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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Entre baleias, corais e petróleo, Abrolhos luta por mais proteção</title>
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					<pubDate>22 Jun 2026 19:45:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[<p>CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e a especulação imobiliária. Esses elementos têm algo em comum: podem impactar bancos de coral, ilhas oceânicas, manguezais e outros habitats onde vivem mais de 500 espécies animais. Além de servir de casa para peixes, invertebrados, tartarugas-marinhas e aves, as águas de Abrolhos são berçário de cetáceos, como as baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae). Entre junho e novembro, esses animais migram da Antártica para a região em busca de um ambiente mais cálido para se reproduzir e criar seus filhotes. Frente à lista de ameaças ao bioma costeiro, uma força-tarefa científica, lançada em março de 2026, busca concluir, até dezembro, uma proposta que poderia ampliar os limites geográficos do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos — a única unidade de conservação integral da região. A iniciativa é da organização ambientalista WWF-Brasil, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Para isso, o WWF promoveu uma expedição ao Arquipélago dos Abrolhos, localizado dentro dos limites do parque. Lá, especialistas, jornalistas e lideranças comunitárias puderam discutir sobre as áreas naturais que ainda carecem de proteção. Criado em 1983, o parque dos Abrolhos é o primeiro parque nacional marinho do Brasil. No entanto, os seus 882 km² de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/entre-baleias-corais-e-petroleo-abrolhos-luta-por-mais-protecao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Plano da Petrobras exclui resgate de peixes-bois na nova fronteira do petróleo</title>
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					<pubDate>18 Jun 2026 15:39:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>Em outubro de 2025, a Petrobras começou a perfurar o fundo do mar na região onde o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico, após um longo e controverso processo de licenciamento ambiental. No centro do debate estavam as preocupações com a fauna única que habita a costa do Amapá e do Pará, bem como as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em outubro de 2025, a Petrobras começou a perfurar o fundo do mar na região onde o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico, após um longo e controverso processo de licenciamento ambiental. No centro do debate estavam as preocupações com a fauna única que habita a costa do Amapá e do Pará, bem como as dúvidas sobre a capacidade da empresa de resgatar os animais em caso de derramamento de óleo. Entre as potenciais vítimas estão aves marinhas, tartarugas e os recifes de coral descobertos recentemente na costa amazônica. Um mamífero marinho ameaçado de extinção, no entanto, causa especial preocupação devido aos desafios envolvidos em um possível resgate: o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), espécie que pode atingir cerca de 3,5 metros de comprimento e pesar, em média, 700 quilos; alguns indivíduos chegam a 1.600 quilos. “Manejar e transportar animais com essa massa exige logística complexa e equipamentos de grande porte”, afirmou a bióloga marinha Fábia de Oliveira Luna, coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Com uma população estimada em e uma taxa reprodutiva de um filhote a cada quatro anos, “cada indivíduo removido prejudica a manutenção da população”, disse Luna à Mongabay. Segundo cientistas, o projeto petrolífero também coloca em risco um código genético único, compartilhado apenas pelos animais dessa região e resultado do cruzamento entre o peixe-boi-marinho e seu parente de água doce, o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis). O peixe-boi-marinho ocorre em toda a região do Caribe e está&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/plano-da-petrobras-exclui-resgate-de-peixes-bois-na-nova-fronteira-do-petroleo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O que está em jogo nos recifes da Amazônia ameaçados pelo petróleo</title>
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					<pubDate>18 Mai 2026 12:17:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[<p>Quando se fala em Amazônia, as referências sempre são em superlativos: a maior floresta tropical do mundo, a maior faixa contínua de manguezais do planeta, o maior rio em volume de água e extensão da Terra (o Amazonas, no caso). Por isso, qualquer tipo de atividade exploratória na região, e seus possíveis impactos sobre esse [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Quando se fala em Amazônia, as referências sempre são em superlativos: a maior floresta tropical do mundo, a maior faixa contínua de manguezais do planeta, o maior rio em volume de água e extensão da Terra (o Amazonas, no caso). Por isso, qualquer tipo de atividade exploratória na região, e seus possíveis impactos sobre esse ecossistema tão único, é vista com muita preocupação. É o que vem acontecendo com a prospecção realizada pela Petrobras na chamada Margem Equatorial Brasileira, área que compreende a faixa litorânea e oceânica entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, e engloba a Bacia da Foz do Amazonas. A licença ambiental para a estatal brasileira iniciar a pesquisa em busca de petróleo e gás natural foi dada pelo Ibama em outubro de 2025, após diversos pedidos negados anteriormente, forte pressão política, inclusive do próprio presidente Lula, e muitas críticas de ambientalistas e organizações da sociedade civil. Um dos pontos mais sensíveis levantados por especialistas para questionar a operação da Petrobras seria a presença do Sistema Recifal da Amazônia, a menos de 40 km do bloco FZA-M-59, onde está em curso a perfuração do poço Morpho. Conhecido desde os anos 1970, o sistema recifal amazônico só foi descrito oficialmente por um grupo de pesquisadores brasileiros em 2016. No ano seguinte, um navio de pesquisa da organização Greenpeace, equipado com um pequeno submarino, foi à região e divulgou ao mundo as raras imagens desse ambiente, que ocupa uma área estimada de 9,5 mil km², e funciona&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/o-que-esta-em-jogo-nos-recifes-da-amazonia-ameacados-pelo-petroleo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Camarão gigante invasor avança sobre áreas protegidas no Brasil</title>
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					<pubDate>13 Mai 2026 07:10:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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							<![CDATA[<p>A presença sorrateira e cada vez mais persistente de uma espécie exótica nos ecossistemas costeiros do Brasil vem acendendo inúmeros alertas entre cientistas, pescadores e gestores ambientais: trata-se do camarão-gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii). Introduzido no país no final do século 20 para abastecer o crescente setor de aquicultura, o animal não se limita mais à criação [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A presença sorrateira e cada vez mais persistente de uma espécie exótica nos ecossistemas costeiros do Brasil vem acendendo inúmeros alertas entre cientistas, pescadores e gestores ambientais: trata-se do camarão-gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii). Introduzido no país no final do século 20 para abastecer o crescente setor de aquicultura, o animal não se limita mais à criação em cativeiro. Com o tempo, a espécie se estabeleceu em ambientes naturais extremamente sensíveis, incluindo áreas protegidas. Um estudo realizado por pesquisadores do Brasil e do Uruguai, publicado em fevereiro, revelou a dimensão do problema e esmiuçou os riscos ecológicos e ambientais associados à “invasão” do camarão gigante — aspectos negativos que, segundo os especialistas, podem se intensificar nos próximos anos. Liderada pelo oceanógrafo Edison Barbieri, diretor do Núcleo Regional de Pesquisa do Litoral Sul, do Instituto de Pesca de São Paulo, a pesquisa foi motivada pela preocupação crescente da comunidade científica diante das invasões biológicas em ecossistemas estuarinos. Esses sistemas, que também incluem os manguezais, estão localizados em áreas de transição entre rios e o oceano e são amplamente reconhecidos por sua biodiversidade. As zonas estuarinas servem como berçários para inúmeras espécies aquáticas, incluindo peixes e crustáceos cuja importância ecológica se soma ao seu potencial econômico. Ao mesmo tempo, esses ambientes transicionais delicados são suscetíveis à introdução de espécies exóticas, que passam a competir com a fauna nativa por diferentes recursos vitais. Segundo Barbieri, o estudo — conduzido entre 2015 e 2025 — partiu de uma constatação: ainda que o camarão intruso tivesse sido&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/camarao-gigante-invasor-avanca-sobre-areas-protegidas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Hospital das Clínicas de SP exclui ‘cação’ de compras, alegando risco de metais pesados</title>
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					<pubDate>20 Abr 2026 08:35:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla MendesLucas BertiPhilip Jacobson]]>
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							<![CDATA[<p>O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) anunciou o cancelamento de um plano para a compra de mais de 17 toneladas métricas de carne de tubarão (por meio da exclusão do item “cação em posta”) em uma licitação de 2026, citando o “risco toxicológico comprovado por metais pesados”. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) anunciou o cancelamento de um plano para a compra de mais de 17 toneladas métricas de carne de tubarão (por meio da exclusão do item “cação em posta”) em uma licitação de 2026, citando o “risco toxicológico comprovado por metais pesados”. O HCFMUSP é o maior complexo hospitalar público da América Latina e integra pelo menos oito institutos de renome em São Paulo. O Brasil é o maior consumidor mundial de carne de tubarão. Em 2025, uma investigação da Mongabay descobriu que as compras governamentais são um importante fator de estímulo ao consumo desse tipo de carne no país, uma vez que o produto de baixo custo é servido em milhares de hospitais, escolas e prisões. A reportagem também constatou que o HCFMUSP realizou licitações e selecionou fornecedores para comprar pelo menos 135 toneladas de carne de tubarão entre 2008 e 2020. Após tomar conhecimento de que o HCFMUSP havia divulgado outro edital para a compra de carne de tubarão em fevereiro de 2026, a ONG Sea Shepherd Brasil enviou uma carta aos administradores, pedindo que reconsiderassem os planos. A comunicação argumentava que os tubarões são amplamente ameaçados e que sua carne tende a conter níveis elevados de metais pesados, como mercúrio e arsênio, representando um risco à saúde humana. No final de março, o HCFMUSP anunciou que excluiria a carne de tubarão da licitação de 2026, citando “risco toxicológico comprovado por metais pesados” e mencionando&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/hospital-das-clinicas-de-sp-exclui-cacao-de-compras-alegando-risco-de-metais-pesados/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Expedição cruza o Brasil atrás de microplásticos em moluscos; veja as descobertas</title>
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					<pubDate>17 Abr 2026 08:33:11 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Thamys Trindade]]>
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							<![CDATA[<p>Foram quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades — começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões, ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de uma pesquisa [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/expedicao-cruza-o-brasil-atras-de-microplasticos-em-moluscos-veja-as-descobertas/" data-wpel-link="internal">Expedição cruza o Brasil atrás de microplásticos em moluscos; veja as descobertas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Foram quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades — começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões, ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de uma pesquisa inédita sobre a presença de microplásticos nesses organismos. A missão se provaria mais do que necessária: segundo os resultados iniciais do estudo, quase 70% dos moluscos analisados continham microplásticos. E nenhum ponto de coleta do litoral brasileiro estava livre de contaminação. A situação é preocupante, pois envolve riscos ambientais e sanitários. Além de desempenharem um papel ecológico fundamental enquanto filtradores, esses animais fazem parte da alimentação de milhares de brasileiros, todos os dias — o que levanta questões sérias sobre segurança alimentar. A expedição científica realizada por terra entre maio e julho de 2024 foi idealizada pelo Instituto Voz dos Oceanos, um movimento global de combate à poluição plástica, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), a Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano e o Centro de Referência para Quantificação e Tipificação do Lixo do Mar (CeLMar), também da USP. Durante o percurso, uma pergunta atravessou o caminho da equipe: como tornar visível aquilo que não se vê? Talvez fosse necessário aprender outras formas de olhar o invisível. Pesquisadoras da expedição costeira fotografam moluscos na praia. Imagem cedida por Thamys Trindade. Acompanhei a expedição como documentarista. A bióloga marinha Marilia&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/expedicao-cruza-o-brasil-atras-de-microplasticos-em-moluscos-veja-as-descobertas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Perto de ‘morrer’, Rio Camarajipe leva esgoto e lixo ao mar que banha Salvador</title>
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					<pubDate>30 Mar 2026 07:54:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital da Bahia. A lista inclui geladeira quebrada, pneu, armário, carrinho de supermercado, mesa, pedaços de plástico, colchão, roupas íntimas, fraldas, sapatos e até cadáveres humanos. Oficialmente, o Camarajipe ainda não foi classificado como “rio morto” — quando um corpo hídrico perde a capacidade de sustentar formas de vida —, mas apresenta estágio avançado de degradação ambiental e já opera, na prática, como mero condutor de esgoto a céu aberto, afetando a saúde da comunidade pesqueira e a vida marinha. Um dos principais destinos turísticos do Brasil no verão, em meio a suas festas populares e às altas temperaturas, a capital baiana sente os efeitos da poluição que chega ao mar pelo maior rio urbano da cidade, com cerca de 14 quilômetros de extensão. Ao todo, Salvador possui 12 bacias hidrográficas, e a do Rio Camarajipe (a terceira maior da cidade) abrange 42 bairros, com área de drenagem (onde as águas escoam naturalmente para o rio) total de 35,9 km². Enquanto as nascentes do rio estão em regiões periféricas, predominantemente residenciais, nas imediações do bairro de Pirajá, a foz fica em uma parte abastada da capital, como a região do bairro Costa Azul. “Hoje, é repugnante&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/perto-de-morrer-rio-camarajipe-leva-esgoto-e-lixo-ao-mar-que-banha-salvador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Albardão: como é o mais novo (e maior) parque nacional marinho do Brasil</title>
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					<pubDate>12 Mar 2026 07:14:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Cagiano]]>
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							<![CDATA[<p>ALBARDÃO, Rio Grande do Sul – No extremo sul do Brasil, onde a praia parece não ter fim e o vento modela dunas que avançam como organismos vivos, existe uma região tão isolada que, por décadas, quase não entrou nos mapas do debate ambiental. O Albardão, uma área marinha de inestimável riqueza em nutrientes, acaba [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ALBARDÃO, Rio Grande do Sul – No extremo sul do Brasil, onde a praia parece não ter fim e o vento modela dunas que avançam como organismos vivos, existe uma região tão isolada que, por décadas, quase não entrou nos mapas do debate ambiental. O Albardão, uma área marinha de inestimável riqueza em nutrientes, acaba de se tornar o maior parque nacional marinho costeiro do país, com 1.004.480 hectares. Embora o Brasil tenha um dos litorais mais extensos do continente, com cerca de 7.500 km de costa, até então havia apenas três parques nacionais marinhos: Fernando de Noronha, Abrolhos e Ilha dos Currais, no Paraná. O decreto que criou o Parque Nacional do Albardão, publicado em 6 de março, também estabeleceu a Área de Proteção Ambiental do Albardão, com 55.983 hectares, no entorno da unidade. A medida veio em boa hora: essa região é palco de pressões crescentes provenientes da pesca industrial, da perspectiva de novos empreendimentos energéticos e de um turismo emergente e ainda desordenado. Entre a urgência ecológica e o apelo econômico, o Albardão tornou-se um laboratório vivo sobre os desafios de conservar ambientes marinhos em um século marcado pela aceleração das mudanças climáticas e da exploração intensiva dos oceanos e zonas costeiras. Diversidade na terra e no mar A diversidade da região, tanto do ponto de vista biológico quanto geológico, é imensa. A porção terrestre do parque nacional abriga dunas móveis, lagoas costeiras, banhados e uma extensa praia de cascalho coberta por depósitos milenares de conchas e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/albardao-como-e-o-mais-novo-e-maior-parque-nacional-marinho-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação da Mongabay sobre carne de tubarão conquista 2º lugar do Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo</title>
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					<pubDate>23 Dez 2025 14:53:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mongabay.com]]>
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						<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<![CDATA[<p>Uma investigação da Mongabay que revelou compras governamentais em larga escala de carne de tubarão para escolas públicas, hospitais e prisões conquistou este mês o segundo lugar na categoria nacional do 67º Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo. Produzida em colaboração com o Pulitzer Center, a reportagem rastreou 1.012 licitações públicas emitidas desde 2004 para adquirir mais [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Uma investigação da Mongabay que revelou compras governamentais em larga escala de carne de tubarão para escolas públicas, hospitais e prisões conquistou este mês o segundo lugar na categoria nacional do 67º Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo. Produzida em colaboração com o Pulitzer Center, a reportagem rastreou 1.012 licitações públicas emitidas desde 2004 para adquirir mais de 5.400 toneladas métricas de carne de tubarão, avaliadas em pelo menos R$ 112 milhões. Destinado para 542 municípios em 10 estados do país, o alimento gera inúmeras preocupações ambientais e de saúde pública. Segundo cientistas, a carne pode conter altas concentrações de mercúrio e arsênico — trazendo riscos à saúde humana quando consumida em grandes quantidades. Ao mesmo tempo, a sobrepesca pode reduzir drasticamente as populações de tubarões, que são considerados espécies-chave para a conservação marinha. A segunda parte da investigação revelou que municípios do Rio Grande do Sul emitiram licitações para a compra de pelo menos 211 toneladas métricas de peixe-anjo — nome dado a três espécies de tubarão que estão entre as mais ameaçadas do mundo. Em um comunicado divulgado em 12 de dezembro, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) disse que &#8220;premiou talentos&#8221; nas categorias profissional e universitária, em meio a um número recorde de inscrições — houve um aumento de 40% em relação à edição de 2024. O editor sênior Philip Jacobson e as repórteres investigativas Karla Mendes e Fernanda Wenzel foram os jornalistas premiados representando a Mongabay, junto com Kuang Keng Kuek Ser,  o editor de dados do Pulitzer&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/investigacao-da-mongabay-sobre-carne-de-tubarao-conquista-2o-lugar-do-premio-ari-banrisul-de-jornalismo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Abrolhos em risco: por que o tesouro marinho do Atlântico Sul precisa de proteção</title>
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					<pubDate>05 Nov 2025 09:02:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Animais, Conservação, Espécies Ameaçadas, Fauna, Fauna marinha, Manguezais, Mineração, Oceanos, Parques Nacionais, Peixes, Pesca, recifes de coral, Unidades de Conservação e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>A Região dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, tornou-se mundialmente conhecida por deter a maior concentração de biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Mas a manutenção desse patrimônio em longo prazo está em xeque, caso não sejam sanadas as lacunas de proteção legal de seus principais ecossistemas. São [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/abrolhos-em-risco-por-que-o-tesouro-marinho-do-atlantico-sul-precisa-de-protecao/" data-wpel-link="internal">Abrolhos em risco: por que o tesouro marinho do Atlântico Sul precisa de proteção</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[A Região dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, tornou-se mundialmente conhecida por deter a maior concentração de biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Mas a manutenção desse patrimônio em longo prazo está em xeque, caso não sejam sanadas as lacunas de proteção legal de seus principais ecossistemas. São as conclusões de um estudo recente, que identificou os hotspots da área e a necessidade de conservá-los. Um dos ecossistemas mais conhecidos e vulneráveis dessa região é o Banco dos Abrolhos, que concentra o arquipélago homônimo e a mais extensa formação de recifes de corais do Atlântico Sul, além de ser o principal berçário de baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) no país. Apesar da relevância, menos de 2% de seus 46 mil km² estão protegidos por uma unidade de conservação de proteção integral; no caso, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, o primeiro com essas características criado no Brasil, em 1983, com 882 km². A biodiversidade marinha do Banco dos Abrolhos também é fundamental para a manutenção de algumas vocações econômicas regionais, como a pesca artesanal praticada pelas comunidades tradicionais da Reserva Extrativista (Resex) de Cassurubá e da Resex Marinha de Corumbau, bem como o turismo ecológico. O avistamento de baleias-jubarte, por exemplo, é um importante gerador de renda entre junho e novembro, quando os animais migram da Antártica para a região com o intuito de se reproduzir. A atividade também ajuda a sustentar o programa de pesquisa e conservação do Instituto Baleia Jubarte (IBJ). Mas todo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/abrolhos-em-risco-por-que-o-tesouro-marinho-do-atlantico-sul-precisa-de-protecao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Lixo plástico e ação humana abrem caminho para mexilhão invasor na costa brasileira</title>
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					<pubDate>29 Out 2025 15:36:05 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[<p>O litoral brasileiro tem sido palco de uma silenciosa — e preocupante — “invasão” ambiental em anos recentes: a chegada do mexilhão-verde (Perna viridis), espécie originária da costa dos oceanos Índico e Pacífico e conhecida pela ciência por seu potencial ecológico intrusivo em diferentes ecossistemas. Desde que começou a ser registrado no Brasil com grande [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/lixo-plastico-e-acao-humana-abrem-caminho-para-mexilhao-invasor-na-costa-brasileira/" data-wpel-link="internal">Lixo plástico e ação humana abrem caminho para mexilhão invasor na costa brasileira</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[O litoral brasileiro tem sido palco de uma silenciosa — e preocupante — “invasão” ambiental em anos recentes: a chegada do mexilhão-verde (Perna viridis), espécie originária da costa dos oceanos Índico e Pacífico e conhecida pela ciência por seu potencial ecológico intrusivo em diferentes ecossistemas. Desde que começou a ser registrado no Brasil com grande prevalência por volta de 2018, na região da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, o animal se espalha pela costa do Brasil de forma acelerada. Com o tempo, o molusco bivalve também se estabeleceu em áreas protegidas, ameaçando a biodiversidade marinha. Agora, novos estudos buscam mapear e entender esse fenômeno. Esses são os objetivos de uma pesquisa publicada em março sob a coordenação de representantes do Instituto de Pesca — entidade ligada ao governo do estado de São Paulo — e de acadêmicos de diferentes instituições do Brasil e do Uruguai, como a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e a Universidad de la República (Udelar), de Montevidéu. Segundo a investigação, a presença da espécie não é mais um fato isolado: existem pelo menos 41 registros confirmados do mexilhão-verde ao longo de toda a costa brasileira, com um total de 12 ocorrências observadas dentro de unidades de conservação. Os dados vêm chamando a atenção de cientistas e gestores ambientais, à medida que o pequeno animal pode causar uma gama variada de impactos à biodiversidade nativa, competindo com espécies por recursos e trazendo novas doenças. Ao mesmo tempo, sua crescente aparição afeta&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/lixo-plastico-e-acao-humana-abrem-caminho-para-mexilhao-invasor-na-costa-brasileira/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>No RS, governo e prefeituras servem toneladas de tubarões de pesca proibida</title>
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					<pubDate>07 Ago 2025 18:14:21 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda WenzelPhilip Jacobson]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Tubarão ameaçado no prato]]>
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							<![CDATA[Brasil e Rio Grande do Sul]]>
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							<![CDATA[Alimentação, Alimentos, Comércio de Vida Selvagem, Conservação da Vida Selvagem, Espécies Ameaçadas, Fauna, Fauna marinha, Oceanos, Peixes, Pesca e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>A carne de três das espécies de tubarão mais ameaçadas do mundo é servida há anos na merenda escolar de crianças gaúchas, além de estar no cardápio de hospitais, postos de saúde e abrigos do Rio Grande do Sul; é o que revela investigação da Mongabay. </p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/no-rs-governo-e-prefeituras-servem-toneladas-de-tubaroes-de-pesca-proibida/" data-wpel-link="internal">No RS, governo e prefeituras servem toneladas de tubarões de pesca proibida</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Esta investigação foi apoiada pelo Ocean Reporting Network do Pulitzer Center, do qual Philip Jacobson é bolsista. PORTO ALEGRE, RS — Um peixe saboroso, carnudo e sem espinhas, perfeito para o consumo das crianças. Não é à toa que o peixe-anjo é a escolha número um de pescado em centenas de escolas e creches do Rio Grande do Sul, além de abrigos, penitenciárias, hospitais, postos de saúde, Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e outros serviços públicos. Por trás do nome angelical, no entanto, estão três das espécies de tubarões mais ameaçadas do mundo e cuja pesca é proibida no Brasil: Squatina guggenheim, conhecida como cação-anjo-espinhoso, Squatina occulta, também chamada de cação-anjo-liso, e Squatina argentina, ou peixe-anjo-argentino. “Eu fiquei chocada com isso”, disse à Mongabay a nutricionista Cristina Weissheimer Luft, responsável por montar o cardápio das escolas municipais de Alto Feliz, uma cidade de pouco mais de 3 mil habitantes localizada a menos de 100 quilômetros de Porto Alegre. Até ser informada pela reportagem, ela não fazia ideia de que o tal peixe-anjo era, na verdade, um tipo de tubarão. “Na próxima licitação, não vai ter peixe-anjo com certeza.” Alto Feliz é um dos pelo menos dez municípios gaúchos que lançaram editais para a compra de peixe-anjo — também chamado tubarão-anjo — ao longo dos últimos doze anos, segundo levantamento exclusivo da Mongabay em dados de compras públicas. O governo do estado, que já alertou os consumidores sobre o risco de comprar espécies ameaçadas de extinção, incluindo o peixe-anjo,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/no-rs-governo-e-prefeituras-servem-toneladas-de-tubaroes-de-pesca-proibida/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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