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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Desmatamento cai na Amazônia, mas ‘super El Niño’ pode virar o jogo</title>
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					<pubDate>08 Jul 2026 07:24:38 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Maxwell Radwin]]>
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							<![CDATA[<p>A cada ano, especialistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, utilizam dados para avaliar os níveis de perda florestal em todo o mundo. As informações são coletadas a partir de imagens de satélite da Nasa e da Agência Espacial Europeia e podem orientar ambientalistas e autoridades na tomada de decisões sobre conservação na Amazônia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A cada ano, especialistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, utilizam dados para avaliar os níveis de perda florestal em todo o mundo. As informações são coletadas a partir de imagens de satélite da Nasa e da Agência Espacial Europeia e podem orientar ambientalistas e autoridades na tomada de decisões sobre conservação na Amazônia. Os números de 2025 foram publicados no final de abril. Em junho, o Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (Maap, na sigla em inglês) lançou seu relatório anual, no qual apresenta uma análise abrangente com base nesses dados, destacando as tendências anuais e os pontos críticos da perda de floresta amazônica. Embora os dados indiquem que as métricas da perda florestal tenham caído em relação aos anos anteriores, o patamar permanece elevado e preocupante. Segundo a análise, atividades como agricultura, pecuária e mineração se mantêm como vetores de destruição de centenas de milhares de hectares de floresta primária. Em muitos casos, isso ocorre em unidades de conservação e em territórios indígenas. “É difícil dizer que as notícias são boas se o desmatamento for menor do que em anos anteriores, mas ainda assim atingir um milhão [de hectares]”, disse Matt Finer, diretor do Maap. De acordo com o especialista, o desmatamento zero, necessário para a sobrevivência da Amazônia, ainda segue distante. Imagem mostra os pontos de desmatamento e os focos de incêndio na Amazônia em 2025. Mapa: Amazon Conservation/Maap. Análise dos dados Para compreender o que ocorre na Amazônia, os pesquisadores costumam separar a perda florestal&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/desmatamento-cai-na-amazonia-mas-super-el-nino-pode-virar-o-jogo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</title>
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					<pubDate>30 Abr 2026 07:04:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rubens Valente]]>
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							<![CDATA[<p>BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes pressões políticas para restringir o acordo. Enquanto isso, lideranças indígenas enxergam uma oportunidade econômica com o fim da moratória. Membros de comunidades que vendem soja cultivada em suas terras demarcadas alegam que já o fazem de forma sustentável e que o acordo penaliza injustamente seu produto. A Mongabay conversou com diversas partes interessadas, desde lideranças indígenas e entidades corporativas até ambientalistas e órgãos do governo — pessoas de todo o espectro político brasileiro — para obter suas opiniões sobre o que a possível dissolução da moratória pode significar para os povos originários e suas terras na Amazônia. Trecho de floresta amazônica junto a campos de soja em Belterra, no Pará. Foto: AP Photo/Leo Correa. A Moratória da Soja é um pacto voluntário entre empresas, órgãos públicos e ONGs para reduzir o desmatamento na Amazônia. Os participantes concordaram em proibir, em suas cadeias de suprimentos, qualquer soja produzida em áreas da região  desmatadas após julho de 2008. Dez anos após a entrada em vigor do acordo, em 2006, o desmatamento para o cultivo do grão na floresta amazônica já havia caído para 1%. As fazendas de soja, por sua vez, ampliaram sua área de plantio em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Acordo entre Mercosul e UE avança, mas acende alertas sobre o risco ambiental</title>
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					<pubDate>09 Abr 2026 06:28:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos sociais, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Gado, Grilagem, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Pesticidas, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. A medida, no entanto, pode trazer no pacote uma série de impactos ambientais. Entre os principais problemas, de acordo com diferentes organizações e ambientalistas, destaca-se a expansão do desmatamento, da exploração de minérios e da importação de pesticidas. Em contrapartida, outros especialistas defendem que o acordo pode impor uma série de regras ambientais a um comércio global já existente — além de facilitar a troca de conhecimentos entre as partes envolvidas. Em linhas gerais, o tratado em desenvolvimento prevê a redução gradual das tarifas de importação no comércio entre os dois blocos continentais. No final de fevereiro, em nota, o governo brasileiro declarou que os europeus “se comprometem a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos”. Mesmo assim, nos últimos anos, o avanço do acordo acendeu múltiplos alertas para o meio ambiente. Em um relatório de março de 2023, o Greenpeace avaliou que a isenção de tarifas beneficiaria a exportação de commodities, podendo ampliar as fronteiras agrícolas e o desmatamento em toda a América do Sul. Atualmente, segundo o estudo, bens agrícolas e minerais representam mais de 70%&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/acordo-entre-mercosul-e-ue-avanca-mas-acende-alertas-sobre-o-risco-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>5 iniciativas indígenas que estão salvando a natureza no Brasil</title>
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					<pubDate>02 Abr 2026 07:33:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Incêndios, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Mas, afinal, quem é que protege o meio ambiente? Nos diferentes biomas brasileiros, da Amazônia ao Cerrado, a ameaça do fogo, do desmatamento, das invasões de terra e do garimpo ilegal ainda reina sem muitos contrapesos, colocando a natureza e a vida de povos tradicionais na rota da degradação e do conflito. Enquanto cobram o [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/5-iniciativas-indigenas-brasileiras-que-estao-salvando-a-natureza-no-brasil/" data-wpel-link="internal">5 iniciativas indígenas que estão salvando a natureza no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Mas, afinal, quem é que protege o meio ambiente? Nos diferentes biomas brasileiros, da Amazônia ao Cerrado, a ameaça do fogo, do desmatamento, das invasões de terra e do garimpo ilegal ainda reina sem muitos contrapesos, colocando a natureza e a vida de povos tradicionais na rota da degradação e do conflito. Enquanto cobram o poder público por medidas emergenciais e por mais apoio, grupos indígenas entenderam que não têm tempo a perder: com suas próprias ações coletivas, comunidades em todo o país atuam para combater as múltiplas crises que assolam seus territórios, exercendo o papel de guardiões de florestas, rios e planícies. A Mongabay reuniu histórias de cinco projetos sob gestão indígena que, aliando saberes ancestrais, tecnologia e planejamento, já fazem a diferença na missão do Brasil rumo a um futuro de preservação. &nbsp; Mulheres Krahô lideram guarda indígena para proteger território em Tocantins Treze mulheres indígenas formam o Mē Hoprê Catêjê, grupo de guerreiras Krahô responsável pela vigilância territorial na Terra Indígena Kraolândia. Foto cedida por Luzia Krahô (Kruw). Muita coisa mudou na Terra Indígena Kraolândia, que se espalha por mais de 300 mil hectares nos municípios de Goiatins e Itacajá, no Tocantins. Em um passado não tão distante, as mulheres ali se viam afastadas de postos de liderança, restritas ao trabalho doméstico, enquanto os perigos da extração de madeira, da caça e dos agrotóxicos espreitavam o território. Para combater essas ameaças, as próprias mulheres indígenas Krahô deram um passo à frente, superando as barreiras de gênero para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/5-iniciativas-indigenas-brasileiras-que-estao-salvando-a-natureza-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Valéria Paye: negociar com fundos indígenas exige &#8216;princípio da confiança’</title>
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					<pubDate>20 Mar 2026 07:41:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alexandre de Santi*Holly Jonas*]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>As emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase 22 mil km2, tamanho [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/valeria-paye-negociar-com-fundos-indigenas-exige-principio-da-confianca/" data-wpel-link="internal">Valéria Paye: negociar com fundos indígenas exige &#8216;princípio da confiança’</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[As emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase 22 mil km2, tamanho similar ao estado de Sergipe —, foi um momento histórico de luta após décadas por reconhecimento e autodeterminação. Localizada entre o noroeste do Pará e o norte do Amazonas, a terra indígena foi homologada graças, em grande parte, ao esforço do Podáali — um dos muitos fundos liderados por indígenas que têm redesenhado o mapa do financiamento ambiental no Brasil. Esses fundos  são criados, geridos e administrados por lideranças  indígenas de diferentes povos, tendo como base  suas visões de mundo e valores, como respeito, reciprocidade e confiança. O  Podáali, Fundo Indígena para a Amazônia Brasileira, é um exemplo disso. Foram mais de dez anos de discussões e preparativos antes que a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) estabelecesse o fundo formalmente em 2020. Um dos objetivos do Podáali é possibilitar e ampliar o financiamento direto aos povos e movimentos indígenas, nos termos deles. Apesar da grande dimensão de seu papel na sustentabilidade e na defesa de um planeta saudável, os povos originários e suas organizações recebem uma pequena fração do financiamento filantrópico global. Um relatório de 2024 constatou a situação como “padrões consistentes de desigualdades generalizadas e sistêmicas”. “Se a gente, no campo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/valeria-paye-negociar-com-fundos-indigenas-exige-principio-da-confianca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fé contra o fogo: na Amazônia, ex-seminarista se junta à luta perpétua contra os incêndios</title>
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					<pubDate>05 Mar 2026 07:56:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carla Ruas]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Clima, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Mudanças climáticas e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>ACARÁ, Pará — Em agosto de 2024, uma queimada se alastrou pelo município paraense de Acará, localizado na porção oeste da Amazônia. Edson Abreu dos Santos, de 48 anos, atual coordenador municipal da Defesa Civil, já sabia: seria preciso agir rápido, já que sua cidade não contava com corpo de bombeiros, caminhões-pipa nem helicópteros para combater [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ACARÁ, Pará — Em agosto de 2024, uma queimada se alastrou pelo município paraense de Acará, localizado na porção oeste da Amazônia. Edson Abreu dos Santos, de 48 anos, atual coordenador municipal da Defesa Civil, já sabia: seria preciso agir rápido, já que sua cidade não contava com corpo de bombeiros, caminhões-pipa nem helicópteros para combater os incêndios. Ao mesmo tempo, como as chamas margeavam o Rio Itapecuru, em locais só acessados por barcos, tampouco adiantaria acionar o apoio de veículos terrestres. De forma improvisada, Edson montou um centro de operações em uma casa ribeirinha. Da sacada, por mensagem, pediu ajuda a dezenas de moradores da comunidade; mais de cem de seus vizinhos responderam ao chamado e, pouco a pouco, aportaram no local em suas rabetas — como a linguagem popular chama os barcos motorizados de madeira utilizados para se locomover pelos sinuosos rios amazônicos. O coordenador, então, pediu que os voluntários enchessem galões de 20 litros (ou carotes, como são chamados por lá), com água do rio. Em fila única, os voluntários carregaram os recipientes nos ombros por quase 1 quilômetro, adentrando a mata. E assim, jogavam o que conseguiam para combater as chamas, um pouco por vez. Muitos percorriam o caminho de chinelos, enquanto os homens tiravam a camisa diante do calor insuportável. O trabalho árduo conteve o fogo até a chegada de 30 bombeiros acionados em Macarena, uma cidade vizinha a cerca de 100 quilômetros. A equipe chegou com bombas costais, uma motobomba e uma única mangueira. Com&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/fe-contra-o-fogo-na-amazonia-ex-seminarista-se-junta-a-luta-perpetua-contra-os-incendios/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</title>
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					<pubDate>13 Fev 2026 08:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Monocultura, Política Ambiental, Queimadas e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. Agora, com o novo anúncio, ressurge o temor de que a soja avance sobre a floresta. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a saída de cena desses traders pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia até 2045. O golpe de misericórdia veio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Representando alguns dos maiores traders de soja do mundo, como Cargill, Bunge, Amaggi e ADM, a associação anunciou no dia 5 de janeiro que &#8220;iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja&#8221;. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, e os membros da Abiove representam quase 45% desses embarques, segundo dados de 2022 da Trase, organização de rastreamento de commodities. A decisão ocorreu depois que uma nova lei entrou em vigor no Mato Grosso, o maior produtor de soja do país. A legislação, em vigor desde 1º de janeiro, permite que o governo estadual suspenda incentivos fiscais a empresas que adotem critérios ambientais além dos exigidos pela lei brasileira, como é o caso da moratória da soja. A lei está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal. &#8220;A Abiove entende que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Como a febre dos créditos de carbono gera acordos obscuros em terras indígenas da Amazônia</title>
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					<pubDate>15 Jan 2026 13:42:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Em dezembro de 2022, duas terras indígenas brasileiras — entre elas, uma das maiores do país — assinaram um contrato de 118 páginas, com vigência de 10 anos. O arrependimento, no entanto, não demorou a vir: além deles, e por razões distintas, frustraram-se também os investidores que buscavam ali uma oportunidade de lucrar com o mercado bilionário dos créditos de carbono e de biodiversidade na América do Sul. Segundo uma investigação da Mongabay, nos estados do Amazonas e do Acre, empresas que prometiam transformar as florestas tropicais em ‘ouro verde’ — uma metáfora para o potencial econômico da natureza no contexto do mercado de captura de carbono — convenceram comunidades indígenas a conceder direitos exclusivos de comercialização dos serviços ecossistêmicos oferecidos por suas terras. Os contratos envolviam o comércio de Soluções Baseadas na Natureza (SbN), um conceito amplo de ações que englobam diferentes serviços atrelados ao ecossistema, do próprio mercado de carbono à bioeconomia. Os projetos, que envolvem mais de 8,5 milhões de hectares, no entanto, nunca saíram do papel no Brasil. Enquanto isso, as comunidades tradicionais correspondentes solicitaram a rescisão dos respectivos contratos, o que levou uma das certificadoras a emitir um termo de cancelamento dos serviços. Ainda assim, os idealizadores da iniciativa mantiveram a promoção do projeto na internet, o que culminou em outros dois novos contratos na Bolívia — assinados, mais uma vez, sem o devido consentimento das comunidades indígenas locais. As três companhias responsáveis por abordar os grupos indígenas no Brasil são a Biota, uma cooperativa&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/como-a-febre-dos-creditos-de-carbono-gera-acordos-obscuros-em-terras-indigenas-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projetos sob gestão indígena buscam investimentos para turbinar bioeconomia — e salvar a natureza</title>
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					<pubDate>12 Jan 2026 10:11:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Brown]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Ao longo do território brasileiro, em diferentes ecossistemas, empresas lideradas por comunidades indígenas exercem um papel fundamental de proteção das florestas e de restauração de paisagens degradadas. O impacto dessas iniciativas vai além da conservação: aliando serviços ambientais a soluções financeiras, muitos projetos geram fonte de renda para grupos economicamente marginalizados, fortalecendo os pilares da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ao longo do território brasileiro, em diferentes ecossistemas, empresas lideradas por comunidades indígenas exercem um papel fundamental de proteção das florestas e de restauração de paisagens degradadas. O impacto dessas iniciativas vai além da conservação: aliando serviços ambientais a soluções financeiras, muitos projetos geram fonte de renda para grupos economicamente marginalizados, fortalecendo os pilares da bioeconomia. Com foco na sustentabilidade, a estrutura de negócios no coração dos principais biomas inclui o cultivo do açaí (Euterpe oleracea) e da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa), além da produção do óleo de andiroba (Carapa guianensis) e jambu (Acmella oleracea), entre outros. A rede de soluções indígenas bioeconômicas também abrange práticas agroecológicas e agroflorestais, o ecoturismo, serviços de reflorestamento e o artesanato. Consequentemente, muitos projetos abrem caminho para a criação de ferramentas financeiras, como cooperativas e consultorias. No entanto, os obstáculos se amontoam, tornando desafiadora a expansão dos empreendimentos indígenas. Problemas vão desde iniciativas que sofrem para conquistar reconhecimento formal até barreiras ao acesso à infraestrutura administrativa e regulatória — como sistemas de registro, licenciamento e apoio operacional, etapas indispensáveis para se administrar um negócio. “Um dos principais desafios enfrentados pelos povos indígenas e pelas comunidades tradicionais está na forma como a maioria dos mecanismos de financiamento é estruturada”, disse Rose Apurinã, vice-diretora do Podáali – Fundo Indígena da Amazônia Brasileira. O projeto se descreve como “o primeiro mecanismo de abrangência amazônica para captação e redistribuição de recursos”. “[Essas estruturas] se baseiam em lógicas externas [às comunidades], coloniais e centralizadoras que desconsideram as formas próprias de organização social desses grupos”, explicou Rose. Ainda segundo ela, a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/projetos-sob-gestao-indigena-buscam-investimentos-para-turbinar-bioeconomia-e-salvar-a-natureza/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O que os anéis das árvores revelam sobre as mudanças climáticas na Amazônia</title>
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					<pubDate>06 Jan 2026 11:09:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Luís Patriani]]>
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							<![CDATA[<p>No ano de 2024, a Amazônia sentiu os efeitos de uma das piores estiagens, se não a pior, de sua história. O nível do Rio Amazonas atingiu 12,68 metros, o menor índice desde que as medições começaram a ser feitas no porto de Manaus, em 1902. Foi ainda pior que a de 2023, quando as [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/o-que-os-aneis-das-arvores-revelam-sobre-as-mudancas-climaticas-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">O que os anéis das árvores revelam sobre as mudanças climáticas na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[No ano de 2024, a Amazônia sentiu os efeitos de uma das piores estiagens, se não a pior, de sua história. O nível do Rio Amazonas atingiu 12,68 metros, o menor índice desde que as medições começaram a ser feitas no porto de Manaus, em 1902. Foi ainda pior que a de 2023, quando as altas temperaturas do Lago Tefé causaram a mortandade de botos. Impulsionada pela intensificação dos fenômenos El Niño e La Niña, que alteram as temperaturas da superfície dos oceanos e interferem na circulação atmosférica, além do notório desmatamento, estaria a região da bacia hidrográfica do Amazonas secando como um todo? Com pouca informação de dados disponíveis na região, um grupo de cientistas das universidades de Leeds e Leicester, na Inglaterra, e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no Brasil, foi em busca de respostas que as próprias árvores da floresta amazônica poderiam contar. Os pesquisadores se debruçaram no estudo da cronologia dos anéis de crescimento, formados anualmente nos troncos das árvores. Conhecido como dendrocronologia, o método — que, além de determinar a idade de uma árvore, pode reconstruir condições climáticas do passado — revelou um problema ainda mais complexo. O que se nota, segundo os pesquisadores, é a variação extrema da sazonalidade das chuvas nas últimas quatro décadas, bagunçando o ciclo hidrológico com estações chuvosas cada vez mais volumosas e estações secas cada vez mais severas. Pesquisador retira amostra de jatobá (Hymenaea courbaril) no sul da Amazônia para estudo. Foto: Peter Groenendyk. “A ideia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/o-que-os-aneis-das-arvores-revelam-sobre-as-mudancas-climaticas-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Uma pequena terra indígena emerge como foco de mineração ilegal na Amazônia</title>
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					<pubDate>05 Dez 2025 17:39:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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							<![CDATA[<p>Uma pequena terra indígena é hoje responsável por cerca de 70% do desmatamento total em terras indígenas na Amazônia brasileira, segundo dados do governo. O impacto se deve à mineração ilegal de ouro. A Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso, é habitada por cerca de 200 pessoas do povo Nambikwara. De janeiro de 2024 a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/uma-pequena-terra-indigena-emerge-como-foco-de-mineracao-ilegal-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Uma pequena terra indígena emerge como foco de mineração ilegal na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Uma pequena terra indígena é hoje responsável por cerca de 70% do desmatamento total em terras indígenas na Amazônia brasileira, segundo dados do governo. O impacto se deve à mineração ilegal de ouro. A Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso, é habitada por cerca de 200 pessoas do povo Nambikwara. De janeiro de 2024 a agosto de 2025, a mineração ilegal de ouro devastou mais de 3 mil hectares de floresta amazônica no território — equivalentes a 4% de sua área total, 67 mil hectares. A invasão de garimpeiros ilegais no território Sararé é relativamente recente. De acordo com um relatório do Greenpeace, apenas 78 hectares do território haviam sido impactados pela mineração até 2018. Esse número começou a crescer gradualmente a partir de 2021. Em 2023, estimava-se a presença de 250 a 300 garimpeiros na TI Sararé. Neste ano, agentes do governo estimam que cerca de 2 mil garimpeiros estejam operando na área. De janeiro a agosto deste ano, a TI Sararé registrou um desmatamento 85% maior do que o total combinado das outras nove terras indígenas mais afetadas no Brasil, que, juntas, perderam 640 hectares no mesmo período. Sararé não figurava entre os principais alertas de mineração até 2023, mas agora desponta como o território mais impactado pela mineração. A Terra Indígena Kayapó, localizada no estado do Pará, apareceu em segundo lugar em termos de área perdida para a mineração em 2024. Apesar de ser cerca de 49 vezes maior que a TI Sararé, perdeu quase 10 vezes&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/uma-pequena-terra-indigena-emerge-como-foco-de-mineracao-ilegal-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Do Pantanal à Amazônia, mulheres indígenas são linha de frente na luta contra o fogo</title>
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					<pubDate>03 Dez 2025 08:14:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Indígenas, Índios, Pantanal, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2023, o Pantanal ardeu em chamas — no total, mais de 600 mil hectares foram queimados ao longo do ano, segundo o MapBiomas. Luciana Correia da Silva, brigadista indígena Kadiwéu, estava lá. Em meio à fuligem e ao calor, enquanto a fumaça avançava sobre as árvores e afugentava os animais, ela agia para reverter [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2023, o Pantanal ardeu em chamas — no total, mais de 600 mil hectares foram queimados ao longo do ano, segundo o MapBiomas. Luciana Correia da Silva, brigadista indígena Kadiwéu, estava lá. Em meio à fuligem e ao calor, enquanto a fumaça avançava sobre as árvores e afugentava os animais, ela agia para reverter esse cenário. “Eu nunca tinha visto um fogo daquela proporção; vinha de todos os lados, do solo e das copas dos ‘carandazeiros’ [áreas com grande concentração de carandá, palmeira da espécie Copernicia alba]. Fiquei muito apreensiva com o que poderia acontecer comigo”, disse ela à Mongabay. Luciana havia dado à luz naquele ano, mas o fogo atrapalhou seus planos. À época do relato, seu bebê tinha apenas seis meses de vida e ficou sob os cuidados de sua cunhada na aldeia Tomázia, na Terra Indígena (TI) Kadiwéu, próxima ao município de Bonito, no Mato Grosso do Sul. Tudo isso para que ela pudesse somar forças à luta travada contra os incêndios na mata. Hoje, dois anos depois, ela fala na posição de chefe de esquadrão da Brigada Kadiwéu 3, na qual coordena um grupo de seis indígenas que usam a experiência e o conhecimento para combater incêndios no Pantanal. Luciana é uma das poucas mulheres em atividade no campo — além dela, há apenas outra colega na ala feminina da equipe. A brigadista Luciana Correia (à direita) ao lado da colega de equipe, Neudines Félix. Foto: Alicce Rodrigues/Instituto Terra Brasilis. A atuação das duas, no&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/do-pantanal-a-amazonia-mulheres-indigenas-sao-linha-de-frente-na-luta-contra-o-fogo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novo acordo visa agilizar esforços de proteção da floresta amazônica</title>
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					<pubDate>01 Dez 2025 10:26:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Um novo acordo que visa agilizar o monitoramento e a proteção da floresta amazônica foi anunciado na última Cúpula do Clima, a COP30. A Declaração de Mamirauá é um “compromisso unificado para proteger a inigualável biodiversidade e patrimônio cultural da Amazônia&#8221;. Trinta organizações de todo o mundo assinaram o acordo em um evento que ocorreu [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um novo acordo que visa agilizar o monitoramento e a proteção da floresta amazônica foi anunciado na última Cúpula do Clima, a COP30. A Declaração de Mamirauá é um “compromisso unificado para proteger a inigualável biodiversidade e patrimônio cultural da Amazônia&#8221;. Trinta organizações de todo o mundo assinaram o acordo em um evento que ocorreu durante a cúpula. O Instituto Mamirauá, a Universidade Politécnica da Catalunha e a Fundação XPRIZE lideraram os esforços para coordenar e promover a declaração. “A declaração é um chamado para reunir governos, ONGs, povos indígenas, comunidades locais e o setor privado para medir o pulso da floresta”, disse Emiliano Ramalho, diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá, à Mongabay. “Olhando de cima, é possível dizer que a floresta está ali, mas para ver se ela está pulsando ou não, é preciso ir até lá e monitorar, e essa é a ideia-chave da declaração.” Sob uma estrutura unificado, a declaração tem como objetivo reunir iniciativas de longo prazo, porém dispersas, que vêm monitorando a floresta amazônica há anos. Um de seus maiores destaques é a participação ativa de povos indígenas e de comunidades locais nos esforços de monitoramento. A declaração também pede mais capacitação nos países que compõem a Bacia Amazônica. A declaração foi assinada por trinta organizações de todo o mundo para agilizar o monitoramento da biodiversidade na Floresta Amazônica. Imagem cedida pela Fundação XPRIZE. “Normalmente, são instituições do Norte Global obtendo dados do Sul Global e analisando esses dados”, disse Ramalho. “Precisamos promover a análise de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/novo-acordo-visa-agilizar-esforcos-de-protecao-da-floresta-amazonica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sementes resistentes ao fogo podem ajudar a reflorestar áreas atingidas por incêndios</title>
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					<pubDate>13 Nov 2025 09:14:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Simone Machado]]>
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							<![CDATA[<p>Um projeto realizado pela bióloga Giovana Cavenaghi Guimarães, doutoranda da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de São José do Rio Preto (SP), aponta que o cultivo de sementes capazes de resistir ao fogo pode ser uma estratégia promissora e econômica para restaurar áreas devastadas por incêndios. O estudo inicialmente foca em cinco espécies de sementes nativas [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um projeto realizado pela bióloga Giovana Cavenaghi Guimarães, doutoranda da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de São José do Rio Preto (SP), aponta que o cultivo de sementes capazes de resistir ao fogo pode ser uma estratégia promissora e econômica para restaurar áreas devastadas por incêndios. O estudo inicialmente foca em cinco espécies de sementes nativas do Cerrado brasileiro, como jatobá (Hymenaea courbaril), amendoim-bravo (Pterogyne nitens), mulungu (Erythrina mulungu) e canafístula (Peltophorum dubium), que possuem mecanismos naturais de adaptação ao calor extremo. Segundo Giovana, essas plantas sobrevivem em condições adversas, como as altas temperaturas ocasionadas pelas queimadas, tornando suas sementes ideais para a recuperação ambiental após um incêndio. Essas espécies também apresentam maior capacidade de germinação, onde, em média, 99% das sementes evoluem para árvores “A ideia do estudo é entender como ocorre a dormência física dessas espécies, que possibilita elas sobreviverem nessas condições de altas temperaturas e incêndio. Quando essas sementes estão na terra, mesmo que o fogo destrua as que já germinaram, elas resistem às altas temperaturas e germinam mesmo após a queimada”, explicou a pesquisadora em entrevista à Mongabay. A dormência física é um processo natural de algumas espécies que impede a germinação de sementes. Ela é considerada um mecanismo de sobrevivência. No caso das plantas estudadas por Giovana, a exposição à alta temperatura pode quebrar essa dormência física ao causar rachaduras no tegumento (casca), permitindo a entrada de água e a germinação. Incêndio em área de Cerrado no Distrito Federal. Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Uma solução para um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/sementes-resistentes-ao-fogo-podem-ajudar-a-reflorestar-areas-atingidas-por-incendios/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Febre por minerais brasileiros  ‘abre porteira’ para avanço de exploração em terras indígenas</title>
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					<pubDate>10 Nov 2025 10:32:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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							<![CDATA[<p>A Constituição brasileira proíbe o garimpo ilegal em terras indígenas sob qualquer circunstância. No entanto, uma crescente demanda global pelos mais variados minérios tem levado garimpeiros a invadir territórios protegidos a despeito do que estabelece a lei. Essa tendência acontece em meio a uma expansão generalizada: desde 2018, a área usada para a mineração de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Constituição brasileira proíbe o garimpo ilegal em terras indígenas sob qualquer circunstância. No entanto, uma crescente demanda global pelos mais variados minérios tem levado garimpeiros a invadir territórios protegidos a despeito do que estabelece a lei. Essa tendência acontece em meio a uma expansão generalizada: desde 2018, a área usada para a mineração de ouro na Amazônia dobrou de tamanho — e, de 1985 para cá, cresceu 1.217%, com grande prevalência de pontos de produção ilegal. Enquanto isso, o valor do metal quase triplicou no mercado, atingindo um patamar recorde. Há pelo menos dois anos, o governo federal tem fechado o cerco aos garimpeiros ilegais, promovendo ações que desmantelam estruturas criminosas em terras indígenas. Segundo autoridades, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, a maior do país, as operações já impuseram perdas de até R$ 500 milhões ao garimpo até a metade de outubro, reduzindo significativamente a área total afetada pela atividade. Já nas terras originárias dos Sararé, no Mato Grosso, e dos Munduruku, no Pará, as ações destruíram centenas de acampamentos, escavadeiras e depósitos que serviam para esconder equipamentos do garimpo e até mesmo armas utilizadas por organizações criminosas que operam nessas regiões. Tudo isso é parte de um extenso pacote que responde às crises humanitária e ambiental causadas pela mineração desenfreada em todo o Brasil. A prática leva o país a assistir a um aumento acelerado do desmatamento e da contaminação de rios pelo uso de mercúrio. Ao mesmo tempo, a violência associada à exploração mineral decola dentro&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/febre-por-minerais-brasileiros-abre-porteira-para-avanco-de-exploracao-em-terras-indigenas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que as árvores da Amazônia estão ficando mais “gordas”?</title>
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					<pubDate>22 Out 2025 08:00:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Como as árvores da Amazônia têm reagido ao aumento das emissões de dióxido de carbono nos últimos séculos? É sabido que, entre os gases de efeito estufa, o CO2 é apontado como o principal responsável pelo aquecimento global. O mais recente relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), revelou que a concentração de carbono na atmosfera [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Como as árvores da Amazônia têm reagido ao aumento das emissões de dióxido de carbono nos últimos séculos? É sabido que, entre os gases de efeito estufa, o CO2 é apontado como o principal responsável pelo aquecimento global. O mais recente relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), revelou que a concentração de carbono na atmosfera global teve em 2024 o maior salto anual já registrado desde o início das medições em 1957. Cientistas do clima são unânimes em afirmar que este aumento foi provocado pelas atividades humanas, sobretudo pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás. Porém, para a surpresa de pesquisadores envolvidos em um novo estudo publicado recentemente na revista Nature Plants, as florestas maduras da Amazônia têm demonstrado uma forte resiliência frente às mudanças climáticas decorrentes do excesso de carbono na atmosfera — isso é relevante porque as árvores são consideradas sumidouros naturais de CO2, pela habilidade de absorvê-lo no processo de fotossíntese. E não só isso: as árvores amazônicas estão ficando mais “gordas”, com o tamanho da área de seu tronco aumentando em 3,3% a cada década. “Normalmente, não esperaríamos que o tamanho médio das árvores em uma área de floresta madura mudasse ao longo do tempo, desde que as taxas de crescimento e morte delas fossem geralmente estáveis”, explica Rebecca Banbury Morgan, pesquisadora da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e coautora do artigo. “Comparamos nossas observações com essa expectativa de ausência de mudança e descobrimos que o tamanho&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/por-que-as-arvores-da-amazonia-estao-ficando-mais-gordas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Amazônia tem recorde de emissão de carbono após surto de incêndios florestais em 2024</title>
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					<pubDate>20 Out 2025 07:53:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Carbono, Certificação, Conservação, Degradação, Desmatamento, Dióxido de Carbono, Florestas, Florestas Tropicais, Gases de Efeito Estufa, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Política Ambiental, Poluição e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2024, a Amazônia registrou uma das temporadas mais devastadoras de incêndios florestais em mais de duas décadas, reacendendo alertas ambientais em toda a América do Sul. No caso do Brasil, a preocupação ressurge após uma redução generalizada dos números de desmatamento no bioma tropical durante o ano de 2023. Já este ano, enquanto o [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2024, a Amazônia registrou uma das temporadas mais devastadoras de incêndios florestais em mais de duas décadas, reacendendo alertas ambientais em toda a América do Sul. No caso do Brasil, a preocupação ressurge após uma redução generalizada dos números de desmatamento no bioma tropical durante o ano de 2023. Já este ano, enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e especialistas tentam desvendar uma relação anômala entre a derrubada da floresta e o aumento dos incêndios criminosos, um estudo do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia trouxe detalhes sobre os danos climáticos causados pela mais recente epidemia de fogo na região. Segundo a pesquisa publicada em maio, a degradação florestal gerada pelos incêndios foi responsável pela liberação de 791 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (CO2) em 2024 — um número sete vezes maior se comparado à média vista nos dois anos anteriores. Mais ainda, pela primeira vez na história, as emissões de carbono diretamente relacionadas aos incêndios superaram as vindas do desmatamento. O Brasil, maior país amazônico, foi responsável por 61% das emissões, seguido pela Bolívia (32%), nação que convive há anos com numerosos focos de fogo em várias partes de seu território. “A escalada da ocorrência de incêndios, impulsionada pelas mudanças climáticas e pelo uso insustentável da terra, ameaça levar a Amazônia a um ponto de virada catastrófico”, diz o estudo. “Esforços urgentes e coordenados são cruciais para mitigar esses fatores e evitar danos irreversíveis ao ecossistema.” Somadas, as emissões decorrentes do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/amazonia-tem-recorde-de-emissao-de-carbono-apos-surto-de-incendios-florestais-em-2024/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como mulheres Bakairi revolucionaram o combate aos incêndios no Cerrado</title>
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					<pubDate>14 Out 2025 07:45:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mariana RosettiPaola Churchill]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Conflitos, Conflitos sociais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Incêndios, Queimadas, Soluções e Violência]]>
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											<description>
							<![CDATA[<p>Ao fechar os olhos, os indígenas do povo Bakairi, na Terra Indígena Santana, ouviam um barulho semelhante ao de chuva na floresta. O som lembrava uma tempestade de verão, dessas que chegam de repente e encharcam o Cerrado. Mas, em vez de água, era fogo. As chamas se espalhavam pelo território de 73 mil hectares [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Ao fechar os olhos, os indígenas do povo Bakairi, na Terra Indígena Santana, ouviam um barulho semelhante ao de chuva na floresta. O som lembrava uma tempestade de verão, dessas que chegam de repente e encharcam o Cerrado. Mas, em vez de água, era fogo. As chamas se espalhavam pelo território de 73 mil hectares em Nobres, Mato Grosso, queimando árvores, animais, plantas medicinais e o que encontrava pelo caminho. “Uma máquina na fazenda ao redor do território pegou fogo. Os proprietários não conseguiram fazer o manejo, então entrou na nossa região”, relembra Edna Rodrigues Bakairi, pedagoga de 39 anos. À medida que o incêndio avançava, a comunidade esperava por autorizações “da Funai, do governo federal, estadual, municipal” para a entrada de brigadas que pudessem conter as chamas. “Enquanto essa espera acontecia, o fogo chegou e destruiu tudo aqui dentro”, completa. O episódio, em 2018, deixou cicatrizes profundas e forçou os Bakairi a buscar sua própria resposta. Assim nasceu uma brigada comunitária que, nos últimos seis anos, impediu novos incêndios de grandes proporções. O diferencial? O protagonismo feminino. Dos 45 voluntários treinados por um bombeiro aposentado, 25 são mulheres. A tragédia em meio à crise nacional Foi o coronel aposentado Paulo Selva, veterano do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, que levou à comunidade Bakairi um projeto de fortalecimento da resiliência socioambiental. Para ele, o sistema oficial não conseguia dar conta de toda a demanda. “As ações do Corpo de Bombeiros fazem frente apenas às questões relacionadas aos incêndios que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/como-mulheres-bakairi-revolucionaram-o-combate-aos-incendios-no-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mata Atlântica continua perdendo grandes áreas de floresta, apesar da proteção legal</title>
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					<pubDate>26 Set 2025 14:47:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Liz Kimbrough]]>
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							<![CDATA[Em 1970, os cientistas já haviam passado 65 anos acreditando que o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) estava extinto. Naquele ano, no entanto, moradores locais encontraram uma pequena população da espécie  lutando pela sobrevivência em um trecho preservado de Mata Atlântica no oeste paulista. Após décadas de esforços, cerca de 1.800 desses primatas hoje se deslocam por corredores florestais restaurados. É uma rara história de sucesso em um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo. Mas, apesar de conquistas como essa na conservação, pesquisas recentes revelam uma realidade preocupante: a Mata Atlântica brasileira continua perdendo milhares de hectares de floresta madura a cada ano, mesmo sendo protegida por lei federal. A Lei da Mata Atlântica permite o desmatamento apenas em circunstâncias excepcionais, o que significa que a maior parte desse desmatamento é ilegal. Vista aérea de fragmentos da Mata Atlântica. A agricultura é a principal causa do desmatamento contínuo. Foto cedida pela Saving Nature. “É realmente alarmante constatar que ainda estamos perdendo grandes áreas de floresta madura”, disse Luis Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica à Mongabay. É especialmente preocupante, acrescentou ele, “considerando que a Mata Atlântica é uma área crítica de biodiversidade, a floresta tropical mais devastada do Brasil, uma das mais devastadas do mundo, e protegida por uma lei específica”. Uma nova pesquisa publicada na revista Nature Sustainability analisou mais de 10 mil eventos de desmatamento na Mata Atlântica entre 2010 e 2020. O estudo constatou que o ritmo do desmatamento permaneceu estável, com uma taxa média&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/mata-atlantica-continua-perdendo-grandes-areas-de-floresta-madura-apesar-da-protecao-legal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Soja e ‘esquecimento’ ameaçam parque amazônico com pinturas rupestres milenares</title>
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					<pubDate>04 Set 2025 19:48:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Peter Speetjens]]>
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							<![CDATA[MONTE ALEGRE, Pará — Localizado na margem norte do Rio Amazonas, próximo a Santarém, o município paraense de Monte Alegre abriga uma das joias antropológicas mais bem preservadas em território brasileiro. Elas estão guardadas no Parque Estadual Monte Alegre (Pema), fundado como área de conservação ambiental em 2001. Nesse local de “relevante beleza cênica e peculiar ecossistema”, conforme descrevem portais oficiais do estado, é possível explorar um vasto complexo florestal com cânions, vales e cavernas. É também no coração do parque onde estão situadas cerca de 600 pinturas rupestres — algumas com mais de 11 mil anos de idade. Com mais de 3,6 mil hectares, o Pema foi escolhido em 2022 pela World Monuments Watch, cujo monitoramento incentiva a preservação histórica, como um dos 25 patrimônios de maior importância em todo o mundo. Por seu valor cultural e a exuberância de suas paisagens, a reserva teria tudo para se tornar uma atração de destaque em qualquer lugar do planeta. No entanto, o parque enfrenta dificuldades para atrair visitantes. “Esse é um dos nossos maiores desafios. Recebemos cerca de 4 mil visitantes por ano. Não é muita gente”, disse o gerente do Pema, Jorge Braga. Em entrevista à Mongabay, o gestor disse que o problema soma dois fatores: a baixa popularidade e o difícil acesso. Segundo as estimativas do gerente, apenas uma em cada dez pessoas da região reconhece a importância do parque. A proporção, ele diz, é “ainda menor” quando brasileiros de outras partes do país e estrangeiros são levados&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/soja-e-esquecimento-ameacam-parque-amazonico-com-pinturas-rupestres-milenares/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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