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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</title>
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					<pubDate>30 Abr 2026 07:04:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rubens Valente]]>
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							<![CDATA[<p>BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes pressões políticas para restringir o acordo. Enquanto isso, lideranças indígenas enxergam uma oportunidade econômica com o fim da moratória. Membros de comunidades que vendem soja cultivada em suas terras demarcadas alegam que já o fazem de forma sustentável e que o acordo penaliza injustamente seu produto. A Mongabay conversou com diversas partes interessadas, desde lideranças indígenas e entidades corporativas até ambientalistas e órgãos do governo — pessoas de todo o espectro político brasileiro — para obter suas opiniões sobre o que a possível dissolução da moratória pode significar para os povos originários e suas terras na Amazônia. Trecho de floresta amazônica junto a campos de soja em Belterra, no Pará. Foto: AP Photo/Leo Correa. A Moratória da Soja é um pacto voluntário entre empresas, órgãos públicos e ONGs para reduzir o desmatamento na Amazônia. Os participantes concordaram em proibir, em suas cadeias de suprimentos, qualquer soja produzida em áreas da região  desmatadas após julho de 2008. Dez anos após a entrada em vigor do acordo, em 2006, o desmatamento para o cultivo do grão na floresta amazônica já havia caído para 1%. As fazendas de soja, por sua vez, ampliaram sua área de plantio em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Acordo entre Mercosul e UE avança, mas acende alertas sobre o risco ambiental</title>
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					<pubDate>09 Abr 2026 06:28:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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							<![CDATA[<p>Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. A medida, no entanto, pode trazer no pacote uma série de impactos ambientais. Entre os principais problemas, de acordo com diferentes organizações e ambientalistas, destaca-se a expansão do desmatamento, da exploração de minérios e da importação de pesticidas. Em contrapartida, outros especialistas defendem que o acordo pode impor uma série de regras ambientais a um comércio global já existente — além de facilitar a troca de conhecimentos entre as partes envolvidas. Em linhas gerais, o tratado em desenvolvimento prevê a redução gradual das tarifas de importação no comércio entre os dois blocos continentais. No final de fevereiro, em nota, o governo brasileiro declarou que os europeus “se comprometem a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos”. Mesmo assim, nos últimos anos, o avanço do acordo acendeu múltiplos alertas para o meio ambiente. Em um relatório de março de 2023, o Greenpeace avaliou que a isenção de tarifas beneficiaria a exportação de commodities, podendo ampliar as fronteiras agrícolas e o desmatamento em toda a América do Sul. Atualmente, segundo o estudo, bens agrícolas e minerais representam mais de 70%&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/acordo-entre-mercosul-e-ue-avanca-mas-acende-alertas-sobre-o-risco-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</title>
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					<pubDate>16 Mar 2026 08:00:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kevin Damasio]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa já havia ganhado novos estímulos em 2019, em parte pela tensão comercial entre o primeiro governo de Donald Trump e os chineses. Além da demanda da China, a pavimentação de um trecho da rodovia BR-163 viabilizou novas fronteiras agrícolas para os sojicultores, com a ligação até portos no Pará. Desde então, as lavouras de soja no estado saltaram 3,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume produzido, por sua vez, passou de 33 milhões de toneladas na safra de 2018/19 para 51 milhões na de 2024/25, um aumento de 51%. A produção avança principalmente no Cerrado, a savana mais biodiversa do planeta e central para o abastecimento de água do país. Nascentes do bioma abastecem oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Na bacia do Rio Juruena, no oeste matogrossense, a consolidação das monoculturas — não só de soja, mas também de milho e algodão — preocupa os povos da Terra Indígena Tirecatinga. Eles relatam que as fazendas do entorno têm contaminado os cursos d&#8217;água, plantas e frutas por agrotóxicos, e barram os rios com pequenas usinas hidrelétricas. Situada entre os rios Buriti e Papagaio, a terra indígena tem 131 mil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</title>
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					<pubDate>13 Fev 2026 08:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Monocultura, Política Ambiental, Queimadas e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. Agora, com o novo anúncio, ressurge o temor de que a soja avance sobre a floresta. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a saída de cena desses traders pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia até 2045. O golpe de misericórdia veio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Representando alguns dos maiores traders de soja do mundo, como Cargill, Bunge, Amaggi e ADM, a associação anunciou no dia 5 de janeiro que &#8220;iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja&#8221;. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, e os membros da Abiove representam quase 45% desses embarques, segundo dados de 2022 da Trase, organização de rastreamento de commodities. A decisão ocorreu depois que uma nova lei entrou em vigor no Mato Grosso, o maior produtor de soja do país. A legislação, em vigor desde 1º de janeiro, permite que o governo estadual suspenda incentivos fiscais a empresas que adotem critérios ambientais além dos exigidos pela lei brasileira, como é o caso da moratória da soja. A lei está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal. &#8220;A Abiove entende que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Gigantes da soja se preparam em silêncio para lei antidesmatamento da UE; impactos seguem incertos</title>
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					<pubDate>22 Jan 2026 14:16:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Marina Martinez]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Monocultura, Pecuária e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis ambientais e de direitos humanos locais. Isso será particularmente desafiador para o setor de soja, já que sua produção é historicamente um dos principais motores da destruição de florestas, especialmente na América do Sul. Inicialmente previsto para dezembro de 2024, o início da aplicação do EUDR foi adiado por um ano devido à pressão exercida por representantes do agronegócio. Em dezembro de 2025, o Parlamento Europeu decidiu adiar novamente a data de aplicação por mais um ano, sob o argumento de dar mais tempo às empresas para se prepararem e garantir uma transição harmoniosa. Para entender quão preparado está o setor de soja, a Mongabay contatou cinco das maiores empresas do setor: ADM, Amaggi, Bunge, Cargill e Cofco International. As respostas oscilaram entre “sem comentários” e o silêncio total. Apesar do silêncio, especialistas vinculados a associações comerciais e ONGs afirmam que as grandes empresas de soja já estão preparadas para atender às exigências do EUDR. “A informação que nós temos, que eles [traders e associações do setor de soja] costumam nos passar, é que elas estão 100% preparadas”, disse Tiago Reis, especialista em conservação do WWF-Brasil, à Mongabay em mensagem de voz. “Inclusive algumas questionaram&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/gigantes-da-soja-se-preparam-em-silencio-para-lei-antidesmatamento-da-ue-impactos-seguem-incertos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Em Santarém, vestígios de uma civilização indígena persistem entre a soja e o concreto</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2025/10/em-santarem-vestigios-de-uma-civilizacao-indigena-persistem-entre-a-soja-e-o-concreto/</link>
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					<pubDate>06 Out 2025 09:15:41 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Peter Speetjens]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>SANTARÉM, Pará – A Praça Rodrigues dos Santos já conheceu dias melhores. O largo triangular no centro de Santarém está em péssimas condições, cheio de buracos e pilhas de lixo. Em meio às árvores, ergue-se a estátua de um padre. Seu braço direito parece desproporcionalmente grande, e ele segura uma Bíblia debaixo do braço esquerdo. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/em-santarem-vestigios-de-uma-civilizacao-indigena-persistem-entre-a-soja-e-o-concreto/" data-wpel-link="internal">Em Santarém, vestígios de uma civilização indígena persistem entre a soja e o concreto</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[SANTARÉM, Pará – A Praça Rodrigues dos Santos já conheceu dias melhores. O largo triangular no centro de Santarém está em péssimas condições, cheio de buracos e pilhas de lixo. Em meio às árvores, ergue-se a estátua de um padre. Seu braço direito parece desproporcionalmente grande, e ele segura uma Bíblia debaixo do braço esquerdo. Perto da estátua há um pequeno pilar, danificado demais para que se consiga ler o texto. A placa sob a figura de batina ajuda. “Neste local ficava a Ocara-Açu [terreiro grande] dos índios Tupaiu ou Tapajó”, diz. “Aqui, no dia 22 de junho de 1661, o padre jesuíta João Felipe Bettendorf instalou a missão de Nossa Senhora da Conceição, que deu origem à cidade de Santarém.” A Praça Rodrigues dos Santos é o coração histórico da cidade, o lugar onde tudo começou. Mesmo assim, quem passa pelo local não tem culpa se achar que se trata apenas de um lugar para estacionar os carros na rua. Com vista para o Tapajós, um dos maiores afluentes do rio mais caudaloso do mundo – o Amazonas –, Santarém abriga cerca de 330 mil pessoas. Sua paisagem é dominada há muito tempo pelas centenas de barcos de pesca e balsas atracados ao longo da orla. Desde 2003, o enorme terminal de soja da Cargill se tornou mais um elemento da silhueta urbana. Balsas de transporte de passageiros alinhadas no porto do Rio Tapajós. Foto: Peter Speetjens. Longe da alegre agitação ao longo do rio, a cidade é uma&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/em-santarem-vestigios-de-uma-civilizacao-indigena-persistem-entre-a-soja-e-o-concreto/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Agricultura sustentável enfrenta caminho tortuoso em hotspot do desmatamento na Amazônia</title>
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					<pubDate>28 Abr 2025 12:00:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Comércio Internacional, Commodities, Conflitos, Conflitos sociais, Gado, Madeira, Madeireiras, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Soja e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>ALTAMIRA, Pará — Bartolomeu Moraes, mais conhecido como Brasília, foi um líder camponês e sindicalista que atuou na longa e sangrenta luta por terra no Brasil. Em 2002, ele foi morto depois de anos de oposição a fazendeiros da região ao longo da BR-163, no Pará. “Ele viu muita terra nas mãos de pouca gente [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ALTAMIRA, Pará — Bartolomeu Moraes, mais conhecido como Brasília, foi um líder camponês e sindicalista que atuou na longa e sangrenta luta por terra no Brasil. Em 2002, ele foi morto depois de anos de oposição a fazendeiros da região ao longo da BR-163, no Pará. “Ele viu muita terra nas mãos de pouca gente e queria que as pessoas pudessem usar essa terra para a agricultura familiar”, lembra Raimunda Rodrigues, de apelido Mariana, enquanto caminha pela estrada de chão batido que leva à sua casa. Depois de sua morte, o Estado brasileiro finalmente cedeu e, em 2005, criou um assentamento sustentável (conhecido como PDS, ou Projeto de Desenvolvimento Sustentável) em homenagem a Brasília. Mariana recebeu um lote de terra dentro dos 19.800 hectares do PDS Brasília, uma área maior que Aracaju, capital de Sergipe, que até então pertencia a um único proprietário. O Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) designou o assentamento a 500 famílias que praticariam a agricultura familiar em seus lotes e usariam uma área maior de floresta conservada para extrair frutos e castanhas. Contudo, 19 anos depois, o cenário é bem diferente. Sem apoio da administração pública, apenas 200 famílias continuam em suas terras. Muitas delas foram forçadas a vendê-las a grandes proprietários (o que é ilegal), que gradualmente reconquistaram a supremacia sobre o território. De acordo com a rede da sociedade civil MapBiomas, mais de dois terços (75%) do assentamento já foi transformado em pastagem para gado, o que é proibido dentro de um PDS.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/agricultura-sustentavel-enfrenta-caminho-tortuoso-em-hotspot-do-desmatamento-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Conformidade do setor de soja com lei antidesmatamento da UE: teste da Cargill</title>
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					<pubDate>12 Mar 2025 11:27:21 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Karla Mendes]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Alexandra Popescu]]>
					</author>
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							<![CDATA[<p>No segundo semestre de 2024, a Cargill exportou uma remessa de soja do Brasil para a Europa, com o objetivo de testar a conformidade de suas operações com a nova regulamentação da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento (EUDR, na sigla em Inglês). Embora a remessa tenha atendido a vários requisitos, ainda há pendências [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No segundo semestre de 2024, a Cargill exportou uma remessa de soja do Brasil para a Europa, com o objetivo de testar a conformidade de suas operações com a nova regulamentação da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento (EUDR, na sigla em Inglês). Embora a remessa tenha atendido a vários requisitos, ainda há pendências para atingir a conformidade total, aponta um relatório do governo da Holanda e da consultoria Olab, sediada no Brasil e especializada em sistemas alimentares, florestas e uso da terra. Quando entrar em vigor no final de 2025 (com atraso de um ano em relação a 2024), a EUDR exigirá que os fornecedores comprovem que seus produtos exportados para a UE não são provenientes de áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020. O objetivo é responder às crescentes alegações de que produtos importados pela UE estão ligados ao desmatamento ilegal, inclusive na Floresta Amazônica, e terá como alvo produtos relacionados a uma das sete commodities: soja, gado, borracha, óleo de palma, café, cacau e madeira. Publicado em outubro de 2024, o relatório analisou uma remessa da Cargill exportada para a Europa em julho de 2024 e os documentos submetidos para demonstrar conformidade com a EUDR, e destacou recomendações para o setor atender às exigências da lei a partir dos desafios identificados. O teste piloto foi resultado de uma parceria entre a Embaixada da Holanda no Brasil, o órgão regulador de segurança alimentar holandês NVWA, a Olab e a Cargill. A Olab revisou a documentação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/conformidade-do-setor-de-soja-com-lei-antidesmatamento-da-ue-teste-da-cargill/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mulheres Krahô lideram guarda indígena para proteger território em Tocantins</title>
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					<pubDate>21 Fev 2025 07:35:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Aimee Gabay]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Alimentos, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Gado, Incêndios, Indígenas, Índios, Madeira, Madeireiras, Óleo de Palma, Pecuária, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Em toda a América do Sul, as comunidades indígenas costumam considerar a proteção territorial como responsabilidade dos homens, enquanto as mulheres geralmente assumem papéis de cuidadoras da casa, da família e da comunidade. No entanto, em Tocantins, as mulheres indígenas das comunidades Krahô formaram um grupo de vigilância exclusivamente feminino para proteger seu território contra [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em toda a América do Sul, as comunidades indígenas costumam considerar a proteção territorial como responsabilidade dos homens, enquanto as mulheres geralmente assumem papéis de cuidadoras da casa, da família e da comunidade. No entanto, em Tocantins, as mulheres indígenas das comunidades Krahô formaram um grupo de vigilância exclusivamente feminino para proteger seu território contra invasores — uma raridade na região. Desde o início das operações, a guarda, denominada Mē Hoprê Catêjê, conseguiu identificar e comunicar à Funai uma ameaça relacionada a uma invasão de seu território. A Terra Indígena Kraolândia, com 303 mil hectares, está localizada no Cerrado, nos municípios de Goiatins e Itacajá. Está sob imensa pressão de madeireiros, caçadores, agronegócio e carvoarias. As águas do povo Krahô foram contaminadas por agrotóxicos aplicados nas plantações de soja e algodão próximas. O grupo, que conta com o apoio da Funai, do Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e da empresa de tecnologia Awana Digital, foi criado durante uma reunião de defesa territorial das mulheres em setembro do ano passado. Durante oito dias, as mulheres Krahô se reuniram com outras guardiãs indígenas, incluindo as Guajajara de Arariboia e as Guajajara de Caru, para compartilhar ideias e experiências. “No passado, as mulheres não podiam fazer parte de nenhuma liderança”, disse à Mongabay Luzia Krahô, ou Kruw, uma das 13 integrantes do grupo recém-formado. “As mulheres ficavam em casa para cuidar da família e dos filhos. Mas hoje em dia vejo mudanças. Temos a coragem de enfrentar os perigos para proteger nosso território.”&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/mulheres-kraho-lideram-guarda-indigena-para-proteger-territorio-em-tocantins/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Flexibilização da legislação impulsiona o desmatamento do Cerrado na Bahia, alerta estudo</title>
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					<pubDate>23 Out 2024 12:13:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agropecuária, Água, Cerrado, Commodities, Comunidades Tradicionais, Desmatamento, Incêndios, Motores do Desmatamento, Queimadas, Recursos hídricos e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Intensificado desde 2010, o processo de flexibilização da legislação estadual tem contribuído para o avanço do desmatamento autorizado no Oeste da Bahia, onde municípios como São Desidério já despontam entre os maiores desmatadores do Brasil. O cenário é apontado no livro Desmatamento e apropriação da água no Oeste da Bahia: uma política de Estado. A [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Intensificado desde 2010, o processo de flexibilização da legislação estadual tem contribuído para o avanço do desmatamento autorizado no Oeste da Bahia, onde municípios como São Desidério já despontam entre os maiores desmatadores do Brasil. O cenário é apontado no livro Desmatamento e apropriação da água no Oeste da Bahia: uma política de Estado. A publicação sinaliza que, de setembro de 2007 a junho de 2021, as Autorizações de Supressão de Vegetação (ASV) emitidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que dispensavam o licenciamento ambiental para atividades agrossilvopastoris, possibilitaram o desmatamento de 992.587 hectares, equivalente a 32 vezes a extensão continental da cidade de Salvador. Análises envolvendo 5.126 portarias de ASV e 835 portarias de Outorgas de Uso de Recursos Hídricos indicam que 80% das áreas de desmatamento autorizado se concentram no Cerrado baiano. As outorgas de água, emitidas de setembro de 2007 a setembro de 2022 na região, equivalem à captação diária de 17 bilhões de litros das bacias hidrográficas dos rios Grande, Corrente e Carinhanha. A vazão seria suficiente para abastecer, diariamente, sete vezes a população do estado da Bahia e nove vezes a da cidade de São Paulo. Os dez municípios que mais desmataram com ASV são Formosa do Rio Preto, São Desidério, Jaborandi, Correntina, Cocos, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves, Baianópolis e Santa Rita de Cássia. O Cerrado baiano se insere na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde a expansão da fronteira agropecuária tem causado avanço acelerado do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/flexibilizacao-da-legislacao-impulsiona-o-desmatamento-do-cerrado-na-bahia-alerta-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title> Antas do Cerrado contaminadas por agrotóxicos: o que elas revelam sobre a saúde humana</title>
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					<pubDate>06 Mai 2024 06:10:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Michael Esquer]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alimentos, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conflitos, Conservação, Degradação, Desmatamento, Doenças, Espécies Ameaçadas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Lei Ambiental, Mamíferos, Monocultura, Política Ambiental, Queimadas, Saúde, Soja e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Era 2015 quando pesquisadores tentavam capturar antas (Tapirus terrestris) no Cerrado para instalar coleiras de monitoramento para estudar a espécie. Enquantotentavam realizar o procedimento anestésico, eles notaram que a anestesia não estava funcionando e, por isso, tiveram que suplementar as doses para que o procedimento fizesse efeito. Esse foi o catalisador de pesquisa que revelou, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Era 2015 quando pesquisadores tentavam capturar antas (Tapirus terrestris) no Cerrado para instalar coleiras de monitoramento para estudar a espécie. Enquantotentavam realizar o procedimento anestésico, eles notaram que a anestesia não estava funcionando e, por isso, tiveram que suplementar as doses para que o procedimento fizesse efeito. Esse foi o catalisador de pesquisa que revelou, anos depois, que as antas da região estavam contaminadas com vários tipos de agrotóxicos e apresentavam alterações em órgãos importantes para o metabolismo. Na época, os pesquisadores levantaram a hipótese de que algo no corpo das antas estava interferindo na anestesia. Uma possibilidade era a exposição a pesticidas, que está ligada a alterações no processo metabólico. Agora, outra hipótese levantada pelos pesquisadores na época foi confirmada: moradores da mesma região também apresentam contaminação por agrotóxicos. As descobertas sobre as antas levaram os pesquisadores a coletar amostras biológicas de cerca de 100 moradores das proximidades, e mais de 30 pessoas apresentaram resultados positivos para algum tipo de pesticida, com mais de um produto químico presente em alguns casos. O agrotóxico mais utilizado no Brasil, o glifosato, foi encontrado em mais de 20 pessoas. O trabalho, divulgado em um relatório técnico em fevereiro, foi conduzido por pesquisadores da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (Incab) do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), que estão preparando um artigo sobre a pesquisa para publicação em uma revista científica. Esta pesquisa mostra como os animais estão fornecendo informações e inspiração para estudos com humanos, o que é mais um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/05/antas-do-cerrado-contaminadas-por-agrotoxicos-o-que-elas-revelam-sobre-a-saude-humana/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>O clima já está mudando no Matopiba, nova fronteira agrícola brasileira</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/06/o-clima-ja-esta-mudando-no-matopiba-nova-fronteira-agricola-brasileira/</link>
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					<pubDate>21 Jun 2023 07:07:26 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Água, Alterações Climáticas, Biodiversidade, Carbono, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Demarcação Territorial, Desmatamento, Monocultura, Política Ambiental, Recursos hídricos, Seca e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Coletando dados dos últimos 40 anos, pesquisadores observaram aumento de temperatura e secas mais severas na região do Matopiba, que engloba partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/06/o-clima-ja-esta-mudando-no-matopiba-nova-fronteira-agricola-brasileira/" data-wpel-link="internal">O clima já está mudando no Matopiba, nova fronteira agrícola brasileira</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Na zona de transição entre a Amazônia Oriental e o Cerrado, uma interação entre mudanças climáticas e expansão da agricultura pode estar resultando em aumento da temperatura e redução das chuvas. Essa é uma das principais conclusões de um estudo realizado por pesquisadores brasileiros e do exterior. Essa zona de transição, conhecida como Matopiba, porque engloba partes dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, é a maior área de contato entre floresta e savana nos trópicos. O Cerrado predomina em 91% da região, enquanto os 9% restantes são composto por manchas de Floresta Amazônica e vegetação de Caatinga. Nos últimos 20 anos, essa área se tornou uma importante fronteira agrícola do Brasil. Segundo o coordenador geral da pesquisa, José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e primeiro autor do estudo, o objetivo do trabalho foi avaliar se poderia acontecer na região do Matopiba o que está ocorrendo no leste da Amazônia. “E, de fato, observamos que sim. Na região onde a nova fronteira agrícola está sendo implantada, estão acontecendo mudanças similares ao que se observa na Amazônia oriental”, conta. Imagem aérea de fazenda na região do Matopiba. Foto: Vinícius Mendonça/Ibama Para o estudo, os pesquisadores utilizaram diferentes conjuntos de dados, que incluem chuvas, temperatura, evapotranspiração e índices de vegetação para o período de 1981 a 2020. “Observamos que na região do Matopiba, especialmente na porção oeste do Piauí e Bahia, há uma tendência de aumento de ocorrência de secas mais severas, intensificadas pelo aumento&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/06/o-clima-ja-esta-mudando-no-matopiba-nova-fronteira-agricola-brasileira/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que plantar árvores não é a melhor solução para restaurar o Cerrado</title>
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					<pubDate>09 Mar 2023 07:29:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alterações Climáticas, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Incêndios, Monocultura, Pecuária, Queimadas, Reflorestamento, Soja e Vida Selvagem]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Quase metade do Cerrado já foi desmatado, e não são poucas as iniciativas que propõem restaurá-lo plantando florestas. Reflorestar o Cerrado com árvores pode descaracterizar o bioma, causar alterações na biodiversidade e impactar a disponibilidade de água no solo.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/03/por-que-plantar-arvores-nao-e-a-melhor-solucao-para-restaurar-o-cerrado/" data-wpel-link="internal">Por que plantar árvores não é a melhor solução para restaurar o Cerrado</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Enquanto os olhos e a indignação do mundo se voltam para os desmatamentos e queimadas na Amazônia, o Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro — 2 milhões de quilômetros quadrados — vai sendo destruído em silêncio, como se fosse às escondidas. Hoje, apenas 54,4% da região continua coberta por vegetação nativa – e uma proporção bem menor (em torno de 20%) permanece inalterada. Por isso, não são poucos os que propõem recuperar o bioma plantando florestas. É um erro, no entanto. O Cerrado é uma savana, e savana não é floresta degradada. Como explica a engenheira florestal Giselda Durigan, do Laboratório de Ecologia e Hidrologia do Instituto de Pesquisas Ambientais do Estado de São Paulo, quando se fala em “recuperar uma área degradada” é preciso, primeiro, entender o que é “degradação”. “Entre savanas e florestas, este termo tem definições bastante distintas”, diz.“No Cerrado, existem condições muito diferentes de degradação e, para cada uma, os desafios de restauração serão também diversos.” O processo de ocupação e, consequentemente, de modificação mais intensa do Cerrado começou na virada dos anos 50 para 60 do século passado, quando vieram as estradas e ferrovias, pelas quais chegaram os migrantes. Vinham atraídos pelas políticas agrícolas desenvolvimentistas do governo, que queria integrar aquele território ao restante do país. Criaram-se assim as condições para a expansão da agricultura comercial. O resultado disso é o estado de degradação em que se encontra metade do Cerrado. Para piorar, as áreas de vegetação remanescentes estão fragmentadas e sob pressão de conversão nas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/03/por-que-plantar-arvores-nao-e-a-melhor-solucao-para-restaurar-o-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Ferrogrão: indígenas exigem consulta antes que nova ferrovia da soja saia do papel</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/02/ferrograo-indigenas-exigem-consulta-antes-que-nova-ferrovia-da-soja-saia-do-papel/</link>
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					<pubDate>21 Fev 2023 14:14:19 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agricultura, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Corrupção, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Estradas, Etnocídio, Florestas Tropicais, Indígenas, Infraestrutura, Justiça Social, Lei Ambiental, Mineração, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Soja, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>A Ferrogrão (EF-170) foi projetada para reduzir custos de transporte de cargas entre o Mato Grosso e o Pará, onde a soja representa um dos principais produtos de exportação. Mas a ferrovia esbarra em resistências de povos indígenas que serão afetados por riscos socioambientais. Seu traçado corre paralelamente à BR-163, obra que já causou impactos não compensados para populações tradicionais.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/02/ferrograo-indigenas-exigem-consulta-antes-que-nova-ferrovia-da-soja-saia-do-papel/" data-wpel-link="internal">Ferrogrão: indígenas exigem consulta antes que nova ferrovia da soja saia do papel</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Pressionadas pela retomada da construção da controversa ferrovia EF-170, a Ferrogrão, lideranças de povos indígenas diretamente afetados por essa obra de infraestrutura na Amazônia exigem serem consultadas. Também afirmam que vão lutar por reparação pelos impactos que já são sentidos nos territórios, muito antes de o projeto sair do papel. Com um traçado planejado de 933 quilômetros entre Sinop, no Mato Grosso, e Miritituba, no Pará, região estratégica para o escoamento de commodities do agronegócio, fortemente pressionada pelo desmatamento, a Ferrogrão foi mencionada como obra prioritária no portfólio que o Ministério dos Transportes apresentou à imprensa, em 18 de janeiro. Durante a coletiva, o ministro Renan Filho mencionou o objetivo de ampliar o modal ferroviário na matriz de transportes do país para 40% até 2035 — a representatividade atual é de menos de 20%. Também adiantou à imprensa que pretende mudar o marco regulatório das ferrovias e conversar com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, “para destravar” o projeto da Ferrogrão. Mas os debates sobre os impactos econômicos positivos que a Ferrogão poderia agregar à logística regional reacendem alertas sobre os riscos socioambientais desse megaprojeto, principalmente nos territórios dos povos indígenas Kayapó, Munduruku e Panará. Nesse contexto, não se pode desconsiderar que o traçado da Ferrogrão corre paralelamente à BR-163. Essa rodovia que liga Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, a Santarém, no Pará, é outra obra de histórico controverso, sobretudo no trecho Cuiabá-Santarém. Traçado proposto da Ferrogrão/EF-170 (em amarelo) Desmatamento pode causar perdas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/02/ferrograo-indigenas-exigem-consulta-antes-que-nova-ferrovia-da-soja-saia-do-papel/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Barragens: é possível reduzir seus impactos no meio ambiente?</title>
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					<pubDate>21 Out 2022 15:29:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Petro Kotzé]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[África, Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Desmatamento, Energia, Estradas, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Hidrelétricas, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Monocultura, Pecuária, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Rios, Soja e Terras Indígenas]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>A construção de barragens é uma das ferramentas mais antigas para gerenciamento de água doce. A prática atingiu um pico internacional nas décadas de 1960 e 1970, porém, nos últimos anos, a construção de barragens vem enfrentando críticas globais crescentes à medida que se acumula o alto preço ambiental pago por seus benefícios.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/10/as-barragens-do-mundo-causa-de-grandes-danos-mas-e-um-problema-gerenciavel/" data-wpel-link="internal">Barragens: é possível reduzir seus impactos no meio ambiente?</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
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							<![CDATA[Stephen Midzi, gerente de conservação da biodiversidade do icônico Parque Nacional Kruger da África do Sul, quer que você saiba que ele não é uma “pessoa antibarragens”. “Não me entenda mal”, diz ele, acrescentando, “mas também acho que é uma coisa boa permitir que os rios sejam o que os rios deveriam ser”. Midzi é um defensor de cursos de água de fluxo livre que oferecem conectividade irrestrita para a biodiversidade aquática e terrestre. Mas desde 1911, o Kruger, uma das maiores áreas protegidas da África, não foi gerenciada dessa maneira. Ao longo das décadas, os supervisores do parque reformularam os córregos e aquíferos da reserva, tentando melhorar o que a natureza sempre fez e atender aos animais do parque com um abastecimento de água abundante e garantido. Ao longo do tempo, 97 açudes e barragens (de concreto e de terra) foram construídos, além de bacias de captação alimentadas por poços perfurados. Mas esse suprimento de água espaçado e uniformemente distribuído não trouxe melhoras. Em vez disso, causou sobrepastoreio severo, degradação e erosão em torno dos reservatórios, uma vez que os animais deixaram de se mover pela savana em busca de fontes de abastecimento durante a estação seca. A predação aumentou com o número de animais num mesmo local, causando o declínio de algumas espécies, e muitos morreram pelo envenenamento das águas causado pelo acúmulo de esterco de hipópotamos, o que alimentava cianobactérias tóxicas. Espécies como a zebra foram diretamente afetadas pela construção de barragens no Parque Nacional Kruger: concentradas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/10/as-barragens-do-mundo-causa-de-grandes-danos-mas-e-um-problema-gerenciavel/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Investigação liga cadeia de fornecimento de frango na Europa a abusos aos direitos indígenas no Brasil</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2022/05/investigacao-liga-cadeia-de-fornecimento-de-frango-na-europa-a-abusos-aos-direitos-indigenas-no-brasil/</link>
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					<pubDate>25 Mai 2022 05:39:03 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Laurel Sutherland]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alimentos, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Doenças, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Mata Atlântica, Medicina tradicional, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Saneamento, Saúde, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Nova investigação estabeleceu uma ligação entre as redes de supermercados, fast food e marcas de comida para pets da Europa com a fazenda Brasília do Sul, de 9.700 hectares, que se tornou sinônimo de abusos aos direitos indígenas no Mato Grosso do Sul. Brasília do Sul abrigava um grupo de indígenas Guarani-Kaiowá, que foi expulso à força nos anos 1950 para abrir caminho ao desenvolvimento agrícola.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/05/investigacao-liga-cadeia-de-fornecimento-de-frango-na-europa-a-abusos-aos-direitos-indigenas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Investigação liga cadeia de fornecimento de frango na Europa a abusos aos direitos indígenas no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Nos anos 1950, um grupo de indígenas Guarani-Kaiowá que vivia na comunidade de Takuara, no Mato Grosso do Sul, foi expulso à força da terra em que vivia há séculos para abrir caminho para o desenvolvimento agrícola. Hoje, Takuara é conhecida como Brasília do Sul, uma fazenda de 9.700 hectares que se tornou sinônimo de abusos aos direitos indígenas no Brasil. De acordo com uma nova investigação, Brasília do Sul é hoje uma grande produtora de soja e fornecedora do grão para grandes cooperativas e redes, entre elas a Lar Cooperativa Agroindustrial, uma das maiores produtoras de carne de frango do Brasil. A investigação foi realizada pela Earthsight, um grupo ambientalista com sede em Londres, e o De Olho nos Ruralistas, que monitora o agronegócio no Brasil. A companhia Westbrigde Foods, com sede no Reino Unido, foi indentificada como uma das maiores compradoras de frango marinado congelado da Lar e é fornecedora de produtos de frango para a gigante de fast food KFC e para as redes de supermercados Sainsbury’s, Asda, Aldi e Iceland, entre outros. Entre 2018 e 2021, a Westbridge importou mais de 37 mil toneladas de frango marinado e congelado da Lar – cerca de um terço da quantidade que a empresa brasileira enviou aos EUA e ao Reino Unido durante o período. Em resposta a perguntas feitas pelos investigadores em relação às descobertas da reportagem, tanto a Aldi quanto a Asda negaram que o frango fornecido pela Westbridge tenha qualquer ligação com Brasília do Sul, enquanto&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/05/investigacao-liga-cadeia-de-fornecimento-de-frango-na-europa-a-abusos-aos-direitos-indigenas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Pagar ou punir? Estudo analisa como engajar agricultores que desmatam o Cerrado</title>
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					<pubDate>17 Mar 2022 06:47:17 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Sarah Sax]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Cerrado]]>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Brasil e Cerrado]]>
						</locations>
					
											<topic-tags>
							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Gado, Incêndios, Monocultura, Pecuária, Queimadas e Soja]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Enquanto alguns observadores defendem uma abordagem na qual se empregue uma recompensa para alcançar o resultado desejado, pagando aos agricultores para não desmatar, outros defendem uma que se faça uso de uma punição que cortaria o acesso ao mercado para os agricultores que desmatam.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/03/pagar-ou-punir-estudo-analisa-como-engajar-agricultores-que-desmatam-o-cerrado/" data-wpel-link="internal">Pagar ou punir? Estudo analisa como engajar agricultores que desmatam o Cerrado</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Durante a cúpula climática da COP26 do ano passado em Glasgow, mais de 140 países se comprometeram a interromper e reverter o desmatamento até 2030. A Declaração dos Líderes em Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra reconheceu o papel crucial de todos os tipos de floresta para a biodiversidade, uso sustentável da terra e mitigação e adaptação às mudanças climáticas, entre muitos outros benefícios. Esta foi apenas a mais recente de uma lista crescente de tentativas de governos, comerciantes, redes de supermercados e empresas multinacionais para limitar ou eliminar o desmatamento das cadeias de suprimentos sob as chamadas promessas de “desmatamento zero” — basicamente, garantindo que a produção de commodities não aconteça às custas da destruição de florestas e outros ecossistemas importantes. Embora no papel essas promessas pareçam boas, ainda há um debate significativo sobre quais são as melhores ferramentas para alcançar o desmatamento zero. Uma das questões é sobre usar a abordagem “cenoura ou vara”: é melhor pagar aos produtores para não desmatar ou puni-los quando o fazem, excluindo-os do mercado? “Existem todos esses comprometimentos, mas nenhuma especificidade sobre como atingir as metas e como fazê-lo sem exacerbar outros problemas”, disse Rachael Garrett, professora assistente de Política Ambiental da ETH Zürich, à Mongabay. “Neste momento, como cientistas, sabemos muito mais do que sabíamos [quando os primeiros compromissos de desmatamento zero foram feitos]. É hora de renovar esses compromissos com muito mais especificidade sobre como agir”. Para isso, Garrett foi coautora de um estudo no mês passado em que se&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/03/pagar-ou-punir-estudo-analisa-como-engajar-agricultores-que-desmatam-o-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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														</item>
						<item>
					<title>Proposta para uma nova estratégia para o controle florestal brasileiro e o combate ao desmatamento (artigo)</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2021/07/proposta-para-uma-nova-estrategia-para-o-controle-florestal-brasileiro-e-o-combate-ao-desmatamento/</link>
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					<pubDate>06 Jul 2021 15:48:52 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Gustavo Bediaga]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agropecuária, Amazônia, Ambientalistas, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Degradação, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Grilagem, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Monocultura, Pecuária, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>O combate ao desmatamento no Brasil, especialmente na Amazônia, é um tema de interesse global. Evidências apontam que a Floresta Amazônica contribui para a regulação climática mundial (Malhi et al. 2008), além de possuir uma rica biodiversidade ainda não conhecida totalmente (Hopkins 2007). Além disso, a preservação da Floresta Amazônica tem uma grande relevância para [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O combate ao desmatamento no Brasil, especialmente na Amazônia, é um tema de interesse global. Evidências apontam que a Floresta Amazônica contribui para a regulação climática mundial (Malhi et al. 2008), além de possuir uma rica biodiversidade ainda não conhecida totalmente (Hopkins 2007). Além disso, a preservação da Floresta Amazônica tem uma grande relevância para a produção agrícola brasileira, já que a chuva das regiões produtivas é influenciada pela região amazônica (Nobre 2014). O governo brasileiro tem investido historicamente em medidas conhecidas como “comando e controle”, com forte aparato regulatório e ações de fiscalização para coibir atividades ilegais. Estudos apontam que estas medidas têm efeito na diminuição do desmatamento (Arima et al. 2014, Tacconi et al. 2019). No entanto, ainda não conseguem cessar totalmente as atividades ilegais Além do desmatamento, a Floresta Amazônica é alvo de outro tipo de degradação: o corte seletivo de árvores de maior valor econômico (Asner et al. 2005). Este processo consiste na extração de árvores de maior porte que tenham valor no mercado madeireiro, sem, contudo, retirar todas as árvores circundantes, com ocorre no desmatamento. Este tipo de atividade ilegal ocorre sobretudo em áreas protegidas (Terras Indígenas e Unidades de Conservação) e tem uma detecção via satélite muito mais difícil do que uma área completamente desmatada (McDermott et al., 2015; Hethcoat et al., 2019). O corte seletivo ilegal causa degradação nas florestas (Nepstad et al. 1999), além de abastecer o mercado madeireiro com madeira a um preço muito menor do que o praticado no mercado&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/07/proposta-para-uma-nova-estrategia-para-o-controle-florestal-brasileiro-e-o-combate-ao-desmatamento/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Governo federal quer licenciar ferrovia sem consulta a indígenas</title>
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					<pubDate>26 Fev 2021 05:00:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jennifer Ann Thomas]]>
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						<![CDATA[Thiago Medaglia]]>
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							<![CDATA[Entre os projetos considerados prioritários para o governo federal neste início de ano, a ferrovia EF-170, conhecida como Ferrogrão, deve começar a ser licenciada em abril. A previsão é que o edital de licitação seja publicado ainda no primeiro trimestre de 2021. Contudo, o Ministério Público Federal no Pará entrou com uma série de ações judiciais ao longo de 2020 para que sejam respeitados os direitos à consulta prévia de povos indígenas. Em uma delas, a própria viabilidade econômica do empreendimento foi questionada. A Ferrogrão foi projetada para cortar os estados de Mato Grosso e Pará ao longo de 933 quilômetros de extensão, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). O objetivo é reduzir gargalos no transporte de soja e milho até os portos para exportação. Além dos grãos, o governo também prevê o transporte de produtos como óleo de soja, fertilizantes, açúcar, etanol e derivados do petróleo. Atualmente, o transporte depende do tráfego de caminhões na BR-163 e mais de 70% da safra do Mato Grosso é escoada pelos portos de Santos, em São Paulo, e de Paranaguá, no Paraná. Contudo, por mais que os trilhos sejam considerados necessários para o deslocamento de grãos, etapas previstas em lei para o licenciamento da obra, como a consulta prévia aos povos indígenas, vêm sendo ignoradas. Em outubro, cinco organizações da sociedade civil enviaram, em conjunto com o MPF, uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão cautelar do processo de desestatização e a proibição da licitação da Ferrogrão.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/02/governo-federal-quer-licenciar-ferrovia-sem-consulta-a-indigenas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Portos na Amazônia abrem novas rotas da soja para a China</title>
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					<pubDate>20 Nov 2020 12:08:40 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Manuela Andreoni]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Lei Ambiental, Povos indígenas, Queimadas, Recursos hídricos, Rios e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Quase um quinto da soja e dos grãos do Brasil já correm pelos rios da Amazônia. Um boom na construção de portos fluviais privados, com pouca supervisão governamental, ameaça ainda mais os cursos d'água da região.</p>
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							<![CDATA[Esta reportagem é uma parceria da Mongabay com o Diálogo Chino. Alessandra Korap Munduruku queria ser ouvida. Mas ela havia sido convidada para a audiência de agosto de 2020 apenas como observadora, sentada por horas em silêncio forçado, mesmo servindo como a única representante do povo indígena cujas terras, vidas e futuro seriam impactados por um porto fluvial proposto naquele pedaço da Amazônia. Somente advogados e funcionários do governo foram convidados a falar na audiência online realizada em meio à pandemia de covid-19 em que a juíza Sandra Maria Correia da Silva ponderou se deveria levantar uma suspensão na licença do porto, imposta anteriormente porque o projeto ainda carecia de uma consulta prévia com o Munduruku, o povo de Korap. Por quase uma década, a líder Munduruku vinha lutando sem sucesso contra a rápida transformação da cidade de Itaituba, no Pará, em um importante centro da cadeia global de fornecimento de commodities, e a conversão do Rio Tapajós em uma hidrovia industrial — um elo para o transporte de soja e milho do coração da Amazônia brasileira para a China, a União Europeia e outros países. Desde 2013, a comunidade viu múltiplos portos fluviais industriais serem construídos por gigantes transnacionais do agronegócio, transformando um rio que, durante séculos, foi navegado apenas por pequenos barcos e canoas Munduruku. Entretanto, nunca, durante o boom da construção, o grupo indígena foi formalmente consultado sobre os planos da indústria de commodities, o que os promotores consideraram uma clara violação da Convenção 169 da Organização&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/11/portos-na-amazonia-abrem-novas-rotas-da-soja-para-a-china/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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