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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Carbono oculto do Cerrado expõe falhas na política de conservação do Brasil</title>
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					<pubDate>07 Out 2026 16:33:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Daniel Shailer]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Agropecuária, Água, Alterações Climáticas, Aquecimento global, Carbono, Cerrado, Clima, Commodities, Conservação, Desmatamento, Mudanças climáticas e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Veredas do Cerrado armazenam mais carbono que as terras baixas da Amazônia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/carbono-oculto-do-cerrado-expoe-falhas-na-politica-de-conservacao-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Carbono oculto do Cerrado expõe falhas na política de conservação do Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A pesquisa nos campos úmidos do Cerrado costuma exigir longas caminhadas em meio a juncos que chegam à altura da cabeça, seguindo trilhas de anta e desviando de ovos de carrapato ou de perigos em trechos encharcados. E quando o equipamento não é à prova d’água, tudo fica ainda mais complicado. Por isso, em fevereiro de 2024, quando uma tempestade caiu sobre o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no nordeste de Goiás, a pesquisadora Larissa Verona e sua equipe correram para a caminhonete. “A chuva passou em cerca de 10 minutos, mas quando voltamos, vimos que tinha começado um incêndio bem no meio da estrada”, provavelmente provocado por um raio, contou ela à Mongabay em uma chamada de vídeo. “Meu Deus, a gente precisa ir embora”, ela se lembra de ter pensado. “É melhor não estarmos aqui quando o chefe dos bombeiros chegar.” Os incêndios vêm se tornando cada vez mais comuns no Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil, atrás apenas da Amazônia. São 2 milhões de quilômetros quadrados que abrigam um mosaico de savanas, campos e corredores florestais. Nos últimos cinquenta anos, cerca de 55% da vegetação nativa do Cerrado foi removida, em grande parte para sustentar a expansão de monocultivos industriais, muitas vezes sob a justificativa de que o bioma teria menos valor ambiental do que a floresta amazônica ou a Mata Atlântica. O resultado tem sido a degradação dos solos e a redução das águas subterrâneas. Mas a drenagem e o desmatamento dos campos úmidos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/carbono-oculto-do-cerrado-expoe-falhas-na-politica-de-conservacao-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“Secou, não tem mais”: como extremos climáticos ameaçam cachoeira em Roraima</title>
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					<pubDate>01 Out 2026 14:49:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Felipe Medeiros]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Roraima]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Água, Alterações Climáticas, Clima, Mudanças climáticas, Recursos hídricos, Resiliência climática e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>O que uma cachoeira que secou antes do tempo revela sobre o clima no mundo.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/secou-nao-tem-mais-como-extremos-climaticos-ameacam-cachoeira-em-roraima/" data-wpel-link="internal">“Secou, não tem mais”: como extremos climáticos ameaçam cachoeira em Roraima</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BOA VISTA, RR — “Para quem vive do rio, a água não é só paisagem: ela também é estrada, trabalho e renda”. É assim que o guia turístico Fredson Guedes, conhecido como “Tarzan”, aprendeu a enxergar a natureza que o cerca ao longo de seus 55 anos de vida. “Eu trabalho totalmente com a natureza e dependo muito dela. Um dia desses, eu estava na Serra Grande [destino de ecoturismo no município de Cantá, em Roraima], trabalhando na cachoeira Véu de Noiva, mas agora já não tem mais cachoeira. Secou.”. Na região amazônica da Serra Grande, a aproximadamente 50 quilômetros da capital Boa Vista, a cachoeira sazonal que ganha o nome de Véu de Noiva recebe turistas de maio até o começo de setembro, período chuvoso no estado. Mas isso mudou em 2026: ainda era julho quando a água que enfeita a paisagem já não estava mais lá. Segundo Fábio Wankler, geólogo e professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), o ‘super El Niño’ está por trás dessas mudanças. O fenômeno, atipicamente intenso este ano, responde por uma série de alterações no padrão climático que, em vários pontos do país, “têm causado períodos de seca mais prolongados e intensos”, disse. Os efeitos são sentidos no dia a dia. A queda d’água, cujas formas lembram o tecido leve e rendado de um vestido de casamento, está entre as principais rotas percorridas por Fredson, que, ao menos duas vezes por semana, navega o rio Branco até lá. O mesmo rio banha e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/secou-nao-tem-mais-como-extremos-climaticos-ameacam-cachoeira-em-roraima/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mapa aponta desigualdade racial no acesso à água no Recife</title>
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					<pubDate>29 Set 2026 07:16:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioÁthila GalindoYamini Benites]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Pernambuco]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Água, Alimentação, Alterações Climáticas, Aquecimento global, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos sociais, Crime Ambiental, Governança, Inundações, Justiça Social, Lei Ambiental, Mudanças climáticas, Política Ambiental, Recursos hídricos, Saneamento, Saúde e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Em Recife, acesso à água é questão de gênero, raça e classe.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/mapa-aponta-desigualdade-racial-no-acesso-a-agua-no-recife/" data-wpel-link="internal">Mapa aponta desigualdade racial no acesso à água no Recife</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[RECIFE, PE — No Ibura de Baixo, bairro encravado na Zona Sul do Recife, o dia de Jeyne Araújo, de 27 anos, começa muito antes de o sol nascer. Às 4h da madrugada, enquanto a capital pernambucana ainda dorme, o silêncio na casa de Jeyne é interrompido pelo som de baldes e tonéis sendo arrastados. É o início de uma corrida diária contra o tempo e contra a escassez: com apenas seis horas de abastecimento diário de água, ela precisa estocar cada gota antes que as torneiras sequem. No entanto, a água que Jeyne consegue capturar não é o líquido saudável que se espera de um serviço essencial. Ela descreve uma substância saturada de componentes químicos, com um odor que a torna imprópria para o consumo imediato. Ao cair no balde, a água forma uma espuma branca e espessa, semelhante a sabão. “Chega cheio de cloro, que você não consegue fazer nada”, desabafa. Essa precariedade deixou marcas profundas na saúde e na segurança alimentar de sua família. Por seis meses, seu filho mais velho, Wesley, de nove anos, teve vômitos e dores de barriga constantes. A causa, descoberta em uma consulta médica no Hospital de Areias, era o mingau preparado com água da torneira, o que resultou em uma infecção intestinal na criança. Para proteger o filho, Jeyne agora é obrigada a comprometer seu orçamento de R$ 950 do Bolsa Família com a compra de galões de água mineral a R$ 6 cada, uma despesa que sufoca a renda já&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/mapa-aponta-desigualdade-racial-no-acesso-a-agua-no-recife/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo no rio Araguaia aponta que desmatamento pode elevar contaminação de mercúrio em peixes</title>
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					<pubDate>28 Set 2026 07:06:38 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Amaitê Santos]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Cerrado, Comida, Doenças, Fauna marinha, Garimpo, Mineração, Peixes, Pesca, Queimadas e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista Environmental Geochemistry and Health encontrou concentrações elevadas de mercúrio em diferentes espécies de peixes do Lago Puruzinho, em Humaitá (AM), na bacia do rio Madeira, e em lagos de várzea da bacia do rio Araguaia. O trabalho identificou um padrão que chama atenção: sinais de biomagnificação do mercúrio também foram [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/estudo-no-rio-araguaia-aponta-que-desmatamento-pode-elevar-contaminacao-de-mercurio-em-peixes/" data-wpel-link="internal">Estudo no rio Araguaia aponta que desmatamento pode elevar contaminação de mercúrio em peixes</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Um estudo publicado na revista Environmental Geochemistry and Health encontrou concentrações elevadas de mercúrio em diferentes espécies de peixes do Lago Puruzinho, em Humaitá (AM), na bacia do rio Madeira, e em lagos de várzea da bacia do rio Araguaia. O trabalho identificou um padrão que chama atenção: sinais de biomagnificação do mercúrio também foram observados nos peixes do Araguaia, onde a mineração de ouro teve episódios historicamente mais breves e espacialmente restritos.  A comparação sugere que a presença de mercúrio nos peixes pode estar relacionada não apenas à mineração de ouro, mas também a outras alterações ambientais, como o desmatamento e as queimadas. O resultado amplia a discussão sobre as possíveis fontes do contaminante e sobre a exposição de populações que dependem do pescado como alimento.  A pesquisa comparou peixes de duas bacias hidrográficas com históricos ambientais distintos. De um lado, o rio Madeira, na Amazônia, marcado por décadas de impactos associados ao garimpo, ao desmatamento e à construção de hidrelétricas. Do outro, o rio Araguaia, no Cerrado, onde o avanço da soja, da pecuária, do desmatamento e das queimadas transformou a paisagem.  Segundo o pesquisador Lucas Cabrera Monteiro, doutorando em Ecologia pela Universidade de Brasília (UnB), um dos autores do estudo, a comparação surgiu a partir de conversas com o professor Wanderley Rodrigues Bastos, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que pesquisa a presença de mercúrio na Amazônia. Bastos havia percebido que os níveis encontrados em peixes do Araguaia se aproximavam daqueles registrados no Madeira.  A diferença entre&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/estudo-no-rio-araguaia-aponta-que-desmatamento-pode-elevar-contaminacao-de-mercurio-em-peixes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Na Amazônia peruana, mercúrio do garimpo ameaça crianças e gestantes </title>
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					<pubDate>23 Set 2026 09:51:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Salazar Vega]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comida, Direitos humanos, Doenças, Garimpo, Mineração, Pesca, Poluição e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>MADRE DE DIOS, Peru — “Bayolet, minha filhinha, fez alguns exames quando tinha cinco anos”, disse Gladys Ordoñez, mãe e moradora da comunidade indígena Shintuya, às margens do rio Madre de Dios, na Amazônia peruana. “Ela já tinha desmaiado duas vezes na escola, mas não sabíamos qual era o motivo&#8230; Foi aí que encontraram o [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/na-amazonia-peruana-mercurio-do-garimpo-ameaca-criancas-e-gestantes/" data-wpel-link="internal">Na Amazônia peruana, mercúrio do garimpo ameaça crianças e gestantes </a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[MADRE DE DIOS, Peru — “Bayolet, minha filhinha, fez alguns exames quando tinha cinco anos”, disse Gladys Ordoñez, mãe e moradora da comunidade indígena Shintuya, às margens do rio Madre de Dios, na Amazônia peruana. “Ela já tinha desmaiado duas vezes na escola, mas não sabíamos qual era o motivo&#8230; Foi aí que encontraram o mercúrio.” Gladys ainda se lembra do grupo de “forasteiros” que chegou há uma década para coletar amostras de sangue e de cabelo. Semanas depois, eles voltaram com um alerta: o peixe consumido pela comunidade, principal fonte de alimento local, poderia estar contaminado. “Dissemos que não, que não podia ser”, disse María Santos, outra mãe que vive ali. “Aqui não extraímos ouro. Aqui não há mineração.” A origem, porém, não estava na aldeia. Na área de rio acima, o garimpo ilegal despejava mercúrio nos rios que cortam a região de Madre de Dios. Assim, os peixes entravam em contato com o metal pesado e desciam o curso d&#8217;água até chegarem ao prato de dezenas de famílias da comunidade. Onze anos depois, o problema continua. Bayolet, então uma criança pequena, hoje tem 16 anos. Cursando o ensino médio, ela disse que ainda enfrenta dificuldades para se concentrar nas aulas. Seu maior desejo é concluir os estudos e cursar enfermagem. Ela se lembra do cansaço constante em sala de aula, da fadiga e da fraqueza. No entanto, após o diagnóstico de exposição ao mercúrio, Bayolet disse ter recebido apenas tratamento para anemia. Bayolet tinha apenas cinco anos quando&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/na-amazonia-peruana-mercurio-do-garimpo-ameaca-criancas-e-gestantes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>10 iniciativas indígenas de retomada do território</title>
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					<pubDate>15 Set 2026 09:51:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Agroecologia, Agrofloresta, Água, Amazônia, Ambientalistas, Áreas Protegidas, Ativismo, Caatinga, Cerrado, Comida, Comunidades Tradicionais, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Conservação, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Etnocídio, Florestas, Garimpo, Grilagem, Indígenas, Índios, Justiça Social, Lei Ambiental, Mata Atlântica, Medicina tradicional, Povos indígenas, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Socioambiental, Sustentabilidade, Tecnologia e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Em vez de se limitarem a defender o que resta, estas comunidades passaram a lutar para retomar aquilo que foi perdido.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/10-iniciativas-indigenas-de-retomada-do-territorio/" data-wpel-link="internal">10 iniciativas indígenas de retomada do território</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em diferentes regiões do Brasil, povos indígenas têm recuperado terras transformadas em pastagens, degradadas pelo garimpo ou usadas como depósito de lixo, assumindo também o trabalho de restaurar a vegetação e restabelecer as condições para viver nesses lugares. São comunidades que avançam na direção contrária à das frentes de destruição: em vez de se limitarem a defender o que resta, passaram a lutar para retomar aquilo que foi perdido. Destacamos aqui 10 reportagens publicadas pela Mongabay sobre como diversos povos indígenas do país, aliando tecnologia e saberes ancestrais, estão transformando seus territórios em lugares melhores para se viver. &nbsp; Ritual na Terra Indígena Maxakali (MG). Foto: Xavier Bartaburu/Mongabay. Por que os Maxakali estão convocando os espíritos para recuperar a Mata Atlântica Confinados em pequenas terras indígenas tomadas por pastagens no nordeste de Minas Gerais, os Tikmũ’ũn/Maxakali estão recuperando áreas de Mata Atlântica e implantando quintais agroflorestais por meio do projeto Hãmhi. Iniciada em 2023, a iniciativa forma e remunera agentes agroflorestais e viveiristas indígenas. O trabalho busca enfrentar a fome e recompor a vegetação necessária à vida cultural e religiosa do povo. A floresta é o lugar onde vivem os yãmĩyxop, povos-espíritos cujos cantos preservam o conhecimento sobre uma Mata Atlântica que já quase desapareceu na região. &nbsp; Carl e Isabel Gakran (com Zágtxo, filha do casal), coordenadores do Instituto Zág, na Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ (SC). Foto: Anderson Coelho. Povo Xokleng restaura araucárias sagradas em terra indígena de Santa Catarina Zág é como os Laklãnõ/Xokleng chamam a araucária — árvore&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/10-iniciativas-indigenas-de-retomada-do-territorio/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Data center pega de surpresa cidade mineira que sofre com falta d’água</title>
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					<pubDate>11 Set 2026 10:47:24 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Naira Hofmeister]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Minas Gerais]]>
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							<![CDATA[Água, Mineração, Recursos hídricos, Rios e Tecnologia]]>
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							<![CDATA[<p>Projeto da Atlas Renewable Energy ameaça nascentes do Cerrado em Paracatu, município onde a mineração e a agricultura já afetam a disponibilidade de recursos hídricos.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/data-center-pega-de-surpresa-cidade-mineira-que-sofre-com-falta-dagua/" data-wpel-link="internal">Data center pega de surpresa cidade mineira que sofre com falta d’água</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em uma tarde de maio de 2026, o presidente da Câmara Municipal de Paracatu, em Minas Gerais, Manoel Alves, pegou o telefone incomodado. Havia sido informado por repórteres de um projeto previsto para a cidade. “Acabei de saber que a construção do data center vai começar em dois meses. Vocês também não estão sabendo nada sobre isso?”, perguntou a alguém da prefeitura. A resposta do outro lado da linha foi “não” — a mesma que a reportagem recebeu de todas as autoridades locais, empresários, agricultores e moradores para quem levou o assunto. “É algum novo conceito de hotel?”, questionou a proprietária de um importante restaurante da cidade. “Um dentista?”, chutou um cidadão na praça principal de Paracatu. “Data center? O que é isso?”, perguntou o guardião de uma igreja do século 18. Presidente da Câmara Municipal de Paracatu, Manoel Alves foi informado por repórteres sobre o plano de instalação de um data center na cidade. Foto: Jerônimo Gonzalez/Mongabay e Intercept Brasil.  O data center de Paracatu, município localizado a três horas de carro de Brasília, não é um data center qualquer. Vai ter a potência de 1 gigawatt, maior do que a soma total de todos os data centers atualmente instalados no país, que consomem cerca de 800 megawatts. É uma dimensão semelhante aos megaprojetos que fazem parte da iniciativa Stargate, nos Estados Unidos – uma das maiores redes de infraestrutura de inteligência artificial do mundo, apoiada pelo governo de Donald Trump. O data center de Paracatu está sendo planejado&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/data-center-pega-de-surpresa-cidade-mineira-que-sofre-com-falta-dagua/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Rio cercado: marisqueiras de Sergipe lutam por acesso ao manguezal</title>
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					<pubDate>08 Set 2026 12:02:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
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							<![CDATA[Sergipe]]>
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							<![CDATA[Água, Alimentação, Comunidades Tradicionais, Direitos humanos, Extrativismo, Manguezais, Oceanos, Pesca, Povos Tradicionais e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Enquanto a cidade avança sobre o mangue, as mulheres que dele vivem reivindicam reconhecimento.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/rio-cercado-marisqueiras-de-sergipe-lutam-por-acesso-ao-manguezal/" data-wpel-link="internal">Rio cercado: marisqueiras de Sergipe lutam por acesso ao manguezal</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Vemos metade do corpo de Adriana Hora dos Santos fora d’água: o cabelo escuro preso numa trança única, braços e tórax cobertos pela blusa de lycra cor-de-rosa. A lama do mangue onde pisa chega à altura das coxas. Com um facão de pouco mais de 40 centímetros, ela tira dezenas de ostras das raízes retorcidas, num ritmo cadenciado: nem muito rápido, nem muito devagar. Na margem oposta ao rio Vaza-Barris, os prédios de Aracaju, capital de Sergipe, parecem de outro mundo. Aqui, só ouvimos o marulho da água, o golpe da lâmina e a voz de Adriana: Sou, sou Marisqueira / Rainha do mangue, sou guerreira! / Sou, sou Marisqueira / Mulher de luta, batalhadeira / É o vento que me dá / É o rio, é o mangue, é o mar / Dói o peito, rio cercado / Dói o peito não ter pescado / Vem, mulher, lute, emancipe / Somos as marisqueiras de Sergipe! É o hino do Movimento das Marisqueiras de Sergipe (MMS), coletivo auto-organizado de mulheres que há anos resiste a um processo contínuo de degradação ambiental e apagamento cultural. Atuando como guardiãs do mangue, realizam um trabalho de conservação ambiental ao mesmo tempo em que enfrentam ameaças que colocam em risco sua sobrevivência. Escutar uma marisqueira é escutar muitas: os verbos quase vêm sempre no plural. &#8220;Sempre estamos em bando&#8221;, diz Adriana. E foi em bando que fomos apresentados ao mangue. O mangue como refúgio  O dia começa conforme o horário da maré e só&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/rio-cercado-marisqueiras-de-sergipe-lutam-por-acesso-ao-manguezal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>El Niño: Moçambique busca financiamento contra riscos de seca severa</title>
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					<pubDate>20 Ago 2026 15:48:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Far Vubil]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Bolsa Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Água, Alterações Climáticas, Aquecimento global, Comida, Governança, Mudanças climáticas, Recursos hídricos e Seca]]>
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							<![CDATA[<p>Seca severa é prevista para a partir de outubro e Moçambique corre contra o tempo para financiar ações emergenciais.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/el-nino-mocambique-busca-financiamento-contra-riscos-de-seca-severa/" data-wpel-link="internal">El Niño: Moçambique busca financiamento contra riscos de seca severa</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Moçambique poderá enfrentar seca severa em alguns distritos do sul do país a partir de outubro, por causa do fenômeno El Niño, de acordo com o Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGRD). Em maio, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) já havia emitido um comunicado à imprensa prevendo os fortes efeitos do El Niño na época chuvosa, que vai de outubro a março. A estação chuvosa corre risco elevado de ser caracterizada por chuvas irregulares, com tendência a ficarem abaixo do normal, combinadas com temperaturas acima do normal nas regiões Sul e Central do país. Como resultado, a previsão é de um cenário de seca.  O diretor-geral do Inam, Adérito Aramuge, explicou que o El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, perturbando a circulação normal da atmosfera e afetando a dinâmica climática em todo o planeta. Na sequência do boletim emitido pelo Instituto, o CTGRD decidiu ativar, em julho, os chamados Planos Distritais de Ações Antecipadas (PAAs), ações de resposta à crise da seca em 10 distritos das províncias de Gaza e de Inhambane, no sul de Moçambique. Como parte das ações previstas, já estão sendo enviadas mensagens preventivas à população desses distritos, de modo a reduzir os impactos da seca. O plano também inclui a reabilitação de fontes de água para  consumo humano e para a agricultura e pecuária familiar de subsistência. Ainda serão implementadas medidas de proteção social — como transferências financeiras e assistência alimentar para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/el-nino-mocambique-busca-financiamento-contra-riscos-de-seca-severa/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Acidentes fatais com barcaças aumentam o medo sobre a expansão da hidrovia do Rio Madeira</title>
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					<pubDate>20 Ago 2026 07:00:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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										<author>
						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Água, Conflitos, Governança, Indígenas, Infraestrutura, Lei Ambiental, Poluição, Povos indígenas, Rios e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>Com as eleições de outubro, comunidades amazônicas temem que sua segurança seja trocada pelo crescimento acelerado do agronegócio.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/acidentes-fatais-com-barcacas-aumentam-o-medo-sobre-a-expansao-da-hidrovia-do-rio-madeira/" data-wpel-link="internal">Acidentes fatais com barcaças aumentam o medo sobre a expansão da hidrovia do Rio Madeira</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[CALAMA E PARAÍSO GRANDE, Rondônia e Amazonas — Uma mãe e seus três filhos morreram depois que uma barcaça carregada de soja colidiu com uma estrutura flutuante e destruiu completamente a casa onde viviam em 17 de janeiro de 2025, na comunidade ribeirinha de Urumatuba, à margem  do rio Madeira, na cidade de Maricoré, no Amazonas. Quatro meses depois, outra embarcação de carga atingiu três balsas de garimpo ancoradas na comunidade vizinha de Nova Catarina. O proprietário de uma das balsas de garimpo era o marido da mulher e pai das três crianças que morreram no acidente de janeiro, de acordo com o portal de notícias Fato Amazônico. A Mongabay estava fazendo reportagens em comunidades ribeirinhas na região da cidade de Humaitá, a 190 quilômetros a sudeste e rio abaixo de Manicoré, quando o segundo acidente ocorreu. Todos os entrevistados naquele e nos dias seguintes disseram que estavam apavorados com a ocorrência, além de afirmar que conheciam alguém que sofreu perdas ou morreu em colisões envolvendo barcaças de grãos no rio Madeira. &#8220;A gente está muito preocupado aqui na nossa comunidade a respeito dessas embarcações&#8221;, disse a agricultora Maria Delci Barros de Morais, de 59 anos, à Mongabay, na varanda de sua casa na comunidade ribeirinha de Paraíso Grande, localizada a 30 minutos de voadeira de Humaitá. &#8220;Já aconteceu de eles atropelarem até mesmo uma pessoa conhecida da gente.&#8221; Segundo ela, a barcaça esmagou o barco usado pela família como moradia. &#8220;Graças a Deus, não morreu ninguém.&#8221; De acordo com&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/acidentes-fatais-com-barcacas-aumentam-o-medo-sobre-a-expansao-da-hidrovia-do-rio-madeira/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Quilombo resiste onde o São Francisco encontra o mar</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2026/07/quilombo-resiste-onde-o-rio-sao-francisco-encontra-o-mar/</link>
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					<pubDate>30 Jul 2026 08:53:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Agroecologia, Agrotóxicos, Água, Alimentos, Biodiversidade, Caatinga, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Demarcação Territorial, Manguezais, Povos Tradicionais, Quilombolas, Recursos hídricos, Socioambiental e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/quilombo-resiste-onde-o-rio-sao-francisco-encontra-o-mar/" data-wpel-link="internal">Quilombo resiste onde o São Francisco encontra o mar</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de Mata Atlântica, o branco das dunas, pequenos portos, além das lagoas marginais e manguezais, muitos manguezais: patrimônios biológicos, berçários de inúmeras espécies. Mas nem sempre essa beleza pertenceu a quem nela vivia. Vestígios de plantações de algodão e de mais de 20 engenhos dão notícia de uma outra época, anterior à Lei Áurea. Ali se concentrava a maior parte das pessoas escravizadas do Baixo São Francisco. Como o lugar também tinha muita mata nativa, era ideal para acolher os fugidos. Então, era conhecido como Refúgio dos Negros. Pois, mesmo depois do documento assinado pela Princesa Isabel, o povo que vivia da pesca artesanal e da terra tinha liberdade limitada. A terra onde moravam e plantavam havia gerações era entendida como propriedade dos fazendeiros da região, supostos donos que, tivessem título ou não, exerciam ali um domínio incontestado. Era cerca e mata-burro para todo o lado; se sentiam presos em seu próprio território. Assim contam os moradores do Território Quilombola Brejão do Negros, a 120 km da capital sergipana, Aracaju. “Era assim: se a senhora bater três alqueires de arroz, dois é para o fazendeiro e um é da senhora. Desse seu, ainda vai pagar todas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/quilombo-resiste-onde-o-rio-sao-francisco-encontra-o-mar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico</title>
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					<pubDate>23 Jul 2026 07:03:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Microplásticos na Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Florestas, Florestas Tropicais, Peixes, Pesca, Poluição, Recursos hídricos e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Esta é a segunda reportagem de uma série especial em três partes sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira aqui. MANAUS, AM — Nas águas amazônicas, o pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que consegue viver entre dois mundos. Na escassez de oxigênio, como é típico de lagos de várzea, o gigante sobe à superfície [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/" data-wpel-link="internal">Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Esta é a segunda reportagem de uma série especial em três partes sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira aqui. MANAUS, AM — Nas águas amazônicas, o pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que consegue viver entre dois mundos. Na escassez de oxigênio, como é típico de lagos de várzea, o gigante sobe à superfície para respirar o ar. Ao longo de uma linhagem com pelo menos 100 milhões de anos, o pirarucu desenvolveu uma bexiga natatória modificada, capaz de funcionar como um pulmão primitivo. Essa adaptação rara permitiu a ele a vantagem de poder ocupar ambientes que são severos para outros peixes. Hoje, porém, a mesma adaptação que permite sua sobrevivência o torna vulnerável a uma outra ameaça: a poluição por microplásticos. “O ambiente amazônico já é altamente desafiador”, afirma Adalberto Val, biólogo e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (INCT-Adapta). “Aqui temos temperaturas altas, baixos níveis de oxigênio na água… Os organismos já respondem a esses desafios da forma que eles aprenderam durante o processo evolutivo. Então, começamos a acrescentar desafios novos, como é o plástico.” Quando respirar vira um risco Os pirarucus são incapazes de sobreviver mais de dez minutos sem subir à superfície para respirar. Para isso, usam o órgão de respiração aérea ligado à sua bexiga natatória modificada. Essa necessidade os coloca em contato direto com microplásticos que flutuam na água. Com base nos conhecimentos já estabelecidos sobre a espécie, Se microplásticos invadirem o órgão de respiração&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia</title>
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					<pubDate>26 Jun 2026 10:18:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Biodiversidade, Comida, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Manguezais, Peixes, Pesca, Poluição, Recursos hídricos, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/dos-igarapes-aos-manguezais-microplasticos-contaminam-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de praias à beira de um lago com espelho d’água estimado entre 20 e 25 km², o grupo havia recolhido uma caçamba cheia de resíduos plásticos. Antes desta, ação semelhante realizada em junho 2023 havia coletado outras duas caçambas. A experiência do grupo ajudou a dimensionar o resultado da pesquisa de mestrado de Eletuza Uchôa Farias: metade dos peixes coletados no lago, pertencentes a duas espécies de jaraqui (Semaprochilodus insignis e Semaprochilodus taeniurus), havia ingerido microplásticos. Uma vez no organismo, as partículas podem permanecer no trato intestinal, alcançar outros tecidos e órgãos e circular pela cadeia alimentar, da base aos peixes predadores — até chegar, potencialmente, ao ser humano. O jaraqui é o peixe mais consumido no estado do Amazonas. Todas as partículas encontradas no intestino dos peixes eram fibras: filamentos finos e alongados, com tamanho entre 0,5 e 4,37 milímetros. A maior parte delas, 85,7%, foi identificada como poliamida, um polímero amplamente utilizado pela indústria têxtil por sua resistência e flexibilidade. O entorno do Puraquequara é habitado por comunidades sem atendimento adequado de saneamento básico. Na prática, a água de pias, tanques e máquinas de lavar roupa é descartada diretamente nos corpos d’água, o que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/dos-igarapes-aos-manguezais-microplasticos-contaminam-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Entre baleias, corais e petróleo, Abrolhos luta por mais proteção</title>
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					<pubDate>22 Jun 2026 19:45:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Aquecimento global, Áreas Protegidas, Aves, Biodiversidade, Clima, Comunidades Tradicionais, Demarcação Territorial, Fauna marinha, Oceanos, Parques Nacionais, Peixes e Pesca]]>
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							<![CDATA[<p>CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e a especulação imobiliária. Esses elementos têm algo em comum: podem impactar bancos de coral, ilhas oceânicas, manguezais e outros habitats onde vivem mais de 500 espécies animais. Além de servir de casa para peixes, invertebrados, tartarugas-marinhas e aves, as águas de Abrolhos são berçário de cetáceos, como as baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae). Entre junho e novembro, esses animais migram da Antártica para a região em busca de um ambiente mais cálido para se reproduzir e criar seus filhotes. Frente à lista de ameaças ao bioma costeiro, uma força-tarefa científica, lançada em março de 2026, busca concluir, até dezembro, uma proposta que poderia ampliar os limites geográficos do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos — a única unidade de conservação integral da região. A iniciativa é da organização ambientalista WWF-Brasil, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Para isso, o WWF promoveu uma expedição ao Arquipélago dos Abrolhos, localizado dentro dos limites do parque. Lá, especialistas, jornalistas e lideranças comunitárias puderam discutir sobre as áreas naturais que ainda carecem de proteção. Criado em 1983, o parque dos Abrolhos é o primeiro parque nacional marinho do Brasil. No entanto, os seus 882 km² de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/entre-baleias-corais-e-petroleo-abrolhos-luta-por-mais-protecao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Plano da Petrobras exclui resgate de peixes-bois na nova fronteira do petróleo</title>
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					<pubDate>18 Jun 2026 15:39:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Animais, Combustíveis Fósseis, Fauna e Fauna marinha]]>
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							<![CDATA[<p>Em outubro de 2025, a Petrobras começou a perfurar o fundo do mar na região onde o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico, após um longo e controverso processo de licenciamento ambiental. No centro do debate estavam as preocupações com a fauna única que habita a costa do Amapá e do Pará, bem como as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em outubro de 2025, a Petrobras começou a perfurar o fundo do mar na região onde o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico, após um longo e controverso processo de licenciamento ambiental. No centro do debate estavam as preocupações com a fauna única que habita a costa do Amapá e do Pará, bem como as dúvidas sobre a capacidade da empresa de resgatar os animais em caso de derramamento de óleo. Entre as potenciais vítimas estão aves marinhas, tartarugas e os recifes de coral descobertos recentemente na costa amazônica. Um mamífero marinho ameaçado de extinção, no entanto, causa especial preocupação devido aos desafios envolvidos em um possível resgate: o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), espécie que pode atingir cerca de 3,5 metros de comprimento e pesar, em média, 700 quilos; alguns indivíduos chegam a 1.600 quilos. “Manejar e transportar animais com essa massa exige logística complexa e equipamentos de grande porte”, afirmou a bióloga marinha Fábia de Oliveira Luna, coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Com uma população estimada em e uma taxa reprodutiva de um filhote a cada quatro anos, “cada indivíduo removido prejudica a manutenção da população”, disse Luna à Mongabay. Segundo cientistas, o projeto petrolífero também coloca em risco um código genético único, compartilhado apenas pelos animais dessa região e resultado do cruzamento entre o peixe-boi-marinho e seu parente de água doce, o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis). O peixe-boi-marinho ocorre em toda a região do Caribe e está&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/plano-da-petrobras-exclui-resgate-de-peixes-bois-na-nova-fronteira-do-petroleo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Povo Xokleng restaura araucárias sagradas em terra indígena de Santa Catarina</title>
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					<pubDate>16 Jun 2026 14:43:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Água, Conservação, Cultura Indígena, Espécies Ameaçadas, Florestas Tropicais, Indígenas, Mata Atlântica, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Reflorestamento, Socioambiental e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA IBIRAMA-LAKLÃNÕ, Santa Catarina — Zág (pronuncia-se “zã”) é a palavra Xokleng para araucária. A árvore, típica da Mata Atlântica nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, vem se desenvolvendo no planeta há cerca de 200 milhões de anos. Cada árvore fêmea produz dezenas de pinhas, que, por sua vez, carregam centenas de pinhões. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA IBIRAMA-LAKLÃNÕ, Santa Catarina — Zág (pronuncia-se “zã”) é a palavra Xokleng para araucária. A árvore, típica da Mata Atlântica nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, vem se desenvolvendo no planeta há cerca de 200 milhões de anos. Cada árvore fêmea produz dezenas de pinhas, que, por sua vez, carregam centenas de pinhões. O pinhão é a semente da araucária (Araucaria angustifolia), consumida por pelo menos 22 espécies de animais, além da humana, que tem nela uma fonte de nutrientes e de renda. Para alguns povos, porém, vai além da alimentação, fazendo parte da cultura, da história e dos mitos de origem. É o caso do povo Xokleng, em Santa Catarina. Nas aldeias, a árvore até serve de base para nomes de pessoas. “As araucárias são sagradas para nós. Não tem como contar a história do nosso povo sem falar sobre ela. O nosso mito de geração diz que o animal de proteção foi feito a partir da araucária, então ela aparece já na primeira história”, conta Carl Gakran, diretor-executivo do Instituto Zág, que coordena junto com sua esposa, Isabel, vice-presidente e diretora ambiental. Carl decidiu agir em prol das araucárias em 2016, quando descobriu que a espécie estava ameaçada de extinção, em razão do desmatamento, da expansão urbana e da exploração madeireira. Estima-se que, atualmente, as florestas de araucária ocupem menos de 3% de sua área original, que cobria grande parte dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de pequenos agrupamentos em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/povo-xokleng-restaura-araucarias-sagradas-em-terra-indigena-de-santa-catarina/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Expedição cruza o Brasil atrás de microplásticos em moluscos; veja as descobertas</title>
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					<pubDate>17 Abr 2026 08:33:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Thamys Trindade]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Foram quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades — começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões, ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de uma pesquisa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Foram quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades — começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões, ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de uma pesquisa inédita sobre a presença de microplásticos nesses organismos. A missão se provaria mais do que necessária: segundo os resultados iniciais do estudo, quase 70% dos moluscos analisados continham microplásticos. E nenhum ponto de coleta do litoral brasileiro estava livre de contaminação. A situação é preocupante, pois envolve riscos ambientais e sanitários. Além de desempenharem um papel ecológico fundamental enquanto filtradores, esses animais fazem parte da alimentação de milhares de brasileiros, todos os dias — o que levanta questões sérias sobre segurança alimentar. A expedição científica realizada por terra entre maio e julho de 2024 foi idealizada pelo Instituto Voz dos Oceanos, um movimento global de combate à poluição plástica, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), a Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano e o Centro de Referência para Quantificação e Tipificação do Lixo do Mar (CeLMar), também da USP. Durante o percurso, uma pergunta atravessou o caminho da equipe: como tornar visível aquilo que não se vê? Talvez fosse necessário aprender outras formas de olhar o invisível. Pesquisadoras da expedição costeira fotografam moluscos na praia. Imagem cedida por Thamys Trindade. Acompanhei a expedição como documentarista. A bióloga marinha Marilia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/expedicao-cruza-o-brasil-atras-de-microplasticos-em-moluscos-veja-as-descobertas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Seca e descaso: no Norte brasileiro, só metade das aldeias indígenas tem água boa para beber</title>
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					<pubDate>18 Mar 2026 13:45:35 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioFelipe Medeiros]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Doenças, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, Saneamento, Saúde e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima – Virada de cabeça para baixo no chão de terra batida, ao lado de uma casa de beneficiamento de farinha, uma enorme caixa d’água chama a atenção de quem passa pela comunidade Bem Viver, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, localizada a 300 quilômetros de Boa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima – Virada de cabeça para baixo no chão de terra batida, ao lado de uma casa de beneficiamento de farinha, uma enorme caixa d’água chama a atenção de quem passa pela comunidade Bem Viver, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, localizada a 300 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima. Sob sol e chuva, ao relento, o objeto empoeirado transmite uma mensagem urgente: em vez de ser utilizado para armazenar água potável para a população da aldeia, o recipiente de 5 mil litros permanece inutilizado há quase dois anos. O reservatório, repassado à comunidade pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste Roraima, unidade gestora do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), não recebeu uma mísera gota d’água. Isso porque, desde que chegou, sequer foi instalado. Sem poder contar com a estrutura, os moradores da região foram forçados a criar um plano alternativo: a missão consiste em captar a água de uma cachoeira próxima, ligada à aldeia por meio de uma rede improvisada de canos de aproximadamente 700 metros. Embora a conexão evite a escassez total, o consumo ocorre sem os devidos processos de tratamento da água. Ao mesmo tempo, a tubulação fina e frágil sofre diariamente com entupimentos, quase sempre causados pelo acúmulo de folhas e detritos. Tubulação improvisada para a captação de água de cachoeira na comunidade Bem Viver, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Foto: Felipe Medeiros. Segundo o cacique Diassis Gabriel de Souza, do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/seca-e-descaso-no-norte-brasileiro-so-metade-das-aldeias-indigenas-tem-agua-boa-para-beber/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Quem são as mulheres que sustentam a pesca de luxo no Pantanal</title>
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					<pubDate>11 Fev 2026 14:19:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mariana RosettiPaola Churchill]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Comunidades Tradicionais, Conservação, Pantanal, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, Rios e Socioambiental]]>
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							<![CDATA[<p>“Senhor, vá na minha frente, vá limpando os meus caminhos, tirando todo bicho, fera, tudo aquilo que não vem de ti, que seja afastado e que o Senhor abençoe meu trabalho. Em tuas mãos estou. Vá comigo, Pai.” São 3 horas da madrugada na Ilha do Baguari quando Roseli Oliveira faz sua oração diária antes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Senhor, vá na minha frente, vá limpando os meus caminhos, tirando todo bicho, fera, tudo aquilo que não vem de ti, que seja afastado e que o Senhor abençoe meu trabalho. Em tuas mãos estou. Vá comigo, Pai.” São 3 horas da madrugada na Ilha do Baguari quando Roseli Oliveira faz sua oração diária antes de entrar nas águas escuras do Pantanal de Corumbá, Mato Grosso do Sul. Com a lanterna apagada para não espantar as iscas, ela mergulha até a cintura — às vezes até o peito — cercada por jacarés, sucuris e arraias. Ela tem doze horas de trabalho noturno pela frente, com a água suja penetrando seu macacão gasto, mas não há outra escolha: sem isca, não tem sustento. Aos 48 anos, acumula 36 de profissão. Roseli não está sozinha. Em comunidades ribeirinhas espalhadas pelo Pantanal, dezenas de mulheres trabalham como isqueiras, coletando iscas vivas para a pesca. Armadas com puçás (redes de malha fina) e lanternas, elas capturam caranguejos e pequenos peixes, como tuviras, nas margens de rios e baías. É um trabalho braçal, invisível e perigoso, mas também essencial para uma cadeia econômica que movimenta milhões de reais e sustenta o turismo de pesca na região — indústria que raramente reconhece essas mãos femininas. Povo livre, trabalho invisível Pescadores artesanais, de modo geral, carregam uma característica que os distingue das demais profissões: a autonomia. São “um povo livre, que foge do paternalismo, do coronelismo, da relação empregado e patrão”, define André Luiz Siqueira, diretor da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/quem-sao-as-mulheres-que-sustentam-a-pesca-de-luxo-no-pantanal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sete anos após Brumadinho, Vale retoma mina e ameaça as nascentes da região</title>
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					<pubDate>29 Jan 2026 07:29:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Felipe S. DuranMylena Melo]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Minas Gerais]]>
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							<![CDATA[Água, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos sociais, Energia, Garimpo, Hidrelétricas, Mineração, Povos Tradicionais, Rios e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>BRUMADINHO, MG — Na comunidade da Jangada, na zona rural de Brumadinho, em Minas Gerais, a água que abastece as famílias que vivem ali vem de nascentes que brotam lá mesmo. “A água é nossa”, diz, com orgulho, em um vídeo no YouTube, Lorraine Nascimento, uma jovem da comunidade. Foram os próprios moradores que, há [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BRUMADINHO, MG — Na comunidade da Jangada, na zona rural de Brumadinho, em Minas Gerais, a água que abastece as famílias que vivem ali vem de nascentes que brotam lá mesmo. “A água é nossa”, diz, com orgulho, em um vídeo no YouTube, Lorraine Nascimento, uma jovem da comunidade. Foram os próprios moradores que, há mais de 30 anos, construíram o sistema de captação e distribuição da água das nascentes, sem qualquer apoio da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Hoje, o sistema é gerido de forma autônoma por uma associação comunitária criada para este fim, e abastece centenas de famílias de Casa Branca, distrito rural no qual está inserida a comunidade da Jangada. A professora Cátia Patrocinia Cruz Maia, que nasceu e cresceu na comunidade, como toda a sua família, faz parte da associação que cuida do sistema de captação e distribuição de água. Ela lembra que, antes da criação do sistema, existia um rego que cortava os terrenos e os moradores tiravam a água dali. Com o crescimento da comunidade, aumentou também a demanda pelo encanamento da água. Foi quando o pai dela, João de Sousa Cruz, se uniu a amigos e vizinhos para resolver o problema. A conexão da família com o território fica evidente também no apelido de João: Cátia conta que “ele era conhecido em toda Brumadinho como João Casa Branca”. “Eles se juntaram e começaram a fazer o encanamento dessa água, de todas as famílias. As que puderam se juntaram para ajudar a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/sete-anos-apos-brumadinho-vale-retoma-mina-e-ameaca-as-nascentes-da-regiao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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