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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Doenças de gatos domésticos ameaçam felinos selvagens no Brasil</title>
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					<pubDate>21 Jul 2026 12:50:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Não bastasse a caça, o tráfico ilegal e a degradação de seus habitats, os felinos selvagens brasileiros enfrentam ainda outra ameaça, bem menos visível: a contaminação por doenças que acometem animais domésticos. Isso inclui animais como a onça-pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). “Há um risco para todas as espécies de felinos. Principalmente para nossas espécies nativas e para as que estão ameaçadas de extinção”, disse Flavia Tirelli, doutora em zoologia e coordenadora da Geoffroy’s Cat Working Group, uma rede internacional que luta pela conservação do gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) e de outros felinos silvestres. Segundo a especialista, que também atua como pesquisadora no Laboratório de Evolução, Sistemática e Ecologia de Aves e Mamíferos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o avanço de doenças comuns entre gatos domésticos (Felis catus) — como o vírus da imunodeficiência felina (FIV), o vírus da leucemia felina (FeLV) e a panleucopenia, causada pelo parvovírus felino (FPV), entre outros — pode impactar significativamente a fauna de felídeos em todo o Brasil. “As espécies ameaçadas têm populações menores e mais isoladas dentro de nossa matriz antrópica [ambientes naturais modificados pela ação humana] e também podem estar próximas de animais domésticos que carregam esses vírus”, disse à Mongabay. Um gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) descansa em um tronco de árvore. Foto: Fernando da Rosa via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Segundo estimativas, o Brasil ocupa o terceiro lugar no pódio global em número de animais de estimação, com cerca de 30&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/doencas-de-gatos-domesticos-ameacam-felinos-selvagens-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto de gestão indígena pode ajudar a conservar a onça-pintada</title>
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					<pubDate>16 Jul 2026 18:46:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[James HallKarla Mendes]]>
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							<![CDATA[<p>PAU BRASIL, Brasil — O líder indígena Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe relembra a noite em que percorreu a trilha até a aldeia Água Vermelha, na Terra Indígena (TI) Caramuru-Paraguassu. Por volta das 22h, ele conta que uma sombra surgiu da vegetação rasteira e atravessou a estrada. Surpreso, viu a pelagem brilhante e negra [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[PAU BRASIL, Brasil — O líder indígena Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe relembra a noite em que percorreu a trilha até a aldeia Água Vermelha, na Terra Indígena (TI) Caramuru-Paraguassu. Por volta das 22h, ele conta que uma sombra surgiu da vegetação rasteira e atravessou a estrada. Surpreso, viu a pelagem brilhante e negra como a noite e reconheceu um dos animais mais raros da Mata Atlântica brasileira: uma onça-preta (Panthera onca). Para Titiah, um dos 21 caciques da TI, localizada no sul da Bahia, o breve avistamento do felino foi um encontro espiritual e um sinal de mudanças em curso no território. “Houve uma época em que a gente começou o processo de retomada do nosso território e encontrou uma boa parte da nossa terra transformada em pastos para gado”, disse Titiah à Mongabay, em sua casa no município de Pau Brasil, adjacente à TI, onde ele é vereador. “O nosso povo deixou uma boa parte dessas áreas voltarem a regenerar. E alguns animais que não se via por aqui antes, como a onça-pintada, começaram a aparecer.&#8221; A transformação da TI Caramuru-Paraguassu foi possibilitada, em parte, pelo Ywy Ipuranguete (“terra bonita”, na língua tupi-guarani), um projeto do governo federal destinado a fortalecer e apoiar a gestão indígena em 15 territórios. Com base no reconhecimento das terras indígenas como vitais para a vida selvagem e os ecossistemas, o Ministério dos Povos Indígenas lançou a iniciativa para proteger cerca de 6 milhões de hectares de alguns dos biomas mais ameaçados&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/projeto-de-gestao-indigena-pode-ajudar-a-conservar-a-onca-pintada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Quatro bichos brasileiros com motivos para comemorar em 2025</title>
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					<pubDate>18 Dez 2025 16:43:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>Um quarto das espécies animais do mundo já sofre algum tipo de ameaça à sua sobrevivência, segundo a mais recente Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Algumas espécies brasileiras, no entanto, mostraram sinais animadores em 2025, graças a iniciativas que unem cientistas e comunidades locais. A Mongabay noticiou esses avanços; [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um quarto das espécies animais do mundo já sofre algum tipo de ameaça à sua sobrevivência, segundo a mais recente Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Algumas espécies brasileiras, no entanto, mostraram sinais animadores em 2025, graças a iniciativas que unem cientistas e comunidades locais. A Mongabay noticiou esses avanços; veja a seguir. Campo e ciência a favor da onça No Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, a população de onças-pintadas (Panthera onca) dobrou depois que a equipe do Projeto Onças do Iguaçu conseguiu uma trégua entre felinos e produtores rurais. Antes, era comum os fazendeiros matarem os animais como retaliação a eventuais ataques a animais de criação. Graças às orientações da equipe liderada pela bióloga Yara Barros, no entanto, os produtores aprenderam a manter as onças longe das fazendas usando métodos simples, como instalando dispositivos luminosos, impedindo que o gado se aproxime das áreas de mata e cercando galinhas, ovelhas e cabras durante a noite. “Hoje, quando há um avistamento de uma onça ou uma predação, os proprietários nos comunicam, em vez de matar o animal”, conta Barros. Outra esperança para a onça-pintada vem de dentro dos laboratórios do grupo de pesquisa Reprocon, no Mato Grosso do Sul. Ali, cientistas usam pedacinhos de tecido dos felinos para produzir embriões, que no futuro podem dar origem a animais clonados e aumentar a variabilidade genética de populações cada vez mais isoladas pelo desmatamento. Anta na Caatinga O maior mamífero terrestre do país também tem motivos para&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/quatro-bichos-brasileiros-com-motivos-para-comemorar-em-2025/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Canetada de deputados do Maranhão pode riscar felino do mapa</title>
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					<pubDate>10 Dez 2025 08:59:34 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>À primeira vista, parece uma boa ideia. O projeto de lei do deputado Eric Costa (PSD), da Assembléia Legislativa do Maranhão, propõe uma alteração nos limites do Parque Estadual do Mirador de modo a aumentar a área de proteção dos atuais 500.842 hectares para 502.334 hectares. “Ao ampliar o Parque do Mirador, estaremos fortalecendo a [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[À primeira vista, parece uma boa ideia. O projeto de lei do deputado Eric Costa (PSD), da Assembléia Legislativa do Maranhão, propõe uma alteração nos limites do Parque Estadual do Mirador de modo a aumentar a área de proteção dos atuais 500.842 hectares para 502.334 hectares. “Ao ampliar o Parque do Mirador, estaremos fortalecendo a fiscalização e inibindo atividades predatórias que ameaçam a integridade ambiental da região”, afirmou o parlamentar em setembro do ano passado. Segundo ambientalistas e acadêmicos, no entanto, há uma pegadinha. Áreas de Cerrado preservadas pelo parque, eles dizem, seriam substituídas por outras ocupadas por lavouras e pastagens. “[o projeto] vai tirar área boa para a biodiversidade e botar área que não é minimamente equivalente&#8221;, afirma Tadeu Gomes, coordenador do Laboratório de Conservação e Ecologia da Vida Silvestre do Departamento de Biologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). Ao lado de outros 13 pesquisadores da universidade, ele assinou uma manifestação técnica contra o PL 280/2024. Apresentado em junho do ano passado, o projeto perdeu força após críticas da sociedade civil e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), que publicou uma nota técnica classificando a proposta como “frágil e intempestiva”. Neste ano, o projeto voltou à pauta da Assembleia, onde aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça. Criado em 1980, o Parque Estadual do Mirador é a quarta maior unidade de conservação do Cerrado brasileiro, abrangendo os municípios de Formosa da Serra Negra, Fernando Falcão e Mirador. Somado às terras indígenas vizinhas, o&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/12/canetada-de-deputados-do-maranhao-pode-riscar-felino-do-mapa/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cientistas apostam na clonagem para salvar a onça-pintada da extinção</title>
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					<pubDate>08 Out 2025 08:55:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Animais, Cerrado, Comércio de Vida Selvagem, Conservação, Degradação, Desmatamento, Fauna, Felinos, Mamíferos, Pantanal, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>MIRANDA, Mato Grosso do Sul — Foram três as tentativas de captura de uma onça-pintada. Chegamos à Fazenda Bodoquena, em Miranda, Mato Grosso do Sul, ao entardecer de uma quinta-feira. Parte da equipe foi instalar uma armadilha de laço perto de uma carcaça de vaca que havia sido encontrada mais cedo naquele dia. Como as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MIRANDA, Mato Grosso do Sul — Foram três as tentativas de captura de uma onça-pintada. Chegamos à Fazenda Bodoquena, em Miranda, Mato Grosso do Sul, ao entardecer de uma quinta-feira. Parte da equipe foi instalar uma armadilha de laço perto de uma carcaça de vaca que havia sido encontrada mais cedo naquele dia. Como as onças costumam voltar por alguns dias para comer a presa, a captura era quase certa. Com mais de 70 mil hectares divididos entre Pantanal e Cerrado, a Fazenda Bodoquena concilia criação de gado e conservação de biodiversidade. Uma vez por mês, recebe pesquisadores do Reprocon, grupo especializado na reprodução assistida de animais silvestres. Naquela noite, voltamos ao alojamento para jantar e monitorar a movimentação à distância — acompanhando, via satélite, as imagens de uma câmera instalada no local da captura que chegavam através de um aplicativo de celular. Durante o monitoramento, a câmera mostrou uma fêmea, e não o macho que se acreditava ser o dono da carcaça. Ela estava desconfiada. Se aproximou e se afastou algumas vezes, e quando finalmente chegou perto o suficiente do laço, conseguiu desarmar o dispositivo, saindo em disparada. Os pesquisadores foram armar o laço novamente, mas naquela noite nenhuma outra onça apareceu. Na sexta-feira, uma nova carcaça foi encontrada, e a equipe montou a armadilha (o laço só é ativado no fim da tarde, para que nenhuma onça fique presa sob o calor do dia). Agora, com dois laços a postos, as chances eram dobradas. Não demorou muito; uma&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/cientistas-apostam-na-clonagem-para-salvar-a-onca-pintada-da-extincao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>No Pantanal, a onça enfrenta um novo predador: turistas demais</title>
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					<pubDate>11 Set 2025 07:04:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Francesco Schneider-Eicke]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>PORTO JOFRE, Mato Grosso — Quando Oscar de Morais não está rastreando onças, você o encontra a bordo de sua casa-flutuante ancorada às margens do Rio São Lourenço. Ele se senta sob um mosquiteiro em duas cadeiras plásticas azuis empilhadas, assistindo novelas enquanto um ventilador sopra ar quente em sua direção. Até que alguém pergunta [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[PORTO JOFRE, Mato Grosso — Quando Oscar de Morais não está rastreando onças, você o encontra a bordo de sua casa-flutuante ancorada às margens do Rio São Lourenço. Ele se senta sob um mosquiteiro em duas cadeiras plásticas azuis empilhadas, assistindo novelas enquanto um ventilador sopra ar quente em sua direção. Até que alguém pergunta se ele pode mostrar uma onça. Então seus olhos se arregalam e ele sorri. Oscar é guia de passeios para avistamento de onças-pintadas (Panthera onca) no Pantanal mato-grossense, a maior planície alagável do mundo, abrangendo quase 200.000 km². Vinte e dois anos atrás, quando Oscar começou a transportar turistas de barco para observar onças, havia ainda uma violenta disputa entre elas e os pantaneiros. Era comum que fazendeiros invadissem o território onde as onças caçavam, o que as levava a predar o gado; quando isso acontecia, os fazendeiros as matavam. Encontrar onças no Pantanal foi se tornando cada vez mais raro. Hoje, o Pantanal é visto como um modelo de conservação da vida selvagem por meio do ecoturismo. Oscar e alguns outros guias foram os primeiros a perceber que safáris de onças poderiam ser lucrativos. Fazendeiros também começaram a ver que as onças valiam mais vivas do que mortas, atraindo visitantes de todo o mundo. Desde então, a avistagem de onças disparou. Pousadas são reservadas anos antes. Em nenhum outro lugar do mundo as onças vivem em densidades tão altas. “Em 2009, os operadores turísticos em nossa fazenda viam talvez três onças por ano”, diz&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/no-pantanal-a-onca-enfrenta-um-novo-predador-turistas-demais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Relatório vincula JBS à destruição do habitat da onça-pintada</title>
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					<pubDate>09 Jul 2025 07:20:27 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Constance Malleret]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia e Cerrado]]>
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							<![CDATA[Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Cerrado, Commodities, Conservação da Vida Selvagem, Desmatamento, Espécies Ameaçadas, Fauna, Felinos, Mamíferos, Pecuária e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Ao longo de décadas, a expansão agrícola em dois estados brasileiros desmatou uma área de vegetação nativa do tamanho do Reino Unido — e que serve de habitat para a onça-pintada (Panthera onca). Um outro detalhe assusta: quase um quinto dessa perda ambiental ocorreu apenas na última década, segundo um relatório da Global Witness. De [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Ao longo de décadas, a expansão agrícola em dois estados brasileiros desmatou uma área de vegetação nativa do tamanho do Reino Unido — e que serve de habitat para a onça-pintada (Panthera onca). Um outro detalhe assusta: quase um quinto dessa perda ambiental ocorreu apenas na última década, segundo um relatório da Global Witness. De acordo com o documento publicado pelo grupo de defesa ambiental e dos direitos humanos, cerca de 27 milhões de hectares onde vivem as onças foram perdidos até 2023 em trechos de três biomas — Amazônia, Cerrado e Pantanal — nos estados do Pará e do Mato Grosso. Dessa região afetada, 5 milhões de hectares foram desmatados apenas no período entre 2014 e 2023 — e de forma majoritariamente ilegal. A análise revela que parte dessa perda está ligada a fazendas que, de forma indireta, fornecem cabeças de gado para a JBS, líder no ramo de processamento de carne em nível mundial. Os dados trazidos pela entidade vêm à tona no momento em que diversos estados brasileiros atuam de forma contrária aos esforços de fiscalização ambiental. O cenário gera preocupação à medida que o país aperta os cintos para sediar a cúpula climática da ONU (COP30), em Belém, durante o mês de novembro. As onças-pintadas precisam de grandes extensões de florestas intactas para viver e caçar. Como são espécies cruciais para o equilíbrio do meio ambiente, qualquer mudança no território que habitam pode afetar todo o ecossistema ao redor. O drama aumenta ao se considerar que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/relatorio-vincula-jbs-a-destruicao-do-habitat-da-onca-pintada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Produtores rurais se tornam aliados na conservação da onça-pintada na região do Parque do Iguaçu</title>
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					<pubDate>30 Jun 2025 06:59:58 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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							<![CDATA[<p>“É preciso acolher o medo e transformá-lo em encantamento, através da informação”, acredita a bióloga Yara Barros. Logo que assumiu a coordenação do Projeto Onças do Iguaçu, no Paraná, em 2018, ela sabia que, para o programa de conservação da onça-pintada (Panthera onca) ter sucesso, ele dependia de três pilares: pesquisa científica, engajamento e coexistência. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“É preciso acolher o medo e transformá-lo em encantamento, através da informação”, acredita a bióloga Yara Barros. Logo que assumiu a coordenação do Projeto Onças do Iguaçu, no Paraná, em 2018, ela sabia que, para o programa de conservação da onça-pintada (Panthera onca) ter sucesso, ele dependia de três pilares: pesquisa científica, engajamento e coexistência. Isso porque a região no entorno do Parque Nacional do Iguaçu, que abriga a única população da espécie que cresce na Mata Atlântica, é repleta de propriedades rurais, locais que, por uma série de fatores, podem atrair esses felinos a predar animais domésticos. E aí, o que acontecia como resposta, com grande frequência no passado, era a caça por retaliação. Uma realidade que Yara estava disposta a mudar. “O objetivo era ter pessoas, o Parque Nacional do Iguaçu e as onças prosperando juntos”, diz ela. “Se dá para salvar felinos em qualquer lugar do mundo, é através da coexistência.” Criado em 1990, com foco principal no monitoramento e proteção da onça-pintada, por quase três décadas o projeto chamou-se Carnívoros do Iguaçu. Mas a equipe chegou à conclusão de que “carnívoros” representava justamente aquilo que dificultava o engajamento dos proprietários à iniciativa. O nome invocava a percepção, mesmo que subliminar, desses animais estarem prontos para caçar, o que disseminava o medo e o temor a eles. Rebatizado de Onças do Iguaçu, a principal meta era mostrar a fazendeiros e moradores dos dez municípios situados próximos ao parque que a equipe do projeto não se importava apenas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/produtores-rurais-se-tornam-aliados-na-conservacao-da-onca-pintada-na-regiao-do-parque-do-iguacu/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Três mulheres na linha de frente da proteção costeira no Brasil</title>
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					<pubDate>09 Jun 2025 07:44:20 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mayala Fernandes]]>
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							<![CDATA[<p>Um grupo de cientistas brasileiras vem se destacando na pesquisa e proteção da biodiversidade marinha e costeira no país. Inspiradas pelo primeiro contato marcante com o oceano, elas são hoje referências em suas áreas e lideram ações que combinam pesquisa científica, conservação ambiental e participação em políticas públicas. Camila Domit, coordenadora técnica das ações com [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um grupo de cientistas brasileiras vem se destacando na pesquisa e proteção da biodiversidade marinha e costeira no país. Inspiradas pelo primeiro contato marcante com o oceano, elas são hoje referências em suas áreas e lideram ações que combinam pesquisa científica, conservação ambiental e participação em políticas públicas. Camila Domit, coordenadora técnica das ações com tartarugas-marinhas; Cassiana Baptista Metri, responsável pelos estudos sobre fauna de manguezal; e Fernanda Possatto, coordenadora de pesquisas sobre microplástico, integram o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), patrocinado pela Petrobras e pelo governo federal. Com linhas de pesquisa variadas, as cientistas monitoram a dinâmica dos ecossistemas costeiros e marinhos na interface com a Mata Atlântica. Seus estudos sobre comportamento da fauna e da flora, aliados à atuação em projetos de educação ambiental e à formulação de políticas públicas, vêm garantindo avanços na conservação do litoral paranaense. A importância desses esforços é reforçada por dados globais. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 3 bilhões de pessoas dependam diretamente da biodiversidade marinha e costeira para sobreviver. O valor agregado estimado do mercado de recursos marinhos até 2030 é de U$ 3 trilhões, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável por 5% a 6% da economia global real e 40 milhões de empregos diretos. Sem a preservação dos oceanos, não apenas o clima global é ameaçado, mas a sobrevivência humana também sofre impactos diretos. Mais da metade do oxigênio do planeta é produzido pelos oceanos, que ainda armazenam&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/06/tres-mulheres-na-linha-de-frente-da-protecao-costeira-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mulheres indígenas lideram iniciativa de proteção de felinos selvagens no Peru</title>
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					<pubDate>30 Mai 2025 14:47:51 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[James Hall]]>
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							<![CDATA[<p>As florestas de queuña no Peru, que antes cobriam vastas extensões das montanhas, reduziram-se a uma fração de sua antiga grandeza, deixando para trás uma paisagem onde a biodiversidade e a segurança hídrica estão em risco. Esse colapso ecológico desencadeou uma consequência imprevista: felinos selvagens, deslocados pelo desmatamento, estão se aproximando das comunidades indígenas, gerando [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[As florestas de queuña no Peru, que antes cobriam vastas extensões das montanhas, reduziram-se a uma fração de sua antiga grandeza, deixando para trás uma paisagem onde a biodiversidade e a segurança hídrica estão em risco. Esse colapso ecológico desencadeou uma consequência imprevista: felinos selvagens, deslocados pelo desmatamento, estão se aproximando das comunidades indígenas, gerando conflitos entre pessoas e predadores, relata o colaborador da Mongabay, James Hall. O puma (Puma concolor), o gato-palheiro-do-deserto (Leopardus garleppi) e o gato-andino (Leopardus jacobita) entraram em conflito com os humanos à medida que invadem esses habitats cada vez menores. O problema não são os próprios felinos, como observa a bióloga Cindy Hurtado, mas a perda de suas presas. À medida que veados desaparecem, o gado se torna a próxima refeição. O impacto nos meios de subsistência locais tem sido significativo, especialmente para as mulheres da vila quéchua de Licapa, na região de Ayacucho. Nessa comunidade, onde os homens muitas vezes saem para trabalhar nas cidades, as mulheres ficam para trás, cuidando das crianças e de pequenos rebanhos de alpacas, galinhas e porquinhos-da-índia. A perda desses animais para os felinos selvagens não é apenas um inconveniente; é uma ameaça direta à renda familiar. “Achávamos que [os felinos selvagens] eram animais maus”, diz Alicia Ccaico. A resposta tradicional era previsível: quanto menos felinos, melhor. No entanto, em Licapa, essa visão arraigada começou a mudar, graças a um projeto impulsionado por mulheres indígenas, liderado pela bióloga quéchua Merinia Mendoza Almeida e pelo especialista em felinos Jim Sanderson.&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/mulheres-indigenas-lideram-iniciativa-de-protecao-de-felinos-selvagens-no-peru/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Crise ecológica no Pantanal aumenta tensão entre onças e humanos</title>
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					<pubDate>20 Mai 2025 06:03:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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							<![CDATA[<p>Por volta das 8 horas da manhã, nos arredores da remota Serra do Amolar, no Mato Grosso do Sul, uma rotina que parecia corriqueira para o homem pantaneiro tomou um rumo inesperado. Era o ano de 2002, e Roberto Carlos Conceição Arruda, o Beto, então com 29 anos, saiu sozinho de casa para buscar água [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Por volta das 8 horas da manhã, nos arredores da remota Serra do Amolar, no Mato Grosso do Sul, uma rotina que parecia corriqueira para o homem pantaneiro tomou um rumo inesperado. Era o ano de 2002, e Roberto Carlos Conceição Arruda, o Beto, então com 29 anos, saiu sozinho de casa para buscar água na nascente. Ao voltar, se deparou com uma onça-pintada pronta para atacar. Desesperado, correu em busca de abrigo, encontrando refúgio atrás de um tronco. A onça, no entanto, não o deixou em paz e, embora a madeira servisse como proteção parcial, Beto sofreu vários arranhões. A situação só teve outro desfecho graças à coragem de seu cachorro vira-lata, Elói, que avançou contra o animal. Ela capturou o cão e o levou para a margem do rio, deixando Beto para trás. A coexistência entre humanos e onças no Pantanal remonta a pelo menos 3 mil anos, quando populações indígenas passaram a ocupar o território. A região onde Beto vive e trabalha como piloteiro e guia turístico abriga uma imponente formação rochosa na fronteira do Brasil com a Bolívia, situada entre as cidades de Corumbá (MS) e Cáceres (MT), área que integra a Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar. O local tem relevância ecológica: é um santuário para grandes vertebrados, como a onça-pintada (Panthera onca), cuja presença é continuamente registrada, e um refúgio estratégico para a sobrevivência da espécie e a preservação do bioma. “Não sinto mágoa do animal em relação ao acidente. Trabalho&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/crise-ecologica-no-pantanal-aumenta-tensao-entre-oncas-e-humanos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como animais extintos estão voltando às florestas de Florianópolis</title>
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					<pubDate>16 Mai 2025 15:00:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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							<![CDATA[Aves, Conservação, Fauna, Felinos, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Mata Atlântica, Primatas, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>A meia dúzia de crianças surpreendeu. Num domingo de manhã nublado na Trilha do Sertão do Assopro, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, elas foram as que mais interagiram com o guia durante o Vem Passarinhar, evento de observação de aves realizado mensalmente pelo Instituto Fauna Brasil (IFB). Elas reconheciam as aves pelo canto ou [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A meia dúzia de crianças surpreendeu. Num domingo de manhã nublado na Trilha do Sertão do Assopro, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, elas foram as que mais interagiram com o guia durante o Vem Passarinhar, evento de observação de aves realizado mensalmente pelo Instituto Fauna Brasil (IFB). Elas reconheciam as aves pelo canto ou por uma olhadela, rapidamente se colocando a postos para fotografar. Segundo o guia, o local abriga entre 120 e 130 espécies de aves, como aracuã, tucano-de-bico-preto, saíra-ferrugem, arapaçu-verde e gavião-tesoura. Caynã Bueno de Oliveira, de 7 anos, diz que conhece pelo menos 400 espécies de aves de cor. Além de fotografar, ele desenha e adora estudar sobre o assunto em guias e vídeos de canais especializados. “Em outros ambientes ele é tímido, mas aqui ele se solta e conversa com o guia e os colegas. Se o assunto é aves, ele acessa as pessoas de outro lugar”, diz o pai, Rafael Araújo de Oliveira. Só de o guia falar em tentar ver o macuquinho, espécie considerada extinta localmente até alguns anos atrás, o menino já abriu um sorriso e saiu em disparada. O Vem Passarinhar é organizado por diferentes instituições em todo o Brasil de forma gratuita. Em Florianópolis, começou a ser realizado em 2022 como uma forma de engajar as pessoas a verem os animais que tinham sido tratados, a partir de resgate, apreensão e entrega voluntária de todo o estado, e depois reintroduzidos na natureza pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/como-animais-extintos-estao-voltando-as-florestas-de-florianopolis/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Reintrodução inédita de onça-pintada revela obstáculos à conservação da espécie no Brasil</title>
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					<pubDate>12 Mai 2025 06:09:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Conservação, Espécies Ameaçadas, Fauna, Felinos, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Pantanal, Soluções e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Em cerca de seis meses, Xamã já percorreu mais de 14 mil hectares de floresta amazônica. Todavia, bastante cauteloso, ele evita circular em áreas abertas ou perto de plantações. Esse macho de onça-pintada (Panthera onca) parece ser igual a outros milhares de indivíduos de sua espécie que vivem na Amazônia. Mas não é. Além do [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em cerca de seis meses, Xamã já percorreu mais de 14 mil hectares de floresta amazônica. Todavia, bastante cauteloso, ele evita circular em áreas abertas ou perto de plantações. Esse macho de onça-pintada (Panthera onca) parece ser igual a outros milhares de indivíduos de sua espécie que vivem na Amazônia. Mas não é. Além do colar GPS que carrega no pescoço, é um sobrevivente. E sua trajetória traz luz sobre as ameaças que o maior felino dos Américas enfrenta no Brasil. Xamã foi encontrado quando tinha aproximadamente dois meses de vida em uma propriedade rural na região de Sinop, no estado do Mato Grosso – uma área no Arco do Desmatamento da Amazônia frequentemente assolada por incêndios. A suspeita é que sua mãe tenha sido vítima do fogo ou perdido o filhote ao tentar fugir das chamas. Ao ser resgatado, Xamã foi levado inicialmente para o Hospital Veterinário da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). O filhote pesava pouco mais de 10 kg, estava desnutrido e desidratado. Lá recebeu os primeiros atendimentos, e exames mostraram que, embora debilitado, apresentava boa saúde. Além disso, era extremamente arredio. Ou seja, apesar do ocorrido, ele ainda preservava seus instintos naturais, o de ser um animal de vida selvagem, algo fundamental para uma possível reintrodução na natureza. Xamã em 2022, quando foi capturado no Mato Grosso. Foto: Noelly Castro/Proteção Animal Mundial O resgate de Xamã despertou a atenção da Proteção Animal Mundial, que viu ali uma oportunidade de usar sua história para alertar os&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/reintroducao-inedita-de-onca-pintada-revela-obstaculos-a-conservacao-da-especie-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Onças-pardas ‘detetives’ viram trunfo para conservação entre Cerrado e Mata Atlântica</title>
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					<pubDate>09 Abr 2025 07:26:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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							<![CDATA[<p>Corumbá, uma onça-parda macho batizada em homenagem ao rio homônimo que nasce no estado de Goiás, viveu uma longa jornada no coração do Brasil. O felino partiu do Parque Estadual da Mata Atlântica (Pema), localizado no município de Água Limpa, a cerca de 250 quilômetros da capital Goiânia, atravessou fazendas e cruzou fragmentos de vegetação [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Corumbá, uma onça-parda macho batizada em homenagem ao rio homônimo que nasce no estado de Goiás, viveu uma longa jornada no coração do Brasil. O felino partiu do Parque Estadual da Mata Atlântica (Pema), localizado no município de Água Limpa, a cerca de 250 quilômetros da capital Goiânia, atravessou fazendas e cruzou fragmentos de vegetação até chegar a outra unidade de conservação (UC) no sudeste goiano. Ao entrar no Parque Estadual da Serra de Caldas Novas (Pescan), permaneceu por algum tempo, e depois seguiu viagem. Ao todo, durante os onze meses em que foi monitorado com uma coleira rádio-transmissora GPS, o animal andou mais de 120 quilômetros – de Água Limpa ao município de Cromínia. Os dados foram coletados até julho de 2023, quando o dispositivo ficou sem bateria e se soltou do pescoço de Corumbá. “[O felino] se movimentou lindamente na paisagem, e vimos os fragmentos entre os dois parques por onde se deslocou. Com isso, conseguimos atribuir a esses locais um grau de prioridade para a conservação da biodiversidade, tendo a onça-parda como uma ‘ferramenta’ para indicar quais áreas são essas”, explica a bióloga Fernanda Cavalcanti de Azevedo, coordenadora-executiva do Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado (PCMC), vinculado à Universidade Federal de Catalão (UFCAT). Desde 2009, o grupo conduz trabalhos de pesquisa e extensão em regiões centrais do Brasil para entender como as espécies nativas do Cerrado, principalmente as carnívoras, relacionam-se com áreas modificadas pela atividade humana. Duas delas são consideradas essenciais pelo PCMC: a raposa-do-campo (Lycalopex vetulus),&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/oncas-pardas-detetives-viram-trunfo-para-conservacao-entre-cerrado-e-mata-atlantica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Brasil lança Metas Nacionais de Biodiversidade, mas não sabe qual o custo de implantá-las</title>
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					<pubDate>10 Mar 2025 13:45:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[<p>Publicadas no último dia 20 de fevereiro, as Metas Nacionais de Biodiversidade planejam deter a extinção de espécies, estimular a restauração florestal e reduzir o desmatamento nos ecossistemas brasileiros até 2030. O governo federal, porém, ainda não tem uma estimativa dos investimentos que serão necessários para implantá-las. As metas foram lançadas às vésperas do fechamento [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Publicadas no último dia 20 de fevereiro, as Metas Nacionais de Biodiversidade planejam deter a extinção de espécies, estimular a restauração florestal e reduzir o desmatamento nos ecossistemas brasileiros até 2030. O governo federal, porém, ainda não tem uma estimativa dos investimentos que serão necessários para implantá-las. As metas foram lançadas às vésperas do fechamento oficial da 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica – COP16, realizado em Roma entre 25 e 28 de fevereiro depois de a primeira rodada ter sido suspensa em novembro de 2024 em Cali, na Colômbia, por falta de quórum. Bráulio Dias, diretor do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), confirmou à Mongabay a falta de um planejamento financeiro para a implantação das Metas Nacionais de Biodiversidade, mas destacou que “muitas metas nacionais já contam com o apoio de muitas políticas e programas nacionais em andamento”. No entanto, Dias ponderou que “certamente serão necessários investimentos adicionais”, o que vê como pouco factível diante do cenário político global conturbado: “Infelizmente, as perspectivas de contarmos com financiamento internacional esta década são mínimas, em decorrência das ações do governo de Donald Trump [nos Estados Unidos] e da guerra na Ucrânia”. Apesar dessas questões internacionais desfavoráveis à agenda da biodiversidade, o diretor do MMA explica que o Brasil vem dando andamento ao processo de construção do caminho para o cumprimento dos compromissos assumidos em 2022, no âmbito do Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal (GBF, na&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/03/brasil-lanca-metas-nacionais-de-biodiversidade-mas-nao-sabe-qual-o-custo-de-implanta-las-2/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cientistas descobrem como as onças sobrevivem às cheias da Amazônia</title>
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					<pubDate>24 Fev 2025 08:46:01 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>“É incrível, é incrível. Não tenho outra palavra para descrever.” Foi assim que o biólogo Marcos Roberto de Brito definiu a emoção de ver uma onça de perto pela primeira vez. Brito é o autor principal de um artigo recém-publicado que investigou um comportamento único das onças da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no médio [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“É incrível, é incrível. Não tenho outra palavra para descrever.” Foi assim que o biólogo Marcos Roberto de Brito definiu a emoção de ver uma onça de perto pela primeira vez. Brito é o autor principal de um artigo recém-publicado que investigou um comportamento único das onças da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no médio Solimões: durante as cheias dos rios, elas passam até quatro meses vivendo no topo das árvores, onde caçam, procriam e cuidam de seus filhotes. Entre 2011 e 2020, pesquisadores do Instituto Mamirauá monitoraram 14 onças-pintadas (Panthera onca) da reserva que leva o mesmo nome, utilizando colares com GPS. Localizada entre os rios Solimões e Japurá, a reserva passa por cheias anuais que, dependendo das condições climáticas, podem elevar o nível dos rios em 10 metros, na média, inundando as florestas de várzea por aproximadamente quatro meses. O biólogo e coautor da pesquisa, Guilherme Alvarenga, destaca o quão surpreendente é essa adaptação das onças. “Quando o rio começa a encher, animais que são suas presas, como a anta ou o porco-do-mato, simplesmente saem da várzea e vão para terra firme. Era de se supor que as onças iriam atrás deles, não?”, questiona o pesquisador. “Mas, na Reserva Mamirauá, não há essa opção, porque a área inteira é cercada por dois grandes rios. É uma cheia absurda, que chega a 16 metros em alguns pontos.” Vista aérea da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no estado do Amazonas. Foto: Miguel Monteiro/Instituto Mamirauá Viver na copa das árvores é&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/cientistas-descobrem-como-as-oncas-sobrevivem-as-cheias-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Pesquisadores dos Pampas tentam salvar um dos felinos mais raros do mundo</title>
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					<pubDate>25 Out 2024 14:10:12 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sarah Brown]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/pesquisadores-dos-pampas-tentam-salvar-um-dos-felinos-mais-raros-do-mundo/" data-wpel-link="internal">Pesquisadores dos Pampas tentam salvar um dos felinos mais raros do mundo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Os campos dos Pampas, que abrangem o sul do Brasil, o Uruguai e o nordeste da Argentina, são o lar de um gato selvagem tão raro que os pesquisadores o consideram o mais ameaçado de extinção de sua família nas Américas e, possivelmente, no mundo. A maioria dos avistamentos desse felino do tamanho de um gato doméstico vem de imagens de armadilhas fotográficas. Trata-se do esquivo gato-palheiro-pampeano (Leopardus munoai). “Estima-se que existam cerca de cem indivíduos ou menos na natureza”, diz Fábio Mazim, ecologista da Pró-Carnívoros, organização sem fins lucrativos voltada para a conservação de mamíferos carnívoros no Brasil. “É uma espécie que, acredito, será extinta em cinco a dez anos.” Sabe-se tão pouco sobre o gato-palheiro-pampeano que os cientistas não conseguem nem mesmo concordar se ele é uma espécie distinta ou uma subespécie do gato-palheiro, Leopardus colocola. Embora o Leopardus munoai ainda não seja reconhecido pelo Grupo de Especialistas em Felinos da IUCN, a autoridade global de conservação da vida selvagem, os cientistas começaram a reconhecê-lo como uma espécie distinta em 2021. Pouco se sabe sobre o gato-palheiro-pampeano. Especialistas dizem que ele vive como um nômade, vagando pelos Pampas em busca de habitats adequados. Foto cedida por Fábio Mazim, Paulo Wagner, Maurício Santos, Moisés Barp, Yan Rodrigues/Bichos Raros dos Pampas. Conservar o gato-palheiro-pampeano não tem sido fácil. As recentes enchentes no Rio Grande do Sul interromperam abruptamente todos os esforços de conservação para proteger a espécie. Os planos incluíam a criação de uma aliança de conservação nos três países&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/pesquisadores-dos-pampas-tentam-salvar-um-dos-felinos-mais-raros-do-mundo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Detetives da floresta, jaguatiricas correm risco de extinção no sul do Brasil</title>
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					<pubDate>12 Jul 2024 10:00:25 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Bastou a então primeira-dama dos Estados Unidos aparecer usando um casaco de pele de leopardo, no início dos anos 1960, para animais com pelagem semelhante entrarem na mira dos caçadores. Os efeitos do figurino de Jacqueline Kennedy foram especialmente devastadores para a jaguatirica (Leopardus pardalis), que se tornou o felino mais explorado pelo mercado internacional [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/07/detetives-da-floresta-jaguatiricas-correm-risco-de-extincao-no-sul-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Detetives da floresta, jaguatiricas correm risco de extinção no sul do Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Bastou a então primeira-dama dos Estados Unidos aparecer usando um casaco de pele de leopardo, no início dos anos 1960, para animais com pelagem semelhante entrarem na mira dos caçadores. Os efeitos do figurino de Jacqueline Kennedy foram especialmente devastadores para a jaguatirica (Leopardus pardalis), que se tornou o felino mais explorado pelo mercado internacional de peles entre os anos 60 e 70. O animal, porém, conseguiu não apenas sobreviver à fúria da indústria da moda como recompôs sua população ao longo de uma vasta área de ocupação, que vai desde o sul dos Estados Unidos até o sul do Brasil — atualmente, a espécie é considerada de menor preocupação de conservação em nível global. Segundo os especialistas, parte dessa capacidade de sobrevivência se deve às características únicas deste animal. Pesando até 16 quilos e medindo no máximo um metro de comprimento, a jaguatirica está no meio do caminho entre os grandes felinos, como a onça-pintada (Panthera onca), e seus parentes menores, como o gato-do-mato (Leopardus tigrinus) e o gato-maracajá (Leopardus wiedii) – um porte intermediário que lhe permite reinar soberana em áreas de floresta menores, pequenas demais para os grandes caçadores. &#8220;A jaguatirica é a rainha da Mata Atlântica&#8221;, afirma Fernando Lima, pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro e coordenador do projeto Felinos da Cantareira, que atua nos estados de São Paulo e Minas Gerais. &#8220;Ela tem um tamanho que faz com que ela consiga se destacar, se tornar um predador dominante em fragmentos florestais menores&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/07/detetives-da-floresta-jaguatiricas-correm-risco-de-extincao-no-sul-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mudanças climáticas poderão extinguir mamíferos na Caatinga</title>
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					<pubDate>03 Abr 2024 11:00:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Caatinga, Conservação, Degradação, Desmatamento, Energia, Espécies Ameaçadas, Fauna, Felinos, Mamíferos, Recursos hídricos e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Mesmo se tudo correr bem e as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris forem cumpridas, as temperaturas médias devem aumentar 2,7 °C no norte da América do Sul até 2060, com aumento de 21 dias consecutivos sem chuva na estação seca. Isso trará, como era de se esperar, consequências drásticas para o clima e os [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/mudancas-climaticas-poderao-extinguir-mamiferos-na-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mudanças climáticas poderão extinguir mamíferos na Caatinga</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Mesmo se tudo correr bem e as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris forem cumpridas, as temperaturas médias devem aumentar 2,7 °C no norte da América do Sul até 2060, com aumento de 21 dias consecutivos sem chuva na estação seca. Isso trará, como era de se esperar, consequências drásticas para o clima e os seres vivos de todos os biomas do planeta. Para a Caatinga, por exemplo, que ocupa 850 mil quilômetros quadrados no Nordeste brasileiro, elas poderão ser catastróficas. Um estudo realizado por pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e federais de Minas Gerais (UFMG) e da Paraíba (UFPB), publicado recentemente na revista científica Global Change Biology, prevê que 91,6% das comunidades de mamíferos terrestres do bioma perderão espécies, com 87% delas perdendo habitat até 2060. Os mais prejudicados serão os de pequeno porte – como a cuíca (Gracilinanus agilis) e o gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) –, que constituem 54% das espécies de mamíferos da Caatinga. Para realizar o estudo, os pesquisadores se basearam nas previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Segundo o biólogo Mário Ribeiro de Moura, pesquisador do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, coordenador do trabalho, as alterações climáticas induzidas pela humanidade intensificaram os impactos negativos sobre os fatores socioeconômicos, o ambiente e a biodiversidade, incluindo mudanças nos padrões de precipitação e um aumento nas temperaturas médias globais. Área desertificada no município de Uauá, no sertão baiano. Foto: Xavier Bartaburu “As zonas áridas estão particularmente em risco, com projeções&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/04/mudancas-climaticas-poderao-extinguir-mamiferos-na-caatinga/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Últimas onças da Caatinga enfrentam nova ameaça: complexos eólicos</title>
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					<pubDate>14 Ago 2023 07:17:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Suzana Camargo]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Caatinga, Conservação, Degradação, Desmatamento, Energia, Espécies Ameaçadas, Fauna, Felinos, Mamíferos, Recursos hídricos e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Estima-se que vivam apenas 250 onças-pintadas e 2.500 onças-pardas em toda a Caatinga, a maior parte na região do Boqueirão da Onça, no norte da Bahia, o maior contínuo preservado de vegetação do semiárido. Nessa mesma região há quatro complexos eólicos em funcionamento, um deles com 500 torres.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/08/ultimas-oncas-da-caatinga-enfrentam-nova-ameaca-complexos-eolicos/" data-wpel-link="internal">Últimas onças da Caatinga enfrentam nova ameaça: complexos eólicos</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Entre março de 2017 e janeiro de 2018, uma fêmea de onça-parda (Puma concolor) teve seu deslocamento monitorado no norte da Bahia, na região da Área de Proteção Ambiental do Boqueirão da Onça, que junto ao parque nacional de mesmo nome forma o maior contínuo preservado da Caatinga. Batizada de Vitória, ela foi o primeiro indivíduo da espécie na região a ser capturado, receber um rádio-colar e ter sua movimentação estudada pelas pesquisadoras do Programa Amigos da Onça, projeto de conservação de felinos no bioma, filiado ao Instituto Pró-Carnívoros. Todavia, nesse mesmo período, notou-se uma mudança em seu padrão de deslocamento. Na mesma área onde Vitória costumava viver, dava-se início à construção de um complexo eólico. Fase de muitos ruídos, abertura de estradas, presença humana constante e vai-e-vem de veículos. Rapidamente, a onça começou a evitar a obra e seu entorno. “Nesses dez meses ela não cruzou a área dos aerogeradores”, conta Carolina Esteves, pesquisadora do Pró-carnívoros e cofundadora do Amigos da Onça. “E essa maior movimentação da onça, circundando todo o complexo para chegar até um ponto de água, traz um gasto energético muito maior para ela.” A mesma mudança de comportamento, de manter a distância do empreendimento, foi observada também com onças-pintadas (Panthera onca). Vista geral da região do Boqueirão do Onça. Foto: Carolina F. Esteves A bióloga explica que, dependendo do bioma onde as onças habitam, suas características físicas são diferentes, tanto as pardas quanto as pintadas. As da Caatinga possuem um porte menor, bigodes mais duros&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/08/ultimas-oncas-da-caatinga-enfrentam-nova-ameaca-complexos-eolicos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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