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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Liberação de armas por Bolsonaro impulsionou caça ilegal, indica estudo</title>
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					<pubDate>22 Jul 2026 13:16:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adele Santelli]]>
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							<![CDATA[<p>“Eu quero todo mundo armado”. A frase do ex-presidente Jair Bolsonaro dita em reunião ministerial, em maio de 2020, escancarou o cumprimento de uma promessa feita por ele enquanto candidato à Presidência da República, em 2018. Na ocasião, ele cobrou dos ministros a assinatura da portaria que aumentou o limite de compra de munições por [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Eu quero todo mundo armado”. A frase do ex-presidente Jair Bolsonaro dita em reunião ministerial, em maio de 2020, escancarou o cumprimento de uma promessa feita por ele enquanto candidato à Presidência da República, em 2018. Na ocasião, ele cobrou dos ministros a assinatura da portaria que aumentou o limite de compra de munições por civis. Durante a campanha e ao longo do seu mandato, Bolsonaro promoveu e executou fortemente a agenda armamentista, com impactos diretos na caça ilegal de animais silvestres. De acordo com dados de 2023, levantados pelos institutos Igarapé e Sou da Paz, a quantidade de armas em acervos particulares de civis e militares no Brasil chegou a quase 3 milhões entre 2019 e 2022 — ou seja, durante o governo Bolsonaro — contra pouco mais de 1,3 milhão em 2018, quando quase metade pertencia a militares. As medidas adotadas na gestão de Bolsonaro facilitaram o acesso a armamentos no país, principalmente entre caçadores, atiradores desportivos e colecionadores, conhecidos como CACs. Segundo o levantamento, 59 mil armas haviam sido compradas por CACs em 2018. Em 2022, foram 431 mil. Nesse período, o grupo que antes respondia por 27% do arsenal saltou para 42,5% e passou a ser o principal dono de acervos particulares de armas de fogo no país, antes liderado por militares. Esse aumento do acesso às armas de fogo, incentivado e facilitado por Jair Bolsonaro, foi um dos principais fatores de prevalência da caça ilegal de animais silvestres no Brasil. Foi o que revelou um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/liberacao-de-armas-por-bolsonaro-impulsionou-caca-ilegal-indica-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Doenças de gatos domésticos ameaçam felinos selvagens no Brasil</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 12:50:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as espécies de felinos. Principalmente para nossas espécies nativas e para as que estão ameaçadas de extinção”, disse Flavia Tirelli, doutora em zoologia e coordenadora da Geoffroy’s Cat Working Group, uma rede internacional que luta pela conservação do gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) e de outros felinos silvestres. Segundo a especialista, que também atua como pesquisadora no Laboratório de Evolução, Sistemática e Ecologia de Aves e Mamíferos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o avanço de doenças comuns entre gatos domésticos (Felis catus) — como o vírus da imunodeficiência felina (FIV), o vírus da leucemia felina (FeLV) e a panleucopenia, causada pelo parvovírus felino (FPV), entre outros — pode impactar significativamente a fauna de felídeos em todo o Brasil. “As espécies ameaçadas têm populações menores e mais isoladas dentro de nossa matriz antrópica [ambientes naturais modificados pela ação humana] e também podem estar próximas de animais domésticos que carregam esses vírus”, disse à Mongabay. Um gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) descansa em um tronco de árvore. Foto: Fernando da Rosa via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Segundo estimativas, o Brasil ocupa o terceiro lugar no pódio global em número de animais de estimação, com cerca de 30&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/doencas-de-gatos-domesticos-ameacam-felinos-selvagens-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto de gestão indígena pode ajudar a conservar a onça-pintada</title>
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					<pubDate>16 Jul 2026 18:46:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[James HallKarla Mendes]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>PAU BRASIL, Brasil — O líder indígena Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe relembra a noite em que percorreu a trilha até a aldeia Água Vermelha, na Terra Indígena (TI) Caramuru-Paraguassu. Por volta das 22h, ele conta que uma sombra surgiu da vegetação rasteira e atravessou a estrada. Surpreso, viu a pelagem brilhante e negra [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[PAU BRASIL, Brasil — O líder indígena Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe relembra a noite em que percorreu a trilha até a aldeia Água Vermelha, na Terra Indígena (TI) Caramuru-Paraguassu. Por volta das 22h, ele conta que uma sombra surgiu da vegetação rasteira e atravessou a estrada. Surpreso, viu a pelagem brilhante e negra como a noite e reconheceu um dos animais mais raros da Mata Atlântica brasileira: uma onça-preta (Panthera onca). Para Titiah, um dos 21 caciques da TI, localizada no sul da Bahia, o breve avistamento do felino foi um encontro espiritual e um sinal de mudanças em curso no território. “Houve uma época em que a gente começou o processo de retomada do nosso território e encontrou uma boa parte da nossa terra transformada em pastos para gado”, disse Titiah à Mongabay, em sua casa no município de Pau Brasil, adjacente à TI, onde ele é vereador. “O nosso povo deixou uma boa parte dessas áreas voltarem a regenerar. E alguns animais que não se via por aqui antes, como a onça-pintada, começaram a aparecer.&#8221; A transformação da TI Caramuru-Paraguassu foi possibilitada, em parte, pelo Ywy Ipuranguete (“terra bonita”, na língua tupi-guarani), um projeto do governo federal destinado a fortalecer e apoiar a gestão indígena em 15 territórios. Com base no reconhecimento das terras indígenas como vitais para a vida selvagem e os ecossistemas, o Ministério dos Povos Indígenas lançou a iniciativa para proteger cerca de 6 milhões de hectares de alguns dos biomas mais ameaçados&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/projeto-de-gestao-indigena-pode-ajudar-a-conservar-a-onca-pintada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como sua tigela de açaí pode estar deixando os tucanos sem floresta</title>
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					<pubDate>14 Jul 2026 19:25:39 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>&#8220;Ah-sigh-ee.” Talvez muitos estrangeiros ainda precisem aprender a pronúncia correta da fruta amazônica, mas existe uma enorme chance de que eles já tenham visto o nome “açaí” em cardápios mundo afora, sobretudo em cafés e lanchonetes especializadas em alimentação saudável, onde é o principal ingrediente de sucos, tigelas e sorvetes. No Brasil, cerca de 95% [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[&#8220;Ah-sigh-ee.” Talvez muitos estrangeiros ainda precisem aprender a pronúncia correta da fruta amazônica, mas existe uma enorme chance de que eles já tenham visto o nome “açaí” em cardápios mundo afora, sobretudo em cafés e lanchonetes especializadas em alimentação saudável, onde é o principal ingrediente de sucos, tigelas e sorvetes. No Brasil, cerca de 95% da produção da fruta está concentrada no Pará. Ela é uma das bases da dieta da população local, que a consome batida, com peixe, farinha de mandioca e outros ingredientes amazônicos. Por causa de seus benefícios nutricionais — rica em antioxidantes, fibras e com alto valor energético —, a fama do açaí como “superalimento” rapidamente chegou a outras regiões brasileiras e, eventualmente, a outros países. Mas o aumento da produção da fruta para atender tanto à demanda nacional quanto à internacional está reduzindo a diversidade de aves em florestas de várzea da Amazônia. Segundo um estudo publicado recentemente no jornal Biological Conservation, áreas com maior adensamento de palmeiras de açaí apresentam um declínio de 28% no número de espécies. “Nosso objetivo era entender quais eram as consequências da expansão do cultivo do açaí e suas diversas formas de manejo sobre as aves, com um foco principal nas frugívoras, aquelas que se alimentam de frutos”, disse à Mongabay o biólogo e mestre em ecologia Raphael Vasconcelos Nunes, pesquisador da Universidade Federal do Pará e um dos coautores do estudo. Segundo Nunes, as matas de várzea — onde ocorre a maior parte dos cultivos de açaí –&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/como-sua-tigela-de-acai-pode-estar-deixando-os-tucanos-sem-floresta/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia</title>
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					<pubDate>26 Jun 2026 10:18:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Biodiversidade, Comida, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Manguezais, Peixes, Pesca, Poluição, Recursos hídricos, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de praias à beira de um lago com espelho d’água estimado entre 20 e 25 km², o grupo havia recolhido uma caçamba cheia de resíduos plásticos. Antes desta, ação semelhante realizada em junho 2023 havia coletado outras duas caçambas. A experiência do grupo ajudou a dimensionar o resultado da pesquisa de mestrado de Eletuza Uchôa Farias: metade dos peixes coletados no lago, pertencentes a duas espécies de jaraqui (Semaprochilodus insignis e Semaprochilodus taeniurus), havia ingerido microplásticos. Uma vez no organismo, as partículas podem permanecer no trato intestinal, alcançar outros tecidos e órgãos e circular pela cadeia alimentar, da base aos peixes predadores — até chegar, potencialmente, ao ser humano. O jaraqui é o peixe mais consumido no estado do Amazonas. Todas as partículas encontradas no intestino dos peixes eram fibras: filamentos finos e alongados, com tamanho entre 0,5 e 4,37 milímetros. A maior parte delas, 85,7%, foi identificada como poliamida, um polímero amplamente utilizado pela indústria têxtil por sua resistência e flexibilidade. O entorno do Puraquequara é habitado por comunidades sem atendimento adequado de saneamento básico. Na prática, a água de pias, tanques e máquinas de lavar roupa é descartada diretamente nos corpos d’água, o que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/dos-igarapes-aos-manguezais-microplasticos-contaminam-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Plano da Petrobras exclui resgate de peixes-bois na nova fronteira do petróleo</title>
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					<pubDate>18 Jun 2026 15:39:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Animais, Combustíveis Fósseis, Fauna e Fauna marinha]]>
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							<![CDATA[<p>Em outubro de 2025, a Petrobras começou a perfurar o fundo do mar na região onde o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico, após um longo e controverso processo de licenciamento ambiental. No centro do debate estavam as preocupações com a fauna única que habita a costa do Amapá e do Pará, bem como as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em outubro de 2025, a Petrobras começou a perfurar o fundo do mar na região onde o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico, após um longo e controverso processo de licenciamento ambiental. No centro do debate estavam as preocupações com a fauna única que habita a costa do Amapá e do Pará, bem como as dúvidas sobre a capacidade da empresa de resgatar os animais em caso de derramamento de óleo. Entre as potenciais vítimas estão aves marinhas, tartarugas e os recifes de coral descobertos recentemente na costa amazônica. Um mamífero marinho ameaçado de extinção, no entanto, causa especial preocupação devido aos desafios envolvidos em um possível resgate: o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), espécie que pode atingir cerca de 3,5 metros de comprimento e pesar, em média, 700 quilos; alguns indivíduos chegam a 1.600 quilos. “Manejar e transportar animais com essa massa exige logística complexa e equipamentos de grande porte”, afirmou a bióloga marinha Fábia de Oliveira Luna, coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Com uma população estimada em e uma taxa reprodutiva de um filhote a cada quatro anos, “cada indivíduo removido prejudica a manutenção da população”, disse Luna à Mongabay. Segundo cientistas, o projeto petrolífero também coloca em risco um código genético único, compartilhado apenas pelos animais dessa região e resultado do cruzamento entre o peixe-boi-marinho e seu parente de água doce, o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis). O peixe-boi-marinho ocorre em toda a região do Caribe e está&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/plano-da-petrobras-exclui-resgate-de-peixes-bois-na-nova-fronteira-do-petroleo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Girinos da Amazônia já carregam microplásticos, revela estudo</title>
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					<pubDate>12 Jun 2026 17:04:41 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[David Brown]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Pela primeira vez, pesquisadores encontraram microplásticos em girinos e nos corpos d’água que lhes servem de habitat na Amazônia, segundo um novo estudo. A descoberta reforça evidências de contaminação por microplásticos na floresta amazônica, afirmam os pesquisadores. Estudos anteriores realizados na região já haviam detectado contaminação por microplásticos em peixes, invertebrados, amostras de solo e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Pela primeira vez, pesquisadores encontraram microplásticos em girinos e nos corpos d’água que lhes servem de habitat na Amazônia, segundo um novo estudo. A descoberta reforça evidências de contaminação por microplásticos na floresta amazônica, afirmam os pesquisadores. Estudos anteriores realizados na região já haviam detectado contaminação por microplásticos em peixes, invertebrados, amostras de solo e de água. No estudo mais recente, a ecologista Fabrielle Barbosa de Araújo, da Universidade Federal do Pará, e seus colegas coletaram amostras de água de cinco poças temporárias no solo do Parque Ecológico do Gunma, na Região Metropolitana de Belém. Essas poças, formadas pelo acúmulo de água da chuva, são importantes áreas de reprodução e desenvolvimento de girinos de várias espécies de anfíbios na Amazônia. Em cada um dos cinco corpos d’água, os pesquisadores também coletaram cem girinos da perereca-de-banheiro (Scinax x-signatus), espécie encontrada tanto em áreas florestais quanto urbanas com ampla distribuição na América do Sul. Microplásticos foram encontrados em todas as poças e em todos os girinos analisados. A maioria das partículas era composta por fibras plásticas, como poliéster, principalmente transparentes, azuis e pretas. Estudos anteriores também identificaram fibras semelhantes em diferentes partes da Amazônia, possivelmente oriundas de esgoto sanitário e atividades pesqueiras. Em entrevista por e-mail à Mongabay, Araújo disse que não ficou surpresa ao encontrar microplásticos nos girinos e em seus habitats. “O que realmente chamou nossa atenção foi a grande quantidade encontrada, principalmente porque esta é uma área com baixa densidade populacional humana e considerada relativamente bem preservada”, afirmou. Araújo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/girinos-da-amazonia-ja-carregam-microplasticos-revela-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Aves migratórias enfrentam avanço do mar, do lixo e do calor no Brasil</title>
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					<pubDate>10 Jun 2026 07:52:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
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							<![CDATA[<p>BACIA POTIGUAR, Rio Grande do Norte — Nas praias de estuários, onde o Oceano Atlântico se mistura às águas doces que brotam do subsolo dos manguezais, o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus) tem um único objetivo: se alimentar. Enquanto uma ave do grupo faz a vigília, as outras capturam, com seus bicos especializados e incansáveis, os mariscos, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BACIA POTIGUAR, Rio Grande do Norte — Nas praias de estuários, onde o Oceano Atlântico se mistura às águas doces que brotam do subsolo dos manguezais, o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus) tem um único objetivo: se alimentar. Enquanto uma ave do grupo faz a vigília, as outras capturam, com seus bicos especializados e incansáveis, os mariscos, as ostras, os caracóis e as minhocas que habitam os solos lamosos. Logo chegará o momento de migrar — e é preciso dobrar de peso para aguentar a longa viagem. Após viverem cerca de oito meses (de setembro a abril) entre as áreas úmidas costeiras do litoral brasileiro e a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul, os maçaricos-de-papo-vermelho iniciam, a cada mês de maio, um longo voo de retorno ao Hemisfério Norte. No destino final, estão as regiões frias e desérticas da tundra ártica, especialmente ao norte do continente americano. É ali, entre junho e agosto, no verão setentrional, que ocorre o período reprodutivo. Mesmo antes da jornada começar, nas praias de Macau, Guamaré e Galinhos, municípios do litoral do Rio Grande do Norte que integram a Bacia Potiguar, já é possível assistir a um evento de preparação: as aves exibem no peito a coloração avermelhada, típica plumagem nupcial. Entre as aves migratórias, o maçarico é uma das que percorre as maiores distâncias: voa por cerca de seis dias e seis noites sem dormir, comer ou beber. Após deixar o Brasil, são cerca de 8 mil quilômetros percorridos até a próxima&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/aves-migratorias-enfrentam-avanco-do-mar-do-lixo-e-do-calor-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo coleta fotos inéditas do canídeo mais raro da Amazônia</title>
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					<pubDate>08 Jun 2026 15:34:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Iván Paredes Tamayo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ele tem um focinho semelhante ao de uma raposa, patas palmadas como as de uma capivara e uma cauda grossa. No Brasil, é chamado de cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas (Atelocynus microtis). Já na vizinha Bolívia, ganha um nome mais misterioso: além de “cachorro amazônico”, é popularmente apelidado de “cachorro fantasma” (“perro fantasma”, em espanhol). O animal é um dos canídeos menos conhecidos do mundo — e um dos carnívoros avistados com menos frequência na América Latina. Em busca de respostas sobre a espécie, um estudo realizado na Bolívia, ao longo de mais de duas décadas, reuniu cerca de 4.600 imagens de armadilhas fotográficas para entender como o animal vive, os lugares que habita e por que sua sobrevivência depende tanto de florestas sul-americanas intactas. Dos registros reunidos, cerca de 600 são considerados reveladores. A pesquisa, realizada entre 2001 e 2024, destaca que o canídeo é de fato uma espécie amazônica — e, particularmente, florestal. Costuma habitar áreas de floresta amazônica contínua no Brasil e em países vizinhos, como Peru, Bolívia e Colômbia. Além de viver em áreas nos departamentos bolivianos de La Paz, Pando, Beni e Santa Cruz,, pode ser encontrado nas florestas pré-amazônicas da Cordilheira dos Andes, também chamadas de florestas de sopé (áreas vegetais de transição formadas na base de serras e montanhas), em altitudes de até 750 metros. O biólogo britânico Robert Wallace, da Wildlife Conservation Society (WCS) na Bolívia e coautor do estudo, disse à Mongabay que sua equipe realizou uma revisão sistemática dos registros de distribuição do mamífero no país —&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/estudo-coleta-fotos-ineditas-do-canideo-mais-raro-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mico-leão-dourado entra na mira de traficantes internacionais de animais</title>
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					<pubDate>03 Jun 2026 07:58:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda WenzelMarco Mantovani]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Contrabandeados em carros, a bordo de aviões ou em veleiros que cruzam o Oceano Atlântico, micos-leões-dourados estão sendo arrancados das florestas brasileiras e traficados para o exterior por sofisticadas redes criminosas. Os macacos são transportados pela América Latina e pela África, com fortes indícios de que tenham como destino final o mercado asiático ilegal. Colecionadores [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Contrabandeados em carros, a bordo de aviões ou em veleiros que cruzam o Oceano Atlântico, micos-leões-dourados estão sendo arrancados das florestas brasileiras e traficados para o exterior por sofisticadas redes criminosas. Os macacos são transportados pela América Latina e pela África, com fortes indícios de que tenham como destino final o mercado asiático ilegal. Colecionadores estão dispostos a pagar até US$ 100 mil por esse animal, um dos símbolos da conservação da natureza no Brasil. Alguns dos micos morrem antes de chegar ao destino. Os que sobrevivem podem terminar a viagem desnutridos, doentes e, por vezes, mutilados. “É assustador, no sentido de que [o tráfico] é uma ameaça que nós considerávamos relativamente sob controle”, afirmou Luis Paulo Ferraz, secretário-executivo da Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), que lidera um esforço internacional para preservar a espécie desde a década de 1990. Nos últimos anos, sua equipe tem se deparado cada vez mais com pessoas que se aventuram nas florestas do Rio de Janeiro para capturar esses animais. “A nossa equipe de campo começou a bater de frente com esses caras, a ponto de eu ficar super preocupado de ter a minha equipe num lugar com bandido circulando.” O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), estampado na cédula de 20 reais, entrou no radar da Polícia Federal em 2023, depois que sete desses primatas e 29 araras-azuis-de-lear (Anodorhynchus leari), outra espécie nativa do Brasil, foram apreendidos em um cativeiro no vizinho Suriname. Em fevereiro de 2024, autoridades do Togo ficaram surpresas ao encontrar as mesmas duas espécies —&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/mico-leao-dourado-entra-na-mira-de-traficantes-internacionais-de-animais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>5 histórias (positivas) sobre a vida de papagaios e araras no Brasil</title>
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					<pubDate>28 Mai 2026 18:36:31 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[<p>Cartões-postais do Brasil, as multicoloridas aves da fauna brasileira enfrentam uma porção de desafios para sobreviver em seus habitats (isso quando ainda estão neles). No caso dos psitacídeos — termo que engloba papagaios e araras — o encalço do fogo, do tráfico de animais e da perda florestal torna urgente a implementação de projetos de [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Cartões-postais do Brasil, as multicoloridas aves da fauna brasileira enfrentam uma porção de desafios para sobreviver em seus habitats (isso quando ainda estão neles). No caso dos psitacídeos — termo que engloba papagaios e araras — o encalço do fogo, do tráfico de animais e da perda florestal torna urgente a implementação de projetos de proteção a diferentes espécies ameaçadas e seus territórios. E esses projetos existem: do Nordeste ao Sudeste, seja em parques nacionais ou mesmo em áreas privadas convertidas em reservas, iniciativas têm se dedicado a reintroduzir espécies na natureza. As soluções variam — e vão de ninhos artificiais a aulas de voo livre para pássaros que precisam ‘reaprender’ a rasgar os céus. A Mongabay reuniu cinco histórias que mostram como a união entre ciência, conservação e trabalho duro já ajuda a recolorir paisagens Brasil afora. &nbsp; De volta aos céus: o improvável retorno de um dos mais raros papagaios do Brasil Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis). Foto: Xavier Bartaburu/Mongabay Espécie endêmica do litoral do Paraná e de São Paulo, o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) enfrentava um problema grave: diante do tráfico ilegal de fauna e da escassez de árvores para nidificação, a ave corria o risco de ser riscada do mapa. Diante disso, um projeto se propôs a reverter a situação crítica do animal. Com o apoio de pesquisadores — e, aos poucos, com a colaboração da comunidade local —, ninhos artificiais foram instalados nas árvores da Mata Atlântica para garantir a conservação da espécie. Ainda que os problemas não&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/5-historias-positivas-sobre-a-vida-de-papagaios-e-araras-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Harpias podem atacar humanos? Caso na Amazônia reacende debate científico</title>
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					<pubDate>20 Mai 2026 09:34:59 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago Mota e Silva]]>
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							<![CDATA[<p>Em outubro de 2023, no interior da Guiana Francesa, uma mulher de 39 anos foi atacada por uma harpia (Harpia harpyja), considerada a maior águia do mundo. Em uma região com extensas áreas de floresta preservada, interações como essa, entre humanos e animais silvestres, são extremamente raras. O ataque ocorreu a cerca de 35 quilômetros [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em outubro de 2023, no interior da Guiana Francesa, uma mulher de 39 anos foi atacada por uma harpia (Harpia harpyja), considerada a maior águia do mundo. Em uma região com extensas áreas de floresta preservada, interações como essa, entre humanos e animais silvestres, são extremamente raras. O ataque ocorreu a cerca de 35 quilômetros da vila mais próxima, próximo ao Rio Kourou, durante uma caminhada de um grupo com 11 turistas e um guia local. A águia havia pousado a cerca de 6 metros de altura quando foi avistada. Sem sinais aparentes de agressividade vindo da ave, parte do grupo seguiu caminho, enquanto a mulher e seu parceiro permaneceram por alguns instantes para fotografá-la. Quando o casal retomava a trilha, a harpia desceu e atingiu a parte posterior da cabeça da turista. Desde 2016, o biólogo Everton Miranda se dedica ao monitoramento de harpias, consideradas uma espécie-bandeira para a conservação da Amazônia. Ele reforça o quanto esses casos são raros: “É extremamente incomum, assim como é para outros grandes predadores da América do Sul, como a onça ou crocodilos”, explica. Miranda assinou artigo científico recente relatando o caso, conjuntamente com especialistas franco-guianenses. Este foi o primeiro episódio de ataque na história a ser registrado e descrito por pesquisadores. Na academia, há uma resistência em publicar casos como este, segundo o biólogo. “Há um temor de que dar visibilidade para ataques aumente o estigma contra o animal, porque nós sabemos que há muitos abates de harpias relacionados a predação de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/harpias-podem-atacar-humanos-caso-na-amazonia-reacende-debate-cientifico/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Camarão gigante invasor avança sobre áreas protegidas no Brasil</title>
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					<pubDate>13 Mai 2026 07:10:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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							<![CDATA[Animais, Espécies Ameaçadas, Fauna, Fauna marinha e Mudanças climáticas]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>A presença sorrateira e cada vez mais persistente de uma espécie exótica nos ecossistemas costeiros do Brasil vem acendendo inúmeros alertas entre cientistas, pescadores e gestores ambientais: trata-se do camarão-gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii). Introduzido no país no final do século 20 para abastecer o crescente setor de aquicultura, o animal não se limita mais à criação [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/camarao-gigante-invasor-avanca-sobre-areas-protegidas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Camarão gigante invasor avança sobre áreas protegidas no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A presença sorrateira e cada vez mais persistente de uma espécie exótica nos ecossistemas costeiros do Brasil vem acendendo inúmeros alertas entre cientistas, pescadores e gestores ambientais: trata-se do camarão-gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii). Introduzido no país no final do século 20 para abastecer o crescente setor de aquicultura, o animal não se limita mais à criação em cativeiro. Com o tempo, a espécie se estabeleceu em ambientes naturais extremamente sensíveis, incluindo áreas protegidas. Um estudo realizado por pesquisadores do Brasil e do Uruguai, publicado em fevereiro, revelou a dimensão do problema e esmiuçou os riscos ecológicos e ambientais associados à “invasão” do camarão gigante — aspectos negativos que, segundo os especialistas, podem se intensificar nos próximos anos. Liderada pelo oceanógrafo Edison Barbieri, diretor do Núcleo Regional de Pesquisa do Litoral Sul, do Instituto de Pesca de São Paulo, a pesquisa foi motivada pela preocupação crescente da comunidade científica diante das invasões biológicas em ecossistemas estuarinos. Esses sistemas, que também incluem os manguezais, estão localizados em áreas de transição entre rios e o oceano e são amplamente reconhecidos por sua biodiversidade. As zonas estuarinas servem como berçários para inúmeras espécies aquáticas, incluindo peixes e crustáceos cuja importância ecológica se soma ao seu potencial econômico. Ao mesmo tempo, esses ambientes transicionais delicados são suscetíveis à introdução de espécies exóticas, que passam a competir com a fauna nativa por diferentes recursos vitais. Segundo Barbieri, o estudo — conduzido entre 2015 e 2025 — partiu de uma constatação: ainda que o camarão intruso tivesse sido&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/camarao-gigante-invasor-avanca-sobre-areas-protegidas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação sobre tráfico de fauna brasileira mira ligação com mega zoo na Índia</title>
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					<pubDate>12 Mai 2026 12:55:55 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Um cidadão estadunidense, suspeito de tráfico internacional de animais, teve três telefones celulares e um computador apreendidos em 1 de maio ao chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. De acordo com uma nota divulgada pela Polícia Federal, a ação é o desdobramento de uma investigação sobre o tráfico internacional de micos-leões-dourados e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um cidadão estadunidense, suspeito de tráfico internacional de animais, teve três telefones celulares e um computador apreendidos em 1 de maio ao chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. De acordo com uma nota divulgada pela Polícia Federal, a ação é o desdobramento de uma investigação sobre o tráfico internacional de micos-leões-dourados e de outras espécies ameaçadas da fauna brasileira. O comunicado não menciona o nome do alvo dos mandados de busca e apreensão. No entanto, uma fonte familiarizada com as investigações envolvendo micos-leões-dourados, que pediu para permanecer anônima, identificou o homem como Tony Silva, um renomado ornitólogo que foi condenado por contrabandear aves exóticas da América do Sul para os Estados Unidos em 1996. De acordo com a fonte, Silva é suspeito de coordenar a compra de animais comercializados ilegalmente para o Vantara, um megazoológico privado no estado de Gujarat, na Índia, administrado pelo bilionário Anant Ambani, filho do homem mais rico da Índia. Em um e-mail enviado à Mongabay, um porta-voz do Vantara afirmou que o zoológico “não tem qualquer relação com a compra de animais ilegais” e que “qualquer tentativa de associar os assuntos pessoais do Sr. Silva ao Vantara, seja de forma direta ou indireta, seria factualmente incorreta e juridicamente insustentável”. De acordo com a organização, Silva não é e nunca foi seu funcionário. “O Vantara entende que ele [Tony Silva] foi contratado por uma empresa independente para prestar consultoria pontual sobre a gestão de recintos, cuidados com os animais e nutrição, tendo em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/investigacao-sobre-trafico-de-fauna-brasileira-mira-ligacao-com-mega-zoo-na-india/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Bahia abre centro de reabilitação para salvar o raro mico-leão-de-cara-dourada</title>
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					<pubDate>06 Mai 2026 15:40:40 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
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							<![CDATA[<p>O Brasil inaugurou seu primeiro centro de reabilitação para o mico-leão-de-cara-dourada, espécie de primata ameaçada de extinção pela expansão urbana e pela substituição de sistemas agroflorestais de cacau por monoculturas. Os micos-leões-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) já foram registrados em Ilhéus e arredores, cidade litorânea no sul da Bahia, comendo frutas dentro de um supermercado ou se [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil inaugurou seu primeiro centro de reabilitação para o mico-leão-de-cara-dourada, espécie de primata ameaçada de extinção pela expansão urbana e pela substituição de sistemas agroflorestais de cacau por monoculturas. Os micos-leões-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) já foram registrados em Ilhéus e arredores, cidade litorânea no sul da Bahia, comendo frutas dentro de um supermercado ou se deslocando por fios de alta tensão — muitos acabam morrendo eletrocutados dessa forma. Atropelamentos em rodovias também têm ferido ou matado vários macacos, assim como ataques de cães domésticos. Até recentemente, não havia nenhum local especializado para receber esses animais e prepará-los para a volta à natureza, explica o biólogo Leonardo Oliveira, que estuda a espécie há mais de 20 anos. “Muitas vezes, para o público em geral, ver esses macacos no quintal de casa ou na feira passa a falsa impressão de que está tudo bem: ‘Nossa, tem tantos que já estão até entrando na cidade’. Não. É a cidade que está avançando sobre o espaço deles”, afirma Oliveira, que vai atuar no novo centro de reabilitação. Um mico-leão-de-cara-dourada em um poste de energia elétrica em Ilhéus. Foto cedida pela Tamarin Trust. O mico-leão-de-cara-dourada é uma espécie endêmica do Brasil, restrita a uma pequena região de Mata Atlântica no sul da Bahia. Entre 1992 e 2024, sua área de ocorrência encolheu em 42%, passando de cerca de 22,5 mil quilômetros quadrados para 13 mil km². Isso resultou em uma redução populacional de quase 60%: de uma estimativa de 50 mil indivíduos há 30 anos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/bahia-abre-centro-de-reabilitacao-para-salvar-o-raro-mico-leao-de-cara-dourada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Barulho de hidrovia pode comprometer a sobrevivência de tartarugas no Tapajós</title>
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					<pubDate>28 Abr 2026 07:08:44 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>É apenas um som doce e estridente, como o de um patinho de borracha. Para os cientistas, no entanto, pode ter vários significados, que vão desde “hora de desovar!” a “vamos lá, filhotes!” e “hora de migrar!”. Cientistas que estudam a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), a maior tartaruga de água doce da América do Sul, descobriram [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/barulho-de-hidrovia-pode-comprometer-a-sobrevivencia-de-tartarugas-no-tapajos/" data-wpel-link="internal">Barulho de hidrovia pode comprometer a sobrevivência de tartarugas no Tapajós</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[É apenas um som doce e estridente, como o de um patinho de borracha. Para os cientistas, no entanto, pode ter vários significados, que vão desde “hora de desovar!” a “vamos lá, filhotes!” e “hora de migrar!”. Cientistas que estudam a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), a maior tartaruga de água doce da América do Sul, descobriram que as crias começam a se comunicar mesmo antes do nascimento, provavelmente para combinarem o melhor momento de sair dos ovos e escavar a areia até à praia. “A tartaruga-da-amazônia é uma das espécies de quelônios mais sociáveis do mundo”, disse à Mongabay a pesquisadora Camila Rudge Ferrara, que comprovou pela primeira vez as capacidades de comunicação destes animais. “Elas migram em grupo, desovam em grupo, nascem em grupo.” Camila também é coordenadora do Programa de Conservação de Quelônios da organização sem fins lucrativos Wildlife Conservation Society no Brasil (WCS Brasil). Em breve, porém, o murmúrio das tartarugas-da-amazônia no Rio Tapajós, um importante afluente do Amazonas, poderá ser perturbado pelo ruído de dragas, balsas e barcos circulando por uma ambiciosa via de navegação planejada pelo governo federal. O objetivo é transportar minerais e cereais até ao porto de Santarém, no Pará. “O som da dragagem e das embarcações vai interferir na comunicação das tartarugas”, explicou Camila, destacando que ainda são necessárias pesquisas sobre o assunto. “A alta frequência embaixo da água deve atrapalhar a migração destes animais.” A última avaliação da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que aguarda revisão,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/barulho-de-hidrovia-pode-comprometer-a-sobrevivencia-de-tartarugas-no-tapajos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Hospital das Clínicas de SP exclui ‘cação’ de compras, alegando risco de metais pesados</title>
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					<pubDate>20 Abr 2026 08:35:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla MendesLucas BertiPhilip Jacobson]]>
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							<![CDATA[<p>O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) anunciou o cancelamento de um plano para a compra de mais de 17 toneladas métricas de carne de tubarão (por meio da exclusão do item “cação em posta”) em uma licitação de 2026, citando o “risco toxicológico comprovado por metais pesados”. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) anunciou o cancelamento de um plano para a compra de mais de 17 toneladas métricas de carne de tubarão (por meio da exclusão do item “cação em posta”) em uma licitação de 2026, citando o “risco toxicológico comprovado por metais pesados”. O HCFMUSP é o maior complexo hospitalar público da América Latina e integra pelo menos oito institutos de renome em São Paulo. O Brasil é o maior consumidor mundial de carne de tubarão. Em 2025, uma investigação da Mongabay descobriu que as compras governamentais são um importante fator de estímulo ao consumo desse tipo de carne no país, uma vez que o produto de baixo custo é servido em milhares de hospitais, escolas e prisões. A reportagem também constatou que o HCFMUSP realizou licitações e selecionou fornecedores para comprar pelo menos 135 toneladas de carne de tubarão entre 2008 e 2020. Após tomar conhecimento de que o HCFMUSP havia divulgado outro edital para a compra de carne de tubarão em fevereiro de 2026, a ONG Sea Shepherd Brasil enviou uma carta aos administradores, pedindo que reconsiderassem os planos. A comunicação argumentava que os tubarões são amplamente ameaçados e que sua carne tende a conter níveis elevados de metais pesados, como mercúrio e arsênio, representando um risco à saúde humana. No final de março, o HCFMUSP anunciou que excluiria a carne de tubarão da licitação de 2026, citando “risco toxicológico comprovado por metais pesados” e mencionando&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/hospital-das-clinicas-de-sp-exclui-cacao-de-compras-alegando-risco-de-metais-pesados/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Anfíbios da Amazônia podem desaparecer antes mesmo que sejam descobertos</title>
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					<pubDate>13 Abr 2026 13:46:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Anfíbios, Animais, Carbono, Dióxido de Carbono, Espécies Ameaçadas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Gases de Efeito Estufa, Novas espécies, Poluição e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>MANAUS, Amazonas — Agachado sobre a serrapilheira, onde as folhas secas se acumulam no chão da floresta, um pesquisador busca captar um coaxo diferente com um microfone direcional. Identificar o som de um sapinho costuma ser uma das provas cabais de que se encontrou uma nova espécie. É noite. Ele veste roupa comprida, para se [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/anfibios-da-amazonia-podem-desaparecer-antes-mesmo-que-sejam-descobertos/" data-wpel-link="internal">Anfíbios da Amazônia podem desaparecer antes mesmo que sejam descobertos</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[MANAUS, Amazonas — Agachado sobre a serrapilheira, onde as folhas secas se acumulam no chão da floresta, um pesquisador busca captar um coaxo diferente com um microfone direcional. Identificar o som de um sapinho costuma ser uma das provas cabais de que se encontrou uma nova espécie. É noite. Ele veste roupa comprida, para se proteger de mosquitos e formigas, e um par de botas, para impedir que se molhem os pés. Encontrar anfíbios na Amazônia não requer equipamento de alta tecnologia; remonta, na verdade, às explorações dos naturalistas do início do século 20. É assim que o biólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas, Igor Kaefer, descreve o que seria um típico dia de campo em busca de anfíbios amazônicos. Ele foi um dos responsáveis pela descoberta do Amazophrynella bilinguis, publicada em 2019. A própria descrição do sapinho já dá a noção da dificuldade de encontrá-lo: as fêmeas medem cerca de dois centímetros, e sua cabeça e dorso marrons as fazem “desaparecer” entre as folhas e galhos. Lar de 1.525 espécies estimadas de anfíbios, a Bacia amazônica é a mais diversa do mundo quando se trata de sapos, rãs e pererecas. Porém, deste número, apenas cerca de 810 têm registros confirmados de ocorrência. Por isso, ir a campo e se deparar com uma nova espécie não é algo improvável. “Em quase todo inventário que se faz em uma área remota, volta-se com até mais de uma espécie nova para síntese”, conta Igor. Mas o intervalo entre encontrar, em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/anfibios-da-amazonia-podem-desaparecer-antes-mesmo-que-sejam-descobertos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes migratórios colapsam e colocam a Amazônia no centro da crise</title>
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					<pubDate>07 Abr 2026 14:29:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Animais, Clima, Conservação, Energia, Espécies Ameaçadas, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Hidrelétricas, Mudanças climáticas, Peixes, Pesca, Rios e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/peixes-migratorios-colapsam-e-colocam-a-amazonia-no-centro-da-crise/" data-wpel-link="internal">Peixes migratórios colapsam e colocam a Amazônia no centro da crise</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O cenário onde se anunciavam as más notícias era propício. Um enorme aquário com pacus, piraputangas e outras espécies de água doce emoldurava a mesa de cientistas e ambientalistas no auditório do BioParque Pantanal, em Campo Grande (MS). Os especialistas estavam ali, no último dia 24 de março, para lançarem o relatório “A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce”. Na abertura do evento, Rita Mesquita, secretária de Biodiversidade, Florestas e Direito dos Animais do Ministério do Meio Ambiente, logo avisou: “Os números são de gelar a espinha.” As cifras às quais ela se referia indicavam uma redução de 81% na população mundial dos peixes migratórios de água doce desde os anos 1970. Rita foi convidada a endereçar os delegados da 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas (COP15) sobre Espécies Migratórias (CMS), que ocorreu entre os dias 23 e 29 de março em Campo Grande. Esta foi a primeira vez em muitos anos que estudiosos se debruçaram sobre dados globais da ictiofauna. A última avaliação tinha sido realizada em 2011, quando o número de espécies avaliadas era de 3 mil. Nesta nova rodada, 15 mil foram avaliadas. Deste total, 349 foram identificadas como migratórias. Entre essas espécies, 325 foram recomendadas pelos autores para serem inseridas nos apêndices da CMS. Entrar na lista desta convenção da ONU significa maior proteção, já que os países signatários se comprometem a adotar medidas de conservação. Atualmente, a CMS conta com 1.200 espécies migratórias listadas. A última entre as brasileiras a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/peixes-migratorios-colapsam-e-colocam-a-amazonia-no-centro-da-crise/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sentinela dos rios, ariranha é incluída na lista de espécies migratórias ameaçadas</title>
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					<pubDate>31 Mar 2026 13:35:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gustavo Faleiros]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Animais, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Espécies Ameaçadas, Fauna, Rios e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>A Convenção das Nações Unidas sobre Espécies Migradoras (CMS) aprovou a inclusão da ariranha (Pteronura brasiliensis) entre os animais que necessitam de ações urgentes de conservação. A medida é resultado da pressão de pesquisadores e organizações ambientalistas junto aos governos signatários da convenção. As negociações que elevaram o status de conservação deste mamífero semiaquático ocorreram [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Convenção das Nações Unidas sobre Espécies Migradoras (CMS) aprovou a inclusão da ariranha (Pteronura brasiliensis) entre os animais que necessitam de ações urgentes de conservação. A medida é resultado da pressão de pesquisadores e organizações ambientalistas junto aos governos signatários da convenção. As negociações que elevaram o status de conservação deste mamífero semiaquático ocorreram na 15ª Conferência das Partes da CMS (COP15), que terminou no domingo, dia 29, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A ariranha é a maior lontra do mundo. Em inglês, seu nome significa literalmente &#8220;lontra gigante&#8221; – giant otter. Aqui, seu nome deriva da palavra tupi-guarani ari&#8217;raña, que quer dizer “onça d&#8217;água”. Com garras e dentes afiados, ela é conhecida por seu comportamento arisco e o som alto e estridente que produz. Carnívora, ela constrói suas tocas nas margens de rios de águas claras. Sua distribuição se estendia a bacias de quase toda a América do Sul. Hoje suas populações estão restritas à Amazônia e ao Pantanal. No passado, a caça indiscriminada para o comércio de peles representava a principal pressão. Hoje, a perda e a fragmentação de habitats, além da poluição dos rios, tornaram-se a principal ameaça. Os pesquisadores que defenderam maior proteção também apontaram que a espécie está listada como “em perigo de extinção” na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Um animal topo de cadeia, ele se alimenta de peixes e seu único predador é a onça-pintada (Panthera onca). Sua presença representa o equilíbrio da cadeia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/sentinela-dos-rios-ariranha-e-incluida-na-lista-de-especies-migratorias-ameacadas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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