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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Acordo entre Mercosul e UE avança, mas acende alertas sobre o risco ambiental</title>
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					<pubDate>09 Abr 2026 06:28:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos sociais, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Gado, Grilagem, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Pesticidas, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. A medida, no entanto, pode trazer no pacote uma série de impactos ambientais. Entre os principais problemas, de acordo com diferentes organizações e ambientalistas, destaca-se a expansão do desmatamento, da exploração de minérios e da importação de pesticidas. Em contrapartida, outros especialistas defendem que o acordo pode impor uma série de regras ambientais a um comércio global já existente — além de facilitar a troca de conhecimentos entre as partes envolvidas. Em linhas gerais, o tratado em desenvolvimento prevê a redução gradual das tarifas de importação no comércio entre os dois blocos continentais. No final de fevereiro, em nota, o governo brasileiro declarou que os europeus “se comprometem a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos”. Mesmo assim, nos últimos anos, o avanço do acordo acendeu múltiplos alertas para o meio ambiente. Em um relatório de março de 2023, o Greenpeace avaliou que a isenção de tarifas beneficiaria a exportação de commodities, podendo ampliar as fronteiras agrícolas e o desmatamento em toda a América do Sul. Atualmente, segundo o estudo, bens agrícolas e minerais representam mais de 70%&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/acordo-entre-mercosul-e-ue-avanca-mas-acende-alertas-sobre-o-risco-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</title>
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					<pubDate>16 Mar 2026 08:00:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kevin Damasio]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa já havia ganhado novos estímulos em 2019, em parte pela tensão comercial entre o primeiro governo de Donald Trump e os chineses. Além da demanda da China, a pavimentação de um trecho da rodovia BR-163 viabilizou novas fronteiras agrícolas para os sojicultores, com a ligação até portos no Pará. Desde então, as lavouras de soja no estado saltaram 3,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume produzido, por sua vez, passou de 33 milhões de toneladas na safra de 2018/19 para 51 milhões na de 2024/25, um aumento de 51%. A produção avança principalmente no Cerrado, a savana mais biodiversa do planeta e central para o abastecimento de água do país. Nascentes do bioma abastecem oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Na bacia do Rio Juruena, no oeste matogrossense, a consolidação das monoculturas — não só de soja, mas também de milho e algodão — preocupa os povos da Terra Indígena Tirecatinga. Eles relatam que as fazendas do entorno têm contaminado os cursos d&#8217;água, plantas e frutas por agrotóxicos, e barram os rios com pequenas usinas hidrelétricas. Situada entre os rios Buriti e Papagaio, a terra indígena tem 131 mil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Gigantes da soja se preparam em silêncio para lei antidesmatamento da UE; impactos seguem incertos</title>
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					<pubDate>22 Jan 2026 14:16:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Marina Martinez]]>
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							<![CDATA[<p>À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis ambientais e de direitos humanos locais. Isso será particularmente desafiador para o setor de soja, já que sua produção é historicamente um dos principais motores da destruição de florestas, especialmente na América do Sul. Inicialmente previsto para dezembro de 2024, o início da aplicação do EUDR foi adiado por um ano devido à pressão exercida por representantes do agronegócio. Em dezembro de 2025, o Parlamento Europeu decidiu adiar novamente a data de aplicação por mais um ano, sob o argumento de dar mais tempo às empresas para se prepararem e garantir uma transição harmoniosa. Para entender quão preparado está o setor de soja, a Mongabay contatou cinco das maiores empresas do setor: ADM, Amaggi, Bunge, Cargill e Cofco International. As respostas oscilaram entre “sem comentários” e o silêncio total. Apesar do silêncio, especialistas vinculados a associações comerciais e ONGs afirmam que as grandes empresas de soja já estão preparadas para atender às exigências do EUDR. “A informação que nós temos, que eles [traders e associações do setor de soja] costumam nos passar, é que elas estão 100% preparadas”, disse Tiago Reis, especialista em conservação do WWF-Brasil, à Mongabay em mensagem de voz. “Inclusive algumas questionaram&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/gigantes-da-soja-se-preparam-em-silencio-para-lei-antidesmatamento-da-ue-impactos-seguem-incertos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mata Atlântica continua perdendo grandes áreas de floresta, apesar da proteção legal</title>
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					<pubDate>26 Set 2025 14:47:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Liz Kimbrough]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Incêndios, Mata Atlântica, Monocultura, Pecuária e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>Em 1970, os cientistas já haviam passado 65 anos acreditando que o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) estava extinto. Naquele ano, no entanto, moradores locais encontraram uma pequena população da espécie  lutando pela sobrevivência em um trecho preservado de Mata Atlântica no oeste paulista. Após décadas de esforços, cerca de 1.800 desses primatas hoje se deslocam por [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 1970, os cientistas já haviam passado 65 anos acreditando que o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) estava extinto. Naquele ano, no entanto, moradores locais encontraram uma pequena população da espécie  lutando pela sobrevivência em um trecho preservado de Mata Atlântica no oeste paulista. Após décadas de esforços, cerca de 1.800 desses primatas hoje se deslocam por corredores florestais restaurados. É uma rara história de sucesso em um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo. Mas, apesar de conquistas como essa na conservação, pesquisas recentes revelam uma realidade preocupante: a Mata Atlântica brasileira continua perdendo milhares de hectares de floresta madura a cada ano, mesmo sendo protegida por lei federal. A Lei da Mata Atlântica permite o desmatamento apenas em circunstâncias excepcionais, o que significa que a maior parte desse desmatamento é ilegal. Vista aérea de fragmentos da Mata Atlântica. A agricultura é a principal causa do desmatamento contínuo. Foto cedida pela Saving Nature. “É realmente alarmante constatar que ainda estamos perdendo grandes áreas de floresta madura”, disse Luis Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica à Mongabay. É especialmente preocupante, acrescentou ele, “considerando que a Mata Atlântica é uma área crítica de biodiversidade, a floresta tropical mais devastada do Brasil, uma das mais devastadas do mundo, e protegida por uma lei específica”. Uma nova pesquisa publicada na revista Nature Sustainability analisou mais de 10 mil eventos de desmatamento na Mata Atlântica entre 2010 e 2020. O estudo constatou que o ritmo do desmatamento permaneceu estável, com uma taxa média&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/mata-atlantica-continua-perdendo-grandes-areas-de-floresta-madura-apesar-da-protecao-legal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Repórter da Mongabay se torna a 1ª brasileira a vencer o Prêmio Oakes, da Universidade de Columbia</title>
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					<pubDate>24 Jul 2025 21:22:09 +0000</pubDate>
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										<author>
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							<![CDATA[A madeira do sangue Guajajara]]>
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							<![CDATA[<p>Repórter investigativa da Mongabay no Brasil, Karla Mendes é a primeira brasileira vencedora do John B. Oakes Award for Distinguished Environmental Journalism (Prêmio John B. Oakes de Excelência em Jornalismo Ambiental), da Universidade de Columbia, nos EUA. Ela venceu a edição do prêmio em 2025 com uma investigação que revelou a explosão de gado ilegal [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Repórter investigativa da Mongabay no Brasil, Karla Mendes é a primeira brasileira vencedora do John B. Oakes Award for Distinguished Environmental Journalism (Prêmio John B. Oakes de Excelência em Jornalismo Ambiental), da Universidade de Columbia, nos EUA. Ela venceu a edição do prêmio em 2025 com uma investigação que revelou a explosão de gado ilegal e crimes ambientais na Terra Indígena Arariboia, no Maranhão, em meio a um número recorde de assassinatos de seus habitantes, os indígenas Guajajara. “A reportagem de Mendes é um feito extraordinário de documentação, multimídia, jornalismo de dados, mapeamento e análises”, escreveram os jurados do prêmio, anunciado em 23 de julho pela Universidade de Columbia, em Nova York. “Mendes arriscou sua vida várias vezes para fazer a reportagem em campo, passando por áreas dominadas pelos criadores de gado para chegar à Arariboia, uma das áreas mais perigosas do mundo.” Criado em 1994, o Oakes é considerado um dos prêmios mais importantes do jornalismo, reconhecendo contribuições excepcionais para a compreensão do público sobre questões ambientais. A vitória de Mendes marca a feito inédito tanto para a Mongabay quanto para um jornalista brasileiro. A investigação da repórter revelou como redes criminosas ligadas à atividade pecuária impulsionaram uma onda de violência e mortes contra os indígenas Guajajara da TI Arariboia — particularmente aqueles que defendem o território como Guardiões da Floresta na ausência do Estado. A reportagem revelou que, entre 1991 e 2023, 38 indígenas Guajajara foram mortos; nenhum dos acusados foi levado a julgamento. Os jurados destacaram as&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/reporter-da-mongabay-se-torna-a-1a-brasileira-a-vencer-o-premio-oakes-da-universidade-de-columbia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Arariboia pode se tornar a primeira terra indígena do país a legalizar gado para subsistência</title>
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					<pubDate>14 Jul 2025 14:58:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Crime Ambiental, Gado, Indígenas, Política Ambiental, Povos indígenas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>A operação federal para remover gado ilegal da Terra Indígena Arariboia enfrentou uma resistência inesperada de alguns indígenas e, agora, o território pode tornar-se o primeiro do país a legalizar pecuária para subsistência, o que preocupa ativistas e defensores dos direitos indígenas sobre a volta de rebanhos ilegais e os danos ambientais ao território. Localizada [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A operação federal para remover gado ilegal da Terra Indígena Arariboia enfrentou uma resistência inesperada de alguns indígenas e, agora, o território pode tornar-se o primeiro do país a legalizar pecuária para subsistência, o que preocupa ativistas e defensores dos direitos indígenas sobre a volta de rebanhos ilegais e os danos ambientais ao território. Localizada no Maranhão, a Terra Indígena (TI) Arariboia é o lar de mais de 10 mil indígenas Guajajara e Awá, caçadores-coletores que vivem em isolamento voluntário nas profundezas da floresta e são considerados o grupo indígena mais ameaçado do planeta. Abrangendo uma área de 413 mil hectares, quase três vezes o tamanho do município de São Paulo, a Arariboia é uma ilha verde cercada por fazendas de gado e serrarias, tornando-a uma das terras indígenas mais ameaçadas do país e alvo de crescente violência e assassinatos contra seus habitantes. Em fevereiro de 2025, o governo federal lançou uma operação contra a pecuária ilícita e outros crimes ambientais na Arariboia, motivada por uma investigação de um ano da Mongabay que revelou um número recorde de assassinatos de indígenas Guajajara em meio a uma explosão de gado ilegal em grandes áreas do território. A pecuária e outras atividades exploratórias para fins comerciais dentro de terras indígenas são proibidas pela Constituição Brasileira. Concluída no final de abril, a força-tarefa removeu entre mil e 2 mil cabeças de gado e mais de 12 quilômetros de cercas na Arariboia. Multas a infratores por crimes ambientais dentro e ao redor de Arariboia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/arariboia-pode-se-tornar-a-primeira-terra-indigena-do-pais-a-legalizar-gado-para-subsistencia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Agricultura sustentável enfrenta caminho tortuoso em hotspot do desmatamento na Amazônia</title>
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					<pubDate>28 Abr 2025 12:00:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>ALTAMIRA, Pará — Bartolomeu Moraes, mais conhecido como Brasília, foi um líder camponês e sindicalista que atuou na longa e sangrenta luta por terra no Brasil. Em 2002, ele foi morto depois de anos de oposição a fazendeiros da região ao longo da BR-163, no Pará. “Ele viu muita terra nas mãos de pouca gente [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ALTAMIRA, Pará — Bartolomeu Moraes, mais conhecido como Brasília, foi um líder camponês e sindicalista que atuou na longa e sangrenta luta por terra no Brasil. Em 2002, ele foi morto depois de anos de oposição a fazendeiros da região ao longo da BR-163, no Pará. “Ele viu muita terra nas mãos de pouca gente e queria que as pessoas pudessem usar essa terra para a agricultura familiar”, lembra Raimunda Rodrigues, de apelido Mariana, enquanto caminha pela estrada de chão batido que leva à sua casa. Depois de sua morte, o Estado brasileiro finalmente cedeu e, em 2005, criou um assentamento sustentável (conhecido como PDS, ou Projeto de Desenvolvimento Sustentável) em homenagem a Brasília. Mariana recebeu um lote de terra dentro dos 19.800 hectares do PDS Brasília, uma área maior que Aracaju, capital de Sergipe, que até então pertencia a um único proprietário. O Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) designou o assentamento a 500 famílias que praticariam a agricultura familiar em seus lotes e usariam uma área maior de floresta conservada para extrair frutos e castanhas. Contudo, 19 anos depois, o cenário é bem diferente. Sem apoio da administração pública, apenas 200 famílias continuam em suas terras. Muitas delas foram forçadas a vendê-las a grandes proprietários (o que é ilegal), que gradualmente reconquistaram a supremacia sobre o território. De acordo com a rede da sociedade civil MapBiomas, mais de dois terços (75%) do assentamento já foi transformado em pastagem para gado, o que é proibido dentro de um PDS.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/agricultura-sustentavel-enfrenta-caminho-tortuoso-em-hotspot-do-desmatamento-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mulheres Krahô lideram guarda indígena para proteger território em Tocantins</title>
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					<pubDate>21 Fev 2025 07:35:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Aimee Gabay]]>
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							<![CDATA[Alimentos, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Gado, Incêndios, Indígenas, Índios, Madeira, Madeireiras, Óleo de Palma, Pecuária, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Em toda a América do Sul, as comunidades indígenas costumam considerar a proteção territorial como responsabilidade dos homens, enquanto as mulheres geralmente assumem papéis de cuidadoras da casa, da família e da comunidade. No entanto, em Tocantins, as mulheres indígenas das comunidades Krahô formaram um grupo de vigilância exclusivamente feminino para proteger seu território contra [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em toda a América do Sul, as comunidades indígenas costumam considerar a proteção territorial como responsabilidade dos homens, enquanto as mulheres geralmente assumem papéis de cuidadoras da casa, da família e da comunidade. No entanto, em Tocantins, as mulheres indígenas das comunidades Krahô formaram um grupo de vigilância exclusivamente feminino para proteger seu território contra invasores — uma raridade na região. Desde o início das operações, a guarda, denominada Mē Hoprê Catêjê, conseguiu identificar e comunicar à Funai uma ameaça relacionada a uma invasão de seu território. A Terra Indígena Kraolândia, com 303 mil hectares, está localizada no Cerrado, nos municípios de Goiatins e Itacajá. Está sob imensa pressão de madeireiros, caçadores, agronegócio e carvoarias. As águas do povo Krahô foram contaminadas por agrotóxicos aplicados nas plantações de soja e algodão próximas. O grupo, que conta com o apoio da Funai, do Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e da empresa de tecnologia Awana Digital, foi criado durante uma reunião de defesa territorial das mulheres em setembro do ano passado. Durante oito dias, as mulheres Krahô se reuniram com outras guardiãs indígenas, incluindo as Guajajara de Arariboia e as Guajajara de Caru, para compartilhar ideias e experiências. “No passado, as mulheres não podiam fazer parte de nenhuma liderança”, disse à Mongabay Luzia Krahô, ou Kruw, uma das 13 integrantes do grupo recém-formado. “As mulheres ficavam em casa para cuidar da família e dos filhos. Mas hoje em dia vejo mudanças. Temos a coragem de enfrentar os perigos para proteger nosso território.”&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/mulheres-kraho-lideram-guarda-indigena-para-proteger-territorio-em-tocantins/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação detalha estratégias de um dos maiores grileiros da Amazônia</title>
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					<pubDate>17 Fev 2025 18:50:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>Em 15 de fevereiro de 2021, o pecuarista brasileiro Bruno Heller assinou um contrato em que vendia a fazenda Serra Formosa a um de seus funcionários. Passados mais de dois anos, quando Heller foi alvo de uma grande operação da Polícia Federal contra a grilagem, ficou claro que a suposta venda foi o primeiro passo [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 15 de fevereiro de 2021, o pecuarista brasileiro Bruno Heller assinou um contrato em que vendia a fazenda Serra Formosa a um de seus funcionários. Passados mais de dois anos, quando Heller foi alvo de uma grande operação da Polícia Federal contra a grilagem, ficou claro que a suposta venda foi o primeiro passo de um sofisticado plano para roubar e desmatar uma grande extensão de terras públicas. A data do contrato, 16 de março de 2006, era muito anterior à data em que o documento fora efetivamente redigido. Mas havia outros problemas. De acordo com investigadores, o contrato era uma obra de ficção. A propriedade de 3 mil hectares nunca foi de fato vendida para o funcionário de Heller, que era apenas um laranja – estratégia comum na Amazônia brasileira para evitar punições por atividades criminosas. Heller sabia que suas próximas ações não passariam despercebidas, e preparava o terreno para que as autoridades colocassem a culpa em outra pessoa. As investigações mostraram que a especialidade do fazendeiro não é nem o gado, nem o plantio, mas sim a grilagem de terras no sudoeste do Pará, às margens da BR-163 – um dos principais hotspots do desmatamento na Amazônia, onde grandes extensões de floresta foram desmatadas para dar lugar à pecuária bovina e às plantações de soja. Lá, no município de Altamira, perto do distrito de Castelo dos Sonhos, Heller e seus familiares registraram mais de 24 mil hectares de terra em seus nomes, equivalente à área urbana da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/investigacao-detalha-estrategias-de-um-dos-maiores-grileiros-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>‘A Mata Atlântica está morrendo’: entrevista com Ricardo Cardim</title>
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					<pubDate>13 Fev 2025 13:37:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Mata Atlântica]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Gado, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Monocultura, Pecuária, Política Ambiental, Produtos da Floresta, Queimadas, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Na casa de Ricardo Cardim, a mata subiu no telhado. No bom sentido: sobre sua cabeça e as de sua família agora prosperam dois microecossistemas: uma amostra de como eram os campos nativos da cidade de São Paulo (os chamados Campos de Piratininga) e uma “floresta-bonsai”: um exemplar de Mata Atlântica em formato reduzido, mas [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/a-mata-atlantica-esta-morrendo-entrevista-com-ricardo-cardim/" data-wpel-link="internal">‘A Mata Atlântica está morrendo’: entrevista com Ricardo Cardim</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
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							<![CDATA[Na casa de Ricardo Cardim, a mata subiu no telhado. No bom sentido: sobre sua cabeça e as de sua família agora prosperam dois microecossistemas: uma amostra de como eram os campos nativos da cidade de São Paulo (os chamados Campos de Piratininga) e uma “floresta-bonsai”: um exemplar de Mata Atlântica em formato reduzido, mas com alta diversidade. “Isso aqui é um laboratório&#8221;, ele diz, referindo-se aos experimentos paisagísticos com espécies nativas que vem fazendo há décadas. Não só isso como todo o paisagismo de sua casa no bairro de Alto de Pinheiros é um grande laboratório doméstico da flora da Mata Atlântica, localizado a duas quadras de onde corre, moribundo, um Rio Pinheiros fétido, retilíneo e desprovido das florestas que um dia cresceram em suas margens. A Mata Atlântica vem sendo uma obsessão do botânico e paisagista Ricardo Cardim desde, quando adolescente, fotografava as grandes árvores do bioma que encontrava pelo caminho. Mal sabia que, anos mais tarde, essa busca se tornaria um livro: Remanescentes da Mata Atlântica: As grandes árvores da floresta original e seus vestígios, esgotado em sua primeira edição e relançado agora em versão ampliada, com 200 novas imagens. É, como ele diz, uma “história visual da Mata Atlântica”, onde reúne fotos históricas da floresta que já tombou e imagens atuais, captadas pelo fotógrafo Cássio Vasconcellos, das últimas árvores gigantes da floresta. Restam poucas, muito poucas, dessas árvores em uma floresta reduzida a 12,4% de sua extensão original, resultado de cinco séculos servindo como matéria-prima para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/a-mata-atlantica-esta-morrendo-entrevista-com-ricardo-cardim/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Projeto em fazenda de gado busca proteger espécie de raposa que só existe no Brasil</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2025/01/projeto-em-fazenda-de-gado-busca-proteger-especie-de-raposa-que-so-existe-no-brasil/</link>
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					<pubDate>20 Jan 2025 17:05:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
							<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agropecuária]]></category>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Fauna, Gado, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Mamíferos, Soluções e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>CORUMBAÍBA, Goiás – Elas apareceram ao crepúsculo. O dia terminava em um céu mesclado de rosa e amarelo quando um filhote se mexeu na relva. A mãe surgiu em seguida, ruiva da cor da terra, pequena, delgada. Krahô-Kanela é uma mãe experiente, já teve pelo menos quatro ninhadas em seus seis anos estimados de vida. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/projeto-em-fazenda-de-gado-busca-proteger-especie-de-raposa-que-so-existe-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Projeto em fazenda de gado busca proteger espécie de raposa que só existe no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[CORUMBAÍBA, Goiás – Elas apareceram ao crepúsculo. O dia terminava em um céu mesclado de rosa e amarelo quando um filhote se mexeu na relva. A mãe surgiu em seguida, ruiva da cor da terra, pequena, delgada. Krahô-Kanela é uma mãe experiente, já teve pelo menos quatro ninhadas em seus seis anos estimados de vida. A quantidade de parceiros não fica aquém: atualmente ela está com MacDonald, o quinto, padrasto de seus três novos filhotes. O ciclo da vida foi lhe tirando os parceiros, e também a ponta do rabo, mas ela segue resiliente na sua jornada em meio a áreas de gado no município goiano de Corumbaíba. A raposa-do-campo (Lycalopex vetulus), ou raposinha, é um animal pequeno, mas de superlativos: a menor entre as espécies de canídeo que ocorrem no Brasil é a única endêmica não só do Cerrado, mas também do país. É também a única que tem os cupins como sua principal fonte de alimento, o que a leva a viver em campos limpos e abertos do bioma, onde a vegetação é mais baixa e os cupinzeiros são mais aparentes. Costuma morar em buracos antes abertos por tatu-pebas. A ninhada nasce no mês de setembro, e a mãe e o pai dividem as tarefas na criação dos bebês, buscando comida e vigiando a toca para afugentar predadores. Os filhotes começam a desmamar em dezembro, e o cuidado parental vai diminuindo a partir de então. O pai e a mãe já não moram na mesma toca que os&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/projeto-em-fazenda-de-gado-busca-proteger-especie-de-raposa-que-so-existe-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Cerrado é o bioma mais beneficiado por iniciativa milionária lançada na COP</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2024/03/cerrado-e-o-bioma-mais-beneficiado-por-iniciativa-milionaria-lancada-na-cop/</link>
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					<pubDate>22 Mar 2024 16:13:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agrofloresta, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Pecuária, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Uma aliança lançada na Conferência do Clima (COP) de 2021 já destinou US$ 240 milhões (R$ 1,18 bilhão) para projetos que aliam o aumento da produtividade rural à preservação ambiental no Brasil. A Inovação Financeira para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC, da sigla em inglês) é liderada pela Tropical Forest Alliance (TFA), The Nature [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/cerrado-e-o-bioma-mais-beneficiado-por-iniciativa-milionaria-lancada-na-cop/" data-wpel-link="internal">Cerrado é o bioma mais beneficiado por iniciativa milionária lançada na COP</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Uma aliança lançada na Conferência do Clima (COP) de 2021 já destinou US$ 240 milhões (R$ 1,18 bilhão) para projetos que aliam o aumento da produtividade rural à preservação ambiental no Brasil. A Inovação Financeira para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC, da sigla em inglês) é liderada pela Tropical Forest Alliance (TFA), The Nature Conservancy (TNC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e já conta com 16 signatários, entre eles o banco Santander e a gigante dos agrotóxicos Syngenta. &#8220;Vemos um papel importante não só do setor financeiro, de colocar dinheiro na mesa, mas também de empresas que dependem da soja e do gado do Brasil no sentido de contribuírem [para a iniciativa]&#8221;, diz Danielle Carreira, diretora de engajamento com o setor financeiro da TFA. Ela explica que o principal objetivo da iniciativa é incluir o produtor na agenda da sustentabilidade, sem que ele tenha que abrir mão de continuar crescendo. &#8220;Queremos trazer a voz do produtor para a conversa.&#8221; Dos onze projetos apoiados pela iniciativa, sete estão no Cerrado, que recebeu quase a totalidade dos recursos: US$ 234,5 milhões (R$ 1,16 bilhão), ou 98% do total. O dinheiro está sendo aplicado em projetos de recuperação de pastagens degradadas, incentivo à preservação de vegetação nativa e aumento da produtividade em áreas já desmatadas.  O protagonismo do bioma não é à toa. O Cerrado é a maior e mais biodiversa savana tropical do mundo, ao mesmo tempo em que responde por 60% da produção agrícola&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/cerrado-e-o-bioma-mais-beneficiado-por-iniciativa-milionaria-lancada-na-cop/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mercados mundiais de soja e milho</title>
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					<pubDate>01 Nov 2023 16:34:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Como a soja é uma planta anual, seu preço pode variar muito em períodos relativamente curtos. Os agricultores podem optar por expandir o cultivo da soja quando os preços estão &#8220;bons&#8221;, o que acaba levando a um excesso de oferta e a uma queda nos preços; isso motiva os agricultores a mudar de cultura ou [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Como a soja é uma planta anual, seu preço pode variar muito em períodos relativamente curtos. Os agricultores podem optar por expandir o cultivo da soja quando os preços estão &#8220;bons&#8221;, o que acaba levando a um excesso de oferta e a uma queda nos preços; isso motiva os agricultores a mudar de cultura ou deixar a terra ociosa. Por esse motivo, os produtores de soja estão mais sintonizados com os mercados globais quando comparados aos produtores de carne bovina (veja acima) e mais ágeis quando comparados aos produtores de óleo de palma. O Brasil exporta entre setenta e oitenta por cento de sua safra nacional de soja, enquanto a Bolívia exporta até 85% de sua produção. Consequentemente, o mercado global tem um impacto preponderante na economia agrícola de ambos os países. A demanda global por soja é impulsionada pelo consumo combinado de óleo vegetal e proteína vegetal. O óleo de soja concorre com o óleo de palma, que é mais competitivo com base no preço, mas a receita que os produtores obtêm com a torta de soja garante que ela continuará a ser amplamente cultivada em um futuro próximo. A geopolítica também desempenha um papel importante. A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China iniciada pelo governo Trump em 2017 levou a um aumento drástico na exportação de soja brasileira para a China. Acordos posteriores levaram a um retorno das exportações dos Estados Unidos para a China, mas o Brasil consolidou sua posição como o maior exportador&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/11/mercados-mundiais-de-soja-e-milho/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Infraestrutura industrial para grãos e cereais</title>
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					<pubDate>31 Out 2023 16:41:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>A cadeia de suprimento de soja/milho depende da existência de instalações logísticas de propriedade privada que são essenciais para receber, secar e armazenar a soja e os grãos para ração após a colheita. Sem silos, toda a colheita teria de ser transportada imediatamente para usinas de processamento ou terminais de exportação distantes. Isso causaria ineficiências [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A cadeia de suprimento de soja/milho depende da existência de instalações logísticas de propriedade privada que são essenciais para receber, secar e armazenar a soja e os grãos para ração após a colheita. Sem silos, toda a colheita teria de ser transportada imediatamente para usinas de processamento ou terminais de exportação distantes. Isso causaria ineficiências na cadeia de suprimentos e levaria a congestionamentos no número limitado de rodovias que conectam as regiões produtoras aos terminais de exportação. Os silos absorvem a produção durante a colheita e permitem que os grãos sejam despachados para os mercados nas semanas e meses seguintes. A soja fermenta e estraga quando o acesso ao armazenamento é restrito devido à distância de transporte ou às longas filas nas instalações logísticas, principalmente se os grãos tiverem um alto teor de água. As estimativas de perda devido à deterioração variam de 5 a 6% ao ano, o que, em termos de valor monetário, varia de US$ 200 a 500 milhões anuais para o estado do Mato Grosso. Plantas de soja na Amazônia boliviana. Crédito: Rhett A. Butler. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Mato Grosso tinha uma capacidade total de armazenamento de 38,6 milhões de toneladas em 2016, aproximadamente 53% da safra combinada de soja e milho em 2020. Grande parte dessa capacidade é de propriedade e operada por uma das quatro empresas comerciais globais: ADM, Cargill, Luis Dreyfus e Bunge. No entanto, o maior operador é o Grupo Amaggi, uma empresa familiar brasileira, que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/infraestrutura-industrial-para-graos-e-cereais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A Amazônia Andina e as Guianas</title>
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					<pubDate>17 Out 2023 13:41:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>A tecnologia de produção de carne bovina em todas as outras regiões amazônicas está atrasada em relação ao Brasil, com exceção da Bolívia, que adotou amplamente a abordagem brasileira para a produção de carne bovina. Os produtores bolivianos podem ser classificados em dois tipos principais, cada um deles em uma região diferente: (1) fazendas extensivas [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A tecnologia de produção de carne bovina em todas as outras regiões amazônicas está atrasada em relação ao Brasil, com exceção da Bolívia, que adotou amplamente a abordagem brasileira para a produção de carne bovina. Os produtores bolivianos podem ser classificados em dois tipos principais, cada um deles em uma região diferente: (1) fazendas extensivas em pastagens naturais sazonalmente inundadas no Beni; e (2) fazendas intensivas em pastagens cultivadas em Santa Cruz. Ambos os grupos incluem produtores de grande e médio porte, e ambos adotaram raças brasileiras e tecnologia veterinária. As fazendas no Beni têm taxas de lotação muito baixas devido à baixa qualidade da forragem das gramíneas nativas. Consequentemente, eles produzem principalmente bezerros e machos imaturos (A+B), que são vendidos aos produtores de Santa Cruz (cruceños), localizados mais perto dos centros populacionais e dos frigoríficos. Os produtores cruceños adotaram o modelo de produção brasileiro em sua totalidade, incluindo a prática de semear gramíneas cultivadas em pastagens diretamente em solos recentemente desmatados. O setor é responsável por cerca de 35% do desmatamento histórico total na Bolívia, que corresponde a cerca de quatro milhões de hectares. Em 2016, o governo encerrou a proibição das exportações de carne bovina, que já durava uma década, como parte de uma estratégia para diversificar a economia nacional. A China iniciou as importações da Bolívia em 2019 com uma compra inicial de cerca de mil toneladas de carne bovina industrializada, um volume que aumentou para 7.900 toneladas em 2020, 80% do total das exportações de carne&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/a-amazonia-andina-e-as-guianas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mercados nacionais x mercados globais</title>
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					<pubDate>15 Out 2023 23:47:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>O Brasil é um grande produtor e consumidor de carne bovina. O consumo doméstico tem se expandido de forma constante ano a ano, com pequenas variações ligadas a recessões periódicas, mas a maior parte do crescimento recente é causada pelo crescente domínio do Brasil nos mercados globais de exportação. A maior parte desse crescimento ocorreu [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil é um grande produtor e consumidor de carne bovina. O consumo doméstico tem se expandido de forma constante ano a ano, com pequenas variações ligadas a recessões periódicas, mas a maior parte do crescimento recente é causada pelo crescente domínio do Brasil nos mercados globais de exportação. A maior parte desse crescimento ocorreu na Amazônia Legal. Antes de 2000, as exportações consistiam em grande parte de carne processada e oscilavam entre 5% e 6% da produção total; depois de 2000, as empresas frigoríficas de carne bovina começaram a exportar carne fresca e congelada para os mercados da Europa, do Oriente Médio e do Leste Asiático. Em cinco anos, as exportações representaram cerca de 20% da produção nacional total. As exportações caíram 25% durante a crise econômica global de 2008 e 2009. O consumo interno amorteceu o choque do mercado, mas a queda na demanda repercutiu na cadeia de suprimentos. Produção brasileira de carne bovina: (a) Evolução do rebanho nacional; (b) Demanda dos mercados doméstico e de exportação em escala nacional; (c) Receita bruta expressa em R$ e $US em escala nacional. Fonte de dados: IBGE/SIDRA e ABIEC. A contração coincidiu com um boicote internacional à carne bovina brasileira que motivou as três maiores empresas frigoríficas do Brasil a adotar o &#8220;Compromisso Público da Pecuária&#8221; e a eliminar o desmatamento de suas cadeias de suprimentos. O crescimento das exportações foi retomado após 2012, com uma taxa média anual de aproximadamente 7% e agora representa cerca de 25% da produção&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/mercados-nacionais-versus-mercados-globais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Infraestrutura industrial</title>
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					<pubDate>15 Out 2023 15:47:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Os frigoríficos também são importantes para os produtores porque a construção de uma instalação moderna estimulará o crescimento e a diversificação do setor pecuário. Os frigoríficos modernos devem estar localizados em uma boa estrada (de preferência pavimentada) para evitar o desgaste dos caminhões de refrigeração que transportam a carne para os mercados urbanos. O número [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Os frigoríficos também são importantes para os produtores porque a construção de uma instalação moderna estimulará o crescimento e a diversificação do setor pecuário. Os frigoríficos modernos devem estar localizados em uma boa estrada (de preferência pavimentada) para evitar o desgaste dos caminhões de refrigeração que transportam a carne para os mercados urbanos. O número de frigoríficos modernos em escala industrial é uma boa medida da produtividade e da sofisticação do setor de carne bovina: O Mato Grosso tem 40 plantas frigoríficas que abatem cerca de 100.000 cabeças por semana, seguido por Rondônia, com 22 plantas frigoríficas que processam 50.000 cabeças por semana. Em contraste, o Pará tem apenas treze plantas modernas de escala industrial, mas ainda consegue abater 45.000 cabeças por semana, principalmente em plantas de processamento de menor escala. O Acre, distante dos mercados urbanos, tem apenas três plantas industriais que abatem cerca de 5.000 animais por semana. Desmatamento adjacente à BR-163 ao longo de três décadas. Não houve trégua depois de 2000, após a implementação do Plano BR-163 Sustentável, um projeto de alto nível gerenciado pela Casa Civil da Presidência da República, ou o Acordo da Pecuária em 2010. Fonte: Google Earth Os frigoríficos devem operar com capacidade igual ou próxima à capacidade para serem lucrativos, e sua construção mudará o mercado de gado nas paisagens ao seu redor. Ter um abatedouro nas proximidades aumenta as opções de produção para os fazendeiros. Eles podem buscar um modelo de produção totalmente integrado (A+B+C), mas muitos optam por se&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/infraestrutura-industrial/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>CAPÍTULO 3 &#124; Agricultura: A rentabilidade determina o uso da terra</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/09/capitulo-3-agricultura-a-rentabilidade-determina-o-uso-da-terra/</link>
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					<pubDate>26 Set 2023 18:34:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Agropecuária, Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Entrevistas, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Grilagem, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>A infraestrutura rodoviária inicia o processo de desmatamento, sendo quase sempre acompanhada por algum tipo de atividade agrícola. Dependendo das circunstâncias, o desmatamento pode ocorrer de forma rápida ou lenta, levar a grandes ou pequenas clareiras florestais e criar remanescentes florestais de diferentes tamanhos e formatos. Os modelos de produção agrícola variam de grandes fazendas [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/capitulo-3-agricultura-a-rentabilidade-determina-o-uso-da-terra/" data-wpel-link="internal">CAPÍTULO 3 | Agricultura: A rentabilidade determina o uso da terra</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A infraestrutura rodoviária inicia o processo de desmatamento, sendo quase sempre acompanhada por algum tipo de atividade agrícola. Dependendo das circunstâncias, o desmatamento pode ocorrer de forma rápida ou lenta, levar a grandes ou pequenas clareiras florestais e criar remanescentes florestais de diferentes tamanhos e formatos. Os modelos de produção agrícola variam de grandes fazendas e plantações que abrangem dezenas de milhares de hectares a pequenas parcelas que consistem em menos de um único hectare. Essas diferenças estão enraizadas em tradições culturais e modelos de negócios, bem como em sistemas de incentivo e regimes de posse de terra impostos pelo Estado. A Pan-Amazônia abrange uma vasta área geográfica com uma diversidade de formas de relevo, tipos de solo e climas que suportam uma ampla gama de sistemas de produção que fornecem alimentos, fibras e energia de biomassa para os mercados locais, nacionais e globais. A diversidade de propriedades rurais, sistemas de produção e modelos de negócios leva a uma gama igualmente ampla de impactos sociais e ambientais. A agricultura sustenta a subsistência de milhões de famílias em toda a Pan-Amazônia. Para muitas famílias de migrantes, ela proporciona um caminho para sair da pobreza. Para a classe média, é uma maneira de acumular riqueza e garantir a prosperidade para as gerações futuras. Para os empreendedores, representa uma oportunidade de negócios com uma tecnologia comprovada e níveis de risco gerenciáveis. A floresta é desmatada para estabelecer algum tipo de atividade agrícola, como esta fazenda de gado perto de Riberalta, Bolívia. Crédito: ©Alexendre&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/capitulo-3-agricultura-a-rentabilidade-determina-o-uso-da-terra/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que plantar árvores não é a melhor solução para restaurar o Cerrado</title>
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					<pubDate>09 Mar 2023 07:29:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alterações Climáticas, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Incêndios, Monocultura, Pecuária, Queimadas, Reflorestamento, Soja e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Quase metade do Cerrado já foi desmatado, e não são poucas as iniciativas que propõem restaurá-lo plantando florestas. Reflorestar o Cerrado com árvores pode descaracterizar o bioma, causar alterações na biodiversidade e impactar a disponibilidade de água no solo.</p>
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							<![CDATA[Enquanto os olhos e a indignação do mundo se voltam para os desmatamentos e queimadas na Amazônia, o Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro — 2 milhões de quilômetros quadrados — vai sendo destruído em silêncio, como se fosse às escondidas. Hoje, apenas 54,4% da região continua coberta por vegetação nativa – e uma proporção bem menor (em torno de 20%) permanece inalterada. Por isso, não são poucos os que propõem recuperar o bioma plantando florestas. É um erro, no entanto. O Cerrado é uma savana, e savana não é floresta degradada. Como explica a engenheira florestal Giselda Durigan, do Laboratório de Ecologia e Hidrologia do Instituto de Pesquisas Ambientais do Estado de São Paulo, quando se fala em “recuperar uma área degradada” é preciso, primeiro, entender o que é “degradação”. “Entre savanas e florestas, este termo tem definições bastante distintas”, diz.“No Cerrado, existem condições muito diferentes de degradação e, para cada uma, os desafios de restauração serão também diversos.” O processo de ocupação e, consequentemente, de modificação mais intensa do Cerrado começou na virada dos anos 50 para 60 do século passado, quando vieram as estradas e ferrovias, pelas quais chegaram os migrantes. Vinham atraídos pelas políticas agrícolas desenvolvimentistas do governo, que queria integrar aquele território ao restante do país. Criaram-se assim as condições para a expansão da agricultura comercial. O resultado disso é o estado de degradação em que se encontra metade do Cerrado. Para piorar, as áreas de vegetação remanescentes estão fragmentadas e sob pressão de conversão nas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/03/por-que-plantar-arvores-nao-e-a-melhor-solucao-para-restaurar-o-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Corte legal ou desmatamento zero? Europa e EUA debatem as regras para compra de commodities</title>
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					<pubDate>17 Nov 2022 08:26:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[John Cannon]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ambientalistas, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Energia, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Garimpo, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Lei Ambiental, Mata Atlântica, Mineração, Ouro, Pecuária, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>O desmatamento das florestas tropicais é um custo que nosso planeta paga todos os dias pelos alimentos que comemos. Do óleo de palma em nosso sorvete, passando pelo bife em nossas mesas, à soja que alimenta as galinhas cujos ovos fritamos, muito do que consumimos é obtido às custas das florestas. Somente em 2018, 614 [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O desmatamento das florestas tropicais é um custo que nosso planeta paga todos os dias pelos alimentos que comemos. Do óleo de palma em nosso sorvete, passando pelo bife em nossas mesas, à soja que alimenta as galinhas cujos ovos fritamos, muito do que consumimos é obtido às custas das florestas. Somente em 2018, 614 quilômetros quadrados de floresta desapareceram na Amazônia brasileira e no Cerrado para dar lugar a plantações de soja, de acordo com um estudo publicado em novembro de 2021 na revista Environmental Research Letters. Uma vez que o Brasil exporta a maior parte de sua soja, os países importadores dividem a responsabilidade pela perda dessa vegetação. Florestas exploradas e plantações de palmeiras na porção malaia da ilha de Bornéu. Foto: Rhett A. Butler/Mongabay Uma linha de pensamento defende que mercados consumidores como a União Europeia e os Estados Unidos devem restringir a importação de bens somente se eles foram produzidos em terras ilegalmente desmatadas no país de origem. Os defensores desta abordagem centrada na &#8220;legalidade&#8221; argumentam que ela respeita a soberania dos países produtores e estabelece as bases para uma colaboração que poderia eventualmente ser direcionada à eliminação do desmatamento nas cadeias produtivas. Outros, incluindo os pesquisadores que escreveram o estudo citado acima, argumentam que os países consumidores devem proibir ou sancionar qualquer importação ligada ao desmatamento, legal ou não. A lógica por trás desta abordagem de &#8220;desmatamento zero&#8221; se baseia no fato de que as leis em países como o Brasil não proíbem todo desmatamento.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/11/corte-legal-ou-desmatamento-zero-europa-e-eua-debatem-as-regras-para-compra-de-commodities/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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