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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Moradores relatam doenças em área contaminada por petróleo no litoral de SP</title>
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					<pubDate>10 Jul 2026 07:15:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Barbosa]]>
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							<![CDATA[<p>SÃO SEBASTIÃO, SP – Em frente à casa onde vive há décadas, no bairro Itatinga, em São Sebastião, Cosma da Silva aponta para diferentes imóveis da vizinhança enquanto enumera uma sequência de casos de câncer. &#8220;Tem uma mulher ali com câncer. Outra naquele prédio também. Outra morreu ali [aponta]. O pessoal dessa área só morre [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[SÃO SEBASTIÃO, SP – Em frente à casa onde vive há décadas, no bairro Itatinga, em São Sebastião, Cosma da Silva aponta para diferentes imóveis da vizinhança enquanto enumera uma sequência de casos de câncer. &#8220;Tem uma mulher ali com câncer. Outra naquele prédio também. Outra morreu ali [aponta]. O pessoal dessa área só morre de câncer.&#8221;. Aos olhos de Cosma, o adoecimento faz parte da paisagem do bairro. E ela própria inclui sua família nesta conta. Seu marido, Paulo José da Silva, morreu aos 51 anos, devido a um tumor cerebral. Ela própria enfrenta problemas de saúde e passou recentemente por uma cirurgia para a retirada de um nódulo. Enquanto tenta lidar com as consequências do tratamento –- uma ferida que arde e coça ao lado do peito —, ela continua observando uma sucessão de casos de adoecimento entre parentes, vizinhos e conhecidos. A relação entre esses casos e a contaminação ambiental que marcou a história do Itatinga nunca foi comprovada. Mas também nunca foi investigada da forma que os moradores esperavam. A área onde parte da comunidade foi construída foi utilizada, entre as décadas de 1970 e 1980, para o descarte de borra oleosa associada à atividade petrolífera. Anos depois, o terreno foi ocupado por moradias. Investigações ambientais conduzidas por órgãos públicos identificaram a presença de contaminantes derivados do petróleo no solo e nas águas subterrâneas da região. Ao longo de quase vinte anos, documentos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), do Ministério Público Estadual&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/moradores-relatam-doencas-em-area-contaminada-por-petroleo-no-litoral-de-sp/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Hospital das Clínicas de SP exclui ‘cação’ de compras, alegando risco de metais pesados</title>
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					<pubDate>20 Abr 2026 08:35:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla MendesLucas BertiPhilip Jacobson]]>
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							<![CDATA[<p>O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) anunciou o cancelamento de um plano para a compra de mais de 17 toneladas métricas de carne de tubarão (por meio da exclusão do item “cação em posta”) em uma licitação de 2026, citando o “risco toxicológico comprovado por metais pesados”. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) anunciou o cancelamento de um plano para a compra de mais de 17 toneladas métricas de carne de tubarão (por meio da exclusão do item “cação em posta”) em uma licitação de 2026, citando o “risco toxicológico comprovado por metais pesados”. O HCFMUSP é o maior complexo hospitalar público da América Latina e integra pelo menos oito institutos de renome em São Paulo. O Brasil é o maior consumidor mundial de carne de tubarão. Em 2025, uma investigação da Mongabay descobriu que as compras governamentais são um importante fator de estímulo ao consumo desse tipo de carne no país, uma vez que o produto de baixo custo é servido em milhares de hospitais, escolas e prisões. A reportagem também constatou que o HCFMUSP realizou licitações e selecionou fornecedores para comprar pelo menos 135 toneladas de carne de tubarão entre 2008 e 2020. Após tomar conhecimento de que o HCFMUSP havia divulgado outro edital para a compra de carne de tubarão em fevereiro de 2026, a ONG Sea Shepherd Brasil enviou uma carta aos administradores, pedindo que reconsiderassem os planos. A comunicação argumentava que os tubarões são amplamente ameaçados e que sua carne tende a conter níveis elevados de metais pesados, como mercúrio e arsênio, representando um risco à saúde humana. No final de março, o HCFMUSP anunciou que excluiria a carne de tubarão da licitação de 2026, citando “risco toxicológico comprovado por metais pesados” e mencionando&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/04/hospital-das-clinicas-de-sp-exclui-cacao-de-compras-alegando-risco-de-metais-pesados/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Assentados conduzem plano para reflorestar 75 mil hectares no oeste paulista</title>
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					<pubDate>26 Jan 2026 09:34:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
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							<![CDATA[Água, Conservação, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Mata Atlântica, Primatas, Produtos da Floresta, Recursos hídricos, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Sustentabilidade e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>PRESIDENTE EPITÁCIO, São Paulo — O canavial ondula e uma lâmina d’água se estende pelo horizonte. Seguimos por uma estrada de terra no oeste paulista, às margens do Rio Paraná, fronteira líquida entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ali, a monocultura avassala a paisagem que um dia foi uma floresta [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/assentados-conduzem-plano-para-reflorestar-75-mil-hectares-no-oeste-paulista/" data-wpel-link="internal">Assentados conduzem plano para reflorestar 75 mil hectares no oeste paulista</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[PRESIDENTE EPITÁCIO, São Paulo — O canavial ondula e uma lâmina d’água se estende pelo horizonte. Seguimos por uma estrada de terra no oeste paulista, às margens do Rio Paraná, fronteira líquida entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ali, a monocultura avassala a paisagem que um dia foi uma floresta estacional semidecidual, também chamada de Mata Atlântica de interior — cujas folhas caem diante da ausência da chuva. Em sua picape, o biólogo e mestre em Agronomia Haroldo Gomes, de 47 anos, carrega um mundo vegetal diverso: ipês, angicos, aroeiras, cedros, copaíbas, guarantãs, paineiras e pitangueiras; são quase 70 espécies nativas da Mata Atlântica em busca de um pedaço de chão. Houve um tempo em que a família de Haroldo também andava sem chão. “Quando a gente veio para o acampamento, eu tinha onze anos&#8221;, disse ele, que é filho de assentado da reforma agrária. “Na época dos conflitos, a gente ficou seis anos em um barraco de lona. “Eu já corri de bala em ocupação de terreno.” Hoje Haroldo é coordenador de campo do projeto Corredores de Vida, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). Foi ali que tanto ele quanto uma biodiversidade de espécies nativas de plantas e animais encontraram um lugar para chamar de casa. Desde 2002, a partir do esforço de assentados, o projeto reflorestou mais de 6 mil hectares  — o equivalente a 8,4 mil campos de futebol — com 10 milhões de árvores plantadas. O futuro, no entanto, é ainda&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/assentados-conduzem-plano-para-reflorestar-75-mil-hectares-no-oeste-paulista/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Refúgio em SP recria a Caatinga para devolver a arara-azul-de-lear ao sertão</title>
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					<pubDate>02 Jun 2025 07:37:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Eduardo Ribeiro]]>
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							<![CDATA[Animais, Aves, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Espécies Ameaçadas, Fauna, Tráfico e Tráfico de Animais Silvestres]]>
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							<![CDATA[<p>Envolta pela neblina de poeira dos caminhos de terra batida e o cheiro de mato molhado, Araçoiaba da Serra acordava tímida. Era uma manhã quente e ensolarada naquele vasto pedaço de terra cercado, apartado de qualquer barulho e sinal da vida da cidade. Metros adiante do portão do Cecfau (Núcleo de Pesquisa e Conservação de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Envolta pela neblina de poeira dos caminhos de terra batida e o cheiro de mato molhado, Araçoiaba da Serra acordava tímida. Era uma manhã quente e ensolarada naquele vasto pedaço de terra cercado, apartado de qualquer barulho e sinal da vida da cidade. Metros adiante do portão do Cecfau (Núcleo de Pesquisa e Conservação de Fauna Silvestre), Cauê Monticelli, coordenador de Fauna Silvestre da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e parte da equipe me esperavam. “Bem-vindo à nossa maternidade”, disse ele em tom de brincadeira, apontando os viveiros, árvores e galpões que guardam o improvável: fragmentos de uma Caatinga reconstituída, aves ameaçadas, bichos feridos e esperanças em recuperação. O centro funciona como um santuário. Localizado no interior de São Paulo, se especializou em acolher animais resgatados do tráfico e preparar seus descendentes para o mundo lá fora: mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita), perereca-pintada-do-rio-pomba (Nyctimantis pomba) e uma das estrelas da casa, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) – uma ave de aparência sedutora e existência frágil. Da cor azul de um céu de meio-dia, ela é uma sobrevivente: estima-se que houve menos de cem indivíduos em liberdade no final dos anos 1990. Hoje, graças a projetos como o do Cecfau, a população passa dos 2 mil. Ainda assim, segue vulnerável, sempre a um passo de desaparecer de novo. Instalado a cerca de 90 quilômetros da capital paulista, o centro não está na Caatinga, mas se esforça para imitá-la. O cheiro da vegetação, a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/refugio-em-sp-recria-a-caatinga-para-devolver-a-arara-azul-de-lear-ao-sertao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Em SP, araras recebem aulas de voo livre para aprender a sobreviver na natureza</title>
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					<pubDate>03 Fev 2025 12:18:25 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Aves, Comércio de Vida Selvagem, Espécies Ameaçadas, Fauna e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>“Lembro do meu avô contando sobre as araras nessa região. Então, é impossível não sorrir vendo-as de volta. Sabemos onde elas dormem e se alimentam, então toda vez que queremos achá-las, sabemos onde estão”, diz o biólogo Humberto Mendes, professor da Universidade Federal de Alfenas (MG). Ao lado de Donald Brightsmith, professor da Universidade Texas [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/em-sp-araras-recebem-aulas-de-voo-livre-para-aprender-a-sobreviver-na-natureza/" data-wpel-link="internal">Em SP, araras recebem aulas de voo livre para aprender a sobreviver na natureza</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[“Lembro do meu avô contando sobre as araras nessa região. Então, é impossível não sorrir vendo-as de volta. Sabemos onde elas dormem e se alimentam, então toda vez que queremos achá-las, sabemos onde estão”, diz o biólogo Humberto Mendes, professor da Universidade Federal de Alfenas (MG). Ao lado de Donald Brightsmith, professor da Universidade Texas A&amp;M (EUA) e um dos maiores especialistas em psitacídeos do mundo, e Chris Biro, considerado referência internacional em treinamento de voo livre para aves de estimação, o brasileiro conduziu um projeto de reintrodução de araras-canindé (Ara ararauna) em São Simão, no noroeste paulista, uma área onde a espécie de plumagem azul e amarela costumava existir no passado, mas foi extinta localmente há mais de 50 anos. O que há de tão pioneiro nessa soltura é a técnica utilizada: voo livre com psitacídeos, nunca antes empregada em programas de conservação. E, mais do que isso, o excelente resultado obtido: uma taxa de 100% de sucesso. “Esse resultado é absolutamente maravilhoso! E não estou exagerando. Falo isso apesar de ser um velho cientista mal-humorado”, brinca Brightsmith ao celebrar o êxito do projeto. Pouco mais de dois anos após a soltura inicial das seis araras-canindés, em 2022, todas continuam vivas e mostrando ótima adaptação. E nesse período ainda passaram por uma prova de fogo, literalmente. Sobreviveram a um incêndio que atingiu a região no segundo semestre de 2024, quando grande parte do Brasil sofreu com queimadas. O biólogo Humberto Mendes durante o treinamento de uma arara-canindé. Foto: Lucas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/em-sp-araras-recebem-aulas-de-voo-livre-para-aprender-a-sobreviver-na-natureza/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como está o Rio Piracicaba depois do incidente industrial que matou 250 mil peixes</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2024/10/como-esta-o-rio-piracicaba-depois-do-incidente-industrial-que-matou-250-mil-peixes/</link>
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					<pubDate>21 Out 2024 07:03:14 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Barbosa]]>
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							<![CDATA[Peixes, Pesca, Poluição e Rios]]>
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							<![CDATA[<p>Luiz Fernando Magossi, 62 anos, gosta de dizer que, em vez de sangue, é a água do Rio Piracicaba que corre em suas veias. Essa é a maneira que ele encontrou para expressar sua conexão e dedicação ao maior afluente, em volume de água, do Rio Tietê. Há 48 anos, ele navega pelas águas do [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Luiz Fernando Magossi, 62 anos, gosta de dizer que, em vez de sangue, é a água do Rio Piracicaba que corre em suas veias. Essa é a maneira que ele encontrou para expressar sua conexão e dedicação ao maior afluente, em volume de água, do Rio Tietê. Há 48 anos, ele navega pelas águas do rio no interior de São Paulo, mas jamais testemunhou um impacto tão devastador como o ocorrido em julho deste ano. Um despejo irregular feito por uma empresa em Rio das Pedras, a 15 km da cidade de Piracicaba, causou danos graves ao ecossistema e afetou profundamente a população local. Nos dias 7 e 15 daquele mês, duas grandes mortandades de peixes foram registradas, resultando na retirada de 98 toneladas de peixes mortos e algas do rio. O crime ambiental atingiu até a Área de Preservação Ambiental (APA) Tanquã, conhecida como ‘pantaninho’ ou ‘minipantanal paulista’; ela abrange uma vasta planície de inundação que se estende pelos municípios de Anhembi, Botucatu, Dois Córregos, Piracicaba, Santa Maria da Serra e São Pedro. Magossi está à frente do Instituto Beira Rio, que atua pela preservação do Rio Piracicaba. Dentre as iniciativas da instituição, está a soltura de peixes na APA para o repovoamento do Rio Piracicaba — trabalho que foi extremamente afetado pelo despejo da empresa. Na APA Tanquã, entre as cidades São Pedro e Piracicaba, em um percurso de 70 km, as estimativas tratam que cerca de 250 mil peixes foram retirados mortos do rio. “Nós já soltamos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/como-esta-o-rio-piracicaba-depois-do-incidente-industrial-que-matou-250-mil-peixes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Espécies invasoras ameaçam os manguezais do Brasil</title>
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					<pubDate>17 Out 2024 12:41:58 +0000</pubDate>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Conservação, Conservação da Vida Selvagem e Espécies Ameaçadas]]>
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							<![CDATA[Durante uma saída de campo em maio de 2023 aos manguezais de Cubatão, em São Paulo, um cacho de flores brancas intrigou os biólogos Geraldo Eysink e Edmar Hatamura. Elas floresciam em árvores diferentes de todas que eles tinham visto em 30 anos de pesquisa na região. Coletaram amostras e, com a experiência da oceanógrafa e especialista em manguezais Yara Schaeffer-Novelli, identificaram a planta como a Sonneratia apetala, uma espécie nativa dos manguezais do sul da Ásia. Pela primeira vez, ela era registrada em algum lugar das Américas.cons A importância da descoberta rapidamente ficou clara. A S. apetala é uma espécie invasora com potencial para causar grandes estragos nesse ecossistema. Nos meses seguintes, Eysink e Hatamura encontraram outras 80 árvores dessas, e o número já ultrapassou 250, com novos espécimes surgindo cada vez que eles exploram os manguezais. “Os manguezais servem de berçário para muitas espécies de peixes, caranguejos, ostras e mexilhões. Se vier a se espalhar, a Sonneratia apetala pode prejudicar a reprodução de toda essa fauna e a vida de mais de 400 mil pescadores ao longo do litoral brasileiro”, diz Eysink. Nativa da Índia, de Bangladesh, do Sri Lanka e de Mianmar, a S. apetala foi introduzida na China em 1985 para a restauração de manguezais. Pesquisadores acreditam que ela chegou ao Brasil por meio da água de lastro de navios que viajavam da China ao porto de Santos, a apenas 2 quilômetros dos manguezais. Usada para estabilidade, a água de lastro é esvaziada quando os navios&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/especies-invasoras-ameacam-os-manguezais-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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