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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Falta de dados trava combate a crimes ambientais em Angola, diz ambientalista</title>
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					<pubDate>27 Ago 2026 07:52:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[David Tjyakala]]>
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							<![CDATA[<p>Angola enfrenta importantes desafios ambientais e o governo tem assumido compromissos em fóruns internacionais, como a implementação do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali, com enfoque na eliminação progressiva dos hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs) em 2030 e na redução dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) em 80% em 2045.  Apesar disso, as crises climáticas, como secas prolongadas que [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Angola enfrenta importantes desafios ambientais e o governo tem assumido compromissos em fóruns internacionais, como a implementação do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali, com enfoque na eliminação progressiva dos hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs) em 2030 e na redução dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) em 80% em 2045.  Apesar disso, as crises climáticas, como secas prolongadas que afetam a região Sul do país, a degradação dos solos e as inundações provocadas por chuvas intensas continuam a causar impactos sociais e econômicos significativos. Estima-se que mais de 2,2 milhões de pessoas sejam afetadas por estes fenômenos.  É neste contexto que ganha relevância a voz de uma nova geração de ambientalistas angolanos. Entre eles está Érica Tavares, de 29 anos. Ela estudou biologia ambiental na Universidade de Nottingham, no Reino Unido, e hoje se dedica à conservação ambiental e à mobilização da juventude em Angola. É cofundadora da organização não governamental (ONG) EcoAngola e tem estado na linha da frente da defesa das florestas, da educação ambiental e da participação dos jovens nos debates sobre sustentabilidade. Em entrevista à Mongabay Brasil, Érica comenta sua trajetória como ambientalista e os problemas ambientais que mais a preocupam. Mongabay: Como você descreveria a situação  do meio ambiente em Angola em 2026? Está melhor ou pior do que há cinco anos? Érica Tavares: É sempre difícil responder a essa pergunta, que me é feita muitas vezes, porque um dos grandes desafios que nós temos é a análise de dados e informação [que não existem]. Para fazermos uma análise&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/falta-de-dados-trava-combate-a-crimes-ambientais-em-angola-diz-ambientalista/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como é a vida da viúva de ambientalista que precisou desaparecer para sobreviver</title>
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					<pubDate>03 Ago 2026 08:26:55 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Felipe Sabrina]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ambientalistas, Ameaças à Amazônia, Áreas Protegidas, Ativismo, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Corrupção, Crime Ambiental, Direitos humanos, Justiça Social, Lei Ambiental, Madeira e Madeireiras]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2015, Raimundo Rodrigues foi assassinado por fazendeiros no Maranhão. Maria, sua esposa, sobreviveu. Mas deixou de existir para continuar viva.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-e-a-vida-da-viuva-de-ambientalista-que-precisou-desaparecer-para-sobreviver/" data-wpel-link="internal">Como é a vida da viúva de ambientalista que precisou desaparecer para sobreviver</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Por volta de 1 da manhã do dia 29 de abril de 2026, no salão do júri da Comarca de Bom Jardim, no Maranhão, o juiz Philipe Silveira da Cunha quantificou publicamente o destino do ex-policial militar Francisco da Silva Sousa: “Fica o réu definitivamente condenado a 35 anos e quatro meses de reclusão. Fixo o regime fechado para o início do cumprimento da pena”, anunciou o juiz ao microfone, em pé, diante do réu, dos jurados, dos promotores de justiça e dos advogados de defesa e acusação, sob as luzes brancas do salão que iluminaram mais de 16 horas de julgamento, iniciado na manhã do dia anterior. O ex-policial, de 66 anos, saiu direto dali para a prisão. Da Silva, como é conhecido, foi considerado culpado pelo júri popular por arquitetar o assassinato do ambientalista e camponês Raimundo dos Santos Rodrigues, 54 anos, e a tentativa de homicídio da esposa de Raimundo, Maria*, com 37 anos à época. O crime aconteceu no dia 25 de agosto de 2015, ali mesmo em Bom Jardim, dentro da Reserva Biológica do Gurupi, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio. Raimundo, Maria, seus seis filhos e outras cerca de 38 famílias camponesas viviam acampadas, desde 2009, na comunidade Brejinho Rio da Onça II, situada dentro da reserva, à espera de uma resolução do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para regularizar sua situação como assentados da reforma agrária — ali ou em outro&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-e-a-vida-da-viuva-de-ambientalista-que-precisou-desaparecer-para-sobreviver/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>‘Falar de agroecologia é falar de autonomia no campo’, diz Olga Muthambe</title>
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					<pubDate>28 Jul 2026 08:34:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Far Vubil]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Agroecologia, Ativismo, Conflitos, Conflitos sociais, Direitos humanos, Entrevistas, Extrativismo, Justiça Social e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>Em Moçambique, país localizado no sudeste da África, mais de 1,6 mil mulheres integram programas de práticas agroecológicas nas províncias de Maputo, Gaza (ambas ao sul), Tete (centro) e Cabo Delgado (extremo norte). As ações são conduzidas pela ONG Hikone Moçambique, uma associação da sociedade civil, fundada em 2013, que busca empoderar  mulheres no campo. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em Moçambique, país localizado no sudeste da África, mais de 1,6 mil mulheres integram programas de práticas agroecológicas nas províncias de Maputo, Gaza (ambas ao sul), Tete (centro) e Cabo Delgado (extremo norte). As ações são conduzidas pela ONG Hikone Moçambique, uma associação da sociedade civil, fundada em 2013, que busca empoderar  mulheres no campo. A entidade procura trabalhar sobretudo com moçambicanas em situação de vulnerabilidade social.  O deslocamento da população local, com implicações para os seus meios de subsistência, a expropriação e a concentração de recursos e da terra estão entre os efeitos negativos mais comumente identificados como desdobramentos do extrativismo, que muitas vezes consiste na apropriação da natureza por meio da exploração do trabalho. Segundo a Hikone Moçambique, o extrativismo ainda fragiliza a soberania alimentar e agrava desigualdades, afetando desproporcionalmente as mulheres — que perdem alternativas de geração de renda. A Hikone foi cofundada pela ativista social moçambicana Olga Muthambe, atual diretora-executiva da organização. Feminista, praticante de desenvolvimento comunitário, professora autodidata e mãe de sete filhos, ela possui mais de 30 anos de experiência no trabalho com comunidades rurais. Na década de 1990, Muthambe trabalhou com mulheres e jovens em projetos de reabilitação após os anos da guerra civil de Moçambique (1977-1992), coordenando iniciativas para garantir segurança alimentar.  Décadas depois, em 2021, com o prolongamento  de outro conflito armado em Cabo Delgado, a ONG expandiu seu trabalho para apoiar mulheres afetadas pela violência e pelo deslocamento forçado — que, só nessa província, afetou cerca de um milhão de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/falar-de-agroecologia-e-falar-de-autonomia-no-campo-diz-olga-muthambe/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>&#8216;Cinco anos e nada de justiça&#8217;: burocracia atrasa julgamento do assassinato de guardião da floresta</title>
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					<pubDate>13 Nov 2024 12:18:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ativismo, Crime Ambiental, Indígenas, Justiça Social, Lei Ambiental, Povos indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>O dia 1º de novembro marcou o aniversário de cinco anos do assassinato do guardião da floresta Paulo Paulino Guajajara e da tentativa de assassinato de seu colega guardião Laércio Guajajara em uma suposta emboscada feita por madeireiros na Terra Indígena Arariboia, na Amazônia; os suspeitos ainda não foram julgados.</p>
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							<![CDATA[“Eles estão soltos e eu estou por aqui ainda. De repente, quem sabe, eles não planejam para me executar também. Eu fico muito preocupado com isso”, diz o líder indígena Laércio Guajajara, sobrevivente de uma suposta emboscada de madeireiros ilegais que matou o colega guardião da floresta Paulo Paulino Guajajara. O crime ocorreu em 1º de novembro de 2019 na Terra Indígena Arariboia, a segunda maior Terra Indígena (TI) do estado do Maranhão, na Amazônia. Laércio diz que está indignado com a demora do julgamento dos dois suspeitos acusados pelo crime ocorrido há meia década. “Eu nunca acreditei que a justiça ia ajudar a gente pelo lado da autoproteção territorial e a vida do ser humano”, disse à Mongabay em uma mensagem de voz. &#8220;E hoje eu estou terminando de acreditar nisso, que não tem justiça para o lado dos povos indígenas. Vai fazer cinco anos e nada de justiça ser feita”. Assim como Laércio, Paulo era membro dos “Guardiões da Floresta”, um grupo de indígenas Guajajara da Arariboia que arriscam suas vidas para proteger seu território ancestral contra a extração ilegal de madeira, a caça e outros crimes ambientais. O grupo, formado há uma década, também protege o povo Awá, caçadores-coletores que vivem em isolamento voluntário nas profundezas das florestas da Arariboia e são considerados o grupo indígena mais ameaçado do planeta. Entre 1991 e 2023, 81 indígenas Guajajara foram assassinados no Maranhão, mais de dois terços do total de mortes de indígenas em todo o estado, mas nenhum&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/cinco-anos-e-nada-de-justica-burocracia-atrasa-julgamento-do-assassinato-de-guardiao-da-floresta/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Recorde de indígenas eleitos nos municípios abre caminho para pleito de 2026, afirmam ativistas</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2024/10/recorde-de-indigenas-eleitos-nos-municipios-abre-caminho-para-pleito-de-2026-afirmam-ativistas/</link>
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					<pubDate>16 Out 2024 16:49:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Um número recorde de indígenas foi eleito nas eleições municipais de 2024, uma medida fundamental para garantir o cumprimento dos direitos dos povos indígenas, serviços públicos e assistência, e deve abrir caminho para eleger mais indígenas nos pleitos estaduais e federais de 2026, afirmam ativistas.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/recorde-de-indigenas-eleitos-nos-municipios-abre-caminho-para-pleito-de-2026-afirmam-ativistas/" data-wpel-link="internal">Recorde de indígenas eleitos nos municípios abre caminho para pleito de 2026, afirmam ativistas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Um número recorde de indígenas foi eleito nas eleições municipais de 2024, uma medida fundamental para garantir o cumprimento dos direitos dos povos indígenas, serviços públicos e assistência, e deve abrir caminho para eleger mais indígenas nos pleitos estaduais e federais de 2026, afirmam ativistas. Em 6 de outubro, 256 indígenas foram eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em todas as regiões brasileiras, um aumento de 8% em comparação com os 236 eleitos no pleito de 2020. No total, 2.506 candidatos indígenas de 169 povos receberam 1.635.530 votos, contra 2.212 candidatos de 71 etnias em 2020. Os candidatos indígenas foram o único grupo que registrou crescimento de votos este ano dentre os candidatos que se autodeclararam brancos, pardos, negros e amarelos, os quais tiveram uma redução de cerca de 20% no total de votos, de acordo com levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após 351 anos de sua fundação, Florianópolis elegeu sua primeira vereadora indígena: Ingrid Sateré Mawé, com 3.430 votos. “Essa eleição representa o resultado de uma luta que vem sendo construída há muito tempo por nós que estamos organizadas enquanto mulheres indígenas”, disse Ingrid Sateré Mawé à Mongabay em uma entrevista por telefone. &#8220;Além de começar um processo de reparação histórica, é trazer à tona que realmente nós existimos e resistimos&#8221;. Ingrid Sateré Mawé diz que sua eleição não foi “do nada”. Ela conta que começou sua jornada como ativista ambiental e integrante do movimento estudantil em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/recorde-de-indigenas-eleitos-nos-municipios-abre-caminho-para-pleito-de-2026-afirmam-ativistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>MPF espera que vídeo da Mongabay no Supremo do Chile influencie julgamento histórico no Brasil</title>
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					<pubDate>31 Mai 2024 17:05:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ativismo, Conservação, Crime Ambiental, Florestas Tropicais, Indígenas, Justiça Social, Lei Ambiental, Política Ambiental, Povos indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>SANTIAGO, Chile — A exibição do vídeo da Mongabay sobre o assassinato do líder indígena Paulo Paulino Guajajara, de 26 anos, na Suprema Corte do Chile este mês, intensificou o clamor internacional para o caso, que ainda não foi a julgamento depois de quase cinco anos.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/05/mpf-espera-que-video-da-mongabay-no-supremo-do-chile-influencie-julgamento-historico-no-brasil/" data-wpel-link="internal">MPF espera que vídeo da Mongabay no Supremo do Chile influencie julgamento histórico no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Esta reportagem recebeu suporte do Rainforest Investigations Network do Pulitzer Center, do qual Karla Mendes é bolsista. SANTIAGO, Chile — A exibição de um vídeo da Mongabay sobre o assassinato do líder indígena Paulo Paulino Guajajara, de 26 anos, na Suprema Corte do Chile este mês, intensificou o clamor internacional para o caso, que ainda não foi a julgamento depois de quase cinco anos. O Ministério Público Federal (MPF) espera que a exibição pressione para a obtenção de um veredicto histórico contra a impunidade dos assassinatos de povos indígenas no Brasil. O vídeo foi exibido no Chile como um dos casos de destaque do seminário &#8220;Crise ambiental: O papel do sistema judicial para garantir a segurança da voz crítica&#8221; na Suprema Corte, em 2 de maio, como parte da Conferência do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa da UNESCO, em Santiago. Paulo fazia parte dos Guardiões da Floresta, um grupo de indígenas Guajajara da Terra Indígena Arariboia que arriscam suas vidas para proteger seu território ancestral contra a extração ilegal de madeira, a caça e outros crimes ambientais em meio à falta de fiscalização do governo na região. Nos últimos 20 anos, 53 Guajajara foram assassinados no Maranhão, sem que nenhum dos autores tenha sido julgado, segundo o Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Desse total, 24 foram mortos na TI Arariboia, segundo dados do CIMI; seis eram guardiões, segundo o povo Guajajara. Os Guardiões da Floresta são um grupo de indígenas Guajajara da Terra Indígena Arariboia que vão para a linha&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/05/mpf-espera-que-video-da-mongabay-no-supremo-do-chile-influencie-julgamento-historico-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação da Mongabay vira obra de arte em evento do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa</title>
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					<pubDate>27 Mai 2024 19:35:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[Agricultura, Indígenas, Justiça Social, Lei Ambiental, Óleo de Palma e Povos indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>SANTIAGO, Chile — A premiada investigação da Mongabay que revelou a contaminação da água em terras indígenas na Amazônia por plantações de óleo de palma inspirou uma instalação artística na Conferência do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa da UNESCO em Santiago; a obra de arte também foi exibida no Museu de Arte Contemporânea do Chile.</p>
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							<![CDATA[Esta reportagem recebeu suporte do Rainforest Investigations Network do Pulitzer Center, do qual Karla Mendes é bolsista. SANTIAGO, Chile — A premiada investigação da Mongabay que revelou a contaminação da água em terras indígenas na Amazônia por dendezeiros foi destacada em uma instalação artística na Conferência do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa da UNESCO em Santiago este mês. A obra de arte também foi exibida no Museu de Arte Contemporânea do Chile. Um carrinho de supermercado tombado com uma montanha de produtos e derramando resíduos nas águas do rio — representadas por garrafas plásticas derretidas — foi colocado na entrada do pavilhão principal da Biblioteca Gabriela Mistral, onde o evento da UNESCO foi realizado de 3 a 4 de maio. Inspirados pela investigação da Mongabay, estudantes de design teatral da Universidade do Chile trabalharam em conjunto com esta repórter para criar o conceito de uma exposição de arte para destacar os danos ambientais ocultos do óleo de palma “sustentável” proveniente de muitos produtos encontrados em supermercados que os consumidores compram sem consciência dos impactos. &#8220;Aqui estão todas as coisas que nós [vemos quando] vamos ao supermercado, pegamos as promoções, as ofertas, simplesmente pegamos do supermercado e colocamos em nosso carrinho. E vemos aqui que o carrinho já está cheio e derrama tudo, derrama toda a contaminação que vem da indústria do óleo de palma&#8221;, diz Cristian Canto, gerente da obra de arte, explicando que as garrafas plásticas representam a região amazônica visitada por esta repórter e a luz vermelha&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/05/investigacao-da-mongabay-vira-obra-de-arte-em-evento-do-dia-mundial-da-liberdade-de-imprensa/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Águas do Xingu: fonte de vida em risco de morte</title>
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					<pubDate>03 Jan 2024 08:11:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ricardo Teles (texto e fotos)]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conservação, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Entrevistas, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Justiça Social, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Ainda antes do nascer do sol, ao longo das praias dos rios e lagos do Xingu, surge no horizonte uma sequência de fogueiras para aquecer os corpos nus recém saídos da água. À medida que a luz clareia o dia, levanta-se uma bruma que dilui o movimento de vultos num vai e vem que irá [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ainda antes do nascer do sol, ao longo das praias dos rios e lagos do Xingu, surge no horizonte uma sequência de fogueiras para aquecer os corpos nus recém saídos da água. À medida que a luz clareia o dia, levanta-se uma bruma que dilui o movimento de vultos num vai e vem que irá durar o dia inteiro. No Parque Indígena do Xingu, rios e lagos são o jardim de infância das crianças. Grupos de mulheres carregam as crianças menores para várias sessões de banhos, iniciando-as desde pequenas nas artes de ser peixe. Treinos de futebol acontecem na praia. Jovens e velhos banham-se ao longo do dia e é sempre um momento propício para encontros e troca de ideias.  Ao cair da tarde, barcos de pescadores saem em busca do alimento. Os rios que cortam o parque, como o próprio Xingu e seus afluentes, são verdadeiras artérias naturais que sustentam a vida de inúmeras espécies animais, incluindo a espécie humana. As lagoas também desempenham um papel crucial: servem como pontos de encontro e oferecem oportunidades para alimentação, descanso e interação social. Além disso, as lagoas são essenciais para o fornecimento de água em épocas de seca, agindo como refúgios para a fauna silvestre e os indígenas durante os períodos mais áridos do ano. Essa riqueza, porém, está em risco. Segundo o cacique Tapi Yawalapiti, uma das principais lideranças do território do Xingu, há um desmatamento criminoso e desenfreado ocorrendo no entorno do parque, bem onde se encontram as nascentes&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/01/aguas-do-xingu-fonte-de-vida-em-risco-de-morte/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fim da impunidade à vista para assassinatos de indígenas Guajajara</title>
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					<pubDate>20 Nov 2023 08:54:30 +0000</pubDate>
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						<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<![CDATA[A madeira do sangue Guajajara]]>
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							<![CDATA[América Do Sul e Brasil]]>
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							<![CDATA[Ambientalistas, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Ativismo, Crime Ambiental, Justiça Social, Lei Ambiental, Povos indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>O guardião da floresta Paulo Paulino Guajajara foi assassinado em novembro de 2019 na Terra Indígena Arariboia. Em agosto de 2023, a repórter investigativa da Mongabay Karla Mendes voltou à Arariboia para conversar com a família do Paulo e com Laércio Guajajara, que sobreviveu à emboscada, para trazer o caso à tona novamente, pois passados quatro anos, o crime ainda não foi julgado.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/11/fim-da-impunidade-a-vista-para-assassinatos-de-indigenas-guajajara/" data-wpel-link="internal">Fim da impunidade à vista para assassinatos de indígenas Guajajara</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Esta reportagem recebeu suporte do Rainforest Investigations Network do Pulitzer Center, do qual Karla Mendes é bolsista. TERRA INDÍGENA ARARIBOIA, Maranhão — “Trago muita lembrança ainda, todo dia. Nunca esqueci o que aconteceu lá”, diz Laércio Guajajara. “Quando eu olhei para o lado — eu nunca esqueço: o meu companheiro já estava no chão. Eu acho que não deu tempo de ele dar nem um tiro… Por isso que a gente considera como emboscada mesmo”. Laércio testemunhou o assassinato de seu companheiro, o líder indígena Paulo Paulino Guajajara, e sobreviveu ao ataque que ocorreu há exatos quatro anos este mês em sua terra ancestral no Maranhão. Nenhum dos acusados, supostos madeireiros ilegais que invadiram a Terra Indígena Arariboia, ainda foi julgado pelo assassinato do jovem de 26 anos. &#8220;Foi muito tiro. Cinco armas de fogo contra uma”, Laércio contou à Mongabay. Ele foi baleado por quatro tiros, mas, durante uma pausa no tiroteio, conseguiu fugir, tendo que correr cerca de 11 quilômetros. “Me deu uma sede tão grande, que eu queria comer até terra. Tinha hora que eu caía no chão. Aí, para me levantar de novo, a maior dificuldade. O sangue saindo igual torneira”, disse Laércio. “Eu vinha pensando no caminho: &#8216;eu tenho que chegar vivo mesmo&#8217; lá perto da aldeia, que eu imaginava que eu ia [morrer] também. Porque eu pensava assim: &#8216;se esses invasores tivessem conseguido matar nós dois, eu e o Paulo, eles iam nos esconder dentro da floresta. Quem é que ia achar? Ninguém ia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/11/fim-da-impunidade-a-vista-para-assassinatos-de-indigenas-guajajara/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Ferrogrão: indígenas exigem consulta antes que nova ferrovia da soja saia do papel</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/02/ferrograo-indigenas-exigem-consulta-antes-que-nova-ferrovia-da-soja-saia-do-papel/</link>
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					<pubDate>21 Fev 2023 14:14:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Corrupção, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Estradas, Etnocídio, Florestas Tropicais, Indígenas, Infraestrutura, Justiça Social, Lei Ambiental, Mineração, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Soja, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>A Ferrogrão (EF-170) foi projetada para reduzir custos de transporte de cargas entre o Mato Grosso e o Pará, onde a soja representa um dos principais produtos de exportação. Mas a ferrovia esbarra em resistências de povos indígenas que serão afetados por riscos socioambientais. Seu traçado corre paralelamente à BR-163, obra que já causou impactos não compensados para populações tradicionais.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/02/ferrograo-indigenas-exigem-consulta-antes-que-nova-ferrovia-da-soja-saia-do-papel/" data-wpel-link="internal">Ferrogrão: indígenas exigem consulta antes que nova ferrovia da soja saia do papel</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Pressionadas pela retomada da construção da controversa ferrovia EF-170, a Ferrogrão, lideranças de povos indígenas diretamente afetados por essa obra de infraestrutura na Amazônia exigem serem consultadas. Também afirmam que vão lutar por reparação pelos impactos que já são sentidos nos territórios, muito antes de o projeto sair do papel. Com um traçado planejado de 933 quilômetros entre Sinop, no Mato Grosso, e Miritituba, no Pará, região estratégica para o escoamento de commodities do agronegócio, fortemente pressionada pelo desmatamento, a Ferrogrão foi mencionada como obra prioritária no portfólio que o Ministério dos Transportes apresentou à imprensa, em 18 de janeiro. Durante a coletiva, o ministro Renan Filho mencionou o objetivo de ampliar o modal ferroviário na matriz de transportes do país para 40% até 2035 — a representatividade atual é de menos de 20%. Também adiantou à imprensa que pretende mudar o marco regulatório das ferrovias e conversar com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, “para destravar” o projeto da Ferrogrão. Mas os debates sobre os impactos econômicos positivos que a Ferrogão poderia agregar à logística regional reacendem alertas sobre os riscos socioambientais desse megaprojeto, principalmente nos territórios dos povos indígenas Kayapó, Munduruku e Panará. Nesse contexto, não se pode desconsiderar que o traçado da Ferrogrão corre paralelamente à BR-163. Essa rodovia que liga Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, a Santarém, no Pará, é outra obra de histórico controverso, sobretudo no trecho Cuiabá-Santarém. Traçado proposto da Ferrogrão/EF-170 (em amarelo) Desmatamento pode causar perdas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/02/ferrograo-indigenas-exigem-consulta-antes-que-nova-ferrovia-da-soja-saia-do-papel/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Célia Xakriabá: ‘Se o Brasil começa por nós, por que nós chegamos por último?’</title>
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					<pubDate>08 Fev 2023 21:50:25 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<![CDATA[Conservação, Cultura Indígena, Entrevistas, Governança, Indígenas, Justiça Social, Lei Ambiental, Política Ambiental e Povos indígenas]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>BRASÍLIA — Célia Xakriabá lembra como, durante sua campanha no ano passado para ser eleita deputada federal, as pessoas sempre lhe perguntavam como poderiam ajudar os povos indígenas. Ela respondia com outra pergunta: “Quantos de vocês já votaram em candidaturas indígenas?”. Ao ninguém responder que sim, diz Célia Xakriabá, as pessoas usavam como desculpa &#8220;infelizmente, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/02/celia-xakriaba-se-o-brasil-comeca-por-nos-por-que-nos-chegamos-por-ultimo/" data-wpel-link="internal">Célia Xakriabá: ‘Se o Brasil começa por nós, por que nós chegamos por último?’</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[BRASÍLIA — Célia Xakriabá lembra como, durante sua campanha no ano passado para ser eleita deputada federal, as pessoas sempre lhe perguntavam como poderiam ajudar os povos indígenas. Ela respondia com outra pergunta: “Quantos de vocês já votaram em candidaturas indígenas?”. Ao ninguém responder que sim, diz Célia Xakriabá, as pessoas usavam como desculpa &#8220;infelizmente, eu não tenho dois votos&#8221;. Mas, se eles estivessem verdadeiramente comprometidos com o meio ambiente e com o planeta, ela diz: &#8220;não existe outra hora&#8221;. “Infelizmente, a gente não tem dois planetas. Então, a hora de apostar na nossa candidatura é agora”, ela diz à Mongabay. “O contexto que nós estamos vivenciando de um ecocídio, de um genocídio, é agora! Não dá para adiar, não dá para adiar a luta pela vida, não dá para adiar uma luta que tem compromisso com a humanidade&#8221;. Eleita deputada federal por Minas Gerais, Célia Xakriabá diz que “foi esse constrangimento que ajudou mobilizar” os eleitores e a ajudou a angariar votos mesmo entre eleitores de partidos com ideologias completamente distintas. “Depois das eleições do primeiro turno, eu voltei no segundo turno, [fazendo campanha para] o presidente Lula. E quando em Uberlândia eu fiz essa pergunta, mudou o cenário”, conta Célia Xakriabá. &#8220;No sul de Minas, onde o presidente Lula não ganhou, eu tive mais de 8.000 votos”. Ela diz ter recebido muitos depoimentos de mães dizendo: “Eu nunca votei na esquerda. Eu ia votar em outro candidato, mas meu filho de oito anos que falou: ‘Mãe, ela cuida&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/02/celia-xakriaba-se-o-brasil-comeca-por-nos-por-que-nos-chegamos-por-ultimo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Joenia Wapichana: ‘Eu quero ver a Terra Indígena Yanomami e Raposa Serra do Sol livres de invasões’</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/02/joenia-wapichana-eu-quero-ver-a-terra-indigena-yanomami-e-raposa-serra-do-sol-livres-de-invasoes/</link>
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					<pubDate>01 Fev 2023 21:57:55 +0000</pubDate>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Povos Indígenas]]></category>
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							<![CDATA[Conservação, Governança, Indígenas, Justiça Social, Política Ambiental e Povos indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>BRASÍLIA — “Eu quero ver a Terra Indígena Yanomami e Raposa Serra do Sol livres de invasões,” Joenia Wapichana, a primeira mulher indígena nomeada presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), diz à Mongabay, descrevendo um de seus sonhos para o estado de Roraima. Como uma premonição, Joenia Wapichana diz que o proeminente líder [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/02/joenia-wapichana-eu-quero-ver-a-terra-indigena-yanomami-e-raposa-serra-do-sol-livres-de-invasoes/" data-wpel-link="internal">Joenia Wapichana: ‘Eu quero ver a Terra Indígena Yanomami e Raposa Serra do Sol livres de invasões’</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — “Eu quero ver a Terra Indígena Yanomami e Raposa Serra do Sol livres de invasões,” Joenia Wapichana, a primeira mulher indígena nomeada presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), diz à Mongabay, descrevendo um de seus sonhos para o estado de Roraima. Como uma premonição, Joenia Wapichana diz que o proeminente líder indígena e xamã Davi Kopenawa teve um sonho em que ela liderava a expulsão dos garimpeiros das terras indígenas. &#8220;O Davi Kopenawa falou para mim que teve um sonho que eu estava na frente da desintrusão&#8221;, disse Joenia Wapichana à Mongabay em uma entrevista na sede da Funai duas semanas da eclosão da crise sanitária na Terra Indígena (TI) Yanomami. Em 21 de janeiro, Joenia Wapichana foi para a TI Yanomami com o presidente Lula e a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, após denúncias do site Sumaúma de que 570 crianças haviam morrido por desnutrição e outras doenças desencadeadas pela invasão de 20 mil garimpeiros na área; foi declarado estado de emergência em saúde pública. Nesta entrevista em vídeo com a Mongabay, em 5 de janeiro, Joenia Wapichana destacou as questões &#8220;urgentes e humanitárias&#8221; no território Yanomami. &#8220;A questão da saúde indígena está um caos lá. Crianças morrendo de malária e de desnutrição. Então, assim, não é simplesmente retirada de garimpeiro, mas você tem que ter logo uma ação de manter a segurança ali”. Joenia Wapichana, primeira mulher indígena nomeada presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Foto: Mídia NINJA via Flickr (CC&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/02/joenia-wapichana-eu-quero-ver-a-terra-indigena-yanomami-e-raposa-serra-do-sol-livres-de-invasoes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sonia Guajajara: reviravolta de ameaças de prisão a ministra dos Povos Indígenas</title>
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					<pubDate>24 Jan 2023 20:47:59 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — Inferno, tragédia e terror. Essas são as principais palavras-chave usadas pela ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, para descrever à Mongabay o que os quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro significaram para os povos originários. “Realmente foi um inferno. Tudo o que a gente falava era monitorado por eles, tudo”. Ela relembra o &#8220;terrível&#8221; episódio em que foi ameaçada pelo general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), depois que ela acusou o governo de negligência e genocídio contra os povos indígenas durante a pandemia da COVID-19. “O general Heleno começou a me ver como uma ameaça ao governo. E me ameaçava no Twitter, dizendo que eu tinha que ser presa. Foi terrível”. Para ela, o governo Bolsonaro foi trágico para a política indigenista, para os povos indígenas, para o meio ambiente, para os direitos humanos e para as mulheres. “A gente viveu um momento de muito medo e de muito terror. Foi um governo que trouxe terror para a sociedade e também para os servidores e servidoras públicas. Todo mundo trabalhava muito assustado, amedrontado, perseguido”. Nesta entrevista em vídeo uma semana antes de sua cerimônia de posse, Sonia Guajajara conta à Mongabay a reviravolta nos últimos meses que levou à criação do Ministério dos Povos Indígenas, um ato inédito na história do Brasil, e os bastidores de sua nomeação. “Eu nunca me imaginei ministra, eu nunca me imaginei deputada. Até porque a minha atuação no movimento indígena sempre me realizou muito”, ela diz&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/01/sonia-guajajara-reviravolta-de-ameacas-de-prisao-a-ministra-dos-povos-indigenas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Para indígenas, ataques em Brasília espelham &#8220;cenário de guerra&#8221; do desmatamento</title>
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					<pubDate>13 Jan 2023 20:31:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — Desde 8 de janeiro, o mundo inteiro tem assistido as cenas dos ataques violentos liderados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro aos edifícios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal como um ataque da extrema direita à democracia e uma imitação da invasão do Capitólio nos Estados Unidos por apoiadores do ex-presidente Donald Trump há dois anos. Mas para os povos indígenas, esse &#8220;cenário de guerra&#8221; assemelha-se à destruição de florestas e às invasões de seus territórios que foram fortemente encorajadas sob o governo Bolsonaro, muitas vezes chamado de &#8220;Trump do Sul&#8221;. “É esse [o] cenário de guerra quando [se] desmata”, Célia Xakriabá, deputada federal indígena eleita disse à Mongabay em Brasília na manhã seguinte aos ataques. “Eu senti ontem, vendo o estado hoje do Congresso Nacional, do Senado e do Palácio, que é como se tivesse desmatado, cortado as árvores, cortado a floresta de algum lugar”. Na manhã seguinte aos ataques terroristas aos edifícios dos três poderes em Brasília, Mongabay entrevistou a deputada federal indígena Célia Xakriabá, que comparou o ato de vandalismo à destruição da floresta: &#8220;É esse o cenário de guerra quando [se] desmata&#8221;. Photo: Fellipe Neiva para a Mongabay. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadem o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto. Imagem cortesia: Marcelo Camargo/Agência Brasil. Célia Xakriabá tinha acabado de voltar do Congresso para averiguar os danos ao edifício. Ela disse que a cena dos invasores no Salão Verde a fizeram relembrar o processo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/01/para-indigenas-ataques-em-brasilia-espelham-cenario-de-guerra-do-desmatamento/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>‘A Funai é nossa&#8217;: Servidores e indígenas anunciam nova era para o órgão no governo Lula</title>
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					<pubDate>10 Jan 2023 19:29:40 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[BRASÍLIA, Distrito Federal — “Nós, servidores, estamos reabrindo a Funai aos povos indígenas”, anunciou a antropóloga Janete Carvalho em ato recente na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai). Durante os últimos quatro anos, ela disse que “a gente foi mesmo forçado a não cumprir nossa missão” sob o comando do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Nós servidores, estamos reabrindo a Funai à sua missão institucional”. O ato reuniu cerca de 300 pessoas em Brasília na manhã de 2 de janeiro, primeiro dia após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento também marcou o início de uma &#8220;nova era&#8221; para a instituição, cujo nome foi alterado naquele dia de Fundação Nacional do Índio para Fundação Nacional dos Povos Indígenas, pleito de lideranças aceito por Lula e anunciado em seu primeiro dia de mandato. “A gente passou quatro anos com um sentimento de ser sufocado, de estar sendo ocupado por pessoas com não legitimidade para trabalhar com a questão indígena, que se apoderaram da Funai para, de dentro da Funai, trabalhar contra os direitos indígenas”, disse Fernando Fedola, presidente da Indigenistas Associados (INA), a associação indigenista de funcionários da Funai. “Para a gente é muito emocionante esse momento de retomada mesmo”, disse Fedola, pois os ataques aos povos indígenas e seus direitos sob o governo Bolsonaro “atacaram também os servidores”. “É quase como uma catarse. Como no futebol comemorar o gol”, disse ele. “É um exorcismo. Nós temos aqui sal grosso para tirar as más energias do ambiente”. Os&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/01/a-funai-e-nossa-servidores-e-indigenas-anunciam-nova-era-para-o-orgao-no-governo-lula/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Crise climática ameaça o Quarup, ritual ancestral dos indígenas do Xingu</title>
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					<pubDate>06 Dez 2022 06:56:55 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conservação, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Entrevistas, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Justiça Social, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Cerimônia fúnebre do Quarup, realizada para os mortos ilustres no Território Indígena do Xingu, teve que ser adaptada para evitar queimadas e garantir alimentos para todos os visitantes. Devido à crise climática, as florestas estão mais secas e mais inflamáveis: nos últimos 20 anos, 189 mil hectares de floresta preservada no Xingu foram perdidos para o fogo.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/12/crise-climatica-ameaca-o-quarup-ritual-ancestral-dos-indigenas-do-xingu/" data-wpel-link="internal">Crise climática ameaça o Quarup, ritual ancestral dos indígenas do Xingu</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O sol ainda demoraria a raiar quando homens e mulheres do povo Mehinako, moradores do Território Indígena do Xingu (TIX), no Mato Grosso, começaram a se dirigir até uma lagoa sagrada a dois quilômetros de distância de suas casas. Era o início dos rituais que antecederiam uma grande pescaria, necessária para alimentar os convidados que chegavam de outras aldeias para o Quarup, o ritual fúnebre ancestral dos povos originários da região do Alto Xingu. Às margens da lagoa, enquanto o pajé entoava seus cânticos para que os pescadores se mantivessem protegidos das arraias e piranhas, algumas fogueiras eram acesas para que os indígenas ali presentes realizassem outros ritos, considerados fundamentais para que nada atrapalhasse um dos momentos mais importantes da cerimônia que daria fim ao luto dos familiares da pajé Iamony Mehinako, que morreu em maio de 2021, vítima da covid-19. Uma dessas práticas consiste em acender tochas e queimar os pelos dos corpos de todos os homens que vão entrar na água e das mulheres que vão manusear os peixes para o preparo. O cheiro do pelo queimado, eles creem, espanta animais peçonhentos e evita outros tipos de acidentes. O clima naquela manhã era de diversão, com risadas e brincadeiras entre eles, mas havia também uma preocupação. E, para garantir que tudo correria bem, estava ali o brigadista florestal Akuykuma Mehinako. A atenção estava voltada para evitar que as labaredas não se espalhassem e que as brasas fossem apagadas antes de a pescaria começar. &#8220;O clima mudou muito e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/12/crise-climatica-ameaca-o-quarup-ritual-ancestral-dos-indigenas-do-xingu/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Perda da araucária ameaça cultura indígena Kaingáng</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2022/10/perda-da-araucaria-ameaca-cultura-indigena-kaingang/</link>
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					<pubDate>13 Out 2022 07:02:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sônia Kaingáng]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Ativismo, Commodities, Conflitos, Conservação, Crime Ambiental, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Infraestrutura, Justiça Social, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Política Ambiental, Povos indígenas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>O declínio das matas de araucária na região Sul traz consequências graves para a cultura Kaingáng, que faz do pinheiro importante fonte alimentar, cultural e de resistência. Ecossistema é um dos mais devastados do Brasil: restam apenas 3% de sua extensão original.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/10/perda-da-araucaria-ameaca-cultura-indigena-kaingang/" data-wpel-link="internal">Perda da araucária ameaça cultura indígena Kaingáng</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Para além de sua relevância ecológica, o desaparecimento da araucária (Araucaria angustifolia) na região Sul ameaça também a sobrevivência de todo um povo: os Kaingáng, terceiro maior em população indígena no Brasil, com um contingente de 45 mil pessoas. A mata de araucária, também chamada de floresta ombrófila mista, é um dos ecossistemas mais devastados do Brasil. No passado, chegou a cobrir 40% do território do Paraná, 30% de Santa Catarina e 25% do Rio Grande do Sul. Hoje está reduzida a 3% de sua extensão original, conforme dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA). “O [povo] Kaingáng precisa existir não só como pessoa, mas também como cultura produzida nesse ambiente da araucária, da floresta, do meio ambiente, sendo esta uma retomada cultural, de resistência”, diz Bruno Ferreira, historiador e doutor em Educação, além de integrante do povo Kaingáng. A araucária ocupa espaço nobre na cultura Kaingáng, usada na alimentação, na educação formal, como matéria-prima para a produção de artesanato e como recurso para a manutenção da espiritualidade. A semente colhida da araucária, o pinhão, por exemplo, é consumido de variadas formas: tostado, cozido ou socado no pilão e transformado em uma farofa chamada de pisé. Mas também as espécies vegetais que crescem sob a árvore servem como importante fonte nutricional, a exemplo do urtigão (pyrfér, em idioma Kaingáng); a samambaia (grỹ); o sinjir, uma espécie de trepadeira; e o cogumelo ka nĩgrẽg, retirado do tronco da árvore. O descanso e as refeições geralmente acontecem debaixo da araucária, momentos em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/10/perda-da-araucaria-ameaca-cultura-indigena-kaingang/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>MPF tem vitória na justiça após citar Mongabay em ação sobre agrotóxicos do óleo de palma</title>
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					<pubDate>07 Out 2022 20:42:14 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[A guerra do dendê e Agronegócio na Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Justiça Social, Óleo de Palma e Povos indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Uma investigação da Mongabay sobre a contaminação provocada pela produção de óleo de palma na Amazônia foi chave para o Ministério Público Federal (MPF) obter uma decisão judicial esta semana para provar os impactos ambientais dos agrotóxicos usados nas plantações de palma para comunidades indígenas do Pará. Em 4 de outubro, o Tribunal Regional Federal [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/10/mpf-tem-vitoria-na-justica-apos-citar-mongabay-em-acao-sobre-agrotoxicos-do-oleo-de-palma/" data-wpel-link="internal">MPF tem vitória na justiça após citar Mongabay em ação sobre agrotóxicos do óleo de palma</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Uma investigação da Mongabay sobre a contaminação provocada pela produção de óleo de palma na Amazônia foi chave para o Ministério Público Federal (MPF) obter uma decisão judicial esta semana para provar os impactos ambientais dos agrotóxicos usados nas plantações de palma para comunidades indígenas do Pará. Em 4 de outubro, o Tribunal Regional Federal da Primeira Região em Brasília (TRF1) aprovou uma perícia judicial para comprovar a contaminação por agrotóxicos e os impactos socioambientais e à saúde na Terra Indígena Turé-Mariquita e em Tomé-Açú, região de maior produção de óleo de palma do país pela Biopalma — adquirida pela Brasil BioFuels S.A. (BBF) no final de 2020. A decisão era muito esperada pelo MPF, que iniciou essa batalha jurídica há oito anos. “O Ministério Público utilizou a sua reportagem. E ela teve influência na decisão [do TRF1],” o procurador da República Felício Pontes Júnior disse a esta repórter em 6 de outubro por telefone. &#8220;Muitos juízes buscam informações antes de julgar, e a informação da sua investigação é a informação mais aprofundada que tinha sobre o assunto”. Em sua decisão, o desembargador federal Jamil Rosa de Jesus Oliveira, disse que, em função dos possíveis danos à saúde decorrentes do plantio de dendê, o pedido o MPF é necessário para “assegurar a perícia dos efeitos da aplicação dos defensivos agrícolas utilizados na monocultura do dendê nos igarapés e no solo na região de uma maneira geral, bem como nas áreas vizinhas e limítrofes, e seus efeitos sobre as pessoas indígenas&#8221;.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/10/mpf-tem-vitoria-na-justica-apos-citar-mongabay-em-acao-sobre-agrotoxicos-do-oleo-de-palma/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sob ameaça, número recorde de indígenas disputa as eleições</title>
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					<pubDate>29 Set 2022 08:03:21 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Beatriz Miranda]]>
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						<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<![CDATA[Ativismo, Conservação, Indígenas, Justiça Social, Lei Ambiental, Política Ambiental, Povos indígenas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Há 35 anos, Ailton Krenak pintava seu rosto com a tintura negra do jenipapo para denunciar a violência contra os povos indígenas em um dos mais importantes espaços de poder do país: o palanque da Câmara dos Deputados. “O povo indígena tem regado com sangue cada hectare dos 8 milhões de quilômetros quadrados do Brasil. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Há 35 anos, Ailton Krenak pintava seu rosto com a tintura negra do jenipapo para denunciar a violência contra os povos indígenas em um dos mais importantes espaços de poder do país: o palanque da Câmara dos Deputados. “O povo indígena tem regado com sangue cada hectare dos 8 milhões de quilômetros quadrados do Brasil. Os senhores são testemunhas disso”, disse o líder indígena Ailton Krenak representando o movimento indígena durante a Assembleia Constituinte de 1987. No ano seguinte, uma nova Constituição foi promulgada, estabelecendo direitos fundamentais para os povos indígenas pela primeira vez na história do país. No entanto, 34 anos depois, esses mesmos direitos, segundo ativistas, estão sob ataque como nunca antes. O motivo, eles dizem, tem relação com a retórica anti-indigenista promovida pelo governo do Presidente Jair Bolsonaro desde 2019, desencadeando violência generalizada contra as culturas, terras e vidas indígenas. Em 1987, o líder indígena Ailton Krenak pintou seu rosto inteiro com tintura negra de jenipapo ao fazer um protesto contra a violência contra os povos indígenas na Assembleia Constituinte. Imagem cortesia da Câmara dos Deputados. “Esse governo tem a decisão política de não demarcar Terra Indígena, e ainda rever territórios já demarcados”, disse Sônia Guajajara, influente ativista indígena. “Quando Bolsonaro negou a demarcação de Terras Indígenas, ele chamou pra briga. E é por isso que a gente decidiu fazer o enfrentamento direto, por meio da disputa eleitoral”. Internacionalmente reconhecida por sua luta, Sônia Guajajara é candidata a deputada federal. Representando o estado de São Paulo e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/09/sob-ameaca-numero-recorde-de-indigenas-disputam-as-eleicoes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Povo Uru-eu-wau-wau documenta sua vitória contra a covid-19 em vídeo</title>
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					<pubDate>29 Jun 2021 15:00:51 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alejandro Smithe]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Florestas Tropicais, Indígenas, Justiça Social, Povos indígenas, Povos Tradicionais e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Em março de 2020, com a chegada da pandemia de coronavírus, os Uru-eu-wau-wau de Rondônia fecharam seu território a visitantes; a terra demarcada já vinha sofrendo há anos com a invasão de garimpeiros, madeireiros ilegais e grileiros.</p>
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							<![CDATA[Quando os Uru-eu-wau-wau foram contatados pela primeira vez em 1981, doença e morte vieram logo em seguida. Com poucos anticorpos para os patógenos de fora, doenças infecciosas como a tuberculose e o sarampo ceifaram muitas vidas. De uma comunidade indígena vibrante com milhares de integrantes no início dos anos 1900, mais da metade morreu. Quando a pandemia de coronavírus chegou ao Brasil em março de 2020, os acontecimentos dos anos 1980 pairaram sobre a memória coletiva da comunidade. “Nós nos lembramos do que aconteceu com o primeiro contato. Não podemos deixar que aconteça novamente”, diz Tari, ancião Uru-eu-wau-wau que se lembra da doença e da violência que marcaram aquela época. Os habitantes da Terra Indígena Uru-eu-wau-wau, localizada em Rondônia, então, tomaram a decisão de isolar totalmente suas sete aldeias do resto do mundo: nada de visitantes, nada de contato com o mundo externo. Enquanto outros povos indígenas da Amazônia tiveram grandes perdas por causa da covid-19, os Uru-eu-wau-wau conseguiram conter a doença, com apenas casos leves. Mas este não é o único desafio que eles enfrentam. Além da covid-19, os Uru-eu-wau-wau defendem ativamente seu território contra as investidas de grileiros, madeireiros ilegais e garimpeiros que buscam extrair recursos do território protegido por lei. A pandemia também trouxe outro novo desafio: como continuar contando sua história em tempo real apesar da quarentena autoimposta contra a covid-19, que impediu a entrada de jornalistas de fora. Sem acesso à mídia, os Uru-eu-wau-wau temiam não conseguir manter a atenção internacional necessária para apoiar seus&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/06/povo-uru-eu-wau-wau-documenta-sua-vitoria-contra-a-covid-19-em-video/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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