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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>“Essa hidrovia vai matar o pescador”, dizem ribeirinhos do Rio Tocantins</title>
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					<pubDate>27 Mai 2026 08:44:14 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>ITUPIRANGA, Pará – Ronaldo Macena e Erlan Moraes, lideranças de comunidades ribeirinhas cujas famílias vivem há gerações da pesca no Pedral do Lourenção, trecho rochoso que faz parte do Rio Tocantins, no sudeste do Pará, sentiram-se esperançosos em setembro, quando um juiz federal visitou suas vilas. Por várias gerações, disse Macena ao juiz, os povos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ITUPIRANGA, Pará – Ronaldo Macena e Erlan Moraes, lideranças de comunidades ribeirinhas cujas famílias vivem há gerações da pesca no Pedral do Lourenção, trecho rochoso que faz parte do Rio Tocantins, no sudeste do Pará, sentiram-se esperançosos em setembro, quando um juiz federal visitou suas vilas. Por várias gerações, disse Macena ao juiz, os povos do território ribeirinho do Pedral do Lourenção, como eles o chamam, prosperaram em seus trechos cheios de pedras. Ali, eles obtêm não apenas renda e meios de subsistência dignos, mas também identificação cultural por meio da pesca nos pedregosos cânions subaquáticos que chegam a atingir 80 metros de profundidade. Porém, no momento em que o governo federal busca abrir uma nova hidrovia no rio, seus direitos têm sido sistematicamente violados, disse Macena, por um governo que não os tratou como povos tradicionais com “cultura, tradições e linguajar” distintos, e sim juntou os ribeirinhos aos povos urbanos, com os registros oficiais praticamente ignorando seus saberes tradicionais, sua pesca e mesmo sua existência. Os órgãos federais responsáveis pelo projeto planejam explodir o leito rochoso do Pedral do Lourenção, como é chamado pelos ribeirinhos (formalmente conhecido como Pedral do Lourenço). Seria um primeiro passo para a criação de uma hidrovia no Rio Tocantins, cujo objetivo é ampliar as exportações de grãos, minerais e gado. O projeto está sendo executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com estudos da consultoria DTA Engenharia. Para transformar o rio em uma hidrovia, as autoridades decidiram dinamitar as rochas em um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/essa-hidrovia-vai-matar-o-pescador-dizem-ribeirinhos-do-rio-tocantins/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sem energia prometida por Belo Monte, comunidades geram sua própria eletricidade</title>
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					<pubDate>14 Mai 2026 15:56:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jorge C. Carrasco]]>
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							<![CDATA[<p>Quando o governo brasileiro aprovou a construção do complexo hidrelétrico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o megaprojeto prometia transformar o panorama energético nacional e local, gerando uma grande oferta de energia limpa para abastecer indústrias, iluminar residências e levar desenvolvimento a comunidades isoladas que, historicamente, tinham pouco ou nenhum [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Quando o governo brasileiro aprovou a construção do complexo hidrelétrico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o megaprojeto prometia transformar o panorama energético nacional e local, gerando uma grande oferta de energia limpa para abastecer indústrias, iluminar residências e levar desenvolvimento a comunidades isoladas que, historicamente, tinham pouco ou nenhum acesso à energia elétrica. No entanto, quase uma década após o início das operações da quarta maior usina hidrelétrica do mundo, em 2016, a realidade é diferente. Comunidades vulneráveis que dependiam da pesca foram severamente afetadas economicamente, e muitas famílias ribeirinhas continuam sem conexão à rede elétrica ou pagam algumas das contas de luz mais altas do país. Um estudo publicado em 2024 por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), identificou, por meio de uma pesquisa domiciliar com 500 famílias em Altamira, no Pará, que a grande maioria delas (86,8%) sofreu um impacto negativo nos preços da energia elétrica após a construção de Belo Monte. A pesquisa reforça as evidências de que não só o “progresso energético” prometido no passado nunca se concretizou, mas também que as tarifas dispararam, enquanto as comunidades que vivem à sombra da maior barragem da Amazônia ainda enfrentam apagões e custos proibitivos. Vista geral do sistema de energia solar após a instalação na comunidade de Porto Rico, na região de Santarém, no Pará. Foto cedida por Renato&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/sem-energia-prometida-por-belo-monte-comunidades-geram-sua-propria-eletricidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Barulho de hidrovia pode comprometer a sobrevivência de tartarugas no Tapajós</title>
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					<pubDate>28 Abr 2026 07:08:44 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>É apenas um som doce e estridente, como o de um patinho de borracha. Para os cientistas, no entanto, pode ter vários significados, que vão desde “hora de desovar!” a “vamos lá, filhotes!” e “hora de migrar!”. Cientistas que estudam a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), a maior tartaruga de água doce da América do Sul, descobriram [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[É apenas um som doce e estridente, como o de um patinho de borracha. Para os cientistas, no entanto, pode ter vários significados, que vão desde “hora de desovar!” a “vamos lá, filhotes!” e “hora de migrar!”. Cientistas que estudam a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), a maior tartaruga de água doce da América do Sul, descobriram que as crias começam a se comunicar mesmo antes do nascimento, provavelmente para combinarem o melhor momento de sair dos ovos e escavar a areia até à praia. “A tartaruga-da-amazônia é uma das espécies de quelônios mais sociáveis do mundo”, disse à Mongabay a pesquisadora Camila Rudge Ferrara, que comprovou pela primeira vez as capacidades de comunicação destes animais. “Elas migram em grupo, desovam em grupo, nascem em grupo.” Camila também é coordenadora do Programa de Conservação de Quelônios da organização sem fins lucrativos Wildlife Conservation Society no Brasil (WCS Brasil). Em breve, porém, o murmúrio das tartarugas-da-amazônia no Rio Tapajós, um importante afluente do Amazonas, poderá ser perturbado pelo ruído de dragas, balsas e barcos circulando por uma ambiciosa via de navegação planejada pelo governo federal. O objetivo é transportar minerais e cereais até ao porto de Santarém, no Pará. “O som da dragagem e das embarcações vai interferir na comunicação das tartarugas”, explicou Camila, destacando que ainda são necessárias pesquisas sobre o assunto. “A alta frequência embaixo da água deve atrapalhar a migração destes animais.” A última avaliação da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que aguarda revisão,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/barulho-de-hidrovia-pode-comprometer-a-sobrevivencia-de-tartarugas-no-tapajos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Indígenas rejeitam hidrovia do Tapajós enquanto governo acelera dragagem</title>
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					<pubDate>20 Jan 2026 06:49:33 +0000</pubDate>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Em 7 de novembro, indígenas Tupinambá e de outros povos ocuparam o Rio Tapajós com pequenas embarcações por algumas horas, abordando balsas que transportavam soja e outras commodities perto da cidade de Santarém, no Pará. Eles protestaram pacificamente, exibindo faixas com mensagens como “o agro passa, a destruição fica”, para denunciar impactos socioambientais de uma [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 7 de novembro, indígenas Tupinambá e de outros povos ocuparam o Rio Tapajós com pequenas embarcações por algumas horas, abordando balsas que transportavam soja e outras commodities perto da cidade de Santarém, no Pará. Eles protestaram pacificamente, exibindo faixas com mensagens como “o agro passa, a destruição fica”, para denunciar impactos socioambientais de uma hidrovia na região e de outros projetos de infraestrutura que visam transformar o Baixo Tapajós em um dos principais corredores logísticos de exportação da Amazônia brasileira. A hidrovia do Rio Tapajós é um projeto de infraestrutura em andamento. Ela se estende por cerca de 250 quilômetros, ligando o porto de Miritituba, na cidade de Itaituba, um importante centro logístico intermodal para commodities agrícolas e minerais, a Santarém, onde o Tapajós encontra o Rio Amazonas, que dá acesso ao Oceano Atlântico. Nos últimos 10 anos, o tráfego de carga nessa rota cresceu significativamente, impulsionado pela pavimentação da BR-163, a principal ligação entre os estados produtores do Centro-Oeste e o início da hidrovia do Tapajós. O rio há muito tempo serve como rota de transporte e viagem. Entretanto, para atender aos interesses do agronegócio, da mineração e de outros setores, o governo brasileiro decidiu expandir a sua capacidade. O plano consiste em consolidar a hidrovia do Tapajós como um dos corredores prioritários de exportação do chamado projeto Arco Norte, um termo informal usado para descrever um conjunto de projetos de infraestrutura para melhorar a eficiência logística na região Norte do Brasil. Em 14 de novembro, indígenas Munduruku&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/indigenas-rejeitam-hidrovia-do-tapajos-enquanto-governo-acelera-dragagem/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes deformados expõem o colapso do pulso do Xingu após Belo Monte</title>
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					<pubDate>17 Dez 2025 00:16:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Enchentes, Energia, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Peixes, Pesca, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, Rios, Seca e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>No dia 17 de fevereiro de 2016, ocorreu o primeiro giro mecânico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, no estado do Pará. Meses depois, em abril, a usina já entrava em operação comercial. Naquele mesmo ano, o pesquisador Jansen Zuanon esteve na Volta Grande do Xingu, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No dia 17 de fevereiro de 2016, ocorreu o primeiro giro mecânico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, no estado do Pará. Meses depois, em abril, a usina já entrava em operação comercial. Naquele mesmo ano, o pesquisador Jansen Zuanon esteve na Volta Grande do Xingu, o trecho de 130 km do Rio Xingu que teve seu curso desviado, e sua vazão reduzida, devido à operação da usina. “Estive lá logo que começaram a funcionar as primeiras turbinas. Naquele momento, o reservatório ainda estava enchendo”, relembra Jansen, que foi acompanhado da equipe do Monitoramento Ambiental Territorial Independente (Mati) e de representantes do Ministério Público Federal (MPF). “A gente ia avançando de canoa e encontrava os capararis nas margens, nas águas rasas. Eles estavam claramente desnutridos, com olhos fundos, com feridas, faltando dentes e cheios de parasitas. Eram como peixes zumbis, morrendo aos poucos.” Hoje, quase dez anos depois do início de suas operações, novos impactos negativos da usina de Belo Monte se revelam. Mais recentemente, neste ano, o mesmo grupo de monitoramento divulgou, em nota técnica, o registro de peixes com alterações físicas visíveis em pescadas (Plagioscion squamosissimus): com o corpo oval, curto e arredondado, diferente do aspecto alongado normal, indicando deformidades na coluna vertebral. Nascida e criada no Xingu, na vila ribeirinha de Belo Monte, Sara Rodrigues Lima foi uma das pescadoras que encontraram peixes nessas condições e passou a registrá-los em 2021. Ela não só relata as deformidades e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/peixes-deformados-expoem-o-colapso-do-pulso-do-xingu-apos-belo-monte/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Armazenamento de carbono no oceano: entre novos investimentos e antigas preocupações</title>
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					<pubDate>30 Set 2025 12:57:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Brasil e China]]>
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							<![CDATA[Água, Carbono, Certificação, Combustíveis Fósseis, Conservação, Degradação, Desmatamento, Dióxido de Carbono, Energia, Gases de Efeito Estufa, Infraestrutura, Lei Ambiental, Mudanças climáticas, Oceanos, Política Ambiental, Poluição e Recursos hídricos]]>
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							<![CDATA[<p>Entre críticas e apoio, o armazenamento de carbono em reservatórios de petróleo e gás no fundo do oceano ganha força contra a crise climática. Em todo o mundo, já existem planos em andamento para lançar projetos desse tipo — seja no Mar do Norte (localizado entre o Reino Unido e a Escandinávia), no Golfo do [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Entre críticas e apoio, o armazenamento de carbono em reservatórios de petróleo e gás no fundo do oceano ganha força contra a crise climática. Em todo o mundo, já existem planos em andamento para lançar projetos desse tipo — seja no Mar do Norte (localizado entre o Reino Unido e a Escandinávia), no Golfo do México ou no Sudeste Asiático. Muitas dessas iniciativas já são financiadas por governos locais. A prática consiste na captura do carbono (em geral, obtido diretamente de indústrias poluidoras, como a do cimento e as metalúrgicas, por exemplo) e em sua transformação em CO2 supercrítico – ou seja, quando está acima da sua temperatura e pressão críticas, sendo “otimizado” para a manipulação. Após esse processo, o produto é levado por navios ou gasodutos até uma estrutura localizada no oceano. Ao chegar lá, o CO2 é injetado em um poço inativo, que em seguida é “lacrado”. “Essas mesmas formações [geológicas] armazenaram petróleo e gás por milhões de anos até serem perfuradas. Por esse motivo, sabemos que o CO2 pode ser depositado de forma permanente e na mesma escala de tempo. Temos dados detalhados e uma compreensão sólida sobre a geologia desses poços e o quanto eles podem armazenar”, disse Chris Consoli, especialista em armazenamento do Global CCS Institute. No entanto, essa proposta de solução climática, que pretende pegar carona na infraestrutura já existente dos combustíveis fósseis, é vista por críticos como uma justificativa para que esse modelo siga sendo explorado, usando métodos pouco eficientes e com histórico&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/armazenamento-de-carbono-no-oceano-entre-novos-investimentos-e-antigas-preocupacoes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A abordagem das mudanças climáticas na Colômbia, Peru, Equador e Bolívia</title>
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					<pubDate>26 Set 2025 20:26:35 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Colômbia, Peru e Equador assinaram o Pacto de Glasgow, um acordo vinculado à UNFCCC pelo qual, entre outros compromissos, os países concordam em interromper e reverter a perda de florestas até 2030. A Bolívia, embora não seja signatária desse componente do tratado climático, comprometeu-se a reduzir a perda florestal em oitenta por cento quando apresentou [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Colômbia, Peru e Equador assinaram o Pacto de Glasgow, um acordo vinculado à UNFCCC pelo qual, entre outros compromissos, os países concordam em interromper e reverter a perda de florestas até 2030. A Bolívia, embora não seja signatária desse componente do tratado climático, comprometeu-se a reduzir a perda florestal em oitenta por cento quando apresentou uma versão preliminar de sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) à UNFCCC em 2022.Há muito tempo, as quatro nações têm políticas estabelecidas para criar áreas protegidas e reconhecer as terras indígenas, bem como mecanismos de zoneamento do uso da terra que, teoricamente, restringem a derrubada de florestas em terras privadas. Da mesma forma, todos lançaram vários programas ao longo de décadas para promover o desenvolvimento sustentável, o manejo florestal e o bem-estar social. No entanto, apesar dessas políticas, nenhuma delas tem leis comparáveis ao Código Florestal do Brasil, ou algo que se aproxime de uma estratégia nacional comparável ao PPCDAm. Os governos atuais da Colômbia e do Equador parecem estar buscando sinceramente uma solução para o desmatamento; seus homólogos no Peru e na Bolívia, no entanto, são abertamente ambivalentes. Em toda a Amazônia andina, as autoridades eleitas expressam apoio ao desenvolvimento com desmatamento zero, ao mesmo tempo em que toleram, ou até mesmo promovem, políticas que impulsionam o desmatamento. De forma preocupante, todos os países viram sua taxa média anual de desmatamento aumentar na última década. A borboleta Meneria Metalmark (Amarynthis meneria) no Parque Nacional do Manu, no Peru. Crédito: Rhett A.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/a-abordagem-das-mudancas-climaticas-na-colombia-peru-equador-e-bolivia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A fórmula que reduziu o desmatamento no Brasil no século 21</title>
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					<pubDate>19 Set 2025 18:26:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[A redução drástica do desmatamento no Brasil entre 2004 e 2012 foi o resultado de uma abordagem integral do governo, que foi coordenada de perto com iniciativas privadas, em resposta a boicotes internacionais que visavam as cadeias de fornecimento de commodities. Lançado no primeiro ano do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) foi bem-sucedido em grande parte porque foi executado através da Casa Civil, uma entidade dentro do gabinete da Presidência (CC/PR). O sucesso imediato do PPCDAm demonstrou que a redução do desmatamento exige políticas que englobem o aparato regulatório nos âmbitos federal, estadual e local. Embora a iniciativa não tenha eliminado o desmatamento, suas políticas foram bem-sucedidas na mudança de comportamento humano bem como nos modelos de negócios na fronteira florestal. Em 2009, o governo assumiu o compromisso com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) de reduzir o desmatamento em oitenta por cento até 2020, mas ultrapassou essa meta em 2012, quando a taxa anual de desmatamento foi de apenas vinte por cento de sua média histórica de vinte anos. Apesar de seu sucesso inicial, o PPCDAm não conseguiu erradicar certos tipos de desmatamento em pequena escala e foi ineficaz no combate ao garimpo de ouro que explodiu na região. No entanto, o déficit não foi necessariamente uma falha do projeto, mas o resultado do cálculo político das administrações subsequentes e de um mercado global que continuou a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/a-formula-que-reduziu-o-desmatamento-no-brasil-no-seculo-21/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento para energia renovável aumenta pressão sobre a Caatinga</title>
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					<pubDate>02 Set 2025 07:30:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana Amâncio]]>
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							<![CDATA[<p>Ao longo dos anos, a produção de energias renováveis tem ampliado sua participação como vetor de pressão sobre a Caatinga. Números aos quais a Mongabay teve acesso com exclusividade revelam esse aumento. Segundo o MapBiomas, entre 2020 e 2024, a área desmatada na Caatinga para a instalação de parques eólicos e solares cresceu 558%. No [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ao longo dos anos, a produção de energias renováveis tem ampliado sua participação como vetor de pressão sobre a Caatinga. Números aos quais a Mongabay teve acesso com exclusividade revelam esse aumento. Segundo o MapBiomas, entre 2020 e 2024, a área desmatada na Caatinga para a instalação de parques eólicos e solares cresceu 558%. No primeiro ano da série, a área desmatada foi de 503 hectares; no último ano, passou para 3.315 hectares. Nesse tempo, 12.850 hectares de vegetação nativa foram cortados. A média anual de desmatamento no período é de 2 mil hectares, ritmo que, se for mantido, em dez anos, a perda total de vegetação pode chegar a 40 mil hectares. O pesquisador do MapBiomas Caatinga, Nerivaldo Santos, afirma que “a agropecuária continua sendo a atividade que exerce maior pressão sobre o bioma. No entanto, a cada ano, as renováveis têm ampliado a pressão, algo que tem chamado a atenção dos pesquisadores”, observa. Ele explica que esses dados têm uma margem de omissão de 5%, “o que é considerada baixa, levando em conta que as áreas são analisadas 12 vezes. Se em um mês algo não foi percebido, porque havia uma nuvem naquela área, no mês seguinte temos a oportunidade de checar”. Embora as áreas ocupadas por eólicas em comparação com as áreas de agropecuária sejam pequenas, o que está em jogo aqui são os impactos que esses empreendimentos causam às comunidades. Segundo Nerivaldo, “não é só a promessa de desenvolvimento e de empregos que deve ser levada&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/desmatamento-para-energia-renovavel-aumenta-pressao-sobre-a-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Relação entre fauna do Cerrado e rodovias é mais complexa do que se supunha, aponta estudo</title>
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					<pubDate>11 Ago 2025 15:13:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Segundo dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (Ufla), cerca de 475 milhões de animais são atropelados nas rodovias brasileiras a cada ano, o que afeta diferentes ecossistemas. A mesma entidade estima que 430 milhões desses indivíduos são vertebrados de pequeno porte — como aves, sapos, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Segundo dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (Ufla), cerca de 475 milhões de animais são atropelados nas rodovias brasileiras a cada ano, o que afeta diferentes ecossistemas. A mesma entidade estima que 430 milhões desses indivíduos são vertebrados de pequeno porte — como aves, sapos, cobras e lagartos. Diante dessa estatística, é plausível que as autopistas do país sejam vistas como a principal causa de impacto à vida de diferentes espécies. No entanto, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revelou que a qualidade dos habitats e a ligação entre seus fragmentos de vegetação podem afetar a vida selvagem até mais do que as estradas, em alguns casos. A pesquisa foi o tema do doutorado do biólogo Vinícius Alberici, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em Ribeirão Preto. Segundo o pesquisador, o trabalho surgiu da necessidade de se “preencher uma lacuna de conhecimento sobre como as populações de mamíferos respondem às estradas, [sobretudo] em paisagens agrícolas no Cerrado”, disse, em entrevista à Mongabay. “O principal objetivo foi investigar como a proximidade das estradas influencia na abundância local das espécies, considerando os efeitos da paisagem — ou seja, a qualidade e a conectividade do habitat.” O estudo avaliou a abundância relativa de 12 espécies de mamíferos de médio e grande porte, considerando a proximidade entre os locais que habitam e diferentes estradas pavimentadas, com um volume variado de tráfego. Inicialmente, elas foram divididas em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/relacao-entre-fauna-do-cerrado-e-rodovias-e-mais-complexa-do-que-se-supunha-aponta-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estratégias de combate ao desmatamento na Pan-Amazônia</title>
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					<pubDate>06 Ago 2025 13:14:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>A abordagem de comando e controle para reduzir ou eliminar as irregularidades ambientais depende tanto de incentivos quanto de punições. As recompensas estão amplamente ligadas ao setor privado e se baseiam no acesso aos mercados. As punições dependem do setor público e incluem sanções administrativas, como a negação de licenças ambientais e a imposição de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A abordagem de comando e controle para reduzir ou eliminar as irregularidades ambientais depende tanto de incentivos quanto de punições. As recompensas estão amplamente ligadas ao setor privado e se baseiam no acesso aos mercados. As punições dependem do setor público e incluem sanções administrativas, como a negação de licenças ambientais e a imposição de multas por não cumprimento das normas, usando tanto o direito administrativo quanto o civil. O principal instrumento é a aplicação da lei por meio do sistema de justiça criminal. A aplicação do código penal tem sido negligente em paisagens pioneiras, inclusive para homicídio, fraude, escravidão e tráfico de drogas, para citar alguns dos crimes graves mais comuns. A ação criminosa floresce devido à ausência de instituições fortes, acompanhada de uma cultura de desobediência reforçada pela inação judicial e pela corrupção política. Não é de surpreender que os crimes ambientais, que provavelmente são vistos pelos perpetradores como crimes sem vítimas, sejam considerados aceitáveis, porque amplos setores da sociedade adotam modelos econômicos que violam as regras que regem o uso e a posse da terra, a mineração, a silvicultura e a agricultura. Regeneração florestal nas florestas amazônicas de Orellana, Equador. Foto: Rhett A. Butler. A política oficial de todas as nações da Pan-Amazônia é promover a conservação da floresta e interromper, ou pelo menos reduzir significativamente, o desmatamento. As estratégias mais bem-sucedidas têm sido a criação e o gerenciamento de áreas protegidas e, ao mesmo tempo, a formalização dos direitos territoriais dos povos indígenas, bem como a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/estrategias-de-combate-ao-desmatamento-na-pan-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O papel das autoridades nas Guianas</title>
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					<pubDate>01 Ago 2025 13:14:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>A Venezuela tem uma longa história de governo federal e doze de suas 22 constituições incluíram a palavra “Federal” no título, inclusive a primeira delas em 1811. No entanto, a maioria desses regimes federais foi estabelecida no século XIX e um longo período de governo militar &#8211; entre 1900 e 1958 &#8211; estabeleceu uma filosofia [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Venezuela tem uma longa história de governo federal e doze de suas 22 constituições incluíram a palavra “Federal” no título, inclusive a primeira delas em 1811. No entanto, a maioria desses regimes federais foi estabelecida no século XIX e um longo período de governo militar &#8211; entre 1900 e 1958 &#8211; estabeleceu uma filosofia de governo centralizada que continua a dominar os assuntos políticos do país. A Venezuela tem todas as características de um estado federal, incluindo assembleias regionais e a eleição direta de autoridades regionais, mas de fato predomina um governo central de natureza autoritária. Por um breve período, os princípios federalistas deixaram uma marca nos estados amazônicos quando o país estabeleceu a Corporación Venezolana de Guayana (CVG) em 1960. Seguiram-se duas décadas de investimentos em energia hidrelétrica, mineração e desenvolvimento industrial. O legado desses investimentos persiste até hoje na dependência da usina hidrelétrica de Guri. O setor de mineração está em declínio há mais de uma década e as refinarias de metal mal funcionam. Em 2024, a Venezuela é essencialmente um estado falido, e o colapso de suas instituições formais levou o governo nacional a declarar o regime militar nos estados de Bolívar e Amazonas. Fenda na montanha Diablo, na Venezuela. Crédito: Rhett A. Butler. A Guiana e o Suriname são repúblicas pequenas e centralizadas, nas quais o governo nacional é responsável pelo desenvolvimento de políticas e pela prestação de serviços básicos, embora possa administrá-los por meio de jurisdições locais, chamadas de Conselhos Democráticos Regionais na Guiana&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/o-papel-das-autoridades-nas-guianas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>BR-319: rodovia polêmica na Amazônia ganha impulso com nova lei ambiental</title>
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					<pubDate>18 Jul 2025 13:57:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Ambientalistas, Ameaças à Amazônia, Clima, Comunidades Tradicionais, Desmatamento, Florestas Tropicais, Indígenas, Infraestrutura, Motores do Desmatamento, Mudanças climáticas, Povos indígenas, Terras Indígenas e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>No coração da floresta amazônica, um projeto de infraestrutura adormecido há muitos anos está voltando à vida. A rodovia BR-319, que liga Manaus e Porto Velho ao longo de 885 km, nunca foi totalmente pavimentada desde sua inauguração em 1976. Abandonada por décadas, a estrada acabou se vendo em péssimo estado enquanto a floresta tomava [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No coração da floresta amazônica, um projeto de infraestrutura adormecido há muitos anos está voltando à vida. A rodovia BR-319, que liga Manaus e Porto Velho ao longo de 885 km, nunca foi totalmente pavimentada desde sua inauguração em 1976. Abandonada por décadas, a estrada acabou se vendo em péssimo estado enquanto a floresta tomava conta da terra e do asfalto rachado. Alguns trechos se tornaram intransitáveis, principalmente na estação chuvosa. Políticos da região pedem há muito tempo que o governo federal pavimente a BR-319 por completo, ligando as duas capitais e, segundo eles, ajudando a conectar o estado do Amazonas ao resto do Brasil — atualmente, grande parte do fluxo entre as cidades é feito de barco pelo Rio Madeira, uma viagem que pode levar até seis dias. No entanto, a BR-319 atravessa uma das áreas mais preservadas da Amazônia, e ambientalistas alertam que a reconstrução da rodovia vai impulsionar o desmatamento na região, como já aconteceu com outras estradas. Alguns dizem que isso poderia levar a Amazônia a atingir seu “ponto de inflexão”, no qual ela não seria mais capaz de se sustentar como floresta tropical, tornando-se uma savana. “A BR-319 é o primeiro dominó em uma cadeia de efeitos que vai afetar não apenas todas as regiões e populações do Brasil, mas também os biomas e populações de toda a América do Sul e, em última instância, todo o planeta”, disse Marcos Woortmann, ambientalista e diretor adjunto do Instituto Democracia e Sustentabilidade, à Mongabay. O trecho central&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/br-319-rodovia-polemica-na-amazonia-ganha-impulso-com-nova-lei-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estratégias estatais para o desenvolvimento sustentável &#8211; e convencional &#8211; na Amazônia</title>
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					<pubDate>20 Jun 2025 14:45:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>As autoridades eleitas na Amazônia brasileira adotaram a retórica do desenvolvimento sustentável e muitos apoiam programas que promovem paradigmas de produção sustentável. No entanto, há um grande número que ainda apoia investimentos em infraestrutura que, sabidamente, impulsionam o desmatamento. Quais são os motivos que os levam a seguir caminhos de desenvolvimento aparentemente contraditórios? Ou assumem [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As autoridades eleitas na Amazônia brasileira adotaram a retórica do desenvolvimento sustentável e muitos apoiam programas que promovem paradigmas de produção sustentável. No entanto, há um grande número que ainda apoia investimentos em infraestrutura que, sabidamente, impulsionam o desmatamento. Quais são os motivos que os levam a seguir caminhos de desenvolvimento aparentemente contraditórios? Ou assumem que as práticas sustentáveis se enraizarão e que o desenvolvimento em torno da infraestrutura será positivo, ou não entendem a conexão entre os dois tipos de iniciativas, ou duvidam do valor das opções sustentáveis e estão se precavendo, ou estão tentando agradar a todos os seus eleitores, o que, obviamente, é a explicação mais provável para o comportamento de qualquer político. As evidências de sua disposição de jogar nos dois lados desse debate podem ser encontradas em seus orçamentos, em seus planos de desenvolvimento estratégico e, é claro, em suas declarações públicas. Talvez o praticante mais notório dessa estratégia política seja o atual governador do Pará, Helder Barbalho (2019-atual). No lado verde de sua agenda há o compromisso de eliminar todas as formas de desmatamento ilegal até 2025 e seu entusiasmo pelo desenvolvimento da bioeconomia do estado, especialmente o cultivo de açaí. Como anfitrião da conferência internacional sobre o clima COP30 em Belém em novembro de 2025, Helder espera destacar essas iniciativas como parte da contribuição do Brasil para o esforço global de combate às mudanças climáticas. Essa visão também se manifesta no plano de desenvolvimento estratégico de vinte anos dos estados, que prevê uma&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/estrategias-estatais-para-o-desenvolvimento-sustentavel-e-convencional-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Garimpos na Amazônia estimulam tráfico sexual na fronteira com a Guiana</title>
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					<pubDate>20 Jun 2025 09:36:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Garimpo, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Lei Ambiental, Mineração, Ouro, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>A pobreza e a falta de fiscalização nas fronteiras contribuem para o aliciamento de jovens para a exploração sexual em garimpos no Brasil e em países vizinhos como a Guiana.</p>
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							<![CDATA[BOA VISTA, Roraima — Após cruzar a fronteira de Lethem, na Guiana, um outdoor chama a atenção. A peça informa que o tráfico humano é um crime que deve ser denunciado. O alerta chocante quebra a sensação de tranquilidade das ruas repletas de lojas de produtos importados da China, muito procurados por comerciantes de Boa Vista. A fronteira, localizada em Bonfim, está a apenas 132 quilômetros da capital de Roraima. Separadas pelo Rio Tacutu, as cidades são facilmente acessíveis pela BR-401. Cruzei a fronteira sem passar por qualquer processo de fiscalização, apesar da presença de um posto da Polícia Federal na divisa. Ao longo de sete dias em Roraima, três fontes relataram que veículos de Boa Vista transportam por esta mesma fronteira, sem obstáculos, garotas aliciadas para exploração sexual em Lethem, onde existem bares que facilitam os encontros com garimpeiros da Guiana. No país vizinho, a prostituição é proibida e os garimpos são fiscalizados. Porém, fontes que pediram anonimato por razões de segurança disseram à Mongabay que a exploração sexual de jovens brasileiras e imigrantes, sobretudo venezuelanas, ocorre rotineiramente. Em geral, segundo as fontes, bares e outros ambientes frequentados por jovens em Boa Vista são alvos de aliciadoras a serviço de redes de crime organizado que têm investido fortemente em atividades de garimpo na Amazônia. Ao abordarem as vítimas com convites de viagens a trabalho e alta remuneração, elas usam roupas, joias e perfumes caros para atrair jovens pobres. O assédio também já foi observado nas imediações de escolas, comunidades&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/garimpos-na-amazonia-estimulam-trafico-sexual-na-fronteira-com-a-guiana/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Análise ambiental estratégica: uma abordagem positiva, mas sem sucesso, para gerenciar mudanças</title>
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					<pubDate>09 Jun 2025 18:47:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>No final da década de 1990, os acadêmicos desenvolveram uma variante da metodologia de EIA conhecida como avaliação ambiental estratégica (AAE). Originalmente concebida como um super EIA, o escopo da análise foi ampliado para considerar impactos de longo prazo, indiretos e cumulativos, bem como cenários alternativos de desenvolvimento. A chave para a metodologia da AAE [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No final da década de 1990, os acadêmicos desenvolveram uma variante da metodologia de EIA conhecida como avaliação ambiental estratégica (AAE). Originalmente concebida como um super EIA, o escopo da análise foi ampliado para considerar impactos de longo prazo, indiretos e cumulativos, bem como cenários alternativos de desenvolvimento. A chave para a metodologia da AAE é a participação de todas as partes interessadas em um diálogo aberto, enquanto várias opções de desenvolvimento ainda estão em discussão. Com o passar do tempo, os EIAs foram formalizados como um caminho estreito para mitigar os passivos ambientais e sociais de um projeto específico. Em contrapartida, as AAEs evoluíram na direção oposta e agora são promovidas como um processo de planejamento estratégico que busca maximizar os resultados positivos de políticas, planos e programas de nível superior. Houve uma onda de interesse em AAEs na virada do milênio, e a metodologia foi aplicada em vários projetos de alto nível na Pan-Amazônia. 1) Evaluación Ambiental Estratégica Corredor Bioceánico Santa Cruz-Puerto Suárez: uma rodovia que liga Santa Cruz, na Bolívia, e Corumbá, no Brasil, conectando as redes de transporte dos Andes Centrais com o sul do Brasil, uma prioridade IIRSA em estágio inicial construída entre 2000 e 2012. 2) Plano BR-163 Sustentável: uma iniciativa do governo brasileiro para promover o desenvolvimento sustentável nas paisagens ao redor da rodovia entre Cuiabá (MT) e Santarém (PA). Essa rodovia foi originalmente aberta na década de 1970, durante a Operação Amazônia, e o segmento que atravessa o Pará foi essencialmente abandonado&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/analise-ambiental-estrategica-uma-abordagem-positiva-mas-sem-sucesso-para-gerenciar-mudancas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O alcance, os limites e os (supostos) vieses dos estudos de viabilidade e das licenças ambientais</title>
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					<pubDate>02 Jun 2025 15:38:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>O EIA é um componente integral (de alto perfil) do processo regulatório que evoluiu nas últimas décadas para incluir as fases iniciais de um processo de planejamento como também as fases finais do procedimento de licenciamento, de modo que o Estado (e a sociedade civil) possa intervir, tanto para modificar a proposta original como para [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O EIA é um componente integral (de alto perfil) do processo regulatório que evoluiu nas últimas décadas para incluir as fases iniciais de um processo de planejamento como também as fases finais do procedimento de licenciamento, de modo que o Estado (e a sociedade civil) possa intervir, tanto para modificar a proposta original como para corrigir deficiências que se manifestam quando a instalação ou o bem está em desenvolvimento. Os estudos de factibilidade que enfocam a possibilidade técnica e financeira de investimentos de capital intensivo sempre precederam a maioria dos projetos, mas agora essas avaliações são realizadas no contexto das possíveis compensações causadas pelos impactos ambientais e sociais. No Brasil, os estudos de factibilidade incluem uma consulta pública que permite que a sociedade civil questione a necessidade do investimento e proponha abordagens alternativas para resolver essa aparente necessidade do investimento proposto, como testemunhado pelo recente debate sobre a exploração de petróleo na costa do Amapá. Na Colômbia, as normas exigem um estudo formal (Diagnóstico Ambiental de Alternativas) que avalie alternativas específicas. Se o projeto for aprovado nessa etapa, e após a conclusão do EIA, os proponentes do projeto devem solicitar uma licença ambiental. A maioria dos países adotou um processo, que no Brasil é chamado de Licenciamento Ambiental Trifásico, que estratifica o processo de licenciamento em estágios com pontos de referência claramente definidos (Tabela 7.4; Figura 7.2).  Para projetos menos complexos (B/EIA ou C/EIA), os órgãos reguladores podem comprimir o procedimento de licenciamento em uma única etapa (Licenciamento Ambiental Simplificado),&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/o-alcance-os-limites-e-os-supostos-vieses-dos-estudos-de-viabilidade-e-das-licencas-ambientais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Análise ambiental e social: melhor do que costumava ser</title>
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					<pubDate>26 Mai 2025 13:43:39 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ameaças à Amazônia, Desmatamento, Infraestrutura e Política Ambiental]]>
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							<![CDATA[<p>Essa situação mudou nas décadas de 1980 e 1990, quando as sociedades adotaram reformas na área ambiental.  Como era de se esperar, as primeiras metodologias de EIA eram tendenciosas tanto no conceito quanto na execução.  Os especialistas que realizavam as análises eram pagos pelos criadores do projeto, enquanto o órgão regulador que analisava o estudo [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Essa situação mudou nas décadas de 1980 e 1990, quando as sociedades adotaram reformas na área ambiental.  Como era de se esperar, as primeiras metodologias de EIA eram tendenciosas tanto no conceito quanto na execução.  Os especialistas que realizavam as análises eram pagos pelos criadores do projeto, enquanto o órgão regulador que analisava o estudo era um escritório da mesma entidade que estava promovendo o projeto. Com o passar do tempo, os óbvios conflitos de interesse foram atenuados pela criação de ministérios ambientais que desenvolveram um amplo corpo de regulamentações, enquanto os profissionais de ciências ambientais aprimoraram os critérios e os conjuntos de ferramentas que utilizam ao desenvolver um EIA ou um estudo de diagnóstico relacionado. Políticos, empresários e banqueiros afirmam que as proteções levaram a uma melhoria qualitativa na elaboração e execução de projetos de investimento. Os críticos ambientais, entretanto, afirmam que as revisões são uma forma de lavagem verde que se concentra na proteção dos interesses dos investidores em vez de avaliar se os projetos fazem parte de uma estratégia de desenvolvimento sustentável coerente e de longo prazo. Como em muitos debates polarizados, há elementos de verdade em ambos os pontos de vista. Um EIA típico compila um inventário dos recursos naturais de uma região e descreve as comunidades próximas ao projeto em análise. Isso fornece uma linha de base para identificar prováveis impactos positivos e negativos associados ao projeto. Quando feito corretamente, um EIA oferece recomendações sobre como (1) evitar determinados impactos; (2) mitigar aqueles que não&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/analise-ambiental-e-social-melhor-do-que-costumava-ser/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mineração no mar brasileiro usa brechas legais para avançar sem licenciamento ambiental</title>
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					<pubDate>22 Mai 2025 16:13:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Maurício Angelo e Lucio Lambranho (Observatório da Mineração)]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Energia, Estradas, Hidrelétricas, Infraestrutura, Mineração, Oceanos e recifes de coral]]>
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							<![CDATA[<p>A exploração mineral no fundo do mar tem avançado em todo o mundo nos últimos anos, enquanto as deliberações da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) não chegam a um consenso e empresas buscam brechas para iniciar os seus projetos. No caso do Brasil, levantamento realizado pelo Observatório da Mineração, parceiro da Mongabay, observou um aumento [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/mineracao-no-mar-brasileiro-usa-brechas-legais-para-avancar-sem-licenciamento-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mineração no mar brasileiro usa brechas legais para avançar sem licenciamento ambiental</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[A exploração mineral no fundo do mar tem avançado em todo o mundo nos últimos anos, enquanto as deliberações da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) não chegam a um consenso e empresas buscam brechas para iniciar os seus projetos. No caso do Brasil, levantamento realizado pelo Observatório da Mineração, parceiro da Mongabay, observou um aumento exponencial nos pedidos para exploração de minerais no mar brasileiro. Dos 950 requerimentos registrados na Agência Nacional de Mineração (ANM) desde 1967, 456 foram protocolados de 2020 até o fim de 2024, concentrados principalmente nos litorais do Maranhão, Bahia e Espírito Santo. Esse boom do interesse mineral no mar é explicado pela conjuntura econômica, pela aceleração da transição energética e pela busca por minerais estratégicos para energias renováveis, agora usados como argumento para justificar a exploração em áreas sensíveis e sem estudos suficientes sobre o impacto da atividade, como é o fundo do mar. As principais substâncias pesquisadas na costa brasileira são fosfato e sais de potássio, seguidos por três tipos de calcário e conchas calcárias, todos com potencial de uso na indústria de fertilizantes. A Lithothamnium, uma alga marinha calcificada e conhecida como alga-vermelha, encontrada em águas profundas na costa brasileira, é a substância mais citada nos pedidos de licenciamento ambiental. O Brasil busca reduzir a dependência da importação desses insumos, e o governo de Jair Bolsonaro atuou em várias frentes para aumentar a exploração de fertilizantes no país, política seguida pelo atual governo Lula. Minerais críticos e estratégicos como a ilmenita, o titânio e o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/mineracao-no-mar-brasileiro-usa-brechas-legais-para-avancar-sem-licenciamento-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Jovens Yanomami recorrem a drones para vigiar seu território amazônico</title>
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					<pubDate>16 Abr 2025 14:21:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Garimpo, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Lei Ambiental, Mineração, Ouro, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Na Terra Indígena Yanomami, a maior do Brasil, os líderes acreditam nas habilidades dos jovens para manter o legado de seus antepassados e garantir o futuro de um território cuja extensão equivale quase ao tamanho de Portugal.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/jovens-yanomami-recorrem-a-drones-para-vigiar-seu-territorio-amazonico/" data-wpel-link="internal">Jovens Yanomami recorrem a drones para vigiar seu território amazônico</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Quando garimpeiros ilegais começaram a invadir suas terras, há sete anos, muitos indígenas Yanomami se sentiram impotentes. Como vigiar um território quase do tamanho de Portugal, numa região remota da Amazônia, sem polícia, aviões ou tecnologia? Cerca de 20 mil homens invadiram a Terra Indígena (TI) Yanomami em busca de ouro e cassiterita, causando uma grave crise humanitária e ecológica. Os Yanomami fizeram diversos apelos ao governo federal. No entanto, o país estava sob o comando do presidente Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022, que apoia mineração em terras indígenas, mesmo que essa atividade seja proibida em qualquer circunstância pela Constituição brasileira. O ex-presidente e sua equipe paralisaram todos os esforços para expulsar os invasores da TI Yanomami. Desamparados na maior terra indígena do país, em uma região remota que de fronteira com a Venezuela, os Yanomami concluíram que estavam sozinhos para proteger seu território. Em razão disso, em 2022, a Hutukara Associação Yanomami (HAY) buscou parcerias para implementar e organizar um projeto de capacitação de jovens para o uso de drones. Maurício Ye&#8217;kwana, diretor da HAY, começou a desenvolver o projeto em 2021, como participante da cúpula climática COP26, em Glasgow. Na ocasião, ele entrou em contato com financiadores europeus que decidiram apoiar a iniciativa de formação através da organização humanitária internacional CAFOD. Os 32.212 Yanomami e Ye&#8217;kwana, um grupo étnico que compartilha o território, não poderiam vigiar cerca de 10 milhões de hectares a pé e em canoas, mas com drones eles podem enxergar um pouco mais longe.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/jovens-yanomami-recorrem-a-drones-para-vigiar-seu-territorio-amazonico/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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