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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Estudo no rio Araguaia aponta que desmatamento pode elevar contaminação de mercúrio em peixes</title>
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					<pubDate>28 Set 2026 07:06:38 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Amaitê Santos]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista Environmental Geochemistry and Health encontrou concentrações elevadas de mercúrio em diferentes espécies de peixes do Lago Puruzinho, em Humaitá (AM), na bacia do rio Madeira, e em lagos de várzea da bacia do rio Araguaia. O trabalho identificou um padrão que chama atenção: sinais de biomagnificação do mercúrio também foram [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um estudo publicado na revista Environmental Geochemistry and Health encontrou concentrações elevadas de mercúrio em diferentes espécies de peixes do Lago Puruzinho, em Humaitá (AM), na bacia do rio Madeira, e em lagos de várzea da bacia do rio Araguaia. O trabalho identificou um padrão que chama atenção: sinais de biomagnificação do mercúrio também foram observados nos peixes do Araguaia, onde a mineração de ouro teve episódios historicamente mais breves e espacialmente restritos.  A comparação sugere que a presença de mercúrio nos peixes pode estar relacionada não apenas à mineração de ouro, mas também a outras alterações ambientais, como o desmatamento e as queimadas. O resultado amplia a discussão sobre as possíveis fontes do contaminante e sobre a exposição de populações que dependem do pescado como alimento.  A pesquisa comparou peixes de duas bacias hidrográficas com históricos ambientais distintos. De um lado, o rio Madeira, na Amazônia, marcado por décadas de impactos associados ao garimpo, ao desmatamento e à construção de hidrelétricas. Do outro, o rio Araguaia, no Cerrado, onde o avanço da soja, da pecuária, do desmatamento e das queimadas transformou a paisagem.  Segundo o pesquisador Lucas Cabrera Monteiro, doutorando em Ecologia pela Universidade de Brasília (UnB), um dos autores do estudo, a comparação surgiu a partir de conversas com o professor Wanderley Rodrigues Bastos, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que pesquisa a presença de mercúrio na Amazônia. Bastos havia percebido que os níveis encontrados em peixes do Araguaia se aproximavam daqueles registrados no Madeira.  A diferença entre&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/estudo-no-rio-araguaia-aponta-que-desmatamento-pode-elevar-contaminacao-de-mercurio-em-peixes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cientistas usam dados de garimpo para construir sistema de alerta de malária na Amazônia</title>
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					<pubDate>24 Set 2026 10:57:31 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[Cultura Indígena, Doenças, Garimpo, Indígenas, Mineração, Ouro, Povos indígenas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Uma das maneiras de erradicar a malária é erradicar o garimpo.</p>
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							<![CDATA[Um estudo que detalha as ligações entre o garimpo ilegal e os casos de malária na Terra Indígena Yanomami conquistou o segundo lugar no Prêmio MapBiomas, anunciado em julho. O coletivo de pesquisa produz dados sobre o uso da terra no Brasil e reconhece iniciativas que utilizam essas informações para promover a conservação. O estudo analisou a explosão nos casos de malária durante o governo de Jair Bolsonaro (2019 &#8211; 2022), cujas políticas antiambientais incentivaram garimpeiros a invadir a maior terra indígena do Brasil, onde vivem 31.567 pessoas dos povos Yanomami e Ye’kwana. Os garimpeiros espalharam doenças, contaminaram os rios com mercúrio e afugentaram os animais que serviam de alimento para os indígenas, provocando uma crise humanitária no território, que cobre parte dos estados de Roraima e Amazonas. Utilizando imagens de satélite e dados do Ministério da Saúde, pesquisadores liderados por Marcia Castro, da Escola de Saúde Pública T.H. Chan, da Universidade de Harvard, nos EUA, descobriram que um aumento de 1% na área de garimpo na Terra Indígena Yanomami estava associado a um aumento de 24% nos casos mensais de malária. O estudo, publicado em novembro de 2025 na revista PLOS Neglected Tropical Diseases, mostra que a malária também aumentou em áreas sem atividade de mineração, mas utilizadas como rotas pelos garimpeiros. “O garimpeiro se move muito, porque é preciso trazer insumos e maquinário”, disse Castro à Mongabay. “Ao passar por essas áreas, você é um veículo do parasita enquanto caminha, e você pode ser picado pelo mosquito ao&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/cientistas-usam-dados-de-garimpo-para-construir-sistema-de-alerta-de-malaria-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Na Amazônia peruana, mercúrio do garimpo ameaça crianças e gestantes </title>
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					<pubDate>23 Set 2026 09:51:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Salazar Vega]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comida, Direitos humanos, Doenças, Garimpo, Mineração, Pesca, Poluição e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>MADRE DE DIOS, Peru — “Bayolet, minha filhinha, fez alguns exames quando tinha cinco anos”, disse Gladys Ordoñez, mãe e moradora da comunidade indígena Shintuya, às margens do rio Madre de Dios, na Amazônia peruana. “Ela já tinha desmaiado duas vezes na escola, mas não sabíamos qual era o motivo&#8230; Foi aí que encontraram o [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/na-amazonia-peruana-mercurio-do-garimpo-ameaca-criancas-e-gestantes/" data-wpel-link="internal">Na Amazônia peruana, mercúrio do garimpo ameaça crianças e gestantes </a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[MADRE DE DIOS, Peru — “Bayolet, minha filhinha, fez alguns exames quando tinha cinco anos”, disse Gladys Ordoñez, mãe e moradora da comunidade indígena Shintuya, às margens do rio Madre de Dios, na Amazônia peruana. “Ela já tinha desmaiado duas vezes na escola, mas não sabíamos qual era o motivo&#8230; Foi aí que encontraram o mercúrio.” Gladys ainda se lembra do grupo de “forasteiros” que chegou há uma década para coletar amostras de sangue e de cabelo. Semanas depois, eles voltaram com um alerta: o peixe consumido pela comunidade, principal fonte de alimento local, poderia estar contaminado. “Dissemos que não, que não podia ser”, disse María Santos, outra mãe que vive ali. “Aqui não extraímos ouro. Aqui não há mineração.” A origem, porém, não estava na aldeia. Na área de rio acima, o garimpo ilegal despejava mercúrio nos rios que cortam a região de Madre de Dios. Assim, os peixes entravam em contato com o metal pesado e desciam o curso d&#8217;água até chegarem ao prato de dezenas de famílias da comunidade. Onze anos depois, o problema continua. Bayolet, então uma criança pequena, hoje tem 16 anos. Cursando o ensino médio, ela disse que ainda enfrenta dificuldades para se concentrar nas aulas. Seu maior desejo é concluir os estudos e cursar enfermagem. Ela se lembra do cansaço constante em sala de aula, da fadiga e da fraqueza. No entanto, após o diagnóstico de exposição ao mercúrio, Bayolet disse ter recebido apenas tratamento para anemia. Bayolet tinha apenas cinco anos quando&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/na-amazonia-peruana-mercurio-do-garimpo-ameaca-criancas-e-gestantes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>No Paraná, projeto realiza vacinação inédita do mico-leão-caiçara</title>
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					<pubDate>17 Set 2026 07:44:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Euan Marshall]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Animais, Áreas Protegidas, Defaunação, Desmatamento, Doenças, Fauna, Mata Atlântica e Primatas]]>
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							<![CDATA[<p>Menos de 400 indivíduos restam na natureza. Uma vacina contra a febre amarela pode salvá-los.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/no-parana-projeto-realiza-vacinacao-inedita-do-mico-leao-caicara/" data-wpel-link="internal">No Paraná, projeto realiza vacinação inédita do mico-leão-caiçara</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em uma quarta-feira de julho, no coração de uma área de restinga do litoral do Paraná, o chilrear dos tangarás na manhã úmida era pontuado pelos passos abafados. Três pesquisadores de campo da ONG de conservação Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) avançavam cuidadosamente por uma trilha, cada um carregando uma pequena gaiola coberta com um pano escuro. Dentro de cada gaiola havia um mico-leão-da-cara-preta, conhecido na região como mico-leão-caiçara (Leontopithecus caissara). Depois de capturados com segurança no dossel das árvores, os pequenos primatas — dois machos e uma fêmea — foram levados para uma barraca improvisada em uma clareira, onde fariam história. Algumas horas depois, os indivíduos se tornariam os primeiros de sua espécie a serem vacinados contra a febre amarela. A postos, uma pequena equipe de pesquisadores e veterinários colocou os micos, um a um, dentro de uma bolsa de algodão para pesá-los, dando início a uma corrida contra o tempo para proteger um dos mamíferos mais ameaçados da fauna brasileira. O L. caissara é uma das quatro espécies de mico-leão endêmicas da Mata Atlântica e está entre os primatas mais raros do mundo. Descoberto e identificado pela ciência somente em 1990, sua população silvestre foi estimada em 392 indivíduos, segundo um estudo de 2011. Em sua maioria, os animais estão restritos às restingas costeiras entre os estados de São Paulo e Paraná. Um veterinário da SPVS examina um mico-leão-caiçara já sedado. Foto: Gabriel Marchi. Sua distribuição, já bastante limitada, também sofre, há décadas,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/no-parana-projeto-realiza-vacinacao-inedita-do-mico-leao-caicara/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Doenças de gatos domésticos ameaçam felinos selvagens no Brasil</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 12:50:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Animais, Biodiversidade, Defaunação, Doenças, Fauna, Felinos, Mamíferos e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/doencas-de-gatos-domesticos-ameacam-felinos-selvagens-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Doenças de gatos domésticos ameaçam felinos selvagens no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as espécies de felinos. Principalmente para nossas espécies nativas e para as que estão ameaçadas de extinção”, disse Flavia Tirelli, doutora em zoologia e coordenadora da Geoffroy’s Cat Working Group, uma rede internacional que luta pela conservação do gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) e de outros felinos silvestres. Segundo a especialista, que também atua como pesquisadora no Laboratório de Evolução, Sistemática e Ecologia de Aves e Mamíferos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o avanço de doenças comuns entre gatos domésticos (Felis catus) — como o vírus da imunodeficiência felina (FIV), o vírus da leucemia felina (FeLV) e a panleucopenia, causada pelo parvovírus felino (FPV), entre outros — pode impactar significativamente a fauna de felídeos em todo o Brasil. “As espécies ameaçadas têm populações menores e mais isoladas dentro de nossa matriz antrópica [ambientes naturais modificados pela ação humana] e também podem estar próximas de animais domésticos que carregam esses vírus”, disse à Mongabay. Um gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) descansa em um tronco de árvore. Foto: Fernando da Rosa via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Segundo estimativas, o Brasil ocupa o terceiro lugar no pódio global em número de animais de estimação, com cerca de 30&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/doencas-de-gatos-domesticos-ameacam-felinos-selvagens-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Moradores relatam doenças em área contaminada por petróleo no litoral de SP</title>
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					<pubDate>10 Jul 2026 07:15:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Barbosa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Combustíveis Fósseis, Crime Ambiental, Desastres ambientais, Direitos humanos, Doenças, Povos Tradicionais e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>SÃO SEBASTIÃO, SP – Em frente à casa onde vive há décadas, no bairro Itatinga, em São Sebastião, Cosma da Silva aponta para diferentes imóveis da vizinhança enquanto enumera uma sequência de casos de câncer. &#8220;Tem uma mulher ali com câncer. Outra naquele prédio também. Outra morreu ali [aponta]. O pessoal dessa área só morre [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/moradores-relatam-doencas-em-area-contaminada-por-petroleo-no-litoral-de-sp/" data-wpel-link="internal">Moradores relatam doenças em área contaminada por petróleo no litoral de SP</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[SÃO SEBASTIÃO, SP – Em frente à casa onde vive há décadas, no bairro Itatinga, em São Sebastião, Cosma da Silva aponta para diferentes imóveis da vizinhança enquanto enumera uma sequência de casos de câncer. &#8220;Tem uma mulher ali com câncer. Outra naquele prédio também. Outra morreu ali [aponta]. O pessoal dessa área só morre de câncer.&#8221;. Aos olhos de Cosma, o adoecimento faz parte da paisagem do bairro. E ela própria inclui sua família nesta conta. Seu marido, Paulo José da Silva, morreu aos 51 anos, devido a um tumor cerebral. Ela própria enfrenta problemas de saúde e passou recentemente por uma cirurgia para a retirada de um nódulo. Enquanto tenta lidar com as consequências do tratamento –- uma ferida que arde e coça ao lado do peito —, ela continua observando uma sucessão de casos de adoecimento entre parentes, vizinhos e conhecidos. A relação entre esses casos e a contaminação ambiental que marcou a história do Itatinga nunca foi comprovada. Mas também nunca foi investigada da forma que os moradores esperavam. A área onde parte da comunidade foi construída foi utilizada, entre as décadas de 1970 e 1980, para o descarte de borra oleosa associada à atividade petrolífera. Anos depois, o terreno foi ocupado por moradias. Investigações ambientais conduzidas por órgãos públicos identificaram a presença de contaminantes derivados do petróleo no solo e nas águas subterrâneas da região. Ao longo de quase vinte anos, documentos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), do Ministério Público Estadual&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/moradores-relatam-doencas-em-area-contaminada-por-petroleo-no-litoral-de-sp/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Perto de ‘morrer’, Rio Camarajipe leva esgoto e lixo ao mar que banha Salvador</title>
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					<pubDate>30 Mar 2026 07:54:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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							<![CDATA[<p>SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital da Bahia. A lista inclui geladeira quebrada, pneu, armário, carrinho de supermercado, mesa, pedaços de plástico, colchão, roupas íntimas, fraldas, sapatos e até cadáveres humanos. Oficialmente, o Camarajipe ainda não foi classificado como “rio morto” — quando um corpo hídrico perde a capacidade de sustentar formas de vida —, mas apresenta estágio avançado de degradação ambiental e já opera, na prática, como mero condutor de esgoto a céu aberto, afetando a saúde da comunidade pesqueira e a vida marinha. Um dos principais destinos turísticos do Brasil no verão, em meio a suas festas populares e às altas temperaturas, a capital baiana sente os efeitos da poluição que chega ao mar pelo maior rio urbano da cidade, com cerca de 14 quilômetros de extensão. Ao todo, Salvador possui 12 bacias hidrográficas, e a do Rio Camarajipe (a terceira maior da cidade) abrange 42 bairros, com área de drenagem (onde as águas escoam naturalmente para o rio) total de 35,9 km². Enquanto as nascentes do rio estão em regiões periféricas, predominantemente residenciais, nas imediações do bairro de Pirajá, a foz fica em uma parte abastada da capital, como a região do bairro Costa Azul. “Hoje, é repugnante&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/perto-de-morrer-rio-camarajipe-leva-esgoto-e-lixo-ao-mar-que-banha-salvador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Seca e descaso: no Norte brasileiro, só metade das aldeias indígenas tem água boa para beber</title>
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					<pubDate>18 Mar 2026 13:45:35 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioFelipe Medeiros]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima – Virada de cabeça para baixo no chão de terra batida, ao lado de uma casa de beneficiamento de farinha, uma enorme caixa d’água chama a atenção de quem passa pela comunidade Bem Viver, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, localizada a 300 quilômetros de Boa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima – Virada de cabeça para baixo no chão de terra batida, ao lado de uma casa de beneficiamento de farinha, uma enorme caixa d’água chama a atenção de quem passa pela comunidade Bem Viver, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, localizada a 300 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima. Sob sol e chuva, ao relento, o objeto empoeirado transmite uma mensagem urgente: em vez de ser utilizado para armazenar água potável para a população da aldeia, o recipiente de 5 mil litros permanece inutilizado há quase dois anos. O reservatório, repassado à comunidade pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste Roraima, unidade gestora do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), não recebeu uma mísera gota d’água. Isso porque, desde que chegou, sequer foi instalado. Sem poder contar com a estrutura, os moradores da região foram forçados a criar um plano alternativo: a missão consiste em captar a água de uma cachoeira próxima, ligada à aldeia por meio de uma rede improvisada de canos de aproximadamente 700 metros. Embora a conexão evite a escassez total, o consumo ocorre sem os devidos processos de tratamento da água. Ao mesmo tempo, a tubulação fina e frágil sofre diariamente com entupimentos, quase sempre causados pelo acúmulo de folhas e detritos. Tubulação improvisada para a captação de água de cachoeira na comunidade Bem Viver, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Foto: Felipe Medeiros. Segundo o cacique Diassis Gabriel de Souza, do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/seca-e-descaso-no-norte-brasileiro-so-metade-das-aldeias-indigenas-tem-agua-boa-para-beber/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pesquisas buscam mapear relação entre hanseníase e caça ilegal de tatus no Brasil</title>
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					<pubDate>18 Set 2025 07:40:25 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adele Santelli]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Segundo registros históricos, a lepra acomete os seres humanos há milhares de anos, com referências diretas à doença encontradas até em passagens bíblicas. A dúvida que persiste, e ainda gera discussões no presente, diz respeito à origem da enfermidade — ainda é incerto para a ciência se ela veio da Ásia ou da África. Seu [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Segundo registros históricos, a lepra acomete os seres humanos há milhares de anos, com referências diretas à doença encontradas até em passagens bíblicas. A dúvida que persiste, e ainda gera discussões no presente, diz respeito à origem da enfermidade — ainda é incerto para a ciência se ela veio da Ásia ou da África. Seu nome moderno, porém, tem uma história bem rastreável. Em 1873, o médico norueguês Gerhard Armauer Hansen identificou o bacilo causador da lepra, chamado Mycobacterium leprae. Assim, a doença foi rebatizada em homenagem ao pesquisador, tornando-se conhecida na literatura científica como “hanseníase”. Mais de um século e meio após a descoberta de Hansen, seus achados seguem em pauta no Brasil por estarem no centro de uma crise de saúde pública: o país é o segundo em número de casos registrados da doença, ficando atrás apenas da Índia. Parte do problema está na transmissão, que ocorre quando as vias respiratórias são atingidas por gotículas de saliva de indivíduos infectados. A propagação desses fluidos corporais, por sua vez, costuma ser facilitada pela tosse e pelo espirro. A bactéria é silenciosa, o que dificulta sua detecção: o microrganismo pode levar anos — ou até mesmo décadas — para se manifestar. Uma vez ativo, afeta os nervos periféricos e a pele, podendo causar manchas, lesões, formigamento e até a perda de sensibilidade em algumas partes do corpo. Uma outra dúvida paira sobre a hanseníase. Apesar de muitos indícios apontarem para essa direção, a ciência brasileira ainda não encontrou consenso para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/pesquisas-buscam-mapear-relacao-entre-hanseniase-e-caca-ilegal-de-tatus-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title> Antas do Cerrado contaminadas por agrotóxicos: o que elas revelam sobre a saúde humana</title>
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					<pubDate>06 Mai 2024 06:10:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Michael Esquer]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alimentos, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conflitos, Conservação, Degradação, Desmatamento, Doenças, Espécies Ameaçadas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Lei Ambiental, Mamíferos, Monocultura, Política Ambiental, Queimadas, Saúde, Soja e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Era 2015 quando pesquisadores tentavam capturar antas (Tapirus terrestris) no Cerrado para instalar coleiras de monitoramento para estudar a espécie. Enquantotentavam realizar o procedimento anestésico, eles notaram que a anestesia não estava funcionando e, por isso, tiveram que suplementar as doses para que o procedimento fizesse efeito. Esse foi o catalisador de pesquisa que revelou, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/05/antas-do-cerrado-contaminadas-por-agrotoxicos-o-que-elas-revelam-sobre-a-saude-humana/" data-wpel-link="internal"> Antas do Cerrado contaminadas por agrotóxicos: o que elas revelam sobre a saúde humana</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Era 2015 quando pesquisadores tentavam capturar antas (Tapirus terrestris) no Cerrado para instalar coleiras de monitoramento para estudar a espécie. Enquantotentavam realizar o procedimento anestésico, eles notaram que a anestesia não estava funcionando e, por isso, tiveram que suplementar as doses para que o procedimento fizesse efeito. Esse foi o catalisador de pesquisa que revelou, anos depois, que as antas da região estavam contaminadas com vários tipos de agrotóxicos e apresentavam alterações em órgãos importantes para o metabolismo. Na época, os pesquisadores levantaram a hipótese de que algo no corpo das antas estava interferindo na anestesia. Uma possibilidade era a exposição a pesticidas, que está ligada a alterações no processo metabólico. Agora, outra hipótese levantada pelos pesquisadores na época foi confirmada: moradores da mesma região também apresentam contaminação por agrotóxicos. As descobertas sobre as antas levaram os pesquisadores a coletar amostras biológicas de cerca de 100 moradores das proximidades, e mais de 30 pessoas apresentaram resultados positivos para algum tipo de pesticida, com mais de um produto químico presente em alguns casos. O agrotóxico mais utilizado no Brasil, o glifosato, foi encontrado em mais de 20 pessoas. O trabalho, divulgado em um relatório técnico em fevereiro, foi conduzido por pesquisadores da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (Incab) do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), que estão preparando um artigo sobre a pesquisa para publicação em uma revista científica. Esta pesquisa mostra como os animais estão fornecendo informações e inspiração para estudos com humanos, o que é mais um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/05/antas-do-cerrado-contaminadas-por-agrotoxicos-o-que-elas-revelam-sobre-a-saude-humana/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Como crianças e adolescentes brasileiros enfrentam a emergência climática</title>
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					<pubDate>04 Mar 2024 07:49:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Beatriz Jucá e Leandro Barbosa]]>
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							<![CDATA[Água, Alterações Climáticas, Combustíveis Fósseis, Conservação, Desmatamento, Doenças, Florestas, Florestas Tropicais, Gases de Efeito Estufa, Oceanos, Política Ambiental, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>A emergência climática tem afetado o desenvolvimento e violado direitos de crianças e adolescentes no mundo e no Brasil. Secas extremas prolongadas dificultam o acesso à água e prejudicam a alimentação, junto com as queimadas. Chuvas excessivas e outros desastres desabrigam, forçam deslocamentos, cancelam aulas. Poluição, ondas de calor e inundações geram doenças. Quase todos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A emergência climática tem afetado o desenvolvimento e violado direitos de crianças e adolescentes no mundo e no Brasil. Secas extremas prolongadas dificultam o acesso à água e prejudicam a alimentação, junto com as queimadas. Chuvas excessivas e outros desastres desabrigam, forçam deslocamentos, cancelam aulas. Poluição, ondas de calor e inundações geram doenças. Quase todos os meninos e meninas do planeta estão expostos a pelo menos um risco climático e ambiental, segundo um relatório publicado em 2021 pelo Unicef, fundo criado pela ONU para promover os direitos e o bem-estar de crianças e adolescentes em todo o mundo. Passa de 2 bilhões o número de crianças e adolescentes com menos de 18 anos expostos a mais de um risco, choque ou estresse climático/ambiental, conforme o documento. O Brasil está no centro do problema. Mais de 40 milhões de crianças e adolescentes – 60% do total de brasileiros – desta faixa etária estão expostos a mais de um dos riscos analisados no estudo do Unicef. A Mongabay ouviu jovens de diferentes regiões do país para entender como eles têm enfrentado a crise climática que já afeta suas rotinas e viola seus direitos no presente. Darley Ferreira, de 18 anos, diz que foi inesperado ver os rios amazônicos sem água em 2023, ano em que a Amazônia enfrentou a pior seca já registrada. O Rio Arapiuns, que passa pela comunidade São Marcos, onde ele vive, na região do Baixo Tapajós, oeste paraense, secou. E a logística para se deslocar até a comunidade&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/como-criancas-e-adolescentes-brasileiros-enfrentam-a-emergencia-climatica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que o futuro da Amazônia depende de seus igarapés</title>
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					<pubDate>27 Dez 2023 07:04:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia KleinLetícia Klein (texto) e André Dib (fotos)]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Doenças, Florestas, Florestas Tropicais, Recursos hídricos, Responsabilidade Ambiental, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>O passo é rápido para acompanhar os cientistas e seus guias ribeirinhos dentro da mata. Estamos na estação seca, e o calor sufocante da Floresta Amazônica se impõe. Uma hora e meia depois, entre descidas e subidas  – algumas tão íngremes que pedem a mão amiga do colega à frente –, chegamos ao igarapé. Alívio. [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[O passo é rápido para acompanhar os cientistas e seus guias ribeirinhos dentro da mata. Estamos na estação seca, e o calor sufocante da Floresta Amazônica se impõe. Uma hora e meia depois, entre descidas e subidas  – algumas tão íngremes que pedem a mão amiga do colega à frente –, chegamos ao igarapé. Alívio. A água pura e cristalina do pequeno braço de rio é providencial não só para matar a sede depois da caminhada: é o próprio objeto da pesquisa em curso. Na Floresta Nacional do Tapajós, oeste do Pará, alunos e professores de diferentes universidades avaliam o estado de conservação de igarapés como parte de um projeto de pesquisa que inclui 100 pequenos riachos entre as cidades de Santarém e Paragominas, que foram analisados pela primeira vez em 2010. O termo para nomear esses riachos vem do tupi-guarani e significa “caminho de canoa”. Os igarapés correm das nascentes em direção a lagos e rios e, como o nome diz, são navegáveis, embora bem mais estreitos e rasos. “Os grandes rios da Amazônia não existiriam sem os igarapés, que são suas cabeceiras”, explica Cecília Gontijo Leal, pesquisadora vinculada à Universidade de Lancaster, na Inglaterra, e à Rede Amazônia Sustentável (RAS). A ecóloga coordena o projeto Understanding and conserving tropical freshwater ecosystems (Entendendo e conservando sistemas aquáticos tropicais). Agora, ao voltar aos mesmos pontos do estudo anterior, o grupo com 19 professores e alunos busca analisar a série temporal para compreender a evolução dos impactos humanos sobre esses ecossistemas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/12/por-que-o-futuro-da-amazonia-depende-de-seus-igarapes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Praias cada vez mais quentes: extremos climáticos disparam na costa brasileira</title>
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					<pubDate>07 Ago 2023 06:21:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Luís Patriani]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Alterações Climáticas, Combustíveis Fósseis, Conservação, Desmatamento, Doenças, Florestas, Florestas Tropicais, Gases de Efeito Estufa, Oceanos, Política Ambiental, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>Analisando os padrões de temperatura nos últimos 40 anos em cinco pontos do litoral brasileiro, cientistas confirmaram os impactos do aquecimento global no país: verões mais quentes, mais ondas de calor e maior amplitude térmica ao longo do dia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/08/praias-cada-vez-mais-quentes-extremos-climaticos-disparam-na-costa-brasileira/" data-wpel-link="internal">Praias cada vez mais quentes: extremos climáticos disparam na costa brasileira</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Divulgado em fevereiro de 2022, o último relatório elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) reafirmou como a emissão de gases de efeito estufa estão aumentando a frequência e a intensidade de temperaturas extremas ao redor do planeta. De acordo com o relatório, a cada 1 °C a mais na temperatura média global é esperado um agravamento desses fenômenos, responsáveis por secas, inundações, fome e morte de inúmeras pessoas, animais e plantas. As previsões indicam um acréscimo médio de 1,5 °C nos termômetros em relação à era pré-industrial até 2030, mesmo em um cenário otimista de menor emissão de carbono. Mas como especificar o que é um “extremo” de temperatura em um país imenso como o Brasil e com clima tão diverso, e identificar padrões destes extremos para entender seus efeitos em diferentes regiões? É o que respondeu o estudo inédito feito por pesquisadores do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que avaliou os padrões dos extremos de temperatura no litoral brasileiro, com impactos medidos em termos de ocorrências (dias em que um extremo aconteceu) e de eventos (dias seguidos da ocorrência de extremos, caracterizando uma onda). O trabalho se debruçou nos dados de temperatura do ar levantados a cada hora do dia ao longo dos últimos 40 anos em cinco regiões costeiras do país: São Luís (MA), Natal (RN), São Mateus (ES), Iguape (SP) e Rio Grande (RS). Praia em Ilha Comprida, próxima a Iguape (SP). Foto: Prefeitura de Ilha&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/08/praias-cada-vez-mais-quentes-extremos-climaticos-disparam-na-costa-brasileira/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mudanças climáticas devem aumentar transmissões de zika e dengue</title>
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					<pubDate>17 Jul 2023 07:38:59 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Luís Patriani]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Água, Alterações Climáticas, Amazônia, Conservação, Desmatamento, Doenças, Florestas, Florestas Tropicais, Política Ambiental, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil bateu o recorde de mortes por dengue em 2022, ao ultrapassar pela primeira vez na história recente a barreira dos quatro dígitos, com 1.016 óbitos. A triste marca deve ser superada em 2023. De acordo com o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses, já são 635 casos fatais registrados até 11 de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil bateu o recorde de mortes por dengue em 2022, ao ultrapassar pela primeira vez na história recente a barreira dos quatro dígitos, com 1.016 óbitos. A triste marca deve ser superada em 2023. De acordo com o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses, já são 635 casos fatais registrados até 11 de junho, um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. A última atualização do órgão, criado neste ano pelo Ministério da Saúde, aponta 1,3 milhões de ocorrências prováveis de pessoas infectadas até o momento. Em 2022, foram 1.450.270 casos. Se a presença da dengue, cujo principal vetor é a fêmea do Aedes aegypti, se mostra assustadora no presente, um estudo da Universidade de Michigan (EUA) indica um panorama no futuro ainda pior. O potencial de transmissão das arboviroses — doenças que incluem, além da dengue, zika e chikungunya — pode aumentar 20% nos próximos 30 anos devido às mudanças climáticas. O alarmante cenário projetado surgiu de uma investigação da incidência destas patologias em quatro capitais do Brasil:  Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. “Os órgãos de controle brasileiros devem estar preparados não apenas para o aumento da incidência das doenças como dengue e zika, mas também para temporadas de transmissão mais longas e uma expansão da área geográfica de ocorrência”, afirma o epidemiologista Andrew Brouwer, coautor do estudo e pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan. O menino João Gabriel, nascido com microcefalia em decorrência de infecção&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/07/mudancas-climaticas-devem-aumentar-transmissoes-de-zika-e-dengue/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Parteiras tradicionais da Amazônia querem o reconhecimento da profissão</title>
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					<pubDate>26 Jul 2022 07:26:02 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Luís Patriani]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Doenças, Entrevistas, Indígenas, Índios, Medicina tradicional, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Saúde, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Criada em 2018, a primeira e única associação de parteiras tradicionais do Amazonas busca valorizar a profissão frente à crítica dos médicos e à falta de reconhecimento do poder público. </p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/07/a-luta-das-parteiras-tradicionais-da-amazonia-pelo-reconhecimento-da-profissao/" data-wpel-link="internal">Parteiras tradicionais da Amazônia querem o reconhecimento da profissão</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Comunidade Deus é Pai, Rio Tefé, Amazonas. Em meio à atmosfera de crianças brincando em um ensolarado fim de tarde no remanso do igarapé, uma corajosa moradora pede passagem em nome das parteiras tradicionais da Floresta Amazônica e deixa uma pergunta no ar do distante povoado ribeirinho. &#8220;Eu lanço um desafio para qualquer médico especialista. Será que ele faria um parto dentro de um roçado, uma canoa, um banheiro ou cozinha de farinha? Doutor, já pensou em ajudar uma mulher a dar à luz no quarto escuro sem energia elétrica, só você com uma lanterna na cabeça, suas mãos e a parturiente?”, indaga Tabita dos Santos Moraes, que parteja desde os 15 anos e acaba de deixar a presidência da Associação de Parteiras Tradicionais do Estado do Amazonas (Aptam) Algodão Roxo, a primeira e única do tipo no estado. O questionamento se justifica. Desqualificadas pela retórica das ciências biomédicas e da medicalização do parto que imperam no Sistema Único de Saúde, as parteiras sequer recebem ajuda de custo e muitas vezes são impedidas de acompanhar a gestante no parto hospitalar, apesar da Lei Estadual nº 5.312, autorizando-as sempre que solicitadas pela parturiente. Comunidade Deus É Pai, município de Tefé (AM). Foto: Luís Patriani Ciente da miopia do SUS e da capacidade de sua classe, a altiva parteira da Comunidade Deus é Pai coloca em cheque o cientificismo que as inviabiliza. Em áreas rurais da Amazônia, onde o acesso às comunidades é difícil, notadamente no período da seca — em que rios quase&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/07/a-luta-das-parteiras-tradicionais-da-amazonia-pelo-reconhecimento-da-profissao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Investigação liga cadeia de fornecimento de frango na Europa a abusos aos direitos indígenas no Brasil</title>
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					<pubDate>25 Mai 2022 05:39:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Laurel Sutherland]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alimentos, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Doenças, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Mata Atlântica, Medicina tradicional, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Saneamento, Saúde, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Nova investigação estabeleceu uma ligação entre as redes de supermercados, fast food e marcas de comida para pets da Europa com a fazenda Brasília do Sul, de 9.700 hectares, que se tornou sinônimo de abusos aos direitos indígenas no Mato Grosso do Sul. Brasília do Sul abrigava um grupo de indígenas Guarani-Kaiowá, que foi expulso à força nos anos 1950 para abrir caminho ao desenvolvimento agrícola.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/05/investigacao-liga-cadeia-de-fornecimento-de-frango-na-europa-a-abusos-aos-direitos-indigenas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Investigação liga cadeia de fornecimento de frango na Europa a abusos aos direitos indígenas no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Nos anos 1950, um grupo de indígenas Guarani-Kaiowá que vivia na comunidade de Takuara, no Mato Grosso do Sul, foi expulso à força da terra em que vivia há séculos para abrir caminho para o desenvolvimento agrícola. Hoje, Takuara é conhecida como Brasília do Sul, uma fazenda de 9.700 hectares que se tornou sinônimo de abusos aos direitos indígenas no Brasil. De acordo com uma nova investigação, Brasília do Sul é hoje uma grande produtora de soja e fornecedora do grão para grandes cooperativas e redes, entre elas a Lar Cooperativa Agroindustrial, uma das maiores produtoras de carne de frango do Brasil. A investigação foi realizada pela Earthsight, um grupo ambientalista com sede em Londres, e o De Olho nos Ruralistas, que monitora o agronegócio no Brasil. A companhia Westbrigde Foods, com sede no Reino Unido, foi indentificada como uma das maiores compradoras de frango marinado congelado da Lar e é fornecedora de produtos de frango para a gigante de fast food KFC e para as redes de supermercados Sainsbury’s, Asda, Aldi e Iceland, entre outros. Entre 2018 e 2021, a Westbridge importou mais de 37 mil toneladas de frango marinado e congelado da Lar – cerca de um terço da quantidade que a empresa brasileira enviou aos EUA e ao Reino Unido durante o período. Em resposta a perguntas feitas pelos investigadores em relação às descobertas da reportagem, tanto a Aldi quanto a Asda negaram que o frango fornecido pela Westbridge tenha qualquer ligação com Brasília do Sul, enquanto&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/05/investigacao-liga-cadeia-de-fornecimento-de-frango-na-europa-a-abusos-aos-direitos-indigenas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Como cães se tornaram especialistas em farejar o coronavírus</title>
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					<pubDate>03 Dez 2020 06:41:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Matheus Lopes Quirino]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Doenças, Mamíferos e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>Além de serem imunes à covid-19, cães possuem superfaro: têm cerca de 300 milhões receptores olfativos no focinho, 60 vezes a mais que os humanos. </p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/12/como-caes-se-tornaram-especialistas-em-farejar-o-coronavirus/" data-wpel-link="internal">Como cães se tornaram especialistas em farejar o coronavírus</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Sinatra está inquieto. Dá voltas em torno de uma amostra de algodão enquanto ladra, cava e funga. O tufo não foi parar ali por acaso, e também não é a primeira vez que o cão se comporta assim. Vira-latas malhado, forte, de olhos atentos, ele recebe treinamento para farejar vestígios do novo coronavírus. No sítio em que vive, no município de Campo Limpo Paulista, no interior do estado de São Paulo, Sinatra é um aluno avançado de uma escola de “sommeliers” de coronavírus. Ele faz parte de uma dupla pronta para identificar a peste que agora assola os humanos, enquanto outros onze caninos recebem treinamento. Além de serem imunes à covid-19, cães possuem superfaro. De focinhos a postos, ostentam cerca de 300 milhões de receptores olfativos, enquanto os humanos têm 5 milhões. Ganhando de 60 a 1 no campo nasal, cachorros têm quarenta vezes mais capacidade de assimilar odores a partir de suas sinapses. Não por acaso, estão sendo recrutados ao redor do mundo por cientistas que buscam métodos rápidos e práticos para identificar os humanos que hospedam o vírus. Diversos estudos comprovam a vocação. Na Universidade de Medicina de Hannover, na Alemanha, pesquisadores avançam nos testes com cães farejadores para detecção de compostos orgânicos voláteis. Em outros países da Europa os resultados também são promissores. Em outubro, foi no aeroporto de Helsinque, na Finlândia, que uma matilha bem comportada foi flagrada por fotógrafos em horário de trabalho. Os cães estavam desde setembro sendo testados na terceira fase do estudo.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/12/como-caes-se-tornaram-especialistas-em-farejar-o-coronavirus/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Com envolvimento da comunidade, casos de malária caem quase 20 vezes no norte do Amazonas</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2020/10/com-envolvimento-da-comunidade-casos-de-malaria-caem-quase-20-vezes-no-norte-do-amazonas/</link>
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					<pubDate>26 Out 2020 22:03:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Juliana Aguilera]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Doenças, Florestas Tropicais, Incêndios, Queimadas, Saneamento e Saúde]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Estudo conjunto de pesquisadores espanhóis e brasileiros acompanhou por 15 anos comunidades do Baixo Rio Negro em seu esforço de combate à malária. A participação dos moradores foi crucial para reduzir em 94% o número de casos. </p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/10/com-envolvimento-da-comunidade-casos-de-malaria-caem-quase-20-vezes-no-norte-do-amazonas/" data-wpel-link="internal">Com envolvimento da comunidade, casos de malária caem quase 20 vezes no norte do Amazonas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Depois de 15 anos acompanhando os casos de malária no Baixo Rio Negro, um estudo conduzido por instituições espanholas em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e com órgãos de saúde brasileiros comprovou a eficácia da ação comunitária no combate à doença transmitida pelo mosquito Anopheles. A partir do envolvimento de moradores na área do Parque Nacional do Jaú, nos municípios de Barcelos e Novo Airão (AM), e de melhorias nas estruturas dos centros de saúde, os casos de infecção caíram de 354 para 20 entre 2005 e 2015. É uma redução de 94% em dez anos. Nos estados da Região Norte, a malária ainda é um problema de saúde alarmante. Segundo a OMS, em 2019, foram confirmados cerca de 156 mil casos no Brasil, sendo 99% deles na região amazônica. As infecções costumam se centrar em áreas de mineração, extrativismo madeireiro e assentamentos agrícolas — locais onde as alterações ambientais favorecem a transmissão da doença. No estado do Amazonas, a prestação de serviço de saúde é um desafio, pois muitos povoados se encontram em áreas remotas, como no caso das 14 comunidades monitoradas neste estudo. Entrada do Parque Nacional do Jaú. Foto: Tim Ellis/CC BY-NC 2.0. A pesquisa e a ação participativa foram implementadas em duas etapas, sendo a primeira voltada para a saúde geral e a segunda para o manejo dos casos de malária. Em 2001, um grupo in loco entrevistou moradores dentro dos limites do Parque Nacional do Jaú e identificou as doenças mais recorrentes,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/10/com-envolvimento-da-comunidade-casos-de-malaria-caem-quase-20-vezes-no-norte-do-amazonas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Pesquisa detecta paralelo entre criação de porcos e focos de coronavírus</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2020/09/pesquisa-detecta-paralelo-entre-criacao-de-porcos-e-focos-de-coronavirus/</link>
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					<pubDate>28 Set 2020 08:34:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Alimentos, Doenças, Saneamento e Saúde]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Pesquisadores encontraram uma surpreendente correlação na Região Sul do Brasil: municípios com maior densidade de porcos também são aqueles com o maior número de pessoas infectadas por covid-19. </p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/09/pesquisa-detecta-paralelo-entre-criacao-de-porcos-e-focos-de-coronavirus/" data-wpel-link="internal">Pesquisa detecta paralelo entre criação de porcos e focos de coronavírus</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Nos últimos meses, frigoríficos de diversas localidades foram associados ao aumento de casos de infecção por covid-19. O frigorífico Tönnies, na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha, foi fechado temporariamente e a processadora de carne de porco Smithfield, nos Estados Unidos, se tornou grande foco da doença em Dakota do Sul, um dos estados menos povoados do país. No Brasil, reclamações envolvendo abatedouros e contaminação por covid-19 proliferam e 20% dos trabalhadores do setor foram infectados, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA). Os surtos nos frigoríficos e a liderança mundial da China como produtora de carne suína chamaram a atenção da pesquisadora e professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Mies Bombardi, do farmacêutico alemão Immo Fiebrig e do técnico do Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento do Departamento de Geografia da USP, Pablo Nepomuceno, que passaram a analisar a questão. Em dois artigos, eles mostram a correlação espacial entre o aumento de infectados pelo covid-19 e a criação intensiva de porcos no Brasil, nos Estados Unidos e na Alemanha. Levantam também a hipótese, ainda não comprovada, de que o modelo atual de agropecuária, especificamente a criação industrial de suínos, pode favorecer a propagação do vírus, tendo os porcos como vetores da contaminação. “Trata-se de uma hipótese, mas a correlação espacial é enorme”, diz Larissa Bombardi. Santa Catarina, responsável por 25% da produção de carne suína do Brasil, foi a primeira evidência apontada no primeiro artigo publicado. Com alta taxa&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/09/pesquisa-detecta-paralelo-entre-criacao-de-porcos-e-focos-de-coronavirus/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Brasil atinge recorde de consumo de agrotóxicos altamente perigosos, diz relatório</title>
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					<pubDate>27 Mar 2020 10:40:40 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jenny Gonzales]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Doenças, Espécies Ameaçadas, Fauna, Mamíferos, Monocultura, Saúde, Soja e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Relatório de ONGs constata que o Brasil é o maior comprador anual de pesticidas altamente perigosos (HHPs), designação técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Os HHPs contêm ingredientes ativos com toxicidade extremamente aguda e causam impactos negativos crônicos na saúde humana e no meio ambiente.</p>
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							<![CDATA[Abelhas mortas encontradas por apicultores na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Foto: Sofia Perpétua/Unearthed. O Brasil não é apenas o campeão mundial em consumo de agrotóxicos (mais de US$ 10 bilhões ao ano), mas também o maior comprador de pesticidas altamente perigosos (HHPs) — designação das Nações Unidas para agrotóxicos que contêm ingredientes ativos com toxicidade extremamente aguda, que persistem no meio ambiente e em organismos, e com efeitos negativos crônicos na saúde humana e no meio ambiente, mesmo sob níveis de exposição muito baixos. Essa é a conclusão de uma investigação realizada pela Unearthed, organização jornalística independente financiada pelo Greenpeace UK, em parceria com a ONG suíça Public Eye. A equipe do estudo cruzou dados referentes a US$ 23,3 bilhões em vendas de pesticidas para 43 países em 2018 (cerca de 40% do mercado global) com a lista de HHPs da Pesticide Action Network (PAN). O conjunto aprofundado de dados foi dividido por ingrediente ativo para determinar o valor e a porcentagem de cada venda referente aos pesticidas altamente perigosos. A análise mostrou que 42,4% das vendas totais (US$ 9,9 bilhões) foram de HHPs. Desse grupo de pesticidas altamente perigosos, o Brasil respondeu por mais de um quinto (22,2%), com US$ 2,2 bilhões. Além disso, os cinco principais fabricantes de pesticidas do mundo — Syngenta (Suíça), Bayer e BASF (ambos sediados na Alemanha) e Corteva e FMC (ambos nos Estados Unidos) — responderam por 80% de todas as vendas de agrotóxicos ao Brasil; 72% desse total&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/03/brasil-atinge-recorde-de-consumo-de-agrotoxicos-altamente-perigosos-diz-relatorio/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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