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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Como o primeiro etnobotânico indígena e anciãos registraram o conhecimento medicinal de seu povo na Bahia</title>
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					<pubDate>13 Ago 2026 07:00:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à Mongabay, em sua horta com várias plantas medicinais em sua terra ancestral no sul da Bahia. Ao lado da anciã indígena do povo Kariri-Sapuyá está uma grandiosa árvore embaúba (Cecropia pachystachya), usada para tratar diabetes e problemas de próstata. “Era ali a nossa mata… Derrubaram tudo. Tudo foi descampado aqui. E acabaram com a mata.” Dona Marta contou que algumas espécies nativas como a embaúba foram plantadas no quintal de sua casa na aldeia Caramuru há 44 anos, no processo de retomada do território. Outras, no entanto, desapareceram nas últimas décadas, quando invasores entraram na área e derrubaram florestas para dar lugar a pastagens de gado, acrescentou. Ela lamentou o sumiço de uma planta específica: puaia, usada para tratar dor de barriga, cansaço, picadas de cobra, peste — uma doença que, segundo os anciãos, provocava febre, dores de cabeça, e deixava o corpo todo retorcido  — e outras enfermidades. “Ficava ali na mata&#8221;, lembrou Dona Marta, apontando para as montanhas desmatadas. “Acabou tudo.” Em 27 de dezembro de 2025, Dona Marta faleceu. Seu conhecimento, no entanto, está vivo em um artigo publicado no Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine que a citou, de autoria do etnobotânico&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-o-primeiro-etnobotanico-indigena-e-anciaos-registraram-o-conhecimento-medicinal-de-seu-povo-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tambaqui na lista de espécies ameaçadas: pescadores buscam soluções para evitar perdas</title>
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					<pubDate>10 Ago 2026 13:35:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Animais, Biodiversidade, Conservação, Espécies Ameaçadas, Governança, Lei Ambiental, Peixes e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Pescador na Amazônia há 38 anos, Josué de Castro disse que ficou muito surpreso ao saber que o tambaqui (Colossoma macropomum), peixe que representa 20% de sua renda mensal, agora é uma espécie ameaçada e que ele corre o risco de não ter mais permissão para pescá-lo. &#8220;Vai ter um impacto grande na vida dos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Pescador na Amazônia há 38 anos, Josué de Castro disse que ficou muito surpreso ao saber que o tambaqui (Colossoma macropomum), peixe que representa 20% de sua renda mensal, agora é uma espécie ameaçada e que ele corre o risco de não ter mais permissão para pescá-lo. &#8220;Vai ter um impacto grande na vida dos pescadores e ribeirinhos que dependem da pesca&#8221;, afirmou Castro, que vive na comunidade São Raimundo do Jarauá, no Amazonas, à Mongabay, por telefone. &#8220;Dentro da nossa área, eu acho que ainda não está em extinção não, tem bastante aqui ainda.&#8221; Um dos peixes mais consumidos na Amazônia, o tambaqui foi incluído na lista oficial de espécies de peixes e invertebrados aquáticos da fauna brasileira ameaçadas de extinção, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em abril deste ano. A partir do final de outubro, sua pesca poderá ser proibida em todo o país se um plano de recuperação não for implementado até lá, disse Braulio Dias, diretor do departamento de conservação e uso sustentável da biodiversidade do MMA. &#8220;A entrada na lista não significa proibição de pesca desde que seja aprovado um plano de recuperação populacional proposto por especialistas, sob a coordenação do MMA&#8221;, explicou Dias à Mongabay, em uma mensagem de texto. Ele acrescentou que a Portaria Nº 1.666, publicada no Diário Oficial da União no mesmo dia da lista de 28 de abril, estabeleceu um prazo de 180 dias para a aprovação do plano, o que seria em 25&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/tambaqui-na-lista-de-especies-ameacadas-pescadores-buscam-solucoes-para-evitar-perdas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto ‘redescobre’ Tocantins como berço de abelhas nativas do Brasil</title>
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					<pubDate>04 Ago 2026 08:31:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Annady Borges]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[<p>Em entrevista à Mongabay, pesquisador fala sobre a importância das abelhas para além da produção de mel e apontou desafios para a ciência na busca por maior proteção às espécies. </p>
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							<![CDATA[Apaixonado por um pequeno inseto que mudaria sua história, o biólogo paulista Waldesse Piragé de Oliveira Júnior dedica parte da sua vida ao estudo das abelhas. A jornada teve início em 1992, em Uberlândia (MG), durante sua graduação. Foi em meio à saga universitária que o então estudante começou a trabalhar com a Apis mellifera, espécie de abelha mais utilizada no país para a melicultura — e fundamental para a polinização. Acompanhe a Mongabay Brasil! Nos adicione como fonte preferencial no Google. O interesse de Piragé por esses insetos continuou em seus estudos de mestrado e doutorado em genética e bioquímica, respectivamente, entre 1997 e 2003. Foi nesse período que o biólogo passou a se dedicar às espécies nativas sem ferrão (o caso da maioria das abelhas brasileiras). Suas linhas de pesquisa o levariam ao Cerrado, bioma predominante no Tocantins. Em 2004, ele deixou Uberlândia e se mudou para Palmas, a capital do estado, onde hoje atua como pesquisador e professor de engenharia ambiental da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Anos depois, em 2016, o entusiasta das abelhas fundaria o “BeeTech”, um grupo que pesquisa o manejo, a conservação e a biologia desses insetos. Além da produção científica, a iniciativa desenvolve projetos de extensão, iniciativas das universidades brasileiras que levam o conhecimento acadêmico para a sociedade por meio de ações junto a comunidades, produtores rurais e escolas no campo. Segundo o pesquisador, a ausência de registros das espécies de abelhas no Tocantins foi uma de suas principais motivações para tirar&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/projeto-redescobre-tocantins-como-berco-de-abelhas-nativas-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Quilombo resiste onde o São Francisco encontra o mar</title>
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					<pubDate>30 Jul 2026 08:53:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agroecologia, Agrotóxicos, Água, Alimentos, Biodiversidade, Caatinga, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Demarcação Territorial, Manguezais, Povos Tradicionais, Quilombolas, Recursos hídricos, Socioambiental e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de Mata Atlântica, o branco das dunas, pequenos portos, além das lagoas marginais e manguezais, muitos manguezais: patrimônios biológicos, berçários de inúmeras espécies. Mas nem sempre essa beleza pertenceu a quem nela vivia. Vestígios de plantações de algodão e de mais de 20 engenhos dão notícia de uma outra época, anterior à Lei Áurea. Ali se concentrava a maior parte das pessoas escravizadas do Baixo São Francisco. Como o lugar também tinha muita mata nativa, era ideal para acolher os fugidos. Então, era conhecido como Refúgio dos Negros. Pois, mesmo depois do documento assinado pela Princesa Isabel, o povo que vivia da pesca artesanal e da terra tinha liberdade limitada. A terra onde moravam e plantavam havia gerações era entendida como propriedade dos fazendeiros da região, supostos donos que, tivessem título ou não, exerciam ali um domínio incontestado. Era cerca e mata-burro para todo o lado; se sentiam presos em seu próprio território. Assim contam os moradores do Território Quilombola Brejão do Negros, a 120 km da capital sergipana, Aracaju. “Era assim: se a senhora bater três alqueires de arroz, dois é para o fazendeiro e um é da senhora. Desse seu, ainda vai pagar todas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/quilombo-resiste-onde-o-rio-sao-francisco-encontra-o-mar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Planta secreta da Amazônia pode ser nova fonte de ibogaína para tratamento de dependência</title>
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					<pubDate>29 Jul 2026 10:45:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jenny Gonzales]]>
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							<![CDATA[<p>Há gerações, povos da África equatorial fazem uso da iboga (Tabernanthe iboga) em práticas espirituais. No Gabão, a planta ocupa um lugar central na tradição Bwiti. Um de seus componentes é a ibogaína, substância psicoativa que cientistas vêm estudando como possível ferramenta clínica no tratamento da dependência de drogas. Relatos sugerem que a ibogaína pode [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Há gerações, povos da África equatorial fazem uso da iboga (Tabernanthe iboga) em práticas espirituais. No Gabão, a planta ocupa um lugar central na tradição Bwiti. Um de seus componentes é a ibogaína, substância psicoativa que cientistas vêm estudando como possível ferramenta clínica no tratamento da dependência de drogas. Relatos sugerem que a ibogaína pode reduzir os sintomas de abstinência e a fissura por opioides como heroína e metadona, proporcionando um efeito que pode ser descrito como uma &#8220;reiniciação&#8221; neurobiológica. Embora o uso medicinal da ibogaína ainda não seja totalmente regulamentado, a crescente procura internacional pela substância — sobretudo por clínicas privadas para tratamento da dependência — tem estimulado a coleta ilegal e o contrabando da iboga, colocando a planta africana em risco. O arbusto leva até 30 anos para amadurecer e produz apenas 1 grama de ibogaína, e a extração tradicional geralmente requer arrancar a planta pela raiz, destruindo-a. A escassez levou o governo do Gabão a proibir sua exportação. Recentemente, uma descoberta foi feita na floresta amazônica, proveniente de uma espécie mantida em sigilo. A identidade dessa planta permanece um segredo rigorosamente guardado pelo pesquisador brasileiro Ricardo Marques, que passou quase dois anos localizando a planta e estudando sua ecologia. A espécie, segundo ele, contém um precursor químico que pode ser transformado em ibogaína por meio de um método de coleta novo e potencialmente sustentável, permitindo que a planta se regenere após a extração. Ao manter o nome em sigilo, enquanto capacita famílias locais para a sua coleta,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/planta-secreta-da-amazonia-pode-ser-nova-fonte-de-ibogaina-para-tratamento-de-dependencia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tracajás da Amazônia entram na lista de espécies ameaçadas pela primeira vez</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 18:31:57 +0000</pubDate>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[Anfíbios, Animais, Biodiversidade, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Espécies Ameaçadas, Répteis, Rios, Tráfico de Animais Silvestres e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Alimento tradicional  para as comunidades amazônicas, os cágados, conhecidos na região como tracajás, foram incluídos na lista brasileira de fauna ameaçada de extinção pela primeira vez. O cágado-iaçá (Podocnemis sextuberculata) teve seu risco elevado de quase ameaçado para em perigo em uma nova lista publicada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Alimento tradicional  para as comunidades amazônicas, os cágados, conhecidos na região como tracajás, foram incluídos na lista brasileira de fauna ameaçada de extinção pela primeira vez. O cágado-iaçá (Podocnemis sextuberculata) teve seu risco elevado de quase ameaçado para em perigo em uma nova lista publicada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Os tracajás foram considerados como quase ameaçados por muito tempo, mas essa é a primeira vez que uma de suas espécies foi classificada como em perigo, disse Marília Marini, coordenadora-geral de estratégias de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). &#8220;Para a Amazônia, o principal destaque é a entrada do tracajá&#8221;, afirmou Marini à Mongabay, por telefone. &#8220;Essa é uma situação mais delicada porque também envolve populações que o utilizam. Então, temos que ter todo um cuidado na comunicação, em como direcionar ações que não as afetem.&#8221; Apesar dos programas de proteção e esforços de conservação, as populações de cágado-iaçá nos últimos 36 anos — equivalentes a três gerações — diminuíram mais de 50% no estado do Amazonas e no oeste do estado do Pará, o que representa aproximadamente 70% da distribuição total da espécie, levando-a à classificação em perigo, de acordo com o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade do ICMBio (SALVE). Cágado-iaçá (Podocnemis sextoberculata). Foto: © Rafael Bernhard via iNaturalist (CC BY 4.0). Cágado-iaçá (Podocnemis sextoberculata). Foto: © Andrés Camilo Montes-Correa via iNaturalist. Atingindo um comprimento máximo de 34 centímetros  e peso de 3,5 quilogramas , o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/tracajas-da-amazonia-entram-na-lista-de-especies-ameacadas-pela-primeira-vez/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Doenças de gatos domésticos ameaçam felinos selvagens no Brasil</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 12:50:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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							<![CDATA[<p>Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as espécies de felinos. Principalmente para nossas espécies nativas e para as que estão ameaçadas de extinção”, disse Flavia Tirelli, doutora em zoologia e coordenadora da Geoffroy’s Cat Working Group, uma rede internacional que luta pela conservação do gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) e de outros felinos silvestres. Segundo a especialista, que também atua como pesquisadora no Laboratório de Evolução, Sistemática e Ecologia de Aves e Mamíferos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o avanço de doenças comuns entre gatos domésticos (Felis catus) — como o vírus da imunodeficiência felina (FIV), o vírus da leucemia felina (FeLV) e a panleucopenia, causada pelo parvovírus felino (FPV), entre outros — pode impactar significativamente a fauna de felídeos em todo o Brasil. “As espécies ameaçadas têm populações menores e mais isoladas dentro de nossa matriz antrópica [ambientes naturais modificados pela ação humana] e também podem estar próximas de animais domésticos que carregam esses vírus”, disse à Mongabay. Um gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) descansa em um tronco de árvore. Foto: Fernando da Rosa via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Segundo estimativas, o Brasil ocupa o terceiro lugar no pódio global em número de animais de estimação, com cerca de 30&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/doencas-de-gatos-domesticos-ameacam-felinos-selvagens-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“Amazônia não é uma só e enfrenta processos diferentes”, diz ecóloga do Inpa</title>
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					<pubDate>13 Jul 2026 17:59:01 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Amaitê Santos]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[<p>A ecóloga Flávia Costa dedica sua carreira a entender como as florestas amazônicas funcionam — e como respondem às transformações ambientais. Pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ela atua na área de ecologia vegetal e investiga um pouco de tudo: desde os efeitos da hidrologia sobre a estrutura das florestas até os [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A ecóloga Flávia Costa dedica sua carreira a entender como as florestas amazônicas funcionam — e como respondem às transformações ambientais. Pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ela atua na área de ecologia vegetal e investiga um pouco de tudo: desde os efeitos da hidrologia sobre a estrutura das florestas até os impactos das mudanças ambientais no funcionamento da biodiversidade amazônica. Em 2024, Costa recebeu o Prêmio Capes-Elsevier na região Norte do Brasil, concedido a cientistas mulheres com trabalhos de destaque no cenário nacional.  A especialista coordena pesquisas de longo prazo que, ao longo dos anos, acompanham a dinâmica da Amazônia em constante movimento. Seu trabalho mais recente envolve a colaboração em um estudo, realizado com mais de 160 pesquisadores de diversos países, sobre as mudanças na diversidade de espécies arbóreas entre os Andes e a Amazônia nas últimas quatro décadas.   &#8220;Muitas pessoas olham para uma floresta e pensam que árvore é árvore.&#8221; A frase dita por Flávia Costa ajuda a explicar por que muitas das mudanças que ocorrem  na Amazônia passam despercebidas. Para quem observa a floresta de longe, ela continua verde, viva e parece a mesma. No entanto, pesquisadores alertam que mudanças provocadas pelo aquecimento global e pelo desmatamento podem estar alterando a floresta de formas nem sempre visíveis à primeira vista. Em entrevista à Mongabay, Flávia Costa vai por esse caminho ao explicar por que não existe apenas uma Amazônia — e como a ciência enxerga essa afirmação.  Mongabay: Ao longo dos anos em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/amazonia-nao-e-uma-so-e-enfrenta-processos-diferentes-diz-ecologa-do-inpa/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo: Amazônia resiste ao fogo, mas renasce com menos diversidade</title>
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					<pubDate>02 Jul 2026 12:46:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2024, a Amazônia brasileira enfrentou uma das piores temporadas de incêndios de sua história: as chamas atingiram 15,6 milhões de hectares, uma área maior que a do estado do Ceará — dos quais 43% eram vegetação florestal. Segundo dados da MapBiomas, a área destruída pelas chamas foi 117% maior do que a média histórica. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2024, a Amazônia brasileira enfrentou uma das piores temporadas de incêndios de sua história: as chamas atingiram 15,6 milhões de hectares, uma área maior que a do estado do Ceará — dos quais 43% eram vegetação florestal. Segundo dados da MapBiomas, a área destruída pelas chamas foi 117% maior do que a média histórica. Recentemente, um grupo de pesquisadores revelou algo que, segundo eles, deu certo otimismo à ciência em meio a esses números: embora a perda de biodiversidade persista, a Amazônia demonstrou uma surpreendente capacidade de regeneração após os incêndios. Os resultados foram apresentados em um estudo conduzido no sudeste da Amazônia ao longo de duas décadas. O trabalho buscou prever os riscos enfrentados pela floresta tropical à medida que o desmatamento, a queda nos níveis de precipitação e as secas prolongadas se tornam mais frequentes. “Nosso estudo traz uma mensagem de esperança. Ele demonstra que uma floresta altamente degradada consegue se recuperar mesmo após muitos distúrbios”, disse o principal autor do artigo, Leandro Maracahipes, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, com apoio do Instituto Serrapilheira. No entanto, Maracahipes explica que essa regeneração dá lugar a um novo tipo de floresta. “É um novo ecossistema. Embora consiga se recuperar, essa floresta é muito mais ‘pobre’, com maior quantidade de espécies generalistas, muito mais vulneráveis a novos distúrbios”, disse à Mongabay. Imagem aérea de uma área de floresta amazônica. Foto: Leandro Maracahipes. Impacto maior nas bordas da floresta&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/estudo-amazonia-resiste-ao-fogo-mas-renasce-com-menos-diversidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia</title>
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					<pubDate>26 Jun 2026 10:18:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de praias à beira de um lago com espelho d’água estimado entre 20 e 25 km², o grupo havia recolhido uma caçamba cheia de resíduos plásticos. Antes desta, ação semelhante realizada em junho 2023 havia coletado outras duas caçambas. A experiência do grupo ajudou a dimensionar o resultado da pesquisa de mestrado de Eletuza Uchôa Farias: metade dos peixes coletados no lago, pertencentes a duas espécies de jaraqui (Semaprochilodus insignis e Semaprochilodus taeniurus), havia ingerido microplásticos. Uma vez no organismo, as partículas podem permanecer no trato intestinal, alcançar outros tecidos e órgãos e circular pela cadeia alimentar, da base aos peixes predadores — até chegar, potencialmente, ao ser humano. O jaraqui é o peixe mais consumido no estado do Amazonas. Todas as partículas encontradas no intestino dos peixes eram fibras: filamentos finos e alongados, com tamanho entre 0,5 e 4,37 milímetros. A maior parte delas, 85,7%, foi identificada como poliamida, um polímero amplamente utilizado pela indústria têxtil por sua resistência e flexibilidade. O entorno do Puraquequara é habitado por comunidades sem atendimento adequado de saneamento básico. Na prática, a água de pias, tanques e máquinas de lavar roupa é descartada diretamente nos corpos d’água, o que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/dos-igarapes-aos-manguezais-microplasticos-contaminam-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo aponta manguezais como aliados contra poluição por nitrogênio</title>
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					<pubDate>24 Jun 2026 12:52:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Biodiversidade, Créditos de carbono, Florestas Tropicais, Manguezais, Mudanças climáticas, Oceanos, Poluição e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Se forem restaurados e protegidos, os manguezais podem ajudar a sequestrar mais de 5 milhões de toneladas de poluição causada por nitrogênio em ecossistemas costeiros de todo o planeta, argumenta um estudo recente. Essa poluição geralmente é originada por fertilizantes sintéticos muito utilizados na agricultura ou por resíduos humanos que se infiltram nas fontes de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Se forem restaurados e protegidos, os manguezais podem ajudar a sequestrar mais de 5 milhões de toneladas de poluição causada por nitrogênio em ecossistemas costeiros de todo o planeta, argumenta um estudo recente. Essa poluição geralmente é originada por fertilizantes sintéticos muito utilizados na agricultura ou por resíduos humanos que se infiltram nas fontes de água. Pesquisadores analisaram dados sobre a remoção de nitrogênio no mundo e estimaram que os manguezais atualmente sequestram cerca de 870 mil toneladas por ano deste elemento. O estudo estimou que, se esses ecossistemas costeiros forem protegidos e restaurados, a produção poderia superar 5 milhões de toneladas anuais. Ainda segundo os pesquisadores, esse serviço ecossistêmico prestado pelos manguezais valeria US$ 8,7 bilhões (R$ 44 bilhões) por ano em créditos de nitrogênio. “Os manguezais representam uma solução natural de mitigação, poderosa e subestimada, para a poluição causada pelo nitrogênio”, escreveram os coautores do estudo, Ziyan Wang e Benoit Thibodeau, da Universidade Chinesa de Hong Kong. Wang e Thibodeau argumentam que a remoção de nitrogênio deveria ser tratada de forma semelhante ao armazenamento de carbono e sugerem a criação de um mercado de créditos de nitrogênio azul para ajudar a financiar soluções para a crise climática. Com base em projetos anteriores, eles estimaram que os créditos de nitrogênio seriam precificados em cerca de US$ 10 mil (R$ 50 mil) por tonelada. O valor total de um mercado de remoção de nitrogênio superaria em muito o do armazenamento de carbono em ecossistemas de mangue, segundo o estudo. O nitrogênio é um nutriente&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/estudo-aponta-manguezais-como-aliados-contra-poluicao-por-nitrogenio/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Entre baleias, corais e petróleo, Abrolhos luta por mais proteção</title>
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					<pubDate>22 Jun 2026 19:45:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[Água, Aquecimento global, Áreas Protegidas, Aves, Biodiversidade, Clima, Comunidades Tradicionais, Demarcação Territorial, Fauna marinha, Oceanos, Parques Nacionais, Peixes e Pesca]]>
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							<![CDATA[<p>CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e a especulação imobiliária. Esses elementos têm algo em comum: podem impactar bancos de coral, ilhas oceânicas, manguezais e outros habitats onde vivem mais de 500 espécies animais. Além de servir de casa para peixes, invertebrados, tartarugas-marinhas e aves, as águas de Abrolhos são berçário de cetáceos, como as baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae). Entre junho e novembro, esses animais migram da Antártica para a região em busca de um ambiente mais cálido para se reproduzir e criar seus filhotes. Frente à lista de ameaças ao bioma costeiro, uma força-tarefa científica, lançada em março de 2026, busca concluir, até dezembro, uma proposta que poderia ampliar os limites geográficos do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos — a única unidade de conservação integral da região. A iniciativa é da organização ambientalista WWF-Brasil, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Para isso, o WWF promoveu uma expedição ao Arquipélago dos Abrolhos, localizado dentro dos limites do parque. Lá, especialistas, jornalistas e lideranças comunitárias puderam discutir sobre as áreas naturais que ainda carecem de proteção. Criado em 1983, o parque dos Abrolhos é o primeiro parque nacional marinho do Brasil. No entanto, os seus 882 km² de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/entre-baleias-corais-e-petroleo-abrolhos-luta-por-mais-protecao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Estrangeiros tentam embarcar com cactos raros do sul do Brasil para a Europa</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2026/06/estrangeiros-tentam-embarcar-com-cactos-raros-do-sul-do-brasil-para-a-europa/</link>
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					<pubDate>15 Jun 2026 08:40:01 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Rio Grande do Sul]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Biodiversidade, Espécies Ameaçadas e Tráfico]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Em fevereiro deste ano, agentes da Polícia Federal (PF) abordaram quatro cidadãos tchecos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e encontraram uma carga pouco usual: 214 unidades de cactos e envelopes com sementes de cactos. O material estava escondido em latas de cerveja, sacos de papel e até nos sapatos de um dos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em fevereiro deste ano, agentes da Polícia Federal (PF) abordaram quatro cidadãos tchecos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e encontraram uma carga pouco usual: 214 unidades de cactos e envelopes com sementes de cactos. O material estava escondido em latas de cerveja, sacos de papel e até nos sapatos de um dos homens, segundo informações do processo judicial em andamento na Justiça Federal. As plantas pertenciam a sete espécies, todas nativas da região da Serra do Sudeste, no Rio Grande do Sul. Segundo o laudo assinado pela especialista em cactáceas Rosana Singer, bióloga do Jardim Botânico de Porto Alegre, duas destas espécies estão criticamente ameaçadas de extinção: Parodia nothorauschii e Parodia neohorstii. Outras quatro estão em perigo de extinção, entre elas Gymnocalycium horstii e Frailea curvispina. Os tchecos, que vinham de Montevidéu e se preparavam para embarcar para Viena, foram identificados como Jaroslav Vich, Karel Slajs, Vladimir Bradna e Vladimir Sorma. Eles levavam um mapa do Rio Grande do Sul e um roteiro impresso com frases traduzidas do tcheco para o português e o espanhol, entre elas: “Você sabe onde pequenos cactos crescem?”, “Os cactos estão crescendo aqui?” e “Me desculpa. Eu não sei se é privado!”. O grupo ficou apenas um dia detido, mas segue proibido de deixar o Brasil. Diante da grande quantidade de material apreendido, a justiça determinou a perícia nos celulares dos viajantes, que estão sob investigação. Cactos de espécies ameaçadas de extinção e endêmicas do Rio Grande do Sul apreendidos no Aeroporto&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/estrangeiros-tentam-embarcar-com-cactos-raros-do-sul-do-brasil-para-a-europa/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pressão global sobre a ayahuasca ameaça plantas e saberes da Amazônia</title>
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					<pubDate>25 Mai 2026 10:35:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carlos Minuano]]>
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							<![CDATA[<p>“Uma das maiores farmácias do mundo está sendo destruída”, afirma o líder indígena Benki Piyãko, do povo Ashaninka, no Acre. O alerta aponta para as múltiplas pressões que avançam sobre a Amazônia, mas também para um momento de crescente debate e de ameaças em torno de uma das chamadas “medicinas da floresta”: a ayahuasca. A [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Uma das maiores farmácias do mundo está sendo destruída”, afirma o líder indígena Benki Piyãko, do povo Ashaninka, no Acre. O alerta aponta para as múltiplas pressões que avançam sobre a Amazônia, mas também para um momento de crescente debate e de ameaças em torno de uma das chamadas “medicinas da floresta”: a ayahuasca. A bebida indígena, de propriedades psicodélicas, é preparada, em geral, a partir de duas plantas nativas da região: o cipó caapi ou mariri (Banisteriopsis caapi) e as folhas da chacrona (Psychotria viridis), espécies que, segundo relatos de lideranças indígenas e especialistas, enfrentam pressão crescente e sinais de escassez em algumas regiões. Denominada kamarãpe pelo povo Ashaninka, a ayahuasca, usada há séculos por indígenas da Amazônia, há décadas atravessa fronteiras e deixou de circular exclusivamente em seus contextos originários. Hoje, está presente em centros religiosos urbanos, retiros terapêuticos e circuitos internacionais de turismo psicodélico. Cientistas e laboratórios farmacêuticos também voltam sua atenção à bebida ancestral, que já apresenta evidências de potencial terapêutico para diferentes transtornos de saúde mental, como depressão e dependência química. Mas, junto com o crescimento do interesse global, vêm também as preocupações. À medida que a demanda cresce, a cadeia de circulação da ayahuasca se expande sem um acompanhamento equivalente em termos de manejo e monitoramento. Em diferentes regiões da Amazônia, já há sinais de pressão sobre as espécies utilizadas no preparo da bebida, em geral coletadas sem planejamento. Ao mesmo tempo, o aumento do consumo fora dos contextos tradicionais levanta preocupações sobre a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/pressao-global-sobre-a-ayahuasca-ameaca-plantas-e-saberes-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O que está em jogo nos recifes da Amazônia ameaçados pelo petróleo</title>
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					<pubDate>18 Mai 2026 12:17:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[Quando se fala em Amazônia, as referências sempre são em superlativos: a maior floresta tropical do mundo, a maior faixa contínua de manguezais do planeta, o maior rio em volume de água e extensão da Terra (o Amazonas, no caso). Por isso, qualquer tipo de atividade exploratória na região, e seus possíveis impactos sobre esse ecossistema tão único, é vista com muita preocupação. É o que vem acontecendo com a prospecção realizada pela Petrobras na chamada Margem Equatorial Brasileira, área que compreende a faixa litorânea e oceânica entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, e engloba a Bacia da Foz do Amazonas. A licença ambiental para a estatal brasileira iniciar a pesquisa em busca de petróleo e gás natural foi dada pelo Ibama em outubro de 2025, após diversos pedidos negados anteriormente, forte pressão política, inclusive do próprio presidente Lula, e muitas críticas de ambientalistas e organizações da sociedade civil. Um dos pontos mais sensíveis levantados por especialistas para questionar a operação da Petrobras seria a presença do Sistema Recifal da Amazônia, a menos de 40 km do bloco FZA-M-59, onde está em curso a perfuração do poço Morpho. Conhecido desde os anos 1970, o sistema recifal amazônico só foi descrito oficialmente por um grupo de pesquisadores brasileiros em 2016. No ano seguinte, um navio de pesquisa da organização Greenpeace, equipado com um pequeno submarino, foi à região e divulgou ao mundo as raras imagens desse ambiente, que ocupa uma área estimada de 9,5 mil km², e funciona&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/o-que-esta-em-jogo-nos-recifes-da-amazonia-ameacados-pelo-petroleo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Bastidores: como a Mongabay rastreou licitações de carne de tubarão para escolas e hospitais</title>
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					<pubDate>18 Fev 2026 21:01:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kuang Keng Kuek SerPhilip Jacobson]]>
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							<category><![CDATA[Cadeias alimentares]]></category>
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							<![CDATA[Em julho de 2025, a Mongabay publicou uma investigação que revelou compras públicas de carne de tubarão, feitas em grande escala, para alimentar crianças em idade escolar, pacientes de hospitais e detentos em várias regiões do país. O Brasil é o maior consumidor e importador mundial da carne desse animal e as licitações despertaram preocupações ambientais, uma vez que os tubarões sofrem sobrepesca — em todo o mundo, suas populações em mar aberto diminuíram cerca de 71% no último meio século. A investigação também desencadeou alertas sobre os riscos à saúde, uma vez que a carne de tubarão tende a conter altos níveis de metais pesados, o que pode ser especialmente perigoso para crianças, gestantes, lactantes e outros grupos vulneráveis. Entre seus vários impactos, a série de reportagens movimentou o debate público, motivando um pedido de audiência pública no Congresso Nacional, uma citação no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e em uma ação civil pública; o trabalho também contribuiu para a suspensão do uso da carne do animal em escolas públicas estaduais no Rio de Janeiro. Durante a pesquisa, passamos meses vasculhando dezenas de portais de transparência nos quais os governos estaduais e municipais são obrigados por lei a publicar as licitações. Foi um trabalho desafiador e que juntou as peças de um quebra-cabeça, unidas por dados catalogados com termos de busca muitas vezes inconsistentes. Na matéria a seguir, contaremos como isso foi feito, na esperança de inspirar e facilitar o caminho de outros jornalistas e pesquisadores interessados nessa&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/bastidores-como-a-mongabay-rastreou-licitacoes-de-carne-de-tubarao-para-escolas-e-hospitais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estado do Rio proíbe carne de tubarão em merenda escolar por riscos à saúde e ao meio ambiente</title>
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					<pubDate>27 Jan 2026 14:29:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Mongabay Editor]]>
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							<category><![CDATA[Cadeias alimentares]]></category>
		<category><![CDATA[Vida selvagem nos oceanos]]></category>
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							<![CDATA[<p>RIO DE JANEIRO — A Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro baniu a carne de tubarão na merenda escolar de 1.200 instituições da rede pública estadual, colocando o estado no caminho de se tornar o primeiro do país a proibir o alimento nas refeições escolares. A medida foi adotada após pressão de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[RIO DE JANEIRO — A Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro baniu a carne de tubarão na merenda escolar de 1.200 instituições da rede pública estadual, colocando o estado no caminho de se tornar o primeiro do país a proibir o alimento nas refeições escolares. A medida foi adotada após pressão de conservacionistas e conselheiros de alimentação escolar, que alertaram sobre os riscos à saúde e ao meio ambiente; a decisão, no entanto, foi criticada pela indústria pesqueira. Em um comunicado enviado à Mongabay em 8 de janeiro, a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc RJ) disse que &#8220;a suspensão teve como base fundamentos técnicos, científicos, sanitários e ambientais&#8230; atendendo, assim, ao princípio da precaução e da proteção integral da infância&#8221;, conforme exigido pela Constituição Federal e pelas diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar. O órgão informou que a proibição se baseou em evidências da Organização Mundial da Saúde (OMS), do órgão de administração de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em vigor desde 23 de outubro de 2025, o banimento da carne de tubarão nas escolas foi enviado por e-mail no mesmo dia às 1.200 escolas administradas pela Seeduc RJ, que representam 95% das escolas da rede estadual. A diretriz de &#8220;caráter imediato&#8221;, vista pela Mongabay, foi assinada pela coordenadora de segurança alimentar da Seeduc RJ, Lívia Ribera Souza. O documento cita uma nota técnica da ONG de conservação marinha Sea&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/estado-do-rio-proibe-carne-de-tubarao-em-merenda-escolar-por-riscos-a-saude-e-ao-meio-ambiente/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novas regras tentam proteger preguiças de traficantes e turistas</title>
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					<pubDate>12 Dez 2025 09:58:42 +0000</pubDate>
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						</dc:creator>
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							<![CDATA[<p>Conhecidas por sua aparência pacífica e pela impressão de que estão sempre sorrindo, as preguiças agora contam com uma proteção extra para evitar sua exploração por um comércio de animais de estimação cruel e ilegal. A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites), um acordo internacional [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Conhecidas por sua aparência pacífica e pela impressão de que estão sempre sorrindo, as preguiças agora contam com uma proteção extra para evitar sua exploração por um comércio de animais de estimação cruel e ilegal. A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites), um acordo internacional que estabelece controles sobre o comércio de animais e plantas, aprovou a inclusão de duas espécies de preguiças no Apêndice II da convenção. A decisão foi tomada em reunião de cúpula realizada entre 24 de novembro a 5 de dezembro no Azerbaijão, e significa que os 185 países signatários estarão sujeitos a regras mais duras para o comércio dessas espécies. Os países exportadores, por exemplo, terão de fornecer estudos que comprovem que a transação não afetará a conservação da espécie. As novas regras serão aplicadas à preguiça-real (Choloepus didactylus), nativa da Amazônia, e à preguiça-de-hoffmann (Choloepus hoffmanni), que vive no sul da Amazônia e em partes da América Central. Ambas são preguiças-de-dois-dedos, conhecidas por serem mais agressivas e mais ágeis do que suas parentes de três dedos. Bichos-preguiça são exibidos para turistas em países como Brasil e Peru. Foto: World Animal Protection/ Nando Machado. A proposta para fortalecer sua proteção das espécies partiu do Brasil, Costa Rica e Panamá, como forma de “evitar que o tráfico ilegal aumente e suas populações diminuam”. Os traficantes de vida silvestre, afirmaram os proponentes, têm retirado as preguiças das florestas para serem apresentadas como atrações em roteiros turísticos em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/novas-regras-tentam-proteger-preguicas-de-traficantes-e-turistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Moda das selfies com bichos-preguiça coloca animais na mira de traficantes</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2025/11/moda-das-selfies-com-bichos-preguica-coloca-animais-na-mira-de-traficantes/</link>
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					<pubDate>20 Nov 2025 06:41:35 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Biodiversidade, Comércio de Vida Selvagem, Conservação, Defaunação, Espécies Ameaçadas, Fauna e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Não é fácil achar um bicho-preguiça no meio da floresta. Eles passam a maior parte do tempo na copa das árvores e são mestres da camuflagem, graças à lentidão dos movimentos e às algas presas aos pelos, que os confundem com a cor das folhas. Uma vez identificados lá no alto, no entanto, estes animais [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Não é fácil achar um bicho-preguiça no meio da floresta. Eles passam a maior parte do tempo na copa das árvores e são mestres da camuflagem, graças à lentidão dos movimentos e às algas presas aos pelos, que os confundem com a cor das folhas. Uma vez identificados lá no alto, no entanto, estes animais se tornam presas fáceis. Caçadores derrubam a árvore e, em poucos segundos, o bicho está no chão. No afã de defender as crias, as mães muitas vezes são mortas pelos caçadores. Já os filhotes têm as unhas e às vezes até as pontas dos dedos cortados antes de virarem atração turística ou exóticos “animais de estimação.” A exploração dos bichos-preguiça pela indústria do turismo se intensificou nas últimas décadas, talvez pela aparência pacífica e a impressão de estarem sempre sorrindo, o que já lhes rendeu o apelido de Miss Simpatia da Amazônia. Muitos viajantes que cruzam os países sul-americanos querem tirar fotos ao lado deles e alguns até decidem levar um bebê-preguiça para casa, movimentando um tráfico de animais silvestres tão lucrativo quanto cruel. “Esse ‘sorriso’ esconde um sofrimento imenso”, afirma o biólogo Neil D’Cruze, líder de pesquisa estratégica da Canopy, uma organização internacional de defesa do meio ambiente. “Esses animais passam por um estresse extremo quando são manuseados, contidos ou expostos a multidões barulhentas. Eles não são fisiologicamente adequados para esse tipo de tratamento”, conta o pesquisador, que conduziu estudos na América do Sul sobre a exploração desses animais. Poucos bebês resistem a tamanho&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/moda-das-selfies-com-bichos-preguica-coloca-animais-na-mira-de-traficantes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Adotem os alimentos “azuis” como estratégia climática na COP30, dizem ministros da pesca (artigo)</title>
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					<pubDate>11 Nov 2025 18:05:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André de Paula e Salvador Malheiro]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Biodiversidade, Clima, Conservação, Mudanças climáticas, Oceanos, Peixes, Pesca, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. No Brasil, os alimentos aquáticos sustentam mais de 3 milhões de famílias, com o consumo de peixe inteiro, cru, chegando a 800 gramas por dia na Amazônia — que acolhe pela primeira vez as negociações climáticas da ONU em sua cidade-porta de Belém. Mas, à medida que nosso sistema global de alimentos entra sob pressão crescente — das mudanças climáticas às transformações na dieta —, também reconhecemos que os alimentos azuis desempenham um papel crucial na construção de sistemas alimentares mais resilientes, adaptáveis e nutricionalmente equilibrados. Barcos pesqueiros como este providenciam grande parte dos alimentos aquáticos mundiais, mas são apenas parte do panorama geral. Foto: Nicolas Job / Ocean Image Bank. O setor de alimentos azuis, que engloba a pesca em ambiente natural e a aquicultura de peixes, moluscos, algas e outras plantas e animais aquáticos, é bem conhecido por fornecer fontes ricas de proteína e micronutrientes essenciais — como vitamina B12, ferro, zinco e ácidos graxos ômega-3 —, cruciais para combater a desnutrição, que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. No entanto, esse setor é frequentemente negligenciado como estratégia climática, apesar de seu potencial para atender à demanda por alimentos de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/adotem-os-alimentos-azuis-como-estrategia-climatica-na-cop30-dizem-ministros-da-pesca-artigo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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