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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Liberação de armas por Bolsonaro impulsionou caça ilegal, indica estudo</title>
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					<pubDate>22 Jul 2026 13:16:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>“Eu quero todo mundo armado”. A frase do ex-presidente Jair Bolsonaro dita em reunião ministerial, em maio de 2020, escancarou o cumprimento de uma promessa feita por ele enquanto candidato à Presidência da República, em 2018. Na ocasião, ele cobrou dos ministros a assinatura da portaria que aumentou o limite de compra de munições por [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Eu quero todo mundo armado”. A frase do ex-presidente Jair Bolsonaro dita em reunião ministerial, em maio de 2020, escancarou o cumprimento de uma promessa feita por ele enquanto candidato à Presidência da República, em 2018. Na ocasião, ele cobrou dos ministros a assinatura da portaria que aumentou o limite de compra de munições por civis. Durante a campanha e ao longo do seu mandato, Bolsonaro promoveu e executou fortemente a agenda armamentista, com impactos diretos na caça ilegal de animais silvestres. De acordo com dados de 2023, levantados pelos institutos Igarapé e Sou da Paz, a quantidade de armas em acervos particulares de civis e militares no Brasil chegou a quase 3 milhões entre 2019 e 2022 — ou seja, durante o governo Bolsonaro — contra pouco mais de 1,3 milhão em 2018, quando quase metade pertencia a militares. As medidas adotadas na gestão de Bolsonaro facilitaram o acesso a armamentos no país, principalmente entre caçadores, atiradores desportivos e colecionadores, conhecidos como CACs. Segundo o levantamento, 59 mil armas haviam sido compradas por CACs em 2018. Em 2022, foram 431 mil. Nesse período, o grupo que antes respondia por 27% do arsenal saltou para 42,5% e passou a ser o principal dono de acervos particulares de armas de fogo no país, antes liderado por militares. Esse aumento do acesso às armas de fogo, incentivado e facilitado por Jair Bolsonaro, foi um dos principais fatores de prevalência da caça ilegal de animais silvestres no Brasil. Foi o que revelou um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/liberacao-de-armas-por-bolsonaro-impulsionou-caca-ilegal-indica-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Entre avanços e desafios, Floresta da Tijuca tenta reconstruir sua fauna</title>
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					<pubDate>24 Mar 2026 06:54:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2008, a bióloga Alexandra Pires tinha acabado de finalizar sua tese de doutorado, que mostrava como as cutias eram importantes para a regeneração de espécies vegetais da Mata Atlântica. Ao contar sobre isso para Ivandy Castro-Astor, pesquisadora do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, ela descobriu que não existiam mais esses roedores [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2008, a bióloga Alexandra Pires tinha acabado de finalizar sua tese de doutorado, que mostrava como as cutias eram importantes para a regeneração de espécies vegetais da Mata Atlântica. Ao contar sobre isso para Ivandy Castro-Astor, pesquisadora do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, ela descobriu que não existiam mais esses roedores ali. Uma prova disso eram as sementes de uma árvore chamada justamente de cutieira (Joannesia princeps), apodrecendo no chão da mata. “Como assim não tem cutia no Parque Nacional da Tijuca?”, relembra Alexandra sobre sua primeira reação. “E a Ivandy falou, então: eu acho que vocês deviam soltar umas cutias lá!” Dezoito anos depois, visitantes do parque podem observar, nas matas da Floresta da Tijuca, não apenas cutias-vermelhas (Dasyprocta leporina), mas também bugios-ruivos (Alouatta guariba) e jabutis-tinga (Chelonoidis denticulata). Todas elas graças ao programa de reintrodução realizado pelo Refauna, com o apoio do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No começo de janeiro, chegou a vez da araras-canindés (Ara ararauna), que voltaram a voar nos céus do Rio de Janeiro. Fazia 200 anos que estavam extintas na cidade. O objetivo do Refauna é acabar com a chamada “síndrome da floresta vazia”, conceito criado pelo conservacionista Kent Redford, em 1992. Segundo ele, embora a vegetação de algumas florestas pareça preservada, há ausência de animais, essenciais para garantir o seu futuro. “Um dos principais sintomas da síndrome é justamente os frutos apodrecendo no solo da floresta”, revela Marcelo Rheingantz, diretor-executivo do Refauna e biólogo da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/entre-avancos-e-desafios-floresta-da-tijuca-tenta-reconstruir-sua-fauna/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Quatro bichos brasileiros com motivos para comemorar em 2025</title>
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					<pubDate>18 Dez 2025 16:43:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>Um quarto das espécies animais do mundo já sofre algum tipo de ameaça à sua sobrevivência, segundo a mais recente Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Algumas espécies brasileiras, no entanto, mostraram sinais animadores em 2025, graças a iniciativas que unem cientistas e comunidades locais. A Mongabay noticiou esses avanços; [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um quarto das espécies animais do mundo já sofre algum tipo de ameaça à sua sobrevivência, segundo a mais recente Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Algumas espécies brasileiras, no entanto, mostraram sinais animadores em 2025, graças a iniciativas que unem cientistas e comunidades locais. A Mongabay noticiou esses avanços; veja a seguir. Campo e ciência a favor da onça No Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, a população de onças-pintadas (Panthera onca) dobrou depois que a equipe do Projeto Onças do Iguaçu conseguiu uma trégua entre felinos e produtores rurais. Antes, era comum os fazendeiros matarem os animais como retaliação a eventuais ataques a animais de criação. Graças às orientações da equipe liderada pela bióloga Yara Barros, no entanto, os produtores aprenderam a manter as onças longe das fazendas usando métodos simples, como instalando dispositivos luminosos, impedindo que o gado se aproxime das áreas de mata e cercando galinhas, ovelhas e cabras durante a noite. “Hoje, quando há um avistamento de uma onça ou uma predação, os proprietários nos comunicam, em vez de matar o animal”, conta Barros. Outra esperança para a onça-pintada vem de dentro dos laboratórios do grupo de pesquisa Reprocon, no Mato Grosso do Sul. Ali, cientistas usam pedacinhos de tecido dos felinos para produzir embriões, que no futuro podem dar origem a animais clonados e aumentar a variabilidade genética de populações cada vez mais isoladas pelo desmatamento. Anta na Caatinga O maior mamífero terrestre do país também tem motivos para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/quatro-bichos-brasileiros-com-motivos-para-comemorar-em-2025/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pesquisas buscam mapear relação entre hanseníase e caça ilegal de tatus no Brasil</title>
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					<pubDate>18 Set 2025 07:40:25 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adele Santelli]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Animais, Caça, Conservação, Degradação, Desmatamento, Doenças, Fauna, Mamíferos, Saúde e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Segundo registros históricos, a lepra acomete os seres humanos há milhares de anos, com referências diretas à doença encontradas até em passagens bíblicas. A dúvida que persiste, e ainda gera discussões no presente, diz respeito à origem da enfermidade — ainda é incerto para a ciência se ela veio da Ásia ou da África. Seu [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Segundo registros históricos, a lepra acomete os seres humanos há milhares de anos, com referências diretas à doença encontradas até em passagens bíblicas. A dúvida que persiste, e ainda gera discussões no presente, diz respeito à origem da enfermidade — ainda é incerto para a ciência se ela veio da Ásia ou da África. Seu nome moderno, porém, tem uma história bem rastreável. Em 1873, o médico norueguês Gerhard Armauer Hansen identificou o bacilo causador da lepra, chamado Mycobacterium leprae. Assim, a doença foi rebatizada em homenagem ao pesquisador, tornando-se conhecida na literatura científica como “hanseníase”. Mais de um século e meio após a descoberta de Hansen, seus achados seguem em pauta no Brasil por estarem no centro de uma crise de saúde pública: o país é o segundo em número de casos registrados da doença, ficando atrás apenas da Índia. Parte do problema está na transmissão, que ocorre quando as vias respiratórias são atingidas por gotículas de saliva de indivíduos infectados. A propagação desses fluidos corporais, por sua vez, costuma ser facilitada pela tosse e pelo espirro. A bactéria é silenciosa, o que dificulta sua detecção: o microrganismo pode levar anos — ou até mesmo décadas — para se manifestar. Uma vez ativo, afeta os nervos periféricos e a pele, podendo causar manchas, lesões, formigamento e até a perda de sensibilidade em algumas partes do corpo. Uma outra dúvida paira sobre a hanseníase. Apesar de muitos indícios apontarem para essa direção, a ciência brasileira ainda não encontrou consenso para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/pesquisas-buscam-mapear-relacao-entre-hanseniase-e-caca-ilegal-de-tatus-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Patrulhamento comunitário reduz crimes ambientais na Amazônia, mostra estudo</title>
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					<pubDate>21 Ago 2025 07:53:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Biasoli]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ambientalistas, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Caça, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Incêndios, Lei Ambiental, Peixes, Pesca, Política Ambiental, Queimadas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Um estudo realizado na Amazônia brasileira descobriu que iniciativas voluntárias de patrulhamento comunitário em duas áreas protegidas estiveram associadas a uma redução de 80% nos crimes ambientais registrados ao longo de dez anos. No mesmo período, não houve queda significativa nas violações ambientais detectadas fora dessas áreas, sugerindo que as patrulhas comunitárias foram mais eficazes. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um estudo realizado na Amazônia brasileira descobriu que iniciativas voluntárias de patrulhamento comunitário em duas áreas protegidas estiveram associadas a uma redução de 80% nos crimes ambientais registrados ao longo de dez anos. No mesmo período, não houve queda significativa nas violações ambientais detectadas fora dessas áreas, sugerindo que as patrulhas comunitárias foram mais eficazes. Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados coletados entre 2003 e 2013 por agentes comunitários em 12 unidades territoriais de duas reservas de desenvolvimento sustentável no estado do Amazonas: Mamirauá e Amanã. Os registros fazem parte do programa Agentes Ambientais Voluntários (AAV), criado em 1995 pelo governo do Amazonas, que envolve moradores locais no patrulhamento voluntário de seus territórios para complementar o sistema federal de fiscalização e monitoramento. Nos anos analisados, os agentes do AAV realizaram 19.957 patrulhas, registrando um total de 1.260 crimes ambientais, a maioria relacionada a infrações de pesca e caça. Como efeito de comparação, os autores do estudo analisaram operações de fiscalização feitas pelo governo fora das reservas, entre 2002 e 2012. Nesse período, as autoridades realizaram 69 operações, detectando 917 crimes. A década de patrulhas comunitárias coincidiu com uma queda de 80% nos crimes ambientais registrados em 11 das 12 áreas analisadas. Em contraste, as operações lideradas pelo governo não apresentaram redução clara nos crimes detectados ao longo do tempo. Essa diferença “destaca a importância de defender intervenções lideradas por comunidades”, mesmo fora de áreas protegidas, escreveram os autores. “Precisamos colocar as comunidades no centro desse processo de conservação e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/patrulhamento-comunitario-reduz-crimes-ambientais-na-amazonia-mostra-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Rede de cientistas cria mapa estratégico para evitar a extinção da ariranha</title>
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					<pubDate>02 Jul 2025 08:27:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[<p>Com o fim da era da borracha na Amazônia no século 19, empresas que comercializavam o produto na região precisaram encontrar uma nova forma de ganhar dinheiro. Perceberam uma oportunidade no comércio internacional de peles, até então pouco explorado ali. A demanda para atender os mercados dos Estados Unidos, da Europa, e até do sul [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/rede-de-cientistas-cria-mapa-estrategico-para-evitar-a-extincao-da-ariranha-2/" data-wpel-link="internal">Rede de cientistas cria mapa estratégico para evitar a extinção da ariranha</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Com o fim da era da borracha na Amazônia no século 19, empresas que comercializavam o produto na região precisaram encontrar uma nova forma de ganhar dinheiro. Perceberam uma oportunidade no comércio internacional de peles, até então pouco explorado ali. A demanda para atender os mercados dos Estados Unidos, da Europa, e até do sul e sudeste do Brasil, era enorme. Estima-se que, entre 1904 e 1969, mais de 20 milhões de mamíferos e répteis selvagens, representando pelo menos 20 espécies, foram caçados comercialmente para terem suas peles retiradas. Entre as principais vítimas dessa matança indiscriminada estava a ariranha (Pteronura brasiliensis), a maior dentre as 14 espécies de lontras do mundo. Durante essas seis décadas, quase 400 mil delas foram abatidas apenas na Amazônia brasileira, até que, em 1967, a aprovação da Lei nº 5.197 proibiu a caça de animais silvestres no Brasil. Todavia, o impacto já tinha sido gigantesco. Endêmica da América do Sul, a ariranha acabou sendo dizimada em muitos locais e é considerada possivelmente extinta na Argentina e no Uruguai, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) – globalmente, é classificada como “em perigo” pela Lista Vermelha. Acredita-se que a distribuição atual da espécie corresponda a apenas 60% de sua área original. No Brasil, essa distribuição não é homogênea. Há populações conhecidas em rios ao norte da Amazônia, no Pantanal e no Cerrado, próximo das bacias dos rios Tocantins e Araguaia. Contudo, não há ideia de quantas elas são. Ariranha se alimentando no Parque&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/rede-de-cientistas-cria-mapa-estrategico-para-evitar-a-extincao-da-ariranha-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Rede de cientistas cria mapa estratégico para evitar a extinção da ariranha</title>
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					<pubDate>02 Jul 2025 07:16:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Caça, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Defaunação, Fauna, Incêndios, Mamíferos, Mudanças climáticas e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Com o fim da era da borracha na Amazônia no século 19, empresas que comercializavam o produto na região precisaram encontrar uma nova forma de ganhar dinheiro. Perceberam uma oportunidade no comércio internacional de peles, até então pouco explorado ali. A demanda para atender os mercados dos Estados Unidos, da Europa, e até do sul [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Com o fim da era da borracha na Amazônia no século 19, empresas que comercializavam o produto na região precisaram encontrar uma nova forma de ganhar dinheiro. Perceberam uma oportunidade no comércio internacional de peles, até então pouco explorado ali. A demanda para atender os mercados dos Estados Unidos, da Europa, e até do sul e sudeste do Brasil, era enorme. Estima-se que, entre 1904 e 1969, mais de 20 milhões de mamíferos e répteis selvagens, representando pelo menos 20 espécies, foram caçados comercialmente para terem suas peles retiradas. Entre as principais vítimas dessa matança indiscriminada estava a ariranha (Pteronura brasiliensis), a maior dentre as 14 espécies de lontras do mundo. Durante essas seis décadas, quase 400 mil delas foram abatidas apenas na Amazônia brasileira, até que, em 1967, a aprovação da Lei nº 5.197 proibiu a caça de animais silvestres no Brasil. Todavia, o impacto já tinha sido gigantesco. Endêmica da América do Sul, a ariranha acabou sendo dizimada em muitos locais e é considerada possivelmente extinta na Argentina e no Uruguai, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) – globalmente, é classificada como “em perigo” pela Lista Vermelha. Acredita-se que a distribuição atual da espécie corresponda a apenas 60% de sua área original. No Brasil, essa distribuição não é homogênea. Há populações conhecidas em rios ao norte da Amazônia, no Pantanal e no Cerrado, próximo das bacias dos rios Tocantins e Araguaia. Contudo, não há ideia de quantas elas são. Ariranha se alimentando no Parque&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/rede-de-cientistas-cria-mapa-estrategico-para-evitar-a-extincao-da-ariranha__trashed/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Três mulheres na linha de frente da proteção costeira no Brasil</title>
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					<pubDate>09 Jun 2025 07:44:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mayala Fernandes]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Anfíbios, Aves, Caça, Comércio de Vida Selvagem, Conservação, Fauna, Felinos, Insetos, Mamíferos, Manguezais, Oceanos, Peixes, Pesca, Primatas, recifes de coral, Répteis e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Um grupo de cientistas brasileiras vem se destacando na pesquisa e proteção da biodiversidade marinha e costeira no país. Inspiradas pelo primeiro contato marcante com o oceano, elas são hoje referências em suas áreas e lideram ações que combinam pesquisa científica, conservação ambiental e participação em políticas públicas. Camila Domit, coordenadora técnica das ações com [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um grupo de cientistas brasileiras vem se destacando na pesquisa e proteção da biodiversidade marinha e costeira no país. Inspiradas pelo primeiro contato marcante com o oceano, elas são hoje referências em suas áreas e lideram ações que combinam pesquisa científica, conservação ambiental e participação em políticas públicas. Camila Domit, coordenadora técnica das ações com tartarugas-marinhas; Cassiana Baptista Metri, responsável pelos estudos sobre fauna de manguezal; e Fernanda Possatto, coordenadora de pesquisas sobre microplástico, integram o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), patrocinado pela Petrobras e pelo governo federal. Com linhas de pesquisa variadas, as cientistas monitoram a dinâmica dos ecossistemas costeiros e marinhos na interface com a Mata Atlântica. Seus estudos sobre comportamento da fauna e da flora, aliados à atuação em projetos de educação ambiental e à formulação de políticas públicas, vêm garantindo avanços na conservação do litoral paranaense. A importância desses esforços é reforçada por dados globais. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 3 bilhões de pessoas dependam diretamente da biodiversidade marinha e costeira para sobreviver. O valor agregado estimado do mercado de recursos marinhos até 2030 é de U$ 3 trilhões, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável por 5% a 6% da economia global real e 40 milhões de empregos diretos. Sem a preservação dos oceanos, não apenas o clima global é ameaçado, mas a sobrevivência humana também sofre impactos diretos. Mais da metade do oxigênio do planeta é produzido pelos oceanos, que ainda armazenam&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/tres-mulheres-na-linha-de-frente-da-protecao-costeira-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Brasil lança Metas Nacionais de Biodiversidade, mas não sabe qual o custo de implantá-las</title>
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					<pubDate>10 Mar 2025 13:45:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Anfíbios, Aves, Caça, Comércio de Vida Selvagem, Fauna, Felinos, Insetos, Mamíferos, Peixes, Pesca, Primatas, Répteis e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Publicadas no último dia 20 de fevereiro, as Metas Nacionais de Biodiversidade planejam deter a extinção de espécies, estimular a restauração florestal e reduzir o desmatamento nos ecossistemas brasileiros até 2030. O governo federal, porém, ainda não tem uma estimativa dos investimentos que serão necessários para implantá-las. As metas foram lançadas às vésperas do fechamento [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Publicadas no último dia 20 de fevereiro, as Metas Nacionais de Biodiversidade planejam deter a extinção de espécies, estimular a restauração florestal e reduzir o desmatamento nos ecossistemas brasileiros até 2030. O governo federal, porém, ainda não tem uma estimativa dos investimentos que serão necessários para implantá-las. As metas foram lançadas às vésperas do fechamento oficial da 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica – COP16, realizado em Roma entre 25 e 28 de fevereiro depois de a primeira rodada ter sido suspensa em novembro de 2024 em Cali, na Colômbia, por falta de quórum. Bráulio Dias, diretor do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), confirmou à Mongabay a falta de um planejamento financeiro para a implantação das Metas Nacionais de Biodiversidade, mas destacou que “muitas metas nacionais já contam com o apoio de muitas políticas e programas nacionais em andamento”. No entanto, Dias ponderou que “certamente serão necessários investimentos adicionais”, o que vê como pouco factível diante do cenário político global conturbado: “Infelizmente, as perspectivas de contarmos com financiamento internacional esta década são mínimas, em decorrência das ações do governo de Donald Trump [nos Estados Unidos] e da guerra na Ucrânia”. Apesar dessas questões internacionais desfavoráveis à agenda da biodiversidade, o diretor do MMA explica que o Brasil vem dando andamento ao processo de construção do caminho para o cumprimento dos compromissos assumidos em 2022, no âmbito do Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal (GBF, na&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/brasil-lanca-metas-nacionais-de-biodiversidade-mas-nao-sabe-qual-o-custo-de-implanta-las-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Nos grupos de Facebook, a impunidade da caça esportiva ilegal de animais silvestres</title>
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					<pubDate>03 Dez 2024 06:22:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adele Santelli]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Mais de 2 mil registros de caça ilegal foram compartilhados em grupos sobre o tema no Facebook entre 2018 e 2020. Os posts somam 4.658 animais da fauna brasileira mortos, como pacas, tatus, capivaras e diversas espécies de aves. É o que mostrou um estudo  realizado por um grupo de pesquisadores liderado pelo biólogo brasileiro [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Mais de 2 mil registros de caça ilegal foram compartilhados em grupos sobre o tema no Facebook entre 2018 e 2020. Os posts somam 4.658 animais da fauna brasileira mortos, como pacas, tatus, capivaras e diversas espécies de aves. É o que mostrou um estudo  realizado por um grupo de pesquisadores liderado pelo biólogo brasileiro Hani R. El Bizri, do Centro de Pesquisa Florestal Internacional – Cifor/Icraf e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Eles coletaram e analisaram dados dos cinco grupos mais relevantes de caçadores ilegais do Facebook, abertos e privados, para entender como a atividade impacta a biodiversidade. Ao identificar os padrões da caça ilegal no Brasil, foi possível mapear os municípios e biomas brasileiros em que os eventos de caça aconteceram, estimar o número de caçadores envolvidos e de animais abatidos, identificar as espécies afetadas e contabilizar a quantidade de carne em toneladas, para saber quanto de biomassa foi retirado dos habitats. A pesquisa mostrou que a caça ilegal ocorreu em todos os biomas do país e em 14% dos municípios brasileiros, espalhados por todos os estados, incluindo o Distrito Federal. Foram estimados 1.400 caçadores, além de um total de 29 toneladas de carne silvestre obtidas com a atividade. Foram abatidas 157 espécies, de pequenos anfíbios a grandes mamíferos. Dessas, dezenove estão ameaçadas de extinção, como antas, queixadas, jacutingas e o coandu-mirim (Coendou speratus), espécie de porco-espinho descoberta pela ciência em 2013. Post em grupo sobre caça no Facebook Caçando por esporte De acordo com El Bizri, a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/12/nos-grupos-de-facebook-a-impunidade-da-caca-esportiva-ilegal-de-animais-silvestres/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Conflito institucional coloca em risco reintrodução da quase extinta ararinha-azul</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2024/08/conflito-institucional-coloca-em-risco-reintroducao-da-quase-extinta-ararinha-azul/</link>
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					<pubDate>29 Ago 2024 08:29:45 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Bernardo Araújo]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Aves, Caatinga, Caça, Comércio de Vida Selvagem, Fauna e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Esta é a segunda parte de uma reportagem sobre a reintrodução da ararinha-azul. Leia a primeira parte aqui. Em 2022, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), um dos psitacídeos mais ameaçados do mundo, começou a ser reintroduzida na Caatinga. A espécie, que faz do grupo das araras, papagaios e periquitos, desapareceu de seu habitat nativo em 2000, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/08/conflito-institucional-coloca-em-risco-reintroducao-da-quase-extinta-ararinha-azul/" data-wpel-link="internal">Conflito institucional coloca em risco reintrodução da quase extinta ararinha-azul</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Esta é a segunda parte de uma reportagem sobre a reintrodução da ararinha-azul. Leia a primeira parte aqui. Em 2022, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), um dos psitacídeos mais ameaçados do mundo, começou a ser reintroduzida na Caatinga. A espécie, que faz do grupo das araras, papagaios e periquitos, desapareceu de seu habitat nativo em 2000, ano em que seu último indivíduo na natureza conhecido morreu. O projeto de reintrodução, no município de Curaçá, na Bahia, vinha sendo coordenado por duas instituições: a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), um criadouro alemão que atualmente abriga a maioria das ararinhas-azuis restantes no planeta; e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia do governo brasileiro responsável pela gestão de áreas protegidas e biodiversidade. O primeiro ano da reintrodução obteve um sucesso notável, com uma boa parcela das 20 ararinhas-azuis soltas sobrevivendo e permanecendo juntas, e com casais reproduzindo e chocando os primeiros filhotes nascidos na natureza em décadas. No entanto, em maio de 2024, o ICMBio anunciou que não renovaria seu acordo de cooperação técnica com a ACTP, que terminou oficialmente em junho. A decisão veio como uma surpresa para conservacionistas envolvidos na reintrodução, e colocou em dúvida o futuro do promissor programa. “Estou realmente perplexo com a decisão das autoridades brasileiras de não renovar o acordo com a ACTP. Não há razão biológica para essa decisão,” diz Thomas White, um dos líderes do Projeto de Recuperação do Papagaio-de-Porto-Rico e consultor do projeto de reintrodução da ararinha-azul desde&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/08/conflito-institucional-coloca-em-risco-reintroducao-da-quase-extinta-ararinha-azul/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Para a ‘extinta’ ararinha-azul, retorno bem-sucedido é ofuscado por incertezas</title>
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					<pubDate>28 Ago 2024 14:55:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Bernardo Araújo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>No dia 24 de maio deste ano, Ugo Vercillo acordou com uma notícia incrível: dois filhotes de arara, nascidos na natureza no município de Curaçá, no estado da Bahia, alçaram voo pela primeira vez. Não eram araras quaisquer; eram ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii), uma das espécies de psitacídeo — família de aves que inclui araras, papagaios [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/08/para-a-extinta-ararinha-azul-retorno-bem-sucedido-e-ofuscado-por-incertezas/" data-wpel-link="internal">Para a ‘extinta’ ararinha-azul, retorno bem-sucedido é ofuscado por incertezas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[No dia 24 de maio deste ano, Ugo Vercillo acordou com uma notícia incrível: dois filhotes de arara, nascidos na natureza no município de Curaçá, no estado da Bahia, alçaram voo pela primeira vez. Não eram araras quaisquer; eram ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii), uma das espécies de psitacídeo — família de aves que inclui araras, papagaios e periquitos — mais ameaçadas do mundo, com seus poucos indivíduos remanescentes confinados em cativeiro ao redor do mundo. Ou pelo menos este era o caso, até 2022. Agora, 11 desses pássaros estão voando livres novamente na Caatinga baiana e chocando uma nova geração de araras selvagens; testemunho de um esforço intenso de conservação que alguns consideram — pelo menos no que diz respeito a psitacídeos — o mais bem-sucedido até agora. Vercillo, diretor técnico da Blue Sky Caatinga, organização de conservação focada na restauração dos ecossistemas do semiárido e envolvida na reintrodução da ararinha-azul, diz que os jovens pássaros que deixaram o ninho em maio não foram os primeiros filhotes selvagens nascidos no programa. A primeira ninhada, uma dupla nascida em 2023, morreu antes de poder voar. Então, quando Vercillo e outros conservacionistas descobriram uma nova ninhada no início deste ano, eles se determinaram a agir. &#8220;Tivemos que fazer uma intervenção&#8221;, lembra Vercillo. &#8220;Eram três filhotes. A gente retirou um dos filhotes porque ele já estava mais fraquinho, o que é natural porque normalmente [as ararinhas] põem três ovos, e dos três ovos só um sobrevive. Então o menor a gente tirou pra fazer&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/08/para-a-extinta-ararinha-azul-retorno-bem-sucedido-e-ofuscado-por-incertezas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Como grandes aves podem ajudar na regeneração de florestas — se o desmatamento não atrapalhar</title>
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					<pubDate>06 Jun 2024 08:28:30 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Aves, Biodiversidade, Caça, Cerrado, Comércio de Vida Selvagem, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Degradação, Desmatamento, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mata Atlântica, Reflorestamento e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Maior representante da sua família, o tucano-toco (Ramphastos toco) pode apresentar uma envergadura das asas superior a 1 metro e percorrer voos de mais de 90 metros de distância. Nesses percursos, muitas vezes ele carrega algo preciosíssimo para a regeneração natural das florestas: sementes das frutas das quais ele se alimenta. Assim como acontece com [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Maior representante da sua família, o tucano-toco (Ramphastos toco) pode apresentar uma envergadura das asas superior a 1 metro e percorrer voos de mais de 90 metros de distância. Nesses percursos, muitas vezes ele carrega algo preciosíssimo para a regeneração natural das florestas: sementes das frutas das quais ele se alimenta. Assim como acontece com os tucanos, ao dispersarem sementes no solo, outras espécies de grandes aves frugívoras – jacus (Penelope obscura) ou gralhas-do-campo (Cyanocorax cristatellus), entre outras –, podem contribuir para o aumento do armazenamento de carbono em 38% nas florestas tropicais em regeneração. O número acaba de ser revelado por uma análise publicada no jornal Nature Climate Change por um grupo de pesquisadores do Crowther Lab, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), na Suíça. “A redução do desmatamento e a restauração de florestas têm um papel fundamental na diminuição do carbono atmosférico e na mitigação das mudanças climáticas. Porém, existem muitas barreiras para restauração em grande escala, como altos custos, o nível de degradação do solo e a falta de banco de sementes”, diz a brasileira Danielle Leal Ramos, doutora em Ecologia e Biodiversidade da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e uma das coautoras do artigo. Ela explica que em florestas tropicais, como a Amazônia ou a Mata Atlântica, a maior parte das espécies de plantas depende de animais para dispersar sementes – sendo assim, aves podem ajudar a romper essas barreiras, transportando e plantando as sementes em áreas degradadas. “Nosso objetivo [com o estudo] foi quantificar&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/06/como-grandes-aves-podem-ajudar-na-regeneracao-de-florestas-se-o-desmatamento-nao-atrapalhar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mamíferos do Cerrado mudam suas rotinas para fugir dos humanos, mostra estudo</title>
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					<pubDate>10 Abr 2024 14:45:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Como animais silvestres fazem para continuar caçando e se reproduzindo em áreas tomadas por casas, estradas, animais domésticos e plantações? Cada vez mais, os cientistas apontam que a única saída para boa parte das espécies é mudar drasticamente de rotina, em uma adaptação forçada cujas consequências para o entorno ainda são incertas. Artigo publicado no [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Como animais silvestres fazem para continuar caçando e se reproduzindo em áreas tomadas por casas, estradas, animais domésticos e plantações? Cada vez mais, os cientistas apontam que a única saída para boa parte das espécies é mudar drasticamente de rotina, em uma adaptação forçada cujas consequências para o entorno ainda são incertas. Artigo publicado no início de fevereiro pela revista científica Global Ecology and Conservation mostra que muitos animais acabam se tornando mais noturnos como forma de evitar a presença humana. O estudo, que reuniu pesquisadores da Universidade de Manchester, do Reino Unido, e do Laboratório de Ecologia e Conservação (Laec), da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, faz parte de um amplo projeto iniciado em 2013 e 2014, quando armadilhas fotográficas foram instaladas em diferentes pontos do nordeste do estado de São Paulo. A região, originalmente coberta pelo bioma Cerrado, vem sendo transformada há mais de duzentos anos por diferentes tipos de cultivo – começando pelo café, nos séculos 18 e 19, passando pela pecuária, até, mais recentemente, ser tomada pela cana-de-açúcar e pelas florestas plantadas de pínus e eucalipto. &#8220;Essa fauna está há muito tempo em contato com as pessoas&#8221;, afirma Adriano Chiarello, do Laec, coordenador do estudo. Os pesquisadores usaram armadilhas fotográficas para acompanhar os horários e áreas de circulação de cinco espécies de mamíferos no nordeste de São Paulo. Foto cedida pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da USP As armadilhas fotográficas, pequenas caixinhas que captam imagens todas as vezes que alguém cruza na frente&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/mamiferos-do-cerrado-mudam-suas-rotinas-para-fugir-dos-humanos-mostra-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Brasil tem prejuízos de até US$ 3 bilhões anuais causados por espécies invasoras, alerta estudo</title>
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					<pubDate>08 Mar 2024 12:51:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Anfíbios, Áreas Protegidas, Aves, Caça, Cerrado, Espécies Ameaçadas, Fauna, Insetos, Mamíferos, Mata Atlântica, Oceanos, Peixes, Pesca, Primatas, Répteis e Responsabilidade Ambiental]]>
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							<![CDATA[<p>Do tucunaré que migrou dos rios da Amazônia para as regiões Sul e Sudeste, levado pela pesca esportiva, às controversas produções em larga escala de tilápia para a alimentação humana e de pínus e eucalipto para abastecer as indústrias de papel e celulose, são inúmeros os exemplos da presença de espécies exóticas invasoras no Brasil. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Do tucunaré que migrou dos rios da Amazônia para as regiões Sul e Sudeste, levado pela pesca esportiva, às controversas produções em larga escala de tilápia para a alimentação humana e de pínus e eucalipto para abastecer as indústrias de papel e celulose, são inúmeros os exemplos da presença de espécies exóticas invasoras no Brasil. Além de competirem por espaço e nutrientes com as espécies nativas, entre outros impactos ambientais, as plantas, os animais e os microrganismos introduzidos pela ação humana, de forma intencional ou acidental, provocam diversos  prejuízos econômicos ao país. É o que revela o Relatório Temático sobre Espécies Exóticas Invasoras, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos. A publicação foi lançada no início de março pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES, na sigla em inglês). No Brasil há registros de 476 espécies exóticas invasoras, das quais 268 de animais e 208 de plantas e algas, presentes em todos os biomas, sendo a Mata Atlântica a mais afetada e a Amazônia com presença em menor escala. Desse total, 16 espécies levaram a prejuízos econômicos de 2 a 3 bilhões de dólares por ano entre 1984 e 2019, principalmente causados por pragas agrícolas e disseminação de doenças. Os dados foram calculados a partir de informações disponíveis, mas ainda são considerados subestimados pelos cientistas envolvidos. Entre essas espécies estão a mosca-branca (Bemisia tabaci), o javali e seus híbridos (Sus scrofa), a rã-touro (Lithobates catesbeianus), o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) e os mosquitos do gênero Aedes, transmissores de dengue, febre amarela, zika&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/brasil-tem-prejuizos-de-ate-us-3-bilhoes-anuais-causados-por-especies-invasoras-alerta-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que mamíferos são importantes para nós &#8211; e o que podemos perder se forem extintos</title>
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					<pubDate>02 Fev 2024 08:10:44 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Liz Kimbrough]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>A maioria das 701 espécies de mamíferos que vivem no Brasil presta serviços que de algum modo beneficiam a humanidade, entre elas a dispersão de sementes e o consequente crescimento de florestas, o controle de pragas e o suporte à polinização. No entanto, de acordo com um novo estudo na revista científica Perspectives in Ecology and [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A maioria das 701 espécies de mamíferos que vivem no Brasil presta serviços que de algum modo beneficiam a humanidade, entre elas a dispersão de sementes e o consequente crescimento de florestas, o controle de pragas e o suporte à polinização. No entanto, de acordo com um novo estudo na revista científica Perspectives in Ecology and Conservation, há um risco atual de perda de mais da metade desses serviços ecossistêmicos. O estudo, liderado por Mariana Vale, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), teve como objetivo documentar toda a gama de serviços ecossistêmicos prestados pelos mamíferos brasileiros para destacar a importância desses animais para a conservação. O estudo combina dezenas de bancos de dados existentes para apresentar uma lista abrangente dos mamíferos brasileiros e seus serviços à humanidade. “O Brasil é um dos países com maior biodiversidade do mundo, mas sabemos muito pouco sobre o que a maioria das nossas espécies realmente faz para apoiar o funcionamento do ecossistema e o bem-estar humano”, diz Luara Tourinho, uma das coautoras do estudo, da Universidade de São Paulo. Os investigadores categorizaram 11 tipos de serviços ecossistêmicos que poderiam ser associados aos mamíferos &#8211; desde serviços culturais como o ecoturismo até serviços reguladores como o controle de pragas e a regulação de doenças. Combinando características e distribuições das espécies, determinou-se que 82% dos mamíferos brasileiros, ou 575 espécies, prestam pelo menos um serviço. No entanto, mais da metade das espécies prestadoras de serviços ecossistêmicos categorizadas como ameaçadas estão perto de perder sua capacidade&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/02/por-que-mamiferos-sao-importantes-para-nos-e-o-que-podemos-perder-se-forem-extintos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Porcos selvagens ameaçam hotspots de biodiversidade na América do Sul, mostra estudo</title>
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					<pubDate>12 Out 2023 15:07:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Vitor Prado dos Anjos]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Y. Eva Tan Conservation Reporting Fellowship]]>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Áreas Protegidas, Caça, Fauna, Mamíferos e Mata Atlântica]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Nova pesquisa mostra que a crescente população de javalis representa uma ameaça maior do que se pensava às áreas protegidas e aos hotspots de biodiversidade, entre eles a Mata Atlântica.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/porcos-selvagens-ameacam-hotspots-de-biodiversidade-na-america-do-sul-mostra-estudo/" data-wpel-link="internal">Porcos selvagens ameaçam hotspots de biodiversidade na América do Sul, mostra estudo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Os porcos selvagens são reconhecidos mundialmente como um incômodo para o meio ambiente. A IUCN os classifica como uma das piores espécies invasoras devido ao seu potencial de danificar plantações, abrigar doenças e interromper processos ecológicos. Recentemente, uma pesquisa publicada no Journal for Nature Conservation revela que a presença crescente de porcos selvagens em toda a América do Sul representa uma ameaça maior aos hotspots de biodiversidade e às áreas protegidas do que se acreditava anteriormente. O termo se refere aos indivíduos da espécie Sus scrofa e inclui javalis, porcos domésticos asselvajados e javaporcos (cruzamento de javalis e porcos).  Os pesquisadores analisaram as faixas de adequabilidade da espécie em diferentes níveis de análise e descobriram que um número significativamente maior de áreas protegidas está invadido ou potencialmente em risco do que havia sido demonstrado em pesquisas anteriores. Além disso, quase metade (44,8%) das ocorrências de javalis estudadas estavam dentro de hotspots de biodiversidade. Na América do Sul, os porcos domésticos chegaram com os colonizadores europeus, e os javalis foram introduzidos pelo fazendeiro argentino Pedro Olegario Luro no início do século 20 para fins de caça. Com o tempo, os javalis se dispersaram, cruzaram com porcos domésticos e estabeleceram populações pelo continente. A análise revela dados relevantes sobre a vulnerabilidade de hotspots específicos na região. A Mata Atlântica, em especial, surge como a mais suscetível, com expressivos 85% de sua área total considerada adequada para porcos selvagens (ou seja, um habitat que permite que eles se desenvolvam), seguida pelo Cerrado (61,3%),&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/porcos-selvagens-ameacam-hotspots-de-biodiversidade-na-america-do-sul-mostra-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Estudo tenta prever futuro dos mamíferos da Amazônia caso a floresta vire savana</title>
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					<pubDate>30 Mar 2023 07:59:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Caça, Cerrado, Conservação, Degradação, Desmatamento, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Mata Atlântica, Queimadas e Vida Selvagem]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>O que pode acontecer com as cerca de 300 espécies de mamíferos que vivem na Amazônia se o desmatamento e o aquecimento global levarem à savanização da floresta? Para responder à pergunta, pesquisadores analisaram imagens de 400 armadilhas fotográficas em quatro enclaves naturais de Cerrado no sul da Amazônia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/03/estudo-tenta-prever-futuro-dos-mamiferos-da-amazonia-se-a-floresta-se-tornar-savana/" data-wpel-link="internal">Estudo tenta prever futuro dos mamíferos da Amazônia caso a floresta vire savana</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Se o aquecimento global e o desmatamento crescentes transformarem a Amazônia numa savana seca e degradada de modo irreversível, o que poderá acontecer às cerca de 300 espécies de mamíferos que ali vivem? Onças, antas e veados entre eles. Foi essa pergunta que os biólogos Daniel Rocha e Rahel Sollmann trataram de responder em um artigo publicado recentemente no jornal Animal Conservation. Para isso, os dois pesquisadores analisaram imagens de 400 armadilhas fotográficas instaladas em quatro enclaves naturais de Cerrado existentes na Amazônia, formados há milhares de anos: o Parque Nacional dos Campos Amazônicos, o Parque Nacional Mapinguari — ambos no Amazonas —, a Reserva Biológica do Guaporé e o Parque Estadual de Corumbiara, estes em Rondônia. O objetivo foi entender como mamíferos terrestres de médio e grande portes se comportam nessas ilhas de savana no meio da floresta. E, assim, fazer uma projeção do que poderia acontecer caso, em alguns anos, mudem o clima e a vegetação da maior floresta tropical do mundo. Localização das armadilhas fotográficas (em azul) na quatro áreas protegidas incluídas no estudo, situadas nos estados de Amazonas e Rondônia: Parque Nacional dos Campos Amazônicos, Parque Nacional Mapinguari, Reserva Biológica do Guaporé e Parque Estadual de Corumbiara; as manchas de cor laranja indicam trechos de savana natural. Imagem: Rocha et al Faz alguns anos anos já que pesquisadores vêm alertando para o risco de uma savanização da Amazônia: um ponto em que a floresta, castigada por um combinação de desmatamento e mudanças climáticas, poderá se tornar&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/03/estudo-tenta-prever-futuro-dos-mamiferos-da-amazonia-se-a-floresta-se-tornar-savana/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>O vilarejo da Chapada Diamantina que se uniu para salvar o tatu-bola-da-caatinga</title>
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					<pubDate>27 Mar 2023 06:47:04 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[James Hall]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Caatinga, Caça, Cerrado, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Fauna, Mamíferos e Vida Selvagem]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Uma nova iniciativa para estudar o tatu-bola-da-caatinga (Tolypeutes tricinctus) teve início na região da Chapada Diamantina, na Bahia, com o objetivo de estimar as tendências populacionais da espécie por meio do monitoramento de longo prazo e da ciência cidadã.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/03/o-vilarejo-da-chapada-diamantina-que-se-uniu-para-salvar-o-tatu-bola-da-caatinga/" data-wpel-link="internal">O vilarejo da Chapada Diamantina que se uniu para salvar o tatu-bola-da-caatinga</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
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							<![CDATA[Debaixo do escaldante sol da tarde, o biólogo Rodolfo Assis Magalhães e sua equipe vasculham silenciosamente os campos que margeiam a floresta. Seu objetivo, o carismático tatu-bola-da-caatinga (Tolypeutes tricinctus), não será fácil de alcançar. O truque é jogar uma camiseta sobre o animal antes que ele consiga escapar em meio a uma selva afiada de cactos, arbustos serrilhados e árvores cobertas de espinhos que tornam qualquer perseguição impossível. A perseguição é parte de um novo projeto em curso no vilarejo de Sumidouro, no interior da Bahia, que tem como objetivo compreender as tendências da população da espécie, utilizando monitoramento de longo prazo, e promover a conservação por meio da ciência cidadã. Apesar do passado complicado com a espécie, a comunidade passou a abraçar a proteção do tatu, oferecendo apoio vital ao projeto. O também chamado tatu-bola-do-nordeste é uma espécie nativa da Caatinga, mas pode ser encontrado em algumas áreas contíguas de Cerrado. Sua alimentação é à base de cupins e formigas, e para obtê-los usa de seu excelente olfato e suas enormes garras para vasculhar o território. Seu nome se deve ao costume de se enrolar até formar uma bola quando se sente ameaçado – uma forma de defesa que confunde e desencoraja predadores menores. Sua carapaça, porém, não oferece proteção contra seu predador natural, a onça-pintada, ou contra os seres humanos. Por conta disso, foi escolhido para ser o mascote oficial da Copa do Mundo da Fifa de 2014, o Fuleco, simbolizando o compromisso do Brasil com a preservação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/03/o-vilarejo-da-chapada-diamantina-que-se-uniu-para-salvar-o-tatu-bola-da-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Harpia: o desafio de proteger a maior ave de rapina do Brasil</title>
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					<pubDate>19 Dez 2022 07:10:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Aves, Biodiversidade, Caça, Comércio de Vida Selvagem, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Degradação, Desmatamento, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mata Atlântica, Queimadas, Reflorestamento e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Projeto Harpia completa 25 anos monitorando mais de 60 ninhos na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica; um de seus programas tem como objetivo trabalhar a conservação de forma integrada, devolvendo para a natureza toda ave em condições de não ficar em cativeiro permanente.</p>
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							<![CDATA[“Manter a árvore do ninho em pé e proteger um pequeno entorno daquela árvore é uma das nossas metas”, diz Tânia Sanaiotti, fundadora do Projeto Harpia, que completou 25 anos. “Se deixar só a árvore do ninho lá no meio do nada, o filhote não vai conseguir alçar o primeiro voo. É muito importante manter algumas árvores altas em que o filhote vai poder desenvolver sua musculatura”. Considerada vulnerável pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), a harpia ou gavião-real (Harpia harpyja) é uma das maiores aves de rapina do mundo. Desde o século 19, ela perdeu mais de 40% de seu território, que abrange desde o México até a Argentina. No Brasil, a ave ocorria em todos os biomas. Atualmente, populações grandes, funcionais e diversas são encontradas apenas na Amazônia. Monogâmicas, as harpias utilizam o mesmo ninho por décadas, tendo um filhote a cada três anos. Sumaúmas, castanheiras, jatobás e angelins são suas árvores favoritas, as mais altas da mata e também as mais cobiçadas por madeireiros. Dotadas de uma grande forquilha, as árvores eleitas precisam dar espaço às chegadas e partidas dos ninhos, que chegam a 2,5 metros de diâmetro. Lá, o filhote se desenvolve por cinco meses antes de arriscar o primeiro voo, de 15 a 30 metros de distância. Desenvolvida a musculatura, Tânia conta que uma ave adulta alcança 200 ou 300 metros em duas batidas de asas. A espécie topo de cadeia, que pode chegar&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/12/harpia-o-desafio-de-proteger-a-maior-ave-de-rapina-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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