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					<title>Quilombo resiste onde o São Francisco encontra o mar</title>
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					<pubDate>30 Jul 2026 08:53:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agroecologia, Agrotóxicos, Água, Alimentos, Biodiversidade, Caatinga, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Demarcação Territorial, Manguezais, Povos Tradicionais, Quilombolas, Recursos hídricos, Socioambiental e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de Mata Atlântica, o branco das dunas, pequenos portos, além das lagoas marginais e manguezais, muitos manguezais: patrimônios biológicos, berçários de inúmeras espécies. Mas nem sempre essa beleza pertenceu a quem nela vivia. Vestígios de plantações de algodão e de mais de 20 engenhos dão notícia de uma outra época, anterior à Lei Áurea. Ali se concentrava a maior parte das pessoas escravizadas do Baixo São Francisco. Como o lugar também tinha muita mata nativa, era ideal para acolher os fugidos. Então, era conhecido como Refúgio dos Negros. Pois, mesmo depois do documento assinado pela Princesa Isabel, o povo que vivia da pesca artesanal e da terra tinha liberdade limitada. A terra onde moravam e plantavam havia gerações era entendida como propriedade dos fazendeiros da região, supostos donos que, tivessem título ou não, exerciam ali um domínio incontestado. Era cerca e mata-burro para todo o lado; se sentiam presos em seu próprio território. Assim contam os moradores do Território Quilombola Brejão do Negros, a 120 km da capital sergipana, Aracaju. “Era assim: se a senhora bater três alqueires de arroz, dois é para o fazendeiro e um é da senhora. Desse seu, ainda vai pagar todas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/quilombo-resiste-onde-o-rio-sao-francisco-encontra-o-mar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>No sudoeste baiano, os saberes de um quilombo sobrevivem em sementes</title>
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					<pubDate>24 Jul 2026 20:02:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mariana Martins]]>
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							<![CDATA[<p>No Quilombo Lagoa de Melquíades e Amâncio, um território tradicional localizado a cerca de 50 quilômetros de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, preservar sementes crioulas livres de transgênicos e de agrotóxicos tornou-se uma linha de frente: são elas que mantêm viva uma ancestralidade que resiste  ao cerco da monocultura, ao limbo fundiário causado [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No Quilombo Lagoa de Melquíades e Amâncio, um território tradicional localizado a cerca de 50 quilômetros de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, preservar sementes crioulas livres de transgênicos e de agrotóxicos tornou-se uma linha de frente: são elas que mantêm viva uma ancestralidade que resiste  ao cerco da monocultura, ao limbo fundiário causado pela lenta demarcação de terras e às mudanças no regime de chuvas. O sustento dessa comunidade está guardado em pequenos grãos de milho e feijão puros, que fazem parte de um banco de sementes gerido de forma comunitária.  O manuseio desses grãos não é uma prática agrícola recente. Como legado passado adiante de avós para seus filhos e netos, os agricultores estavam acostumados a guardar suas sementes em um cômodo de suas próprias casas. Com o tempo, foi possível encontrar novos caminhos. A tarefa acabou nas mãos de Tiago França da Silva, 34 anos, líder do quilombo baiano: depois de estudar agroecologia, o representante resolveu envolver a comunidade na construção de um banco de sementes.  Assim nasceu  a Casa de Sementes, em 2017. Nela, Tiago  passou a atuar como um  guardião dos grãos, liderando uma comissão organizadora que selecionava e avaliava as sementes. Posteriormente, por seu trabalho, foi escolhido pela comunidade para ser a liderança geral do quilombo.   Essa herança biológica e cultural, contudo, está ameaçada pelo cerco territorial e pela contaminação. A proximidade do quilombo às grandes fazendas de gado  e  ao monocultivo de eucalipto não apenas pressiona os limites do território ancestral, como&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/no-sudoeste-baiano-os-saberes-de-um-quilombo-sobrevivem-em-sementes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</title>
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					<pubDate>30 Abr 2026 07:04:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rubens Valente]]>
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							<![CDATA[<p>BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes pressões políticas para restringir o acordo. Enquanto isso, lideranças indígenas enxergam uma oportunidade econômica com o fim da moratória. Membros de comunidades que vendem soja cultivada em suas terras demarcadas alegam que já o fazem de forma sustentável e que o acordo penaliza injustamente seu produto. A Mongabay conversou com diversas partes interessadas, desde lideranças indígenas e entidades corporativas até ambientalistas e órgãos do governo — pessoas de todo o espectro político brasileiro — para obter suas opiniões sobre o que a possível dissolução da moratória pode significar para os povos originários e suas terras na Amazônia. Trecho de floresta amazônica junto a campos de soja em Belterra, no Pará. Foto: AP Photo/Leo Correa. A Moratória da Soja é um pacto voluntário entre empresas, órgãos públicos e ONGs para reduzir o desmatamento na Amazônia. Os participantes concordaram em proibir, em suas cadeias de suprimentos, qualquer soja produzida em áreas da região  desmatadas após julho de 2008. Dez anos após a entrada em vigor do acordo, em 2006, o desmatamento para o cultivo do grão na floresta amazônica já havia caído para 1%. As fazendas de soja, por sua vez, ampliaram sua área de plantio em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Acordo entre Mercosul e UE avança, mas acende alertas sobre o risco ambiental</title>
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					<pubDate>09 Abr 2026 06:28:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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							<![CDATA[<p>Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. A medida, no entanto, pode trazer no pacote uma série de impactos ambientais. Entre os principais problemas, de acordo com diferentes organizações e ambientalistas, destaca-se a expansão do desmatamento, da exploração de minérios e da importação de pesticidas. Em contrapartida, outros especialistas defendem que o acordo pode impor uma série de regras ambientais a um comércio global já existente — além de facilitar a troca de conhecimentos entre as partes envolvidas. Em linhas gerais, o tratado em desenvolvimento prevê a redução gradual das tarifas de importação no comércio entre os dois blocos continentais. No final de fevereiro, em nota, o governo brasileiro declarou que os europeus “se comprometem a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos”. Mesmo assim, nos últimos anos, o avanço do acordo acendeu múltiplos alertas para o meio ambiente. Em um relatório de março de 2023, o Greenpeace avaliou que a isenção de tarifas beneficiaria a exportação de commodities, podendo ampliar as fronteiras agrícolas e o desmatamento em toda a América do Sul. Atualmente, segundo o estudo, bens agrícolas e minerais representam mais de 70%&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/acordo-entre-mercosul-e-ue-avanca-mas-acende-alertas-sobre-o-risco-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</title>
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					<pubDate>16 Mar 2026 08:00:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kevin Damasio]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Energia, Etnocídio, Gado, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Monocultura, Pecuária, Pesticidas, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Rios, Soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa já havia ganhado novos estímulos em 2019, em parte pela tensão comercial entre o primeiro governo de Donald Trump e os chineses. Além da demanda da China, a pavimentação de um trecho da rodovia BR-163 viabilizou novas fronteiras agrícolas para os sojicultores, com a ligação até portos no Pará. Desde então, as lavouras de soja no estado saltaram 3,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume produzido, por sua vez, passou de 33 milhões de toneladas na safra de 2018/19 para 51 milhões na de 2024/25, um aumento de 51%. A produção avança principalmente no Cerrado, a savana mais biodiversa do planeta e central para o abastecimento de água do país. Nascentes do bioma abastecem oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Na bacia do Rio Juruena, no oeste matogrossense, a consolidação das monoculturas — não só de soja, mas também de milho e algodão — preocupa os povos da Terra Indígena Tirecatinga. Eles relatam que as fazendas do entorno têm contaminado os cursos d&#8217;água, plantas e frutas por agrotóxicos, e barram os rios com pequenas usinas hidrelétricas. Situada entre os rios Buriti e Papagaio, a terra indígena tem 131 mil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</title>
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					<pubDate>13 Fev 2026 08:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Monocultura, Política Ambiental, Queimadas e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. Agora, com o novo anúncio, ressurge o temor de que a soja avance sobre a floresta. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a saída de cena desses traders pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia até 2045. O golpe de misericórdia veio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Representando alguns dos maiores traders de soja do mundo, como Cargill, Bunge, Amaggi e ADM, a associação anunciou no dia 5 de janeiro que &#8220;iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja&#8221;. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, e os membros da Abiove representam quase 45% desses embarques, segundo dados de 2022 da Trase, organização de rastreamento de commodities. A decisão ocorreu depois que uma nova lei entrou em vigor no Mato Grosso, o maior produtor de soja do país. A legislação, em vigor desde 1º de janeiro, permite que o governo estadual suspenda incentivos fiscais a empresas que adotem critérios ambientais além dos exigidos pela lei brasileira, como é o caso da moratória da soja. A lei está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal. &#8220;A Abiove entende que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Gigantes da soja se preparam em silêncio para lei antidesmatamento da UE; impactos seguem incertos</title>
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					<pubDate>22 Jan 2026 14:16:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Marina Martinez]]>
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							<![CDATA[<p>À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis ambientais e de direitos humanos locais. Isso será particularmente desafiador para o setor de soja, já que sua produção é historicamente um dos principais motores da destruição de florestas, especialmente na América do Sul. Inicialmente previsto para dezembro de 2024, o início da aplicação do EUDR foi adiado por um ano devido à pressão exercida por representantes do agronegócio. Em dezembro de 2025, o Parlamento Europeu decidiu adiar novamente a data de aplicação por mais um ano, sob o argumento de dar mais tempo às empresas para se prepararem e garantir uma transição harmoniosa. Para entender quão preparado está o setor de soja, a Mongabay contatou cinco das maiores empresas do setor: ADM, Amaggi, Bunge, Cargill e Cofco International. As respostas oscilaram entre “sem comentários” e o silêncio total. Apesar do silêncio, especialistas vinculados a associações comerciais e ONGs afirmam que as grandes empresas de soja já estão preparadas para atender às exigências do EUDR. “A informação que nós temos, que eles [traders e associações do setor de soja] costumam nos passar, é que elas estão 100% preparadas”, disse Tiago Reis, especialista em conservação do WWF-Brasil, à Mongabay em mensagem de voz. “Inclusive algumas questionaram&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/gigantes-da-soja-se-preparam-em-silencio-para-lei-antidesmatamento-da-ue-impactos-seguem-incertos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Mata Atlântica continua perdendo grandes áreas de floresta, apesar da proteção legal</title>
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					<pubDate>26 Set 2025 14:47:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Liz Kimbrough]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Em 1970, os cientistas já haviam passado 65 anos acreditando que o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) estava extinto. Naquele ano, no entanto, moradores locais encontraram uma pequena população da espécie  lutando pela sobrevivência em um trecho preservado de Mata Atlântica no oeste paulista. Após décadas de esforços, cerca de 1.800 desses primatas hoje se deslocam por [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 1970, os cientistas já haviam passado 65 anos acreditando que o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) estava extinto. Naquele ano, no entanto, moradores locais encontraram uma pequena população da espécie  lutando pela sobrevivência em um trecho preservado de Mata Atlântica no oeste paulista. Após décadas de esforços, cerca de 1.800 desses primatas hoje se deslocam por corredores florestais restaurados. É uma rara história de sucesso em um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo. Mas, apesar de conquistas como essa na conservação, pesquisas recentes revelam uma realidade preocupante: a Mata Atlântica brasileira continua perdendo milhares de hectares de floresta madura a cada ano, mesmo sendo protegida por lei federal. A Lei da Mata Atlântica permite o desmatamento apenas em circunstâncias excepcionais, o que significa que a maior parte desse desmatamento é ilegal. Vista aérea de fragmentos da Mata Atlântica. A agricultura é a principal causa do desmatamento contínuo. Foto cedida pela Saving Nature. “É realmente alarmante constatar que ainda estamos perdendo grandes áreas de floresta madura”, disse Luis Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica à Mongabay. É especialmente preocupante, acrescentou ele, “considerando que a Mata Atlântica é uma área crítica de biodiversidade, a floresta tropical mais devastada do Brasil, uma das mais devastadas do mundo, e protegida por uma lei específica”. Uma nova pesquisa publicada na revista Nature Sustainability analisou mais de 10 mil eventos de desmatamento na Mata Atlântica entre 2010 e 2020. O estudo constatou que o ritmo do desmatamento permaneceu estável, com uma taxa média&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/mata-atlantica-continua-perdendo-grandes-areas-de-floresta-madura-apesar-da-protecao-legal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Crédito fortalece a agroecologia em região do Cerrado sob pressão do agronegócio</title>
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					<pubDate>24 Set 2025 07:49:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>“A natureza não nasceu para a monocultura”, opina Olácio Komori, fundador e coordenador administrativo-financeiro da Associação dos Produtores Orgânicos do Mato Grosso do Sul (Apoms). Com três décadas dedicadas ao fortalecimento da agricultura orgânica e agroecológica no Mato Grosso do Sul — estado que tem no agronegócio um alicerce das suas atividades econômicas —, ele [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“A natureza não nasceu para a monocultura”, opina Olácio Komori, fundador e coordenador administrativo-financeiro da Associação dos Produtores Orgânicos do Mato Grosso do Sul (Apoms). Com três décadas dedicadas ao fortalecimento da agricultura orgânica e agroecológica no Mato Grosso do Sul — estado que tem no agronegócio um alicerce das suas atividades econômicas —, ele argumenta que não é simples tornar a produção agrícola mais sustentável, embora seja possível. O Cerrado, que ocupa cerca de 60% do Mato Grosso do Sul, é um dos biomas mais desmatados do Brasil, justamente pela expansão da fronteira agrícola. Já perdeu um terço da sua vegetação nativa em 40 anos. Isso significa 40,5 milhões de hectares suprimidos entre 1985 e 2024, correspondendo a um território com a extensão da Espanha. Os dados integram a Coleção 10 do Projeto MapBiomas, em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), divulgada em 13 de agosto. Pelos caminhos que optou por seguir, Komori identificou a dificuldade de acesso ao crédito e à assistência técnica como principais obstáculos enfrentados pelos agricultores familiares de Dourados, segundo maior município do estado e grande produtor agrícola. Sem encontrar alternativas no sistema financeiro tradicional, ele desenvolveu a metodologia do Programa de Crédito Sistêmico, apoiado por instituições parceiras também preocupadas com o futuro do Cerrado. A ideia dessa iniciativa foi atender justamente esse perfil de pequenos produtores rurais que têm condições de honrar os compromissos, com os resultados financeiros do que produzem, mas que muitas vezes esbarram em limitações, dentre as&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/credito-fortalece-a-agroecologia-em-regiao-do-cerrado-sob-pressao-do-agronegocio/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Uso excessivo de água subterrânea ameaça o fluxo dos rios no Brasil, aponta estudo</title>
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					<pubDate>28 Mai 2025 10:01:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Brown]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Em muitas regiões do Brasil, os rios podem estar perdendo água para o subsolo, em vez de recebê-la. Um estudo recente revelou que os níveis de água subterrânea em diversas áreas estão mais baixos do que os dos rios próximos, o que faz com que a água flua dos rios para o subsolo. Essa mudança, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/uso-excessivo-de-agua-subterranea-ameaca-o-fluxo-dos-rios-no-brasil-aponta-estudo/" data-wpel-link="internal">Uso excessivo de água subterrânea ameaça o fluxo dos rios no Brasil, aponta estudo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em muitas regiões do Brasil, os rios podem estar perdendo água para o subsolo, em vez de recebê-la. Um estudo recente revelou que os níveis de água subterrânea em diversas áreas estão mais baixos do que os dos rios próximos, o que faz com que a água flua dos rios para o subsolo. Essa mudança, possivelmente impulsionada em parte pela extração intensiva de água subterrânea, pode reduzir o fluxo dos rios e trazer sérias consequências para o abastecimento de água, a agricultura, a geração de energia e os ecossistemas do país. Embora os autores do estudo ressaltem que ainda não se pode afirmar de forma conclusiva que o uso de poços seja a causa direta da redução do nível dos rios, eles encontraram uma forte correlação entre o uso intensivo de água subterrânea e maiores perdas potenciais de vazão, especialmente em regiões secas, onde a extração é mais intensa. “A Califórnia, a Índia e o Irã já mostraram como o uso intensivo de águas subterrâneas pode reduzir o fluxo dos rios — e os sinais sugerem que o Brasil não é uma exceção”, disse à Mongabay o coautor do estudo Paulo Tarso Sanches de Oliveiras, professor de hidrologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade de São Paulo (USP). “Onde há fumaça, há fogo — e tudo indica que o uso excessivo de água subterrânea em algumas regiões do Brasil tem um papel no declínio dos níveis dos rios.” O estudo analisou dados de 17.972&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/uso-excessivo-de-agua-subterranea-ameaca-o-fluxo-dos-rios-no-brasil-aponta-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Agricultura sustentável enfrenta caminho tortuoso em hotspot do desmatamento na Amazônia</title>
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					<pubDate>28 Abr 2025 12:00:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[Amazônia e Pará]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Comércio Internacional, Commodities, Conflitos, Conflitos sociais, Gado, Madeira, Madeireiras, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Soja e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>ALTAMIRA, Pará — Bartolomeu Moraes, mais conhecido como Brasília, foi um líder camponês e sindicalista que atuou na longa e sangrenta luta por terra no Brasil. Em 2002, ele foi morto depois de anos de oposição a fazendeiros da região ao longo da BR-163, no Pará. “Ele viu muita terra nas mãos de pouca gente [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/agricultura-sustentavel-enfrenta-caminho-tortuoso-em-hotspot-do-desmatamento-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Agricultura sustentável enfrenta caminho tortuoso em hotspot do desmatamento na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[ALTAMIRA, Pará — Bartolomeu Moraes, mais conhecido como Brasília, foi um líder camponês e sindicalista que atuou na longa e sangrenta luta por terra no Brasil. Em 2002, ele foi morto depois de anos de oposição a fazendeiros da região ao longo da BR-163, no Pará. “Ele viu muita terra nas mãos de pouca gente e queria que as pessoas pudessem usar essa terra para a agricultura familiar”, lembra Raimunda Rodrigues, de apelido Mariana, enquanto caminha pela estrada de chão batido que leva à sua casa. Depois de sua morte, o Estado brasileiro finalmente cedeu e, em 2005, criou um assentamento sustentável (conhecido como PDS, ou Projeto de Desenvolvimento Sustentável) em homenagem a Brasília. Mariana recebeu um lote de terra dentro dos 19.800 hectares do PDS Brasília, uma área maior que Aracaju, capital de Sergipe, que até então pertencia a um único proprietário. O Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) designou o assentamento a 500 famílias que praticariam a agricultura familiar em seus lotes e usariam uma área maior de floresta conservada para extrair frutos e castanhas. Contudo, 19 anos depois, o cenário é bem diferente. Sem apoio da administração pública, apenas 200 famílias continuam em suas terras. Muitas delas foram forçadas a vendê-las a grandes proprietários (o que é ilegal), que gradualmente reconquistaram a supremacia sobre o território. De acordo com a rede da sociedade civil MapBiomas, mais de dois terços (75%) do assentamento já foi transformado em pastagem para gado, o que é proibido dentro de um PDS.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/agricultura-sustentavel-enfrenta-caminho-tortuoso-em-hotspot-do-desmatamento-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Unidas pela tragédia: as causas por trás das inundações de Porto Alegre e Valência em 2024</title>
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					<pubDate>18 Abr 2025 19:06:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gerry McGovernSue Branford]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Monocultura e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2024, duas cidades em diferentes continentes se viram ligadas por meio de uma tragédia em comum: Porto Alegre, no Brasil, e Valência, na Espanha, ambas acometidas por fortes chuvas que deixaram traumas e traços de destruição, ainda sentidos mesmo um ano depois. Enquanto pessoas se perguntam por que isso vem acontecendo com mais intensidade [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/193669/" data-wpel-link="internal">Unidas pela tragédia: as causas por trás das inundações de Porto Alegre e Valência em 2024</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Em 2024, duas cidades em diferentes continentes se viram ligadas por meio de uma tragédia em comum: Porto Alegre, no Brasil, e Valência, na Espanha, ambas acometidas por fortes chuvas que deixaram traumas e traços de destruição, ainda sentidos mesmo um ano depois. Enquanto pessoas se perguntam por que isso vem acontecendo com mais intensidade e frequência, cientistas tentam fornecer respostas. Não com certa surpresa, eles têm encontrado padrões semelhantes de causalidade entre os incidentes ocorridos — padrões que servem como um aviso para o mundo, mas que se revelam mais complexos e assustadores do que o esperado. Consequências da inundação de 2024 em Porto Alegre, Brasil. Foto: CarolSiBa via Wikimedia Commons (CC BY 4.0). Dilúvios gêmeos Porto Alegre foi a primeira a ser atingida. As chuvas torrenciais começaram em abril de 2024 e duraram seis semanas, transbordando rios e grandes deslizamentos de terra. A barragem de uma hidrelétrica se rompeu parcialmente. Pelo menos 180 pessoas morreram e meio milhão foi expulso de suas casas. Foi a pior enchente registrada na história do Rio Grande do Sul, com 1,6 milhão de hectares afetados. Como em todos esses desastres climáticos recentes, histórias de perdas ressoam em um mundo em aquecimento, onde as pessoas começam a se perguntar se sua comunidade será a próxima. Só o Brasil registrou um aumento de 460% nos desastres relacionados ao clima desde a década de 1990, de acordo com um estudo recente. As inundações de Valência em outubro de 2024 impactaram 450 mil hectares, menos do que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/193669/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Conformidade do setor de soja com lei antidesmatamento da UE: teste da Cargill</title>
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					<pubDate>12 Mar 2025 11:27:21 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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						<![CDATA[Alexandra Popescu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Commodities, Conservação, Florestas, Florestas Tropicais, Política Ambiental e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>No segundo semestre de 2024, a Cargill exportou uma remessa de soja do Brasil para a Europa, com o objetivo de testar a conformidade de suas operações com a nova regulamentação da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento (EUDR, na sigla em Inglês). Embora a remessa tenha atendido a vários requisitos, ainda há pendências [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No segundo semestre de 2024, a Cargill exportou uma remessa de soja do Brasil para a Europa, com o objetivo de testar a conformidade de suas operações com a nova regulamentação da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento (EUDR, na sigla em Inglês). Embora a remessa tenha atendido a vários requisitos, ainda há pendências para atingir a conformidade total, aponta um relatório do governo da Holanda e da consultoria Olab, sediada no Brasil e especializada em sistemas alimentares, florestas e uso da terra. Quando entrar em vigor no final de 2025 (com atraso de um ano em relação a 2024), a EUDR exigirá que os fornecedores comprovem que seus produtos exportados para a UE não são provenientes de áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020. O objetivo é responder às crescentes alegações de que produtos importados pela UE estão ligados ao desmatamento ilegal, inclusive na Floresta Amazônica, e terá como alvo produtos relacionados a uma das sete commodities: soja, gado, borracha, óleo de palma, café, cacau e madeira. Publicado em outubro de 2024, o relatório analisou uma remessa da Cargill exportada para a Europa em julho de 2024 e os documentos submetidos para demonstrar conformidade com a EUDR, e destacou recomendações para o setor atender às exigências da lei a partir dos desafios identificados. O teste piloto foi resultado de uma parceria entre a Embaixada da Holanda no Brasil, o órgão regulador de segurança alimentar holandês NVWA, a Olab e a Cargill. A Olab revisou a documentação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/conformidade-do-setor-de-soja-com-lei-antidesmatamento-da-ue-teste-da-cargill/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação detalha estratégias de um dos maiores grileiros da Amazônia</title>
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					<pubDate>17 Fev 2025 18:50:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conflitos, Conflitos sociais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Gado, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Monocultura, Pecuária, Política Ambiental, Queimadas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Em 15 de fevereiro de 2021, o pecuarista brasileiro Bruno Heller assinou um contrato em que vendia a fazenda Serra Formosa a um de seus funcionários. Passados mais de dois anos, quando Heller foi alvo de uma grande operação da Polícia Federal contra a grilagem, ficou claro que a suposta venda foi o primeiro passo [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 15 de fevereiro de 2021, o pecuarista brasileiro Bruno Heller assinou um contrato em que vendia a fazenda Serra Formosa a um de seus funcionários. Passados mais de dois anos, quando Heller foi alvo de uma grande operação da Polícia Federal contra a grilagem, ficou claro que a suposta venda foi o primeiro passo de um sofisticado plano para roubar e desmatar uma grande extensão de terras públicas. A data do contrato, 16 de março de 2006, era muito anterior à data em que o documento fora efetivamente redigido. Mas havia outros problemas. De acordo com investigadores, o contrato era uma obra de ficção. A propriedade de 3 mil hectares nunca foi de fato vendida para o funcionário de Heller, que era apenas um laranja – estratégia comum na Amazônia brasileira para evitar punições por atividades criminosas. Heller sabia que suas próximas ações não passariam despercebidas, e preparava o terreno para que as autoridades colocassem a culpa em outra pessoa. As investigações mostraram que a especialidade do fazendeiro não é nem o gado, nem o plantio, mas sim a grilagem de terras no sudoeste do Pará, às margens da BR-163 – um dos principais hotspots do desmatamento na Amazônia, onde grandes extensões de floresta foram desmatadas para dar lugar à pecuária bovina e às plantações de soja. Lá, no município de Altamira, perto do distrito de Castelo dos Sonhos, Heller e seus familiares registraram mais de 24 mil hectares de terra em seus nomes, equivalente à área urbana da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/investigacao-detalha-estrategias-de-um-dos-maiores-grileiros-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>‘A Mata Atlântica está morrendo’: entrevista com Ricardo Cardim</title>
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					<pubDate>13 Fev 2025 13:37:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Gado, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Monocultura, Pecuária, Política Ambiental, Produtos da Floresta, Queimadas, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Na casa de Ricardo Cardim, a mata subiu no telhado. No bom sentido: sobre sua cabeça e as de sua família agora prosperam dois microecossistemas: uma amostra de como eram os campos nativos da cidade de São Paulo (os chamados Campos de Piratininga) e uma “floresta-bonsai”: um exemplar de Mata Atlântica em formato reduzido, mas [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Na casa de Ricardo Cardim, a mata subiu no telhado. No bom sentido: sobre sua cabeça e as de sua família agora prosperam dois microecossistemas: uma amostra de como eram os campos nativos da cidade de São Paulo (os chamados Campos de Piratininga) e uma “floresta-bonsai”: um exemplar de Mata Atlântica em formato reduzido, mas com alta diversidade. “Isso aqui é um laboratório&#8221;, ele diz, referindo-se aos experimentos paisagísticos com espécies nativas que vem fazendo há décadas. Não só isso como todo o paisagismo de sua casa no bairro de Alto de Pinheiros é um grande laboratório doméstico da flora da Mata Atlântica, localizado a duas quadras de onde corre, moribundo, um Rio Pinheiros fétido, retilíneo e desprovido das florestas que um dia cresceram em suas margens. A Mata Atlântica vem sendo uma obsessão do botânico e paisagista Ricardo Cardim desde, quando adolescente, fotografava as grandes árvores do bioma que encontrava pelo caminho. Mal sabia que, anos mais tarde, essa busca se tornaria um livro: Remanescentes da Mata Atlântica: As grandes árvores da floresta original e seus vestígios, esgotado em sua primeira edição e relançado agora em versão ampliada, com 200 novas imagens. É, como ele diz, uma “história visual da Mata Atlântica”, onde reúne fotos históricas da floresta que já tombou e imagens atuais, captadas pelo fotógrafo Cássio Vasconcellos, das últimas árvores gigantes da floresta. Restam poucas, muito poucas, dessas árvores em uma floresta reduzida a 12,4% de sua extensão original, resultado de cinco séculos servindo como matéria-prima para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/a-mata-atlantica-esta-morrendo-entrevista-com-ricardo-cardim/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto em fazenda de gado busca proteger espécie de raposa que só existe no Brasil</title>
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					<pubDate>20 Jan 2025 17:05:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>CORUMBAÍBA, Goiás – Elas apareceram ao crepúsculo. O dia terminava em um céu mesclado de rosa e amarelo quando um filhote se mexeu na relva. A mãe surgiu em seguida, ruiva da cor da terra, pequena, delgada. Krahô-Kanela é uma mãe experiente, já teve pelo menos quatro ninhadas em seus seis anos estimados de vida. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/projeto-em-fazenda-de-gado-busca-proteger-especie-de-raposa-que-so-existe-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Projeto em fazenda de gado busca proteger espécie de raposa que só existe no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[CORUMBAÍBA, Goiás – Elas apareceram ao crepúsculo. O dia terminava em um céu mesclado de rosa e amarelo quando um filhote se mexeu na relva. A mãe surgiu em seguida, ruiva da cor da terra, pequena, delgada. Krahô-Kanela é uma mãe experiente, já teve pelo menos quatro ninhadas em seus seis anos estimados de vida. A quantidade de parceiros não fica aquém: atualmente ela está com MacDonald, o quinto, padrasto de seus três novos filhotes. O ciclo da vida foi lhe tirando os parceiros, e também a ponta do rabo, mas ela segue resiliente na sua jornada em meio a áreas de gado no município goiano de Corumbaíba. A raposa-do-campo (Lycalopex vetulus), ou raposinha, é um animal pequeno, mas de superlativos: a menor entre as espécies de canídeo que ocorrem no Brasil é a única endêmica não só do Cerrado, mas também do país. É também a única que tem os cupins como sua principal fonte de alimento, o que a leva a viver em campos limpos e abertos do bioma, onde a vegetação é mais baixa e os cupinzeiros são mais aparentes. Costuma morar em buracos antes abertos por tatu-pebas. A ninhada nasce no mês de setembro, e a mãe e o pai dividem as tarefas na criação dos bebês, buscando comida e vigiando a toca para afugentar predadores. Os filhotes começam a desmamar em dezembro, e o cuidado parental vai diminuindo a partir de então. O pai e a mãe já não moram na mesma toca que os&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/projeto-em-fazenda-de-gado-busca-proteger-especie-de-raposa-que-so-existe-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Contaminação por glifosato atinge municípios a quilômetros de distância das lavouras</title>
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					<pubDate>04 Set 2024 14:14:59 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo. Uma potência agrícola movida a toneladas e mais toneladas de agrotóxicos, que colocam o Brasil no topo do ranking mundial de consumos de pesticidas. Quase um terço desse consumo se concentra em apenas uma substância: o glifosato, um herbicida usado para matar as outras [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo. Uma potência agrícola movida a toneladas e mais toneladas de agrotóxicos, que colocam o Brasil no topo do ranking mundial de consumos de pesticidas. Quase um terço desse consumo se concentra em apenas uma substância: o glifosato, um herbicida usado para matar as outras plantas que insistem em crescer junto aos pés da oleaginosa. Em 2015, a Organização Mundial de Saúde concluiu que o glifosato era “provavelmente cancerígeno” para humanos. Mesmo assim, quatro anos depois, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reavaliou para baixo o nível de toxicidade do pesticida, até então classificado como &#8220;extremamente tóxico&#8221;. À época, a agência justificou que “o glifosato apresenta maior risco para os trabalhadores que atuam em lavouras e para as pessoas que vivem próximas a estas áreas”, sugerindo que medidas de proteção na hora da aplicação seriam suficientes para garantir o uso seguro do pesticida. Afirmação reforçada pelos produtores do agrotóxico, que afirmam que o produto é rapidamente absorvido no ambiente, limitando sua dispersão.  Cada vez mais estudos, no entanto, mostram que os efeitos do herbicida podem ser sentidos a dezenas de quilômetros dos locais de aplicação. Pesquisadores já detectaram a presença do agrotóxico em rios do Brasil, Argentina e Estados Unidos, os três maiores produtores de soja do mundo. Na Argentina, a substância foi encontrada mesmo em locais distantes das plantações, enquanto nos Estados Unidos um estudo encontrou a substância em 74% das amostras analisadas. &#8220;O glifosato impacta toda a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/09/contaminacao-por-glifosato-atinge-municipios-a-quilometros-de-distancia-das-lavouras/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cerrado não estaria tão seco se não fossem as mudanças climáticas, revela estudo</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2024/08/cerrado-nao-estaria-tao-seco-se-nao-fossem-as-mudancas-climaticas-revela-estudo/</link>
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					<pubDate>13 Ago 2024 07:35:11 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Molly Hering]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alterações Climáticas, Ameaças às Florestas Tropicais, Animais, Biodiversidade, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Monocultura, Política Ambiental, Recursos hídricos, Reflorestamento e Seca]]>
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							<![CDATA[<p> Sofrendo com secas severas há décadas, o Cerrado passa por uma crise hídrica permanente. Seus aquíferos estão perdendo água mais rápido do que conseguem se renovar, os rios estão quase secos, e a população que vive e produz na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, antes caudaloso, começa a duvidar se ainda é possível confiar [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ Sofrendo com secas severas há décadas, o Cerrado passa por uma crise hídrica permanente. Seus aquíferos estão perdendo água mais rápido do que conseguem se renovar, os rios estão quase secos, e a população que vive e produz na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, antes caudaloso, começa a duvidar se ainda é possível confiar em seu reduzido fluxo para o abastecimento de água e a produção de energia hidrelétrica. Um novo estudo traz respostas para a causa da seca, há muito debatidas. Depois de analisar 700 anos de dados climáticos coletados numa caverna em Minas Gerais, um grupo de pesquisadores concluiu que a seca atual, a mais severa dos últimos sete séculos, seria impossível sem o aquecimento atmosférico causado pela espécie humana. O estudo, publicado na revista Nature Communications, faz parte de uma pesquisa maior para compreender a variação do clima e as mudanças climáticas no centro-leste da América do Sul. Bioma que abriga 5% das espécies de plantas e animais do planeta, o Cerrado é a savana mais biodiversa do mundo e uma fonte essencial de água. Os rios que ali nascem são responsáveis pela produção de energia elétrica para nove entre dez brasileiros. Os pesquisadores coletaram dados da Caverna da Onça, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais. A área fica ao sul do Matopiba, zona que inclui os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e é a mais recente e importante fronteira agrícola do país. Caverna da Onça, no Parque Nacional&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/08/cerrado-nao-estaria-tao-seco-se-nao-fossem-as-mudancas-climaticas-revela-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Minerais para uso agrícola já podem ser encontrados na Amazônia</title>
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					<pubDate>19 Jul 2024 15:22:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Uma tempestade perfeita na Amazônia]]>
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							<![CDATA[<p>A expansão contínua das fazendas industriais brasileiras criou um mercado robusto para as matérias-primas minerais usadas na fabricação de fertilizantes químicos. Historicamente, a demanda era atendida em grande parte por importações, mas uma combinação de custos e considerações geopolíticas motivou o agronegócio e o governo a investir na produção doméstica de fertilizantes. A maior parte [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A expansão contínua das fazendas industriais brasileiras criou um mercado robusto para as matérias-primas minerais usadas na fabricação de fertilizantes químicos. Historicamente, a demanda era atendida em grande parte por importações, mas uma combinação de custos e considerações geopolíticas motivou o agronegócio e o governo a investir na produção doméstica de fertilizantes. A maior parte desse investimento será feita em minas e fábricas em outras partes do Brasil; no entanto, a Amazônia brasileira tem recursos minerais que são competitivos em termos de custo e estrategicamente vitais. Os países andinos também dependem de importações e, embora haja interesse por parte do Peru em aumentar as fontes domésticas, as matérias-primas de fertilizantes não seriam de origem amazônica. As Guianas não têm uma economia agrícola suficiente para justificar o investimento em fábricas de fertilizantes, nem, aparentemente, reservas minerais suficientes para criar um setor de exportação. Potássio: Um novo recurso mineral no coração da Amazônia O Brasil é o maior importador individual de fertilizantes potássicos do mundo e depende quase que totalmente (95%) das importações de três países: Canadá, Belarus e Rússia. A cadeia de suprimento de fertilizantes está prestes a passar por uma mudança radical, no entanto, devido a um esforço contínuo para desenvolver uma reserva de potássio de classe mundial localizada diretamente sob a planície de inundação do Rio Amazonas. O potássio foi descoberto por geólogos da Petrobras quando eles exploravam petróleo nas bacias do Amazonas e do Solimões na década de 1980. O depósito consiste em uma faixa de rocha sedimentar&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/07/minerais-para-uso-agricola-ja-podem-ser-encontrados-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Na capital da soja, agronegócio revela seu apartheid</title>
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					<pubDate>27 Mai 2024 20:18:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Luiz Felipe Silva (texto) &amp; Fellipe Abreu (vídeo e fotos)]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agrofloresta, Agropecuária, Carbono, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Desmatamento, Monocultura, Política Ambiental, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, Sustentabilidade e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Vista de cima, a cidade que se orgulha do título de Capital Nacional do Agronegócio evidencia um abrupto recorte social e econômico. A BR-163 funciona como se fosse uma fronteira que divide duas realidades opostas, tal qual o muro que separa Israel e Palestina. Na margem oeste, uma economia pujante enfileira lojas de marcas de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Vista de cima, a cidade que se orgulha do título de Capital Nacional do Agronegócio evidencia um abrupto recorte social e econômico. A BR-163 funciona como se fosse uma fronteira que divide duas realidades opostas, tal qual o muro que separa Israel e Palestina. Na margem oeste, uma economia pujante enfileira lojas de marcas de luxo, ocupa as ruas com caminhonetes que custam centenas de milhares de reais e erguem mais e mais casas e condomínios de alto padrão. A leste da rodovia, carros fabricados há décadas circulam por ruas que foram asfaltadas pela primeira vez há menos de cinco anos, numa paisagem que se compõe de construções simples de tijolos à mostra e placas de excursões para o Maranhão – que levam e trazem de lá os trabalhadores anônimos que servem até a própria vida na cadeia de produção do ouro do Cerrado, a soja. A geração de riqueza e de desigualdade no Centro-Oeste são faces do mesmo projeto de desenvolvimento colocado em prática a partir da década de 1970. Baseado numa lógica de ocupação de terras da Amazônia e Cerrado por colonos oriundos do Sul do país, este projeto foi turbinado pela globalização das commodities alimentares e consolidou a vocação brasileira de fazendão do mundo – e também sua incapacidade de alimentar a própria população. “O projeto de colonização foi uma iniciativa do Governo Federal [nos anos de ditadura militar], que permitiu que empresas comprassem grandes quantidades de terra e organizassem comercialmente e estrategicamente a venda dessas terras”,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/05/na-capital-da-soja-agronegocio-revela-seu-apartheid/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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