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					<title>Antas, morcegos e ninhos: como o plástico se infiltra na fauna amazônica</title>
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					<pubDate>11 Ago 2026 10:00:31 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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							<![CDATA[<p>Na foz do Amazonas, aves já constroem ninhos azuis com plástico descartado.</p>
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							<![CDATA[Esta é a terceira e última reportagem de uma série especial sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira e a segunda reportagens. MANAUS, AM — Saindo da capital amazonense e subindo o rio Negro de barco, o percurso até o Parque Nacional de Anavilhanas leva de oito a nove horas, ao longo de aproximadamente 100 quilômetros. A unidade de conservação foi criada para proteger um dos maiores arquipélagos de água doce do mundo, com mais de 400 ilhas e 60 lagos. Entre eles está o lago do Prato, com cerca de 3,5 quilômetros de comprimento e 1,5 quilômetro de largura. Mesmo ali, em uma área protegida e distante da pressão urbana, microplásticos foram encontrados no trato digestivo dos peixes. Um recente estudo registrou microplásticos nas águas do lago do Prato em concentração média de 0,25 partículas por litro, e também nos peixes analisados, independentemente de seus hábitos alimentares — uma média de 3,3 partículas por peixe. No total, cerca de oito em cada dez peixes continham microplásticos. Mesmo em uma área conservada e afastada dos centros urbanos. “Devido a toda a dinâmica de conectividade que existe entre os ambientes aquáticos na Amazônia, encontra-se o plástico até mesmo nos lugares mais remotos”, explica o biólogo Adalberto Val, um dos autores do trabalho. O caminho provável do plástico começa antes do lago. A maioria das partículas encontradas nos peixes analisados era formada por filamentos de poliamida, também conhecida como náilon, além de fragmentos de materiais como o PET. Fibras de roupas sintéticas,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/antas-morcegos-e-ninhos-como-o-plastico-se-infiltra-na-fauna-amazonica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tambaqui na lista de espécies ameaçadas: pescadores buscam soluções para evitar perdas</title>
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					<pubDate>10 Ago 2026 13:35:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
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							<![CDATA[<p>Pescador na Amazônia há 38 anos, Josué de Castro disse que ficou muito surpreso ao saber que o tambaqui (Colossoma macropomum), peixe que representa 20% de sua renda mensal, agora é uma espécie ameaçada e que ele corre o risco de não ter mais permissão para pescá-lo. &#8220;Vai ter um impacto grande na vida dos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Pescador na Amazônia há 38 anos, Josué de Castro disse que ficou muito surpreso ao saber que o tambaqui (Colossoma macropomum), peixe que representa 20% de sua renda mensal, agora é uma espécie ameaçada e que ele corre o risco de não ter mais permissão para pescá-lo. &#8220;Vai ter um impacto grande na vida dos pescadores e ribeirinhos que dependem da pesca&#8221;, afirmou Castro, que vive na comunidade São Raimundo do Jarauá, no Amazonas, à Mongabay, por telefone. &#8220;Dentro da nossa área, eu acho que ainda não está em extinção não, tem bastante aqui ainda.&#8221; Um dos peixes mais consumidos na Amazônia, o tambaqui foi incluído na lista oficial de espécies de peixes e invertebrados aquáticos da fauna brasileira ameaçadas de extinção, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em abril deste ano. A partir do final de outubro, sua pesca poderá ser proibida em todo o país se um plano de recuperação não for implementado até lá, disse Braulio Dias, diretor do departamento de conservação e uso sustentável da biodiversidade do MMA. &#8220;A entrada na lista não significa proibição de pesca desde que seja aprovado um plano de recuperação populacional proposto por especialistas, sob a coordenação do MMA&#8221;, explicou Dias à Mongabay, em uma mensagem de texto. Ele acrescentou que a Portaria Nº 1.666, publicada no Diário Oficial da União no mesmo dia da lista de 28 de abril, estabeleceu um prazo de 180 dias para a aprovação do plano, o que seria em 25&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/tambaqui-na-lista-de-especies-ameacadas-pescadores-buscam-solucoes-para-evitar-perdas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico</title>
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					<pubDate>23 Jul 2026 07:03:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Esta é a segunda reportagem de uma série especial em três partes sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira aqui. MANAUS, AM — Nas águas amazônicas, o pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que consegue viver entre dois mundos. Na escassez de oxigênio, como é típico de lagos de várzea, o gigante sobe à superfície [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/" data-wpel-link="internal">Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Esta é a segunda reportagem de uma série especial em três partes sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira aqui. MANAUS, AM — Nas águas amazônicas, o pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que consegue viver entre dois mundos. Na escassez de oxigênio, como é típico de lagos de várzea, o gigante sobe à superfície para respirar o ar. Ao longo de uma linhagem com pelo menos 100 milhões de anos, o pirarucu desenvolveu uma bexiga natatória modificada, capaz de funcionar como um pulmão primitivo. Essa adaptação rara permitiu a ele a vantagem de poder ocupar ambientes que são severos para outros peixes. Hoje, porém, a mesma adaptação que permite sua sobrevivência o torna vulnerável a uma outra ameaça: a poluição por microplásticos. “O ambiente amazônico já é altamente desafiador”, afirma Adalberto Val, biólogo e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (INCT-Adapta). “Aqui temos temperaturas altas, baixos níveis de oxigênio na água… Os organismos já respondem a esses desafios da forma que eles aprenderam durante o processo evolutivo. Então, começamos a acrescentar desafios novos, como é o plástico.” Quando respirar vira um risco Os pirarucus são incapazes de sobreviver mais de dez minutos sem subir à superfície para respirar. Para isso, usam o órgão de respiração aérea ligado à sua bexiga natatória modificada. Essa necessidade os coloca em contato direto com microplásticos que flutuam na água. Com base nos conhecimentos já estabelecidos sobre a espécie, Se microplásticos invadirem o órgão de respiração&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia</title>
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					<pubDate>26 Jun 2026 10:18:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Biodiversidade, Comida, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Manguezais, Peixes, Pesca, Poluição, Recursos hídricos, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de praias à beira de um lago com espelho d’água estimado entre 20 e 25 km², o grupo havia recolhido uma caçamba cheia de resíduos plásticos. Antes desta, ação semelhante realizada em junho 2023 havia coletado outras duas caçambas. A experiência do grupo ajudou a dimensionar o resultado da pesquisa de mestrado de Eletuza Uchôa Farias: metade dos peixes coletados no lago, pertencentes a duas espécies de jaraqui (Semaprochilodus insignis e Semaprochilodus taeniurus), havia ingerido microplásticos. Uma vez no organismo, as partículas podem permanecer no trato intestinal, alcançar outros tecidos e órgãos e circular pela cadeia alimentar, da base aos peixes predadores — até chegar, potencialmente, ao ser humano. O jaraqui é o peixe mais consumido no estado do Amazonas. Todas as partículas encontradas no intestino dos peixes eram fibras: filamentos finos e alongados, com tamanho entre 0,5 e 4,37 milímetros. A maior parte delas, 85,7%, foi identificada como poliamida, um polímero amplamente utilizado pela indústria têxtil por sua resistência e flexibilidade. O entorno do Puraquequara é habitado por comunidades sem atendimento adequado de saneamento básico. Na prática, a água de pias, tanques e máquinas de lavar roupa é descartada diretamente nos corpos d’água, o que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/dos-igarapes-aos-manguezais-microplasticos-contaminam-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Entre baleias, corais e petróleo, Abrolhos luta por mais proteção</title>
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					<pubDate>22 Jun 2026 19:45:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Aquecimento global, Áreas Protegidas, Aves, Biodiversidade, Clima, Comunidades Tradicionais, Demarcação Territorial, Fauna marinha, Oceanos, Parques Nacionais, Peixes e Pesca]]>
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							<![CDATA[<p>CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/entre-baleias-corais-e-petroleo-abrolhos-luta-por-mais-protecao/" data-wpel-link="internal">Entre baleias, corais e petróleo, Abrolhos luta por mais proteção</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e a especulação imobiliária. Esses elementos têm algo em comum: podem impactar bancos de coral, ilhas oceânicas, manguezais e outros habitats onde vivem mais de 500 espécies animais. Além de servir de casa para peixes, invertebrados, tartarugas-marinhas e aves, as águas de Abrolhos são berçário de cetáceos, como as baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae). Entre junho e novembro, esses animais migram da Antártica para a região em busca de um ambiente mais cálido para se reproduzir e criar seus filhotes. Frente à lista de ameaças ao bioma costeiro, uma força-tarefa científica, lançada em março de 2026, busca concluir, até dezembro, uma proposta que poderia ampliar os limites geográficos do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos — a única unidade de conservação integral da região. A iniciativa é da organização ambientalista WWF-Brasil, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Para isso, o WWF promoveu uma expedição ao Arquipélago dos Abrolhos, localizado dentro dos limites do parque. Lá, especialistas, jornalistas e lideranças comunitárias puderam discutir sobre as áreas naturais que ainda carecem de proteção. Criado em 1983, o parque dos Abrolhos é o primeiro parque nacional marinho do Brasil. No entanto, os seus 882 km² de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/entre-baleias-corais-e-petroleo-abrolhos-luta-por-mais-protecao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“Essa hidrovia vai matar o pescador”, dizem ribeirinhos do Rio Tocantins</title>
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					<pubDate>27 Mai 2026 08:44:14 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiffany Higgins]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, Infraestrutura, Peixes, Pesca e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>ITUPIRANGA, Pará – Ronaldo Macena e Erlan Moraes, lideranças de comunidades ribeirinhas cujas famílias vivem há gerações da pesca no Pedral do Lourenção, trecho rochoso que faz parte do Rio Tocantins, no sudeste do Pará, sentiram-se esperançosos em setembro, quando um juiz federal visitou suas vilas. Por várias gerações, disse Macena ao juiz, os povos [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[ITUPIRANGA, Pará – Ronaldo Macena e Erlan Moraes, lideranças de comunidades ribeirinhas cujas famílias vivem há gerações da pesca no Pedral do Lourenção, trecho rochoso que faz parte do Rio Tocantins, no sudeste do Pará, sentiram-se esperançosos em setembro, quando um juiz federal visitou suas vilas. Por várias gerações, disse Macena ao juiz, os povos do território ribeirinho do Pedral do Lourenção, como eles o chamam, prosperaram em seus trechos cheios de pedras. Ali, eles obtêm não apenas renda e meios de subsistência dignos, mas também identificação cultural por meio da pesca nos pedregosos cânions subaquáticos que chegam a atingir 80 metros de profundidade. Porém, no momento em que o governo federal busca abrir uma nova hidrovia no rio, seus direitos têm sido sistematicamente violados, disse Macena, por um governo que não os tratou como povos tradicionais com “cultura, tradições e linguajar” distintos, e sim juntou os ribeirinhos aos povos urbanos, com os registros oficiais praticamente ignorando seus saberes tradicionais, sua pesca e mesmo sua existência. Os órgãos federais responsáveis pelo projeto planejam explodir o leito rochoso do Pedral do Lourenção, como é chamado pelos ribeirinhos (formalmente conhecido como Pedral do Lourenço). Seria um primeiro passo para a criação de uma hidrovia no Rio Tocantins, cujo objetivo é ampliar as exportações de grãos, minerais e gado. O projeto está sendo executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com estudos da consultoria DTA Engenharia. Para transformar o rio em uma hidrovia, as autoridades decidiram dinamitar as rochas em um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/essa-hidrovia-vai-matar-o-pescador-dizem-ribeirinhos-do-rio-tocantins/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>4 histórias que expõem a crise dos peixes na Amazônia</title>
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					<pubDate>05 Mai 2026 07:54:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Poluentes, secas e usinas hidrelétricas estão transformando de maneira irreversível os rios da Amazônia — e os seres que nelas vivem. Comunidades ribeirinhas e indígenas já vêm há tempos relatando o que só agora os cientistas começaram a comprovar: os peixes amazônicos estão mudando. Não só estão ficando mais escassos como também menores e, pior, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/4-historias-que-expoem-a-crise-dos-peixes-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">4 histórias que expõem a crise dos peixes na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Poluentes, secas e usinas hidrelétricas estão transformando de maneira irreversível os rios da Amazônia — e os seres que nelas vivem. Comunidades ribeirinhas e indígenas já vêm há tempos relatando o que só agora os cientistas começaram a comprovar: os peixes amazônicos estão mudando. Não só estão ficando mais escassos como também menores e, pior, cheios de deformações. Sofre o ecossistema e sofrem também as populações que dependem da pesca para sobreviver. E, a julgar pelas poucas ações que vêm sendo tomadas em termos de garantia e de proteção, o cenário é pouco animador. As perspectivas de aquecimento do clima para os próximos anos tornam tudo ainda mais grave. A Mongabay mergulhou fundo nesse tema, que você pode acompanhar nesta série de reportagens a seguir. &nbsp; Pescadores ajudam cientistas a mapear prejuízos das barragens do Madeira para a pesca Um peixe capturado no Rio Madeira em uma balança eletrônica. Foto: Igor Hister Lourenço. Apontadas como sustentáveis por não recorrerem à queima de combustíveis fósseis, as usinas hidrelétricas também carregam uma série de riscos ambientais. Isso é perceptível na comunidade do Lago Puruzinho, no estado do Amazonas, onde a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau — no vizinho estado de Rondônia — mudou drasticamente a realidade do Rio Madeira, de seus arredores e de quem vive de seus recursos naturais. Assim, vendo-se diretamente afetados pela queda nos estoques de peixes como o pirarucu (Arapaima gigas) e o tambaqui (Colossoma macropomum), pescadores locais se aliaram aos cientistas. Essa união de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/4-historias-que-expoem-a-crise-dos-peixes-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Seca no Rio Xingu expõe limites de Belo Monte frente à crise climática</title>
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					<pubDate>23 Abr 2026 08:22:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>As maiores usinas hidrelétricas da Amazônia estão se tornando cada vez mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e Belo Monte pode estar dando o alerta mais evidente até agora. Construída no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, sudoeste do Pará, após anos de debate sobre seus impactos ambientais e a confiabilidade de sua [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As maiores usinas hidrelétricas da Amazônia estão se tornando cada vez mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e Belo Monte pode estar dando o alerta mais evidente até agora. Construída no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, sudoeste do Pará, após anos de debate sobre seus impactos ambientais e a confiabilidade de sua geração de energia, a megausina enfrenta um problema que seus projetistas não conseguiram resolver por meio da engenharia: a escassez de água. Dois estudos publicados no final de 2025 reforçam as evidências dessa situação — um elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e outro pelo Escritório Federal de Pesquisa Energética (EPE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Sob perspectivas diferentes, ambos os relatórios concluem que as mudanças climáticas estão remodelando de forma fundamental os sistemas hídricos e energéticos do país e exigindo adaptações urgentes, já que 43,7% da energia do Brasil provém de usinas hidrelétricas. O relatório da ANA e da UFRGS alerta que as usinas hidrelétricas da região amazônica podem perder até 40% de sua capacidade de geração de energia nos próximos 20 a 30 anos, caso o planejamento continue a ser baseado em dados históricos de vazão dos rios, em vez de projeções ajustadas ao clima atual. A bacia do Rio Xingu, em particular, enfrentará estações secas significativamente mais longas e intensas nas próximas décadas. As vazões máximas dos rios&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/seca-no-rio-xingu-expoe-limites-de-belo-monte-frente-a-crise-climatica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Hospital das Clínicas de SP exclui ‘cação’ de compras, alegando risco de metais pesados</title>
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					<pubDate>20 Abr 2026 08:35:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla MendesLucas BertiPhilip Jacobson]]>
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							<![CDATA[<p>O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) anunciou o cancelamento de um plano para a compra de mais de 17 toneladas métricas de carne de tubarão (por meio da exclusão do item “cação em posta”) em uma licitação de 2026, citando o “risco toxicológico comprovado por metais pesados”. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) anunciou o cancelamento de um plano para a compra de mais de 17 toneladas métricas de carne de tubarão (por meio da exclusão do item “cação em posta”) em uma licitação de 2026, citando o “risco toxicológico comprovado por metais pesados”. O HCFMUSP é o maior complexo hospitalar público da América Latina e integra pelo menos oito institutos de renome em São Paulo. O Brasil é o maior consumidor mundial de carne de tubarão. Em 2025, uma investigação da Mongabay descobriu que as compras governamentais são um importante fator de estímulo ao consumo desse tipo de carne no país, uma vez que o produto de baixo custo é servido em milhares de hospitais, escolas e prisões. A reportagem também constatou que o HCFMUSP realizou licitações e selecionou fornecedores para comprar pelo menos 135 toneladas de carne de tubarão entre 2008 e 2020. Após tomar conhecimento de que o HCFMUSP havia divulgado outro edital para a compra de carne de tubarão em fevereiro de 2026, a ONG Sea Shepherd Brasil enviou uma carta aos administradores, pedindo que reconsiderassem os planos. A comunicação argumentava que os tubarões são amplamente ameaçados e que sua carne tende a conter níveis elevados de metais pesados, como mercúrio e arsênio, representando um risco à saúde humana. No final de março, o HCFMUSP anunciou que excluiria a carne de tubarão da licitação de 2026, citando “risco toxicológico comprovado por metais pesados” e mencionando&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/hospital-das-clinicas-de-sp-exclui-cacao-de-compras-alegando-risco-de-metais-pesados/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expedição cruza o Brasil atrás de microplásticos em moluscos; veja as descobertas</title>
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					<pubDate>17 Abr 2026 08:33:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Thamys Trindade]]>
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							<![CDATA[<p>Foram quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades — começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões, ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de uma pesquisa [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/expedicao-cruza-o-brasil-atras-de-microplasticos-em-moluscos-veja-as-descobertas/" data-wpel-link="internal">Expedição cruza o Brasil atrás de microplásticos em moluscos; veja as descobertas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Foram quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades — começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões, ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de uma pesquisa inédita sobre a presença de microplásticos nesses organismos. A missão se provaria mais do que necessária: segundo os resultados iniciais do estudo, quase 70% dos moluscos analisados continham microplásticos. E nenhum ponto de coleta do litoral brasileiro estava livre de contaminação. A situação é preocupante, pois envolve riscos ambientais e sanitários. Além de desempenharem um papel ecológico fundamental enquanto filtradores, esses animais fazem parte da alimentação de milhares de brasileiros, todos os dias — o que levanta questões sérias sobre segurança alimentar. A expedição científica realizada por terra entre maio e julho de 2024 foi idealizada pelo Instituto Voz dos Oceanos, um movimento global de combate à poluição plástica, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), a Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano e o Centro de Referência para Quantificação e Tipificação do Lixo do Mar (CeLMar), também da USP. Durante o percurso, uma pergunta atravessou o caminho da equipe: como tornar visível aquilo que não se vê? Talvez fosse necessário aprender outras formas de olhar o invisível. Pesquisadoras da expedição costeira fotografam moluscos na praia. Imagem cedida por Thamys Trindade. Acompanhei a expedição como documentarista. A bióloga marinha Marilia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/expedicao-cruza-o-brasil-atras-de-microplasticos-em-moluscos-veja-as-descobertas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pesca artesanal no Rio usa energia solar buscando autonomia e menos poluição</title>
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					<pubDate>15 Abr 2026 07:20:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>RIO DE JANEIRO — “Eu trabalhei por dois anos com um gerador e, mesmo antes do projeto, já tinha desistido dele. Não aguentava mais respirar aquele ar poluente e ter aquele barulho no ouvido”, disse Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/pesca-artesanal-no-rio-usa-energia-solar-buscando-autonomia-e-menos-poluicao/" data-wpel-link="internal">Pesca artesanal no Rio usa energia solar buscando autonomia e menos poluição</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[RIO DE JANEIRO — “Eu trabalhei por dois anos com um gerador e, mesmo antes do projeto, já tinha desistido dele. Não aguentava mais respirar aquele ar poluente e ter aquele barulho no ouvido”, disse Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Aos 57 anos de idade — sendo mais de 30 deles como pescador —, Paulo contou que não sabe viver sem seu trabalho. “A gente aprende a pescar com os mais velhos e acaba entrando nesse ramo mesmo sem querer. Foi natural. E, quando eu vi, já estava envolvido na pesca o tempo todo.” Nos últimos tempos, uma mudança positiva passou a cercar as pescarias de Paulo: elas estão mais sustentáveis graças ao uso de painéis solares para geração de eletricidade, o que também garante maior segurança e rentabilidade a quem trabalha no mar. Isso ocorre graças a projetos como o SustentaMar. Financiada por recursos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC Frade), cuja administração financeira está sob a gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a iniciativa, aprovada em 2024, surgiu do anseio de melhorar a captura de lula — hoje o principal tipo de pescado para os profissionais vinculados à organização presidida por Paulo. A pesca artesanal dos moluscos marinhos é feita à noite, quando os cardumes são atraídos pela luz dos holofotes. Até boa parte de 2025, ano em que o projeto passou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/pesca-artesanal-no-rio-usa-energia-solar-buscando-autonomia-e-menos-poluicao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes migratórios colapsam e colocam a Amazônia no centro da crise</title>
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					<pubDate>07 Abr 2026 14:29:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Animais, Clima, Conservação, Energia, Espécies Ameaçadas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Mudanças climáticas, Peixes, Pesca, Rios e Vida Selvagem]]>
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<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/peixes-migratorios-colapsam-e-colocam-a-amazonia-no-centro-da-crise/" data-wpel-link="internal">Peixes migratórios colapsam e colocam a Amazônia no centro da crise</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce”. Na abertura do evento, Rita Mesquita, secretária de Biodiversidade, Florestas e Direito dos Animais do Ministério do Meio Ambiente, logo avisou: “Os números são de gelar a espinha.” As cifras às quais ela se referia indicavam uma redução de 81% na população mundial dos peixes migratórios de água doce desde os anos 1970. Rita foi convidada a endereçar os delegados da 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas (COP15) sobre Espécies Migratórias (CMS), que ocorreu entre os dias 23 e 29 de março em Campo Grande. Esta foi a primeira vez em muitos anos que estudiosos se debruçaram sobre dados globais da ictiofauna. A última avaliação tinha sido realizada em 2011, quando o número de espécies avaliadas era de 3 mil. Nesta nova rodada, 15 mil foram avaliadas. Deste total, 349 foram identificadas como migratórias. Entre essas espécies, 325 foram recomendadas pelos autores para serem inseridas nos apêndices da CMS. Entrar na lista desta convenção da ONU significa maior proteção, já que os países signatários se comprometem a adotar medidas de conservação. Atualmente, a CMS conta com 1.200 espécies migratórias listadas. A última entre as brasileiras a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/peixes-migratorios-colapsam-e-colocam-a-amazonia-no-centro-da-crise/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Perto de ‘morrer’, Rio Camarajipe leva esgoto e lixo ao mar que banha Salvador</title>
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					<pubDate>30 Mar 2026 07:54:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Bahia]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Doenças, Espécies Ameaçadas, Fauna marinha, Oceanos, Peixes, Pesca, recifes de coral, Rios, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/perto-de-morrer-rio-camarajipe-leva-esgoto-e-lixo-ao-mar-que-banha-salvador/" data-wpel-link="internal">Perto de ‘morrer’, Rio Camarajipe leva esgoto e lixo ao mar que banha Salvador</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital da Bahia. A lista inclui geladeira quebrada, pneu, armário, carrinho de supermercado, mesa, pedaços de plástico, colchão, roupas íntimas, fraldas, sapatos e até cadáveres humanos. Oficialmente, o Camarajipe ainda não foi classificado como “rio morto” — quando um corpo hídrico perde a capacidade de sustentar formas de vida —, mas apresenta estágio avançado de degradação ambiental e já opera, na prática, como mero condutor de esgoto a céu aberto, afetando a saúde da comunidade pesqueira e a vida marinha. Um dos principais destinos turísticos do Brasil no verão, em meio a suas festas populares e às altas temperaturas, a capital baiana sente os efeitos da poluição que chega ao mar pelo maior rio urbano da cidade, com cerca de 14 quilômetros de extensão. Ao todo, Salvador possui 12 bacias hidrográficas, e a do Rio Camarajipe (a terceira maior da cidade) abrange 42 bairros, com área de drenagem (onde as águas escoam naturalmente para o rio) total de 35,9 km². Enquanto as nascentes do rio estão em regiões periféricas, predominantemente residenciais, nas imediações do bairro de Pirajá, a foz fica em uma parte abastada da capital, como a região do bairro Costa Azul. “Hoje, é repugnante&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/perto-de-morrer-rio-camarajipe-leva-esgoto-e-lixo-ao-mar-que-banha-salvador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Albardão: como é o mais novo (e maior) parque nacional marinho do Brasil</title>
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					<pubDate>12 Mar 2026 07:14:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Cagiano]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>ALBARDÃO, Rio Grande do Sul – No extremo sul do Brasil, onde a praia parece não ter fim e o vento modela dunas que avançam como organismos vivos, existe uma região tão isolada que, por décadas, quase não entrou nos mapas do debate ambiental. O Albardão, uma área marinha de inestimável riqueza em nutrientes, acaba [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ALBARDÃO, Rio Grande do Sul – No extremo sul do Brasil, onde a praia parece não ter fim e o vento modela dunas que avançam como organismos vivos, existe uma região tão isolada que, por décadas, quase não entrou nos mapas do debate ambiental. O Albardão, uma área marinha de inestimável riqueza em nutrientes, acaba de se tornar o maior parque nacional marinho costeiro do país, com 1.004.480 hectares. Embora o Brasil tenha um dos litorais mais extensos do continente, com cerca de 7.500 km de costa, até então havia apenas três parques nacionais marinhos: Fernando de Noronha, Abrolhos e Ilha dos Currais, no Paraná. O decreto que criou o Parque Nacional do Albardão, publicado em 6 de março, também estabeleceu a Área de Proteção Ambiental do Albardão, com 55.983 hectares, no entorno da unidade. A medida veio em boa hora: essa região é palco de pressões crescentes provenientes da pesca industrial, da perspectiva de novos empreendimentos energéticos e de um turismo emergente e ainda desordenado. Entre a urgência ecológica e o apelo econômico, o Albardão tornou-se um laboratório vivo sobre os desafios de conservar ambientes marinhos em um século marcado pela aceleração das mudanças climáticas e da exploração intensiva dos oceanos e zonas costeiras. Diversidade na terra e no mar A diversidade da região, tanto do ponto de vista biológico quanto geológico, é imensa. A porção terrestre do parque nacional abriga dunas móveis, lagoas costeiras, banhados e uma extensa praia de cascalho coberta por depósitos milenares de conchas e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/albardao-como-e-o-mais-novo-e-maior-parque-nacional-marinho-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como botas de caubói estão financiando a pesca sustentável de pirarucu na Amazônia</title>
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					<pubDate>23 Fev 2026 08:37:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jenny Gonzales]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Habitante da Bacia Amazônica e um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é dotado de uma pele dura que o protege contra ataques de predadores aquáticos (como piranhas), mas que ao mesmo tempo é flexível. Essas características, combinadas com o desenho de suas escamas, em formato de diamante, vêm [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Habitante da Bacia Amazônica e um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é dotado de uma pele dura que o protege contra ataques de predadores aquáticos (como piranhas), mas que ao mesmo tempo é flexível. Essas características, combinadas com o desenho de suas escamas, em formato de diamante, vêm atraindo o interesse da indústria internacional da moda. O maior mercado da pele de pirarucu é o estado americano do Texas. Botas em estilo country produzidas com o material são fabricadas nos Estados Unidos e no México e vendidas por esses dois países — um nicho que ajuda a financiar a pesca sustentável das comunidades tradicionais do Amazonas. A carne é o principal produto de manejo do peixe, mas sua pele, que pesa no mínimo 10 quilos, é vendida por um preço maior: de R$ 170 a R$ 200. Seu uso é em calçados e acessórios da moda. “A venda da pele de pirarucu é fundamental para manter os R$ 10 por quilo pagos ao manejador”, diz Ana Alice Britto, coordenadora comercial da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc). “Ela também ajuda a pagar uma pequena parcela dos custos com logística, processamento e armazenamento.” Criada em 1994, a Asproc é a maior organização do Médio Juruá, no Amazonas, e representa 800 famílias de 61 comunidades ribeirinhas. No ano passado, a associação vendeu 180 toneladas de pirarucus manejados. A atividade comercial do peixe — que pode pesar até 200 quilos e medir 3 metros de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/como-botas-de-cauboi-estao-financiando-a-pesca-sustentavel-de-pirarucu-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Indígenas rejeitam hidrovia do Tapajós enquanto governo acelera dragagem</title>
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					<pubDate>20 Jan 2026 06:49:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André Schröder]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Em 7 de novembro, indígenas Tupinambá e de outros povos ocuparam o Rio Tapajós com pequenas embarcações por algumas horas, abordando balsas que transportavam soja e outras commodities perto da cidade de Santarém, no Pará. Eles protestaram pacificamente, exibindo faixas com mensagens como “o agro passa, a destruição fica”, para denunciar impactos socioambientais de uma [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 7 de novembro, indígenas Tupinambá e de outros povos ocuparam o Rio Tapajós com pequenas embarcações por algumas horas, abordando balsas que transportavam soja e outras commodities perto da cidade de Santarém, no Pará. Eles protestaram pacificamente, exibindo faixas com mensagens como “o agro passa, a destruição fica”, para denunciar impactos socioambientais de uma hidrovia na região e de outros projetos de infraestrutura que visam transformar o Baixo Tapajós em um dos principais corredores logísticos de exportação da Amazônia brasileira. A hidrovia do Rio Tapajós é um projeto de infraestrutura em andamento. Ela se estende por cerca de 250 quilômetros, ligando o porto de Miritituba, na cidade de Itaituba, um importante centro logístico intermodal para commodities agrícolas e minerais, a Santarém, onde o Tapajós encontra o Rio Amazonas, que dá acesso ao Oceano Atlântico. Nos últimos 10 anos, o tráfego de carga nessa rota cresceu significativamente, impulsionado pela pavimentação da BR-163, a principal ligação entre os estados produtores do Centro-Oeste e o início da hidrovia do Tapajós. O rio há muito tempo serve como rota de transporte e viagem. Entretanto, para atender aos interesses do agronegócio, da mineração e de outros setores, o governo brasileiro decidiu expandir a sua capacidade. O plano consiste em consolidar a hidrovia do Tapajós como um dos corredores prioritários de exportação do chamado projeto Arco Norte, um termo informal usado para descrever um conjunto de projetos de infraestrutura para melhorar a eficiência logística na região Norte do Brasil. Em 14 de novembro, indígenas Munduruku&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/indigenas-rejeitam-hidrovia-do-tapajos-enquanto-governo-acelera-dragagem/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes deformados expõem o colapso do pulso do Xingu após Belo Monte</title>
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					<pubDate>17 Dez 2025 00:16:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Enchentes, Energia, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Peixes, Pesca, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, Rios, Seca e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>No dia 17 de fevereiro de 2016, ocorreu o primeiro giro mecânico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, no estado do Pará. Meses depois, em abril, a usina já entrava em operação comercial. Naquele mesmo ano, o pesquisador Jansen Zuanon esteve na Volta Grande do Xingu, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No dia 17 de fevereiro de 2016, ocorreu o primeiro giro mecânico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, no estado do Pará. Meses depois, em abril, a usina já entrava em operação comercial. Naquele mesmo ano, o pesquisador Jansen Zuanon esteve na Volta Grande do Xingu, o trecho de 130 km do Rio Xingu que teve seu curso desviado, e sua vazão reduzida, devido à operação da usina. “Estive lá logo que começaram a funcionar as primeiras turbinas. Naquele momento, o reservatório ainda estava enchendo”, relembra Jansen, que foi acompanhado da equipe do Monitoramento Ambiental Territorial Independente (Mati) e de representantes do Ministério Público Federal (MPF). “A gente ia avançando de canoa e encontrava os capararis nas margens, nas águas rasas. Eles estavam claramente desnutridos, com olhos fundos, com feridas, faltando dentes e cheios de parasitas. Eram como peixes zumbis, morrendo aos poucos.” Hoje, quase dez anos depois do início de suas operações, novos impactos negativos da usina de Belo Monte se revelam. Mais recentemente, neste ano, o mesmo grupo de monitoramento divulgou, em nota técnica, o registro de peixes com alterações físicas visíveis em pescadas (Plagioscion squamosissimus): com o corpo oval, curto e arredondado, diferente do aspecto alongado normal, indicando deformidades na coluna vertebral. Nascida e criada no Xingu, na vila ribeirinha de Belo Monte, Sara Rodrigues Lima foi uma das pescadoras que encontraram peixes nessas condições e passou a registrá-los em 2021. Ela não só relata as deformidades e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/peixes-deformados-expoem-o-colapso-do-pulso-do-xingu-apos-belo-monte/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Adotem os alimentos “azuis” como estratégia climática na COP30, dizem ministros da pesca (artigo)</title>
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					<pubDate>11 Nov 2025 18:05:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André de Paula e Salvador Malheiro]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Biodiversidade, Clima, Conservação, Mudanças climáticas, Oceanos, Peixes, Pesca, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. No Brasil, os alimentos aquáticos sustentam mais de 3 milhões de famílias, com o consumo de peixe inteiro, cru, chegando a 800 gramas por dia na Amazônia — que acolhe pela primeira vez as negociações climáticas da ONU em sua cidade-porta de Belém. Mas, à medida que nosso sistema global de alimentos entra sob pressão crescente — das mudanças climáticas às transformações na dieta —, também reconhecemos que os alimentos azuis desempenham um papel crucial na construção de sistemas alimentares mais resilientes, adaptáveis e nutricionalmente equilibrados. Barcos pesqueiros como este providenciam grande parte dos alimentos aquáticos mundiais, mas são apenas parte do panorama geral. Foto: Nicolas Job / Ocean Image Bank. O setor de alimentos azuis, que engloba a pesca em ambiente natural e a aquicultura de peixes, moluscos, algas e outras plantas e animais aquáticos, é bem conhecido por fornecer fontes ricas de proteína e micronutrientes essenciais — como vitamina B12, ferro, zinco e ácidos graxos ômega-3 —, cruciais para combater a desnutrição, que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. No entanto, esse setor é frequentemente negligenciado como estratégia climática, apesar de seu potencial para atender à demanda por alimentos de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/adotem-os-alimentos-azuis-como-estrategia-climatica-na-cop30-dizem-ministros-da-pesca-artigo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Abrolhos em risco: por que o tesouro marinho do Atlântico Sul precisa de proteção</title>
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					<pubDate>05 Nov 2025 09:02:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Bahia]]>
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							<![CDATA[Animais, Conservação, Espécies Ameaçadas, Fauna, Fauna marinha, Manguezais, Mineração, Oceanos, Parques Nacionais, Peixes, Pesca, recifes de coral, Unidades de Conservação e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>A Região dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, tornou-se mundialmente conhecida por deter a maior concentração de biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Mas a manutenção desse patrimônio em longo prazo está em xeque, caso não sejam sanadas as lacunas de proteção legal de seus principais ecossistemas. São [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Região dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, tornou-se mundialmente conhecida por deter a maior concentração de biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Mas a manutenção desse patrimônio em longo prazo está em xeque, caso não sejam sanadas as lacunas de proteção legal de seus principais ecossistemas. São as conclusões de um estudo recente, que identificou os hotspots da área e a necessidade de conservá-los. Um dos ecossistemas mais conhecidos e vulneráveis dessa região é o Banco dos Abrolhos, que concentra o arquipélago homônimo e a mais extensa formação de recifes de corais do Atlântico Sul, além de ser o principal berçário de baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) no país. Apesar da relevância, menos de 2% de seus 46 mil km² estão protegidos por uma unidade de conservação de proteção integral; no caso, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, o primeiro com essas características criado no Brasil, em 1983, com 882 km². A biodiversidade marinha do Banco dos Abrolhos também é fundamental para a manutenção de algumas vocações econômicas regionais, como a pesca artesanal praticada pelas comunidades tradicionais da Reserva Extrativista (Resex) de Cassurubá e da Resex Marinha de Corumbau, bem como o turismo ecológico. O avistamento de baleias-jubarte, por exemplo, é um importante gerador de renda entre junho e novembro, quando os animais migram da Antártica para a região com o intuito de se reproduzir. A atividade também ajuda a sustentar o programa de pesquisa e conservação do Instituto Baleia Jubarte (IBJ). Mas todo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/abrolhos-em-risco-por-que-o-tesouro-marinho-do-atlantico-sul-precisa-de-protecao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação da Mongabay é citada em moção para proibir exportações de barbatana de tubarão</title>
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					<pubDate>03 Out 2025 09:09:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mongabay.com]]>
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						<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<![CDATA[Tubarão ameaçado no prato]]>
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							<![CDATA[Animais, Biodiversidade, Peixes e Pesca]]>
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							<![CDATA[<p>O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) citou uma investigação publicada em julho pela Mongabay em uma moção que busca proibir exportações de barbatanas de tubarão e a pesca do animal com estropo de aço em unidades de conservação marinhas. Em reunião realizada em 3 de setembro, o Conama aprovou a recomendação para proibir as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) citou uma investigação publicada em julho pela Mongabay em uma moção que busca proibir exportações de barbatanas de tubarão e a pesca do animal com estropo de aço em unidades de conservação marinhas. Em reunião realizada em 3 de setembro, o Conama aprovou a recomendação para proibir as duas práticas. Apesar de a aprovação do Conama não obrigar o governo a implementar as medidas de forma imediata, a medida é considerada um instrumento de força política para influenciar as diretrizes ambientais. O Ibama e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que preside o Conama, votaram a favor da moção. “O Brasil vem sendo, nos últimos meses, exposto internacionalmente em uma série de reportagens, incluindo o maior portal de notícias ambientais do planeta, Mongabay, repercutidas aqui no Brasil pela Folha de S.Paulo, ((o))eco e vários outros veículos, que mostram cabalmente o estado de descalabro total em que se encontra a exploração comercial dos tubarões no Brasil”, disse o conselheiro do Conama, José Truda Palazzo Junior, fundador do Instituto Baleia Jubarte e coautor da moção, em seu discurso. “Isso impacta diretamente os nossos compromissos internacionais, que vínhamos assumindo no âmbito da biodiversidade marinha e mesmo do clima, dada a comprovada importância dos predadores de topo de cadeia na manutenção do ciclo de carbono do oceano.” Publicada em 29 de julho, a investigação da Mongabay revelou que os governos federal, estadual e municipal estão comprando carne de tubarão em larga escala para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/investigacao-da-mongabay-e-citada-em-mocao-para-proibir-exportacoes-de-barbatana-de-tubarao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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