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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Como indígenas estão reagindo ao possível fim da Moratória da Soja na Amazônia</title>
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					<pubDate>30 Abr 2026 07:04:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rubens Valente]]>
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							<![CDATA[<p>BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BRASÍLIA — Lideranças indígenas e pesquisadores afirmam que o fim de um importante acordo para o desmatamento zero na Amazônia, a Moratória da Soja, aumentará a perda de floresta ao redor de terras indígenas e incentivará sua invasão para o cultivo de soja. Alguns apontam que isso já começou a acontecerdesses territórios  após as recentes pressões políticas para restringir o acordo. Enquanto isso, lideranças indígenas enxergam uma oportunidade econômica com o fim da moratória. Membros de comunidades que vendem soja cultivada em suas terras demarcadas alegam que já o fazem de forma sustentável e que o acordo penaliza injustamente seu produto. A Mongabay conversou com diversas partes interessadas, desde lideranças indígenas e entidades corporativas até ambientalistas e órgãos do governo — pessoas de todo o espectro político brasileiro — para obter suas opiniões sobre o que a possível dissolução da moratória pode significar para os povos originários e suas terras na Amazônia. Trecho de floresta amazônica junto a campos de soja em Belterra, no Pará. Foto: AP Photo/Leo Correa. A Moratória da Soja é um pacto voluntário entre empresas, órgãos públicos e ONGs para reduzir o desmatamento na Amazônia. Os participantes concordaram em proibir, em suas cadeias de suprimentos, qualquer soja produzida em áreas da região  desmatadas após julho de 2008. Dez anos após a entrada em vigor do acordo, em 2006, o desmatamento para o cultivo do grão na floresta amazônica já havia caído para 1%. As fazendas de soja, por sua vez, ampliaram sua área de plantio em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/como-indigenas-estao-reagindo-ao-possivel-fim-da-moratoria-da-soja-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Acordo entre Mercosul e UE avança, mas acende alertas sobre o risco ambiental</title>
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					<pubDate>09 Abr 2026 06:28:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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							<![CDATA[<p>Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março, após décadas de negociação, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi ratificado pelo Paraguai, último país do bloco sul-americano entre os membros-fundadores a dar luz verde à tratativa comercial. Já em sua etapa final, o documento será aplicado provisoriamente a partir de maio, segundo a Comissão Europeia. A medida, no entanto, pode trazer no pacote uma série de impactos ambientais. Entre os principais problemas, de acordo com diferentes organizações e ambientalistas, destaca-se a expansão do desmatamento, da exploração de minérios e da importação de pesticidas. Em contrapartida, outros especialistas defendem que o acordo pode impor uma série de regras ambientais a um comércio global já existente — além de facilitar a troca de conhecimentos entre as partes envolvidas. Em linhas gerais, o tratado em desenvolvimento prevê a redução gradual das tarifas de importação no comércio entre os dois blocos continentais. No final de fevereiro, em nota, o governo brasileiro declarou que os europeus “se comprometem a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos”. Mesmo assim, nos últimos anos, o avanço do acordo acendeu múltiplos alertas para o meio ambiente. Em um relatório de março de 2023, o Greenpeace avaliou que a isenção de tarifas beneficiaria a exportação de commodities, podendo ampliar as fronteiras agrícolas e o desmatamento em toda a América do Sul. Atualmente, segundo o estudo, bens agrícolas e minerais representam mais de 70%&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/acordo-entre-mercosul-e-ue-avanca-mas-acende-alertas-sobre-o-risco-ambiental/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expansão da soja em Mato Grosso pressiona Cerrado e povos indígenas</title>
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					<pubDate>16 Mar 2026 08:00:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kevin Damasio]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA TIRECATINGA, Mato Grosso — Em 2025, os sojicultores brasileiros ganharam um novo impulso com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. As exportações nacionais da soja para o mercado chinês no ano foram recorde: 85,4 milhões de toneladas, quase 80% dos embarques totais do grão. Em Mato Grosso, a produção da oleaginosa já havia ganhado novos estímulos em 2019, em parte pela tensão comercial entre o primeiro governo de Donald Trump e os chineses. Além da demanda da China, a pavimentação de um trecho da rodovia BR-163 viabilizou novas fronteiras agrícolas para os sojicultores, com a ligação até portos no Pará. Desde então, as lavouras de soja no estado saltaram 3,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume produzido, por sua vez, passou de 33 milhões de toneladas na safra de 2018/19 para 51 milhões na de 2024/25, um aumento de 51%. A produção avança principalmente no Cerrado, a savana mais biodiversa do planeta e central para o abastecimento de água do país. Nascentes do bioma abastecem oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Na bacia do Rio Juruena, no oeste matogrossense, a consolidação das monoculturas — não só de soja, mas também de milho e algodão — preocupa os povos da Terra Indígena Tirecatinga. Eles relatam que as fazendas do entorno têm contaminado os cursos d&#8217;água, plantas e frutas por agrotóxicos, e barram os rios com pequenas usinas hidrelétricas. Situada entre os rios Buriti e Papagaio, a terra indígena tem 131 mil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/expansao-da-soja-em-mato-grosso-pressiona-cerrado-e-povos-indigenas-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</title>
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					<pubDate>13 Fev 2026 08:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Monocultura, Política Ambiental, Queimadas e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. Agora, com o novo anúncio, ressurge o temor de que a soja avance sobre a floresta. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a saída de cena desses traders pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia até 2045. O golpe de misericórdia veio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Representando alguns dos maiores traders de soja do mundo, como Cargill, Bunge, Amaggi e ADM, a associação anunciou no dia 5 de janeiro que &#8220;iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja&#8221;. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, e os membros da Abiove representam quase 45% desses embarques, segundo dados de 2022 da Trase, organização de rastreamento de commodities. A decisão ocorreu depois que uma nova lei entrou em vigor no Mato Grosso, o maior produtor de soja do país. A legislação, em vigor desde 1º de janeiro, permite que o governo estadual suspenda incentivos fiscais a empresas que adotem critérios ambientais além dos exigidos pela lei brasileira, como é o caso da moratória da soja. A lei está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal. &#8220;A Abiove entende que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Gigantes da soja se preparam em silêncio para lei antidesmatamento da UE; impactos seguem incertos</title>
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					<pubDate>22 Jan 2026 14:16:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Marina Martinez]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Monocultura, Pecuária e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis ambientais e de direitos humanos locais. Isso será particularmente desafiador para o setor de soja, já que sua produção é historicamente um dos principais motores da destruição de florestas, especialmente na América do Sul. Inicialmente previsto para dezembro de 2024, o início da aplicação do EUDR foi adiado por um ano devido à pressão exercida por representantes do agronegócio. Em dezembro de 2025, o Parlamento Europeu decidiu adiar novamente a data de aplicação por mais um ano, sob o argumento de dar mais tempo às empresas para se prepararem e garantir uma transição harmoniosa. Para entender quão preparado está o setor de soja, a Mongabay contatou cinco das maiores empresas do setor: ADM, Amaggi, Bunge, Cargill e Cofco International. As respostas oscilaram entre “sem comentários” e o silêncio total. Apesar do silêncio, especialistas vinculados a associações comerciais e ONGs afirmam que as grandes empresas de soja já estão preparadas para atender às exigências do EUDR. “A informação que nós temos, que eles [traders e associações do setor de soja] costumam nos passar, é que elas estão 100% preparadas”, disse Tiago Reis, especialista em conservação do WWF-Brasil, à Mongabay em mensagem de voz. “Inclusive algumas questionaram&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/gigantes-da-soja-se-preparam-em-silencio-para-lei-antidesmatamento-da-ue-impactos-seguem-incertos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Mata Atlântica continua perdendo grandes áreas de floresta, apesar da proteção legal</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2025/09/mata-atlantica-continua-perdendo-grandes-areas-de-floresta-madura-apesar-da-protecao-legal/</link>
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					<pubDate>26 Set 2025 14:47:22 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Liz Kimbrough]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Mata Atlântica]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Incêndios, Mata Atlântica, Monocultura, Pecuária e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>Em 1970, os cientistas já haviam passado 65 anos acreditando que o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) estava extinto. Naquele ano, no entanto, moradores locais encontraram uma pequena população da espécie  lutando pela sobrevivência em um trecho preservado de Mata Atlântica no oeste paulista. Após décadas de esforços, cerca de 1.800 desses primatas hoje se deslocam por [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/mata-atlantica-continua-perdendo-grandes-areas-de-floresta-madura-apesar-da-protecao-legal/" data-wpel-link="internal">Mata Atlântica continua perdendo grandes áreas de floresta, apesar da proteção legal</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em 1970, os cientistas já haviam passado 65 anos acreditando que o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) estava extinto. Naquele ano, no entanto, moradores locais encontraram uma pequena população da espécie  lutando pela sobrevivência em um trecho preservado de Mata Atlântica no oeste paulista. Após décadas de esforços, cerca de 1.800 desses primatas hoje se deslocam por corredores florestais restaurados. É uma rara história de sucesso em um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo. Mas, apesar de conquistas como essa na conservação, pesquisas recentes revelam uma realidade preocupante: a Mata Atlântica brasileira continua perdendo milhares de hectares de floresta madura a cada ano, mesmo sendo protegida por lei federal. A Lei da Mata Atlântica permite o desmatamento apenas em circunstâncias excepcionais, o que significa que a maior parte desse desmatamento é ilegal. Vista aérea de fragmentos da Mata Atlântica. A agricultura é a principal causa do desmatamento contínuo. Foto cedida pela Saving Nature. “É realmente alarmante constatar que ainda estamos perdendo grandes áreas de floresta madura”, disse Luis Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica à Mongabay. É especialmente preocupante, acrescentou ele, “considerando que a Mata Atlântica é uma área crítica de biodiversidade, a floresta tropical mais devastada do Brasil, uma das mais devastadas do mundo, e protegida por uma lei específica”. Uma nova pesquisa publicada na revista Nature Sustainability analisou mais de 10 mil eventos de desmatamento na Mata Atlântica entre 2010 e 2020. O estudo constatou que o ritmo do desmatamento permaneceu estável, com uma taxa média&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/mata-atlantica-continua-perdendo-grandes-areas-de-floresta-madura-apesar-da-protecao-legal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Agricultura sustentável enfrenta caminho tortuoso em hotspot do desmatamento na Amazônia</title>
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					<pubDate>28 Abr 2025 12:00:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>ALTAMIRA, Pará — Bartolomeu Moraes, mais conhecido como Brasília, foi um líder camponês e sindicalista que atuou na longa e sangrenta luta por terra no Brasil. Em 2002, ele foi morto depois de anos de oposição a fazendeiros da região ao longo da BR-163, no Pará. “Ele viu muita terra nas mãos de pouca gente [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ALTAMIRA, Pará — Bartolomeu Moraes, mais conhecido como Brasília, foi um líder camponês e sindicalista que atuou na longa e sangrenta luta por terra no Brasil. Em 2002, ele foi morto depois de anos de oposição a fazendeiros da região ao longo da BR-163, no Pará. “Ele viu muita terra nas mãos de pouca gente e queria que as pessoas pudessem usar essa terra para a agricultura familiar”, lembra Raimunda Rodrigues, de apelido Mariana, enquanto caminha pela estrada de chão batido que leva à sua casa. Depois de sua morte, o Estado brasileiro finalmente cedeu e, em 2005, criou um assentamento sustentável (conhecido como PDS, ou Projeto de Desenvolvimento Sustentável) em homenagem a Brasília. Mariana recebeu um lote de terra dentro dos 19.800 hectares do PDS Brasília, uma área maior que Aracaju, capital de Sergipe, que até então pertencia a um único proprietário. O Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) designou o assentamento a 500 famílias que praticariam a agricultura familiar em seus lotes e usariam uma área maior de floresta conservada para extrair frutos e castanhas. Contudo, 19 anos depois, o cenário é bem diferente. Sem apoio da administração pública, apenas 200 famílias continuam em suas terras. Muitas delas foram forçadas a vendê-las a grandes proprietários (o que é ilegal), que gradualmente reconquistaram a supremacia sobre o território. De acordo com a rede da sociedade civil MapBiomas, mais de dois terços (75%) do assentamento já foi transformado em pastagem para gado, o que é proibido dentro de um PDS.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/agricultura-sustentavel-enfrenta-caminho-tortuoso-em-hotspot-do-desmatamento-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Unidas pela tragédia: as causas por trás das inundações de Porto Alegre e Valência em 2024</title>
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					<pubDate>18 Abr 2025 19:06:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gerry McGovernSue Branford]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2024, duas cidades em diferentes continentes se viram ligadas por meio de uma tragédia em comum: Porto Alegre, no Brasil, e Valência, na Espanha, ambas acometidas por fortes chuvas que deixaram traumas e traços de destruição, ainda sentidos mesmo um ano depois. Enquanto pessoas se perguntam por que isso vem acontecendo com mais intensidade [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2024, duas cidades em diferentes continentes se viram ligadas por meio de uma tragédia em comum: Porto Alegre, no Brasil, e Valência, na Espanha, ambas acometidas por fortes chuvas que deixaram traumas e traços de destruição, ainda sentidos mesmo um ano depois. Enquanto pessoas se perguntam por que isso vem acontecendo com mais intensidade e frequência, cientistas tentam fornecer respostas. Não com certa surpresa, eles têm encontrado padrões semelhantes de causalidade entre os incidentes ocorridos — padrões que servem como um aviso para o mundo, mas que se revelam mais complexos e assustadores do que o esperado. Consequências da inundação de 2024 em Porto Alegre, Brasil. Foto: CarolSiBa via Wikimedia Commons (CC BY 4.0). Dilúvios gêmeos Porto Alegre foi a primeira a ser atingida. As chuvas torrenciais começaram em abril de 2024 e duraram seis semanas, transbordando rios e grandes deslizamentos de terra. A barragem de uma hidrelétrica se rompeu parcialmente. Pelo menos 180 pessoas morreram e meio milhão foi expulso de suas casas. Foi a pior enchente registrada na história do Rio Grande do Sul, com 1,6 milhão de hectares afetados. Como em todos esses desastres climáticos recentes, histórias de perdas ressoam em um mundo em aquecimento, onde as pessoas começam a se perguntar se sua comunidade será a próxima. Só o Brasil registrou um aumento de 460% nos desastres relacionados ao clima desde a década de 1990, de acordo com um estudo recente. As inundações de Valência em outubro de 2024 impactaram 450 mil hectares, menos do que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/193669/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação detalha estratégias de um dos maiores grileiros da Amazônia</title>
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					<pubDate>17 Fev 2025 18:50:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Em 15 de fevereiro de 2021, o pecuarista brasileiro Bruno Heller assinou um contrato em que vendia a fazenda Serra Formosa a um de seus funcionários. Passados mais de dois anos, quando Heller foi alvo de uma grande operação da Polícia Federal contra a grilagem, ficou claro que a suposta venda foi o primeiro passo [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 15 de fevereiro de 2021, o pecuarista brasileiro Bruno Heller assinou um contrato em que vendia a fazenda Serra Formosa a um de seus funcionários. Passados mais de dois anos, quando Heller foi alvo de uma grande operação da Polícia Federal contra a grilagem, ficou claro que a suposta venda foi o primeiro passo de um sofisticado plano para roubar e desmatar uma grande extensão de terras públicas. A data do contrato, 16 de março de 2006, era muito anterior à data em que o documento fora efetivamente redigido. Mas havia outros problemas. De acordo com investigadores, o contrato era uma obra de ficção. A propriedade de 3 mil hectares nunca foi de fato vendida para o funcionário de Heller, que era apenas um laranja – estratégia comum na Amazônia brasileira para evitar punições por atividades criminosas. Heller sabia que suas próximas ações não passariam despercebidas, e preparava o terreno para que as autoridades colocassem a culpa em outra pessoa. As investigações mostraram que a especialidade do fazendeiro não é nem o gado, nem o plantio, mas sim a grilagem de terras no sudoeste do Pará, às margens da BR-163 – um dos principais hotspots do desmatamento na Amazônia, onde grandes extensões de floresta foram desmatadas para dar lugar à pecuária bovina e às plantações de soja. Lá, no município de Altamira, perto do distrito de Castelo dos Sonhos, Heller e seus familiares registraram mais de 24 mil hectares de terra em seus nomes, equivalente à área urbana da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/investigacao-detalha-estrategias-de-um-dos-maiores-grileiros-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>‘A Mata Atlântica está morrendo’: entrevista com Ricardo Cardim</title>
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					<pubDate>13 Fev 2025 13:37:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Gado, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Monocultura, Pecuária, Política Ambiental, Produtos da Floresta, Queimadas, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Na casa de Ricardo Cardim, a mata subiu no telhado. No bom sentido: sobre sua cabeça e as de sua família agora prosperam dois microecossistemas: uma amostra de como eram os campos nativos da cidade de São Paulo (os chamados Campos de Piratininga) e uma “floresta-bonsai”: um exemplar de Mata Atlântica em formato reduzido, mas [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Na casa de Ricardo Cardim, a mata subiu no telhado. No bom sentido: sobre sua cabeça e as de sua família agora prosperam dois microecossistemas: uma amostra de como eram os campos nativos da cidade de São Paulo (os chamados Campos de Piratininga) e uma “floresta-bonsai”: um exemplar de Mata Atlântica em formato reduzido, mas com alta diversidade. “Isso aqui é um laboratório&#8221;, ele diz, referindo-se aos experimentos paisagísticos com espécies nativas que vem fazendo há décadas. Não só isso como todo o paisagismo de sua casa no bairro de Alto de Pinheiros é um grande laboratório doméstico da flora da Mata Atlântica, localizado a duas quadras de onde corre, moribundo, um Rio Pinheiros fétido, retilíneo e desprovido das florestas que um dia cresceram em suas margens. A Mata Atlântica vem sendo uma obsessão do botânico e paisagista Ricardo Cardim desde, quando adolescente, fotografava as grandes árvores do bioma que encontrava pelo caminho. Mal sabia que, anos mais tarde, essa busca se tornaria um livro: Remanescentes da Mata Atlântica: As grandes árvores da floresta original e seus vestígios, esgotado em sua primeira edição e relançado agora em versão ampliada, com 200 novas imagens. É, como ele diz, uma “história visual da Mata Atlântica”, onde reúne fotos históricas da floresta que já tombou e imagens atuais, captadas pelo fotógrafo Cássio Vasconcellos, das últimas árvores gigantes da floresta. Restam poucas, muito poucas, dessas árvores em uma floresta reduzida a 12,4% de sua extensão original, resultado de cinco séculos servindo como matéria-prima para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/a-mata-atlantica-esta-morrendo-entrevista-com-ricardo-cardim/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Contaminação por glifosato atinge municípios a quilômetros de distância das lavouras</title>
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					<pubDate>04 Set 2024 14:14:59 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>O Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo. Uma potência agrícola movida a toneladas e mais toneladas de agrotóxicos, que colocam o Brasil no topo do ranking mundial de consumos de pesticidas. Quase um terço desse consumo se concentra em apenas uma substância: o glifosato, um herbicida usado para matar as outras [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo. Uma potência agrícola movida a toneladas e mais toneladas de agrotóxicos, que colocam o Brasil no topo do ranking mundial de consumos de pesticidas. Quase um terço desse consumo se concentra em apenas uma substância: o glifosato, um herbicida usado para matar as outras plantas que insistem em crescer junto aos pés da oleaginosa. Em 2015, a Organização Mundial de Saúde concluiu que o glifosato era “provavelmente cancerígeno” para humanos. Mesmo assim, quatro anos depois, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reavaliou para baixo o nível de toxicidade do pesticida, até então classificado como &#8220;extremamente tóxico&#8221;. À época, a agência justificou que “o glifosato apresenta maior risco para os trabalhadores que atuam em lavouras e para as pessoas que vivem próximas a estas áreas”, sugerindo que medidas de proteção na hora da aplicação seriam suficientes para garantir o uso seguro do pesticida. Afirmação reforçada pelos produtores do agrotóxico, que afirmam que o produto é rapidamente absorvido no ambiente, limitando sua dispersão.  Cada vez mais estudos, no entanto, mostram que os efeitos do herbicida podem ser sentidos a dezenas de quilômetros dos locais de aplicação. Pesquisadores já detectaram a presença do agrotóxico em rios do Brasil, Argentina e Estados Unidos, os três maiores produtores de soja do mundo. Na Argentina, a substância foi encontrada mesmo em locais distantes das plantações, enquanto nos Estados Unidos um estudo encontrou a substância em 74% das amostras analisadas. &#8220;O glifosato impacta toda a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/09/contaminacao-por-glifosato-atinge-municipios-a-quilometros-de-distancia-das-lavouras/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cerrado não estaria tão seco se não fossem as mudanças climáticas, revela estudo</title>
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					<pubDate>13 Ago 2024 07:35:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Molly Hering]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alterações Climáticas, Ameaças às Florestas Tropicais, Animais, Biodiversidade, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Monocultura, Política Ambiental, Recursos hídricos, Reflorestamento e Seca]]>
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							<![CDATA[<p> Sofrendo com secas severas há décadas, o Cerrado passa por uma crise hídrica permanente. Seus aquíferos estão perdendo água mais rápido do que conseguem se renovar, os rios estão quase secos, e a população que vive e produz na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, antes caudaloso, começa a duvidar se ainda é possível confiar [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ Sofrendo com secas severas há décadas, o Cerrado passa por uma crise hídrica permanente. Seus aquíferos estão perdendo água mais rápido do que conseguem se renovar, os rios estão quase secos, e a população que vive e produz na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, antes caudaloso, começa a duvidar se ainda é possível confiar em seu reduzido fluxo para o abastecimento de água e a produção de energia hidrelétrica. Um novo estudo traz respostas para a causa da seca, há muito debatidas. Depois de analisar 700 anos de dados climáticos coletados numa caverna em Minas Gerais, um grupo de pesquisadores concluiu que a seca atual, a mais severa dos últimos sete séculos, seria impossível sem o aquecimento atmosférico causado pela espécie humana. O estudo, publicado na revista Nature Communications, faz parte de uma pesquisa maior para compreender a variação do clima e as mudanças climáticas no centro-leste da América do Sul. Bioma que abriga 5% das espécies de plantas e animais do planeta, o Cerrado é a savana mais biodiversa do mundo e uma fonte essencial de água. Os rios que ali nascem são responsáveis pela produção de energia elétrica para nove entre dez brasileiros. Os pesquisadores coletaram dados da Caverna da Onça, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais. A área fica ao sul do Matopiba, zona que inclui os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e é a mais recente e importante fronteira agrícola do país. Caverna da Onça, no Parque Nacional&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/08/cerrado-nao-estaria-tao-seco-se-nao-fossem-as-mudancas-climaticas-revela-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Na capital da soja, agronegócio revela seu apartheid</title>
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					<pubDate>27 Mai 2024 20:18:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Luiz Felipe Silva (texto) &amp; Fellipe Abreu (vídeo e fotos)]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Agrofloresta, Agropecuária, Carbono, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Desmatamento, Monocultura, Política Ambiental, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, Sustentabilidade e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Vista de cima, a cidade que se orgulha do título de Capital Nacional do Agronegócio evidencia um abrupto recorte social e econômico. A BR-163 funciona como se fosse uma fronteira que divide duas realidades opostas, tal qual o muro que separa Israel e Palestina. Na margem oeste, uma economia pujante enfileira lojas de marcas de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Vista de cima, a cidade que se orgulha do título de Capital Nacional do Agronegócio evidencia um abrupto recorte social e econômico. A BR-163 funciona como se fosse uma fronteira que divide duas realidades opostas, tal qual o muro que separa Israel e Palestina. Na margem oeste, uma economia pujante enfileira lojas de marcas de luxo, ocupa as ruas com caminhonetes que custam centenas de milhares de reais e erguem mais e mais casas e condomínios de alto padrão. A leste da rodovia, carros fabricados há décadas circulam por ruas que foram asfaltadas pela primeira vez há menos de cinco anos, numa paisagem que se compõe de construções simples de tijolos à mostra e placas de excursões para o Maranhão – que levam e trazem de lá os trabalhadores anônimos que servem até a própria vida na cadeia de produção do ouro do Cerrado, a soja. A geração de riqueza e de desigualdade no Centro-Oeste são faces do mesmo projeto de desenvolvimento colocado em prática a partir da década de 1970. Baseado numa lógica de ocupação de terras da Amazônia e Cerrado por colonos oriundos do Sul do país, este projeto foi turbinado pela globalização das commodities alimentares e consolidou a vocação brasileira de fazendão do mundo – e também sua incapacidade de alimentar a própria população. “O projeto de colonização foi uma iniciativa do Governo Federal [nos anos de ditadura militar], que permitiu que empresas comprassem grandes quantidades de terra e organizassem comercialmente e estrategicamente a venda dessas terras”,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/05/na-capital-da-soja-agronegocio-revela-seu-apartheid/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title> Antas do Cerrado contaminadas por agrotóxicos: o que elas revelam sobre a saúde humana</title>
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					<pubDate>06 Mai 2024 06:10:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Michael Esquer]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Era 2015 quando pesquisadores tentavam capturar antas (Tapirus terrestris) no Cerrado para instalar coleiras de monitoramento para estudar a espécie. Enquantotentavam realizar o procedimento anestésico, eles notaram que a anestesia não estava funcionando e, por isso, tiveram que suplementar as doses para que o procedimento fizesse efeito. Esse foi o catalisador de pesquisa que revelou, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Era 2015 quando pesquisadores tentavam capturar antas (Tapirus terrestris) no Cerrado para instalar coleiras de monitoramento para estudar a espécie. Enquantotentavam realizar o procedimento anestésico, eles notaram que a anestesia não estava funcionando e, por isso, tiveram que suplementar as doses para que o procedimento fizesse efeito. Esse foi o catalisador de pesquisa que revelou, anos depois, que as antas da região estavam contaminadas com vários tipos de agrotóxicos e apresentavam alterações em órgãos importantes para o metabolismo. Na época, os pesquisadores levantaram a hipótese de que algo no corpo das antas estava interferindo na anestesia. Uma possibilidade era a exposição a pesticidas, que está ligada a alterações no processo metabólico. Agora, outra hipótese levantada pelos pesquisadores na época foi confirmada: moradores da mesma região também apresentam contaminação por agrotóxicos. As descobertas sobre as antas levaram os pesquisadores a coletar amostras biológicas de cerca de 100 moradores das proximidades, e mais de 30 pessoas apresentaram resultados positivos para algum tipo de pesticida, com mais de um produto químico presente em alguns casos. O agrotóxico mais utilizado no Brasil, o glifosato, foi encontrado em mais de 20 pessoas. O trabalho, divulgado em um relatório técnico em fevereiro, foi conduzido por pesquisadores da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (Incab) do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), que estão preparando um artigo sobre a pesquisa para publicação em uma revista científica. Esta pesquisa mostra como os animais estão fornecendo informações e inspiração para estudos com humanos, o que é mais um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/05/antas-do-cerrado-contaminadas-por-agrotoxicos-o-que-elas-revelam-sobre-a-saude-humana/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Veneno do céu: a luta dos quilombolas do ES contra a Suzano</title>
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					<pubDate>11 Abr 2024 15:42:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Vitor Prado dos Anjos]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Monocultura e Povos Tradicionais]]>
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							<![CDATA[<p>CONCEIÇÃO DA BARRA, Espírito Santo — Beatriz Cassiano trabalhava na sua roça quando repentinamente ouviu seu neto gritando: “Vó, sai daí, sai, vem para casa. O avião!” Em entrevista à Mongabay, Beatriz relembra que foi surpreendida por um avião que sobrevoava as casas da comunidade pulverizando agrotóxicos: “A gente não sabia, [ninguém] avisou nem nada. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CONCEIÇÃO DA BARRA, Espírito Santo — Beatriz Cassiano trabalhava na sua roça quando repentinamente ouviu seu neto gritando: “Vó, sai daí, sai, vem para casa. O avião!” Em entrevista à Mongabay, Beatriz relembra que foi surpreendida por um avião que sobrevoava as casas da comunidade pulverizando agrotóxicos: “A gente não sabia, [ninguém] avisou nem nada. Jogaram um veneno, mas rodava dentro das propriedades das pessoas”. Num dado momento, Beatriz foi atingida pelos pesticidas: “Caiu em cima de mim e meu braço ficou coçando”. E sua roça também foi destruída no processo: “Perdi a abóbora, perdi milho&#8230;” A comunidade quilombola de Linharinho situa-se no município de Conceição da Barra e integra uma região do Espírito Santo conhecida como Sapê do Norte, onde existem 32 quilombos reconhecidos pela Fundação Cultural Palmares. De acordo com relatos da comunidade, nos últimos anos, a Suzano, líder mundial na produção de celulose de fibra curta, tem realizado pulverizações aéreas de agrotóxicos em suas plantações de eucalipto nos arredores da comunidade, sem comunicação prévia e em desacordo com a distância de segurança regulamentada pela Instrução Normativa nº 2/2008 do Ministério da Agricultura, que restringe a aplicação aeroagrícola a distâncias inferiores a 250 metros de moradias isoladas. Os moradores informaram à Mongabay que o avião passa tão próximo de suas casas que, por vezes, os agrotóxicos atingem seu corpo, suas roças e seus rios, gerando preocupações sobre a segurança do consumo da comida cultivada localmente e da água de fontes naturais, devido aos potenciais riscos de contaminação. Plantio&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/veneno-do-ceu-a-luta-dos-quilombolas-do-es-contra-a-suzano/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Sul Global paga caro pelo uso de pesticidas, revela o novo Atlas dos Agrotóxicos</title>
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					<pubDate>25 Jan 2024 14:29:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Matheus Lopes Quirino]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alimentos, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conflitos, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Lei Ambiental, Monocultura, Política Ambiental e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil está no topo dos países que mais importam e consomem agrotóxicos no mundo. Só no final de 2023, foi aprovada, com vetos, a PL 1459/2022, conhecida entre ambientalistas como “PL do Veneno”, lei que flexibiliza a utilização de pesticidas em todo o país. São mais de 3 mil agroquímicos registrados hoje em território [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil está no topo dos países que mais importam e consomem agrotóxicos no mundo. Só no final de 2023, foi aprovada, com vetos, a PL 1459/2022, conhecida entre ambientalistas como “PL do Veneno”, lei que flexibiliza a utilização de pesticidas em todo o país. São mais de 3 mil agroquímicos registrados hoje em território nacional, número que dobrou entre os anos de 2010 e 2021. Desse montante, 49% dos produtos são considerados altamente perigosos, como mostram dados publicados no recém-lançado Atlas dos Agrotóxicos, editado pelo braço brasileiro da fundação alemã Heinrich Böll. Ao compilar dados de forma inédita sobre a ação de determinados produtos no solo, no ar e nas águas, o atlas joga luz em questões sobretudo comunitárias, como a insegurança alimentar, a pobreza e a influência de empresas do ramo em políticas públicas – além de estudos sobre o impacto dos agrotóxicos em vários campos, como o econômico, o ecológico e o social. O gráfico acima revela que foram encontrados resíduos de agrotóxicos em mais da metade das amostras de 14 alimentos; 23% estão acima do Limite Máximo de Resíduos permitido pela Anvisa. Entre os mais contaminados, estão o pimentão, a cenoura e o tomate. Imagem: Atlas dos Agrotóxicos “Um dos objetivos do mapa é visibilizar o trabalho de pesquisadores de todo o país”, conta Marcelo Montenegro, coordenador de programas e projetos de justiça socioambiental da fundação no Brasil. Para ele, a mudança de paradigma pode acontecer quando a perspectiva regional for sobreposta à visão econômica. “O&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/01/sul-global-paga-caro-pelo-uso-de-pesticidas-revela-o-novo-atlas-dos-agrotoxicos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Maior produtora de bauxita do Brasil nega direitos a ribeirinhos no Pará</title>
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					<pubDate>13 Dez 2023 20:47:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Thaís Borges e Sue Branford]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Garimpo, Incêndios, Infraestrutura, Mineração, Monocultura, Povos Tradicionais e Queimadas]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>A Mineração Rio do Norte (MRN), a maior produtora de bauxita do Brasil, começou a minerar um novo platô na região amazônica em 2019, mas não consultou quatro comunidades ribeirinhas estabelecidas nas proximidades. Os moradores afirmam que seus meios de vida foram gravemente afetados.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[ORIXIMINÁ, Pará — Raimunda de Souza tem 62 anos. Nasceu na Amazônia, num pedaço de floresta banhado por lagos e igarapés. “Um paraíso”, é como ela define o local onde seus pais, avós e bisavós também abriram os olhos pela primeira vez. A memória familiar de Raimunda não alcança limites geográficos para além de Oriximiná, no Pará. O município tem 107,6 km2, uma área maior que a de Portugal. Foi nessa imensidão de floresta que as filhas e os netos de Raimunda também aportaram os pés no mundo, mais especificamente na comunidade de São Tomé, uma das quatro situadas no Lago Maria Pixi, onde vivem outras 183 famílias. Comunidades tradicionais invisibilizadas Apesar de ocuparem a região há várias gerações, esses ribeirinhos foram invisibilizados pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) realizado para que a Mineração Rio do Norte (MRN) – maior produtora de bauxita do Brasil – pudesse explorar uma nova mina num local conhecido como Platô Aramã. Na fase de licenciamento ambiental, esse estudo é responsável por apontar os prováveis impactos ao ambiente e às pessoas que dele dependem, e apresentar as medidas mitigatórias e compensatórias a serem adotadas. A Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP) publicou uma análise desse licenciamento ambiental, e apontou falhas graves no EIA, como a afirmação de que “na área do empreendimento não existem comunidades, sejam elas tradicionais ou não”, ou a de que os locais de lavra mineral são “desprovidos de qualquer ocupação humana”. Prováveis destinatários do impacto da atividade, os ribeirinhos do Maria&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/12/maior-produtora-de-bauxita-do-brasil-nega-direitos-a-ribeirinhos-no-para/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Qualidade do ar no Cerrado está comprometida pelo excesso de agrotóxico</title>
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					<pubDate>30 Out 2023 07:58:31 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Adriana Amâncio]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alimentos, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conflitos, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Lei Ambiental, Monocultura, Política Ambiental e Queimadas]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Estudo identificou a morte de líquens pela exposição ao glifosato em uma Área de Preservação Permanente em Caiapônia, Goiás. Organismos formados pela interação entre fungos e algas, os líquens atuam como bioindicadores da qualidade do ar.</p>
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]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Respirar ar puro no Cerrado tem sido cada vez mais difícil. É o que indica um estudo recente, elaborado pelo Instituto Federal Goiano. A pesquisa constatou uma relação entre a morte de líquens e a exposição ao glifosato, um tipo de herbicida usado para impedir o crescimento de plantas espontâneas. Os líquens são organismos formados por fungos e algas que se relacionam entre si. “Na prática, isso indica a má qualidade do ar. Em florestas tropicais, como é o nosso caso, a presença dos líquens indica boas condições atmosféricas. Por outro lado, a sua ausência indica que as condições do ar não estão adequadas”, resume Luciana Vitorino, doutora em Microbiologia, pesquisadora do Instituto Federal Goiano e uma das autoras do estudo. As amostras analisadas foram recolhidas de uma Área de Preservação Permanente (APP) localizada no município de Caiapônia, distante 335 km de Goiânia, capital de Goiás. A APP está localizada dentro de uma propriedade privada de monocultivo de cana-de-açúcar em larga escala. Foram recolhidos dos troncos das árvores líquens das espécies Parmotrema tinctorum e Usnea barbata (conhecida como  barba-de-velho). Essas amostras estavam no centro da APP, portanto, em tese, não haviam sofrido exposição direta  ao glifosato. Nas análises, porém, foi constatado que houve redução de células vivas e aumento de células mortas nos líquens barba-de-velho – ambos os resultados proporcionais ao tempo de exposição e à concentração do herbicida. Segundo Luciana Vitorino, o interesse em realizar esse estudo mais aprofundado surgiu após ser encontrado cádmio, um dos metais pesados presentes&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/10/qualidade-do-ar-no-cerrado-esta-comprometida-pelo-excesso-de-agrotoxico/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Mercedes Bustamante: “O avanço do desmatamento no Cerrado é alarmante”</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/09/mercedes-bustamante-o-avanco-do-desmatamento-no-cerrado-e-alarmante/</link>
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					<pubDate>14 Set 2023 06:44:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina Conti]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alterações Climáticas, Animais, Biodiversidade, Carbono, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Desmatamento, Fauna, Monocultura, Política Ambiental, Recursos hídricos e Seca]]>
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							<![CDATA[<p>Especialista no Cerrado, a bióloga e professora da Universidade de Brasília elenca os porquês do crescimento exponencial do desmatamento no bioma, a savana mais biodiversa do planeta.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/mercedes-bustamante-o-avanco-do-desmatamento-no-cerrado-e-alarmante/" data-wpel-link="internal">Mercedes Bustamante: “O avanço do desmatamento no Cerrado é alarmante”</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Mercedes Bustamante é uma das maiores especialistas em mudanças climáticas e na ecologia de ecossistemas do Brasil, sendo referenciada nesses temas também internacionalmente. Bióloga e professora titular da Universidade de Brasília, tornou-se uma voz ativa na defesa do Cerrado brasileiro, bioma que vem sofrendo com uma devastação que acontece a passos e medidas largos. Recentemente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) noticiou que os primeiros meses de 2023 tiveram uma taxa de desmatamento superior ao mesmo período do ano anterior. Na medida em que a destruição cresce no Cerrado, na Amazônia os números apontam queda. Isso se deve, em parte, pelo fato de 82% do desmatamento na savana acontecer em propriedades privadas, onde a atuação do Governo Federal – que vem sinalizando comprometimento para com essa agenda – tem limitações. Ainda assim, segundo Mercedes, é possível controlar a situação por meio de políticas públicas e ações casadas entre diferentes segmentos dos setores público, privado e sociedade civil. Ela nos contou a respeito nesta entrevista exclusiva à Mongabay.  Mongabay: De acordo com dados do Inpe, o desmatamento no Cerrado cresceu 35% nos cinco primeiros meses deste ano em comparação a 2022. A que se deve essa devastação? Mercedes Bustamante: O avanço do desmatamento no Cerrado é realmente alarmante pelos patamares de perda de vegetação nativa e exatamente por ser um bioma que já perdeu uma fração significativa da cobertura original [50%, segundo o MapBiomas]. Isso significa que mesmo taxas menores de desmatamento já seriam preocupantes. A maior parte dessa devastação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/09/mercedes-bustamante-o-avanco-do-desmatamento-no-cerrado-e-alarmante/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O clima já está mudando no Matopiba, nova fronteira agrícola brasileira</title>
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					<pubDate>21 Jun 2023 07:07:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Água, Alterações Climáticas, Biodiversidade, Carbono, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Demarcação Territorial, Desmatamento, Monocultura, Política Ambiental, Recursos hídricos, Seca e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Coletando dados dos últimos 40 anos, pesquisadores observaram aumento de temperatura e secas mais severas na região do Matopiba, que engloba partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/06/o-clima-ja-esta-mudando-no-matopiba-nova-fronteira-agricola-brasileira/" data-wpel-link="internal">O clima já está mudando no Matopiba, nova fronteira agrícola brasileira</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Na zona de transição entre a Amazônia Oriental e o Cerrado, uma interação entre mudanças climáticas e expansão da agricultura pode estar resultando em aumento da temperatura e redução das chuvas. Essa é uma das principais conclusões de um estudo realizado por pesquisadores brasileiros e do exterior. Essa zona de transição, conhecida como Matopiba, porque engloba partes dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, é a maior área de contato entre floresta e savana nos trópicos. O Cerrado predomina em 91% da região, enquanto os 9% restantes são composto por manchas de Floresta Amazônica e vegetação de Caatinga. Nos últimos 20 anos, essa área se tornou uma importante fronteira agrícola do Brasil. Segundo o coordenador geral da pesquisa, José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e primeiro autor do estudo, o objetivo do trabalho foi avaliar se poderia acontecer na região do Matopiba o que está ocorrendo no leste da Amazônia. “E, de fato, observamos que sim. Na região onde a nova fronteira agrícola está sendo implantada, estão acontecendo mudanças similares ao que se observa na Amazônia oriental”, conta. Imagem aérea de fazenda na região do Matopiba. Foto: Vinícius Mendonça/Ibama Para o estudo, os pesquisadores utilizaram diferentes conjuntos de dados, que incluem chuvas, temperatura, evapotranspiração e índices de vegetação para o período de 1981 a 2020. “Observamos que na região do Matopiba, especialmente na porção oeste do Piauí e Bahia, há uma tendência de aumento de ocorrência de secas mais severas, intensificadas pelo aumento&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/06/o-clima-ja-esta-mudando-no-matopiba-nova-fronteira-agricola-brasileira/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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