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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Rio cercado: marisqueiras de Sergipe lutam por acesso ao manguezal</title>
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					<pubDate>08 Set 2026 12:02:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Alimentação, Comunidades Tradicionais, Direitos humanos, Extrativismo, Manguezais, Oceanos, Pesca, Povos Tradicionais e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Enquanto a cidade avança sobre o mangue, as mulheres que dele vivem reivindicam reconhecimento.</p>
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							<![CDATA[Vemos metade do corpo de Adriana Hora dos Santos fora d’água: o cabelo escuro preso numa trança única, braços e tórax cobertos pela blusa de lycra cor-de-rosa. A lama do mangue onde pisa chega à altura das coxas. Com um facão de pouco mais de 40 centímetros, ela tira dezenas de ostras das raízes retorcidas, num ritmo cadenciado: nem muito rápido, nem muito devagar. Na margem oposta ao rio Vaza-Barris, os prédios de Aracaju, capital de Sergipe, parecem de outro mundo. Aqui, só ouvimos o marulho da água, o golpe da lâmina e a voz de Adriana: Sou, sou Marisqueira / Rainha do mangue, sou guerreira! / Sou, sou Marisqueira / Mulher de luta, batalhadeira / É o vento que me dá / É o rio, é o mangue, é o mar / Dói o peito, rio cercado / Dói o peito não ter pescado / Vem, mulher, lute, emancipe / Somos as marisqueiras de Sergipe! É o hino do Movimento das Marisqueiras de Sergipe (MMS), coletivo auto-organizado de mulheres que há anos resiste a um processo contínuo de degradação ambiental e apagamento cultural. Atuando como guardiãs do mangue, realizam um trabalho de conservação ambiental ao mesmo tempo em que enfrentam ameaças que colocam em risco sua sobrevivência. Escutar uma marisqueira é escutar muitas: os verbos quase vêm sempre no plural. &#8220;Sempre estamos em bando&#8221;, diz Adriana. E foi em bando que fomos apresentados ao mangue. O mangue como refúgio  O dia começa conforme o horário da maré e só&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/rio-cercado-marisqueiras-de-sergipe-lutam-por-acesso-ao-manguezal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Monoculturas de açaí avançam em uma Amazônia cada vez mais quente e seca</title>
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					<pubDate>24 Ago 2026 08:00:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carla Ruas]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Agroecologia, Agrofloresta, Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Clima, Comércio Internacional, Comida, Comunidades Tradicionais, Conservação, Extrativismo, Florestas, Produtos da Floresta, Socioambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>O mundo quer mais açaí. Mas o clima não ajuda. A resposta: açaizar a Amazônia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/monoculturas-de-acai-avancam-em-uma-amazonia-cada-vez-mais-quente-e-seca/" data-wpel-link="internal">Monoculturas de açaí avançam em uma Amazônia cada vez mais quente e seca</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[ACARÁ, PA — “Passei a vida inteira trabalhando com açaí. Eu sempre vivi disso.” O relato é de Eliseu Carvalho, de 57 anos, produtor tradicional que cultiva o fruto em uma área de várzea, próxima à casa onde mora, no município de Acará, no interior do Pará. Após um incêndio florestal afetar áreas próximas à sua comunidade, Eliseu passou a reavaliar sua relação com o trabalho. Ele já pensa em abandonar a coleta do açaí para criar peixes. A região onde fica Acará é um dos polos produtores de açaí do estado, concentrando milhares de pequenas produções artesanais em áreas de floresta e às margens dos rios. Em 2024, o município foi afetado por uma temporada recorde de incêndios na Amazônia. Mais de 18 milhões de hectares sucumbiram ao fogo naquele ano, segundo o MapBiomas. A maior parte das queimadas ocorreu em áreas florestais, onde vivem comunidades tradicionais. Eliseu conta que, naquele ano, assistiu às chamas arderem por mais de 20 dias, consumindo quase 30 hectares de floresta perto da sua residência. Segundo o agricultor, a vegetação tipicamente úmida ganhou aspecto seco devido às condições prolongadas de estiagem. “As chamas se espalharam pelas raízes e pela matéria orgânica”, disse à Mongabay. “Nós apagamos as chamas na superfície, mas elas continuaram queimando sob a terra.” O produtor de açaí Eliseu Carvalho mostra suas terras em Acará (PA). Foto: Carla Ruas. Quando os bombeiros voluntários conseguiram apagar o fogo, cerca de 2 hectares de açaizal já tinham ido ao chão. Eliseu estimou&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/monoculturas-de-acai-avancam-em-uma-amazonia-cada-vez-mais-quente-e-seca/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>‘Falar de agroecologia é falar de autonomia no campo’, diz Olga Muthambe</title>
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					<pubDate>28 Jul 2026 08:34:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Far Vubil]]>
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						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Bolsa Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental]]>
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							<![CDATA[Agroecologia, Ativismo, Conflitos, Conflitos sociais, Direitos humanos, Entrevistas, Extrativismo, Justiça Social e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>Em Moçambique, país localizado no sudeste da África, mais de 1,6 mil mulheres integram programas de práticas agroecológicas nas províncias de Maputo, Gaza (ambas ao sul), Tete (centro) e Cabo Delgado (extremo norte). As ações são conduzidas pela ONG Hikone Moçambique, uma associação da sociedade civil, fundada em 2013, que busca empoderar  mulheres no campo. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/falar-de-agroecologia-e-falar-de-autonomia-no-campo-diz-olga-muthambe/" data-wpel-link="internal">‘Falar de agroecologia é falar de autonomia no campo’, diz Olga Muthambe</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em Moçambique, país localizado no sudeste da África, mais de 1,6 mil mulheres integram programas de práticas agroecológicas nas províncias de Maputo, Gaza (ambas ao sul), Tete (centro) e Cabo Delgado (extremo norte). As ações são conduzidas pela ONG Hikone Moçambique, uma associação da sociedade civil, fundada em 2013, que busca empoderar  mulheres no campo. A entidade procura trabalhar sobretudo com moçambicanas em situação de vulnerabilidade social.  O deslocamento da população local, com implicações para os seus meios de subsistência, a expropriação e a concentração de recursos e da terra estão entre os efeitos negativos mais comumente identificados como desdobramentos do extrativismo, que muitas vezes consiste na apropriação da natureza por meio da exploração do trabalho. Segundo a Hikone Moçambique, o extrativismo ainda fragiliza a soberania alimentar e agrava desigualdades, afetando desproporcionalmente as mulheres — que perdem alternativas de geração de renda. A Hikone foi cofundada pela ativista social moçambicana Olga Muthambe, atual diretora-executiva da organização. Feminista, praticante de desenvolvimento comunitário, professora autodidata e mãe de sete filhos, ela possui mais de 30 anos de experiência no trabalho com comunidades rurais. Na década de 1990, Muthambe trabalhou com mulheres e jovens em projetos de reabilitação após os anos da guerra civil de Moçambique (1977-1992), coordenando iniciativas para garantir segurança alimentar.  Décadas depois, em 2021, com o prolongamento  de outro conflito armado em Cabo Delgado, a ONG expandiu seu trabalho para apoiar mulheres afetadas pela violência e pelo deslocamento forçado — que, só nessa província, afetou cerca de um milhão de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/falar-de-agroecologia-e-falar-de-autonomia-no-campo-diz-olga-muthambe/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Soja e pasto pressionam áreas conservadas do Jalapão, onde brilha o capim-dourado</title>
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					<pubDate>13 Jan 2025 19:05:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
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							<![CDATA[Agroecologia, Agrotóxicos, Água, Cerrado, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Desmatamento, Direitos humanos, Extrativismo, Motores do Desmatamento, Pesticidas, Povos Tradicionais, Quilombolas, Rios, Socioambiental, Sustentabilidade e Sustentável]]>
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							<![CDATA[<p>JALAPÃO, Tocantins – Bem ao fundo da terra arrasada, buritis clamam por uma chance. Faz dois anos que a aridez avança pela vereda com seu manto de morte. Um gavião-carcará solta um grunhido solitário. Luzia pousa longe o olhar. “Eu me sinto sufocada”, diz a moça, com voz de buriti acuado. Mas, se num dia [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[JALAPÃO, Tocantins – Bem ao fundo da terra arrasada, buritis clamam por uma chance. Faz dois anos que a aridez avança pela vereda com seu manto de morte. Um gavião-carcará solta um grunhido solitário. Luzia pousa longe o olhar. “Eu me sinto sufocada”, diz a moça, com voz de buriti acuado. Mas, se num dia o buriti acorda acossado, no outro ele não se intimida e dispersa semente madura para germinar todo o chão. Aos 35 anos, a mãe de sete filhos tem um futuro a cuidar. Tanto que, certo dia, Luzia Passos Ribeiro disse em grunhido alto de causar inveja a qualquer carcará: “Dentro do território quilombola só fica quem nós queremos”. Foi assim que recolheram trator, escavadeira, caminhão e caminhonete de uma fazenda instalada dentro da comunidade de Quilombo do Prata, no município de São Félix do Tocantins – território quilombola certificado em 2006, mas até hoje sem a titularidade. Os desmatamentos, que minguam águas, ameaçam também o brilho do Jalapão, famoso pelo capim-dourado e por suas águas, que atraem turistas de todo o país. A área, que tem o maior mosaico de unidades de conservação do Cerrado, e ainda bastante preservada, sofre pressão das queimadas, da irregularidade fundiária e das mudanças climáticas. A chegada do asfalto, de grande relevância para as comunidades locais e para o turismo, imprime no chão não apenas o piche, mas também a especulação imobiliária. Vista aérea do Quilombo Mumbuca. Foto: Fellipe Abreu Detalhe de artesanato de capim-dourado na loja da Associação Comunitária dos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/soja-e-pasto-pressionam-areas-conservadas-do-jalapao-onde-brilha-o-capim-dourado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Projeto de cosméticos sustentáveis assegura renda a comunidades na Amazônia</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2024/12/projeto-de-cosmeticos-sustentaveis-assegura-renda-a-comunidades-na-amazonia/</link>
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					<pubDate>12 Dez 2024 08:07:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Marion Frank]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, Biodiversidade, Comunidades Tradicionais, Conservação de Florestas Tropicais, Extrativismo, Florestas, Povos Tradicionais e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Inovação, na Amazônia, começa quando, envolve quem e responde a quê? Pode ser a quebra da casca do tucumã (Astrocaryum vulgare), fruto de uma palmeira de caule espinhoso, comum no nordeste do Pará. No passado, era feita com martelinho, horas de trabalho sobretudo feminino, de quem também cuidava da casa e dos filhos, à espera [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Inovação, na Amazônia, começa quando, envolve quem e responde a quê? Pode ser a quebra da casca do tucumã (Astrocaryum vulgare), fruto de uma palmeira de caule espinhoso, comum no nordeste do Pará. No passado, era feita com martelinho, horas de trabalho sobretudo feminino, de quem também cuidava da casa e dos filhos, à espera do marido, agricultor extrativista. Acontece que o tal fruto, aberto, revela um tesouro natural para a saúde do rosto e do corpo, por exemplo. Foi por isso que consultores da cidade apareceram para criar um maquinário que facilitasse a quebra – logo rejeitado pela comunidade por não ser prático nem eficiente. Entraram então em cena lideranças locais, que aplicaram o conhecimento adquirido na lide com o tucumã. E aí&#8230; &#8230;. Foi um tal de virar a máquina pelo avesso, modificando a posição das pás e alterando polias e roldanas até dar a força exata de impacto, otimizada pela instalação de energia elétrica (antes, era movida a pedal). Fazia-se necessário abrir a casca, dura feito rocha, sem prejudicar em demasia a polpa da amêndoa ou semente (laranja, de onde se extrai óleo) e a massa interna (branca, da qual se faz manteiga vegetal). O resultado pode ser exibido em toneladas: das oito por mês, produzidas com o martelinho pela família extrativista, hoje contam-se oito por dia, graças à máquina aperfeiçoada. “O fruto deixou de ser entregue in natura para chegar às mãos do cliente pré-beneficiado, sinal de autossuficiência e empoderamento da comunidade”, salienta Diana Gradissimo, pesquisadora-sênior&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/12/projeto-de-cosmeticos-sustentaveis-assegura-renda-a-comunidades-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>DNA comprova origem amazônica do cacau e revela forte rede de comércio pré-colombiana</title>
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					<pubDate>01 Jul 2024 18:49:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comunidades Tradicionais, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Quem encontra um cacaueiro vicejando numa agrofloresta amazônica não imagina quanta história carrega o fruto. Por muito tempo se creditou a origem do cacau ao endereço errado. Evidências arqueológicas apontavam o sul do México e a América Central, a chamada Mesoamérica, como local onde se iniciou a domesticação do fruto há cerca de 4 mil [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Quem encontra um cacaueiro vicejando numa agrofloresta amazônica não imagina quanta história carrega o fruto. Por muito tempo se creditou a origem do cacau ao endereço errado. Evidências arqueológicas apontavam o sul do México e a América Central, a chamada Mesoamérica, como local onde se iniciou a domesticação do fruto há cerca de 4 mil anos. Acreditava-se que, apenas depois, o cacau teria sido levado à América do Sul. “Ao percorrermos a selva do Alto Amazonas [no Equador], sempre encontrávamos cacaueiros, que lembravam os povos que viveram nesta região há milhares de anos, mas, na época, não sabíamos que o cacau era uma planta nativa da região”, conta Francisco Valdez, arqueólogo do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD) na França. Foi no início dos anos 2000, junto com uma equipe de arqueólogos e antropólogos franceses e equatorianos, que Valdez começou a estudar evidências que pudessem trazer novos conhecimentos sobre os povos antigos que prosperaram no Alto Amazonas, parte andina da Bacia Amazônica localizada no Equador, Peru, Colômbia e Venezuela. Entre diversas descobertas, os pesquisadores se surpreenderam ao encontrar o DNA do cacau em cerâmicas milenares de uso doméstico e para tradições funerárias. Isso levou a uma reavaliação da origem do fruto: com raízes sul-americanas, as evidências apontam que há cerca de 5.500 anos o cacau já circulava por 19 culturas pré-colombianas. “A característica mais importante de nossa pesquisa é o fato de colocar as culturas do Alto Amazonas em seu devido lugar, como um povo inovador e fundamental no&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/07/dna-comprova-origem-amazonica-do-cacau-e-revela-forte-rede-de-comercio-pre-colombiana/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Plataforma inovadora quer levar plantas nativas às farmácias do Brasil</title>
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					<pubDate>23 Mai 2024 06:05:01 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Marion Frank]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Certificação, Conservação, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Política Ambiental, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Saúde, Silvicultura, Sustentabilidade e Tecnologia]]>
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							<![CDATA[<p>No país de maior biodiversidade do planeta, quem procura, na farmácia, medicamentos produzidos a partir das nossas plantas volta para casa quase sempre com similar sintético e estrangeiro. Caso corriqueiro: o ácido acetilsalicílico (aspirina), pois não há fitoterápico semelhante regulamentado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Exceções honrosas no enredo nacional são o guaco [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No país de maior biodiversidade do planeta, quem procura, na farmácia, medicamentos produzidos a partir das nossas plantas volta para casa quase sempre com similar sintético e estrangeiro. Caso corriqueiro: o ácido acetilsalicílico (aspirina), pois não há fitoterápico semelhante regulamentado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Exceções honrosas no enredo nacional são o guaco (Mikania glomerata), que trata bronquite, e a espinheira-santa (Monteverdia ilicifolia), que alivia problemas de estômago, substituindo remédios à base de omeprazol. Mas há um novo capítulo desta história em construção, a plataforma InovafitoBrasil. Lançada em caráter experimental há cerca de um ano, ela detalha, em roteiro online, as etapas de pesquisa e desenvolvimento de um fitoterápico nacional, municiando o pesquisador a respeito de tudo o que precisa fazer da ideia até o mercado. Não por acaso, já vem sendo considerada um divisor de águas para o estudo da biodiversidade brasileira. “A InovafitoBrasil diminui os riscos tecnológicos da pesquisa, racionaliza os investimentos de cada etapa e facilita o entendimento entre instituições científicas e investidores”, ressalta Cristina Ropke, diretora de inovação da Centroflora e uma das responsáveis pela gênese da plataforma. “Era preciso estimular a pesquisa clínica da nossa biodiversidade”, diz, apontando para a ausência de trabalhos inovadores, daí a intenção de construir um banco de projetos. “O mulungu (Erythrina sp.), calmante, e o chambá (Justicia pectoralis), expectorante, são exemplos de uso tradicional sem registro da Anvisa pela falta de dados, deficiência que o nosso roteiro pretende corrigir”, diz ela. Sementes de mulungu (Erythrina sp.). Foto: Costa&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/05/plataforma-inovadora-quer-levar-plantas-nativas-as-farmacias-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cerrado é o bioma mais beneficiado por iniciativa milionária lançada na COP</title>
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					<pubDate>22 Mar 2024 16:13:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
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					</author>
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							<![CDATA[<p>Uma aliança lançada na Conferência do Clima (COP) de 2021 já destinou US$ 240 milhões (R$ 1,18 bilhão) para projetos que aliam o aumento da produtividade rural à preservação ambiental no Brasil. A Inovação Financeira para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC, da sigla em inglês) é liderada pela Tropical Forest Alliance (TFA), The Nature [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Uma aliança lançada na Conferência do Clima (COP) de 2021 já destinou US$ 240 milhões (R$ 1,18 bilhão) para projetos que aliam o aumento da produtividade rural à preservação ambiental no Brasil. A Inovação Financeira para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC, da sigla em inglês) é liderada pela Tropical Forest Alliance (TFA), The Nature Conservancy (TNC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e já conta com 16 signatários, entre eles o banco Santander e a gigante dos agrotóxicos Syngenta. &#8220;Vemos um papel importante não só do setor financeiro, de colocar dinheiro na mesa, mas também de empresas que dependem da soja e do gado do Brasil no sentido de contribuírem [para a iniciativa]&#8221;, diz Danielle Carreira, diretora de engajamento com o setor financeiro da TFA. Ela explica que o principal objetivo da iniciativa é incluir o produtor na agenda da sustentabilidade, sem que ele tenha que abrir mão de continuar crescendo. &#8220;Queremos trazer a voz do produtor para a conversa.&#8221; Dos onze projetos apoiados pela iniciativa, sete estão no Cerrado, que recebeu quase a totalidade dos recursos: US$ 234,5 milhões (R$ 1,16 bilhão), ou 98% do total. O dinheiro está sendo aplicado em projetos de recuperação de pastagens degradadas, incentivo à preservação de vegetação nativa e aumento da produtividade em áreas já desmatadas.  O protagonismo do bioma não é à toa. O Cerrado é a maior e mais biodiversa savana tropical do mundo, ao mesmo tempo em que responde por 60% da produção agrícola&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/cerrado-e-o-bioma-mais-beneficiado-por-iniciativa-milionaria-lancada-na-cop/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Coletando pinhão, comunidades de SC preservam as matas de araucária</title>
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					<pubDate>10 Abr 2023 07:35:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina Pinheiro]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Degradação, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>As florestas com araucária tiveram 98% de sua extensão original devastada pela indústria madeireira; hoje, manter as árvores em pé tem se provado melhor alternativa de renda para as comunidades serranas.</p>
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							<![CDATA[Os primeiros raios de sol cortam o horizonte de um alaranjado sereno. O céu límpido encosta no chão coberto por uma camada fina de gelo. Durante o amanhecer, o vapor de água seco e frio levanta do solo, criando uma cortina de ar tenra e ligeiramente branca. A paisagem esfumaçada caracteriza a geada, fenômeno meteorológico típico do inverno no alto da serra. Na cozinha da casa de Sara Aparecida e Silvino de Liz Rosa, o fogão a lenha aceso aquece o ambiente enquanto o casal se serve do mate quente, o inseparável chimarrão – bebida tradicional dos povos do Sul. O dia de trabalho começa cedo na Fazenda Santo Antônio do Caveiras, localizada na comunidade da Mortandade, em Painel, interior de Santa Catarina. Da porta entreaberta, vê-se, a poucos passos da soleira, o tronco da araucária que se ergue por 20 metros de altura. Ela é fêmea e tem 45 anos de idade. “Quando construíram a casa, o pinheiro não passava de dois metros. Hoje, ele é um guardião do terreno, além de relíquia, pois dá mais de 200 pinhas por ano”, conta o filho dos agroextrativistas, Jaison de Liz Rosa. Proprietário de um sítio no Morro do Bacheiro,  situado a poucos quilômetros dali, o agricultor familiar e seu pai são extrativistas do pinhão desde que se conhecem por gente. A prática é geracional na região que abriga a maior reserva de araucária do estado. No território que abrange o Planalto Serrano Catarinense, a Araucaria angustifolia é espécie predominante. Ela&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/04/coletando-pinhao-comunidades-de-sc-preservam-as-matas-de-araucaria/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Peixes amazônicos mostram no corpo os efeitos das mudanças climáticas</title>
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					<pubDate>30 Jan 2023 06:49:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[Alimentos, Amazônia, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Peixes, Pesca, Produtos da Floresta e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Pesquisas mostram que as mudanças climáticas já podem ser percebidas no tamanho reduzido dos peixes e na diminuição de sua quantidade em várzeas e igarapés; as fêmeas também estão se reproduzindo mais cedo.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/01/peixes-amazonicos-mostram-no-corpo-os-efeitos-das-mudancas-climaticas/" data-wpel-link="internal">Peixes amazônicos mostram no corpo os efeitos das mudanças climáticas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[“Tudo está fora da época. As árvores estão florescendo fora da época, o solo já não é o mesmo, a quentura aumenta e, quando vem o seco, os peixes morrem. O pescador sente”, conta Myrian, moradora da aldeia Filadélfia, em terras do povo Ticuna, na região do Alto Rio Solimões, perto de onde o Amazonas faz fronteira com Colômbia e Peru. “Quando vem a chuva, chove muito. Isso também impacta os agricultores e os pescadores. Hoje em dia, tem pescador que chega de mãos vazias. Pegam peixes tão pequenos que ficam tristes.” João Almeida Vasques, pai da Myrian, é pescador. Na língua ticuna, ele diz à filha que não consegue mais vender peixes para sustentar a família e não conhece mais a fartura que já teve um dia. “Hoje já não vejo mais peixes maiores, não tem mais peixe-boi, não tem mais pirarucu grande, tambaqui grande, não tem mais mapará grande. Nem jacaré encontramos mais. Isso impacta muito para nós”, traduz Myrian. Myrian Pereira Vasques é estudante de engenharia agronômica e bolsista do Projeto Climas, executado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Desde novembro de 2021, o projeto busca identificar as mudanças climáticas por meio da percepção das comunidades indígenas. As alterações apontadas pelos indígenas vêm ao encontro dos dados evidenciados pela ciência. Pesquisa feita junto a especialistas concluiu que metade das espécies de peixes ameaçadas na Amazônia brasileira é sensível aos impactos das mudanças climáticas. Outras pesquisas mostram que, além do número de peixes ter diminuído, algumas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/01/peixes-amazonicos-mostram-no-corpo-os-efeitos-das-mudancas-climaticas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Primeiro açaí certificado do mundo fortalece identidade de comunidades no Amapá</title>
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					<pubDate>27 Out 2022 06:41:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina Pinheiro]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Degradação, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
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											<description>
							<![CDATA[<p>Moradores do Arquipélago do Bailique, na foz do Amazonas, instituíram um Protocolo Comunitário para promover a autogestão por meio do fortalecimento da identidade sociocultural. O caminho escolhido foi investir na cadeia produtiva de açaí. </p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/10/primeiro-acai-certificado-do-mundo-fortalece-identidade-de-comunidades-no-amapa/" data-wpel-link="internal">Primeiro açaí certificado do mundo fortalece identidade de comunidades no Amapá</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Dentro da mata de múltiplos verdes, as plantas se tocam carregadas de um frescor denso. Ao som da saracura a sinalizar a maré alta — ou lançante, como chamada aqui —, Josilene Ferreira Lopes debulha os cachos de açaí sobre a lona estendida no chão. A atmosfera ainda quente de sol ilumina os rostos da parentada, reunida para mais um dia de coleta. “Sou pai de três filhas e dois dos meus genros apanham açaí. Eu também o faço e tenho um filho que já está apanhando bem. Então, trabalhamos juntos. Aqui, a gente cria diversas plantas para manter a mata saudável e variada e, ao mesmo tempo, cultiva o filho do açaí. Cuidamos das mudas e acabamos formando viveiros dentro de cada propriedade”, comenta o marido de Josilene, Manoel Miracy dos Santos Filho, o Miro, agroextrativista e uma das lideranças de Arraiol, a comunidade mais organizada do Arquipélago do Bailique, no Amapá. Nas 51 comunidades deste arquipélago localizado na foz do Rio Amazonas, os cerca de 10 mil habitantes vêm passando por um processo de retomada de seus territórios. O primeiro passo foi a interlocução entre os moradores na busca de soluções para os problemas locais. A salinização da água doce, a erosão causada pelo aumento dos rebanhos de búfalos, a construção de hidrelétricas e a mudança de curso do Rio Araguari, que deixou de desaguar no mar, tornando-se tributário do Rio Amazonas, são alguns dos impactos ambientais resultantes da intervenção humana sobre o meio. Em 2013, agricultores, pescadores&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/10/primeiro-acai-certificado-do-mundo-fortalece-identidade-de-comunidades-no-amapa/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>No Amapá, mulheres encontram na produção de biocosméticos uma alternativa ao garimpo</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2021/11/no-amapa-mulheres-encontram-na-producao-de-biocosmeticos-uma-alternativa-ao-garimpo/</link>
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					<pubDate>30 Nov 2021 07:19:51 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina Pinheiro]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Certificação]]></category>
		<category><![CDATA[Commodities]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidades Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação de Florestas Tropicais]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Extrativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
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		<category><![CDATA[Política Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Populações Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Povos Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Produtos da Floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Silvicultura]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agrofloresta, Amazônia, Certificação, Comunidades Tradicionais, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Cultura Indígena, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Recursos hídricos, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
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											<description>
							<![CDATA[<p>Composta por cerca de 30 mulheres ribeirinhas, a Associação Sementes do Araguari produz sabonetes, pomadas e óleos in natura a partir de frutos como andiroba, fava e copaíba.<br />
 </p>
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							<![CDATA[No Alto Araguari, interior do Amapá, um foco de retomada da cultura popular abre janela para a valorização do conhecimento ancestral, colocando os povos residentes no seu lugar de direito. Um grupo de quase 30 mulheres faz uso sustentável dos recursos naturais produzindo biocosméticos, garantindo renda e qualidade de vida para os ribeirinhos. A Associação Sementes do Araguari fundada em 2020, durante a pandemia, é resultado de anos de luta dos moradores, que passaram por período de instabilidade após a extinção de um garimpo que operava desde 1974 no local. O encerramento da atividade, em 2009, gerou um impacto socioeconômico imediato na realidade das pessoas. Fernanda Brandão, analista ambiental do ICMBio, esclarece que o fechamento do garimpo Capivara provocou um hiato na vida das famílias, que precisaram se readaptar. “Nosso intuito, como órgão responsável pelo fim da prática ilegal, era o de apresentar outras possibilidades para que a comunidade pudesse decidir, dentro do seu território, o que tem valor e o que deve ser cuidado,” afirma. Doraci Soares do Nascimento, participante da Associação Sementes do Araguari, é coletora de sementes, produtora de biocosméticos e &#8211; aqui, ela trança com fibras da mata um tipiti, usado no fabrico da farinha de mandioca. Foto: Maurício de Paiva. Na busca por alternativas, mães, tias e avós do lugar conceberam a ideia de produzir biocosméticos a partir da matéria-prima extraída das matas. Frutos e plantas como andiroba, pracaxi, breu-branco, copaíba e fava são utilizados na fabricação de sabonetes, pomadas, óleos in natura e velas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/11/no-amapa-mulheres-encontram-na-producao-de-biocosmeticos-uma-alternativa-ao-garimpo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Cooperativa traça caminho sustentável em região dominada pelo agronegócio no Cerrado</title>
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					<pubDate>26 Out 2021 06:23:47 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Shanna Hanbury]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Brasil e Cerrado]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>A CoopCerrado, cooperativa que reúne 5 mil famílias, ganhou o Prêmio Equador da ONU por suas mais de duas décadas de trabalho no desenvolvimento de um modelo de apoio mútuo entre agricultores para treinamento, comercialização e estabelecimento da produção orgânica e regenerativa no Cerrado.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Quando a agricultora Mônica de Souza Ribeiro se mudou para seu assentamento sem-terra em Guapó, Goiás, no final dos anos 1990, ficou espantada com a enorme quantidade de agrotóxicos e produtos químicos usados na região, dominada pelo gado e pela soja. Primeiro ela aderiu à prática, usando fertilizantes químicos para plantar os vegetais que vendia em seu negócio familiar, mas à medida que o tempo passava, ficava cada vez mais preocupada com a destruição que via à sua volta. O Cerrado abriga 5% da biodiversidade do mundo, mas quase metade de sua vegetação natural foi destruída para dar lugar ao agronegócio – na maior parte monoculturas de soja e milho, além de pastagens de gado. A vasta destruição contribui para o processo de desertificação da região, ameaçando a estabilidade climática regional, a biodiversidade e o fornecimento de energia e alimentos no país. “Quando mudamos para cá, eu não via nenhum passarinho. O veneno matava tudo”, diz Ribeiro. “Eu queria cuidar da natureza e do Cerrado, mas não sabia como.” Isso mudou quando ela entrou para a CoopCerrado, hoje uma cooperativa de 5 mil famílias de agricultores orgânicos e vencedora do Prêmio Equador da ONU em 2021 na categoria “New Nature Economies” (Novas Economias Baseadas na Natureza, em tradução livre) por sua luta de duas décadas para tornar a produção regenerativa e orgânica possível para os pequenos produtores. A CoopCerrado é hoje composta por 238 pequenas propriedades e comunidades tradicionais localizadas ao longo de cinco estados que fazem parte do coração&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/10/cooperativa-traca-caminho-sustentavel-em-regiao-dominada-pelo-agronegocio/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Demanda global por açaí está destruindo as florestas de várzea da Amazônia</title>
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					<pubDate>30 Set 2021 05:54:59 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Degradação, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>O açaí sempre fez parte da dieta dos amazônidas. A frutinha redonda, de cor roxa, que cresce em cachos da palmeira Euterpe oleracea, é consumida praticamente todos os dias pelos moradores da região. Mas em meados dos anos 90 ela virou mania nas academias do Rio de Janeiro e São Paulo. A fama de seus [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O açaí sempre fez parte da dieta dos amazônidas. A frutinha redonda, de cor roxa, que cresce em cachos da palmeira Euterpe oleracea, é consumida praticamente todos os dias pelos moradores da região. Mas em meados dos anos 90 ela virou mania nas academias do Rio de Janeiro e São Paulo. A fama de seus benefícios nutricionais, rica em antioxidantes, fibras e com alto valor energético, conquistou rapidamente os consumidores da região Sudeste. Com o mundo globalizado no qual vivemos, não demorou muito para a fruta amazônica chegar também ao mercado internacional. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), nos últimos dez anos houve um aumento de quase 15 mil por cento nas exportações do açaí (14.380% em número exato). Há uma década, eram pouco mais de 40 toneladas vendidas para o exterior. No ano passado, este número pulou para 5.937 toneladas. Apenas entre 2019 e 2020, o setor deu um salto de 51%. O Pará é o maior consumidor interno e também maior exportador da fruta (na forma de polpa congelada): 95% da produção nacional sai do estado. E para atender esta demanda interna e externa gigantesca, a área plantada, tanto em terra firme como em manejo de várzea, passou de 77,6 mil para 188 mil hectares em dez anos. Toda essa demanda, porém, trouxe sérios impactos sobre as florestas de várzea onde o açaí é cultivado, conforme revela um artigo científico divulgado na publicação Biological Conservation. O estudo, que tem como autor principal o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/09/demanda-global-por-acai-esta-destruindo-as-florestas-de-varzea-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mudanças climáticas ameaçam comunidades extrativistas da Amazônia</title>
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					<pubDate>12 Ago 2021 06:03:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Carbono, Certificação, Combustíveis Fósseis, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Cultura Indígena, Degradação, Desmatamento, Dióxido de Carbono, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Gases de Efeito Estufa, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Lei Ambiental, Pecuária, Política Ambiental, Poluição, Povos indígenas, Produtos da Floresta, Queimadas, Recursos hídricos, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>“A gente mora aqui no Pará e uma das grandes produções que a gente tem é o açaí, e ultimamente a gente tem tido uma perda muito grande por essa questão da temperatura”, diz Ladilson Amaral, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR). “A gente percebe que o açaizal já vai começando [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“A gente mora aqui no Pará e uma das grandes produções que a gente tem é o açaí, e ultimamente a gente tem tido uma perda muito grande por essa questão da temperatura”, diz Ladilson Amaral, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR). “A gente percebe que o açaizal já vai começando a mudar, começa a ficar enfraquecido, não consegue dar mais fruta e acaba morrendo”. Nos últimos tempos, Ladilson tem notado também a diminuição das castanheiras, as gigantes que se destacam na mata pela altura – de 30 a 50 metros – e pela importância econômica que têm para os povos da floresta, incluindo os moradores do Assentamento Agroextrativista Eixo Forte, onde o agricultor vive, próximo do núcleo urbano de Santarém. “Com a temperatura, muitas castanheiras estão morrendo mesmo dentro da natureza, assim como o açaizeiro”. Os povos tradicionais da Amazônia já vêm sentindo na prática o que alerta o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), lançado nesta segunda-feira (09/08): o aumento na temperatura média global é uma realidade, e está se intensificando, com impactos talvez irreversíveis na biodiversidade e no equilíbrio da maior floresta tropical do planeta – e, consequentemente, na vida daqueles que tiram dela seu sustento. Uma pesquisa realizada por cientistas de cinco universidades públicas brasileiras tratou de quantificar esses impactos analisando 18 das principais espécies vegetais utilizadas para a subsistência em 56 Reservas Extrativistas (Resex) da Amazônia brasileira. O estudo concluiu que as mudanças climáticas previstas para os próximos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/08/mudancas-climaticas-ameacam-comunidades-extrativistas-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Inação do governo provoca boom no mercado voluntário de créditos de carbono</title>
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					<pubDate>15 Jun 2021 16:20:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Amazônia, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Pecuária, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Com o governo Bolsonaro indiferente à participação no mercado de crédito de carbono - e em meio à intensa pressão de clientes e investidores - um mercado voluntário está em plena expansão no Brasil. O país, no entanto, ainda não possui regulamentação sobre como e por quem os créditos podem ser emitidos.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Lábrea, no sul do estado do Amazonas, é um dos municípios mais desmatados da Amazônia brasileira. Praticamente toda a sua grande faixa de floresta, situada em propriedades rurais privadas, foi destruída para dar espaço à criação de gado. Porém, na fazenda Fortaleza do Ituxi, o proprietário seguiu um caminho diferente: conservou a mata tropical em suas terras. &#8220;No início, todos os vizinhos disseram que ele era louco, que estava perdendo dinheiro. [Mas] depois que ele começou a vender os primeiros créditos de carbono [REDD+], algumas pessoas da região foram convencidas a fazer o mesmo&#8221;, diz Janaína Dallan, fundadora da Carbonext, a empresa privada responsável pela modelagem e comercialização do projeto de compensação de carbono da fazenda Fortaleza do Ituxi. Em Apuí, também no Amazonas, os créditos de carbono se tornaram o principal pilar financeiro do Projeto Café Agroflorestal Apuí, que estimula os pequenos agricultores a cultivarem café utilizando um sistema agroflorestal, ao mesmo tempo em que preservam a floresta. &#8220;Temos que começar a pensar em sustentabilidade financeira na Amazônia, caso contrário, o projeto não faz sentido&#8221;, diz Pedro Soares do Idesam, o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, a ONG por trás do projeto. Quarenta famílias vivem do café produzido e da comercialização dos créditos de carbono gerados em Apuí. Foto: Idesam/divulgação. Os projetos do Café Agroflorestal Apuí e da Fazenda Fortaleza do Ituxi são iniciativas muito diferentes, tanto em escala quanto em natureza. A Fortaleza do Ituxi abrange 48 mil hectares e emite seus créditos de carbono&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/06/inacao-do-governo-provoca-boom-no-mercado-voluntario-de-creditos-de-carbono/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Mais da metade das pastagens do Cerrado tem bom potencial para regeneração, mostra estudo</title>
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					<pubDate>07 Abr 2021 15:01:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Maurício Angelo]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Brasil e Cerrado]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Pecuária, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Com mais de 50% da sua vegetação original destruída e com um desmatamento que avança mais rápido que na Amazônia, o Cerrado está em grave risco. Mas um estudo publicado pela Universidade de Brasília (UnB) mostra que o potencial de regeneração das pastagens, responsáveis por 29% do uso da terra no Cerrado – cerca de [&#8230;]</p>
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																					<content:encoded>
							<![CDATA[Com mais de 50% da sua vegetação original destruída e com um desmatamento que avança mais rápido que na Amazônia, o Cerrado está em grave risco. Mas um estudo publicado pela Universidade de Brasília (UnB) mostra que o potencial de regeneração das pastagens, responsáveis por 29% do uso da terra no Cerrado – cerca de 57 milhões de hectares – é de intermediário para alto na maioria dos casos. Esta é uma boa notícia tanto para a conservação e a regeneração do bioma, que é a savana mais biodiversa do mundo e fundamental para o abastecimento de água em todo o Brasil, quanto para a produção agropecuária. Mas nada irá acontecer sem vontade política e gestão aplicada com o conhecimento disponível. O estudo, feito por Jéssica Schüler, orientada por Mercedes Bustamante, confirma que não é necessário sequer um hectare a mais de desmatamento e que é possível restaurar o Cerrado com as áreas prioritárias e mais aptas a essa renovação já identificadas. Escolhas (“trade-offs”) precisarão ser feitas, mas é possível conciliar os interesses de todos os envolvidos. Para isso, no entanto, é preciso governança, destaca Bustamante, professora da UnB e uma das maiores referências em Cerrado. “As ferramentas existem e podem ser aprimoradas. Hoje não dá para dizer que não tem informação. O que falta é governança. E a tomada de decisão com base na melhor informação disponível”, destaca Bustamante. A análise elaborou um mapa de áreas prioritárias para a restauração de pastagens no Cerrado considerando ganhos para a biodiversidade,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/04/mais-da-metade-das-pastagens-do-cerrado-tem-bom-potencial-para-regeneracao-mostra-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como comunidades tradicionais estão salvando o Cerrado por meio da comida</title>
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					<pubDate>02 Abr 2021 17:03:14 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sharon Guynup]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Em novembro, as palmeiras de macaúba (Acrocomia aculeata) começam a dar cocos maduros. Em janeiro, o solo está repleto deles &#8211; é quando 67 famílias de Jaboticatubas, Minas Gerais, recolhem os cachos que serão levados para casa. A macaúba é fundamental para diversas comunidades agrícolas tradicionais do Cerrado. Sítios arqueológicos remontam seu uso desde a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/04/como-comunidades-tradicionais-estao-salvando-o-cerrado-por-meio-da-comida/" data-wpel-link="internal">Como comunidades tradicionais estão salvando o Cerrado por meio da comida</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em novembro, as palmeiras de macaúba (Acrocomia aculeata) começam a dar cocos maduros. Em janeiro, o solo está repleto deles &#8211; é quando 67 famílias de Jaboticatubas, Minas Gerais, recolhem os cachos que serão levados para casa. A macaúba é fundamental para diversas comunidades agrícolas tradicionais do Cerrado. Sítios arqueológicos remontam seu uso desde a pelo menos 9.000 a.C. Do coco, todas as partes são aproveitadas, de sua polpa amarelada à castanha em seu núcleo. É o lanche preferido das crianças e é usado para fazer uma farinha altamente nutritiva, usada no preparo de pães e biscoitos. Os animais também a comem. A população local cobre os cocos com capim e melaço para que fermentem. Em abril, a polpa é espremida para extrair o óleo a ser usado na cozinha, em lamparinas e na fabricação de sabão. Algumas famílias ainda sincronizam sua produção com as fases da lua e utilizam prensas rústicas de madeira. Raimunda Francisca Gonçalves Lopes mistura o óleo com várias plantas nativas para fazer sabonetes medicinais especialmente formulados para tratar picadas de insetos ou acne, ou para curar feridas. Em 2008, essas 67 famílias de 15 pequenas comunidades do entorno de Jaboticatubas formaram a Associação Amanu para compartilhar e melhorar os métodos agrícolas e de produção e, sobretudo, para potencializar coletivamente o marketing e as vendas. Em seguida, elas solicitaram o apoio da Fundação Slow Food para a Biodiversidade,  organização que auxilia projetos agrícolas sustentáveis que conservam a biodiversidade e a cultura locais. A Amanu tornou-se uma&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/04/como-comunidades-tradicionais-estao-salvando-o-cerrado-por-meio-da-comida/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>A carne possível: fazendeiro mostra como a pecuária pode regenerar o Cerrado</title>
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					<pubDate>18 Mar 2021 07:07:57 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Agostino Petroni]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
							<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Brasil e Cerrado]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Cerrado, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Extrativismo, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Pecuária, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Silvicultura e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2016, Matheus Sborgia, então um confeiteiro de 26 anos, recebeu uma notícia triste: Luis Sborgia, seu avô, tinha falecido. Matheus estava em Pollenzo, no norte da Itália, prestes a se formar na Universidade de Ciências Gastronômicas, onde tinha mergulhado de cabeça no mundo da comida. No Brasil, seu avô deixara 50 hectares de pastagens [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2016, Matheus Sborgia, então um confeiteiro de 26 anos, recebeu uma notícia triste: Luis Sborgia, seu avô, tinha falecido. Matheus estava em Pollenzo, no norte da Itália, prestes a se formar na Universidade de Ciências Gastronômicas, onde tinha mergulhado de cabeça no mundo da comida. No Brasil, seu avô deixara 50 hectares de pastagens no município de Inocência (MS), no coração do Cerrado, onde por décadas tinha criado gado. “Aquilo me deu um estalo. &#8216;Você precisa voltar para o Brasil&#8217;”, pensou Sborgia. “Você pode voltar para casa e cuidar de um pedaço de terra que pode fazer a diferença e mudar a forma como a agricultura funciona.” Sborgia tinha viajado o mundo por 11 anos, trabalhado num restaurante em Melbourne, na Austrália, e experimentado com a arte culinária no Noma, restaurante de três estrelas Michelin na Dinamarca, frequentemente considerado o melhor do mundo. Mas na universidade Sborgia percebeu que, ao falar sobre comida, era preciso considerar o quão sustentável ela é, e o bom senso mostrava que a carne era o oposto da sustentabilidade. Um estudo de 2013 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostrou que a pecuária respondia por 14,5% das emissões de dióxido de carbono geradas pelo ser humano. A produção de carne é reconhecida amplamente como uma das principais causas de desmatamento de várias das florestas tropicais do mundo, inclusive pela destruição acelerada da Amazônia. Isso inclui também o uso de 60% das terras agrícolas do planeta para produzir alimentos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/03/a-carne-possivel-fazendeiro-mostra-como-a-pecuaria-pode-regenerar-o-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>ONG quer criar corredor verde de 2.600 quilômetros ao longo dos rios Araguaia e Tocantins</title>
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					<pubDate>17 Mar 2021 16:31:04 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jenny Gonzales]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina, Brasil e Cerrado]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Cerrado, Conservação, Extrativismo, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Sustentabilidade e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>A Black Jaguar Foundation planeja reflorestar 1 milhão de hectares ao longo dos rios Araguaia e Tocantins, na Amazônia e no Cerrado. O corredor natural de 2.600 quilômetros de extensão exigirá o plantio de cerca de 1,7 bilhão de árvores. Dezenas de milhares já foram plantadas.</p>
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							<![CDATA[A Black Jaguar Foundation (BJF) tem apenas um objetivo, mas é um objetivo bem ambicioso: a ONG fundada pelo empresário e ambientalista holandês Ben Valks planeja reflorestar 1 milhão de hectares de vegetação da Amazônia e do Cerrado nas margens dos rios Araguaia e Tocantins. O corredor natural de 2.600 quilômetros de extensão, quando concluído, terá 20 quilômetros de largura a partir de ambas as margens dos dois rios. Será necessário o plantio de cerca de 1,7 bilhão de árvores, de acordo com a organização, e servirá tanto para apoiar a produção agroflorestal quanto a preservação ambiental. O projeto da BJF já está em andamento, com dezenas de milhares de árvores plantadas. Mas seu maior obstáculo está por vir: o cinturão verde será estabelecido apenas em terras privadas, o que exigirá a cooperação de proprietários possivelmente resistentes. O mérito do projeto está não só em sua grandee escala – a restauração planejada atravessará seis estados brasileiros (Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará e Maranhão) –, como também na importância que terá para proteger a vida selvagem e proporcionar uma ligação entre dois dos maiores e mais importantes biomas do país: o Cerrado (que ocupa 48% da área do projeto) e a Amazônia (que corresponde a 52%). Ambos os biomas estão sob pressão intensa devido à expansão da pecuária e da monocultura. O corredor verde que a Black Jaguar Foundation está construindo ao longo dos rios Araguaia e Tocantins está sendo criado através do reflorestamento de áreas degradadas dentro de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2021/03/ong-quer-criar-corredor-verde-de-2-600-quilometros-ao-longo-dos-rios-araguaia-e-tocantins/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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