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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Philip Fearnside completa 50 anos de pesquisa na Amazônia</title>
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					<pubDate>03 Set 2026 12:54:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rhett Butler]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia e Brasil]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Biodiversidade, Clima, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Conservação de Florestas Tropicais, Demarcação Territorial, Desmatamento, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Imagens de Satélite, Lei Ambiental, Motores do Desmatamento, Mudanças climáticas, Política Ambiental, Produtos da Floresta, Resiliência climática e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>A história de um pioneiro na pesquisa da Amazônia.</p>
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							<![CDATA[Em uma audiência pública realizada em setembro de 2021 em Manaus, Philip Fearnside leu uma declaração preparada para apresentar seus argumentos contra o reasfaltamento da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. Ele classificou o projeto como economicamente inviável, afirmou que o processo de licenciamento no Brasil era falho e alertou que a estrada provocaria um desmatamento “catastrófico”. A plateia começou a vaiar. Fearnside tentou seguir falando, em seu português com sotaque americano, por cima do barulho, até que alguém cortou seu microfone. Depois dele, falou Sérgio Kruke, do Movimento Conservador Amazonas, aliado declarado do então presidente Jair Bolsonaro. Kruke apontou para Fearnside e perguntou que direito um americano tinha de dizer aos brasileiros o que fazer com sua terra. Acrescentou que os brasileiros tinham o direito de derrubar todas as árvores da floresta, se assim quisessem. A plateia aplaudiu. “Esta casa é nossa!”, gritou Kruke. O clima foi completamente diferente no início de agosto no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Durante duas horas, pesquisadores e ex-alunos realizaram um evento em reconhecimento aos 50 anos de pesquisa de campo de Fearnside na Amazônia, trabalho que fez dele uma das principais autoridades científicas sobre a maior floresta tropical do planeta. O climatologista Carlos Nobre falou sobre como conheceu Fearnside no Inpa nos anos 1970, antes de sua própria carreira na área de estudos do clima decolar, e sobre a colaboração dos dois em medições pioneiras das trocas gasosas entre floresta e atmosfera. Susanna Hecht, professora da Universidade da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/philip-fearnside-completa-50-anos-de-pesquisa-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Falta de dados trava combate a crimes ambientais em Angola, diz ambientalista</title>
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					<pubDate>27 Ago 2026 07:52:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[David Tjyakala]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Ambientalistas, Ameaças às Florestas Tropicais, Ativismo, Entrevistas, Governança, Justiça Social, Mudanças climáticas e Responsabilidade Ambiental]]>
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							<![CDATA[<p>Angola enfrenta importantes desafios ambientais e o governo tem assumido compromissos em fóruns internacionais, como a implementação do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali, com enfoque na eliminação progressiva dos hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs) em 2030 e na redução dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) em 80% em 2045.  Apesar disso, as crises climáticas, como secas prolongadas que [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Angola enfrenta importantes desafios ambientais e o governo tem assumido compromissos em fóruns internacionais, como a implementação do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali, com enfoque na eliminação progressiva dos hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs) em 2030 e na redução dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) em 80% em 2045.  Apesar disso, as crises climáticas, como secas prolongadas que afetam a região Sul do país, a degradação dos solos e as inundações provocadas por chuvas intensas continuam a causar impactos sociais e econômicos significativos. Estima-se que mais de 2,2 milhões de pessoas sejam afetadas por estes fenômenos.  É neste contexto que ganha relevância a voz de uma nova geração de ambientalistas angolanos. Entre eles está Érica Tavares, de 29 anos. Ela estudou biologia ambiental na Universidade de Nottingham, no Reino Unido, e hoje se dedica à conservação ambiental e à mobilização da juventude em Angola. É cofundadora da organização não governamental (ONG) EcoAngola e tem estado na linha da frente da defesa das florestas, da educação ambiental e da participação dos jovens nos debates sobre sustentabilidade. Em entrevista à Mongabay Brasil, Érica comenta sua trajetória como ambientalista e os problemas ambientais que mais a preocupam. Mongabay: Como você descreveria a situação  do meio ambiente em Angola em 2026? Está melhor ou pior do que há cinco anos? Érica Tavares: É sempre difícil responder a essa pergunta, que me é feita muitas vezes, porque um dos grandes desafios que nós temos é a análise de dados e informação [que não existem]. Para fazermos uma análise&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/falta-de-dados-trava-combate-a-crimes-ambientais-em-angola-diz-ambientalista/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>El Niño: Moçambique busca financiamento contra riscos de seca severa</title>
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					<pubDate>20 Ago 2026 15:48:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Far Vubil]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Água, Alterações Climáticas, Aquecimento global, Comida, Governança, Mudanças climáticas, Recursos hídricos e Seca]]>
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							<![CDATA[<p>Seca severa é prevista para a partir de outubro e Moçambique corre contra o tempo para financiar ações emergenciais.</p>
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							<![CDATA[Moçambique poderá enfrentar seca severa em alguns distritos do sul do país a partir de outubro, por causa do fenômeno El Niño, de acordo com o Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGRD). Em maio, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) já havia emitido um comunicado à imprensa prevendo os fortes efeitos do El Niño na época chuvosa, que vai de outubro a março. A estação chuvosa corre risco elevado de ser caracterizada por chuvas irregulares, com tendência a ficarem abaixo do normal, combinadas com temperaturas acima do normal nas regiões Sul e Central do país. Como resultado, a previsão é de um cenário de seca.  O diretor-geral do Inam, Adérito Aramuge, explicou que o El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, perturbando a circulação normal da atmosfera e afetando a dinâmica climática em todo o planeta. Na sequência do boletim emitido pelo Instituto, o CTGRD decidiu ativar, em julho, os chamados Planos Distritais de Ações Antecipadas (PAAs), ações de resposta à crise da seca em 10 distritos das províncias de Gaza e de Inhambane, no sul de Moçambique. Como parte das ações previstas, já estão sendo enviadas mensagens preventivas à população desses distritos, de modo a reduzir os impactos da seca. O plano também inclui a reabilitação de fontes de água para  consumo humano e para a agricultura e pecuária familiar de subsistência. Ainda serão implementadas medidas de proteção social — como transferências financeiras e assistência alimentar para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/el-nino-mocambique-busca-financiamento-contra-riscos-de-seca-severa/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo aponta manguezais como aliados contra poluição por nitrogênio</title>
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					<pubDate>24 Jun 2026 12:52:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Brasil e Global]]>
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							<![CDATA[Biodiversidade, Créditos de carbono, Florestas Tropicais, Manguezais, Mudanças climáticas, Oceanos, Poluição e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Se forem restaurados e protegidos, os manguezais podem ajudar a sequestrar mais de 5 milhões de toneladas de poluição causada por nitrogênio em ecossistemas costeiros de todo o planeta, argumenta um estudo recente. Essa poluição geralmente é originada por fertilizantes sintéticos muito utilizados na agricultura ou por resíduos humanos que se infiltram nas fontes de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Se forem restaurados e protegidos, os manguezais podem ajudar a sequestrar mais de 5 milhões de toneladas de poluição causada por nitrogênio em ecossistemas costeiros de todo o planeta, argumenta um estudo recente. Essa poluição geralmente é originada por fertilizantes sintéticos muito utilizados na agricultura ou por resíduos humanos que se infiltram nas fontes de água. Pesquisadores analisaram dados sobre a remoção de nitrogênio no mundo e estimaram que os manguezais atualmente sequestram cerca de 870 mil toneladas por ano deste elemento. O estudo estimou que, se esses ecossistemas costeiros forem protegidos e restaurados, a produção poderia superar 5 milhões de toneladas anuais. Ainda segundo os pesquisadores, esse serviço ecossistêmico prestado pelos manguezais valeria US$ 8,7 bilhões (R$ 44 bilhões) por ano em créditos de nitrogênio. “Os manguezais representam uma solução natural de mitigação, poderosa e subestimada, para a poluição causada pelo nitrogênio”, escreveram os coautores do estudo, Ziyan Wang e Benoit Thibodeau, da Universidade Chinesa de Hong Kong. Wang e Thibodeau argumentam que a remoção de nitrogênio deveria ser tratada de forma semelhante ao armazenamento de carbono e sugerem a criação de um mercado de créditos de nitrogênio azul para ajudar a financiar soluções para a crise climática. Com base em projetos anteriores, eles estimaram que os créditos de nitrogênio seriam precificados em cerca de US$ 10 mil (R$ 50 mil) por tonelada. O valor total de um mercado de remoção de nitrogênio superaria em muito o do armazenamento de carbono em ecossistemas de mangue, segundo o estudo. O nitrogênio é um nutriente&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/estudo-aponta-manguezais-como-aliados-contra-poluicao-por-nitrogenio/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Aves migratórias enfrentam avanço do mar, do lixo e do calor no Brasil</title>
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					<pubDate>10 Jun 2026 07:52:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Rio Grande do Norte]]>
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							<![CDATA[<p>BACIA POTIGUAR, Rio Grande do Norte — Nas praias de estuários, onde o Oceano Atlântico se mistura às águas doces que brotam do subsolo dos manguezais, o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus) tem um único objetivo: se alimentar. Enquanto uma ave do grupo faz a vigília, as outras capturam, com seus bicos especializados e incansáveis, os mariscos, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/aves-migratorias-enfrentam-avanco-do-mar-do-lixo-e-do-calor-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Aves migratórias enfrentam avanço do mar, do lixo e do calor no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BACIA POTIGUAR, Rio Grande do Norte — Nas praias de estuários, onde o Oceano Atlântico se mistura às águas doces que brotam do subsolo dos manguezais, o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus) tem um único objetivo: se alimentar. Enquanto uma ave do grupo faz a vigília, as outras capturam, com seus bicos especializados e incansáveis, os mariscos, as ostras, os caracóis e as minhocas que habitam os solos lamosos. Logo chegará o momento de migrar — e é preciso dobrar de peso para aguentar a longa viagem. Após viverem cerca de oito meses (de setembro a abril) entre as áreas úmidas costeiras do litoral brasileiro e a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul, os maçaricos-de-papo-vermelho iniciam, a cada mês de maio, um longo voo de retorno ao Hemisfério Norte. No destino final, estão as regiões frias e desérticas da tundra ártica, especialmente ao norte do continente americano. É ali, entre junho e agosto, no verão setentrional, que ocorre o período reprodutivo. Mesmo antes da jornada começar, nas praias de Macau, Guamaré e Galinhos, municípios do litoral do Rio Grande do Norte que integram a Bacia Potiguar, já é possível assistir a um evento de preparação: as aves exibem no peito a coloração avermelhada, típica plumagem nupcial. Entre as aves migratórias, o maçarico é uma das que percorre as maiores distâncias: voa por cerca de seis dias e seis noites sem dormir, comer ou beber. Após deixar o Brasil, são cerca de 8 mil quilômetros percorridos até a próxima&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/aves-migratorias-enfrentam-avanco-do-mar-do-lixo-e-do-calor-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento e aquecimento podem causar mudanças irreversíveis na Amazônia até 2040</title>
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					<pubDate>05 Jun 2026 07:42:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Clima, Conservação, Desmatamento, Florestas e Mudanças climáticas]]>
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							<![CDATA[<p>Desmatamento e mudanças climáticas estão rapidamente empurrando a floresta amazônica rumo a um perigoso ponto de inflexão. A transformação da selva em savana pode chegar muito antes do que se imaginava. Esse é o alerta de um novo artigo, publicado na revista Nature. Caso o desmatamento chegue a uma extensão de 22% a 28% da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Desmatamento e mudanças climáticas estão rapidamente empurrando a floresta amazônica rumo a um perigoso ponto de inflexão. A transformação da selva em savana pode chegar muito antes do que se imaginava. Esse é o alerta de um novo artigo, publicado na revista Nature. Caso o desmatamento chegue a uma extensão de 22% a 28% da Amazônia, além de um aumento da temperatura entre 1,5 °C e 1,9 °C, o bioma pode alcançar um ponto sem volta já na década de 2040. Os pesquisadores concluíram que ultrapassar esse limiar de desmatamento e temperatura global poderia fazer com que mais de dois terços da floresta se degradassem ou se transformassem em um ecossistema de savana. Atualmente, cerca de 17% da Pan-Amazônia já foram desmatados, e tudo indica que a Terra irá ultrapassar o aquecimento de 1,5 °C acima dos níveis pré‐industriais. Estudos alertam que é cada vez mais provável que ultrapassemos 2°C de aquecimento até 2050. No pior dos casos, “esse limiar crítico [na Amazônia] poderia ser atingido já na década de 2040”, disse Nico Wunderling, autor principal do artigo e pesquisador do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, na Alemanha, em entrevista à Mongabay. “Embora eu seja um pouco mais otimista: se as atuais tendências [decrescentes] do desmatamento brasileiro continuarem, talvez não alcancemos [o ponto de inflexão] até meados do século.” “Podemos dizer com segurança que, quanto mais desmatamento ocorrer, mais baixo será esse limiar de aquecimento global”, disse Arie Staal, coautor do estudo e professor assistente na Universidade de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/desmatamento-e-aquecimento-podem-causar-mudancas-irreversiveis-na-amazonia-ate-2040/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Nem o futebol escapa: calor extremo coloca Copa do Mundo sob alerta</title>
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					<pubDate>01 Jun 2026 16:08:31 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[David Akana]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Enquanto torcedores se preparam para a Copa do Mundo de futebol, que começa na semana que vem, cientistas alertam para as perigosas ondas de calor que devem atingir os países-sede, em particular os Estados Unidos. Uma nova análise adverte que a probabilidade de altos níveis de calor e umidade é hoje duas vezes maior do [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Enquanto torcedores se preparam para a Copa do Mundo de futebol, que começa na semana que vem, cientistas alertam para as perigosas ondas de calor que devem atingir os países-sede, em particular os Estados Unidos. Uma nova análise adverte que a probabilidade de altos níveis de calor e umidade é hoje duas vezes maior do que na última Copa realizada nos Estados Unidos, em 1994, sobretudo em razão das mudanças climáticas. O estudo, conduzido pela iniciativa World Weather Attribution, concluiu que mais de duas dezenas de partidas deverão ser disputadas sob condições de estresse térmico. Algumas delas em estádios sem sistema de refrigeração. “As partidas deste verão serão disputadas em condições mais quentes, pondo em risco jogadores e torcedores”, disse Simon Stiell, Secretário Executivo da agência da ONU para Mudanças Climáticas, em declaração obtida pela Mongabay. Usando a Wet Bulb Globe Temperature (WBGT), índice que combina temperatura, umidade, luz solar e vento, os pesquisadores analisaram as condições previstas para diversas cidades-sede. Segundo eles, valores acima de 26 °C já são considerados de risco, enquanto níveis acima de 28 °C são inseguros para jogar. Durante o torneio, espera-se que 26 partidas atinjam ou ultrapassem a marca de 26 °C de WBGT, enquanto cinco devem superar o limiar de 28 °C. Em comparação, apenas três jogos registraram esse nível de calor durante a Copa de 1994. As cidades consideradas mais vulneráveis são Miami, Dallas, Filadélfia e Nova York, onde partidas disputadas à tarde e no início da noite coincidem com os períodos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/nem-o-futebol-escapa-calor-extremo-coloca-copa-do-mundo-sob-alerta/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Camarão gigante invasor avança sobre áreas protegidas no Brasil</title>
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					<pubDate>13 Mai 2026 07:10:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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							<![CDATA[<p>A presença sorrateira e cada vez mais persistente de uma espécie exótica nos ecossistemas costeiros do Brasil vem acendendo inúmeros alertas entre cientistas, pescadores e gestores ambientais: trata-se do camarão-gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii). Introduzido no país no final do século 20 para abastecer o crescente setor de aquicultura, o animal não se limita mais à criação [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A presença sorrateira e cada vez mais persistente de uma espécie exótica nos ecossistemas costeiros do Brasil vem acendendo inúmeros alertas entre cientistas, pescadores e gestores ambientais: trata-se do camarão-gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii). Introduzido no país no final do século 20 para abastecer o crescente setor de aquicultura, o animal não se limita mais à criação em cativeiro. Com o tempo, a espécie se estabeleceu em ambientes naturais extremamente sensíveis, incluindo áreas protegidas. Um estudo realizado por pesquisadores do Brasil e do Uruguai, publicado em fevereiro, revelou a dimensão do problema e esmiuçou os riscos ecológicos e ambientais associados à “invasão” do camarão gigante — aspectos negativos que, segundo os especialistas, podem se intensificar nos próximos anos. Liderada pelo oceanógrafo Edison Barbieri, diretor do Núcleo Regional de Pesquisa do Litoral Sul, do Instituto de Pesca de São Paulo, a pesquisa foi motivada pela preocupação crescente da comunidade científica diante das invasões biológicas em ecossistemas estuarinos. Esses sistemas, que também incluem os manguezais, estão localizados em áreas de transição entre rios e o oceano e são amplamente reconhecidos por sua biodiversidade. As zonas estuarinas servem como berçários para inúmeras espécies aquáticas, incluindo peixes e crustáceos cuja importância ecológica se soma ao seu potencial econômico. Ao mesmo tempo, esses ambientes transicionais delicados são suscetíveis à introdução de espécies exóticas, que passam a competir com a fauna nativa por diferentes recursos vitais. Segundo Barbieri, o estudo — conduzido entre 2015 e 2025 — partiu de uma constatação: ainda que o camarão intruso tivesse sido&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/camarao-gigante-invasor-avanca-sobre-areas-protegidas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>4 histórias que expõem a crise dos peixes na Amazônia</title>
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					<pubDate>05 Mai 2026 07:54:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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							<![CDATA[<p>Poluentes, secas e usinas hidrelétricas estão transformando de maneira irreversível os rios da Amazônia — e os seres que nelas vivem. Comunidades ribeirinhas e indígenas já vêm há tempos relatando o que só agora os cientistas começaram a comprovar: os peixes amazônicos estão mudando. Não só estão ficando mais escassos como também menores e, pior, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Poluentes, secas e usinas hidrelétricas estão transformando de maneira irreversível os rios da Amazônia — e os seres que nelas vivem. Comunidades ribeirinhas e indígenas já vêm há tempos relatando o que só agora os cientistas começaram a comprovar: os peixes amazônicos estão mudando. Não só estão ficando mais escassos como também menores e, pior, cheios de deformações. Sofre o ecossistema e sofrem também as populações que dependem da pesca para sobreviver. E, a julgar pelas poucas ações que vêm sendo tomadas em termos de garantia e de proteção, o cenário é pouco animador. As perspectivas de aquecimento do clima para os próximos anos tornam tudo ainda mais grave. A Mongabay mergulhou fundo nesse tema, que você pode acompanhar nesta série de reportagens a seguir. &nbsp; Pescadores ajudam cientistas a mapear prejuízos das barragens do Madeira para a pesca Um peixe capturado no Rio Madeira em uma balança eletrônica. Foto: Igor Hister Lourenço. Apontadas como sustentáveis por não recorrerem à queima de combustíveis fósseis, as usinas hidrelétricas também carregam uma série de riscos ambientais. Isso é perceptível na comunidade do Lago Puruzinho, no estado do Amazonas, onde a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau — no vizinho estado de Rondônia — mudou drasticamente a realidade do Rio Madeira, de seus arredores e de quem vive de seus recursos naturais. Assim, vendo-se diretamente afetados pela queda nos estoques de peixes como o pirarucu (Arapaima gigas) e o tambaqui (Colossoma macropomum), pescadores locais se aliaram aos cientistas. Essa união de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/4-historias-que-expoem-a-crise-dos-peixes-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Seca no Rio Xingu expõe limites de Belo Monte frente à crise climática</title>
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					<pubDate>23 Abr 2026 08:22:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
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							<![CDATA[<p>As maiores usinas hidrelétricas da Amazônia estão se tornando cada vez mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e Belo Monte pode estar dando o alerta mais evidente até agora. Construída no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, sudoeste do Pará, após anos de debate sobre seus impactos ambientais e a confiabilidade de sua [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As maiores usinas hidrelétricas da Amazônia estão se tornando cada vez mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e Belo Monte pode estar dando o alerta mais evidente até agora. Construída no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, sudoeste do Pará, após anos de debate sobre seus impactos ambientais e a confiabilidade de sua geração de energia, a megausina enfrenta um problema que seus projetistas não conseguiram resolver por meio da engenharia: a escassez de água. Dois estudos publicados no final de 2025 reforçam as evidências dessa situação — um elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e outro pelo Escritório Federal de Pesquisa Energética (EPE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Sob perspectivas diferentes, ambos os relatórios concluem que as mudanças climáticas estão remodelando de forma fundamental os sistemas hídricos e energéticos do país e exigindo adaptações urgentes, já que 43,7% da energia do Brasil provém de usinas hidrelétricas. O relatório da ANA e da UFRGS alerta que as usinas hidrelétricas da região amazônica podem perder até 40% de sua capacidade de geração de energia nos próximos 20 a 30 anos, caso o planejamento continue a ser baseado em dados históricos de vazão dos rios, em vez de projeções ajustadas ao clima atual. A bacia do Rio Xingu, em particular, enfrentará estações secas significativamente mais longas e intensas nas próximas décadas. As vazões máximas dos rios&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/seca-no-rio-xingu-expoe-limites-de-belo-monte-frente-a-crise-climatica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes migratórios colapsam e colocam a Amazônia no centro da crise</title>
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					<pubDate>07 Abr 2026 14:29:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
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							<![CDATA[<p>O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce”. Na abertura do evento, Rita Mesquita, secretária de Biodiversidade, Florestas e Direito dos Animais do Ministério do Meio Ambiente, logo avisou: “Os números são de gelar a espinha.” As cifras às quais ela se referia indicavam uma redução de 81% na população mundial dos peixes migratórios de água doce desde os anos 1970. Rita foi convidada a endereçar os delegados da 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas (COP15) sobre Espécies Migratórias (CMS), que ocorreu entre os dias 23 e 29 de março em Campo Grande. Esta foi a primeira vez em muitos anos que estudiosos se debruçaram sobre dados globais da ictiofauna. A última avaliação tinha sido realizada em 2011, quando o número de espécies avaliadas era de 3 mil. Nesta nova rodada, 15 mil foram avaliadas. Deste total, 349 foram identificadas como migratórias. Entre essas espécies, 325 foram recomendadas pelos autores para serem inseridas nos apêndices da CMS. Entrar na lista desta convenção da ONU significa maior proteção, já que os países signatários se comprometem a adotar medidas de conservação. Atualmente, a CMS conta com 1.200 espécies migratórias listadas. A última entre as brasileiras a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/peixes-migratorios-colapsam-e-colocam-a-amazonia-no-centro-da-crise/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fé contra o fogo: na Amazônia, ex-seminarista se junta à luta perpétua contra os incêndios</title>
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					<pubDate>05 Mar 2026 07:56:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carla Ruas]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Clima, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Mudanças climáticas e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>ACARÁ, Pará — Em agosto de 2024, uma queimada se alastrou pelo município paraense de Acará, localizado na porção oeste da Amazônia. Edson Abreu dos Santos, de 48 anos, atual coordenador municipal da Defesa Civil, já sabia: seria preciso agir rápido, já que sua cidade não contava com corpo de bombeiros, caminhões-pipa nem helicópteros para combater [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[ACARÁ, Pará — Em agosto de 2024, uma queimada se alastrou pelo município paraense de Acará, localizado na porção oeste da Amazônia. Edson Abreu dos Santos, de 48 anos, atual coordenador municipal da Defesa Civil, já sabia: seria preciso agir rápido, já que sua cidade não contava com corpo de bombeiros, caminhões-pipa nem helicópteros para combater os incêndios. Ao mesmo tempo, como as chamas margeavam o Rio Itapecuru, em locais só acessados por barcos, tampouco adiantaria acionar o apoio de veículos terrestres. De forma improvisada, Edson montou um centro de operações em uma casa ribeirinha. Da sacada, por mensagem, pediu ajuda a dezenas de moradores da comunidade; mais de cem de seus vizinhos responderam ao chamado e, pouco a pouco, aportaram no local em suas rabetas — como a linguagem popular chama os barcos motorizados de madeira utilizados para se locomover pelos sinuosos rios amazônicos. O coordenador, então, pediu que os voluntários enchessem galões de 20 litros (ou carotes, como são chamados por lá), com água do rio. Em fila única, os voluntários carregaram os recipientes nos ombros por quase 1 quilômetro, adentrando a mata. E assim, jogavam o que conseguiam para combater as chamas, um pouco por vez. Muitos percorriam o caminho de chinelos, enquanto os homens tiravam a camisa diante do calor insuportável. O trabalho árduo conteve o fogo até a chegada de 30 bombeiros acionados em Macarena, uma cidade vizinha a cerca de 100 quilômetros. A equipe chegou com bombas costais, uma motobomba e uma única mangueira. Com&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/fe-contra-o-fogo-na-amazonia-ex-seminarista-se-junta-a-luta-perpetua-contra-os-incendios/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>O que os anéis das árvores revelam sobre as mudanças climáticas na Amazônia</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2026/01/o-que-os-aneis-das-arvores-revelam-sobre-as-mudancas-climaticas-na-amazonia/</link>
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					<pubDate>06 Jan 2026 11:09:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Luís Patriani]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Clima, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Mudanças climáticas e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>No ano de 2024, a Amazônia sentiu os efeitos de uma das piores estiagens, se não a pior, de sua história. O nível do Rio Amazonas atingiu 12,68 metros, o menor índice desde que as medições começaram a ser feitas no porto de Manaus, em 1902. Foi ainda pior que a de 2023, quando as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No ano de 2024, a Amazônia sentiu os efeitos de uma das piores estiagens, se não a pior, de sua história. O nível do Rio Amazonas atingiu 12,68 metros, o menor índice desde que as medições começaram a ser feitas no porto de Manaus, em 1902. Foi ainda pior que a de 2023, quando as altas temperaturas do Lago Tefé causaram a mortandade de botos. Impulsionada pela intensificação dos fenômenos El Niño e La Niña, que alteram as temperaturas da superfície dos oceanos e interferem na circulação atmosférica, além do notório desmatamento, estaria a região da bacia hidrográfica do Amazonas secando como um todo? Com pouca informação de dados disponíveis na região, um grupo de cientistas das universidades de Leeds e Leicester, na Inglaterra, e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no Brasil, foi em busca de respostas que as próprias árvores da floresta amazônica poderiam contar. Os pesquisadores se debruçaram no estudo da cronologia dos anéis de crescimento, formados anualmente nos troncos das árvores. Conhecido como dendrocronologia, o método — que, além de determinar a idade de uma árvore, pode reconstruir condições climáticas do passado — revelou um problema ainda mais complexo. O que se nota, segundo os pesquisadores, é a variação extrema da sazonalidade das chuvas nas últimas quatro décadas, bagunçando o ciclo hidrológico com estações chuvosas cada vez mais volumosas e estações secas cada vez mais severas. Pesquisador retira amostra de jatobá (Hymenaea courbaril) no sul da Amazônia para estudo. Foto: Peter Groenendyk. “A ideia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/o-que-os-aneis-das-arvores-revelam-sobre-as-mudancas-climaticas-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O primeiro anfíbio do mundo que parou uma hidrelétrica agora encara a crise climática</title>
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					<pubDate>08 Dez 2025 07:29:51 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>ARVOREZINHA, RS – O sapinho-admirável-de-barriga-vermelha tem o tamanho de um polegar, mas carrega feitos de gigante: em 2014, impediu a construção de uma pequena central hidrelétrica que ameaçava modificar para sempre seu único habitat. Endêmico de um pequeno trecho do Rio Forqueta, no município de Arvorezinha, interior do Rio Grande do Sul, o Melanophryniscus admirabilis é [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ARVOREZINHA, RS – O sapinho-admirável-de-barriga-vermelha tem o tamanho de um polegar, mas carrega feitos de gigante: em 2014, impediu a construção de uma pequena central hidrelétrica que ameaçava modificar para sempre seu único habitat. Endêmico de um pequeno trecho do Rio Forqueta, no município de Arvorezinha, interior do Rio Grande do Sul, o Melanophryniscus admirabilis é uma das espécies mais raras e ameaçadas do planeta. Recentemente, após as enchentes que devastaram o estado em 2024, pesquisadores retornaram a esse refúgio para avaliar se o sapinho que um dia parou uma hidrelétrica sobreviveu à força das águas. Em outubro de 2025, quase um ano e meio depois do maior desastre climático do Rio Grande do Sul, me juntei à equipe de pesquisadores para documentar o que havia restado do pequeno habitat onde vivem pouco mais de de mil sapinhos-admiráveis . O destino era o Perau de Janeiro – uma dobra escondida de rochas e mata úmida. O lugar, cercado por plantações de fumo e pastos, parece um cenário comum de floresta visto do alto, mas basta descer uma trilha íngreme para o ar mudar. O cheiro de musgo, o brilho do lajedo molhado, o som do fluxo severo do rio que se acaba em uma cachoeira: foi ali que o sapinho barrou o progresso. E era ali que queríamos ver se ele ainda vocalizava. A pesquisadora Michelle Abadie com o sapinho-admirável-de-barriga-vermelha. Foto: Thamys Trindade. Perau de Janeiro, em Arvorezinha (RS), habitat do sapinho-admirável. Foto: Thamys Trindade. Descrito pela ciência em 2006, o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/o-primeiro-anfibio-do-mundo-que-parou-uma-hidreletrica-agora-encara-a-crise-climatica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novo acordo visa agilizar esforços de proteção da floresta amazônica</title>
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					<pubDate>01 Dez 2025 10:26:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Abhishyant Kidangoor]]>
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							<![CDATA[<p>Um novo acordo que visa agilizar o monitoramento e a proteção da floresta amazônica foi anunciado na última Cúpula do Clima, a COP30. A Declaração de Mamirauá é um “compromisso unificado para proteger a inigualável biodiversidade e patrimônio cultural da Amazônia&#8221;. Trinta organizações de todo o mundo assinaram o acordo em um evento que ocorreu [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um novo acordo que visa agilizar o monitoramento e a proteção da floresta amazônica foi anunciado na última Cúpula do Clima, a COP30. A Declaração de Mamirauá é um “compromisso unificado para proteger a inigualável biodiversidade e patrimônio cultural da Amazônia&#8221;. Trinta organizações de todo o mundo assinaram o acordo em um evento que ocorreu durante a cúpula. O Instituto Mamirauá, a Universidade Politécnica da Catalunha e a Fundação XPRIZE lideraram os esforços para coordenar e promover a declaração. “A declaração é um chamado para reunir governos, ONGs, povos indígenas, comunidades locais e o setor privado para medir o pulso da floresta”, disse Emiliano Ramalho, diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá, à Mongabay. “Olhando de cima, é possível dizer que a floresta está ali, mas para ver se ela está pulsando ou não, é preciso ir até lá e monitorar, e essa é a ideia-chave da declaração.” Sob uma estrutura unificado, a declaração tem como objetivo reunir iniciativas de longo prazo, porém dispersas, que vêm monitorando a floresta amazônica há anos. Um de seus maiores destaques é a participação ativa de povos indígenas e de comunidades locais nos esforços de monitoramento. A declaração também pede mais capacitação nos países que compõem a Bacia Amazônica. A declaração foi assinada por trinta organizações de todo o mundo para agilizar o monitoramento da biodiversidade na Floresta Amazônica. Imagem cedida pela Fundação XPRIZE. “Normalmente, são instituições do Norte Global obtendo dados do Sul Global e analisando esses dados”, disse Ramalho. “Precisamos promover a análise de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/novo-acordo-visa-agilizar-esforcos-de-protecao-da-floresta-amazonica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Adotem os alimentos “azuis” como estratégia climática na COP30, dizem ministros da pesca (artigo)</title>
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					<pubDate>11 Nov 2025 18:05:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André de Paula e Salvador Malheiro]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Biodiversidade, Clima, Conservação, Mudanças climáticas, Oceanos, Peixes, Pesca, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. No Brasil, os alimentos aquáticos sustentam mais de 3 milhões de famílias, com o consumo de peixe inteiro, cru, chegando a 800 gramas por dia na Amazônia — que acolhe pela primeira vez as negociações climáticas da ONU em sua cidade-porta de Belém. Mas, à medida que nosso sistema global de alimentos entra sob pressão crescente — das mudanças climáticas às transformações na dieta —, também reconhecemos que os alimentos azuis desempenham um papel crucial na construção de sistemas alimentares mais resilientes, adaptáveis e nutricionalmente equilibrados. Barcos pesqueiros como este providenciam grande parte dos alimentos aquáticos mundiais, mas são apenas parte do panorama geral. Foto: Nicolas Job / Ocean Image Bank. O setor de alimentos azuis, que engloba a pesca em ambiente natural e a aquicultura de peixes, moluscos, algas e outras plantas e animais aquáticos, é bem conhecido por fornecer fontes ricas de proteína e micronutrientes essenciais — como vitamina B12, ferro, zinco e ácidos graxos ômega-3 —, cruciais para combater a desnutrição, que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. No entanto, esse setor é frequentemente negligenciado como estratégia climática, apesar de seu potencial para atender à demanda por alimentos de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/adotem-os-alimentos-azuis-como-estrategia-climatica-na-cop30-dizem-ministros-da-pesca-artigo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A impunidade vive sob normas constitucionais</title>
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					<pubDate>04 Nov 2025 15:16:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Timothy J. Killeen]]>
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							<![CDATA[Uma tempestade perfeita na Amazônia]]>
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							<![CDATA[<p>A Federação Brasileira e as Repúblicas Andinas têm disposições constitucionais que estabelecem protocolos especiais para a acusação de funcionários eleitos. Supostamente, esses protocolos foram concebidos para garantir que os servidores públicos sejam responsabilizados por atos ilícitos e, ao mesmo tempo, protegê-los de processos frívolos ou com motivação política. Esse status especial, no entanto, criou um [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[A Federação Brasileira e as Repúblicas Andinas têm disposições constitucionais que estabelecem protocolos especiais para a acusação de funcionários eleitos. Supostamente, esses protocolos foram concebidos para garantir que os servidores públicos sejam responsabilizados por atos ilícitos e, ao mesmo tempo, protegê-los de processos frívolos ou com motivação política. Esse status especial, no entanto, criou um sistema de justiça de dois níveis que protege os políticos das consequências de seus atos ilícitos, pois seus julgamentos geralmente são adiados até que as acusações sejam rejeitadas por questões técnicas, devido à prescrição ou porque foram absolvidos por magistrados corrompidos pelo processo político. O mais notório é o “Foro Privilegiado” do Brasil, que estipula que somente o Supremo Tribunal Federal (STF) tem autoridade para presidir um julgamento criminal envolvendo o presidente, vice-presidente, membros do Congresso e outras autoridades nomeadas de alto nível, enquanto governadores, juízes e outras autoridades eleitas desfrutam de formas semelhantes, embora menos visíveis, de proteção legal (Tabela 7.11).  Essas disposições constitucionais se aplicam a um número impressionante de mais de 22.000 autoridades, excluindo seu possível julgamento do sistema de justiça criminal que se aplica a todos os demais. Brasília &#8211; Sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, do ministro do STJ Teori Zavascki, indicado pela Presidência da República para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Ao lado, o presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira Embora esse tratamento especial possa atribuir o julgamento a um tribunal com um juiz mais experiente, ou um juiz selecionado por uma&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/a-impunidade-vive-sob-normas-constitucionais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Armazenamento de carbono no oceano: entre novos investimentos e antigas preocupações</title>
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					<pubDate>30 Set 2025 12:57:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
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							<![CDATA[Brasil e China]]>
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							<![CDATA[Água, Carbono, Certificação, Combustíveis Fósseis, Conservação, Degradação, Desmatamento, Dióxido de Carbono, Energia, Gases de Efeito Estufa, Infraestrutura, Lei Ambiental, Mudanças climáticas, Oceanos, Política Ambiental, Poluição e Recursos hídricos]]>
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							<![CDATA[<p>Entre críticas e apoio, o armazenamento de carbono em reservatórios de petróleo e gás no fundo do oceano ganha força contra a crise climática. Em todo o mundo, já existem planos em andamento para lançar projetos desse tipo — seja no Mar do Norte (localizado entre o Reino Unido e a Escandinávia), no Golfo do [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Entre críticas e apoio, o armazenamento de carbono em reservatórios de petróleo e gás no fundo do oceano ganha força contra a crise climática. Em todo o mundo, já existem planos em andamento para lançar projetos desse tipo — seja no Mar do Norte (localizado entre o Reino Unido e a Escandinávia), no Golfo do México ou no Sudeste Asiático. Muitas dessas iniciativas já são financiadas por governos locais. A prática consiste na captura do carbono (em geral, obtido diretamente de indústrias poluidoras, como a do cimento e as metalúrgicas, por exemplo) e em sua transformação em CO2 supercrítico – ou seja, quando está acima da sua temperatura e pressão críticas, sendo “otimizado” para a manipulação. Após esse processo, o produto é levado por navios ou gasodutos até uma estrutura localizada no oceano. Ao chegar lá, o CO2 é injetado em um poço inativo, que em seguida é “lacrado”. “Essas mesmas formações [geológicas] armazenaram petróleo e gás por milhões de anos até serem perfuradas. Por esse motivo, sabemos que o CO2 pode ser depositado de forma permanente e na mesma escala de tempo. Temos dados detalhados e uma compreensão sólida sobre a geologia desses poços e o quanto eles podem armazenar”, disse Chris Consoli, especialista em armazenamento do Global CCS Institute. No entanto, essa proposta de solução climática, que pretende pegar carona na infraestrutura já existente dos combustíveis fósseis, é vista por críticos como uma justificativa para que esse modelo siga sendo explorado, usando métodos pouco eficientes e com histórico&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/armazenamento-de-carbono-no-oceano-entre-novos-investimentos-e-antigas-preocupacoes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Para religiões afro-brasileiras, espiritualidade e preservação ambiental caminham juntas</title>
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					<pubDate>16 Set 2025 07:33:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Mudanças climáticas, Reflorestamento, Resiliência climática, Sustentabilidade e Sustentável]]>
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							<![CDATA[<p>No compasso dos pássaros, a floresta em Belém (PA) envolve quem a adentra. Vestindo branco, entoando rezas e pedindo licença à força espiritual que guarda as matas, Mametu Nangetu, fundadora e liderança do terreiro de candomblé Mansu Nangetu, saúda sua ancestralidade para plantar novas mudas e zelar pelo território. A guardiã, quase octogenária, possui vasto [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No compasso dos pássaros, a floresta em Belém (PA) envolve quem a adentra. Vestindo branco, entoando rezas e pedindo licença à força espiritual que guarda as matas, Mametu Nangetu, fundadora e liderança do terreiro de candomblé Mansu Nangetu, saúda sua ancestralidade para plantar novas mudas e zelar pelo território. A guardiã, quase octogenária, possui vasto conhecimento sobre plantas e ervas medicinais, aprendido com a avó, e sabe o momento certo tanto para os banhos que recarregam as energias quanto para o preparo de chás que auxiliam o bem-estar do corpo físico. Com o pajé Francisco, seu avô, ela aprendeu na infância que, se um galho fosse retirado do solo, teria que ser replantado. &#8220;Ao longo da minha vida, doei diversas mudas de árvores e mantive o hábito de plantar folhas sagradas nos canteiros das ruas de Belém, porque muitas pessoas de axé perderam seus territórios e hoje não podem cultivar suas plantas. O desmatamento na capital, inclusive, só aumentou&#8221;, avalia a líder religiosa. Em seus trabalhos espirituais, ela atua como intermediária na comunicação com diferentes entidades, entre elas o Caboclo Rompe-Mato, associada aos povos originários, e defende que honrar as tradições do patrimônio afro-amazônico envolve estender os cuidados à “grande mãe natureza”, nas energias da mata, das águas e da lama. No candomblé, religião de matriz africana nascida da cosmovisão de povos como os Iorubá, os Bantu e os Fon, assim como em outras expressões sincréticas — umbanda, pajelança e jurema, entre outras —, a natureza é território vivo e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/para-religioes-afro-brasileiras-espiritualidade-e-preservacao-ambiental-caminham-juntas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>No litoral do Ceará, comunidades lutam para sobreviver ao avanço do mar</title>
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					<pubDate>08 Set 2025 16:33:16 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gabriel Damasceno]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>ICAPUÍ, Ceará — “O mar avançou muito rápido e foi acabando logo com tudo”, lembra Maria José Rufino, 59, moradora da praia de Barreiras da Sereia, localizada no município de Icapuí, a cerca de 200 km de Fortaleza. “A maré batia nos postes, que caíam dentro do mar e começavam a pegar fogo. Era um [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ICAPUÍ, Ceará — “O mar avançou muito rápido e foi acabando logo com tudo”, lembra Maria José Rufino, 59, moradora da praia de Barreiras da Sereia, localizada no município de Icapuí, a cerca de 200 km de Fortaleza. “A maré batia nos postes, que caíam dentro do mar e começavam a pegar fogo. Era um desespero para todo mundo.” A praia foi uma das principais afetadas pelo avanço do nível do mar no estado do Ceará, ainda nos anos 2010. “Desde então, o problema se intensificou bastante e trouxe muitas consequências para o município”, diz Daniel Oliveira, coordenador municipal da Defesa Civil de Icapuí. “Mudou a &#8216;cara&#8217; da região litorânea. Moradores nativos tiveram que deixar áreas onde viviam há anos para buscar outros lugares, e muitos não tinham condições financeiras. São, em sua maioria, pescadores de baixa renda.” Na época, a força da maré foi tanta que chegou a destruir uma escola da comunidade. “Meus meninos estudavam lá. Os professores, que eram daqui, foram para outros colégios e a gente teve que colocar as crianças para estudar em outros cantos”, recorda Maria José. “Ave Maria, aquele tempo foi demais.” Segundo ela, os moradores também ficavam ilhados quando a maré avançava sobre a avenida, o que impedia qualquer pessoa de sair do local: &#8220;para levar um doente para um hospital, por exemplo, era desesperador. Não tinha como levar&#8221;. As situações fizeram com que grande parte dos moradores deixasse a comunidade. A família de Maria José foi uma das poucas que permaneceu&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/no-litoral-do-ceara-comunidades-lutam-para-sobreviver-ao-avanco-do-mar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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