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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Estudo: Amazônia resiste ao fogo, mas renasce com menos diversidade</title>
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					<pubDate>02 Jul 2026 12:46:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2024, a Amazônia brasileira enfrentou uma das piores temporadas de incêndios de sua história: as chamas atingiram 15,6 milhões de hectares, uma área maior que a do estado do Ceará — dos quais 43% eram vegetação florestal. Segundo dados da MapBiomas, a área destruída pelas chamas foi 117% maior do que a média histórica. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2024, a Amazônia brasileira enfrentou uma das piores temporadas de incêndios de sua história: as chamas atingiram 15,6 milhões de hectares, uma área maior que a do estado do Ceará — dos quais 43% eram vegetação florestal. Segundo dados da MapBiomas, a área destruída pelas chamas foi 117% maior do que a média histórica. Recentemente, um grupo de pesquisadores revelou algo que, segundo eles, deu certo otimismo à ciência em meio a esses números: embora a perda de biodiversidade persista, a Amazônia demonstrou uma surpreendente capacidade de regeneração após os incêndios. Os resultados foram apresentados em um estudo conduzido no sudeste da Amazônia ao longo de duas décadas. O trabalho buscou prever os riscos enfrentados pela floresta tropical à medida que o desmatamento, a queda nos níveis de precipitação e as secas prolongadas se tornam mais frequentes. “Nosso estudo traz uma mensagem de esperança. Ele demonstra que uma floresta altamente degradada consegue se recuperar mesmo após muitos distúrbios”, disse o principal autor do artigo, Leandro Maracahipes, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, com apoio do Instituto Serrapilheira. No entanto, Maracahipes explica que essa regeneração dá lugar a um novo tipo de floresta. “É um novo ecossistema. Embora consiga se recuperar, essa floresta é muito mais ‘pobre’, com maior quantidade de espécies generalistas, muito mais vulneráveis a novos distúrbios”, disse à Mongabay. Imagem aérea de uma área de floresta amazônica. Foto: Leandro Maracahipes. Impacto maior nas bordas da floresta&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/estudo-amazonia-resiste-ao-fogo-mas-renasce-com-menos-diversidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Anfíbios da Amazônia podem desaparecer antes mesmo que sejam descobertos</title>
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					<pubDate>13 Abr 2026 13:46:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>MANAUS, Amazonas — Agachado sobre a serrapilheira, onde as folhas secas se acumulam no chão da floresta, um pesquisador busca captar um coaxo diferente com um microfone direcional. Identificar o som de um sapinho costuma ser uma das provas cabais de que se encontrou uma nova espécie. É noite. Ele veste roupa comprida, para se [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MANAUS, Amazonas — Agachado sobre a serrapilheira, onde as folhas secas se acumulam no chão da floresta, um pesquisador busca captar um coaxo diferente com um microfone direcional. Identificar o som de um sapinho costuma ser uma das provas cabais de que se encontrou uma nova espécie. É noite. Ele veste roupa comprida, para se proteger de mosquitos e formigas, e um par de botas, para impedir que se molhem os pés. Encontrar anfíbios na Amazônia não requer equipamento de alta tecnologia; remonta, na verdade, às explorações dos naturalistas do início do século 20. É assim que o biólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas, Igor Kaefer, descreve o que seria um típico dia de campo em busca de anfíbios amazônicos. Ele foi um dos responsáveis pela descoberta do Amazophrynella bilinguis, publicada em 2019. A própria descrição do sapinho já dá a noção da dificuldade de encontrá-lo: as fêmeas medem cerca de dois centímetros, e sua cabeça e dorso marrons as fazem “desaparecer” entre as folhas e galhos. Lar de 1.525 espécies estimadas de anfíbios, a Bacia amazônica é a mais diversa do mundo quando se trata de sapos, rãs e pererecas. Porém, deste número, apenas cerca de 810 têm registros confirmados de ocorrência. Por isso, ir a campo e se deparar com uma nova espécie não é algo improvável. “Em quase todo inventário que se faz em uma área remota, volta-se com até mais de uma espécie nova para síntese”, conta Igor. Mas o intervalo entre encontrar, em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/anfibios-da-amazonia-podem-desaparecer-antes-mesmo-que-sejam-descobertos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Petróleo no mar põe em xeque a liderança climática do Brasil, aponta estudo</title>
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					<pubDate>14 Nov 2025 08:31:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Enquanto o Brasil aquecia os motores para receber a Conferência Climática da ONU, a COP30, neste mês de novembro, os percalços que acompanham a agenda ambiental do país ganhavam destaque em novos estudos. Na antessala do evento em Belém, um relatório da SkyTruth, organização sem fins lucrativos dedicada ao monitoramento ambiental por satélite, revelou o [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Enquanto o Brasil aquecia os motores para receber a Conferência Climática da ONU, a COP30, neste mês de novembro, os percalços que acompanham a agenda ambiental do país ganhavam destaque em novos estudos. Na antessala do evento em Belém, um relatório da SkyTruth, organização sem fins lucrativos dedicada ao monitoramento ambiental por satélite, revelou o crescente impacto de estruturas de petróleo e gás offshore em áreas vulneráveis do território brasileiro, sobretudo em regiões marinhas biodiversas, como a foz do Rio Amazonas. Em um momento em que os olhos do mundo se voltam para a capital paraense, o que aumenta o interesse pelas soluções ambientais que o Brasil busca oferecer, a investigação colocou em xeque o papel de liderança climática da nação anfitriã. Como principal argumento, o estudo apresentou os dilemas de um modelo econômico ainda muito dependente de algo que o Brasil, sobretudo sob o governo do presidente Lula, vem prometendo substituir: os combustíveis fósseis. Entre os principais pontos, o relatório mapeia a poluição causada pelo derramamento de óleo e destaca um aumento acelerado no tráfego de embarcações ligadas à indústria petroleira e no nível de emissões de metano, liberado através de vazamentos durante a extração. Tudo isso na esteira da expansão do próprio setor energético, que cresce na contramão da busca por matrizes menos poluentes. “Entre 2014 e 2024, a produção de petróleo do Brasil aumentou mais de 49% e a de gás natural, mais de 78%”, diz a SkyTruth. Apontando contradições na retórica climática do governo federal —&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/petroleo-no-mar-poe-em-xeque-a-lideranca-climatica-do-brasil-aponta-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Adotem os alimentos “azuis” como estratégia climática na COP30, dizem ministros da pesca (artigo)</title>
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					<pubDate>11 Nov 2025 18:05:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André de Paula e Salvador Malheiro]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Biodiversidade, Clima, Conservação, Mudanças climáticas, Oceanos, Peixes, Pesca, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. No Brasil, os alimentos aquáticos sustentam mais de 3 milhões de famílias, com o consumo de peixe inteiro, cru, chegando a 800 gramas por dia na Amazônia — que acolhe pela primeira vez as negociações climáticas da ONU em sua cidade-porta de Belém. Mas, à medida que nosso sistema global de alimentos entra sob pressão crescente — das mudanças climáticas às transformações na dieta —, também reconhecemos que os alimentos azuis desempenham um papel crucial na construção de sistemas alimentares mais resilientes, adaptáveis e nutricionalmente equilibrados. Barcos pesqueiros como este providenciam grande parte dos alimentos aquáticos mundiais, mas são apenas parte do panorama geral. Foto: Nicolas Job / Ocean Image Bank. O setor de alimentos azuis, que engloba a pesca em ambiente natural e a aquicultura de peixes, moluscos, algas e outras plantas e animais aquáticos, é bem conhecido por fornecer fontes ricas de proteína e micronutrientes essenciais — como vitamina B12, ferro, zinco e ácidos graxos ômega-3 —, cruciais para combater a desnutrição, que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. No entanto, esse setor é frequentemente negligenciado como estratégia climática, apesar de seu potencial para atender à demanda por alimentos de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/adotem-os-alimentos-azuis-como-estrategia-climatica-na-cop30-dizem-ministros-da-pesca-artigo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que as árvores da Amazônia estão ficando mais “gordas”?</title>
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					<pubDate>22 Out 2025 08:00:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[<p>Como as árvores da Amazônia têm reagido ao aumento das emissões de dióxido de carbono nos últimos séculos? É sabido que, entre os gases de efeito estufa, o CO2 é apontado como o principal responsável pelo aquecimento global. O mais recente relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), revelou que a concentração de carbono na atmosfera [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Como as árvores da Amazônia têm reagido ao aumento das emissões de dióxido de carbono nos últimos séculos? É sabido que, entre os gases de efeito estufa, o CO2 é apontado como o principal responsável pelo aquecimento global. O mais recente relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), revelou que a concentração de carbono na atmosfera global teve em 2024 o maior salto anual já registrado desde o início das medições em 1957. Cientistas do clima são unânimes em afirmar que este aumento foi provocado pelas atividades humanas, sobretudo pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás. Porém, para a surpresa de pesquisadores envolvidos em um novo estudo publicado recentemente na revista Nature Plants, as florestas maduras da Amazônia têm demonstrado uma forte resiliência frente às mudanças climáticas decorrentes do excesso de carbono na atmosfera — isso é relevante porque as árvores são consideradas sumidouros naturais de CO2, pela habilidade de absorvê-lo no processo de fotossíntese. E não só isso: as árvores amazônicas estão ficando mais “gordas”, com o tamanho da área de seu tronco aumentando em 3,3% a cada década. “Normalmente, não esperaríamos que o tamanho médio das árvores em uma área de floresta madura mudasse ao longo do tempo, desde que as taxas de crescimento e morte delas fossem geralmente estáveis”, explica Rebecca Banbury Morgan, pesquisadora da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e coautora do artigo. “Comparamos nossas observações com essa expectativa de ausência de mudança e descobrimos que o tamanho&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/por-que-as-arvores-da-amazonia-estao-ficando-mais-gordas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Amazônia tem recorde de emissão de carbono após surto de incêndios florestais em 2024</title>
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					<pubDate>20 Out 2025 07:53:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Carbono, Certificação, Conservação, Degradação, Desmatamento, Dióxido de Carbono, Florestas, Florestas Tropicais, Gases de Efeito Estufa, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Política Ambiental, Poluição e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2024, a Amazônia registrou uma das temporadas mais devastadoras de incêndios florestais em mais de duas décadas, reacendendo alertas ambientais em toda a América do Sul. No caso do Brasil, a preocupação ressurge após uma redução generalizada dos números de desmatamento no bioma tropical durante o ano de 2023. Já este ano, enquanto o [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2024, a Amazônia registrou uma das temporadas mais devastadoras de incêndios florestais em mais de duas décadas, reacendendo alertas ambientais em toda a América do Sul. No caso do Brasil, a preocupação ressurge após uma redução generalizada dos números de desmatamento no bioma tropical durante o ano de 2023. Já este ano, enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e especialistas tentam desvendar uma relação anômala entre a derrubada da floresta e o aumento dos incêndios criminosos, um estudo do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia trouxe detalhes sobre os danos climáticos causados pela mais recente epidemia de fogo na região. Segundo a pesquisa publicada em maio, a degradação florestal gerada pelos incêndios foi responsável pela liberação de 791 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (CO2) em 2024 — um número sete vezes maior se comparado à média vista nos dois anos anteriores. Mais ainda, pela primeira vez na história, as emissões de carbono diretamente relacionadas aos incêndios superaram as vindas do desmatamento. O Brasil, maior país amazônico, foi responsável por 61% das emissões, seguido pela Bolívia (32%), nação que convive há anos com numerosos focos de fogo em várias partes de seu território. “A escalada da ocorrência de incêndios, impulsionada pelas mudanças climáticas e pelo uso insustentável da terra, ameaça levar a Amazônia a um ponto de virada catastrófico”, diz o estudo. “Esforços urgentes e coordenados são cruciais para mitigar esses fatores e evitar danos irreversíveis ao ecossistema.” Somadas, as emissões decorrentes do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/amazonia-tem-recorde-de-emissao-de-carbono-apos-surto-de-incendios-florestais-em-2024/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Para religiões afro-brasileiras, espiritualidade e preservação ambiental caminham juntas</title>
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					<pubDate>16 Set 2025 07:33:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Mudanças climáticas, Reflorestamento, Resiliência climática, Sustentabilidade e Sustentável]]>
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							<![CDATA[<p>No compasso dos pássaros, a floresta em Belém (PA) envolve quem a adentra. Vestindo branco, entoando rezas e pedindo licença à força espiritual que guarda as matas, Mametu Nangetu, fundadora e liderança do terreiro de candomblé Mansu Nangetu, saúda sua ancestralidade para plantar novas mudas e zelar pelo território. A guardiã, quase octogenária, possui vasto [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No compasso dos pássaros, a floresta em Belém (PA) envolve quem a adentra. Vestindo branco, entoando rezas e pedindo licença à força espiritual que guarda as matas, Mametu Nangetu, fundadora e liderança do terreiro de candomblé Mansu Nangetu, saúda sua ancestralidade para plantar novas mudas e zelar pelo território. A guardiã, quase octogenária, possui vasto conhecimento sobre plantas e ervas medicinais, aprendido com a avó, e sabe o momento certo tanto para os banhos que recarregam as energias quanto para o preparo de chás que auxiliam o bem-estar do corpo físico. Com o pajé Francisco, seu avô, ela aprendeu na infância que, se um galho fosse retirado do solo, teria que ser replantado. &#8220;Ao longo da minha vida, doei diversas mudas de árvores e mantive o hábito de plantar folhas sagradas nos canteiros das ruas de Belém, porque muitas pessoas de axé perderam seus territórios e hoje não podem cultivar suas plantas. O desmatamento na capital, inclusive, só aumentou&#8221;, avalia a líder religiosa. Em seus trabalhos espirituais, ela atua como intermediária na comunicação com diferentes entidades, entre elas o Caboclo Rompe-Mato, associada aos povos originários, e defende que honrar as tradições do patrimônio afro-amazônico envolve estender os cuidados à “grande mãe natureza”, nas energias da mata, das águas e da lama. No candomblé, religião de matriz africana nascida da cosmovisão de povos como os Iorubá, os Bantu e os Fon, assim como em outras expressões sincréticas — umbanda, pajelança e jurema, entre outras —, a natureza é território vivo e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/para-religioes-afro-brasileiras-espiritualidade-e-preservacao-ambiental-caminham-juntas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A solução vem do lixo: biometano coloca Manaus na rota da descarbonização</title>
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					<pubDate>23 Jul 2025 07:45:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana Amâncio]]>
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							<![CDATA[<p>Capital do estado do Amazonas, Manaus é uma das cidades brasileiras que mais gera resíduos sólidos, com uma produção diária de 1 kg por habitante. Segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o problema do lixo não é exclusivo do município amazonense mais populoso: o estado como um todo apresenta um dos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Capital do estado do Amazonas, Manaus é uma das cidades brasileiras que mais gera resíduos sólidos, com uma produção diária de 1 kg por habitante. Segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o problema do lixo não é exclusivo do município amazonense mais populoso: o estado como um todo apresenta um dos maiores índices de uso de lixões, com quase 92% de suas cidades descartando seus detritos dessa forma. Em estados como São Paulo e Santa Catarina, a taxa não chega a 3%. A prática resulta em um acúmulo de resíduos poluentes que, além de criar problemas socioeconômicos e logísticos, contamina o solo em territórios amazônicos, acendendo diversos alertas ambientais. A transição energética, agora, pode ter a solução. Atualmente, o mesmo lixo que preocupa especialistas no Amazonas pode se tornar um importante aliado na corrida nacional contra as emissões poluentes, graças à futura operação do Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR) Amazonas. Com estrutura inaugurada em 2024, o CTTR de Manaus é a primeira usina de biometano do estado. A instalação buscará transformar o material descartado pelo ser humano em biometano, chamado de “gás verde” por seu alto potencial de descarbonização. A captura desse energético gasoso vem da decomposição da matéria orgânica — uma vez coletado, o metano é convertido em biogás, que depois é purificado até chegar em sua versão final. Estima-se que o elemento emita até 2,5 vezes menos CO2 do que o gás natural. O empreendimento deve iniciar as operações em 2028,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/a-solucao-vem-do-lixo-biometano-coloca-manaus-na-rota-da-descarbonizacao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Incêndios criminosos podem estar por trás de novo ‘boom’ de desmatamento na Amazônia</title>
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					<pubDate>21 Jul 2025 07:56:38 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2025, a agenda ambiental brasileira caminha em uma encruzilhada. Enquanto os olhos do mundo se voltam para a cidade de Belém, futura sede da Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), em novembro, vários alarmes soam na Amazônia em resposta a um aumento excessivo nos números de desmatamento. Apenas no mês de maio, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2025, a agenda ambiental brasileira caminha em uma encruzilhada. Enquanto os olhos do mundo se voltam para a cidade de Belém, futura sede da Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), em novembro, vários alarmes soam na Amazônia em resposta a um aumento excessivo nos números de desmatamento. Apenas no mês de maio, a derrubada de floresta atingiu 960 km², um aumento de 92% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente. As cifras, no entanto, pintam um quadro ainda mais chamativo: monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já havia indicado em abril um aumento de 55% nos alertas de desmatamento este ano, dando a entender que uma tendência crescente — e em larga escala — estaria em andamento. As previsões foram corroboradas em julho em um relatório semestral do governo, também baseado em análises do Inpe: entre janeiro e junho de 2025, um total de 2.090 km² de áreas da floresta amazônica esteve sob alertas de desmatamento, um número que supera as estatísticas do primeiro semestre de 2024 em 27%; o valor também é o mais alto para o período desde 2023. Em nota, a pasta do Meio Ambiente disse que, durante os primeiros seis meses do ano, “as áreas sob alerta de ‘desmatamento com vegetação’, que correspondem a locais atingidos pelo fogo, cresceram 266%” na comparação ao mesmo período do ano anterior. Autoridades, agora, tentam desvendar o quebra-cabeça para entender os motivos por trás dos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/incendios-criminosos-podem-estar-por-tras-de-novo-boom-de-desmatamento-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>BR-319: rodovia polêmica na Amazônia ganha impulso com nova lei ambiental</title>
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					<pubDate>18 Jul 2025 13:57:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
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							<![CDATA[<p>No coração da floresta amazônica, um projeto de infraestrutura adormecido há muitos anos está voltando à vida. A rodovia BR-319, que liga Manaus e Porto Velho ao longo de 885 km, nunca foi totalmente pavimentada desde sua inauguração em 1976. Abandonada por décadas, a estrada acabou se vendo em péssimo estado enquanto a floresta tomava [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No coração da floresta amazônica, um projeto de infraestrutura adormecido há muitos anos está voltando à vida. A rodovia BR-319, que liga Manaus e Porto Velho ao longo de 885 km, nunca foi totalmente pavimentada desde sua inauguração em 1976. Abandonada por décadas, a estrada acabou se vendo em péssimo estado enquanto a floresta tomava conta da terra e do asfalto rachado. Alguns trechos se tornaram intransitáveis, principalmente na estação chuvosa. Políticos da região pedem há muito tempo que o governo federal pavimente a BR-319 por completo, ligando as duas capitais e, segundo eles, ajudando a conectar o estado do Amazonas ao resto do Brasil — atualmente, grande parte do fluxo entre as cidades é feito de barco pelo Rio Madeira, uma viagem que pode levar até seis dias. No entanto, a BR-319 atravessa uma das áreas mais preservadas da Amazônia, e ambientalistas alertam que a reconstrução da rodovia vai impulsionar o desmatamento na região, como já aconteceu com outras estradas. Alguns dizem que isso poderia levar a Amazônia a atingir seu “ponto de inflexão”, no qual ela não seria mais capaz de se sustentar como floresta tropical, tornando-se uma savana. “A BR-319 é o primeiro dominó em uma cadeia de efeitos que vai afetar não apenas todas as regiões e populações do Brasil, mas também os biomas e populações de toda a América do Sul e, em última instância, todo o planeta”, disse Marcos Woortmann, ambientalista e diretor adjunto do Instituto Democracia e Sustentabilidade, à Mongabay. O trecho central&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/br-319-rodovia-polemica-na-amazonia-ganha-impulso-com-nova-lei-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Brasil aposta na macaúba para produzir diesel renovável e combustível para aviação</title>
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					<pubDate>11 Jul 2025 07:01:38 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Combustíveis Fósseis, Desmatamento, Energia, Energia limpa, Energia renovável, Energias renováveis, Motores do Desmatamento, Mudanças climáticas e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>A macaúba, também conhecida como coco-de-espinho (Acrocomia aculeata), é uma palmeira que está presente em todas as Américas. Agora, uma iniciativa do governo federal para incentivar a descarbonização dos setores de transporte e aviação levou várias empresas a se interessarem pelo seu uso como matéria-prima para a produção de biocombustíveis líquidos e combustível sustentável para [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A macaúba, também conhecida como coco-de-espinho (Acrocomia aculeata), é uma palmeira que está presente em todas as Américas. Agora, uma iniciativa do governo federal para incentivar a descarbonização dos setores de transporte e aviação levou várias empresas a se interessarem pelo seu uso como matéria-prima para a produção de biocombustíveis líquidos e combustível sustentável para a aviação (SAF) no Brasil. No papel, a macaúba parece ser uma planta milagrosa: ela se dá bem em terras degradadas e improdutivas, sem competir com cultivos para alimentação e sem causar mais desmatamento; nos testes, rende de oito a dez vezes mais do que a soja, dependendo da fonte da informação. A soja já é usada para abastecer o vasto setor de biocombustíveis do Brasil mas, assim como a cana-de-açúcar, está ligada a danos ambientais como desmatamento e emissões de CO2, além de problemas de justiça ambiental. De acordo com os proponentes da ideia, a macaúba promete evitar esses problemas, e já é apelidada de “ouro verde” e “óleo de palma amigo da floresta”. Mas existem também riscos ambientais e financeiros significativos, dizem os críticos. A propaganda em torno da macaúba se assemelha muito à onda criada em torno do pinhão-manso, uma suposta fonte de biocombustível apoiada por investidores e empreendedores, cuja história serve de alerta. Nos anos 2000, o pinhã0-manso (Jatropha curcas) – também considerado uma espécie de “ouro verde” – preenchia muitos dos mesmos requisitos que a macaúba, e sua ascensão gerou dezenas de projetos de plantio para geração de energia nas regiões tropicais. No entanto, esses&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/brazil-aposta-na-macauba-para-produzir-diesel-renovavel-e-combustivel-para-aviacao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Rede de cientistas cria mapa estratégico para evitar a extinção da ariranha</title>
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					<pubDate>02 Jul 2025 07:16:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia e Brasil]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Caça, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Defaunação, Fauna, Incêndios, Mamíferos, Mudanças climáticas e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Com o fim da era da borracha na Amazônia no século 19, empresas que comercializavam o produto na região precisaram encontrar uma nova forma de ganhar dinheiro. Perceberam uma oportunidade no comércio internacional de peles, até então pouco explorado ali. A demanda para atender os mercados dos Estados Unidos, da Europa, e até do sul [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/rede-de-cientistas-cria-mapa-estrategico-para-evitar-a-extincao-da-ariranha__trashed/" data-wpel-link="internal">Rede de cientistas cria mapa estratégico para evitar a extinção da ariranha</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Com o fim da era da borracha na Amazônia no século 19, empresas que comercializavam o produto na região precisaram encontrar uma nova forma de ganhar dinheiro. Perceberam uma oportunidade no comércio internacional de peles, até então pouco explorado ali. A demanda para atender os mercados dos Estados Unidos, da Europa, e até do sul e sudeste do Brasil, era enorme. Estima-se que, entre 1904 e 1969, mais de 20 milhões de mamíferos e répteis selvagens, representando pelo menos 20 espécies, foram caçados comercialmente para terem suas peles retiradas. Entre as principais vítimas dessa matança indiscriminada estava a ariranha (Pteronura brasiliensis), a maior dentre as 14 espécies de lontras do mundo. Durante essas seis décadas, quase 400 mil delas foram abatidas apenas na Amazônia brasileira, até que, em 1967, a aprovação da Lei nº 5.197 proibiu a caça de animais silvestres no Brasil. Todavia, o impacto já tinha sido gigantesco. Endêmica da América do Sul, a ariranha acabou sendo dizimada em muitos locais e é considerada possivelmente extinta na Argentina e no Uruguai, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) – globalmente, é classificada como “em perigo” pela Lista Vermelha. Acredita-se que a distribuição atual da espécie corresponda a apenas 60% de sua área original. No Brasil, essa distribuição não é homogênea. Há populações conhecidas em rios ao norte da Amazônia, no Pantanal e no Cerrado, próximo das bacias dos rios Tocantins e Araguaia. Contudo, não há ideia de quantas elas são. Ariranha se alimentando no Parque&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/rede-de-cientistas-cria-mapa-estrategico-para-evitar-a-extincao-da-ariranha__trashed/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Amazônia: governança aperfeiçoada, mas longe de ser adequada</title>
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					<pubDate>31 Mar 2025 15:30:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Timothy J. Killeen]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Mayra]]>
					</author>
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											<reporting-project>
							<![CDATA[Uma tempestade perfeita na Amazônia]]>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Brasil e Peru]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Ameaças à Amazônia, Conflitos, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Incêndios, Indígenas, Infraestrutura e Povos indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Quando os mercados não conseguem gerenciar a oferta e a demanda de bens e serviços, o resultado é chamado de “falha de mercado”. Há várias causas para a falha de mercado, mas a mais comum é a incapacidade de considerar “externalidades” positivas e negativas. Uma externalidade, no léxico de um economista, é um custo ou [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Quando os mercados não conseguem gerenciar a oferta e a demanda de bens e serviços, o resultado é chamado de “falha de mercado”. Há várias causas para a falha de mercado, mas a mais comum é a incapacidade de considerar “externalidades” positivas e negativas. Uma externalidade, no léxico de um economista, é um custo ou benefício que não é considerado no cálculo do retorno financeiro de um investimento. Os problemas ambientais são o produto de uma falha de mercado porque os produtores e consumidores de bens e serviços não pagam pelos danos causados por sua criação ou, ao contrário, não usufruem de um benefício monetário de um resultado sustentável.  As falhas de mercado só podem ser corrigidas pela ação do governo, que normalmente assume a forma de: (1) aplicação de regulamentações por meio de regras de comando e controle que obrigam produtores e consumidores a adotar práticas específicas; ou (2) políticas baseadas no mercado que incorporam os custos e benefícios das externalidades por meio da imposição de impostos ou subsídios. Infelizmente, os governos precisam lidar com a resistência dos eleitores em ter suas opções restringidas ou em aceitar o aumento do custo de um bem ou serviço, ou com sua falta de disposição para pagar os impostos necessários para financiar um subsídio. O desenvolvimento de políticas e a administração do Estado são definidos pelos cientistas políticos como governança. A discordância entre a política e o seu resultado é, em parte, a consequência do fracasso da governança na Pan-Amazônia. Apesar do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/amazonia-governanca-aperfeicoada-mas-longe-de-ser-adequada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mega-expedição confirma: a Antártica está derretendo – e o Brasil já sofre os impactos</title>
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					<pubDate>07 Mar 2025 08:06:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>Onde antes só se via o branco da neve e do gelo agora aparece o verde dos musgos e das gramíneas. Em busca de lugares mais frios, peixes e pinguins migram para o sul. E até mesmo a chuva, até pouco tempo impensável nesta parte do planeta, agora tem dado as caras. Estes são apenas [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Onde antes só se via o branco da neve e do gelo agora aparece o verde dos musgos e das gramíneas. Em busca de lugares mais frios, peixes e pinguins migram para o sul. E até mesmo a chuva, até pouco tempo impensável nesta parte do planeta, agora tem dado as caras. Estes são apenas alguns dos sinais de que a temperatura está aumentando em partes da Antártica, e rapidamente. “O que mais me chama atenção é o recuo das geleiras, e na frente delas cada vez menos neve, com o solo sendo ocupado por novos organismos”, diz Jefferson Cardia Simões, do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Isso chama bastante a atenção, porque são mudanças que tu vê a olho nu”. Professor de Geografia Polar, Simões visita a Antártica periodicamente desde 1990, em um total de 27 expedições científicas. A última, coordenada por ele, ocorreu entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, e já é conhecida como a maior circum-navegação polar já realizada. A equipe formada por 61 pesquisadores de sete países percorreu 29 mil quilômetros, o equivalente a mais de cinco vezes a distância entre o Oiapoque, no Amapá, e o Chuí, no Rio Grande do Sul. A equipe passou 70 dias a bordo de um quebra-gelo russo, embarcação que consegue passar com segurança no meio do mar congelado. Foto: Anderson Astor e Marcelo Curia / ICCE. A viagem de 70 dias foi a bordo de um quebra-gelo russo, navio&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/mega-expedicao-confirma-a-antartica-esta-derretendo-e-o-brasil-ja-sofre-os-impactos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>‘A gente está correndo atrás’: entrevista com Rodrigo Agostinho, presidente do IBAMA</title>
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					<pubDate>24 Jan 2025 14:44:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
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							<![CDATA[<p>À frente do IBAMA há dois anos, Rodrigo Agostinho detalhou à Mongabay os avanços na sua gestão e os desafios do órgão para proteger os biomas brasileiros depois de quatro anos de sucateamento e desmantelamento do órgão na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.  </p>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — &#8220;Atuar no regime de acupuntura&#8221;. Essa tem sido a estratégia-chave usada por Rodrigo Agostinho, à frente do IBAMA há dois anos, para reduzir o desmatamento na Amazônia e combater crimes ambientais em pontos estratégicos de todo o país. &#8220;Eu não consigo estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Eu não posso simplesmente falar assim: vou cuidar da Amazônia e esquecer do resto do Brasil. Então a gente foi definindo a ideia de municípios prioritários, áreas com maior taxa de desmatamento, passamos a definir os alvos prioritários,&#8221; disse Agostinho à Mongabay em seu gabinete na sede do IBAMA em Brasília. Em uma hora de entrevista, Agostinho detalhou os avanços na sua gestão e os desafios do órgão para proteger os biomas brasileiros depois de quatro anos de sucateamento e desmantelamento do órgão na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele destacou a aprovação de medidas junto ao Banco Central e ao Conselho Monetário Nacional para proibir a concessão de financiamento para áreas embargadas. &#8220;A gente autua o embargo de desmatamento e essa pessoa simplesmente não consegue mais financiamento agrícola&#8221;. Agostinho também revelou à Mongabay os planos para fortalecer o órgão e antecipar a meta de desmatamento zero prevista para 2030, com investimentos em tecnologia de ponta e inteligência artificial para dar conta do monitoramento em um país de dimensões continentais que detém a maior floresta tropical do mundo. &#8220;O IBAMA tinha ficado quatro anos sem fazer os embargos usando imagens de satélite. A gente retomou isso com força total&#8221;.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/a-gente-esta-correndo-atras-entrevista-com-rodrigo-agostinho-presidente-do-ibama/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sete meses depois da pior enchente de sua história, Rio Grande do Sul ainda trabalha para se recuperar</title>
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					<pubDate>16 Dez 2024 15:46:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shi En Kim]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>SANTA MARIA, Rio Grande do Sul — Na noite de 29 de abril, Jean Paolo Gomes Minella, hidrologista da Universidade Federal de Santa Maria, no sul do país, dirigiu-se à estação de monitoramento fluvial localizada a uma hora de carro de sua casa. Como estava chovendo, o Rio Guarda-Mor estava recebendo água de toda a [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[SANTA MARIA, Rio Grande do Sul — Na noite de 29 de abril, Jean Paolo Gomes Minella, hidrologista da Universidade Federal de Santa Maria, no sul do país, dirigiu-se à estação de monitoramento fluvial localizada a uma hora de carro de sua casa. Como estava chovendo, o Rio Guarda-Mor estava recebendo água de toda a bacia hidrográfica, e ele queria estar lá para medir os sedimentos que chegavam ao rio. “Vivemos como sapos”, diz Minella, referindo-se ao fato de sua equipe entrar em ação quando há previsão de chuva – na maior parte do tempo. Dessa vez, contudo, a equipe deixara de registrar os últimos três dias de chuvas, então ele estava ansioso para não perder esta oportunidade para coletar dados. Mal imaginava ele que as chuvas que estava perseguindo deixariam um rastro de destruição sem precedentes, e um trauma indelével. Depois de mais ou menos uma hora coletando dados, à meia-noite, as águas da enchente chegaram. Com água à altura do peito, Minella percebeu que poderia ser a primeira pessoa no mundo a coletar os dados do maior desastre ambiental do Rio Grande do Sul. Por todo o estado, as chuvas saturaram o solo. Riachos, afluentes e rios transbordaram. Depois de três dias, em 2 de maio, todo o excesso hidrológico se deslocaria para a capital Porto Alegre, ao leste, causando a pior enchente que já atingiu o estado. A maior parte da infraestrutura do Rio Grande do Sul foi destruída durante a enchente. Meses mais tarde, ainda há&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/12/sete-meses-depois-da-pior-enchente-de-sua-historia-rio-grande-do-sul-ainda-trabalha-para-se-recuperar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A marcha para o leste: o caso da Bolívia</title>
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					<pubDate>05 Dez 2024 14:55:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Em meados do século XX, a sociedade boliviana ficou profundamente traumatizada com a Guerra do Chaco e a perda de cerca de 30% de seu território nacional; antes disso, havia cedido o Acre ao Brasil e suas províncias costeiras ao Chile. As crianças em idade escolar aprendem desde cedo que a Bolívia perdeu esses territórios [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em meados do século XX, a sociedade boliviana ficou profundamente traumatizada com a Guerra do Chaco e a perda de cerca de 30% de seu território nacional; antes disso, havia cedido o Acre ao Brasil e suas províncias costeiras ao Chile. As crianças em idade escolar aprendem desde cedo que a Bolívia perdeu esses territórios porque o país não soube ocupá-los. Consequentemente, em 1942, quando uma equipe de economistas patrocinada pela Embaixada dos Estados Unidos delineou uma estratégia para concentrar o desenvolvimento futuro nas planícies pouco povoadas de seus territórios da planície oriental, a assistência foi bem-vinda. Conhecido como Plan Bohan (Plano Bohan), em homenagem ao seu principal autor, o documento delineou uma série de investimentos e iniciativas de reassentamento que foram chamadas de Marcha hacia el Oriente. Nas décadas de 1950 e 1960, essa estratégia levou à construção de estradas pavimentadas ligando as terras altas dos Andes às terras baixas de Santa Cruz, Cochabamba e La Paz. A assistência financeira dos EUA por meio da Aliança para o Progresso fazia parte de uma estratégia mais ampla para combater a disseminação de ideologias esquerdistas, especialmente a insurgência de guerrilha liderada por Che Guevara em 1967. Posteriormente, as agências multilaterais apoiaram investimentos importantes, incluindo rodovias que ligavam a zona de colonização do Chapare às paisagens agroindustriais de Santa Cruz, bem como corredores de exportação para as costas do Pacífico e do Atlântico. As iniciativas patrocinadas pelo Banco Mundial para promover a segurança alimentar e a exportação de commodities foram alavancadas por&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/12/a-marcha-para-o-leste-o-caso-da-bolivia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O processo migratório na Amazônia brasileira não para e gera novas rotas</title>
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					<pubDate>26 Nov 2024 00:54:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Ameaças à Amazônia, Conflitos, Degradação, Desmatamento, Infraestrutura, Povos indígenas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Houve três grandes fontes de imigrantes brasileiros no século XX: o Nordeste, onde a emigração oferece uma das poucas oportunidades realistas de escapar da pobreza; o Sul, onde as famílias de classe média abraçaram a oportunidade de continuar uma tradição agrícola; e o Centro-Oeste onde os imigrantes fluíram para o norte como parte de uma [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/o-processo-migratorio-na-amazonia-brasileira-nao-para-e-gera-novas-rotas/" data-wpel-link="internal">O processo migratório na Amazônia brasileira não para e gera novas rotas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
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							<![CDATA[Houve três grandes fontes de imigrantes brasileiros no século XX: o Nordeste, onde a emigração oferece uma das poucas oportunidades realistas de escapar da pobreza; o Sul, onde as famílias de classe média abraçaram a oportunidade de continuar uma tradição agrícola; e o Centro-Oeste onde os imigrantes fluíram para o norte como parte de uma expansão orgânica da fronteira agrícola. A migração interna na Amazônia responde às corridas do ouro e à apropriação de terras quando as estradas estão prestes a ser melhoradas, bem como às oportunidades de emprego em projetos de infraestrutura de grande escala, como minas industriais e usinas hidrelétricas. A tendência mais persistente é o fluxo de pessoas das comunidades rurais para as urbanas. Entre os imigrantes estão empresários, profissionais e pecuaristas, mas um grupo muito maior é formado por famílias empobrecidas ou marginalizadas que buscam oportunidades econômicas. A migração foi estimulada inicialmente pela construção da Rodovia Belém-Brasília. Construído entre 1958 e 1960, esse corredor de transporte ligou a nova capital à maior cidade da Amazônia e desencadeou a primeira corrida por terras na Amazônia Legal. Durante esse período, os governos estaduais do Pará e de Goiás comercializaram milhões de hectares de terra para promover a colonização e o assentamento de famílias abastadas e de classe média. No entanto, um fluxo migratório ainda maior ocorreu na década de 1970, quando a implantação de rodovias em larga escala levou à construção da Rodovia Transamazônica (BR-175), da ferrovia para o distrito de mineração de Carajás (EF-315) e da rodovia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/o-processo-migratorio-na-amazonia-brasileira-nao-para-e-gera-novas-rotas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>&#8220;É um problema nosso&#8221;: especialista em manguezais fala sobre a importância de preservá-los</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2024/11/e-um-problema-nosso-especialista-em-manguezais-fala-sobre-a-importancia-de-preserva-los/</link>
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					<pubDate>04 Nov 2024 10:31:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Vitor Prado dos Anjos]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais e Oceanos]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Ainda criança, Mário Soares explorou pela primeira vez um manguezal em Guaratiba, Rio de Janeiro, lugar que permaneceu importante ao longo de sua vida. Após graduar-se em Oceanografia e realizar uma pesquisa sobre uma espécie de caranguejo de manguezal na Baía de Sepetiba, Soares decidiu mudar seu foco para a ecologia de ecossistemas. Durante seu [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ainda criança, Mário Soares explorou pela primeira vez um manguezal em Guaratiba, Rio de Janeiro, lugar que permaneceu importante ao longo de sua vida. Após graduar-se em Oceanografia e realizar uma pesquisa sobre uma espécie de caranguejo de manguezal na Baía de Sepetiba, Soares decidiu mudar seu foco para a ecologia de ecossistemas. Durante seu doutorado na Universidade de São Paulo, ele retornou a Guaratiba para estudar os manguezais da região e, mais tarde, serviu como chefe da Reserva Biológica de Guaratiba. Hoje, com mais de 30 anos de pesquisa em manguezais, Soares é professor no departamento de Oceanografia Biológica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordena o Núcleo de Estudos em Manguezais (Nema), onde conduziu pesquisas pioneiras no Brasil sobre o impacto das mudanças climáticas sobre os manguezais e seu papel no sequestro de carbono. No Nema, ele adota uma abordagem transdisciplinar na pesquisa dos manguezais, colaborando com áreas como oceanografia química, geografia, ciência política e antropologia. Seu trabalho busca produzir ciência aplicada, colaborando com gestores ambientais. Nos últimos 15 anos, também investiga conflitos socioambientais em diversos contextos no Brasil. Soares conversou recentemente com a Mongabay em uma chamada de vídeo. A seguinte entrevista foi editada para maior concisão e clareza. Com mais de 30 anos de pesquisa em manguezais, Mário Soares é professor no departamento de Oceanografia Biológica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordena o Núcleo de Estudos em Manguezais (Nema). Foto cedida pelo Núcleo de Estudos em Manguezais&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/e-um-problema-nosso-especialista-em-manguezais-fala-sobre-a-importancia-de-preserva-los/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O boom da borracha no Brasil, Bolívia, Peru e Colômbia</title>
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					<pubDate>03 Nov 2024 14:12:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Timothy J. Killeen]]>
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							<![CDATA[Uma tempestade perfeita na Amazônia]]>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Bolívia, Brasil, Colômbia e Peru]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Ameaças à Amazônia, Conflitos, Degradação, Desmatamento, Etnocídio, Indígenas, Infraestrutura e Povos indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>A invenção da borracha vulcanizada (1839), seguida da popularização das bicicletas (década de 1870) e da invenção do automóvel (1886), levou a um crescimento exponencial da demanda por borracha, que era fabricada a partir do látex produzido por várias espécies de árvores endêmicas da floresta amazônica. O fornecimento de borracha era um componente do comércio [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A invenção da borracha vulcanizada (1839), seguida da popularização das bicicletas (década de 1870) e da invenção do automóvel (1886), levou a um crescimento exponencial da demanda por borracha, que era fabricada a partir do látex produzido por várias espécies de árvores endêmicas da floresta amazônica. O fornecimento de borracha era um componente do comércio de drogas do sertão, que incluía o látex coletado de várias espécies de dois gêneros, Hevea e Castilla. As espécies mais valiosas eram as do gênero Hevea, porque seu látex podia ser extraído em vez de ser colhido de uma árvore derrubada, como era o caso da Castilla. Essa diferença logo levou ao desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento de Hevea estabelecida em postos remotos permanentemente atendidos por indivíduos que coletavam o látex, processavam-no em borracha usando tecnologias artesanais e o vendiam a comerciantes para transporte rio abaixo até uma agência de exportação em Belém, Manaus ou Iquitos. No princípio, a maior parte da borracha era coletada por comunidades indígenas residentes em aldeias missionárias ou por ribeirinhos, que complementavam sua subsistência com o comércio de produtos florestais. No entanto, o forte crescimento anual da demanda por borracha rapidamente excedeu a capacidade da população residente de fornecer um suprimento constante, estimulando assim o fluxo de migrantes para a região. Durante a última metade do século XIX, as novas tecnologias facilitaram a migração em massa. Os sistemas de telégrafo e os jornais alertavam as pessoas sobre novas oportunidades, enquanto os trens e navios a vapor as transportavam&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/o-boom-da-borracha-no-brasil-bolivia-peru-e-colombia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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