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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Eleições no Brasil podem colocar 95% da Amazônia nas mãos da direita</title>
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					<pubDate>30 Set 2026 12:44:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Comércio Internacional, Corrupção, Crime Ambiental, Desmatamento, Governança, Grilagem, Justiça Social, Motores do Desmatamento, Política Ambiental, Responsabilidade Ambiental e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>A agenda antiambiental está tomando o continente. O Brasil pode ser o próximo.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/eleicoes-no-brasil-podem-colocar-95-da-amazonia-nas-maos-da-direita/" data-wpel-link="internal">Eleições no Brasil podem colocar 95% da Amazônia nas mãos da direita</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em 2027, cinco dos nove países amazônicos poderão estar sob o comando de governos de direita e de extrema direita. Segundo especialistas, esse cenário traria uma série de novos riscos ao bioma sul-americano. Fronteira afora, países vizinhos do Brasil, como Peru, Colômbia, Bolívia e Equador, já elegeram presidentes que explicitamente favorecem o agronegócio e a mineração em detrimento de pautas ambientais e de conservação. O Brasil, a depender do desfecho das eleições de outubro, poderia ser a próxima nação a entrar na lista — um cenário com impactos significativos, uma vez que o país abriga mais de 60% da Amazônia. Pesquisas revelam um cenário incerto na corrida presidencial, marcada pela disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), cuja gestão foi marcada pelo desmonte da fiscalização ambiental e pelo aumento dos índices de desmatamento, Flávio concorre no lugar do pai, declarado inelegível e atualmente preso por tentativa de golpe de Estado. De acordo com especialistas, a eleição brasileira será decisiva para a Amazônia e os demais biomas do país, sobretudo à medida que o filho do ex-mandatário se mostra disposto a retomar as políticas ambientais que marcaram a gestão de Jair. Nessa equação também está inserida a Venezuela, cujo governo está há meses sob intervenção econômica e política dos Estados Unidos. A interferência do governo de Donald Trump também pressiona Caracas a ampliar a agenda petrolífera e a assinar novos acordos no setor de mineração, o que vem despertando novas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/eleicoes-no-brasil-podem-colocar-95-da-amazonia-nas-maos-da-direita/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>10 iniciativas indígenas de retomada do território</title>
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					<pubDate>15 Set 2026 09:51:56 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mongabay.com]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Agroecologia, Agrofloresta, Água, Amazônia, Ambientalistas, Áreas Protegidas, Ativismo, Caatinga, Cerrado, Comida, Comunidades Tradicionais, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Conservação, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Etnocídio, Florestas, Garimpo, Grilagem, Indígenas, Índios, Justiça Social, Lei Ambiental, Mata Atlântica, Medicina tradicional, Povos indígenas, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Socioambiental, Sustentabilidade, Tecnologia e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Em vez de se limitarem a defender o que resta, estas comunidades passaram a lutar para retomar aquilo que foi perdido.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/10-iniciativas-indigenas-de-retomada-do-territorio/" data-wpel-link="internal">10 iniciativas indígenas de retomada do território</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em diferentes regiões do Brasil, povos indígenas têm recuperado terras transformadas em pastagens, degradadas pelo garimpo ou usadas como depósito de lixo, assumindo também o trabalho de restaurar a vegetação e restabelecer as condições para viver nesses lugares. São comunidades que avançam na direção contrária à das frentes de destruição: em vez de se limitarem a defender o que resta, passaram a lutar para retomar aquilo que foi perdido. Destacamos aqui 10 reportagens publicadas pela Mongabay sobre como diversos povos indígenas do país, aliando tecnologia e saberes ancestrais, estão transformando seus territórios em lugares melhores para se viver. &nbsp; Ritual na Terra Indígena Maxakali (MG). Foto: Xavier Bartaburu/Mongabay. Por que os Maxakali estão convocando os espíritos para recuperar a Mata Atlântica Confinados em pequenas terras indígenas tomadas por pastagens no nordeste de Minas Gerais, os Tikmũ’ũn/Maxakali estão recuperando áreas de Mata Atlântica e implantando quintais agroflorestais por meio do projeto Hãmhi. Iniciada em 2023, a iniciativa forma e remunera agentes agroflorestais e viveiristas indígenas. O trabalho busca enfrentar a fome e recompor a vegetação necessária à vida cultural e religiosa do povo. A floresta é o lugar onde vivem os yãmĩyxop, povos-espíritos cujos cantos preservam o conhecimento sobre uma Mata Atlântica que já quase desapareceu na região. &nbsp; Carl e Isabel Gakran (com Zágtxo, filha do casal), coordenadores do Instituto Zág, na Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ (SC). Foto: Anderson Coelho. Povo Xokleng restaura araucárias sagradas em terra indígena de Santa Catarina Zág é como os Laklãnõ/Xokleng chamam a araucária — árvore&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/10-iniciativas-indigenas-de-retomada-do-territorio/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Falta de dados trava combate a crimes ambientais em Angola, diz ambientalista</title>
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					<pubDate>27 Ago 2026 07:52:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[David Tjyakala]]>
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										<author>
						<![CDATA[Samanta do Carmo]]>
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							<![CDATA[Bolsa Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental]]>
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							<![CDATA[Ambientalistas, Ameaças às Florestas Tropicais, Ativismo, Entrevistas, Governança, Justiça Social, Mudanças climáticas e Responsabilidade Ambiental]]>
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							<![CDATA[<p>Angola enfrenta importantes desafios ambientais e o governo tem assumido compromissos em fóruns internacionais, como a implementação do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali, com enfoque na eliminação progressiva dos hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs) em 2030 e na redução dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) em 80% em 2045.  Apesar disso, as crises climáticas, como secas prolongadas que [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Angola enfrenta importantes desafios ambientais e o governo tem assumido compromissos em fóruns internacionais, como a implementação do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali, com enfoque na eliminação progressiva dos hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs) em 2030 e na redução dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) em 80% em 2045.  Apesar disso, as crises climáticas, como secas prolongadas que afetam a região Sul do país, a degradação dos solos e as inundações provocadas por chuvas intensas continuam a causar impactos sociais e econômicos significativos. Estima-se que mais de 2,2 milhões de pessoas sejam afetadas por estes fenômenos.  É neste contexto que ganha relevância a voz de uma nova geração de ambientalistas angolanos. Entre eles está Érica Tavares, de 29 anos. Ela estudou biologia ambiental na Universidade de Nottingham, no Reino Unido, e hoje se dedica à conservação ambiental e à mobilização da juventude em Angola. É cofundadora da organização não governamental (ONG) EcoAngola e tem estado na linha da frente da defesa das florestas, da educação ambiental e da participação dos jovens nos debates sobre sustentabilidade. Em entrevista à Mongabay Brasil, Érica comenta sua trajetória como ambientalista e os problemas ambientais que mais a preocupam. Mongabay: Como você descreveria a situação  do meio ambiente em Angola em 2026? Está melhor ou pior do que há cinco anos? Érica Tavares: É sempre difícil responder a essa pergunta, que me é feita muitas vezes, porque um dos grandes desafios que nós temos é a análise de dados e informação [que não existem]. Para fazermos uma análise&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/falta-de-dados-trava-combate-a-crimes-ambientais-em-angola-diz-ambientalista/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sobre o legado da Mongabay</title>
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					<pubDate>14 Ago 2026 10:02:24 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rhett Ayers Butler]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Ambientalistas, Conservação, Política Ambiental, Responsabilidade Ambiental e Socioambiental]]>
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							<![CDATA[<p>Quando a persistência revela o que parecia invisível.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/sobre-o-legado-da-mongabay/" data-wpel-link="internal">Sobre o legado da Mongabay</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Costumam me perguntar qual é o legado da Mongabay, ou qual poderá vir a ser. A pergunta geralmente parte da premissa de que um quarto de século de publicações deveria resultar em uma resposta clara e bem definida. Não é assim. A Mongabay não começou com uma teoria sobre como transformar a mídia, nem com a ambição de redefinir o jornalismo ambiental. Ela começou com um site, um fascínio por florestas tropicais e a percepção de que grande parte da história ambiental do planeta recebia uma cobertura deficiente — quando recebia alguma. O jornalismo ambiental é muito anterior à Mongabay. Suas raízes estão na literatura de história natural, nas reportagens investigativas e no jornalismo de defesa de causas, cada um com suas próprias tradições e seus pontos fortes. A Mongabay não inventou esse campo. O que ela fez, aos poucos e, por vezes, sem intenção, foi ocupar um espaço que muitos veículos maiores vinham deixando para trás: uma cobertura contínua e detalhada sobre ecossistemas e comunidades distantes dos centros de poder, produzida a partir da premissa de que esses lugares eram relevantes por si mesmos. Durante boa parte de sua existência, a Mongabay se concentrou no que acontece nas margens da atenção global. Florestas tropicais, recifes de coral, pesca em pequenas ilhas, territórios indígenas e fronteiras de mineração distantes raramente recebem tanta atenção quanto eleições, guerras ou crises financeiras. Ainda assim, esses lugares costumam estar no centro dos riscos planetários. Fazer uma boa cobertura deles exige tempo, conhecimento local e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/sobre-o-legado-da-mongabay/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto fortalece trabalhadores da carnaúba na Caatinga</title>
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					<pubDate>09 Mar 2026 06:36:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Ceará]]>
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							<![CDATA[Caatinga, Comunidades Tradicionais, Conservação, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Socioambiental, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Símbolo da sociobiodiversidade da Caatinga, a palmeira carnaúba (Copernicia prunifera) é refúgio para a fauna nativa e aves migratórias — e também uma aliada diante da crise climática. Os carnaubais são fundamentais para conter a erosão do solo e proteger rios do assoreamento. Além disso, tem grande importância socioeconômica. Dessa palmeira versátil tudo se aproveita. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/projeto-fortalece-trabalhadores-da-carnauba-na-caatinga/" data-wpel-link="internal">Projeto fortalece trabalhadores da carnaúba na Caatinga</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Símbolo da sociobiodiversidade da Caatinga, a palmeira carnaúba (Copernicia prunifera) é refúgio para a fauna nativa e aves migratórias — e também uma aliada diante da crise climática. Os carnaubais são fundamentais para conter a erosão do solo e proteger rios do assoreamento. Além disso, tem grande importância socioeconômica. Dessa palmeira versátil tudo se aproveita. Sua palha é usada na produção de artesanato e adubo. Já as raízes viram remédio em comunidades tradicionais. Mas é a cera de carnaúba, extraída das folhas, o carro-chefe dessa cadeia. Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte lideram o ranking de exportações mundiais desse produto de ampla aplicabilidade industrial, muito demandado no mercado internacional por fabricantes de alimentos, cosméticos e medicamentos. Em 2024, o Ceará foi responsável por 71,19% das vendas externas brasileiras de cera de carnaúba, alcançando US$ 76,9 milhões. Por trás dessa cifra, porém, está o custo social na ponta dessa cadeia produtiva, ou seja, na extração manual da palha dessa palmeira nos carnaubais do semiárido e seu posterior processamento artesanal. A atividade é marcada por jornadas de trabalho exaustivas, infraestrutura precária e falta de direitos trabalhistas. E ainda há relatos de violações de direitos humanos, com trabalhadores sendo resgatados em condições análogas à escravidão. Esse cenário de insegurança e informalidade era o que Francisco Arcanjo Rodrigues Chaves, produtor de Groaíras, no Ceará, enfrentava. Presidente da Associação dos Trabalhadores na Extração e Produção de Cera de Carnaúba de Groaíras (ATEPCG), fundada em 2019, ele já havia inclusive pensado em desistir dessa organização.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/projeto-fortalece-trabalhadores-da-carnauba-na-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>No Mato Grosso, santuário oferece vida nova a elefantes marcados pela dor do cativeiro</title>
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					<pubDate>25 Fev 2026 07:51:39 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André Aram]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
							<category><![CDATA[Fauna]]></category>
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							<![CDATA[Mato Grosso]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Animais, Conservação, Fauna, Mamíferos, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Vida Selvagem]]>
						</topic-tags>
					
					
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							<![CDATA[<p>Em abril do ano 2000, o pequeno José Miguel dos Santos Fonseca, de apenas seis anos, foi morto por leões do Circo Vostok, durante um ciclo de eventos em Jaboatão dos Guararapes, município que integra a Região Metropolitana de Recife. A criança foi atacada durante um intervalo das apresentações, enquanto caminhava ao lado de um [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/no-mato-grosso-santuario-oferece-vida-nova-a-elefantes-marcados-pela-dor-do-cativeiro/" data-wpel-link="internal">No Mato Grosso, santuário oferece vida nova a elefantes marcados pela dor do cativeiro</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Em abril do ano 2000, o pequeno José Miguel dos Santos Fonseca, de apenas seis anos, foi morto por leões do Circo Vostok, durante um ciclo de eventos em Jaboatão dos Guararapes, município que integra a Região Metropolitana de Recife. A criança foi atacada durante um intervalo das apresentações, enquanto caminhava ao lado de um túnel gradeado que ligava a jaula dos felinos ao picadeiro. O espaço de 10 centímetros entre as barras de ferro foi suficiente para que o ataque ocorresse; horas depois, quatro dos cinco leões envolvidos no episódio haviam sido mortos a tiro pela Polícia Militar. O acidente gerou uma onda de comoção em todo o Brasil. Ao mesmo tempo, reacendeu debates sobre as condições precárias e exploratórias a que os animais eram submetidos no mundo do entretenimento. Pouco depois da tragédia, um projeto de lei tornou Pernambuco o primeiro estado do país a proibir o uso de animais em eventos circenses. Algum tempo depois, outros estados se juntariam à causa — o que, à primeira vista, apontava um caminho de avanço sem qualquer ressalva. No entanto, as proibições criaram um problema residual: sem espaço nos circos, muitos animais seriam largados à própria sorte. A situação se tornou especialmente delicada para animais de grande porte, como os elefantes, que são longevos e necessitam de amplos habitats artificiais. Para responder a uma parte dos surtos de abandono que se sucederam após as proibições, especialistas e membros da sociedade civil se uniram para criar o Santuário de Elefantes Brasil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/no-mato-grosso-santuario-oferece-vida-nova-a-elefantes-marcados-pela-dor-do-cativeiro/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Como botas de caubói estão financiando a pesca sustentável de pirarucu na Amazônia</title>
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					<pubDate>23 Fev 2026 08:37:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Jenny Gonzales]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Conservação, Florestas, Florestas Tropicais, Peixes, Pesca, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Habitante da Bacia Amazônica e um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é dotado de uma pele dura que o protege contra ataques de predadores aquáticos (como piranhas), mas que ao mesmo tempo é flexível. Essas características, combinadas com o desenho de suas escamas, em formato de diamante, vêm [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Habitante da Bacia Amazônica e um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é dotado de uma pele dura que o protege contra ataques de predadores aquáticos (como piranhas), mas que ao mesmo tempo é flexível. Essas características, combinadas com o desenho de suas escamas, em formato de diamante, vêm atraindo o interesse da indústria internacional da moda. O maior mercado da pele de pirarucu é o estado americano do Texas. Botas em estilo country produzidas com o material são fabricadas nos Estados Unidos e no México e vendidas por esses dois países — um nicho que ajuda a financiar a pesca sustentável das comunidades tradicionais do Amazonas. A carne é o principal produto de manejo do peixe, mas sua pele, que pesa no mínimo 10 quilos, é vendida por um preço maior: de R$ 170 a R$ 200. Seu uso é em calçados e acessórios da moda. “A venda da pele de pirarucu é fundamental para manter os R$ 10 por quilo pagos ao manejador”, diz Ana Alice Britto, coordenadora comercial da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc). “Ela também ajuda a pagar uma pequena parcela dos custos com logística, processamento e armazenamento.” Criada em 1994, a Asproc é a maior organização do Médio Juruá, no Amazonas, e representa 800 famílias de 61 comunidades ribeirinhas. No ano passado, a associação vendeu 180 toneladas de pirarucus manejados. A atividade comercial do peixe — que pode pesar até 200 quilos e medir 3 metros de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/como-botas-de-cauboi-estao-financiando-a-pesca-sustentavel-de-pirarucu-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Rios vivos, pessoas saudáveis: projeto em MG conecta saúde humana à dos ecossistemas</title>
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					<pubDate>09 Fev 2026 07:36:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Biasoli]]>
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							<![CDATA[<p>Cerca de trinta anos atrás, Apolo Heringer, médico sanitarista, participava de uma pescaria noturna com moradores da comunidade de Raiz, no município de Presidente Juscelino, em Minas Gerais. Naquela noite, a captura dos peixes era feita com arpão e, para garantir alguma visão, os pescadores utilizavam um farol que iluminava todo o rio. Quando a [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Cerca de trinta anos atrás, Apolo Heringer, médico sanitarista, participava de uma pescaria noturna com moradores da comunidade de Raiz, no município de Presidente Juscelino, em Minas Gerais. Naquela noite, a captura dos peixes era feita com arpão e, para garantir alguma visão, os pescadores utilizavam um farol que iluminava todo o rio. Quando a luz refletiu pela primeira vez o que estava embaixo d’água, Heringer enxergou o que definiria os próximos capítulos de sua atuação enquanto médico: ali, estavam peixes aos milhares. “Era como se fosse uma alegria aquela convivência de tudo quanto é peixe dentro do rio limpinho”, ele contou para a Mongabay. “Isso é que é saúde.” Além de médico, Heringer é também escritor e professor. Deu aulas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) por 33 anos e, durante sua atuação na universidade, idealizou o Projeto Manuelzão, fundamentado em suas percepções sobre peixes e rios — e saúde. Oficialmente fundado em 1997 como um projeto de extensão universitária do curso de Medicina da UFMG, hoje o Manuelzão tem um caráter multi e interdisciplinar, contando com a participação de estudantes, professores e pesquisadores de diferentes áreas como Biologia, Geografia e Comunicação para revitalizar uma bacia hidrográfica e trazer os peixes de volta. O nome é uma homenagem a um personagem criado pelo escritor mineiro João Guimarães Rosa no livro Manuelzão e Miguilim. O protagonista foi inspirado em Manuel Nardi, vaqueiro que guiou o escritor em uma lendária expedição através do sertão mineiro nos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/rios-vivos-pessoas-saudaveis-projeto-em-mg-conecta-saude-humana-a-dos-ecossistemas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Empreendedora da Amazônia espalha sementes em papel reciclado</title>
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					<pubDate>05 Fev 2026 06:55:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
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							<![CDATA[<p>Altamira, no Pará, é o maior município do Brasil em área; maior do que Grécia ou Portugal. Altamira é também o município mais desmatado da Amazônia brasileira: um lugar onde “desenvolvimento” costuma ser sinônimo de desmatamento, degradação ambiental e, às vezes, de violência decorrente de conflitos entre ambientalistas, madeireiros e grileiros. Foi em Altamira que [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Altamira, no Pará, é o maior município do Brasil em área; maior do que Grécia ou Portugal. Altamira é também o município mais desmatado da Amazônia brasileira: um lugar onde “desenvolvimento” costuma ser sinônimo de desmatamento, degradação ambiental e, às vezes, de violência decorrente de conflitos entre ambientalistas, madeireiros e grileiros. Foi em Altamira que Alessandra Moreira nasceu e foi criada, e onde trabalhou como assistente administrativa até enfrentar episódios sérios de ansiedade e depressão. Exausta, ela deixou o emprego sem saber o que faria depois. “Eu tinha crises de pânico, não sabia o que estava acontecendo”, diz ela. Uma sugestão do seu irmão mudou tudo: por que não tentar fazer papel-semente? Como resultado, Alessandra fundou a Ecoplante, uma empresa que produz folhas de papel reciclado com sementes incorporadas, capazes de germinar vegetais, ervas e flores. O que começou como um projeto de cura pessoal se tornou um exemplo de harmonia entre criatividade, empreendedorismo e sustentabilidade em um dos ecossistemas mais frágeis do mundo. O papel-semente é produzido a partir do papel descartado, transformando-o em novas folhas com sementes incorporadas. O processo começa misturando-se a polpa reciclada à água, que é depois espalhada sobre uma tela fina e coberta com sementes — desde ervas como manjericão e rúcula até flores como margaridas. Depois de seco, o papel pode ser usado normalmente e, em vez de ser jogado fora, plantado. Ao se decompor, ele libera as sementes, que germinam e transformam o que seria lixo em vegetação. Em 2023, Alessandra e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/empreendedora-da-amazonia-espalha-sementes-em-papel-reciclado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Indígenas transformam borracha em renda e conservação na Amazônia</title>
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					<pubDate>03 Fev 2026 07:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Brown]]>
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							<![CDATA[<p>Na Terra Indígena (TI) Igarapé Lourdes, em Rondônia, membros da comunidade se reúnem para ouvir a palavra de José Palahv Gavião. Professor e líder da cooperativa local, ele fala sobre o passado e o futuro da borracha na Amazônia. O látex extraído do maior bioma brasileiro foi uma commodity de grande importância no século 19 [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Na Terra Indígena (TI) Igarapé Lourdes, em Rondônia, membros da comunidade se reúnem para ouvir a palavra de José Palahv Gavião. Professor e líder da cooperativa local, ele fala sobre o passado e o futuro da borracha na Amazônia. O látex extraído do maior bioma brasileiro foi uma commodity de grande importância no século 19 e no início do século seguinte. Para o povo indígena Gavião, no entanto, a antiga febre pelo produto natural também foi sinônimo de violência, exploração e sofrimento. Nos dias de hoje, a comunidade busca ressignificar essa relação. Para que isso aconteça, eles retomaram a atividade a partir da geração de renda e da proteção da floresta, sobretudo entre os indígenas mais jovens. De acordo com José Gavião, muitos deles buscam “melhores oportunidades” fora da comunidade — mas, em sua visão, ainda é preciso equilibrar essas ambições com os esforços para proteger a natureza que os sustenta desde cedo. “Em todas as reuniões de que participo, sempre destaco esse ponto: se a gente não colocar valor nos produtos da Amazônia, não vai demorar muito para ela desaparecer. Isso ajuda a reverter essa mentalidade: quando um coletor de sementes obtém renda com uma árvore, ele não vai querer derrubá-la”, disse o líder comunitário à Mongabay. Após o primeiro contato com os brancos no começo do século 20, os indígenas Gavião foram submetidos a condições de trabalho exploratórias, sobretudo por seringueiros. No final da década de 1980, porém, esses mesmos profissionais abandonaram a atividade, diante de conflitos de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/indigenas-transformam-borracha-em-renda-e-conservacao-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Assentados conduzem plano para reflorestar 75 mil hectares no oeste paulista</title>
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					<pubDate>26 Jan 2026 09:34:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Conservação, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Mata Atlântica, Primatas, Produtos da Floresta, Recursos hídricos, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Soluções, Sustentabilidade e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>PRESIDENTE EPITÁCIO, São Paulo — O canavial ondula e uma lâmina d’água se estende pelo horizonte. Seguimos por uma estrada de terra no oeste paulista, às margens do Rio Paraná, fronteira líquida entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ali, a monocultura avassala a paisagem que um dia foi uma floresta [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[PRESIDENTE EPITÁCIO, São Paulo — O canavial ondula e uma lâmina d’água se estende pelo horizonte. Seguimos por uma estrada de terra no oeste paulista, às margens do Rio Paraná, fronteira líquida entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ali, a monocultura avassala a paisagem que um dia foi uma floresta estacional semidecidual, também chamada de Mata Atlântica de interior — cujas folhas caem diante da ausência da chuva. Em sua picape, o biólogo e mestre em Agronomia Haroldo Gomes, de 47 anos, carrega um mundo vegetal diverso: ipês, angicos, aroeiras, cedros, copaíbas, guarantãs, paineiras e pitangueiras; são quase 70 espécies nativas da Mata Atlântica em busca de um pedaço de chão. Houve um tempo em que a família de Haroldo também andava sem chão. “Quando a gente veio para o acampamento, eu tinha onze anos&#8221;, disse ele, que é filho de assentado da reforma agrária. “Na época dos conflitos, a gente ficou seis anos em um barraco de lona. “Eu já corri de bala em ocupação de terreno.” Hoje Haroldo é coordenador de campo do projeto Corredores de Vida, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). Foi ali que tanto ele quanto uma biodiversidade de espécies nativas de plantas e animais encontraram um lugar para chamar de casa. Desde 2002, a partir do esforço de assentados, o projeto reflorestou mais de 6 mil hectares  — o equivalente a 8,4 mil campos de futebol — com 10 milhões de árvores plantadas. O futuro, no entanto, é ainda&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/assentados-conduzem-plano-para-reflorestar-75-mil-hectares-no-oeste-paulista/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Própolis da Amazônia vira remédio sustentável e renda para o campo</title>
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					<pubDate>08 Jan 2026 10:43:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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							<![CDATA[<p>Muito além de ser um dos cartões-postais da Amazônia, o açaí (Euterpe oleracea) é reconhecido pela ciência como um “superalimento” por seus antioxidantes, vitaminas e minerais. A fruta cresce naturalmente no bioma tropical, mas não se limitou às fronteiras amazônicas: ao longo da história, tornou-se um trunfo para a bioeconomia brasileira, impulsionando um setor que [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Muito além de ser um dos cartões-postais da Amazônia, o açaí (Euterpe oleracea) é reconhecido pela ciência como um “superalimento” por seus antioxidantes, vitaminas e minerais. A fruta cresce naturalmente no bioma tropical, mas não se limitou às fronteiras amazônicas: ao longo da história, tornou-se um trunfo para a bioeconomia brasileira, impulsionando um setor que já movimenta 1 bilhão de dólares em todo o mundo. De forma complementar, um número crescente de pesquisas vem mostrando que as propriedades do açaí não se restringem ao consumo direto da fruta. Um desses achados é resultado de um estudo conduzido por cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). Entre as principais descobertas, pesquisadores identificaram o potencial farmacêutico de um creme formulado com o própolis de espécies de abelhas sem ferrão, também chamadas de melíponas. Nativas da Amazônia, muitas dessas espécies polinizam os açaizais da região. Ao estudar uma espécie de abelha amazônica, a abelha-canudo (Scaptotrigona aff. postica), a pesquisa detectou propriedades curativas e anti-inflamatórias em substâncias extraídas do própolis, um composto resinoso que o inseto coleta das árvores e utiliza (após a adição de saliva e enzimas) para preencher fendas e “selar” os favos de mel. Os testes dermatológicos foram considerados reveladores. As amostras apresentaram resultados curativos comparáveis aos de pomadas cicatrizantes disponíveis no mercado, o que, segundo os cientistas, abre perspectivas positivas para a criação de novos subprodutos. “O creme à base de própolis influenciou diretamente o processo de maturação da lesão&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/propolis-da-amazonia-vira-remedio-sustentavel-e-renda-para-o-campo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Transporte de castanha-do-brasil ganha reforço de tirolesas e &#8216;Waze da Amazônia&#8217;</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2025/11/transporte-de-castanha-do-brasil-ganha-reforco-de-tirolesas-e-waze-da-amazonia/</link>
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					<pubDate>27 Nov 2025 10:31:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Alimentação, Alimentos, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comida, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Socioambiental, Soluções, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
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											<description>
							<![CDATA[<p>Todos os anos, a chegada da estação chuvosa e a cheia do Rio Anauá indicam que é hora do povo Indígena Wai Wai subir o rio para coletar castanhas-do-brasil. Eles passam as semanas seguintes em acampamentos no meio da Floresta Amazônica, percorrendo os castanhais e enchendo milhares de sacos com os chamados ouriços, os frutos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Todos os anos, a chegada da estação chuvosa e a cheia do Rio Anauá indicam que é hora do povo Indígena Wai Wai subir o rio para coletar castanhas-do-brasil. Eles passam as semanas seguintes em acampamentos no meio da Floresta Amazônica, percorrendo os castanhais e enchendo milhares de sacos com os chamados ouriços, os frutos lenhosos que contêm as nozes. As castanhas-do-brasil são a principal fonte de renda para cerca de 60 mil amazônidas que vivem em comunidades indígenas e ribeirinhas. No território Wai Wai, em Roraima, as castanhas também são parte importante da alimentação, misturadas com farinha de mandioca ou transformadas em caldo, suco ou azeite. No entanto, trazer as castanhas das profundezas da floresta até as aldeias, e de lá para os comerciantes, é uma aventura. Assim que a coleta termina, os indígenas enchem seus barcos com sacos pesados de castanha e descem o rio sinuoso, onde enfrentam uma série de corredeiras rochosas e cachoeiras. Isso frequentemente força os Wai Wai a saírem de seus barcos e rebocá-los. Uma das cachoeiras, conhecida como Conceição, é muitas vezes impossível de atravessar, forçando o grupo a terminar o percurso a pé. &#8220;A gente encosta a canoa lá em cima da cachoeira&#8221;, disse à Mongabay Levi José da Silva, líder da comunidade Anauá. Ele possui uma canoa de 10 metros, que pode levar cerca de 50 sacos de castanha, cada um pesando 50 quilos. &#8220;Aí tem um lugar onde a gente desembarca as castanhas e carrega de lá nas costas até&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/transporte-de-castanha-do-brasil-ganha-reforco-de-tirolesas-e-waze-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Dez anos após Mariana, quilombolas do Rio Doce ainda sofrem com água contaminada</title>
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					<pubDate>25 Nov 2025 09:34:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ramana Rech]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos de terra, Conflitos sociais, Conservação, Crime Ambiental, Demarcação Territorial, Garimpo, Mineração, Povos Tradicionais, Quilombolas, Responsabilidade Ambiental, Rios e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>LINHARES, ES — Em frente à casa de Lucimar Dias dos Santos Silva, um rastro amarelo mancha o azul da caixa d’água. Uma cor de tonalidade similar ou mais intensa às vezes sai de sua torneira ou do poço d’água do vizinho. Lucimar, conhecida como Preta, nasceu e cresceu em Povoação, um distrito do município [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/dez-anos-apos-mariana-quilombolas-do-rio-doce-ainda-sofrem-com-agua-contaminada/" data-wpel-link="internal">Dez anos após Mariana, quilombolas do Rio Doce ainda sofrem com água contaminada</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[LINHARES, ES — Em frente à casa de Lucimar Dias dos Santos Silva, um rastro amarelo mancha o azul da caixa d’água. Uma cor de tonalidade similar ou mais intensa às vezes sai de sua torneira ou do poço d’água do vizinho. Lucimar, conhecida como Preta, nasceu e cresceu em Povoação, um distrito do município de Linhares (Espírito Santo), mais precisamente na comunidade de Brejo Grande. Desde que se lembra, Preta tem visto enchentes em Brejo Grande alagarem a estrada, invadir casas e isolar moradores. Mas, após o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, ocorrida em 2015 em Mariana (MG), um novo problema com a água tem abalado sua vida e de outros quilombolas ao longo da foz do Rio Doce. Povoação fica a 37 km da zona urbana de Linhares e o acesso ao distrito é apenas por estrada de terra. Localizada ao norte da foz do Rio Doce, a região também é banhada por 24 lagoas. O último censo do Instituto Brasileiro de Ciência e Geografia (IBGE) indicou que em Povoação vivem 3.274 pessoas, e um relatório feito pela Comunidade Tradicional Quilombola de Povoação diz que, dessas, cerca de 1.800 são quilombolas. Em Brejo Grande, a visão de vastos campos é cortada de quando em quando por alguma casa e, nos dias ensolarados, o sol bate sobre a terra sem obstáculos. Uma estrada esburacada leva até a casa de Preta, onde de uma ponta se vê um aglomerado de árvores e, da outra, grama a perder de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/dez-anos-apos-mariana-quilombolas-do-rio-doce-ainda-sofrem-com-agua-contaminada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>“A solução somos nós”: no embalo da COP, indígenas buscam recursos para proteger natureza</title>
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					<pubDate>17 Nov 2025 12:39:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sara Baptista]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Etnocídio, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental, Soluções, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Aos olhos da população brasileira, os povos indígenas são considerados os principais protetores da natureza. Esse é um dos dados revelados por uma nova pesquisa do Greenpeace, divulgada na metade de outubro: segundo o estudo, quando o assunto é cuidar das florestas, 80% dos entrevistados confiam mais nas ações de grupos originários do que nos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Aos olhos da população brasileira, os povos indígenas são considerados os principais protetores da natureza. Esse é um dos dados revelados por uma nova pesquisa do Greenpeace, divulgada na metade de outubro: segundo o estudo, quando o assunto é cuidar das florestas, 80% dos entrevistados confiam mais nas ações de grupos originários do que nos esforços de qualquer outra instituição. No entanto, o fluxo global do dinheiro — do qual a proteção ambiental também depende para se manter em pé — ainda segue uma dinâmica distinta. Em nível mundial, os povos indígenas e as comunidades tradicionais, como os quilombolas, recebem menos de 1% do total destinado a projetos de preservação ambiental e de mitigação das mudanças climáticas. O número, que evidencia um profundo paradoxo, consta em um relatório de 2021 da organização Rainforest Foundation Norway (RFN). Segundo a ONG norueguesa, a falta de capacidade de gerenciar esses repasses financeiros figura entre os principais motivos pelos quais o dinheiro não chega às mãos desses grupos. Sem a devida estrutura administrativa para lidar com o capital, argumentam, muitas comunidades brasileiras se mantêm atreladas ao gerenciamento de outras organizações — como ONGs internacionais e até mesmo iniciativas sob o poder do Estado. A análise mostra que esse modelo disperso apresenta pontas soltas. Um dos maiores impasses diz respeito à dependência de intermediários: devido aos altos custos das operações, o montante total que de fato chega aos grupos tradicionais acaba reduzido. Ao mesmo tempo, a estrutura convencional de financiamento prevê etapas que não condizem&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/a-solucao-somos-nos-no-embalo-da-cop-indigenas-buscam-recursos-para-proteger-natureza/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Adotem os alimentos “azuis” como estratégia climática na COP30, dizem ministros da pesca (artigo)</title>
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					<pubDate>11 Nov 2025 18:05:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André de Paula e Salvador Malheiro]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Biodiversidade, Clima, Conservação, Mudanças climáticas, Oceanos, Peixes, Pesca, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/adotem-os-alimentos-azuis-como-estrategia-climatica-na-cop30-dizem-ministros-da-pesca-artigo/" data-wpel-link="internal">Adotem os alimentos “azuis” como estratégia climática na COP30, dizem ministros da pesca (artigo)</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Como dois países costeiros conectados pelo Oceano Atlântico e por cinco séculos de história compartilhada, Brasil e Portugal valorizam há muito os alimentos “azuis”, ou aquáticos, incluindo nosso amor comum pelo bacalhau. Portugal ocupa o terceiro lugar no mundo e o primeiro na União Europeia em consumo per capita de peixes e frutos do mar. No Brasil, os alimentos aquáticos sustentam mais de 3 milhões de famílias, com o consumo de peixe inteiro, cru, chegando a 800 gramas por dia na Amazônia — que acolhe pela primeira vez as negociações climáticas da ONU em sua cidade-porta de Belém. Mas, à medida que nosso sistema global de alimentos entra sob pressão crescente — das mudanças climáticas às transformações na dieta —, também reconhecemos que os alimentos azuis desempenham um papel crucial na construção de sistemas alimentares mais resilientes, adaptáveis e nutricionalmente equilibrados. Barcos pesqueiros como este providenciam grande parte dos alimentos aquáticos mundiais, mas são apenas parte do panorama geral. Foto: Nicolas Job / Ocean Image Bank. O setor de alimentos azuis, que engloba a pesca em ambiente natural e a aquicultura de peixes, moluscos, algas e outras plantas e animais aquáticos, é bem conhecido por fornecer fontes ricas de proteína e micronutrientes essenciais — como vitamina B12, ferro, zinco e ácidos graxos ômega-3 —, cruciais para combater a desnutrição, que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. No entanto, esse setor é frequentemente negligenciado como estratégia climática, apesar de seu potencial para atender à demanda por alimentos de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/adotem-os-alimentos-azuis-como-estrategia-climatica-na-cop30-dizem-ministros-da-pesca-artigo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“Aqui era maré, hoje é entulho”: quilombo resiste ao avanço de porto na Bahia</title>
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					<pubDate>03 Nov 2025 17:07:18 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Barbosa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Conservação, Demarcação Territorial, Povos Tradicionais, Quilombolas e Responsabilidade Ambiental]]>
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							<![CDATA[<p>CANDEIAS, Bahia — Sentada na varanda de sua casa, Aurora do Carmo Celestino, 85, descreve um lugar que já não é o mesmo. Ou melhor, que resiste em meio a camadas de concreto, portarias de segurança e decisões judiciais. Resistir, para ela, também é recordar. E é da sua casa, no alto de um morro [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/aqui-era-mare-hoje-e-entulho-quilombo-resiste-ao-avanco-de-porto-na-bahia/" data-wpel-link="internal">“Aqui era maré, hoje é entulho”: quilombo resiste ao avanço de porto na Bahia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[CANDEIAS, Bahia — Sentada na varanda de sua casa, Aurora do Carmo Celestino, 85, descreve um lugar que já não é o mesmo. Ou melhor, que resiste em meio a camadas de concreto, portarias de segurança e decisões judiciais. Resistir, para ela, também é recordar. E é da sua casa, no alto de um morro enlameado por causa da chuva, que ela aponta para o horizonte e relembra tudo que foi transformado ou ameaçado de desaparecer: a prainha, o manguezal, os bananais, os mariscos e a palha da canabrava que moldavam a vida em Boca do Rio, comunidade quilombola situada às margens da Baía de Aratu, em Candeias, Região Metropolitana de Salvador. Hoje, essas memórias disputam espaço com o avanço agressivo de empreendimentos portuários e com uma avalanche de ações judiciais que ameaçam apagar um século de história e de presença quilombola no território. “Tudo ali era mangue. A gente tirava roça, tirava todo tipo de marisco&#8221;, lembra Aurora. “Hoje está escasso. Quando essas empresas chegaram, nunca procuraram a comunidade para dizer o que iam fazer. Vinham com máquinas, destruíam o que encontravam e pronto. Não pediam licença, não conversavam com ninguém. Simplesmente se apossavam do território. Nossos pais tinham até medo de retaliação e, muitas vezes, ficavam calados diante dessas invasões.” Os processos em curso na Justiça Federal revelam o cerco contra Boca do Rio. Em 2019, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), empresa estatal vinculada à Secretaria de Portos da Presidência da República, responsável pela&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/aqui-era-mare-hoje-e-entulho-quilombo-resiste-ao-avanco-de-porto-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Projeto na maior favela do Brasil transforma óleo descartado em produtos ecológicos</title>
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					<pubDate>10 Out 2025 07:07:24 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André Aram]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Alimentação, Alimentos, Comida, Conservação, Oceanos, Responsabilidade Ambiental, Saneamento, Socioambiental, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Segundo dados oficiais, dentre as mais de 12 mil favelas e comunidades do Brasil, a Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, detém o posto de maior do país. Com pouco mais de 72 mil habitantes, o local também lidera em quantidade de domicílios ocupados — são mais de 30 mil residências. A Rocinha [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/projeto-na-maior-favela-do-brasil-transforma-oleo-descartado-em-produtos-ecologicos/" data-wpel-link="internal">Projeto na maior favela do Brasil transforma óleo descartado em produtos ecológicos</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Segundo dados oficiais, dentre as mais de 12 mil favelas e comunidades do Brasil, a Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, detém o posto de maior do país. Com pouco mais de 72 mil habitantes, o local também lidera em quantidade de domicílios ocupados — são mais de 30 mil residências. A Rocinha surgiu no início do século 20, mas foi a partir da década de 1950 que sua população aumentou de forma acentuada, sobretudo pela chegada de brasileiros de outros estados, que migraram à capital carioca em busca de trabalho. Ao longo dos anos, enquanto a favela se expandia, uma estrutura econômica e social própria ganhava corpo. Nesse contexto, a Rocinha também passou a ser um terreno fértil para projetos locais que se propõem a unir sustentabilidade, impacto social e desenvolvimento comunitário. Muitos deles, como conta Marcelo Santos, surgiram “por acaso”. Nascido e criado na favela, o empresário e líder comunitário, de 43 anos, disse que a ideia que mudou sua vida — e o entorno dela — tomou forma quando visitou o Complexo Esportivo da Rocinha, acompanhado do professor de biologia Márcio Aroeira, em 2020. Juntos, eles notaram que havia uma massa densa em um dos reservatórios de água que desembocam no ginásio. O biólogo tocou o fluido com a ponta dos dedos, chegando a um rápido veredito: tratava-se de resíduo de óleo de cozinha, fruto do descarte incorreto do material doméstico. “Ele me explicou que aquilo era um grande contaminador do meio ambiente. Então, fui&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/projeto-na-maior-favela-do-brasil-transforma-oleo-descartado-em-produtos-ecologicos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cientistas apostam na clonagem para salvar a onça-pintada da extinção</title>
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					<pubDate>08 Out 2025 08:55:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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							<![CDATA[Mato Grosso do Sul]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Animais, Cerrado, Comércio de Vida Selvagem, Conservação, Degradação, Desmatamento, Fauna, Felinos, Mamíferos, Pantanal, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>MIRANDA, Mato Grosso do Sul — Foram três as tentativas de captura de uma onça-pintada. Chegamos à Fazenda Bodoquena, em Miranda, Mato Grosso do Sul, ao entardecer de uma quinta-feira. Parte da equipe foi instalar uma armadilha de laço perto de uma carcaça de vaca que havia sido encontrada mais cedo naquele dia. Como as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MIRANDA, Mato Grosso do Sul — Foram três as tentativas de captura de uma onça-pintada. Chegamos à Fazenda Bodoquena, em Miranda, Mato Grosso do Sul, ao entardecer de uma quinta-feira. Parte da equipe foi instalar uma armadilha de laço perto de uma carcaça de vaca que havia sido encontrada mais cedo naquele dia. Como as onças costumam voltar por alguns dias para comer a presa, a captura era quase certa. Com mais de 70 mil hectares divididos entre Pantanal e Cerrado, a Fazenda Bodoquena concilia criação de gado e conservação de biodiversidade. Uma vez por mês, recebe pesquisadores do Reprocon, grupo especializado na reprodução assistida de animais silvestres. Naquela noite, voltamos ao alojamento para jantar e monitorar a movimentação à distância — acompanhando, via satélite, as imagens de uma câmera instalada no local da captura que chegavam através de um aplicativo de celular. Durante o monitoramento, a câmera mostrou uma fêmea, e não o macho que se acreditava ser o dono da carcaça. Ela estava desconfiada. Se aproximou e se afastou algumas vezes, e quando finalmente chegou perto o suficiente do laço, conseguiu desarmar o dispositivo, saindo em disparada. Os pesquisadores foram armar o laço novamente, mas naquela noite nenhuma outra onça apareceu. Na sexta-feira, uma nova carcaça foi encontrada, e a equipe montou a armadilha (o laço só é ativado no fim da tarde, para que nenhuma onça fique presa sob o calor do dia). Agora, com dois laços a postos, as chances eram dobradas. Não demorou muito; uma&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/cientistas-apostam-na-clonagem-para-salvar-a-onca-pintada-da-extincao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Crédito fortalece a agroecologia em região do Cerrado sob pressão do agronegócio</title>
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					<pubDate>24 Set 2025 07:49:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alimentação, Alimentos, Cerrado, Comida, Comunidades Tradicionais, Conservação, Povos Tradicionais, Responsabilidade Ambiental, Socioambiental, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[“A natureza não nasceu para a monocultura”, opina Olácio Komori, fundador e coordenador administrativo-financeiro da Associação dos Produtores Orgânicos do Mato Grosso do Sul (Apoms). Com três décadas dedicadas ao fortalecimento da agricultura orgânica e agroecológica no Mato Grosso do Sul — estado que tem no agronegócio um alicerce das suas atividades econômicas —, ele argumenta que não é simples tornar a produção agrícola mais sustentável, embora seja possível. O Cerrado, que ocupa cerca de 60% do Mato Grosso do Sul, é um dos biomas mais desmatados do Brasil, justamente pela expansão da fronteira agrícola. Já perdeu um terço da sua vegetação nativa em 40 anos. Isso significa 40,5 milhões de hectares suprimidos entre 1985 e 2024, correspondendo a um território com a extensão da Espanha. Os dados integram a Coleção 10 do Projeto MapBiomas, em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), divulgada em 13 de agosto. Pelos caminhos que optou por seguir, Komori identificou a dificuldade de acesso ao crédito e à assistência técnica como principais obstáculos enfrentados pelos agricultores familiares de Dourados, segundo maior município do estado e grande produtor agrícola. Sem encontrar alternativas no sistema financeiro tradicional, ele desenvolveu a metodologia do Programa de Crédito Sistêmico, apoiado por instituições parceiras também preocupadas com o futuro do Cerrado. A ideia dessa iniciativa foi atender justamente esse perfil de pequenos produtores rurais que têm condições de honrar os compromissos, com os resultados financeiros do que produzem, mas que muitas vezes esbarram em limitações, dentre as&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/credito-fortalece-a-agroecologia-em-regiao-do-cerrado-sob-pressao-do-agronegocio/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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