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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Como o etnobotânico indígena Pataxó HãHãHãi e anciãos registraram o conhecimento medicinal de seu povo na Bahia</title>
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					<pubDate>13 Ago 2026 07:00:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<![CDATA[Áreas Protegidas, Ativismo, Biodiversidade, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Conservação, Conservação de Florestas Tropicais, Cultura Indígena, Indígenas, Medicina tradicional, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Saúde, Socioambiental e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à Mongabay, em sua horta com várias plantas medicinais em sua terra ancestral no sul da Bahia. Ao lado da anciã indígena do povo Kariri-Sapuyá está uma grandiosa árvore embaúba (Cecropia pachystachya), usada para tratar diabetes e problemas de próstata. “Era ali a nossa mata… Derrubaram tudo. Tudo foi descampado aqui. E acabaram com a mata.” Dona Marta contou que algumas espécies nativas como a embaúba foram plantadas no quintal de sua casa na aldeia Caramuru há 44 anos, no processo de retomada do território. Outras, no entanto, desapareceram nas últimas décadas, quando invasores entraram na área e derrubaram florestas para dar lugar a pastagens de gado, acrescentou. Ela lamentou o sumiço de uma planta específica: puaia, usada para tratar dor de barriga, cansaço, picadas de cobra, peste — uma doença que, segundo os anciãos, provocava febre, dores de cabeça, e deixava o corpo todo retorcido  — e outras enfermidades. “Ficava ali na mata&#8221;, lembrou Dona Marta, apontando para as montanhas desmatadas. “Acabou tudo.” Em 27 de dezembro de 2025, Dona Marta faleceu. Seu conhecimento, no entanto, está vivo em um artigo publicado no Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine que a citou, de autoria do etnobotânico&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-o-primeiro-etnobotanico-indigena-e-anciaos-registraram-o-conhecimento-medicinal-de-seu-povo-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como é a vida da viúva de ambientalista que precisou desaparecer para sobreviver</title>
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					<pubDate>03 Ago 2026 08:26:55 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Felipe Sabrina]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ambientalistas, Ameaças à Amazônia, Áreas Protegidas, Ativismo, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Corrupção, Crime Ambiental, Direitos humanos, Justiça Social, Lei Ambiental, Madeira e Madeireiras]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2015, Raimundo Rodrigues foi assassinado por fazendeiros no Maranhão. Maria, sua esposa, sobreviveu. Mas deixou de existir para continuar viva.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-e-a-vida-da-viuva-de-ambientalista-que-precisou-desaparecer-para-sobreviver/" data-wpel-link="internal">Como é a vida da viúva de ambientalista que precisou desaparecer para sobreviver</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Por volta de 1 da manhã do dia 29 de abril de 2026, no salão do júri da Comarca de Bom Jardim, no Maranhão, o juiz Philipe Silveira da Cunha quantificou publicamente o destino do ex-policial militar Francisco da Silva Sousa: “Fica o réu definitivamente condenado a 35 anos e quatro meses de reclusão. Fixo o regime fechado para o início do cumprimento da pena”, anunciou o juiz ao microfone, em pé, diante do réu, dos jurados, dos promotores de justiça e dos advogados de defesa e acusação, sob as luzes brancas do salão que iluminaram mais de 16 horas de julgamento, iniciado na manhã do dia anterior. O ex-policial, de 66 anos, saiu direto dali para a prisão. Da Silva, como é conhecido, foi considerado culpado pelo júri popular por arquitetar o assassinato do ambientalista e camponês Raimundo dos Santos Rodrigues, 54 anos, e a tentativa de homicídio da esposa de Raimundo, Maria*, com 37 anos à época. O crime aconteceu no dia 25 de agosto de 2015, ali mesmo em Bom Jardim, dentro da Reserva Biológica do Gurupi, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio. Raimundo, Maria, seus seis filhos e outras cerca de 38 famílias camponesas viviam acampadas, desde 2009, na comunidade Brejinho Rio da Onça II, situada dentro da reserva, à espera de uma resolução do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para regularizar sua situação como assentados da reforma agrária — ali ou em outro&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-e-a-vida-da-viuva-de-ambientalista-que-precisou-desaparecer-para-sobreviver/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Quilombo resiste onde o São Francisco encontra o mar</title>
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					<pubDate>30 Jul 2026 08:53:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agroecologia, Agrotóxicos, Água, Alimentos, Biodiversidade, Caatinga, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Demarcação Territorial, Manguezais, Povos Tradicionais, Quilombolas, Recursos hídricos, Socioambiental e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[BREJÃO DOS NEGROS, SE — É difícil dizer onde um termina e o outro começa. Bem aqui, onde o rio São Francisco bate no meio do mar, as ondas encrespam a superfície da água cristalina. No lençol azulado que parece não ter fim, costura-se o verde das ilhas, ilhotas, terras férteis cobertas de vestígios de Mata Atlântica, o branco das dunas, pequenos portos, além das lagoas marginais e manguezais, muitos manguezais: patrimônios biológicos, berçários de inúmeras espécies. Mas nem sempre essa beleza pertenceu a quem nela vivia. Vestígios de plantações de algodão e de mais de 20 engenhos dão notícia de uma outra época, anterior à Lei Áurea. Ali se concentrava a maior parte das pessoas escravizadas do Baixo São Francisco. Como o lugar também tinha muita mata nativa, era ideal para acolher os fugidos. Então, era conhecido como Refúgio dos Negros. Pois, mesmo depois do documento assinado pela Princesa Isabel, o povo que vivia da pesca artesanal e da terra tinha liberdade limitada. A terra onde moravam e plantavam havia gerações era entendida como propriedade dos fazendeiros da região, supostos donos que, tivessem título ou não, exerciam ali um domínio incontestado. Era cerca e mata-burro para todo o lado; se sentiam presos em seu próprio território. Assim contam os moradores do Território Quilombola Brejão do Negros, a 120 km da capital sergipana, Aracaju. “Era assim: se a senhora bater três alqueires de arroz, dois é para o fazendeiro e um é da senhora. Desse seu, ainda vai pagar todas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/quilombo-resiste-onde-o-rio-sao-francisco-encontra-o-mar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Dez anos após Mariana, quilombolas do Rio Doce ainda sofrem com água contaminada</title>
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					<pubDate>25 Nov 2025 09:34:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Conservação, Crime Ambiental, Demarcação Territorial, Garimpo, Mineração, Povos Tradicionais, Quilombolas, Responsabilidade Ambiental, Rios e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>LINHARES, ES — Em frente à casa de Lucimar Dias dos Santos Silva, um rastro amarelo mancha o azul da caixa d’água. Uma cor de tonalidade similar ou mais intensa às vezes sai de sua torneira ou do poço d’água do vizinho. Lucimar, conhecida como Preta, nasceu e cresceu em Povoação, um distrito do município [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[LINHARES, ES — Em frente à casa de Lucimar Dias dos Santos Silva, um rastro amarelo mancha o azul da caixa d’água. Uma cor de tonalidade similar ou mais intensa às vezes sai de sua torneira ou do poço d’água do vizinho. Lucimar, conhecida como Preta, nasceu e cresceu em Povoação, um distrito do município de Linhares (Espírito Santo), mais precisamente na comunidade de Brejo Grande. Desde que se lembra, Preta tem visto enchentes em Brejo Grande alagarem a estrada, invadir casas e isolar moradores. Mas, após o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, ocorrida em 2015 em Mariana (MG), um novo problema com a água tem abalado sua vida e de outros quilombolas ao longo da foz do Rio Doce. Povoação fica a 37 km da zona urbana de Linhares e o acesso ao distrito é apenas por estrada de terra. Localizada ao norte da foz do Rio Doce, a região também é banhada por 24 lagoas. O último censo do Instituto Brasileiro de Ciência e Geografia (IBGE) indicou que em Povoação vivem 3.274 pessoas, e um relatório feito pela Comunidade Tradicional Quilombola de Povoação diz que, dessas, cerca de 1.800 são quilombolas. Em Brejo Grande, a visão de vastos campos é cortada de quando em quando por alguma casa e, nos dias ensolarados, o sol bate sobre a terra sem obstáculos. Uma estrada esburacada leva até a casa de Preta, onde de uma ponta se vê um aglomerado de árvores e, da outra, grama a perder de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/dez-anos-apos-mariana-quilombolas-do-rio-doce-ainda-sofrem-com-agua-contaminada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Patrulhamento comunitário reduz crimes ambientais na Amazônia, mostra estudo</title>
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					<pubDate>21 Ago 2025 07:53:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Biasoli]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Um estudo realizado na Amazônia brasileira descobriu que iniciativas voluntárias de patrulhamento comunitário em duas áreas protegidas estiveram associadas a uma redução de 80% nos crimes ambientais registrados ao longo de dez anos. No mesmo período, não houve queda significativa nas violações ambientais detectadas fora dessas áreas, sugerindo que as patrulhas comunitárias foram mais eficazes. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um estudo realizado na Amazônia brasileira descobriu que iniciativas voluntárias de patrulhamento comunitário em duas áreas protegidas estiveram associadas a uma redução de 80% nos crimes ambientais registrados ao longo de dez anos. No mesmo período, não houve queda significativa nas violações ambientais detectadas fora dessas áreas, sugerindo que as patrulhas comunitárias foram mais eficazes. Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados coletados entre 2003 e 2013 por agentes comunitários em 12 unidades territoriais de duas reservas de desenvolvimento sustentável no estado do Amazonas: Mamirauá e Amanã. Os registros fazem parte do programa Agentes Ambientais Voluntários (AAV), criado em 1995 pelo governo do Amazonas, que envolve moradores locais no patrulhamento voluntário de seus territórios para complementar o sistema federal de fiscalização e monitoramento. Nos anos analisados, os agentes do AAV realizaram 19.957 patrulhas, registrando um total de 1.260 crimes ambientais, a maioria relacionada a infrações de pesca e caça. Como efeito de comparação, os autores do estudo analisaram operações de fiscalização feitas pelo governo fora das reservas, entre 2002 e 2012. Nesse período, as autoridades realizaram 69 operações, detectando 917 crimes. A década de patrulhas comunitárias coincidiu com uma queda de 80% nos crimes ambientais registrados em 11 das 12 áreas analisadas. Em contraste, as operações lideradas pelo governo não apresentaram redução clara nos crimes detectados ao longo do tempo. Essa diferença “destaca a importância de defender intervenções lideradas por comunidades”, mesmo fora de áreas protegidas, escreveram os autores. “Precisamos colocar as comunidades no centro desse processo de conservação e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/patrulhamento-comunitario-reduz-crimes-ambientais-na-amazonia-mostra-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Cadastro Ambiental Rural (CAR): mais uma ferramenta para o controle rural</title>
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					<pubDate>20 Ago 2025 13:21:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Timothy J. Killeen]]>
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										<author>
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											<reporting-project>
							<![CDATA[Uma tempestade perfeita na Amazônia]]>
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							<![CDATA[América Do Sul e Brasil]]>
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							<![CDATA[Áreas Protegidas, Conflitos de terra, Desmatamento e Governança]]>
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							<![CDATA[<p>O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro de terras obrigatório para todas as propriedades rurais no Brasil. O CAR foi criado porque o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), que vem sendo desenvolvido pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), estava &#8211; e continua estando &#8211; incompleto.  Consequentemente, o governo criou o [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro de terras obrigatório para todas as propriedades rurais no Brasil. O CAR foi criado porque o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), que vem sendo desenvolvido pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), estava &#8211; e continua estando &#8211; incompleto.  Consequentemente, o governo criou o CAR como um mecanismo paralelo (ad hoc) para forçar os proprietários a cumprir a lei, independentemente da situação legal de suas reivindicações de terras. Os donos de terras, incluindo proprietários (com título legal certificado) e posseiros (sem título legal certificado), devem registrar suas propriedades, fornecendo dados espacialmente precisos sobre o tamanho, a localização, o uso da terra (floresta, plantações, culturas, pastagens etc.) e as áreas reservadas como RL ou APP. Ao se registrarem, reconhecem suas responsabilidades ambientais e fornecem ao Ibama uma linha de base para monitorar o cumprimento do Código Florestal. Registrar-se no CAR é obrigatório, mas, para garantir seu sucesso, as autoridades e as partes interessadas do setor privado criaram incentivos para promover a participação. Os incentivos positivos incluem acesso a crédito subsidiado e assistência técnica. Os incentivos negativos incluem barreiras à comercialização de safras e gado, as quais são impostas pelos comerciantes de commodities e frigoríficos. O agronegócio usa o CAR para monitorar o desmatamento, de modo que possa excluir de suas cadeias de suprimentos os produtores que desmatam ilegalmente, um componente fundamental da estratégia do setor para proteger seus produtores de boicotes de consumidores em mercados estrangeiros. Um mosaico de reservas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/cadastro-ambiental-rural-car-mais-uma-ferramenta-para-o-controle-rural/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Abolir as cercas, libertar a vida: povo Akroá Gamella retoma território ancestral e desativa lixão a céu aberto</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2025/06/abolir-as-cercas-libertar-a-vida-povo-akroa-gamella-retoma-territorio-ancestral-e-desativa-lixao-a-ceu-aberto/</link>
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					<pubDate>04 Jun 2025 12:43:57 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Felipe Duran]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Soluções, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Por mais de 12 anos, a prefeitura de Viana, no Maranhão, despejou agulhas e seringas em três nascentes da aldeia Tabarelzinho, na Terra Indígena Taquaritiua, do povo Akroá Gamella. Sobre essas fontes de água, a prefeitura despejou também garrafas de vidro, sacolas plásticas, latas, embalagens de isopor e fraldas usadas. Despejou algodões com sangue, fluidos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Por mais de 12 anos, a prefeitura de Viana, no Maranhão, despejou agulhas e seringas em três nascentes da aldeia Tabarelzinho, na Terra Indígena Taquaritiua, do povo Akroá Gamella. Sobre essas fontes de água, a prefeitura despejou também garrafas de vidro, sacolas plásticas, latas, embalagens de isopor e fraldas usadas. Despejou algodões com sangue, fluidos contaminados, despejou tumores e outros itens de descarte hospitalar – que incluíam as agulhas e seringas. Em dois terrenos contíguos dentro da aldeia Tabarelzinho, que somavam cerca de 25 mil metros quadrados, a prefeitura de Viana criou um lixão a céu aberto onde, por mais de 4.300 dias, espalhou o lixo que os mais de 50 mil habitantes do município produziram. As moscas e o mau cheiro tomaram conta das casas dos Akroá Gamella por mais de uma década. Ao meio-dia, com o calor de dois sóis na cabeça – Viana é uma cidade quente e úmida, típica da região amazônica –, as famílias eram obrigadas a fechar portas e janelas para conseguir almoçar sem ter que disputar a comida com as moscas e nem misturar o sabor do alimento com o cheiro podre do lixo. “Esse é o resultado do desenvolvimento dos homens brancos: a contaminação do nosso lençol freático, da água, de todas as espécies de vida. Várias pessoas já foram infectadas, já teve várias mortes relacionadas ao lixão, mas não tem visibilidade”, disse Cywr Xxa Akroá Gamella, que vive em uma aldeia próxima a Tabarelzinho, também na Terra Indígena Taquaritiua. Mesmo com&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/abolir-as-cercas-libertar-a-vida-povo-akroa-gamella-retoma-territorio-ancestral-e-desativa-lixao-a-ceu-aberto/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação da Mongabay motiva remoção de gado ilegal da Terra Indígena Arariboia</title>
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					<pubDate>11 Abr 2025 16:27:12 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
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										<author>
						<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Ameaças à Amazônia, Ativismo, Conflitos de terra, Conservação, Crime Ambiental, Direitos humanos, Florestas, Florestas Tropicais, Governança, Indígenas, Lei Ambiental, Política Ambiental, Povos indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Uma investigação da Mongabay que revelou uma explosão de gado ilegal, em meio a um número recorde de assassinatos de indígenas Guajajara, foi usada por autoridades federais para remover milhares de cabeças de gado da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/investigacao-da-mongabay-motiva-remocao-de-gado-ilegal-da-terra-indigena-arariboia/" data-wpel-link="internal">Investigação da Mongabay motiva remoção de gado ilegal da Terra Indígena Arariboia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Uma investigação da Mongabay que revelou uma explosão de gado ilegal, em meio a um número recorde de assassinatos de indígenas Guajajara, foi usada por autoridades federais para remover milhares de cabeças de gado da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. &#8220;Teu relatório está muito parecido com o que a gente está encontrando em campo, de fato. Ele parte dessa realidade de fato, então nos ajudou muito em termos práticos&#8221;, Marcos Kaingang, secretário nacional de direitos territoriais indígenas do Ministério dos Povos Indígenas, disse à Mongabay em uma entrevista em vídeo. Em junho de 2024, a Mongabay publicou uma investigação de um ano, com financiamento e apoio editorial do Rainforest Investigations Network do Pulitzer Center, revelando que grandes áreas da Terra Indígena (TI) Arariboia haviam sido tomadas pela pecuária para fins comerciais, o que viola a Constituição. &#8220;Tinha uma presença grande de gado, milhares de cabeças que estavam lá e que não deveriam estar ali&#8221;, disse Kaingang. A investigação também revelou detalhes que as autoridades disseram desconhecer: a alteração física dos marcos de demarcação da Arariboia por fazendeiros que fazem fronteira com o território. &#8220;Era um tema que eu diria que estava passando despercebido&#8221;, disse Kaingang, que afirma só ter tomado conhecimento do fato pela investigação. &#8220;A gente trouxe [essa denúncia] como um ponto importante nas nossas discussões. E a gente foi verificar que, de fato, os marcos tinham sido alterados&#8221;. Iniciada em fevereiro, a operação do governo federal removeu entre 1.000 e 2.000 cabeças de gado da Arariboia, disse Kaingang.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/investigacao-da-mongabay-motiva-remocao-de-gado-ilegal-da-terra-indigena-arariboia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Gilmar recua em mineração, mas impasse sobre terras indígenas permanece no STF</title>
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					<pubDate>04 Abr 2025 14:32:44 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Alexandre de Santi]]>
					</author>
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							<![CDATA[<p>Depois de nove meses de tentativa de negociação, a última reunião prevista para resolver o imbróglio sobre a demarcação das terras indígenas ocupadas antes da Constituição Federal terminou sem consenso, deixando no limbo a garantia dos direitos constitucionais dos povos indígenas, afirmam ativistas. Após intensos protestos em todo o país e no exterior, o ministro [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/gilmar-recua-em-mineracao-mas-impasse-sobre-terras-indigenas-permanece-no-stf/" data-wpel-link="internal">Gilmar recua em mineração, mas impasse sobre terras indígenas permanece no STF</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Depois de nove meses de tentativa de negociação, a última reunião prevista para resolver o imbróglio sobre a demarcação das terras indígenas ocupadas antes da Constituição Federal terminou sem consenso, deixando no limbo a garantia dos direitos constitucionais dos povos indígenas, afirmam ativistas. Após intensos protestos em todo o país e no exterior, o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) retirou a proposta de abertura das terras indígenas para a mineração e outras atividades econômicas de um polêmico anteprojeto de lei que, segundo opositores, viola a Constituição. Outros pontos polêmicos permaneceram, como a indenização aos ocupantes não-indígenas, o que, segundo defensores dos direitos indígenas, pode inviabilizar o processo de demarcação de terras. Apresentado em fevereiro por Mendes, o anteprojeto de lei permite que o governo federal conduza atividades de “relevante interesse público da União” em terras indígenas quando não houver “alternativa técnica e locacional” para a exploração de recursos minerais estratégicos, obras de infraestrutura para serviços públicos de transporte, energia e telecomunicações, entre outros. Líderes indígenas, ativistas e as Nações Unidas reagiram imediatamente, chamando a iniciativa de retrocesso e um ato “sem precedentes” na história da Suprema Corte, uma instituição que tem o dever de proteger os direitos dos indígenas e das minorias, conforme estabelecido pela Constituição. O STF disse que não responderia aos pedidos de resposta da Mongabay. Em 27 de março, o juiz assistente de Mendes, Diego Veras, anunciou mudanças no projeto e disse que o ministro debaterá a questão da mineração em um procedimento separado.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/gilmar-recua-em-mineracao-mas-impasse-sobre-terras-indigenas-permanece-no-stf/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Repressão à mineração ilegal na Terra Indígena Munduruku mostra sucesso, mas temores persistem</title>
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					<pubDate>01 Abr 2025 16:03:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Aimee Gabay]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Garimpo, Indígenas, Índios, Mineração, Ouro, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Na Amazônia, a operação para remover garimpeiros ilegais da Terra Indígena Munduruku, no Pará, resultou, até o momento, em uma redução nas atividades de mineração, conforme informado por autoridades governamentais e organizações Munduruku. No entanto, pequenos grupos de garimpeiros ilegais ainda permanecem, levantando temores entre os moradores de que a mineração seja retomada assim que [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/repressao-a-mineracao-ilegal-na-terra-indigena-munduruku-apresenta-sucesso-mas-temores-persistem/" data-wpel-link="internal">Repressão à mineração ilegal na Terra Indígena Munduruku mostra sucesso, mas temores persistem</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Esta é a primeira parte de uma série sobre a operação de expulsão de garimpeiros ilegais da Terra Indígena Munduruku. As partes dois, três, quatro e cinco serão publicadas em breve. Na Amazônia, a operação para remover garimpeiros ilegais da Terra Indígena Munduruku, no Pará, resultou, até o momento, em uma redução nas atividades de mineração, conforme informado por autoridades governamentais e organizações Munduruku. No entanto, pequenos grupos de garimpeiros ilegais ainda permanecem, levantando temores entre os moradores de que a mineração seja retomada assim que as forças de segurança se retirarem. “A primeira fase da operação já terminou, mas temos medo de que os garimpeiros não indígenas retornem. Mas graças a Deus, com essa operação, a entrada de garimpeiros não indígenas diminuiu consideravelmente”, disse à Mongabay João Kaba Munduruku, coordenador da Associação Indígena Pusuro, organização que apoia sete aldeias Munduruku da região do Médio Tapajós. Desde o início da Operação de Remoção da Terra Indígena Munduruku (OD-TIMU), em novembro de 2024, agentes do governo realizaram 523 ações, destruindo 90 acampamentos, 15 embarcações, 27 máquinas pesadas e 224 motores. O esforço coordenado do governo, que envolve o Exército, a Polícia Federal, o Ibama, a Funai e outras entidades, causou prejuízos de R$ 112,3 milhões aos criminosos. Crianças Munduruku brincando na Terra Indígena Sawré Muybu. Foto: Júlia Mente/Greenpeace. Indígena Munduruku no Rio Tapajós, próximo à Terra Indígena Sawré Muybu. Foto: Valdemir Cunha/Greenpeace. Outros aspectos da operação, como a escala de redução, não foram divulgados à Mongabay. O Ministério Público Federal no&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/repressao-a-mineracao-ilegal-na-terra-indigena-munduruku-apresenta-sucesso-mas-temores-persistem/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Soja e pasto pressionam áreas conservadas do Jalapão, onde brilha o capim-dourado</title>
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					<pubDate>13 Jan 2025 19:05:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Tocantins]]>
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							<![CDATA[Agroecologia, Agrotóxicos, Água, Cerrado, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Desmatamento, Direitos humanos, Extrativismo, Motores do Desmatamento, Pesticidas, Povos Tradicionais, Quilombolas, Rios, Socioambiental, Sustentabilidade e Sustentável]]>
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							<![CDATA[<p>JALAPÃO, Tocantins – Bem ao fundo da terra arrasada, buritis clamam por uma chance. Faz dois anos que a aridez avança pela vereda com seu manto de morte. Um gavião-carcará solta um grunhido solitário. Luzia pousa longe o olhar. “Eu me sinto sufocada”, diz a moça, com voz de buriti acuado. Mas, se num dia [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/soja-e-pasto-pressionam-areas-conservadas-do-jalapao-onde-brilha-o-capim-dourado/" data-wpel-link="internal">Soja e pasto pressionam áreas conservadas do Jalapão, onde brilha o capim-dourado</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
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							<![CDATA[JALAPÃO, Tocantins – Bem ao fundo da terra arrasada, buritis clamam por uma chance. Faz dois anos que a aridez avança pela vereda com seu manto de morte. Um gavião-carcará solta um grunhido solitário. Luzia pousa longe o olhar. “Eu me sinto sufocada”, diz a moça, com voz de buriti acuado. Mas, se num dia o buriti acorda acossado, no outro ele não se intimida e dispersa semente madura para germinar todo o chão. Aos 35 anos, a mãe de sete filhos tem um futuro a cuidar. Tanto que, certo dia, Luzia Passos Ribeiro disse em grunhido alto de causar inveja a qualquer carcará: “Dentro do território quilombola só fica quem nós queremos”. Foi assim que recolheram trator, escavadeira, caminhão e caminhonete de uma fazenda instalada dentro da comunidade de Quilombo do Prata, no município de São Félix do Tocantins – território quilombola certificado em 2006, mas até hoje sem a titularidade. Os desmatamentos, que minguam águas, ameaçam também o brilho do Jalapão, famoso pelo capim-dourado e por suas águas, que atraem turistas de todo o país. A área, que tem o maior mosaico de unidades de conservação do Cerrado, e ainda bastante preservada, sofre pressão das queimadas, da irregularidade fundiária e das mudanças climáticas. A chegada do asfalto, de grande relevância para as comunidades locais e para o turismo, imprime no chão não apenas o piche, mas também a especulação imobiliária. Vista aérea do Quilombo Mumbuca. Foto: Fellipe Abreu Detalhe de artesanato de capim-dourado na loja da Associação Comunitária dos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/soja-e-pasto-pressionam-areas-conservadas-do-jalapao-onde-brilha-o-capim-dourado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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