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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Indústria de energia ignora impacto ambiental e impulsiona data centers no Brasil</title>
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					<pubDate>17 Ago 2026 10:03:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Francisco AmorimLaís MartinsNaira Hofmeister]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Energia, Energia limpa, Energia renovável, Energias renováveis, Povos Tradicionais e Recursos hídricos]]>
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							<![CDATA[<p>Empresas de energia querem vender o excedente a data centers. Parte da conta pode sobrar para você.</p>
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							<![CDATA[Esta reportagem foi publicada em parceria com Intercept Brasil e produzida com o apoio do AI Accountability Network do Pulitzer Center O apetite global por inteligência artificial está levando o Brasil a protagonizar um movimento inédito no mundo no setor de data centers. Enquanto ao redor do planeta as big techs sofrem para encontrar energia para alimentar instalações onde armazenam e processam dados, no Brasil a história se inverte: quem projeta data centers para consumir eletricidade é a própria indústria de energia — mais precisamente a de energia renovável. Um levantamento realizado por Intercept Brasil e Mongabay mostrou que 65% dos pedidos de conexão de data centers à rede básica de energia protocolados junto ao Ministério de Minas e Energia até dezembro de 2025 partiram de empresas de energia renovável. Até esta data, foram registrados 68 pedidos de conexão em 37 municípios brasileiros. Um conjunto de fatores explica esse fenômeno, a começar pelo volume extraordinário de eletricidade necessário para fazer funcionar os data centers. A Agência Internacional de Energia projeta que o consumo global de energia de data centers deve dobrar nos próximos anos, podendo chegar a 945 TWh até 2030, o equivalente a todo o consumo do Japão — a inteligência artificial responderá por 40% do total. Com uma matriz energética majoritariamente renovável, o Brasil se tornou um destino atrativo para os empreendimentos. “Somos um grande celeiro de oportunidades para quem quer investir na descarbonização das matrizes [energéticas]”, propagandeou o ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/industria-de-energia-ignora-impacto-ambiental-e-impulsiona-data-centers-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sem energia prometida por Belo Monte, comunidades geram sua própria eletricidade</title>
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					<pubDate>14 Mai 2026 15:56:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jorge C. Carrasco]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Quando o governo brasileiro aprovou a construção do complexo hidrelétrico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o megaprojeto prometia transformar o panorama energético nacional e local, gerando uma grande oferta de energia limpa para abastecer indústrias, iluminar residências e levar desenvolvimento a comunidades isoladas que, historicamente, tinham pouco ou nenhum [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Quando o governo brasileiro aprovou a construção do complexo hidrelétrico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o megaprojeto prometia transformar o panorama energético nacional e local, gerando uma grande oferta de energia limpa para abastecer indústrias, iluminar residências e levar desenvolvimento a comunidades isoladas que, historicamente, tinham pouco ou nenhum acesso à energia elétrica. No entanto, quase uma década após o início das operações da quarta maior usina hidrelétrica do mundo, em 2016, a realidade é diferente. Comunidades vulneráveis que dependiam da pesca foram severamente afetadas economicamente, e muitas famílias ribeirinhas continuam sem conexão à rede elétrica ou pagam algumas das contas de luz mais altas do país. Um estudo publicado em 2024 por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), identificou, por meio de uma pesquisa domiciliar com 500 famílias em Altamira, no Pará, que a grande maioria delas (86,8%) sofreu um impacto negativo nos preços da energia elétrica após a construção de Belo Monte. A pesquisa reforça as evidências de que não só o “progresso energético” prometido no passado nunca se concretizou, mas também que as tarifas dispararam, enquanto as comunidades que vivem à sombra da maior barragem da Amazônia ainda enfrentam apagões e custos proibitivos. Vista geral do sistema de energia solar após a instalação na comunidade de Porto Rico, na região de Santarém, no Pará. Foto cedida por Renato&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/sem-energia-prometida-por-belo-monte-comunidades-geram-sua-propria-eletricidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes migratórios colapsam e colocam a Amazônia no centro da crise</title>
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					<pubDate>07 Abr 2026 14:29:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Animais, Clima, Conservação, Energia, Espécies Ameaçadas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Mudanças climáticas, Peixes, Pesca, Rios e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce”. Na abertura do evento, Rita Mesquita, secretária de Biodiversidade, Florestas e Direito dos Animais do Ministério do Meio Ambiente, logo avisou: “Os números são de gelar a espinha.” As cifras às quais ela se referia indicavam uma redução de 81% na população mundial dos peixes migratórios de água doce desde os anos 1970. Rita foi convidada a endereçar os delegados da 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas (COP15) sobre Espécies Migratórias (CMS), que ocorreu entre os dias 23 e 29 de março em Campo Grande. Esta foi a primeira vez em muitos anos que estudiosos se debruçaram sobre dados globais da ictiofauna. A última avaliação tinha sido realizada em 2011, quando o número de espécies avaliadas era de 3 mil. Nesta nova rodada, 15 mil foram avaliadas. Deste total, 349 foram identificadas como migratórias. Entre essas espécies, 325 foram recomendadas pelos autores para serem inseridas nos apêndices da CMS. Entrar na lista desta convenção da ONU significa maior proteção, já que os países signatários se comprometem a adotar medidas de conservação. Atualmente, a CMS conta com 1.200 espécies migratórias listadas. A última entre as brasileiras a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/peixes-migratorios-colapsam-e-colocam-a-amazonia-no-centro-da-crise/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</title>
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					<pubDate>16 Mar 2026 08:00:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kevin Damasio]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Energia, Etnocídio, Gado, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Monocultura, Pecuária, Pesticidas, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Rios, Soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa já havia ganhado novos estímulos em 2019, em parte pela tensão comercial entre o primeiro governo de Donald Trump e os chineses. Além da demanda da China, a pavimentação de um trecho da rodovia BR-163 viabilizou novas fronteiras agrícolas para os sojicultores, com a ligação até portos no Pará. Desde então, as lavouras de soja no estado saltaram 3,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume produzido, por sua vez, passou de 33 milhões de toneladas na safra de 2018/19 para 51 milhões na de 2024/25, um aumento de 51%. A produção avança principalmente no Cerrado, a savana mais biodiversa do planeta e central para o abastecimento de água do país. Nascentes do bioma abastecem oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Na bacia do Rio Juruena, no oeste matogrossense, a consolidação das monoculturas — não só de soja, mas também de milho e algodão — preocupa os povos da Terra Indígena Tirecatinga. Eles relatam que as fazendas do entorno têm contaminado os cursos d&#8217;água, plantas e frutas por agrotóxicos, e barram os rios com pequenas usinas hidrelétricas. Situada entre os rios Buriti e Papagaio, a terra indígena tem 131 mil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sete anos após Brumadinho, Vale retoma mina e ameaça as nascentes da região</title>
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					<pubDate>29 Jan 2026 07:29:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Felipe S. DuranMylena Melo]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos sociais, Energia, Garimpo, Hidrelétricas, Mineração, Povos Tradicionais, Rios e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>BRUMADINHO, MG — Na comunidade da Jangada, na zona rural de Brumadinho, em Minas Gerais, a água que abastece as famílias que vivem ali vem de nascentes que brotam lá mesmo. “A água é nossa”, diz, com orgulho, em um vídeo no YouTube, Lorraine Nascimento, uma jovem da comunidade. Foram os próprios moradores que, há [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/sete-anos-apos-brumadinho-vale-retoma-mina-e-ameaca-as-nascentes-da-regiao/" data-wpel-link="internal">Sete anos após Brumadinho, Vale retoma mina e ameaça as nascentes da região</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BRUMADINHO, MG — Na comunidade da Jangada, na zona rural de Brumadinho, em Minas Gerais, a água que abastece as famílias que vivem ali vem de nascentes que brotam lá mesmo. “A água é nossa”, diz, com orgulho, em um vídeo no YouTube, Lorraine Nascimento, uma jovem da comunidade. Foram os próprios moradores que, há mais de 30 anos, construíram o sistema de captação e distribuição da água das nascentes, sem qualquer apoio da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Hoje, o sistema é gerido de forma autônoma por uma associação comunitária criada para este fim, e abastece centenas de famílias de Casa Branca, distrito rural no qual está inserida a comunidade da Jangada. A professora Cátia Patrocinia Cruz Maia, que nasceu e cresceu na comunidade, como toda a sua família, faz parte da associação que cuida do sistema de captação e distribuição de água. Ela lembra que, antes da criação do sistema, existia um rego que cortava os terrenos e os moradores tiravam a água dali. Com o crescimento da comunidade, aumentou também a demanda pelo encanamento da água. Foi quando o pai dela, João de Sousa Cruz, se uniu a amigos e vizinhos para resolver o problema. A conexão da família com o território fica evidente também no apelido de João: Cátia conta que “ele era conhecido em toda Brumadinho como João Casa Branca”. “Eles se juntaram e começaram a fazer o encanamento dessa água, de todas as famílias. As que puderam se juntaram para ajudar a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/sete-anos-apos-brumadinho-vale-retoma-mina-e-ameaca-as-nascentes-da-regiao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes deformados expõem o colapso do pulso do Xingu após Belo Monte</title>
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					<pubDate>17 Dez 2025 00:16:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Enchentes, Energia, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Peixes, Pesca, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, Rios, Seca e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>No dia 17 de fevereiro de 2016, ocorreu o primeiro giro mecânico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, no estado do Pará. Meses depois, em abril, a usina já entrava em operação comercial. Naquele mesmo ano, o pesquisador Jansen Zuanon esteve na Volta Grande do Xingu, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No dia 17 de fevereiro de 2016, ocorreu o primeiro giro mecânico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, no estado do Pará. Meses depois, em abril, a usina já entrava em operação comercial. Naquele mesmo ano, o pesquisador Jansen Zuanon esteve na Volta Grande do Xingu, o trecho de 130 km do Rio Xingu que teve seu curso desviado, e sua vazão reduzida, devido à operação da usina. “Estive lá logo que começaram a funcionar as primeiras turbinas. Naquele momento, o reservatório ainda estava enchendo”, relembra Jansen, que foi acompanhado da equipe do Monitoramento Ambiental Territorial Independente (Mati) e de representantes do Ministério Público Federal (MPF). “A gente ia avançando de canoa e encontrava os capararis nas margens, nas águas rasas. Eles estavam claramente desnutridos, com olhos fundos, com feridas, faltando dentes e cheios de parasitas. Eram como peixes zumbis, morrendo aos poucos.” Hoje, quase dez anos depois do início de suas operações, novos impactos negativos da usina de Belo Monte se revelam. Mais recentemente, neste ano, o mesmo grupo de monitoramento divulgou, em nota técnica, o registro de peixes com alterações físicas visíveis em pescadas (Plagioscion squamosissimus): com o corpo oval, curto e arredondado, diferente do aspecto alongado normal, indicando deformidades na coluna vertebral. Nascida e criada no Xingu, na vila ribeirinha de Belo Monte, Sara Rodrigues Lima foi uma das pescadoras que encontraram peixes nessas condições e passou a registrá-los em 2021. Ela não só relata as deformidades e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/peixes-deformados-expoem-o-colapso-do-pulso-do-xingu-apos-belo-monte/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Armazenamento de carbono no oceano: entre novos investimentos e antigas preocupações</title>
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					<pubDate>30 Set 2025 12:57:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Entre críticas e apoio, o armazenamento de carbono em reservatórios de petróleo e gás no fundo do oceano ganha força contra a crise climática. Em todo o mundo, já existem planos em andamento para lançar projetos desse tipo — seja no Mar do Norte (localizado entre o Reino Unido e a Escandinávia), no Golfo do [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Entre críticas e apoio, o armazenamento de carbono em reservatórios de petróleo e gás no fundo do oceano ganha força contra a crise climática. Em todo o mundo, já existem planos em andamento para lançar projetos desse tipo — seja no Mar do Norte (localizado entre o Reino Unido e a Escandinávia), no Golfo do México ou no Sudeste Asiático. Muitas dessas iniciativas já são financiadas por governos locais. A prática consiste na captura do carbono (em geral, obtido diretamente de indústrias poluidoras, como a do cimento e as metalúrgicas, por exemplo) e em sua transformação em CO2 supercrítico – ou seja, quando está acima da sua temperatura e pressão críticas, sendo “otimizado” para a manipulação. Após esse processo, o produto é levado por navios ou gasodutos até uma estrutura localizada no oceano. Ao chegar lá, o CO2 é injetado em um poço inativo, que em seguida é “lacrado”. “Essas mesmas formações [geológicas] armazenaram petróleo e gás por milhões de anos até serem perfuradas. Por esse motivo, sabemos que o CO2 pode ser depositado de forma permanente e na mesma escala de tempo. Temos dados detalhados e uma compreensão sólida sobre a geologia desses poços e o quanto eles podem armazenar”, disse Chris Consoli, especialista em armazenamento do Global CCS Institute. No entanto, essa proposta de solução climática, que pretende pegar carona na infraestrutura já existente dos combustíveis fósseis, é vista por críticos como uma justificativa para que esse modelo siga sendo explorado, usando métodos pouco eficientes e com histórico&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/armazenamento-de-carbono-no-oceano-entre-novos-investimentos-e-antigas-preocupacoes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento para energia renovável aumenta pressão sobre a Caatinga</title>
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					<pubDate>02 Set 2025 07:30:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Ao longo dos anos, a produção de energias renováveis tem ampliado sua participação como vetor de pressão sobre a Caatinga. Números aos quais a Mongabay teve acesso com exclusividade revelam esse aumento. Segundo o MapBiomas, entre 2020 e 2024, a área desmatada na Caatinga para a instalação de parques eólicos e solares cresceu 558%. No [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ao longo dos anos, a produção de energias renováveis tem ampliado sua participação como vetor de pressão sobre a Caatinga. Números aos quais a Mongabay teve acesso com exclusividade revelam esse aumento. Segundo o MapBiomas, entre 2020 e 2024, a área desmatada na Caatinga para a instalação de parques eólicos e solares cresceu 558%. No primeiro ano da série, a área desmatada foi de 503 hectares; no último ano, passou para 3.315 hectares. Nesse tempo, 12.850 hectares de vegetação nativa foram cortados. A média anual de desmatamento no período é de 2 mil hectares, ritmo que, se for mantido, em dez anos, a perda total de vegetação pode chegar a 40 mil hectares. O pesquisador do MapBiomas Caatinga, Nerivaldo Santos, afirma que “a agropecuária continua sendo a atividade que exerce maior pressão sobre o bioma. No entanto, a cada ano, as renováveis têm ampliado a pressão, algo que tem chamado a atenção dos pesquisadores”, observa. Ele explica que esses dados têm uma margem de omissão de 5%, “o que é considerada baixa, levando em conta que as áreas são analisadas 12 vezes. Se em um mês algo não foi percebido, porque havia uma nuvem naquela área, no mês seguinte temos a oportunidade de checar”. Embora as áreas ocupadas por eólicas em comparação com as áreas de agropecuária sejam pequenas, o que está em jogo aqui são os impactos que esses empreendimentos causam às comunidades. Segundo Nerivaldo, “não é só a promessa de desenvolvimento e de empregos que deve ser levada&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/desmatamento-para-energia-renovavel-aumenta-pressao-sobre-a-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A solução vem do lixo: biometano coloca Manaus na rota da descarbonização</title>
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					<pubDate>23 Jul 2025 07:45:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Capital do estado do Amazonas, Manaus é uma das cidades brasileiras que mais gera resíduos sólidos, com uma produção diária de 1 kg por habitante. Segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o problema do lixo não é exclusivo do município amazonense mais populoso: o estado como um todo apresenta um dos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/a-solucao-vem-do-lixo-biometano-coloca-manaus-na-rota-da-descarbonizacao/" data-wpel-link="internal">A solução vem do lixo: biometano coloca Manaus na rota da descarbonização</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Capital do estado do Amazonas, Manaus é uma das cidades brasileiras que mais gera resíduos sólidos, com uma produção diária de 1 kg por habitante. Segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o problema do lixo não é exclusivo do município amazonense mais populoso: o estado como um todo apresenta um dos maiores índices de uso de lixões, com quase 92% de suas cidades descartando seus detritos dessa forma. Em estados como São Paulo e Santa Catarina, a taxa não chega a 3%. A prática resulta em um acúmulo de resíduos poluentes que, além de criar problemas socioeconômicos e logísticos, contamina o solo em territórios amazônicos, acendendo diversos alertas ambientais. A transição energética, agora, pode ter a solução. Atualmente, o mesmo lixo que preocupa especialistas no Amazonas pode se tornar um importante aliado na corrida nacional contra as emissões poluentes, graças à futura operação do Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR) Amazonas. Com estrutura inaugurada em 2024, o CTTR de Manaus é a primeira usina de biometano do estado. A instalação buscará transformar o material descartado pelo ser humano em biometano, chamado de “gás verde” por seu alto potencial de descarbonização. A captura desse energético gasoso vem da decomposição da matéria orgânica — uma vez coletado, o metano é convertido em biogás, que depois é purificado até chegar em sua versão final. Estima-se que o elemento emita até 2,5 vezes menos CO2 do que o gás natural. O empreendimento deve iniciar as operações em 2028,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/a-solucao-vem-do-lixo-biometano-coloca-manaus-na-rota-da-descarbonizacao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Brasil aposta na macaúba para produzir diesel renovável e combustível para aviação</title>
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					<pubDate>11 Jul 2025 07:01:38 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
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							<![CDATA[<p>A macaúba, também conhecida como coco-de-espinho (Acrocomia aculeata), é uma palmeira que está presente em todas as Américas. Agora, uma iniciativa do governo federal para incentivar a descarbonização dos setores de transporte e aviação levou várias empresas a se interessarem pelo seu uso como matéria-prima para a produção de biocombustíveis líquidos e combustível sustentável para [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A macaúba, também conhecida como coco-de-espinho (Acrocomia aculeata), é uma palmeira que está presente em todas as Américas. Agora, uma iniciativa do governo federal para incentivar a descarbonização dos setores de transporte e aviação levou várias empresas a se interessarem pelo seu uso como matéria-prima para a produção de biocombustíveis líquidos e combustível sustentável para a aviação (SAF) no Brasil. No papel, a macaúba parece ser uma planta milagrosa: ela se dá bem em terras degradadas e improdutivas, sem competir com cultivos para alimentação e sem causar mais desmatamento; nos testes, rende de oito a dez vezes mais do que a soja, dependendo da fonte da informação. A soja já é usada para abastecer o vasto setor de biocombustíveis do Brasil mas, assim como a cana-de-açúcar, está ligada a danos ambientais como desmatamento e emissões de CO2, além de problemas de justiça ambiental. De acordo com os proponentes da ideia, a macaúba promete evitar esses problemas, e já é apelidada de “ouro verde” e “óleo de palma amigo da floresta”. Mas existem também riscos ambientais e financeiros significativos, dizem os críticos. A propaganda em torno da macaúba se assemelha muito à onda criada em torno do pinhão-manso, uma suposta fonte de biocombustível apoiada por investidores e empreendedores, cuja história serve de alerta. Nos anos 2000, o pinhã0-manso (Jatropha curcas) – também considerado uma espécie de “ouro verde” – preenchia muitos dos mesmos requisitos que a macaúba, e sua ascensão gerou dezenas de projetos de plantio para geração de energia nas regiões tropicais. No entanto, esses&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/brazil-aposta-na-macauba-para-produzir-diesel-renovavel-e-combustivel-para-aviacao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mineração no mar brasileiro usa brechas legais para avançar sem licenciamento ambiental</title>
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					<pubDate>22 Mai 2025 16:13:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Maurício Angelo e Lucio Lambranho (Observatório da Mineração)]]>
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							<![CDATA[<p>A exploração mineral no fundo do mar tem avançado em todo o mundo nos últimos anos, enquanto as deliberações da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) não chegam a um consenso e empresas buscam brechas para iniciar os seus projetos. No caso do Brasil, levantamento realizado pelo Observatório da Mineração, parceiro da Mongabay, observou um aumento [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/mineracao-no-mar-brasileiro-usa-brechas-legais-para-avancar-sem-licenciamento-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mineração no mar brasileiro usa brechas legais para avançar sem licenciamento ambiental</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A exploração mineral no fundo do mar tem avançado em todo o mundo nos últimos anos, enquanto as deliberações da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) não chegam a um consenso e empresas buscam brechas para iniciar os seus projetos. No caso do Brasil, levantamento realizado pelo Observatório da Mineração, parceiro da Mongabay, observou um aumento exponencial nos pedidos para exploração de minerais no mar brasileiro. Dos 950 requerimentos registrados na Agência Nacional de Mineração (ANM) desde 1967, 456 foram protocolados de 2020 até o fim de 2024, concentrados principalmente nos litorais do Maranhão, Bahia e Espírito Santo. Esse boom do interesse mineral no mar é explicado pela conjuntura econômica, pela aceleração da transição energética e pela busca por minerais estratégicos para energias renováveis, agora usados como argumento para justificar a exploração em áreas sensíveis e sem estudos suficientes sobre o impacto da atividade, como é o fundo do mar. As principais substâncias pesquisadas na costa brasileira são fosfato e sais de potássio, seguidos por três tipos de calcário e conchas calcárias, todos com potencial de uso na indústria de fertilizantes. A Lithothamnium, uma alga marinha calcificada e conhecida como alga-vermelha, encontrada em águas profundas na costa brasileira, é a substância mais citada nos pedidos de licenciamento ambiental. O Brasil busca reduzir a dependência da importação desses insumos, e o governo de Jair Bolsonaro atuou em várias frentes para aumentar a exploração de fertilizantes no país, política seguida pelo atual governo Lula. Minerais críticos e estratégicos como a ilmenita, o titânio e o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/mineracao-no-mar-brasileiro-usa-brechas-legais-para-avancar-sem-licenciamento-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Brasil mira descarbonização, mas segue subsidiando combustíveis fósseis</title>
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					<pubDate>10 Fev 2025 11:00:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Créditos de carbono, Emissões de carbono, Energia, Energia limpa, Energia renovável, Energias renováveis, Estradas, Hidrelétricas, Infraestrutura e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil se comprometeu a reduzir, até o ano 2035, de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa, na comparação com os níveis de 2005. A meta é apresentada na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, em inglês), que é o compromisso climático firmado pelos países signatários do Acordo de Paris. Mas, apesar dos [&#8230;]</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[O Brasil se comprometeu a reduzir, até o ano 2035, de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa, na comparação com os níveis de 2005. A meta é apresentada na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, em inglês), que é o compromisso climático firmado pelos países signatários do Acordo de Paris. Mas, apesar dos objetivos ambiciosos, os incentivos aos combustíveis fósseis ainda predominam na cadeia produtiva nacional. De acordo com dados do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), hoje são R$ 81,9 bilhões (cerca de 16,38 bilhões de dólares) em subsídios para combustíveis fósseis, contra apenas R$ 18,06 bilhões (3,61 bilhões de dólares) para renováveis. Ou seja, 81,9% dos incentivos fiscais oferecidos pelo governo federal para o setor de energia são direcionados para os fósseis. Para realizar o monitoramento, o Inesc levou em conta todas as formas de subsídios, incluindo isenções tributárias, despesas diretas e outras concessões fiscais, abrangendo tanto o consumo quanto a produção de energia. Petróleo e gás também levaram vantagem na última edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O governo federal pretende investir pelo menos R$ 335 bilhões em projetos de petróleo e gás nos próximos anos. No total, 61% do investimento no eixo do programa intitulado “transição e segurança energética” ficou para os petróleo e gás. Plataforma de petróleo na Baía de Guanabara (RJ). Foto: Marinelson Almeida, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons Questões como a tentativa, por parte da Petrobras, de exploração de novos poços perfurados na foz do rio Amazonas, apesar da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/brasil-mira-descarbonizacao-mas-segue-subsidiando-combustiveis-fosseis/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Caatinga desmatada para instalação de painéis solares mobiliza comunidade na Bahia</title>
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					<pubDate>06 Fev 2025 18:20:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Martins]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Bahia e Caatinga]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Caatinga, Comunidades Tradicionais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Energia, Energia limpa, Energia renovável, Energias renováveis e Povos Tradicionais]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>UIBAÍ, Bahia – No dia 14 de maio de 2024, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia autorizou a empresa norueguesa Statkraft Energias Renováveis a realizar o desmatamento de 454 hectares de floresta de caatinga arbórea no topo das serras situadas entre as cidades de Uibaí e Ibipeba, no centro-norte da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[UIBAÍ, Bahia – No dia 14 de maio de 2024, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia autorizou a empresa norueguesa Statkraft Energias Renováveis a realizar o desmatamento de 454 hectares de floresta de caatinga arbórea no topo das serras situadas entre as cidades de Uibaí e Ibipeba, no centro-norte da Bahia. O objetivo é a instalação de 282.240 painéis de placas solares. Segundo o parecer técnico para emissão da licença prévia publicado pelo próprio Inema, a área diretamente afetada possui 230 espécies de plantas, das quais 15 estão ameaçadas de extinção, e outras 200 espécies animais do bioma Caatinga, sendo que 64 espécies não sobrevivem fora do ambiente de floresta. As águas também são impactadas pelo empreendimento, pois a área serve de recarga para os rios Verde e Jacaré, afluentes do Rio São Francisco. Mesmo assim, o relatório técnico considerou o empreendimento de baixo impacto ambiental e o Inema concedeu a licença. Vale lembrar que a mesma Statkraft já está instalada na região com o Complexo Eólico Ventos de Santa Eugênia, onde 14 parques eólicos, totalizando 91 turbinas, constituem o maior empreendimento da empresa fora da Europa. Área de Caatinga desmatada para instalação de painéis solares. Foto: Rafael Martins Segundo Edimário Oliveira Machado, uma das principais lideranças contra a instalação do parque solar, o desmatamento autorizado pelo Inema é “inadmissível”: diz ele que, a poucos metros das áreas licenciadas, há terrenos em abundância, já desmatados, com condições para acolher o empreendimento e ainda gerar receitas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/caatinga-desmatada-para-instalacao-de-paineis-solares-mobiliza-comunidade-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novas hidrovias na Amazônia podem agravar mudanças climáticas, alertam especialistas</title>
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					<pubDate>16 Jan 2025 15:55:41 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiffany Higgins]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Enchentes, Energia, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Quilombolas, Recursos hídricos, Rios, Seca e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil está prestes a investir dezenas de bilhões de reais na construção de mais de 2 mil km de novos canais de navegação em rios da Amazônia – o que, segundo especialistas, pode resultar na conversão de terras de povos tradicionais à agricultura com alta emissão de carbono. Em outubro de 2022, o governo [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil está prestes a investir dezenas de bilhões de reais na construção de mais de 2 mil km de novos canais de navegação em rios da Amazônia – o que, segundo especialistas, pode resultar na conversão de terras de povos tradicionais à agricultura com alta emissão de carbono. Em outubro de 2022, o governo de Bolsonaro, que deixava o cargo, emitiu uma licença preliminar atestando a suposta viabilidade socioambiental dos primeiros 500 km de uma hidrovia Araguaia-Tocantins na Amazônia oriental, há muito sonhado, que pode chegar a ter entre 2 mil a 3 mil km de extensão. Em agosto, procuradores da República entraram com uma ação civil pública pedindo que a licença da era Bolsonaro, que continha falhas “graves”, fosse anulada e que o Ibama fosse impedido de emitir a licença de instalação. Eles apontaram várias ilegalidades na licença prévia: “A licença nunca comprovou a viabilidade socioambiental”, disse o procurador Sadi Flores Machado à Mongabay. Emitida com 27 estudos “pendentes”, sem os quais era impossível avaliar a viabilidade, a licença do trecho da hidrovia Araguaia-Tocantins nunca deveria ter sido concedida, constituindo “desvio de finalidade do Ibama”, acusam os procuradores. “O número [de estudos que faltam] nessa fase é alto”, disse à Mongabay a ex-diretora do Ibama, Suely Araújo. “Você pode deixar algumas pendências na licença prévia, mas não estruturais, que sejam importantes o suficiente para mudar a viabilidade ambiental do empreendimento.” Por causa desses estudos, que há muito precisam ser feitos, em março de 2022, o então diretor de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/novas-hidrovias-na-amazonia-podem-agravar-mudancas-climaticas-alertam-especialistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que agricultores familiares querem o fim de uma das maiores reservas ecológicas da Caatinga</title>
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					<pubDate>22 Jul 2024 16:01:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioAdriano AlvesJuly Portioli]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Caatinga, Comunidades Tradicionais, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Desmatamento, Energia, Fauna, Motores do Desmatamento, Povos Tradicionais e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>Este ano, o Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola completa uma década. Maior unidade de conservação (UC) de proteção integral de Pernambuco, com 110 mil hectares de extensão, ela foi criada para proteger a fauna e a flora da Caatinga. Segue, porém, sem plano de manejo, documento essencial para compatibilizar as ações em seu interior. O [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Este ano, o Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola completa uma década. Maior unidade de conservação (UC) de proteção integral de Pernambuco, com 110 mil hectares de extensão, ela foi criada para proteger a fauna e a flora da Caatinga. Segue, porém, sem plano de manejo, documento essencial para compatibilizar as ações em seu interior. O RVS Tatu-Bola abrange os municípios de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, no sertão do São Francisco. Dentro da área do refúgio, pequenos produtores mantêm tradicionalmente criação de ovinos e caprinos e agricultura de base familiar. Uma vez definido o plano de manejo, essas atividades poderiam ser mantidas em compatibilidade com a preservação da área. Para fazer um balanço dessa primeira década, a Mongabay visitou o refúgio e encontrou uma população que, alvo de desinformação, crê que terá suas terras expropriadas a qualquer momento. Deusdete do Senhor do Bonfim, de 60 anos, nasceu e foi criado na comunidade de Baixa Alegre, uma das comunidades situadas dentro do RVS Tatu-Bola. Emocionado durante a entrevista, ele narra sua relação com a terra: “Foi herança do nosso avô, passou pro meu pai, criei os meus filhos e hoje já sou avô. O que nós temos é produzido aqui na terra, trabalhando de sol a sol”. Nos seus quase 60 hectares de propriedade, Deusdete afirma que preserva cerca de 20% de Caatinga: “A gente não desmata total, deixa umbuzeiro, umburana, aroeira… esses paus grandes a gente deixa”. O agricultor, que produz milho, feijão, mamona e outros&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/07/por-que-agricultores-familiares-querem-o-fim-de-uma-das-maiores-reservas-ecologicas-da-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pesquisa relaciona avanço de energias renováveis à expulsão de comunidades tradicionais</title>
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					<pubDate>13 Jun 2024 15:27:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Apontadas como solução para o aquecimento global, as fontes de energia renováveis vêm recebendo generosos incentivos públicos e privados. No Brasil, a capacidade instalada de energia eólica saltou quase dez vezes em uma década, entre 2011 e 2021, passando de 1,2% para 11,4%. Na energia solar, o aumento foi de 26 vezes, de 0,1% para [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Apontadas como solução para o aquecimento global, as fontes de energia renováveis vêm recebendo generosos incentivos públicos e privados. No Brasil, a capacidade instalada de energia eólica saltou quase dez vezes em uma década, entre 2011 e 2021, passando de 1,2% para 11,4%. Na energia solar, o aumento foi de 26 vezes, de 0,1% para 2,6%. Se os planos do governo federal se concretizarem, essa expansão será ainda mais acelerada nas próximas décadas. Mas o baixo impacto na atmosfera contrasta com os efeitos gigantescos que parques eólicos e solares promovem ao nível do chão. Há cerca de sete anos, pesquisadores austríacos estudam a ação destes empreendimentos sobre os povos tradicionais, especialmente da Caatinga, que de repente se vêem impedidos de acessar áreas ocupadas há muitas gerações. &#8220;Na grande maioria, são comunidades tradicionais que ocupam terras públicas&#8221;, explica Thomas Bauer, que atua na Bahia como representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), referindo-se às comunidades de fundo de pasto, que compartilham uma mesma terra onde criam animais e coletam frutos e raízes. &#8220;Para estas pessoas, nunca foi importante ter documento da terra, mas como comunidade tradicional eles têm o direito de usufruir daquela área, para onde levam os animais para pastar, pegam madeira para a lenha, coletam raízes e plantas medicinais&#8221;. No Ceará, porteiras instaladas em torno de parques eólicos impedem o acesso das comunidades às suas terras tradicionais. Foto: Michael Klingler. O impacto dos parques eólicos e solares sobre o acesso à terra foi tema de um artigo publicado em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/06/pesquisa-relaciona-avanco-de-energias-renovaveis-a-expulsao-de-comunidades-tradicionais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Logística e transporte podem atrasar transição energética no Brasil</title>
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					<pubDate>25 Abr 2024 12:00:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Thiago Lima]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil se comprometeu a zerar a emissão de gases de efeito estufa até 2050, porém um dos grandes empecilhos para cumprir a meta é o setor de transporte de cargas e logística. De acordo com dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mais de 60% do transporte de cargas no país é realizado via [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil se comprometeu a zerar a emissão de gases de efeito estufa até 2050, porém um dos grandes empecilhos para cumprir a meta é o setor de transporte de cargas e logística. De acordo com dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mais de 60% do transporte de cargas no país é realizado via malha rodoviária. Os caminhões utilizam, em sua maioria, combustíveis fósseis. Sem ação direcionada, a conta não fecha. &#8220;O transporte de carga, olhando para as grandes fontes de emissão, é o primeiro do setor energético”, explica David Tsai, coordenador de projetos no Instituto de Energia e Meio Ambiente. “Depois vem o transporte de passageiros, depois a indústria, em seguida a produção de combustíveis, e por fim uso o residencial/comercial e o setor elétrico&#8221;, afirma. Segundo as projeções do Plano Decenal de Expansão de Energia 2029, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o transporte de cargas deve aumentar 3,4% ao ano até 2029. O relatório pondera que “a demanda do transporte de carga continua muito concentrada no uso do óleo diesel B, já que não se projeta, no horizonte do presente estudo, um amplo desenvolvimento de projetos em fontes substitutas para veículos pesados”. A dependência no país do transporte de mercadorias via malha rodoviária já ficou evidente em algumas situações, como na greve dos caminhoneiros, realizada em 2018. A paralisação começou por causa do aumento do preço do óleo diesel, e teve dez dias de duração. Em praticamente todas as cidades brasileiras foi relatada falta de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/logistica-e-transporte-podem-atrasar-transicao-energetica-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Moradores da foz do Amazonas sentem o gosto salgado das mudanças climáticas</title>
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					<pubDate>08 Abr 2024 06:37:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rodrigo PedrosoRudja Santos]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>BAILIQUE, Amapá- Da varanda de sua casa de madeira de dois andares, Aurélio Marques olha para o Rio Amazonas, que flui como um fio. O piloto de barco calcula quanto tempo levará para que a maré do Oceano Atlântico chegue ao leito do rio, aumentando o nível da água e permitindo que ele navegue até [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BAILIQUE, Amapá- Da varanda de sua casa de madeira de dois andares, Aurélio Marques olha para o Rio Amazonas, que flui como um fio. O piloto de barco calcula quanto tempo levará para que a maré do Oceano Atlântico chegue ao leito do rio, aumentando o nível da água e permitindo que ele navegue até uma comunidade próxima. &#8220;Parece que a natureza está revoltada, com raiva da gente&#8221;, diz ele. &#8220;Nós vivemos de ler a natureza desde que nascemos, mas não estamos mais conseguindo decifrá-la.&#8221; As mudanças climáticas, aliadas às ações antrópicas no Arquipélago do Bailique, um grupo de ilhas na foz do Rio Amazonas, no Amapá, alteraram o ciclo da água e tornaram a vida cada vez mais árdua nos últimos quatro anos. Os fenômenos naturais estão se tornando mais agressivos e imprevisíveis, e os moradores do Bailique estão agora vivendo o que milhões pessoas de outras partes do mundo provavelmente enfrentarão no futuro. Ao sul do arquipélago, fazendas de pecuária e represas hidrelétricas desviaram gradualmente o curso de igarapés e afluentes do Rio Amazonas. O aumento da correnteza fluvial está acelerando os deslizamentos de terra, que engolem as casas às margens. Isso também está afetando as ilhas ao norte, onde o rio e seus afluentes estão se tornando mais fracos, em parte devido à terra que está sendo arrastada do sul e deixando os moradores muitas vezes encalhados. Como resultado, a água do Oceano Atlântico, que está aumentando seu nível, se infiltra nas ilhas vindo do norte. Um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/moradores-da-foz-do-amazonas-sentem-o-gosto-salgado-das-mudancas-climaticas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mudanças climáticas poderão extinguir mamíferos na Caatinga</title>
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					<pubDate>03 Abr 2024 11:00:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Caatinga, Conservação, Degradação, Desmatamento, Energia, Espécies Ameaçadas, Fauna, Felinos, Mamíferos, Recursos hídricos e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Mesmo se tudo correr bem e as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris forem cumpridas, as temperaturas médias devem aumentar 2,7 °C no norte da América do Sul até 2060, com aumento de 21 dias consecutivos sem chuva na estação seca. Isso trará, como era de se esperar, consequências drásticas para o clima e os [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Mesmo se tudo correr bem e as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris forem cumpridas, as temperaturas médias devem aumentar 2,7 °C no norte da América do Sul até 2060, com aumento de 21 dias consecutivos sem chuva na estação seca. Isso trará, como era de se esperar, consequências drásticas para o clima e os seres vivos de todos os biomas do planeta. Para a Caatinga, por exemplo, que ocupa 850 mil quilômetros quadrados no Nordeste brasileiro, elas poderão ser catastróficas. Um estudo realizado por pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e federais de Minas Gerais (UFMG) e da Paraíba (UFPB), publicado recentemente na revista científica Global Change Biology, prevê que 91,6% das comunidades de mamíferos terrestres do bioma perderão espécies, com 87% delas perdendo habitat até 2060. Os mais prejudicados serão os de pequeno porte – como a cuíca (Gracilinanus agilis) e o gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) –, que constituem 54% das espécies de mamíferos da Caatinga. Para realizar o estudo, os pesquisadores se basearam nas previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Segundo o biólogo Mário Ribeiro de Moura, pesquisador do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, coordenador do trabalho, as alterações climáticas induzidas pela humanidade intensificaram os impactos negativos sobre os fatores socioeconômicos, o ambiente e a biodiversidade, incluindo mudanças nos padrões de precipitação e um aumento nas temperaturas médias globais. Área desertificada no município de Uauá, no sertão baiano. Foto: Xavier Bartaburu “As zonas áridas estão particularmente em risco, com projeções&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/mudancas-climaticas-poderao-extinguir-mamiferos-na-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Licenciamento ambiental de projeto de hidrelétrica na Amazônia mato-grossense é arquivado</title>
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					<pubDate>26 Mar 2024 19:20:30 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Barbosa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Energia, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Incêndios, Infraestrutura, Povos Tradicionais, Rios e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) arquivou o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Castanheira em 18 de março. Foram mais de 10 anos de mobilização de organizações e movimentos sociais a fim de barrar a usina planejada para ser construída no Rio Arinos (bacia hidrográfica do Rio Juruena). Conforme [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) arquivou o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Castanheira em 18 de março. Foram mais de 10 anos de mobilização de organizações e movimentos sociais a fim de barrar a usina planejada para ser construída no Rio Arinos (bacia hidrográfica do Rio Juruena). Conforme reportou a Mongabay recentemente, se o projeto se concretizasse, cerca de 95 km² seriam alagados, afetando diretamente comunidades indígenas, agricultores e moradores urbanos e rurais no município de Juara, de Novo Horizonte do Norte e de Porto dos Gaúchos, todos em Mato Grosso. Segundo a Sema-MT, o licenciamento foi indeferido por não apresentar soluções “às pendências estabelecidas, uma vez que os ofícios emitidos solicitaram complementações com estudos, documentações e informações essenciais para análise do licenciamento” que não foram entregues pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa do Governo Federal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), responsável pelos estudos do planejamento energético do país. O parecer técnico do órgão ambiental foi publicado um dia depois que a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) ingressaram com Ação Civil Pública (ACP) pedindo a suspensão e a federalização do licenciamento. Conforme um estudo da Operação Amazônia Nativa (Opan), o projeto era inviável economicamente para as cidades impactadas e ameaçava a reprodução física e cultural de povos indígenas. Além disso, os pesquisadores apontaram que o processo de licenciamento corria com uma série de inconsistências sociais e ambientais. Liliane Xavier, da Rede Juruena Vivo,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/licenciamento-ambiental-de-projeto-de-hidreletrica-na-amazonia-mato-grossense-e-arquivado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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