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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Projeto de gestão indígena pode ajudar a conservar a onça-pintada</title>
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					<pubDate>16 Jul 2026 18:46:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[James HallKarla Mendes]]>
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							<![CDATA[<p>PAU BRASIL, Brasil — O líder indígena Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe relembra a noite em que percorreu a trilha até a aldeia Água Vermelha, na Terra Indígena (TI) Caramuru-Paraguassu. Por volta das 22h, ele conta que uma sombra surgiu da vegetação rasteira e atravessou a estrada. Surpreso, viu a pelagem brilhante e negra [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[PAU BRASIL, Brasil — O líder indígena Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe relembra a noite em que percorreu a trilha até a aldeia Água Vermelha, na Terra Indígena (TI) Caramuru-Paraguassu. Por volta das 22h, ele conta que uma sombra surgiu da vegetação rasteira e atravessou a estrada. Surpreso, viu a pelagem brilhante e negra como a noite e reconheceu um dos animais mais raros da Mata Atlântica brasileira: uma onça-preta (Panthera onca). Para Titiah, um dos 21 caciques da TI, localizada no sul da Bahia, o breve avistamento do felino foi um encontro espiritual e um sinal de mudanças em curso no território. “Houve uma época em que a gente começou o processo de retomada do nosso território e encontrou uma boa parte da nossa terra transformada em pastos para gado”, disse Titiah à Mongabay, em sua casa no município de Pau Brasil, adjacente à TI, onde ele é vereador. “O nosso povo deixou uma boa parte dessas áreas voltarem a regenerar. E alguns animais que não se via por aqui antes, como a onça-pintada, começaram a aparecer.&#8221; A transformação da TI Caramuru-Paraguassu foi possibilitada, em parte, pelo Ywy Ipuranguete (“terra bonita”, na língua tupi-guarani), um projeto do governo federal destinado a fortalecer e apoiar a gestão indígena em 15 territórios. Com base no reconhecimento das terras indígenas como vitais para a vida selvagem e os ecossistemas, o Ministério dos Povos Indígenas lançou a iniciativa para proteger cerca de 6 milhões de hectares de alguns dos biomas mais ameaçados&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/projeto-de-gestao-indigena-pode-ajudar-a-conservar-a-onca-pintada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo: Amazônia resiste ao fogo, mas renasce com menos diversidade</title>
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					<pubDate>02 Jul 2026 12:46:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Aquecimento global, Biodiversidade, Clima, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Reflorestamento e Resiliência climática]]>
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							<![CDATA[<p>Em 2024, a Amazônia brasileira enfrentou uma das piores temporadas de incêndios de sua história: as chamas atingiram 15,6 milhões de hectares, uma área maior que a do estado do Ceará — dos quais 43% eram vegetação florestal. Segundo dados da MapBiomas, a área destruída pelas chamas foi 117% maior do que a média histórica. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2024, a Amazônia brasileira enfrentou uma das piores temporadas de incêndios de sua história: as chamas atingiram 15,6 milhões de hectares, uma área maior que a do estado do Ceará — dos quais 43% eram vegetação florestal. Segundo dados da MapBiomas, a área destruída pelas chamas foi 117% maior do que a média histórica. Recentemente, um grupo de pesquisadores revelou algo que, segundo eles, deu certo otimismo à ciência em meio a esses números: embora a perda de biodiversidade persista, a Amazônia demonstrou uma surpreendente capacidade de regeneração após os incêndios. Os resultados foram apresentados em um estudo conduzido no sudeste da Amazônia ao longo de duas décadas. O trabalho buscou prever os riscos enfrentados pela floresta tropical à medida que o desmatamento, a queda nos níveis de precipitação e as secas prolongadas se tornam mais frequentes. “Nosso estudo traz uma mensagem de esperança. Ele demonstra que uma floresta altamente degradada consegue se recuperar mesmo após muitos distúrbios”, disse o principal autor do artigo, Leandro Maracahipes, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, com apoio do Instituto Serrapilheira. No entanto, Maracahipes explica que essa regeneração dá lugar a um novo tipo de floresta. “É um novo ecossistema. Embora consiga se recuperar, essa floresta é muito mais ‘pobre’, com maior quantidade de espécies generalistas, muito mais vulneráveis a novos distúrbios”, disse à Mongabay. Imagem aérea de uma área de floresta amazônica. Foto: Leandro Maracahipes. Impacto maior nas bordas da floresta&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/estudo-amazonia-resiste-ao-fogo-mas-renasce-com-menos-diversidade/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Solo ancestral da Amazônia pode impulsionar restauração florestal</title>
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					<pubDate>29 Jun 2026 08:09:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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							<![CDATA[<p>Um solo criado há séculos por populações indígenas amazônicas pode ajudar a acelerar a recuperação de áreas degradadas — e a transformar a forma como a restauração ecológica é vista no Brasil. Um estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), da Embrapa Amazônia Ocidental e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um solo criado há séculos por populações indígenas amazônicas pode ajudar a acelerar a recuperação de áreas degradadas — e a transformar a forma como a restauração ecológica é vista no Brasil. Um estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), da Embrapa Amazônia Ocidental e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) mostrou que pequenas quantidades da chamada terra preta da Amazônia (TPA) foram capazes de aumentar significativamente o crescimento de árvores nativas em condições reais de campo. Os resultados, publicados em janeiro de 2026, chamaram a atenção de especialistas especialmente no caso do ipê-roxo (Handroanthus avellanedae), espécie encontrada tanto na Amazônia quanto na Mata Atlântica. Em apenas 180 dias, mudas cultivadas com pequenas quantidades de TPA apresentaram crescimento até 55% maior em altura e 88% em diâmetro de tronco em comparação com plantas cultivadas sem o solo antropogênico (resultante de ação humana). Em outra espécie amazônica, como o paricá (Schizolobium amazonicum), bastante utilizado no reflorestamento e na indústria madeireira por seu crescimento rápido, os achados também foram significativos: em média, essas plantas cresceram 20% mais e apresentaram tronco 15% maior em diâmetro. A professora Tsai Siu Mui, uma das autoras do estudo, entre árvores cultivadas com terra preta da Amazônia (à esquerda) e sem o uso do solo escuro (à direita), após seis meses de experimento. Foto cedida pela pesquisadora. O estudo reforçou o potencial científico da terra preta da Amazônia, também conhecida como “terra preta de índio”.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/solo-ancestral-da-amazonia-pode-impulsionar-restauracao-florestal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Povo Xokleng restaura araucárias sagradas em terra indígena de Santa Catarina</title>
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					<pubDate>16 Jun 2026 14:43:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Água, Conservação, Cultura Indígena, Espécies Ameaçadas, Florestas Tropicais, Indígenas, Mata Atlântica, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Reflorestamento, Socioambiental e Soluções]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA IBIRAMA-LAKLÃNÕ, Santa Catarina — Zág (pronuncia-se “zã”) é a palavra Xokleng para araucária. A árvore, típica da Mata Atlântica nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, vem se desenvolvendo no planeta há cerca de 200 milhões de anos. Cada árvore fêmea produz dezenas de pinhas, que, por sua vez, carregam centenas de pinhões. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA IBIRAMA-LAKLÃNÕ, Santa Catarina — Zág (pronuncia-se “zã”) é a palavra Xokleng para araucária. A árvore, típica da Mata Atlântica nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, vem se desenvolvendo no planeta há cerca de 200 milhões de anos. Cada árvore fêmea produz dezenas de pinhas, que, por sua vez, carregam centenas de pinhões. O pinhão é a semente da araucária (Araucaria angustifolia), consumida por pelo menos 22 espécies de animais, além da humana, que tem nela uma fonte de nutrientes e de renda. Para alguns povos, porém, vai além da alimentação, fazendo parte da cultura, da história e dos mitos de origem. É o caso do povo Xokleng, em Santa Catarina. Nas aldeias, a árvore até serve de base para nomes de pessoas. “As araucárias são sagradas para nós. Não tem como contar a história do nosso povo sem falar sobre ela. O nosso mito de geração diz que o animal de proteção foi feito a partir da araucária, então ela aparece já na primeira história”, conta Carl Gakran, diretor-executivo do Instituto Zág, que coordena junto com sua esposa, Isabel, vice-presidente e diretora ambiental. Carl decidiu agir em prol das araucárias em 2016, quando descobriu que a espécie estava ameaçada de extinção, em razão do desmatamento, da expansão urbana e da exploração madeireira. Estima-se que, atualmente, as florestas de araucária ocupem menos de 3% de sua área original, que cobria grande parte dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de pequenos agrupamentos em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/povo-xokleng-restaura-araucarias-sagradas-em-terra-indigena-de-santa-catarina/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Empreendedora da Amazônia espalha sementes em papel reciclado</title>
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					<pubDate>05 Fev 2026 06:55:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Spuldar]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Animais quase famosos]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Florestas, Florestas Tropicais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Altamira, no Pará, é o maior município do Brasil em área; maior do que Grécia ou Portugal. Altamira é também o município mais desmatado da Amazônia brasileira: um lugar onde “desenvolvimento” costuma ser sinônimo de desmatamento, degradação ambiental e, às vezes, de violência decorrente de conflitos entre ambientalistas, madeireiros e grileiros. Foi em Altamira que [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/empreendedora-da-amazonia-espalha-sementes-em-papel-reciclado/" data-wpel-link="internal">Empreendedora da Amazônia espalha sementes em papel reciclado</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Altamira, no Pará, é o maior município do Brasil em área; maior do que Grécia ou Portugal. Altamira é também o município mais desmatado da Amazônia brasileira: um lugar onde “desenvolvimento” costuma ser sinônimo de desmatamento, degradação ambiental e, às vezes, de violência decorrente de conflitos entre ambientalistas, madeireiros e grileiros. Foi em Altamira que Alessandra Moreira nasceu e foi criada, e onde trabalhou como assistente administrativa até enfrentar episódios sérios de ansiedade e depressão. Exausta, ela deixou o emprego sem saber o que faria depois. “Eu tinha crises de pânico, não sabia o que estava acontecendo”, diz ela. Uma sugestão do seu irmão mudou tudo: por que não tentar fazer papel-semente? Como resultado, Alessandra fundou a Ecoplante, uma empresa que produz folhas de papel reciclado com sementes incorporadas, capazes de germinar vegetais, ervas e flores. O que começou como um projeto de cura pessoal se tornou um exemplo de harmonia entre criatividade, empreendedorismo e sustentabilidade em um dos ecossistemas mais frágeis do mundo. O papel-semente é produzido a partir do papel descartado, transformando-o em novas folhas com sementes incorporadas. O processo começa misturando-se a polpa reciclada à água, que é depois espalhada sobre uma tela fina e coberta com sementes — desde ervas como manjericão e rúcula até flores como margaridas. Depois de seco, o papel pode ser usado normalmente e, em vez de ser jogado fora, plantado. Ao se decompor, ele libera as sementes, que germinam e transformam o que seria lixo em vegetação. Em 2023, Alessandra e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/empreendedora-da-amazonia-espalha-sementes-em-papel-reciclado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Indígenas transformam borracha em renda e conservação na Amazônia</title>
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					<pubDate>03 Fev 2026 07:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Brown]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Conservação, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Na Terra Indígena (TI) Igarapé Lourdes, em Rondônia, membros da comunidade se reúnem para ouvir a palavra de José Palahv Gavião. Professor e líder da cooperativa local, ele fala sobre o passado e o futuro da borracha na Amazônia. O látex extraído do maior bioma brasileiro foi uma commodity de grande importância no século 19 [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Na Terra Indígena (TI) Igarapé Lourdes, em Rondônia, membros da comunidade se reúnem para ouvir a palavra de José Palahv Gavião. Professor e líder da cooperativa local, ele fala sobre o passado e o futuro da borracha na Amazônia. O látex extraído do maior bioma brasileiro foi uma commodity de grande importância no século 19 e no início do século seguinte. Para o povo indígena Gavião, no entanto, a antiga febre pelo produto natural também foi sinônimo de violência, exploração e sofrimento. Nos dias de hoje, a comunidade busca ressignificar essa relação. Para que isso aconteça, eles retomaram a atividade a partir da geração de renda e da proteção da floresta, sobretudo entre os indígenas mais jovens. De acordo com José Gavião, muitos deles buscam “melhores oportunidades” fora da comunidade — mas, em sua visão, ainda é preciso equilibrar essas ambições com os esforços para proteger a natureza que os sustenta desde cedo. “Em todas as reuniões de que participo, sempre destaco esse ponto: se a gente não colocar valor nos produtos da Amazônia, não vai demorar muito para ela desaparecer. Isso ajuda a reverter essa mentalidade: quando um coletor de sementes obtém renda com uma árvore, ele não vai querer derrubá-la”, disse o líder comunitário à Mongabay. Após o primeiro contato com os brancos no começo do século 20, os indígenas Gavião foram submetidos a condições de trabalho exploratórias, sobretudo por seringueiros. No final da década de 1980, porém, esses mesmos profissionais abandonaram a atividade, diante de conflitos de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/indigenas-transformam-borracha-em-renda-e-conservacao-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Assentados conduzem plano para reflorestar 75 mil hectares no oeste paulista</title>
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					<pubDate>26 Jan 2026 09:34:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Conservação, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Mata Atlântica, Primatas, Produtos da Floresta, Recursos hídricos, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Soluções, Sustentabilidade e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>PRESIDENTE EPITÁCIO, São Paulo — O canavial ondula e uma lâmina d’água se estende pelo horizonte. Seguimos por uma estrada de terra no oeste paulista, às margens do Rio Paraná, fronteira líquida entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ali, a monocultura avassala a paisagem que um dia foi uma floresta [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[PRESIDENTE EPITÁCIO, São Paulo — O canavial ondula e uma lâmina d’água se estende pelo horizonte. Seguimos por uma estrada de terra no oeste paulista, às margens do Rio Paraná, fronteira líquida entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ali, a monocultura avassala a paisagem que um dia foi uma floresta estacional semidecidual, também chamada de Mata Atlântica de interior — cujas folhas caem diante da ausência da chuva. Em sua picape, o biólogo e mestre em Agronomia Haroldo Gomes, de 47 anos, carrega um mundo vegetal diverso: ipês, angicos, aroeiras, cedros, copaíbas, guarantãs, paineiras e pitangueiras; são quase 70 espécies nativas da Mata Atlântica em busca de um pedaço de chão. Houve um tempo em que a família de Haroldo também andava sem chão. “Quando a gente veio para o acampamento, eu tinha onze anos&#8221;, disse ele, que é filho de assentado da reforma agrária. “Na época dos conflitos, a gente ficou seis anos em um barraco de lona. “Eu já corri de bala em ocupação de terreno.” Hoje Haroldo é coordenador de campo do projeto Corredores de Vida, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). Foi ali que tanto ele quanto uma biodiversidade de espécies nativas de plantas e animais encontraram um lugar para chamar de casa. Desde 2002, a partir do esforço de assentados, o projeto reflorestou mais de 6 mil hectares  — o equivalente a 8,4 mil campos de futebol — com 10 milhões de árvores plantadas. O futuro, no entanto, é ainda&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/assentados-conduzem-plano-para-reflorestar-75-mil-hectares-no-oeste-paulista/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Própolis da Amazônia vira remédio sustentável e renda para o campo</title>
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					<pubDate>08 Jan 2026 10:43:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lucas Berti]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Muito além de ser um dos cartões-postais da Amazônia, o açaí (Euterpe oleracea) é reconhecido pela ciência como um “superalimento” por seus antioxidantes, vitaminas e minerais. A fruta cresce naturalmente no bioma tropical, mas não se limitou às fronteiras amazônicas: ao longo da história, tornou-se um trunfo para a bioeconomia brasileira, impulsionando um setor que [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Muito além de ser um dos cartões-postais da Amazônia, o açaí (Euterpe oleracea) é reconhecido pela ciência como um “superalimento” por seus antioxidantes, vitaminas e minerais. A fruta cresce naturalmente no bioma tropical, mas não se limitou às fronteiras amazônicas: ao longo da história, tornou-se um trunfo para a bioeconomia brasileira, impulsionando um setor que já movimenta 1 bilhão de dólares em todo o mundo. De forma complementar, um número crescente de pesquisas vem mostrando que as propriedades do açaí não se restringem ao consumo direto da fruta. Um desses achados é resultado de um estudo conduzido por cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). Entre as principais descobertas, pesquisadores identificaram o potencial farmacêutico de um creme formulado com o própolis de espécies de abelhas sem ferrão, também chamadas de melíponas. Nativas da Amazônia, muitas dessas espécies polinizam os açaizais da região. Ao estudar uma espécie de abelha amazônica, a abelha-canudo (Scaptotrigona aff. postica), a pesquisa detectou propriedades curativas e anti-inflamatórias em substâncias extraídas do própolis, um composto resinoso que o inseto coleta das árvores e utiliza (após a adição de saliva e enzimas) para preencher fendas e “selar” os favos de mel. Os testes dermatológicos foram considerados reveladores. As amostras apresentaram resultados curativos comparáveis aos de pomadas cicatrizantes disponíveis no mercado, o que, segundo os cientistas, abre perspectivas positivas para a criação de novos subprodutos. “O creme à base de própolis influenciou diretamente o processo de maturação da lesão&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/propolis-da-amazonia-vira-remedio-sustentavel-e-renda-para-o-campo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Para religiões afro-brasileiras, espiritualidade e preservação ambiental caminham juntas</title>
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					<pubDate>16 Set 2025 07:33:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Alterações Climáticas, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Mudanças climáticas, Reflorestamento, Resiliência climática, Sustentabilidade e Sustentável]]>
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							<![CDATA[<p>No compasso dos pássaros, a floresta em Belém (PA) envolve quem a adentra. Vestindo branco, entoando rezas e pedindo licença à força espiritual que guarda as matas, Mametu Nangetu, fundadora e liderança do terreiro de candomblé Mansu Nangetu, saúda sua ancestralidade para plantar novas mudas e zelar pelo território. A guardiã, quase octogenária, possui vasto [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[No compasso dos pássaros, a floresta em Belém (PA) envolve quem a adentra. Vestindo branco, entoando rezas e pedindo licença à força espiritual que guarda as matas, Mametu Nangetu, fundadora e liderança do terreiro de candomblé Mansu Nangetu, saúda sua ancestralidade para plantar novas mudas e zelar pelo território. A guardiã, quase octogenária, possui vasto conhecimento sobre plantas e ervas medicinais, aprendido com a avó, e sabe o momento certo tanto para os banhos que recarregam as energias quanto para o preparo de chás que auxiliam o bem-estar do corpo físico. Com o pajé Francisco, seu avô, ela aprendeu na infância que, se um galho fosse retirado do solo, teria que ser replantado. &#8220;Ao longo da minha vida, doei diversas mudas de árvores e mantive o hábito de plantar folhas sagradas nos canteiros das ruas de Belém, porque muitas pessoas de axé perderam seus territórios e hoje não podem cultivar suas plantas. O desmatamento na capital, inclusive, só aumentou&#8221;, avalia a líder religiosa. Em seus trabalhos espirituais, ela atua como intermediária na comunicação com diferentes entidades, entre elas o Caboclo Rompe-Mato, associada aos povos originários, e defende que honrar as tradições do patrimônio afro-amazônico envolve estender os cuidados à “grande mãe natureza”, nas energias da mata, das águas e da lama. No candomblé, religião de matriz africana nascida da cosmovisão de povos como os Iorubá, os Bantu e os Fon, assim como em outras expressões sincréticas — umbanda, pajelança e jurema, entre outras —, a natureza é território vivo e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/para-religioes-afro-brasileiras-espiritualidade-e-preservacao-ambiental-caminham-juntas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Ancestralidade e pesquisa impulsionam potencial bioeconômico do jambu na Amazônia</title>
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					<pubDate>28 Ago 2025 15:10:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Brown]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Nativo da Amazônia, o jambu (Acmella oleracea) é famoso por causar um leve formigamento quando consumido ou utilizado no corpo. Essa característica, aliada ao alto valor nutritivo da espécie, permitiu que essa pequena planta conquistasse espaço em muitas receitas da culinária amazônica — sobretudo na região Norte do país. Ao mesmo tempo, seu poder “dormente” [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Nativo da Amazônia, o jambu (Acmella oleracea) é famoso por causar um leve formigamento quando consumido ou utilizado no corpo. Essa característica, aliada ao alto valor nutritivo da espécie, permitiu que essa pequena planta conquistasse espaço em muitas receitas da culinária amazônica — sobretudo na região Norte do país. Ao mesmo tempo, seu poder “dormente” desperta o interesse de outros setores da economia, como as indústrias farmacêutica e dos cosméticos, que tentam aproveitar as particularidades de uma planta que já vem sendo utilizada por comunidades indígenas há muito tempo. Hoje em dia, os efeitos e benefícios do jambu também trazem novas possibilidades para a ciência. A partir de novas pesquisas, a espécie tem se tornado um ingrediente-chave para a bioeconomia brasileira, contribuindo para um campo que cresce a partir do desenvolvimento de produtos sustentáveis e que valoriza o manejo tradicional do bioma amazônico. Uma dessas iniciativas é liderada por pesquisadores do Laboratório de Tecnologia Supercrítica (Labtecs), vinculado à Universidade Federal do Pará (UFPA). Desde 2019, cientistas desenvolvem aplicações para transformar produtos à base de jambu em itens de bioinovação, aproveitando o conhecimento vindo de técnicas indígenas transmitidas entre gerações. A lista de criações é variada. O catálogo inclui um filme orodispersível de rápida dissolução, indicado para aliviar quadros de boca seca em pacientes com câncer, cremes faciais antienvelhecimento, lubrificantes íntimos com efeitos estimulantes e enxaguantes bucais sem álcool. Enquanto isso, outros estudos exploram as propriedades antiarrítmicas do jambu — ou seja, o potencial de suas substâncias para corrigir anormalidades na&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/ancestralidade-e-pesquisa-impulsionam-potencial-bioeconomico-do-jambu-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tesouro da Caatinga, licuri ganha novos horizontes na bioeconomia graças à ciência</title>
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					<pubDate>26 Ago 2025 08:39:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Dantas]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Um levantamento feito em 2025 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mapeou mais de 60 espécies nativas de plantas da Caatinga brasileira utilizadas por comunidades tradicionais. Entre elas, uma ganha destaque por suas múltiplas aplicações: o licuri (Syagrus coronata). Essa palmeira nativa do semiárido nordestino — também conhecida como “ouricuri” ou “coco-cabeçudo”, entre outros nomes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um levantamento feito em 2025 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mapeou mais de 60 espécies nativas de plantas da Caatinga brasileira utilizadas por comunidades tradicionais. Entre elas, uma ganha destaque por suas múltiplas aplicações: o licuri (Syagrus coronata). Essa palmeira nativa do semiárido nordestino — também conhecida como “ouricuri” ou “coco-cabeçudo”, entre outros nomes populares — se tornou aliada de diferentes comunidades brasileiras: seus frutos viram alimento saudável e fonte para a extração de óleos, enquanto suas fibras e palhas são convertidas em matéria-prima para o artesanato. Protagonista histórico de um bioma conhecido pela importância de seus serviços ambientais, o licuri também chama a atenção da ciência, que busca investigar mais a fundo a versatilidade biotecnológica da espécie. Esse é um dos objetivos de novas pesquisas desenvolvidas pelo Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga (NBioCaat), que faz parte da UFPE. Aliando informações sobre práticas tradicionais ao resultado de testes laboratoriais, o instituto verificou propriedades do licuri com potencial de uso em diferentes produtos — não apenas da indústria alimentícia, mas, também, farmacêuticos e cosméticos. Segundo Márcia Vanusa, pesquisadora da UFPE e doutora em Biologia Celular e Molecular, o conhecimento ancestral de diferentes populações humanas que vivem em áreas de Caatinga é o “ponto de partida” dos estudos sobre a planta. Ela diz que esses “saberes” são transmitidos de forma oral entre gerações, sobretudo por mulheres mais idosas e com vasto conhecimento empírico. Ainda que subjetivos, esses elementos são “indispensáveis” às análises técnicas posteriores, auxiliando cientistas na busca por&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/tesouro-da-caatinga-licuri-ganha-novos-horizontes-na-bioeconomia-gracas-a-ciencia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Colheita da castanha-do-brasil despenca após seca extrema e preços disparam</title>
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					<pubDate>31 Jul 2025 15:31:41 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda WenzelKarla Mendes]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Todos os anos, comunidades da Amazônia aguardam ansiosamente a chegada da temporada de colheita da castanha-do-brasil, que normalmente começa em novembro e vai até março. A semente é a principal fonte de renda de muitas comunidades extrativistas, indígenas e ribeirinhas, que passam o resto do ano vivendo de pequenas roças. &#8220;O dinheiro da castanha é [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/colheita-da-castanha-do-brasil-despenca-apos-seca-extrema-e-precos-disparam/" data-wpel-link="internal">Colheita da castanha-do-brasil despenca após seca extrema e preços disparam</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Todos os anos, comunidades da Amazônia aguardam ansiosamente a chegada da temporada de colheita da castanha-do-brasil, que normalmente começa em novembro e vai até março. A semente é a principal fonte de renda de muitas comunidades extrativistas, indígenas e ribeirinhas, que passam o resto do ano vivendo de pequenas roças. &#8220;O dinheiro da castanha é usado para manter a familia, construir casas, comprar alimentação, calçado, roupa&#8221;, diz Elziane Ribeiro de Souza, da Reserva Extrativista Cajari, no Amapá. &#8220;Quando dá, usamos para comprar uma moto, um carro ou uma rabeta [pequeno motor de barco]. A gente sobrevive disso. A castanha é um produto sustentável da comunidade.” Souza vive em Água Branca do Cajari, uma das 13 comunidades da reserva dedicadas à coleta de castanha-do-brasil. Este ano, no entanto, eles coletaram 70% menos do que o esperado. Os dados são do projeto NewCast, da Embrapa, que apoia quatro comunidades da Amazônia que trabalham na colheita de castanhas. A escassez já levou a um forte aumento de preço. Em março de 2025, uma lata de 20 litros de castanhas estava custando R$ 220, quase quatro vezes mais do que a média. &#8220;A safra aqui deu muito pouca, e a gente imagina que seja por causa do clima&#8221;, diz Souza. Outras partes da Amazônia também sofreram com as perdas, com algumas comunidades relatando quebras de 80% nas colheitas, de acordo com a Embrapa. Na Terra Indígena Waiwái, em Roraima, a comunidade Anauá coletou 200 sacas de castanhas nesta temporada, uma pequena fração das 3.500&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/colheita-da-castanha-do-brasil-despenca-apos-seca-extrema-e-precos-disparam/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>O desafio de transformar o bambu brasileiro em oportunidade sustentável</title>
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					<pubDate>14 Mai 2025 09:52:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Florestas, Florestas Tropicais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Pouca gente sabe que o Brasil detém a maior diversidade de bambus nativos das Américas. Embora essa planta da família das gramíneas tenha atravessado os séculos marcando a história da humanidade — com mais de 1.600 espécies registradas no mundo, em sua maioria tropicais —, o bambu ainda é pouco conhecido por boa parte dos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Pouca gente sabe que o Brasil detém a maior diversidade de bambus nativos das Américas. Embora essa planta da família das gramíneas tenha atravessado os séculos marcando a história da humanidade — com mais de 1.600 espécies registradas no mundo, em sua maioria tropicais —, o bambu ainda é pouco conhecido por boa parte dos brasileiros. Somos o segundo país em diversidades de bambus, atrás apenas da China, com aproximadamente 302 espécies registradas, a maioria na Amazônia e na Mata Atlântica; e novas espécies continuam sendo descobertas, como a Merostachys tonicoi, cuja ocorrência é no estado de Rondônia foi registrado em artigo publicado este ano. O Brasil também abriga, com base no site que cataloga a Flora e Funga do país, o Glaziophyton mirabile, o bambu mais raro do mundo, conhecido por ser afoliar, ou seja, não possuir folhas. Hoje, só existem duas ocorrências dessa espécie nas altas montanhas de Petrópolis, no Rio de Janeiro. De acordo com o pesquisador Hans Jürgen Kleine, presidente da associação BambuSC, o uso dos bambus no país remonta aos povos originários, que o retiravam da natureza para construir casas, instrumentos e utensílios do cotidiano, sem necessidade de cultivo, já que brotam naturalmente a cada ciclo. Durante os séculos seguintes, a planta seguiu presente, mas sem alterações significativas em seu aproveitamento. Taquaruçu (Guadua angustifolia), bambu nativo do Brasil. Foto:Arquitectogarcia, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons Foi somente em 1814, após a abertura dos portos pelos portugueses e a chegada das primeiras famílias chinesas ao Rio&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/o-desafio-de-transformar-o-bambu-brasileiro-em-oportunidade-sustentavel-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Restauração da Amazônia oferece redenção para créditos de carbono após escândalos em projetos REDD</title>
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					<pubDate>09 Mai 2025 12:23:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Em 2024, uma operação policial contra o maior produtor de créditos de carbono do Brasil marcou o ponto mais baixo da já longa crise de reputação dos projetos REDD. Grandes empresas que compraram créditos desses projetos de conservação florestal se viram de repente associadas a uma organização criminosa. REDD, sigla para “redução de emissões por [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 2024, uma operação policial contra o maior produtor de créditos de carbono do Brasil marcou o ponto mais baixo da já longa crise de reputação dos projetos REDD. Grandes empresas que compraram créditos desses projetos de conservação florestal se viram de repente associadas a uma organização criminosa. REDD, sigla para “redução de emissões por desmatamento e degradação florestal”, é uma metodologia baseada em um conceito simples: proteger áreas estratégicas de floresta ajuda a evitar emissões de gases de efeito estufa. Quem protege estas áreas pode vender créditos equivalentes às emissões evitadas para empresas que querem compensar sua pegada de carbono. No entanto, a organização alvo das autoridades brasileiras, liderada por Ricardo Stoppe, também lucrava com extração ilegal de madeira e grilagem no sul do Amazonas. O escândalo foi revelado primeiro pela Mongabay. E não era um caso isolado: segundo um estudo publicado pelo jornal britânico The Guardian, 90% dos créditos florestais certificados pela principal certificadora global, a Verra, não tinham valor. Outras investigações feitas por jornalistas e ONGs brasileiras revelaram empresas ocupando ilegalmente terras públicas ou lucrando com territórios de comunidades tradicionais sem seu consentimento. Em uma reportagem de dezembro de 2024, a Mongabay mostrou que parcerias entre desenvolvedores de projetos REDD e madeireiras com histórico de crimes ambientais são comuns na Amazônia. “Temos visto uma série de passivos, seja pela qualidade dos projetos, baixa integridade, falhas de diligência ou problemas metodológicos”, disse Gustavo Pinheiro, do Grupo Trie, ao Mongabay. “É uma longa lista de passivos que levou a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/restauracao-da-amazonia-oferece-redencao-para-creditos-de-carbono-apos-escandalos-em-projetos-redd/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Entre escassez e conflito, povo Pataxó transforma fazenda degradada em exemplo de agroecologia</title>
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					<pubDate>07 Mai 2025 10:02:21 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA BARRA VELHA DO MONTE PASCOAL, Bahia – “Meu sonho sempre foi ter uma terra pra trabalhar, produzir e poder dizer pro mundo o que a gente sabe.&#8221; As mãos calejadas e as rugas escavadas no rosto de Josia Pataxó não mentem: esse sonho demorou muito para ser realizado. Ele agora se materializa na [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA BARRA VELHA DO MONTE PASCOAL, Bahia – “Meu sonho sempre foi ter uma terra pra trabalhar, produzir e poder dizer pro mundo o que a gente sabe.&#8221; As mãos calejadas e as rugas escavadas no rosto de Josia Pataxó não mentem: esse sonho demorou muito para ser realizado. Ele agora se materializa na Pataxi Pataxó Akuã Tarakwatê (em português, Aldeia Pataxó Flecha Forte), ainda que não tenha sido legitimado pelo Estado brasileiro. Exige, até hoje, paciência e trabalho duro. No caminho da entrada do Parque Nacional do Monte Pascoal, entre Prado e Porto Seguro (BA), em meio às fazendas que dominam o entorno, este pequeno território (cujo tamanho nunca foi medido com precisão) ocupado por um grupo de indígenas Pataxó em junho de 2023 está se tornando exemplo de luta e reinvenção. A Pataxi Pataxó Akuã Tarakwatê, instalada em uma antiga fazenda de gado e cacau que se encontrava degradada, abriga um esforço comunitário que combina agroecologia e preservação cultural em meio à escassez de recursos e a impasses sobre a demarcação do território. A comunidade Pataxó, que enfrenta décadas de negligência e precariedade em outras áreas da Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal, retomou o local – já demarcado pela Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) como parte da revisão da TI – com um objetivo ousado: transformar o espaço em um modelo de sustentabilidade e inspiração para outras retomadas. “Se fôssemos esperar pela Funai ou ONGs, essa terra estaria parada até hoje”, afirma Tohõ Pataxó,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/entre-escassez-e-conflito-pataxos-transformam-fazenda-degradada-em-exemplo-de-agroecologia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pesquisadores identificam áreas prioritárias para restauração nos biomas brasileiros</title>
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					<pubDate>17 Mar 2025 18:24:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Caatinga, Cerrado, Certificação, Conservação, Degradação, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Incêndios, Lei Ambiental, Mata Atlântica, Pantanal, Política Ambiental, Queimadas, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>O governo do Pará anunciou no início de março que irá conceder 30 mil hectares para empresas de restauração florestal na região do Triunfo do Xingu, uma das mais desmatadas da Amazônia. O modelo deve replicar o edital lançado no final de 2024 para a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, onde a empresa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O governo do Pará anunciou no início de março que irá conceder 30 mil hectares para empresas de restauração florestal na região do Triunfo do Xingu, uma das mais desmatadas da Amazônia. O modelo deve replicar o edital lançado no final de 2024 para a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, onde a empresa vencedora vai assumir o trabalho de restauração em troca da comercialização dos créditos de carbono. A mesma lógica será aplicada à concessão da Floresta Nacional do Bom Futuro, em Rondônia, cujo edital deve ser lançado ainda neste ano pelo governo federal. Estudos para a concessão de outras sete áreas públicas também estão em andamento, segundo o Ministério do Meio Ambiente informou à Mongabay. Os projetos respondem a uma demanda cada vez maior da agenda climática global  — até 2030, as Nações Unidas estarão promovendo a Década da Restauração de Ecossistemas, em um claro entendimento de que controlar o desmatamento não será suficiente para combater as mudanças climáticas. A Ministra do Meio Ambiente Marina Silva lançou o chamado Novo Planaveg em outubro de 2024 durante a COP16, na Colômbia. Foto: Ministério do Meio Ambiente. Apesar de não sequestrar tanto carbono quanto a Amazônia, a vegetação do Cerrado ajuda a proteger algumas das principais bacias hidrográficas do Brasil. Imagem de Marizilda Cruppe/Greenpeace. Com 109 milhões de hectares de pastagens degradadas — área equivalente a duas Espanhas —, o Brasil tem enorme potencial de restauração. Mas projetos como estes costumam ser caros e complexos. Na maioria das vezes,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/pesquisadores-identificam-areas-prioritarias-para-restauracao-nos-biomas-brasileiros/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>A volta à roça: jovens resgatam comunidade e inspiram sustentabilidade no ES</title>
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					<pubDate>28 Fev 2025 18:23:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>No alto da porta da igrejinha, lê-se em letras garrafais: “Conscientização”. Não é uma palavra que se costuma ver na entrada de muitas igrejas católicas. “Se a gente não tiver consciência crítica das coisas, a comunidade não melhora. Primeiro, a consciência. O bem não muda as pessoas, o que muda é a consciência.” Quem fala [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/a-volta-a-roca-jovens-resgatam-comunidade-e-inspiram-sustentabilidade-no-es/" data-wpel-link="internal">A volta à roça: jovens resgatam comunidade e inspiram sustentabilidade no ES</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[No alto da porta da igrejinha, lê-se em letras garrafais: “Conscientização”. Não é uma palavra que se costuma ver na entrada de muitas igrejas católicas. “Se a gente não tiver consciência crítica das coisas, a comunidade não melhora. Primeiro, a consciência. O bem não muda as pessoas, o que muda é a consciência.” Quem fala não é o padre, e sim Fabio de Souza Silva, o Fabinho, produtor familiar agroecológico e uma das lideranças de Feliz Lembrança, parte do município de Alegre, no coração da região do Caparaó, no sul do Espírito Santo. A palavra está lá para relembrar que não basta ter fé, é preciso agir. Prova disso é a própria trajetória da comunidade. “Hoje temos prazer e orgulho de dizer que somos da roça”, diz Fabinho, enquanto pousa a mão no peito e escancara um sorriso. Nem sempre foi assim. Há 25 anos, o cenário era de escassez. Pobreza mesmo. Não à toa, havia uma noção de que roça era sinônimo de vergonha. “A gente via a juventude desanimada, com a autoestima lá embaixo. Na escola não diziam que eram da roça. Mas aí eu me perguntava: rapaz, será que a roça é tão ruim assim? Temos que mudar essa história.” Estamos no quintal de Fabinho, um lugar espaçoso, rodeado de flores e Mata Atlântica, onde sua filha de pouco mais de um ano de idade corre e brinca, incansável. O café — principal atividade econômica da comunidade, como em todo o Espírito Santo — acaba de ser&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/a-volta-a-roca-jovens-resgatam-comunidade-e-inspiram-sustentabilidade-no-es/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>‘A Mata Atlântica está morrendo’: entrevista com Ricardo Cardim</title>
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					<pubDate>13 Fev 2025 13:37:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Gado, Imagens de Satélite, Incêndios, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Monocultura, Pecuária, Política Ambiental, Produtos da Floresta, Queimadas, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Na casa de Ricardo Cardim, a mata subiu no telhado. No bom sentido: sobre sua cabeça e as de sua família agora prosperam dois microecossistemas: uma amostra de como eram os campos nativos da cidade de São Paulo (os chamados Campos de Piratininga) e uma “floresta-bonsai”: um exemplar de Mata Atlântica em formato reduzido, mas [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Na casa de Ricardo Cardim, a mata subiu no telhado. No bom sentido: sobre sua cabeça e as de sua família agora prosperam dois microecossistemas: uma amostra de como eram os campos nativos da cidade de São Paulo (os chamados Campos de Piratininga) e uma “floresta-bonsai”: um exemplar de Mata Atlântica em formato reduzido, mas com alta diversidade. “Isso aqui é um laboratório&#8221;, ele diz, referindo-se aos experimentos paisagísticos com espécies nativas que vem fazendo há décadas. Não só isso como todo o paisagismo de sua casa no bairro de Alto de Pinheiros é um grande laboratório doméstico da flora da Mata Atlântica, localizado a duas quadras de onde corre, moribundo, um Rio Pinheiros fétido, retilíneo e desprovido das florestas que um dia cresceram em suas margens. A Mata Atlântica vem sendo uma obsessão do botânico e paisagista Ricardo Cardim desde, quando adolescente, fotografava as grandes árvores do bioma que encontrava pelo caminho. Mal sabia que, anos mais tarde, essa busca se tornaria um livro: Remanescentes da Mata Atlântica: As grandes árvores da floresta original e seus vestígios, esgotado em sua primeira edição e relançado agora em versão ampliada, com 200 novas imagens. É, como ele diz, uma “história visual da Mata Atlântica”, onde reúne fotos históricas da floresta que já tombou e imagens atuais, captadas pelo fotógrafo Cássio Vasconcellos, das últimas árvores gigantes da floresta. Restam poucas, muito poucas, dessas árvores em uma floresta reduzida a 12,4% de sua extensão original, resultado de cinco séculos servindo como matéria-prima para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/a-mata-atlantica-esta-morrendo-entrevista-com-ricardo-cardim/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Novo plano de restauração pode deslanchar o Código Florestal, acreditam ambientalistas</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2024/11/novo-plano-de-restauracao-pode-deslanchar-o-codigo-florestal-acreditam-ambientalistas/</link>
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					<pubDate>06 Nov 2024 15:39:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Brasil]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Conservação, Conservação da Vida Selvagem, Conservação de Florestas Tropicais, Desmatamento, Florestas, Florestas Tropicais, Mata Atlântica, Reflorestamento e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>Na programação do Brasil durante a 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica – COP16,  realizada em Cali, na Colômbia, de 21 de outubro a 1 de novembro, grande destaque foi dado ao lançamento da nova versão do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, o Planaveg, que planeja reflorestar 12 milhões de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/novo-plano-de-restauracao-pode-deslanchar-o-codigo-florestal-acreditam-ambientalistas/" data-wpel-link="internal">Novo plano de restauração pode deslanchar o Código Florestal, acreditam ambientalistas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Na programação do Brasil durante a 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica – COP16,  realizada em Cali, na Colômbia, de 21 de outubro a 1 de novembro, grande destaque foi dado ao lançamento da nova versão do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, o Planaveg, que planeja reflorestar 12 milhões de hectares até 2030. Especialistas ouvidos pela Mongabay demonstraram otimismo com o posicionamento brasileiro, mas apontam desafios para recuperar essa área, maior que o território de Portugal. Marcelo Elvira afirma que o Observatório do Código Florestal (OCF), onde atua como secretário-executivo, “está otimista com o novo Planaveg”, que considera resultado de um processo de construção coletiva liderado pelo Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). “A gente tem uma expectativa de que essa iniciativa possa deslanchar o Código Florestal”, afirma o ambientalista, que considera factível um impulso pela repercussão da COP16, embora aponte dilemas. “O Planaveg é uma direção. Mas essa não é somente uma iniciativa do governo federal, precisa dos governos estaduais também”, opina. Como parte dos desafios, o Termômetro do Código Florestal indica que o passivo ambiental dessa legislação — ou seja, trechos de vegetação nativa em terras privadas que foram desmatados, mas que, pelo código, não deveriam ter sido — é de 20,7 milhões de hectares. São contabilizados, nesses casos, Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal. A maior parte, segundo o OCF, é de Reserva Legal, com 17,8 milhões de hectares degradados. Rômulo Batista, porta-voz do Greenpeace Brasil, destaca&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/novo-plano-de-restauracao-pode-deslanchar-o-codigo-florestal-acreditam-ambientalistas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Na terra dos Guajajara, mudas amazônicas oferecem esperança para os rios que secam</title>
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					<pubDate>31 Out 2024 12:54:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Ana Ionova]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia e Maranhão]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Desmatamento, Indígenas, Motores do Desmatamento, Povos indígenas, Reflorestamento e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA RIO PINDARÉ, Marahão — Sob o dossel esmeralda da Floresta Amazônica, Janaína Guajajara olha para uma poça de água turva, pouco maior do que uma banheira. Ao longo de suas margens, delicadas mudas de buriti brotavam do solo. “Isso aqui estava totalmente seco antes, mas as plantas o restauraram”, diz ela, acenando para as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA RIO PINDARÉ, Marahão — Sob o dossel esmeralda da Floresta Amazônica, Janaína Guajajara olha para uma poça de água turva, pouco maior do que uma banheira. Ao longo de suas margens, delicadas mudas de buriti brotavam do solo. “Isso aqui estava totalmente seco antes, mas as plantas o restauraram”, diz ela, acenando para as palmeiras recém-nascidas. “Elas a resgataram.” A pequena piscina, escondida em um pedaço de floresta na Terra Indígena Rio Pindaré, no Maranhão, é na verdade uma parte crucial de um sistema de água muito maior nessa região. Quase invisível para o olho destreinado, ela forma um filete de água que passa serpenteando por nós a caminho do Rio Pindaré, a alguns quilômetros dali, sendo parte das nascentes que abastecem o rio na floresta. Janaína Guajajara, da aldeia Novo Planeta, na Terra Indígena Rio Pindaré, caminha na floresta perto de uma nascente que sua comunidade restaurou. Foto: Ana Ionova/Mongabay. Para o povo Guajajara, que vive aqui há séculos, essas nascentes têm um significado mais profundo. “Elas são sagradas”, diz Arlete Guajajara, líder indígena da reserva do Rio Pindaré. “Elas pertencem aos espíritos de nossos ancestrais. É aqui que eles vão descansar.” Os rios e córregos alimentados por essas nascentes são essenciais para a sobrevivência dos Guajajara. Eles dependem dessas águas para pescar, beber e se banhar. É também onde realizam rituais como a celebração da Menina Moça, um importante rito de passagem que marca o início da vida adulta para as mulheres Guajajara. &#8220;É do rio que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/na-terra-dos-guajajara-mudas-amazonicas-oferecem-esperanca-para-os-rios-que-secam/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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