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					<title>Estrangeiros tentam embarcar com cactos raros do sul do Brasil para a Europa</title>
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					<pubDate>15 Jun 2026 08:40:01 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Em fevereiro deste ano, agentes da Polícia Federal (PF) abordaram quatro cidadãos tchecos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e encontraram uma carga pouco usual: 214 unidades de cactos e envelopes com sementes de cactos. O material estava escondido em latas de cerveja, sacos de papel e até nos sapatos de um dos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em fevereiro deste ano, agentes da Polícia Federal (PF) abordaram quatro cidadãos tchecos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e encontraram uma carga pouco usual: 214 unidades de cactos e envelopes com sementes de cactos. O material estava escondido em latas de cerveja, sacos de papel e até nos sapatos de um dos homens, segundo informações do processo judicial em andamento na Justiça Federal. As plantas pertenciam a sete espécies, todas nativas da região da Serra do Sudeste, no Rio Grande do Sul. Segundo o laudo assinado pela especialista em cactáceas Rosana Singer, bióloga do Jardim Botânico de Porto Alegre, duas destas espécies estão criticamente ameaçadas de extinção: Parodia nothorauschii e Parodia neohorstii. Outras quatro estão em perigo de extinção, entre elas Gymnocalycium horstii e Frailea curvispina. Os tchecos, que vinham de Montevidéu e se preparavam para embarcar para Viena, foram identificados como Jaroslav Vich, Karel Slajs, Vladimir Bradna e Vladimir Sorma. Eles levavam um mapa do Rio Grande do Sul e um roteiro impresso com frases traduzidas do tcheco para o português e o espanhol, entre elas: “Você sabe onde pequenos cactos crescem?”, “Os cactos estão crescendo aqui?” e “Me desculpa. Eu não sei se é privado!”. O grupo ficou apenas um dia detido, mas segue proibido de deixar o Brasil. Diante da grande quantidade de material apreendido, a justiça determinou a perícia nos celulares dos viajantes, que estão sob investigação. Cactos de espécies ameaçadas de extinção e endêmicas do Rio Grande do Sul apreendidos no Aeroporto&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/estrangeiros-tentam-embarcar-com-cactos-raros-do-sul-do-brasil-para-a-europa/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mico-leão-dourado entra na mira de traficantes internacionais de animais</title>
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					<pubDate>03 Jun 2026 07:58:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Contrabandeados em carros, a bordo de aviões ou em veleiros que cruzam o Oceano Atlântico, micos-leões-dourados estão sendo arrancados das florestas brasileiras e traficados para o exterior por sofisticadas redes criminosas. Os macacos são transportados pela América Latina e pela África, com fortes indícios de que tenham como destino final o mercado asiático ilegal. Colecionadores [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Contrabandeados em carros, a bordo de aviões ou em veleiros que cruzam o Oceano Atlântico, micos-leões-dourados estão sendo arrancados das florestas brasileiras e traficados para o exterior por sofisticadas redes criminosas. Os macacos são transportados pela América Latina e pela África, com fortes indícios de que tenham como destino final o mercado asiático ilegal. Colecionadores estão dispostos a pagar até US$ 100 mil por esse animal, um dos símbolos da conservação da natureza no Brasil. Alguns dos micos morrem antes de chegar ao destino. Os que sobrevivem podem terminar a viagem desnutridos, doentes e, por vezes, mutilados. “É assustador, no sentido de que [o tráfico] é uma ameaça que nós considerávamos relativamente sob controle”, afirmou Luis Paulo Ferraz, secretário-executivo da Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), que lidera um esforço internacional para preservar a espécie desde a década de 1990. Nos últimos anos, sua equipe tem se deparado cada vez mais com pessoas que se aventuram nas florestas do Rio de Janeiro para capturar esses animais. “A nossa equipe de campo começou a bater de frente com esses caras, a ponto de eu ficar super preocupado de ter a minha equipe num lugar com bandido circulando.” O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), estampado na cédula de 20 reais, entrou no radar da Polícia Federal em 2023, depois que sete desses primatas e 29 araras-azuis-de-lear (Anodorhynchus leari), outra espécie nativa do Brasil, foram apreendidos em um cativeiro no vizinho Suriname. Em fevereiro de 2024, autoridades do Togo ficaram surpresas ao encontrar as mesmas duas espécies —&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/mico-leao-dourado-entra-na-mira-de-traficantes-internacionais-de-animais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Investigação sobre tráfico de fauna brasileira mira ligação com mega zoo na Índia</title>
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					<pubDate>12 Mai 2026 12:55:55 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Um cidadão estadunidense, suspeito de tráfico internacional de animais, teve três telefones celulares e um computador apreendidos em 1 de maio ao chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. De acordo com uma nota divulgada pela Polícia Federal, a ação é o desdobramento de uma investigação sobre o tráfico internacional de micos-leões-dourados e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um cidadão estadunidense, suspeito de tráfico internacional de animais, teve três telefones celulares e um computador apreendidos em 1 de maio ao chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. De acordo com uma nota divulgada pela Polícia Federal, a ação é o desdobramento de uma investigação sobre o tráfico internacional de micos-leões-dourados e de outras espécies ameaçadas da fauna brasileira. O comunicado não menciona o nome do alvo dos mandados de busca e apreensão. No entanto, uma fonte familiarizada com as investigações envolvendo micos-leões-dourados, que pediu para permanecer anônima, identificou o homem como Tony Silva, um renomado ornitólogo que foi condenado por contrabandear aves exóticas da América do Sul para os Estados Unidos em 1996. De acordo com a fonte, Silva é suspeito de coordenar a compra de animais comercializados ilegalmente para o Vantara, um megazoológico privado no estado de Gujarat, na Índia, administrado pelo bilionário Anant Ambani, filho do homem mais rico da Índia. Em um e-mail enviado à Mongabay, um porta-voz do Vantara afirmou que o zoológico “não tem qualquer relação com a compra de animais ilegais” e que “qualquer tentativa de associar os assuntos pessoais do Sr. Silva ao Vantara, seja de forma direta ou indireta, seria factualmente incorreta e juridicamente insustentável”. De acordo com a organização, Silva não é e nunca foi seu funcionário. “O Vantara entende que ele [Tony Silva] foi contratado por uma empresa independente para prestar consultoria pontual sobre a gestão de recintos, cuidados com os animais e nutrição, tendo em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/investigacao-sobre-trafico-de-fauna-brasileira-mira-ligacao-com-mega-zoo-na-india/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Refúgio em SP recria a Caatinga para devolver a arara-azul-de-lear ao sertão</title>
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					<pubDate>02 Jun 2025 07:37:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Animais, Aves, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Espécies Ameaçadas, Fauna, Soluções, Tráfico e Tráfico de Animais Silvestres]]>
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							<![CDATA[<p>Envolta pela neblina de poeira dos caminhos de terra batida e o cheiro de mato molhado, Araçoiaba da Serra acordava tímida. Era uma manhã quente e ensolarada naquele vasto pedaço de terra cercado, apartado de qualquer barulho e sinal da vida da cidade. Metros adiante do portão do Cecfau (Núcleo de Pesquisa e Conservação de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Envolta pela neblina de poeira dos caminhos de terra batida e o cheiro de mato molhado, Araçoiaba da Serra acordava tímida. Era uma manhã quente e ensolarada naquele vasto pedaço de terra cercado, apartado de qualquer barulho e sinal da vida da cidade. Metros adiante do portão do Cecfau (Núcleo de Pesquisa e Conservação de Fauna Silvestre), Cauê Monticelli, coordenador de Fauna Silvestre da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e parte da equipe me esperavam. “Bem-vindo à nossa maternidade”, disse ele em tom de brincadeira, apontando os viveiros, árvores e galpões que guardam o improvável: fragmentos de uma Caatinga reconstituída, aves ameaçadas, bichos feridos e esperanças em recuperação. O centro funciona como um santuário. Localizado no interior de São Paulo, se especializou em acolher animais resgatados do tráfico e preparar seus descendentes para o mundo lá fora: mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita), perereca-pintada-do-rio-pomba (Nyctimantis pomba) e uma das estrelas da casa, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) – uma ave de aparência sedutora e existência frágil. Da cor azul de um céu de meio-dia, ela é uma sobrevivente: estima-se que houve menos de cem indivíduos em liberdade no final dos anos 1990. Hoje, graças a projetos como o do Cecfau, a população passa dos 2 mil. Ainda assim, segue vulnerável, sempre a um passo de desaparecer de novo. Instalado a cerca de 90 quilômetros da capital paulista, o centro não está na Caatinga, mas se esforça para imitá-la. O cheiro da vegetação, a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/refugio-em-sp-recria-a-caatinga-para-devolver-a-arara-azul-de-lear-ao-sertao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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