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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>ANM enfrenta acusações por falhas no controle do ouro na Amazônia</title>
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					<pubDate>26 Ago 2026 07:25:33 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Garimpo, Mineração e Ouro]]>
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							<![CDATA[<p>O MPF quer saber: como apenas 1 hectare de garimpo deu origem a 776 kg de ouro?</p>
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							<![CDATA[O Ministério Público Federal no estado do Amazonas está processando a Agência Nacional de Mineração (ANM) por suposta omissão na fiscalização da exploração de ouro na Amazônia. A ação foi ajuizada no início de julho. Poucos dias depois, em 21 de julho, a Justiça Federal atendeu a outra ação movida em 2021 por procuradores do Pará e determinou que a ANM ampliasse a fiscalização das permissões de lavra garimpeira (PLGs), mais conhecidas como garimpos. A ofensiva judicial ocorre na esteira de investigações sobre corrupção envolvendo altos dirigentes da agência acusados de favorecer empresas de mineração em Minas Gerais. A ANM é responsável por autorizar e fiscalizar as atividades de mineração no Brasil, incluindo as atividades de garimpo, sujeitas a regras ambientais mais brandas do que as da mineração industrial. Segundo os procuradores do MPF, a falta de fiscalização e de regras claras transformou as PLGs em mecanismos para lavagem do ouro extraído de terras indígenas e unidades de conservação de proteção integral, onde a atividade é proibida. A ação judicial é baseada em irregularidades constatadas em relatórios do Greenpeace e do Tribunal de Contas da União. &#8220;A permissão de garimpo deixou de servir ao pequeno garimpeiro e, em muitos casos, virou papel de fachada para lavar ouro explorado por organizações criminosas”, afirmou o procurador da República André Porreca, responsável pelo caso, no site do Ministério Público Federal. O município de Itaituba, no Pará, é conhecido como a capital do garimpo ilegal de ouro na Amazônia. Foto: Fernando Martinho. A ANM&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/anm-enfrenta-acusacoes-por-falhas-no-controle-do-ouro-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Monoculturas de açaí avançam em uma Amazônia cada vez mais quente e seca</title>
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					<pubDate>24 Ago 2026 08:00:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carla Ruas]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Agroecologia, Agrofloresta, Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Clima, Comércio Internacional, Comida, Comunidades Tradicionais, Conservação, Extrativismo, Florestas, Produtos da Floresta, Socioambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>O mundo quer mais açaí. Mas o clima não ajuda. A resposta: açaizar a Amazônia.</p>
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							<![CDATA[ACARÁ, PA — “Passei a vida inteira trabalhando com açaí. Eu sempre vivi disso.” O relato é de Eliseu Carvalho, de 57 anos, produtor tradicional que cultiva o fruto em uma área de várzea, próxima à casa onde mora, no município de Acará, no interior do Pará. Após um incêndio florestal afetar áreas próximas à sua comunidade, Eliseu passou a reavaliar sua relação com o trabalho. Ele já pensa em abandonar a coleta do açaí para criar peixes. A região onde fica Acará é um dos polos produtores de açaí do estado, concentrando milhares de pequenas produções artesanais em áreas de floresta e às margens dos rios. Em 2024, o município foi afetado por uma temporada recorde de incêndios na Amazônia. Mais de 18 milhões de hectares sucumbiram ao fogo naquele ano, segundo o MapBiomas. A maior parte das queimadas ocorreu em áreas florestais, onde vivem comunidades tradicionais. Eliseu conta que, naquele ano, assistiu às chamas arderem por mais de 20 dias, consumindo quase 30 hectares de floresta perto da sua residência. Segundo o agricultor, a vegetação tipicamente úmida ganhou aspecto seco devido às condições prolongadas de estiagem. “As chamas se espalharam pelas raízes e pela matéria orgânica”, disse à Mongabay. “Nós apagamos as chamas na superfície, mas elas continuaram queimando sob a terra.” O produtor de açaí Eliseu Carvalho mostra suas terras em Acará (PA). Foto: Carla Ruas. Quando os bombeiros voluntários conseguiram apagar o fogo, cerca de 2 hectares de açaizal já tinham ido ao chão. Eliseu estimou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/monoculturas-de-acai-avancam-em-uma-amazonia-cada-vez-mais-quente-e-seca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Acidentes fatais com barcaças aumentam o medo sobre a expansão da hidrovia do Rio Madeira</title>
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					<pubDate>20 Ago 2026 07:00:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Água, Conflitos, Governança, Indígenas, Infraestrutura, Lei Ambiental, Poluição, Povos indígenas, Rios e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>Com as eleições de outubro, comunidades amazônicas temem que sua segurança seja trocada pelo crescimento acelerado do agronegócio.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/acidentes-fatais-com-barcacas-aumentam-o-medo-sobre-a-expansao-da-hidrovia-do-rio-madeira/" data-wpel-link="internal">Acidentes fatais com barcaças aumentam o medo sobre a expansão da hidrovia do Rio Madeira</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[CALAMA E PARAÍSO GRANDE, Rondônia e Amazonas — Uma mãe e seus três filhos morreram depois que uma barcaça carregada de soja colidiu com uma estrutura flutuante e destruiu completamente a casa onde viviam em 17 de janeiro de 2025, na comunidade ribeirinha de Urumatuba, à margem  do rio Madeira, na cidade de Maricoré, no Amazonas. Quatro meses depois, outra embarcação de carga atingiu três balsas de garimpo ancoradas na comunidade vizinha de Nova Catarina. O proprietário de uma das balsas de garimpo era o marido da mulher e pai das três crianças que morreram no acidente de janeiro, de acordo com o portal de notícias Fato Amazônico. A Mongabay estava fazendo reportagens em comunidades ribeirinhas na região da cidade de Humaitá, a 190 quilômetros a sudeste e rio abaixo de Manicoré, quando o segundo acidente ocorreu. Todos os entrevistados naquele e nos dias seguintes disseram que estavam apavorados com a ocorrência, além de afirmar que conheciam alguém que sofreu perdas ou morreu em colisões envolvendo barcaças de grãos no rio Madeira. &#8220;A gente está muito preocupado aqui na nossa comunidade a respeito dessas embarcações&#8221;, disse a agricultora Maria Delci Barros de Morais, de 59 anos, à Mongabay, na varanda de sua casa na comunidade ribeirinha de Paraíso Grande, localizada a 30 minutos de voadeira de Humaitá. &#8220;Já aconteceu de eles atropelarem até mesmo uma pessoa conhecida da gente.&#8221; Segundo ela, a barcaça esmagou o barco usado pela família como moradia. &#8220;Graças a Deus, não morreu ninguém.&#8221; De acordo com&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/acidentes-fatais-com-barcacas-aumentam-o-medo-sobre-a-expansao-da-hidrovia-do-rio-madeira/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>15 mil travessias, zero atropelamentos: como pontes salvam animais na Amazônia</title>
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					<pubDate>19 Ago 2026 10:50:51 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia e Mato Grosso]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Biodiversidade, Conservação de Florestas Tropicais, Estradas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Primatas e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>Como um projeto em Mato Grosso reduziu drasticamente o número de animais atropelados.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/15-mil-travessias-zero-atropelamentos-como-pontes-salvam-animais-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">15 mil travessias, zero atropelamentos: como pontes salvam animais na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Era por volta das 7h da manhã, havia uma forte neblina, e o biólogo Gabriel Falquetto já tinha visto alguns animais atropelados na rodovia ES-164, no Espírito Santo. Ele estava a caminho da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Kaetés, na Mata Atlântica, onde trabalha com monitoramento da fauna e de atropelamentos na região. De repente, avistou no asfalto o corpo de um primata sem vida. Era um sagui-da-serra-claro (Callithrix flaviceps), espécie classificada como criticamente em perigo pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Estima-se que restem cerca de 2.500 indivíduos em vida livre. É um dos primatas mais ameaçados do planeta. “Foi extremamente doloroso e desanimador. Nós percorremos essa região diariamente monitorando a fauna e comemoramos cada encontro com grupos de saguis-da-serra-claro na floresta”, contou Gabriel à Mongabay. “Encontrar um indivíduo nessas condições causa um sentimento de tristeza e impotência. Além da perda daquele animal, o episódio nos lembra dos impactos que nossas atividades causam sobre a biodiversidade.” A cerca de 2.900 km dali, no município de Alta Floresta, no extremo norte de Mato Grosso, casos como o do atropelamento do sagui-da-serra-claro, ocorrido em junho deste ano, não são registrados desde 2024. Desde então, foram instaladas oito pontes de dossel para conectar trechos de floresta fragmentada na estrada de acesso à cidade. Imagens de armadilhas fotográficas revelaram que, em 15 meses, as passagens aéreas de fauna proporcionaram 15 mil travessias seguras de animais arborícolas. E nenhum atropelamento. Instalação das primeiras pontes de dossel em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/15-mil-travessias-zero-atropelamentos-como-pontes-salvam-animais-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>42 km de estrada ilegal desapareceram sob a floresta no Xingu; saiba por que</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2026/08/apos-operacao-floresta-engole-estrada-ilegal-no-xingu/</link>
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					<pubDate>18 Ago 2026 10:30:05 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Amazônia, Áreas Protegidas, Conflitos, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Emissões de carbono, Florestas, Florestas Tropicais, Imagens de Satélite, Madeira, Madeireiras, Mineração, Motores do Desmatamento e Rios]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>A floresta volta a cobrir uma estrada aberta pelo garimpo e revela o que está em jogo nas eleições deste ano.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/apos-operacao-floresta-engole-estrada-ilegal-no-xingu/" data-wpel-link="internal">42 km de estrada ilegal desapareceram sob a floresta no Xingu; saiba por que</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Em 2022, uma estrada ilegal com extensão equivalente a uma maratona completa, cortando duas áreas de proteção integral na Amazônia brasileira, ameaçou fazer aquilo que os ambientalistas mais temiam: partir ao meio o Corredor Xingu de Diversidade Socioambiental, um mosaico de territórios indígenas e unidades de conservação que abrange cerca de 26 milhões de hectares entre o norte de Mato Grosso e o sul do Pará. Quatro anos depois, imagens de satélite revelaram que a estrada de 42,8 quilômetros sumiu, engolida pela floresta que voltou a crescer — algo raro de se ver na região. Seu desaparecimento contraria tudo o que costuma acontecer quando uma estrada surge na Amazônia. “Aqui, a estrada é o começo de tudo, o começo da devastação”, disse à Mongabay Bruno Ferreira, pesquisador da organização de conservação Imazon, que integra a rede de mapeamento MapBiomas. Em geral, as estradas amazônicas dão origem a uma série de novos ramais (legais ou ilegais) que brotam da via principal, criando o padrão de “espinha de peixe” nas imagens de satélite. Estudos do Imazon indicam que 95% do desmatamento na Amazônia acontece a até 5,5 km das estradas — o que significa que a pecuária e a extração ilegal de madeira teriam sido praticamente impossíveis de conter caso essa estrada tivesse se consolidado. Para as organizações que monitoram a região do rio Xingu, um dos principais afluentes do Amazonas, a inutilização dessa estrada é a prova de que a aliança entre a sociedade civil e um governo disposto a agir&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/apos-operacao-floresta-engole-estrada-ilegal-no-xingu/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Antas, morcegos e ninhos: como o plástico se infiltra na fauna amazônica</title>
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					<pubDate>11 Ago 2026 10:00:31 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Microplásticos na Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Aves, Fauna, Insetos, Mamíferos, Peixes, Poluição e Rios]]>
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											<description>
							<![CDATA[<p>Na foz do Amazonas, aves já constroem ninhos azuis com plástico descartado.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/antas-morcegos-e-ninhos-como-o-plastico-se-infiltra-na-fauna-amazonica/" data-wpel-link="internal">Antas, morcegos e ninhos: como o plástico se infiltra na fauna amazônica</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Esta é a terceira e última reportagem de uma série especial sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira e a segunda reportagens. MANAUS, AM — Saindo da capital amazonense e subindo o rio Negro de barco, o percurso até o Parque Nacional de Anavilhanas leva de oito a nove horas, ao longo de aproximadamente 100 quilômetros. A unidade de conservação foi criada para proteger um dos maiores arquipélagos de água doce do mundo, com mais de 400 ilhas e 60 lagos. Entre eles está o lago do Prato, com cerca de 3,5 quilômetros de comprimento e 1,5 quilômetro de largura. Mesmo ali, em uma área protegida e distante da pressão urbana, microplásticos foram encontrados no trato digestivo dos peixes. Um recente estudo registrou microplásticos nas águas do lago do Prato em concentração média de 0,25 partículas por litro, e também nos peixes analisados, independentemente de seus hábitos alimentares — uma média de 3,3 partículas por peixe. No total, cerca de oito em cada dez peixes continham microplásticos. Mesmo em uma área conservada e afastada dos centros urbanos. “Devido a toda a dinâmica de conectividade que existe entre os ambientes aquáticos na Amazônia, encontra-se o plástico até mesmo nos lugares mais remotos”, explica o biólogo Adalberto Val, um dos autores do trabalho. O caminho provável do plástico começa antes do lago. A maioria das partículas encontradas nos peixes analisados era formada por filamentos de poliamida, também conhecida como náilon, além de fragmentos de materiais como o PET. Fibras de roupas sintéticas,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/antas-morcegos-e-ninhos-como-o-plastico-se-infiltra-na-fauna-amazonica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Tambaqui na lista de espécies ameaçadas: pescadores buscam soluções para evitar perdas</title>
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					<pubDate>10 Ago 2026 13:35:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
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							<![CDATA[Amazonas, Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Animais, Biodiversidade, Conservação, Espécies Ameaçadas, Governança, Lei Ambiental, Peixes e Vida Selvagem]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Pescador na Amazônia há 38 anos, Josué de Castro disse que ficou muito surpreso ao saber que o tambaqui (Colossoma macropomum), peixe que representa 20% de sua renda mensal, agora é uma espécie ameaçada e que ele corre o risco de não ter mais permissão para pescá-lo. &#8220;Vai ter um impacto grande na vida dos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Pescador na Amazônia há 38 anos, Josué de Castro disse que ficou muito surpreso ao saber que o tambaqui (Colossoma macropomum), peixe que representa 20% de sua renda mensal, agora é uma espécie ameaçada e que ele corre o risco de não ter mais permissão para pescá-lo. &#8220;Vai ter um impacto grande na vida dos pescadores e ribeirinhos que dependem da pesca&#8221;, afirmou Castro, que vive na comunidade São Raimundo do Jarauá, no Amazonas, à Mongabay, por telefone. &#8220;Dentro da nossa área, eu acho que ainda não está em extinção não, tem bastante aqui ainda.&#8221; Um dos peixes mais consumidos na Amazônia, o tambaqui foi incluído na lista oficial de espécies de peixes e invertebrados aquáticos da fauna brasileira ameaçadas de extinção, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em abril deste ano. A partir do final de outubro, sua pesca poderá ser proibida em todo o país se um plano de recuperação não for implementado até lá, disse Braulio Dias, diretor do departamento de conservação e uso sustentável da biodiversidade do MMA. &#8220;A entrada na lista não significa proibição de pesca desde que seja aprovado um plano de recuperação populacional proposto por especialistas, sob a coordenação do MMA&#8221;, explicou Dias à Mongabay, em uma mensagem de texto. Ele acrescentou que a Portaria Nº 1.666, publicada no Diário Oficial da União no mesmo dia da lista de 28 de abril, estabeleceu um prazo de 180 dias para a aprovação do plano, o que seria em 25&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/tambaqui-na-lista-de-especies-ameacadas-pescadores-buscam-solucoes-para-evitar-perdas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Proteção a indígenas isolados vive ‘lentidão e desinteresse’, diz procurador</title>
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					<pubDate>31 Jul 2026 07:47:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Em 2011, uma ordem de restrição ao uso da terra foi aplicada, pela primeira vez, à Terra Indígena (TI) Ituna/Itatá, localizada nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio, no Pará. Com 142 mil hectares de extensão, a TI abriga povos indígenas em isolamento voluntário. A interdição administrativa tinha por objetivo proteger esses mesmos grupos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2011, uma ordem de restrição ao uso da terra foi aplicada, pela primeira vez, à Terra Indígena (TI) Ituna/Itatá, localizada nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio, no Pará. Com 142 mil hectares de extensão, a TI abriga povos indígenas em isolamento voluntário. A interdição administrativa tinha por objetivo proteger esses mesmos grupos isolados, uma vez que sua aplicação proibia a entrada de pessoas não autorizadas. No entanto, com o tempo, as taxas de perda de floresta aumentaram — assim como as invasões. Em 2019, a TI Ituna/Itatá já chamava a atenção por ser um dos territórios indígenas com os maiores índices de perda de cobertura florestal, sobretudo devido à atividade de grileiros, um dos vetores do desmatamento na Amazônia. No Brasil, portarias de restrição ao uso da terra são utilizadas para proteger povos originários em isolamento. Trata-se de uma ferramenta temporária, à qual se recorre quando um determinado processo de demarcação de terra ainda não foi concluído. Na prática, porém, o cenário é difuso. Como a Mongabay mostrou em reportagens recentes, a restrição costuma ser renovada várias vezes ao longo dos anos, enquanto o processo formal de demarcação das terras segue sem desfecho. Além disso, as portarias nem sempre são eficazes na proteção dos povos locais contra o assédio de invasores. Em 2022, após uma nova ordem de restrição válida para o território, a TI Ituna/Itatá perdeu 2,2 mil hectares de cobertura florestal — cerca de 1,5% de sua área total, segundo análises de satélite. A renovação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/protecao-a-indigenas-isolados-vive-lentidao-e-desinteresse-diz-procurador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Planta secreta da Amazônia pode ser nova fonte de ibogaína para tratamento de dependência</title>
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					<pubDate>29 Jul 2026 10:45:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jenny Gonzales]]>
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							<![CDATA[<p>Há gerações, povos da África equatorial fazem uso da iboga (Tabernanthe iboga) em práticas espirituais. No Gabão, a planta ocupa um lugar central na tradição Bwiti. Um de seus componentes é a ibogaína, substância psicoativa que cientistas vêm estudando como possível ferramenta clínica no tratamento da dependência de drogas. Relatos sugerem que a ibogaína pode [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Há gerações, povos da África equatorial fazem uso da iboga (Tabernanthe iboga) em práticas espirituais. No Gabão, a planta ocupa um lugar central na tradição Bwiti. Um de seus componentes é a ibogaína, substância psicoativa que cientistas vêm estudando como possível ferramenta clínica no tratamento da dependência de drogas. Relatos sugerem que a ibogaína pode reduzir os sintomas de abstinência e a fissura por opioides como heroína e metadona, proporcionando um efeito que pode ser descrito como uma &#8220;reiniciação&#8221; neurobiológica. Embora o uso medicinal da ibogaína ainda não seja totalmente regulamentado, a crescente procura internacional pela substância — sobretudo por clínicas privadas para tratamento da dependência — tem estimulado a coleta ilegal e o contrabando da iboga, colocando a planta africana em risco. O arbusto leva até 30 anos para amadurecer e produz apenas 1 grama de ibogaína, e a extração tradicional geralmente requer arrancar a planta pela raiz, destruindo-a. A escassez levou o governo do Gabão a proibir sua exportação. Recentemente, uma descoberta foi feita na floresta amazônica, proveniente de uma espécie mantida em sigilo. A identidade dessa planta permanece um segredo rigorosamente guardado pelo pesquisador brasileiro Ricardo Marques, que passou quase dois anos localizando a planta e estudando sua ecologia. A espécie, segundo ele, contém um precursor químico que pode ser transformado em ibogaína por meio de um método de coleta novo e potencialmente sustentável, permitindo que a planta se regenere após a extração. Ao manter o nome em sigilo, enquanto capacita famílias locais para a sua coleta,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/planta-secreta-da-amazonia-pode-ser-nova-fonte-de-ibogaina-para-tratamento-de-dependencia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico</title>
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					<pubDate>23 Jul 2026 07:03:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Florestas, Florestas Tropicais, Peixes, Pesca, Poluição, Recursos hídricos e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Esta é a segunda reportagem de uma série especial em três partes sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira aqui. MANAUS, AM — Nas águas amazônicas, o pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que consegue viver entre dois mundos. Na escassez de oxigênio, como é típico de lagos de várzea, o gigante sobe à superfície [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/" data-wpel-link="internal">Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Esta é a segunda reportagem de uma série especial em três partes sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira aqui. MANAUS, AM — Nas águas amazônicas, o pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que consegue viver entre dois mundos. Na escassez de oxigênio, como é típico de lagos de várzea, o gigante sobe à superfície para respirar o ar. Ao longo de uma linhagem com pelo menos 100 milhões de anos, o pirarucu desenvolveu uma bexiga natatória modificada, capaz de funcionar como um pulmão primitivo. Essa adaptação rara permitiu a ele a vantagem de poder ocupar ambientes que são severos para outros peixes. Hoje, porém, a mesma adaptação que permite sua sobrevivência o torna vulnerável a uma outra ameaça: a poluição por microplásticos. “O ambiente amazônico já é altamente desafiador”, afirma Adalberto Val, biólogo e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (INCT-Adapta). “Aqui temos temperaturas altas, baixos níveis de oxigênio na água… Os organismos já respondem a esses desafios da forma que eles aprenderam durante o processo evolutivo. Então, começamos a acrescentar desafios novos, como é o plástico.” Quando respirar vira um risco Os pirarucus são incapazes de sobreviver mais de dez minutos sem subir à superfície para respirar. Para isso, usam o órgão de respiração aérea ligado à sua bexiga natatória modificada. Essa necessidade os coloca em contato direto com microplásticos que flutuam na água. Com base nos conhecimentos já estabelecidos sobre a espécie, Se microplásticos invadirem o órgão de respiração&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tracajás da Amazônia entram na lista de espécies ameaçadas pela primeira vez</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 18:31:57 +0000</pubDate>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[Anfíbios, Animais, Biodiversidade, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Espécies Ameaçadas, Répteis, Rios, Tráfico de Animais Silvestres e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Alimento tradicional  para as comunidades amazônicas, os cágados, conhecidos na região como tracajás, foram incluídos na lista brasileira de fauna ameaçada de extinção pela primeira vez. O cágado-iaçá (Podocnemis sextuberculata) teve seu risco elevado de quase ameaçado para em perigo em uma nova lista publicada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/tracajas-da-amazonia-entram-na-lista-de-especies-ameacadas-pela-primeira-vez/" data-wpel-link="internal">Tracajás da Amazônia entram na lista de espécies ameaçadas pela primeira vez</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Alimento tradicional  para as comunidades amazônicas, os cágados, conhecidos na região como tracajás, foram incluídos na lista brasileira de fauna ameaçada de extinção pela primeira vez. O cágado-iaçá (Podocnemis sextuberculata) teve seu risco elevado de quase ameaçado para em perigo em uma nova lista publicada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Os tracajás foram considerados como quase ameaçados por muito tempo, mas essa é a primeira vez que uma de suas espécies foi classificada como em perigo, disse Marília Marini, coordenadora-geral de estratégias de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). &#8220;Para a Amazônia, o principal destaque é a entrada do tracajá&#8221;, afirmou Marini à Mongabay, por telefone. &#8220;Essa é uma situação mais delicada porque também envolve populações que o utilizam. Então, temos que ter todo um cuidado na comunicação, em como direcionar ações que não as afetem.&#8221; Apesar dos programas de proteção e esforços de conservação, as populações de cágado-iaçá nos últimos 36 anos — equivalentes a três gerações — diminuíram mais de 50% no estado do Amazonas e no oeste do estado do Pará, o que representa aproximadamente 70% da distribuição total da espécie, levando-a à classificação em perigo, de acordo com o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade do ICMBio (SALVE). Cágado-iaçá (Podocnemis sextoberculata). Foto: © Rafael Bernhard via iNaturalist (CC BY 4.0). Cágado-iaçá (Podocnemis sextoberculata). Foto: © Andrés Camilo Montes-Correa via iNaturalist. Atingindo um comprimento máximo de 34 centímetros  e peso de 3,5 quilogramas , o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/tracajas-da-amazonia-entram-na-lista-de-especies-ameacadas-pela-primeira-vez/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como sua tigela de açaí pode estar deixando os tucanos sem floresta</title>
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					<pubDate>14 Jul 2026 19:25:39 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[Agroecologia, Alimentação, Alimentos, Ameaças à Amazônia, Animais, Aves, Commodities, Conservação da Vida Selvagem, Fauna, Florestas Tropicais e Produtos da Floresta]]>
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							<![CDATA[<p>&#8220;Ah-sigh-ee.” Talvez muitos estrangeiros ainda precisem aprender a pronúncia correta da fruta amazônica, mas existe uma enorme chance de que eles já tenham visto o nome “açaí” em cardápios mundo afora, sobretudo em cafés e lanchonetes especializadas em alimentação saudável, onde é o principal ingrediente de sucos, tigelas e sorvetes. No Brasil, cerca de 95% [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[&#8220;Ah-sigh-ee.” Talvez muitos estrangeiros ainda precisem aprender a pronúncia correta da fruta amazônica, mas existe uma enorme chance de que eles já tenham visto o nome “açaí” em cardápios mundo afora, sobretudo em cafés e lanchonetes especializadas em alimentação saudável, onde é o principal ingrediente de sucos, tigelas e sorvetes. No Brasil, cerca de 95% da produção da fruta está concentrada no Pará. Ela é uma das bases da dieta da população local, que a consome batida, com peixe, farinha de mandioca e outros ingredientes amazônicos. Por causa de seus benefícios nutricionais — rica em antioxidantes, fibras e com alto valor energético —, a fama do açaí como “superalimento” rapidamente chegou a outras regiões brasileiras e, eventualmente, a outros países. Mas o aumento da produção da fruta para atender tanto à demanda nacional quanto à internacional está reduzindo a diversidade de aves em florestas de várzea da Amazônia. Segundo um estudo publicado recentemente no jornal Biological Conservation, áreas com maior adensamento de palmeiras de açaí apresentam um declínio de 28% no número de espécies. “Nosso objetivo era entender quais eram as consequências da expansão do cultivo do açaí e suas diversas formas de manejo sobre as aves, com um foco principal nas frugívoras, aquelas que se alimentam de frutos”, disse à Mongabay o biólogo e mestre em ecologia Raphael Vasconcelos Nunes, pesquisador da Universidade Federal do Pará e um dos coautores do estudo. Segundo Nunes, as matas de várzea — onde ocorre a maior parte dos cultivos de açaí –&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/como-sua-tigela-de-acai-pode-estar-deixando-os-tucanos-sem-floresta/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento cai na Amazônia, mas ‘super El Niño’ pode virar o jogo</title>
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					<pubDate>08 Jul 2026 07:24:38 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Maxwell Radwin]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Incêndios e Queimadas]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>A cada ano, especialistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, utilizam dados para avaliar os níveis de perda florestal em todo o mundo. As informações são coletadas a partir de imagens de satélite da Nasa e da Agência Espacial Europeia e podem orientar ambientalistas e autoridades na tomada de decisões sobre conservação na Amazônia. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/desmatamento-cai-na-amazonia-mas-super-el-nino-pode-virar-o-jogo/" data-wpel-link="internal">Desmatamento cai na Amazônia, mas ‘super El Niño’ pode virar o jogo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A cada ano, especialistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, utilizam dados para avaliar os níveis de perda florestal em todo o mundo. As informações são coletadas a partir de imagens de satélite da Nasa e da Agência Espacial Europeia e podem orientar ambientalistas e autoridades na tomada de decisões sobre conservação na Amazônia. Os números de 2025 foram publicados no final de abril. Em junho, o Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (Maap, na sigla em inglês) lançou seu relatório anual, no qual apresenta uma análise abrangente com base nesses dados, destacando as tendências anuais e os pontos críticos da perda de floresta amazônica. Embora os dados indiquem que as métricas da perda florestal tenham caído em relação aos anos anteriores, o patamar permanece elevado e preocupante. Segundo a análise, atividades como agricultura, pecuária e mineração se mantêm como vetores de destruição de centenas de milhares de hectares de floresta primária. Em muitos casos, isso ocorre em unidades de conservação e em territórios indígenas. “É difícil dizer que as notícias são boas se o desmatamento for menor do que em anos anteriores, mas ainda assim atingir um milhão [de hectares]”, disse Matt Finer, diretor do Maap. De acordo com o especialista, o desmatamento zero, necessário para a sobrevivência da Amazônia, ainda segue distante. Imagem mostra os pontos de desmatamento e os focos de incêndio na Amazônia em 2025. Mapa: Amazon Conservation/Maap. Análise dos dados Para compreender o que ocorre na Amazônia, os pesquisadores costumam separar a perda florestal&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/desmatamento-cai-na-amazonia-mas-super-el-nino-pode-virar-o-jogo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mineração legal em terras indígenas ainda divide lideranças e especialistas</title>
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					<pubDate>06 Jul 2026 10:28:21 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Beatriz NogueiraRamana Rech]]>
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							<![CDATA[<p>Ao longo dos anos, um argumento surge com frequência no debate sobre a mineração em terras indígenas (TIs): muitos políticos e especialistas defendem que a regulamentação da atividade poderia auxiliar o poder público no combate ao garimpo ilegal — um vetor de crises socioambientais em diferentes territórios originários no Brasil. Em março, a senadora Tereza [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ao longo dos anos, um argumento surge com frequência no debate sobre a mineração em terras indígenas (TIs): muitos políticos e especialistas defendem que a regulamentação da atividade poderia auxiliar o poder público no combate ao garimpo ilegal — um vetor de crises socioambientais em diferentes territórios originários no Brasil. Em março, a senadora Tereza Cristina declarou, em audiência no Senado Federal, que a mineração em TIs “precisa estar garantida pela lei”. Segundo a parlamentar e ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), isso faria com que “a gente não tenha o [problema] que hoje temos de mineração ilegal, com danos ao meio ambiente e aos povos indígenas”. A tese, no entanto, passa longe de ser consenso, abrindo caminho para discussões em diferentes círculos do poder e da ciência. Conforme previsto na Constituição Federal, a pesquisa e a mineração de riquezas minerais em terras indígenas devem ser autorizadas pelo Congresso Nacional. O texto também cita a exigência de ouvir as comunidades afetadas e de assegurar a elas “participação nos resultados da lavra, na forma da lei”. Apesar disso, o Legislativo ainda não aprovou uma lei geral com a definição de regras para a atividade. E, de acordo com analistas, esse cenário pode gerar incertezas e um vácuo jurídico. A demora em legislar sobre o assunto, somada à ameaça do garimpo ilegal em áreas indígenas, foi foco de uma recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Em fevereiro, o magistrado determinou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/mineracao-legal-em-terras-indigenas-ainda-divide-liderancas-e-especialistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo: Amazônia resiste ao fogo, mas renasce com menos diversidade</title>
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					<pubDate>02 Jul 2026 12:46:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2024, a Amazônia brasileira enfrentou uma das piores temporadas de incêndios de sua história: as chamas atingiram 15,6 milhões de hectares, uma área maior que a do estado do Ceará — dos quais 43% eram vegetação florestal. Segundo dados da MapBiomas, a área destruída pelas chamas foi 117% maior do que a média histórica. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2024, a Amazônia brasileira enfrentou uma das piores temporadas de incêndios de sua história: as chamas atingiram 15,6 milhões de hectares, uma área maior que a do estado do Ceará — dos quais 43% eram vegetação florestal. Segundo dados da MapBiomas, a área destruída pelas chamas foi 117% maior do que a média histórica. Recentemente, um grupo de pesquisadores revelou algo que, segundo eles, deu certo otimismo à ciência em meio a esses números: embora a perda de biodiversidade persista, a Amazônia demonstrou uma surpreendente capacidade de regeneração após os incêndios. Os resultados foram apresentados em um estudo conduzido no sudeste da Amazônia ao longo de duas décadas. O trabalho buscou prever os riscos enfrentados pela floresta tropical à medida que o desmatamento, a queda nos níveis de precipitação e as secas prolongadas se tornam mais frequentes. “Nosso estudo traz uma mensagem de esperança. Ele demonstra que uma floresta altamente degradada consegue se recuperar mesmo após muitos distúrbios”, disse o principal autor do artigo, Leandro Maracahipes, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, com apoio do Instituto Serrapilheira. No entanto, Maracahipes explica que essa regeneração dá lugar a um novo tipo de floresta. “É um novo ecossistema. Embora consiga se recuperar, essa floresta é muito mais ‘pobre’, com maior quantidade de espécies generalistas, muito mais vulneráveis a novos distúrbios”, disse à Mongabay. Imagem aérea de uma área de floresta amazônica. Foto: Leandro Maracahipes. Impacto maior nas bordas da floresta&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/estudo-amazonia-resiste-ao-fogo-mas-renasce-com-menos-diversidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Solo ancestral da Amazônia pode impulsionar restauração florestal</title>
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					<pubDate>29 Jun 2026 08:09:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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							<![CDATA[<p>Um solo criado há séculos por populações indígenas amazônicas pode ajudar a acelerar a recuperação de áreas degradadas — e a transformar a forma como a restauração ecológica é vista no Brasil. Um estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), da Embrapa Amazônia Ocidental e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um solo criado há séculos por populações indígenas amazônicas pode ajudar a acelerar a recuperação de áreas degradadas — e a transformar a forma como a restauração ecológica é vista no Brasil. Um estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), da Embrapa Amazônia Ocidental e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) mostrou que pequenas quantidades da chamada terra preta da Amazônia (TPA) foram capazes de aumentar significativamente o crescimento de árvores nativas em condições reais de campo. Os resultados, publicados em janeiro de 2026, chamaram a atenção de especialistas especialmente no caso do ipê-roxo (Handroanthus avellanedae), espécie encontrada tanto na Amazônia quanto na Mata Atlântica. Em apenas 180 dias, mudas cultivadas com pequenas quantidades de TPA apresentaram crescimento até 55% maior em altura e 88% em diâmetro de tronco em comparação com plantas cultivadas sem o solo antropogênico (resultante de ação humana). Em outra espécie amazônica, como o paricá (Schizolobium amazonicum), bastante utilizado no reflorestamento e na indústria madeireira por seu crescimento rápido, os achados também foram significativos: em média, essas plantas cresceram 20% mais e apresentaram tronco 15% maior em diâmetro. A professora Tsai Siu Mui, uma das autoras do estudo, entre árvores cultivadas com terra preta da Amazônia (à esquerda) e sem o uso do solo escuro (à direita), após seis meses de experimento. Foto cedida pela pesquisadora. O estudo reforçou o potencial científico da terra preta da Amazônia, também conhecida como “terra preta de índio”.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/solo-ancestral-da-amazonia-pode-impulsionar-restauracao-florestal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia</title>
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					<pubDate>26 Jun 2026 10:18:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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							<![CDATA[<p>MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de praias à beira de um lago com espelho d’água estimado entre 20 e 25 km², o grupo havia recolhido uma caçamba cheia de resíduos plásticos. Antes desta, ação semelhante realizada em junho 2023 havia coletado outras duas caçambas. A experiência do grupo ajudou a dimensionar o resultado da pesquisa de mestrado de Eletuza Uchôa Farias: metade dos peixes coletados no lago, pertencentes a duas espécies de jaraqui (Semaprochilodus insignis e Semaprochilodus taeniurus), havia ingerido microplásticos. Uma vez no organismo, as partículas podem permanecer no trato intestinal, alcançar outros tecidos e órgãos e circular pela cadeia alimentar, da base aos peixes predadores — até chegar, potencialmente, ao ser humano. O jaraqui é o peixe mais consumido no estado do Amazonas. Todas as partículas encontradas no intestino dos peixes eram fibras: filamentos finos e alongados, com tamanho entre 0,5 e 4,37 milímetros. A maior parte delas, 85,7%, foi identificada como poliamida, um polímero amplamente utilizado pela indústria têxtil por sua resistência e flexibilidade. O entorno do Puraquequara é habitado por comunidades sem atendimento adequado de saneamento básico. Na prática, a água de pias, tanques e máquinas de lavar roupa é descartada diretamente nos corpos d’água, o que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/dos-igarapes-aos-manguezais-microplasticos-contaminam-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Girinos da Amazônia já carregam microplásticos, revela estudo</title>
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					<pubDate>12 Jun 2026 17:04:41 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Pela primeira vez, pesquisadores encontraram microplásticos em girinos e nos corpos d’água que lhes servem de habitat na Amazônia, segundo um novo estudo. A descoberta reforça evidências de contaminação por microplásticos na floresta amazônica, afirmam os pesquisadores. Estudos anteriores realizados na região já haviam detectado contaminação por microplásticos em peixes, invertebrados, amostras de solo e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Pela primeira vez, pesquisadores encontraram microplásticos em girinos e nos corpos d’água que lhes servem de habitat na Amazônia, segundo um novo estudo. A descoberta reforça evidências de contaminação por microplásticos na floresta amazônica, afirmam os pesquisadores. Estudos anteriores realizados na região já haviam detectado contaminação por microplásticos em peixes, invertebrados, amostras de solo e de água. No estudo mais recente, a ecologista Fabrielle Barbosa de Araújo, da Universidade Federal do Pará, e seus colegas coletaram amostras de água de cinco poças temporárias no solo do Parque Ecológico do Gunma, na Região Metropolitana de Belém. Essas poças, formadas pelo acúmulo de água da chuva, são importantes áreas de reprodução e desenvolvimento de girinos de várias espécies de anfíbios na Amazônia. Em cada um dos cinco corpos d’água, os pesquisadores também coletaram cem girinos da perereca-de-banheiro (Scinax x-signatus), espécie encontrada tanto em áreas florestais quanto urbanas com ampla distribuição na América do Sul. Microplásticos foram encontrados em todas as poças e em todos os girinos analisados. A maioria das partículas era composta por fibras plásticas, como poliéster, principalmente transparentes, azuis e pretas. Estudos anteriores também identificaram fibras semelhantes em diferentes partes da Amazônia, possivelmente oriundas de esgoto sanitário e atividades pesqueiras. Em entrevista por e-mail à Mongabay, Araújo disse que não ficou surpresa ao encontrar microplásticos nos girinos e em seus habitats. “O que realmente chamou nossa atenção foi a grande quantidade encontrada, principalmente porque esta é uma área com baixa densidade populacional humana e considerada relativamente bem preservada”, afirmou. Araújo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/girinos-da-amazonia-ja-carregam-microplasticos-revela-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento e aquecimento podem causar mudanças irreversíveis na Amazônia até 2040</title>
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					<pubDate>05 Jun 2026 07:42:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Clima, Conservação, Desmatamento, Florestas e Mudanças climáticas]]>
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							<![CDATA[<p>Desmatamento e mudanças climáticas estão rapidamente empurrando a floresta amazônica rumo a um perigoso ponto de inflexão. A transformação da selva em savana pode chegar muito antes do que se imaginava. Esse é o alerta de um novo artigo, publicado na revista Nature. Caso o desmatamento chegue a uma extensão de 22% a 28% da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Desmatamento e mudanças climáticas estão rapidamente empurrando a floresta amazônica rumo a um perigoso ponto de inflexão. A transformação da selva em savana pode chegar muito antes do que se imaginava. Esse é o alerta de um novo artigo, publicado na revista Nature. Caso o desmatamento chegue a uma extensão de 22% a 28% da Amazônia, além de um aumento da temperatura entre 1,5 °C e 1,9 °C, o bioma pode alcançar um ponto sem volta já na década de 2040. Os pesquisadores concluíram que ultrapassar esse limiar de desmatamento e temperatura global poderia fazer com que mais de dois terços da floresta se degradassem ou se transformassem em um ecossistema de savana. Atualmente, cerca de 17% da Pan-Amazônia já foram desmatados, e tudo indica que a Terra irá ultrapassar o aquecimento de 1,5 °C acima dos níveis pré‐industriais. Estudos alertam que é cada vez mais provável que ultrapassemos 2°C de aquecimento até 2050. No pior dos casos, “esse limiar crítico [na Amazônia] poderia ser atingido já na década de 2040”, disse Nico Wunderling, autor principal do artigo e pesquisador do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, na Alemanha, em entrevista à Mongabay. “Embora eu seja um pouco mais otimista: se as atuais tendências [decrescentes] do desmatamento brasileiro continuarem, talvez não alcancemos [o ponto de inflexão] até meados do século.” “Podemos dizer com segurança que, quanto mais desmatamento ocorrer, mais baixo será esse limiar de aquecimento global”, disse Arie Staal, coautor do estudo e professor assistente na Universidade de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/desmatamento-e-aquecimento-podem-causar-mudancas-irreversiveis-na-amazonia-ate-2040/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“Essa hidrovia vai matar o pescador”, dizem ribeirinhos do Rio Tocantins</title>
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					<pubDate>27 Mai 2026 08:44:14 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[ITUPIRANGA, Pará – Ronaldo Macena e Erlan Moraes, lideranças de comunidades ribeirinhas cujas famílias vivem há gerações da pesca no Pedral do Lourenção, trecho rochoso que faz parte do Rio Tocantins, no sudeste do Pará, sentiram-se esperançosos em setembro, quando um juiz federal visitou suas vilas. Por várias gerações, disse Macena ao juiz, os povos do território ribeirinho do Pedral do Lourenção, como eles o chamam, prosperaram em seus trechos cheios de pedras. Ali, eles obtêm não apenas renda e meios de subsistência dignos, mas também identificação cultural por meio da pesca nos pedregosos cânions subaquáticos que chegam a atingir 80 metros de profundidade. Porém, no momento em que o governo federal busca abrir uma nova hidrovia no rio, seus direitos têm sido sistematicamente violados, disse Macena, por um governo que não os tratou como povos tradicionais com “cultura, tradições e linguajar” distintos, e sim juntou os ribeirinhos aos povos urbanos, com os registros oficiais praticamente ignorando seus saberes tradicionais, sua pesca e mesmo sua existência. Os órgãos federais responsáveis pelo projeto planejam explodir o leito rochoso do Pedral do Lourenção, como é chamado pelos ribeirinhos (formalmente conhecido como Pedral do Lourenço). Seria um primeiro passo para a criação de uma hidrovia no Rio Tocantins, cujo objetivo é ampliar as exportações de grãos, minerais e gado. O projeto está sendo executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com estudos da consultoria DTA Engenharia. Para transformar o rio em uma hidrovia, as autoridades decidiram dinamitar as rochas em um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/essa-hidrovia-vai-matar-o-pescador-dizem-ribeirinhos-do-rio-tocantins/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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