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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Estudo: Amazônia resiste ao fogo, mas renasce com menos diversidade</title>
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					<pubDate>02 Jul 2026 12:46:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Aquecimento global, Biodiversidade, Clima, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Reflorestamento e Resiliência climática]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2024, a Amazônia brasileira enfrentou uma das piores temporadas de incêndios de sua história: as chamas atingiram 15,6 milhões de hectares, uma área maior que a do estado do Ceará — dos quais 43% eram vegetação florestal. Segundo dados da MapBiomas, a área destruída pelas chamas foi 117% maior do que a média histórica. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2024, a Amazônia brasileira enfrentou uma das piores temporadas de incêndios de sua história: as chamas atingiram 15,6 milhões de hectares, uma área maior que a do estado do Ceará — dos quais 43% eram vegetação florestal. Segundo dados da MapBiomas, a área destruída pelas chamas foi 117% maior do que a média histórica. Recentemente, um grupo de pesquisadores revelou algo que, segundo eles, deu certo otimismo à ciência em meio a esses números: embora a perda de biodiversidade persista, a Amazônia demonstrou uma surpreendente capacidade de regeneração após os incêndios. Os resultados foram apresentados em um estudo conduzido no sudeste da Amazônia ao longo de duas décadas. O trabalho buscou prever os riscos enfrentados pela floresta tropical à medida que o desmatamento, a queda nos níveis de precipitação e as secas prolongadas se tornam mais frequentes. “Nosso estudo traz uma mensagem de esperança. Ele demonstra que uma floresta altamente degradada consegue se recuperar mesmo após muitos distúrbios”, disse o principal autor do artigo, Leandro Maracahipes, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, com apoio do Instituto Serrapilheira. No entanto, Maracahipes explica que essa regeneração dá lugar a um novo tipo de floresta. “É um novo ecossistema. Embora consiga se recuperar, essa floresta é muito mais ‘pobre’, com maior quantidade de espécies generalistas, muito mais vulneráveis a novos distúrbios”, disse à Mongabay. Imagem aérea de uma área de floresta amazônica. Foto: Leandro Maracahipes. Impacto maior nas bordas da floresta&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/estudo-amazonia-resiste-ao-fogo-mas-renasce-com-menos-diversidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento e aquecimento podem causar mudanças irreversíveis na Amazônia até 2040</title>
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					<pubDate>05 Jun 2026 07:42:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
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							<![CDATA[<p>Desmatamento e mudanças climáticas estão rapidamente empurrando a floresta amazônica rumo a um perigoso ponto de inflexão. A transformação da selva em savana pode chegar muito antes do que se imaginava. Esse é o alerta de um novo artigo, publicado na revista Nature. Caso o desmatamento chegue a uma extensão de 22% a 28% da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Desmatamento e mudanças climáticas estão rapidamente empurrando a floresta amazônica rumo a um perigoso ponto de inflexão. A transformação da selva em savana pode chegar muito antes do que se imaginava. Esse é o alerta de um novo artigo, publicado na revista Nature. Caso o desmatamento chegue a uma extensão de 22% a 28% da Amazônia, além de um aumento da temperatura entre 1,5 °C e 1,9 °C, o bioma pode alcançar um ponto sem volta já na década de 2040. Os pesquisadores concluíram que ultrapassar esse limiar de desmatamento e temperatura global poderia fazer com que mais de dois terços da floresta se degradassem ou se transformassem em um ecossistema de savana. Atualmente, cerca de 17% da Pan-Amazônia já foram desmatados, e tudo indica que a Terra irá ultrapassar o aquecimento de 1,5 °C acima dos níveis pré‐industriais. Estudos alertam que é cada vez mais provável que ultrapassemos 2°C de aquecimento até 2050. No pior dos casos, “esse limiar crítico [na Amazônia] poderia ser atingido já na década de 2040”, disse Nico Wunderling, autor principal do artigo e pesquisador do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, na Alemanha, em entrevista à Mongabay. “Embora eu seja um pouco mais otimista: se as atuais tendências [decrescentes] do desmatamento brasileiro continuarem, talvez não alcancemos [o ponto de inflexão] até meados do século.” “Podemos dizer com segurança que, quanto mais desmatamento ocorrer, mais baixo será esse limiar de aquecimento global”, disse Arie Staal, coautor do estudo e professor assistente na Universidade de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/desmatamento-e-aquecimento-podem-causar-mudancas-irreversiveis-na-amazonia-ate-2040/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto de lei quer proibir uso de imagens de satélite para embargar desmatadores</title>
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					<pubDate>07 Mai 2026 17:43:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>Em maio de 2025, uma delegação de políticos e fazendeiros paraenses foi a Brasília protestar contra o Ibama. Por trás de tamanha irritação, estavam os embargos impostos a 544 propriedades rurais no município de Altamira, um dos focos do desmatamento na Amazônia. Em todos os casos, derrubadas ilegais detectadas por imagens de satélite levaram os [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em maio de 2025, uma delegação de políticos e fazendeiros paraenses foi a Brasília protestar contra o Ibama. Por trás de tamanha irritação, estavam os embargos impostos a 544 propriedades rurais no município de Altamira, um dos focos do desmatamento na Amazônia. Em todos os casos, derrubadas ilegais detectadas por imagens de satélite levaram os agentes ambientais a proibir o uso das áreas para lavoura ou criação de gado. “Todos vieram aqui para apresentar e pedir solução a respeito de áreas produtivas no estado do Pará”, disse o governador do Pará, Helder Barbalho, na época. Quase um ano depois, este ressentimento foi destilado em um novo projeto de lei propondo a proibição dos chamados “embargos remotos”. Hoje, o Ibama utiliza imagens de satélite para identificar onde o desmatamento ilegal está ocorrendo. Assim que detectam uma área recentemente desmatada, os agentes verificam se existe uma licença ambiental autorizando aquele desmate — na Amazônia, cerca de 90% da derrubada da floresta é ilegal. Se não houver autorização, os servidores emitem um embargo diretamente de seus computadores, como medida preventiva. O sistema é uma das ferramentas que ajudaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reduzir pela metade os números do desmatamento na Amazônia desde que assumiu o cargo, em 2023. “Hoje temos muitas imagens de satélite em resolução altíssima, e a gente consegue cruzar informações de vários bancos de dados”, disse Wallace Lopes, representante da associação de servidores ambientais federais, Ascema, à Mongabay. Jair Schmitt, diretor de proteção ambiental&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/projeto-de-lei-quer-proibir-uso-de-imagens-de-satelite-para-embargar-desmatadores/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</title>
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					<pubDate>30 Abr 2026 07:04:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rubens Valente]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Indígenas, Índios, Monocultura, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes pressões políticas para restringir o acordo. Enquanto isso, lideranças indígenas enxergam uma oportunidade econômica com o fim da moratória. Membros de comunidades que vendem soja cultivada em suas terras demarcadas alegam que já o fazem de forma sustentável e que o acordo penaliza injustamente seu produto. A Mongabay conversou com diversas partes interessadas, desde lideranças indígenas e entidades corporativas até ambientalistas e órgãos do governo — pessoas de todo o espectro político brasileiro — para obter suas opiniões sobre o que a possível dissolução da moratória pode significar para os povos originários e suas terras na Amazônia. Trecho de floresta amazônica junto a campos de soja em Belterra, no Pará. Foto: AP Photo/Leo Correa. A Moratória da Soja é um pacto voluntário entre empresas, órgãos públicos e ONGs para reduzir o desmatamento na Amazônia. Os participantes concordaram em proibir, em suas cadeias de suprimentos, qualquer soja produzida em áreas da região  desmatadas após julho de 2008. Dez anos após a entrada em vigor do acordo, em 2006, o desmatamento para o cultivo do grão na floresta amazônica já havia caído para 1%. As fazendas de soja, por sua vez, ampliaram sua área de plantio em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Acordo entre Mercosul e UE avança, mas acende alertas sobre o risco ambiental</title>
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					<pubDate>09 Abr 2026 06:28:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos sociais, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Gado, Grilagem, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Pesticidas, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. A medida, no entanto, pode trazer no pacote uma série de impactos ambientais. Entre os principais problemas, de acordo com diferentes organizações e ambientalistas, destaca-se a expansão do desmatamento, da exploração de minérios e da importação de pesticidas. Em contrapartida, outros especialistas defendem que o acordo pode impor uma série de regras ambientais a um comércio global já existente — além de facilitar a troca de conhecimentos entre as partes envolvidas. Em linhas gerais, o tratado em desenvolvimento prevê a redução gradual das tarifas de importação no comércio entre os dois blocos continentais. No final de fevereiro, em nota, o governo brasileiro declarou que os europeus “se comprometem a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos”. Mesmo assim, nos últimos anos, o avanço do acordo acendeu múltiplos alertas para o meio ambiente. Em um relatório de março de 2023, o Greenpeace avaliou que a isenção de tarifas beneficiaria a exportação de commodities, podendo ampliar as fronteiras agrícolas e o desmatamento em toda a América do Sul. Atualmente, segundo o estudo, bens agrícolas e minerais representam mais de 70%&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/acordo-entre-mercosul-e-ue-avanca-mas-acende-alertas-sobre-o-risco-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>5 iniciativas indígenas que estão salvando a natureza no Brasil</title>
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					<pubDate>02 Abr 2026 07:33:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Incêndios, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Mas, afinal, quem é que protege o meio ambiente? Nos diferentes biomas brasileiros, da Amazônia ao Cerrado, a ameaça do fogo, do desmatamento, das invasões de terra e do garimpo ilegal ainda reina sem muitos contrapesos, colocando a natureza e a vida de povos tradicionais na rota da degradação e do conflito. Enquanto cobram o [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/5-iniciativas-indigenas-brasileiras-que-estao-salvando-a-natureza-no-brasil/" data-wpel-link="internal">5 iniciativas indígenas que estão salvando a natureza no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Mas, afinal, quem é que protege o meio ambiente? Nos diferentes biomas brasileiros, da Amazônia ao Cerrado, a ameaça do fogo, do desmatamento, das invasões de terra e do garimpo ilegal ainda reina sem muitos contrapesos, colocando a natureza e a vida de povos tradicionais na rota da degradação e do conflito. Enquanto cobram o poder público por medidas emergenciais e por mais apoio, grupos indígenas entenderam que não têm tempo a perder: com suas próprias ações coletivas, comunidades em todo o país atuam para combater as múltiplas crises que assolam seus territórios, exercendo o papel de guardiões de florestas, rios e planícies. A Mongabay reuniu histórias de cinco projetos sob gestão indígena que, aliando saberes ancestrais, tecnologia e planejamento, já fazem a diferença na missão do Brasil rumo a um futuro de preservação. &nbsp; Mulheres Krahô lideram guarda indígena para proteger território em Tocantins Treze mulheres indígenas formam o Mē Hoprê Catêjê, grupo de guerreiras Krahô responsável pela vigilância territorial na Terra Indígena Kraolândia. Foto cedida por Luzia Krahô (Kruw). Muita coisa mudou na Terra Indígena Kraolândia, que se espalha por mais de 300 mil hectares nos municípios de Goiatins e Itacajá, no Tocantins. Em um passado não tão distante, as mulheres ali se viam afastadas de postos de liderança, restritas ao trabalho doméstico, enquanto os perigos da extração de madeira, da caça e dos agrotóxicos espreitavam o território. Para combater essas ameaças, as próprias mulheres indígenas Krahô deram um passo à frente, superando as barreiras de gênero para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/5-iniciativas-indigenas-brasileiras-que-estao-salvando-a-natureza-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Valéria Paye: negociar com fundos indígenas exige &#8216;princípio da confiança’</title>
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					<pubDate>20 Mar 2026 07:41:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alexandre de Santi*Holly Jonas*]]>
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							<![CDATA[<p>As emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase 22 mil km2, tamanho [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase 22 mil km2, tamanho similar ao estado de Sergipe —, foi um momento histórico de luta após décadas por reconhecimento e autodeterminação. Localizada entre o noroeste do Pará e o norte do Amazonas, a terra indígena foi homologada graças, em grande parte, ao esforço do Podáali — um dos muitos fundos liderados por indígenas que têm redesenhado o mapa do financiamento ambiental no Brasil. Esses fundos  são criados, geridos e administrados por lideranças  indígenas de diferentes povos, tendo como base  suas visões de mundo e valores, como respeito, reciprocidade e confiança. O  Podáali, Fundo Indígena para a Amazônia Brasileira, é um exemplo disso. Foram mais de dez anos de discussões e preparativos antes que a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) estabelecesse o fundo formalmente em 2020. Um dos objetivos do Podáali é possibilitar e ampliar o financiamento direto aos povos e movimentos indígenas, nos termos deles. Apesar da grande dimensão de seu papel na sustentabilidade e na defesa de um planeta saudável, os povos originários e suas organizações recebem uma pequena fração do financiamento filantrópico global. Um relatório de 2024 constatou a situação como “padrões consistentes de desigualdades generalizadas e sistêmicas”. “Se a gente, no campo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/valeria-paye-negociar-com-fundos-indigenas-exige-principio-da-confianca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</title>
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					<pubDate>16 Mar 2026 08:00:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kevin Damasio]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa já havia ganhado novos estímulos em 2019, em parte pela tensão comercial entre o primeiro governo de Donald Trump e os chineses. Além da demanda da China, a pavimentação de um trecho da rodovia BR-163 viabilizou novas fronteiras agrícolas para os sojicultores, com a ligação até portos no Pará. Desde então, as lavouras de soja no estado saltaram 3,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume produzido, por sua vez, passou de 33 milhões de toneladas na safra de 2018/19 para 51 milhões na de 2024/25, um aumento de 51%. A produção avança principalmente no Cerrado, a savana mais biodiversa do planeta e central para o abastecimento de água do país. Nascentes do bioma abastecem oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Na bacia do Rio Juruena, no oeste matogrossense, a consolidação das monoculturas — não só de soja, mas também de milho e algodão — preocupa os povos da Terra Indígena Tirecatinga. Eles relatam que as fazendas do entorno têm contaminado os cursos d&#8217;água, plantas e frutas por agrotóxicos, e barram os rios com pequenas usinas hidrelétricas. Situada entre os rios Buriti e Papagaio, a terra indígena tem 131 mil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fé contra o fogo: na Amazônia, ex-seminarista se junta à luta perpétua contra os incêndios</title>
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					<pubDate>05 Mar 2026 07:56:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carla Ruas]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>ACARÁ, Pará — Em agosto de 2024, uma queimada se alastrou pelo município paraense de Acará, localizado na porção oeste da Amazônia. Edson Abreu dos Santos, de 48 anos, atual coordenador municipal da Defesa Civil, já sabia: seria preciso agir rápido, já que sua cidade não contava com corpo de bombeiros, caminhões-pipa nem helicópteros para combater [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ACARÁ, Pará — Em agosto de 2024, uma queimada se alastrou pelo município paraense de Acará, localizado na porção oeste da Amazônia. Edson Abreu dos Santos, de 48 anos, atual coordenador municipal da Defesa Civil, já sabia: seria preciso agir rápido, já que sua cidade não contava com corpo de bombeiros, caminhões-pipa nem helicópteros para combater os incêndios. Ao mesmo tempo, como as chamas margeavam o Rio Itapecuru, em locais só acessados por barcos, tampouco adiantaria acionar o apoio de veículos terrestres. De forma improvisada, Edson montou um centro de operações em uma casa ribeirinha. Da sacada, por mensagem, pediu ajuda a dezenas de moradores da comunidade; mais de cem de seus vizinhos responderam ao chamado e, pouco a pouco, aportaram no local em suas rabetas — como a linguagem popular chama os barcos motorizados de madeira utilizados para se locomover pelos sinuosos rios amazônicos. O coordenador, então, pediu que os voluntários enchessem galões de 20 litros (ou carotes, como são chamados por lá), com água do rio. Em fila única, os voluntários carregaram os recipientes nos ombros por quase 1 quilômetro, adentrando a mata. E assim, jogavam o que conseguiam para combater as chamas, um pouco por vez. Muitos percorriam o caminho de chinelos, enquanto os homens tiravam a camisa diante do calor insuportável. O trabalho árduo conteve o fogo até a chegada de 30 bombeiros acionados em Macarena, uma cidade vizinha a cerca de 100 quilômetros. A equipe chegou com bombas costais, uma motobomba e uma única mangueira. Com&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/fe-contra-o-fogo-na-amazonia-ex-seminarista-se-junta-a-luta-perpetua-contra-os-incendios/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</title>
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					<pubDate>13 Fev 2026 08:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. Agora, com o novo anúncio, ressurge o temor de que a soja avance sobre a floresta. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a saída de cena desses traders pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia até 2045. O golpe de misericórdia veio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Representando alguns dos maiores traders de soja do mundo, como Cargill, Bunge, Amaggi e ADM, a associação anunciou no dia 5 de janeiro que &#8220;iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja&#8221;. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, e os membros da Abiove representam quase 45% desses embarques, segundo dados de 2022 da Trase, organização de rastreamento de commodities. A decisão ocorreu depois que uma nova lei entrou em vigor no Mato Grosso, o maior produtor de soja do país. A legislação, em vigor desde 1º de janeiro, permite que o governo estadual suspenda incentivos fiscais a empresas que adotem critérios ambientais além dos exigidos pela lei brasileira, como é o caso da moratória da soja. A lei está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal. &#8220;A Abiove entende que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Gigantes da soja se preparam em silêncio para lei antidesmatamento da UE; impactos seguem incertos</title>
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					<pubDate>22 Jan 2026 14:16:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Marina Martinez]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Monocultura, Pecuária e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis ambientais e de direitos humanos locais. Isso será particularmente desafiador para o setor de soja, já que sua produção é historicamente um dos principais motores da destruição de florestas, especialmente na América do Sul. Inicialmente previsto para dezembro de 2024, o início da aplicação do EUDR foi adiado por um ano devido à pressão exercida por representantes do agronegócio. Em dezembro de 2025, o Parlamento Europeu decidiu adiar novamente a data de aplicação por mais um ano, sob o argumento de dar mais tempo às empresas para se prepararem e garantir uma transição harmoniosa. Para entender quão preparado está o setor de soja, a Mongabay contatou cinco das maiores empresas do setor: ADM, Amaggi, Bunge, Cargill e Cofco International. As respostas oscilaram entre “sem comentários” e o silêncio total. Apesar do silêncio, especialistas vinculados a associações comerciais e ONGs afirmam que as grandes empresas de soja já estão preparadas para atender às exigências do EUDR. “A informação que nós temos, que eles [traders e associações do setor de soja] costumam nos passar, é que elas estão 100% preparadas”, disse Tiago Reis, especialista em conservação do WWF-Brasil, à Mongabay em mensagem de voz. “Inclusive algumas questionaram&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/gigantes-da-soja-se-preparam-em-silencio-para-lei-antidesmatamento-da-ue-impactos-seguem-incertos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como a febre dos créditos de carbono gera acordos obscuros em terras indígenas da Amazônia</title>
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					<pubDate>15 Jan 2026 13:42:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gloria Pallares]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Carbono, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Em dezembro de 2022, duas terras indígenas brasileiras — entre elas, uma das maiores do país — assinaram um contrato de 118 páginas, com vigência de 10 anos. O arrependimento, no entanto, não demorou a vir: além deles, e por razões distintas, frustraram-se também os investidores que buscavam ali uma oportunidade de lucrar com o [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/como-a-febre-dos-creditos-de-carbono-gera-acordos-obscuros-em-terras-indigenas-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Como a febre dos créditos de carbono gera acordos obscuros em terras indígenas da Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
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							<![CDATA[Em dezembro de 2022, duas terras indígenas brasileiras — entre elas, uma das maiores do país — assinaram um contrato de 118 páginas, com vigência de 10 anos. O arrependimento, no entanto, não demorou a vir: além deles, e por razões distintas, frustraram-se também os investidores que buscavam ali uma oportunidade de lucrar com o mercado bilionário dos créditos de carbono e de biodiversidade na América do Sul. Segundo uma investigação da Mongabay, nos estados do Amazonas e do Acre, empresas que prometiam transformar as florestas tropicais em ‘ouro verde’ — uma metáfora para o potencial econômico da natureza no contexto do mercado de captura de carbono — convenceram comunidades indígenas a conceder direitos exclusivos de comercialização dos serviços ecossistêmicos oferecidos por suas terras. Os contratos envolviam o comércio de Soluções Baseadas na Natureza (SbN), um conceito amplo de ações que englobam diferentes serviços atrelados ao ecossistema, do próprio mercado de carbono à bioeconomia. Os projetos, que envolvem mais de 8,5 milhões de hectares, no entanto, nunca saíram do papel no Brasil. Enquanto isso, as comunidades tradicionais correspondentes solicitaram a rescisão dos respectivos contratos, o que levou uma das certificadoras a emitir um termo de cancelamento dos serviços. Ainda assim, os idealizadores da iniciativa mantiveram a promoção do projeto na internet, o que culminou em outros dois novos contratos na Bolívia — assinados, mais uma vez, sem o devido consentimento das comunidades indígenas locais. As três companhias responsáveis por abordar os grupos indígenas no Brasil são a Biota, uma cooperativa&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/como-a-febre-dos-creditos-de-carbono-gera-acordos-obscuros-em-terras-indigenas-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projetos sob gestão indígena buscam investimentos para turbinar bioeconomia — e salvar a natureza</title>
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					<pubDate>12 Jan 2026 10:11:15 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
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							<![CDATA[<p>Ao longo do território brasileiro, em diferentes ecossistemas, empresas lideradas por comunidades indígenas exercem um papel fundamental de proteção das florestas e de restauração de paisagens degradadas. O impacto dessas iniciativas vai além da conservação: aliando serviços ambientais a soluções financeiras, muitos projetos geram fonte de renda para grupos economicamente marginalizados, fortalecendo os pilares da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ao longo do território brasileiro, em diferentes ecossistemas, empresas lideradas por comunidades indígenas exercem um papel fundamental de proteção das florestas e de restauração de paisagens degradadas. O impacto dessas iniciativas vai além da conservação: aliando serviços ambientais a soluções financeiras, muitos projetos geram fonte de renda para grupos economicamente marginalizados, fortalecendo os pilares da bioeconomia. Com foco na sustentabilidade, a estrutura de negócios no coração dos principais biomas inclui o cultivo do açaí (Euterpe oleracea) e da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa), além da produção do óleo de andiroba (Carapa guianensis) e jambu (Acmella oleracea), entre outros. A rede de soluções indígenas bioeconômicas também abrange práticas agroecológicas e agroflorestais, o ecoturismo, serviços de reflorestamento e o artesanato. Consequentemente, muitos projetos abrem caminho para a criação de ferramentas financeiras, como cooperativas e consultorias. No entanto, os obstáculos se amontoam, tornando desafiadora a expansão dos empreendimentos indígenas. Problemas vão desde iniciativas que sofrem para conquistar reconhecimento formal até barreiras ao acesso à infraestrutura administrativa e regulatória — como sistemas de registro, licenciamento e apoio operacional, etapas indispensáveis para se administrar um negócio. “Um dos principais desafios enfrentados pelos povos indígenas e pelas comunidades tradicionais está na forma como a maioria dos mecanismos de financiamento é estruturada”, disse Rose Apurinã, vice-diretora do Podáali – Fundo Indígena da Amazônia Brasileira. O projeto se descreve como “o primeiro mecanismo de abrangência amazônica para captação e redistribuição de recursos”. “[Essas estruturas] se baseiam em lógicas externas [às comunidades], coloniais e centralizadoras que desconsideram as formas próprias de organização social desses grupos”, explicou Rose. Ainda segundo ela, a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/projetos-sob-gestao-indigena-buscam-investimentos-para-turbinar-bioeconomia-e-salvar-a-natureza/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O que os anéis das árvores revelam sobre as mudanças climáticas na Amazônia</title>
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					<pubDate>06 Jan 2026 11:09:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Luís Patriani]]>
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							<![CDATA[<p>No ano de 2024, a Amazônia sentiu os efeitos de uma das piores estiagens, se não a pior, de sua história. O nível do Rio Amazonas atingiu 12,68 metros, o menor índice desde que as medições começaram a ser feitas no porto de Manaus, em 1902. Foi ainda pior que a de 2023, quando as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No ano de 2024, a Amazônia sentiu os efeitos de uma das piores estiagens, se não a pior, de sua história. O nível do Rio Amazonas atingiu 12,68 metros, o menor índice desde que as medições começaram a ser feitas no porto de Manaus, em 1902. Foi ainda pior que a de 2023, quando as altas temperaturas do Lago Tefé causaram a mortandade de botos. Impulsionada pela intensificação dos fenômenos El Niño e La Niña, que alteram as temperaturas da superfície dos oceanos e interferem na circulação atmosférica, além do notório desmatamento, estaria a região da bacia hidrográfica do Amazonas secando como um todo? Com pouca informação de dados disponíveis na região, um grupo de cientistas das universidades de Leeds e Leicester, na Inglaterra, e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no Brasil, foi em busca de respostas que as próprias árvores da floresta amazônica poderiam contar. Os pesquisadores se debruçaram no estudo da cronologia dos anéis de crescimento, formados anualmente nos troncos das árvores. Conhecido como dendrocronologia, o método — que, além de determinar a idade de uma árvore, pode reconstruir condições climáticas do passado — revelou um problema ainda mais complexo. O que se nota, segundo os pesquisadores, é a variação extrema da sazonalidade das chuvas nas últimas quatro décadas, bagunçando o ciclo hidrológico com estações chuvosas cada vez mais volumosas e estações secas cada vez mais severas. Pesquisador retira amostra de jatobá (Hymenaea courbaril) no sul da Amazônia para estudo. Foto: Peter Groenendyk. “A ideia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/o-que-os-aneis-das-arvores-revelam-sobre-as-mudancas-climaticas-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mineração ilegal de ouro transforma município de MT no mais violento da Amazônia</title>
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					<pubDate>29 Dez 2025 13:44:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Nos últimos dois anos, a explosão da mineração ilegal de ouro na vizinha Terra Indígena Sararé veio acompanhada de uma escalada da violência na pequena cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, aponta o Atlas da Violência na Amazônia 2025. Localizada próxima à fronteira com a Bolívia, Vila Bela da Santíssima Trindade [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Nos últimos dois anos, a explosão da mineração ilegal de ouro na vizinha Terra Indígena Sararé veio acompanhada de uma escalada da violência na pequena cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, aponta o Atlas da Violência na Amazônia 2025. Localizada próxima à fronteira com a Bolívia, Vila Bela da Santíssima Trindade registrou a maior taxa de mortes violentas intencionais em toda a Amazônia brasileira entre 2022 e 2024: 136 mortes por 100 mil habitantes. É mais de seis vezes a média nacional, de 20,8. “O agravamento da violência na região parece estar fortemente ligado à intensificação da mineração ilegal na Terra Indígena Sararé”, escreveram os autores do relatório. “É notável que Vila Bela da Santíssima Trindade não figurava entre as 50 cidades mais violentas em nossa última edição.” Habitada pelo povo Nambikwara, a Terra Indígena Sararé concentrou mais de 70% de todo o desmatamento em terras indígenas causado pela mineração ilegal de ouro na Amazônia brasileira. Cerca de 2 mil garimpeiros ilegais invadiram um território onde vivem aproximadamente 200 indígenas. Em Vila Bela da Santíssima Trindade, foram registradas 12 mortes violentas intencionais em 2022 e 17 em 2023. Em 2024, o número saltou para 42 — um aumento de 250% em três anos. Um número considerável para um município de apenas 16.774 habitantes. Várias das mortes registradas decorreram de disputas territoriais em áreas de garimpo ilegal e de confrontos armados entre garimpeiros e forças da polícia ambiental. Em 2024, quatro pessoas, incluindo uma jovem de 20&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/mineracao-ilegal-de-ouro-transforma-municipio-de-mt-no-mais-violento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O primeiro anfíbio do mundo que parou uma hidrelétrica agora encara a crise climática</title>
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					<pubDate>08 Dez 2025 07:29:51 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>ARVOREZINHA, RS – O sapinho-admirável-de-barriga-vermelha tem o tamanho de um polegar, mas carrega feitos de gigante: em 2014, impediu a construção de uma pequena central hidrelétrica que ameaçava modificar para sempre seu único habitat. Endêmico de um pequeno trecho do Rio Forqueta, no município de Arvorezinha, interior do Rio Grande do Sul, o Melanophryniscus admirabilis é [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ARVOREZINHA, RS – O sapinho-admirável-de-barriga-vermelha tem o tamanho de um polegar, mas carrega feitos de gigante: em 2014, impediu a construção de uma pequena central hidrelétrica que ameaçava modificar para sempre seu único habitat. Endêmico de um pequeno trecho do Rio Forqueta, no município de Arvorezinha, interior do Rio Grande do Sul, o Melanophryniscus admirabilis é uma das espécies mais raras e ameaçadas do planeta. Recentemente, após as enchentes que devastaram o estado em 2024, pesquisadores retornaram a esse refúgio para avaliar se o sapinho que um dia parou uma hidrelétrica sobreviveu à força das águas. Em outubro de 2025, quase um ano e meio depois do maior desastre climático do Rio Grande do Sul, me juntei à equipe de pesquisadores para documentar o que havia restado do pequeno habitat onde vivem pouco mais de de mil sapinhos-admiráveis . O destino era o Perau de Janeiro – uma dobra escondida de rochas e mata úmida. O lugar, cercado por plantações de fumo e pastos, parece um cenário comum de floresta visto do alto, mas basta descer uma trilha íngreme para o ar mudar. O cheiro de musgo, o brilho do lajedo molhado, o som do fluxo severo do rio que se acaba em uma cachoeira: foi ali que o sapinho barrou o progresso. E era ali que queríamos ver se ele ainda vocalizava. A pesquisadora Michelle Abadie com o sapinho-admirável-de-barriga-vermelha. Foto: Thamys Trindade. Perau de Janeiro, em Arvorezinha (RS), habitat do sapinho-admirável. Foto: Thamys Trindade. Descrito pela ciência em 2006, o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/o-primeiro-anfibio-do-mundo-que-parou-uma-hidreletrica-agora-encara-a-crise-climatica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Uma pequena terra indígena emerge como foco de mineração ilegal na Amazônia</title>
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					<pubDate>05 Dez 2025 17:39:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Uma pequena terra indígena é hoje responsável por cerca de 70% do desmatamento total em terras indígenas na Amazônia brasileira, segundo dados do governo. O impacto se deve à mineração ilegal de ouro. A Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso, é habitada por cerca de 200 pessoas do povo Nambikwara. De janeiro de 2024 a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/uma-pequena-terra-indigena-emerge-como-foco-de-mineracao-ilegal-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Uma pequena terra indígena emerge como foco de mineração ilegal na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Uma pequena terra indígena é hoje responsável por cerca de 70% do desmatamento total em terras indígenas na Amazônia brasileira, segundo dados do governo. O impacto se deve à mineração ilegal de ouro. A Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso, é habitada por cerca de 200 pessoas do povo Nambikwara. De janeiro de 2024 a agosto de 2025, a mineração ilegal de ouro devastou mais de 3 mil hectares de floresta amazônica no território — equivalentes a 4% de sua área total, 67 mil hectares. A invasão de garimpeiros ilegais no território Sararé é relativamente recente. De acordo com um relatório do Greenpeace, apenas 78 hectares do território haviam sido impactados pela mineração até 2018. Esse número começou a crescer gradualmente a partir de 2021. Em 2023, estimava-se a presença de 250 a 300 garimpeiros na TI Sararé. Neste ano, agentes do governo estimam que cerca de 2 mil garimpeiros estejam operando na área. De janeiro a agosto deste ano, a TI Sararé registrou um desmatamento 85% maior do que o total combinado das outras nove terras indígenas mais afetadas no Brasil, que, juntas, perderam 640 hectares no mesmo período. Sararé não figurava entre os principais alertas de mineração até 2023, mas agora desponta como o território mais impactado pela mineração. A Terra Indígena Kayapó, localizada no estado do Pará, apareceu em segundo lugar em termos de área perdida para a mineração em 2024. Apesar de ser cerca de 49 vezes maior que a TI Sararé, perdeu quase 10 vezes&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/uma-pequena-terra-indigena-emerge-como-foco-de-mineracao-ilegal-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Do Pantanal à Amazônia, mulheres indígenas são linha de frente na luta contra o fogo</title>
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					<pubDate>03 Dez 2025 08:14:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Indígenas, Índios, Pantanal, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2023, o Pantanal ardeu em chamas — no total, mais de 600 mil hectares foram queimados ao longo do ano, segundo o MapBiomas. Luciana Correia da Silva, brigadista indígena Kadiwéu, estava lá. Em meio à fuligem e ao calor, enquanto a fumaça avançava sobre as árvores e afugentava os animais, ela agia para reverter [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2023, o Pantanal ardeu em chamas — no total, mais de 600 mil hectares foram queimados ao longo do ano, segundo o MapBiomas. Luciana Correia da Silva, brigadista indígena Kadiwéu, estava lá. Em meio à fuligem e ao calor, enquanto a fumaça avançava sobre as árvores e afugentava os animais, ela agia para reverter esse cenário. “Eu nunca tinha visto um fogo daquela proporção; vinha de todos os lados, do solo e das copas dos ‘carandazeiros’ [áreas com grande concentração de carandá, palmeira da espécie Copernicia alba]. Fiquei muito apreensiva com o que poderia acontecer comigo”, disse ela à Mongabay. Luciana havia dado à luz naquele ano, mas o fogo atrapalhou seus planos. À época do relato, seu bebê tinha apenas seis meses de vida e ficou sob os cuidados de sua cunhada na aldeia Tomázia, na Terra Indígena (TI) Kadiwéu, próxima ao município de Bonito, no Mato Grosso do Sul. Tudo isso para que ela pudesse somar forças à luta travada contra os incêndios na mata. Hoje, dois anos depois, ela fala na posição de chefe de esquadrão da Brigada Kadiwéu 3, na qual coordena um grupo de seis indígenas que usam a experiência e o conhecimento para combater incêndios no Pantanal. Luciana é uma das poucas mulheres em atividade no campo — além dela, há apenas outra colega na ala feminina da equipe. A brigadista Luciana Correia (à direita) ao lado da colega de equipe, Neudines Félix. Foto: Alicce Rodrigues/Instituto Terra Brasilis. A atuação das duas, no&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/do-pantanal-a-amazonia-mulheres-indigenas-sao-linha-de-frente-na-luta-contra-o-fogo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novo acordo visa agilizar esforços de proteção da floresta amazônica</title>
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					<pubDate>01 Dez 2025 10:26:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Clima, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Mudanças climáticas, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Quilombolas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Um novo acordo que visa agilizar o monitoramento e a proteção da floresta amazônica foi anunciado na última Cúpula do Clima, a COP30. A Declaração de Mamirauá é um “compromisso unificado para proteger a inigualável biodiversidade e patrimônio cultural da Amazônia&#8221;. Trinta organizações de todo o mundo assinaram o acordo em um evento que ocorreu [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um novo acordo que visa agilizar o monitoramento e a proteção da floresta amazônica foi anunciado na última Cúpula do Clima, a COP30. A Declaração de Mamirauá é um “compromisso unificado para proteger a inigualável biodiversidade e patrimônio cultural da Amazônia&#8221;. Trinta organizações de todo o mundo assinaram o acordo em um evento que ocorreu durante a cúpula. O Instituto Mamirauá, a Universidade Politécnica da Catalunha e a Fundação XPRIZE lideraram os esforços para coordenar e promover a declaração. “A declaração é um chamado para reunir governos, ONGs, povos indígenas, comunidades locais e o setor privado para medir o pulso da floresta”, disse Emiliano Ramalho, diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá, à Mongabay. “Olhando de cima, é possível dizer que a floresta está ali, mas para ver se ela está pulsando ou não, é preciso ir até lá e monitorar, e essa é a ideia-chave da declaração.” Sob uma estrutura unificado, a declaração tem como objetivo reunir iniciativas de longo prazo, porém dispersas, que vêm monitorando a floresta amazônica há anos. Um de seus maiores destaques é a participação ativa de povos indígenas e de comunidades locais nos esforços de monitoramento. A declaração também pede mais capacitação nos países que compõem a Bacia Amazônica. A declaração foi assinada por trinta organizações de todo o mundo para agilizar o monitoramento da biodiversidade na Floresta Amazônica. Imagem cedida pela Fundação XPRIZE. “Normalmente, são instituições do Norte Global obtendo dados do Sul Global e analisando esses dados”, disse Ramalho. “Precisamos promover a análise de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/novo-acordo-visa-agilizar-esforcos-de-protecao-da-floresta-amazonica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sementes resistentes ao fogo podem ajudar a reflorestar áreas atingidas por incêndios</title>
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					<pubDate>13 Nov 2025 09:14:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Simone Machado]]>
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							<![CDATA[Um projeto realizado pela bióloga Giovana Cavenaghi Guimarães, doutoranda da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de São José do Rio Preto (SP), aponta que o cultivo de sementes capazes de resistir ao fogo pode ser uma estratégia promissora e econômica para restaurar áreas devastadas por incêndios. O estudo inicialmente foca em cinco espécies de sementes nativas do Cerrado brasileiro, como jatobá (Hymenaea courbaril), amendoim-bravo (Pterogyne nitens), mulungu (Erythrina mulungu) e canafístula (Peltophorum dubium), que possuem mecanismos naturais de adaptação ao calor extremo. Segundo Giovana, essas plantas sobrevivem em condições adversas, como as altas temperaturas ocasionadas pelas queimadas, tornando suas sementes ideais para a recuperação ambiental após um incêndio. Essas espécies também apresentam maior capacidade de germinação, onde, em média, 99% das sementes evoluem para árvores “A ideia do estudo é entender como ocorre a dormência física dessas espécies, que possibilita elas sobreviverem nessas condições de altas temperaturas e incêndio. Quando essas sementes estão na terra, mesmo que o fogo destrua as que já germinaram, elas resistem às altas temperaturas e germinam mesmo após a queimada”, explicou a pesquisadora em entrevista à Mongabay. A dormência física é um processo natural de algumas espécies que impede a germinação de sementes. Ela é considerada um mecanismo de sobrevivência. No caso das plantas estudadas por Giovana, a exposição à alta temperatura pode quebrar essa dormência física ao causar rachaduras no tegumento (casca), permitindo a entrada de água e a germinação. Incêndio em área de Cerrado no Distrito Federal. Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Uma solução para um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/sementes-resistentes-ao-fogo-podem-ajudar-a-reflorestar-areas-atingidas-por-incendios/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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