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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Entre avanços e desafios, Floresta da Tijuca tenta reconstruir sua fauna</title>
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					<pubDate>24 Mar 2026 06:54:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2008, a bióloga Alexandra Pires tinha acabado de finalizar sua tese de doutorado, que mostrava como as cutias eram importantes para a regeneração de espécies vegetais da Mata Atlântica. Ao contar sobre isso para Ivandy Castro-Astor, pesquisadora do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, ela descobriu que não existiam mais esses roedores [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2008, a bióloga Alexandra Pires tinha acabado de finalizar sua tese de doutorado, que mostrava como as cutias eram importantes para a regeneração de espécies vegetais da Mata Atlântica. Ao contar sobre isso para Ivandy Castro-Astor, pesquisadora do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, ela descobriu que não existiam mais esses roedores ali. Uma prova disso eram as sementes de uma árvore chamada justamente de cutieira (Joannesia princeps), apodrecendo no chão da mata. “Como assim não tem cutia no Parque Nacional da Tijuca?”, relembra Alexandra sobre sua primeira reação. “E a Ivandy falou, então: eu acho que vocês deviam soltar umas cutias lá!” Dezoito anos depois, visitantes do parque podem observar, nas matas da Floresta da Tijuca, não apenas cutias-vermelhas (Dasyprocta leporina), mas também bugios-ruivos (Alouatta guariba) e jabutis-tinga (Chelonoidis denticulata). Todas elas graças ao programa de reintrodução realizado pelo Refauna, com o apoio do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No começo de janeiro, chegou a vez da araras-canindés (Ara ararauna), que voltaram a voar nos céus do Rio de Janeiro. Fazia 200 anos que estavam extintas na cidade. O objetivo do Refauna é acabar com a chamada “síndrome da floresta vazia”, conceito criado pelo conservacionista Kent Redford, em 1992. Segundo ele, embora a vegetação de algumas florestas pareça preservada, há ausência de animais, essenciais para garantir o seu futuro. “Um dos principais sintomas da síndrome é justamente os frutos apodrecendo no solo da floresta”, revela Marcelo Rheingantz, diretor-executivo do Refauna e biólogo da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/entre-avancos-e-desafios-floresta-da-tijuca-tenta-reconstruir-sua-fauna/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Abrolhos em risco: por que o tesouro marinho do Atlântico Sul precisa de proteção</title>
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					<pubDate>05 Nov 2025 09:02:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[<p>A Região dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, tornou-se mundialmente conhecida por deter a maior concentração de biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Mas a manutenção desse patrimônio em longo prazo está em xeque, caso não sejam sanadas as lacunas de proteção legal de seus principais ecossistemas. São [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Região dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, tornou-se mundialmente conhecida por deter a maior concentração de biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Mas a manutenção desse patrimônio em longo prazo está em xeque, caso não sejam sanadas as lacunas de proteção legal de seus principais ecossistemas. São as conclusões de um estudo recente, que identificou os hotspots da área e a necessidade de conservá-los. Um dos ecossistemas mais conhecidos e vulneráveis dessa região é o Banco dos Abrolhos, que concentra o arquipélago homônimo e a mais extensa formação de recifes de corais do Atlântico Sul, além de ser o principal berçário de baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) no país. Apesar da relevância, menos de 2% de seus 46 mil km² estão protegidos por uma unidade de conservação de proteção integral; no caso, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, o primeiro com essas características criado no Brasil, em 1983, com 882 km². A biodiversidade marinha do Banco dos Abrolhos também é fundamental para a manutenção de algumas vocações econômicas regionais, como a pesca artesanal praticada pelas comunidades tradicionais da Reserva Extrativista (Resex) de Cassurubá e da Resex Marinha de Corumbau, bem como o turismo ecológico. O avistamento de baleias-jubarte, por exemplo, é um importante gerador de renda entre junho e novembro, quando os animais migram da Antártica para a região com o intuito de se reproduzir. A atividade também ajuda a sustentar o programa de pesquisa e conservação do Instituto Baleia Jubarte (IBJ). Mas todo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/abrolhos-em-risco-por-que-o-tesouro-marinho-do-atlantico-sul-precisa-de-protecao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cientistas encontram microplásticos no estômago de macacos da Amazônia</title>
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					<pubDate>24 Out 2025 09:25:40 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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							<![CDATA[<p>Cientistas detectaram microplásticos no sistema digestivo de uma espécie de bugio que vive em áreas protegidas da Amazônia brasileira, marcando a primeira evidência de ingestão de plástico por um primata arborícola, segundo um estudo recente. Os pesquisadores do estudo publicado em setembro avaliaram 47 bugios-vermelhos-do-rio-juruá (Alouatta juara) e encontraram filamentos de microplástico de cor verde, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Cientistas detectaram microplásticos no sistema digestivo de uma espécie de bugio que vive em áreas protegidas da Amazônia brasileira, marcando a primeira evidência de ingestão de plástico por um primata arborícola, segundo um estudo recente. Os pesquisadores do estudo publicado em setembro avaliaram 47 bugios-vermelhos-do-rio-juruá (Alouatta juara) e encontraram filamentos de microplástico de cor verde, menores que 5 milímetros, no estômago de dois indivíduos. Os macacos viviam nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no estado do Amazonas. “A frequência foi baixa. Encontramos [plástico] em apenas dois macacos. Mesmo assim, já é muito. Eu teria preferido não encontrar nenhum”, disse a autora principal Anamélia de Souza Jesus, pesquisadora do Instituto Mamirauá, à Mongabay. “Encontrar microplásticos em ambientes preservados soa um alarme. Mostra que a poluição por plástico está alcançando lugares que supúnhamos serem protegidos.” Nenhum animal foi morto ou lesado para o estudo. Os pesquisadores utilizaram restos de macacos doados por caçadores de subsistência por meio de uma parceria de duas décadas com comunidades locais. Isso permitiu que os cientistas estudassem órgãos que, de outra forma, seriam descartados. A equipe coletou estômagos intactos dos macacos e os analisou em um ambiente laboratorial controlado. Os dois macacos que ingeriram os filamentos plásticos, visíveis apenas sob microscópio, foram caçados em 2015. Os bugios-vermelhos-do-rio-juruá passam a maior parte de suas vidas no dossel da floresta, consumindo uma dieta herbívora de folhas e frutas. Isso torna improvável o consumo indireto de plástico por outras rotas, como por exemplo, via peixes, afirmou Jesus. Os&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/cientistas-encontram-microplasticos-no-estomago-de-macacos-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>BR-319: rodovia polêmica na Amazônia ganha impulso com nova lei ambiental</title>
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					<pubDate>18 Jul 2025 13:57:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Ambientalistas, Ameaças à Amazônia, Clima, Comunidades Tradicionais, Desmatamento, Florestas Tropicais, Indígenas, Infraestrutura, Motores do Desmatamento, Mudanças climáticas, Povos indígenas, Terras Indígenas e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>No coração da floresta amazônica, um projeto de infraestrutura adormecido há muitos anos está voltando à vida. A rodovia BR-319, que liga Manaus e Porto Velho ao longo de 885 km, nunca foi totalmente pavimentada desde sua inauguração em 1976. Abandonada por décadas, a estrada acabou se vendo em péssimo estado enquanto a floresta tomava [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No coração da floresta amazônica, um projeto de infraestrutura adormecido há muitos anos está voltando à vida. A rodovia BR-319, que liga Manaus e Porto Velho ao longo de 885 km, nunca foi totalmente pavimentada desde sua inauguração em 1976. Abandonada por décadas, a estrada acabou se vendo em péssimo estado enquanto a floresta tomava conta da terra e do asfalto rachado. Alguns trechos se tornaram intransitáveis, principalmente na estação chuvosa. Políticos da região pedem há muito tempo que o governo federal pavimente a BR-319 por completo, ligando as duas capitais e, segundo eles, ajudando a conectar o estado do Amazonas ao resto do Brasil — atualmente, grande parte do fluxo entre as cidades é feito de barco pelo Rio Madeira, uma viagem que pode levar até seis dias. No entanto, a BR-319 atravessa uma das áreas mais preservadas da Amazônia, e ambientalistas alertam que a reconstrução da rodovia vai impulsionar o desmatamento na região, como já aconteceu com outras estradas. Alguns dizem que isso poderia levar a Amazônia a atingir seu “ponto de inflexão”, no qual ela não seria mais capaz de se sustentar como floresta tropical, tornando-se uma savana. “A BR-319 é o primeiro dominó em uma cadeia de efeitos que vai afetar não apenas todas as regiões e populações do Brasil, mas também os biomas e populações de toda a América do Sul e, em última instância, todo o planeta”, disse Marcos Woortmann, ambientalista e diretor adjunto do Instituto Democracia e Sustentabilidade, à Mongabay. O trecho central&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/br-319-rodovia-polemica-na-amazonia-ganha-impulso-com-nova-lei-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Antas reaparecem na Caatinga, onde eram tidas como extintas</title>
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					<pubDate>16 Jul 2025 06:08:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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							<![CDATA[Caatinga, Comunidades Tradicionais, Desertificação, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Fauna, Mamíferos, Unidades de Conservação e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Em março de 2025, pesquisadores brasileiros percorreram diferentes regiões da Caatinga em busca de indícios da presença da anta (Tapirus terrestris). Embora gravuras rupestres na Serra da Capivara, no Piauí, revelem que a espécie habita o bioma há pelo menos 10 mil anos, em 2012 ela foi considerada extinta na região, devido à ausência de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março de 2025, pesquisadores brasileiros percorreram diferentes regiões da Caatinga em busca de indícios da presença da anta (Tapirus terrestris). Embora gravuras rupestres na Serra da Capivara, no Piauí, revelem que a espécie habita o bioma há pelo menos 10 mil anos, em 2012 ela foi considerada extinta na região, devido à ausência de dados confiáveis. Essa conclusão incerta, no entanto, foi revista após três expedições de campo realizadas entre 2023 e 2025 por cientistas da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (Incab), ligada ao IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Populações da espécie foram encontradas em áreas da Caatinga que se estendem pelo norte de Minas Gerais, oeste da Bahia e sul do Piauí, e agora a redescoberta do maior mamífero terrestre do país em seu território ancestral marca um avanço significativo nos esforços voltados à conservação da espécie, ameaçada de extinção. Patricia Medici, engenheira florestal e coordenadora de pesquisas do IPÊ, conta que, em 2012, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) organizou um workshop voltado à avaliação das espécies de ungulados [mamíferos terrestres com cascos nas patas, como antas e veados] ameaçados no país, atividade que fez parte do processo de atualização da lista vermelha nacional, instrumento oficial que classifica o risco de extinção de espécies no território brasileiro. Naquela ocasião, foram incluídos ungulados como a anta, a queixada (popularmente chamada de porco-do-mato) e diferentes representantes da família dos cervídeos. Durante o encontro, foi decidido que seriam atribuídos status específicos por bioma, e,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/antas-reaparecem-na-caatinga-onde-eram-tidas-como-extintas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cientistas e comunidades correm para salvar um dos ecossistemas mais raros e diversos do Brasil</title>
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					<pubDate>07 Jul 2025 06:59:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Biodiversidade, Cerrado, Comunidades Tradicionais, Mineração e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>“Quando eu vi aquelas plantas, achei que estivesse num ambiente de outro planeta. Era tão diferente, não só a arquitetura das plantas, mas de todo o lugar. Parecia uma nanofloresta.” Geraldo Fernandes foi fisgado pela paisagem espetacular dos campos rupestres em 1980, quando estudava para se tornar biólogo, e desde então trabalha com esse ecossistema [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Quando eu vi aquelas plantas, achei que estivesse num ambiente de outro planeta. Era tão diferente, não só a arquitetura das plantas, mas de todo o lugar. Parecia uma nanofloresta.” Geraldo Fernandes foi fisgado pela paisagem espetacular dos campos rupestres em 1980, quando estudava para se tornar biólogo, e desde então trabalha com esse ecossistema que poucos brasileiros conhecem. Pioneiro no estudo dos campos rupestres, Geraldo é professor titular de Ecologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências. Seu interesse pelos insetos o levou a investigar as interações entre a fauna e a flora, lançando as bases para seu primeiro estudo de campo: câncer em plantas. Assim como humanos e animais, vegetais também desenvolvem células cancerígenas, com causas ligadas a temperaturas altas, menos água, falta de nutrientes, poluição e uma ampla variedade de organismos, principalmente insetos, como moscas e vespas, que manipulam geneticamente a planta para produzir o câncer do qual vão se alimentar. Chamado de galha, nem todo tumor leva à morte da planta, e alguns são até bonitos, parecendo ornamentos ou flores, mas, “inevitavelmente, 90% das plantas que ocorrem nos campos rupestres têm um ou outro tipo de câncer”, afirma Geraldo. Isso se deve à própria localização desse ecossistema: o alto das montanhas. A forte radiação UV e a escassez de recursos geram estresse às plantas, e, com seu mecanismo de defesa debilitado, elas acabam mais suscetíveis ao desenvolvimento de tumores. O passar dos milênios, porém, propiciou que a vegetação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/cientistas-e-comunidades-correm-para-salvar-um-dos-ecossistemas-mais-raros-e-diversos-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Em Pernambuco, projeto militar e obra viária ameaçam área de conservação da Mata Atlântica</title>
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					<pubDate>25 Jun 2025 07:02:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Dantas]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Aves, Biodiversidade, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Conservação de Florestas Tropicais, Defaunação, Desmatamento, Fauna, Mata Atlântica, Motores do Desmatamento, Primatas e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>A construção da Escola de Sargentos das Armas (ESA), anunciada em 2021, tornou-se um marco para a Região Metropolitana do Recife (RMR). Por contar com recursos assegurados pelo Exército Brasileiro na casa de R$ 1,8 bilhão, além de contrapartidas de infraestrutura do governo estadual, e diante da expectativa de geração de postos de trabalho, o [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A construção da Escola de Sargentos das Armas (ESA), anunciada em 2021, tornou-se um marco para a Região Metropolitana do Recife (RMR). Por contar com recursos assegurados pelo Exército Brasileiro na casa de R$ 1,8 bilhão, além de contrapartidas de infraestrutura do governo estadual, e diante da expectativa de geração de postos de trabalho, o projeto parecia promissor. No entanto, a proposta enfrenta a resistência da sociedade civil e de ambientalistas devido aos possíveis impactos ambientais no local que abrigará o empreendimento: a Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe. Compreendendo oito municípios em seus mais de 30 mil hectares de extensão, a APA acolhe o maior remanescente de Mata Atlântica no trecho entre os estados de Sergipe e Rio Grande do Norte. O pouco que sobrou da floresta tropical nesta parte do mapa é fundamental, uma vez que o bioma já perdeu quase 90% de sua área original no Brasil, como alertam especialistas. Para a área construída do complexo militar, estima-se o desmatamento de 94 hectares de floresta nativa, consequência de uma estrutura que deve receber 6 mil novos moradores. A ESA, porém, não é a única grande intervenção prevista: antes mesmo da escola, já havia no caminho a construção do chamado Arco Viário Metropolitano, que promete melhorar o tráfego em toda a RMR. O arco também gera preocupação, já que recortaria toda a área da APA, adicionando um novo fator de risco à natureza. Somados, os dois projetos intensificam a pressão urbana dentro e ao redor da unidade de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/em-pernambuco-projeto-militar-e-obra-viaria-ameacam-area-de-conservacao-da-mata-atlantica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mudança na lei põe em risco santuário ecológico no litoral do Piauí</title>
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					<pubDate>05 Mar 2025 07:17:01 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioMariana Rosetti]]>
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							<![CDATA[Certificação, Conservação, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Lei Ambiental, Manguezais, Política Ambiental, Responsabilidade Ambiental, Sustentabilidade e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>A batalha entre conservação ambiental e interesses econômicos no litoral do Piauí ganhou um novo capítulo. O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para investigar a legalidade do Projeto de Lei Ordinária (PLO) 113/2024, que rebaixou a proteção do Monumento Natural das Itans, em Cajueiro da Praia, transformando-o em Área de Proteção Ambiental [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A batalha entre conservação ambiental e interesses econômicos no litoral do Piauí ganhou um novo capítulo. O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para investigar a legalidade do Projeto de Lei Ordinária (PLO) 113/2024, que rebaixou a proteção do Monumento Natural das Itans, em Cajueiro da Praia, transformando-o em Área de Proteção Ambiental (APA). Com a mudança, os 57 hectares de ecossistemas sensíveis, lar de espécies ameaçadas como o peixe-boi-marinho e o mangue-de-botão, serão submetidos a regras menos rigorosas. A APA, por exemplo, elimina a obrigatoriedade de licenciamento ambiental para atividades econômicas e reduz a área protegida de 70% para 30%. A ausência de estudos de viabilidade e atas de audiências públicas no PLO é um dos principais pontos da investigação do MPF. Isso porque são documentos obrigatórios para a criação de uma unidade de conservação, segundo as leis estadual e nacional do Sistema de Unidades de Conservação (Snuc). A reportagem da Mongabay acessou o projeto por meio de publicação da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). O texto, além de incompleto, não possui anexos os documentos exigidos. Mesmo assim, foi promulgado em 31 de janeiro e a APA das Itans agora é lei: a de número 8588. O PLO passou por sanção tácita do governador Rafael Fonteles (PT), que nem vetou, nem sancionou a lei. Nesse caso, o documento retornou ao Legislativo, que assumiu o poder de promulgação. Solicitamos à assessoria do governador a razão da não resposta. Até o fechamento desta reportagem, ainda não havíamos recebido um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/mudanca-na-lei-poe-em-risco-santuario-ecologico-no-litoral-do-piuai/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novo plano de restauração pode deslanchar o Código Florestal, acreditam ambientalistas</title>
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					<pubDate>06 Nov 2024 15:39:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Mata Atlântica, Reflorestamento e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>Na programação do Brasil durante a 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica – COP16,  realizada em Cali, na Colômbia, de 21 de outubro a 1 de novembro, grande destaque foi dado ao lançamento da nova versão do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, o Planaveg, que planeja reflorestar 12 milhões de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Na programação do Brasil durante a 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica – COP16,  realizada em Cali, na Colômbia, de 21 de outubro a 1 de novembro, grande destaque foi dado ao lançamento da nova versão do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, o Planaveg, que planeja reflorestar 12 milhões de hectares até 2030. Especialistas ouvidos pela Mongabay demonstraram otimismo com o posicionamento brasileiro, mas apontam desafios para recuperar essa área, maior que o território de Portugal. Marcelo Elvira afirma que o Observatório do Código Florestal (OCF), onde atua como secretário-executivo, “está otimista com o novo Planaveg”, que considera resultado de um processo de construção coletiva liderado pelo Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). “A gente tem uma expectativa de que essa iniciativa possa deslanchar o Código Florestal”, afirma o ambientalista, que considera factível um impulso pela repercussão da COP16, embora aponte dilemas. “O Planaveg é uma direção. Mas essa não é somente uma iniciativa do governo federal, precisa dos governos estaduais também”, opina. Como parte dos desafios, o Termômetro do Código Florestal indica que o passivo ambiental dessa legislação — ou seja, trechos de vegetação nativa em terras privadas que foram desmatados, mas que, pelo código, não deveriam ter sido — é de 20,7 milhões de hectares. São contabilizados, nesses casos, Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal. A maior parte, segundo o OCF, é de Reserva Legal, com 17,8 milhões de hectares degradados. Rômulo Batista, porta-voz do Greenpeace Brasil, destaca&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/novo-plano-de-restauracao-pode-deslanchar-o-codigo-florestal-acreditam-ambientalistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Monocultura de café avança sobre as florestas conservadas do sul da Bahia</title>
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					<pubDate>08 Ago 2024 09:54:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Entre 2008 e 2015, as lavouras de café no município de Una, sul da Bahia, se mantiveram em 25 hectares. Em 2020, alcançaram 60 hectares. Dois anos depois, a área plantada dobrou novamente, totalizando 119 hectares. Mais do que a quantidade de terra ocupada pela cafeicultura, indicada pelo Projeto MapBiomas, a velocidade com que ela [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Entre 2008 e 2015, as lavouras de café no município de Una, sul da Bahia, se mantiveram em 25 hectares. Em 2020, alcançaram 60 hectares. Dois anos depois, a área plantada dobrou novamente, totalizando 119 hectares. Mais do que a quantidade de terra ocupada pela cafeicultura, indicada pelo Projeto MapBiomas, a velocidade com que ela avança é uma tendência que preocupa pesquisadores e ambientalistas, pois a região abriga remanescentes florestais consideráveis, onde vivem inúmeras espécies em risco de extinção. Especialistas temem, principalmente, pelo futuro do endêmico mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), também conhecido como mico-leão-baiano, cada vez mais ameaçado pela fragmentação de habitat. A perda de florestas para a agropecuária já encolheu sua população em 60% nas últimas três décadas – estima-se que existam entre 16 mil e 21 mil indivíduos hoje na natureza. Sua área de ocorrência também foi reduzida em 42% – de 22.700 km2 para 13.215 km2 no período. O desmatamento ilegal para diversos fins é uma realidade que também preocupa a equipe regional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), já que não poupa nem mesmo unidades de conservação (UC) sob a sua gestão. Não por acaso, em 2023, o órgão ambiental lavrou 57 Autos de Infração, dos quais 22 por desmatamento na Reserva Biológica (Rebio) de Una, no Refúgio de Vida Silvestre (Revis) de Una e no Parque Nacional (Parna) da Serra das Lontras (e sua zona de amortecimento). Multas de R$ 1.263.162,00 foram aplicadas. Também em 2023, uma operação do Ibama identificou 532,8 hectares&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/08/monocultura-de-cafe-avanca-sobre-as-florestas-conservadas-do-sul-da-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Um programa pioneiro — e uma vacina — para devolver os bugios à Mata Atlântica</title>
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					<pubDate>25 Jul 2024 15:32:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Bernardo Araújo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Animais, Conservação, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Mata Atlântica, Primatas, Unidades de Conservação e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Foi Hope quem primeiro ousou se aproximar de Juvenal. Os dois se encontravam em lados opostos de uma disputa territorial desde que a família de Hope enrolou suas caudas em volta dos galhos daquela floresta urbana de 4 mil hectares no coração do Rio de Janeiro. A chegada de seu clã contestou o reinado de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Foi Hope quem primeiro ousou se aproximar de Juvenal. Os dois se encontravam em lados opostos de uma disputa territorial desde que a família de Hope enrolou suas caudas em volta dos galhos daquela floresta urbana de 4 mil hectares no coração do Rio de Janeiro. A chegada de seu clã contestou o reinado de oito anos de Juvenal e seu grupo no Parque Nacional da Tijuca. Bugios-ruivos (Alouatta guariba) são, para padrões primatas, habitantes pacíficos da Mata Atlântica — gentis comedores de folhas que também se alimentam ocasionalmente de frutas. Mas isso não os coloca acima de disputas por território. Cerca de duas semanas antes, Juvenal e outro macho tentaram atacar o líder do grupo de Hope, Max. Os bugios seguiram trocando roncos ameaçadores desde o incidente. Naquele dia, porém, Hope parecia buscar a paz. Ela tocou Juvenal e — para o deleite dos pesquisadores que observavam a cena — ele aceitou o gesto. Os grupos de bugios pareceram, naquele momento, ter chegado a um entendimento. O papel dos humanos nesse drama, no entanto, é mais extenso. Há alguns anos atrás, bugios-ruivos eram considerados uma espécie vulnerável pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) — a agência brasileira responsável pela gestão de áreas protegidas e da biodiversidade — mas &#8220;pouco preocupante&#8221; de acordo com a Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Tudo mudou quando, em dezembro de 2016, os números de bugios-ruivos começaram a despencar; eles se tornaram raros em muitas florestas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/07/um-programa-pioneiro-e-uma-vacina-para-devolver-os-bugios-a-mata-atlantica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que agricultores familiares querem o fim de uma das maiores reservas ecológicas da Caatinga</title>
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					<pubDate>22 Jul 2024 16:01:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioAdriano AlvesJuly Portioli]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Caatinga, Comunidades Tradicionais, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Desmatamento, Energia, Fauna, Motores do Desmatamento, Povos Tradicionais e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>Este ano, o Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola completa uma década. Maior unidade de conservação (UC) de proteção integral de Pernambuco, com 110 mil hectares de extensão, ela foi criada para proteger a fauna e a flora da Caatinga. Segue, porém, sem plano de manejo, documento essencial para compatibilizar as ações em seu interior. O [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/07/por-que-agricultores-familiares-querem-o-fim-de-uma-das-maiores-reservas-ecologicas-da-caatinga/" data-wpel-link="internal">Por que agricultores familiares querem o fim de uma das maiores reservas ecológicas da Caatinga</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Este ano, o Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola completa uma década. Maior unidade de conservação (UC) de proteção integral de Pernambuco, com 110 mil hectares de extensão, ela foi criada para proteger a fauna e a flora da Caatinga. Segue, porém, sem plano de manejo, documento essencial para compatibilizar as ações em seu interior. O RVS Tatu-Bola abrange os municípios de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, no sertão do São Francisco. Dentro da área do refúgio, pequenos produtores mantêm tradicionalmente criação de ovinos e caprinos e agricultura de base familiar. Uma vez definido o plano de manejo, essas atividades poderiam ser mantidas em compatibilidade com a preservação da área. Para fazer um balanço dessa primeira década, a Mongabay visitou o refúgio e encontrou uma população que, alvo de desinformação, crê que terá suas terras expropriadas a qualquer momento. Deusdete do Senhor do Bonfim, de 60 anos, nasceu e foi criado na comunidade de Baixa Alegre, uma das comunidades situadas dentro do RVS Tatu-Bola. Emocionado durante a entrevista, ele narra sua relação com a terra: “Foi herança do nosso avô, passou pro meu pai, criei os meus filhos e hoje já sou avô. O que nós temos é produzido aqui na terra, trabalhando de sol a sol”. Nos seus quase 60 hectares de propriedade, Deusdete afirma que preserva cerca de 20% de Caatinga: “A gente não desmata total, deixa umbuzeiro, umburana, aroeira… esses paus grandes a gente deixa”. O agricultor, que produz milho, feijão, mamona e outros&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/07/por-que-agricultores-familiares-querem-o-fim-de-uma-das-maiores-reservas-ecologicas-da-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Desmatamento na Amazônia ameaça sobrevivência das abelhas que polinizam orquídeas</title>
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					<pubDate>05 Jul 2024 06:04:18 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Molly Hering]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Alimentos, Amazônia, Ambientalistas, Comunidades Tradicionais, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Insetos, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Sustentabilidade, Unidades de Conservação e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Com corpos azul e verde metálicos e asas iridescentes, as abelhas-das-orquídeas não são só insetos carismáticos. Elas são polinizadores especializados em florestas tropicais desde o México até o Brasil, e as principais responsáveis pela reprodução da castanha-do-brasil. Mas as abelhas-das-orquídeas também são um indicador de como o desmatamento e as mudanças no uso da terra [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Com corpos azul e verde metálicos e asas iridescentes, as abelhas-das-orquídeas não são só insetos carismáticos. Elas são polinizadores especializados em florestas tropicais desde o México até o Brasil, e as principais responsáveis pela reprodução da castanha-do-brasil. Mas as abelhas-das-orquídeas também são um indicador de como o desmatamento e as mudanças no uso da terra afetam os ecossistemas e a biodiversidade, como sugere um estudo recente realizado em Rondônia. Embora a perda de habitat não afete apenas polinizadores, as abelhas-das-orquídeas (gênero Euglossini) estão entre “os mais espetaculares, peculiares e economicamente importantes polinizadores que existem, uma vez que têm o potencial de chamar a atenção do público e dos formuladores de políticas”, diz o autor que liderou o estudo, J. Christopher Brown, professor de Geografia e Ciência Atmosférica na Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, acrescentando que as abelhas podem ser “as garotas-propaganda perfeitas” para a conservação da Amazônia. A pesquisa, publicada recentemente na revista Biological Conservation, analisou como a mudança de uso do solo afeta a quantidade, a variedade e a composição das espécies de abelhas-das-orquídeas ao longo do tempo em vários locais no estado de Rondônia, na Amazônia. Mapa da área do estudo, com as zonas de coleta de amostras (1-12) e a localização de 130 locais de amostragem no estado de Rondônia. Imagem cedida pelos autores do estudo A região é marcada por florestas neotropicais, fazendas de gado e pela produção de café, cacau, grãos, milho e castanha-do-brasil. Quando uma área é destinada para o uso humano, seja&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/07/desmatamento-na-amazonia-ameaca-sobrevivencia-das-abelhas-que-polinizam-orquideas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como o cacau agroecológico pode salvar um mico-leão ameaçado no sul da Bahia</title>
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					<pubDate>03 Jun 2024 14:02:17 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[<p>A área de distribuição do mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), primata endêmico do sul da Bahia, se caracteriza pela presença de manchas de florestas maduras e em regeneração, assim como cultivos agroflorestais onde os pés de cacau são plantados à sombra das árvores nativas da Mata Atlântica. Essa área, porém, que é já pequena, vem sofrendo com [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A área de distribuição do mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), primata endêmico do sul da Bahia, se caracteriza pela presença de manchas de florestas maduras e em regeneração, assim como cultivos agroflorestais onde os pés de cacau são plantados à sombra das árvores nativas da Mata Atlântica. Essa área, porém, que é já pequena, vem sofrendo com o mesmo desmatamento que já fez desaparecer a espécie do norte de Minas Gerais em um passado não muito distante. Nos últimos 30 anos, a área de ocorrência do primata, também conhecido como mico-leão-baiano, foi reduzida em aproximadamente 42% – de 22.700 km2 para 13.215 km2 –, enquanto sua população caiu em cerca de 60%. Estima-se que ainda existam entre 16 mil e 21 mil indivíduos na natureza no sul da Bahia, a maioria do município de Ilhéus. Os dados fazem parte da tese de doutorado do biólogo Joanison Vicente dos Santos Teixeira, diretor-executivo e coordenador de pesquisa da Almada Mata Atlântica Project (Amap), organização ambientalista germano-brasileira que tem apoiado financeiramente projetos científicos e ações de proteção à espécie, símbolo e bandeira maior da instituição. Esse pequeno primata dorme em partes ocas de troncos de árvores nativas e se movimenta em grupos de cinco a onze indivíduos que evitam repetir o local de repouso por causa dos predadores. Essa característica curiosa exige esforço contínuo para localização de abrigo e alimento em fragmentos que, fora das áreas protegidas, vêm encolhendo por pressão de atividades como a pecuária, a intensificação do próprio manejo nas cabrucas e a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/06/como-o-cacau-agroecologico-pode-salvar-um-mico-leao-ameacado-no-sul-da-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Educação e pesquisa estão resgatando os botos do Rio de Janeiro da extinção</title>
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					<pubDate>30 Abr 2024 06:15:51 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Brown (words) &amp; Kashfi Halford (video)]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>RIO DE JANEIRO, Brasil – A apenas 60 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, dezenas de botos-cinza (Sotalia guianensis) passam cautelosamente pela lancha, vindo à superfície d&#8217;água para respirar. Leonardo Flach fica na proa tirando fotos para depois identificar os indivíduos com base nas nadadeiras dorsais. Com mar límpido e montanhas cobertas de floresta [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/educacao-e-pesquisa-estao-resgatando-os-botos-do-rio-de-janeiro-da-extincao/" data-wpel-link="internal">Educação e pesquisa estão resgatando os botos do Rio de Janeiro da extinção</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[RIO DE JANEIRO, Brasil – A apenas 60 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, dezenas de botos-cinza (Sotalia guianensis) passam cautelosamente pela lancha, vindo à superfície d&#8217;água para respirar. Leonardo Flach fica na proa tirando fotos para depois identificar os indivíduos com base nas nadadeiras dorsais. Com mar límpido e montanhas cobertas de floresta ao redor, a paisagem da Baía de Sepetiba é pitoresca, mas a água está longe de ser cristalina. “Aqui no Brasil, [o boto-cinza] é uma das espécies mais comuns em estuários e baías, mas ao mesmo tempo é uma das espécies mais ameaçadas”, diz Flach, biólogo e cofundador do ONG Instituto Boto Cinza. Ele estuda esses cetáceos na Baía de Sepetiba desde a década de 1990 para entender os perigos que enfrentam e encontrar soluções para protegê-los. Uma das principais ameaças a esses botos é a poluição química no mar. Flach fez parte de um estudo publicado em março que encontrou altas concentrações de toxinas em botos-cinza durante um período de 12 anos na Baía de Sepetiba, resultado de dragagem, poluição industrial e esgoto bruto. Até 80% do esgoto da região não é tratado e é jogado na baía, contaminando o mar com patógenos e produtos farmacêuticos que são eliminados pela urina, diz Flach. “Os nossos botos-cinza, que vivem em baías semi-fechadas, são um dos mais contaminados do mundo”, explica Mariana Alonso, professora do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A exposição a estes produtos químicos está ligada a alterações hormonais&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/educacao-e-pesquisa-estao-resgatando-os-botos-do-rio-de-janeiro-da-extincao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>1 milhão de hectares de agroflorestas podem produzir 150 milhões de toneladas de comida, diz estudo</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/10/1-milhao-de-hectares-de-agroflorestas-podem-produzir-150-milhoes-de-toneladas-de-comida-diz-estudo/</link>
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					<pubDate>23 Out 2023 06:52:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Marion Frank]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Alimentos, Amazônia, Ambientalistas, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Indígenas, Índios, Insetos, Mata Atlântica, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Sustentabilidade, Terras Indígenas e Unidades de Conservação]]>
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											<description>
							<![CDATA[<p>Análise do Instituto Escolhas detectou que recuperar 1,02 milhão de hectares de áreas desmatadas com Sistemas Agroflorestais pode produzir 156 milhões de toneladas de alimentos e ainda remover 482,8 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/1-milhao-de-hectares-de-agroflorestas-podem-produzir-150-milhoes-de-toneladas-de-comida-diz-estudo/" data-wpel-link="internal">1 milhão de hectares de agroflorestas podem produzir 150 milhões de toneladas de comida, diz estudo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[São números (e objetivos) de encher os olhos – e que fazem acreditar em um país diverso, muito menos desigual entre regiões no tocante à geração de emprego e renda, assim como a oferta de comida na mesa brasileira. A partir do uso de modelos do Sistema Agroflorestal (SAF), que planta simultaneamente árvores nativas, frutíferas e/ou madeireiras ao lado de produtos agrícolas, uma área desmatada de 1,02 milhão de hectares pode, por exemplo, não apenas ser recuperada, mas também produzir 156 milhões de toneladas de alimentos, permitir o plantio de 2,03 bilhões de mudas e ainda remover 482,8 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera. A agrofloresta é também modelo de exploração da terra vantajoso para o agricultor familiar, pois permite, ao diversificar a produção, um retorno do investimento em curto prazo, colhendo e vendendo o que cresce rápido, enquanto se aguarda a renda em longo prazo, originária da produção de espécies permanentes. O recém-divulgado estudo do Instituto Escolhas, de São Paulo, se destaca por esses e outros indicadores da adoção do SAF na recuperação de terras Brasil afora, realçando os benefícios potenciais em honrar a meta de 12 milhões de hectares de florestas até 2030, assumida pelo nosso governo com o Acordo de Paris. Outro destaque: o estudo demonstrou que o investimento de R$ 33,1 bilhões na recuperação, por meio de SAFs, de 1,02 milhão de hectares de terras desmatadas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e localizadas em pequenas propriedades – principalmente da agricultura familiar – pode render&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/1-milhao-de-hectares-de-agroflorestas-podem-produzir-150-milhoes-de-toneladas-de-comida-diz-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Indígenas apostam nas abelhas nativas para reflorestar o que o branco desmatou</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/10/indigenas-ao-redor-do-brasil-apostam-nas-abelhas-nativas-para-reflorestar-o-que-o-branco-desmatou/</link>
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					<pubDate>09 Out 2023 08:22:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Alimentos, Amazônia, Ambientalistas, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Indígenas, Índios, Insetos, Mata Atlântica, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Sustentabilidade, Terras Indígenas e Unidades de Conservação]]>
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											<description>
							<![CDATA[<p>Pressionadas por inúmeras ameaças, três Terras Indígenas localizadas em diferentes biomas brasileiros (Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica) estão entre as dez iniciativas aprovadas pelo Programa Polinizando a Regeneração.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/indigenas-ao-redor-do-brasil-apostam-nas-abelhas-nativas-para-reflorestar-o-que-o-branco-desmatou/" data-wpel-link="internal">Indígenas apostam nas abelhas nativas para reflorestar o que o branco desmatou</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Ana Rosa de Lima, engenheira de materiais brasileira radicada na Alemanha, nem imaginava que uma iniciativa de financiamento coletivo para um projeto de meliponicultura na aldeia Mojkàràkô, do povo Kayapó, no Pará, em 2019, inspiraria um movimento comunitário de criação de abelhas nativas que, quatro anos depois, já se estende por todos os biomas do país e se fortalece como rede de soluções pensadas e geridas pelas próprias comunidades. Assim foram lançadas as sementes da Rede Meli Brasil, formada até agora por 53 comunidades indígenas, quilombolas, extrativistas e camponesas que aliam polinização a regeneração florestal para gerar renda, reverter degradação ambiental causada por invasores e fortalecer a segurança alimentar pelo sistema agroflorestal. Desse movimento, foram selecionados dez projetos comunitários pelo Programa Polinizando a Regeneração. A iniciativa foi apoiada pela Fundação Rockefeller após ser submetida pela organização socioambiental Meli Bees, criada na Alemanha por Ana Rosa, em 2020, fruto da demanda por incentivo à meliponicultura após experiência com os Kayapó. Cerca de 50 mil dólares serão destinados diretamente às ações comunitárias selecionadas. Paralelamente à captação de recursos internacionais, que possibilitou apoiar microprojetos no Brasil, a engenheira conta que foi se ampliando um grupo pelo WhatsApp que funcionou como uma espécie de semente de formação da Rede Meli Brasil. Regeneração florestal e roças agroecológicas no sul da Bahia, em terras do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe. Foto: Associação Okara Kaapora/divulgação “Esse movimento foi ganhando uma adesão espontânea de lideranças comunitárias brasileiras interessadas na criação de abelhas”, relata. “Em 2021, tivemos um ano de excelentes&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/indigenas-ao-redor-do-brasil-apostam-nas-abelhas-nativas-para-reflorestar-o-que-o-branco-desmatou/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Como as mudanças climáticas podem pôr em risco o café brasileiro</title>
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					<pubDate>02 Out 2023 20:35:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rachel Brabbins]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Alimentos, Alterações Climáticas, Amazônia, Ambientalistas, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Florestas, Florestas Tropicais e Unidades de Conservação]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Climas mais secos e quentes estão causando estragos na produção de café arábica em lavouras de São Paulo e Minas Gerais; mudanças climáticas globais e desmatamento na Amazônia e no Cerrado são as principais causas.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/como-as-mudancas-climaticas-podem-por-em-risco-o-cafe-brasileiro/" data-wpel-link="internal">Como as mudanças climáticas podem pôr em risco o café brasileiro</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[À medida que a temporada de incêndios atinge seu pico na região amazônica, produtores de café localizados a milhares de quilômetros de distância também vivem seu inferno particular. Fazendas como a de Felipe Barretto Croce, em Mococa, no estado de São Paulo, têm visto as queimadas aumentarem nos últimos anos, pondo em risco a produção daquele que é o maior exportador de café do mundo. “A gente vê que agosto e setembro são meses críticos de final de época de seca, evapotranspiração, déficit de água no solo. Começa a ficar crítico e a gente vê muitos fogos, muito incêndio na região&#8221;, explica Croce. A Fazenda Ambiental Fortaleza (FAF), propriedade da família de Felipe, está situada interior de São Paulo, no meio de dois biomas &#8211; o Cerrado e a Mata Atlântica &#8211; onde 10 hectares de café arábica orgânico estão se tornando cada vez mais vulneráveis às mudanças do ambiente, em grande parte acentuadas pela perda de vegetação na Amazônia. “Nos últimos anos, tivemos dias com mais climas extremos: frio mais intenso e calor mais intenso. Estamos vendo um déficit de chuva no geral. Isso provavelmente por conta de muito desmatamento ao redor, no Cerrado e na Amazônia”, diz Croce. Felipe Barretto Croce, proprietário da Fazenda Ambiental Fortaleza, em Mococa (SP). Foto: FAF/divulgação A previsão é de que essas estações secas e quentes se tornem piores e mais frequentes. A modelagem climática da plataforma Gro Intelligence estima que o número de dias com temperaturas extremas acima de 34 °C no&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/como-as-mudancas-climaticas-podem-por-em-risco-o-cafe-brasileiro/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Como os Paiter Suruí transformaram os cafezais dos invasores em café amazônico de qualidade</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/09/como-os-paiter-surui-transformaram-os-cafezais-dos-invasores-em-cafe-amazonico-de-qualidade/</link>
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					<pubDate>25 Set 2023 08:13:58 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Patricia Moll]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Alimentos, Amazônia, Ambientalistas, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Demarcação Territorial, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Madeira, Madeireiras, Povos Tradicionais e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>Cafezais herdados de antigos invasores foram reflorestados e se tornaram a primeira experiência mercantil do povo Paiter Suruí. Após capacitações e parcerias, indígenas aprenderam a tratar e fermentar os grãos, garantindo uma bebida de alta qualidade e valor superior.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/como-os-paiter-surui-transformaram-os-cafezais-dos-invasores-em-cafe-amazonico-de-qualidade/" data-wpel-link="internal">Como os Paiter Suruí transformaram os cafezais dos invasores em café amazônico de qualidade</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA SETE DE SETEMBRO, RO — O primeiro contato dos Paiter Suruí com o café foi em 1969. O cultivo não fazia parte da cultura ancestral deste povo originário, que vive na Terra Indígena Sete de Setembro, em uma região que vai de Cacoal, no sudeste de Rondônia, até Aripuanã, no noroeste do Mato Grosso. A data coincide também com o primeiro contato oficial da etnia com os não indígenas. Nesta época, o Governo Federal incentivava a ocupação no norte do país com a promessa de terras e melhores condições de vida. Rapidamente, a área foi tomada por madeireiros, garimpeiros e outros exploradores. Morreram centenas de indígenas, grande parte por conta de doenças como o sarampo. “Os invasores plantaram alguns pés de café. Como não eram de boa qualidade, devastaram o nosso solo”, lamenta o engenheiro ambiental e liderança Xener Paiter Suruí, filho do cacique Almir Suruí, referência mundial na luta pela sustentabilidade. Depois de muitos confrontos com os exploradores e também com o governo, a demarcação se deu somente em 1976 e a posse permanente – porém parcial – de suas terras, em 1983. Foi quando os Suruí começaram a reflorestar as áreas degradadas e aprender o cultivo de café. Os cafezais herdados dos colonos invasores constituíram a primeira experiência mercantil dos Suruí. Os grãos passaram a ser vendidos para as cidades vizinhas, sem nenhum tratamento. Cafezais Paiter Suruí na Terra Indígena Sete de Setembro. Foto: Walela Soepilema De acordo com o conhecimento da dinâmica da floresta, eles&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/como-os-paiter-surui-transformaram-os-cafezais-dos-invasores-em-cafe-amazonico-de-qualidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Condomínio na ilha de Boipeba aquece ocupação da Mata Atlântica</title>
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					<pubDate>28 Jun 2023 08:36:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Aldem Bourscheit]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Alimentos, Ambientalistas, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conservação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Mata Atlântica, Oceanos, Pesca, Povos Tradicionais, Rios, Sustentabilidade e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>Comunidades tradicionais e ambientes naturais em terra e mar podem ser os mais prejudicados pela construção de um projeto turístico-imobiliário privado na ilha de Boipeba. A empreitada pode azeitar a especulação de terras e a aprovação de licenças similares no litoral da Bahia.  O empreendimento Ponta dos Castelhanos foi licenciado em março pelo governo baiano [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Comunidades tradicionais e ambientes naturais em terra e mar podem ser os mais prejudicados pela construção de um projeto turístico-imobiliário privado na ilha de Boipeba. A empreitada pode azeitar a especulação de terras e a aprovação de licenças similares no litoral da Bahia.  O empreendimento Ponta dos Castelhanos foi licenciado em março pelo governo baiano numa fazenda que toma quase 20% de Boipeba, ou 1.651 hectares. A ilha é uma das porções mais preservadas da Mata Atlântica e abriga povoados tradicionais de quilombolas, pescadores e extrativistas. “Em mais de 500 anos de ocupação houve uma devastação sem precedentes da Mata Atlântica, mas ela foi mantida pela ocupação tradicional do litoral sul da Bahia”, afirma Eduardo Barcelos, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF Baiano), ligado ao Ministério da Educação. Uma de suas guardiãs é Rosângela Maria da Paixão Santos, a Dolinha. Ela cresceu catando mariscos e pescando com a família, atividades mantidas pelos filhos e marido. Hoje todos manejam uma barraca na praia do Bainema, em Boipeba, buscada por turistas brasileiros e do exterior.  “Sempre sobrevivi do mangue. O mangue era a minha firma [empresa onde trabalhava], vive aqui no meu coração. Eu aprendi a respeitar o ser humano, aprendi a respeitar a natureza e a trazer para casa o alimento, tudo através do mangue. Ele é um ‘ser’ muito importante”, declara Dolinha. As mãos de Dolinha já tiraram muito marisco dos mangues e peixes do mar, na ilha de Boipeba. Foto: Fellipe Abreu/Mongabay Brasil/O Eco As ilhas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/06/condominio-na-ilha-de-boipeba-aquece-ocupacao-da-mata-atlantica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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