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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</title>
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					<pubDate>30 Abr 2026 07:04:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rubens Valente]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Degradação, demarcação territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, incêndios, Incêndios Florestais, Indígenas, Índios, Monocultura, Populações Tradicionais, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes pressões políticas para restringir o acordo. Enquanto isso, lideranças indígenas enxergam uma oportunidade econômica com o fim da moratória. Membros de comunidades que vendem soja cultivada em suas terras demarcadas alegam que já o fazem de forma sustentável e que o acordo penaliza injustamente seu produto. A Mongabay conversou com diversas partes interessadas, desde lideranças indígenas e entidades corporativas até ambientalistas e órgãos do governo — pessoas de todo o espectro político brasileiro — para obter suas opiniões sobre o que a possível dissolução da moratória pode significar para os povos originários e suas terras na Amazônia. Trecho de floresta amazônica junto a campos de soja em Belterra, no Pará. Foto: AP Photo/Leo Correa. A Moratória da Soja é um pacto voluntário entre empresas, órgãos públicos e ONGs para reduzir o desmatamento na Amazônia. Os participantes concordaram em proibir, em suas cadeias de suprimentos, qualquer soja produzida em áreas da região  desmatadas após julho de 2008. Dez anos após a entrada em vigor do acordo, em 2006, o desmatamento para o cultivo do grão na floresta amazônica já havia caído para 1%. As fazendas de soja, por sua vez, ampliaram sua área de plantio em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Governo Lula usa brecha na lei para asfaltar BR-319 em ano eleitoral</title>
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					<pubDate>29 Abr 2026 17:27:31 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>Governo Lula anuncia asfaltamento da BR-319 para os próximos meses, aproveitando-se de brecha na lei para driblar o licenciamento ambiental.</p>
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							<![CDATA[Em breve, tratores devem estar trabalhando na pavimentação da polêmica BR-319, no coração da floresta amazônica. Em 13 de abril, o governo Lula lançou quatro avisos de licitação no valor de R$ 1,3 bilhão para pavimentar o chamado trecho do meio da rodovia, valendo-se da lei que flexibilizou o licenciamento ambiental no país. Segundo o governo, as obras devem ocorrer no segundo semestre. “A ideia é iniciar rapidamente, com mobilizações independentes, aproveitando o verão amazônico e avançando o máximo possível”, disse Fabrício Galvão, diretor-geral do DNIT, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), na apresentação do projeto, no final de março. Inaugurada em 1976 para conectar duas grandes cidades amazônicas — Manaus e Porto Velho —, a rodovia tem 885 quilômetros e atravessa uma das áreas mais preservadas da Amazônia, que abriga 69 territórios indígenas e 41 unidades de conservação. O trecho intermediário da rodovia nunca foi totalmente pavimentado e, após décadas de abandono, tornou-se intransitável, principalmente durante a estação chuvosa. A pavimentação desse trecho de 339 km vem sendo defendida há muito tempo por moradores, políticos e empresários, que atualmente dependem de aviões ou embarcações para se deslocar na região.  No entanto, especialistas alertam que a obra pode aproximar a floresta do chamado “ponto de não-retorno”, transformando-a em um ecossistema muito mais seco e menos biodiverso. “Todos os estudos indicam um impacto monstruoso no desmatamento da Amazônia, abrindo uma nova fronteira violenta”, disse Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, organização que foi à Justiça tentar barrar a obra. No&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/governo-lula-usa-brecha-na-lei-para-asfaltar-br-319-em-ano-eleitoral/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Barulho de hidrovia pode comprometer a sobrevivência de tartarugas no Tapajós</title>
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					<pubDate>28 Abr 2026 07:08:44 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>É apenas um som doce e estridente, como o de um patinho de borracha. Para os cientistas, no entanto, pode ter vários significados, que vão desde “hora de desovar!” a “vamos lá, filhotes!” e “hora de migrar!”. Cientistas que estudam a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), a maior tartaruga de água doce da América do Sul, descobriram [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/barulho-de-hidrovia-pode-comprometer-a-sobrevivencia-de-tartarugas-no-tapajos/" data-wpel-link="internal">Barulho de hidrovia pode comprometer a sobrevivência de tartarugas no Tapajós</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[É apenas um som doce e estridente, como o de um patinho de borracha. Para os cientistas, no entanto, pode ter vários significados, que vão desde “hora de desovar!” a “vamos lá, filhotes!” e “hora de migrar!”. Cientistas que estudam a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), a maior tartaruga de água doce da América do Sul, descobriram que as crias começam a se comunicar mesmo antes do nascimento, provavelmente para combinarem o melhor momento de sair dos ovos e escavar a areia até à praia. “A tartaruga-da-amazônia é uma das espécies de quelônios mais sociáveis do mundo”, disse à Mongabay a pesquisadora Camila Rudge Ferrara, que comprovou pela primeira vez as capacidades de comunicação destes animais. “Elas migram em grupo, desovam em grupo, nascem em grupo.” Camila também é coordenadora do Programa de Conservação de Quelônios da organização sem fins lucrativos Wildlife Conservation Society no Brasil (WCS Brasil). Em breve, porém, o murmúrio das tartarugas-da-amazônia no Rio Tapajós, um importante afluente do Amazonas, poderá ser perturbado pelo ruído de dragas, balsas e barcos circulando por uma ambiciosa via de navegação planejada pelo governo federal. O objetivo é transportar minerais e cereais até ao porto de Santarém, no Pará. “O som da dragagem e das embarcações vai interferir na comunicação das tartarugas”, explicou Camila, destacando que ainda são necessárias pesquisas sobre o assunto. “A alta frequência embaixo da água deve atrapalhar a migração destes animais.” A última avaliação da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que aguarda revisão,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/barulho-de-hidrovia-pode-comprometer-a-sobrevivencia-de-tartarugas-no-tapajos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Seca no Rio Xingu expõe limites de Belo Monte frente à crise climática</title>
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					<pubDate>23 Abr 2026 08:22:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>As maiores usinas hidrelétricas da Amazônia estão se tornando cada vez mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e Belo Monte pode estar dando o alerta mais evidente até agora. Construída no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, sudoeste do Pará, após anos de debate sobre seus impactos ambientais e a confiabilidade de sua [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/seca-no-rio-xingu-expoe-limites-de-belo-monte-frente-a-crise-climatica/" data-wpel-link="internal">Seca no Rio Xingu expõe limites de Belo Monte frente à crise climática</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[As maiores usinas hidrelétricas da Amazônia estão se tornando cada vez mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e Belo Monte pode estar dando o alerta mais evidente até agora. Construída no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, sudoeste do Pará, após anos de debate sobre seus impactos ambientais e a confiabilidade de sua geração de energia, a megausina enfrenta um problema que seus projetistas não conseguiram resolver por meio da engenharia: a escassez de água. Dois estudos publicados no final de 2025 reforçam as evidências dessa situação — um elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e outro pelo Escritório Federal de Pesquisa Energética (EPE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Sob perspectivas diferentes, ambos os relatórios concluem que as mudanças climáticas estão remodelando de forma fundamental os sistemas hídricos e energéticos do país e exigindo adaptações urgentes, já que 43,7% da energia do Brasil provém de usinas hidrelétricas. O relatório da ANA e da UFRGS alerta que as usinas hidrelétricas da região amazônica podem perder até 40% de sua capacidade de geração de energia nos próximos 20 a 30 anos, caso o planejamento continue a ser baseado em dados históricos de vazão dos rios, em vez de projeções ajustadas ao clima atual. A bacia do Rio Xingu, em particular, enfrentará estações secas significativamente mais longas e intensas nas próximas décadas. As vazões máximas dos rios&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/seca-no-rio-xingu-expoe-limites-de-belo-monte-frente-a-crise-climatica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Hospital das Clínicas de SP exclui ‘cação’ de compras, alegando risco de metais pesados</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2026/04/hospital-das-clinicas-de-sp-exclui-cacao-de-compras-alegando-risco-de-metais-pesados/</link>
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					<pubDate>20 Abr 2026 08:35:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla MendesLucas BertiPhilip Jacobson]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) anunciou o cancelamento de um plano para a compra de mais de 17 toneladas métricas de carne de tubarão (por meio da exclusão do item “cação em posta”) em uma licitação de 2026, citando o “risco toxicológico comprovado por metais pesados”. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/hospital-das-clinicas-de-sp-exclui-cacao-de-compras-alegando-risco-de-metais-pesados/" data-wpel-link="internal">Hospital das Clínicas de SP exclui ‘cação’ de compras, alegando risco de metais pesados</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) anunciou o cancelamento de um plano para a compra de mais de 17 toneladas métricas de carne de tubarão (por meio da exclusão do item “cação em posta”) em uma licitação de 2026, citando o “risco toxicológico comprovado por metais pesados”. O HCFMUSP é o maior complexo hospitalar público da América Latina e integra pelo menos oito institutos de renome em São Paulo. O Brasil é o maior consumidor mundial de carne de tubarão. Em 2025, uma investigação da Mongabay descobriu que as compras governamentais são um importante fator de estímulo ao consumo desse tipo de carne no país, uma vez que o produto de baixo custo é servido em milhares de hospitais, escolas e prisões. A reportagem também constatou que o HCFMUSP realizou licitações e selecionou fornecedores para comprar pelo menos 135 toneladas de carne de tubarão entre 2008 e 2020. Após tomar conhecimento de que o HCFMUSP havia divulgado outro edital para a compra de carne de tubarão em fevereiro de 2026, a ONG Sea Shepherd Brasil enviou uma carta aos administradores, pedindo que reconsiderassem os planos. A comunicação argumentava que os tubarões são amplamente ameaçados e que sua carne tende a conter níveis elevados de metais pesados, como mercúrio e arsênio, representando um risco à saúde humana. No final de março, o HCFMUSP anunciou que excluiria a carne de tubarão da licitação de 2026, citando “risco toxicológico comprovado por metais pesados” e mencionando&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/hospital-das-clinicas-de-sp-exclui-cacao-de-compras-alegando-risco-de-metais-pesados/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expedição cruza o Brasil atrás de microplásticos em moluscos; veja as descobertas</title>
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					<pubDate>17 Abr 2026 08:33:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Thamys Trindade]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Fauna marinha, Manguezais, Oceanos, Peixes, pesca, Poluição, recifes de coral e Recursos hídricos]]>
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							<![CDATA[<p>Foram quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades — começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões, ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de uma pesquisa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Foram quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades — começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões, ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de uma pesquisa inédita sobre a presença de microplásticos nesses organismos. A missão se provaria mais do que necessária: segundo os resultados iniciais do estudo, quase 70% dos moluscos analisados continham microplásticos. E nenhum ponto de coleta do litoral brasileiro estava livre de contaminação. A situação é preocupante, pois envolve riscos ambientais e sanitários. Além de desempenharem um papel ecológico fundamental enquanto filtradores, esses animais fazem parte da alimentação de milhares de brasileiros, todos os dias — o que levanta questões sérias sobre segurança alimentar. A expedição científica realizada por terra entre maio e julho de 2024 foi idealizada pelo Instituto Voz dos Oceanos, um movimento global de combate à poluição plástica, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), a Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano e o Centro de Referência para Quantificação e Tipificação do Lixo do Mar (CeLMar), também da USP. Durante o percurso, uma pergunta atravessou o caminho da equipe: como tornar visível aquilo que não se vê? Talvez fosse necessário aprender outras formas de olhar o invisível. Pesquisadoras da expedição costeira fotografam moluscos na praia. Imagem cedida por Thamys Trindade. Acompanhei a expedição como documentarista. A bióloga marinha Marilia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/expedicao-cruza-o-brasil-atras-de-microplasticos-em-moluscos-veja-as-descobertas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pesca artesanal no Rio usa energia solar buscando autonomia e menos poluição</title>
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					<pubDate>15 Abr 2026 07:20:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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							<![CDATA[<p>RIO DE JANEIRO — “Eu trabalhei por dois anos com um gerador e, mesmo antes do projeto, já tinha desistido dele. Não aguentava mais respirar aquele ar poluente e ter aquele barulho no ouvido”, disse Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[RIO DE JANEIRO — “Eu trabalhei por dois anos com um gerador e, mesmo antes do projeto, já tinha desistido dele. Não aguentava mais respirar aquele ar poluente e ter aquele barulho no ouvido”, disse Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Aos 57 anos de idade — sendo mais de 30 deles como pescador —, Paulo contou que não sabe viver sem seu trabalho. “A gente aprende a pescar com os mais velhos e acaba entrando nesse ramo mesmo sem querer. Foi natural. E, quando eu vi, já estava envolvido na pesca o tempo todo.” Nos últimos tempos, uma mudança positiva passou a cercar as pescarias de Paulo: elas estão mais sustentáveis graças ao uso de painéis solares para geração de eletricidade, o que também garante maior segurança e rentabilidade a quem trabalha no mar. Isso ocorre graças a projetos como o SustentaMar. Financiada por recursos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC Frade), cuja administração financeira está sob a gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a iniciativa, aprovada em 2024, surgiu do anseio de melhorar a captura de lula — hoje o principal tipo de pescado para os profissionais vinculados à organização presidida por Paulo. A pesca artesanal dos moluscos marinhos é feita à noite, quando os cardumes são atraídos pela luz dos holofotes. Até boa parte de 2025, ano em que o projeto passou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/pesca-artesanal-no-rio-usa-energia-solar-buscando-autonomia-e-menos-poluicao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Anfíbios da Amazônia podem desaparecer antes mesmo que sejam descobertos</title>
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					<pubDate>13 Abr 2026 13:46:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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							<![CDATA[<p>MANAUS, Amazonas — Agachado sobre a serrapilheira, onde as folhas secas se acumulam no chão da floresta, um pesquisador busca captar um coaxo diferente com um microfone direcional. Identificar o som de um sapinho costuma ser uma das provas cabais de que se encontrou uma nova espécie. É noite. Ele veste roupa comprida, para se [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MANAUS, Amazonas — Agachado sobre a serrapilheira, onde as folhas secas se acumulam no chão da floresta, um pesquisador busca captar um coaxo diferente com um microfone direcional. Identificar o som de um sapinho costuma ser uma das provas cabais de que se encontrou uma nova espécie. É noite. Ele veste roupa comprida, para se proteger de mosquitos e formigas, e um par de botas, para impedir que se molhem os pés. Encontrar anfíbios na Amazônia não requer equipamento de alta tecnologia; remonta, na verdade, às explorações dos naturalistas do início do século 20. É assim que o biólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas, Igor Kaefer, descreve o que seria um típico dia de campo em busca de anfíbios amazônicos. Ele foi um dos responsáveis pela descoberta do Amazophrynella bilinguis, publicada em 2019. A própria descrição do sapinho já dá a noção da dificuldade de encontrá-lo: as fêmeas medem cerca de dois centímetros, e sua cabeça e dorso marrons as fazem “desaparecer” entre as folhas e galhos. Lar de 1.525 espécies estimadas de anfíbios, a Bacia amazônica é a mais diversa do mundo quando se trata de sapos, rãs e pererecas. Porém, deste número, apenas cerca de 810 têm registros confirmados de ocorrência. Por isso, ir a campo e se deparar com uma nova espécie não é algo improvável. “Em quase todo inventário que se faz em uma área remota, volta-se com até mais de uma espécie nova para síntese”, conta Igor. Mas o intervalo entre encontrar, em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/anfibios-da-amazonia-podem-desaparecer-antes-mesmo-que-sejam-descobertos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Acordo entre Mercosul e UE avança, mas acende alertas sobre o risco ambiental</title>
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					<pubDate>09 Abr 2026 06:28:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos sociais, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Cultura Indígena, Degradação, demarcação territorial, Desmatamento, Ecologia, Etnocídio, Gado, Grilagem, incêndios, Incêndios Florestais, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Leis ambientais, Meio Ambiente, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Pesticidas, Política Ambiental, Populações Tradicionais, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, soja, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. A medida, no entanto, pode trazer no pacote uma série de impactos ambientais. Entre os principais problemas, de acordo com diferentes organizações e ambientalistas, destaca-se a expansão do desmatamento, da exploração de minérios e da importação de pesticidas. Em contrapartida, outros especialistas defendem que o acordo pode impor uma série de regras ambientais a um comércio global já existente — além de facilitar a troca de conhecimentos entre as partes envolvidas. Em linhas gerais, o tratado em desenvolvimento prevê a redução gradual das tarifas de importação no comércio entre os dois blocos continentais. No final de fevereiro, em nota, o governo brasileiro declarou que os europeus “se comprometem a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos”. Mesmo assim, nos últimos anos, o avanço do acordo acendeu múltiplos alertas para o meio ambiente. Em um relatório de março de 2023, o Greenpeace avaliou que a isenção de tarifas beneficiaria a exportação de commodities, podendo ampliar as fronteiras agrícolas e o desmatamento em toda a América do Sul. Atualmente, segundo o estudo, bens agrícolas e minerais representam mais de 70%&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/acordo-entre-mercosul-e-ue-avanca-mas-acende-alertas-sobre-o-risco-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes migratórios colapsam e colocam a Amazônia no centro da crise</title>
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					<pubDate>07 Abr 2026 14:29:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Animais, Clima, Conservação, Ecologia, Energia, Espécies Ameaçadas, Espécies em Perigo, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Meio Ambiente, Mudanças climáticas, Peixes, pesca, rios e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce”. Na abertura do evento, Rita Mesquita, secretária de Biodiversidade, Florestas e Direito dos Animais do Ministério do Meio Ambiente, logo avisou: “Os números são de gelar a espinha.” As cifras às quais ela se referia indicavam uma redução de 81% na população mundial dos peixes migratórios de água doce desde os anos 1970. Rita foi convidada a endereçar os delegados da 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas (COP15) sobre Espécies Migratórias (CMS), que ocorreu entre os dias 23 e 29 de março em Campo Grande. Esta foi a primeira vez em muitos anos que estudiosos se debruçaram sobre dados globais da ictiofauna. A última avaliação tinha sido realizada em 2011, quando o número de espécies avaliadas era de 3 mil. Nesta nova rodada, 15 mil foram avaliadas. Deste total, 349 foram identificadas como migratórias. Entre essas espécies, 325 foram recomendadas pelos autores para serem inseridas nos apêndices da CMS. Entrar na lista desta convenção da ONU significa maior proteção, já que os países signatários se comprometem a adotar medidas de conservação. Atualmente, a CMS conta com 1.200 espécies migratórias listadas. A última entre as brasileiras a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/peixes-migratorios-colapsam-e-colocam-a-amazonia-no-centro-da-crise/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>5 iniciativas indígenas que estão salvando a natureza no Brasil</title>
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					<pubDate>02 Abr 2026 07:33:50 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, demarcação territorial, Desmatamento, Ecologia, Etnocídio, incêndios, Incêndios Florestais, Indígenas, Índios, Meio Ambiente, Populações Tradicionais, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Mas, afinal, quem é que protege o meio ambiente? Nos diferentes biomas brasileiros, da Amazônia ao Cerrado, a ameaça do fogo, do desmatamento, das invasões de terra e do garimpo ilegal ainda reina sem muitos contrapesos, colocando a natureza e a vida de povos tradicionais na rota da degradação e do conflito. Enquanto cobram o [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Mas, afinal, quem é que protege o meio ambiente? Nos diferentes biomas brasileiros, da Amazônia ao Cerrado, a ameaça do fogo, do desmatamento, das invasões de terra e do garimpo ilegal ainda reina sem muitos contrapesos, colocando a natureza e a vida de povos tradicionais na rota da degradação e do conflito. Enquanto cobram o poder público por medidas emergenciais e por mais apoio, grupos indígenas entenderam que não têm tempo a perder: com suas próprias ações coletivas, comunidades em todo o país atuam para combater as múltiplas crises que assolam seus territórios, exercendo o papel de guardiões de florestas, rios e planícies. A Mongabay reuniu histórias de cinco projetos sob gestão indígena que, aliando saberes ancestrais, tecnologia e planejamento, já fazem a diferença na missão do Brasil rumo a um futuro de preservação. &nbsp; Mulheres Krahô lideram guarda indígena para proteger território em Tocantins Treze mulheres indígenas formam o Mē Hoprê Catêjê, grupo de guerreiras Krahô responsável pela vigilância territorial na Terra Indígena Kraolândia. Foto cedida por Luzia Krahô (Kruw). Muita coisa mudou na Terra Indígena Kraolândia, que se espalha por mais de 300 mil hectares nos municípios de Goiatins e Itacajá, no Tocantins. Em um passado não tão distante, as mulheres ali se viam afastadas de postos de liderança, restritas ao trabalho doméstico, enquanto os perigos da extração de madeira, da caça e dos agrotóxicos espreitavam o território. Para combater essas ameaças, as próprias mulheres indígenas Krahô deram um passo à frente, superando as barreiras de gênero para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/5-iniciativas-indigenas-brasileiras-que-estao-salvando-a-natureza-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sentinela dos rios, ariranha é incluída na lista de espécies migratórias ameaçadas</title>
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					<pubDate>31 Mar 2026 13:35:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Animais, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Espécies Ameaçadas, Espécies em Perigo, Fauna, Meio Ambiente, rios e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>A Convenção das Nações Unidas sobre Espécies Migradoras (CMS) aprovou a inclusão da ariranha (Pteronura brasiliensis) entre os animais que necessitam de ações urgentes de conservação. A medida é resultado da pressão de pesquisadores e organizações ambientalistas junto aos governos signatários da convenção. As negociações que elevaram o status de conservação deste mamífero semiaquático ocorreram [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Convenção das Nações Unidas sobre Espécies Migradoras (CMS) aprovou a inclusão da ariranha (Pteronura brasiliensis) entre os animais que necessitam de ações urgentes de conservação. A medida é resultado da pressão de pesquisadores e organizações ambientalistas junto aos governos signatários da convenção. As negociações que elevaram o status de conservação deste mamífero semiaquático ocorreram na 15ª Conferência das Partes da CMS (COP15), que terminou no domingo, dia 29, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A ariranha é a maior lontra do mundo. Em inglês, seu nome significa literalmente &#8220;lontra gigante&#8221; – giant otter. Aqui, seu nome deriva da palavra tupi-guarani ari&#8217;raña, que quer dizer “onça d&#8217;água”. Com garras e dentes afiados, ela é conhecida por seu comportamento arisco e o som alto e estridente que produz. Carnívora, ela constrói suas tocas nas margens de rios de águas claras. Sua distribuição se estendia a bacias de quase toda a América do Sul. Hoje suas populações estão restritas à Amazônia e ao Pantanal. No passado, a caça indiscriminada para o comércio de peles representava a principal pressão. Hoje, a perda e a fragmentação de habitats, além da poluição dos rios, tornaram-se a principal ameaça. Os pesquisadores que defenderam maior proteção também apontaram que a espécie está listada como “em perigo de extinção” na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Um animal topo de cadeia, ele se alimenta de peixes e seu único predador é a onça-pintada (Panthera onca). Sua presença representa o equilíbrio da cadeia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/sentinela-dos-rios-ariranha-e-incluida-na-lista-de-especies-migratorias-ameacadas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Perto de ‘morrer’, Rio Camarajipe leva esgoto e lixo ao mar que banha Salvador</title>
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					<pubDate>30 Mar 2026 07:54:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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							<![CDATA[doenças, Espécies Ameaçadas, Espécies em Perigo, Fauna marinha, Oceanos, Peixes, pesca, recifes de coral, rios, saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital da Bahia. A lista inclui geladeira quebrada, pneu, armário, carrinho de supermercado, mesa, pedaços de plástico, colchão, roupas íntimas, fraldas, sapatos e até cadáveres humanos. Oficialmente, o Camarajipe ainda não foi classificado como “rio morto” — quando um corpo hídrico perde a capacidade de sustentar formas de vida —, mas apresenta estágio avançado de degradação ambiental e já opera, na prática, como mero condutor de esgoto a céu aberto, afetando a saúde da comunidade pesqueira e a vida marinha. Um dos principais destinos turísticos do Brasil no verão, em meio a suas festas populares e às altas temperaturas, a capital baiana sente os efeitos da poluição que chega ao mar pelo maior rio urbano da cidade, com cerca de 14 quilômetros de extensão. Ao todo, Salvador possui 12 bacias hidrográficas, e a do Rio Camarajipe (a terceira maior da cidade) abrange 42 bairros, com área de drenagem (onde as águas escoam naturalmente para o rio) total de 35,9 km². Enquanto as nascentes do rio estão em regiões periféricas, predominantemente residenciais, nas imediações do bairro de Pirajá, a foz fica em uma parte abastada da capital, como a região do bairro Costa Azul. “Hoje, é repugnante&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/perto-de-morrer-rio-camarajipe-leva-esgoto-e-lixo-ao-mar-que-banha-salvador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Quilombolas denunciam impactos da mineração de areia no sul da Bahia</title>
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					<pubDate>26 Mar 2026 08:44:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>CAMAMU, Bahia – Localizado a cerca de 30 quilômetros do centro de Camamu, no sul da Bahia, o Quilombo do Pratigi é acessado por uma estrada de terra que corta áreas de Mata Atlântica, manguezais e roças tradicionais. É nesse espaço, inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Baía de Camamu, que famílias quilombolas vivem [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CAMAMU, Bahia – Localizado a cerca de 30 quilômetros do centro de Camamu, no sul da Bahia, o Quilombo do Pratigi é acessado por uma estrada de terra que corta áreas de Mata Atlântica, manguezais e roças tradicionais. É nesse espaço, inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Baía de Camamu, que famílias quilombolas vivem há mais de um século da pesca, da mariscagem e do extrativismo da piaçava. Nos últimos anos, no entanto, esse modo de vida passou a conviver com o tráfego intenso de caminhões, o ruído constante de motores e os impactos associados à extração de areia na região. “Se mexer aqui, não mexe só na terra. Mexe na vida inteira da comunidade.” A frase, dita por um morador do Pratigi que não quis se identificar, ajuda a dimensionar o que está em jogo. A economia local depende diretamente da integridade dos rios, estuários e manguezais que cercam o quilombo. Qualquer alteração nesses ecossistemas se reflete de forma imediata na segurança alimentar, na saúde e na permanência das famílias no território. É nesse ponto que o conflito deixa de ser abstrato e passa a se manifestar no cotidiano. “Hoje a gente vive aflito pelo agora. E com medo do que ainda pode vir”, resume outra moradora, que lembra de outros projetos minerários ainda mais agressivos previstos para o entorno da comunidade tradicional. Como o da multinacional Knauf, que adquiriu uma mina de gipsita, matéria-prima do gesso, próxima ao quilombo. E que, de acordo com o governo baiano,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/quilombolas-denunciam-impactos-da-mineracao-de-areia-no-sul-da-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Entre avanços e desafios, Floresta da Tijuca tenta reconstruir sua fauna</title>
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					<pubDate>24 Mar 2026 06:54:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2008, a bióloga Alexandra Pires tinha acabado de finalizar sua tese de doutorado, que mostrava como as cutias eram importantes para a regeneração de espécies vegetais da Mata Atlântica. Ao contar sobre isso para Ivandy Castro-Astor, pesquisadora do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, ela descobriu que não existiam mais esses roedores [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/entre-avancos-e-desafios-floresta-da-tijuca-tenta-reconstruir-sua-fauna/" data-wpel-link="internal">Entre avanços e desafios, Floresta da Tijuca tenta reconstruir sua fauna</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em 2008, a bióloga Alexandra Pires tinha acabado de finalizar sua tese de doutorado, que mostrava como as cutias eram importantes para a regeneração de espécies vegetais da Mata Atlântica. Ao contar sobre isso para Ivandy Castro-Astor, pesquisadora do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, ela descobriu que não existiam mais esses roedores ali. Uma prova disso eram as sementes de uma árvore chamada justamente de cutieira (Joannesia princeps), apodrecendo no chão da mata. “Como assim não tem cutia no Parque Nacional da Tijuca?”, relembra Alexandra sobre sua primeira reação. “E a Ivandy falou, então: eu acho que vocês deviam soltar umas cutias lá!” Dezoito anos depois, visitantes do parque podem observar, nas matas da Floresta da Tijuca, não apenas cutias-vermelhas (Dasyprocta leporina), mas também bugios-ruivos (Alouatta guariba) e jabutis-tinga (Chelonoidis denticulata). Todas elas graças ao programa de reintrodução realizado pelo Refauna, com o apoio do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No começo de janeiro, chegou a vez da araras-canindés (Ara ararauna), que voltaram a voar nos céus do Rio de Janeiro. Fazia 200 anos que estavam extintas na cidade. O objetivo do Refauna é acabar com a chamada “síndrome da floresta vazia”, conceito criado pelo conservacionista Kent Redford, em 1992. Segundo ele, embora a vegetação de algumas florestas pareça preservada, há ausência de animais, essenciais para garantir o seu futuro. “Um dos principais sintomas da síndrome é justamente os frutos apodrecendo no solo da floresta”, revela Marcelo Rheingantz, diretor-executivo do Refauna e biólogo da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/entre-avancos-e-desafios-floresta-da-tijuca-tenta-reconstruir-sua-fauna/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Valéria Paye: negociar com fundos indígenas exige &#8216;princípio da confiança’</title>
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					<pubDate>20 Mar 2026 07:41:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Alexandre de Santi*Holly Jonas*]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, demarcação territorial, Desmatamento, Ecologia, Etnocídio, Imagem de Satélite, Imagens de Satélite, incêndios, Incêndios Florestais, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Leis ambientais, Meio Ambiente, Política Ambiental, Populações Tradicionais, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>As emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase 22 mil km2, tamanho [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase 22 mil km2, tamanho similar ao estado de Sergipe —, foi um momento histórico de luta após décadas por reconhecimento e autodeterminação. Localizada entre o noroeste do Pará e o norte do Amazonas, a terra indígena foi homologada graças, em grande parte, ao esforço do Podáali — um dos muitos fundos liderados por indígenas que têm redesenhado o mapa do financiamento ambiental no Brasil. Esses fundos  são criados, geridos e administrados por lideranças  indígenas de diferentes povos, tendo como base  suas visões de mundo e valores, como respeito, reciprocidade e confiança. O  Podáali, Fundo Indígena para a Amazônia Brasileira, é um exemplo disso. Foram mais de dez anos de discussões e preparativos antes que a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) estabelecesse o fundo formalmente em 2020. Um dos objetivos do Podáali é possibilitar e ampliar o financiamento direto aos povos e movimentos indígenas, nos termos deles. Apesar da grande dimensão de seu papel na sustentabilidade e na defesa de um planeta saudável, os povos originários e suas organizações recebem uma pequena fração do financiamento filantrópico global. Um relatório de 2024 constatou a situação como “padrões consistentes de desigualdades generalizadas e sistêmicas”. “Se a gente, no campo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/valeria-paye-negociar-com-fundos-indigenas-exige-principio-da-confianca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Seca e descaso: no Norte brasileiro, só metade das aldeias indígenas tem água boa para beber</title>
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					<pubDate>18 Mar 2026 13:45:35 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioFelipe Medeiros]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, demarcação territorial, doenças, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Populações Tradicionais, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, saneamento, Saúde e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima – Virada de cabeça para baixo no chão de terra batida, ao lado de uma casa de beneficiamento de farinha, uma enorme caixa d’água chama a atenção de quem passa pela comunidade Bem Viver, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, localizada a 300 quilômetros de Boa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima – Virada de cabeça para baixo no chão de terra batida, ao lado de uma casa de beneficiamento de farinha, uma enorme caixa d’água chama a atenção de quem passa pela comunidade Bem Viver, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, localizada a 300 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima. Sob sol e chuva, ao relento, o objeto empoeirado transmite uma mensagem urgente: em vez de ser utilizado para armazenar água potável para a população da aldeia, o recipiente de 5 mil litros permanece inutilizado há quase dois anos. O reservatório, repassado à comunidade pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste Roraima, unidade gestora do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), não recebeu uma mísera gota d’água. Isso porque, desde que chegou, sequer foi instalado. Sem poder contar com a estrutura, os moradores da região foram forçados a criar um plano alternativo: a missão consiste em captar a água de uma cachoeira próxima, ligada à aldeia por meio de uma rede improvisada de canos de aproximadamente 700 metros. Embora a conexão evite a escassez total, o consumo ocorre sem os devidos processos de tratamento da água. Ao mesmo tempo, a tubulação fina e frágil sofre diariamente com entupimentos, quase sempre causados pelo acúmulo de folhas e detritos. Tubulação improvisada para a captação de água de cachoeira na comunidade Bem Viver, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Foto: Felipe Medeiros. Segundo o cacique Diassis Gabriel de Souza, do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/seca-e-descaso-no-norte-brasileiro-so-metade-das-aldeias-indigenas-tem-agua-boa-para-beber/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</title>
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					<pubDate>16 Mar 2026 08:00:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kevin Damasio]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Agrotóxicos, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, demarcação territorial, Desmatamento, Ecologia, Energia, Etnocídio, Gado, Hidrelétricas, Indígenas, Índios, Meio Ambiente, Monocultura, Pecuária, Pesticidas, Populações Tradicionais, Povos indígenas, Povos Tradicionais, rios, soja e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa já havia ganhado novos estímulos em 2019, em parte pela tensão comercial entre o primeiro governo de Donald Trump e os chineses. Além da demanda da China, a pavimentação de um trecho da rodovia BR-163 viabilizou novas fronteiras agrícolas para os sojicultores, com a ligação até portos no Pará. Desde então, as lavouras de soja no estado saltaram 3,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume produzido, por sua vez, passou de 33 milhões de toneladas na safra de 2018/19 para 51 milhões na de 2024/25, um aumento de 51%. A produção avança principalmente no Cerrado, a savana mais biodiversa do planeta e central para o abastecimento de água do país. Nascentes do bioma abastecem oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Na bacia do Rio Juruena, no oeste matogrossense, a consolidação das monoculturas — não só de soja, mas também de milho e algodão — preocupa os povos da Terra Indígena Tirecatinga. Eles relatam que as fazendas do entorno têm contaminado os cursos d&#8217;água, plantas e frutas por agrotóxicos, e barram os rios com pequenas usinas hidrelétricas. Situada entre os rios Buriti e Papagaio, a terra indígena tem 131 mil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Albardão: como é o mais novo (e maior) parque nacional marinho do Brasil</title>
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					<pubDate>12 Mar 2026 07:14:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Cagiano]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Rio Grande do Sul]]>
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							<![CDATA[Conservação, Ecologia, Espécies Ameaçadas, Espécies em Perigo, Fauna marinha, Meio Ambiente, Novas espécies, Oceanos, Peixes e pesca]]>
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							<![CDATA[<p>ALBARDÃO, Rio Grande do Sul – No extremo sul do Brasil, onde a praia parece não ter fim e o vento modela dunas que avançam como organismos vivos, existe uma região tão isolada que, por décadas, quase não entrou nos mapas do debate ambiental. O Albardão, uma área marinha de inestimável riqueza em nutrientes, acaba [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ALBARDÃO, Rio Grande do Sul – No extremo sul do Brasil, onde a praia parece não ter fim e o vento modela dunas que avançam como organismos vivos, existe uma região tão isolada que, por décadas, quase não entrou nos mapas do debate ambiental. O Albardão, uma área marinha de inestimável riqueza em nutrientes, acaba de se tornar o maior parque nacional marinho costeiro do país, com 1.004.480 hectares. Embora o Brasil tenha um dos litorais mais extensos do continente, com cerca de 7.500 km de costa, até então havia apenas três parques nacionais marinhos: Fernando de Noronha, Abrolhos e Ilha dos Currais, no Paraná. O decreto que criou o Parque Nacional do Albardão, publicado em 6 de março, também estabeleceu a Área de Proteção Ambiental do Albardão, com 55.983 hectares, no entorno da unidade. A medida veio em boa hora: essa região é palco de pressões crescentes provenientes da pesca industrial, da perspectiva de novos empreendimentos energéticos e de um turismo emergente e ainda desordenado. Entre a urgência ecológica e o apelo econômico, o Albardão tornou-se um laboratório vivo sobre os desafios de conservar ambientes marinhos em um século marcado pela aceleração das mudanças climáticas e da exploração intensiva dos oceanos e zonas costeiras. Diversidade na terra e no mar A diversidade da região, tanto do ponto de vista biológico quanto geológico, é imensa. A porção terrestre do parque nacional abriga dunas móveis, lagoas costeiras, banhados e uma extensa praia de cascalho coberta por depósitos milenares de conchas e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/albardao-como-e-o-mais-novo-e-maior-parque-nacional-marinho-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pau-brasil perde aumento de proteção após pressão da França</title>
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					<pubDate>11 Mar 2026 07:49:41 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[No final de 2025, o Brasil parecia muito perto de conquistar o nível máximo de proteção internacional para o pau-brasil (Paubrasilia echinata), sua árvore-símbolo. Em 26 de novembro, uma delegação brasileira estava em Samarcanda, no Uzbequistão, para participar da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites). Nela, 184 países e a União Europeia estabelecem regras para garantir que o comércio internacional não ameace a sobrevivência de animais e plantas. A equipe brasileira estava confiante de que sua proposta para proteger o pau-brasil seria aprovada no evento. “Tinha um apoio massivo”, disse à Mongabay um integrante da delegação, que pediu para não ser identificado temendo retaliações. “Havia um clima de ‘vai passar’.” Nativa da Mata Atlântica, a população de pau-brasil caiu 84% nas últimas três gerações, restando apenas em torno de 10 mil árvores adultas, segundo o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). Nos tempos do Brasil Colônia (1530-1822), a espécie foi extensivamente explorada para atender à demanda da Europa pelo corante vermelho extraído de sua madeira. Além disso, desde meados do século 18, a indústria global da música valoriza a madeira por sua ressonância, durabilidade e flexibilidade, ideal para a produção de arcos de violinos, violoncelos e outros instrumentos de corda. Cada arco pode valer até 7 mil euros (cerca de R$ 40 mil), tornando a espécie valiosa não apenas para o setor musical, mas também para o contrabando. Em 2024, o CNCFlora elevou a categoria de risco do pau-brasil de &#8220;em perigo&#8221; para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/pau-brasil-perde-aumento-de-protecao-apos-pressao-da-franca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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