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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Sem energia prometida por Belo Monte, comunidades geram sua própria eletricidade</title>
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					<pubDate>14 Mai 2026 15:56:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jorge C. Carrasco]]>
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							<![CDATA[<p>Quando o governo brasileiro aprovou a construção do complexo hidrelétrico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o megaprojeto prometia transformar o panorama energético nacional e local, gerando uma grande oferta de energia limpa para abastecer indústrias, iluminar residências e levar desenvolvimento a comunidades isoladas que, historicamente, tinham pouco ou nenhum [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Quando o governo brasileiro aprovou a construção do complexo hidrelétrico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o megaprojeto prometia transformar o panorama energético nacional e local, gerando uma grande oferta de energia limpa para abastecer indústrias, iluminar residências e levar desenvolvimento a comunidades isoladas que, historicamente, tinham pouco ou nenhum acesso à energia elétrica. No entanto, quase uma década após o início das operações da quarta maior usina hidrelétrica do mundo, em 2016, a realidade é diferente. Comunidades vulneráveis que dependiam da pesca foram severamente afetadas economicamente, e muitas famílias ribeirinhas continuam sem conexão à rede elétrica ou pagam algumas das contas de luz mais altas do país. Um estudo publicado em 2024 por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), identificou, por meio de uma pesquisa domiciliar com 500 famílias em Altamira, no Pará, que a grande maioria delas (86,8%) sofreu um impacto negativo nos preços da energia elétrica após a construção de Belo Monte. A pesquisa reforça as evidências de que não só o “progresso energético” prometido no passado nunca se concretizou, mas também que as tarifas dispararam, enquanto as comunidades que vivem à sombra da maior barragem da Amazônia ainda enfrentam apagões e custos proibitivos. Vista geral do sistema de energia solar após a instalação na comunidade de Porto Rico, na região de Santarém, no Pará. Foto cedida por Renato&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/sem-energia-prometida-por-belo-monte-comunidades-geram-sua-propria-eletricidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes migratórios colapsam e colocam a Amazônia no centro da crise</title>
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					<pubDate>07 Abr 2026 14:29:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Animais, Clima, Conservação, Energia, Espécies Ameaçadas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Mudanças climáticas, Peixes, Pesca, Rios e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce”. Na abertura do evento, Rita Mesquita, secretária de Biodiversidade, Florestas e Direito dos Animais do Ministério do Meio Ambiente, logo avisou: “Os números são de gelar a espinha.” As cifras às quais ela se referia indicavam uma redução de 81% na população mundial dos peixes migratórios de água doce desde os anos 1970. Rita foi convidada a endereçar os delegados da 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas (COP15) sobre Espécies Migratórias (CMS), que ocorreu entre os dias 23 e 29 de março em Campo Grande. Esta foi a primeira vez em muitos anos que estudiosos se debruçaram sobre dados globais da ictiofauna. A última avaliação tinha sido realizada em 2011, quando o número de espécies avaliadas era de 3 mil. Nesta nova rodada, 15 mil foram avaliadas. Deste total, 349 foram identificadas como migratórias. Entre essas espécies, 325 foram recomendadas pelos autores para serem inseridas nos apêndices da CMS. Entrar na lista desta convenção da ONU significa maior proteção, já que os países signatários se comprometem a adotar medidas de conservação. Atualmente, a CMS conta com 1.200 espécies migratórias listadas. A última entre as brasileiras a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/peixes-migratorios-colapsam-e-colocam-a-amazonia-no-centro-da-crise/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</title>
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					<pubDate>16 Mar 2026 08:00:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kevin Damasio]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Energia, Etnocídio, Gado, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Monocultura, Pecuária, Pesticidas, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Rios, Soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa já havia ganhado novos estímulos em 2019, em parte pela tensão comercial entre o primeiro governo de Donald Trump e os chineses. Além da demanda da China, a pavimentação de um trecho da rodovia BR-163 viabilizou novas fronteiras agrícolas para os sojicultores, com a ligação até portos no Pará. Desde então, as lavouras de soja no estado saltaram 3,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume produzido, por sua vez, passou de 33 milhões de toneladas na safra de 2018/19 para 51 milhões na de 2024/25, um aumento de 51%. A produção avança principalmente no Cerrado, a savana mais biodiversa do planeta e central para o abastecimento de água do país. Nascentes do bioma abastecem oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Na bacia do Rio Juruena, no oeste matogrossense, a consolidação das monoculturas — não só de soja, mas também de milho e algodão — preocupa os povos da Terra Indígena Tirecatinga. Eles relatam que as fazendas do entorno têm contaminado os cursos d&#8217;água, plantas e frutas por agrotóxicos, e barram os rios com pequenas usinas hidrelétricas. Situada entre os rios Buriti e Papagaio, a terra indígena tem 131 mil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sete anos após Brumadinho, Vale retoma mina e ameaça as nascentes da região</title>
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					<pubDate>29 Jan 2026 07:29:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Felipe S. DuranMylena Melo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos sociais, Energia, Garimpo, Hidrelétricas, Mineração, Povos Tradicionais, Rios e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>BRUMADINHO, MG — Na comunidade da Jangada, na zona rural de Brumadinho, em Minas Gerais, a água que abastece as famílias que vivem ali vem de nascentes que brotam lá mesmo. “A água é nossa”, diz, com orgulho, em um vídeo no YouTube, Lorraine Nascimento, uma jovem da comunidade. Foram os próprios moradores que, há [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BRUMADINHO, MG — Na comunidade da Jangada, na zona rural de Brumadinho, em Minas Gerais, a água que abastece as famílias que vivem ali vem de nascentes que brotam lá mesmo. “A água é nossa”, diz, com orgulho, em um vídeo no YouTube, Lorraine Nascimento, uma jovem da comunidade. Foram os próprios moradores que, há mais de 30 anos, construíram o sistema de captação e distribuição da água das nascentes, sem qualquer apoio da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Hoje, o sistema é gerido de forma autônoma por uma associação comunitária criada para este fim, e abastece centenas de famílias de Casa Branca, distrito rural no qual está inserida a comunidade da Jangada. A professora Cátia Patrocinia Cruz Maia, que nasceu e cresceu na comunidade, como toda a sua família, faz parte da associação que cuida do sistema de captação e distribuição de água. Ela lembra que, antes da criação do sistema, existia um rego que cortava os terrenos e os moradores tiravam a água dali. Com o crescimento da comunidade, aumentou também a demanda pelo encanamento da água. Foi quando o pai dela, João de Sousa Cruz, se uniu a amigos e vizinhos para resolver o problema. A conexão da família com o território fica evidente também no apelido de João: Cátia conta que “ele era conhecido em toda Brumadinho como João Casa Branca”. “Eles se juntaram e começaram a fazer o encanamento dessa água, de todas as famílias. As que puderam se juntaram para ajudar a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/sete-anos-apos-brumadinho-vale-retoma-mina-e-ameaca-as-nascentes-da-regiao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes deformados expõem o colapso do pulso do Xingu após Belo Monte</title>
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					<pubDate>17 Dez 2025 00:16:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Enchentes, Energia, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Peixes, Pesca, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, Rios, Seca e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>No dia 17 de fevereiro de 2016, ocorreu o primeiro giro mecânico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, no estado do Pará. Meses depois, em abril, a usina já entrava em operação comercial. Naquele mesmo ano, o pesquisador Jansen Zuanon esteve na Volta Grande do Xingu, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No dia 17 de fevereiro de 2016, ocorreu o primeiro giro mecânico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, no estado do Pará. Meses depois, em abril, a usina já entrava em operação comercial. Naquele mesmo ano, o pesquisador Jansen Zuanon esteve na Volta Grande do Xingu, o trecho de 130 km do Rio Xingu que teve seu curso desviado, e sua vazão reduzida, devido à operação da usina. “Estive lá logo que começaram a funcionar as primeiras turbinas. Naquele momento, o reservatório ainda estava enchendo”, relembra Jansen, que foi acompanhado da equipe do Monitoramento Ambiental Territorial Independente (Mati) e de representantes do Ministério Público Federal (MPF). “A gente ia avançando de canoa e encontrava os capararis nas margens, nas águas rasas. Eles estavam claramente desnutridos, com olhos fundos, com feridas, faltando dentes e cheios de parasitas. Eram como peixes zumbis, morrendo aos poucos.” Hoje, quase dez anos depois do início de suas operações, novos impactos negativos da usina de Belo Monte se revelam. Mais recentemente, neste ano, o mesmo grupo de monitoramento divulgou, em nota técnica, o registro de peixes com alterações físicas visíveis em pescadas (Plagioscion squamosissimus): com o corpo oval, curto e arredondado, diferente do aspecto alongado normal, indicando deformidades na coluna vertebral. Nascida e criada no Xingu, na vila ribeirinha de Belo Monte, Sara Rodrigues Lima foi uma das pescadoras que encontraram peixes nessas condições e passou a registrá-los em 2021. Ela não só relata as deformidades e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/peixes-deformados-expoem-o-colapso-do-pulso-do-xingu-apos-belo-monte/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mineração no mar brasileiro usa brechas legais para avançar sem licenciamento ambiental</title>
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					<pubDate>22 Mai 2025 16:13:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Maurício Angelo e Lucio Lambranho (Observatório da Mineração)]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Energia, Estradas, Hidrelétricas, Infraestrutura, Mineração, Oceanos e recifes de coral]]>
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							<![CDATA[<p>A exploração mineral no fundo do mar tem avançado em todo o mundo nos últimos anos, enquanto as deliberações da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) não chegam a um consenso e empresas buscam brechas para iniciar os seus projetos. No caso do Brasil, levantamento realizado pelo Observatório da Mineração, parceiro da Mongabay, observou um aumento [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/mineracao-no-mar-brasileiro-usa-brechas-legais-para-avancar-sem-licenciamento-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mineração no mar brasileiro usa brechas legais para avançar sem licenciamento ambiental</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A exploração mineral no fundo do mar tem avançado em todo o mundo nos últimos anos, enquanto as deliberações da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) não chegam a um consenso e empresas buscam brechas para iniciar os seus projetos. No caso do Brasil, levantamento realizado pelo Observatório da Mineração, parceiro da Mongabay, observou um aumento exponencial nos pedidos para exploração de minerais no mar brasileiro. Dos 950 requerimentos registrados na Agência Nacional de Mineração (ANM) desde 1967, 456 foram protocolados de 2020 até o fim de 2024, concentrados principalmente nos litorais do Maranhão, Bahia e Espírito Santo. Esse boom do interesse mineral no mar é explicado pela conjuntura econômica, pela aceleração da transição energética e pela busca por minerais estratégicos para energias renováveis, agora usados como argumento para justificar a exploração em áreas sensíveis e sem estudos suficientes sobre o impacto da atividade, como é o fundo do mar. As principais substâncias pesquisadas na costa brasileira são fosfato e sais de potássio, seguidos por três tipos de calcário e conchas calcárias, todos com potencial de uso na indústria de fertilizantes. A Lithothamnium, uma alga marinha calcificada e conhecida como alga-vermelha, encontrada em águas profundas na costa brasileira, é a substância mais citada nos pedidos de licenciamento ambiental. O Brasil busca reduzir a dependência da importação desses insumos, e o governo de Jair Bolsonaro atuou em várias frentes para aumentar a exploração de fertilizantes no país, política seguida pelo atual governo Lula. Minerais críticos e estratégicos como a ilmenita, o titânio e o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/mineracao-no-mar-brasileiro-usa-brechas-legais-para-avancar-sem-licenciamento-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Brasil mira descarbonização, mas segue subsidiando combustíveis fósseis</title>
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					<pubDate>10 Fev 2025 11:00:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Thiago Lima]]>
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							<![CDATA[Créditos de carbono, Emissões de carbono, Energia, Energia limpa, Energia renovável, Energias renováveis, Estradas, Hidrelétricas, Infraestrutura e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil se comprometeu a reduzir, até o ano 2035, de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa, na comparação com os níveis de 2005. A meta é apresentada na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, em inglês), que é o compromisso climático firmado pelos países signatários do Acordo de Paris. Mas, apesar dos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil se comprometeu a reduzir, até o ano 2035, de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa, na comparação com os níveis de 2005. A meta é apresentada na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, em inglês), que é o compromisso climático firmado pelos países signatários do Acordo de Paris. Mas, apesar dos objetivos ambiciosos, os incentivos aos combustíveis fósseis ainda predominam na cadeia produtiva nacional. De acordo com dados do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), hoje são R$ 81,9 bilhões (cerca de 16,38 bilhões de dólares) em subsídios para combustíveis fósseis, contra apenas R$ 18,06 bilhões (3,61 bilhões de dólares) para renováveis. Ou seja, 81,9% dos incentivos fiscais oferecidos pelo governo federal para o setor de energia são direcionados para os fósseis. Para realizar o monitoramento, o Inesc levou em conta todas as formas de subsídios, incluindo isenções tributárias, despesas diretas e outras concessões fiscais, abrangendo tanto o consumo quanto a produção de energia. Petróleo e gás também levaram vantagem na última edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O governo federal pretende investir pelo menos R$ 335 bilhões em projetos de petróleo e gás nos próximos anos. No total, 61% do investimento no eixo do programa intitulado “transição e segurança energética” ficou para os petróleo e gás. Plataforma de petróleo na Baía de Guanabara (RJ). Foto: Marinelson Almeida, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons Questões como a tentativa, por parte da Petrobras, de exploração de novos poços perfurados na foz do rio Amazonas, apesar da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/brasil-mira-descarbonizacao-mas-segue-subsidiando-combustiveis-fosseis/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novas hidrovias na Amazônia podem agravar mudanças climáticas, alertam especialistas</title>
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					<pubDate>16 Jan 2025 15:55:41 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiffany Higgins]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil está prestes a investir dezenas de bilhões de reais na construção de mais de 2 mil km de novos canais de navegação em rios da Amazônia – o que, segundo especialistas, pode resultar na conversão de terras de povos tradicionais à agricultura com alta emissão de carbono. Em outubro de 2022, o governo [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil está prestes a investir dezenas de bilhões de reais na construção de mais de 2 mil km de novos canais de navegação em rios da Amazônia – o que, segundo especialistas, pode resultar na conversão de terras de povos tradicionais à agricultura com alta emissão de carbono. Em outubro de 2022, o governo de Bolsonaro, que deixava o cargo, emitiu uma licença preliminar atestando a suposta viabilidade socioambiental dos primeiros 500 km de uma hidrovia Araguaia-Tocantins na Amazônia oriental, há muito sonhado, que pode chegar a ter entre 2 mil a 3 mil km de extensão. Em agosto, procuradores da República entraram com uma ação civil pública pedindo que a licença da era Bolsonaro, que continha falhas “graves”, fosse anulada e que o Ibama fosse impedido de emitir a licença de instalação. Eles apontaram várias ilegalidades na licença prévia: “A licença nunca comprovou a viabilidade socioambiental”, disse o procurador Sadi Flores Machado à Mongabay. Emitida com 27 estudos “pendentes”, sem os quais era impossível avaliar a viabilidade, a licença do trecho da hidrovia Araguaia-Tocantins nunca deveria ter sido concedida, constituindo “desvio de finalidade do Ibama”, acusam os procuradores. “O número [de estudos que faltam] nessa fase é alto”, disse à Mongabay a ex-diretora do Ibama, Suely Araújo. “Você pode deixar algumas pendências na licença prévia, mas não estruturais, que sejam importantes o suficiente para mudar a viabilidade ambiental do empreendimento.” Por causa desses estudos, que há muito precisam ser feitos, em março de 2022, o então diretor de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/novas-hidrovias-na-amazonia-podem-agravar-mudancas-climaticas-alertam-especialistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Moradores da foz do Amazonas sentem o gosto salgado das mudanças climáticas</title>
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					<pubDate>08 Abr 2024 06:37:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rodrigo PedrosoRudja Santos]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>BAILIQUE, Amapá- Da varanda de sua casa de madeira de dois andares, Aurélio Marques olha para o Rio Amazonas, que flui como um fio. O piloto de barco calcula quanto tempo levará para que a maré do Oceano Atlântico chegue ao leito do rio, aumentando o nível da água e permitindo que ele navegue até [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/moradores-da-foz-do-amazonas-sentem-o-gosto-salgado-das-mudancas-climaticas/" data-wpel-link="internal">Moradores da foz do Amazonas sentem o gosto salgado das mudanças climáticas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BAILIQUE, Amapá- Da varanda de sua casa de madeira de dois andares, Aurélio Marques olha para o Rio Amazonas, que flui como um fio. O piloto de barco calcula quanto tempo levará para que a maré do Oceano Atlântico chegue ao leito do rio, aumentando o nível da água e permitindo que ele navegue até uma comunidade próxima. &#8220;Parece que a natureza está revoltada, com raiva da gente&#8221;, diz ele. &#8220;Nós vivemos de ler a natureza desde que nascemos, mas não estamos mais conseguindo decifrá-la.&#8221; As mudanças climáticas, aliadas às ações antrópicas no Arquipélago do Bailique, um grupo de ilhas na foz do Rio Amazonas, no Amapá, alteraram o ciclo da água e tornaram a vida cada vez mais árdua nos últimos quatro anos. Os fenômenos naturais estão se tornando mais agressivos e imprevisíveis, e os moradores do Bailique estão agora vivendo o que milhões pessoas de outras partes do mundo provavelmente enfrentarão no futuro. Ao sul do arquipélago, fazendas de pecuária e represas hidrelétricas desviaram gradualmente o curso de igarapés e afluentes do Rio Amazonas. O aumento da correnteza fluvial está acelerando os deslizamentos de terra, que engolem as casas às margens. Isso também está afetando as ilhas ao norte, onde o rio e seus afluentes estão se tornando mais fracos, em parte devido à terra que está sendo arrastada do sul e deixando os moradores muitas vezes encalhados. Como resultado, a água do Oceano Atlântico, que está aumentando seu nível, se infiltra nas ilhas vindo do norte. Um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/moradores-da-foz-do-amazonas-sentem-o-gosto-salgado-das-mudancas-climaticas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Licenciamento ambiental de projeto de hidrelétrica na Amazônia mato-grossense é arquivado</title>
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					<pubDate>26 Mar 2024 19:20:30 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Barbosa]]>
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							<![CDATA[<p>A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) arquivou o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Castanheira em 18 de março. Foram mais de 10 anos de mobilização de organizações e movimentos sociais a fim de barrar a usina planejada para ser construída no Rio Arinos (bacia hidrográfica do Rio Juruena). Conforme [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/licenciamento-ambiental-de-projeto-de-hidreletrica-na-amazonia-mato-grossense-e-arquivado/" data-wpel-link="internal">Licenciamento ambiental de projeto de hidrelétrica na Amazônia mato-grossense é arquivado</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) arquivou o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Castanheira em 18 de março. Foram mais de 10 anos de mobilização de organizações e movimentos sociais a fim de barrar a usina planejada para ser construída no Rio Arinos (bacia hidrográfica do Rio Juruena). Conforme reportou a Mongabay recentemente, se o projeto se concretizasse, cerca de 95 km² seriam alagados, afetando diretamente comunidades indígenas, agricultores e moradores urbanos e rurais no município de Juara, de Novo Horizonte do Norte e de Porto dos Gaúchos, todos em Mato Grosso. Segundo a Sema-MT, o licenciamento foi indeferido por não apresentar soluções “às pendências estabelecidas, uma vez que os ofícios emitidos solicitaram complementações com estudos, documentações e informações essenciais para análise do licenciamento” que não foram entregues pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa do Governo Federal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), responsável pelos estudos do planejamento energético do país. O parecer técnico do órgão ambiental foi publicado um dia depois que a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) ingressaram com Ação Civil Pública (ACP) pedindo a suspensão e a federalização do licenciamento. Conforme um estudo da Operação Amazônia Nativa (Opan), o projeto era inviável economicamente para as cidades impactadas e ameaçava a reprodução física e cultural de povos indígenas. Além disso, os pesquisadores apontaram que o processo de licenciamento corria com uma série de inconsistências sociais e ambientais. Liliane Xavier, da Rede Juruena Vivo,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/licenciamento-ambiental-de-projeto-de-hidreletrica-na-amazonia-mato-grossense-e-arquivado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Bagres migratórios da Amazônia entram em lista de proteção internacional</title>
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					<pubDate>06 Mar 2024 14:55:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[<p>Entre as cerca de 2.500 espécies de peixes encontradas na Bacia Amazônica, dois bagres ocupam um lugar especial na economia dos estados da região e na biologia mundial, a dourada (Brachyplatystoma rouseauxii) e a piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii). Além de serem bastante apreciados na culinária e terem um alto valor comercial, esses peixes realizam as mais [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Entre as cerca de 2.500 espécies de peixes encontradas na Bacia Amazônica, dois bagres ocupam um lugar especial na economia dos estados da região e na biologia mundial, a dourada (Brachyplatystoma rouseauxii) e a piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii). Além de serem bastante apreciados na culinária e terem um alto valor comercial, esses peixes realizam as mais longas migrações em água doce. A dourada chega a nadar aproximadamente 11 mil km durante o seu ciclo de vida. Mas no ano passado esse peixe teve seu grau de ameaça atualizado na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), agora considerada como ‘vulnerável’ à extinção. A piramutaba, que ainda não consta na lista, também deve figurar em breve ali, antecipam especialistas. Outro passo dado para chamar a atenção do mundo sobre a ameaça à sobrevivência dessas duas espécies emblemáticas de peixes amazônicos foi a inserção na lista da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Selvagens (CMS), conhecida como Convenção de Bonn, durante um encontro realizado pelos membros do tratado em Samarkand, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. “Nos últimos anos, a área de ocupação e migração da dourada já diminuiu em 37% por causa da construção de barragens na Bacia do Rio Madeira”, afirma o biólogo Guillermo Estupiñán, especialista em Recursos Pesqueiros na Wildlife Conservation Society (WCS), que esteve presente no evento, onde o governo do Brasil apresentou a proposta da inclusão das espécies no Apêndice II da convenção. A dourada (Brachyplatystoma rouseauxii) é o peixe de água doce com&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/bagres-migratorios-da-amazonia-entram-em-lista-de-protecao-internacional/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto de hidrelétrica na Amazônia mato-grossense ameaça espécies e modos de vida tradicionais</title>
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					<pubDate>06 Dez 2023 09:06:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Beatriz Jucá e Leandro Barbosa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Energia, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Incêndios, Infraestrutura, Povos Tradicionais, Rios e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>&#8220;Vão alagar a história do povo Tapayuna&#8221;, teme Yaku Suya, um líder indígena de 43 anos que vive na aldeia Tyrykho, no Parque Indígena do Xingu. Foi para a região que boa parte de seu povo foi transferida nos anos 1970, depois de sofrer com envenenamentos e epidemias de gripe e sarampo ao ter suas [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[&#8220;Vão alagar a história do povo Tapayuna&#8221;, teme Yaku Suya, um líder indígena de 43 anos que vive na aldeia Tyrykho, no Parque Indígena do Xingu. Foi para a região que boa parte de seu povo foi transferida nos anos 1970, depois de sofrer com envenenamentos e epidemias de gripe e sarampo ao ter suas terras – no entorno do Rio Arinos, na Amazônia mato-grossense – cobiçadas pelos que buscavam diamante, madeira e borracha. Por muitos anos, os Tapayuna misturaram-se a outras aldeias indígenas numa suposta ação de proteção que acabou levando a um apagamento cultural, com sua língua e rituais diluídos entre os das etnias que os acolheram. Resolveram então, em 2016, reivindicar oficialmente junto à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) seu território ancestral, cujo futuro está em risco por um projeto que prevê a construção da maior usina hidrelétrica na bacia do Juruena, um empreendimento repleto de inconsistências socioambientais próximo à foz do Rio Arinos. Se a Usina Hidrelétrica de Castanheira – hoje em fase de licenciamento ambiental – sair de fato do papel, ela pode comprometer parte do território reivindicado pelos Tapayuna, alterar o fluxo do rio e provocar impactos que podem representar um desfecho irreversível para uma história que comporta várias tentativas do que pesquisadores consideram um etnocídio, a destruição sistemática dos modos de vida e pensamento de um povo. Há sete anos, o povo Tapayuna aguarda uma posição da Funai, responsável por analisar a reivindicação territorial. A reportagem procurou o órgão para saber em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/12/projeto-de-hidreletrica-na-amazonia-mato-grossense-ameaca-especies-e-modos-de-vida-tradicionais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Amazônia: parcerias entre os setores público e privado</title>
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					<pubDate>19 Set 2023 20:22:36 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Timothy J. Killeen]]>
						</dc:creator>
										<author>
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							<![CDATA[<p>O sistema de concessões no Peru é administrado pelo Organismo Supervisor de la Inversión en Infraestructura de Transporte de Uso Público (OSITRAN), que fiscaliza os investimentos em infraestrutura de transporte, enquanto o sistema elétrico é administrado pelo Organismo Supervisor de la Inversión en Energia y Minería (OSINERGMIN). Essas duas agências reguladoras supervisionam as joint ventures [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O sistema de concessões no Peru é administrado pelo Organismo Supervisor de la Inversión en Infraestructura de Transporte de Uso Público (OSITRAN), que fiscaliza os investimentos em infraestrutura de transporte, enquanto o sistema elétrico é administrado pelo Organismo Supervisor de la Inversión en Energia y Minería (OSINERGMIN). Essas duas agências reguladoras supervisionam as joint ventures organizadas pela Agencia de Promoción de la Inversión Privada &#8211; Peru (ProInversión), uma agência governamental que concebe projetos, atrai capital de investimento e administra os leilões que lançam as parcerias público-privadas (PPP). } Existem vários projetos de PPP de alto nível na Amazônia peruana, principalmente as duas rodovias interoceânicas da IIRSA que são operadas por empresas de construção que supostamente cofinanciaram sua construção em parceria com o Estado peruano, o BID e a CAF. O termo &#8220;supostamente&#8221; é usado porque as empresas de construção não investiram de fato uma parcela significativa do capital antecipadamente, mas assumiram responsabilidade (parcial e limitada) pelo pagamento da dívida levantada nos mercados de capital público. O projeto do setor norte (IIRSA Norte) mostra o potencial de alavancagem de capital público e privado para um projeto de desenvolvimento. Foi cofinanciado pelo Estado peruano e pelo BID, que, juntos, pagaram pelos estudos de viabilidade, pela análise ambiental e pelo projeto de engenharia necessários para licitar o projeto por meio de um sistema de concessões. A construção foi financiada por títulos de infraestrutura negociados em mercados públicos que serão reembolsados (em parte) pelas receitas dos pedágios cobrados pela concessionária. O conceito foi aclamado&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/amazonia-parcerias-entre-os-setores-publico-e-privado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desenvolvimento de ferrovias</title>
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					<pubDate>07 Set 2023 17:45:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Os desafios para o desenvolvimento de hidrovias concentraram a atenção dos investidores nas ferrovias. Em 2020, o Eixo Amazônico do portfólio da IIRSA incluía oito projetos ferroviários, sendo eles concluídos (2), em construção (1) ou em fase de elaboração (5). O orçamento total estimado varia entre US$ 20 e US$ 30 bilhões, mas mesmo o [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Os desafios para o desenvolvimento de hidrovias concentraram a atenção dos investidores nas ferrovias. Em 2020, o Eixo Amazônico do portfólio da IIRSA incluía oito projetos ferroviários, sendo eles concluídos (2), em construção (1) ou em fase de elaboração (5). O orçamento total estimado varia entre US$ 20 e US$ 30 bilhões, mas mesmo o valor maior é uma subestimação porque exclui várias das iniciativas mais ambiciosas do Brasil. O setor ferroviário brasileiro é uma mistura incomum de empresas públicas e privadas e um sistema de concessionárias em que os ativos públicos são arrendados a empresas privadas que se comprometem com grandes investimentos de capital. A partir de 2008, o governo federal lançou uma iniciativa para expandir a rede ferroviária, especialmente novas linhas que penetrariam nas paisagens agrícolas do sul da Amazônia e nas paisagens adjacentes à Amazônia do nordeste do Brasil, que são coletivamente chamadas de MATOPIBA. A seguir, uma descrição dos principais investimentos ferroviários em curso na Amazônia brasileira. Ferrovia Norte (EF-364) Essa é provavelmente a ferrovia mais lucrativa do Brasil. Construída entre 1998 e 2012, ela reduziu drasticamente o custo do transporte de commodities das fazendas do centro e sul do Mato Grosso até o porto de Santos (São Paulo). Operada pela maior empresa ferroviária privada do Brasil (Rumo Logístico), a linha atualmente chega ao Terminal Ferroviário de Rondonópolis, uma enorme instalação logística com capacidade de transbordo de 12 milhões de toneladas por ano. A concessão de noventa anos da EF-364 estipula que a linha ferroviária será&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/desenvolvimento-de-ferrovias/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Opções de vias navegáveis</title>
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					<pubDate>06 Set 2023 17:49:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Entrevistas, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Hidrelétricas, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>O curso principal do rio Amazonas tem fornecido acesso a navios oceânicos de carga há séculos, incluindo modernos navios porta-contêineres que atendem ao setor de manufatura em Manaus e transportadores de minério que transportam bauxita de perto de Oriximiná (Pará) e minério de ferro e manganês de Santana (Amapá). O primeiro terminal moderno de grãos, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O curso principal do rio Amazonas tem fornecido acesso a navios oceânicos de carga há séculos, incluindo modernos navios porta-contêineres que atendem ao setor de manufatura em Manaus e transportadores de minério que transportam bauxita de perto de Oriximiná (Pará) e minério de ferro e manganês de Santana (Amapá). O primeiro terminal moderno de grãos, construído em Itacoatiara em 1998, em frente à foz do Rio Madeira (Amazonas), foi seguido em 2003 por um em Santarém (Pará), na foz do Tapajós, em 2014 em Barcarena, perto de Belém (Pará), na foz do Tocantins, e em 2016 em Santana (Amapá), no lado norte do delta do Amazonas. Esses terminais estão atualmente recebendo grãos de instalações de carregamento de barcaças, localizadas no topo dos três principais corredores de transporte, cada um dos quais desenvolveu, ou pretende desenvolver uma hidrovia industrial, conhecida como hidrovia. No trecho do rio conhecido como Solimões, mais acima de Manaus, o tráfego fluvial diminui em várias escalas de importância porque não há minas industriais ou paisagens agrícolas que produzam commodities em quantidades necessárias para suportar um sistema de transporte a granel. Sabe-se que alguns navios de carga oceânicos que transportam madeira operam esporadicamente a partir de Iquitos (Peru) ou entregam maquinário pesado exigido pelo setor de petróleo e gás em Coari (Amazonas) e Iquitos. O tráfego fluvial consiste, em grande parte, em barcos fluviais que fornecem combustível e bens de consumo para as comunidades ribeirinhas (HML nº 3), navios de cruzeiro que atendem aos turistas no Rio Negro&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/opcoes-de-vias-navegaveis/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O futuro da energia hidrelétrica na Pan-Amazônia</title>
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					<pubDate>05 Set 2023 18:35:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>As duas últimas décadas viram um aumento massivo da energia hidrelétrica na Pan-Amazônia. O governo brasileiro reduziu o investimento em projetos hidrelétricos de megaescala, mas continua a buscar o desenvolvimento de projetos de média e grande escala. Os custos excessivos das barragens hidrelétricas em todo o mundo as expuseram como investimentos insatisfatórios, e o Banco [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As duas últimas décadas viram um aumento massivo da energia hidrelétrica na Pan-Amazônia. O governo brasileiro reduziu o investimento em projetos hidrelétricos de megaescala, mas continua a buscar o desenvolvimento de projetos de média e grande escala. Os custos excessivos das barragens hidrelétricas em todo o mundo as expuseram como investimentos insatisfatórios, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reduziu os investimentos porque não tem recursos financeiros suficientes para megaprojetos. Leia aqui o texto em inglês e espanhol Médias globais de sobrecustos em infraestrutura. Fonte de dados: Ansar et al. (2014). Outro fator que pode afetar o desenvolvimento futuro é a privatização pendente da Eletrobras, a empresa estatal que foi a incentivadora da maioria dos projetos hidrelétricos. Uma empresa administrada para o lucro de seus acionistas pode estar menos disposta a destinar capital privado para investimentos em infraestrutura de grande escala com retornos econômicos duvidosos, principalmente se a tendência global de energia solar e eólica diminuir a necessidade de energia hidrelétrica de grande escala nos planos nacionais de desenvolvimento. Normas que dependam de considerações econômicas e políticas podem ser revertidas usando critérios semelhantes, e a resistência à norma para acabar com a energia hidrelétrica de megaescala na Amazônia surgiu poucos dias após seu anúncio. O governo de Jair Bolsonaro enviou sinais claros de que a energia hidrelétrica de grande escala fazia parte de sua agenda de desenvolvimento, incluindo uma prorrogação do prazo para concluir as revisões ambientais para barragens no Rio Tapajós e o reinício dos estudos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/o-futuro-da-energia-hidreletrica-na-pan-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A Concorrência Global Impulsiona os Sistemas de Transporte a Granel</title>
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					<pubDate>04 Set 2023 18:35:21 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[A modificação dos rios no Brasil tem sido determinada pelo desenvolvimento de energia, mas o investimento em barragens tem o potencial de criar uma opção economicamente atraente para o transporte das exportações agrícolas do Brasil para mercados estrangeiros. Na safra 2019/2020, Mato Grosso produziu 35 milhões de toneladas de soja, um aumento de cerca de quarenta por cento em relação a 2015/2016. Em 2017, nove por cento foi consumida em Mato Grosso, seis por cento foi enviada para outros estados brasileiros e o restante foi exportada diretamente para mercados estrangeiros, principalmente China (66%) e Europa (12%). A soja é transportada para os terminais de exportação por uma combinação de caminhões, trens e barcaças. Os produtores do Mato Grosso dependem excessivamente do transporte por caminhão porque operam em áreas de fronteira sem acesso a sistemas ferroviários modernos. Até recentemente, a maioria exportava sua produção por portos em São Paulo e no Paraná devido a restrições logísticas que limitavam o trânsito para os portos no rio Amazonas. A necessidade de sistemas de transporte a granel aumentou na última década, não apenas devido ao aumento da produção de soja, mas também devido ao crescimento paralelo das exportações de milho, que é cada vez mais cultivado em rotação com a soja. Leia aqui o texto em inglês e espanhol O transporte por caminhão é intrinsecamente ineficiente, e o custo de transportar grãos por caminhão por 2.000 quilômetros até o Porto de Santos, em São Paulo, oscilou entre US$ 80 e 120 por tonelada na&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/a-concorrencia-global-impulsiona-os-sistemas-de-transporte-a-granel/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Finanças: O que é novo e o que não é</title>
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					<pubDate>01 Set 2023 16:22:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Apesar da construção contínua de infraestrutura na América Latina, o investimento continua bem abaixo do que a maioria dos economistas acredita que a região precisa para estimular o crescimento econômico e reduzir a pobreza. Isso inclui ativos não apenas na Pan-Amazônia, mas, o que é mais importante, em regiões com populações com maior número de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Apesar da construção contínua de infraestrutura na América Latina, o investimento continua bem abaixo do que a maioria dos economistas acredita que a região precisa para estimular o crescimento econômico e reduzir a pobreza. Isso inclui ativos não apenas na Pan-Amazônia, mas, o que é mais importante, em regiões com populações com maior número de habitantes e maior atividade econômica. Uma breve visita a qualquer grande cidade desses oito países revelará a inadequada infraestrutura que assola a região; não é de surpreender que a situação seja pior na zona rural. Um princípio bem estabelecido da teoria macroeconômica sustenta que a infraestrutura precária restringe o crescimento porque impõe ineficiências à produção doméstica. O investimento em infraestrutura estimula o crescimento ao criar uma demanda de curto prazo por mão de obra, equipamentos e materiais básicos; mais importante ainda, ele aumenta a produtividade no longo prazo. A ausência de infraestrutura básica impõe custos de oportunidade devido à perda de crescimento econômico que se acumula ao longo do tempo; em contrapartida, o investimento em projetos bem projetados paga dividendos em maior crescimento econômico que, da mesma forma, se acumula ao longo do tempo. É fácil entender por que os líderes da região estão concentrados em fazer investimentos em infraestrutura básica; é menos simples entender por que não houve um investimento mais sustentado no último meio século. Vista aérea do canteiro de obras da barragem de Belo Monte. Crédito Daniel Beltra / Greenpeace O déficit de infraestrutura na América Latina se deve à escassez de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/financas-o-que-e-novo-e-o-que-nao-e/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Visão geral do setor privado de energia no Equador e o papel da China</title>
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					<pubDate>27 Ago 2023 17:18:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>A história recente da energia hidrelétrica no Equador é semelhante à descrita para a Bolívia e o Peru, especialmente com relação à sua recente expansão e à predominância de sistemas de D&#38;T que exploram as vantagens do relevo da Cordilheira dos Andes. Assim como a Bolívia, o Estado assumiu um quase monopólio da geração e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A história recente da energia hidrelétrica no Equador é semelhante à descrita para a Bolívia e o Peru, especialmente com relação à sua recente expansão e à predominância de sistemas de D&amp;T que exploram as vantagens do relevo da Cordilheira dos Andes. Assim como a Bolívia, o Estado assumiu um quase monopólio da geração e recorreu à China para obter assistência tecnológica e capital financeiro. Em 2013, o Equador obteve cerca de 40% de sua eletricidade a partir de energia hidrelétrica, mas aumentou sua contribuição para 58% até 2019, enquanto o consumo nacional cresceu 40%. Aproximadamente oitenta por cento da energia hidrelétrica instalada no Equador é gerada por usinas nas bacias hidrográficas de Napo, Pastaza e Santiago. Leia aqui o texto em inglês e espanhol Muita atenção foi dada ao projeto de grande escala recentemente inaugurado com o nome incomum de Coca Codo Sinclair. O projeto dessa nova usina tira proveito de uma queda vertical de 650 metros que inclui uma cachoeira natural e várias corredeiras em cerca de 75 quilômetros do curso do rio. O projeto da D&amp;T desvia a água através de um túnel de 25 quilômetros para turbinas na parte inferior da curva, com capacidade instalada de 1,5 GW. É a maior usina de energia do Equador e fornece cerca de 25% da demanda nacional de eletricidade. Como a maioria dos projetos de grande escala, ela foi concebida na década de 1950 e passou por várias alterações antes de ser comissionada pelo governo equatoriano em 2009. Ela&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/08/visao-geral-do-setor-privado-de-energia-no-equador-e-o-papel-da-china/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Uma visão do setor privado de energia no Peru</title>
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					<pubDate>26 Ago 2023 17:18:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Uma tempestade perfeita na Amazônia]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Entrevistas, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Hidrelétricas, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>O Peru tem usufruído de níveis históricos de crescimento econômico há mais de duas décadas, principalmente devido à expansão do setor de minerais, que é um grande consumidor de energia elétrica. O Peru também avançou no fornecimento de energia elétrica a preços acessíveis para seus cidadãos, inclusive para pequenas cidades e áreas rurais, por meio [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/08/uma-visao-do-setor-privado-de-energia-no-peru/" data-wpel-link="internal">Uma visão do setor privado de energia no Peru</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O Peru tem usufruído de níveis históricos de crescimento econômico há mais de duas décadas, principalmente devido à expansão do setor de minerais, que é um grande consumidor de energia elétrica. O Peru também avançou no fornecimento de energia elétrica a preços acessíveis para seus cidadãos, inclusive para pequenas cidades e áreas rurais, por meio de uma rede nacional que agora integra a maioria das regiões costeiras e de planalto, bem como as principais zonas de colonização nas planícies tropicais. Iquitos continua sendo a única grande área urbana não conectada à rede nacional, e há planos para fazer essa conexão em curto prazo. Leia aqui o texto em inglês e espanhol A consolidação do setor elétrico peruano foi acompanhada por um crescimento robusto na sua geração, que aumentou em cerca de 150% desde 2005. Em torno de 35% da eletricidade do país é proveniente de energia hidrelétrica, que é obtida em partes quase iguais das bacias hidrográficas do Pacífico e da Amazônia. Os projetos na encosta ocidental da Cordilheira Ocidental geralmente recebem subsídios devido ao seu potencial de irrigação, mas nos Andes esses recursos são inerentemente limitados em razão da escassez de chuva. Consequentemente, a maior parte da expansão futura ocorrerá na encosta leste dos Andes. A capacidade hidrelétrica existente, planejada e potencial das principais bacias hidrográficas da Amazônia. No início da década de 1990, o monopólio de eletricidade de propriedade estatal e verticalmente integrado foi dividido em várias unidades dedicadas à geração, transmissão e distribuição. O papel do Estado&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/08/uma-visao-do-setor-privado-de-energia-no-peru/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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