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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Como o etnobotânico indígena Pataxó HãHãHãi e anciãos registraram o conhecimento medicinal de seu povo na Bahia</title>
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					<pubDate>13 Ago 2026 07:00:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à Mongabay, em sua horta com várias plantas medicinais em sua terra ancestral no sul da Bahia. Ao lado da anciã indígena do povo Kariri-Sapuyá está uma grandiosa árvore embaúba (Cecropia pachystachya), usada para tratar diabetes e problemas de próstata. “Era ali a nossa mata… Derrubaram tudo. Tudo foi descampado aqui. E acabaram com a mata.” Dona Marta contou que algumas espécies nativas como a embaúba foram plantadas no quintal de sua casa na aldeia Caramuru há 44 anos, no processo de retomada do território. Outras, no entanto, desapareceram nas últimas décadas, quando invasores entraram na área e derrubaram florestas para dar lugar a pastagens de gado, acrescentou. Ela lamentou o sumiço de uma planta específica: puaia, usada para tratar dor de barriga, cansaço, picadas de cobra, peste — uma doença que, segundo os anciãos, provocava febre, dores de cabeça, e deixava o corpo todo retorcido  — e outras enfermidades. “Ficava ali na mata&#8221;, lembrou Dona Marta, apontando para as montanhas desmatadas. “Acabou tudo.” Em 27 de dezembro de 2025, Dona Marta faleceu. Seu conhecimento, no entanto, está vivo em um artigo publicado no Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine que a citou, de autoria do etnobotânico&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-o-primeiro-etnobotanico-indigena-e-anciaos-registraram-o-conhecimento-medicinal-de-seu-povo-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tambaqui na lista de espécies ameaçadas: pescadores buscam soluções para evitar perdas</title>
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					<pubDate>10 Ago 2026 13:35:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Pescador na Amazônia há 38 anos, Josué de Castro disse que ficou muito surpreso ao saber que o tambaqui (Colossoma macropomum), peixe que representa 20% de sua renda mensal, agora é uma espécie ameaçada e que ele corre o risco de não ter mais permissão para pescá-lo. &#8220;Vai ter um impacto grande na vida dos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Pescador na Amazônia há 38 anos, Josué de Castro disse que ficou muito surpreso ao saber que o tambaqui (Colossoma macropomum), peixe que representa 20% de sua renda mensal, agora é uma espécie ameaçada e que ele corre o risco de não ter mais permissão para pescá-lo. &#8220;Vai ter um impacto grande na vida dos pescadores e ribeirinhos que dependem da pesca&#8221;, afirmou Castro, que vive na comunidade São Raimundo do Jarauá, no Amazonas, à Mongabay, por telefone. &#8220;Dentro da nossa área, eu acho que ainda não está em extinção não, tem bastante aqui ainda.&#8221; Um dos peixes mais consumidos na Amazônia, o tambaqui foi incluído na lista oficial de espécies de peixes e invertebrados aquáticos da fauna brasileira ameaçadas de extinção, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em abril deste ano. A partir do final de outubro, sua pesca poderá ser proibida em todo o país se um plano de recuperação não for implementado até lá, disse Braulio Dias, diretor do departamento de conservação e uso sustentável da biodiversidade do MMA. &#8220;A entrada na lista não significa proibição de pesca desde que seja aprovado um plano de recuperação populacional proposto por especialistas, sob a coordenação do MMA&#8221;, explicou Dias à Mongabay, em uma mensagem de texto. Ele acrescentou que a Portaria Nº 1.666, publicada no Diário Oficial da União no mesmo dia da lista de 28 de abril, estabeleceu um prazo de 180 dias para a aprovação do plano, o que seria em 25&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/tambaqui-na-lista-de-especies-ameacadas-pescadores-buscam-solucoes-para-evitar-perdas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tracajás da Amazônia entram na lista de espécies ameaçadas pela primeira vez</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 18:31:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Alimento tradicional  para as comunidades amazônicas, os cágados, conhecidos na região como tracajás, foram incluídos na lista brasileira de fauna ameaçada de extinção pela primeira vez. O cágado-iaçá (Podocnemis sextuberculata) teve seu risco elevado de quase ameaçado para em perigo em uma nova lista publicada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/tracajas-da-amazonia-entram-na-lista-de-especies-ameacadas-pela-primeira-vez/" data-wpel-link="internal">Tracajás da Amazônia entram na lista de espécies ameaçadas pela primeira vez</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Alimento tradicional  para as comunidades amazônicas, os cágados, conhecidos na região como tracajás, foram incluídos na lista brasileira de fauna ameaçada de extinção pela primeira vez. O cágado-iaçá (Podocnemis sextuberculata) teve seu risco elevado de quase ameaçado para em perigo em uma nova lista publicada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Os tracajás foram considerados como quase ameaçados por muito tempo, mas essa é a primeira vez que uma de suas espécies foi classificada como em perigo, disse Marília Marini, coordenadora-geral de estratégias de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). &#8220;Para a Amazônia, o principal destaque é a entrada do tracajá&#8221;, afirmou Marini à Mongabay, por telefone. &#8220;Essa é uma situação mais delicada porque também envolve populações que o utilizam. Então, temos que ter todo um cuidado na comunicação, em como direcionar ações que não as afetem.&#8221; Apesar dos programas de proteção e esforços de conservação, as populações de cágado-iaçá nos últimos 36 anos — equivalentes a três gerações — diminuíram mais de 50% no estado do Amazonas e no oeste do estado do Pará, o que representa aproximadamente 70% da distribuição total da espécie, levando-a à classificação em perigo, de acordo com o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade do ICMBio (SALVE). Cágado-iaçá (Podocnemis sextoberculata). Foto: © Rafael Bernhard via iNaturalist (CC BY 4.0). Cágado-iaçá (Podocnemis sextoberculata). Foto: © Andrés Camilo Montes-Correa via iNaturalist. Atingindo um comprimento máximo de 34 centímetros  e peso de 3,5 quilogramas , o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/tracajas-da-amazonia-entram-na-lista-de-especies-ameacadas-pela-primeira-vez/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Bastidores: como a Mongabay rastreou licitações de carne de tubarão para escolas e hospitais</title>
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					<pubDate>18 Fev 2026 21:01:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Em julho de 2025, a Mongabay publicou uma investigação que revelou compras públicas de carne de tubarão, feitas em grande escala, para alimentar crianças em idade escolar, pacientes de hospitais e detentos em várias regiões do país. O Brasil é o maior consumidor e importador mundial da carne desse animal e as licitações despertaram preocupações ambientais, uma vez que os tubarões sofrem sobrepesca — em todo o mundo, suas populações em mar aberto diminuíram cerca de 71% no último meio século. A investigação também desencadeou alertas sobre os riscos à saúde, uma vez que a carne de tubarão tende a conter altos níveis de metais pesados, o que pode ser especialmente perigoso para crianças, gestantes, lactantes e outros grupos vulneráveis. Entre seus vários impactos, a série de reportagens movimentou o debate público, motivando um pedido de audiência pública no Congresso Nacional, uma citação no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e em uma ação civil pública; o trabalho também contribuiu para a suspensão do uso da carne do animal em escolas públicas estaduais no Rio de Janeiro. Durante a pesquisa, passamos meses vasculhando dezenas de portais de transparência nos quais os governos estaduais e municipais são obrigados por lei a publicar as licitações. Foi um trabalho desafiador e que juntou as peças de um quebra-cabeça, unidas por dados catalogados com termos de busca muitas vezes inconsistentes. Na matéria a seguir, contaremos como isso foi feito, na esperança de inspirar e facilitar o caminho de outros jornalistas e pesquisadores interessados nessa&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/bastidores-como-a-mongabay-rastreou-licitacoes-de-carne-de-tubarao-para-escolas-e-hospitais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novo mapa do Inpe vai ajudar exportadores a cumprir lei antidesmatamento da UE</title>
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					<pubDate>12 Fev 2026 19:08:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[O governo brasileiro desenvolveu uma nova tecnologia para construir um mapa que atenda à nova regulamentação da União Europeia (UE) sobre produtos livres de desmatamento — e ajude os exportadores de commodities a cumprir a legislação. Criada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a nova tecnologia gerou, pela primeira vez, dados de desmatamento em polígonos de meio hectare — um dos requisitos da EUDR (na sigla em inglês). Os dados oficiais de desmatamento da Amazônia vêm do Prodes, sistema de monitoramento por satélite do Inpe em áreas de um hectare. &#8220;Foi a primeira vez que a gente fez [essa análise] abaixo de 1 hectare&#8221;, disse Cláudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento BiomasBR do Inpe, à Mongabay por telefone. Gráfico de Andrés Alegría/Mongabay. Quando entrar em vigor no final de 2026 (depois de dois adiamentos consecutivos), a EUDR exigirá que os fornecedores comprovem, por meio de dados geolocalizados e de uma série de documentos, que seus produtos exportados para a UE não são provenientes de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. O objetivo é responder às crescentes alegações de que as importações do bloco europeu estão vinculadas ao desmatamento ilegal, inclusive na Amazônia, e terá como alvo sete produtos: soja, gado, borracha, óleo de palma, café, cacau e madeira. A taxa anual de desmatamento do Prodes refere-se a dados de 1º de agosto do ano anterior a 31 de julho do ano seguinte. Mas, segundo Almeida, o Inpe também utilizou imagens de satélite de alta resolução e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/novo-mapa-do-inpe-vai-ajudar-exportadores-a-cumprir-lei-antidesmatamento-da-ue/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estado do Rio proíbe carne de tubarão em merenda escolar por riscos à saúde e ao meio ambiente</title>
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					<pubDate>27 Jan 2026 14:29:15 +0000</pubDate>
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							<category><![CDATA[Cadeias alimentares]]></category>
		<category><![CDATA[Vida selvagem nos oceanos]]></category>
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							<![CDATA[Tubarão ameaçado no prato]]>
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							<![CDATA[Animais, Ativismo, Biodiversidade e Espécies Ameaçadas]]>
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							<![CDATA[<p>RIO DE JANEIRO — A Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro baniu a carne de tubarão na merenda escolar de 1.200 instituições da rede pública estadual, colocando o estado no caminho de se tornar o primeiro do país a proibir o alimento nas refeições escolares. A medida foi adotada após pressão de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/estado-do-rio-proibe-carne-de-tubarao-em-merenda-escolar-por-riscos-a-saude-e-ao-meio-ambiente/" data-wpel-link="internal">Estado do Rio proíbe carne de tubarão em merenda escolar por riscos à saúde e ao meio ambiente</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[RIO DE JANEIRO — A Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro baniu a carne de tubarão na merenda escolar de 1.200 instituições da rede pública estadual, colocando o estado no caminho de se tornar o primeiro do país a proibir o alimento nas refeições escolares. A medida foi adotada após pressão de conservacionistas e conselheiros de alimentação escolar, que alertaram sobre os riscos à saúde e ao meio ambiente; a decisão, no entanto, foi criticada pela indústria pesqueira. Em um comunicado enviado à Mongabay em 8 de janeiro, a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc RJ) disse que &#8220;a suspensão teve como base fundamentos técnicos, científicos, sanitários e ambientais&#8230; atendendo, assim, ao princípio da precaução e da proteção integral da infância&#8221;, conforme exigido pela Constituição Federal e pelas diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar. O órgão informou que a proibição se baseou em evidências da Organização Mundial da Saúde (OMS), do órgão de administração de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em vigor desde 23 de outubro de 2025, o banimento da carne de tubarão nas escolas foi enviado por e-mail no mesmo dia às 1.200 escolas administradas pela Seeduc RJ, que representam 95% das escolas da rede estadual. A diretriz de &#8220;caráter imediato&#8221;, vista pela Mongabay, foi assinada pela coordenadora de segurança alimentar da Seeduc RJ, Lívia Ribera Souza. O documento cita uma nota técnica da ONG de conservação marinha Sea&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/estado-do-rio-proibe-carne-de-tubarao-em-merenda-escolar-por-riscos-a-saude-e-ao-meio-ambiente/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pescadores ajudam cientistas a mapear prejuízos das barragens do Madeira para a pesca</title>
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					<pubDate>30 Dez 2025 16:13:12 +0000</pubDate>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[<p>O conhecimento ancestral da pesca tornou-se obsoleto depois que as barragens alteraram o fluxo do rio, desativando antigos pontos de pesca.</p>
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							<![CDATA[LAGO PURUZINHO, Amazonas — Olhando para as águas límpidas do Lago Puruzinho, o pescador Raimundo Nonato dos Santos lamenta o declínio dos estoques de peixes que afeta o sustento de sua comunidade. Ele relata que espécies como o pirarucu (Arapaima gigas), o tambaqui (Colossoma macropomum) e a pirapitinga (Piaractus brachypomus) tornaram-se &#8220;bem raras&#8221; na comunidade do Lago Puruzinho, no Amazonas. &#8220;Quando a gente pega um, é uma surpresa.&#8221; Morador do Puruzinho desde que nasceu, há 53 anos, Santos — líder da comunidade e conhecido pelo apelido de Leleca — disse que a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no estado vizinho de Rondônia, em 2008, desencadeou &#8220;a ruína&#8221; de sua comunidade. Frequentemente promovidas como uma forma de “energia limpa” por não usarem combustíveis fósseis, as usinas hidrelétricas têm provocado graves impactos ambientais. A usina de Santo Antônio, a quinta maior do país, gerou protestos de ambientalistas desde o início de sua construção no rio Madeira devido aos seus impactos ambientais e sociais, como a redução dos estoques de peixes e o deslocamento de comunidades tradicionais. Seu reservatório abrange mais de 54.600 hectares, limitando o fluxo natural do Madeira. &#8220;Houve um descontrole muito grande e o impacto foi grande para nós: a diminuição de peixes, a água [leitosa] permanecendo muitos meses dentro da comunidade. Isso afetou muito a gente&#8221;, Santos disse à Mongabay debaixo de uma árvore frondosa às margens do Lago Puruzinho, a 20 quilômetros da cidade de Humaitá. Com o início das operações da usina em 2012, a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/pescadores-ajudam-cientistas-a-mapear-prejuizos-das-barragens-do-madeira-para-a-pesca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Apesar de 6 anos de espera, julgamento do assassinato de guardião da floresta é adiado para 2026</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2025/11/apesar-de-6-anos-de-espera-julgamento-do-assassinato-de-guardiao-da-floresta-e-adiado-para-2026/</link>
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					<pubDate>07 Nov 2025 17:56:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[A madeira do sangue Guajajara]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Ativismo, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Desmatamento, Etnocídio, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Seis anos depois do assassinato do líder indígena Paulo Paulino Guajajara e da tentativa de assassinato de seu colega, Laércio Guajajara, na Amazônia, o julgamento dos dois suspeitos acusados dos crimes ainda não ocorrerá este ano, provocando indignação entre o povo Guajajara e defensores dos direitos indígenas. &#8220;Estou preocupado porque nunca houve o julgamento. Os [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Seis anos depois do assassinato do líder indígena Paulo Paulino Guajajara e da tentativa de assassinato de seu colega, Laércio Guajajara, na Amazônia, o julgamento dos dois suspeitos acusados dos crimes ainda não ocorrerá este ano, provocando indignação entre o povo Guajajara e defensores dos direitos indígenas. &#8220;Estou preocupado porque nunca houve o julgamento. Os bandidos que mataram meu filho nunca foram condenados, nunca foram presos&#8221;, disse José Maria Paulino Guajajara, pai de Paulo, à Mongabay por telefone. Ele disse estar muito revoltado porque o julgamento deveria ter ocorrido “há muito tempo”. &#8220;Já vai passar esse ano de novo, aí [depois] outro ano de novo&#8230; Será que as autoridades estão só me enganando?&#8221;, questionou José Maria. Em 1º de novembro de 2019, Paulo Guajajara e Laércio Guajajara foram atacados durante uma emboscada, supostamente feita por madeireiros, dentro da Terra Indígena (TI) Arariboia, no Maranhão. Aguardado há anos, o laudo antropológico dos danos coletivos à comunidade indígena, resultantes desses crimes, foi anexado ao processo judicial em agosto. O julgamento, no entanto, só deve ocorrer no início de 2026, &#8220;tendo em vista não haver tempo hábil para a sua realização até o final deste ano&#8221;, disseram os assessores do juiz responsável pelo caso à Mongabay por e-mail. &#8220;Até agora, nunca acreditei que o julgamento dos indiciados fosse acontecer. A cada dia que passa, fico mais decepcionado com as leis brasileiras, principalmente [diante de] crimes contra defensores da vida e da floresta — e de tudo que depende da floresta para dar continuidade&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/apesar-de-6-anos-de-espera-julgamento-do-assassinato-de-guardiao-da-floresta-e-adiado-para-2026/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação da Mongabay sobre carne de tubarão motiva audiência pública e reação do setor</title>
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					<pubDate>27 Ago 2025 07:00:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla MendesLucas BertiPhilip Jacobson]]>
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							<![CDATA[<p>A investigação da Mongabay que revelou a compra de carne de tubarão em larga escala por órgãos dos governos federal, estadual e municipal para o consumo em escolas, hospitais, prisões e outras instituições públicas do país, será usada como base para convocar uma audiência pública no Congresso Nacional. O deputado federal Nilto Tatto, presidente da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A investigação da Mongabay que revelou a compra de carne de tubarão em larga escala por órgãos dos governos federal, estadual e municipal para o consumo em escolas, hospitais, prisões e outras instituições públicas do país, será usada como base para convocar uma audiência pública no Congresso Nacional. O deputado federal Nilto Tatto, presidente da Frente Parlamentar Ambiental, disse que ficou &#8220;espantado&#8221; com a quantidade de licitações de carne de tubarão reveladas pela reportagem no fim de julho e que enviará em breve um requerimento de audiência pública à Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da na Câmara dos Deputados. &#8220;Não dá para a gente aceitar isso&#8221;, disse ele à Mongabay por telefone. A investigação — apoiada pelo Pulitzer Center e republicada pela Folha de S.Paulo e ((o))eco — identificou mais de 1.000 licitações de carne de tubarão emitidas desde 2004 por órgãos municipais e estaduais para 5.900 instituições públicas em 10 estados brasileiros, com valor de pelo menos R$ 112 milhões. Embora algumas licitações podem não ter resultado em compras efetivas (uma vez que os contratos podem ser executados ou não), a reportagem mostrou que a carne de tubarão foi servida, principalmente, em escolas, bases militares, abrigos para moradores em situação de rua, maternidades e casas de repouso para idosos, entre outras instituições. Ao contrário da difusão de informações sobre as vendas de barbatanas de tubarão, faltam dados sobre o comércio da carne do animal e os cientistas estão apenas começando a investigar o tema. Após a publicação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/investigacao-da-mongabay-sobre-carne-de-tubarao-motiva-audiencia-publica-e-reacao-do-setor/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estratégias de combate ao desmatamento na Pan-Amazônia</title>
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					<pubDate>06 Ago 2025 13:14:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>A abordagem de comando e controle para reduzir ou eliminar as irregularidades ambientais depende tanto de incentivos quanto de punições. As recompensas estão amplamente ligadas ao setor privado e se baseiam no acesso aos mercados. As punições dependem do setor público e incluem sanções administrativas, como a negação de licenças ambientais e a imposição de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A abordagem de comando e controle para reduzir ou eliminar as irregularidades ambientais depende tanto de incentivos quanto de punições. As recompensas estão amplamente ligadas ao setor privado e se baseiam no acesso aos mercados. As punições dependem do setor público e incluem sanções administrativas, como a negação de licenças ambientais e a imposição de multas por não cumprimento das normas, usando tanto o direito administrativo quanto o civil. O principal instrumento é a aplicação da lei por meio do sistema de justiça criminal. A aplicação do código penal tem sido negligente em paisagens pioneiras, inclusive para homicídio, fraude, escravidão e tráfico de drogas, para citar alguns dos crimes graves mais comuns. A ação criminosa floresce devido à ausência de instituições fortes, acompanhada de uma cultura de desobediência reforçada pela inação judicial e pela corrupção política. Não é de surpreender que os crimes ambientais, que provavelmente são vistos pelos perpetradores como crimes sem vítimas, sejam considerados aceitáveis, porque amplos setores da sociedade adotam modelos econômicos que violam as regras que regem o uso e a posse da terra, a mineração, a silvicultura e a agricultura. Regeneração florestal nas florestas amazônicas de Orellana, Equador. Foto: Rhett A. Butler. A política oficial de todas as nações da Pan-Amazônia é promover a conservação da floresta e interromper, ou pelo menos reduzir significativamente, o desmatamento. As estratégias mais bem-sucedidas têm sido a criação e o gerenciamento de áreas protegidas e, ao mesmo tempo, a formalização dos direitos territoriais dos povos indígenas, bem como a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/estrategias-de-combate-ao-desmatamento-na-pan-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Análise ambiental estratégica: uma abordagem positiva, mas sem sucesso, para gerenciar mudanças</title>
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					<pubDate>09 Jun 2025 18:47:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>No final da década de 1990, os acadêmicos desenvolveram uma variante da metodologia de EIA conhecida como avaliação ambiental estratégica (AAE). Originalmente concebida como um super EIA, o escopo da análise foi ampliado para considerar impactos de longo prazo, indiretos e cumulativos, bem como cenários alternativos de desenvolvimento. A chave para a metodologia da AAE [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/analise-ambiental-estrategica-uma-abordagem-positiva-mas-sem-sucesso-para-gerenciar-mudancas/" data-wpel-link="internal">Análise ambiental estratégica: uma abordagem positiva, mas sem sucesso, para gerenciar mudanças</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[No final da década de 1990, os acadêmicos desenvolveram uma variante da metodologia de EIA conhecida como avaliação ambiental estratégica (AAE). Originalmente concebida como um super EIA, o escopo da análise foi ampliado para considerar impactos de longo prazo, indiretos e cumulativos, bem como cenários alternativos de desenvolvimento. A chave para a metodologia da AAE é a participação de todas as partes interessadas em um diálogo aberto, enquanto várias opções de desenvolvimento ainda estão em discussão. Com o passar do tempo, os EIAs foram formalizados como um caminho estreito para mitigar os passivos ambientais e sociais de um projeto específico. Em contrapartida, as AAEs evoluíram na direção oposta e agora são promovidas como um processo de planejamento estratégico que busca maximizar os resultados positivos de políticas, planos e programas de nível superior. Houve uma onda de interesse em AAEs na virada do milênio, e a metodologia foi aplicada em vários projetos de alto nível na Pan-Amazônia. 1) Evaluación Ambiental Estratégica Corredor Bioceánico Santa Cruz-Puerto Suárez: uma rodovia que liga Santa Cruz, na Bolívia, e Corumbá, no Brasil, conectando as redes de transporte dos Andes Centrais com o sul do Brasil, uma prioridade IIRSA em estágio inicial construída entre 2000 e 2012. 2) Plano BR-163 Sustentável: uma iniciativa do governo brasileiro para promover o desenvolvimento sustentável nas paisagens ao redor da rodovia entre Cuiabá (MT) e Santarém (PA). Essa rodovia foi originalmente aberta na década de 1970, durante a Operação Amazônia, e o segmento que atravessa o Pará foi essencialmente abandonado&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/analise-ambiental-estrategica-uma-abordagem-positiva-mas-sem-sucesso-para-gerenciar-mudancas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O alcance, os limites e os (supostos) vieses dos estudos de viabilidade e das licenças ambientais</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2025/06/o-alcance-os-limites-e-os-supostos-vieses-dos-estudos-de-viabilidade-e-das-licencas-ambientais/</link>
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					<pubDate>02 Jun 2025 15:38:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ameaças à Amazônia, Desmatamento, Infraestrutura, Política Ambiental e Povos indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>O EIA é um componente integral (de alto perfil) do processo regulatório que evoluiu nas últimas décadas para incluir as fases iniciais de um processo de planejamento como também as fases finais do procedimento de licenciamento, de modo que o Estado (e a sociedade civil) possa intervir, tanto para modificar a proposta original como para [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/o-alcance-os-limites-e-os-supostos-vieses-dos-estudos-de-viabilidade-e-das-licencas-ambientais/" data-wpel-link="internal">O alcance, os limites e os (supostos) vieses dos estudos de viabilidade e das licenças ambientais</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O EIA é um componente integral (de alto perfil) do processo regulatório que evoluiu nas últimas décadas para incluir as fases iniciais de um processo de planejamento como também as fases finais do procedimento de licenciamento, de modo que o Estado (e a sociedade civil) possa intervir, tanto para modificar a proposta original como para corrigir deficiências que se manifestam quando a instalação ou o bem está em desenvolvimento. Os estudos de factibilidade que enfocam a possibilidade técnica e financeira de investimentos de capital intensivo sempre precederam a maioria dos projetos, mas agora essas avaliações são realizadas no contexto das possíveis compensações causadas pelos impactos ambientais e sociais. No Brasil, os estudos de factibilidade incluem uma consulta pública que permite que a sociedade civil questione a necessidade do investimento e proponha abordagens alternativas para resolver essa aparente necessidade do investimento proposto, como testemunhado pelo recente debate sobre a exploração de petróleo na costa do Amapá. Na Colômbia, as normas exigem um estudo formal (Diagnóstico Ambiental de Alternativas) que avalie alternativas específicas. Se o projeto for aprovado nessa etapa, e após a conclusão do EIA, os proponentes do projeto devem solicitar uma licença ambiental. A maioria dos países adotou um processo, que no Brasil é chamado de Licenciamento Ambiental Trifásico, que estratifica o processo de licenciamento em estágios com pontos de referência claramente definidos (Tabela 7.4; Figura 7.2).  Para projetos menos complexos (B/EIA ou C/EIA), os órgãos reguladores podem comprimir o procedimento de licenciamento em uma única etapa (Licenciamento Ambiental Simplificado),&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/o-alcance-os-limites-e-os-supostos-vieses-dos-estudos-de-viabilidade-e-das-licencas-ambientais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Livro póstumo de Dom Phillips propõe esforço coletivo para salvar a Amazônia</title>
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					<pubDate>30 Mai 2025 20:25:01 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>“Não se pode parar um importante trabalho jornalístico e de qualidade". Essa foi a principal motivação de Alessandra Sampaio, viúva do jornalista Dom Phillips, para unir forças com os amigos do marido e finalizar o livro que ele começou a escrever antes de ser assassinado em 2022. “Logo que aconteceu a tragédia, ficou bem claro para mim e eu acho que também com os amigos jornalistas [do Dom], de quem eu tive muito suporte, que era importante finalizar o livro”, diz Sampaio em entrevista por vídeo para a Mongabay.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/livro-postumo-de-dom-phillips-propoe-esforco-coletivo-para-salvar-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Livro póstumo de Dom Phillips propõe esforço coletivo para salvar a Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[“Não se pode parar um importante trabalho jornalístico e de qualidade&#8221;. Essa foi a principal motivação de Alessandra Sampaio, viúva do jornalista Dom Phillips, para unir forças com os amigos do marido e finalizar o livro que ele começou a escrever antes de ser assassinado em 2022. “Logo que aconteceu a tragédia, ficou bem claro para mim e eu acho que também com os amigos jornalistas [do Dom], de quem eu tive muito suporte, que era importante finalizar o livro”, diz Sampaio em entrevista por vídeo para a Mongabay. Em 5 de junho de 2022, Phillips e o indigenista Bruno Pereira foram brutalmente assassinados na região do Vale do Javari, na Amazônia brasileira. Phillips investigava a pesca ilegal na área, numa viagem que, segundo Sampaio, seria a penúltima para concluir seu livro. Próxima à tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru, a região do Vale do Javari é uma área dominada pelo crime organizado, tráfico de drogas, extração ilegal de madeira e caça predatória. É a segunda maior terra indígena do Brasil — com 8,5 milhões de hectares, duas vezes o tamanho da Suíça — e abriga cerca de 17 povos indígenas isolados, com pouco ou nenhum contato com o mundo exterior. A capa da edição brasileira do livro de Dom Phillips, que será lançado no Brasil em 18 de junho. Três anos depois, o livro Como salvar a Amazônia — Uma busca mortal por respostas, de Phillips com colaboradores, será lançado a partir de 31 de maio no Reino Unido, nos Estados Unidos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/livro-postumo-de-dom-phillips-propoe-esforco-coletivo-para-salvar-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mulheres indígenas lideram iniciativa de proteção de felinos selvagens no Peru</title>
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					<pubDate>30 Mai 2025 14:47:51 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>As florestas de queuña no Peru, que antes cobriam vastas extensões das montanhas, reduziram-se a uma fração de sua antiga grandeza, deixando para trás uma paisagem onde a biodiversidade e a segurança hídrica estão em risco. Esse colapso ecológico desencadeou uma consequência imprevista: felinos selvagens, deslocados pelo desmatamento, estão se aproximando das comunidades indígenas, gerando [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As florestas de queuña no Peru, que antes cobriam vastas extensões das montanhas, reduziram-se a uma fração de sua antiga grandeza, deixando para trás uma paisagem onde a biodiversidade e a segurança hídrica estão em risco. Esse colapso ecológico desencadeou uma consequência imprevista: felinos selvagens, deslocados pelo desmatamento, estão se aproximando das comunidades indígenas, gerando conflitos entre pessoas e predadores, relata o colaborador da Mongabay, James Hall. O puma (Puma concolor), o gato-palheiro-do-deserto (Leopardus garleppi) e o gato-andino (Leopardus jacobita) entraram em conflito com os humanos à medida que invadem esses habitats cada vez menores. O problema não são os próprios felinos, como observa a bióloga Cindy Hurtado, mas a perda de suas presas. À medida que veados desaparecem, o gado se torna a próxima refeição. O impacto nos meios de subsistência locais tem sido significativo, especialmente para as mulheres da vila quéchua de Licapa, na região de Ayacucho. Nessa comunidade, onde os homens muitas vezes saem para trabalhar nas cidades, as mulheres ficam para trás, cuidando das crianças e de pequenos rebanhos de alpacas, galinhas e porquinhos-da-índia. A perda desses animais para os felinos selvagens não é apenas um inconveniente; é uma ameaça direta à renda familiar. “Achávamos que [os felinos selvagens] eram animais maus”, diz Alicia Ccaico. A resposta tradicional era previsível: quanto menos felinos, melhor. No entanto, em Licapa, essa visão arraigada começou a mudar, graças a um projeto impulsionado por mulheres indígenas, liderado pela bióloga quéchua Merinia Mendoza Almeida e pelo especialista em felinos Jim Sanderson.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/mulheres-indigenas-lideram-iniciativa-de-protecao-de-felinos-selvagens-no-peru/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Análise ambiental e social: melhor do que costumava ser</title>
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					<pubDate>26 Mai 2025 13:43:39 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Essa situação mudou nas décadas de 1980 e 1990, quando as sociedades adotaram reformas na área ambiental.  Como era de se esperar, as primeiras metodologias de EIA eram tendenciosas tanto no conceito quanto na execução.  Os especialistas que realizavam as análises eram pagos pelos criadores do projeto, enquanto o órgão regulador que analisava o estudo [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Essa situação mudou nas décadas de 1980 e 1990, quando as sociedades adotaram reformas na área ambiental.  Como era de se esperar, as primeiras metodologias de EIA eram tendenciosas tanto no conceito quanto na execução.  Os especialistas que realizavam as análises eram pagos pelos criadores do projeto, enquanto o órgão regulador que analisava o estudo era um escritório da mesma entidade que estava promovendo o projeto. Com o passar do tempo, os óbvios conflitos de interesse foram atenuados pela criação de ministérios ambientais que desenvolveram um amplo corpo de regulamentações, enquanto os profissionais de ciências ambientais aprimoraram os critérios e os conjuntos de ferramentas que utilizam ao desenvolver um EIA ou um estudo de diagnóstico relacionado. Políticos, empresários e banqueiros afirmam que as proteções levaram a uma melhoria qualitativa na elaboração e execução de projetos de investimento. Os críticos ambientais, entretanto, afirmam que as revisões são uma forma de lavagem verde que se concentra na proteção dos interesses dos investidores em vez de avaliar se os projetos fazem parte de uma estratégia de desenvolvimento sustentável coerente e de longo prazo. Como em muitos debates polarizados, há elementos de verdade em ambos os pontos de vista. Um EIA típico compila um inventário dos recursos naturais de uma região e descreve as comunidades próximas ao projeto em análise. Isso fornece uma linha de base para identificar prováveis impactos positivos e negativos associados ao projeto. Quando feito corretamente, um EIA oferece recomendações sobre como (1) evitar determinados impactos; (2) mitigar aqueles que não&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/analise-ambiental-e-social-melhor-do-que-costumava-ser/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Reparação dos danos: multas ambientais na Pan-Amazônia</title>
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					<pubDate>13 Mai 2025 04:46:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Os órgãos reguladores utilizam as multas como um mecanismo fundamental para a aplicação da lei administrativa. As multas funcionam como um desestímulo, pois desencorajam indivíduos e organizações a ignorar as regulamentações; também servem como punição, pois garantem que haja consequências para o não cumprimento. Em alguns casos, as multas podem funcionar como uma forma de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Os órgãos reguladores utilizam as multas como um mecanismo fundamental para a aplicação da lei administrativa. As multas funcionam como um desestímulo, pois desencorajam indivíduos e organizações a ignorar as regulamentações; também servem como punição, pois garantem que haja consequências para o não cumprimento. Em alguns casos, as multas podem funcionar como uma forma de reparação quando os recursos são usados para compensar comunidades ou famílias por danos causados por atos irresponsáveis e ilegais. Como em qualquer procedimento legal, a parte acusada deve ter acesso a um processo que ofereça uma oportunidade de defesa. Em alguns casos (na maioria), os infratores podem entrar em acordos com as agências reguladoras, concordando em pagar uma indenização monetária e realizar ações corretivas sem admitir a culpa, o que acelera a resolução dos casos e evita a publicidade. Não é de surpreender que haja críticas em relação à consistência e à imparcialidade das multas. Alguns economistas ambientais argumentam que elas não refletem o verdadeiro dano causado pela perda de serviços ambientais. As multas ambientais só motivarão as pessoas a cumprir a lei se forem cobradas. Em 2017, o IBAMA informou que cerca de 8.000 multas, totalizando mais de R$ 4 bilhões, foram cobradas anualmente entre 2010 e 2016; no entanto, os pagamentos nunca excederam quatro por cento do valor anual e o valor total em atraso ultrapassou R$ 23 bilhões em 2017. O IBAMA tem tido mais sucesso em obrigar as grandes empresas a pagar suas multas, mas até mesmo a Petrobras tem cerca&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/reparacao-dos-danos-multas-ambientais-na-pan-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O papel do Estado administrativo: comando e controle dos ecossistemas</title>
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					<pubDate>30 Abr 2025 14:51:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>O direito administrativo baseia-se na legislação que cria, organiza e define as responsabilidades dos órgãos governamentais. Sendo assim, o aparato regulatório do Estado moderno é o produto de leis que criam órgãos que supervisionam vários aspectos da economia nacional, como serviços públicos básicos (água e saneamento), serviços financeiros, controle de tráfego aéreo e telecomunicações, bem [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/o-papel-do-estado-administrativo-comando-e-controle-dos-ecossistemas/" data-wpel-link="internal">O papel do Estado administrativo: comando e controle dos ecossistemas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O direito administrativo baseia-se na legislação que cria, organiza e define as responsabilidades dos órgãos governamentais. Sendo assim, o aparato regulatório do Estado moderno é o produto de leis que criam órgãos que supervisionam vários aspectos da economia nacional, como serviços públicos básicos (água e saneamento), serviços financeiros, controle de tráfego aéreo e telecomunicações, bem como recursos naturais renováveis e não renováveis. Na prática, os órgãos reguladores tendem a alocar a maior parte de seus recursos para a criação de regras (comando), mas também têm poderes coercitivos para fazer cumprir essas regras (controle). Teoricamente, ela deve ocorrer por meio do monitoramento realizado pela agência reguladora, o que leva a ações que forçam o infrator a pagar uma multa e corrigir a infração. Por exemplo, um incidente de poluição deve fazer com que o órgão regulador ordene a interrupção das operações até que o problema seja resolvido e, na maioria dos casos, cobre uma multa. Normalmente, há um mecanismo de recurso (como um tribunal administrativo) para apelar da decisão, solicitar um adiamento ou apresentar uma isenção com base nas circunstâncias. Eventualmente, o não cumprimento das regras deve levar à revogação de uma licença de operação e a uma ação judicial, seja civil ou penal. Os infratores podem recorrer de uma decisão regulatória na justiça, através de uma ação civil, alegando inocência ou deficiências processuais que limitam sua culpabilidade. Elas também podem argumentar que a multa é exorbitante ou injusta. Os tribunais de quase todos os países pan-amazônicos são conhecidos por sua&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/o-papel-do-estado-administrativo-comando-e-controle-dos-ecossistemas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Progresso da legislação ambiental na Pan-Amazônia</title>
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					<pubDate>28 Abr 2025 14:58:28 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Historicamente, a maioria dos países regulamentava seus recursos biológicos por meio do ministério da agricultura, usando leis específicas para o gerenciamento de florestas, vida selvagem e pesca. Muitos foram inspirados por compromissos assumidos por meio de tratados das Nações Unidas, principalmente a Convenção do Patrimônio Mundial (WHC) e a Convenção sobre o Comércio Internacional de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/progresso-da-legislacao-ambiental-na-pan-amazonia/" data-wpel-link="internal">Progresso da legislação ambiental na Pan-Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Historicamente, a maioria dos países regulamentava seus recursos biológicos por meio do ministério da agricultura, usando leis específicas para o gerenciamento de florestas, vida selvagem e pesca. Muitos foram inspirados por compromissos assumidos por meio de tratados das Nações Unidas, principalmente a Convenção do Patrimônio Mundial (WHC) e a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES), ou por decisões de se associar a entidades afiliadas à ONU, como a Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO) e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Ao ratificar esses tratados &#8211; ou aderir formalmente a uma entidade &#8211; os governos incorporaram suas disposições às estruturas jurídicas nacionais, um processo que foi reforçado pela ratificação da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), um tratado assinado por todas as nações na Cúpula do Rio em 1992. Com o passar do tempo, essas nações complementaram esses tratados juridicamente vinculantes com legislações que abordavam questões mais detalhadas e, pela primeira vez, usaram o termo “biodiversidade”.  Entre as primeiras leis promulgadas em cada país estava a criação de um sistema nacional de áreas protegidas e uma entidade administrativa associada. Paralelamente a este processo, os governos criaram órgãos dedicadas à organização e revisão de Estudos de Impacto Ambiental (EIA), uma inovação da década de 1970 destinada a evitar ou mitigar os danos associados às atividades do setor extrativista e aos investimentos em infraestrutura. Assim como o processo que conduziu à conservação da natureza, os esforços para sanear o setor foram impulsionados&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/progresso-da-legislacao-ambiental-na-pan-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Jovens Yanomami recorrem a drones para vigiar seu território amazônico</title>
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					<pubDate>16 Abr 2025 14:21:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Garimpo, Incêndios, Indígenas, Índios, Infraestrutura, Lei Ambiental, Mineração, Ouro, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Na Terra Indígena Yanomami, a maior do Brasil, os líderes acreditam nas habilidades dos jovens para manter o legado de seus antepassados e garantir o futuro de um território cuja extensão equivale quase ao tamanho de Portugal.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/jovens-yanomami-recorrem-a-drones-para-vigiar-seu-territorio-amazonico/" data-wpel-link="internal">Jovens Yanomami recorrem a drones para vigiar seu território amazônico</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Quando garimpeiros ilegais começaram a invadir suas terras, há sete anos, muitos indígenas Yanomami se sentiram impotentes. Como vigiar um território quase do tamanho de Portugal, numa região remota da Amazônia, sem polícia, aviões ou tecnologia? Cerca de 20 mil homens invadiram a Terra Indígena (TI) Yanomami em busca de ouro e cassiterita, causando uma grave crise humanitária e ecológica. Os Yanomami fizeram diversos apelos ao governo federal. No entanto, o país estava sob o comando do presidente Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022, que apoia mineração em terras indígenas, mesmo que essa atividade seja proibida em qualquer circunstância pela Constituição brasileira. O ex-presidente e sua equipe paralisaram todos os esforços para expulsar os invasores da TI Yanomami. Desamparados na maior terra indígena do país, em uma região remota que de fronteira com a Venezuela, os Yanomami concluíram que estavam sozinhos para proteger seu território. Em razão disso, em 2022, a Hutukara Associação Yanomami (HAY) buscou parcerias para implementar e organizar um projeto de capacitação de jovens para o uso de drones. Maurício Ye&#8217;kwana, diretor da HAY, começou a desenvolver o projeto em 2021, como participante da cúpula climática COP26, em Glasgow. Na ocasião, ele entrou em contato com financiadores europeus que decidiram apoiar a iniciativa de formação através da organização humanitária internacional CAFOD. Os 32.212 Yanomami e Ye&#8217;kwana, um grupo étnico que compartilha o território, não poderiam vigiar cerca de 10 milhões de hectares a pé e em canoas, mas com drones eles podem enxergar um pouco mais longe.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/jovens-yanomami-recorrem-a-drones-para-vigiar-seu-territorio-amazonico/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação da Mongabay motiva remoção de gado ilegal da Terra Indígena Arariboia</title>
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					<pubDate>11 Abr 2025 16:27:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<![CDATA[A madeira do sangue Guajajara]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Ameaças à Amazônia, Ativismo, Conflitos de terra, Conservação, Crime Ambiental, Direitos humanos, Florestas, Florestas Tropicais, Governança, Indígenas, Lei Ambiental, Política Ambiental, Povos indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Uma investigação da Mongabay que revelou uma explosão de gado ilegal, em meio a um número recorde de assassinatos de indígenas Guajajara, foi usada por autoridades federais para remover milhares de cabeças de gado da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/investigacao-da-mongabay-motiva-remocao-de-gado-ilegal-da-terra-indigena-arariboia/" data-wpel-link="internal">Investigação da Mongabay motiva remoção de gado ilegal da Terra Indígena Arariboia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Uma investigação da Mongabay que revelou uma explosão de gado ilegal, em meio a um número recorde de assassinatos de indígenas Guajajara, foi usada por autoridades federais para remover milhares de cabeças de gado da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. &#8220;Teu relatório está muito parecido com o que a gente está encontrando em campo, de fato. Ele parte dessa realidade de fato, então nos ajudou muito em termos práticos&#8221;, Marcos Kaingang, secretário nacional de direitos territoriais indígenas do Ministério dos Povos Indígenas, disse à Mongabay em uma entrevista em vídeo. Em junho de 2024, a Mongabay publicou uma investigação de um ano, com financiamento e apoio editorial do Rainforest Investigations Network do Pulitzer Center, revelando que grandes áreas da Terra Indígena (TI) Arariboia haviam sido tomadas pela pecuária para fins comerciais, o que viola a Constituição. &#8220;Tinha uma presença grande de gado, milhares de cabeças que estavam lá e que não deveriam estar ali&#8221;, disse Kaingang. A investigação também revelou detalhes que as autoridades disseram desconhecer: a alteração física dos marcos de demarcação da Arariboia por fazendeiros que fazem fronteira com o território. &#8220;Era um tema que eu diria que estava passando despercebido&#8221;, disse Kaingang, que afirma só ter tomado conhecimento do fato pela investigação. &#8220;A gente trouxe [essa denúncia] como um ponto importante nas nossas discussões. E a gente foi verificar que, de fato, os marcos tinham sido alterados&#8221;. Iniciada em fevereiro, a operação do governo federal removeu entre 1.000 e 2.000 cabeças de gado da Arariboia, disse Kaingang.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/investigacao-da-mongabay-motiva-remocao-de-gado-ilegal-da-terra-indigena-arariboia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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