduzindo o fluxo de água e aumentando o risco de incêndios no Pantanal, por exemplo”, afirma ela.

Segundo o levantamento do MapBiomas, as bacias mais afetadas pelo desmatamento nas margens dos rios são a do Alto Tocantins, que perdeu 2,9 milhões de hectares de vegetação nativa, e a bacia do Araguaia, que perdeu 2,7 milhões de hectares.

O Cerrado já perdeu metade de sua vegetação original, grande parte dela para o agronegócio. A área de agropecuária mais do que dobrou desde 1985, passando de 46,7 milhões para 97,9 milhões de hectares em 2025. Também chama a atenção o boom da silvicultura na região, com um aumento de 511% no período analisado. A atividade, que em 1985 ocupava 600 mil hectares, já cobria 3,9 milhões de hectares do Cerrado em 2025.

Imagem do banner: Desmatamento às margens do Rio Tocantins, no município de Lajeado, no estado do Tocantins. Foto: MapBiomas.

Eleições: 1º turno amplia avanço da direita em estados da Amazônia

Lucas Berti 9 Out 2026

Enquanto a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aguarda os resultados do segundo turno presidencial, o desfecho parcial das eleições para os governos estaduais já preocupa autoridades e especialistas em meio ambiente.

De acordo com os resultados do primeiro turno, pelo menos sete dos nove estados amazônicos serão governados por políticos de direita alinhados a Flávio Bolsonaro. Os governadores direitistas eleitos ou reeleitos em primeiro turno são: Otaviano Pivetta (Republicanos, Mato Grosso), Dr. Daniel (Podemos, Pará), Marcos Rogério (PL, Rondônia) e Arthur Henrique (PL, Roraima). Todos declararam apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.

No segundo turno do Acre, Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), ambos conservadores e alinhados a Flávio Bolsonaro, disputam o governo. Situação similar ocorre no Tocantins, com o páreo entre Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB). No Amapá, o governador eleito, Dr. Furlan (PSD), de direita, não declarou publicamente apoio a Bolsonaro, mas sua candidatura conta com o endosso do PL, mesmo partido de sua vice, Luciana Gurgel. Sua esposa, Rayssa Furlan (Podemos), recebeu apoio de Bolsonaro em sua eleição ao Senado.

As duas exceções são o Maranhão, onde o governador eleito, Eduardo Braide (PSD), optou pela neutralidade até o momento, e o Amazonas. O maior estado do Brasil é o único dos amazônicos em disputa no qual uma chapa de oposição ao bolsonarismo tem chances de vitória: no dia 25, o senador Omar Aziz (PSD), aliado de Lula, enfrenta a candidata Professora Maria do Carmo, também do PL; Aziz liderou o turno inicial com 40,63% dos votos válidos contra 24,49% da adversária.

Apesar de contar com o apoio do governo Lula, Aziz votou a favor do “PL da Devastação”, apelido dado por ambientalistas ao projeto que virou tema de debate por flexibilizar as regras de licenciamento ambiental. O senador do PSD também é favorável à exploração de petróleo na Foz do Amazonas e à pavimentação da BR-319, obra igualmente criticada por especialistas por seus impactos ambientais.

Segundo Adriana Ramos, diretora-executiva do Instituto Socioambiental (ISA), as mudanças no mapa político trazem riscos ao bioma e às suas populações, resgatando “a expansão de atividades ilícitas, a presença do crime organizado e o descontrole na exploração de recursos naturais” que marcaram o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022).

“A predominância de aliados da família Bolsonaro em cargos públicos na Amazônia reforça uma postura de negacionismo climático, de descaso com o meio ambiente e de desmonte das estruturas e instituições de controle ambiental”, afirmou.

Para o ministro dos Povos Indígenas (MPI), Eloy Terena, o avanço do bolsonarismo na região traz consigo líderes “que têm como pauta principal a relativização da legislação ambiental, o que significa a abertura desses territórios à exploração econômica”. “Ficamos preocupados porque sabemos que comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas serão as primeiras a serem impactadas.”

Imagem do banner: Flávio Bolsonaro. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.

Com mais de 400 exemplares capturados no sul da Bahia, peixe-leão acende alerta em Abrolhos

Mariana Martins 21 Set 2026

A captura de mais de 400 exemplares de peixe-leão (Pterois volitans) no litoral de Porto Seguro (BA) nas últimas semanas, e a confirmação de registros em Abrolhos aceleraram a implantação, desde agosto, do Plano Municipal de Enfrentamento contra a bioinvasão, elaborado pela prefeitura da cidade. Avistada pela primeira vez na região em junho, a espécie exótica tem origem do Indo-Pacífico. O peixe-leão não possui predadores no Atlântico, se prolifera com rapidez e ameaça provocar o colapso de populações pesqueiras e ecossistemas recifais na região.

O grande risco ecológico está na alimentação voraz do animal, que consome  filhotes de diversas espécies nativas e crustáceos. O biólogo Carlos Hackradt, coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha (Lecomar) da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), explica a gravidade: “Ao predar filhotes de espécies comercialmente exploradas, há uma depleção das populações pesqueiras. Isso traz consequências graves para o ecossistema, afeta a economia da pesca e prejudica o turismo em recifes degradados”.

O pesquisador alerta para o risco do animal avançar por grande parte do litoral brasileiro. “A nossa costa possui uma plataforma continental extensa e cheia de recifes que servem de abrigo”, aponta o Hackradt. Segundo ele, as projeções  indicam que o avanço do peixe-leão não deve parar na Bahia: “Esses animais são capazes de chegar até São Paulo, Paraná e até o norte de Santa Catarina”.

Ao todo, a ação entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac) e pescadores da Colônia Z-22 recolheu 440 animais no litoral de Porto Seguro, dos quais 430 foram enviados congelados ao Lecomar/UFSB para análise de biometria e conteúdo estomacal. O plano prevê o pagamento de R$ 10 aos pescadores por peixe capturado e estuda inserir o pescado na rede comercial. 

Hackradt explica que o consumo humano  é viável: “O animal não traz veneno na carne. A substância fica armazenada em glândulas ligadas aos 18 espinhos, e a proteína é desnaturada com o calor no cozimento”. Sem registro científico de erradicação total da espécie onde ela se instala, o controle populacional e o monitoramento contínuo seguem como as únicas vias de manejo.

A preocupação também se estende ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, santuário ecológico que abriga a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, onde a presença do peixe-leão já foi confirmada. Contudo, os pesquisadores reconhecem que ainda faltam dados consolidados para mensurar a dimensão exata do estrago. “A gente ainda não sabe a dinâmica que esse processo vai ter aqui. Acabou de acontecer, estamos construindo as primeiras informações no extremo sul para entender a gravidade e indicar às autoridades quais medidas são factíveis”, pondera o biólogo.

Imagem do banner: Exemplares de peixe-leão capturados no litoral de Porto Seguro, Bahia. Crédito: Lecomar – UFSB.

Exemplares de peixe-leão capturados no litoral de Porto Seguro, Bahia. Crédito: Lecomar - UFSB.

Assassinatos de ativistas ambientais aumentaram 116% no Brasil em 2025

Lucas Berti 18 Set 2026

A poucas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais do Brasil, a violência contra ativistas e defensores do meio ambiente no país voltou a ganhar destaque negativo em um novo relatório da Global Witness, divulgado nesta quarta-feira (16).

O mapeamento, que considera casos ocorridos em 2025, aponta que o número de brasileiros assassinados em decorrência da atividade ambiental que exercem chegou a 26 no último ano. A cifra mais do que dobra o total de vítimas documentadas em 2024 — 12 casos, segundo o informe publicado pela mesma entidade em setembro passado. O resultado é uma variação anual de 116%.

“A maioria [dos casos de 2025] estava relacionada a reivindicações de reconhecimento de territórios ancestrais e de demarcação de propriedades rurais. Documentamos que, entre as vítimas fatais, havia 11 pequenos agricultores e 7 indígenas”, afirma a Global Witness.

O relatório detalha, ainda, que os ataques se concentraram nos estados amazônicos de Rondônia e Pará, que corresponderam à metade das mortes no Brasil. “Nessa região, as fronteiras agrícolas e extrativistas continuam a invadir comunidades de pequenos agricultores, com madeireiros, garimpeiros e pecuaristas ilegais promovendo incursões, grilagem e violência letal”, diz a ONG.

A análise também discute os efeitos da COP30, realizada em Belém no final do ano passado. Segundo a organização internacional, embora o evento climático tenha sido marcado pela participação indígena e incluído “compromissos importantes sobre direitos à terra”, a implementação de medidas que avancem nesse caminho “continua desigual”.

José Carlos da Silva Lima, coordenador nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), entende que os números reforçam um “problema histórico” no Brasil e evidenciam as falhas do Estado em proteger quem luta por justiça ambiental e territorial. “A natureza é agredida para deixar ‘o terreno limpo’ para o capital. E quando há pessoas que se levantam contra esse sistema, são vistas por ele como obstáculos”, disse à Mongabay.

Em um contexto regional, as cifras também chamam a atenção: das 124 mortes de ativistas ambientais documentadas no mundo em 2025, 105 (cerca de 85%) ocorreram na América Latina. A Colômbia liderou mais uma vez o ranking de assassinatos, com 39 casos, seguida pelo Brasil; somados, os vizinhos sul-americanos concentraram 52% dos episódios letais do último ano.

Em uma ótica continental, diz o texto, “a insegurança fundiária continua sendo um dos principais fatores que motivam os ataques, o que demonstra a necessidade urgente de que os governos garantam os direitos territoriais e fundiários dos povos indígenas e afrodescendentes, bem como das comunidades de pequenos agricultores”.

Imagem do banner: Manifestante indígena protesta contra projetos extrativistas durante passeatas em defesa da terra em Brasília (DF). Foto: Jefferson Rudy/Flickr Agência Senado.

O que a chuva de sementes revela sobre a Mata Atlântica fragmentada

Suzana Camargo 9 Set 2026

Apenas 23% da área antes ocupada pela Mata Atlântica permanece coberta por florestas. O bioma, onde vive 57% da população brasileira, sofreu intensa devastação ao longo dos séculos, deixando-o extremamente fragmentado. Para entender como essa fragmentação afeta a forma com que as sementes se espalham pela floresta, pesquisadores fizeram um estudo inédito — o primeiro em larga escala.

Esse processo é conhecido como “chuva de sementes”, e se refere às sementes que chegam ao solo da floresta, onde germinam, seja levadas pelo vento, seja pela dispersão realizada por animais.

“Queríamos entender que tipo de sementes estão chegando nos fragmentos da Mata Atlântica”, diz Luís Felipe Daibes, pesquisador do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e principal autor do estudo. “A semente é a base da regeneração, desse ciclo de renovação, de como a floresta vai se transformar no futuro.”

Os cientistas compilaram dados de 52 fragmentos florestais, que abrangem a extensão da Mata Atlântica brasileira de norte a sul. As informações vieram de estudos anteriores, produzidos por equipes de diversas instituições brasileiras de pesquisa.

O estudo reuniu mais de 1,3 milhão de sementes, coletadas em pequenas redes de malha fina, colocadas em diferentes locais da mata.

Material coletado pelo estudo. Foto cedida por Luís Felipe Daibes.

O principal achado do levantamento foi que a cobertura florestal, em conjunto com a chuva, é o fator mais importante para manter a diversidade de sementes em áreas fragmentadas.

“O que observamos é que áreas fragmentadas, mas que possuem outros trechos de floresta conservada ao redor, ou seja, têm uma boa cobertura vegetal, mantêm uma boa diversidade de sementes, apesar da fragmentação”, diz Luís Felipe.

A proximidade de áreas de floresta preservada proporciona mais conexão entre os fragmentos, facilitando a circulação de animais maiores e, consequentemente, o fluxo de sementes.

O pesquisador ressalta, entretanto, que áreas muito fragmentadas e isoladas podem até ter uma grande quantidade de sementes, mas, em geral, elas são pequenas, levadas pelo vento ou por passarinhos.

Produzidas por espécies conhecidas como pioneiras ou generalistas, essas sementes se dispersam com facilidade e dão origem a plantas de crescimento rápido, que podem acabar dominando a paisagem e deixando a floresta menos diversa.

São as sementes grandes, dispersadas por animais de maior porte — aves como tucanos, araçaris ou jacus, por exemplo —, que geram árvores mais frondosas e de crescimento lento, capazes de armazenar mais carbono em seus troncos.

“Qualquer política pública que preserve a floresta nativa, ainda que em fragmentos pequenos, é importante para manter um pouco ainda da saúde do que restou da Mata Atlântica pelo Brasil”, reforça Marco Aurélio Pizo, professor da Universidade Estadual Paulista e autor-sênior do estudo.

Imagem do banner: Vista geral de área de Mata Atlântica. Foto: William Zaca. 

Aves coloridas correm maior risco de extinção que as de plumagem discreta, diz estudo

Mongabay.com 4 Set 2026

A perda de habitat, as mudanças climáticas, a caça e o comércio para estimação são fatores conhecidos do declínio das aves. Um novo estudo sugere que as cores das aves também podem influenciar seu risco de extinção: espécies de plumagem colorida parecem estar mais ameaçadas do que aquelas de cores pouco vistosas.

Os pesquisadores Montague Neate-Clegg e Natalia Ocampo-Peñuela estavam em uma viagem de observação de aves no Vietnã quando perceberam que algumas das espécies coloridas que avistavam eram muito ameaçadas e valorizadas no comércio de animais de estimação. “Então começamos a conversar sobre a possibilidade de as aves mais coloridas correrem maior risco de extinção”, disse Neate-Clegg, professor da Universidade da Califórnia em Davis.

Para testar a hipótese, os pesquisadores analisaram o status de conservação de 4.334 espécies de aves passeriformes na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Os passeriformes representam mais da metade das espécies de aves conhecidas.

Em seguida, os pesquisadores compararam o risco de extinção dessas espécies com o número de cores distintas em sua plumagem. Também levaram em conta outros fatores, como tamanho corporal, dieta, capacidade de dispersão e dependência de florestas.

O estudo constatou que as aves coloridas são mais ameaçadas do que aquelas de plumagem discreta. No Sudeste Asiático, onde aves de cores vivas são capturadas para o comércio de animais de estimação, o padrão ficou evidente. “Se você for a um mercado, verá todas aquelas aves que deveriam estar na floresta: estão todas em gaiolas”, disse Ocampo-Peñuela, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, à Mongabay em uma videochamada.

Os pesquisadores afirmam que esperavam encontrar um risco maior de extinção entre aves coloridas intensamente comercializadas. Surpreendeu-os constatar que espécies coloridas também estão mais ameaçadas do que as de cores pouco vistosas, mesmo quando não são comuns no comércio de animais de estimação. “Isso nos deixou um pouco intrigados”, disse Neate-Clegg. Segundo ele, uma hipótese é que “aves mais coloridas talvez sejam mais sensíveis ao aumento das temperaturas, devido à maneira como a coloração das penas afeta a regulação térmica.”

Também pode haver um viés na pesquisa em favor de aves coloridas, mais atraentes do que espécies de aparência discreta. Isso significaria que os cientistas dispõem de “uma avaliação mais precisa do risco de extinção” dessas espécies, afirmou Neate-Clegg.

Binbin Li, professora associada da Universidade Duke Kunshan, na China, que não participou do estudo, disse que vê os resultados “como um convite claro para que pesquisas futuras investiguem se as mudanças climáticas, a transformação dos habitats ou alterações nas interações bióticas, como predação ou competição, também estão contribuindo” para o maior risco de extinção das aves coloridas.

Imagem do banner: saíra-sete-cores. Foto: Dario Sanches, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

Compartilhe notícias curtas Leia a matéria completa

Compartilhar short

Se você gostou desta matéria, compartilhe com outras pessoas.

Facebook Linkedin Threads Whatsapp Reddit Email

Inscreva-se

Mantenha-se informado sobre os mais importantes temas socioambientais.
Newsletter

Formatos

  • Vídeos
  • Matérias
  • Especiais
  • Curtas
  • Destaques
  • Últimas

Sobre

  • Sobre
  • Contato
  • Normas Editoriais
  • Impacto
  • Newsletters
  • Envios
  • Termos de uso

Links externos

  • Wild Madagascar
  • Para crianças
  • Mongabay.org
  • Reforestation App
  • Planetary Health Check
  • Conservation Effectiveness
  • Mongabay Data Studio

Mídias sociais

  • LinkedIn
  • Instagram
  • Youtube
  • X
  • Facebook
  • Tiktok
  • WhatsApp
  • RSS / XML

© 2026 Copyright Conservation news. Mongabay is a U.S.-based non-profit conservation and environmental science news platform. Our EIN or tax ID is 45-3714703.