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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Monoculturas de açaí avançam em uma Amazônia cada vez mais quente e seca</title>
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					<pubDate>24 Ago 2026 08:00:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carla Ruas]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Agroecologia, Agrofloresta, Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Clima, Comércio Internacional, Comida, Comunidades Tradicionais, Conservação, Extrativismo, Florestas, Produtos da Floresta, Socioambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>O mundo quer mais açaí. Mas o clima não ajuda. A resposta: açaizar a Amazônia.</p>
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							<![CDATA[ACARÁ, PA — “Passei a vida inteira trabalhando com açaí. Eu sempre vivi disso.” O relato é de Eliseu Carvalho, de 57 anos, produtor tradicional que cultiva o fruto em uma área de várzea, próxima à casa onde mora, no município de Acará, no interior do Pará. Após um incêndio florestal afetar áreas próximas à sua comunidade, Eliseu passou a reavaliar sua relação com o trabalho. Ele já pensa em abandonar a coleta do açaí para criar peixes. A região onde fica Acará é um dos polos produtores de açaí do estado, concentrando milhares de pequenas produções artesanais em áreas de floresta e às margens dos rios. Em 2024, o município foi afetado por uma temporada recorde de incêndios na Amazônia. Mais de 18 milhões de hectares sucumbiram ao fogo naquele ano, segundo o MapBiomas. A maior parte das queimadas ocorreu em áreas florestais, onde vivem comunidades tradicionais. Eliseu conta que, naquele ano, assistiu às chamas arderem por mais de 20 dias, consumindo quase 30 hectares de floresta perto da sua residência. Segundo o agricultor, a vegetação tipicamente úmida ganhou aspecto seco devido às condições prolongadas de estiagem. “As chamas se espalharam pelas raízes e pela matéria orgânica”, disse à Mongabay. “Nós apagamos as chamas na superfície, mas elas continuaram queimando sob a terra.” O produtor de açaí Eliseu Carvalho mostra suas terras em Acará (PA). Foto: Carla Ruas. Quando os bombeiros voluntários conseguiram apagar o fogo, cerca de 2 hectares de açaizal já tinham ido ao chão. Eliseu estimou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/monoculturas-de-acai-avancam-em-uma-amazonia-cada-vez-mais-quente-e-seca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Da indústria à mesa, macroalgas ganham espaço no Brasil</title>
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					<pubDate>12 Ago 2026 17:34:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Comida, Comunidades Tradicionais, Oceanos, Pesca, Povos Tradicionais e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Em Paraty (RJ), uma família caiçara transformou o cultivo de algas em gastronomia.</p>
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							<![CDATA[Aparecida Rosa Ayres costuma dizer que conhece algas marinhas desde que estava no ventre da mãe, por conta das histórias que ela contava. Diz que sua mãe, quando criança, usava algas como cabelos nas brincadeiras na praia. Hoje com 47 anos, Aparecida, de origem caiçara, deu novo sentido às algas: são o ingrediente principal do Rancho Ayres, seu restaurante na praia de São Gonçalo, em Paraty, no Rio de Janeiro. As algas da infância da mãe eram as nativas da baía da Ilha Grande, mas o que virou comida nas mãos da cozinheira foi uma espécie de origem filipina, a macroalga Kappaphycus alvarezii, que ela conheceu em 2013. Oito anos depois, ela participou de um curso de capacitação, oferecido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a prefeitura de Paraty, sobre os usos potenciais da algicultura na bioeconomia da região. Desse curso surgiu o Algas na Mesa Paraty, uma iniciativa que combina o que ela chama de “gastronomia algácea” e resgate histórico nas praias de São Gonçalo e São Gonçalinho. “Nós somos filhas das águas, nascemos no maritório, então o uso das algas vem como uma forma de resistência e permanência para preservar o território”, conta Aparecida, que descende de uma das famílias caiçaras tradicionais deslocadas de suas casas na faixa de areia durante a construção da Rodovia Rio-Santos (BR-101), realizada entre 1969 e 1975. As praias, porém, continuaram sendo usadas pelos caiçaras para trabalho e lazer, e foi ali que as famílias ergueram os chamados ranchos, estruturas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/da-industria-a-mesa-macroalgas-ganham-espaco-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pesca artesanal no Rio usa energia solar buscando autonomia e menos poluição</title>
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					<pubDate>15 Abr 2026 07:20:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>RIO DE JANEIRO — “Eu trabalhei por dois anos com um gerador e, mesmo antes do projeto, já tinha desistido dele. Não aguentava mais respirar aquele ar poluente e ter aquele barulho no ouvido”, disse Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/pesca-artesanal-no-rio-usa-energia-solar-buscando-autonomia-e-menos-poluicao/" data-wpel-link="internal">Pesca artesanal no Rio usa energia solar buscando autonomia e menos poluição</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[RIO DE JANEIRO — “Eu trabalhei por dois anos com um gerador e, mesmo antes do projeto, já tinha desistido dele. Não aguentava mais respirar aquele ar poluente e ter aquele barulho no ouvido”, disse Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Aos 57 anos de idade — sendo mais de 30 deles como pescador —, Paulo contou que não sabe viver sem seu trabalho. “A gente aprende a pescar com os mais velhos e acaba entrando nesse ramo mesmo sem querer. Foi natural. E, quando eu vi, já estava envolvido na pesca o tempo todo.” Nos últimos tempos, uma mudança positiva passou a cercar as pescarias de Paulo: elas estão mais sustentáveis graças ao uso de painéis solares para geração de eletricidade, o que também garante maior segurança e rentabilidade a quem trabalha no mar. Isso ocorre graças a projetos como o SustentaMar. Financiada por recursos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC Frade), cuja administração financeira está sob a gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a iniciativa, aprovada em 2024, surgiu do anseio de melhorar a captura de lula — hoje o principal tipo de pescado para os profissionais vinculados à organização presidida por Paulo. A pesca artesanal dos moluscos marinhos é feita à noite, quando os cardumes são atraídos pela luz dos holofotes. Até boa parte de 2025, ano em que o projeto passou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/pesca-artesanal-no-rio-usa-energia-solar-buscando-autonomia-e-menos-poluicao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto fortalece trabalhadores da carnaúba na Caatinga</title>
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					<pubDate>09 Mar 2026 06:36:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Símbolo da sociobiodiversidade da Caatinga, a palmeira carnaúba (Copernicia prunifera) é refúgio para a fauna nativa e aves migratórias — e também uma aliada diante da crise climática. Os carnaubais são fundamentais para conter a erosão do solo e proteger rios do assoreamento. Além disso, tem grande importância socioeconômica. Dessa palmeira versátil tudo se aproveita. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/projeto-fortalece-trabalhadores-da-carnauba-na-caatinga/" data-wpel-link="internal">Projeto fortalece trabalhadores da carnaúba na Caatinga</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Símbolo da sociobiodiversidade da Caatinga, a palmeira carnaúba (Copernicia prunifera) é refúgio para a fauna nativa e aves migratórias — e também uma aliada diante da crise climática. Os carnaubais são fundamentais para conter a erosão do solo e proteger rios do assoreamento. Além disso, tem grande importância socioeconômica. Dessa palmeira versátil tudo se aproveita. Sua palha é usada na produção de artesanato e adubo. Já as raízes viram remédio em comunidades tradicionais. Mas é a cera de carnaúba, extraída das folhas, o carro-chefe dessa cadeia. Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte lideram o ranking de exportações mundiais desse produto de ampla aplicabilidade industrial, muito demandado no mercado internacional por fabricantes de alimentos, cosméticos e medicamentos. Em 2024, o Ceará foi responsável por 71,19% das vendas externas brasileiras de cera de carnaúba, alcançando US$ 76,9 milhões. Por trás dessa cifra, porém, está o custo social na ponta dessa cadeia produtiva, ou seja, na extração manual da palha dessa palmeira nos carnaubais do semiárido e seu posterior processamento artesanal. A atividade é marcada por jornadas de trabalho exaustivas, infraestrutura precária e falta de direitos trabalhistas. E ainda há relatos de violações de direitos humanos, com trabalhadores sendo resgatados em condições análogas à escravidão. Esse cenário de insegurança e informalidade era o que Francisco Arcanjo Rodrigues Chaves, produtor de Groaíras, no Ceará, enfrentava. Presidente da Associação dos Trabalhadores na Extração e Produção de Cera de Carnaúba de Groaíras (ATEPCG), fundada em 2019, ele já havia inclusive pensado em desistir dessa organização.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/projeto-fortalece-trabalhadores-da-carnauba-na-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como botas de caubói estão financiando a pesca sustentável de pirarucu na Amazônia</title>
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					<pubDate>23 Fev 2026 08:37:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jenny Gonzales]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Conservação, Florestas, Florestas Tropicais, Peixes, Pesca, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Habitante da Bacia Amazônica e um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é dotado de uma pele dura que o protege contra ataques de predadores aquáticos (como piranhas), mas que ao mesmo tempo é flexível. Essas características, combinadas com o desenho de suas escamas, em formato de diamante, vêm [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/como-botas-de-cauboi-estao-financiando-a-pesca-sustentavel-de-pirarucu-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Como botas de caubói estão financiando a pesca sustentável de pirarucu na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Habitante da Bacia Amazônica e um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é dotado de uma pele dura que o protege contra ataques de predadores aquáticos (como piranhas), mas que ao mesmo tempo é flexível. Essas características, combinadas com o desenho de suas escamas, em formato de diamante, vêm atraindo o interesse da indústria internacional da moda. O maior mercado da pele de pirarucu é o estado americano do Texas. Botas em estilo country produzidas com o material são fabricadas nos Estados Unidos e no México e vendidas por esses dois países — um nicho que ajuda a financiar a pesca sustentável das comunidades tradicionais do Amazonas. A carne é o principal produto de manejo do peixe, mas sua pele, que pesa no mínimo 10 quilos, é vendida por um preço maior: de R$ 170 a R$ 200. Seu uso é em calçados e acessórios da moda. “A venda da pele de pirarucu é fundamental para manter os R$ 10 por quilo pagos ao manejador”, diz Ana Alice Britto, coordenadora comercial da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc). “Ela também ajuda a pagar uma pequena parcela dos custos com logística, processamento e armazenamento.” Criada em 1994, a Asproc é a maior organização do Médio Juruá, no Amazonas, e representa 800 famílias de 61 comunidades ribeirinhas. No ano passado, a associação vendeu 180 toneladas de pirarucus manejados. A atividade comercial do peixe — que pode pesar até 200 quilos e medir 3 metros de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/como-botas-de-cauboi-estao-financiando-a-pesca-sustentavel-de-pirarucu-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Rios vivos, pessoas saudáveis: projeto em MG conecta saúde humana à dos ecossistemas</title>
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					<pubDate>09 Fev 2026 07:36:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Biasoli]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Minas Gerais]]>
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							<![CDATA[Cerrado, Responsabilidade Ambiental, Rios, Saúde, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Cerca de trinta anos atrás, Apolo Heringer, médico sanitarista, participava de uma pescaria noturna com moradores da comunidade de Raiz, no município de Presidente Juscelino, em Minas Gerais. Naquela noite, a captura dos peixes era feita com arpão e, para garantir alguma visão, os pescadores utilizavam um farol que iluminava todo o rio. Quando a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/rios-vivos-pessoas-saudaveis-projeto-em-mg-conecta-saude-humana-a-dos-ecossistemas/" data-wpel-link="internal">Rios vivos, pessoas saudáveis: projeto em MG conecta saúde humana à dos ecossistemas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Cerca de trinta anos atrás, Apolo Heringer, médico sanitarista, participava de uma pescaria noturna com moradores da comunidade de Raiz, no município de Presidente Juscelino, em Minas Gerais. Naquela noite, a captura dos peixes era feita com arpão e, para garantir alguma visão, os pescadores utilizavam um farol que iluminava todo o rio. Quando a luz refletiu pela primeira vez o que estava embaixo d’água, Heringer enxergou o que definiria os próximos capítulos de sua atuação enquanto médico: ali, estavam peixes aos milhares. “Era como se fosse uma alegria aquela convivência de tudo quanto é peixe dentro do rio limpinho”, ele contou para a Mongabay. “Isso é que é saúde.” Além de médico, Heringer é também escritor e professor. Deu aulas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) por 33 anos e, durante sua atuação na universidade, idealizou o Projeto Manuelzão, fundamentado em suas percepções sobre peixes e rios — e saúde. Oficialmente fundado em 1997 como um projeto de extensão universitária do curso de Medicina da UFMG, hoje o Manuelzão tem um caráter multi e interdisciplinar, contando com a participação de estudantes, professores e pesquisadores de diferentes áreas como Biologia, Geografia e Comunicação para revitalizar uma bacia hidrográfica e trazer os peixes de volta. O nome é uma homenagem a um personagem criado pelo escritor mineiro João Guimarães Rosa no livro Manuelzão e Miguilim. O protagonista foi inspirado em Manuel Nardi, vaqueiro que guiou o escritor em uma lendária expedição através do sertão mineiro nos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/rios-vivos-pessoas-saudaveis-projeto-em-mg-conecta-saude-humana-a-dos-ecossistemas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Empreendedora da Amazônia espalha sementes em papel reciclado</title>
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					<pubDate>05 Fev 2026 06:55:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Animais quase famosos]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Florestas, Florestas Tropicais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Altamira, no Pará, é o maior município do Brasil em área; maior do que Grécia ou Portugal. Altamira é também o município mais desmatado da Amazônia brasileira: um lugar onde “desenvolvimento” costuma ser sinônimo de desmatamento, degradação ambiental e, às vezes, de violência decorrente de conflitos entre ambientalistas, madeireiros e grileiros. Foi em Altamira que [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Altamira, no Pará, é o maior município do Brasil em área; maior do que Grécia ou Portugal. Altamira é também o município mais desmatado da Amazônia brasileira: um lugar onde “desenvolvimento” costuma ser sinônimo de desmatamento, degradação ambiental e, às vezes, de violência decorrente de conflitos entre ambientalistas, madeireiros e grileiros. Foi em Altamira que Alessandra Moreira nasceu e foi criada, e onde trabalhou como assistente administrativa até enfrentar episódios sérios de ansiedade e depressão. Exausta, ela deixou o emprego sem saber o que faria depois. “Eu tinha crises de pânico, não sabia o que estava acontecendo”, diz ela. Uma sugestão do seu irmão mudou tudo: por que não tentar fazer papel-semente? Como resultado, Alessandra fundou a Ecoplante, uma empresa que produz folhas de papel reciclado com sementes incorporadas, capazes de germinar vegetais, ervas e flores. O que começou como um projeto de cura pessoal se tornou um exemplo de harmonia entre criatividade, empreendedorismo e sustentabilidade em um dos ecossistemas mais frágeis do mundo. O papel-semente é produzido a partir do papel descartado, transformando-o em novas folhas com sementes incorporadas. O processo começa misturando-se a polpa reciclada à água, que é depois espalhada sobre uma tela fina e coberta com sementes — desde ervas como manjericão e rúcula até flores como margaridas. Depois de seco, o papel pode ser usado normalmente e, em vez de ser jogado fora, plantado. Ao se decompor, ele libera as sementes, que germinam e transformam o que seria lixo em vegetação. Em 2023, Alessandra e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/empreendedora-da-amazonia-espalha-sementes-em-papel-reciclado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Indígenas transformam borracha em renda e conservação na Amazônia</title>
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					<pubDate>03 Fev 2026 07:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Brown]]>
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							<![CDATA[<p>Na Terra Indígena (TI) Igarapé Lourdes, em Rondônia, membros da comunidade se reúnem para ouvir a palavra de José Palahv Gavião. Professor e líder da cooperativa local, ele fala sobre o passado e o futuro da borracha na Amazônia. O látex extraído do maior bioma brasileiro foi uma commodity de grande importância no século 19 [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Na Terra Indígena (TI) Igarapé Lourdes, em Rondônia, membros da comunidade se reúnem para ouvir a palavra de José Palahv Gavião. Professor e líder da cooperativa local, ele fala sobre o passado e o futuro da borracha na Amazônia. O látex extraído do maior bioma brasileiro foi uma commodity de grande importância no século 19 e no início do século seguinte. Para o povo indígena Gavião, no entanto, a antiga febre pelo produto natural também foi sinônimo de violência, exploração e sofrimento. Nos dias de hoje, a comunidade busca ressignificar essa relação. Para que isso aconteça, eles retomaram a atividade a partir da geração de renda e da proteção da floresta, sobretudo entre os indígenas mais jovens. De acordo com José Gavião, muitos deles buscam “melhores oportunidades” fora da comunidade — mas, em sua visão, ainda é preciso equilibrar essas ambições com os esforços para proteger a natureza que os sustenta desde cedo. “Em todas as reuniões de que participo, sempre destaco esse ponto: se a gente não colocar valor nos produtos da Amazônia, não vai demorar muito para ela desaparecer. Isso ajuda a reverter essa mentalidade: quando um coletor de sementes obtém renda com uma árvore, ele não vai querer derrubá-la”, disse o líder comunitário à Mongabay. Após o primeiro contato com os brancos no começo do século 20, os indígenas Gavião foram submetidos a condições de trabalho exploratórias, sobretudo por seringueiros. No final da década de 1980, porém, esses mesmos profissionais abandonaram a atividade, diante de conflitos de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/indigenas-transformam-borracha-em-renda-e-conservacao-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Assentados conduzem plano para reflorestar 75 mil hectares no oeste paulista</title>
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					<pubDate>26 Jan 2026 09:34:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>PRESIDENTE EPITÁCIO, São Paulo — O canavial ondula e uma lâmina d’água se estende pelo horizonte. Seguimos por uma estrada de terra no oeste paulista, às margens do Rio Paraná, fronteira líquida entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ali, a monocultura avassala a paisagem que um dia foi uma floresta [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[PRESIDENTE EPITÁCIO, São Paulo — O canavial ondula e uma lâmina d’água se estende pelo horizonte. Seguimos por uma estrada de terra no oeste paulista, às margens do Rio Paraná, fronteira líquida entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ali, a monocultura avassala a paisagem que um dia foi uma floresta estacional semidecidual, também chamada de Mata Atlântica de interior — cujas folhas caem diante da ausência da chuva. Em sua picape, o biólogo e mestre em Agronomia Haroldo Gomes, de 47 anos, carrega um mundo vegetal diverso: ipês, angicos, aroeiras, cedros, copaíbas, guarantãs, paineiras e pitangueiras; são quase 70 espécies nativas da Mata Atlântica em busca de um pedaço de chão. Houve um tempo em que a família de Haroldo também andava sem chão. “Quando a gente veio para o acampamento, eu tinha onze anos&#8221;, disse ele, que é filho de assentado da reforma agrária. “Na época dos conflitos, a gente ficou seis anos em um barraco de lona. “Eu já corri de bala em ocupação de terreno.” Hoje Haroldo é coordenador de campo do projeto Corredores de Vida, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). Foi ali que tanto ele quanto uma biodiversidade de espécies nativas de plantas e animais encontraram um lugar para chamar de casa. Desde 2002, a partir do esforço de assentados, o projeto reflorestou mais de 6 mil hectares  — o equivalente a 8,4 mil campos de futebol — com 10 milhões de árvores plantadas. O futuro, no entanto, é ainda&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/assentados-conduzem-plano-para-reflorestar-75-mil-hectares-no-oeste-paulista/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Própolis da Amazônia vira remédio sustentável e renda para o campo</title>
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					<pubDate>08 Jan 2026 10:43:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Muito além de ser um dos cartões-postais da Amazônia, o açaí (Euterpe oleracea) é reconhecido pela ciência como um “superalimento” por seus antioxidantes, vitaminas e minerais. A fruta cresce naturalmente no bioma tropical, mas não se limitou às fronteiras amazônicas: ao longo da história, tornou-se um trunfo para a bioeconomia brasileira, impulsionando um setor que [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Muito além de ser um dos cartões-postais da Amazônia, o açaí (Euterpe oleracea) é reconhecido pela ciência como um “superalimento” por seus antioxidantes, vitaminas e minerais. A fruta cresce naturalmente no bioma tropical, mas não se limitou às fronteiras amazônicas: ao longo da história, tornou-se um trunfo para a bioeconomia brasileira, impulsionando um setor que já movimenta 1 bilhão de dólares em todo o mundo. De forma complementar, um número crescente de pesquisas vem mostrando que as propriedades do açaí não se restringem ao consumo direto da fruta. Um desses achados é resultado de um estudo conduzido por cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). Entre as principais descobertas, pesquisadores identificaram o potencial farmacêutico de um creme formulado com o própolis de espécies de abelhas sem ferrão, também chamadas de melíponas. Nativas da Amazônia, muitas dessas espécies polinizam os açaizais da região. Ao estudar uma espécie de abelha amazônica, a abelha-canudo (Scaptotrigona aff. postica), a pesquisa detectou propriedades curativas e anti-inflamatórias em substâncias extraídas do própolis, um composto resinoso que o inseto coleta das árvores e utiliza (após a adição de saliva e enzimas) para preencher fendas e “selar” os favos de mel. Os testes dermatológicos foram considerados reveladores. As amostras apresentaram resultados curativos comparáveis aos de pomadas cicatrizantes disponíveis no mercado, o que, segundo os cientistas, abre perspectivas positivas para a criação de novos subprodutos. “O creme à base de própolis influenciou diretamente o processo de maturação da lesão&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/propolis-da-amazonia-vira-remedio-sustentavel-e-renda-para-o-campo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Transporte de castanha-do-brasil ganha reforço de tirolesas e &#8216;Waze da Amazônia&#8217;</title>
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					<pubDate>27 Nov 2025 10:31:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comida, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Socioambiental, Soluções, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Todos os anos, a chegada da estação chuvosa e a cheia do Rio Anauá indicam que é hora do povo Indígena Wai Wai subir o rio para coletar castanhas-do-brasil. Eles passam as semanas seguintes em acampamentos no meio da Floresta Amazônica, percorrendo os castanhais e enchendo milhares de sacos com os chamados ouriços, os frutos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Todos os anos, a chegada da estação chuvosa e a cheia do Rio Anauá indicam que é hora do povo Indígena Wai Wai subir o rio para coletar castanhas-do-brasil. Eles passam as semanas seguintes em acampamentos no meio da Floresta Amazônica, percorrendo os castanhais e enchendo milhares de sacos com os chamados ouriços, os frutos lenhosos que contêm as nozes. As castanhas-do-brasil são a principal fonte de renda para cerca de 60 mil amazônidas que vivem em comunidades indígenas e ribeirinhas. No território Wai Wai, em Roraima, as castanhas também são parte importante da alimentação, misturadas com farinha de mandioca ou transformadas em caldo, suco ou azeite. No entanto, trazer as castanhas das profundezas da floresta até as aldeias, e de lá para os comerciantes, é uma aventura. Assim que a coleta termina, os indígenas enchem seus barcos com sacos pesados de castanha e descem o rio sinuoso, onde enfrentam uma série de corredeiras rochosas e cachoeiras. Isso frequentemente força os Wai Wai a saírem de seus barcos e rebocá-los. Uma das cachoeiras, conhecida como Conceição, é muitas vezes impossível de atravessar, forçando o grupo a terminar o percurso a pé. &#8220;A gente encosta a canoa lá em cima da cachoeira&#8221;, disse à Mongabay Levi José da Silva, líder da comunidade Anauá. Ele possui uma canoa de 10 metros, que pode levar cerca de 50 sacos de castanha, cada um pesando 50 quilos. &#8220;Aí tem um lugar onde a gente desembarca as castanhas e carrega de lá nas costas até&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/transporte-de-castanha-do-brasil-ganha-reforco-de-tirolesas-e-waze-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>“A solução somos nós”: no embalo da COP, indígenas buscam recursos para proteger natureza</title>
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					<pubDate>17 Nov 2025 12:39:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sara Baptista]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Etnocídio, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Soluções, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Aos olhos da população brasileira, os povos indígenas são considerados os principais protetores da natureza. Esse é um dos dados revelados por uma nova pesquisa do Greenpeace, divulgada na metade de outubro: segundo o estudo, quando o assunto é cuidar das florestas, 80% dos entrevistados confiam mais nas ações de grupos originários do que nos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/a-solucao-somos-nos-no-embalo-da-cop-indigenas-buscam-recursos-para-proteger-natureza/" data-wpel-link="internal">“A solução somos nós”: no embalo da COP, indígenas buscam recursos para proteger natureza</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Aos olhos da população brasileira, os povos indígenas são considerados os principais protetores da natureza. Esse é um dos dados revelados por uma nova pesquisa do Greenpeace, divulgada na metade de outubro: segundo o estudo, quando o assunto é cuidar das florestas, 80% dos entrevistados confiam mais nas ações de grupos originários do que nos esforços de qualquer outra instituição. No entanto, o fluxo global do dinheiro — do qual a proteção ambiental também depende para se manter em pé — ainda segue uma dinâmica distinta. Em nível mundial, os povos indígenas e as comunidades tradicionais, como os quilombolas, recebem menos de 1% do total destinado a projetos de preservação ambiental e de mitigação das mudanças climáticas. O número, que evidencia um profundo paradoxo, consta em um relatório de 2021 da organização Rainforest Foundation Norway (RFN). Segundo a ONG norueguesa, a falta de capacidade de gerenciar esses repasses financeiros figura entre os principais motivos pelos quais o dinheiro não chega às mãos desses grupos. Sem a devida estrutura administrativa para lidar com o capital, argumentam, muitas comunidades brasileiras se mantêm atreladas ao gerenciamento de outras organizações — como ONGs internacionais e até mesmo iniciativas sob o poder do Estado. A análise mostra que esse modelo disperso apresenta pontas soltas. Um dos maiores impasses diz respeito à dependência de intermediários: devido aos altos custos das operações, o montante total que de fato chega aos grupos tradicionais acaba reduzido. Ao mesmo tempo, a estrutura convencional de financiamento prevê etapas que não condizem&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/a-solucao-somos-nos-no-embalo-da-cop-indigenas-buscam-recursos-para-proteger-natureza/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Adotem os alimentos “azuis” como estratégia climática na COP30, dizem ministros da pesca (artigo)</title>
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					<pubDate>11 Nov 2025 18:05:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André de Paula e Salvador Malheiro]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Biodiversidade, Clima, Conservação, Mudanças climáticas, Oceanos, Peixes, Pesca, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/adotem-os-alimentos-azuis-como-estrategia-climatica-na-cop30-dizem-ministros-da-pesca-artigo/" data-wpel-link="internal">Adotem os alimentos “azuis” como estratégia climática na COP30, dizem ministros da pesca (artigo)</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. No Brasil, os alimentos aquáticos sustentam mais de 3 milhões de famílias, com o consumo de peixe inteiro, cru, chegando a 800 gramas por dia na Amazônia — que acolhe pela primeira vez as negociações climáticas da ONU em sua cidade-porta de Belém. Mas, à medida que nosso sistema global de alimentos entra sob pressão crescente — das mudanças climáticas às transformações na dieta —, também reconhecemos que os alimentos azuis desempenham um papel crucial na construção de sistemas alimentares mais resilientes, adaptáveis e nutricionalmente equilibrados. Barcos pesqueiros como este providenciam grande parte dos alimentos aquáticos mundiais, mas são apenas parte do panorama geral. Foto: Nicolas Job / Ocean Image Bank. O setor de alimentos azuis, que engloba a pesca em ambiente natural e a aquicultura de peixes, moluscos, algas e outras plantas e animais aquáticos, é bem conhecido por fornecer fontes ricas de proteína e micronutrientes essenciais — como vitamina B12, ferro, zinco e ácidos graxos ômega-3 —, cruciais para combater a desnutrição, que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. No entanto, esse setor é frequentemente negligenciado como estratégia climática, apesar de seu potencial para atender à demanda por alimentos de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/adotem-os-alimentos-azuis-como-estrategia-climatica-na-cop30-dizem-ministros-da-pesca-artigo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto na maior favela do Brasil transforma óleo descartado em produtos ecológicos</title>
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					<pubDate>10 Out 2025 07:07:24 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André Aram]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Segundo dados oficiais, dentre as mais de 12 mil favelas e comunidades do Brasil, a Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, detém o posto de maior do país. Com pouco mais de 72 mil habitantes, o local também lidera em quantidade de domicílios ocupados — são mais de 30 mil residências. A Rocinha [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Segundo dados oficiais, dentre as mais de 12 mil favelas e comunidades do Brasil, a Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, detém o posto de maior do país. Com pouco mais de 72 mil habitantes, o local também lidera em quantidade de domicílios ocupados — são mais de 30 mil residências. A Rocinha surgiu no início do século 20, mas foi a partir da década de 1950 que sua população aumentou de forma acentuada, sobretudo pela chegada de brasileiros de outros estados, que migraram à capital carioca em busca de trabalho. Ao longo dos anos, enquanto a favela se expandia, uma estrutura econômica e social própria ganhava corpo. Nesse contexto, a Rocinha também passou a ser um terreno fértil para projetos locais que se propõem a unir sustentabilidade, impacto social e desenvolvimento comunitário. Muitos deles, como conta Marcelo Santos, surgiram “por acaso”. Nascido e criado na favela, o empresário e líder comunitário, de 43 anos, disse que a ideia que mudou sua vida — e o entorno dela — tomou forma quando visitou o Complexo Esportivo da Rocinha, acompanhado do professor de biologia Márcio Aroeira, em 2020. Juntos, eles notaram que havia uma massa densa em um dos reservatórios de água que desembocam no ginásio. O biólogo tocou o fluido com a ponta dos dedos, chegando a um rápido veredito: tratava-se de resíduo de óleo de cozinha, fruto do descarte incorreto do material doméstico. “Ele me explicou que aquilo era um grande contaminador do meio ambiente. Então, fui&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/projeto-na-maior-favela-do-brasil-transforma-oleo-descartado-em-produtos-ecologicos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Crédito fortalece a agroecologia em região do Cerrado sob pressão do agronegócio</title>
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					<pubDate>24 Set 2025 07:49:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[<p>“A natureza não nasceu para a monocultura”, opina Olácio Komori, fundador e coordenador administrativo-financeiro da Associação dos Produtores Orgânicos do Mato Grosso do Sul (Apoms). Com três décadas dedicadas ao fortalecimento da agricultura orgânica e agroecológica no Mato Grosso do Sul — estado que tem no agronegócio um alicerce das suas atividades econômicas —, ele [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“A natureza não nasceu para a monocultura”, opina Olácio Komori, fundador e coordenador administrativo-financeiro da Associação dos Produtores Orgânicos do Mato Grosso do Sul (Apoms). Com três décadas dedicadas ao fortalecimento da agricultura orgânica e agroecológica no Mato Grosso do Sul — estado que tem no agronegócio um alicerce das suas atividades econômicas —, ele argumenta que não é simples tornar a produção agrícola mais sustentável, embora seja possível. O Cerrado, que ocupa cerca de 60% do Mato Grosso do Sul, é um dos biomas mais desmatados do Brasil, justamente pela expansão da fronteira agrícola. Já perdeu um terço da sua vegetação nativa em 40 anos. Isso significa 40,5 milhões de hectares suprimidos entre 1985 e 2024, correspondendo a um território com a extensão da Espanha. Os dados integram a Coleção 10 do Projeto MapBiomas, em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), divulgada em 13 de agosto. Pelos caminhos que optou por seguir, Komori identificou a dificuldade de acesso ao crédito e à assistência técnica como principais obstáculos enfrentados pelos agricultores familiares de Dourados, segundo maior município do estado e grande produtor agrícola. Sem encontrar alternativas no sistema financeiro tradicional, ele desenvolveu a metodologia do Programa de Crédito Sistêmico, apoiado por instituições parceiras também preocupadas com o futuro do Cerrado. A ideia dessa iniciativa foi atender justamente esse perfil de pequenos produtores rurais que têm condições de honrar os compromissos, com os resultados financeiros do que produzem, mas que muitas vezes esbarram em limitações, dentre as&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/credito-fortalece-a-agroecologia-em-regiao-do-cerrado-sob-pressao-do-agronegocio/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Para religiões afro-brasileiras, espiritualidade e preservação ambiental caminham juntas</title>
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					<pubDate>16 Set 2025 07:33:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Mudanças climáticas, Reflorestamento, Resiliência climática, Sustentabilidade e Sustentável]]>
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							<![CDATA[<p>No compasso dos pássaros, a floresta em Belém (PA) envolve quem a adentra. Vestindo branco, entoando rezas e pedindo licença à força espiritual que guarda as matas, Mametu Nangetu, fundadora e liderança do terreiro de candomblé Mansu Nangetu, saúda sua ancestralidade para plantar novas mudas e zelar pelo território. A guardiã, quase octogenária, possui vasto [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No compasso dos pássaros, a floresta em Belém (PA) envolve quem a adentra. Vestindo branco, entoando rezas e pedindo licença à força espiritual que guarda as matas, Mametu Nangetu, fundadora e liderança do terreiro de candomblé Mansu Nangetu, saúda sua ancestralidade para plantar novas mudas e zelar pelo território. A guardiã, quase octogenária, possui vasto conhecimento sobre plantas e ervas medicinais, aprendido com a avó, e sabe o momento certo tanto para os banhos que recarregam as energias quanto para o preparo de chás que auxiliam o bem-estar do corpo físico. Com o pajé Francisco, seu avô, ela aprendeu na infância que, se um galho fosse retirado do solo, teria que ser replantado. &#8220;Ao longo da minha vida, doei diversas mudas de árvores e mantive o hábito de plantar folhas sagradas nos canteiros das ruas de Belém, porque muitas pessoas de axé perderam seus territórios e hoje não podem cultivar suas plantas. O desmatamento na capital, inclusive, só aumentou&#8221;, avalia a líder religiosa. Em seus trabalhos espirituais, ela atua como intermediária na comunicação com diferentes entidades, entre elas o Caboclo Rompe-Mato, associada aos povos originários, e defende que honrar as tradições do patrimônio afro-amazônico envolve estender os cuidados à “grande mãe natureza”, nas energias da mata, das águas e da lama. No candomblé, religião de matriz africana nascida da cosmovisão de povos como os Iorubá, os Bantu e os Fon, assim como em outras expressões sincréticas — umbanda, pajelança e jurema, entre outras —, a natureza é território vivo e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/para-religioes-afro-brasileiras-espiritualidade-e-preservacao-ambiental-caminham-juntas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Ancestralidade e pesquisa impulsionam potencial bioeconômico do jambu na Amazônia</title>
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					<pubDate>28 Ago 2025 15:10:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Brown]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Nativo da Amazônia, o jambu (Acmella oleracea) é famoso por causar um leve formigamento quando consumido ou utilizado no corpo. Essa característica, aliada ao alto valor nutritivo da espécie, permitiu que essa pequena planta conquistasse espaço em muitas receitas da culinária amazônica — sobretudo na região Norte do país. Ao mesmo tempo, seu poder “dormente” [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Nativo da Amazônia, o jambu (Acmella oleracea) é famoso por causar um leve formigamento quando consumido ou utilizado no corpo. Essa característica, aliada ao alto valor nutritivo da espécie, permitiu que essa pequena planta conquistasse espaço em muitas receitas da culinária amazônica — sobretudo na região Norte do país. Ao mesmo tempo, seu poder “dormente” desperta o interesse de outros setores da economia, como as indústrias farmacêutica e dos cosméticos, que tentam aproveitar as particularidades de uma planta que já vem sendo utilizada por comunidades indígenas há muito tempo. Hoje em dia, os efeitos e benefícios do jambu também trazem novas possibilidades para a ciência. A partir de novas pesquisas, a espécie tem se tornado um ingrediente-chave para a bioeconomia brasileira, contribuindo para um campo que cresce a partir do desenvolvimento de produtos sustentáveis e que valoriza o manejo tradicional do bioma amazônico. Uma dessas iniciativas é liderada por pesquisadores do Laboratório de Tecnologia Supercrítica (Labtecs), vinculado à Universidade Federal do Pará (UFPA). Desde 2019, cientistas desenvolvem aplicações para transformar produtos à base de jambu em itens de bioinovação, aproveitando o conhecimento vindo de técnicas indígenas transmitidas entre gerações. A lista de criações é variada. O catálogo inclui um filme orodispersível de rápida dissolução, indicado para aliviar quadros de boca seca em pacientes com câncer, cremes faciais antienvelhecimento, lubrificantes íntimos com efeitos estimulantes e enxaguantes bucais sem álcool. Enquanto isso, outros estudos exploram as propriedades antiarrítmicas do jambu — ou seja, o potencial de suas substâncias para corrigir anormalidades na&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/ancestralidade-e-pesquisa-impulsionam-potencial-bioeconomico-do-jambu-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tesouro da Caatinga, licuri ganha novos horizontes na bioeconomia graças à ciência</title>
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					<pubDate>26 Ago 2025 08:39:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Dantas]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Alimentação, Alimentos, Biodiversidade, Caatinga, Comunidades Tradicionais, Conservação, Povos Tradicionais, Reflorestamento, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Um levantamento feito em 2025 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mapeou mais de 60 espécies nativas de plantas da Caatinga brasileira utilizadas por comunidades tradicionais. Entre elas, uma ganha destaque por suas múltiplas aplicações: o licuri (Syagrus coronata). Essa palmeira nativa do semiárido nordestino — também conhecida como “ouricuri” ou “coco-cabeçudo”, entre outros nomes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um levantamento feito em 2025 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mapeou mais de 60 espécies nativas de plantas da Caatinga brasileira utilizadas por comunidades tradicionais. Entre elas, uma ganha destaque por suas múltiplas aplicações: o licuri (Syagrus coronata). Essa palmeira nativa do semiárido nordestino — também conhecida como “ouricuri” ou “coco-cabeçudo”, entre outros nomes populares — se tornou aliada de diferentes comunidades brasileiras: seus frutos viram alimento saudável e fonte para a extração de óleos, enquanto suas fibras e palhas são convertidas em matéria-prima para o artesanato. Protagonista histórico de um bioma conhecido pela importância de seus serviços ambientais, o licuri também chama a atenção da ciência, que busca investigar mais a fundo a versatilidade biotecnológica da espécie. Esse é um dos objetivos de novas pesquisas desenvolvidas pelo Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga (NBioCaat), que faz parte da UFPE. Aliando informações sobre práticas tradicionais ao resultado de testes laboratoriais, o instituto verificou propriedades do licuri com potencial de uso em diferentes produtos — não apenas da indústria alimentícia, mas, também, farmacêuticos e cosméticos. Segundo Márcia Vanusa, pesquisadora da UFPE e doutora em Biologia Celular e Molecular, o conhecimento ancestral de diferentes populações humanas que vivem em áreas de Caatinga é o “ponto de partida” dos estudos sobre a planta. Ela diz que esses “saberes” são transmitidos de forma oral entre gerações, sobretudo por mulheres mais idosas e com vasto conhecimento empírico. Ainda que subjetivos, esses elementos são “indispensáveis” às análises técnicas posteriores, auxiliando cientistas na busca por&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/tesouro-da-caatinga-licuri-ganha-novos-horizontes-na-bioeconomia-gracas-a-ciencia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Brasil pede regras mais duras no comércio global para salvar pau-brasil da extinção</title>
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					<pubDate>04 Ago 2025 10:14:53 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Imagens de Satélite, Lei Ambiental, Mata Atlântica, Política Ambiental, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>A árvore de madeira avermelhada e flores amarelas que dá nome ao Brasil está desaparecendo. Nativa da Mata Atlântica e exclusiva do território brasileiro, hoje a população do pau-brasil (Paubrasilia echinata) está restrita a cerca de 10 mil árvores espalhadas entre o litoral do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte; um declínio [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/brasil-pede-regras-mais-duras-no-comercio-global-para-salvar-pau-brasil-da-extincao/" data-wpel-link="internal">Brasil pede regras mais duras no comércio global para salvar pau-brasil da extinção</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[A árvore de madeira avermelhada e flores amarelas que dá nome ao Brasil está desaparecendo. Nativa da Mata Atlântica e exclusiva do território brasileiro, hoje a população do pau-brasil (Paubrasilia echinata) está restrita a cerca de 10 mil árvores espalhadas entre o litoral do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte; um declínio de 84% ao longo das últimas três gerações da planta. Os dados são do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), que em 2024 elevou a classificação de risco de extinção da espécie de “em perigo” para “criticamente em perigo”. No período colonial, foi a cor vívida do pau-brasil que quase decretou seu fim, com mais de 500 mil árvores colocadas abaixo para atender à demanda europeia por corante vermelho para tecidos. A partir do século 19, a combinação ideal entre ressonância, durabilidade e flexibilidade da madeira colocaram a espécie na mira da indústria da música, que descobriu ser este o material perfeito para produzir arcos —  a haste de madeira com crina de cavalo usada para tocar violinos e violoncelos. “O pau-brasil realmente está em uma situação bem critica”, disse à Mongabay o analista ambiental do Ibama Felipe Bernardino Guimarães, referência nacional em identificação de madeira e autor de uma tese de mestrado sobre fraudes no comércio do pau-brasil. A exploração do pau-brasil para a fabricação de arcos de instrumentos musicais é a principal ameaça à espécie, diz o governo brasileiro. Foto: Felipe Bernardino Guimarães/Ibama Para tentar salvar este símbolo nacional, o Brasil propôs&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/brasil-pede-regras-mais-duras-no-comercio-global-para-salvar-pau-brasil-da-extincao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Colheita da castanha-do-brasil despenca após seca extrema e preços disparam</title>
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					<pubDate>31 Jul 2025 15:31:41 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda WenzelKarla Mendes]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Todos os anos, comunidades da Amazônia aguardam ansiosamente a chegada da temporada de colheita da castanha-do-brasil, que normalmente começa em novembro e vai até março. A semente é a principal fonte de renda de muitas comunidades extrativistas, indígenas e ribeirinhas, que passam o resto do ano vivendo de pequenas roças. &#8220;O dinheiro da castanha é [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Todos os anos, comunidades da Amazônia aguardam ansiosamente a chegada da temporada de colheita da castanha-do-brasil, que normalmente começa em novembro e vai até março. A semente é a principal fonte de renda de muitas comunidades extrativistas, indígenas e ribeirinhas, que passam o resto do ano vivendo de pequenas roças. &#8220;O dinheiro da castanha é usado para manter a familia, construir casas, comprar alimentação, calçado, roupa&#8221;, diz Elziane Ribeiro de Souza, da Reserva Extrativista Cajari, no Amapá. &#8220;Quando dá, usamos para comprar uma moto, um carro ou uma rabeta [pequeno motor de barco]. A gente sobrevive disso. A castanha é um produto sustentável da comunidade.” Souza vive em Água Branca do Cajari, uma das 13 comunidades da reserva dedicadas à coleta de castanha-do-brasil. Este ano, no entanto, eles coletaram 70% menos do que o esperado. Os dados são do projeto NewCast, da Embrapa, que apoia quatro comunidades da Amazônia que trabalham na colheita de castanhas. A escassez já levou a um forte aumento de preço. Em março de 2025, uma lata de 20 litros de castanhas estava custando R$ 220, quase quatro vezes mais do que a média. &#8220;A safra aqui deu muito pouca, e a gente imagina que seja por causa do clima&#8221;, diz Souza. Outras partes da Amazônia também sofreram com as perdas, com algumas comunidades relatando quebras de 80% nas colheitas, de acordo com a Embrapa. Na Terra Indígena Waiwái, em Roraima, a comunidade Anauá coletou 200 sacas de castanhas nesta temporada, uma pequena fração das 3.500&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/colheita-da-castanha-do-brasil-despenca-apos-seca-extrema-e-precos-disparam/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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