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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Mapa aponta desigualdade racial no acesso à água no Recife</title>
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					<pubDate>29 Set 2026 07:16:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioÁthila GalindoYamini Benites]]>
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							<![CDATA[Adaptação climática, Água, Alimentação, Alterações Climáticas, Aquecimento global, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos sociais, Crime Ambiental, Governança, Inundações, Justiça Social, Lei Ambiental, Mudanças climáticas, Política Ambiental, Recursos hídricos, Saneamento, Saúde e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Em Recife, acesso à água é questão de gênero, raça e classe.</p>
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							<![CDATA[RECIFE, PE — No Ibura de Baixo, bairro encravado na Zona Sul do Recife, o dia de Jeyne Araújo, de 27 anos, começa muito antes de o sol nascer. Às 4h da madrugada, enquanto a capital pernambucana ainda dorme, o silêncio na casa de Jeyne é interrompido pelo som de baldes e tonéis sendo arrastados. É o início de uma corrida diária contra o tempo e contra a escassez: com apenas seis horas de abastecimento diário de água, ela precisa estocar cada gota antes que as torneiras sequem. No entanto, a água que Jeyne consegue capturar não é o líquido saudável que se espera de um serviço essencial. Ela descreve uma substância saturada de componentes químicos, com um odor que a torna imprópria para o consumo imediato. Ao cair no balde, a água forma uma espuma branca e espessa, semelhante a sabão. “Chega cheio de cloro, que você não consegue fazer nada”, desabafa. Essa precariedade deixou marcas profundas na saúde e na segurança alimentar de sua família. Por seis meses, seu filho mais velho, Wesley, de nove anos, teve vômitos e dores de barriga constantes. A causa, descoberta em uma consulta médica no Hospital de Areias, era o mingau preparado com água da torneira, o que resultou em uma infecção intestinal na criança. Para proteger o filho, Jeyne agora é obrigada a comprometer seu orçamento de R$ 950 do Bolsa Família com a compra de galões de água mineral a R$ 6 cada, uma despesa que sufoca a renda já&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/mapa-aponta-desigualdade-racial-no-acesso-a-agua-no-recife/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia</title>
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					<pubDate>26 Jun 2026 10:18:32 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tiago da Mota e Silva]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Biodiversidade, Comida, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Manguezais, Peixes, Pesca, Poluição, Recursos hídricos, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de praias à beira de um lago com espelho d’água estimado entre 20 e 25 km², o grupo havia recolhido uma caçamba cheia de resíduos plásticos. Antes desta, ação semelhante realizada em junho 2023 havia coletado outras duas caçambas. A experiência do grupo ajudou a dimensionar o resultado da pesquisa de mestrado de Eletuza Uchôa Farias: metade dos peixes coletados no lago, pertencentes a duas espécies de jaraqui (Semaprochilodus insignis e Semaprochilodus taeniurus), havia ingerido microplásticos. Uma vez no organismo, as partículas podem permanecer no trato intestinal, alcançar outros tecidos e órgãos e circular pela cadeia alimentar, da base aos peixes predadores — até chegar, potencialmente, ao ser humano. O jaraqui é o peixe mais consumido no estado do Amazonas. Todas as partículas encontradas no intestino dos peixes eram fibras: filamentos finos e alongados, com tamanho entre 0,5 e 4,37 milímetros. A maior parte delas, 85,7%, foi identificada como poliamida, um polímero amplamente utilizado pela indústria têxtil por sua resistência e flexibilidade. O entorno do Puraquequara é habitado por comunidades sem atendimento adequado de saneamento básico. Na prática, a água de pias, tanques e máquinas de lavar roupa é descartada diretamente nos corpos d’água, o que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/dos-igarapes-aos-manguezais-microplasticos-contaminam-a-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Perto de ‘morrer’, Rio Camarajipe leva esgoto e lixo ao mar que banha Salvador</title>
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					<pubDate>30 Mar 2026 07:54:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Doenças, Espécies Ameaçadas, Fauna marinha, Oceanos, Peixes, Pesca, recifes de coral, Rios, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital da Bahia. A lista inclui geladeira quebrada, pneu, armário, carrinho de supermercado, mesa, pedaços de plástico, colchão, roupas íntimas, fraldas, sapatos e até cadáveres humanos. Oficialmente, o Camarajipe ainda não foi classificado como “rio morto” — quando um corpo hídrico perde a capacidade de sustentar formas de vida —, mas apresenta estágio avançado de degradação ambiental e já opera, na prática, como mero condutor de esgoto a céu aberto, afetando a saúde da comunidade pesqueira e a vida marinha. Um dos principais destinos turísticos do Brasil no verão, em meio a suas festas populares e às altas temperaturas, a capital baiana sente os efeitos da poluição que chega ao mar pelo maior rio urbano da cidade, com cerca de 14 quilômetros de extensão. Ao todo, Salvador possui 12 bacias hidrográficas, e a do Rio Camarajipe (a terceira maior da cidade) abrange 42 bairros, com área de drenagem (onde as águas escoam naturalmente para o rio) total de 35,9 km². Enquanto as nascentes do rio estão em regiões periféricas, predominantemente residenciais, nas imediações do bairro de Pirajá, a foz fica em uma parte abastada da capital, como a região do bairro Costa Azul. “Hoje, é repugnante&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/perto-de-morrer-rio-camarajipe-leva-esgoto-e-lixo-ao-mar-que-banha-salvador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Seca e descaso: no Norte brasileiro, só metade das aldeias indígenas tem água boa para beber</title>
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					<pubDate>18 Mar 2026 13:45:35 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Adriana AmâncioFelipe Medeiros]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Doenças, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, Saneamento, Saúde e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima – Virada de cabeça para baixo no chão de terra batida, ao lado de uma casa de beneficiamento de farinha, uma enorme caixa d’água chama a atenção de quem passa pela comunidade Bem Viver, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, localizada a 300 quilômetros de Boa [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima – Virada de cabeça para baixo no chão de terra batida, ao lado de uma casa de beneficiamento de farinha, uma enorme caixa d’água chama a atenção de quem passa pela comunidade Bem Viver, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, localizada a 300 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima. Sob sol e chuva, ao relento, o objeto empoeirado transmite uma mensagem urgente: em vez de ser utilizado para armazenar água potável para a população da aldeia, o recipiente de 5 mil litros permanece inutilizado há quase dois anos. O reservatório, repassado à comunidade pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste Roraima, unidade gestora do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), não recebeu uma mísera gota d’água. Isso porque, desde que chegou, sequer foi instalado. Sem poder contar com a estrutura, os moradores da região foram forçados a criar um plano alternativo: a missão consiste em captar a água de uma cachoeira próxima, ligada à aldeia por meio de uma rede improvisada de canos de aproximadamente 700 metros. Embora a conexão evite a escassez total, o consumo ocorre sem os devidos processos de tratamento da água. Ao mesmo tempo, a tubulação fina e frágil sofre diariamente com entupimentos, quase sempre causados pelo acúmulo de folhas e detritos. Tubulação improvisada para a captação de água de cachoeira na comunidade Bem Viver, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Foto: Felipe Medeiros. Segundo o cacique Diassis Gabriel de Souza, do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/seca-e-descaso-no-norte-brasileiro-so-metade-das-aldeias-indigenas-tem-agua-boa-para-beber/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Projeto na maior favela do Brasil transforma óleo descartado em produtos ecológicos</title>
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					<pubDate>10 Out 2025 07:07:24 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André Aram]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Alimentação, Alimentos, Comida, Conservação, Oceanos, Responsabilidade Ambiental, Saneamento, Socioambiental, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Segundo dados oficiais, dentre as mais de 12 mil favelas e comunidades do Brasil, a Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, detém o posto de maior do país. Com pouco mais de 72 mil habitantes, o local também lidera em quantidade de domicílios ocupados — são mais de 30 mil residências. A Rocinha [&#8230;]</p>
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						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Segundo dados oficiais, dentre as mais de 12 mil favelas e comunidades do Brasil, a Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, detém o posto de maior do país. Com pouco mais de 72 mil habitantes, o local também lidera em quantidade de domicílios ocupados — são mais de 30 mil residências. A Rocinha surgiu no início do século 20, mas foi a partir da década de 1950 que sua população aumentou de forma acentuada, sobretudo pela chegada de brasileiros de outros estados, que migraram à capital carioca em busca de trabalho. Ao longo dos anos, enquanto a favela se expandia, uma estrutura econômica e social própria ganhava corpo. Nesse contexto, a Rocinha também passou a ser um terreno fértil para projetos locais que se propõem a unir sustentabilidade, impacto social e desenvolvimento comunitário. Muitos deles, como conta Marcelo Santos, surgiram “por acaso”. Nascido e criado na favela, o empresário e líder comunitário, de 43 anos, disse que a ideia que mudou sua vida — e o entorno dela — tomou forma quando visitou o Complexo Esportivo da Rocinha, acompanhado do professor de biologia Márcio Aroeira, em 2020. Juntos, eles notaram que havia uma massa densa em um dos reservatórios de água que desembocam no ginásio. O biólogo tocou o fluido com a ponta dos dedos, chegando a um rápido veredito: tratava-se de resíduo de óleo de cozinha, fruto do descarte incorreto do material doméstico. “Ele me explicou que aquilo era um grande contaminador do meio ambiente. Então, fui&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/projeto-na-maior-favela-do-brasil-transforma-oleo-descartado-em-produtos-ecologicos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo no Rio Negro detecta danos genéticos em peixes após derramamento de petróleo</title>
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					<pubDate>22 Set 2025 16:54:43 +0000</pubDate>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Animais, Conservação, Crime Ambiental, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Peixes, Pesca, Recursos hídricos, Responsabilidade Ambiental, Saneamento, Seca e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>Na manhã de 26 de março de 2013, cerca de 60 mil litros de um composto derivado de petróleo usado na fabricação de asfalto tombaram de uma balsa no Rio Negro, nas proximidades do Porto São Raimundo, em Manaus. Ao ver a notícia na TV, a pesquisadora Helen Sadauskas não hesitou em cancelar os planos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Na manhã de 26 de março de 2013, cerca de 60 mil litros de um composto derivado de petróleo usado na fabricação de asfalto tombaram de uma balsa no Rio Negro, nas proximidades do Porto São Raimundo, em Manaus. Ao ver a notícia na TV, a pesquisadora Helen Sadauskas não hesitou em cancelar os planos de passar a Páscoa com a família, em São Paulo, e correu para o local para coletar amostras “Eu já havia testado, em laboratório, os efeitos da exposição ao óleo em peixes do Rio Negro. Mas nunca tinha observado algo assim no próprio ambiente natural”, recorda Helen, hoje professora na Universidade Santa Cecília (Unisanta) e pesquisadora do INCT Adapta, sediado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “Foi tudo muito corrido e intenso. A coleta precisava ser feita o mais rápido possível para avaliar os impactos no momento e ao longo do tempo.” Os resultados desse esforço foram publicados na revista Environmental Research. A equipe avaliou, por 10, 45 e 90 dias, os efeitos do petróleo sobre duas espécies comuns nas águas do Rio Negro — o acará-amarelo (Acarichthys heckelii) e o jurupari (Satanoperca jurupari) —, usando amostras de um trecho limpo do rio, retiradas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, como referência; ou seja, um local sem influência expressiva de atividades humanas e sem influência do derramamento do óleo. O estudo mostra que a concentração do contaminante na água diminuiu com o pulso da inundação do rio, mas os peixes continuaram exibindo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/09/estudo-no-rio-negro-detecta-danos-geneticos-em-peixes-apos-derramamento-de-petroleo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como crianças e adolescentes brasileiros enfrentam a emergência climática</title>
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					<pubDate>04 Mar 2024 07:49:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Beatriz Jucá e Leandro Barbosa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>A emergência climática tem afetado o desenvolvimento e violado direitos de crianças e adolescentes no mundo e no Brasil. Secas extremas prolongadas dificultam o acesso à água e prejudicam a alimentação, junto com as queimadas. Chuvas excessivas e outros desastres desabrigam, forçam deslocamentos, cancelam aulas. Poluição, ondas de calor e inundações geram doenças. Quase todos [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A emergência climática tem afetado o desenvolvimento e violado direitos de crianças e adolescentes no mundo e no Brasil. Secas extremas prolongadas dificultam o acesso à água e prejudicam a alimentação, junto com as queimadas. Chuvas excessivas e outros desastres desabrigam, forçam deslocamentos, cancelam aulas. Poluição, ondas de calor e inundações geram doenças. Quase todos os meninos e meninas do planeta estão expostos a pelo menos um risco climático e ambiental, segundo um relatório publicado em 2021 pelo Unicef, fundo criado pela ONU para promover os direitos e o bem-estar de crianças e adolescentes em todo o mundo. Passa de 2 bilhões o número de crianças e adolescentes com menos de 18 anos expostos a mais de um risco, choque ou estresse climático/ambiental, conforme o documento. O Brasil está no centro do problema. Mais de 40 milhões de crianças e adolescentes – 60% do total de brasileiros – desta faixa etária estão expostos a mais de um dos riscos analisados no estudo do Unicef. A Mongabay ouviu jovens de diferentes regiões do país para entender como eles têm enfrentado a crise climática que já afeta suas rotinas e viola seus direitos no presente. Darley Ferreira, de 18 anos, diz que foi inesperado ver os rios amazônicos sem água em 2023, ano em que a Amazônia enfrentou a pior seca já registrada. O Rio Arapiuns, que passa pela comunidade São Marcos, onde ele vive, na região do Baixo Tapajós, oeste paraense, secou. E a logística para se deslocar até a comunidade&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/03/como-criancas-e-adolescentes-brasileiros-enfrentam-a-emergencia-climatica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que o futuro da Amazônia depende de seus igarapés</title>
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					<pubDate>27 Dez 2023 07:04:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia KleinLetícia Klein (texto) e André Dib (fotos)]]>
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										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>O passo é rápido para acompanhar os cientistas e seus guias ribeirinhos dentro da mata. Estamos na estação seca, e o calor sufocante da Floresta Amazônica se impõe. Uma hora e meia depois, entre descidas e subidas  – algumas tão íngremes que pedem a mão amiga do colega à frente –, chegamos ao igarapé. Alívio. [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O passo é rápido para acompanhar os cientistas e seus guias ribeirinhos dentro da mata. Estamos na estação seca, e o calor sufocante da Floresta Amazônica se impõe. Uma hora e meia depois, entre descidas e subidas  – algumas tão íngremes que pedem a mão amiga do colega à frente –, chegamos ao igarapé. Alívio. A água pura e cristalina do pequeno braço de rio é providencial não só para matar a sede depois da caminhada: é o próprio objeto da pesquisa em curso. Na Floresta Nacional do Tapajós, oeste do Pará, alunos e professores de diferentes universidades avaliam o estado de conservação de igarapés como parte de um projeto de pesquisa que inclui 100 pequenos riachos entre as cidades de Santarém e Paragominas, que foram analisados pela primeira vez em 2010. O termo para nomear esses riachos vem do tupi-guarani e significa “caminho de canoa”. Os igarapés correm das nascentes em direção a lagos e rios e, como o nome diz, são navegáveis, embora bem mais estreitos e rasos. “Os grandes rios da Amazônia não existiriam sem os igarapés, que são suas cabeceiras”, explica Cecília Gontijo Leal, pesquisadora vinculada à Universidade de Lancaster, na Inglaterra, e à Rede Amazônia Sustentável (RAS). A ecóloga coordena o projeto Understanding and conserving tropical freshwater ecosystems (Entendendo e conservando sistemas aquáticos tropicais). Agora, ao voltar aos mesmos pontos do estudo anterior, o grupo com 19 professores e alunos busca analisar a série temporal para compreender a evolução dos impactos humanos sobre esses ecossistemas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/12/por-que-o-futuro-da-amazonia-depende-de-seus-igarapes/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Praias cada vez mais quentes: extremos climáticos disparam na costa brasileira</title>
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					<pubDate>07 Ago 2023 06:21:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Luís Patriani]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Água, Alterações Climáticas, Combustíveis Fósseis, Conservação, Desmatamento, Doenças, Florestas, Florestas Tropicais, Gases de Efeito Estufa, Oceanos, Política Ambiental, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>Analisando os padrões de temperatura nos últimos 40 anos em cinco pontos do litoral brasileiro, cientistas confirmaram os impactos do aquecimento global no país: verões mais quentes, mais ondas de calor e maior amplitude térmica ao longo do dia.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/08/praias-cada-vez-mais-quentes-extremos-climaticos-disparam-na-costa-brasileira/" data-wpel-link="internal">Praias cada vez mais quentes: extremos climáticos disparam na costa brasileira</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Divulgado em fevereiro de 2022, o último relatório elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) reafirmou como a emissão de gases de efeito estufa estão aumentando a frequência e a intensidade de temperaturas extremas ao redor do planeta. De acordo com o relatório, a cada 1 °C a mais na temperatura média global é esperado um agravamento desses fenômenos, responsáveis por secas, inundações, fome e morte de inúmeras pessoas, animais e plantas. As previsões indicam um acréscimo médio de 1,5 °C nos termômetros em relação à era pré-industrial até 2030, mesmo em um cenário otimista de menor emissão de carbono. Mas como especificar o que é um “extremo” de temperatura em um país imenso como o Brasil e com clima tão diverso, e identificar padrões destes extremos para entender seus efeitos em diferentes regiões? É o que respondeu o estudo inédito feito por pesquisadores do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que avaliou os padrões dos extremos de temperatura no litoral brasileiro, com impactos medidos em termos de ocorrências (dias em que um extremo aconteceu) e de eventos (dias seguidos da ocorrência de extremos, caracterizando uma onda). O trabalho se debruçou nos dados de temperatura do ar levantados a cada hora do dia ao longo dos últimos 40 anos em cinco regiões costeiras do país: São Luís (MA), Natal (RN), São Mateus (ES), Iguape (SP) e Rio Grande (RS). Praia em Ilha Comprida, próxima a Iguape (SP). Foto: Prefeitura de Ilha&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/08/praias-cada-vez-mais-quentes-extremos-climaticos-disparam-na-costa-brasileira/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Mudanças climáticas devem aumentar transmissões de zika e dengue</title>
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					<pubDate>17 Jul 2023 07:38:59 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Luís Patriani]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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											<description>
							<![CDATA[<p>O Brasil bateu o recorde de mortes por dengue em 2022, ao ultrapassar pela primeira vez na história recente a barreira dos quatro dígitos, com 1.016 óbitos. A triste marca deve ser superada em 2023. De acordo com o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses, já são 635 casos fatais registrados até 11 de [&#8230;]</p>
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]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[O Brasil bateu o recorde de mortes por dengue em 2022, ao ultrapassar pela primeira vez na história recente a barreira dos quatro dígitos, com 1.016 óbitos. A triste marca deve ser superada em 2023. De acordo com o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses, já são 635 casos fatais registrados até 11 de junho, um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. A última atualização do órgão, criado neste ano pelo Ministério da Saúde, aponta 1,3 milhões de ocorrências prováveis de pessoas infectadas até o momento. Em 2022, foram 1.450.270 casos. Se a presença da dengue, cujo principal vetor é a fêmea do Aedes aegypti, se mostra assustadora no presente, um estudo da Universidade de Michigan (EUA) indica um panorama no futuro ainda pior. O potencial de transmissão das arboviroses — doenças que incluem, além da dengue, zika e chikungunya — pode aumentar 20% nos próximos 30 anos devido às mudanças climáticas. O alarmante cenário projetado surgiu de uma investigação da incidência destas patologias em quatro capitais do Brasil:  Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. “Os órgãos de controle brasileiros devem estar preparados não apenas para o aumento da incidência das doenças como dengue e zika, mas também para temporadas de transmissão mais longas e uma expansão da área geográfica de ocorrência”, afirma o epidemiologista Andrew Brouwer, coautor do estudo e pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan. O menino João Gabriel, nascido com microcefalia em decorrência de infecção&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2023/07/mudancas-climaticas-devem-aumentar-transmissoes-de-zika-e-dengue/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Investigação liga cadeia de fornecimento de frango na Europa a abusos aos direitos indígenas no Brasil</title>
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					<pubDate>25 Mai 2022 05:39:03 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Laurel Sutherland]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alimentos, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Doenças, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Mata Atlântica, Medicina tradicional, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Saneamento, Saúde, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>Nova investigação estabeleceu uma ligação entre as redes de supermercados, fast food e marcas de comida para pets da Europa com a fazenda Brasília do Sul, de 9.700 hectares, que se tornou sinônimo de abusos aos direitos indígenas no Mato Grosso do Sul. Brasília do Sul abrigava um grupo de indígenas Guarani-Kaiowá, que foi expulso à força nos anos 1950 para abrir caminho ao desenvolvimento agrícola.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/05/investigacao-liga-cadeia-de-fornecimento-de-frango-na-europa-a-abusos-aos-direitos-indigenas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Investigação liga cadeia de fornecimento de frango na Europa a abusos aos direitos indígenas no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Nos anos 1950, um grupo de indígenas Guarani-Kaiowá que vivia na comunidade de Takuara, no Mato Grosso do Sul, foi expulso à força da terra em que vivia há séculos para abrir caminho para o desenvolvimento agrícola. Hoje, Takuara é conhecida como Brasília do Sul, uma fazenda de 9.700 hectares que se tornou sinônimo de abusos aos direitos indígenas no Brasil. De acordo com uma nova investigação, Brasília do Sul é hoje uma grande produtora de soja e fornecedora do grão para grandes cooperativas e redes, entre elas a Lar Cooperativa Agroindustrial, uma das maiores produtoras de carne de frango do Brasil. A investigação foi realizada pela Earthsight, um grupo ambientalista com sede em Londres, e o De Olho nos Ruralistas, que monitora o agronegócio no Brasil. A companhia Westbrigde Foods, com sede no Reino Unido, foi indentificada como uma das maiores compradoras de frango marinado congelado da Lar e é fornecedora de produtos de frango para a gigante de fast food KFC e para as redes de supermercados Sainsbury’s, Asda, Aldi e Iceland, entre outros. Entre 2018 e 2021, a Westbridge importou mais de 37 mil toneladas de frango marinado e congelado da Lar – cerca de um terço da quantidade que a empresa brasileira enviou aos EUA e ao Reino Unido durante o período. Em resposta a perguntas feitas pelos investigadores em relação às descobertas da reportagem, tanto a Aldi quanto a Asda negaram que o frango fornecido pela Westbridge tenha qualquer ligação com Brasília do Sul, enquanto&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2022/05/investigacao-liga-cadeia-de-fornecimento-de-frango-na-europa-a-abusos-aos-direitos-indigenas-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Com envolvimento da comunidade, casos de malária caem quase 20 vezes no norte do Amazonas</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2020/10/com-envolvimento-da-comunidade-casos-de-malaria-caem-quase-20-vezes-no-norte-do-amazonas/</link>
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					<pubDate>26 Out 2020 22:03:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Juliana Aguilera]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Doenças, Florestas Tropicais, Incêndios, Queimadas, Saneamento e Saúde]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Estudo conjunto de pesquisadores espanhóis e brasileiros acompanhou por 15 anos comunidades do Baixo Rio Negro em seu esforço de combate à malária. A participação dos moradores foi crucial para reduzir em 94% o número de casos. </p>
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]]>
						</description>
																					<content:encoded>
							<![CDATA[Depois de 15 anos acompanhando os casos de malária no Baixo Rio Negro, um estudo conduzido por instituições espanholas em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e com órgãos de saúde brasileiros comprovou a eficácia da ação comunitária no combate à doença transmitida pelo mosquito Anopheles. A partir do envolvimento de moradores na área do Parque Nacional do Jaú, nos municípios de Barcelos e Novo Airão (AM), e de melhorias nas estruturas dos centros de saúde, os casos de infecção caíram de 354 para 20 entre 2005 e 2015. É uma redução de 94% em dez anos. Nos estados da Região Norte, a malária ainda é um problema de saúde alarmante. Segundo a OMS, em 2019, foram confirmados cerca de 156 mil casos no Brasil, sendo 99% deles na região amazônica. As infecções costumam se centrar em áreas de mineração, extrativismo madeireiro e assentamentos agrícolas — locais onde as alterações ambientais favorecem a transmissão da doença. No estado do Amazonas, a prestação de serviço de saúde é um desafio, pois muitos povoados se encontram em áreas remotas, como no caso das 14 comunidades monitoradas neste estudo. Entrada do Parque Nacional do Jaú. Foto: Tim Ellis/CC BY-NC 2.0. A pesquisa e a ação participativa foram implementadas em duas etapas, sendo a primeira voltada para a saúde geral e a segunda para o manejo dos casos de malária. Em 2001, um grupo in loco entrevistou moradores dentro dos limites do Parque Nacional do Jaú e identificou as doenças mais recorrentes,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/10/com-envolvimento-da-comunidade-casos-de-malaria-caem-quase-20-vezes-no-norte-do-amazonas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
						</content:encoded>
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														</item>
						<item>
					<title>Pesquisa detecta paralelo entre criação de porcos e focos de coronavírus</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2020/09/pesquisa-detecta-paralelo-entre-criacao-de-porcos-e-focos-de-coronavirus/</link>
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					<pubDate>28 Set 2020 08:34:36 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Alimentos, Doenças, Saneamento e Saúde]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>Pesquisadores encontraram uma surpreendente correlação na Região Sul do Brasil: municípios com maior densidade de porcos também são aqueles com o maior número de pessoas infectadas por covid-19. </p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/09/pesquisa-detecta-paralelo-entre-criacao-de-porcos-e-focos-de-coronavirus/" data-wpel-link="internal">Pesquisa detecta paralelo entre criação de porcos e focos de coronavírus</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Nos últimos meses, frigoríficos de diversas localidades foram associados ao aumento de casos de infecção por covid-19. O frigorífico Tönnies, na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha, foi fechado temporariamente e a processadora de carne de porco Smithfield, nos Estados Unidos, se tornou grande foco da doença em Dakota do Sul, um dos estados menos povoados do país. No Brasil, reclamações envolvendo abatedouros e contaminação por covid-19 proliferam e 20% dos trabalhadores do setor foram infectados, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA). Os surtos nos frigoríficos e a liderança mundial da China como produtora de carne suína chamaram a atenção da pesquisadora e professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Mies Bombardi, do farmacêutico alemão Immo Fiebrig e do técnico do Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento do Departamento de Geografia da USP, Pablo Nepomuceno, que passaram a analisar a questão. Em dois artigos, eles mostram a correlação espacial entre o aumento de infectados pelo covid-19 e a criação intensiva de porcos no Brasil, nos Estados Unidos e na Alemanha. Levantam também a hipótese, ainda não comprovada, de que o modelo atual de agropecuária, especificamente a criação industrial de suínos, pode favorecer a propagação do vírus, tendo os porcos como vetores da contaminação. “Trata-se de uma hipótese, mas a correlação espacial é enorme”, diz Larissa Bombardi. Santa Catarina, responsável por 25% da produção de carne suína do Brasil, foi a primeira evidência apontada no primeiro artigo publicado. Com alta taxa&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/09/pesquisa-detecta-paralelo-entre-criacao-de-porcos-e-focos-de-coronavirus/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“Janeiro sangrento” para os Kaiowá do Mato Grosso do Sul tem incêndio em casa de reza, ataques e corte em cestas básicas</title>
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					<pubDate>14 Fev 2020 16:54:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Caio de Freitas Paes]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Cerrado e Desmatamento ilegal na Amazônia]]>
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							<![CDATA[América Do Sul, América Latina, Brasil e Cerrado]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Alimentos, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Cerrado, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Doenças, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Imagens de Satélite, Incêndios, Indígenas, Índios, Lei Ambiental, Madeira, Madeireiras, Mata Atlântica, Medicina tradicional, Monocultura, Óleo de Palma, Pecuária, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Queimadas, Saneamento, Saúde, Soja, Terras Indígenas e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>No início de janeiro, atentados a locais sagrados, expulsões e violentos embates contra seguranças armados e oficiais do governo estadual assolaram os Kaiowá de Dourados e Rio Brilhante, municípios próximos à fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai. </p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/02/janeiro-sangrento-para-os-kaiowa-do-mato-grosso-do-sul-tem-incendio-em-casa-de-reza-ataques-e-corte-em-cestas-basicas/" data-wpel-link="internal">“Janeiro sangrento” para os Kaiowá do Mato Grosso do Sul tem incêndio em casa de reza, ataques e corte em cestas básicas</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[O índice de violência entre os indígenas que vivem no Mato Grosso do Sul é o mais alto do país: ali, a taxa de homicídios é o triplo do que ocorre em outras etnias. Foto: Christian Braga/Farpa/Comisión Interamericana de Derechos Humanos O ano de 2020 mal havia começado quando uma série de agressões assolaram os Kaiowá em Dourados e Rio Brilhante, municípios próximos à fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Entre os dias 2 e 3 de janeiro, houve atentados a locais sagrados aos indígenas, expulsões e violentos embates contra seguranças armados e oficiais do governo estadual. A situação chegou a tal ponto que uma criança indígena foi atingida e ferida por uma granada em Dourados. Na madrugada do dia 2, cerca de 80 indígenas da aldeia Laranjeira Nhanderu acordaram com barulhos muito altos e invasores fugindo para as matas. Ao saírem de suas barracas e casebres improvisados, viram as chamas engolindo a casa de reza da comunidade. O alvoroço foi geral, com homens e mulheres em pânico à procura de água para conter o incêndio. Com bastante esforço, conseguiram – mas parte da estrutura ficou comprometida. A aldeia fica em Rio Brilhante, em uma área sob disputa fundiária. As casas de reza são o símbolo mais forte de um povo em constante ameaça por interesses do agronegócio no Centro-Oeste. “Os Kaiowá fazem questão de construir casas de reza para lhes dar mais segurança. No seu modo de ver, uma construção dessas garante um local de onde&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/02/janeiro-sangrento-para-os-kaiowa-do-mato-grosso-do-sul-tem-incendio-em-casa-de-reza-ataques-e-corte-em-cestas-basicas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>ONG luta para salvar o último igarapé limpo de Manaus</title>
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					<pubDate>14 Jan 2020 10:29:43 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sam Cowie]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Conservação na Amazônia]]>
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							<![CDATA[Amazônia, América Do Sul, América Latina e Brasil]]>
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							<![CDATA[Água, Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Conservação, Degradação, Desmatamento, Doenças, Florestas, Florestas Tropicais, Recursos hídricos, Responsabilidade Ambiental, Saneamento e Saúde]]>
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							<![CDATA[<p>Antes usados para lazer, navegação e pesca, quase todos os 150 igarapés de Manaus estão totalmente poluídos. Especialistas dizem que pode levar até 30 anos para recuperá-los; alguns já são considerados “mortos”.</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/01/ong-luta-para-salvar-o-ultimo-igarape-limpo-de-manaus/" data-wpel-link="internal">ONG luta para salvar o último igarapé limpo de Manaus</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[MANAUS — “O que mantém um igarapé limpo? Ele precisa de floresta, uma área de 100 metros de cada lado para manter as nascentes vivas”, diz Jó Farah, presidente da ONG Mata Viva, enquanto caminha com água até os joelhos naquele que diz ser o último igarapé limpo de Manaus. Com uma população de mais de 2 milhões de habitantes, Manaus é a cidade mais populosa da Amazônia brasileira, cercada pela maior floresta tropical do mundo e conectada por afluentes do imponente Rio Amazonas. Antes usados para lazer, navegação e pesca, hoje quase todos os 150 igarapés da capital amazonense estão poluídos com lixo e outros rejeitos. Especialistas dizem que levará pelo menos 20 a 30 anos para que os cursos d&#8217;água se recuperem. Alguns, considerados “igarapés mortos”, dificilmente serão salvos, já que suas nascentes foram soterradas com lixo ou terra. “Os igarapés mortos de Manaus morreram em silêncio. Mas este igarapé tem voz”, diz Farah, referindo-se ao Água Branca, que atravessa o bairro de Tarumã. Farah, jornalista de formação, mantém um site em que atualiza e monitora o estado do igarapé – uma forma de ativismo online que, segundo ele, mantém o curso d’água “vivo”. Hoje, como resultado dessa iniciativa, o igarapé Água Branca atrai pesquisadores de toda a cidade e é monitorado remotamente pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que acompanha o nível de suas águas. Visão do igarapé Educandos, na zona sul de Manaus. Foto: César Nogueira. Crescimento desordenado A população de Manaus cresceu rapidamente a partir&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2020/01/ong-luta-para-salvar-o-ultimo-igarape-limpo-de-manaus/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Abastecimento de água deficiente e saneamento básico precário proliferam a Zika no Brasil</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2016/12/abastecimento-de-agua-deficiente-e-saneamento-basico-precario-proliferam-a-zika-no-brasil/</link>
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					<pubDate>19 Dez 2016 12:49:37 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Zoe Sullivan]]>
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						<![CDATA[Maria Angeles Salazar]]>
					</author>
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							<![CDATA[Água, Doenças, Poluição e Saneamento]]>
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							<![CDATA[<p>Maria Josefa de Oliveira, na porta de entrada de sua casa, em Imbiribeira, bairro de Recife – uma cidade com 3,7 milhões de habitantes no nordeste do Brasil. As barras na janela e na porta e a placa feita a mão para o seu pequeno negócio de manicure de longa data, a mantêm firmemente nesse [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2016/12/abastecimento-de-agua-deficiente-e-saneamento-basico-precario-proliferam-a-zika-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Abastecimento de água deficiente e saneamento básico precário proliferam a Zika no Brasil</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Ônibus no bairro de Afogados: Um ônibus passa por uma enorme poça no bairro de Afogados, Recife. O bairro nomeado “Afogados”, ironicamente, faz parte de uma cidade construída em cima de mangues com sistemas de água e saneamento inadequados. Foto por Zoe Sullivan Maria Josefa de Oliveira, na porta de entrada de sua casa, em Imbiribeira, bairro de Recife – uma cidade com 3,7 milhões de habitantes no nordeste do Brasil. As barras na janela e na porta e a placa feita a mão para o seu pequeno negócio de manicure de longa data, a mantêm firmemente nesse bairro de baixa renda e majoritariamente afro-brasileira. Recife foi manchete no final de 2015 ao ser caracterizada como o epicentro da crise de microcefalia, e essa parte da cidade tem apresentado um dos maiores índices de casos envolvendo o vírus da Zika no Brasil – além de muitos casos de outras doenças transmitidas por mosquitos. Mas, de alguma forma, a rua onde Oliveira mora foi poupada. Maria Josefa declara que “aqui em casa ainda não tivemos nenhum caso (de Zika, dengue ou chikungunya). Até onde eu sei, poucas pessoas que moram por perto tiveram. Meu irmão, que mora na outra rua, teve dengue (febre). Tem também uma menina que mora por ali que teve chikungunya há uns cinco meses. Mas aqui, não tivemos nada”. A minicure credita o baixo número de casos não a um milagre, mas sim à instalação de um sistema de esgoto de drenagem em sua rua: “antes, a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2016/12/abastecimento-de-agua-deficiente-e-saneamento-basico-precario-proliferam-a-zika-no-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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