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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Como o etnobotânico indígena Pataxó HãHãHãi e anciãos registraram o conhecimento medicinal de seu povo na Bahia</title>
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					<pubDate>13 Ago 2026 07:00:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à Mongabay, em sua horta com várias plantas medicinais em sua terra ancestral no sul da Bahia. Ao lado da anciã indígena do povo Kariri-Sapuyá está uma grandiosa árvore embaúba (Cecropia pachystachya), usada para tratar diabetes e problemas de próstata. “Era ali a nossa mata… Derrubaram tudo. Tudo foi descampado aqui. E acabaram com a mata.” Dona Marta contou que algumas espécies nativas como a embaúba foram plantadas no quintal de sua casa na aldeia Caramuru há 44 anos, no processo de retomada do território. Outras, no entanto, desapareceram nas últimas décadas, quando invasores entraram na área e derrubaram florestas para dar lugar a pastagens de gado, acrescentou. Ela lamentou o sumiço de uma planta específica: puaia, usada para tratar dor de barriga, cansaço, picadas de cobra, peste — uma doença que, segundo os anciãos, provocava febre, dores de cabeça, e deixava o corpo todo retorcido  — e outras enfermidades. “Ficava ali na mata&#8221;, lembrou Dona Marta, apontando para as montanhas desmatadas. “Acabou tudo.” Em 27 de dezembro de 2025, Dona Marta faleceu. Seu conhecimento, no entanto, está vivo em um artigo publicado no Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine que a citou, de autoria do etnobotânico&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-o-primeiro-etnobotanico-indigena-e-anciaos-registraram-o-conhecimento-medicinal-de-seu-povo-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Proteção a indígenas isolados vive ‘lentidão e desinteresse’, diz procurador</title>
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					<pubDate>31 Jul 2026 07:47:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Em 2011, uma ordem de restrição ao uso da terra foi aplicada, pela primeira vez, à Terra Indígena (TI) Ituna/Itatá, localizada nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio, no Pará. Com 142 mil hectares de extensão, a TI abriga povos indígenas em isolamento voluntário. A interdição administrativa tinha por objetivo proteger esses mesmos grupos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2011, uma ordem de restrição ao uso da terra foi aplicada, pela primeira vez, à Terra Indígena (TI) Ituna/Itatá, localizada nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio, no Pará. Com 142 mil hectares de extensão, a TI abriga povos indígenas em isolamento voluntário. A interdição administrativa tinha por objetivo proteger esses mesmos grupos isolados, uma vez que sua aplicação proibia a entrada de pessoas não autorizadas. No entanto, com o tempo, as taxas de perda de floresta aumentaram — assim como as invasões. Em 2019, a TI Ituna/Itatá já chamava a atenção por ser um dos territórios indígenas com os maiores índices de perda de cobertura florestal, sobretudo devido à atividade de grileiros, um dos vetores do desmatamento na Amazônia. No Brasil, portarias de restrição ao uso da terra são utilizadas para proteger povos originários em isolamento. Trata-se de uma ferramenta temporária, à qual se recorre quando um determinado processo de demarcação de terra ainda não foi concluído. Na prática, porém, o cenário é difuso. Como a Mongabay mostrou em reportagens recentes, a restrição costuma ser renovada várias vezes ao longo dos anos, enquanto o processo formal de demarcação das terras segue sem desfecho. Além disso, as portarias nem sempre são eficazes na proteção dos povos locais contra o assédio de invasores. Em 2022, após uma nova ordem de restrição válida para o território, a TI Ituna/Itatá perdeu 2,2 mil hectares de cobertura florestal — cerca de 1,5% de sua área total, segundo análises de satélite. A renovação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/protecao-a-indigenas-isolados-vive-lentidao-e-desinteresse-diz-procurador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto de gestão indígena pode ajudar a conservar a onça-pintada</title>
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					<pubDate>16 Jul 2026 18:46:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[James HallKarla Mendes]]>
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							<![CDATA[<p>PAU BRASIL, Brasil — O líder indígena Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe relembra a noite em que percorreu a trilha até a aldeia Água Vermelha, na Terra Indígena (TI) Caramuru-Paraguassu. Por volta das 22h, ele conta que uma sombra surgiu da vegetação rasteira e atravessou a estrada. Surpreso, viu a pelagem brilhante e negra [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[PAU BRASIL, Brasil — O líder indígena Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe relembra a noite em que percorreu a trilha até a aldeia Água Vermelha, na Terra Indígena (TI) Caramuru-Paraguassu. Por volta das 22h, ele conta que uma sombra surgiu da vegetação rasteira e atravessou a estrada. Surpreso, viu a pelagem brilhante e negra como a noite e reconheceu um dos animais mais raros da Mata Atlântica brasileira: uma onça-preta (Panthera onca). Para Titiah, um dos 21 caciques da TI, localizada no sul da Bahia, o breve avistamento do felino foi um encontro espiritual e um sinal de mudanças em curso no território. “Houve uma época em que a gente começou o processo de retomada do nosso território e encontrou uma boa parte da nossa terra transformada em pastos para gado”, disse Titiah à Mongabay, em sua casa no município de Pau Brasil, adjacente à TI, onde ele é vereador. “O nosso povo deixou uma boa parte dessas áreas voltarem a regenerar. E alguns animais que não se via por aqui antes, como a onça-pintada, começaram a aparecer.&#8221; A transformação da TI Caramuru-Paraguassu foi possibilitada, em parte, pelo Ywy Ipuranguete (“terra bonita”, na língua tupi-guarani), um projeto do governo federal destinado a fortalecer e apoiar a gestão indígena em 15 territórios. Com base no reconhecimento das terras indígenas como vitais para a vida selvagem e os ecossistemas, o Ministério dos Povos Indígenas lançou a iniciativa para proteger cerca de 6 milhões de hectares de alguns dos biomas mais ameaçados&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/projeto-de-gestao-indigena-pode-ajudar-a-conservar-a-onca-pintada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mineração legal em terras indígenas ainda divide lideranças e especialistas</title>
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					<pubDate>06 Jul 2026 10:28:21 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Beatriz NogueiraRamana Rech]]>
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		<category><![CDATA[Povos Indígenas]]></category>
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							<![CDATA[<p>Ao longo dos anos, um argumento surge com frequência no debate sobre a mineração em terras indígenas (TIs): muitos políticos e especialistas defendem que a regulamentação da atividade poderia auxiliar o poder público no combate ao garimpo ilegal — um vetor de crises socioambientais em diferentes territórios originários no Brasil. Em março, a senadora Tereza [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ao longo dos anos, um argumento surge com frequência no debate sobre a mineração em terras indígenas (TIs): muitos políticos e especialistas defendem que a regulamentação da atividade poderia auxiliar o poder público no combate ao garimpo ilegal — um vetor de crises socioambientais em diferentes territórios originários no Brasil. Em março, a senadora Tereza Cristina declarou, em audiência no Senado Federal, que a mineração em TIs “precisa estar garantida pela lei”. Segundo a parlamentar e ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), isso faria com que “a gente não tenha o [problema] que hoje temos de mineração ilegal, com danos ao meio ambiente e aos povos indígenas”. A tese, no entanto, passa longe de ser consenso, abrindo caminho para discussões em diferentes círculos do poder e da ciência. Conforme previsto na Constituição Federal, a pesquisa e a mineração de riquezas minerais em terras indígenas devem ser autorizadas pelo Congresso Nacional. O texto também cita a exigência de ouvir as comunidades afetadas e de assegurar a elas “participação nos resultados da lavra, na forma da lei”. Apesar disso, o Legislativo ainda não aprovou uma lei geral com a definição de regras para a atividade. E, de acordo com analistas, esse cenário pode gerar incertezas e um vácuo jurídico. A demora em legislar sobre o assunto, somada à ameaça do garimpo ilegal em áreas indígenas, foi foco de uma recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Em fevereiro, o magistrado determinou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/mineracao-legal-em-terras-indigenas-ainda-divide-liderancas-e-especialistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pressão global sobre a ayahuasca ameaça plantas e saberes da Amazônia</title>
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					<pubDate>25 Mai 2026 10:35:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carlos Minuano]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>“Uma das maiores farmácias do mundo está sendo destruída”, afirma o líder indígena Benki Piyãko, do povo Ashaninka, no Acre. O alerta aponta para as múltiplas pressões que avançam sobre a Amazônia, mas também para um momento de crescente debate e de ameaças em torno de uma das chamadas “medicinas da floresta”: a ayahuasca. A [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/pressao-global-sobre-a-ayahuasca-ameaca-plantas-e-saberes-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Pressão global sobre a ayahuasca ameaça plantas e saberes da Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[“Uma das maiores farmácias do mundo está sendo destruída”, afirma o líder indígena Benki Piyãko, do povo Ashaninka, no Acre. O alerta aponta para as múltiplas pressões que avançam sobre a Amazônia, mas também para um momento de crescente debate e de ameaças em torno de uma das chamadas “medicinas da floresta”: a ayahuasca. A bebida indígena, de propriedades psicodélicas, é preparada, em geral, a partir de duas plantas nativas da região: o cipó caapi ou mariri (Banisteriopsis caapi) e as folhas da chacrona (Psychotria viridis), espécies que, segundo relatos de lideranças indígenas e especialistas, enfrentam pressão crescente e sinais de escassez em algumas regiões. Denominada kamarãpe pelo povo Ashaninka, a ayahuasca, usada há séculos por indígenas da Amazônia, há décadas atravessa fronteiras e deixou de circular exclusivamente em seus contextos originários. Hoje, está presente em centros religiosos urbanos, retiros terapêuticos e circuitos internacionais de turismo psicodélico. Cientistas e laboratórios farmacêuticos também voltam sua atenção à bebida ancestral, que já apresenta evidências de potencial terapêutico para diferentes transtornos de saúde mental, como depressão e dependência química. Mas, junto com o crescimento do interesse global, vêm também as preocupações. À medida que a demanda cresce, a cadeia de circulação da ayahuasca se expande sem um acompanhamento equivalente em termos de manejo e monitoramento. Em diferentes regiões da Amazônia, já há sinais de pressão sobre as espécies utilizadas no preparo da bebida, em geral coletadas sem planejamento. Ao mesmo tempo, o aumento do consumo fora dos contextos tradicionais levanta preocupações sobre a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/pressao-global-sobre-a-ayahuasca-ameaca-plantas-e-saberes-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</title>
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					<pubDate>30 Abr 2026 07:04:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rubens Valente]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Indígenas, Índios, Monocultura, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes pressões políticas para restringir o acordo. Enquanto isso, lideranças indígenas enxergam uma oportunidade econômica com o fim da moratória. Membros de comunidades que vendem soja cultivada em suas terras demarcadas alegam que já o fazem de forma sustentável e que o acordo penaliza injustamente seu produto. A Mongabay conversou com diversas partes interessadas, desde lideranças indígenas e entidades corporativas até ambientalistas e órgãos do governo — pessoas de todo o espectro político brasileiro — para obter suas opiniões sobre o que a possível dissolução da moratória pode significar para os povos originários e suas terras na Amazônia. Trecho de floresta amazônica junto a campos de soja em Belterra, no Pará. Foto: AP Photo/Leo Correa. A Moratória da Soja é um pacto voluntário entre empresas, órgãos públicos e ONGs para reduzir o desmatamento na Amazônia. Os participantes concordaram em proibir, em suas cadeias de suprimentos, qualquer soja produzida em áreas da região  desmatadas após julho de 2008. Dez anos após a entrada em vigor do acordo, em 2006, o desmatamento para o cultivo do grão na floresta amazônica já havia caído para 1%. As fazendas de soja, por sua vez, ampliaram sua área de plantio em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Acordo entre Mercosul e UE avança, mas acende alertas sobre o risco ambiental</title>
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					<pubDate>09 Abr 2026 06:28:54 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos sociais, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Gado, Grilagem, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Pesticidas, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. A medida, no entanto, pode trazer no pacote uma série de impactos ambientais. Entre os principais problemas, de acordo com diferentes organizações e ambientalistas, destaca-se a expansão do desmatamento, da exploração de minérios e da importação de pesticidas. Em contrapartida, outros especialistas defendem que o acordo pode impor uma série de regras ambientais a um comércio global já existente — além de facilitar a troca de conhecimentos entre as partes envolvidas. Em linhas gerais, o tratado em desenvolvimento prevê a redução gradual das tarifas de importação no comércio entre os dois blocos continentais. No final de fevereiro, em nota, o governo brasileiro declarou que os europeus “se comprometem a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos”. Mesmo assim, nos últimos anos, o avanço do acordo acendeu múltiplos alertas para o meio ambiente. Em um relatório de março de 2023, o Greenpeace avaliou que a isenção de tarifas beneficiaria a exportação de commodities, podendo ampliar as fronteiras agrícolas e o desmatamento em toda a América do Sul. Atualmente, segundo o estudo, bens agrícolas e minerais representam mais de 70%&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/acordo-entre-mercosul-e-ue-avanca-mas-acende-alertas-sobre-o-risco-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>5 iniciativas indígenas que estão salvando a natureza no Brasil</title>
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					<pubDate>02 Abr 2026 07:33:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Mas, afinal, quem é que protege o meio ambiente? Nos diferentes biomas brasileiros, da Amazônia ao Cerrado, a ameaça do fogo, do desmatamento, das invasões de terra e do garimpo ilegal ainda reina sem muitos contrapesos, colocando a natureza e a vida de povos tradicionais na rota da degradação e do conflito. Enquanto cobram o [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Mas, afinal, quem é que protege o meio ambiente? Nos diferentes biomas brasileiros, da Amazônia ao Cerrado, a ameaça do fogo, do desmatamento, das invasões de terra e do garimpo ilegal ainda reina sem muitos contrapesos, colocando a natureza e a vida de povos tradicionais na rota da degradação e do conflito. Enquanto cobram o poder público por medidas emergenciais e por mais apoio, grupos indígenas entenderam que não têm tempo a perder: com suas próprias ações coletivas, comunidades em todo o país atuam para combater as múltiplas crises que assolam seus territórios, exercendo o papel de guardiões de florestas, rios e planícies. A Mongabay reuniu histórias de cinco projetos sob gestão indígena que, aliando saberes ancestrais, tecnologia e planejamento, já fazem a diferença na missão do Brasil rumo a um futuro de preservação. &nbsp; Mulheres Krahô lideram guarda indígena para proteger território em Tocantins Treze mulheres indígenas formam o Mē Hoprê Catêjê, grupo de guerreiras Krahô responsável pela vigilância territorial na Terra Indígena Kraolândia. Foto cedida por Luzia Krahô (Kruw). Muita coisa mudou na Terra Indígena Kraolândia, que se espalha por mais de 300 mil hectares nos municípios de Goiatins e Itacajá, no Tocantins. Em um passado não tão distante, as mulheres ali se viam afastadas de postos de liderança, restritas ao trabalho doméstico, enquanto os perigos da extração de madeira, da caça e dos agrotóxicos espreitavam o território. Para combater essas ameaças, as próprias mulheres indígenas Krahô deram um passo à frente, superando as barreiras de gênero para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/5-iniciativas-indigenas-brasileiras-que-estao-salvando-a-natureza-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Valéria Paye: negociar com fundos indígenas exige &#8216;princípio da confiança’</title>
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					<pubDate>20 Mar 2026 07:41:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alexandre de Santi*Holly Jonas*]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>As emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase 22 mil km2, tamanho [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase 22 mil km2, tamanho similar ao estado de Sergipe —, foi um momento histórico de luta após décadas por reconhecimento e autodeterminação. Localizada entre o noroeste do Pará e o norte do Amazonas, a terra indígena foi homologada graças, em grande parte, ao esforço do Podáali — um dos muitos fundos liderados por indígenas que têm redesenhado o mapa do financiamento ambiental no Brasil. Esses fundos  são criados, geridos e administrados por lideranças  indígenas de diferentes povos, tendo como base  suas visões de mundo e valores, como respeito, reciprocidade e confiança. O  Podáali, Fundo Indígena para a Amazônia Brasileira, é um exemplo disso. Foram mais de dez anos de discussões e preparativos antes que a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) estabelecesse o fundo formalmente em 2020. Um dos objetivos do Podáali é possibilitar e ampliar o financiamento direto aos povos e movimentos indígenas, nos termos deles. Apesar da grande dimensão de seu papel na sustentabilidade e na defesa de um planeta saudável, os povos originários e suas organizações recebem uma pequena fração do financiamento filantrópico global. Um relatório de 2024 constatou a situação como “padrões consistentes de desigualdades generalizadas e sistêmicas”. “Se a gente, no campo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/valeria-paye-negociar-com-fundos-indigenas-exige-principio-da-confianca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Seca e descaso: no Norte brasileiro, só metade das aldeias indígenas tem água boa para beber</title>
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					<pubDate>18 Mar 2026 13:45:35 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioFelipe Medeiros]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima – Virada de cabeça para baixo no chão de terra batida, ao lado de uma casa de beneficiamento de farinha, uma enorme caixa d’água chama a atenção de quem passa pela comunidade Bem Viver, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, localizada a 300 quilômetros de Boa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima – Virada de cabeça para baixo no chão de terra batida, ao lado de uma casa de beneficiamento de farinha, uma enorme caixa d’água chama a atenção de quem passa pela comunidade Bem Viver, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, localizada a 300 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima. Sob sol e chuva, ao relento, o objeto empoeirado transmite uma mensagem urgente: em vez de ser utilizado para armazenar água potável para a população da aldeia, o recipiente de 5 mil litros permanece inutilizado há quase dois anos. O reservatório, repassado à comunidade pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste Roraima, unidade gestora do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), não recebeu uma mísera gota d’água. Isso porque, desde que chegou, sequer foi instalado. Sem poder contar com a estrutura, os moradores da região foram forçados a criar um plano alternativo: a missão consiste em captar a água de uma cachoeira próxima, ligada à aldeia por meio de uma rede improvisada de canos de aproximadamente 700 metros. Embora a conexão evite a escassez total, o consumo ocorre sem os devidos processos de tratamento da água. Ao mesmo tempo, a tubulação fina e frágil sofre diariamente com entupimentos, quase sempre causados pelo acúmulo de folhas e detritos. Tubulação improvisada para a captação de água de cachoeira na comunidade Bem Viver, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Foto: Felipe Medeiros. Segundo o cacique Diassis Gabriel de Souza, do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/seca-e-descaso-no-norte-brasileiro-so-metade-das-aldeias-indigenas-tem-agua-boa-para-beber/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</title>
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					<pubDate>16 Mar 2026 08:00:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kevin Damasio]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Energia, Etnocídio, Gado, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Monocultura, Pecuária, Pesticidas, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Rios, Soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa já havia ganhado novos estímulos em 2019, em parte pela tensão comercial entre o primeiro governo de Donald Trump e os chineses. Além da demanda da China, a pavimentação de um trecho da rodovia BR-163 viabilizou novas fronteiras agrícolas para os sojicultores, com a ligação até portos no Pará. Desde então, as lavouras de soja no estado saltaram 3,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume produzido, por sua vez, passou de 33 milhões de toneladas na safra de 2018/19 para 51 milhões na de 2024/25, um aumento de 51%. A produção avança principalmente no Cerrado, a savana mais biodiversa do planeta e central para o abastecimento de água do país. Nascentes do bioma abastecem oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Na bacia do Rio Juruena, no oeste matogrossense, a consolidação das monoculturas — não só de soja, mas também de milho e algodão — preocupa os povos da Terra Indígena Tirecatinga. Eles relatam que as fazendas do entorno têm contaminado os cursos d&#8217;água, plantas e frutas por agrotóxicos, e barram os rios com pequenas usinas hidrelétricas. Situada entre os rios Buriti e Papagaio, a terra indígena tem 131 mil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como a febre dos créditos de carbono gera acordos obscuros em terras indígenas da Amazônia</title>
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					<pubDate>15 Jan 2026 13:42:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gloria Pallares]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Carbono, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Em dezembro de 2022, duas terras indígenas brasileiras — entre elas, uma das maiores do país — assinaram um contrato de 118 páginas, com vigência de 10 anos. O arrependimento, no entanto, não demorou a vir: além deles, e por razões distintas, frustraram-se também os investidores que buscavam ali uma oportunidade de lucrar com o [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/como-a-febre-dos-creditos-de-carbono-gera-acordos-obscuros-em-terras-indigenas-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Como a febre dos créditos de carbono gera acordos obscuros em terras indígenas da Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em dezembro de 2022, duas terras indígenas brasileiras — entre elas, uma das maiores do país — assinaram um contrato de 118 páginas, com vigência de 10 anos. O arrependimento, no entanto, não demorou a vir: além deles, e por razões distintas, frustraram-se também os investidores que buscavam ali uma oportunidade de lucrar com o mercado bilionário dos créditos de carbono e de biodiversidade na América do Sul. Segundo uma investigação da Mongabay, nos estados do Amazonas e do Acre, empresas que prometiam transformar as florestas tropicais em ‘ouro verde’ — uma metáfora para o potencial econômico da natureza no contexto do mercado de captura de carbono — convenceram comunidades indígenas a conceder direitos exclusivos de comercialização dos serviços ecossistêmicos oferecidos por suas terras. Os contratos envolviam o comércio de Soluções Baseadas na Natureza (SbN), um conceito amplo de ações que englobam diferentes serviços atrelados ao ecossistema, do próprio mercado de carbono à bioeconomia. Os projetos, que envolvem mais de 8,5 milhões de hectares, no entanto, nunca saíram do papel no Brasil. Enquanto isso, as comunidades tradicionais correspondentes solicitaram a rescisão dos respectivos contratos, o que levou uma das certificadoras a emitir um termo de cancelamento dos serviços. Ainda assim, os idealizadores da iniciativa mantiveram a promoção do projeto na internet, o que culminou em outros dois novos contratos na Bolívia — assinados, mais uma vez, sem o devido consentimento das comunidades indígenas locais. As três companhias responsáveis por abordar os grupos indígenas no Brasil são a Biota, uma cooperativa&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/como-a-febre-dos-creditos-de-carbono-gera-acordos-obscuros-em-terras-indigenas-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mineração ilegal de ouro transforma município de MT no mais violento da Amazônia</title>
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					<pubDate>29 Dez 2025 13:44:10 +0000</pubDate>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos sociais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Garimpo, Indígenas, Índios, Mineração, Ouro, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Nos últimos dois anos, a explosão da mineração ilegal de ouro na vizinha Terra Indígena Sararé veio acompanhada de uma escalada da violência na pequena cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, aponta o Atlas da Violência na Amazônia 2025. Localizada próxima à fronteira com a Bolívia, Vila Bela da Santíssima Trindade [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Nos últimos dois anos, a explosão da mineração ilegal de ouro na vizinha Terra Indígena Sararé veio acompanhada de uma escalada da violência na pequena cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, aponta o Atlas da Violência na Amazônia 2025. Localizada próxima à fronteira com a Bolívia, Vila Bela da Santíssima Trindade registrou a maior taxa de mortes violentas intencionais em toda a Amazônia brasileira entre 2022 e 2024: 136 mortes por 100 mil habitantes. É mais de seis vezes a média nacional, de 20,8. “O agravamento da violência na região parece estar fortemente ligado à intensificação da mineração ilegal na Terra Indígena Sararé”, escreveram os autores do relatório. “É notável que Vila Bela da Santíssima Trindade não figurava entre as 50 cidades mais violentas em nossa última edição.” Habitada pelo povo Nambikwara, a Terra Indígena Sararé concentrou mais de 70% de todo o desmatamento em terras indígenas causado pela mineração ilegal de ouro na Amazônia brasileira. Cerca de 2 mil garimpeiros ilegais invadiram um território onde vivem aproximadamente 200 indígenas. Em Vila Bela da Santíssima Trindade, foram registradas 12 mortes violentas intencionais em 2022 e 17 em 2023. Em 2024, o número saltou para 42 — um aumento de 250% em três anos. Um número considerável para um município de apenas 16.774 habitantes. Várias das mortes registradas decorreram de disputas territoriais em áreas de garimpo ilegal e de confrontos armados entre garimpeiros e forças da polícia ambiental. Em 2024, quatro pessoas, incluindo uma jovem de 20&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/mineracao-ilegal-de-ouro-transforma-municipio-de-mt-no-mais-violento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mais de 4 mil imóveis rurais se sobrepõem a terras indígenas no Brasil</title>
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					<pubDate>22 Dez 2025 15:40:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioFernando Neto]]>
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							<![CDATA[<p>Segundo dados da Procuradoria-Geral da República (PGR), publicados em 2020, há 4.045 propriedades com Cadastro Ambiental Rural (CAR) sobrepostas a terras indígenas no Brasil. O número corresponde a mais de 2 milhões de hectares em conflito com áreas sob a gestão de povos originários. O CAR é um registro público obrigatório para imóveis rurais brasileiros [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Segundo dados da Procuradoria-Geral da República (PGR), publicados em 2020, há 4.045 propriedades com Cadastro Ambiental Rural (CAR) sobrepostas a terras indígenas no Brasil. O número corresponde a mais de 2 milhões de hectares em conflito com áreas sob a gestão de povos originários. O CAR é um registro público obrigatório para imóveis rurais brasileiros e reúne informações que podem servir para o controle, o monitoramento e o combate a eventuais danos ambientais nessas propriedades. No entanto, muitos proprietários agem no sentido contrário, utilizando suas terras licenciadas para fins comerciais com potencial impacto ecológico. O cenário traz uma série de notícias desfavoráveis em um contexto de preocupação com o avanço da mineração em terras indígenas, enquanto diferentes povos originários brasileiros buscam novas estratégias de financiamento para proteger e conservar seus territórios. Mais ainda, tudo ocorre sob os ecos da COP30, em Belém, marcada pela participação histórica de diferentes etnias sul-americanas — e pela frustração de muitos de seus representantes. Consultada pela Mongabay, a assessoria de imprensa da PGR disse, por e-mail, que o levantamento foi realizado com o objetivo de “provocar a atuação dos procuradores da República que trabalham na temática indígena, visto que a atribuição da 6ª CCR/MPF [6ª Câmara de Coordenação e Revisão] é de coordenar, integrar e revisar a atuação dos membros do MPF nessa temática”. A crise tem contornos nacionais e, entre todos os estados do Brasil, o Mato Grosso se destaca negativamente: no total, a unidade federativa detém 760 CARs sobrepostos a terras indígenas, superando&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/mais-de-4-mil-imoveis-rurais-se-sobrepoem-a-terras-indigenas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes deformados expõem o colapso do pulso do Xingu após Belo Monte</title>
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					<pubDate>17 Dez 2025 00:16:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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							<![CDATA[<p>No dia 17 de fevereiro de 2016, ocorreu o primeiro giro mecânico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, no estado do Pará. Meses depois, em abril, a usina já entrava em operação comercial. Naquele mesmo ano, o pesquisador Jansen Zuanon esteve na Volta Grande do Xingu, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No dia 17 de fevereiro de 2016, ocorreu o primeiro giro mecânico da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, no estado do Pará. Meses depois, em abril, a usina já entrava em operação comercial. Naquele mesmo ano, o pesquisador Jansen Zuanon esteve na Volta Grande do Xingu, o trecho de 130 km do Rio Xingu que teve seu curso desviado, e sua vazão reduzida, devido à operação da usina. “Estive lá logo que começaram a funcionar as primeiras turbinas. Naquele momento, o reservatório ainda estava enchendo”, relembra Jansen, que foi acompanhado da equipe do Monitoramento Ambiental Territorial Independente (Mati) e de representantes do Ministério Público Federal (MPF). “A gente ia avançando de canoa e encontrava os capararis nas margens, nas águas rasas. Eles estavam claramente desnutridos, com olhos fundos, com feridas, faltando dentes e cheios de parasitas. Eram como peixes zumbis, morrendo aos poucos.” Hoje, quase dez anos depois do início de suas operações, novos impactos negativos da usina de Belo Monte se revelam. Mais recentemente, neste ano, o mesmo grupo de monitoramento divulgou, em nota técnica, o registro de peixes com alterações físicas visíveis em pescadas (Plagioscion squamosissimus): com o corpo oval, curto e arredondado, diferente do aspecto alongado normal, indicando deformidades na coluna vertebral. Nascida e criada no Xingu, na vila ribeirinha de Belo Monte, Sara Rodrigues Lima foi uma das pescadoras que encontraram peixes nessas condições e passou a registrá-los em 2021. Ela não só relata as deformidades e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/peixes-deformados-expoem-o-colapso-do-pulso-do-xingu-apos-belo-monte/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Uma pequena terra indígena emerge como foco de mineração ilegal na Amazônia</title>
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					<pubDate>05 Dez 2025 17:39:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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							<![CDATA[<p>Uma pequena terra indígena é hoje responsável por cerca de 70% do desmatamento total em terras indígenas na Amazônia brasileira, segundo dados do governo. O impacto se deve à mineração ilegal de ouro. A Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso, é habitada por cerca de 200 pessoas do povo Nambikwara. De janeiro de 2024 a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/uma-pequena-terra-indigena-emerge-como-foco-de-mineracao-ilegal-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Uma pequena terra indígena emerge como foco de mineração ilegal na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Uma pequena terra indígena é hoje responsável por cerca de 70% do desmatamento total em terras indígenas na Amazônia brasileira, segundo dados do governo. O impacto se deve à mineração ilegal de ouro. A Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso, é habitada por cerca de 200 pessoas do povo Nambikwara. De janeiro de 2024 a agosto de 2025, a mineração ilegal de ouro devastou mais de 3 mil hectares de floresta amazônica no território — equivalentes a 4% de sua área total, 67 mil hectares. A invasão de garimpeiros ilegais no território Sararé é relativamente recente. De acordo com um relatório do Greenpeace, apenas 78 hectares do território haviam sido impactados pela mineração até 2018. Esse número começou a crescer gradualmente a partir de 2021. Em 2023, estimava-se a presença de 250 a 300 garimpeiros na TI Sararé. Neste ano, agentes do governo estimam que cerca de 2 mil garimpeiros estejam operando na área. De janeiro a agosto deste ano, a TI Sararé registrou um desmatamento 85% maior do que o total combinado das outras nove terras indígenas mais afetadas no Brasil, que, juntas, perderam 640 hectares no mesmo período. Sararé não figurava entre os principais alertas de mineração até 2023, mas agora desponta como o território mais impactado pela mineração. A Terra Indígena Kayapó, localizada no estado do Pará, apareceu em segundo lugar em termos de área perdida para a mineração em 2024. Apesar de ser cerca de 49 vezes maior que a TI Sararé, perdeu quase 10 vezes&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/uma-pequena-terra-indigena-emerge-como-foco-de-mineracao-ilegal-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Do Pantanal à Amazônia, mulheres indígenas são linha de frente na luta contra o fogo</title>
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					<pubDate>03 Dez 2025 08:14:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Indígenas, Índios, Pantanal, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2023, o Pantanal ardeu em chamas — no total, mais de 600 mil hectares foram queimados ao longo do ano, segundo o MapBiomas. Luciana Correia da Silva, brigadista indígena Kadiwéu, estava lá. Em meio à fuligem e ao calor, enquanto a fumaça avançava sobre as árvores e afugentava os animais, ela agia para reverter [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2023, o Pantanal ardeu em chamas — no total, mais de 600 mil hectares foram queimados ao longo do ano, segundo o MapBiomas. Luciana Correia da Silva, brigadista indígena Kadiwéu, estava lá. Em meio à fuligem e ao calor, enquanto a fumaça avançava sobre as árvores e afugentava os animais, ela agia para reverter esse cenário. “Eu nunca tinha visto um fogo daquela proporção; vinha de todos os lados, do solo e das copas dos ‘carandazeiros’ [áreas com grande concentração de carandá, palmeira da espécie Copernicia alba]. Fiquei muito apreensiva com o que poderia acontecer comigo”, disse ela à Mongabay. Luciana havia dado à luz naquele ano, mas o fogo atrapalhou seus planos. À época do relato, seu bebê tinha apenas seis meses de vida e ficou sob os cuidados de sua cunhada na aldeia Tomázia, na Terra Indígena (TI) Kadiwéu, próxima ao município de Bonito, no Mato Grosso do Sul. Tudo isso para que ela pudesse somar forças à luta travada contra os incêndios na mata. Hoje, dois anos depois, ela fala na posição de chefe de esquadrão da Brigada Kadiwéu 3, na qual coordena um grupo de seis indígenas que usam a experiência e o conhecimento para combater incêndios no Pantanal. Luciana é uma das poucas mulheres em atividade no campo — além dela, há apenas outra colega na ala feminina da equipe. A brigadista Luciana Correia (à direita) ao lado da colega de equipe, Neudines Félix. Foto: Alicce Rodrigues/Instituto Terra Brasilis. A atuação das duas, no&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/do-pantanal-a-amazonia-mulheres-indigenas-sao-linha-de-frente-na-luta-contra-o-fogo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novo acordo visa agilizar esforços de proteção da floresta amazônica</title>
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					<pubDate>01 Dez 2025 10:26:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Abhishyant Kidangoor]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Clima, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Mudanças climáticas, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Quilombolas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Um novo acordo que visa agilizar o monitoramento e a proteção da floresta amazônica foi anunciado na última Cúpula do Clima, a COP30. A Declaração de Mamirauá é um “compromisso unificado para proteger a inigualável biodiversidade e patrimônio cultural da Amazônia&#8221;. Trinta organizações de todo o mundo assinaram o acordo em um evento que ocorreu [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/novo-acordo-visa-agilizar-esforcos-de-protecao-da-floresta-amazonica/" data-wpel-link="internal">Novo acordo visa agilizar esforços de proteção da floresta amazônica</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Um novo acordo que visa agilizar o monitoramento e a proteção da floresta amazônica foi anunciado na última Cúpula do Clima, a COP30. A Declaração de Mamirauá é um “compromisso unificado para proteger a inigualável biodiversidade e patrimônio cultural da Amazônia&#8221;. Trinta organizações de todo o mundo assinaram o acordo em um evento que ocorreu durante a cúpula. O Instituto Mamirauá, a Universidade Politécnica da Catalunha e a Fundação XPRIZE lideraram os esforços para coordenar e promover a declaração. “A declaração é um chamado para reunir governos, ONGs, povos indígenas, comunidades locais e o setor privado para medir o pulso da floresta”, disse Emiliano Ramalho, diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá, à Mongabay. “Olhando de cima, é possível dizer que a floresta está ali, mas para ver se ela está pulsando ou não, é preciso ir até lá e monitorar, e essa é a ideia-chave da declaração.” Sob uma estrutura unificado, a declaração tem como objetivo reunir iniciativas de longo prazo, porém dispersas, que vêm monitorando a floresta amazônica há anos. Um de seus maiores destaques é a participação ativa de povos indígenas e de comunidades locais nos esforços de monitoramento. A declaração também pede mais capacitação nos países que compõem a Bacia Amazônica. A declaração foi assinada por trinta organizações de todo o mundo para agilizar o monitoramento da biodiversidade na Floresta Amazônica. Imagem cedida pela Fundação XPRIZE. “Normalmente, são instituições do Norte Global obtendo dados do Sul Global e analisando esses dados”, disse Ramalho. “Precisamos promover a análise de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/novo-acordo-visa-agilizar-esforcos-de-protecao-da-floresta-amazonica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Transporte de castanha-do-brasil ganha reforço de tirolesas e &#8216;Waze da Amazônia&#8217;</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2025/11/transporte-de-castanha-do-brasil-ganha-reforco-de-tirolesas-e-waze-da-amazonia/</link>
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					<pubDate>27 Nov 2025 10:31:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comida, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Socioambiental, Soluções, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Todos os anos, a chegada da estação chuvosa e a cheia do Rio Anauá indicam que é hora do povo Indígena Wai Wai subir o rio para coletar castanhas-do-brasil. Eles passam as semanas seguintes em acampamentos no meio da Floresta Amazônica, percorrendo os castanhais e enchendo milhares de sacos com os chamados ouriços, os frutos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Todos os anos, a chegada da estação chuvosa e a cheia do Rio Anauá indicam que é hora do povo Indígena Wai Wai subir o rio para coletar castanhas-do-brasil. Eles passam as semanas seguintes em acampamentos no meio da Floresta Amazônica, percorrendo os castanhais e enchendo milhares de sacos com os chamados ouriços, os frutos lenhosos que contêm as nozes. As castanhas-do-brasil são a principal fonte de renda para cerca de 60 mil amazônidas que vivem em comunidades indígenas e ribeirinhas. No território Wai Wai, em Roraima, as castanhas também são parte importante da alimentação, misturadas com farinha de mandioca ou transformadas em caldo, suco ou azeite. No entanto, trazer as castanhas das profundezas da floresta até as aldeias, e de lá para os comerciantes, é uma aventura. Assim que a coleta termina, os indígenas enchem seus barcos com sacos pesados de castanha e descem o rio sinuoso, onde enfrentam uma série de corredeiras rochosas e cachoeiras. Isso frequentemente força os Wai Wai a saírem de seus barcos e rebocá-los. Uma das cachoeiras, conhecida como Conceição, é muitas vezes impossível de atravessar, forçando o grupo a terminar o percurso a pé. &#8220;A gente encosta a canoa lá em cima da cachoeira&#8221;, disse à Mongabay Levi José da Silva, líder da comunidade Anauá. Ele possui uma canoa de 10 metros, que pode levar cerca de 50 sacos de castanha, cada um pesando 50 quilos. &#8220;Aí tem um lugar onde a gente desembarca as castanhas e carrega de lá nas costas até&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/transporte-de-castanha-do-brasil-ganha-reforco-de-tirolesas-e-waze-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“A solução somos nós”: no embalo da COP, indígenas buscam recursos para proteger natureza</title>
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					<pubDate>17 Nov 2025 12:39:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sara Baptista]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Etnocídio, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Soluções, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Aos olhos da população brasileira, os povos indígenas são considerados os principais protetores da natureza. Esse é um dos dados revelados por uma nova pesquisa do Greenpeace, divulgada na metade de outubro: segundo o estudo, quando o assunto é cuidar das florestas, 80% dos entrevistados confiam mais nas ações de grupos originários do que nos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Aos olhos da população brasileira, os povos indígenas são considerados os principais protetores da natureza. Esse é um dos dados revelados por uma nova pesquisa do Greenpeace, divulgada na metade de outubro: segundo o estudo, quando o assunto é cuidar das florestas, 80% dos entrevistados confiam mais nas ações de grupos originários do que nos esforços de qualquer outra instituição. No entanto, o fluxo global do dinheiro — do qual a proteção ambiental também depende para se manter em pé — ainda segue uma dinâmica distinta. Em nível mundial, os povos indígenas e as comunidades tradicionais, como os quilombolas, recebem menos de 1% do total destinado a projetos de preservação ambiental e de mitigação das mudanças climáticas. O número, que evidencia um profundo paradoxo, consta em um relatório de 2021 da organização Rainforest Foundation Norway (RFN). Segundo a ONG norueguesa, a falta de capacidade de gerenciar esses repasses financeiros figura entre os principais motivos pelos quais o dinheiro não chega às mãos desses grupos. Sem a devida estrutura administrativa para lidar com o capital, argumentam, muitas comunidades brasileiras se mantêm atreladas ao gerenciamento de outras organizações — como ONGs internacionais e até mesmo iniciativas sob o poder do Estado. A análise mostra que esse modelo disperso apresenta pontas soltas. Um dos maiores impasses diz respeito à dependência de intermediários: devido aos altos custos das operações, o montante total que de fato chega aos grupos tradicionais acaba reduzido. Ao mesmo tempo, a estrutura convencional de financiamento prevê etapas que não condizem&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/a-solucao-somos-nos-no-embalo-da-cop-indigenas-buscam-recursos-para-proteger-natureza/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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