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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Mercúrio ameaça mais de 160 comunidades na bacia do rio Beni, na Bolívia</title>
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					<pubDate>12 Out 2026 18:06:39 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Iván Paredes Tamayo]]>
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							<![CDATA[<p>A Mongabay constatou que 39 comunidades na Bolívia sofrem intoxicação por mercúrio e outras 125 enfrentam risco semelhante.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/mercurio-ameaca-mais-de-160-comunidades-na-bacia-do-rio-beni-na-bolivia/" data-wpel-link="internal">Mercúrio ameaça mais de 160 comunidades na bacia do rio Beni, na Bolívia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Gilberto Vaca Muiba teme que o mercúrio acumulado em seu corpo acabe lhe tirando a vida. Ainda assim, o medo não muda sua rotina: ele pega a velha vara de pescar, caminha até o rio e espera pacientemente pela refeição do dia. Ajoelhado em uma das margens do rio Beni, na Amazônia boliviana, Muiba aguarda que um peixe morda a isca para levar comida para casa. É uma tarde de julho na comunidade boliviana de Puerto Yumani, e ele acaba de fisgar um pequeno surubim. O peixe provavelmente está contaminado por mercúrio, mas ele o leva à mesa mesmo assim. Puerto Yumani é uma das cinco comunidades indígenas visitadas pela Mongabay ao longo de um trecho de 41 quilômetros do rio Beni. As outras quatro são Carmen Soledad e Puerto Motor, no município de Rurrenabaque, departamento de Beni, e Eyiyoquibo e Buena Vista, em San Buenaventura, no norte do departamento de La Paz. Todos esses territórios, pertencentes aos povos indígenas Tacana, Leco e Ese Ejja, estão expostos à contaminação por mercúrio que chega pelo rio. Por isso, o Beni é visto de duas formas: fonte de sustento das comunidades e origem de muitos de seus males. “Nós comemos peixe todos os dias, é nossa dieta comum, porque comprar carne ou frango é caro demais para nós. Nos rios, nós temos o nosso alimento, mas é exatamente esse alimento que está contaminado. E nós estamos sofrendo por causa disso”, disse Guido Alfaro, presidente da Central de Povos Indígenas de La Paz&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/mercurio-ameaca-mais-de-160-comunidades-na-bacia-do-rio-beni-na-bolivia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tubarão-anjo é vendido livremente no RS apesar da proibição do Ibama</title>
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					<pubDate>02 Out 2026 10:12:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[Alimentação, Alimentos, Fauna, Fauna marinha, Oceanos, Peixes e Pesca]]>
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							<![CDATA[<p>O que os gaúchos comem como peixe-anjo na verdade é tubarão ameaçado de extinção.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/tubarao-anjo-e-vendido-livremente-no-rs-apesar-da-proibicao-do-ibama/" data-wpel-link="internal">Tubarão-anjo é vendido livremente no RS apesar da proibição do Ibama</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[“Boa escolha!”, disse o funcionário de uma das bancas de peixe do Mercado Público de Porto Alegre, quando perguntado sobre o peixe-anjo. “Esse sai bastante. É bem bom, e sem espinho.” O mesmo produto estava à venda em pelo menos outras quatro peixarias do tradicional mercadão da capital gaúcha, a um preço atrativo que variava entre 30 e 37 reais o quilo. O problema é que o anjo não é peixe, e sim tubarão. Mais especificamente, o nome se refere a três das espécies de tubarão mais ameaçadas do mundo, e cuja pesca é proibida no Brasil: Squatina guggenheim, conhecida como cação-anjo-espinhoso, Squatina occulta, também chamada de cação-anjo-liso, e Squatina argentina, ou peixe-anjo-argentino. Por muitos anos, o governo brasileiro autorizou a importação de tubarão-anjo dos países vizinhos. Segundo dados da Receita Federal obtidos pela Mongabay através da Lei de Acesso à Informação, 48 toneladas de carne de Squatina guggenheim e 194,6 toneladas de Squatina argentina entraram no Brasil entre janeiro de 2021 e 10 de setembro de 2026, totalizando 242,6 toneladas. A maioria das cargas veio da Argentina, ingressando no país pelas aduanas de São Borja e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina. Uma vez no Brasil, o produto importado se misturava a grandes quantidades de pescado ilegal. “Havia um esquentamento do produto capturado ilegalmente no Brasil com notas fiscais de importação,” explicou à Mongabay o analista ambiental e agente de fiscalização do Ibama em Porto Alegre, Luiz Eduardo Bonilha. No início de 2026,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/tubarao-anjo-e-vendido-livremente-no-rs-apesar-da-proibicao-do-ibama/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo no rio Araguaia aponta que desmatamento pode elevar contaminação de mercúrio em peixes</title>
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					<pubDate>28 Set 2026 07:06:38 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Amaitê Santos]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
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							<![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista Environmental Geochemistry and Health encontrou concentrações elevadas de mercúrio em diferentes espécies de peixes do Lago Puruzinho, em Humaitá (AM), na bacia do rio Madeira, e em lagos de várzea da bacia do rio Araguaia. O trabalho identificou um padrão que chama atenção: sinais de biomagnificação do mercúrio também foram [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/estudo-no-rio-araguaia-aponta-que-desmatamento-pode-elevar-contaminacao-de-mercurio-em-peixes/" data-wpel-link="internal">Estudo no rio Araguaia aponta que desmatamento pode elevar contaminação de mercúrio em peixes</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Um estudo publicado na revista Environmental Geochemistry and Health encontrou concentrações elevadas de mercúrio em diferentes espécies de peixes do Lago Puruzinho, em Humaitá (AM), na bacia do rio Madeira, e em lagos de várzea da bacia do rio Araguaia. O trabalho identificou um padrão que chama atenção: sinais de biomagnificação do mercúrio também foram observados nos peixes do Araguaia, onde a mineração de ouro teve episódios historicamente mais breves e espacialmente restritos.  A comparação sugere que a presença de mercúrio nos peixes pode estar relacionada não apenas à mineração de ouro, mas também a outras alterações ambientais, como o desmatamento e as queimadas. O resultado amplia a discussão sobre as possíveis fontes do contaminante e sobre a exposição de populações que dependem do pescado como alimento.  A pesquisa comparou peixes de duas bacias hidrográficas com históricos ambientais distintos. De um lado, o rio Madeira, na Amazônia, marcado por décadas de impactos associados ao garimpo, ao desmatamento e à construção de hidrelétricas. Do outro, o rio Araguaia, no Cerrado, onde o avanço da soja, da pecuária, do desmatamento e das queimadas transformou a paisagem.  Segundo o pesquisador Lucas Cabrera Monteiro, doutorando em Ecologia pela Universidade de Brasília (UnB), um dos autores do estudo, a comparação surgiu a partir de conversas com o professor Wanderley Rodrigues Bastos, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que pesquisa a presença de mercúrio na Amazônia. Bastos havia percebido que os níveis encontrados em peixes do Araguaia se aproximavam daqueles registrados no Madeira.  A diferença entre&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/estudo-no-rio-araguaia-aponta-que-desmatamento-pode-elevar-contaminacao-de-mercurio-em-peixes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Na Amazônia peruana, mercúrio do garimpo ameaça crianças e gestantes </title>
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					<pubDate>23 Set 2026 09:51:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Salazar Vega]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comida, Direitos humanos, Doenças, Garimpo, Mineração, Pesca, Poluição e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>MADRE DE DIOS, Peru — “Bayolet, minha filhinha, fez alguns exames quando tinha cinco anos”, disse Gladys Ordoñez, mãe e moradora da comunidade indígena Shintuya, às margens do rio Madre de Dios, na Amazônia peruana. “Ela já tinha desmaiado duas vezes na escola, mas não sabíamos qual era o motivo&#8230; Foi aí que encontraram o [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/na-amazonia-peruana-mercurio-do-garimpo-ameaca-criancas-e-gestantes/" data-wpel-link="internal">Na Amazônia peruana, mercúrio do garimpo ameaça crianças e gestantes </a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[MADRE DE DIOS, Peru — “Bayolet, minha filhinha, fez alguns exames quando tinha cinco anos”, disse Gladys Ordoñez, mãe e moradora da comunidade indígena Shintuya, às margens do rio Madre de Dios, na Amazônia peruana. “Ela já tinha desmaiado duas vezes na escola, mas não sabíamos qual era o motivo&#8230; Foi aí que encontraram o mercúrio.” Gladys ainda se lembra do grupo de “forasteiros” que chegou há uma década para coletar amostras de sangue e de cabelo. Semanas depois, eles voltaram com um alerta: o peixe consumido pela comunidade, principal fonte de alimento local, poderia estar contaminado. “Dissemos que não, que não podia ser”, disse María Santos, outra mãe que vive ali. “Aqui não extraímos ouro. Aqui não há mineração.” A origem, porém, não estava na aldeia. Na área de rio acima, o garimpo ilegal despejava mercúrio nos rios que cortam a região de Madre de Dios. Assim, os peixes entravam em contato com o metal pesado e desciam o curso d&#8217;água até chegarem ao prato de dezenas de famílias da comunidade. Onze anos depois, o problema continua. Bayolet, então uma criança pequena, hoje tem 16 anos. Cursando o ensino médio, ela disse que ainda enfrenta dificuldades para se concentrar nas aulas. Seu maior desejo é concluir os estudos e cursar enfermagem. Ela se lembra do cansaço constante em sala de aula, da fadiga e da fraqueza. No entanto, após o diagnóstico de exposição ao mercúrio, Bayolet disse ter recebido apenas tratamento para anemia. Bayolet tinha apenas cinco anos quando&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/na-amazonia-peruana-mercurio-do-garimpo-ameaca-criancas-e-gestantes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Rio cercado: marisqueiras de Sergipe lutam por acesso ao manguezal</title>
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					<pubDate>08 Set 2026 12:02:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Alimentação, Comunidades Tradicionais, Direitos humanos, Extrativismo, Manguezais, Oceanos, Pesca, Povos Tradicionais e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Enquanto a cidade avança sobre o mangue, as mulheres que dele vivem reivindicam reconhecimento.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/rio-cercado-marisqueiras-de-sergipe-lutam-por-acesso-ao-manguezal/" data-wpel-link="internal">Rio cercado: marisqueiras de Sergipe lutam por acesso ao manguezal</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Vemos metade do corpo de Adriana Hora dos Santos fora d’água: o cabelo escuro preso numa trança única, braços e tórax cobertos pela blusa de lycra cor-de-rosa. A lama do mangue onde pisa chega à altura das coxas. Com um facão de pouco mais de 40 centímetros, ela tira dezenas de ostras das raízes retorcidas, num ritmo cadenciado: nem muito rápido, nem muito devagar. Na margem oposta ao rio Vaza-Barris, os prédios de Aracaju, capital de Sergipe, parecem de outro mundo. Aqui, só ouvimos o marulho da água, o golpe da lâmina e a voz de Adriana: Sou, sou Marisqueira / Rainha do mangue, sou guerreira! / Sou, sou Marisqueira / Mulher de luta, batalhadeira / É o vento que me dá / É o rio, é o mangue, é o mar / Dói o peito, rio cercado / Dói o peito não ter pescado / Vem, mulher, lute, emancipe / Somos as marisqueiras de Sergipe! É o hino do Movimento das Marisqueiras de Sergipe (MMS), coletivo auto-organizado de mulheres que há anos resiste a um processo contínuo de degradação ambiental e apagamento cultural. Atuando como guardiãs do mangue, realizam um trabalho de conservação ambiental ao mesmo tempo em que enfrentam ameaças que colocam em risco sua sobrevivência. Escutar uma marisqueira é escutar muitas: os verbos quase vêm sempre no plural. &#8220;Sempre estamos em bando&#8221;, diz Adriana. E foi em bando que fomos apresentados ao mangue. O mangue como refúgio  O dia começa conforme o horário da maré e só&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/rio-cercado-marisqueiras-de-sergipe-lutam-por-acesso-ao-manguezal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixe com mercúrio faz famílias ribeirinhas da Amazônia mudarem refeições</title>
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					<pubDate>31 Ago 2026 07:31:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Indígenas, Peixes, Pesca, Poluição, Povos indígenas, Povos Tradicionais e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>LAGO DO PURUZINHO/TI KARIPUNA/CALAMA, Amazonas e Rondônia — Ao redor de um lago de águas claras com abundância de peixes, está situada a comunidade Lago do Puruzinho, na Amazônia, um território que, à primeira vista, assemelha-se a um paraíso. Localizada a apenas 20 quilômetros da cidade de Humaitá, no estado do Amazonas, é uma área [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/peixe-com-mercurio-faz-familias-ribeirinhas-da-amazonia-mudarem-refeicoes/" data-wpel-link="internal">Peixe com mercúrio faz famílias ribeirinhas da Amazônia mudarem refeições</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[LAGO DO PURUZINHO/TI KARIPUNA/CALAMA, Amazonas e Rondônia — Ao redor de um lago de águas claras com abundância de peixes, está situada a comunidade Lago do Puruzinho, na Amazônia, um território que, à primeira vista, assemelha-se a um paraíso. Localizada a apenas 20 quilômetros da cidade de Humaitá, no estado do Amazonas, é uma área onde coexistem permanentemente dois sons: o canto de aves como o japu — de plumagem preta com bico amarelo, que voa em busca de árvores frutíferas — e o som estrondoso dos motores das embarcações que sulcam o rio Madeira. Durante décadas, os cerca de 170 residentes da comunidade ribeirinha se alimentaram de todo tipo de peixe do lago, mas isso mudou quando conheceram a palavra mercúrio e souberam das grandes quantidades do metal pesado que a mineração ilegal de ouro joga no Madeira. Este rio, que alimenta as águas do lago Puruzinho, recebe a cada ano entre 10 e 50 toneladas de mercúrio, que são liberadas pelas dragas que extraem ouro dia e noite. &#8220;Deu muito mercúrio mesmo no nosso cabelo [por causa] do peixe, que é o tucunaré, que a gente come muito&#8221;, conta Maria Rogelina Soares da Silva dos Santos, pescadora e dona de casa, na porta de sua casa, situada na margem do lago Puruzinho. &#8220;Foi um baita susto.&#8221; Ela se refere aos estudos da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), dos quais ela participa ativamente há 26 anos. As pesquisas, que investigam como a contaminação por mercúrio afeta os peixes e,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/peixe-com-mercurio-faz-familias-ribeirinhas-da-amazonia-mudarem-refeicoes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Da indústria à mesa, macroalgas ganham espaço no Brasil</title>
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					<pubDate>12 Ago 2026 17:34:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Comida, Comunidades Tradicionais, Oceanos, Pesca, Povos Tradicionais e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Em Paraty (RJ), uma família caiçara transformou o cultivo de algas em gastronomia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/da-industria-a-mesa-macroalgas-ganham-espaco-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Da indústria à mesa, macroalgas ganham espaço no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Aparecida Rosa Ayres costuma dizer que conhece algas marinhas desde que estava no ventre da mãe, por conta das histórias que ela contava. Diz que sua mãe, quando criança, usava algas como cabelos nas brincadeiras na praia. Hoje com 47 anos, Aparecida, de origem caiçara, deu novo sentido às algas: são o ingrediente principal do Rancho Ayres, seu restaurante na praia de São Gonçalo, em Paraty, no Rio de Janeiro. As algas da infância da mãe eram as nativas da baía da Ilha Grande, mas o que virou comida nas mãos da cozinheira foi uma espécie de origem filipina, a macroalga Kappaphycus alvarezii, que ela conheceu em 2013. Oito anos depois, ela participou de um curso de capacitação, oferecido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a prefeitura de Paraty, sobre os usos potenciais da algicultura na bioeconomia da região. Desse curso surgiu o Algas na Mesa Paraty, uma iniciativa que combina o que ela chama de “gastronomia algácea” e resgate histórico nas praias de São Gonçalo e São Gonçalinho. “Nós somos filhas das águas, nascemos no maritório, então o uso das algas vem como uma forma de resistência e permanência para preservar o território”, conta Aparecida, que descende de uma das famílias caiçaras tradicionais deslocadas de suas casas na faixa de areia durante a construção da Rodovia Rio-Santos (BR-101), realizada entre 1969 e 1975. As praias, porém, continuaram sendo usadas pelos caiçaras para trabalho e lazer, e foi ali que as famílias ergueram os chamados ranchos, estruturas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/da-industria-a-mesa-macroalgas-ganham-espaco-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico</title>
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					<pubDate>23 Jul 2026 07:03:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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							<![CDATA[<p>Esta é a segunda reportagem de uma série especial em três partes sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira aqui. MANAUS, AM — Nas águas amazônicas, o pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que consegue viver entre dois mundos. Na escassez de oxigênio, como é típico de lagos de várzea, o gigante sobe à superfície [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/" data-wpel-link="internal">Nos rios da Amazônia, peixes já respiram e ingerem plástico</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Esta é a segunda reportagem de uma série especial em três partes sobre microplásticos na Amazônia. Leia a primeira aqui. MANAUS, AM — Nas águas amazônicas, o pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que consegue viver entre dois mundos. Na escassez de oxigênio, como é típico de lagos de várzea, o gigante sobe à superfície para respirar o ar. Ao longo de uma linhagem com pelo menos 100 milhões de anos, o pirarucu desenvolveu uma bexiga natatória modificada, capaz de funcionar como um pulmão primitivo. Essa adaptação rara permitiu a ele a vantagem de poder ocupar ambientes que são severos para outros peixes. Hoje, porém, a mesma adaptação que permite sua sobrevivência o torna vulnerável a uma outra ameaça: a poluição por microplásticos. “O ambiente amazônico já é altamente desafiador”, afirma Adalberto Val, biólogo e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (INCT-Adapta). “Aqui temos temperaturas altas, baixos níveis de oxigênio na água… Os organismos já respondem a esses desafios da forma que eles aprenderam durante o processo evolutivo. Então, começamos a acrescentar desafios novos, como é o plástico.” Quando respirar vira um risco Os pirarucus são incapazes de sobreviver mais de dez minutos sem subir à superfície para respirar. Para isso, usam o órgão de respiração aérea ligado à sua bexiga natatória modificada. Essa necessidade os coloca em contato direto com microplásticos que flutuam na água. Com base nos conhecimentos já estabelecidos sobre a espécie, Se microplásticos invadirem o órgão de respiração&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/nos-rios-da-amazonia-peixes-ja-respiram-e-ingerem-plastico/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia</title>
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					<pubDate>26 Jun 2026 10:18:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[<p>MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de praias à beira de um lago com espelho d’água estimado entre 20 e 25 km², o grupo havia recolhido uma caçamba cheia de resíduos plásticos. Antes desta, ação semelhante realizada em junho 2023 havia coletado outras duas caçambas. A experiência do grupo ajudou a dimensionar o resultado da pesquisa de mestrado de Eletuza Uchôa Farias: metade dos peixes coletados no lago, pertencentes a duas espécies de jaraqui (Semaprochilodus insignis e Semaprochilodus taeniurus), havia ingerido microplásticos. Uma vez no organismo, as partículas podem permanecer no trato intestinal, alcançar outros tecidos e órgãos e circular pela cadeia alimentar, da base aos peixes predadores — até chegar, potencialmente, ao ser humano. O jaraqui é o peixe mais consumido no estado do Amazonas. Todas as partículas encontradas no intestino dos peixes eram fibras: filamentos finos e alongados, com tamanho entre 0,5 e 4,37 milímetros. A maior parte delas, 85,7%, foi identificada como poliamida, um polímero amplamente utilizado pela indústria têxtil por sua resistência e flexibilidade. O entorno do Puraquequara é habitado por comunidades sem atendimento adequado de saneamento básico. Na prática, a água de pias, tanques e máquinas de lavar roupa é descartada diretamente nos corpos d’água, o que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/dos-igarapes-aos-manguezais-microplasticos-contaminam-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Entre baleias, corais e petróleo, Abrolhos luta por mais proteção</title>
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					<pubDate>22 Jun 2026 19:45:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Aquecimento global, Áreas Protegidas, Aves, Biodiversidade, Clima, Comunidades Tradicionais, Demarcação Territorial, Fauna marinha, Oceanos, Parques Nacionais, Peixes e Pesca]]>
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							<![CDATA[<p>CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e a especulação imobiliária. Esses elementos têm algo em comum: podem impactar bancos de coral, ilhas oceânicas, manguezais e outros habitats onde vivem mais de 500 espécies animais. Além de servir de casa para peixes, invertebrados, tartarugas-marinhas e aves, as águas de Abrolhos são berçário de cetáceos, como as baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae). Entre junho e novembro, esses animais migram da Antártica para a região em busca de um ambiente mais cálido para se reproduzir e criar seus filhotes. Frente à lista de ameaças ao bioma costeiro, uma força-tarefa científica, lançada em março de 2026, busca concluir, até dezembro, uma proposta que poderia ampliar os limites geográficos do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos — a única unidade de conservação integral da região. A iniciativa é da organização ambientalista WWF-Brasil, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Para isso, o WWF promoveu uma expedição ao Arquipélago dos Abrolhos, localizado dentro dos limites do parque. Lá, especialistas, jornalistas e lideranças comunitárias puderam discutir sobre as áreas naturais que ainda carecem de proteção. Criado em 1983, o parque dos Abrolhos é o primeiro parque nacional marinho do Brasil. No entanto, os seus 882 km² de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/entre-baleias-corais-e-petroleo-abrolhos-luta-por-mais-protecao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“Essa hidrovia vai matar o pescador”, dizem ribeirinhos do Rio Tocantins</title>
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					<pubDate>27 Mai 2026 08:44:14 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiffany Higgins]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, Infraestrutura, Peixes, Pesca e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>ITUPIRANGA, Pará – Ronaldo Macena e Erlan Moraes, lideranças de comunidades ribeirinhas cujas famílias vivem há gerações da pesca no Pedral do Lourenção, trecho rochoso que faz parte do Rio Tocantins, no sudeste do Pará, sentiram-se esperançosos em setembro, quando um juiz federal visitou suas vilas. Por várias gerações, disse Macena ao juiz, os povos [&#8230;]</p>
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]]>
						</description>
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							<![CDATA[ITUPIRANGA, Pará – Ronaldo Macena e Erlan Moraes, lideranças de comunidades ribeirinhas cujas famílias vivem há gerações da pesca no Pedral do Lourenção, trecho rochoso que faz parte do Rio Tocantins, no sudeste do Pará, sentiram-se esperançosos em setembro, quando um juiz federal visitou suas vilas. Por várias gerações, disse Macena ao juiz, os povos do território ribeirinho do Pedral do Lourenção, como eles o chamam, prosperaram em seus trechos cheios de pedras. Ali, eles obtêm não apenas renda e meios de subsistência dignos, mas também identificação cultural por meio da pesca nos pedregosos cânions subaquáticos que chegam a atingir 80 metros de profundidade. Porém, no momento em que o governo federal busca abrir uma nova hidrovia no rio, seus direitos têm sido sistematicamente violados, disse Macena, por um governo que não os tratou como povos tradicionais com “cultura, tradições e linguajar” distintos, e sim juntou os ribeirinhos aos povos urbanos, com os registros oficiais praticamente ignorando seus saberes tradicionais, sua pesca e mesmo sua existência. Os órgãos federais responsáveis pelo projeto planejam explodir o leito rochoso do Pedral do Lourenção, como é chamado pelos ribeirinhos (formalmente conhecido como Pedral do Lourenço). Seria um primeiro passo para a criação de uma hidrovia no Rio Tocantins, cujo objetivo é ampliar as exportações de grãos, minerais e gado. O projeto está sendo executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com estudos da consultoria DTA Engenharia. Para transformar o rio em uma hidrovia, as autoridades decidiram dinamitar as rochas em um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/essa-hidrovia-vai-matar-o-pescador-dizem-ribeirinhos-do-rio-tocantins/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O que está em jogo nos recifes da Amazônia ameaçados pelo petróleo</title>
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					<pubDate>18 Mai 2026 12:17:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Biodiversidade, Fauna marinha, Oceanos, Pesca e recifes de coral]]>
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							<![CDATA[<p>Quando se fala em Amazônia, as referências sempre são em superlativos: a maior floresta tropical do mundo, a maior faixa contínua de manguezais do planeta, o maior rio em volume de água e extensão da Terra (o Amazonas, no caso). Por isso, qualquer tipo de atividade exploratória na região, e seus possíveis impactos sobre esse [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/o-que-esta-em-jogo-nos-recifes-da-amazonia-ameacados-pelo-petroleo/" data-wpel-link="internal">O que está em jogo nos recifes da Amazônia ameaçados pelo petróleo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Quando se fala em Amazônia, as referências sempre são em superlativos: a maior floresta tropical do mundo, a maior faixa contínua de manguezais do planeta, o maior rio em volume de água e extensão da Terra (o Amazonas, no caso). Por isso, qualquer tipo de atividade exploratória na região, e seus possíveis impactos sobre esse ecossistema tão único, é vista com muita preocupação. É o que vem acontecendo com a prospecção realizada pela Petrobras na chamada Margem Equatorial Brasileira, área que compreende a faixa litorânea e oceânica entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, e engloba a Bacia da Foz do Amazonas. A licença ambiental para a estatal brasileira iniciar a pesquisa em busca de petróleo e gás natural foi dada pelo Ibama em outubro de 2025, após diversos pedidos negados anteriormente, forte pressão política, inclusive do próprio presidente Lula, e muitas críticas de ambientalistas e organizações da sociedade civil. Um dos pontos mais sensíveis levantados por especialistas para questionar a operação da Petrobras seria a presença do Sistema Recifal da Amazônia, a menos de 40 km do bloco FZA-M-59, onde está em curso a perfuração do poço Morpho. Conhecido desde os anos 1970, o sistema recifal amazônico só foi descrito oficialmente por um grupo de pesquisadores brasileiros em 2016. No ano seguinte, um navio de pesquisa da organização Greenpeace, equipado com um pequeno submarino, foi à região e divulgou ao mundo as raras imagens desse ambiente, que ocupa uma área estimada de 9,5 mil km², e funciona&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/o-que-esta-em-jogo-nos-recifes-da-amazonia-ameacados-pelo-petroleo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sem energia prometida por Belo Monte, comunidades geram sua própria eletricidade</title>
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					<pubDate>14 Mai 2026 15:56:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jorge C. Carrasco]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Belo Monte, 10 anos]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Comunidades Tradicionais, Energia, Hidrelétricas, Infraestrutura, Pesca e Rios]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Quando o governo brasileiro aprovou a construção do complexo hidrelétrico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o megaprojeto prometia transformar o panorama energético nacional e local, gerando uma grande oferta de energia limpa para abastecer indústrias, iluminar residências e levar desenvolvimento a comunidades isoladas que, historicamente, tinham pouco ou nenhum [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/sem-energia-prometida-por-belo-monte-comunidades-geram-sua-propria-eletricidade/" data-wpel-link="internal">Sem energia prometida por Belo Monte, comunidades geram sua própria eletricidade</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Quando o governo brasileiro aprovou a construção do complexo hidrelétrico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o megaprojeto prometia transformar o panorama energético nacional e local, gerando uma grande oferta de energia limpa para abastecer indústrias, iluminar residências e levar desenvolvimento a comunidades isoladas que, historicamente, tinham pouco ou nenhum acesso à energia elétrica. No entanto, quase uma década após o início das operações da quarta maior usina hidrelétrica do mundo, em 2016, a realidade é diferente. Comunidades vulneráveis que dependiam da pesca foram severamente afetadas economicamente, e muitas famílias ribeirinhas continuam sem conexão à rede elétrica ou pagam algumas das contas de luz mais altas do país. Um estudo publicado em 2024 por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), identificou, por meio de uma pesquisa domiciliar com 500 famílias em Altamira, no Pará, que a grande maioria delas (86,8%) sofreu um impacto negativo nos preços da energia elétrica após a construção de Belo Monte. A pesquisa reforça as evidências de que não só o “progresso energético” prometido no passado nunca se concretizou, mas também que as tarifas dispararam, enquanto as comunidades que vivem à sombra da maior barragem da Amazônia ainda enfrentam apagões e custos proibitivos. Vista geral do sistema de energia solar após a instalação na comunidade de Porto Rico, na região de Santarém, no Pará. Foto cedida por Renato&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/sem-energia-prometida-por-belo-monte-comunidades-geram-sua-propria-eletricidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Seca no Rio Xingu expõe limites de Belo Monte frente à crise climática</title>
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					<pubDate>23 Abr 2026 08:22:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
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							<![CDATA[<p>As maiores usinas hidrelétricas da Amazônia estão se tornando cada vez mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e Belo Monte pode estar dando o alerta mais evidente até agora. Construída no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, sudoeste do Pará, após anos de debate sobre seus impactos ambientais e a confiabilidade de sua [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As maiores usinas hidrelétricas da Amazônia estão se tornando cada vez mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e Belo Monte pode estar dando o alerta mais evidente até agora. Construída no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, sudoeste do Pará, após anos de debate sobre seus impactos ambientais e a confiabilidade de sua geração de energia, a megausina enfrenta um problema que seus projetistas não conseguiram resolver por meio da engenharia: a escassez de água. Dois estudos publicados no final de 2025 reforçam as evidências dessa situação — um elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e outro pelo Escritório Federal de Pesquisa Energética (EPE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Sob perspectivas diferentes, ambos os relatórios concluem que as mudanças climáticas estão remodelando de forma fundamental os sistemas hídricos e energéticos do país e exigindo adaptações urgentes, já que 43,7% da energia do Brasil provém de usinas hidrelétricas. O relatório da ANA e da UFRGS alerta que as usinas hidrelétricas da região amazônica podem perder até 40% de sua capacidade de geração de energia nos próximos 20 a 30 anos, caso o planejamento continue a ser baseado em dados históricos de vazão dos rios, em vez de projeções ajustadas ao clima atual. A bacia do Rio Xingu, em particular, enfrentará estações secas significativamente mais longas e intensas nas próximas décadas. As vazões máximas dos rios&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/seca-no-rio-xingu-expoe-limites-de-belo-monte-frente-a-crise-climatica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expedição cruza o Brasil atrás de microplásticos em moluscos; veja as descobertas</title>
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					<pubDate>17 Abr 2026 08:33:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Thamys Trindade]]>
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							<![CDATA[<p>Foram quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades — começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões, ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de uma pesquisa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Foram quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades — começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões, ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de uma pesquisa inédita sobre a presença de microplásticos nesses organismos. A missão se provaria mais do que necessária: segundo os resultados iniciais do estudo, quase 70% dos moluscos analisados continham microplásticos. E nenhum ponto de coleta do litoral brasileiro estava livre de contaminação. A situação é preocupante, pois envolve riscos ambientais e sanitários. Além de desempenharem um papel ecológico fundamental enquanto filtradores, esses animais fazem parte da alimentação de milhares de brasileiros, todos os dias — o que levanta questões sérias sobre segurança alimentar. A expedição científica realizada por terra entre maio e julho de 2024 foi idealizada pelo Instituto Voz dos Oceanos, um movimento global de combate à poluição plástica, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), a Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano e o Centro de Referência para Quantificação e Tipificação do Lixo do Mar (CeLMar), também da USP. Durante o percurso, uma pergunta atravessou o caminho da equipe: como tornar visível aquilo que não se vê? Talvez fosse necessário aprender outras formas de olhar o invisível. Pesquisadoras da expedição costeira fotografam moluscos na praia. Imagem cedida por Thamys Trindade. Acompanhei a expedição como documentarista. A bióloga marinha Marilia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/expedicao-cruza-o-brasil-atras-de-microplasticos-em-moluscos-veja-as-descobertas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pesca artesanal no Rio usa energia solar buscando autonomia e menos poluição</title>
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					<pubDate>15 Abr 2026 07:20:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>RIO DE JANEIRO — “Eu trabalhei por dois anos com um gerador e, mesmo antes do projeto, já tinha desistido dele. Não aguentava mais respirar aquele ar poluente e ter aquele barulho no ouvido”, disse Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/pesca-artesanal-no-rio-usa-energia-solar-buscando-autonomia-e-menos-poluicao/" data-wpel-link="internal">Pesca artesanal no Rio usa energia solar buscando autonomia e menos poluição</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[RIO DE JANEIRO — “Eu trabalhei por dois anos com um gerador e, mesmo antes do projeto, já tinha desistido dele. Não aguentava mais respirar aquele ar poluente e ter aquele barulho no ouvido”, disse Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Aos 57 anos de idade — sendo mais de 30 deles como pescador —, Paulo contou que não sabe viver sem seu trabalho. “A gente aprende a pescar com os mais velhos e acaba entrando nesse ramo mesmo sem querer. Foi natural. E, quando eu vi, já estava envolvido na pesca o tempo todo.” Nos últimos tempos, uma mudança positiva passou a cercar as pescarias de Paulo: elas estão mais sustentáveis graças ao uso de painéis solares para geração de eletricidade, o que também garante maior segurança e rentabilidade a quem trabalha no mar. Isso ocorre graças a projetos como o SustentaMar. Financiada por recursos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC Frade), cuja administração financeira está sob a gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a iniciativa, aprovada em 2024, surgiu do anseio de melhorar a captura de lula — hoje o principal tipo de pescado para os profissionais vinculados à organização presidida por Paulo. A pesca artesanal dos moluscos marinhos é feita à noite, quando os cardumes são atraídos pela luz dos holofotes. Até boa parte de 2025, ano em que o projeto passou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/pesca-artesanal-no-rio-usa-energia-solar-buscando-autonomia-e-menos-poluicao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes migratórios colapsam e colocam a Amazônia no centro da crise</title>
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					<pubDate>07 Abr 2026 14:29:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Animais, Clima, Conservação, Energia, Espécies Ameaçadas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Mudanças climáticas, Peixes, Pesca, Rios e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce”. Na abertura do evento, Rita Mesquita, secretária de Biodiversidade, Florestas e Direito dos Animais do Ministério do Meio Ambiente, logo avisou: “Os números são de gelar a espinha.” As cifras às quais ela se referia indicavam uma redução de 81% na população mundial dos peixes migratórios de água doce desde os anos 1970. Rita foi convidada a endereçar os delegados da 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas (COP15) sobre Espécies Migratórias (CMS), que ocorreu entre os dias 23 e 29 de março em Campo Grande. Esta foi a primeira vez em muitos anos que estudiosos se debruçaram sobre dados globais da ictiofauna. A última avaliação tinha sido realizada em 2011, quando o número de espécies avaliadas era de 3 mil. Nesta nova rodada, 15 mil foram avaliadas. Deste total, 349 foram identificadas como migratórias. Entre essas espécies, 325 foram recomendadas pelos autores para serem inseridas nos apêndices da CMS. Entrar na lista desta convenção da ONU significa maior proteção, já que os países signatários se comprometem a adotar medidas de conservação. Atualmente, a CMS conta com 1.200 espécies migratórias listadas. A última entre as brasileiras a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/peixes-migratorios-colapsam-e-colocam-a-amazonia-no-centro-da-crise/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Perto de ‘morrer’, Rio Camarajipe leva esgoto e lixo ao mar que banha Salvador</title>
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					<pubDate>30 Mar 2026 07:54:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Doenças, Espécies Ameaçadas, Fauna marinha, Oceanos, Peixes, Pesca, recifes de coral, Rios, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital da Bahia. A lista inclui geladeira quebrada, pneu, armário, carrinho de supermercado, mesa, pedaços de plástico, colchão, roupas íntimas, fraldas, sapatos e até cadáveres humanos. Oficialmente, o Camarajipe ainda não foi classificado como “rio morto” — quando um corpo hídrico perde a capacidade de sustentar formas de vida —, mas apresenta estágio avançado de degradação ambiental e já opera, na prática, como mero condutor de esgoto a céu aberto, afetando a saúde da comunidade pesqueira e a vida marinha. Um dos principais destinos turísticos do Brasil no verão, em meio a suas festas populares e às altas temperaturas, a capital baiana sente os efeitos da poluição que chega ao mar pelo maior rio urbano da cidade, com cerca de 14 quilômetros de extensão. Ao todo, Salvador possui 12 bacias hidrográficas, e a do Rio Camarajipe (a terceira maior da cidade) abrange 42 bairros, com área de drenagem (onde as águas escoam naturalmente para o rio) total de 35,9 km². Enquanto as nascentes do rio estão em regiões periféricas, predominantemente residenciais, nas imediações do bairro de Pirajá, a foz fica em uma parte abastada da capital, como a região do bairro Costa Azul. “Hoje, é repugnante&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/perto-de-morrer-rio-camarajipe-leva-esgoto-e-lixo-ao-mar-que-banha-salvador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Albardão: como é o mais novo (e maior) parque nacional marinho do Brasil</title>
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					<pubDate>12 Mar 2026 07:14:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Cagiano]]>
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							<![CDATA[Conservação, Espécies Ameaçadas, Fauna marinha, Novas espécies, Oceanos, Peixes e Pesca]]>
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							<![CDATA[<p>ALBARDÃO, Rio Grande do Sul – No extremo sul do Brasil, onde a praia parece não ter fim e o vento modela dunas que avançam como organismos vivos, existe uma região tão isolada que, por décadas, quase não entrou nos mapas do debate ambiental. O Albardão, uma área marinha de inestimável riqueza em nutrientes, acaba [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/albardao-como-e-o-mais-novo-e-maior-parque-nacional-marinho-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Albardão: como é o mais novo (e maior) parque nacional marinho do Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[ALBARDÃO, Rio Grande do Sul – No extremo sul do Brasil, onde a praia parece não ter fim e o vento modela dunas que avançam como organismos vivos, existe uma região tão isolada que, por décadas, quase não entrou nos mapas do debate ambiental. O Albardão, uma área marinha de inestimável riqueza em nutrientes, acaba de se tornar o maior parque nacional marinho costeiro do país, com 1.004.480 hectares. Embora o Brasil tenha um dos litorais mais extensos do continente, com cerca de 7.500 km de costa, até então havia apenas três parques nacionais marinhos: Fernando de Noronha, Abrolhos e Ilha dos Currais, no Paraná. O decreto que criou o Parque Nacional do Albardão, publicado em 6 de março, também estabeleceu a Área de Proteção Ambiental do Albardão, com 55.983 hectares, no entorno da unidade. A medida veio em boa hora: essa região é palco de pressões crescentes provenientes da pesca industrial, da perspectiva de novos empreendimentos energéticos e de um turismo emergente e ainda desordenado. Entre a urgência ecológica e o apelo econômico, o Albardão tornou-se um laboratório vivo sobre os desafios de conservar ambientes marinhos em um século marcado pela aceleração das mudanças climáticas e da exploração intensiva dos oceanos e zonas costeiras. Diversidade na terra e no mar A diversidade da região, tanto do ponto de vista biológico quanto geológico, é imensa. A porção terrestre do parque nacional abriga dunas móveis, lagoas costeiras, banhados e uma extensa praia de cascalho coberta por depósitos milenares de conchas e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/albardao-como-e-o-mais-novo-e-maior-parque-nacional-marinho-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como botas de caubói estão financiando a pesca sustentável de pirarucu na Amazônia</title>
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					<pubDate>23 Fev 2026 08:37:10 +0000</pubDate>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Conservação, Florestas, Florestas Tropicais, Peixes, Pesca, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Habitante da Bacia Amazônica e um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é dotado de uma pele dura que o protege contra ataques de predadores aquáticos (como piranhas), mas que ao mesmo tempo é flexível. Essas características, combinadas com o desenho de suas escamas, em formato de diamante, vêm [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Habitante da Bacia Amazônica e um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é dotado de uma pele dura que o protege contra ataques de predadores aquáticos (como piranhas), mas que ao mesmo tempo é flexível. Essas características, combinadas com o desenho de suas escamas, em formato de diamante, vêm atraindo o interesse da indústria internacional da moda. O maior mercado da pele de pirarucu é o estado americano do Texas. Botas em estilo country produzidas com o material são fabricadas nos Estados Unidos e no México e vendidas por esses dois países — um nicho que ajuda a financiar a pesca sustentável das comunidades tradicionais do Amazonas. A carne é o principal produto de manejo do peixe, mas sua pele, que pesa no mínimo 10 quilos, é vendida por um preço maior: de R$ 170 a R$ 200. Seu uso é em calçados e acessórios da moda. “A venda da pele de pirarucu é fundamental para manter os R$ 10 por quilo pagos ao manejador”, diz Ana Alice Britto, coordenadora comercial da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc). “Ela também ajuda a pagar uma pequena parcela dos custos com logística, processamento e armazenamento.” Criada em 1994, a Asproc é a maior organização do Médio Juruá, no Amazonas, e representa 800 famílias de 61 comunidades ribeirinhas. No ano passado, a associação vendeu 180 toneladas de pirarucus manejados. A atividade comercial do peixe — que pode pesar até 200 quilos e medir 3 metros de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/como-botas-de-cauboi-estao-financiando-a-pesca-sustentavel-de-pirarucu-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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