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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Quilombo resiste onde o São Francisco encontra o mar</title>
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					<pubDate>30 Jul 2026 08:53:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agroecologia, Agrotóxicos, Água, Alimentos, Biodiversidade, Caatinga, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Demarcação Territorial, Manguezais, Povos Tradicionais, Quilombolas, Recursos hídricos, Socioambiental e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de Mata Atlântica, o branco das dunas, pequenos portos, além das lagoas marginais e manguezais, muitos manguezais: patrimônios biológicos, berçários de inúmeras espécies. Mas nem sempre essa beleza pertenceu a quem nela vivia. Vestígios de plantações de algodão e de mais de 20 engenhos dão notícia de uma outra época, anterior à Lei Áurea. Ali se concentrava a maior parte das pessoas escravizadas do Baixo São Francisco. Como o lugar também tinha muita mata nativa, era ideal para acolher os fugidos. Então, era conhecido como Refúgio dos Negros. Pois, mesmo depois do documento assinado pela Princesa Isabel, o povo que vivia da pesca artesanal e da terra tinha liberdade limitada. A terra onde moravam e plantavam havia gerações era entendida como propriedade dos fazendeiros da região, supostos donos que, tivessem título ou não, exerciam ali um domínio incontestado. Era cerca e mata-burro para todo o lado; se sentiam presos em seu próprio território. Assim contam os moradores do Território Quilombola Brejão do Negros, a 120 km da capital sergipana, Aracaju. “Era assim: se a senhora bater três alqueires de arroz, dois é para o fazendeiro e um é da senhora. Desse seu, ainda vai pagar todas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/quilombo-resiste-onde-o-rio-sao-francisco-encontra-o-mar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto fortalece trabalhadores da carnaúba na Caatinga</title>
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					<pubDate>09 Mar 2026 06:36:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[<p>Símbolo da sociobiodiversidade da Caatinga, a palmeira carnaúba (Copernicia prunifera) é refúgio para a fauna nativa e aves migratórias — e também uma aliada diante da crise climática. Os carnaubais são fundamentais para conter a erosão do solo e proteger rios do assoreamento. Além disso, tem grande importância socioeconômica. Dessa palmeira versátil tudo se aproveita. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Símbolo da sociobiodiversidade da Caatinga, a palmeira carnaúba (Copernicia prunifera) é refúgio para a fauna nativa e aves migratórias — e também uma aliada diante da crise climática. Os carnaubais são fundamentais para conter a erosão do solo e proteger rios do assoreamento. Além disso, tem grande importância socioeconômica. Dessa palmeira versátil tudo se aproveita. Sua palha é usada na produção de artesanato e adubo. Já as raízes viram remédio em comunidades tradicionais. Mas é a cera de carnaúba, extraída das folhas, o carro-chefe dessa cadeia. Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte lideram o ranking de exportações mundiais desse produto de ampla aplicabilidade industrial, muito demandado no mercado internacional por fabricantes de alimentos, cosméticos e medicamentos. Em 2024, o Ceará foi responsável por 71,19% das vendas externas brasileiras de cera de carnaúba, alcançando US$ 76,9 milhões. Por trás dessa cifra, porém, está o custo social na ponta dessa cadeia produtiva, ou seja, na extração manual da palha dessa palmeira nos carnaubais do semiárido e seu posterior processamento artesanal. A atividade é marcada por jornadas de trabalho exaustivas, infraestrutura precária e falta de direitos trabalhistas. E ainda há relatos de violações de direitos humanos, com trabalhadores sendo resgatados em condições análogas à escravidão. Esse cenário de insegurança e informalidade era o que Francisco Arcanjo Rodrigues Chaves, produtor de Groaíras, no Ceará, enfrentava. Presidente da Associação dos Trabalhadores na Extração e Produção de Cera de Carnaúba de Groaíras (ATEPCG), fundada em 2019, ele já havia inclusive pensado em desistir dessa organização.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/projeto-fortalece-trabalhadores-da-carnauba-na-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento para energia renovável aumenta pressão sobre a Caatinga</title>
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					<pubDate>02 Set 2025 07:30:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana Amâncio]]>
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							<![CDATA[<p>Ao longo dos anos, a produção de energias renováveis tem ampliado sua participação como vetor de pressão sobre a Caatinga. Números aos quais a Mongabay teve acesso com exclusividade revelam esse aumento. Segundo o MapBiomas, entre 2020 e 2024, a área desmatada na Caatinga para a instalação de parques eólicos e solares cresceu 558%. No [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ao longo dos anos, a produção de energias renováveis tem ampliado sua participação como vetor de pressão sobre a Caatinga. Números aos quais a Mongabay teve acesso com exclusividade revelam esse aumento. Segundo o MapBiomas, entre 2020 e 2024, a área desmatada na Caatinga para a instalação de parques eólicos e solares cresceu 558%. No primeiro ano da série, a área desmatada foi de 503 hectares; no último ano, passou para 3.315 hectares. Nesse tempo, 12.850 hectares de vegetação nativa foram cortados. A média anual de desmatamento no período é de 2 mil hectares, ritmo que, se for mantido, em dez anos, a perda total de vegetação pode chegar a 40 mil hectares. O pesquisador do MapBiomas Caatinga, Nerivaldo Santos, afirma que “a agropecuária continua sendo a atividade que exerce maior pressão sobre o bioma. No entanto, a cada ano, as renováveis têm ampliado a pressão, algo que tem chamado a atenção dos pesquisadores”, observa. Ele explica que esses dados têm uma margem de omissão de 5%, “o que é considerada baixa, levando em conta que as áreas são analisadas 12 vezes. Se em um mês algo não foi percebido, porque havia uma nuvem naquela área, no mês seguinte temos a oportunidade de checar”. Embora as áreas ocupadas por eólicas em comparação com as áreas de agropecuária sejam pequenas, o que está em jogo aqui são os impactos que esses empreendimentos causam às comunidades. Segundo Nerivaldo, “não é só a promessa de desenvolvimento e de empregos que deve ser levada&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/desmatamento-para-energia-renovavel-aumenta-pressao-sobre-a-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tesouro da Caatinga, licuri ganha novos horizontes na bioeconomia graças à ciência</title>
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					<pubDate>26 Ago 2025 08:39:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Dantas]]>
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							<![CDATA[<p>Um levantamento feito em 2025 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mapeou mais de 60 espécies nativas de plantas da Caatinga brasileira utilizadas por comunidades tradicionais. Entre elas, uma ganha destaque por suas múltiplas aplicações: o licuri (Syagrus coronata). Essa palmeira nativa do semiárido nordestino — também conhecida como “ouricuri” ou “coco-cabeçudo”, entre outros nomes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um levantamento feito em 2025 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mapeou mais de 60 espécies nativas de plantas da Caatinga brasileira utilizadas por comunidades tradicionais. Entre elas, uma ganha destaque por suas múltiplas aplicações: o licuri (Syagrus coronata). Essa palmeira nativa do semiárido nordestino — também conhecida como “ouricuri” ou “coco-cabeçudo”, entre outros nomes populares — se tornou aliada de diferentes comunidades brasileiras: seus frutos viram alimento saudável e fonte para a extração de óleos, enquanto suas fibras e palhas são convertidas em matéria-prima para o artesanato. Protagonista histórico de um bioma conhecido pela importância de seus serviços ambientais, o licuri também chama a atenção da ciência, que busca investigar mais a fundo a versatilidade biotecnológica da espécie. Esse é um dos objetivos de novas pesquisas desenvolvidas pelo Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga (NBioCaat), que faz parte da UFPE. Aliando informações sobre práticas tradicionais ao resultado de testes laboratoriais, o instituto verificou propriedades do licuri com potencial de uso em diferentes produtos — não apenas da indústria alimentícia, mas, também, farmacêuticos e cosméticos. Segundo Márcia Vanusa, pesquisadora da UFPE e doutora em Biologia Celular e Molecular, o conhecimento ancestral de diferentes populações humanas que vivem em áreas de Caatinga é o “ponto de partida” dos estudos sobre a planta. Ela diz que esses “saberes” são transmitidos de forma oral entre gerações, sobretudo por mulheres mais idosas e com vasto conhecimento empírico. Ainda que subjetivos, esses elementos são “indispensáveis” às análises técnicas posteriores, auxiliando cientistas na busca por&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/tesouro-da-caatinga-licuri-ganha-novos-horizontes-na-bioeconomia-gracas-a-ciencia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Antas reaparecem na Caatinga, onde eram tidas como extintas</title>
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					<pubDate>16 Jul 2025 06:08:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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							<![CDATA[Caatinga, Comunidades Tradicionais, Desertificação, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Fauna, Mamíferos, Unidades de Conservação e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Em março de 2025, pesquisadores brasileiros percorreram diferentes regiões da Caatinga em busca de indícios da presença da anta (Tapirus terrestris). Embora gravuras rupestres na Serra da Capivara, no Piauí, revelem que a espécie habita o bioma há pelo menos 10 mil anos, em 2012 ela foi considerada extinta na região, devido à ausência de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março de 2025, pesquisadores brasileiros percorreram diferentes regiões da Caatinga em busca de indícios da presença da anta (Tapirus terrestris). Embora gravuras rupestres na Serra da Capivara, no Piauí, revelem que a espécie habita o bioma há pelo menos 10 mil anos, em 2012 ela foi considerada extinta na região, devido à ausência de dados confiáveis. Essa conclusão incerta, no entanto, foi revista após três expedições de campo realizadas entre 2023 e 2025 por cientistas da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (Incab), ligada ao IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Populações da espécie foram encontradas em áreas da Caatinga que se estendem pelo norte de Minas Gerais, oeste da Bahia e sul do Piauí, e agora a redescoberta do maior mamífero terrestre do país em seu território ancestral marca um avanço significativo nos esforços voltados à conservação da espécie, ameaçada de extinção. Patricia Medici, engenheira florestal e coordenadora de pesquisas do IPÊ, conta que, em 2012, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) organizou um workshop voltado à avaliação das espécies de ungulados [mamíferos terrestres com cascos nas patas, como antas e veados] ameaçados no país, atividade que fez parte do processo de atualização da lista vermelha nacional, instrumento oficial que classifica o risco de extinção de espécies no território brasileiro. Naquela ocasião, foram incluídos ungulados como a anta, a queixada (popularmente chamada de porco-do-mato) e diferentes representantes da família dos cervídeos. Durante o encontro, foi decidido que seriam atribuídos status específicos por bioma, e,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/antas-reaparecem-na-caatinga-onde-eram-tidas-como-extintas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pesquisadores identificam áreas prioritárias para restauração nos biomas brasileiros</title>
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					<pubDate>17 Mar 2025 18:24:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Caatinga, Cerrado, Certificação, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Lei Ambiental, Mata Atlântica, Pantanal, Política Ambiental, Queimadas, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>O governo do Pará anunciou no início de março que irá conceder 30 mil hectares para empresas de restauração florestal na região do Triunfo do Xingu, uma das mais desmatadas da Amazônia. O modelo deve replicar o edital lançado no final de 2024 para a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, onde a empresa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O governo do Pará anunciou no início de março que irá conceder 30 mil hectares para empresas de restauração florestal na região do Triunfo do Xingu, uma das mais desmatadas da Amazônia. O modelo deve replicar o edital lançado no final de 2024 para a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, onde a empresa vencedora vai assumir o trabalho de restauração em troca da comercialização dos créditos de carbono. A mesma lógica será aplicada à concessão da Floresta Nacional do Bom Futuro, em Rondônia, cujo edital deve ser lançado ainda neste ano pelo governo federal. Estudos para a concessão de outras sete áreas públicas também estão em andamento, segundo o Ministério do Meio Ambiente informou à Mongabay. Os projetos respondem a uma demanda cada vez maior da agenda climática global  — até 2030, as Nações Unidas estarão promovendo a Década da Restauração de Ecossistemas, em um claro entendimento de que controlar o desmatamento não será suficiente para combater as mudanças climáticas. A Ministra do Meio Ambiente Marina Silva lançou o chamado Novo Planaveg em outubro de 2024 durante a COP16, na Colômbia. Foto: Ministério do Meio Ambiente. Apesar de não sequestrar tanto carbono quanto a Amazônia, a vegetação do Cerrado ajuda a proteger algumas das principais bacias hidrográficas do Brasil. Imagem de Marizilda Cruppe/Greenpeace. Com 109 milhões de hectares de pastagens degradadas — área equivalente a duas Espanhas —, o Brasil tem enorme potencial de restauração. Mas projetos como estes costumam ser caros e complexos. Na maioria das vezes,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/pesquisadores-identificam-areas-prioritarias-para-restauracao-nos-biomas-brasileiros/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Caatinga desmatada para instalação de painéis solares mobiliza comunidade na Bahia</title>
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					<pubDate>06 Fev 2025 18:20:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Martins]]>
						</dc:creator>
										<author>
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							<![CDATA[<p>UIBAÍ, Bahia – No dia 14 de maio de 2024, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia autorizou a empresa norueguesa Statkraft Energias Renováveis a realizar o desmatamento de 454 hectares de floresta de caatinga arbórea no topo das serras situadas entre as cidades de Uibaí e Ibipeba, no centro-norte da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[UIBAÍ, Bahia – No dia 14 de maio de 2024, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia autorizou a empresa norueguesa Statkraft Energias Renováveis a realizar o desmatamento de 454 hectares de floresta de caatinga arbórea no topo das serras situadas entre as cidades de Uibaí e Ibipeba, no centro-norte da Bahia. O objetivo é a instalação de 282.240 painéis de placas solares. Segundo o parecer técnico para emissão da licença prévia publicado pelo próprio Inema, a área diretamente afetada possui 230 espécies de plantas, das quais 15 estão ameaçadas de extinção, e outras 200 espécies animais do bioma Caatinga, sendo que 64 espécies não sobrevivem fora do ambiente de floresta. As águas também são impactadas pelo empreendimento, pois a área serve de recarga para os rios Verde e Jacaré, afluentes do Rio São Francisco. Mesmo assim, o relatório técnico considerou o empreendimento de baixo impacto ambiental e o Inema concedeu a licença. Vale lembrar que a mesma Statkraft já está instalada na região com o Complexo Eólico Ventos de Santa Eugênia, onde 14 parques eólicos, totalizando 91 turbinas, constituem o maior empreendimento da empresa fora da Europa. Área de Caatinga desmatada para instalação de painéis solares. Foto: Rafael Martins Segundo Edimário Oliveira Machado, uma das principais lideranças contra a instalação do parque solar, o desmatamento autorizado pelo Inema é “inadmissível”: diz ele que, a poucos metros das áreas licenciadas, há terrenos em abundância, já desmatados, com condições para acolher o empreendimento e ainda gerar receitas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/caatinga-desmatada-para-instalacao-de-paineis-solares-mobiliza-comunidade-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mineração ameaça produção de mel do maior quilombo da Caatinga</title>
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					<pubDate>16 Set 2024 14:33:30 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Quando Júlio de Castro começou com a apicultura, em 1986, ele não imaginava um dia chegar, junto com a sua família, às 500 caixas de abelhas que mantém atualmente, capazes de produzir até dez toneladas de mel por ano. Júlio é morador do Quilombo Lagoas e um dos associados da Cooperativa Mel do Sertão, localizada [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Quando Júlio de Castro começou com a apicultura, em 1986, ele não imaginava um dia chegar, junto com a sua família, às 500 caixas de abelhas que mantém atualmente, capazes de produzir até dez toneladas de mel por ano. Júlio é morador do Quilombo Lagoas e um dos associados da Cooperativa Mel do Sertão, localizada na Serra da Capivara, no Piauí, a região que mais produz mel no Nordeste. &#8220;Eu comecei com a abelha porque ela deu um retorno extraordinário. Eu mesmo nem trabalho mais com a roça”, diz Júlio. “Em 2021, retirei mais de dez toneladas e fiz 100 mil reais vendendo a R$ 16,50 o quilo de mel. Este lugar é excelente, eu não troco aqui por nada. No inverno é verde, a gente trabalha bem, cuida das abelhas, é água jorrando por todo buraco, e é só alegria respirando o ar puro desta região.&#8221; O Quilombo Lagoas possui mais de 140 famílias apicultoras associadas, tornando-se a comunidade que mais produz mel na macrorregião da Serra da Capivara, com uma média anual de até 500 toneladas por ano. Este é o maior território quilombola do bioma Caatinga, com uma extensão de 62.375 hectares e 119 comunidades, atravessando seis municípios: São Raimundo Nonato, Dirceu Arcoverde, Bonfim do Piauí, São Lourenço do Piauí, Fartura do Piauí e Várzea Branca. &#8220;As abelhas são o 13º salário do sertão&#8221;, afirma Cláudio Tenório, liderança quilombola. &#8220;Elas produzem muito mel e o mundo todo precisa de mel para a medicina e a produção de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/09/mineracao-ameaca-producao-de-mel-do-maior-quilombo-da-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Conflito institucional coloca em risco reintrodução da quase extinta ararinha-azul</title>
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					<pubDate>29 Ago 2024 08:29:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Bernardo Araújo]]>
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							<![CDATA[<p>Esta é a segunda parte de uma reportagem sobre a reintrodução da ararinha-azul. Leia a primeira parte aqui. Em 2022, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), um dos psitacídeos mais ameaçados do mundo, começou a ser reintroduzida na Caatinga. A espécie, que faz do grupo das araras, papagaios e periquitos, desapareceu de seu habitat nativo em 2000, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Esta é a segunda parte de uma reportagem sobre a reintrodução da ararinha-azul. Leia a primeira parte aqui. Em 2022, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), um dos psitacídeos mais ameaçados do mundo, começou a ser reintroduzida na Caatinga. A espécie, que faz do grupo das araras, papagaios e periquitos, desapareceu de seu habitat nativo em 2000, ano em que seu último indivíduo na natureza conhecido morreu. O projeto de reintrodução, no município de Curaçá, na Bahia, vinha sendo coordenado por duas instituições: a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), um criadouro alemão que atualmente abriga a maioria das ararinhas-azuis restantes no planeta; e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia do governo brasileiro responsável pela gestão de áreas protegidas e biodiversidade. O primeiro ano da reintrodução obteve um sucesso notável, com uma boa parcela das 20 ararinhas-azuis soltas sobrevivendo e permanecendo juntas, e com casais reproduzindo e chocando os primeiros filhotes nascidos na natureza em décadas. No entanto, em maio de 2024, o ICMBio anunciou que não renovaria seu acordo de cooperação técnica com a ACTP, que terminou oficialmente em junho. A decisão veio como uma surpresa para conservacionistas envolvidos na reintrodução, e colocou em dúvida o futuro do promissor programa. “Estou realmente perplexo com a decisão das autoridades brasileiras de não renovar o acordo com a ACTP. Não há razão biológica para essa decisão,” diz Thomas White, um dos líderes do Projeto de Recuperação do Papagaio-de-Porto-Rico e consultor do projeto de reintrodução da ararinha-azul desde&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/08/conflito-institucional-coloca-em-risco-reintroducao-da-quase-extinta-ararinha-azul/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Para a ‘extinta’ ararinha-azul, retorno bem-sucedido é ofuscado por incertezas</title>
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					<pubDate>28 Ago 2024 14:55:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>No dia 24 de maio deste ano, Ugo Vercillo acordou com uma notícia incrível: dois filhotes de arara, nascidos na natureza no município de Curaçá, no estado da Bahia, alçaram voo pela primeira vez. Não eram araras quaisquer; eram ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii), uma das espécies de psitacídeo — família de aves que inclui araras, papagaios [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No dia 24 de maio deste ano, Ugo Vercillo acordou com uma notícia incrível: dois filhotes de arara, nascidos na natureza no município de Curaçá, no estado da Bahia, alçaram voo pela primeira vez. Não eram araras quaisquer; eram ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii), uma das espécies de psitacídeo — família de aves que inclui araras, papagaios e periquitos — mais ameaçadas do mundo, com seus poucos indivíduos remanescentes confinados em cativeiro ao redor do mundo. Ou pelo menos este era o caso, até 2022. Agora, 11 desses pássaros estão voando livres novamente na Caatinga baiana e chocando uma nova geração de araras selvagens; testemunho de um esforço intenso de conservação que alguns consideram — pelo menos no que diz respeito a psitacídeos — o mais bem-sucedido até agora. Vercillo, diretor técnico da Blue Sky Caatinga, organização de conservação focada na restauração dos ecossistemas do semiárido e envolvida na reintrodução da ararinha-azul, diz que os jovens pássaros que deixaram o ninho em maio não foram os primeiros filhotes selvagens nascidos no programa. A primeira ninhada, uma dupla nascida em 2023, morreu antes de poder voar. Então, quando Vercillo e outros conservacionistas descobriram uma nova ninhada no início deste ano, eles se determinaram a agir. &#8220;Tivemos que fazer uma intervenção&#8221;, lembra Vercillo. &#8220;Eram três filhotes. A gente retirou um dos filhotes porque ele já estava mais fraquinho, o que é natural porque normalmente [as ararinhas] põem três ovos, e dos três ovos só um sobrevive. Então o menor a gente tirou pra fazer&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/08/para-a-extinta-ararinha-azul-retorno-bem-sucedido-e-ofuscado-por-incertezas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que agricultores familiares querem o fim de uma das maiores reservas ecológicas da Caatinga</title>
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					<pubDate>22 Jul 2024 16:01:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioAdriano AlvesJuly Portioli]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Caatinga, Comunidades Tradicionais, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Desmatamento, Energia, Fauna, Motores do Desmatamento, Povos Tradicionais e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>Este ano, o Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola completa uma década. Maior unidade de conservação (UC) de proteção integral de Pernambuco, com 110 mil hectares de extensão, ela foi criada para proteger a fauna e a flora da Caatinga. Segue, porém, sem plano de manejo, documento essencial para compatibilizar as ações em seu interior. O [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Este ano, o Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola completa uma década. Maior unidade de conservação (UC) de proteção integral de Pernambuco, com 110 mil hectares de extensão, ela foi criada para proteger a fauna e a flora da Caatinga. Segue, porém, sem plano de manejo, documento essencial para compatibilizar as ações em seu interior. O RVS Tatu-Bola abrange os municípios de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, no sertão do São Francisco. Dentro da área do refúgio, pequenos produtores mantêm tradicionalmente criação de ovinos e caprinos e agricultura de base familiar. Uma vez definido o plano de manejo, essas atividades poderiam ser mantidas em compatibilidade com a preservação da área. Para fazer um balanço dessa primeira década, a Mongabay visitou o refúgio e encontrou uma população que, alvo de desinformação, crê que terá suas terras expropriadas a qualquer momento. Deusdete do Senhor do Bonfim, de 60 anos, nasceu e foi criado na comunidade de Baixa Alegre, uma das comunidades situadas dentro do RVS Tatu-Bola. Emocionado durante a entrevista, ele narra sua relação com a terra: “Foi herança do nosso avô, passou pro meu pai, criei os meus filhos e hoje já sou avô. O que nós temos é produzido aqui na terra, trabalhando de sol a sol”. Nos seus quase 60 hectares de propriedade, Deusdete afirma que preserva cerca de 20% de Caatinga: “A gente não desmata total, deixa umbuzeiro, umburana, aroeira… esses paus grandes a gente deixa”. O agricultor, que produz milho, feijão, mamona e outros&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/07/por-que-agricultores-familiares-querem-o-fim-de-uma-das-maiores-reservas-ecologicas-da-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Pesquisa relaciona avanço de energias renováveis à expulsão de comunidades tradicionais</title>
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					<pubDate>13 Jun 2024 15:27:20 +0000</pubDate>
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					</author>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Caatinga, Comunidades Tradicionais, Conservação, Desmatamento, Energia, Fauna, Povos Tradicionais, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Apontadas como solução para o aquecimento global, as fontes de energia renováveis vêm recebendo generosos incentivos públicos e privados. No Brasil, a capacidade instalada de energia eólica saltou quase dez vezes em uma década, entre 2011 e 2021, passando de 1,2% para 11,4%. Na energia solar, o aumento foi de 26 vezes, de 0,1% para [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/06/pesquisa-relaciona-avanco-de-energias-renovaveis-a-expulsao-de-comunidades-tradicionais/" data-wpel-link="internal">Pesquisa relaciona avanço de energias renováveis à expulsão de comunidades tradicionais</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Apontadas como solução para o aquecimento global, as fontes de energia renováveis vêm recebendo generosos incentivos públicos e privados. No Brasil, a capacidade instalada de energia eólica saltou quase dez vezes em uma década, entre 2011 e 2021, passando de 1,2% para 11,4%. Na energia solar, o aumento foi de 26 vezes, de 0,1% para 2,6%. Se os planos do governo federal se concretizarem, essa expansão será ainda mais acelerada nas próximas décadas. Mas o baixo impacto na atmosfera contrasta com os efeitos gigantescos que parques eólicos e solares promovem ao nível do chão. Há cerca de sete anos, pesquisadores austríacos estudam a ação destes empreendimentos sobre os povos tradicionais, especialmente da Caatinga, que de repente se vêem impedidos de acessar áreas ocupadas há muitas gerações. &#8220;Na grande maioria, são comunidades tradicionais que ocupam terras públicas&#8221;, explica Thomas Bauer, que atua na Bahia como representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), referindo-se às comunidades de fundo de pasto, que compartilham uma mesma terra onde criam animais e coletam frutos e raízes. &#8220;Para estas pessoas, nunca foi importante ter documento da terra, mas como comunidade tradicional eles têm o direito de usufruir daquela área, para onde levam os animais para pastar, pegam madeira para a lenha, coletam raízes e plantas medicinais&#8221;. No Ceará, porteiras instaladas em torno de parques eólicos impedem o acesso das comunidades às suas terras tradicionais. Foto: Michael Klingler. O impacto dos parques eólicos e solares sobre o acesso à terra foi tema de um artigo publicado em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/06/pesquisa-relaciona-avanco-de-energias-renovaveis-a-expulsao-de-comunidades-tradicionais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Piauí: o deserto de Gilbués e sua improvável vocação para a vida</title>
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					<pubDate>10 Jun 2024 18:10:18 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Martins (texto e fotos)]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Ameaças às Florestas Tropicais, Caatinga, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais e Reflorestamento]]>
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							<![CDATA[<p>Quando enxergou pela primeira vez os chapadões de Gilbués, no sul do Piauí, José Rodrigues do Santos não imaginou que iria morar ali o resto de sua vida. Ele precisou caminhar aproximadamente 20 quilômetros do lugar onde nascera, junto com sua família, para chegar à sede do município de Gilbués, cruzando o mar vermelho de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Quando enxergou pela primeira vez os chapadões de Gilbués, no sul do Piauí, José Rodrigues do Santos não imaginou que iria morar ali o resto de sua vida. Ele precisou caminhar aproximadamente 20 quilômetros do lugar onde nascera, junto com sua família, para chegar à sede do município de Gilbués, cruzando o mar vermelho de terras desertificadas. Esse ambiente avermelhado cria um cenário que só estamos acostumados a ver nos filmes de ficção científica. Mas, ao olhar mais cuidadosamente, conseguimos enxergar bolsões verdes nesse mar de terra crua. &#8220;A terra precisa de carinho igual gente. Ela também é viva&#8221;, afirma Zé Capemba, como é mais conhecido na região. Ele relata as dificuldades em manejar o solo seco e relembra a necessidade de buscar água distante para os afazeres básicos do dia a dia, mas confessa que hoje as coisas estão muito melhores do que há alguns anos. &#8220;O poço de água e a tecnologia melhorou muito a vida aqui para a gente&#8221;. Gilbués está localizada em uma das quatro principais zonas em processo de desertificação reconhecidas pelo Governo Federal em todo o país, todas no semiárido nordestino. No Piauí, são 805 km2 de Caatinga degradada que alcança 14 municípios e uma população de aproximadamente 149 mil pessoas. O produtor José Rodrigues do Santos, conhecido como Zé Capemba, em frente a sua casa em Gilbués (PI). Foto: Rafael Martins O leito do riacho Gameleiro, que passa dentro da propriedade de Zé Capemba,  teve o seu curso alterado devido às voçorocas, grandes&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/06/piaui-o-deserto-de-gilbues-e-sua-improvavel-vocacao-para-a-vida/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Caatinga é o bioma mais eficiente do Brasil em captura de carbono</title>
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					<pubDate>29 Abr 2024 07:03:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana Amâncio e Rafael Dantas]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Mais de uma década de estudos realizados pelo Observatório Nacional da Caatinga revelaram que esse é o bioma brasileiro que tem o melhor desempenho no sequestro de carbono. A cada 100 toneladas de CO² absorvidas por essa floresta do semiárido brasileiro, há uma retenção que varia entre 45% e 60% e não volta para a [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Mais de uma década de estudos realizados pelo Observatório Nacional da Caatinga revelaram que esse é o bioma brasileiro que tem o melhor desempenho no sequestro de carbono. A cada 100 toneladas de CO² absorvidas por essa floresta do semiárido brasileiro, há uma retenção que varia entre 45% e 60% e não volta para a atmosfera. O resultado dos estudos causou admiração até mesmo nos pesquisadores, como Aldrin Perez, do Instituto Nacional do Semiárido, uma das organizações responsáveis pelo projeto. “Para a nossa surpresa, a Caatinga é a mais eficiente entre os biomas no Brasil e um dos principais do mundo. As plantas, em geral, absorvem e liberam o CO²  no processo de fotossíntese. Este balanço está sendo muito positivo. Essa floresta é  uma das soluções para o problema das mudanças climáticas, uma excelente sumidoura”, diz Perez, um dos autores do estudo. Um ecossistema ganha essa designação de “sumidouro” quando absorve ou captura mais CO² do que libera através da respiração das plantas e do solo. Para ter uma comparação sobre a eficiência do bioma, Aldrin afirma que, na Amazônia, o saldo entre a absorção e a liberação de CO² varia entre 2% e 11%. No caso do Cerrado brasileiro, por exemplo, essa eficiência é de 23%. Esse levantamento comparativo foi medido a partir de dados revelados por um conjunto de torres de 15 metros de altura com equipamentos que captam gases e estão instalados em 30 diferentes biomas do mundo. Torre usada na pesquisa para medição do balanço de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/caatinga-e-o-bioma-mais-eficiente-do-brasil-em-captura-de-carbono/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mudanças climáticas poderão extinguir mamíferos na Caatinga</title>
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					<pubDate>03 Abr 2024 11:00:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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							<![CDATA[<p>Mesmo se tudo correr bem e as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris forem cumpridas, as temperaturas médias devem aumentar 2,7 °C no norte da América do Sul até 2060, com aumento de 21 dias consecutivos sem chuva na estação seca. Isso trará, como era de se esperar, consequências drásticas para o clima e os [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Mesmo se tudo correr bem e as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris forem cumpridas, as temperaturas médias devem aumentar 2,7 °C no norte da América do Sul até 2060, com aumento de 21 dias consecutivos sem chuva na estação seca. Isso trará, como era de se esperar, consequências drásticas para o clima e os seres vivos de todos os biomas do planeta. Para a Caatinga, por exemplo, que ocupa 850 mil quilômetros quadrados no Nordeste brasileiro, elas poderão ser catastróficas. Um estudo realizado por pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e federais de Minas Gerais (UFMG) e da Paraíba (UFPB), publicado recentemente na revista científica Global Change Biology, prevê que 91,6% das comunidades de mamíferos terrestres do bioma perderão espécies, com 87% delas perdendo habitat até 2060. Os mais prejudicados serão os de pequeno porte – como a cuíca (Gracilinanus agilis) e o gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) –, que constituem 54% das espécies de mamíferos da Caatinga. Para realizar o estudo, os pesquisadores se basearam nas previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Segundo o biólogo Mário Ribeiro de Moura, pesquisador do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, coordenador do trabalho, as alterações climáticas induzidas pela humanidade intensificaram os impactos negativos sobre os fatores socioeconômicos, o ambiente e a biodiversidade, incluindo mudanças nos padrões de precipitação e um aumento nas temperaturas médias globais. Área desertificada no município de Uauá, no sertão baiano. Foto: Xavier Bartaburu “As zonas áridas estão particularmente em risco, com projeções&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/mudancas-climaticas-poderao-extinguir-mamiferos-na-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Na transição entre Caatinga e Cerrado, povos tradicionais se unem para resgatar frutas nativas</title>
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					<pubDate>25 Mar 2024 05:57:53 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon (texto e fotos)]]>
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							<![CDATA[<p>PORTEIRINHA , Minas Gerais — À sombra do umbuzeiro, Maria Neves conta a Maria José que umbu maduro é feito mulher às margens de parir: tem urgência. “O umbu não tem feriado, é igual tirar leite, é todo dia”, diz Maria Neves Almeida, caaatingueira da comunidade de Furado da Roda, no município de Porteirinha. Maria [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[PORTEIRINHA , Minas Gerais — À sombra do umbuzeiro, Maria Neves conta a Maria José que umbu maduro é feito mulher às margens de parir: tem urgência. “O umbu não tem feriado, é igual tirar leite, é todo dia”, diz Maria Neves Almeida, caaatingueira da comunidade de Furado da Roda, no município de Porteirinha. Maria José dos Santos, conhecida por Zezé naqueles vales semiáridos do norte de Minas Gerais, concorda. “Você tá ali, debaixo da natureza, colhendo. Não tem riqueza melhor, não tem saúde melhor.” Zezé, liderança extrativista na região, conta que por décadas o sustento do agricultor familiar vinha do algodão. Com a infestação do bicudo-do-algodoeiro, um tipo de besouro, na década de 1990, tudo mudou. “Quando a gente viu o algodão virar desse jeito, a gente achou que era o fim da picada, todo mundo ia morrer de fome”, diz. Mas foi em campo minado por peste que as comunidades tradicionais do norte mineiro acharam esperança num gosto e cheiro esquecidos na infância: as frutas nativas. O coquinho-azedo é uma das frutas resgatadas pelos povos tradicionais no norte de Minas Gerais, melhorando a saúde das pessoas e dos biomas. Foto: Sibélia Zanon “Chega nesse tempo, todo mundo tá colhendo as frutas e a cooperativa transforma em polpa. De lá pra cá, a melhora foi muito grande”, diz Zezé. “Para a gente colher o algodão, era a custo de veneno. Morreu muita gente intoxicada. Hoje o pessoal trabalha com as frutas sem veneno. Então, a saúde é outra. Já&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/na-transicao-entre-caatinga-e-cerrado-povos-tradicionais-se-unem-para-resgatar-frutas-nativas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tião Alves e seu plano para salvar o semiárido: “plantar água, comer Caatinga e irrigar com o sol”</title>
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					<pubDate>20 Mar 2024 09:01:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Ameaças às Florestas Tropicais, Caatinga, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Reflorestamento e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>Enquanto turbinas eólicas e placas de energia solar se multiplicam pelo sertão, Tião Alves insiste em cataventos de lata e aquecedores à base de garrafas PET. “Tecnologia sertaneja”, como ele define, defendendo que as melhores soluções para tornar a vida possível no semiárido nordestino são aquelas que nascem da sabedoria popular – “aquela que germina [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Enquanto turbinas eólicas e placas de energia solar se multiplicam pelo sertão, Tião Alves insiste em cataventos de lata e aquecedores à base de garrafas PET. “Tecnologia sertaneja”, como ele define, defendendo que as melhores soluções para tornar a vida possível no semiárido nordestino são aquelas que nascem da sabedoria popular – “aquela que germina como uma semente que você bota no chão e cresce.” Isso e a compreensão de que, para sobreviver num bioma desafiador como a Caatinga, basta aprender com as plantas e os animais: milhares de espécies que encontraram maneiras de se adaptar à escassez de chuvas, a ponto de tornar este o semiárido mais biodiverso do mundo. É por essa razão que ele chama a Caatinga de “universidade invisível”. Sebastião Alves dos Santos é “bicho da Caatinga”, como ele mesmo se define: nasceu em pleno sertão potiguar, na cidade de João Dias, passou a infância em Catolé do Rocha, Paraíba, e fincou morada em Arcoverde, Pernambuco, de onde desde 1989 é um dos mentores do Serta – Serviço de Tecnologia Alternativa, um dos mais importantes centros de ensino em agroecologia do Nordeste. O próprio Tião diz que já ajudou a formar mais de 2 mil técnicos no Serta. Trabalhadores rurais vindos do Nordeste todo para algum dos dois campi – em Ibimirim e em Glória do Goitá, ambos em Pernambuco –, em busca de conhecimentos avançados que permitam garantir a segurança alimentar com o mínimo de recursos (naturais e financeiros). Fogões acesos com luz do sol&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/tiao-alves-e-seu-plano-para-salvar-o-semiarido-plantar-agua-comer-caatinga-e-irrigar-com-o-sol/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Kapinawás: meio século de luta pelo território sagrado no Vale do Catimbau</title>
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					<pubDate>29 Jan 2024 16:47:59 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Ameaças às Florestas Tropicais, Caatinga, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Reflorestamento, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>BUÍQUE, Pernambuco – Jurema no sertão é árvore tenaz: quando se acha que morreu, rebrota. Pode-se cortar, derrubar, queimar, roçar; na primeira trovoada, as folhas rasgam de novo o solo em busca da luz. Mesma coisa os Kapinawá, povo que tem na jurema o mais sagrado dos vegetais, ponte cósmica entre os de cá e [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/01/kapinawas-meio-seculo-de-luta-pelo-territorio-sagrado-no-vale-do-catimbau/" data-wpel-link="internal">Kapinawás: meio século de luta pelo território sagrado no Vale do Catimbau</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BUÍQUE, Pernambuco – Jurema no sertão é árvore tenaz: quando se acha que morreu, rebrota. Pode-se cortar, derrubar, queimar, roçar; na primeira trovoada, as folhas rasgam de novo o solo em busca da luz. Mesma coisa os Kapinawá, povo que tem na jurema o mais sagrado dos vegetais, ponte cósmica entre os de cá e os encantados. Também eles, quando se acreditava extintos, ressurgiram. “E quando ela [a jurema] nasce, os galhos dela são muito mais fortes”, sublinha Mocinha Kapinawá. Aconteceu no tempo do Corte dos Arames. Quando Maria Bezerra da Silva, hoje liderança na aldeia Mina Grande, era de fato moça. Adolescente ainda, mas já na linha de frente na luta contra o coronel Romero Maranhão e seus grileiros. Conta Mocinha que, desde meados dos anos 1970, os moradores da Mina Grande, hoje a maior aldeia do território Kapinawá, vinham sendo pressionados pela ofensiva de fazendeiros interessados em tomar as terras da região. “Por causa da riqueza que nós temos aqui, que é a água.” De fato: o território Kapinawá coincide, em termos geográficos, com o do Vale do Catimbau, ponto privilegiado no interior de Pernambuco, onde o agreste vira sertão, cujo emaranhado de serras armazena abundância de mananciais – água de excelente qualidade, que brota nos sopés, irriga a vegetação e dá de beber a quem dela precisar. Paisagem do Vale do Catimbau, sertão de Pernambuco. Foto: Xavier Bartaburu/Mongabay Maria Bezerra da Silva, conhecida como Mocinha Kapinawá, liderança da aldeia Mina Grande. Foto: Xavier Bartaburu/Mongabay Pois foi nos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/01/kapinawas-meio-seculo-de-luta-pelo-territorio-sagrado-no-vale-do-catimbau/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>A volta por cima do algodão agroecológico no agreste da Paraíba</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/12/a-volta-por-cima-do-algodao-agroecologico-no-agreste-da-paraiba/</link>
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					<pubDate>18 Dez 2023 06:14:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Beatriz Santomauro (texto e fotos)]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agricultura, Agrofloresta, Caatinga, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Recursos hídricos, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Desde 2021, governo, iniciativa privada e cooperativa de agricultores trabalham juntos para que o plantio do algodão orgânico e agroecológico em Ingá (PB) tenha cada vez maior produção. A atividade segue o modelo agroecológico, dispensa o uso de agrotóxicos, e parte das terras tem certificação orgânica. Há variedades do algodão que nascem coloridas, não precisando de corantes e evitando uso de água.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/12/a-volta-por-cima-do-algodao-agroecologico-no-agreste-da-paraiba/" data-wpel-link="internal">A volta por cima do algodão agroecológico no agreste da Paraíba</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Na lavoura de algodão em Ingá, no agreste da Paraíba, o pôr do sol ilumina um desfile de moda. Uma cena improvável, de sonho, que exibe roupas de algodão marrons, verdes e brancas. O vaivém de modelos, profissionais ou não, faz parte da comemoração pela colheita do algodão semeado em abril. Nesta época de seca, a poeira avermelhada gruda no suor do rosto do público: são crianças vindas da escola, agricultores, compradores do algodão, entendedores de moda, governantes e políticos. Rompendo o silêncio de vozes e o barulho do vento, ouve-se Asa Branca, de Luiz Gonzaga. &#8220;Quando olhei a terra ardendo…&#8221; O algodão que serve de matéria-prima às roupas da passarela é plantado nesta região da Paraíba com práticas de sustentabilidade. A atividade segue o modelo agroecológico (dividindo o espaço com o cultivo de alimentos para subsistência), sem uso de agrotóxicos, e parte das terras tem certificação orgânica. Há variedades do algodão que nascem coloridas, não precisando de corantes e evitando uso de água. A produção é vantajosa para o agricultor porque a compra da safra é garantida desde a plantação, e o valor pago é cerca de 50% mais alto em relação ao cultivo convencional. A produção de algodão na Paraíba não é novidade. Nos anos 1930, o estado era o segundo maior exportador do mundo. Do século 18 até a década de 1980, a atividade moveu a economia regional até que a praga de um inseto, o bicudo, arruinou plantas e famílias. Mas agora, desde 2021, existe em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/12/a-volta-por-cima-do-algodao-agroecologico-no-agreste-da-paraiba/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como agroflorestas adaptadas à Caatinga estão transformando o semiárido em comida</title>
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					<pubDate>11 Dez 2023 08:44:55 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Ameaças às Florestas Tropicais, Caatinga, Conservação, Degradação, Florestas, Florestas Tropicais, Reflorestamento e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>UAUÁ, Bahia – Tem de tudo agora na roça de dona Perpétua. &#8220;Você tá vendo? Esse aqui é abacate, ali o mamão. Esse ano já peguei acerola. De tudo a gente planta uma coisinha. Cenoura, beterraba. Aqui eu plantei coentro. Aqui é pé de andu; a gente faz uma farofa muito gostosa com ele. Ali [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[UAUÁ, Bahia – Tem de tudo agora na roça de dona Perpétua. &#8220;Você tá vendo? Esse aqui é abacate, ali o mamão. Esse ano já peguei acerola. De tudo a gente planta uma coisinha. Cenoura, beterraba. Aqui eu plantei coentro. Aqui é pé de andu; a gente faz uma farofa muito gostosa com ele. Ali é umbuzeiro. Essa carreira aqui é só de maracujá. Aí na carreira do maracujá a gente planta o milho. Aqui no meio, quando chove, eu planto macaxeira. Alface não é muito — a gente se alimenta primeiro com ele e aí, se sobrar, a gente leva pra feira. Primeiro a gente, né?&#8221; A mais orgulhosa produtora da comunidade de Serra da Besta, zona rural de Uauá, vai mostrando cada planta, cada fruta, cada pé, como se fosse troféu. Não na estante, mas a céu aberto, tudo cravado no chão, lado a lado, como numa floresta, só que de comer. Onde antes se estendia uma terra estéril, que a tudo que se plantasse fazia definhar, agora cresce uma lavoura próspera e diversa num espaço de somente 30 por 40 metros. Tão rara nestes sertões carentes de chuva que mereceu até placa na entrada: &#8220;Agrocaatinga&#8221;, é o que diz. Em outras palavras, uma agrofloresta adaptada à Caatinga. &#8220;A gente pensou em soluções de agroecologia que incluíssem técnicas de convivência com o semiárido&#8221;, explica o agrônomo Egidio Trindade, coordenador-geral do projeto implantado pela Coopercuc (Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá). O que, em essência, significa o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/12/como-agroflorestas-adaptadas-a-caatinga-estao-transformando-o-semiarido-em-comida/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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