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					<title>Projeto fortalece trabalhadores da carnaúba na Caatinga</title>
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					<pubDate>09 Mar 2026 06:36:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[<p>Símbolo da sociobiodiversidade da Caatinga, a palmeira carnaúba (Copernicia prunifera) é refúgio para a fauna nativa e aves migratórias — e também uma aliada diante da crise climática. Os carnaubais são fundamentais para conter a erosão do solo e proteger rios do assoreamento. Além disso, tem grande importância socioeconômica. Dessa palmeira versátil tudo se aproveita. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Símbolo da sociobiodiversidade da Caatinga, a palmeira carnaúba (Copernicia prunifera) é refúgio para a fauna nativa e aves migratórias — e também uma aliada diante da crise climática. Os carnaubais são fundamentais para conter a erosão do solo e proteger rios do assoreamento. Além disso, tem grande importância socioeconômica. Dessa palmeira versátil tudo se aproveita. Sua palha é usada na produção de artesanato e adubo. Já as raízes viram remédio em comunidades tradicionais. Mas é a cera de carnaúba, extraída das folhas, o carro-chefe dessa cadeia. Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte lideram o ranking de exportações mundiais desse produto de ampla aplicabilidade industrial, muito demandado no mercado internacional por fabricantes de alimentos, cosméticos e medicamentos. Em 2024, o Ceará foi responsável por 71,19% das vendas externas brasileiras de cera de carnaúba, alcançando US$ 76,9 milhões. Por trás dessa cifra, porém, está o custo social na ponta dessa cadeia produtiva, ou seja, na extração manual da palha dessa palmeira nos carnaubais do semiárido e seu posterior processamento artesanal. A atividade é marcada por jornadas de trabalho exaustivas, infraestrutura precária e falta de direitos trabalhistas. E ainda há relatos de violações de direitos humanos, com trabalhadores sendo resgatados em condições análogas à escravidão. Esse cenário de insegurança e informalidade era o que Francisco Arcanjo Rodrigues Chaves, produtor de Groaíras, no Ceará, enfrentava. Presidente da Associação dos Trabalhadores na Extração e Produção de Cera de Carnaúba de Groaíras (ATEPCG), fundada em 2019, ele já havia inclusive pensado em desistir dessa organização.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/projeto-fortalece-trabalhadores-da-carnauba-na-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Feiras livres viram focos de disseminação de vírus letal para araras e papagaios</title>
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					<pubDate>03 Mar 2026 08:49:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>Em outubro de 2025, agentes do Ibama chegaram de surpresa à Feira de Parangaba, que acontece todo domingo em Fortaleza. Também conhecida como Feira dos Pássaros, este é um tradicional ponto de venda ilegal de passarinhos, papagaios e araras. Na ação daquele domingo, 271 aves foram apreendidas e levadas até o Centro de Triagem de Animais Silvestres [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em outubro de 2025, agentes do Ibama chegaram de surpresa à Feira de Parangaba, que acontece todo domingo em Fortaleza. Também conhecida como Feira dos Pássaros, este é um tradicional ponto de venda ilegal de passarinhos, papagaios e araras. Na ação daquele domingo, 271 aves foram apreendidas e levadas até o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama da capital cearense, onde os animais são recuperados para uma possível reintrodução à natureza. Com o passar dos dias, no entanto, alguns dos indivíduos do gênero Agapornis começaram a morrer, acionando um alerta vermelho na equipe do Cetas. Visados pelo comércio de animais de estimação, os pequenos papagaios multicoloridos de origem africana carregavam o temível circovírus, nativo da Austrália. “As aves [apreendidas] foram chegando e os testes sendo feitos, e aí começaram a dar positivo”, conta Fernanda Gaia, analista ambiental no Cetas de Fortaleza. Causador da doença do bico e das penas nos chamados psitacídeos — grupo que inclui araras, papagaios e periquitos —, o vírus pode causar má-formação e descoloração de penas, além de deformações no bico. Como não tem tratamento e é de rápida disseminação, a doença é uma sentença de morte para as aves, que precisam ser eutanasiadas para evitar novas vítimas. No Cetas de Fortaleza, a confirmação do diagnóstico colocou sob risco todas as outras centenas de aves abrigadas no local. Agentes do Ibama durante apreensão de aves na Feira de Parangaba, em Fortaleza. Foto: Daiane Cortes/Ibama. Segundo o Ibama, as medidas de isolamento das aves doentes foram tomadas, mas em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/feiras-livres-viram-focos-de-disseminacao-de-virus-letal-para-araras-e-papagaios/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>No litoral do Ceará, comunidades lutam para sobreviver ao avanço do mar</title>
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					<pubDate>08 Set 2025 16:33:16 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Gabriel Damasceno]]>
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							<![CDATA[<p>ICAPUÍ, Ceará — “O mar avançou muito rápido e foi acabando logo com tudo”, lembra Maria José Rufino, 59, moradora da praia de Barreiras da Sereia, localizada no município de Icapuí, a cerca de 200 km de Fortaleza. “A maré batia nos postes, que caíam dentro do mar e começavam a pegar fogo. Era um [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ICAPUÍ, Ceará — “O mar avançou muito rápido e foi acabando logo com tudo”, lembra Maria José Rufino, 59, moradora da praia de Barreiras da Sereia, localizada no município de Icapuí, a cerca de 200 km de Fortaleza. “A maré batia nos postes, que caíam dentro do mar e começavam a pegar fogo. Era um desespero para todo mundo.” A praia foi uma das principais afetadas pelo avanço do nível do mar no estado do Ceará, ainda nos anos 2010. “Desde então, o problema se intensificou bastante e trouxe muitas consequências para o município”, diz Daniel Oliveira, coordenador municipal da Defesa Civil de Icapuí. “Mudou a &#8216;cara&#8217; da região litorânea. Moradores nativos tiveram que deixar áreas onde viviam há anos para buscar outros lugares, e muitos não tinham condições financeiras. São, em sua maioria, pescadores de baixa renda.” Na época, a força da maré foi tanta que chegou a destruir uma escola da comunidade. “Meus meninos estudavam lá. Os professores, que eram daqui, foram para outros colégios e a gente teve que colocar as crianças para estudar em outros cantos”, recorda Maria José. “Ave Maria, aquele tempo foi demais.” Segundo ela, os moradores também ficavam ilhados quando a maré avançava sobre a avenida, o que impedia qualquer pessoa de sair do local: &#8220;para levar um doente para um hospital, por exemplo, era desesperador. Não tinha como levar&#8221;. As situações fizeram com que grande parte dos moradores deixasse a comunidade. A família de Maria José foi uma das poucas que permaneceu&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/no-litoral-do-ceara-comunidades-lutam-para-sobreviver-ao-avanco-do-mar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mirando energia limpa, eólicas offshore podem sacrificar pesca artesanal no Ceará</title>
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					<pubDate>30 Abr 2025 14:23:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lobato Felizola]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Créditos de carbono, Emissões de carbono, Energia limpa, Energia renovável, Energias renováveis, Peixes e Pesca]]>
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							<![CDATA[<p>Símbolo do Ceará e presente no brasão oficial desde 1897, as jangadas a vela representam 80% das embarcações pesqueiras no estado, mas podem perder espaço para turbinas eólicas instaladas no mar. A questão é relevante porque pescadores artesanais que usam barcos não motorizados, como os jangadeiros cearenses, dependem da força dos ventos para se mover [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/mirando-energia-limpa-eolicas-offshore-podem-sacrificar-pesca-artesanal-no-ceara/" data-wpel-link="internal">Mirando energia limpa, eólicas offshore podem sacrificar pesca artesanal no Ceará</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Símbolo do Ceará e presente no brasão oficial desde 1897, as jangadas a vela representam 80% das embarcações pesqueiras no estado, mas podem perder espaço para turbinas eólicas instaladas no mar. A questão é relevante porque pescadores artesanais que usam barcos não motorizados, como os jangadeiros cearenses, dependem da força dos ventos para se mover no mar – o que pode ser severamente impactado com as mais de 4.300 torres eólicas offshore previstas para serem implantadas a distâncias de 3 a 35 km da costa. “Imagine uma floresta de aerogeradores gigantes no caminho, obrigando a desvios e percursos mais longos, contra ou a favor do vento, onde antes se podia andar livremente”, reflete Ronaldo Gonzaga, pescador do quilombo do Cumbe, em Aracati (CE), a 150 km de Fortaleza. Além disso, complementa, “imagina o ruído e a tremedeira que o aerogerador vai causar no mar. O peixe que costumava ir para lá não vai aparecer mais.” É por essa razão que, segundo Adryane Gorayeb, coordenadora do Observatório da Energia Eólica da Universidade Federal do Ceará (UFC), ainda não existem parques eólicos offshore operando abaixo da Linha do Equador. “Os impactos em mares tropicais, que possuem ecossistemas, correntes e profundidades distintas dos mares do norte, ainda são desconhecidos”. A incerteza inquieta pescadores, que têm se mobilizado contra o avanço das eólicas. Batalha contra eólicas não é nova Rodeada por fazendas de camarão e uma pequena faixa de manguezal que resiste ao avanço do mar na foz do Rio Jaguaribe, o quilombo do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/mirando-energia-limpa-eolicas-offshore-podem-sacrificar-pesca-artesanal-no-ceara/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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