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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Philip Fearnside completa 50 anos de pesquisa na Amazônia</title>
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					<pubDate>03 Set 2026 12:54:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rhett Butler]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia e Brasil]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Biodiversidade, Clima, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Conservação de Florestas Tropicais, Demarcação Territorial, Desmatamento, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Imagens de Satélite, Lei Ambiental, Motores do Desmatamento, Mudanças climáticas, Política Ambiental, Produtos da Floresta, Resiliência climática e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>A história de um pioneiro na pesquisa da Amazônia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/philip-fearnside-completa-50-anos-de-pesquisa-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Philip Fearnside completa 50 anos de pesquisa na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em uma audiência pública realizada em setembro de 2021 em Manaus, Philip Fearnside leu uma declaração preparada para apresentar seus argumentos contra o reasfaltamento da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. Ele classificou o projeto como economicamente inviável, afirmou que o processo de licenciamento no Brasil era falho e alertou que a estrada provocaria um desmatamento “catastrófico”. A plateia começou a vaiar. Fearnside tentou seguir falando, em seu português com sotaque americano, por cima do barulho, até que alguém cortou seu microfone. Depois dele, falou Sérgio Kruke, do Movimento Conservador Amazonas, aliado declarado do então presidente Jair Bolsonaro. Kruke apontou para Fearnside e perguntou que direito um americano tinha de dizer aos brasileiros o que fazer com sua terra. Acrescentou que os brasileiros tinham o direito de derrubar todas as árvores da floresta, se assim quisessem. A plateia aplaudiu. “Esta casa é nossa!”, gritou Kruke. O clima foi completamente diferente no início de agosto no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Durante duas horas, pesquisadores e ex-alunos realizaram um evento em reconhecimento aos 50 anos de pesquisa de campo de Fearnside na Amazônia, trabalho que fez dele uma das principais autoridades científicas sobre a maior floresta tropical do planeta. O climatologista Carlos Nobre falou sobre como conheceu Fearnside no Inpa nos anos 1970, antes de sua própria carreira na área de estudos do clima decolar, e sobre a colaboração dos dois em medições pioneiras das trocas gasosas entre floresta e atmosfera. Susanna Hecht, professora da Universidade da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/philip-fearnside-completa-50-anos-de-pesquisa-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fungos não serão mais negligenciados, diz pesquisador</title>
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					<pubDate>25 Ago 2026 16:40:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mateus Mendonça]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Bolsa Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental]]>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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							<![CDATA[Biodiversidade, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Entrevistas, Espécies Ameaçadas, Política Ambiental e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>A corrida do Brasil para catalogar fungos antes que desapareçam.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/fungos-nao-serao-mais-negligenciados-diz-pesquisador/" data-wpel-link="internal">Fungos não serão mais negligenciados, diz pesquisador</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A funga — termo que designa o conjunto de espécies de fungos de uma região, de forma similar à fauna para animais e à flora para plantas — foi, por muito tempo, esquecida nas políticas ambientais brasileiras. Esse cenário começou a mudar com a publicação da primeira lista nacional de fungos ameaçados, pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em junho deste ano. Com isso, 24 espécies passam a ter, pela primeira vez, o mesmo status legal de proteção hoje dado a plantas e animais. Um dos pesquisadores à frente desse processo é o professor Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, biólogo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que estuda fungos há anos, com foco em áreas de altitude, conservação de espécies e taxonomia. Ele também coordena o grupo de pesquisa MIND.Funga, dedicado a mapear a biodiversidade de macro e microfungos em ecossistemas ameaçados, como as matas nebulares.  O MIND.Funga também é responsável pela  Coleção de Fungos Ameaçados do Brasil (CFAB), primeira iniciativa do tipo no país, que se dedica à conservação da diversidade genética ex situ (fora do local de origem).  Para tirar a lista do papel, foi necessária uma articulação que reuniu o Grupo de Especialistas em Fungos do Brasil (BrazFunSG/IUCN) e o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). Esse avanço também foi impulsionado pela Rede de Taxonomistas da Funga do Brasil (Rede Funga), financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que engajou especialistas de diversas instituições do país para construir uma base&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/fungos-nao-serao-mais-negligenciados-diz-pesquisador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Monoculturas de açaí avançam em uma Amazônia cada vez mais quente e seca</title>
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					<pubDate>24 Ago 2026 08:00:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carla Ruas]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Agroecologia, Agrofloresta, Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Clima, Comércio Internacional, Comida, Comunidades Tradicionais, Conservação, Extrativismo, Florestas, Produtos da Floresta, Socioambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>O mundo quer mais açaí. Mas o clima não ajuda. A resposta: açaizar a Amazônia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/monoculturas-de-acai-avancam-em-uma-amazonia-cada-vez-mais-quente-e-seca/" data-wpel-link="internal">Monoculturas de açaí avançam em uma Amazônia cada vez mais quente e seca</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[ACARÁ, PA — “Passei a vida inteira trabalhando com açaí. Eu sempre vivi disso.” O relato é de Eliseu Carvalho, de 57 anos, produtor tradicional que cultiva o fruto em uma área de várzea, próxima à casa onde mora, no município de Acará, no interior do Pará. Após um incêndio florestal afetar áreas próximas à sua comunidade, Eliseu passou a reavaliar sua relação com o trabalho. Ele já pensa em abandonar a coleta do açaí para criar peixes. A região onde fica Acará é um dos polos produtores de açaí do estado, concentrando milhares de pequenas produções artesanais em áreas de floresta e às margens dos rios. Em 2024, o município foi afetado por uma temporada recorde de incêndios na Amazônia. Mais de 18 milhões de hectares sucumbiram ao fogo naquele ano, segundo o MapBiomas. A maior parte das queimadas ocorreu em áreas florestais, onde vivem comunidades tradicionais. Eliseu conta que, naquele ano, assistiu às chamas arderem por mais de 20 dias, consumindo quase 30 hectares de floresta perto da sua residência. Segundo o agricultor, a vegetação tipicamente úmida ganhou aspecto seco devido às condições prolongadas de estiagem. “As chamas se espalharam pelas raízes e pela matéria orgânica”, disse à Mongabay. “Nós apagamos as chamas na superfície, mas elas continuaram queimando sob a terra.” O produtor de açaí Eliseu Carvalho mostra suas terras em Acará (PA). Foto: Carla Ruas. Quando os bombeiros voluntários conseguiram apagar o fogo, cerca de 2 hectares de açaizal já tinham ido ao chão. Eliseu estimou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/monoculturas-de-acai-avancam-em-uma-amazonia-cada-vez-mais-quente-e-seca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>42 km de estrada ilegal desapareceram sob a floresta no Xingu; saiba por que</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2026/08/apos-operacao-floresta-engole-estrada-ilegal-no-xingu/</link>
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					<pubDate>18 Ago 2026 10:30:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Áreas Protegidas, Conflitos, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Emissões de carbono, Florestas, Florestas Tropicais, Imagens de Satélite, Madeira, Madeireiras, Mineração, Motores do Desmatamento e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>A floresta volta a cobrir uma estrada aberta pelo garimpo e revela o que está em jogo nas eleições deste ano.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/apos-operacao-floresta-engole-estrada-ilegal-no-xingu/" data-wpel-link="internal">42 km de estrada ilegal desapareceram sob a floresta no Xingu; saiba por que</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em 2022, uma estrada ilegal com extensão equivalente a uma maratona completa, cortando duas áreas de proteção integral na Amazônia brasileira, ameaçou fazer aquilo que os ambientalistas mais temiam: partir ao meio o Corredor Xingu de Diversidade Socioambiental, um mosaico de territórios indígenas e unidades de conservação que abrange cerca de 26 milhões de hectares entre o norte de Mato Grosso e o sul do Pará. Quatro anos depois, imagens de satélite revelaram que a estrada de 42,8 quilômetros sumiu, engolida pela floresta que voltou a crescer — algo raro de se ver na região. Seu desaparecimento contraria tudo o que costuma acontecer quando uma estrada surge na Amazônia. “Aqui, a estrada é o começo de tudo, o começo da devastação”, disse à Mongabay Bruno Ferreira, pesquisador da organização de conservação Imazon, que integra a rede de mapeamento MapBiomas. Em geral, as estradas amazônicas dão origem a uma série de novos ramais (legais ou ilegais) que brotam da via principal, criando o padrão de “espinha de peixe” nas imagens de satélite. Estudos do Imazon indicam que 95% do desmatamento na Amazônia acontece a até 5,5 km das estradas — o que significa que a pecuária e a extração ilegal de madeira teriam sido praticamente impossíveis de conter caso essa estrada tivesse se consolidado. Para as organizações que monitoram a região do rio Xingu, um dos principais afluentes do Amazonas, a inutilização dessa estrada é a prova de que a aliança entre a sociedade civil e um governo disposto a agir&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/apos-operacao-floresta-engole-estrada-ilegal-no-xingu/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Sobre o legado da Mongabay</title>
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					<pubDate>14 Ago 2026 10:02:24 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rhett Ayers Butler]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Global]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Ambientalistas, Conservação, Política Ambiental, Responsabilidade Ambiental e Socioambiental]]>
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							<![CDATA[<p>Quando a persistência revela o que parecia invisível.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/sobre-o-legado-da-mongabay/" data-wpel-link="internal">Sobre o legado da Mongabay</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Costumam me perguntar qual é o legado da Mongabay, ou qual poderá vir a ser. A pergunta geralmente parte da premissa de que um quarto de século de publicações deveria resultar em uma resposta clara e bem definida. Não é assim. A Mongabay não começou com uma teoria sobre como transformar a mídia, nem com a ambição de redefinir o jornalismo ambiental. Ela começou com um site, um fascínio por florestas tropicais e a percepção de que grande parte da história ambiental do planeta recebia uma cobertura deficiente — quando recebia alguma. O jornalismo ambiental é muito anterior à Mongabay. Suas raízes estão na literatura de história natural, nas reportagens investigativas e no jornalismo de defesa de causas, cada um com suas próprias tradições e seus pontos fortes. A Mongabay não inventou esse campo. O que ela fez, aos poucos e, por vezes, sem intenção, foi ocupar um espaço que muitos veículos maiores vinham deixando para trás: uma cobertura contínua e detalhada sobre ecossistemas e comunidades distantes dos centros de poder, produzida a partir da premissa de que esses lugares eram relevantes por si mesmos. Durante boa parte de sua existência, a Mongabay se concentrou no que acontece nas margens da atenção global. Florestas tropicais, recifes de coral, pesca em pequenas ilhas, territórios indígenas e fronteiras de mineração distantes raramente recebem tanta atenção quanto eleições, guerras ou crises financeiras. Ainda assim, esses lugares costumam estar no centro dos riscos planetários. Fazer uma boa cobertura deles exige tempo, conhecimento local e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/sobre-o-legado-da-mongabay/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como o etnobotânico indígena Pataxó HãHãHãi e anciãos registraram o conhecimento medicinal de seu povo na Bahia</title>
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					<pubDate>13 Ago 2026 07:00:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<![CDATA[América, América Do Sul, América Latina, Bahia e Brasil]]>
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							<![CDATA[Áreas Protegidas, Ativismo, Biodiversidade, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Cultura Indígena, Indígenas, Medicina tradicional, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Saúde, Socioambiental e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-o-primeiro-etnobotanico-indigena-e-anciaos-registraram-o-conhecimento-medicinal-de-seu-povo-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Como o etnobotânico indígena Pataxó HãHãHãi e anciãos registraram o conhecimento medicinal de seu povo na Bahia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à Mongabay, em sua horta com várias plantas medicinais em sua terra ancestral no sul da Bahia. Ao lado da anciã indígena do povo Kariri-Sapuyá está uma grandiosa árvore embaúba (Cecropia pachystachya), usada para tratar diabetes e problemas de próstata. “Era ali a nossa mata… Derrubaram tudo. Tudo foi descampado aqui. E acabaram com a mata.” Dona Marta contou que algumas espécies nativas como a embaúba foram plantadas no quintal de sua casa na aldeia Caramuru há 44 anos, no processo de retomada do território. Outras, no entanto, desapareceram nas últimas décadas, quando invasores entraram na área e derrubaram florestas para dar lugar a pastagens de gado, acrescentou. Ela lamentou o sumiço de uma planta específica: puaia, usada para tratar dor de barriga, cansaço, picadas de cobra, peste — uma doença que, segundo os anciãos, provocava febre, dores de cabeça, e deixava o corpo todo retorcido  — e outras enfermidades. “Ficava ali na mata&#8221;, lembrou Dona Marta, apontando para as montanhas desmatadas. “Acabou tudo.” Em 27 de dezembro de 2025, Dona Marta faleceu. Seu conhecimento, no entanto, está vivo em um artigo publicado no Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine que a citou, de autoria do etnobotânico&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-o-primeiro-etnobotanico-indigena-e-anciaos-registraram-o-conhecimento-medicinal-de-seu-povo-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Tambaqui na lista de espécies ameaçadas: pescadores buscam soluções para evitar perdas</title>
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					<pubDate>10 Ago 2026 13:35:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
					</author>
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							<![CDATA[Animais, Biodiversidade, Conservação, Espécies Ameaçadas, Governança, Lei Ambiental, Peixes e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Pescador na Amazônia há 38 anos, Josué de Castro disse que ficou muito surpreso ao saber que o tambaqui (Colossoma macropomum), peixe que representa 20% de sua renda mensal, agora é uma espécie ameaçada e que ele corre o risco de não ter mais permissão para pescá-lo. &#8220;Vai ter um impacto grande na vida dos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/tambaqui-na-lista-de-especies-ameacadas-pescadores-buscam-solucoes-para-evitar-perdas/" data-wpel-link="internal">Tambaqui na lista de espécies ameaçadas: pescadores buscam soluções para evitar perdas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Pescador na Amazônia há 38 anos, Josué de Castro disse que ficou muito surpreso ao saber que o tambaqui (Colossoma macropomum), peixe que representa 20% de sua renda mensal, agora é uma espécie ameaçada e que ele corre o risco de não ter mais permissão para pescá-lo. &#8220;Vai ter um impacto grande na vida dos pescadores e ribeirinhos que dependem da pesca&#8221;, afirmou Castro, que vive na comunidade São Raimundo do Jarauá, no Amazonas, à Mongabay, por telefone. &#8220;Dentro da nossa área, eu acho que ainda não está em extinção não, tem bastante aqui ainda.&#8221; Um dos peixes mais consumidos na Amazônia, o tambaqui foi incluído na lista oficial de espécies de peixes e invertebrados aquáticos da fauna brasileira ameaçadas de extinção, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em abril deste ano. A partir do final de outubro, sua pesca poderá ser proibida em todo o país se um plano de recuperação não for implementado até lá, disse Braulio Dias, diretor do departamento de conservação e uso sustentável da biodiversidade do MMA. &#8220;A entrada na lista não significa proibição de pesca desde que seja aprovado um plano de recuperação populacional proposto por especialistas, sob a coordenação do MMA&#8221;, explicou Dias à Mongabay, em uma mensagem de texto. Ele acrescentou que a Portaria Nº 1.666, publicada no Diário Oficial da União no mesmo dia da lista de 28 de abril, estabeleceu um prazo de 180 dias para a aprovação do plano, o que seria em 25&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/tambaqui-na-lista-de-especies-ameacadas-pescadores-buscam-solucoes-para-evitar-perdas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tracajás da Amazônia entram na lista de espécies ameaçadas pela primeira vez</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 18:31:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[<p>Alimento tradicional  para as comunidades amazônicas, os cágados, conhecidos na região como tracajás, foram incluídos na lista brasileira de fauna ameaçada de extinção pela primeira vez. O cágado-iaçá (Podocnemis sextuberculata) teve seu risco elevado de quase ameaçado para em perigo em uma nova lista publicada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Alimento tradicional  para as comunidades amazônicas, os cágados, conhecidos na região como tracajás, foram incluídos na lista brasileira de fauna ameaçada de extinção pela primeira vez. O cágado-iaçá (Podocnemis sextuberculata) teve seu risco elevado de quase ameaçado para em perigo em uma nova lista publicada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Os tracajás foram considerados como quase ameaçados por muito tempo, mas essa é a primeira vez que uma de suas espécies foi classificada como em perigo, disse Marília Marini, coordenadora-geral de estratégias de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). &#8220;Para a Amazônia, o principal destaque é a entrada do tracajá&#8221;, afirmou Marini à Mongabay, por telefone. &#8220;Essa é uma situação mais delicada porque também envolve populações que o utilizam. Então, temos que ter todo um cuidado na comunicação, em como direcionar ações que não as afetem.&#8221; Apesar dos programas de proteção e esforços de conservação, as populações de cágado-iaçá nos últimos 36 anos — equivalentes a três gerações — diminuíram mais de 50% no estado do Amazonas e no oeste do estado do Pará, o que representa aproximadamente 70% da distribuição total da espécie, levando-a à classificação em perigo, de acordo com o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade do ICMBio (SALVE). Cágado-iaçá (Podocnemis sextoberculata). Foto: © Rafael Bernhard via iNaturalist (CC BY 4.0). Cágado-iaçá (Podocnemis sextoberculata). Foto: © Andrés Camilo Montes-Correa via iNaturalist. Atingindo um comprimento máximo de 34 centímetros  e peso de 3,5 quilogramas , o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/tracajas-da-amazonia-entram-na-lista-de-especies-ameacadas-pela-primeira-vez/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Solo ancestral da Amazônia pode impulsionar restauração florestal</title>
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					<pubDate>29 Jun 2026 08:09:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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							<![CDATA[<p>Um solo criado há séculos por populações indígenas amazônicas pode ajudar a acelerar a recuperação de áreas degradadas — e a transformar a forma como a restauração ecológica é vista no Brasil. Um estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), da Embrapa Amazônia Ocidental e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um solo criado há séculos por populações indígenas amazônicas pode ajudar a acelerar a recuperação de áreas degradadas — e a transformar a forma como a restauração ecológica é vista no Brasil. Um estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), da Embrapa Amazônia Ocidental e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) mostrou que pequenas quantidades da chamada terra preta da Amazônia (TPA) foram capazes de aumentar significativamente o crescimento de árvores nativas em condições reais de campo. Os resultados, publicados em janeiro de 2026, chamaram a atenção de especialistas especialmente no caso do ipê-roxo (Handroanthus avellanedae), espécie encontrada tanto na Amazônia quanto na Mata Atlântica. Em apenas 180 dias, mudas cultivadas com pequenas quantidades de TPA apresentaram crescimento até 55% maior em altura e 88% em diâmetro de tronco em comparação com plantas cultivadas sem o solo antropogênico (resultante de ação humana). Em outra espécie amazônica, como o paricá (Schizolobium amazonicum), bastante utilizado no reflorestamento e na indústria madeireira por seu crescimento rápido, os achados também foram significativos: em média, essas plantas cresceram 20% mais e apresentaram tronco 15% maior em diâmetro. A professora Tsai Siu Mui, uma das autoras do estudo, entre árvores cultivadas com terra preta da Amazônia (à esquerda) e sem o uso do solo escuro (à direita), após seis meses de experimento. Foto cedida pela pesquisadora. O estudo reforçou o potencial científico da terra preta da Amazônia, também conhecida como “terra preta de índio”.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/solo-ancestral-da-amazonia-pode-impulsionar-restauracao-florestal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Povo Xokleng restaura araucárias sagradas em terra indígena de Santa Catarina</title>
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					<pubDate>16 Jun 2026 14:43:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Água, Conservação, Cultura Indígena, Espécies Ameaçadas, Florestas Tropicais, Indígenas, Mata Atlântica, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Reflorestamento, Socioambiental e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA IBIRAMA-LAKLÃNÕ, Santa Catarina — Zág (pronuncia-se “zã”) é a palavra Xokleng para araucária. A árvore, típica da Mata Atlântica nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, vem se desenvolvendo no planeta há cerca de 200 milhões de anos. Cada árvore fêmea produz dezenas de pinhas, que, por sua vez, carregam centenas de pinhões. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA IBIRAMA-LAKLÃNÕ, Santa Catarina — Zág (pronuncia-se “zã”) é a palavra Xokleng para araucária. A árvore, típica da Mata Atlântica nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, vem se desenvolvendo no planeta há cerca de 200 milhões de anos. Cada árvore fêmea produz dezenas de pinhas, que, por sua vez, carregam centenas de pinhões. O pinhão é a semente da araucária (Araucaria angustifolia), consumida por pelo menos 22 espécies de animais, além da humana, que tem nela uma fonte de nutrientes e de renda. Para alguns povos, porém, vai além da alimentação, fazendo parte da cultura, da história e dos mitos de origem. É o caso do povo Xokleng, em Santa Catarina. Nas aldeias, a árvore até serve de base para nomes de pessoas. “As araucárias são sagradas para nós. Não tem como contar a história do nosso povo sem falar sobre ela. O nosso mito de geração diz que o animal de proteção foi feito a partir da araucária, então ela aparece já na primeira história”, conta Carl Gakran, diretor-executivo do Instituto Zág, que coordena junto com sua esposa, Isabel, vice-presidente e diretora ambiental. Carl decidiu agir em prol das araucárias em 2016, quando descobriu que a espécie estava ameaçada de extinção, em razão do desmatamento, da expansão urbana e da exploração madeireira. Estima-se que, atualmente, as florestas de araucária ocupem menos de 3% de sua área original, que cobria grande parte dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de pequenos agrupamentos em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/povo-xokleng-restaura-araucarias-sagradas-em-terra-indigena-de-santa-catarina/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento e aquecimento podem causar mudanças irreversíveis na Amazônia até 2040</title>
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					<pubDate>05 Jun 2026 07:42:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
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							<![CDATA[<p>Desmatamento e mudanças climáticas estão rapidamente empurrando a floresta amazônica rumo a um perigoso ponto de inflexão. A transformação da selva em savana pode chegar muito antes do que se imaginava. Esse é o alerta de um novo artigo, publicado na revista Nature. Caso o desmatamento chegue a uma extensão de 22% a 28% da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Desmatamento e mudanças climáticas estão rapidamente empurrando a floresta amazônica rumo a um perigoso ponto de inflexão. A transformação da selva em savana pode chegar muito antes do que se imaginava. Esse é o alerta de um novo artigo, publicado na revista Nature. Caso o desmatamento chegue a uma extensão de 22% a 28% da Amazônia, além de um aumento da temperatura entre 1,5 °C e 1,9 °C, o bioma pode alcançar um ponto sem volta já na década de 2040. Os pesquisadores concluíram que ultrapassar esse limiar de desmatamento e temperatura global poderia fazer com que mais de dois terços da floresta se degradassem ou se transformassem em um ecossistema de savana. Atualmente, cerca de 17% da Pan-Amazônia já foram desmatados, e tudo indica que a Terra irá ultrapassar o aquecimento de 1,5 °C acima dos níveis pré‐industriais. Estudos alertam que é cada vez mais provável que ultrapassemos 2°C de aquecimento até 2050. No pior dos casos, “esse limiar crítico [na Amazônia] poderia ser atingido já na década de 2040”, disse Nico Wunderling, autor principal do artigo e pesquisador do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, na Alemanha, em entrevista à Mongabay. “Embora eu seja um pouco mais otimista: se as atuais tendências [decrescentes] do desmatamento brasileiro continuarem, talvez não alcancemos [o ponto de inflexão] até meados do século.” “Podemos dizer com segurança que, quanto mais desmatamento ocorrer, mais baixo será esse limiar de aquecimento global”, disse Arie Staal, coautor do estudo e professor assistente na Universidade de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/desmatamento-e-aquecimento-podem-causar-mudancas-irreversiveis-na-amazonia-ate-2040/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Seca no Rio Xingu expõe limites de Belo Monte frente à crise climática</title>
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					<pubDate>23 Abr 2026 08:22:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>As maiores usinas hidrelétricas da Amazônia estão se tornando cada vez mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e Belo Monte pode estar dando o alerta mais evidente até agora. Construída no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, sudoeste do Pará, após anos de debate sobre seus impactos ambientais e a confiabilidade de sua [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/seca-no-rio-xingu-expoe-limites-de-belo-monte-frente-a-crise-climatica/" data-wpel-link="internal">Seca no Rio Xingu expõe limites de Belo Monte frente à crise climática</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[As maiores usinas hidrelétricas da Amazônia estão se tornando cada vez mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e Belo Monte pode estar dando o alerta mais evidente até agora. Construída no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, sudoeste do Pará, após anos de debate sobre seus impactos ambientais e a confiabilidade de sua geração de energia, a megausina enfrenta um problema que seus projetistas não conseguiram resolver por meio da engenharia: a escassez de água. Dois estudos publicados no final de 2025 reforçam as evidências dessa situação — um elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e outro pelo Escritório Federal de Pesquisa Energética (EPE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Sob perspectivas diferentes, ambos os relatórios concluem que as mudanças climáticas estão remodelando de forma fundamental os sistemas hídricos e energéticos do país e exigindo adaptações urgentes, já que 43,7% da energia do Brasil provém de usinas hidrelétricas. O relatório da ANA e da UFRGS alerta que as usinas hidrelétricas da região amazônica podem perder até 40% de sua capacidade de geração de energia nos próximos 20 a 30 anos, caso o planejamento continue a ser baseado em dados históricos de vazão dos rios, em vez de projeções ajustadas ao clima atual. A bacia do Rio Xingu, em particular, enfrentará estações secas significativamente mais longas e intensas nas próximas décadas. As vazões máximas dos rios&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/seca-no-rio-xingu-expoe-limites-de-belo-monte-frente-a-crise-climatica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Acordo entre Mercosul e UE avança, mas acende alertas sobre o risco ambiental</title>
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					<pubDate>09 Abr 2026 06:28:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos sociais, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Gado, Grilagem, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Pesticidas, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. A medida, no entanto, pode trazer no pacote uma série de impactos ambientais. Entre os principais problemas, de acordo com diferentes organizações e ambientalistas, destaca-se a expansão do desmatamento, da exploração de minérios e da importação de pesticidas. Em contrapartida, outros especialistas defendem que o acordo pode impor uma série de regras ambientais a um comércio global já existente — além de facilitar a troca de conhecimentos entre as partes envolvidas. Em linhas gerais, o tratado em desenvolvimento prevê a redução gradual das tarifas de importação no comércio entre os dois blocos continentais. No final de fevereiro, em nota, o governo brasileiro declarou que os europeus “se comprometem a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos”. Mesmo assim, nos últimos anos, o avanço do acordo acendeu múltiplos alertas para o meio ambiente. Em um relatório de março de 2023, o Greenpeace avaliou que a isenção de tarifas beneficiaria a exportação de commodities, podendo ampliar as fronteiras agrícolas e o desmatamento em toda a América do Sul. Atualmente, segundo o estudo, bens agrícolas e minerais representam mais de 70%&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/acordo-entre-mercosul-e-ue-avanca-mas-acende-alertas-sobre-o-risco-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes migratórios colapsam e colocam a Amazônia no centro da crise</title>
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					<pubDate>07 Abr 2026 14:29:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
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							<![CDATA[<p>O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce”. Na abertura do evento, Rita Mesquita, secretária de Biodiversidade, Florestas e Direito dos Animais do Ministério do Meio Ambiente, logo avisou: “Os números são de gelar a espinha.” As cifras às quais ela se referia indicavam uma redução de 81% na população mundial dos peixes migratórios de água doce desde os anos 1970. Rita foi convidada a endereçar os delegados da 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas (COP15) sobre Espécies Migratórias (CMS), que ocorreu entre os dias 23 e 29 de março em Campo Grande. Esta foi a primeira vez em muitos anos que estudiosos se debruçaram sobre dados globais da ictiofauna. A última avaliação tinha sido realizada em 2011, quando o número de espécies avaliadas era de 3 mil. Nesta nova rodada, 15 mil foram avaliadas. Deste total, 349 foram identificadas como migratórias. Entre essas espécies, 325 foram recomendadas pelos autores para serem inseridas nos apêndices da CMS. Entrar na lista desta convenção da ONU significa maior proteção, já que os países signatários se comprometem a adotar medidas de conservação. Atualmente, a CMS conta com 1.200 espécies migratórias listadas. A última entre as brasileiras a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/peixes-migratorios-colapsam-e-colocam-a-amazonia-no-centro-da-crise/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>5 iniciativas indígenas que estão salvando a natureza no Brasil</title>
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					<pubDate>02 Abr 2026 07:33:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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							<![CDATA[<p>Mas, afinal, quem é que protege o meio ambiente? Nos diferentes biomas brasileiros, da Amazônia ao Cerrado, a ameaça do fogo, do desmatamento, das invasões de terra e do garimpo ilegal ainda reina sem muitos contrapesos, colocando a natureza e a vida de povos tradicionais na rota da degradação e do conflito. Enquanto cobram o [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Mas, afinal, quem é que protege o meio ambiente? Nos diferentes biomas brasileiros, da Amazônia ao Cerrado, a ameaça do fogo, do desmatamento, das invasões de terra e do garimpo ilegal ainda reina sem muitos contrapesos, colocando a natureza e a vida de povos tradicionais na rota da degradação e do conflito. Enquanto cobram o poder público por medidas emergenciais e por mais apoio, grupos indígenas entenderam que não têm tempo a perder: com suas próprias ações coletivas, comunidades em todo o país atuam para combater as múltiplas crises que assolam seus territórios, exercendo o papel de guardiões de florestas, rios e planícies. A Mongabay reuniu histórias de cinco projetos sob gestão indígena que, aliando saberes ancestrais, tecnologia e planejamento, já fazem a diferença na missão do Brasil rumo a um futuro de preservação. &nbsp; Mulheres Krahô lideram guarda indígena para proteger território em Tocantins Treze mulheres indígenas formam o Mē Hoprê Catêjê, grupo de guerreiras Krahô responsável pela vigilância territorial na Terra Indígena Kraolândia. Foto cedida por Luzia Krahô (Kruw). Muita coisa mudou na Terra Indígena Kraolândia, que se espalha por mais de 300 mil hectares nos municípios de Goiatins e Itacajá, no Tocantins. Em um passado não tão distante, as mulheres ali se viam afastadas de postos de liderança, restritas ao trabalho doméstico, enquanto os perigos da extração de madeira, da caça e dos agrotóxicos espreitavam o território. Para combater essas ameaças, as próprias mulheres indígenas Krahô deram um passo à frente, superando as barreiras de gênero para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/5-iniciativas-indigenas-brasileiras-que-estao-salvando-a-natureza-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sentinela dos rios, ariranha é incluída na lista de espécies migratórias ameaçadas</title>
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					<pubDate>31 Mar 2026 13:35:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>A Convenção das Nações Unidas sobre Espécies Migradoras (CMS) aprovou a inclusão da ariranha (Pteronura brasiliensis) entre os animais que necessitam de ações urgentes de conservação. A medida é resultado da pressão de pesquisadores e organizações ambientalistas junto aos governos signatários da convenção. As negociações que elevaram o status de conservação deste mamífero semiaquático ocorreram [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Convenção das Nações Unidas sobre Espécies Migradoras (CMS) aprovou a inclusão da ariranha (Pteronura brasiliensis) entre os animais que necessitam de ações urgentes de conservação. A medida é resultado da pressão de pesquisadores e organizações ambientalistas junto aos governos signatários da convenção. As negociações que elevaram o status de conservação deste mamífero semiaquático ocorreram na 15ª Conferência das Partes da CMS (COP15), que terminou no domingo, dia 29, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A ariranha é a maior lontra do mundo. Em inglês, seu nome significa literalmente &#8220;lontra gigante&#8221; – giant otter. Aqui, seu nome deriva da palavra tupi-guarani ari&#8217;raña, que quer dizer “onça d&#8217;água”. Com garras e dentes afiados, ela é conhecida por seu comportamento arisco e o som alto e estridente que produz. Carnívora, ela constrói suas tocas nas margens de rios de águas claras. Sua distribuição se estendia a bacias de quase toda a América do Sul. Hoje suas populações estão restritas à Amazônia e ao Pantanal. No passado, a caça indiscriminada para o comércio de peles representava a principal pressão. Hoje, a perda e a fragmentação de habitats, além da poluição dos rios, tornaram-se a principal ameaça. Os pesquisadores que defenderam maior proteção também apontaram que a espécie está listada como “em perigo de extinção” na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Um animal topo de cadeia, ele se alimenta de peixes e seu único predador é a onça-pintada (Panthera onca). Sua presença representa o equilíbrio da cadeia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/sentinela-dos-rios-ariranha-e-incluida-na-lista-de-especies-migratorias-ameacadas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Entre avanços e desafios, Floresta da Tijuca tenta reconstruir sua fauna</title>
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					<pubDate>24 Mar 2026 06:54:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2008, a bióloga Alexandra Pires tinha acabado de finalizar sua tese de doutorado, que mostrava como as cutias eram importantes para a regeneração de espécies vegetais da Mata Atlântica. Ao contar sobre isso para Ivandy Castro-Astor, pesquisadora do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, ela descobriu que não existiam mais esses roedores [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/entre-avancos-e-desafios-floresta-da-tijuca-tenta-reconstruir-sua-fauna/" data-wpel-link="internal">Entre avanços e desafios, Floresta da Tijuca tenta reconstruir sua fauna</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em 2008, a bióloga Alexandra Pires tinha acabado de finalizar sua tese de doutorado, que mostrava como as cutias eram importantes para a regeneração de espécies vegetais da Mata Atlântica. Ao contar sobre isso para Ivandy Castro-Astor, pesquisadora do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, ela descobriu que não existiam mais esses roedores ali. Uma prova disso eram as sementes de uma árvore chamada justamente de cutieira (Joannesia princeps), apodrecendo no chão da mata. “Como assim não tem cutia no Parque Nacional da Tijuca?”, relembra Alexandra sobre sua primeira reação. “E a Ivandy falou, então: eu acho que vocês deviam soltar umas cutias lá!” Dezoito anos depois, visitantes do parque podem observar, nas matas da Floresta da Tijuca, não apenas cutias-vermelhas (Dasyprocta leporina), mas também bugios-ruivos (Alouatta guariba) e jabutis-tinga (Chelonoidis denticulata). Todas elas graças ao programa de reintrodução realizado pelo Refauna, com o apoio do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No começo de janeiro, chegou a vez da araras-canindés (Ara ararauna), que voltaram a voar nos céus do Rio de Janeiro. Fazia 200 anos que estavam extintas na cidade. O objetivo do Refauna é acabar com a chamada “síndrome da floresta vazia”, conceito criado pelo conservacionista Kent Redford, em 1992. Segundo ele, embora a vegetação de algumas florestas pareça preservada, há ausência de animais, essenciais para garantir o seu futuro. “Um dos principais sintomas da síndrome é justamente os frutos apodrecendo no solo da floresta”, revela Marcelo Rheingantz, diretor-executivo do Refauna e biólogo da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/entre-avancos-e-desafios-floresta-da-tijuca-tenta-reconstruir-sua-fauna/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Valéria Paye: negociar com fundos indígenas exige &#8216;princípio da confiança’</title>
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					<pubDate>20 Mar 2026 07:41:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alexandre de Santi*Holly Jonas*]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>As emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase 22 mil km2, tamanho [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase 22 mil km2, tamanho similar ao estado de Sergipe —, foi um momento histórico de luta após décadas por reconhecimento e autodeterminação. Localizada entre o noroeste do Pará e o norte do Amazonas, a terra indígena foi homologada graças, em grande parte, ao esforço do Podáali — um dos muitos fundos liderados por indígenas que têm redesenhado o mapa do financiamento ambiental no Brasil. Esses fundos  são criados, geridos e administrados por lideranças  indígenas de diferentes povos, tendo como base  suas visões de mundo e valores, como respeito, reciprocidade e confiança. O  Podáali, Fundo Indígena para a Amazônia Brasileira, é um exemplo disso. Foram mais de dez anos de discussões e preparativos antes que a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) estabelecesse o fundo formalmente em 2020. Um dos objetivos do Podáali é possibilitar e ampliar o financiamento direto aos povos e movimentos indígenas, nos termos deles. Apesar da grande dimensão de seu papel na sustentabilidade e na defesa de um planeta saudável, os povos originários e suas organizações recebem uma pequena fração do financiamento filantrópico global. Um relatório de 2024 constatou a situação como “padrões consistentes de desigualdades generalizadas e sistêmicas”. “Se a gente, no campo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/valeria-paye-negociar-com-fundos-indigenas-exige-principio-da-confianca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</title>
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					<pubDate>16 Mar 2026 08:00:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kevin Damasio]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Mato Grosso]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Energia, Etnocídio, Gado, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Monocultura, Pecuária, Pesticidas, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Rios, Soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa já havia ganhado novos estímulos em 2019, em parte pela tensão comercial entre o primeiro governo de Donald Trump e os chineses. Além da demanda da China, a pavimentação de um trecho da rodovia BR-163 viabilizou novas fronteiras agrícolas para os sojicultores, com a ligação até portos no Pará. Desde então, as lavouras de soja no estado saltaram 3,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume produzido, por sua vez, passou de 33 milhões de toneladas na safra de 2018/19 para 51 milhões na de 2024/25, um aumento de 51%. A produção avança principalmente no Cerrado, a savana mais biodiversa do planeta e central para o abastecimento de água do país. Nascentes do bioma abastecem oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Na bacia do Rio Juruena, no oeste matogrossense, a consolidação das monoculturas — não só de soja, mas também de milho e algodão — preocupa os povos da Terra Indígena Tirecatinga. Eles relatam que as fazendas do entorno têm contaminado os cursos d&#8217;água, plantas e frutas por agrotóxicos, e barram os rios com pequenas usinas hidrelétricas. Situada entre os rios Buriti e Papagaio, a terra indígena tem 131 mil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Albardão: como é o mais novo (e maior) parque nacional marinho do Brasil</title>
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					<pubDate>12 Mar 2026 07:14:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Cagiano]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Conservação, Espécies Ameaçadas, Fauna marinha, Novas espécies, Oceanos, Peixes e Pesca]]>
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							<![CDATA[<p>ALBARDÃO, Rio Grande do Sul – No extremo sul do Brasil, onde a praia parece não ter fim e o vento modela dunas que avançam como organismos vivos, existe uma região tão isolada que, por décadas, quase não entrou nos mapas do debate ambiental. O Albardão, uma área marinha de inestimável riqueza em nutrientes, acaba [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ALBARDÃO, Rio Grande do Sul – No extremo sul do Brasil, onde a praia parece não ter fim e o vento modela dunas que avançam como organismos vivos, existe uma região tão isolada que, por décadas, quase não entrou nos mapas do debate ambiental. O Albardão, uma área marinha de inestimável riqueza em nutrientes, acaba de se tornar o maior parque nacional marinho costeiro do país, com 1.004.480 hectares. Embora o Brasil tenha um dos litorais mais extensos do continente, com cerca de 7.500 km de costa, até então havia apenas três parques nacionais marinhos: Fernando de Noronha, Abrolhos e Ilha dos Currais, no Paraná. O decreto que criou o Parque Nacional do Albardão, publicado em 6 de março, também estabeleceu a Área de Proteção Ambiental do Albardão, com 55.983 hectares, no entorno da unidade. A medida veio em boa hora: essa região é palco de pressões crescentes provenientes da pesca industrial, da perspectiva de novos empreendimentos energéticos e de um turismo emergente e ainda desordenado. Entre a urgência ecológica e o apelo econômico, o Albardão tornou-se um laboratório vivo sobre os desafios de conservar ambientes marinhos em um século marcado pela aceleração das mudanças climáticas e da exploração intensiva dos oceanos e zonas costeiras. Diversidade na terra e no mar A diversidade da região, tanto do ponto de vista biológico quanto geológico, é imensa. A porção terrestre do parque nacional abriga dunas móveis, lagoas costeiras, banhados e uma extensa praia de cascalho coberta por depósitos milenares de conchas e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/albardao-como-e-o-mais-novo-e-maior-parque-nacional-marinho-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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