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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Pesquisadores revelam rotas e padrões do tráfico de animais na Amazônia</title>
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					<pubDate>26 Out 2026 07:32:25 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[Defaunação, Fauna, Tráfico e Tráfico de Animais Silvestres]]>
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							<![CDATA[<p>Um estudo identificou 137 espécies de animais silvestres sendo comercializadas ilegalmente na Amazônia brasileira.</p>
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							<![CDATA[Berço da maior biodiversidade do mundo, a Amazônia brasileira é um dos principais polos do tráfico internacional de animais silvestres. Todos os dias, milhares de animais são retirados da floresta para serem vendidos em outras partes do país e no exterior. Apesar de seu papel central nesse mercado ilegal, ainda faltam informações sobre o tráfico de animais na região. Os dados sobre apreensões de animais estão dispersos em órgãos municipais, estaduais e federais. Além da ausência de um sistema integrado, os vastos territórios amazônicos e a falta de controle nas fronteiras dificultam a produção de inteligência sobre este crime ambiental. “Todo rio que você for na Amazônia vai ter eventos de tráfico”, disse à Mongabay o especialista em inteligência de conservação Antônio de Carvalho, da ONG de conservação WCS Brasil. A organização está desenvolvendo um observatório global de tráfico de animais, que vai usar inteligência artificial para coletar informações em sites de notícias e pesquisas acadêmicas. O objetivo é apoiar o trabalho de investigadores, agentes ambientais e jornalistas.​ “Muitos dados de apreensões são perdidos porque os animais são soltos ali mesmo, no local da apreensão, e aquilo não vira nem estatística institucional”, explicou Carvalho. O cascudo-zebra (Hypancistrus zebra) vive apenas em um pequeno trecho do rio Xingu, no Pará, e é muito procurado como peixe ornamental. Foto: Birger A. Em mais uma tentativa de preencher esse vazio de informações e ajudar a definir estratégias para proteger a fauna brasileira, pesquisadores analisaram 34 artigos científicos sobre o tráfico de animais silvestres&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/pesquisadores-revelam-rotas-e-padroes-do-trafico-de-animais-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que animais silvestres brasileiros estão aparecendo em um mercado de Bangcoc</title>
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					<pubDate>19 Out 2026 07:43:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gloria Dickie]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina, Brasil e Global]]>
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							<![CDATA[Comércio de Vida Selvagem, Comércio Internacional, Defaunação, Espécies Ameaçadas, Fauna, Tráfico e Tráfico de Animais Silvestres]]>
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							<![CDATA[<p>BANGCOC, Tailândia — Nos corredores estreitos do mercado de Chatuchak, em Bangcoc, capital tailandesa, a fauna silvestre do mundo está à venda. Capturadas em florestas, retiradas de rios ou arrancadas de áreas úmidas em todo o planeta, centenas de espécies exóticas são embarcadas em voos transcontinentais para serem expostas no que especialistas consideram um dos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BANGCOC, Tailândia — Nos corredores estreitos do mercado de Chatuchak, em Bangcoc, capital tailandesa, a fauna silvestre do mundo está à venda. Capturadas em florestas, retiradas de rios ou arrancadas de áreas úmidas em todo o planeta, centenas de espécies exóticas são embarcadas em voos transcontinentais para serem expostas no que especialistas consideram um dos maiores mercados de animais silvestres do planeta. Entre vendedores de chá com leite tailandês e barracas de arroz glutinoso com manga, basta que os visitantes se afastem alguns passos do circuito turístico para chegar à seção de “animais de estimação” do mercado, uma denominação, no mínimo, generosa. Ali, animais domésticos e silvestres muitas vezes se amontoam em gaiolas, com pouca água e nenhum alívio para temperaturas superiores a 32 °C. Da África chegam papagaios-cinzentos, servais, pítons-reais e gálagos-gigantes, que são vendidos por 48 mil bahts (cerca de 1.450 dólares), anunciados em placas como “recém-chegados”. Já minúsculos suricatos vestidos com fantasias, às vezes colocados em caixas de areia para que os visitantes possam tocá-los, estão entre os animais mais numerosos de Chatuchak. Também há espécies da Ásia e da Oceania, como civetas-mascaradas, lóris-arco-íris e cães-da-pradaria, além de filhotes de guaxinim, iguanas, cabras, gatos e leitões, entre outros. No mercado de Chatuchak, suricatos como o da foto, originários do sul da África, são vestidos com fantasias para serem vendidos como animais de estimação. Foto: Gloria Dickie. Para Scott Roberton, diretor do programa de combate ao tráfico da ONG Wildlife Conservation Society, a novidade mais chocante é a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/por-que-animais-silvestres-brasileiros-estao-aparecendo-em-um-mercado-de-bangcoc/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mais raro do que se pensava, gato-mourisco é reclassificado como ‘quase ameaçado’</title>
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					<pubDate>06 Out 2026 14:33:52 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Defaunação, Espécies Ameaçadas, Fauna, Felinos, Florestas e Mamíferos]]>
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							<![CDATA[<p>Um felino pouco conhecido se aproxima do limiar da extinção.</p>
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							<![CDATA[Conhecidos pela aparência pouco felina, os gatos-mouriscos permaneceram por muito tempo à margem das pesquisas e iniciativas de conservação, mas a recente reclassificação como quase ameaçados na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) pode começar a mudar esse cenário. Pesando até cerca de 7 kg, esses pequenos felinos, também conhecidos como jaguarundis, circulam por paisagens de savanas e florestas em uma imensa área que vai do México ao sul do Brasil e à Argentina, passando pela América Central. Tadeu de Oliveira, copresidente do Grupo de Especialistas em Felinos da IUCN e responsável por conduzir a avaliação mais recente, afirma que foi necessário enfrentar a percepção de que os gatos-mouriscos são comuns e, portanto, não estariam ameaçados. Essa impressão se deve, em parte, aos hábitos diurnos da espécie, que circula e caça em áreas abertas durante o dia e, portanto, é mais visível do que muitos outros felinos. Além disso, também ocupa paisagens degradadas. “Se você tem uma floresta que vai ficando parecida com uma savana, ela vai reproduzir o habitat ideal para a espécie”, explica Oliveira. “Não é o habitat favorável [ao gato-mourisco], mas vai permitir que ele esteja ali.” Exemplar de gato-mourisco. Foto: Programa de Conservação de Felinos Silvestres Brasil-Américas/Gatos do Mato. “Ele é mais fácil de ver e, por isso, as pessoas o consideravam comum”, diz Oliveira. “Mas, quando você quantifica isso com base em dados, eles mostram o contrário.” Depois de reunir dados fornecidos por pesquisadores de toda a área de ocorrência&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/10/mais-raro-do-que-se-pensava-gato-mourisco-e-reclassificado-como-quase-ameacado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>No Paraná, projeto realiza vacinação inédita do mico-leão-caiçara</title>
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					<pubDate>17 Set 2026 07:44:07 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Euan Marshall]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Paraná]]>
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							<![CDATA[Animais, Áreas Protegidas, Defaunação, Desmatamento, Doenças, Fauna, Mata Atlântica e Primatas]]>
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							<![CDATA[<p>Menos de 400 indivíduos restam na natureza. Uma vacina contra a febre amarela pode salvá-los.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/no-parana-projeto-realiza-vacinacao-inedita-do-mico-leao-caicara/" data-wpel-link="internal">No Paraná, projeto realiza vacinação inédita do mico-leão-caiçara</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em uma quarta-feira de julho, no coração de uma área de restinga do litoral do Paraná, o chilrear dos tangarás na manhã úmida era pontuado pelos passos abafados. Três pesquisadores de campo da ONG de conservação Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) avançavam cuidadosamente por uma trilha, cada um carregando uma pequena gaiola coberta com um pano escuro. Dentro de cada gaiola havia um mico-leão-da-cara-preta, conhecido na região como mico-leão-caiçara (Leontopithecus caissara). Depois de capturados com segurança no dossel das árvores, os pequenos primatas — dois machos e uma fêmea — foram levados para uma barraca improvisada em uma clareira, onde fariam história. Algumas horas depois, os indivíduos se tornariam os primeiros de sua espécie a serem vacinados contra a febre amarela. A postos, uma pequena equipe de pesquisadores e veterinários colocou os micos, um a um, dentro de uma bolsa de algodão para pesá-los, dando início a uma corrida contra o tempo para proteger um dos mamíferos mais ameaçados da fauna brasileira. O L. caissara é uma das quatro espécies de mico-leão endêmicas da Mata Atlântica e está entre os primatas mais raros do mundo. Descoberto e identificado pela ciência somente em 1990, sua população silvestre foi estimada em 392 indivíduos, segundo um estudo de 2011. Em sua maioria, os animais estão restritos às restingas costeiras entre os estados de São Paulo e Paraná. Um veterinário da SPVS examina um mico-leão-caiçara já sedado. Foto: Gabriel Marchi. Sua distribuição, já bastante limitada, também sofre, há décadas,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/no-parana-projeto-realiza-vacinacao-inedita-do-mico-leao-caicara/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Doenças de gatos domésticos ameaçam felinos selvagens no Brasil</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 12:50:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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							<![CDATA[Animais, Biodiversidade, Defaunação, Doenças, Fauna, Felinos, Mamíferos e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as [&#8230;]</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as espécies de felinos. Principalmente para nossas espécies nativas e para as que estão ameaçadas de extinção”, disse Flavia Tirelli, doutora em zoologia e coordenadora da Geoffroy’s Cat Working Group, uma rede internacional que luta pela conservação do gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) e de outros felinos silvestres. Segundo a especialista, que também atua como pesquisadora no Laboratório de Evolução, Sistemática e Ecologia de Aves e Mamíferos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o avanço de doenças comuns entre gatos domésticos (Felis catus) — como o vírus da imunodeficiência felina (FIV), o vírus da leucemia felina (FeLV) e a panleucopenia, causada pelo parvovírus felino (FPV), entre outros — pode impactar significativamente a fauna de felídeos em todo o Brasil. “As espécies ameaçadas têm populações menores e mais isoladas dentro de nossa matriz antrópica [ambientes naturais modificados pela ação humana] e também podem estar próximas de animais domésticos que carregam esses vírus”, disse à Mongabay. Um gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) descansa em um tronco de árvore. Foto: Fernando da Rosa via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Segundo estimativas, o Brasil ocupa o terceiro lugar no pódio global em número de animais de estimação, com cerca de 30&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/doencas-de-gatos-domesticos-ameacam-felinos-selvagens-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novas regras tentam proteger preguiças de traficantes e turistas</title>
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					<pubDate>12 Dez 2025 09:58:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Animais, Biodiversidade, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Defaunação, Espécies Ameaçadas, Fauna, Tráfico de Animais Silvestres e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Conhecidas por sua aparência pacífica e pela impressão de que estão sempre sorrindo, as preguiças agora contam com uma proteção extra para evitar sua exploração por um comércio de animais de estimação cruel e ilegal. A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites), um acordo internacional [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/novas-regras-tentam-proteger-preguicas-de-traficantes-e-turistas/" data-wpel-link="internal">Novas regras tentam proteger preguiças de traficantes e turistas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Conhecidas por sua aparência pacífica e pela impressão de que estão sempre sorrindo, as preguiças agora contam com uma proteção extra para evitar sua exploração por um comércio de animais de estimação cruel e ilegal. A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites), um acordo internacional que estabelece controles sobre o comércio de animais e plantas, aprovou a inclusão de duas espécies de preguiças no Apêndice II da convenção. A decisão foi tomada em reunião de cúpula realizada entre 24 de novembro a 5 de dezembro no Azerbaijão, e significa que os 185 países signatários estarão sujeitos a regras mais duras para o comércio dessas espécies. Os países exportadores, por exemplo, terão de fornecer estudos que comprovem que a transação não afetará a conservação da espécie. As novas regras serão aplicadas à preguiça-real (Choloepus didactylus), nativa da Amazônia, e à preguiça-de-hoffmann (Choloepus hoffmanni), que vive no sul da Amazônia e em partes da América Central. Ambas são preguiças-de-dois-dedos, conhecidas por serem mais agressivas e mais ágeis do que suas parentes de três dedos. Bichos-preguiça são exibidos para turistas em países como Brasil e Peru. Foto: World Animal Protection/ Nando Machado. A proposta para fortalecer sua proteção das espécies partiu do Brasil, Costa Rica e Panamá, como forma de “evitar que o tráfico ilegal aumente e suas populações diminuam”. Os traficantes de vida silvestre, afirmaram os proponentes, têm retirado as preguiças das florestas para serem apresentadas como atrações em roteiros turísticos em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/novas-regras-tentam-proteger-preguicas-de-traficantes-e-turistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Moda das selfies com bichos-preguiça coloca animais na mira de traficantes</title>
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					<pubDate>20 Nov 2025 06:41:35 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Biodiversidade, Comércio de Vida Selvagem, Conservação, Defaunação, Espécies Ameaçadas, Fauna e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Não é fácil achar um bicho-preguiça no meio da floresta. Eles passam a maior parte do tempo na copa das árvores e são mestres da camuflagem, graças à lentidão dos movimentos e às algas presas aos pelos, que os confundem com a cor das folhas. Uma vez identificados lá no alto, no entanto, estes animais [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Não é fácil achar um bicho-preguiça no meio da floresta. Eles passam a maior parte do tempo na copa das árvores e são mestres da camuflagem, graças à lentidão dos movimentos e às algas presas aos pelos, que os confundem com a cor das folhas. Uma vez identificados lá no alto, no entanto, estes animais se tornam presas fáceis. Caçadores derrubam a árvore e, em poucos segundos, o bicho está no chão. No afã de defender as crias, as mães muitas vezes são mortas pelos caçadores. Já os filhotes têm as unhas e às vezes até as pontas dos dedos cortados antes de virarem atração turística ou exóticos “animais de estimação.” A exploração dos bichos-preguiça pela indústria do turismo se intensificou nas últimas décadas, talvez pela aparência pacífica e a impressão de estarem sempre sorrindo, o que já lhes rendeu o apelido de Miss Simpatia da Amazônia. Muitos viajantes que cruzam os países sul-americanos querem tirar fotos ao lado deles e alguns até decidem levar um bebê-preguiça para casa, movimentando um tráfico de animais silvestres tão lucrativo quanto cruel. “Esse ‘sorriso’ esconde um sofrimento imenso”, afirma o biólogo Neil D’Cruze, líder de pesquisa estratégica da Canopy, uma organização internacional de defesa do meio ambiente. “Esses animais passam por um estresse extremo quando são manuseados, contidos ou expostos a multidões barulhentas. Eles não são fisiologicamente adequados para esse tipo de tratamento”, conta o pesquisador, que conduziu estudos na América do Sul sobre a exploração desses animais. Poucos bebês resistem a tamanho&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/moda-das-selfies-com-bichos-preguica-coloca-animais-na-mira-de-traficantes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Relação entre fauna do Cerrado e rodovias é mais complexa do que se supunha, aponta estudo</title>
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					<pubDate>11 Ago 2025 15:13:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Segundo dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (Ufla), cerca de 475 milhões de animais são atropelados nas rodovias brasileiras a cada ano, o que afeta diferentes ecossistemas. A mesma entidade estima que 430 milhões desses indivíduos são vertebrados de pequeno porte — como aves, sapos, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Segundo dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (Ufla), cerca de 475 milhões de animais são atropelados nas rodovias brasileiras a cada ano, o que afeta diferentes ecossistemas. A mesma entidade estima que 430 milhões desses indivíduos são vertebrados de pequeno porte — como aves, sapos, cobras e lagartos. Diante dessa estatística, é plausível que as autopistas do país sejam vistas como a principal causa de impacto à vida de diferentes espécies. No entanto, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revelou que a qualidade dos habitats e a ligação entre seus fragmentos de vegetação podem afetar a vida selvagem até mais do que as estradas, em alguns casos. A pesquisa foi o tema do doutorado do biólogo Vinícius Alberici, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em Ribeirão Preto. Segundo o pesquisador, o trabalho surgiu da necessidade de se “preencher uma lacuna de conhecimento sobre como as populações de mamíferos respondem às estradas, [sobretudo] em paisagens agrícolas no Cerrado”, disse, em entrevista à Mongabay. “O principal objetivo foi investigar como a proximidade das estradas influencia na abundância local das espécies, considerando os efeitos da paisagem — ou seja, a qualidade e a conectividade do habitat.” O estudo avaliou a abundância relativa de 12 espécies de mamíferos de médio e grande porte, considerando a proximidade entre os locais que habitam e diferentes estradas pavimentadas, com um volume variado de tráfego. Inicialmente, elas foram divididas em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/relacao-entre-fauna-do-cerrado-e-rodovias-e-mais-complexa-do-que-se-supunha-aponta-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Rede de cientistas cria mapa estratégico para evitar a extinção da ariranha</title>
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					<pubDate>02 Jul 2025 07:16:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[Alterações Climáticas, Amazônia, Caça, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Defaunação, Fauna, Incêndios, Mamíferos, Mudanças climáticas e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Com o fim da era da borracha na Amazônia no século 19, empresas que comercializavam o produto na região precisaram encontrar uma nova forma de ganhar dinheiro. Perceberam uma oportunidade no comércio internacional de peles, até então pouco explorado ali. A demanda para atender os mercados dos Estados Unidos, da Europa, e até do sul [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Com o fim da era da borracha na Amazônia no século 19, empresas que comercializavam o produto na região precisaram encontrar uma nova forma de ganhar dinheiro. Perceberam uma oportunidade no comércio internacional de peles, até então pouco explorado ali. A demanda para atender os mercados dos Estados Unidos, da Europa, e até do sul e sudeste do Brasil, era enorme. Estima-se que, entre 1904 e 1969, mais de 20 milhões de mamíferos e répteis selvagens, representando pelo menos 20 espécies, foram caçados comercialmente para terem suas peles retiradas. Entre as principais vítimas dessa matança indiscriminada estava a ariranha (Pteronura brasiliensis), a maior dentre as 14 espécies de lontras do mundo. Durante essas seis décadas, quase 400 mil delas foram abatidas apenas na Amazônia brasileira, até que, em 1967, a aprovação da Lei nº 5.197 proibiu a caça de animais silvestres no Brasil. Todavia, o impacto já tinha sido gigantesco. Endêmica da América do Sul, a ariranha acabou sendo dizimada em muitos locais e é considerada possivelmente extinta na Argentina e no Uruguai, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) – globalmente, é classificada como “em perigo” pela Lista Vermelha. Acredita-se que a distribuição atual da espécie corresponda a apenas 60% de sua área original. No Brasil, essa distribuição não é homogênea. Há populações conhecidas em rios ao norte da Amazônia, no Pantanal e no Cerrado, próximo das bacias dos rios Tocantins e Araguaia. Contudo, não há ideia de quantas elas são. Ariranha se alimentando no Parque&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/rede-de-cientistas-cria-mapa-estrategico-para-evitar-a-extincao-da-ariranha__trashed/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Produtores rurais se tornam aliados na conservação da onça-pintada na região do Parque do Iguaçu</title>
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					<pubDate>30 Jun 2025 06:59:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Conservação de Florestas Tropicais, Defaunação, Fauna, Felinos, Florestas, Mamíferos, Mata Atlântica e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>“É preciso acolher o medo e transformá-lo em encantamento, através da informação”, acredita a bióloga Yara Barros. Logo que assumiu a coordenação do Projeto Onças do Iguaçu, no Paraná, em 2018, ela sabia que, para o programa de conservação da onça-pintada (Panthera onca) ter sucesso, ele dependia de três pilares: pesquisa científica, engajamento e coexistência. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“É preciso acolher o medo e transformá-lo em encantamento, através da informação”, acredita a bióloga Yara Barros. Logo que assumiu a coordenação do Projeto Onças do Iguaçu, no Paraná, em 2018, ela sabia que, para o programa de conservação da onça-pintada (Panthera onca) ter sucesso, ele dependia de três pilares: pesquisa científica, engajamento e coexistência. Isso porque a região no entorno do Parque Nacional do Iguaçu, que abriga a única população da espécie que cresce na Mata Atlântica, é repleta de propriedades rurais, locais que, por uma série de fatores, podem atrair esses felinos a predar animais domésticos. E aí, o que acontecia como resposta, com grande frequência no passado, era a caça por retaliação. Uma realidade que Yara estava disposta a mudar. “O objetivo era ter pessoas, o Parque Nacional do Iguaçu e as onças prosperando juntos”, diz ela. “Se dá para salvar felinos em qualquer lugar do mundo, é através da coexistência.” Criado em 1990, com foco principal no monitoramento e proteção da onça-pintada, por quase três décadas o projeto chamou-se Carnívoros do Iguaçu. Mas a equipe chegou à conclusão de que “carnívoros” representava justamente aquilo que dificultava o engajamento dos proprietários à iniciativa. O nome invocava a percepção, mesmo que subliminar, desses animais estarem prontos para caçar, o que disseminava o medo e o temor a eles. Rebatizado de Onças do Iguaçu, a principal meta era mostrar a fazendeiros e moradores dos dez municípios situados próximos ao parque que a equipe do projeto não se importava apenas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/produtores-rurais-se-tornam-aliados-na-conservacao-da-onca-pintada-na-regiao-do-parque-do-iguacu/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Em Pernambuco, projeto militar e obra viária ameaçam área de conservação da Mata Atlântica</title>
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					<pubDate>25 Jun 2025 07:02:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Dantas]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Aves, Biodiversidade, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Conservação de Florestas Tropicais, Defaunação, Desmatamento, Fauna, Mata Atlântica, Motores do Desmatamento, Primatas e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>A construção da Escola de Sargentos das Armas (ESA), anunciada em 2021, tornou-se um marco para a Região Metropolitana do Recife (RMR). Por contar com recursos assegurados pelo Exército Brasileiro na casa de R$ 1,8 bilhão, além de contrapartidas de infraestrutura do governo estadual, e diante da expectativa de geração de postos de trabalho, o [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A construção da Escola de Sargentos das Armas (ESA), anunciada em 2021, tornou-se um marco para a Região Metropolitana do Recife (RMR). Por contar com recursos assegurados pelo Exército Brasileiro na casa de R$ 1,8 bilhão, além de contrapartidas de infraestrutura do governo estadual, e diante da expectativa de geração de postos de trabalho, o projeto parecia promissor. No entanto, a proposta enfrenta a resistência da sociedade civil e de ambientalistas devido aos possíveis impactos ambientais no local que abrigará o empreendimento: a Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe. Compreendendo oito municípios em seus mais de 30 mil hectares de extensão, a APA acolhe o maior remanescente de Mata Atlântica no trecho entre os estados de Sergipe e Rio Grande do Norte. O pouco que sobrou da floresta tropical nesta parte do mapa é fundamental, uma vez que o bioma já perdeu quase 90% de sua área original no Brasil, como alertam especialistas. Para a área construída do complexo militar, estima-se o desmatamento de 94 hectares de floresta nativa, consequência de uma estrutura que deve receber 6 mil novos moradores. A ESA, porém, não é a única grande intervenção prevista: antes mesmo da escola, já havia no caminho a construção do chamado Arco Viário Metropolitano, que promete melhorar o tráfego em toda a RMR. O arco também gera preocupação, já que recortaria toda a área da APA, adicionando um novo fator de risco à natureza. Somados, os dois projetos intensificam a pressão urbana dentro e ao redor da unidade de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/em-pernambuco-projeto-militar-e-obra-viaria-ameacam-area-de-conservacao-da-mata-atlantica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que os morcegos da Mata Atlântica estão cheios de metais tóxicos no corpo</title>
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					<pubDate>30 Dez 2024 09:08:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sean Mowbray]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Mata Atlântica]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agrofloresta, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Conservação de Florestas Tropicais, Defaunação, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos e Mata Atlântica]]>
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							<![CDATA[<p>Os morcegos desempenham um papel fundamental na saúde dos ecossistemas florestais enquanto polinizadores, dispersores de sementes e controle de insetos considerados pragas agrícolas. Mas de acordo com uma nova pesquisa, os morcegos e os serviços ecossistêmicos que oferecem estão ameaçados na Mata Atlântica, bioma altamente fragmentado, onde grande parte das áreas naturais foram degradadas pela [&#8230;]</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Os morcegos desempenham um papel fundamental na saúde dos ecossistemas florestais enquanto polinizadores, dispersores de sementes e controle de insetos considerados pragas agrícolas. Mas de acordo com uma nova pesquisa, os morcegos e os serviços ecossistêmicos que oferecem estão ameaçados na Mata Atlântica, bioma altamente fragmentado, onde grande parte das áreas naturais foram degradadas pela atividade agrícola e a mineração, aumentando a exposição da vida selvagem a metais pesados tóxicos. Cientistas da Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia, retiraram amostras de pelos de morcegos de áreas variadas no estado – incluindo pastagens, monoculturas de eucalipto e café e agrofloresta de cacau – e testaram o material para a presença de três metais: chumbo, manganês e cobre. “Descobrimos que os morcegos que vivem em áreas cuja paisagem é dominada pela agricultura intensiva ou por pastagens têm níveis mais altos de metais tóxicos no organismo, especialmente chumbo e manganês”, revela Julián Barillaro, líder do estudo e pesquisador de Ecologia da conservação na Universidade de Santa Cruz. Segundo ele, isso provavelmente se deve ao uso de agrotóxicos e combustíveis que contêm chumbo. A redução do habitat natural também pode ser uma das causas do aumento dessa exposição. O uso intensivo de agrotóxicos em plantações de eucalipto pode ser a razão da contaminação dos morcegos. Foto cedida por Ivana Cardoso. Outros fatores, como as diferentes espécies e o sexo dos morcegos, não afetaram a bioacumulação, levando os autores a crer que os animais entraram em contato direto com os metais pesados ao descansarem&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/12/por-que-os-morcegos-da-mata-atlantica-estao-cheios-de-metais-toxicos-no-corp/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Nos grupos de Facebook, a impunidade da caça esportiva ilegal de animais silvestres</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2024/12/nos-grupos-de-facebook-a-impunidade-da-caca-esportiva-ilegal-de-animais-silvestres/</link>
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					<pubDate>03 Dez 2024 06:22:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adele Santelli]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Caça, Comércio de Vida Selvagem, Comércio Ilegal, Defaunação, Fauna e Vida Selvagem]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Mais de 2 mil registros de caça ilegal foram compartilhados em grupos sobre o tema no Facebook entre 2018 e 2020. Os posts somam 4.658 animais da fauna brasileira mortos, como pacas, tatus, capivaras e diversas espécies de aves. É o que mostrou um estudo  realizado por um grupo de pesquisadores liderado pelo biólogo brasileiro [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/12/nos-grupos-de-facebook-a-impunidade-da-caca-esportiva-ilegal-de-animais-silvestres/" data-wpel-link="internal">Nos grupos de Facebook, a impunidade da caça esportiva ilegal de animais silvestres</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Mais de 2 mil registros de caça ilegal foram compartilhados em grupos sobre o tema no Facebook entre 2018 e 2020. Os posts somam 4.658 animais da fauna brasileira mortos, como pacas, tatus, capivaras e diversas espécies de aves. É o que mostrou um estudo  realizado por um grupo de pesquisadores liderado pelo biólogo brasileiro Hani R. El Bizri, do Centro de Pesquisa Florestal Internacional – Cifor/Icraf e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Eles coletaram e analisaram dados dos cinco grupos mais relevantes de caçadores ilegais do Facebook, abertos e privados, para entender como a atividade impacta a biodiversidade. Ao identificar os padrões da caça ilegal no Brasil, foi possível mapear os municípios e biomas brasileiros em que os eventos de caça aconteceram, estimar o número de caçadores envolvidos e de animais abatidos, identificar as espécies afetadas e contabilizar a quantidade de carne em toneladas, para saber quanto de biomassa foi retirado dos habitats. A pesquisa mostrou que a caça ilegal ocorreu em todos os biomas do país e em 14% dos municípios brasileiros, espalhados por todos os estados, incluindo o Distrito Federal. Foram estimados 1.400 caçadores, além de um total de 29 toneladas de carne silvestre obtidas com a atividade. Foram abatidas 157 espécies, de pequenos anfíbios a grandes mamíferos. Dessas, dezenove estão ameaçadas de extinção, como antas, queixadas, jacutingas e o coandu-mirim (Coendou speratus), espécie de porco-espinho descoberta pela ciência em 2013. Post em grupo sobre caça no Facebook Caçando por esporte De acordo com El Bizri, a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/12/nos-grupos-de-facebook-a-impunidade-da-caca-esportiva-ilegal-de-animais-silvestres/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O futuro incerto dos botos da Amazônia no meio de uma seca histórica</title>
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					<pubDate>27 Nov 2024 16:39:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>TEFÉ, Amazonas – “Moro neste flutuante há 40 anos, e essa é a maior seca que eu já vi na minha vida. Dá para ver que a água baixou muito mais do que em 2023”, conta Carlos Magno, enquanto aponta para o ponto onde a água chegou no ano passado. “Assusta ver esse cenário. Assusta [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TEFÉ, Amazonas – “Moro neste flutuante há 40 anos, e essa é a maior seca que eu já vi na minha vida. Dá para ver que a água baixou muito mais do que em 2023”, conta Carlos Magno, enquanto aponta para o ponto onde a água chegou no ano passado. “Assusta ver esse cenário. Assusta mais por causa das notícias que mostram que a cada ano vai piorar. Carlos é mecânico de barcos e vive em um flutuante – uma casa sobre a água, construída geralmente de madeira ou metal – à margem do Lago Tefé, no município de mesmo nome, no coração do estado do Amazonas. Apaixonado pela vida junto ao lago, cercado pelas águas, floresta e animais, ele e sua família agora consideram se mudar para terra firme diante das secas cada vez mais severas. “O flutuante já está todo em terra. Dê uma olhada aqui para ver o quanto a água desceu. Esta seca está quase 30 dias atrasada, não costuma chegar nesse ponto”, diz ele, preocupado. A água precisa subir para Carlos poder retomar o trabalho: com o baixo nível dos rios e lagos, as embarcações deixam de trafegar e ele perde clientes. Já está há dois meses sem trabalho. O Lago Tefé, uma formação lagunar do Rio Tefé próxima ao encontro com o Rio Solimões, vem vivendo uma seca histórica este ano, atingindo o nível de apenas 4,54 metros – 13,5 metros abaixo de junho, no início da estiagem, quando chegou a 18 metros (veja&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/o-futuro-incerto-dos-botos-da-amazonia-no-meio-de-uma-seca-historica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Monocultura de café avança sobre as florestas conservadas do sul da Bahia</title>
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					<pubDate>08 Ago 2024 09:54:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[<p>Entre 2008 e 2015, as lavouras de café no município de Una, sul da Bahia, se mantiveram em 25 hectares. Em 2020, alcançaram 60 hectares. Dois anos depois, a área plantada dobrou novamente, totalizando 119 hectares. Mais do que a quantidade de terra ocupada pela cafeicultura, indicada pelo Projeto MapBiomas, a velocidade com que ela [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Entre 2008 e 2015, as lavouras de café no município de Una, sul da Bahia, se mantiveram em 25 hectares. Em 2020, alcançaram 60 hectares. Dois anos depois, a área plantada dobrou novamente, totalizando 119 hectares. Mais do que a quantidade de terra ocupada pela cafeicultura, indicada pelo Projeto MapBiomas, a velocidade com que ela avança é uma tendência que preocupa pesquisadores e ambientalistas, pois a região abriga remanescentes florestais consideráveis, onde vivem inúmeras espécies em risco de extinção. Especialistas temem, principalmente, pelo futuro do endêmico mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), também conhecido como mico-leão-baiano, cada vez mais ameaçado pela fragmentação de habitat. A perda de florestas para a agropecuária já encolheu sua população em 60% nas últimas três décadas – estima-se que existam entre 16 mil e 21 mil indivíduos hoje na natureza. Sua área de ocorrência também foi reduzida em 42% – de 22.700 km2 para 13.215 km2 no período. O desmatamento ilegal para diversos fins é uma realidade que também preocupa a equipe regional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), já que não poupa nem mesmo unidades de conservação (UC) sob a sua gestão. Não por acaso, em 2023, o órgão ambiental lavrou 57 Autos de Infração, dos quais 22 por desmatamento na Reserva Biológica (Rebio) de Una, no Refúgio de Vida Silvestre (Revis) de Una e no Parque Nacional (Parna) da Serra das Lontras (e sua zona de amortecimento). Multas de R$ 1.263.162,00 foram aplicadas. Também em 2023, uma operação do Ibama identificou 532,8 hectares&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/08/monocultura-de-cafe-avanca-sobre-as-florestas-conservadas-do-sul-da-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como o cacau agroecológico pode salvar um mico-leão ameaçado no sul da Bahia</title>
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					<pubDate>03 Jun 2024 14:02:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>A área de distribuição do mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), primata endêmico do sul da Bahia, se caracteriza pela presença de manchas de florestas maduras e em regeneração, assim como cultivos agroflorestais onde os pés de cacau são plantados à sombra das árvores nativas da Mata Atlântica. Essa área, porém, que é já pequena, vem sofrendo com [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A área de distribuição do mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), primata endêmico do sul da Bahia, se caracteriza pela presença de manchas de florestas maduras e em regeneração, assim como cultivos agroflorestais onde os pés de cacau são plantados à sombra das árvores nativas da Mata Atlântica. Essa área, porém, que é já pequena, vem sofrendo com o mesmo desmatamento que já fez desaparecer a espécie do norte de Minas Gerais em um passado não muito distante. Nos últimos 30 anos, a área de ocorrência do primata, também conhecido como mico-leão-baiano, foi reduzida em aproximadamente 42% – de 22.700 km2 para 13.215 km2 –, enquanto sua população caiu em cerca de 60%. Estima-se que ainda existam entre 16 mil e 21 mil indivíduos na natureza no sul da Bahia, a maioria do município de Ilhéus. Os dados fazem parte da tese de doutorado do biólogo Joanison Vicente dos Santos Teixeira, diretor-executivo e coordenador de pesquisa da Almada Mata Atlântica Project (Amap), organização ambientalista germano-brasileira que tem apoiado financeiramente projetos científicos e ações de proteção à espécie, símbolo e bandeira maior da instituição. Esse pequeno primata dorme em partes ocas de troncos de árvores nativas e se movimenta em grupos de cinco a onze indivíduos que evitam repetir o local de repouso por causa dos predadores. Essa característica curiosa exige esforço contínuo para localização de abrigo e alimento em fragmentos que, fora das áreas protegidas, vêm encolhendo por pressão de atividades como a pecuária, a intensificação do próprio manejo nas cabrucas e a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/06/como-o-cacau-agroecologico-pode-salvar-um-mico-leao-ameacado-no-sul-da-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Educação e pesquisa estão resgatando os botos do Rio de Janeiro da extinção</title>
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					<pubDate>30 Abr 2024 06:15:51 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Brown (words) &amp; Kashfi Halford (video)]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>RIO DE JANEIRO, Brasil – A apenas 60 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, dezenas de botos-cinza (Sotalia guianensis) passam cautelosamente pela lancha, vindo à superfície d&#8217;água para respirar. Leonardo Flach fica na proa tirando fotos para depois identificar os indivíduos com base nas nadadeiras dorsais. Com mar límpido e montanhas cobertas de floresta [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[RIO DE JANEIRO, Brasil – A apenas 60 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, dezenas de botos-cinza (Sotalia guianensis) passam cautelosamente pela lancha, vindo à superfície d&#8217;água para respirar. Leonardo Flach fica na proa tirando fotos para depois identificar os indivíduos com base nas nadadeiras dorsais. Com mar límpido e montanhas cobertas de floresta ao redor, a paisagem da Baía de Sepetiba é pitoresca, mas a água está longe de ser cristalina. “Aqui no Brasil, [o boto-cinza] é uma das espécies mais comuns em estuários e baías, mas ao mesmo tempo é uma das espécies mais ameaçadas”, diz Flach, biólogo e cofundador do ONG Instituto Boto Cinza. Ele estuda esses cetáceos na Baía de Sepetiba desde a década de 1990 para entender os perigos que enfrentam e encontrar soluções para protegê-los. Uma das principais ameaças a esses botos é a poluição química no mar. Flach fez parte de um estudo publicado em março que encontrou altas concentrações de toxinas em botos-cinza durante um período de 12 anos na Baía de Sepetiba, resultado de dragagem, poluição industrial e esgoto bruto. Até 80% do esgoto da região não é tratado e é jogado na baía, contaminando o mar com patógenos e produtos farmacêuticos que são eliminados pela urina, diz Flach. “Os nossos botos-cinza, que vivem em baías semi-fechadas, são um dos mais contaminados do mundo”, explica Mariana Alonso, professora do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A exposição a estes produtos químicos está ligada a alterações hormonais&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/educacao-e-pesquisa-estao-resgatando-os-botos-do-rio-de-janeiro-da-extincao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Hidrovia no Pantanal ameaça áreas protegidas e pode inviabilizar a própria navegação</title>
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					<pubDate>15 Mar 2024 08:40:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Um tiro no pé com impactos ambientais irreversíveis. É assim que ambientalistas e pesquisadores descrevem a proposta de construção de uma hidrovia no Rio Paraguai, principal formador do Pantanal. O projeto, que prevê o aprofundamento do leito do rio para atender aos interesses do agronegócio e da mineração, vem sendo paulatinamente implementado e ganhou fôlego [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/hidrovia-no-pantanal-ameaca-areas-protegidas-e-pode-inviabilizar-a-propria-navegacao/" data-wpel-link="internal">Hidrovia no Pantanal ameaça áreas protegidas e pode inviabilizar a própria navegação</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Um tiro no pé com impactos ambientais irreversíveis. É assim que ambientalistas e pesquisadores descrevem a proposta de construção de uma hidrovia no Rio Paraguai, principal formador do Pantanal. O projeto, que prevê o aprofundamento do leito do rio para atender aos interesses do agronegócio e da mineração, vem sendo paulatinamente implementado e ganhou fôlego no governo Lula.  Distribuído entre Brasil (91,6%), Bolívia (6,6%) e Paraguai (1,8%), o Pantanal é a maior área úmida de água doce do planeta e Patrimônio Natural Mundial da Humanidade. A alternância entre períodos de cheia e seca torna o bioma um berço de biodiversidade que abriga milhares de espécies de aves, plantas e peixes, além de ser o lar de comunidades tradicionais adaptadas aos pulsos de inundação. A gravidade dos impactos da Hidrovia Paraguai-Paraná levou a Associação para a Biologia Tropical e Conservação (ATBC, da sigla em inglês) a publicar uma resolução apelando para que o projeto não seja levado adiante. Segundo a entidade, que se autoproclama a maior organização científica do mundo dedicada aos ecossistemas tropicais, diversos estudos já demonstraram, &#8220;de forma clara e inequívoca, os danos ambientais e sociais previstos para este projeto&#8221;. As obras aconteceriam no Tramo Norte do Rio Paraguai, como são chamados os cerca de 700 quilômetros entre os municípios de Cáceres, em Mato Grosso, e Corumbá, em Mato Grosso do Sul. O trecho é utilizado por pequenas embarcações de turismo e pesca, mas o leito sinuoso e estreito impede a navegação de embarcações maiores e mais pesadas.  &hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/hidrovia-no-pantanal-ameaca-areas-protegidas-e-pode-inviabilizar-a-propria-navegacao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pantanal está em risco de colapso, advertem cientistas</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2023/02/pantanal-esta-em-risco-de-colapso-advertem-cientistas/</link>
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					<pubDate>23 Fev 2023 09:59:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sharon Guynup]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Animais, Aves, Conservação, Defaunação, Degradação, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Fauna, Felinos, Incêndios, Mamíferos, Pantanal, Queimadas, Recursos hídricos e Répteis]]>
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							<![CDATA[<p>Uma confluência de atividades humanas no Brasil e no mundo, incluindo desmatamento e mudanças climáticas, está aquecendo essa paisagem, ameaçando todo o ecossistema com secas, incêndios florestais e perda de habitat. Um plano de hidrovia no Rio Paraguai pode ser uma sentença de morte para a manutenção do equilíbrio do ecossistema pantaneiro.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/02/pantanal-esta-em-risco-de-colapso-advertem-cientistas/" data-wpel-link="internal">Pantanal está em risco de colapso, advertem cientistas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Cruzamos as águas rasas do Corixo Negro em um barco aberto, examinando as águas sufocadas por aguapés e os galhos baixos das árvores em busca de vida selvagem. Dezenas de jacarés-do-pantanal (Caiman yacare) tomavam sol na praia ou espreitavam na água, parcialmente submersos. Um martim-pescador-grande (Megaceryle torquata), de penas azuis e vermelhas, mergulhava no rio em busca de uma refeição, enquanto capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) mastigavam a vegetação da margem. Inúmeros pássaros pousavam ou voavam: águias, colhereiros de penas rosadas, papagaios barulhentos e aves aquáticas apoiadas em uma perna só. Tuiuiús (Jabiru mycteria) planavam no céu com suas envergaduras de 2,7 metros. Uma família de ariranhas (Pteronura brasiliensis) pescava a jusante. Na sequência, vislumbramos aquilo que nos trouxe para o Pantanal: uma onça-pintada (Panthera onca), bem camuflada, quase imperceptível, olhando-nos dos arbustos banhados pela luz do sol. Enquanto silenciávamos o motor e lançávamos âncora, um pequeno filhote saiu das sombras e se aconchegou ao lado de sua mãe. Ela cuidava de seu rebento com ternura e minúcia, ignorando-nos. Logo depois, os dois se levantaram e desapareceram na mata. O fotógrafo Steve Winter e eu avistamos um número extraordinário de onças-pintadas durante nossa expedição em setembro passado pelo norte do Pantanal. Este é um bioma que conhecemos bem: há muito tempo venho realizando reportagens aqui, e Winter começou a documentar as onças-pintadas pantaneiras em 1998, retornando diversas vezes. Mas as mudanças que ocorreram nos cinco anos desde nossa última expedição agora colocam as onças-pintadas e todo este ecossistema em perigo. As faixas ciliares ao longo dos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/02/pantanal-esta-em-risco-de-colapso-advertem-cientistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Conexão China-Amazônia: cresce o tráfico de vida silvestre para a Ásia</title>
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					<pubDate>03 Jan 2023 10:45:40 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sharon Guynup]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Anfíbios, Aves, Comércio de Vida Selvagem, Comércio Ilegal, Defaunação, Espécies Ameaçadas, Fauna, Mamíferos, Peixes, Primatas, Répteis e Tráfico de Animais Silvestres]]>
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							<![CDATA[<p>O comércio legal e ilegal de animais selvagens continua crescendo em paralelo ao aumento dos investimentos chineses na região amazônica, refletindo uma tendência similar ao tráfico chinês que devastou elefantes, rinocerontes e pangolins na África.</p>
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							<![CDATA[Em 2017, com relatos cada vez mais frequentes de comércio ilegal de vida selvagem saindo da Amazônia, decidi voar acompanhado de um fotógrafo e cineasta para Iquitos, no Peru, a fim de investigar a situação. Logo nossa equipe ficou sabendo que as onças-pintadas eram uma mercadoria facilmente disponível nessa pequena cidade, um portal de floresta tropical às margens do Rio Amazonas. Os vendedores exibiam peles de onça-pintada e de jaguatirica em pelo menos uma dúzia de locais, entre eles o mercado de Belén, estandes de artesanato ao ar livre, pequenas lojas e até mesmo em atrações turísticas. Vendiam-se também abertamente cabeças de onça-pintada e joias feitas com dentes e garras, às vezes adornadas com pedras semi-preciosas. Alguns vendedores eram um tanto escancarados em relação à sua atividade de comércio. Já outros eram mais cautelosos. As onças-pintadas são uma espécie protegida: a caça furtiva, o tráfico ou a venda de suas partes é ilegal sob a lei peruana e sob um tratado internacional. Apesar dessa proibição, as autoridades da agência ambiental da província de Loreto nos mostraram pilhas de peles de felinos confiscadas. Nos disseram que o tráfico de muitas espécies havia aumentado nos últimos anos, e as operações policiais tinham levado alguns comércios clandestinos a operarem de maneira mais discreta &#8211; mas claramente não todos. Dentes de onça-pintada à venda no mercado de Belén, em Iquitos, no Peru. Foto: © Steve Winter/National Geographic. Para saber mais sobre oferta e demanda, embarcamos em um peque tradicional (espécie de barquinho), para um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/01/um-negocio-em-rapido-crescimento-o-comercio-de-vida-selvagem-da-amazonia-para-o-sudeste-da-asia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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