• Destaques
  • Vídeos
  • Especiais
  • Matérias
  • Curtas
Doar
  • English
  • Español (Spanish)
  • Français (French)
  • Bahasa Indonesia (Indonesian)
  • Brasil (Portuguese)
  • India (English)
  • हिंदी (Hindi)
  • বাংলা (Bengali)
  • Swahili
  • Vídeos
  • Matérias
  • Notícias curtas
  • Destaques
  • Últimas
  • Explorar tudo
  • Sobre
  • Equipe
  • Contato
  • Doar
  • Inscrever
  • Envios
  • Política de Privacidade
  • Termos de uso
  • Anunciar
  • Wild Madagascar
  • Para crianças
  • Mongabay.org
  • Reforestation App
  • Planetary Health Check
  • Conservation Effectiveness
  • Mongabay Data Studio

Mais recente

Amazônia já perdeu área úmida do tamanho da Bélgica, e o ritmo acelera

Shanna Hanbury 27 Out 2026

Aquecimento global ameaça refúgios de coníferas no Brasil, revela estudo

Mateus Mendonça 27 Out 2026
Destaque

Pesquisadores revelam rotas e padrões do tráfico de animais na Amazônia

Fernanda Wenzel 26 Out 2026

Incêndio destrói 65% da Terra Indígena Maxakali, em Minas Gerais

Mariana Martins 23 Out 2026

‘Já vimos esse filme’: servidores ambientais temem volta de assédio com Flávio Bolsonaro

Karla Mendes 22 Out 2026
Destaque

Anatomia de uma invasão: como uma lei do Pará abriu caminho para a ocupação de terra indígena

Aimee Gabay, Elisângela Mendonça 22 Out 2026
Todas as notícias

Matérias em destaque

Pesquisadores revelam rotas e padrões do tráfico de animais na Amazônia

Anatomia de uma invasão: como uma lei do Pará abriu caminho para a ocupação de terra indígena

Aimee Gabay, Elisângela Mendonça 22 Out 2026

Remédios ainda não descobertos na Amazônia podem valer R$ 10 bi, aponta análise

Rafael Spuldar 21 Out 2026

Como seria se a Amazônia secasse? Experimento iniciado há 25 anos pode ter a resposta

Luís Patriani 20 Out 2026

Por que animais silvestres brasileiros estão aparecendo em um mercado de Bangcoc

Gloria Dickie 19 Out 2026

Inscreva-se

Mantenha-se informado sobre os mais importantes temas socioambientais.
Newsletter

Somos uma organização sem fins lucrativos

Ajude-nos a contar histórias de impacto sobre ameaças à biodiversidade, mudanças climáticas e muito mais
Doar

Notícias ambientais para informar e transformar.

Vídeos
Araucárias ao nascer do sol no Parque Nacional da Serra da Bocaina, no Paraná. Foto: Heris Luiz Cordeiro Rocha via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Matérias

Séries de reportagens para se aprofundar nas questões mais urgentes

Microplásticos na Amazônia

Antas, morcegos e ninhos: como o plástico se infiltra na fauna amazônica

Tiago da Mota e Silva 11 Ago 2026

Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico

Tiago da Mota e Silva 23 Jul 2026

Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia

Tiago da Mota e Silva 26 Jun 2026

Girinos da Amazônia já carregam microplásticos, revela estudo

David Brown 12 Jun 2026

Do fundo do rio Negro aos ninhos da foz do Amazonas, partículas de plástico já contaminam diferentes ambientes e espécies da floresta amazônica. Nesta série, a Mongabay traça o caminho dessa disseminação por rios, igarapés, lagos e manguezais, investiga como microplásticos entram no organismo de peixes como o pirarucu e expõe as evidências que começam […]

Microplásticos na Amazônia series

Mais especiais

7 matérias

Belo Monte, 10 anos

13 matérias

A guerra do dendê

23 matérias

Cerrado

Acesso livre e aberto a informações confiáveis

Saiba mais

Por que animais silvestres brasileiros estão aparecendo em um mercado de Bangcoc

Gloria Dickie 19 Out 2026

Ativistas temem fim do Ministério dos Povos Indígenas com vitória de Flávio

Karla Mendes 16 Out 2026

Cientistas descobrem espécies-chave de árvores para a restauração da Amazônia

Fernanda Wenzel 16 Out 2026

Olfato de morcegos vira pista para projetos de restauração florestal

Sibélia Zanon 15 Out 2026
Coleta de amostras de árvores de cidades do interior da Paraíba. Foto: Arleu Barbosa Viana Junior.

Árvore exótica indiana domina as ruas de cidades do Semiárido paraibano

Mariana Martins 13 Out 2026

Mercúrio ameaça mais de 160 comunidades na bacia do rio Beni, na Bolívia

Iván Paredes Tamayo 12 Out 2026
Área desmatada na Serra do Pingano, em Angola. Foto: ©Raffael Ernst via Senckenberg Gesellschaft für Naturforschung.

Angola cria área protegida para salvar biodiversidade da Serra do Pingano

David Tjyakala 9 Out 2026

Zoo indiano e governo brasileiro negociam “parceria estratégica” para espécies ameaçadas

Fernanda Wenzel 8 Out 2026

Assista a nossos vídeos exclusivos

Os desafios de proteger uma raposa que só existe no Brasil

Por que as árvores gigantes da Amazônia morrem? Esses cientistas querem descobrir a resposta

Mongabay.com 24 Out 2025

Novas descobertas revelam o estado dos rios amazônicos

Mongabay.com 10 Out 2025

Ribeirinhos se unem para preservar tartarugas na Amazônia

Mongabay.com 3 Out 2025

Esse instituto salva a fauna silvestre do Rio de Janeiro do tráfico

Mongabay.com 30 Set 2025

Somos uma organização sem fins lucrativos

Ajude-nos a contar histórias de impacto sobre ameaças à biodiversidade, mudanças climáticas e muito mais
Doar

Um mergulho nos mais importantes temas socioambientais do Brasil

Destaque

Ativistas temem fim do Ministério dos Povos Indígenas com vitória de Flávio

Karla Mendes 16 Out 2026
Destaque

Olfato de morcegos vira pista para projetos de restauração florestal

Sibélia Zanon 15 Out 2026
Coleta de amostras de árvores de cidades do interior da Paraíba. Foto: Arleu Barbosa Viana Junior.
Destaque

Árvore exótica indiana domina as ruas de cidades do Semiárido paraibano

Mariana Martins 13 Out 2026
Destaque

Mercúrio ameaça mais de 160 comunidades na bacia do rio Beni, na Bolívia

Iván Paredes Tamayo 12 Out 2026

Mantenha-se atualizado com nossas notícias curtas

Amazônia já perdeu área úmida do tamanho da Bélgica, e o ritmo acelera

Shanna Hanbury 27 Out 2026

Todos os anos, os rios amazônicos transbordam e mantêm as florestas vizinhas inundadas por meses. Essas áreas úmidas — que incluem várzeas e igapós — ocupam cerca de 30% da Amazônia brasileira e abrigam famílias ribeirinhas que vivem em casas adaptadas às cheias, erguidas sobre palafitas. A pesca e o plantio seguem o ciclo natural de cheia e vazante dos rios.

Um novo estudo, porém, constatou que mais de 6% da área ocupada por florestas alagáveis e outras áreas úmidas da Amazônia foi desmatada nos últimos 40 anos. Quase um terço dessa destruição ocorreu entre 2015 e 2024.

“Quando pensamos em 6%, podemos ter a impressão de que é pouco, mas a área convertida é basicamente do tamanho da Bélgica”, disse à Mongabay, por telefone, Guilherme Lobo, autor principal do estudo e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Bélgica tem uma área pouco maior que a de Alagoas.

Ao comparar o desmatamento de áreas úmidas em 13 categorias fundiárias, os pesquisadores encontraram grandes diferenças. Nas terras públicas não destinadas a um uso específico, a mediana do percentual de área úmida desmatada chegou a quase 14%, a maior entre as categorias.

Segundo Lobo, essas terras são queimadas para demonstrar que estão em uso, na esperança de obter o título de propriedade. Um estudo de 2026 do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) aponta que a legislação fundiária federal e estadual cria incentivos para a apropriação ilegal de terras, a grilagem: o desmatamento serve como prova de uso produtivo para justificar pedidos de titulação. Terras públicas não destinadas são concedidas com frequência a quem as desmata.

As áreas controladas pelas Forças Armadas tiveram a menor taxa de conversão, inferior a 0,01%desa. Nas terras indígenas formalmente reconhecidas, o índice foi de 0,2%; nas que aguardam demarcação, ficou em 0,3%. “Em outras palavras, essas pessoas já viviam lá e já protegiam o local. Era uma questão de formalização”, disse Lobo. Outras áreas submetidas a proteção rigorosa também registraram taxas inferiores a 0,3%.

O ritmo anual mais acelerado de desmatamento ocorreu nos assentamentos de reforma agrária. Após 15 anos de sua criação, 24% das áreas úmidas haviam sido convertidas para usos humanos, em comparação com 8,5% antes da instalação. Segundo o estudo, esses programas exigem que os ocupantes destinem a terra ao uso produtivo, mas oferecem pouco monitoramento ambiental ou apoio a meios de subsistência alternativos.

Nos assentamentos de reforma agrária sustentável, onde as famílias detêm coletivamente a posse da terra e extraem produtos florestais, a conversão foi mais gradual: de 2,4% para cerca de 3,5% no mesmo período.

“O problema está no modelo”, disse Lobo. “O que separa as categorias que conservam das que não conservam não é apenas ter um proprietário, mas ter regras.”

Imagem do banner: Floresta de igapó sazonalmente inundada perto de Manaus (AM). Foto: Alexey Yakovlev via Flickr (CC BY-SA 2.0).

Incêndio destrói 65% da Terra Indígena Maxakali, em Minas Gerais

Mariana Martins 23 Out 2026

Entre 7 e 15 de outubro, uma série de incêndios de grandes proporções atingiu a Terra Indígena (TI) Maxakali, no Vale do Mucuri (MG). Cerca de 3.500 hectares foram destruídos — o equivalente a 65% dos 5.300 hectares da área — por dois focos de chamas que atacaram o território vindos de fazendas vizinhas. O incêndio consumiu matas nativas, nascentes, roças de subsistência e áreas de recuperação florestal do Projeto Hãmhi – Terra Viva. O incêndio interrompeu serviços essenciais para mais de 2,5 mil indígenas.

Segundo Rosangela Pereira de Tugny,  coordenadora do projeto, outros 56 hectares de mata remanescente só se salvaram graças a aceiros preventivos realizados previamente. Durante a emergência, a linha de frente de combate às chamas ficou a cargo de brigadistas locais, moradores e bombeiros da cidade de Teófilo Otoni (MG). “Quando ficava de noite, o pessoal, não indígena, do bombeiro e do Prevfogo ia embora e nós continuávamos tentando”, relata Marilton Maxakali, em entrevista por telefone para a Mongabay, intermediada pela Teia dos Povos, organização que apoia as comunidades no local, diante da falta de luz e internet. 

A destruição de canos, fios e bombas deixou aldeias como Pradinho e Água Boa sem água, luz e comunicação. A fumaça densa provocou crises respiratórias. O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) expediu uma recomendação emergencial cobrando que a prefeitura de Bertópolis, município onde fica localizada parte da TI, forneça  imediata e continuamente água potável, cestas básicas e atendimento de saúde às comunidades atingidas, além da instalação de um gabinete de crise.

Crise climática e reconstrução 

O evento ocorre em uma região apontada como epicentro do aquecimento atmosférico no país. Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) registram  aumento de 5 °C nos últimos anos na região, onde o avanço histórico do capim-colonião atua como combustível para os incêndios, analisa a coordenadora do Projeto Hãmhi – Terra Viva.

Para Tugny, a prioridade agora é contornar a insegurança alimentar e garantir infraestrutura. “O que a gente acha muito importante agora é investir no plantio de alimentos e no fortalecimento dos quintais florestais, além da aquisição de máquinas”, explica, em entrevista por telefone para a Mongabay.

A comunidade aposta na força dos seus agentes agroflorestais para a reconstrução. “Nós, povo Maxakali, já passamos por muita coisa ruim, mas não acaba. Nós, Maxakali morre e ressuscita”, afirma Marilton. “Nós vamos ficar mais fortes ainda e vamos plantar tudo de novo”.

Imagem do banner: Fotos 1 e 2 (à esquerda)  –  Vista aérea da  Terra Indígena Maxakali (MG) após incêndio. Foto:: Teia dos Povos.  Foto 3 – Brigadistas tentando controlar as chamas na TI Maxakali, em Minas Gerais. Foto: Teia dos Povos

Flávio Bolsonaro teve mais votos nos municípios que mais desmataram na Amazônia

Lucas Berti 22 Out 2026

Flávio Bolsonaro tem mais apoio do eleitorado onde o desmatamento na Amazônia Legal é maior. Essa é uma das conclusões de um estudo do Instituto Juruá que cruzou alertas de desmatamento com os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais, que deu a vitória ao candidato do PL.

Segundo a análise, a margem favorável a Flávio Bolsonaro em relação ao presidente Lula aumenta nos municípios com o maior registro de desmatamento acumulado entre 2020 e 2025. O trabalho  incluiu 769 municípios da Amazônia Legal e mediu “não apenas quem venceu em cada um deles, mas [também] a distância relativa entre os dois”.

Mas, ao dar um zoom nos municípios da Amazônia Legal — onde a direita bolsonarista também ganhou terreno —, o instituto constatou que a correlação entre o desmatamento entre 2020 e 2025 e a distância eleitoral a favor do presidenciável de extrema direita foi “estatisticamente robusta”.

Embora a escolha do voto dependa de múltiplos fatores, o estudo afirma que o desmatamento responde por cerca de 16,6% da variação na distância de votos entre os candidatos à presidência — em outras palavras, evidencia como as transformações do território amazônico impactam a escolha nas urnas e podem favorecer a direita.

Ademais, a associação entre o desmatamento e o voto conservador permanece válida mesmo ao se comparar municípios do mesmo estado, descartando a hipótese de que o padrão decorra “apenas de disparidades regionais”. Isso reforça “a existência de uma geografia política associada à transformação da floresta”, diz o material.

A investigação também apontou que, nos municípios favoráveis a Bolsonaro, a mediana da perda florestal acumulada no período analisado foi de aproximadamente 3,9 mil hectares, enquanto, nos municípios favoráveis a Lula, foi de cerca de 800 hectares.

Ainda que aponte que menos desmatamento não signifique, automaticamente, mais votos para Lula, o trabalho conclui que o resultado “sugere que políticas capazes de reduzir o desmatamento nacionalmente podem produzir resultados ambientais mais rapidamente do que transformam as coalizões sociais e políticas estabelecidas nos territórios”.

A pesquisadora Camila Duarte Ritter, do Instituto Juruá, uma das responsáveis pelo levantamento, entende que a força de Bolsonaro em locais com maior desmatamento não é acidental. “Quando a floresta é convertida em pastagem, não estamos falando apenas de uma mudança na cobertura do solo, mas também de uma transformação nas relações de trabalho, na concentração fundiária, na distribuição da riqueza e nas formas de exercer o poder político”, disse à Mongabay.

Ao projetar riscos caso o bolsonarismo vença, Ritter alertou que, no contexto do desmatamento, “novos atores econômicos ganham influência e isso pode modificar, inclusive, as expectativas da população sobre o que significa desenvolvimento”.

Imagem do banner: Área desmatada e queimada na Amazônia, em Apuí (AM). Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real via Flickr.

‘Fique vivo’: indígenas se mobilizam pela reeleição de Lula e para proteger seus direitos

Karla Mendes 20 Out 2026

“É uma frase tão simples: fique vivo! O outro lado é a necropolítica.” Esse é o apelo do líder indígena Ailton Krenak aos brasileiros pela reeleição do presidente Lula (PT) contra o senador de extrema-direita Flávio Bolsonaro (PL). Para Krenak, a afirmação de Flávio de que não demarcará nenhuma terra indígena “revela a má intenção dele de fazer o pior possível para que os índios não sobrevivam”, repetindo os passos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022). “Se depender do nosso governo, nenhuma dessas reservas será demarcada, porque a vocação do Estado é a produção”, disse o senador recentemente.

Preocupados com a possível volta do clã Bolsonaro à Presidência da República, indígenas se mobilizaram nas redes sociais e nas ruas, alertando sobre as ameaças aos direitos indígenas e ao meio ambiente em uma eventual vitória de Flávio, que, assim como o pai, defende a mineração em terras indígenas.

“Luta com Lula”, publicou o perfil da Terra Indígena Arariboia no Instagram, afirmando que a defesa dos povos indígenas “precisa estar presente nas políticas públicas”. “Povos Indígenas com Lula! Vote no 2º turno pela demarcação das Terras Indígenas!”, postou a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), convocando a presença de indígenas nas manifestações nacionais em 18 de outubro. Outra mobilização está marcada para o dia 21.

Esse movimento pró-Lula se intensificou depois do primeiro turno. “Não podemos aceitar retrocessos que coloquem em risco nossos territórios, nossas vidas e o direito de existir conforme nossos modos de vida”, publicou a Mídia Indígena. “Para que nunca mais se repita!”, publicou o Instituto Socioambiental (ISA), referindo-se à crise humanitária na Terra Indígena Yanomami ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. “Não queremos voltar a chorar”, afirmou Adneia Yanomami em um manifesto de lideranças femininas.

Em uma eventual vitória de Flávio, o Ministério dos Povos Indígenas, criado pelo governo Lula em 2023, poderia ser extinto, comprometendo conquistas históricas para os povos originários. “Com uma única canetada, ele pode desfazer todas as conquistas que nós conseguimos nesses quase quatro anos”, disse o ministro da pasta, Eloy Terena, à Mongabay, destacando a importância da reeleição de Lula em um “cenário muito mais adverso para os direitos dos povos indígenas” no Legislativo em 2027.

As pesquisas eleitorais continuam mostrando Flávio à frente, mas com diferença reduzida em relação a Lula. A abstenção no primeiro turno foi de 21,08%, a mais alta em um primeiro turno de eleições presidenciais desde 1998. Ativistas estão concentrando esforços para convencer eleitores a comparecerem às urnas no dia 25.

“Agora, ele é um voto enfático. Está dizendo que você saiu de casa porque não quer esses bolsonaristas governando o país. É uma declaração”,  disse Krenak à Mongabay. “Faça como eu: vote certo! Vote naquilo que você acredita que o seu país precisa para ficar vivo.”

Imagem do banner: Acampamento Terra Livre 2026. Foto: AP Photo/Eraldo Peres.

Brasil terá apenas três deputados federais indígenas em 2027

Lucas Berti, Karla Mendes 15 Out 2026

Em meio à vitória de candidaturas conservadoras no Senado e nos estados da Amazônia Legal, outro resultado é visto com preocupação por especialistas e lideranças indígenas neste mês de eleições: o baixo número de políticos indígenas em cargos legislativos nacionais.

De acordo com os resultados da votação do primeiro domingo de outubro — que, de cara, já indicaram o avanço da direita no mapa político —, a Câmara dos Deputados terá apenas três representantes autodeclarados indígenas na próxima legislatura, que se inicia em 1º de fevereiro de 2027. O número corresponde a 0,6% das 513 cadeiras.

Foram reeleitos os deputados federais Sônia Guajajara (PSOL-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas, Juliana Cardoso (PT-SP) e Paulo Guedes (PT-MG). Apesar dos resultados, haverá um representante indígena a menos a partir do próximo ano: a baixa coube à deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), que não conquistou a votação necessária para um novo mandato.

O resultado se soma a um cenário de consolidação conservadora no Senado, no qual o Partido Liberal (PL), sigla do presidenciável Flávio Bolsonaro, elegeu 19 representantes e formará a maior bancada da casa legislativa a partir de fevereiro, com 28 senadores.

Segundo Alice Dandara Correia, advogada do Instituto Socioambiental (ISA), a reduzida representatividade indígena pode indicar um cenário de “retrocessos”. “Desde o marco temporal das demarcações, passando pelo arrendamento de terras indígenas, e chegando à redução das capacidades de fiscalização do Ibama, teremos um grande desafio”, projetou.

Correia também enxerga riscos para ao meio ambiente caso Flávio Bolsonaro vença a disputa presidencial. “Garantir um governo que não seja negacionista climático e que tenha um mínimo de compromisso socioambiental é fundamental. Por isso a decisão no segundo turno é tão importante: para barrar, com vetos constitucionais, os retrocessos no Congresso que se avizinham.”

Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), houve um recorde de postulações indígenas em 2026: no total, 191. No entanto, de acordo com o líder indígena Ailton Krenak, o aumento do número de candidaturas não necessariamente reflete a conquista de espaços no Legislativo. Para o ambientalista, isso também depende da distribuição de candidaturas pelos estados.

“Provavelmente, houve um exagero na expectativa de eleger dezenas de representantes. Não teve capacidade crítica nem coordenação”, disse Krenak à Mongabay. “Se você lança três candidaturas indígenas no Acre, nenhuma delas vai ser eleita; se você lança em Roraima, isso se repete. Os únicos colégios eleitorais que suportariam três candidaturas [indígenas], por exemplo, seriam os do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais”, analisou.

Imagem do banner: Protestos dos povos indígenas da Bahia em Brasília, em 2022. Foto: Tiago Miotto/Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Brasil cria quatro reservas amazônicas e plano para pavimentar BR-319 avança

Shanna Hanbury 14 Out 2026

O governo federal criou quatro reservas de desenvolvimento sustentável na Amazônia para mitigar os impactos ambientais do controverso plano de pavimentação integral da BR-319. A rodovia atravessa uma das áreas mais preservadas da floresta amazônica e, segundo alertam ambientalistas, provocará o avanço do desmatamento.

Em 8 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou os decretos que destinam mais de 668 mil hectares de floresta amazônica à proteção sob um modelo de uso sustentável, permitindo que os atuais moradores permaneçam no território e extraiam produtos florestais.

“O governo federal está trabalhando para construir uma solução capaz de viabilizar a pavimentação da rodovia, ao mesmo tempo em que assegura a proteção ambiental e incentiva o desenvolvimento econômico sustentável na região”, afirmou João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, durante um evento de anúncio das novas unidades de conservação.

Mapa: Andrés Alegria/Mongabay.

Os decretos também criam zonas de amortecimento no entorno de três das quatro maiores reservas, garantindo algum grau de proteção a outros 109.718 hectares, embora a mineração possa ser autorizada nessas áreas.

Construída durante a ditadura militar, na década de 1970, a BR-319 liga Manaus a Porto Velho, em Rondônia, mas acabou ficando em estado precário. O trecho central, com 339 km, torna-se praticamente intransitável na estação chuvosa, embora muitas pessoas ainda tentem percorrê-lo.

Caminhão atolado na lama da BR-319. Imagem: Márcio Isensee e Sá/InfoAmazonia.

Ao assumir o cargo, em 2019, o ex-presidente Jair Bolsonaro prometeu repavimentar integralmente a BR-319. A promessa não saiu do papel, mas a especulação contribuiu para um aumento de 144% no desmatamento entre 2019 e 2022, seguindo o padrão clássico de “espinha de peixe”: estradas menores se ramificam a partir das vias principais, cada uma cercada por áreas desmatadas.

Segundo Capobianco, depois que Bolsonaro deixou o cargo, o desmatamento recuou 73% entre 2022 e 2025 e mais 43% até julho de 2026.

Embora a proteção legal e a desaceleração do desmatamento representem um bom começo, a fiscalização em campo ainda é motivo de enorme preocupação. Na região, servidores públicos já foram alvo de emboscadas e ameaças, enquanto sedes de órgãos ambientais foram incendiadas.

“Criar unidades de conservação, por si só, não basta. É bom criá-las? Sim, mas isso não resolve nada, não é suficiente”, disse à Mongabay, em mensagem de áudio, Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima.

“O Instituto Chico Mendes tem um orçamento muito abaixo do necessário para as áreas protegidas, e isso não aumentou. Portanto, nada garante que essas [reservas de uso sustentável] serão efetivamente implementadas”, afirmou. “É preciso mostrar como a fiscalização de fato acontecerá na região. Isso não foi demonstrado.”

Imagem do banner: Trecho não pavimentado da BR-319. Foto cedida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Foto cedida pelo DNIT.

Compartilhe notícias curtas Leia a matéria completa

Compartilhar short

Se você gostou desta matéria, compartilhe com outras pessoas.

Facebook Linkedin Threads Whatsapp Reddit Email

Inscreva-se

Mantenha-se informado sobre os mais importantes temas socioambientais.
Newsletter

Formatos

  • Vídeos
  • Matérias
  • Especiais
  • Curtas
  • Destaques
  • Últimas

Sobre

  • Sobre
  • Contato
  • Normas Editoriais
  • Impacto
  • Newsletters
  • Envios
  • Termos de uso

Links externos

  • Wild Madagascar
  • Para crianças
  • Mongabay.org
  • Reforestation App
  • Planetary Health Check
  • Conservation Effectiveness
  • Mongabay Data Studio

Mídias sociais

  • LinkedIn
  • Instagram
  • Youtube
  • X
  • Facebook
  • Tiktok
  • WhatsApp
  • RSS / XML

© 2026 Copyright Conservation news. Mongabay is a U.S.-based non-profit conservation and environmental science news platform. Our EIN or tax ID is 45-3714703.