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					<title>Chaco: a segunda maior floresta da América do Sul caminha para o colapso</title>
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					<pubDate>20 Ago 2020 02:16:59 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>O tronco reto e forte do quebracho vermelho se torce e cai até tocar o chão. O estrondo é o último golpe de uma sequência de machadadas na árvore, dadas até que ela fique sem sustento. No acervo de um país há filmes que, por motivos diversos, permanecem na memória coletiva. Na Argentina, um desses [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O tronco reto e forte do quebracho vermelho se torce e cai até tocar o chão. O estrondo é o último golpe de uma sequência de machadadas na árvore, dadas até que ela fique sem sustento. No acervo de um país há filmes que, por motivos diversos, permanecem na memória coletiva. Na Argentina, um desses filmes se intitula, justamente, Quebracho. Produzido em 1974 — embora ambientado no início do século 20 —, a obra narra a vida, as dificuldades e a exploração a que foram submetidos os madeireiros nas florestas das províncias argentinas do Chaco e de Santa Fé, além da luta para modificar seu presente e seu futuro. Cem anos se passaram desde os episódios narrados no filme. Como no passado, o tronco do quebracho vermelho (Schinopsis balansae) torce e cai, mas hoje, em vez da sequência de golpes de machado, se ouve apenas uma explosão, um relâmpago. O corte da retroescavadeira é rápido, preciso, cirúrgico. Em um piscar de olhos, 100, 200, 300 anos de existência rolam pelo chão. A técnica mudou, os problemas são diferentes, mas as consequências são muito semelhantes. Troncos de quebracho vermelho e alfarroba se amontoam em uma clareira destinada à atividade agrícola. Foto: Fundación Vida Silvestre &#8211; @YawarFilms. Mais do que uma árvore, as três variantes do quebracho — branco, vermelho-chaquenho e vermelho-santiaguenho — marcam a paisagem local. Sua presença traça o mapa do Chaco latino-americano, a segunda maior área florestal do continente depois da Amazônia. Estamos falando de um território de cerca&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/08/chaco-a-segunda-maior-floresta-da-america-do-sul-caminha-para-o-colapso/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>El Impenetrable: um parque nacional que contém o melhor do Chaco argentino</title>
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					<pubDate>19 Ago 2020 18:05:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Um casal de nandu-de-darwin (Rhea pennata) corre a toda velocidade entre os arbustos espinhosos e a relva alta que cobrem um paleomeandro — um daqueles antigos leitos que o Rio Bermejo inundou em um tempo perdido na memória. Eles freiam em uníssono por alguns segundos, como se estivessem convidando o motorista do 4&#215;4 a acelerar [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um casal de nandu-de-darwin (Rhea pennata) corre a toda velocidade entre os arbustos espinhosos e a relva alta que cobrem um paleomeandro — um daqueles antigos leitos que o Rio Bermejo inundou em um tempo perdido na memória. Eles freiam em uníssono por alguns segundos, como se estivessem convidando o motorista do 4&#215;4 a acelerar e desaparecer de seu território. Eles repetem a cena mais algumas vezes como se estivessem brincando de gato e rato até ficarem cansados, então viram à direita e se perdem na floresta. O calor aperta na manhã do Parque Nacional El Impenetrable, no extremo norte da Argentina. O termômetro marca 41°C, o sol cai sem piedade e, nesse momento, os nandus-de-darwin são os únicos que ousam desafiá-lo. A dureza climática do Chaco expressa sua magnitude apenas em parte — em pleno verão, as temperaturas costumam superar os 50 °C —, mas é suficiente para fazer com que seus efeitos sejam sentidos no corpo de um citadino desacostumado. O tereré (chimarrão frio) que o guia Gabriel Borsini serve em sua posição de copiloto ajuda a saciar a sede: &#8220;O calor nesta área é traiçoeiro&#8221;, diz ele, mostrando experiência, &#8220;porque está seco. E, embora não se note que transpiramos, desidratamos do mesmo jeito”. Impenetrable é o nome histórico dado às terras semiáridas que ocupam uma vasta área do norte argentino. Trata-se de uma denominação que revela dois aspectos da região: o emaranhado de galhos e caules que formam os arbustos da vegetação rasteira e limita a possibilidade&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/08/el-impenetrable-um-parque-nacional-que-contem-o-melhor-do-chaco-argentino/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>As florestas perdidas do Chaco argentino</title>
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					<pubDate>18 Ago 2020 07:12:21 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[25 de março de 2020. A pandemia produzida pela covid-19 atravessa o mundo deixando seu rastro de morte e tristeza. Na Argentina, a realidade não é diferente. Desde o dia 20 de março está decretado pelo governo o isolamento social, preventivo e obrigatório, em todo o país. Um estado de emergência que não impede os interesses daqueles que derrubaram a floresta no Chaco argentino. As imagens captadas pelos satélites Landsat 8 e Sentinel 2 deixam pouco espaço para dúvidas. Na província de Formosa, no extremo norte do país, um trator ignora a quarentena forçada e aproveita a solidão da floresta para derrubar árvores e abrir “estradas” com mais de 10 metros de largura. Os retângulos amarelos marcam as áreas abertas na fazenda La Fidelidad em março deste ano, durante a pandemia de covid-19. Imagem: Greenpeace Argentina. As árvores derrubadas estão a apenas 7 km do Rio Bermejo, exatamente em frente ao Parque Nacional El Impenetrable. O território funciona como zona de amortecimento da área protegida, mas na província está categorizada como área de baixa proteção de acordo com o Planejamento Territorial da Floresta Nativa (OTBN, em espanhol). &#8220;O que eles estão fazendo é claramente ilegal&#8221;, afirma, indignado, Ricardo Tiddi, físico italiano que mora no Chaco argentino há muitos anos e faz parte da plataforma cidadã Somos Monte, cujo objetivo é defender os ecossistemas e os habitantes das florestas do Chaco. Ele exemplifica com dados concretos: “O sujeito não apenas descumpre a obrigação de ficar em casa devido ao coronavírus, mas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/08/as-florestas-perdidas-do-chaco-argentino/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Europa e América Latina negociam um ótimo acordo para o agronegócio; porém maléfico para Amazônia- análise climática</title>
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					<pubDate>04 Abr 2018 10:52:53 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sue Branford]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Ameaças à Amazônia, Comércio Internacional, Conservação, Infraestrutura e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Os documentos secretos vazados pelo Greenpeace revelam conversas sobre negociações confidenciais entre a União Européia (UE) e o Mercosul, e o bloco da América do Sul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), sugere o contrato, que os negociantes esperam que seja finalizado rapidamente, poderia agravar os problemas ambientais nos países que fazem parte do Mercosul, apesar [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Silos de Soja Archer Daniels Midland (ADM) no Mato Grosso localizado na BR-163, onde a floresta Amazônica foi amplamente substituída por plantações de soja. As grandes empresas de commodities como ADM, Cargill, Bunge e Brazil’s Amaggi têm muito a ganhar com o contrato do Mercosul. Foto de Thaís Borges Os documentos secretos vazados pelo Greenpeace revelam conversas sobre negociações confidenciais entre a União Européia (UE) e o Mercosul, e o bloco da América do Sul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), sugere o contrato, que os negociantes esperam que seja finalizado rapidamente, poderia agravar os problemas ambientais nos países que fazem parte do Mercosul, apesar da inclusão pela primeira vez das cláusulas de direitos humanos, direcionadas para proteger os grupos indígenas. Esse novo problema europeu, relacionado com os direitos indígenas, será bem-vindo pelos ativistas, ocultando o problema ambiental do contrato &#8211; que irá encorajar, no futuro, que os países membros do Mercosul explorarem os produtos agrícolas, particularmente a carne bovina e soja &#8211; adiciona. Como a maior parte de terra cultivável na Argentina e Uruguai já possui plantações de milho e soja, o local com mais terras “disponíveis” seria o Brasil. Apesar disso, como a Mongabay têm mencionado em diversos artigos, a expansão de cultivo de soja e gado promove o desmatamento e a destruição dos preciosos ecossistemas. “Os países do Mercosul querem alavancar a exportação de carne para a Europa, o que por sua vez, colocaria as fazendas de gados nos habitats intactos da Amazônia e Cerrado (regiões do Brasil),&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2018/04/europa-e-america-latina-negociam-um-otimo-acordo-para-o-agronegocio-porem-malefico-para-amazonia-analise-climatica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Diário de Campo: Em busca de Jacobo; um gato andino que encantou conservacionistas</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2017/05/diario-campo-busca-jacobo-um-gato-andino-encantou-conservacionistas/</link>
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					<pubDate>05 Mai 2017 10:32:16 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Devitt]]>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Argentina, Bolívia, Chile e Peru]]>
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							<![CDATA[Animais, Biodiversidade, Conservação, Espécies Ameaçadas, Mamíferos e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Quando o gato andino (Leopardus jacobita) apareceu inesperadamente no meio de um campo sintético de futebol na Bolívia, o felino selvagem estava longe de qualquer local que lhe fosse familiar. Sem saber o que fazer, habitantes da região colocaram o animal ameaçado de extinção em uma gaiola para então entregá-lo as autoridades. Como o felino, [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Gatos andinos sofrem uma crise de identidade: são tão poucos circulando por tão vasta região montanhosa da América Latina que a maioria das pessoas não conhece a aparência deles. Cortesia da Aliança pelos Gatos Andinos Quando o gato andino (Leopardus jacobita) apareceu inesperadamente no meio de um campo sintético de futebol na Bolívia, o felino selvagem estava longe de qualquer local que lhe fosse familiar. Sem saber o que fazer, habitantes da região colocaram o animal ameaçado de extinção em uma gaiola para então entregá-lo as autoridades. Como o felino, que tem o tamanho de um gato doméstico, foi parar em um local tão distante de seu território habitual — o topo das montanhas do Chile, Argentina, Bolívia e Peru — ainda é um mistério. No entanto, a situação excepcional deu aos conservacionistas a chance de estudar um animal que se dedicam a salvar, mas que raramente tinham visto. Não é fácil encontrar um gato andino. Existem apenas 1.378 espécimes adultos, sendo que os pequenos gatos estão espalhados por mais de 150.000 quilômetros quadrados de montanhas que vão do nordeste do Peru a Patagônia, de acordo com o primeiro levantamento da população publicado ano passado no website da lista vermelha da IUCN. Essa estimativa de população é, por si só, um dos maiores sucessos da Aliança pelos Gatos Andinos, porque levantar a estimativa populacional de uma espécie com densidade tão baixa é um enorme desafio, afirma Rocío Palacios, bióloga e co-coordenadora da organização, que conta com equipes de voluntários dedicados&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2017/05/diario-campo-busca-jacobo-um-gato-andino-encantou-conservacionistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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