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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Projeto ‘redescobre’ Tocantins como berço de abelhas nativas do Brasil</title>
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					<pubDate>04 Ago 2026 08:31:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Annady Borges]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[<p>Em entrevista à Mongabay, pesquisador fala sobre a importância das abelhas para além da produção de mel e apontou desafios para a ciência na busca por maior proteção às espécies. </p>
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							<![CDATA[Apaixonado por um pequeno inseto que mudaria sua história, o biólogo mineiro Waldesse Piragé de Oliveira Júnior dedica parte da sua vida ao estudo das abelhas. A jornada teve início em 1992, em Uberlândia (MG), durante sua graduação. Foi em meio à saga universitária que o então estudante começou a trabalhar com a Apis mellifera, espécie de abelha mais utilizada no país para a melicultura — e fundamental para a polinização. Acompanhe a Mongabay Brasil! Nos adicione como fonte preferencial no Google. O interesse de Piragé por esses insetos continuou em seus estudos de mestrado e doutorado em genética e bioquímica, respectivamente, entre 1997 e 2003. Foi nesse período que o biólogo passou a se dedicar às espécies nativas sem ferrão (o caso da maioria das abelhas brasileiras). Suas linhas de pesquisa o levariam ao Cerrado, bioma predominante no Tocantins. Em 2004, ele deixou sua terra natal e se mudou para Palmas, a capital do estado, onde hoje atua como pesquisador e professor de engenharia ambiental da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Anos depois, em 2016, o entusiasta das abelhas fundaria o “BeeTech”, um grupo que pesquisa o manejo, a conservação e a biologia desses insetos. Além da produção científica, a iniciativa desenvolve projetos de extensão, iniciativas das universidades brasileiras que levam o conhecimento acadêmico para a sociedade por meio de ações junto a comunidades, produtores rurais e escolas no campo. Segundo o pesquisador, a ausência de registros das espécies de abelhas no Tocantins foi uma de suas principais motivações&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/projeto-redescobre-tocantins-como-berco-de-abelhas-nativas-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Relação entre fauna do Cerrado e rodovias é mais complexa do que se supunha, aponta estudo</title>
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					<pubDate>11 Ago 2025 15:13:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Segundo dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (Ufla), cerca de 475 milhões de animais são atropelados nas rodovias brasileiras a cada ano, o que afeta diferentes ecossistemas. A mesma entidade estima que 430 milhões desses indivíduos são vertebrados de pequeno porte — como aves, sapos, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Segundo dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (Ufla), cerca de 475 milhões de animais são atropelados nas rodovias brasileiras a cada ano, o que afeta diferentes ecossistemas. A mesma entidade estima que 430 milhões desses indivíduos são vertebrados de pequeno porte — como aves, sapos, cobras e lagartos. Diante dessa estatística, é plausível que as autopistas do país sejam vistas como a principal causa de impacto à vida de diferentes espécies. No entanto, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revelou que a qualidade dos habitats e a ligação entre seus fragmentos de vegetação podem afetar a vida selvagem até mais do que as estradas, em alguns casos. A pesquisa foi o tema do doutorado do biólogo Vinícius Alberici, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em Ribeirão Preto. Segundo o pesquisador, o trabalho surgiu da necessidade de se “preencher uma lacuna de conhecimento sobre como as populações de mamíferos respondem às estradas, [sobretudo] em paisagens agrícolas no Cerrado”, disse, em entrevista à Mongabay. “O principal objetivo foi investigar como a proximidade das estradas influencia na abundância local das espécies, considerando os efeitos da paisagem — ou seja, a qualidade e a conectividade do habitat.” O estudo avaliou a abundância relativa de 12 espécies de mamíferos de médio e grande porte, considerando a proximidade entre os locais que habitam e diferentes estradas pavimentadas, com um volume variado de tráfego. Inicialmente, elas foram divididas em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/relacao-entre-fauna-do-cerrado-e-rodovias-e-mais-complexa-do-que-se-supunha-aponta-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Boom do eucalipto no Cerrado brasileiro seca nascentes e expulsa pequenos produtores</title>
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					<pubDate>25 Jul 2025 10:21:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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							<![CDATA[<p>Um boom de plantação de eucalipto no Cerrado brasileiro está secando terras e nascentes de água, dificultando a agricultura de subsistência, disseram autoridades locais e agricultores à Mongabay. Adilso Cruz, um fazendeiro de 46 anos do assentamento Alecrim, no Mato Grosso do Sul, relata que a escassez de água começou por volta de 2013, coincidindo [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um boom de plantação de eucalipto no Cerrado brasileiro está secando terras e nascentes de água, dificultando a agricultura de subsistência, disseram autoridades locais e agricultores à Mongabay. Adilso Cruz, um fazendeiro de 46 anos do assentamento Alecrim, no Mato Grosso do Sul, relata que a escassez de água começou por volta de 2013, coincidindo com o crescimento das plantações de eucalipto na região, e piorou desde então. &#8220;Os riachos que costumavam funcionar o ano todo começaram a fluir menos, secando e depois levando muito tempo para encher novamente&#8221;, diz Cruz. “A grama está sofrendo porque a água está desaparecendo da camada superficial do solo.” &#8220;Eu tinha 70 cabeças de gado. Agora tenho 42, e vou precisar vender mais”, acrescenta. À medida que fazendeiros vendiam suas terras para plantações de eucalipto, também vendiam seus rebanhos, fazendo com que o preço do gado despencasse. “Eu estimo uma queda de cerca de 45% na renda”, relata Cruz. Um estudo liderado por Valticinez Santiago, vice-secretário de Meio Ambiente de Selvíria, um município com alta produção de eucalipto, descobriu que as nascentes localizadas a 50 metros das plantações, o mínimo legal, secaram ou foram severamente degradadas. Santiago relatou à Mongabay que eles usaram imagens de satélite para mapear 400 nascentes cercadas por fazendas de eucalipto e agora recomendam expandir a zona de amortecimento para 500 metros, para proteger melhor as fontes de água. A extensão das fazendas de eucalipto no Mato Grosso do Sul quadruplicou em 15 anos, passando de pouco mais de 375 mil hectares em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/boom-do-eucalipto-no-cerrado-brasileiro-seca-nascentes-e-expulsa-pequenos-produtores/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Relatório vincula JBS à destruição do habitat da onça-pintada</title>
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					<pubDate>09 Jul 2025 07:20:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Constance Malleret]]>
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							<![CDATA[Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Cerrado, Commodities, Conservação da Vida Selvagem, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Fauna, Felinos, Mamíferos, Pecuária e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Ao longo de décadas, a expansão agrícola em dois estados brasileiros desmatou uma área de vegetação nativa do tamanho do Reino Unido — e que serve de habitat para a onça-pintada (Panthera onca). Um outro detalhe assusta: quase um quinto dessa perda ambiental ocorreu apenas na última década, segundo um relatório da Global Witness. De [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ao longo de décadas, a expansão agrícola em dois estados brasileiros desmatou uma área de vegetação nativa do tamanho do Reino Unido — e que serve de habitat para a onça-pintada (Panthera onca). Um outro detalhe assusta: quase um quinto dessa perda ambiental ocorreu apenas na última década, segundo um relatório da Global Witness. De acordo com o documento publicado pelo grupo de defesa ambiental e dos direitos humanos, cerca de 27 milhões de hectares onde vivem as onças foram perdidos até 2023 em trechos de três biomas — Amazônia, Cerrado e Pantanal — nos estados do Pará e do Mato Grosso. Dessa região afetada, 5 milhões de hectares foram desmatados apenas no período entre 2014 e 2023 — e de forma majoritariamente ilegal. A análise revela que parte dessa perda está ligada a fazendas que, de forma indireta, fornecem cabeças de gado para a JBS, líder no ramo de processamento de carne em nível mundial. Os dados trazidos pela entidade vêm à tona no momento em que diversos estados brasileiros atuam de forma contrária aos esforços de fiscalização ambiental. O cenário gera preocupação à medida que o país aperta os cintos para sediar a cúpula climática da ONU (COP30), em Belém, durante o mês de novembro. As onças-pintadas precisam de grandes extensões de florestas intactas para viver e caçar. Como são espécies cruciais para o equilíbrio do meio ambiente, qualquer mudança no território que habitam pode afetar todo o ecossistema ao redor. O drama aumenta ao se considerar que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/relatorio-vincula-jbs-a-destruicao-do-habitat-da-onca-pintada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cientistas e comunidades correm para salvar um dos ecossistemas mais raros e diversos do Brasil</title>
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					<pubDate>07 Jul 2025 06:59:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Biodiversidade, Cerrado, Comunidades Tradicionais, Mineração e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>“Quando eu vi aquelas plantas, achei que estivesse num ambiente de outro planeta. Era tão diferente, não só a arquitetura das plantas, mas de todo o lugar. Parecia uma nanofloresta.” Geraldo Fernandes foi fisgado pela paisagem espetacular dos campos rupestres em 1980, quando estudava para se tornar biólogo, e desde então trabalha com esse ecossistema [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/cientistas-e-comunidades-correm-para-salvar-um-dos-ecossistemas-mais-raros-e-diversos-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Cientistas e comunidades correm para salvar um dos ecossistemas mais raros e diversos do Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[“Quando eu vi aquelas plantas, achei que estivesse num ambiente de outro planeta. Era tão diferente, não só a arquitetura das plantas, mas de todo o lugar. Parecia uma nanofloresta.” Geraldo Fernandes foi fisgado pela paisagem espetacular dos campos rupestres em 1980, quando estudava para se tornar biólogo, e desde então trabalha com esse ecossistema que poucos brasileiros conhecem. Pioneiro no estudo dos campos rupestres, Geraldo é professor titular de Ecologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências. Seu interesse pelos insetos o levou a investigar as interações entre a fauna e a flora, lançando as bases para seu primeiro estudo de campo: câncer em plantas. Assim como humanos e animais, vegetais também desenvolvem células cancerígenas, com causas ligadas a temperaturas altas, menos água, falta de nutrientes, poluição e uma ampla variedade de organismos, principalmente insetos, como moscas e vespas, que manipulam geneticamente a planta para produzir o câncer do qual vão se alimentar. Chamado de galha, nem todo tumor leva à morte da planta, e alguns são até bonitos, parecendo ornamentos ou flores, mas, “inevitavelmente, 90% das plantas que ocorrem nos campos rupestres têm um ou outro tipo de câncer”, afirma Geraldo. Isso se deve à própria localização desse ecossistema: o alto das montanhas. A forte radiação UV e a escassez de recursos geram estresse às plantas, e, com seu mecanismo de defesa debilitado, elas acabam mais suscetíveis ao desenvolvimento de tumores. O passar dos milênios, porém, propiciou que a vegetação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/cientistas-e-comunidades-correm-para-salvar-um-dos-ecossistemas-mais-raros-e-diversos-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Onças-pardas ‘detetives’ viram trunfo para conservação entre Cerrado e Mata Atlântica</title>
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					<pubDate>09 Abr 2025 07:26:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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							<![CDATA[Cerrado, Conservação, Degradação, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Fauna, Felinos, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Mata Atlântica e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Corumbá, uma onça-parda macho batizada em homenagem ao rio homônimo que nasce no estado de Goiás, viveu uma longa jornada no coração do Brasil. O felino partiu do Parque Estadual da Mata Atlântica (Pema), localizado no município de Água Limpa, a cerca de 250 quilômetros da capital Goiânia, atravessou fazendas e cruzou fragmentos de vegetação [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Corumbá, uma onça-parda macho batizada em homenagem ao rio homônimo que nasce no estado de Goiás, viveu uma longa jornada no coração do Brasil. O felino partiu do Parque Estadual da Mata Atlântica (Pema), localizado no município de Água Limpa, a cerca de 250 quilômetros da capital Goiânia, atravessou fazendas e cruzou fragmentos de vegetação até chegar a outra unidade de conservação (UC) no sudeste goiano. Ao entrar no Parque Estadual da Serra de Caldas Novas (Pescan), permaneceu por algum tempo, e depois seguiu viagem. Ao todo, durante os onze meses em que foi monitorado com uma coleira rádio-transmissora GPS, o animal andou mais de 120 quilômetros – de Água Limpa ao município de Cromínia. Os dados foram coletados até julho de 2023, quando o dispositivo ficou sem bateria e se soltou do pescoço de Corumbá. “[O felino] se movimentou lindamente na paisagem, e vimos os fragmentos entre os dois parques por onde se deslocou. Com isso, conseguimos atribuir a esses locais um grau de prioridade para a conservação da biodiversidade, tendo a onça-parda como uma ‘ferramenta’ para indicar quais áreas são essas”, explica a bióloga Fernanda Cavalcanti de Azevedo, coordenadora-executiva do Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado (PCMC), vinculado à Universidade Federal de Catalão (UFCAT). Desde 2009, o grupo conduz trabalhos de pesquisa e extensão em regiões centrais do Brasil para entender como as espécies nativas do Cerrado, principalmente as carnívoras, relacionam-se com áreas modificadas pela atividade humana. Duas delas são consideradas essenciais pelo PCMC: a raposa-do-campo (Lycalopex vetulus),&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/oncas-pardas-detetives-viram-trunfo-para-conservacao-entre-cerrado-e-mata-atlantica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Nova espécie de cobra é descoberta no Cerrado</title>
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					<pubDate>26 Mar 2025 15:05:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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							<![CDATA[<p>Uma nova espécie de cobra-papagaio permaneceu quase nove anos numa coleção científica brasileira sem ser identificada. Ela lembrava muito uma espécie semelhante, com tons brilhantes de verde e amarelo. Mas um detalhe a diferenciava: uma listra preta chamativa no focinho, como se fosse um bigode. Quando cientistas a analisaram mais detidamente, suspeitaram que ela tinha [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/nova-especie-de-cobra-descoberta-no-cerrado/" data-wpel-link="internal">Nova espécie de cobra é descoberta no Cerrado</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Uma nova espécie de cobra-papagaio permaneceu quase nove anos numa coleção científica brasileira sem ser identificada. Ela lembrava muito uma espécie semelhante, com tons brilhantes de verde e amarelo. Mas um detalhe a diferenciava: uma listra preta chamativa no focinho, como se fosse um bigode. Quando cientistas a analisaram mais detidamente, suspeitaram que ela tinha ainda mais diferenças. “Inicialmente, pensamos que era uma espécie conhecida”, conta o biólogo Diego Santana, pós-graduando da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e coautor de um estudo recente sobre a serpente. “Mas quando examinamos seu DNA e sua morfologia, percebemos que era uma espécie nova.” Batizada de Leptophis mystacinus, do grego mystax, que significa “bigode”, a cobra foi reconhecida como uma nova espécie em janeiro de 2025. Atingindo até 86 centímetros de comprimento, é uma serpente arbórea e não venenosa, que se alimenta de pequenos lagartos e aves entre os galhos das árvores. Pesquisadores suspeitam que a espécie seja endêmica do Cerrado, savana tropical que, embora venha reduzindo de tamanho por conta da destruição, continua sendo um dos biomas mais biodiversos da Terra. Ao contrário do que ocorre na Floresta Amazônica, a legislação ambiental que protege o Cerrado não é tão dura, e mais da metade da vegetação nativa do bioma foi devastada para dar lugar ao plantio de soja e à criação de gado. “A serpente depende de formações florestais específicas que já são raras, e com a rápida devastação do bioma, é provável que ela esteja sob algum nível de ameaça”,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/nova-especie-de-cobra-descoberta-no-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto em fazenda de gado busca proteger espécie de raposa que só existe no Brasil</title>
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					<pubDate>20 Jan 2025 17:05:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>CORUMBAÍBA, Goiás – Elas apareceram ao crepúsculo. O dia terminava em um céu mesclado de rosa e amarelo quando um filhote se mexeu na relva. A mãe surgiu em seguida, ruiva da cor da terra, pequena, delgada. Krahô-Kanela é uma mãe experiente, já teve pelo menos quatro ninhadas em seus seis anos estimados de vida. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CORUMBAÍBA, Goiás – Elas apareceram ao crepúsculo. O dia terminava em um céu mesclado de rosa e amarelo quando um filhote se mexeu na relva. A mãe surgiu em seguida, ruiva da cor da terra, pequena, delgada. Krahô-Kanela é uma mãe experiente, já teve pelo menos quatro ninhadas em seus seis anos estimados de vida. A quantidade de parceiros não fica aquém: atualmente ela está com MacDonald, o quinto, padrasto de seus três novos filhotes. O ciclo da vida foi lhe tirando os parceiros, e também a ponta do rabo, mas ela segue resiliente na sua jornada em meio a áreas de gado no município goiano de Corumbaíba. A raposa-do-campo (Lycalopex vetulus), ou raposinha, é um animal pequeno, mas de superlativos: a menor entre as espécies de canídeo que ocorrem no Brasil é a única endêmica não só do Cerrado, mas também do país. É também a única que tem os cupins como sua principal fonte de alimento, o que a leva a viver em campos limpos e abertos do bioma, onde a vegetação é mais baixa e os cupinzeiros são mais aparentes. Costuma morar em buracos antes abertos por tatu-pebas. A ninhada nasce no mês de setembro, e a mãe e o pai dividem as tarefas na criação dos bebês, buscando comida e vigiando a toca para afugentar predadores. Os filhotes começam a desmamar em dezembro, e o cuidado parental vai diminuindo a partir de então. O pai e a mãe já não moram na mesma toca que os&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/projeto-em-fazenda-de-gado-busca-proteger-especie-de-raposa-que-so-existe-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Flexibilização da legislação impulsiona o desmatamento do Cerrado na Bahia, alerta estudo</title>
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					<pubDate>23 Out 2024 12:13:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Intensificado desde 2010, o processo de flexibilização da legislação estadual tem contribuído para o avanço do desmatamento autorizado no Oeste da Bahia, onde municípios como São Desidério já despontam entre os maiores desmatadores do Brasil. O cenário é apontado no livro Desmatamento e apropriação da água no Oeste da Bahia: uma política de Estado. A [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Intensificado desde 2010, o processo de flexibilização da legislação estadual tem contribuído para o avanço do desmatamento autorizado no Oeste da Bahia, onde municípios como São Desidério já despontam entre os maiores desmatadores do Brasil. O cenário é apontado no livro Desmatamento e apropriação da água no Oeste da Bahia: uma política de Estado. A publicação sinaliza que, de setembro de 2007 a junho de 2021, as Autorizações de Supressão de Vegetação (ASV) emitidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que dispensavam o licenciamento ambiental para atividades agrossilvopastoris, possibilitaram o desmatamento de 992.587 hectares, equivalente a 32 vezes a extensão continental da cidade de Salvador. Análises envolvendo 5.126 portarias de ASV e 835 portarias de Outorgas de Uso de Recursos Hídricos indicam que 80% das áreas de desmatamento autorizado se concentram no Cerrado baiano. As outorgas de água, emitidas de setembro de 2007 a setembro de 2022 na região, equivalem à captação diária de 17 bilhões de litros das bacias hidrográficas dos rios Grande, Corrente e Carinhanha. A vazão seria suficiente para abastecer, diariamente, sete vezes a população do estado da Bahia e nove vezes a da cidade de São Paulo. Os dez municípios que mais desmataram com ASV são Formosa do Rio Preto, São Desidério, Jaborandi, Correntina, Cocos, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves, Baianópolis e Santa Rita de Cássia. O Cerrado baiano se insere na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde a expansão da fronteira agropecuária tem causado avanço acelerado do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/flexibilizacao-da-legislacao-impulsiona-o-desmatamento-do-cerrado-na-bahia-alerta-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Prêmio Goldman homenageia investigação da Repórter Brasil que liga JBS ao desmatamento</title>
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					<pubDate>29 Abr 2024 15:09:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André Schröder]]>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Garimpo, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Lei Ambiental, Mineração, Ouro, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Marcel Gomes, secretário-executivo da Repórter Brasil, é um dos ganhadores do prestigiado Goldman Environmental Prize em 2024.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/premio-goldman-homenageia-investigacao-da-reporter-brasil-que-liga-jbs-ao-desmatamento/" data-wpel-link="internal">Prêmio Goldman homenageia investigação da Repórter Brasil que liga JBS ao desmatamento</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em dezembro de 2021, seis grandes redes de supermercados europeus decidiram suspender a venda de produtos da gigante brasileira de carne bovina JBS por tempo indeterminado. O boicote foi anunciado após uma investigação da Repórter Brasil, em parceria com a ONG global Mighty Earth, relacionar diretamente produtos da JBS vendidos na Europa ao desmatamento dos ecossistemas mais ameaçados do Brasil, incluindo a Floresta Amazônica. O trabalho jornalístico revelou que o frigorífico brasileiro tinha comprado gado criado em áreas desmatadas ilegalmente por fornecedores indiretos, em um esquema de &#8220;lavagem de bois&#8221;. Em 29 de abril, Marcel Gomes, secretário-executivo da Repórter Brasil, recebeu o Prêmio Ambiental Goldman 2024 por liderar esse esforço investigativo. “É um prazer receber o prêmio por um trabalho jornalístico e ver esse campo do conhecimento valorizado”, disse Gomes à Mongabay por telefone. “Esse trabalho de investigação exigiu muito planejamento e dedicação, anos de definição de estratégias e implementação”. Outros cinco prêmios Goldman foram anunciados para seis ativistas: Alok Shukla, da Índia; Andrea Vidaurre, dos Estados Unidos; Murrawah Maroochy Johnson, da Austrália; Teresa Vicente, da Espanha; e Nonhle Mbuthuma e Sinegugu Zukulu, da África do Sul. O trabalho premiado da Repórter Brasil teve início em 2017, com a construção de uma plataforma própria para cruzar grandes massas de dados sobre a cadeia da carne bovina — multas ambientais, embargos, trabalho escravo e guias de transporte de gado entre fazendas fornecidos por órgãos públicos com ajuda da Lei de Acesso à Informação (LAI). Gomes disse que a ferramenta criada pela&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/premio-goldman-homenageia-investigacao-da-reporter-brasil-que-liga-jbs-ao-desmatamento/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Pagar ou punir? Estudo analisa como engajar agricultores que desmatam o Cerrado</title>
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					<pubDate>17 Mar 2022 06:47:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Sax]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Brasil e Cerrado]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Gado, Incêndios, Monocultura, Pecuária, Queimadas e Soja]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Enquanto alguns observadores defendem uma abordagem na qual se empregue uma recompensa para alcançar o resultado desejado, pagando aos agricultores para não desmatar, outros defendem uma que se faça uso de uma punição que cortaria o acesso ao mercado para os agricultores que desmatam.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/03/pagar-ou-punir-estudo-analisa-como-engajar-agricultores-que-desmatam-o-cerrado/" data-wpel-link="internal">Pagar ou punir? Estudo analisa como engajar agricultores que desmatam o Cerrado</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
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																					<content:encoded>
							<![CDATA[Durante a cúpula climática da COP26 do ano passado em Glasgow, mais de 140 países se comprometeram a interromper e reverter o desmatamento até 2030. A Declaração dos Líderes em Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra reconheceu o papel crucial de todos os tipos de floresta para a biodiversidade, uso sustentável da terra e mitigação e adaptação às mudanças climáticas, entre muitos outros benefícios. Esta foi apenas a mais recente de uma lista crescente de tentativas de governos, comerciantes, redes de supermercados e empresas multinacionais para limitar ou eliminar o desmatamento das cadeias de suprimentos sob as chamadas promessas de “desmatamento zero” — basicamente, garantindo que a produção de commodities não aconteça às custas da destruição de florestas e outros ecossistemas importantes. Embora no papel essas promessas pareçam boas, ainda há um debate significativo sobre quais são as melhores ferramentas para alcançar o desmatamento zero. Uma das questões é sobre usar a abordagem “cenoura ou vara”: é melhor pagar aos produtores para não desmatar ou puni-los quando o fazem, excluindo-os do mercado? “Existem todos esses comprometimentos, mas nenhuma especificidade sobre como atingir as metas e como fazê-lo sem exacerbar outros problemas”, disse Rachael Garrett, professora assistente de Política Ambiental da ETH Zürich, à Mongabay. “Neste momento, como cientistas, sabemos muito mais do que sabíamos [quando os primeiros compromissos de desmatamento zero foram feitos]. É hora de renovar esses compromissos com muito mais especificidade sobre como agir”. Para isso, Garrett foi coautora de um estudo no mês passado em que se&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/03/pagar-ou-punir-estudo-analisa-como-engajar-agricultores-que-desmatam-o-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Cooperativa traça caminho sustentável em região dominada pelo agronegócio no Cerrado</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2021/10/cooperativa-traca-caminho-sustentavel-em-regiao-dominada-pelo-agronegocio/</link>
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					<pubDate>26 Out 2021 06:23:47 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Brasil e Cerrado]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agrofloresta, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>A CoopCerrado, cooperativa que reúne 5 mil famílias, ganhou o Prêmio Equador da ONU por suas mais de duas décadas de trabalho no desenvolvimento de um modelo de apoio mútuo entre agricultores para treinamento, comercialização e estabelecimento da produção orgânica e regenerativa no Cerrado.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/10/cooperativa-traca-caminho-sustentavel-em-regiao-dominada-pelo-agronegocio/" data-wpel-link="internal">Cooperativa traça caminho sustentável em região dominada pelo agronegócio no Cerrado</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Quando a agricultora Mônica de Souza Ribeiro se mudou para seu assentamento sem-terra em Guapó, Goiás, no final dos anos 1990, ficou espantada com a enorme quantidade de agrotóxicos e produtos químicos usados na região, dominada pelo gado e pela soja. Primeiro ela aderiu à prática, usando fertilizantes químicos para plantar os vegetais que vendia em seu negócio familiar, mas à medida que o tempo passava, ficava cada vez mais preocupada com a destruição que via à sua volta. O Cerrado abriga 5% da biodiversidade do mundo, mas quase metade de sua vegetação natural foi destruída para dar lugar ao agronegócio – na maior parte monoculturas de soja e milho, além de pastagens de gado. A vasta destruição contribui para o processo de desertificação da região, ameaçando a estabilidade climática regional, a biodiversidade e o fornecimento de energia e alimentos no país. “Quando mudamos para cá, eu não via nenhum passarinho. O veneno matava tudo”, diz Ribeiro. “Eu queria cuidar da natureza e do Cerrado, mas não sabia como.” Isso mudou quando ela entrou para a CoopCerrado, hoje uma cooperativa de 5 mil famílias de agricultores orgânicos e vencedora do Prêmio Equador da ONU em 2021 na categoria “New Nature Economies” (Novas Economias Baseadas na Natureza, em tradução livre) por sua luta de duas décadas para tornar a produção regenerativa e orgânica possível para os pequenos produtores. A CoopCerrado é hoje composta por 238 pequenas propriedades e comunidades tradicionais localizadas ao longo de cinco estados que fazem parte do coração&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/10/cooperativa-traca-caminho-sustentavel-em-regiao-dominada-pelo-agronegocio/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Incêndios avançam no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros</title>
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					<pubDate>27 Set 2021 06:54:05 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Sarah Sax]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alterações Climáticas, Animais, Biodiversidade, Carbono, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Desmatamento, Fauna, Monocultura, Política Ambiental, Recursos hídricos, Seca e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Diversos pesquisadores haviam previsto, no início deste ano, que a seca contínua, o aumento das taxas de desmatamento e a falta de fiscalização resultariam em um grave período de incêndios.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/09/incendios-avancam-no-parque-nacional-da-chapada-dos-veadeiros/" data-wpel-link="internal">Incêndios avançam no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Os incêndios que já destruíram pelo menos 18 mil hectares de vegetação do Cerrado agora ameaçam o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no nordeste de Goiás. Queimadas registradas em 12 de setembro próximo a Alto Paraíso de Goiás, uma das cidades turísticas mais conhecidas da região, obrigaram cerca de cem turistas a serem evacuados. A Polícia Civil está investigando se a origem dos incêndios é criminosa. Dois incêndios em particular representaram um risco para o parque, um Patrimônio Mundial da Unesco que é refúgio importante para várias espécies ameaçadas de extinção, incluindo onças-pintadas, lobos-guarás e patos-mergulhões, além de espécies vulneráveis como veados-campeiros, seriemas, tatus-canastra e tamanduás-bandeira. Para Isabel Schmidt, ecóloga da Universidade de Brasília (UnB) que trabalha no bioma há mais de uma década, o parque é especial porque está a uma altitude maior do que o resto do Cerrado. &#8220;Muitas plantas e animais [são] únicos daquela região. É uma área importante para a água e em termos de biodiversidade&#8221;, afirmou. Estima-se que existam 70 espécies de mamíferos, 306 de aves, 53 de anfíbios e répteis e 49 de peixes no parque nacional, assim como mais de mil espécies de mariposas, 160 de abelhas e até 400 espécies de plantas vasculares por hectare. &#8220;Os incêndios atingiram áreas dentro do parque, mas as maiores extensões de vegetação afetadas este ano estão fora da unidade de conservação&#8221;, disse Fernando Tatagiba, ex-chefe do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e analista ambiental do ICMBio, órgão do governo federal que administra parques e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/09/incendios-avancam-no-parque-nacional-da-chapada-dos-veadeiros/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>App permite que comunidades tradicionais mapeiem seus próprios territórios</title>
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					<pubDate>23 Set 2021 06:17:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Sax]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[<p>Um novo relatório divulgado no Congresso Mundial de Conservação, realizado em Marselha, na França, mostrou que milhares de famílias de comunidades tradicionais brasileiras ganharam visibilidade através de uma plataforma de automapeamento digital que lhes permitiu demarcar suas terras. O relatório destaca os primeiros resultados do aplicativo Tô no Mapa, que deu visibilidade aos territórios de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um novo relatório divulgado no Congresso Mundial de Conservação, realizado em Marselha, na França, mostrou que milhares de famílias de comunidades tradicionais brasileiras ganharam visibilidade através de uma plataforma de automapeamento digital que lhes permitiu demarcar suas terras. O relatório destaca os primeiros resultados do aplicativo Tô no Mapa, que deu visibilidade aos territórios de mais de 5 mil famílias em 76 comunidades de 23 estados. As terras, somadas, alcançam 350 mil hectares – que, antes do aplicativo, não constavam nos mapas oficiais do governo. &#8220;Parece um número pequeno, mas mostra uma enorme lacuna entre os dados oficiais do governo e os primeiros resultados do aplicativo para celulares&#8221;, afirmou Suzanne Scaglia, assessora técnica do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), uma das organizações por trás do aplicativo. As quebradeiras de coco babaçu são uma das muitas comunidades tradicionais que vivem da diversidade do Cerrado e cuja subsistência está cada vez mais ameaçada pelos conflitos agrícolas. Foto: Peter Caton/Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). De acordo com a ISPN, a plataforma lançada em outubro de 2020 também permite às comunidades listar importantes pontos de interesse e de conflito. Existem no Brasil diversos tipos de povos e comunidades tradicionais reconhecidos por lei, mas em diferentes graus. Enquanto povos indígenas e comunidades quilombolas têm seus direitos garantidos pela Constituição de 1988, outras comunidades tradicionais como ribeirinhos, geraizeiros e pastores tradicionais estão sob a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de 2007, que os define como grupos auto-identificados, cuja reprodução&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/09/app-permite-que-comunidades-tradicionais-mapeiem-seus-proprios-territorios/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Produção de grãos depende do fim do desmatamento, comprovam estudos</title>
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					<pubDate>17 Ago 2021 15:43:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Maurício Angelo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alterações Climáticas, Amazônia, Carbono, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Desmatamento, Grilagem, Monocultura, Política Ambiental, Recursos hídricos e Seca]]>
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							<![CDATA[<p>Estudos científicos recentes confirmam o que produtores brasileiros já sentem na prática: a produção descontrolada de commodities agrícolas está destruindo a produtividade e o lucro do próprio agronegócio; pesquisadores falam em "agro-suicídio". </p>
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						</description>
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							<![CDATA[Uma série de estudos científicos recentes tem comprovado metodologicamente o que os produtores já sentem na prática: para garantir a produção brasileira de grãos, é preciso acabar com o desmatamento. É o caso da soja, oleaginosa da qual o Brasil é o maior produtor mundial, com 36 milhões de hectares cultivados e 135 milhões de toneladas produzidas anualmente, que representam 37% do mercado global. Mas essa expansão dramática da soja nas últimas 2 décadas, feita às custas do desmatamento no Cerrado e na Amazônia, tem um efeito direto: a própria sobrevivência do agronegócio depende se rever a destruição do meio ambiente como política em curso. Os estudos “Conserving the Cerrado and Amazon biomes of Brazil protects the soy economy from damaging warming”, publicado na World Development, e “Deforestation reduces rainfall and agricultural revenues in the Brazilian Amazon”, publicado na Nature, são categóricos. O calor excessivo e as secas prolongadas, aceleradas pelo desmatamento recorde, já estão afetando drasticamente a produtividade do agronegócio e reduzindo o regime de chuvas em regiões como o sul da Amazônia e o Matopiba no Cerrado (área de confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). As perdas se acumulam: somadas as previsões dos dois estudos, baseadas em modelos analíticos que levam em conta dados das últimas décadas e preveem o que pode acontecer no futuro, o agronegócio brasileiro pode perder mais de 4,5 bilhões de dólares por ano, em uma estimativa conservadora. É o “agro-suicídio” sobre o qual os pesquisadores têm alertado. Ou seja: a expansão desenfreada&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/08/producao-de-graos-depende-do-fim-do-desmatamento-comprovam-estudos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pato-mergulhão: um sinal de alerta acende no Cerrado</title>
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					<pubDate>29 Jul 2021 06:09:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina Pinheiro]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Aves, Cerrado, Energia, Fauna, Hidrelétricas, Recursos hídricos, Rios e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Ave símbolo das águas brasileiras está entre as 10 mais ameaçadas do mundo: estima-se que restem apenas 250 indivíduos, concentrados em três áreas do Brasil Central, a maior parte na Serra da Canastra (MG). </p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/07/pato-mergulhao-um-sinal-de-alerta-acende-no-cerrado/" data-wpel-link="internal">Pato-mergulhão: um sinal de alerta acende no Cerrado</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O primeiro aviso do dia é o sol – que se alonga firme entre veios de um gigantesco mar de montanhas. O amontoado de rocha, mata e água é tamanho que o horizonte parece não caber no olhar de quem percorre a corpulenta teia de estradas de terra onde porteiras fazem divisa com vales e campinas. A região abriga um verdadeiro berçário de nascentes. São tantas as cabeceiras que os cientistas definem o lugar como sendo uma imensa caixa d’água. A principal é a do São Francisco – o estimado rio da “integração nacional”. Na Serra da Canastra, sudoeste de Minas Gerais, a força da natureza é a expressão que integra um complexo mosaico de biodiversidade no qual residem diversas espécies da fauna e flora de Cerrado. Uma delas, o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) – que em 2018 foi reconhecida como Símbolo das Águas Brasileiras pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) – está entre as 10 aves mais ameaçadas do planeta. O biólogo de campo Wellington Viana, um dos especialistas que monitora o pato no local, afirma que restam pouco mais de duas centenas de indivíduos espalhados por pontos específicos do mapa. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a população global está estimada em 250. “Cerca de 140 – a maior população do mundo – vivem no Parque Nacional da Serra da Canastra e arredores, sempre distribuídos por beiradas de rio, geralmente localizadas acima das cachoeiras”, diz. No passado, o pato-mergulhão ocorria em diversas áreas de Cerrado e Mata&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/07/pato-mergulhao-um-sinal-de-alerta-acende-no-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Megaprojeto de etanol ameaça quilombolas no oeste da Bahia</title>
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					<pubDate>27 Abr 2021 15:59:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Caio de Freitas Paes]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Crime Ambiental, Demarcação Territorial, Desmatamento, Energia, Grilagem, Monocultura, Política Ambiental e Recursos hídricos]]>
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							<![CDATA[<p>No vale do Rio São Francisco, oeste da Bahia, o governo baiano planeja construir um polo agroindustrial e bioenergético com 200 mil hectares de canaviais e dez usinas de etanol. </p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/04/mega-projeto-de-etanol-ameaca-quilombolas-no-oeste-da-bahia/" data-wpel-link="internal">Megaprojeto de etanol ameaça quilombolas no oeste da Bahia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[No vale do Rio São Francisco, oeste da Bahia, a paisagem está prestes a mudar radicalmente. As típicas árvores de folhas secas e o solo árido do sertão nordestino darão lugar a imensas plantações irrigadas de cana-de-açúcar e usinas de etanol. É o surgimento do que o governo baiano define como “polo agroindustrial e bioenergético do Médio São Francisco”, bem no encontro entre Caatinga e Cerrado, uma área de mais de 200 mil hectares onde serão erguidas dez usinas. “Ficamos realmente felizes de ver essa coisa acontecer”, disse o vice-governador, João Leão (Progressistas), principal articulador da iniciativa, com expectativa de mais de R$2,3 bilhões em investimentos privados. Mas milhares de quilombolas e ribeirinhos não estão nada contentes. Conforme aumenta o fluxo de caminhões abarrotados de cana à beira do Velho Chico, explodem conflitos. Ameaças de despejo e invasões a territórios tradicionais se multiplicam desde janeiro de 2021. A 700 km da capital, Salvador, o município de Barra virou o epicentro desta disputa, com pelo menos três frentes de invasão às comunidades situadas nas margens do São Francisco. Desde a segunda quinzena de março, houve investidas contra os quilombos de Curralinho, Igarité e Santo Expedito – todos, hoje, à mercê de reintegrações de posse. “A gente vê comitivas e comitivas puxadas pelo vice [governador], trazendo empresários de fora e até estrangeiros. Muitos já destruíram o ambiente em suas terras, e agora querem vir pra cá, onde temos mais de 400 km só de margens dos rios [Grande e São Francisco]”, diz&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/04/mega-projeto-de-etanol-ameaca-quilombolas-no-oeste-da-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Mais da metade das pastagens do Cerrado tem bom potencial para regeneração, mostra estudo</title>
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					<pubDate>07 Abr 2021 15:01:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Maurício Angelo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Pecuária, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Com mais de 50% da sua vegetação original destruída e com um desmatamento que avança mais rápido que na Amazônia, o Cerrado está em grave risco. Mas um estudo publicado pela Universidade de Brasília (UnB) mostra que o potencial de regeneração das pastagens, responsáveis por 29% do uso da terra no Cerrado – cerca de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/04/mais-da-metade-das-pastagens-do-cerrado-tem-bom-potencial-para-regeneracao-mostra-estudo/" data-wpel-link="internal">Mais da metade das pastagens do Cerrado tem bom potencial para regeneração, mostra estudo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Com mais de 50% da sua vegetação original destruída e com um desmatamento que avança mais rápido que na Amazônia, o Cerrado está em grave risco. Mas um estudo publicado pela Universidade de Brasília (UnB) mostra que o potencial de regeneração das pastagens, responsáveis por 29% do uso da terra no Cerrado – cerca de 57 milhões de hectares – é de intermediário para alto na maioria dos casos. Esta é uma boa notícia tanto para a conservação e a regeneração do bioma, que é a savana mais biodiversa do mundo e fundamental para o abastecimento de água em todo o Brasil, quanto para a produção agropecuária. Mas nada irá acontecer sem vontade política e gestão aplicada com o conhecimento disponível. O estudo, feito por Jéssica Schüler, orientada por Mercedes Bustamante, confirma que não é necessário sequer um hectare a mais de desmatamento e que é possível restaurar o Cerrado com as áreas prioritárias e mais aptas a essa renovação já identificadas. Escolhas (“trade-offs”) precisarão ser feitas, mas é possível conciliar os interesses de todos os envolvidos. Para isso, no entanto, é preciso governança, destaca Bustamante, professora da UnB e uma das maiores referências em Cerrado. “As ferramentas existem e podem ser aprimoradas. Hoje não dá para dizer que não tem informação. O que falta é governança. E a tomada de decisão com base na melhor informação disponível”, destaca Bustamante. A análise elaborou um mapa de áreas prioritárias para a restauração de pastagens no Cerrado considerando ganhos para a biodiversidade,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/04/mais-da-metade-das-pastagens-do-cerrado-tem-bom-potencial-para-regeneracao-mostra-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Corrida contra o tempo para salvar as serpentes e lagartos do Cerrado</title>
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					<pubDate>30 Mar 2021 16:55:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sharon Guynup]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Cerrado, Conservação, Degradação, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Fauna, Répteis e Vida Selvagem]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Quando Cristiano Nogueira viu pela primeira vez a criatura escondida em uma toca, pensou ter encontrado uma &#8220;espécie perdida&#8221;. O Stenocercus tricristatus, um pequeno lagarto com manchas bicolores, não era visto há 175 anos, e era conhecido pela ciência apenas por um único espécime mantido em uma gaveta no Museu de História Natural de Paris. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/03/corrida-contra-o-tempo-para-salvar-as-serpentes-e-lagartos-do-cerrado/" data-wpel-link="internal">Corrida contra o tempo para salvar as serpentes e lagartos do Cerrado</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
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							<![CDATA[Quando Cristiano Nogueira viu pela primeira vez a criatura escondida em uma toca, pensou ter encontrado uma &#8220;espécie perdida&#8221;. O Stenocercus tricristatus, um pequeno lagarto com manchas bicolores, não era visto há 175 anos, e era conhecido pela ciência apenas por um único espécime mantido em uma gaveta no Museu de História Natural de Paris. Um colecionador dinamarquês, Peter Claussen, o havia coletado em algum lugar no centro do Brasil naquela época, mas ninguém sabia exatamente onde. O herpetologista e biogeógrafo Cristiano Nogueira tinha viajado ao Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, logo após uma queimada, que é o melhor momento para encontrar animais que normalmente estão ocultos por gramíneas. Após um estudo mais aprofundado no laboratório, Nogueira e seus colegas determinaram a verdadeira identidade do animal. &#8220;Não era a espécie perdida&#8221;, afirma. &#8220;Este belo lagarto espinhoso, com dois chifres em cima de sua cabeça, era uma nova espécie&#8221;. Isso foi em 2019. Em 2000, quando Nogueira propôs pela primeira vez a pesquisa de campo como estudante de pós-graduação, seus professores lhe disseram que ele não encontraria muita coisa. &#8220;Essa era uma visão baseada em dados pobres e amostragens ruins&#8221;, disse. &#8220;Era considerado um terreno baldio&#8221;. Stenocercus canastra, nova espécie de lagarto encontrada no Parque Nacional da Serra da Canastra. Foto: Cristiano Nogueira. Tesouro de biodiversidade O Cerrado está entre as savanas mais biodiversas do mundo, cobrindo 2 milhões de quilômetros quadrados &#8211; porém, até apenas 20 anos atrás, pouco se sabia sobre sua vida selvagem além&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/03/corrida-contra-o-tempo-para-salvar-as-serpentes-e-lagartos-do-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Kalungas usam mapeamento digital para defender seu território</title>
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					<pubDate>25 Mar 2021 06:50:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Thaís Borges e Sue Branford]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Brasil e Cerrado]]>
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							<![CDATA[Cerrado, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Demarcação Territorial, Grilagem, Lei Ambiental, Povos Tradicionais, Quilombolas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Pela primeira vez em 300 anos, o maior quilombo remanescente do Brasil mapeou a ocupação e os recursos naturais de seu território por meio de georreferenciamento.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/03/comunidade-kalunga-mapeia-seu-territorio-digitalmente-para-sobreviver-no-cerrado/" data-wpel-link="internal">Kalungas usam mapeamento digital para defender seu território</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Pela primeira vez em 300 anos, o maior quilombo remanescente do Brasil conhece cada centímetro de seu território. Graças a um projeto inédito de georreferenciamento, os Kalungas puderam mapear a ocupação, os recursos naturais, as melhores terras para cultivo e as áreas sob ameaça de invasões dos 262 mil hectares da área onde vivem, no norte de Goiás. Situado próximo ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga ocupa um trecho de Cerrado conhecido por sua grande biodiversidade e sua abundância de recursos naturais — o território Kalunga possui nada menos que 879 nascentes, cuja maioria desagua no Rio Paranã, um dos afluentes do Rio Tocantins. &#8220;Agora temos uma ferramenta importante para a gestão e proteção de nosso território. Ela nos ajudará a planejar nosso futuro&#8221;, diz Jorge Oliveira, presidente da Associação Quilombola Kalunga (AQK). Os Kalungas tiveram suas terras oficialmente reconhecidas como território quilombola em 1996, mas apenas 55,3% da área foram titulados até agora. Isso abre espaço para que o restante do quilombo seja invadido por garimpeiros em busca de ouro e pedras semi-preciosas e por grileiros, que vêm limpando ilegalmente a vegetação nativa para cultivar nas terras Kalunga. Líderes comunitários afirmam que os grileiros frequentemente registram um terreno de 5 hectares fora do território e depois usam esta base legal para criar uma fazenda de 700 hectares, grande parte dela invadindo o quilombo. Dirani Francisco Maia, da comunidade de Vão de Almas, com sua colheita de arroz. Foto : Sergio Amaral/MDS&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/03/comunidade-kalunga-mapeia-seu-territorio-digitalmente-para-sobreviver-no-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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