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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Data center pega de surpresa cidade mineira que sofre com falta d’água</title>
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					<pubDate>11 Set 2026 10:47:24 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Naira Hofmeister]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Minas Gerais]]>
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							<![CDATA[Água, Mineração, Recursos hídricos, Rios e Tecnologia]]>
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							<![CDATA[<p>Projeto da Atlas Renewable Energy ameaça nascentes do Cerrado em Paracatu, município onde a mineração e a agricultura já afetam a disponibilidade de recursos hídricos.</p>
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							<![CDATA[Em uma tarde de maio de 2026, o presidente da Câmara Municipal de Paracatu, em Minas Gerais, Manoel Alves, pegou o telefone incomodado. Havia sido informado por repórteres de um projeto previsto para a cidade. “Acabei de saber que a construção do data center vai começar em dois meses. Vocês também não estão sabendo nada sobre isso?”, perguntou a alguém da prefeitura. A resposta do outro lado da linha foi “não” — a mesma que a reportagem recebeu de todas as autoridades locais, empresários, agricultores e moradores para quem levou o assunto. “É algum novo conceito de hotel?”, questionou a proprietária de um importante restaurante da cidade. “Um dentista?”, chutou um cidadão na praça principal de Paracatu. “Data center? O que é isso?”, perguntou o guardião de uma igreja do século 18. Presidente da Câmara Municipal de Paracatu, Manoel Alves foi informado por repórteres sobre o plano de instalação de um data center na cidade. Foto: Jerônimo Gonzalez/Mongabay e Intercept Brasil.  O data center de Paracatu, município localizado a três horas de carro de Brasília, não é um data center qualquer. Vai ter a potência de 1 gigawatt, maior do que a soma total de todos os data centers atualmente instalados no país, que consomem cerca de 800 megawatts. É uma dimensão semelhante aos megaprojetos que fazem parte da iniciativa Stargate, nos Estados Unidos – uma das maiores redes de infraestrutura de inteligência artificial do mundo, apoiada pelo governo de Donald Trump. O data center de Paracatu está sendo planejado&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/data-center-pega-de-surpresa-cidade-mineira-que-sofre-com-falta-dagua/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Nova análise detecta ameaça do mercúrio em 951 comunidades da Amazônia</title>
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					<pubDate>10 Set 2026 09:22:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alexa VélezDaniela Quintero DíazVanessa Romo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Bolívia, Brasil e Peru]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Florestas, Florestas Tropicais, Garimpo, Indígenas, Mineração, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Rios e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Comunidades no Brasil, na Bolívia e no Peru apresentam níveis de mercúrio acima dos limites considerados seguros pela OMS.</p>
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							<![CDATA[“Eu levei a minha filhinha Bayolet para fazer uns exames quando ela tinha cinco anos. Ela já tinha desmaiado duas vezes na escola e nós não sabíamos a razão”, diz Gladys Ordoñez, moradora da comunidade indígena de Shintuya, na Amazônia peruana. A poucos quilômetros de Shintuya, pelo rio Madeira, está a Terra Indígena (TI) Karipuna, em Rondônia, no Brasil. Ali, Adriano Karipuna, líder da comunidade, relata um drama parecido: “[As crianças] nascem com problemas, com doenças do coração. Há jovens e adolescentes que já têm dificuldade para respirar.” Bayolet, na foto com a família, tinha cinco anos quando foram detectados teores elevados de mercúrio em seu sangue. Foto: Max Cabello. A história se repete na Amazônia boliviana. “Nós estamos cansados de pedir assistência médica”, diz Limberth Miquere, que é corregidor (líder da comunidade indígena) de Buena Vista. Essas vozes vêm de homens e mulheres que vivem às margens dos rios amazônicos Madeira (Brasil), Beni (Bolívia) e Madre de Dios (Peru), em testemunhos inevitavelmente atravessados por uma palavra: mercúrio. “Eu não sei se o meu marido está doente ou se eu estou. Quem pode nos explicar isso?”, pergunta Iris Yante, mãe de três filhos na Amazônia peruana. O mercúrio é um metal pesado usado no garimpo ilegal de ouro, uma atividade ilícita, violenta, altamente lucrativa e em plena expansão. Na bacia do Madre de Dios, durante 27 anos (1997 a 2024), o garimpo destruiu mais de 95 mil hectares de floresta, uma área quase equivalente a toda a zona urbana de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/nova-analise-detecta-ameaca-do-mercurio-em-951-comunidades-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Rio cercado: marisqueiras de Sergipe lutam por acesso ao manguezal</title>
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					<pubDate>08 Set 2026 12:02:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Sergipe]]>
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							<![CDATA[Água, Alimentação, Comunidades Tradicionais, Direitos humanos, Extrativismo, Manguezais, Oceanos, Pesca, Povos Tradicionais e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Enquanto a cidade avança sobre o mangue, as mulheres que dele vivem reivindicam reconhecimento.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/rio-cercado-marisqueiras-de-sergipe-lutam-por-acesso-ao-manguezal/" data-wpel-link="internal">Rio cercado: marisqueiras de Sergipe lutam por acesso ao manguezal</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Vemos metade do corpo de Adriana Hora dos Santos fora d’água: o cabelo escuro preso numa trança única, braços e tórax cobertos pela blusa de lycra cor-de-rosa. A lama do mangue onde pisa chega à altura das coxas. Com um facão de pouco mais de 40 centímetros, ela tira dezenas de ostras das raízes retorcidas, num ritmo cadenciado: nem muito rápido, nem muito devagar. Na margem oposta ao rio Vaza-Barris, os prédios de Aracaju, capital de Sergipe, parecem de outro mundo. Aqui, só ouvimos o marulho da água, o golpe da lâmina e a voz de Adriana: Sou, sou Marisqueira / Rainha do mangue, sou guerreira! / Sou, sou Marisqueira / Mulher de luta, batalhadeira / É o vento que me dá / É o rio, é o mangue, é o mar / Dói o peito, rio cercado / Dói o peito não ter pescado / Vem, mulher, lute, emancipe / Somos as marisqueiras de Sergipe! É o hino do Movimento das Marisqueiras de Sergipe (MMS), coletivo auto-organizado de mulheres que há anos resiste a um processo contínuo de degradação ambiental e apagamento cultural. Atuando como guardiãs do mangue, realizam um trabalho de conservação ambiental ao mesmo tempo em que enfrentam ameaças que colocam em risco sua sobrevivência. Escutar uma marisqueira é escutar muitas: os verbos quase vêm sempre no plural. &#8220;Sempre estamos em bando&#8221;, diz Adriana. E foi em bando que fomos apresentados ao mangue. O mangue como refúgio  O dia começa conforme o horário da maré e só&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/rio-cercado-marisqueiras-de-sergipe-lutam-por-acesso-ao-manguezal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Philip Fearnside completa 50 anos de pesquisa na Amazônia</title>
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					<pubDate>03 Set 2026 12:54:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rhett Butler]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia e Brasil]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Biodiversidade, Clima, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Conservação de Florestas Tropicais, Demarcação Territorial, Desmatamento, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Imagens de Satélite, Lei Ambiental, Motores do Desmatamento, Mudanças climáticas, Política Ambiental, Produtos da Floresta, Resiliência climática e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>A história de um pioneiro na pesquisa da Amazônia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/philip-fearnside-completa-50-anos-de-pesquisa-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Philip Fearnside completa 50 anos de pesquisa na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em uma audiência pública realizada em setembro de 2021 em Manaus, Philip Fearnside leu uma declaração preparada para apresentar seus argumentos contra o reasfaltamento da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. Ele classificou o projeto como economicamente inviável, afirmou que o processo de licenciamento no Brasil era falho e alertou que a estrada provocaria um desmatamento “catastrófico”. A plateia começou a vaiar. Fearnside tentou seguir falando, em seu português com sotaque americano, por cima do barulho, até que alguém cortou seu microfone. Depois dele, falou Sérgio Kruke, do Movimento Conservador Amazonas, aliado declarado do então presidente Jair Bolsonaro. Kruke apontou para Fearnside e perguntou que direito um americano tinha de dizer aos brasileiros o que fazer com sua terra. Acrescentou que os brasileiros tinham o direito de derrubar todas as árvores da floresta, se assim quisessem. A plateia aplaudiu. “Esta casa é nossa!”, gritou Kruke. O clima foi completamente diferente no início de agosto no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Durante duas horas, pesquisadores e ex-alunos realizaram um evento em reconhecimento aos 50 anos de pesquisa de campo de Fearnside na Amazônia, trabalho que fez dele uma das principais autoridades científicas sobre a maior floresta tropical do planeta. O climatologista Carlos Nobre falou sobre como conheceu Fearnside no Inpa nos anos 1970, antes de sua própria carreira na área de estudos do clima decolar, e sobre a colaboração dos dois em medições pioneiras das trocas gasosas entre floresta e atmosfera. Susanna Hecht, professora da Universidade da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/philip-fearnside-completa-50-anos-de-pesquisa-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo mapeia áreas prioritárias para vacinar micos-leões-dourados</title>
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					<pubDate>02 Set 2026 10:24:27 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Alex Megerle]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Brasil e Rio de Janeiro]]>
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							<![CDATA[Biodiversidade, Fauna, Mamíferos, Mata Atlântica e Primatas]]>
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							<![CDATA[<p>Depois de perder cerca de 30% da população, o mico-leão-dourado ganhou um novo mapa de risco.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/estudo-mapeia-areas-prioritarias-para-vacinar-micos-leoes-dourados/" data-wpel-link="internal">Estudo mapeia áreas prioritárias para vacinar micos-leões-dourados</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A cerca de duas horas de carro do aeroporto do Rio de Janeiro, um parque dedicado ao mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) oferece visitas guiadas pela Mata Atlântica. Com sorte, o visitante pode avistar a pelagem laranja vibrante de um dos moradores mais famosos da região. Esse pequeno primata, classificado como “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), quase desapareceu na década de 1970 e hoje está restrito a florestas fragmentadas no estado do Rio de Janeiro, que representam cerca de 2% de sua área de ocorrência original, segundo a Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD). Esse delicado equilíbrio esteve gravemente ameaçado entre 2017 e 2019, quando um surto de febre amarela no estado do Rio de Janeiro quase dizimou a população de micos-leões-dourados. Dados censitários revelam que, entre 2014 e 2018, o número de micos caiu cerca de 30%, para aproximadamente 2.500 indivíduos. No entanto, os micos-leões-dourados tiveram uma recuperação expressiva e chegaram a cerca de 4.800 indivíduos, segundo um censo de 2023. Para se preparar melhor para um possível novo surto, pesquisadores avaliaram como diferentes fatores da paisagem estiveram associados à mortalidade dos micos. O estudo identificou áreas de maior risco de transmissão, que podem orientar a vacinação dos animais em futuros surtos. Mata Atlântica na Reserva Biológica União (RJ), uma das principais áreas de conservação do mico-leão-dourado. Foto: CaptainDarwin via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0). Mapeando um surto Os pesquisadores compararam a sobrevivência de 145 micos monitorados entre 2014 e 2016, antes do surto de febre amarela, com&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/estudo-mapeia-areas-prioritarias-para-vacinar-micos-leoes-dourados/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Povo Parakanã teme novas invasões após eleições presidenciais</title>
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					<pubDate>01 Set 2026 07:35:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Desmatamento, Indígenas, Lei Ambiental, Motores do Desmatamento, Povos indígenas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Os Parakanã retomaram seu território — mas, dependendo de quem for o próximo presidente, os invasores podem voltar</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/povo-parakana-teme-novas-invasoes-apos-eleicoes-presidenciais/" data-wpel-link="internal">Povo Parakanã teme novas invasões após eleições presidenciais</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Durante anos, o povo Parakanã ficou restrito a menos de um terço de seu território, isolado em meio a uma vasta área de pastagem ocupada por cerca de 100 mil cabeças de gado. O garimpo de ouro, o desmatamento e a grilagem de terras também se alastravam sobre a Terra Indígena Apyterewa, localizada na bacia do rio Xingu, no Pará. “Essa é, historicamente, a terra indígena mais desmatada do Brasil, e talvez do mundo”, afirmou Wallace Lopes, analista ambiental do Ibama, em entrevista à Mongabay. O auge do desmatamento ocorreu durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), que desmantelou a fiscalização ambiental do país. Em 2022, uma área quase do tamanho de Paris (102,23 km²) foi desmatada dentro do território dos Parakanã, de acordo com o Inpe. “Foi um desmatamento muito grande”, disse Wenatoa Parakanã, presidente da Associação Tato’á, que representa os indígenas. “A gente vê só o pasto.” Estima-se que os invasores somavam 3 mil pessoas, mais de quatro vezes a população indígena (730). Após duas tentativas fracassadas dos governos anteriores de remover os invasores, em 2013 e 2017, eles se sentiram confiantes o suficiente para construir um pequeno vilarejo dentro da terra indígena, com dois postos de gasolina, bares, igrejas e até mesmo uma escola. A força-tarefa na Terra Indígena Apyterewa contou com o apoio da Polícia Federal, do Exército e da Força Nacional. Foto: Ministério dos Povos Indígenas (MPI). As coisas começaram a mudar em 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/povo-parakana-teme-novas-invasoes-apos-eleicoes-presidenciais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixe com mercúrio faz famílias ribeirinhas da Amazônia mudarem refeições</title>
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					<pubDate>31 Ago 2026 07:31:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Indígenas, Peixes, Pesca, Poluição, Povos indígenas, Povos Tradicionais e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>LAGO DO PURUZINHO/TI KARIPUNA/CALAMA, Amazonas e Rondônia — Ao redor de um lago de águas claras com abundância de peixes, está situada a comunidade Lago do Puruzinho, na Amazônia, um território que, à primeira vista, assemelha-se a um paraíso. Localizada a apenas 20 quilômetros da cidade de Humaitá, no estado do Amazonas, é uma área [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[LAGO DO PURUZINHO/TI KARIPUNA/CALAMA, Amazonas e Rondônia — Ao redor de um lago de águas claras com abundância de peixes, está situada a comunidade Lago do Puruzinho, na Amazônia, um território que, à primeira vista, assemelha-se a um paraíso. Localizada a apenas 20 quilômetros da cidade de Humaitá, no estado do Amazonas, é uma área onde coexistem permanentemente dois sons: o canto de aves como o japu — de plumagem preta com bico amarelo, que voa em busca de árvores frutíferas — e o som estrondoso dos motores das embarcações que sulcam o rio Madeira. Durante décadas, os cerca de 170 residentes da comunidade ribeirinha se alimentaram de todo tipo de peixe do lago, mas isso mudou quando conheceram a palavra mercúrio e souberam das grandes quantidades do metal pesado que a mineração ilegal de ouro joga no Madeira. Este rio, que alimenta as águas do lago Puruzinho, recebe a cada ano entre 10 e 50 toneladas de mercúrio, que são liberadas pelas dragas que extraem ouro dia e noite. &#8220;Deu muito mercúrio mesmo no nosso cabelo [por causa] do peixe, que é o tucunaré, que a gente come muito&#8221;, conta Maria Rogelina Soares da Silva dos Santos, pescadora e dona de casa, na porta de sua casa, situada na margem do lago Puruzinho. &#8220;Foi um baita susto.&#8221; Ela se refere aos estudos da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), dos quais ela participa ativamente há 26 anos. As pesquisas, que investigam como a contaminação por mercúrio afeta os peixes e,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/peixe-com-mercurio-faz-familias-ribeirinhas-da-amazonia-mudarem-refeicoes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Falta de dados trava combate a crimes ambientais em Angola, diz ambientalista</title>
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					<pubDate>27 Ago 2026 07:52:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[David Tjyakala]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Ambientalistas, Ameaças às Florestas Tropicais, Ativismo, Entrevistas, Governança, Justiça Social, Mudanças climáticas e Responsabilidade Ambiental]]>
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							<![CDATA[Angola enfrenta importantes desafios ambientais e o governo tem assumido compromissos em fóruns internacionais, como a implementação do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali, com enfoque na eliminação progressiva dos hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs) em 2030 e na redução dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) em 80% em 2045.  Apesar disso, as crises climáticas, como secas prolongadas que afetam a região Sul do país, a degradação dos solos e as inundações provocadas por chuvas intensas continuam a causar impactos sociais e econômicos significativos. Estima-se que mais de 2,2 milhões de pessoas sejam afetadas por estes fenômenos.  É neste contexto que ganha relevância a voz de uma nova geração de ambientalistas angolanos. Entre eles está Érica Tavares, de 29 anos. Ela estudou biologia ambiental na Universidade de Nottingham, no Reino Unido, e hoje se dedica à conservação ambiental e à mobilização da juventude em Angola. É cofundadora da organização não governamental (ONG) EcoAngola e tem estado na linha da frente da defesa das florestas, da educação ambiental e da participação dos jovens nos debates sobre sustentabilidade. Em entrevista à Mongabay Brasil, Érica comenta sua trajetória como ambientalista e os problemas ambientais que mais a preocupam. Mongabay: Como você descreveria a situação  do meio ambiente em Angola em 2026? Está melhor ou pior do que há cinco anos? Érica Tavares: É sempre difícil responder a essa pergunta, que me é feita muitas vezes, porque um dos grandes desafios que nós temos é a análise de dados e informação [que não existem]. Para fazermos uma análise&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/falta-de-dados-trava-combate-a-crimes-ambientais-em-angola-diz-ambientalista/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>ANM enfrenta acusações por falhas no controle do ouro na Amazônia</title>
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					<pubDate>26 Ago 2026 07:25:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Garimpo, Mineração e Ouro]]>
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							<![CDATA[<p>O MPF quer saber: como apenas 1 hectare de garimpo deu origem a 776 kg de ouro?</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/anm-enfrenta-acusacoes-por-falhas-no-controle-do-ouro-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">ANM enfrenta acusações por falhas no controle do ouro na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O Ministério Público Federal no estado do Amazonas está processando a Agência Nacional de Mineração (ANM) por suposta omissão na fiscalização da exploração de ouro na Amazônia. A ação foi ajuizada no início de julho. Poucos dias depois, em 21 de julho, a Justiça Federal atendeu a outra ação movida em 2021 por procuradores do Pará e determinou que a ANM ampliasse a fiscalização das permissões de lavra garimpeira (PLGs), mais conhecidas como garimpos. A ofensiva judicial ocorre na esteira de investigações sobre corrupção envolvendo altos dirigentes da agência acusados de favorecer empresas de mineração em Minas Gerais. A ANM é responsável por autorizar e fiscalizar as atividades de mineração no Brasil, incluindo as atividades de garimpo, sujeitas a regras ambientais mais brandas do que as da mineração industrial. Segundo os procuradores do MPF, a falta de fiscalização e de regras claras transformou as PLGs em mecanismos para lavagem do ouro extraído de terras indígenas e unidades de conservação de proteção integral, onde a atividade é proibida. A ação judicial é baseada em irregularidades constatadas em relatórios do Greenpeace e do Tribunal de Contas da União. &#8220;A permissão de garimpo deixou de servir ao pequeno garimpeiro e, em muitos casos, virou papel de fachada para lavar ouro explorado por organizações criminosas”, afirmou o procurador da República André Porreca, responsável pelo caso, no site do Ministério Público Federal. O município de Itaituba, no Pará, é conhecido como a capital do garimpo ilegal de ouro na Amazônia. Foto: Fernando Martinho. A ANM&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/anm-enfrenta-acusacoes-por-falhas-no-controle-do-ouro-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fungos não serão mais negligenciados, diz pesquisador</title>
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					<pubDate>25 Ago 2026 16:40:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mateus Mendonça]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
					</author>
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							<![CDATA[Bolsa Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental]]>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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							<![CDATA[Biodiversidade, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Entrevistas, Espécies Ameaçadas, Política Ambiental e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>A corrida do Brasil para catalogar fungos antes que desapareçam.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/fungos-nao-serao-mais-negligenciados-diz-pesquisador/" data-wpel-link="internal">Fungos não serão mais negligenciados, diz pesquisador</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A funga — termo que designa o conjunto de espécies de fungos de uma região, de forma similar à fauna para animais e à flora para plantas — foi, por muito tempo, esquecida nas políticas ambientais brasileiras. Esse cenário começou a mudar com a publicação da primeira lista nacional de fungos ameaçados, pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em junho deste ano. Com isso, 24 espécies passam a ter, pela primeira vez, o mesmo status legal de proteção hoje dado a plantas e animais. Um dos pesquisadores à frente desse processo é o professor Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, biólogo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que estuda fungos há anos, com foco em áreas de altitude, conservação de espécies e taxonomia. Ele também coordena o grupo de pesquisa MIND.Funga, dedicado a mapear a biodiversidade de macro e microfungos em ecossistemas ameaçados, como as matas nebulares.  O MIND.Funga também é responsável pela  Coleção de Fungos Ameaçados do Brasil (CFAB), primeira iniciativa do tipo no país, que se dedica à conservação da diversidade genética ex situ (fora do local de origem).  Para tirar a lista do papel, foi necessária uma articulação que reuniu o Grupo de Especialistas em Fungos do Brasil (BrazFunSG/IUCN) e o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). Esse avanço também foi impulsionado pela Rede de Taxonomistas da Funga do Brasil (Rede Funga), financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que engajou especialistas de diversas instituições do país para construir uma base&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/fungos-nao-serao-mais-negligenciados-diz-pesquisador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Monoculturas de açaí avançam em uma Amazônia cada vez mais quente e seca</title>
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					<pubDate>24 Ago 2026 08:00:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carla Ruas]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agroecologia, Agrofloresta, Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Clima, Comércio Internacional, Comida, Comunidades Tradicionais, Conservação, Extrativismo, Florestas, Produtos da Floresta, Socioambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>O mundo quer mais açaí. Mas o clima não ajuda. A resposta: açaizar a Amazônia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/monoculturas-de-acai-avancam-em-uma-amazonia-cada-vez-mais-quente-e-seca/" data-wpel-link="internal">Monoculturas de açaí avançam em uma Amazônia cada vez mais quente e seca</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[ACARÁ, PA — “Passei a vida inteira trabalhando com açaí. Eu sempre vivi disso.” O relato é de Eliseu Carvalho, de 57 anos, produtor tradicional que cultiva o fruto em uma área de várzea, próxima à casa onde mora, no município de Acará, no interior do Pará. Após um incêndio florestal afetar áreas próximas à sua comunidade, Eliseu passou a reavaliar sua relação com o trabalho. Ele já pensa em abandonar a coleta do açaí para criar peixes. A região onde fica Acará é um dos polos produtores de açaí do estado, concentrando milhares de pequenas produções artesanais em áreas de floresta e às margens dos rios. Em 2024, o município foi afetado por uma temporada recorde de incêndios na Amazônia. Mais de 18 milhões de hectares sucumbiram ao fogo naquele ano, segundo o MapBiomas. A maior parte das queimadas ocorreu em áreas florestais, onde vivem comunidades tradicionais. Eliseu conta que, naquele ano, assistiu às chamas arderem por mais de 20 dias, consumindo quase 30 hectares de floresta perto da sua residência. Segundo o agricultor, a vegetação tipicamente úmida ganhou aspecto seco devido às condições prolongadas de estiagem. “As chamas se espalharam pelas raízes e pela matéria orgânica”, disse à Mongabay. “Nós apagamos as chamas na superfície, mas elas continuaram queimando sob a terra.” O produtor de açaí Eliseu Carvalho mostra suas terras em Acará (PA). Foto: Carla Ruas. Quando os bombeiros voluntários conseguiram apagar o fogo, cerca de 2 hectares de açaizal já tinham ido ao chão. Eliseu estimou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/monoculturas-de-acai-avancam-em-uma-amazonia-cada-vez-mais-quente-e-seca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>El Niño: Moçambique busca financiamento contra riscos de seca severa</title>
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					<pubDate>20 Ago 2026 15:48:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Far Vubil]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Água, Alterações Climáticas, Aquecimento global, Comida, Governança, Mudanças climáticas, Recursos hídricos e Seca]]>
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							<![CDATA[<p>Seca severa é prevista para a partir de outubro e Moçambique corre contra o tempo para financiar ações emergenciais.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/el-nino-mocambique-busca-financiamento-contra-riscos-de-seca-severa/" data-wpel-link="internal">El Niño: Moçambique busca financiamento contra riscos de seca severa</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Moçambique poderá enfrentar seca severa em alguns distritos do sul do país a partir de outubro, por causa do fenômeno El Niño, de acordo com o Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGRD). Em maio, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) já havia emitido um comunicado à imprensa prevendo os fortes efeitos do El Niño na época chuvosa, que vai de outubro a março. A estação chuvosa corre risco elevado de ser caracterizada por chuvas irregulares, com tendência a ficarem abaixo do normal, combinadas com temperaturas acima do normal nas regiões Sul e Central do país. Como resultado, a previsão é de um cenário de seca.  O diretor-geral do Inam, Adérito Aramuge, explicou que o El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, perturbando a circulação normal da atmosfera e afetando a dinâmica climática em todo o planeta. Na sequência do boletim emitido pelo Instituto, o CTGRD decidiu ativar, em julho, os chamados Planos Distritais de Ações Antecipadas (PAAs), ações de resposta à crise da seca em 10 distritos das províncias de Gaza e de Inhambane, no sul de Moçambique. Como parte das ações previstas, já estão sendo enviadas mensagens preventivas à população desses distritos, de modo a reduzir os impactos da seca. O plano também inclui a reabilitação de fontes de água para  consumo humano e para a agricultura e pecuária familiar de subsistência. Ainda serão implementadas medidas de proteção social — como transferências financeiras e assistência alimentar para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/el-nino-mocambique-busca-financiamento-contra-riscos-de-seca-severa/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Acidentes fatais com barcaças aumentam o medo sobre a expansão da hidrovia do Rio Madeira</title>
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					<pubDate>20 Ago 2026 07:00:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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										<author>
						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Água, Conflitos, Governança, Indígenas, Infraestrutura, Lei Ambiental, Poluição, Povos indígenas, Rios e Saúde]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Com as eleições de outubro, comunidades amazônicas temem que sua segurança seja trocada pelo crescimento acelerado do agronegócio.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/acidentes-fatais-com-barcacas-aumentam-o-medo-sobre-a-expansao-da-hidrovia-do-rio-madeira/" data-wpel-link="internal">Acidentes fatais com barcaças aumentam o medo sobre a expansão da hidrovia do Rio Madeira</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[CALAMA E PARAÍSO GRANDE, Rondônia e Amazonas — Uma mãe e seus três filhos morreram depois que uma barcaça carregada de soja colidiu com uma estrutura flutuante e destruiu completamente a casa onde viviam em 17 de janeiro de 2025, na comunidade ribeirinha de Urumatuba, à margem  do rio Madeira, na cidade de Maricoré, no Amazonas. Quatro meses depois, outra embarcação de carga atingiu três balsas de garimpo ancoradas na comunidade vizinha de Nova Catarina. O proprietário de uma das balsas de garimpo era o marido da mulher e pai das três crianças que morreram no acidente de janeiro, de acordo com o portal de notícias Fato Amazônico. A Mongabay estava fazendo reportagens em comunidades ribeirinhas na região da cidade de Humaitá, a 190 quilômetros a sudeste e rio abaixo de Manicoré, quando o segundo acidente ocorreu. Todos os entrevistados naquele e nos dias seguintes disseram que estavam apavorados com a ocorrência, além de afirmar que conheciam alguém que sofreu perdas ou morreu em colisões envolvendo barcaças de grãos no rio Madeira. &#8220;A gente está muito preocupado aqui na nossa comunidade a respeito dessas embarcações&#8221;, disse a agricultora Maria Delci Barros de Morais, de 59 anos, à Mongabay, na varanda de sua casa na comunidade ribeirinha de Paraíso Grande, localizada a 30 minutos de voadeira de Humaitá. &#8220;Já aconteceu de eles atropelarem até mesmo uma pessoa conhecida da gente.&#8221; Segundo ela, a barcaça esmagou o barco usado pela família como moradia. &#8220;Graças a Deus, não morreu ninguém.&#8221; De acordo com&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/acidentes-fatais-com-barcacas-aumentam-o-medo-sobre-a-expansao-da-hidrovia-do-rio-madeira/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>15 mil travessias, zero atropelamentos: como pontes salvam animais na Amazônia</title>
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					<pubDate>19 Ago 2026 10:50:51 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia e Mato Grosso]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Amazônia, Biodiversidade, Conservação de Florestas Tropicais, Estradas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Primatas e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>Como um projeto em Mato Grosso reduziu drasticamente o número de animais atropelados.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/15-mil-travessias-zero-atropelamentos-como-pontes-salvam-animais-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">15 mil travessias, zero atropelamentos: como pontes salvam animais na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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																					<content:encoded>
							<![CDATA[Era por volta das 7h da manhã, havia uma forte neblina, e o biólogo Gabriel Falquetto já tinha visto alguns animais atropelados na rodovia ES-164, no Espírito Santo. Ele estava a caminho da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Kaetés, na Mata Atlântica, onde trabalha com monitoramento da fauna e de atropelamentos na região. De repente, avistou no asfalto o corpo de um primata sem vida. Era um sagui-da-serra-claro (Callithrix flaviceps), espécie classificada como criticamente em perigo pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Estima-se que restem cerca de 2.500 indivíduos em vida livre. É um dos primatas mais ameaçados do planeta. “Foi extremamente doloroso e desanimador. Nós percorremos essa região diariamente monitorando a fauna e comemoramos cada encontro com grupos de saguis-da-serra-claro na floresta”, contou Gabriel à Mongabay. “Encontrar um indivíduo nessas condições causa um sentimento de tristeza e impotência. Além da perda daquele animal, o episódio nos lembra dos impactos que nossas atividades causam sobre a biodiversidade.” A cerca de 2.900 km dali, no município de Alta Floresta, no extremo norte de Mato Grosso, casos como o do atropelamento do sagui-da-serra-claro, ocorrido em junho deste ano, não são registrados desde 2024. Desde então, foram instaladas oito pontes de dossel para conectar trechos de floresta fragmentada na estrada de acesso à cidade. Imagens de armadilhas fotográficas revelaram que, em 15 meses, as passagens aéreas de fauna proporcionaram 15 mil travessias seguras de animais arborícolas. E nenhum atropelamento. Instalação das primeiras pontes de dossel em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/15-mil-travessias-zero-atropelamentos-como-pontes-salvam-animais-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>42 km de estrada ilegal desapareceram sob a floresta no Xingu; saiba por que</title>
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					<pubDate>18 Ago 2026 10:30:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Áreas Protegidas, Conflitos, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Emissões de carbono, Florestas, Florestas Tropicais, Imagens de Satélite, Madeira, Madeireiras, Mineração, Motores do Desmatamento e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>A floresta volta a cobrir uma estrada aberta pelo garimpo e revela o que está em jogo nas eleições deste ano.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/apos-operacao-floresta-engole-estrada-ilegal-no-xingu/" data-wpel-link="internal">42 km de estrada ilegal desapareceram sob a floresta no Xingu; saiba por que</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em 2022, uma estrada ilegal com extensão equivalente a uma maratona completa, cortando duas áreas de proteção integral na Amazônia brasileira, ameaçou fazer aquilo que os ambientalistas mais temiam: partir ao meio o Corredor Xingu de Diversidade Socioambiental, um mosaico de territórios indígenas e unidades de conservação que abrange cerca de 26 milhões de hectares entre o norte de Mato Grosso e o sul do Pará. Quatro anos depois, imagens de satélite revelaram que a estrada de 42,8 quilômetros sumiu, engolida pela floresta que voltou a crescer — algo raro de se ver na região. Seu desaparecimento contraria tudo o que costuma acontecer quando uma estrada surge na Amazônia. “Aqui, a estrada é o começo de tudo, o começo da devastação”, disse à Mongabay Bruno Ferreira, pesquisador da organização de conservação Imazon, que integra a rede de mapeamento MapBiomas. Em geral, as estradas amazônicas dão origem a uma série de novos ramais (legais ou ilegais) que brotam da via principal, criando o padrão de “espinha de peixe” nas imagens de satélite. Estudos do Imazon indicam que 95% do desmatamento na Amazônia acontece a até 5,5 km das estradas — o que significa que a pecuária e a extração ilegal de madeira teriam sido praticamente impossíveis de conter caso essa estrada tivesse se consolidado. Para as organizações que monitoram a região do rio Xingu, um dos principais afluentes do Amazonas, a inutilização dessa estrada é a prova de que a aliança entre a sociedade civil e um governo disposto a agir&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/apos-operacao-floresta-engole-estrada-ilegal-no-xingu/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Indústria de energia ignora impacto ambiental e impulsiona data centers no Brasil</title>
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					<pubDate>17 Ago 2026 10:03:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Francisco AmorimLaís MartinsNaira Hofmeister]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Energia, Energia limpa, Energia renovável, Energias renováveis, Povos Tradicionais e Recursos hídricos]]>
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							<![CDATA[<p>Empresas de energia querem vender o excedente a data centers. Parte da conta pode sobrar para você.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/industria-de-energia-ignora-impacto-ambiental-e-impulsiona-data-centers-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Indústria de energia ignora impacto ambiental e impulsiona data centers no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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																					<content:encoded>
							<![CDATA[Esta reportagem foi publicada em parceria com Intercept Brasil e produzida com o apoio do AI Accountability Network do Pulitzer Center O apetite global por inteligência artificial está levando o Brasil a protagonizar um movimento inédito no mundo no setor de data centers. Enquanto ao redor do planeta as big techs sofrem para encontrar energia para alimentar instalações onde armazenam e processam dados, no Brasil a história se inverte: quem projeta data centers para consumir eletricidade é a própria indústria de energia — mais precisamente a de energia renovável. Um levantamento realizado por Intercept Brasil e Mongabay mostrou que 65% dos pedidos de conexão de data centers à rede básica de energia protocolados junto ao Ministério de Minas e Energia até dezembro de 2025 partiram de empresas de energia renovável. Até esta data, foram registrados 68 pedidos de conexão em 37 municípios brasileiros. Um conjunto de fatores explica esse fenômeno, a começar pelo volume extraordinário de eletricidade necessário para fazer funcionar os data centers. A Agência Internacional de Energia projeta que o consumo global de energia de data centers deve dobrar nos próximos anos, podendo chegar a 945 TWh até 2030, o equivalente a todo o consumo do Japão — a inteligência artificial responderá por 40% do total. Com uma matriz energética majoritariamente renovável, o Brasil se tornou um destino atrativo para os empreendimentos. “Somos um grande celeiro de oportunidades para quem quer investir na descarbonização das matrizes [energéticas]”, propagandeou o ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/industria-de-energia-ignora-impacto-ambiental-e-impulsiona-data-centers-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Sobre o legado da Mongabay</title>
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					<pubDate>14 Ago 2026 10:02:24 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rhett Ayers Butler]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Global]]>
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							<![CDATA[Ambientalistas, Conservação, Política Ambiental, Responsabilidade Ambiental e Socioambiental]]>
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							<![CDATA[<p>Quando a persistência revela o que parecia invisível.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/sobre-o-legado-da-mongabay/" data-wpel-link="internal">Sobre o legado da Mongabay</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Costumam me perguntar qual é o legado da Mongabay, ou qual poderá vir a ser. A pergunta geralmente parte da premissa de que um quarto de século de publicações deveria resultar em uma resposta clara e bem definida. Não é assim. A Mongabay não começou com uma teoria sobre como transformar a mídia, nem com a ambição de redefinir o jornalismo ambiental. Ela começou com um site, um fascínio por florestas tropicais e a percepção de que grande parte da história ambiental do planeta recebia uma cobertura deficiente — quando recebia alguma. O jornalismo ambiental é muito anterior à Mongabay. Suas raízes estão na literatura de história natural, nas reportagens investigativas e no jornalismo de defesa de causas, cada um com suas próprias tradições e seus pontos fortes. A Mongabay não inventou esse campo. O que ela fez, aos poucos e, por vezes, sem intenção, foi ocupar um espaço que muitos veículos maiores vinham deixando para trás: uma cobertura contínua e detalhada sobre ecossistemas e comunidades distantes dos centros de poder, produzida a partir da premissa de que esses lugares eram relevantes por si mesmos. Durante boa parte de sua existência, a Mongabay se concentrou no que acontece nas margens da atenção global. Florestas tropicais, recifes de coral, pesca em pequenas ilhas, territórios indígenas e fronteiras de mineração distantes raramente recebem tanta atenção quanto eleições, guerras ou crises financeiras. Ainda assim, esses lugares costumam estar no centro dos riscos planetários. Fazer uma boa cobertura deles exige tempo, conhecimento local e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/sobre-o-legado-da-mongabay/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como o etnobotânico indígena Pataxó HãHãHãi e anciãos registraram o conhecimento medicinal de seu povo na Bahia</title>
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					<pubDate>13 Ago 2026 07:00:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Karla Mendes]]>
					</author>
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							<![CDATA[América, América Do Sul, América Latina, Bahia e Brasil]]>
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							<![CDATA[Áreas Protegidas, Ativismo, Biodiversidade, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Cultura Indígena, Indígenas, Medicina tradicional, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Saúde, Socioambiental e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à [&#8230;]</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à Mongabay, em sua horta com várias plantas medicinais em sua terra ancestral no sul da Bahia. Ao lado da anciã indígena do povo Kariri-Sapuyá está uma grandiosa árvore embaúba (Cecropia pachystachya), usada para tratar diabetes e problemas de próstata. “Era ali a nossa mata… Derrubaram tudo. Tudo foi descampado aqui. E acabaram com a mata.” Dona Marta contou que algumas espécies nativas como a embaúba foram plantadas no quintal de sua casa na aldeia Caramuru há 44 anos, no processo de retomada do território. Outras, no entanto, desapareceram nas últimas décadas, quando invasores entraram na área e derrubaram florestas para dar lugar a pastagens de gado, acrescentou. Ela lamentou o sumiço de uma planta específica: puaia, usada para tratar dor de barriga, cansaço, picadas de cobra, peste — uma doença que, segundo os anciãos, provocava febre, dores de cabeça, e deixava o corpo todo retorcido  — e outras enfermidades. “Ficava ali na mata&#8221;, lembrou Dona Marta, apontando para as montanhas desmatadas. “Acabou tudo.” Em 27 de dezembro de 2025, Dona Marta faleceu. Seu conhecimento, no entanto, está vivo em um artigo publicado no Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine que a citou, de autoria do etnobotânico&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-o-primeiro-etnobotanico-indigena-e-anciaos-registraram-o-conhecimento-medicinal-de-seu-povo-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Da indústria à mesa, macroalgas ganham espaço no Brasil</title>
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					<pubDate>12 Ago 2026 17:34:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Comida, Comunidades Tradicionais, Oceanos, Pesca, Povos Tradicionais e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Em Paraty (RJ), uma família caiçara transformou o cultivo de algas em gastronomia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/da-industria-a-mesa-macroalgas-ganham-espaco-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Da indústria à mesa, macroalgas ganham espaço no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Aparecida Rosa Ayres costuma dizer que conhece algas marinhas desde que estava no ventre da mãe, por conta das histórias que ela contava. Diz que sua mãe, quando criança, usava algas como cabelos nas brincadeiras na praia. Hoje com 47 anos, Aparecida, de origem caiçara, deu novo sentido às algas: são o ingrediente principal do Rancho Ayres, seu restaurante na praia de São Gonçalo, em Paraty, no Rio de Janeiro. As algas da infância da mãe eram as nativas da baía da Ilha Grande, mas o que virou comida nas mãos da cozinheira foi uma espécie de origem filipina, a macroalga Kappaphycus alvarezii, que ela conheceu em 2013. Oito anos depois, ela participou de um curso de capacitação, oferecido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a prefeitura de Paraty, sobre os usos potenciais da algicultura na bioeconomia da região. Desse curso surgiu o Algas na Mesa Paraty, uma iniciativa que combina o que ela chama de “gastronomia algácea” e resgate histórico nas praias de São Gonçalo e São Gonçalinho. “Nós somos filhas das águas, nascemos no maritório, então o uso das algas vem como uma forma de resistência e permanência para preservar o território”, conta Aparecida, que descende de uma das famílias caiçaras tradicionais deslocadas de suas casas na faixa de areia durante a construção da Rodovia Rio-Santos (BR-101), realizada entre 1969 e 1975. As praias, porém, continuaram sendo usadas pelos caiçaras para trabalho e lazer, e foi ali que as famílias ergueram os chamados ranchos, estruturas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/da-industria-a-mesa-macroalgas-ganham-espaco-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Antas, morcegos e ninhos: como o plástico se infiltra na fauna amazônica</title>
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					<pubDate>11 Ago 2026 10:00:31 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Microplásticos na Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Aves, Fauna, Insetos, Mamíferos, Peixes, Poluição e Rios]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Na foz do Amazonas, aves já constroem ninhos azuis com plástico descartado.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/antas-morcegos-e-ninhos-como-o-plastico-se-infiltra-na-fauna-amazonica/" data-wpel-link="internal">Antas, morcegos e ninhos: como o plástico se infiltra na fauna amazônica</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Esta é a terceira e última reportagem de uma série especial sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira e a segunda reportagens. MANAUS, AM — Saindo da capital amazonense e subindo o rio Negro de barco, o percurso até o Parque Nacional de Anavilhanas leva de oito a nove horas, ao longo de aproximadamente 100 quilômetros. A unidade de conservação foi criada para proteger um dos maiores arquipélagos de água doce do mundo, com mais de 400 ilhas e 60 lagos. Entre eles está o lago do Prato, com cerca de 3,5 quilômetros de comprimento e 1,5 quilômetro de largura. Mesmo ali, em uma área protegida e distante da pressão urbana, microplásticos foram encontrados no trato digestivo dos peixes. Um recente estudo registrou microplásticos nas águas do lago do Prato em concentração média de 0,25 partículas por litro, e também nos peixes analisados, independentemente de seus hábitos alimentares — uma média de 3,3 partículas por peixe. No total, cerca de oito em cada dez peixes continham microplásticos. Mesmo em uma área conservada e afastada dos centros urbanos. “Devido a toda a dinâmica de conectividade que existe entre os ambientes aquáticos na Amazônia, encontra-se o plástico até mesmo nos lugares mais remotos”, explica o biólogo Adalberto Val, um dos autores do trabalho. O caminho provável do plástico começa antes do lago. A maioria das partículas encontradas nos peixes analisados era formada por filamentos de poliamida, também conhecida como náilon, além de fragmentos de materiais como o PET. Fibras de roupas sintéticas,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/antas-morcegos-e-ninhos-como-o-plastico-se-infiltra-na-fauna-amazonica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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