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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Fé contra o fogo: na Amazônia, ex-seminarista se junta à luta perpétua contra os incêndios</title>
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					<pubDate>05 Mar 2026 07:56:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carla Ruas]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Clima, Conservação, Degradação, Desmatamento, Ecologia, Florestas, Florestas Tropicais, incêndios, Incêndios Florestais, Meio Ambiente, Mudanças climáticas e Queimadas]]>
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							<![CDATA[<p>ACARÁ, Pará — Em agosto de 2024, uma queimada se alastrou pelo município paraense de Acará, localizado na porção oeste da Amazônia. Edson Abreu dos Santos, de 48 anos, atual coordenador municipal da Defesa Civil, já sabia: seria preciso agir rápido, já que sua cidade não contava com corpo de bombeiros, caminhões-pipa nem helicópteros para combater [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ACARÁ, Pará — Em agosto de 2024, uma queimada se alastrou pelo município paraense de Acará, localizado na porção oeste da Amazônia. Edson Abreu dos Santos, de 48 anos, atual coordenador municipal da Defesa Civil, já sabia: seria preciso agir rápido, já que sua cidade não contava com corpo de bombeiros, caminhões-pipa nem helicópteros para combater os incêndios. Ao mesmo tempo, como as chamas margeavam o Rio Itapecuru, em locais só acessados por barcos, tampouco adiantaria acionar o apoio de veículos terrestres. De forma improvisada, Edson montou um centro de operações em uma casa ribeirinha. Da sacada, por mensagem, pediu ajuda a dezenas de moradores da comunidade; mais de cem de seus vizinhos responderam ao chamado e, pouco a pouco, aportaram no local em suas rabetas — como a linguagem popular chama os barcos motorizados de madeira utilizados para se locomover pelos sinuosos rios amazônicos. O coordenador, então, pediu que os voluntários enchessem galões de 20 litros (ou carotes, como são chamados por lá), com água do rio. Em fila única, os voluntários carregaram os recipientes nos ombros por quase 1 quilômetro, adentrando a mata. E assim, jogavam o que conseguiam para combater as chamas, um pouco por vez. Muitos percorriam o caminho de chinelos, enquanto os homens tiravam a camisa diante do calor insuportável. O trabalho árduo conteve o fogo até a chegada de 30 bombeiros acionados em Macarena, uma cidade vizinha a cerca de 100 quilômetros. A equipe chegou com bombas costais, uma motobomba e uma única mangueira. Com&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/fe-contra-o-fogo-na-amazonia-ex-seminarista-se-junta-a-luta-perpetua-contra-os-incendios/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Feiras livres viram focos de disseminação de vírus letal para araras e papagaios</title>
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					<pubDate>03 Mar 2026 08:49:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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							<![CDATA[<p>Em outubro de 2025, agentes do Ibama chegaram de surpresa à Feira de Parangaba, que acontece todo domingo em Fortaleza. Também conhecida como Feira dos Pássaros, este é um tradicional ponto de venda ilegal de passarinhos, papagaios e araras. Na ação daquele domingo, 271 aves foram apreendidas e levadas até o Centro de Triagem de Animais Silvestres [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em outubro de 2025, agentes do Ibama chegaram de surpresa à Feira de Parangaba, que acontece todo domingo em Fortaleza. Também conhecida como Feira dos Pássaros, este é um tradicional ponto de venda ilegal de passarinhos, papagaios e araras. Na ação daquele domingo, 271 aves foram apreendidas e levadas até o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama da capital cearense, onde os animais são recuperados para uma possível reintrodução à natureza. Com o passar dos dias, no entanto, alguns dos indivíduos do gênero Agapornis começaram a morrer, acionando um alerta vermelho na equipe do Cetas. Visados pelo comércio de animais de estimação, os pequenos papagaios multicoloridos de origem africana carregavam o temível circovírus, nativo da Austrália. “As aves [apreendidas] foram chegando e os testes sendo feitos, e aí começaram a dar positivo”, conta Fernanda Gaia, analista ambiental no Cetas de Fortaleza. Causador da doença do bico e das penas nos chamados psitacídeos — grupo que inclui araras, papagaios e periquitos —, o vírus pode causar má-formação e descoloração de penas, além de deformações no bico. Como não tem tratamento e é de rápida disseminação, a doença é uma sentença de morte para as aves, que precisam ser eutanasiadas para evitar novas vítimas. No Cetas de Fortaleza, a confirmação do diagnóstico colocou sob risco todas as outras centenas de aves abrigadas no local. Agentes do Ibama durante apreensão de aves na Feira de Parangaba, em Fortaleza. Foto: Daiane Cortes/Ibama. Segundo o Ibama, as medidas de isolamento das aves doentes foram tomadas, mas em&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/feiras-livres-viram-focos-de-disseminacao-de-virus-letal-para-araras-e-papagaios/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estudo aponta novas dinâmicas entre pontes artificiais e mamíferos da floresta</title>
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					<pubDate>27 Fev 2026 06:13:42 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Luís Patriani]]>
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							<![CDATA[<p>Em toda a Amazônia, a fragmentação da floresta representa uma ameaça crescente à preservação da fauna. Em nome do desenvolvimento econômico, o avanço do agronegócio e de obras de infraestrutura — como rodovias, ferrovias, linhas de transmissão e gasodutos — traz consigo diversos riscos. Entre os principais, destacam-se o isolamento populacional de muitas espécies animais [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/estudo-aponta-novas-dinamicas-entre-pontes-artificiais-e-mamiferos-da-floresta/" data-wpel-link="internal">Estudo aponta novas dinâmicas entre pontes artificiais e mamíferos da floresta</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Em toda a Amazônia, a fragmentação da floresta representa uma ameaça crescente à preservação da fauna. Em nome do desenvolvimento econômico, o avanço do agronegócio e de obras de infraestrutura — como rodovias, ferrovias, linhas de transmissão e gasodutos — traz consigo diversos riscos. Entre os principais, destacam-se o isolamento populacional de muitas espécies animais e sua eventual morte por atropelamento. Mamíferos que vivem e se deslocam entre as árvores — como primatas, preguiças e porcos-espinhos — estão entre os mais afetados por esse confinamento geográfico. Ao mesmo tempo, também são os que menos se beneficiam de iniciativas ambientais mitigadoras, como a implementação de passagens artificiais. Diante desse quadro, e dispostos a obter mais informações sobre o comportamento dos animais e seus habitats, os biólogos Justin Santiago e Lindsey Swierk, da Universidade de Binghamton, em Nova York, viajaram ao coração da Amazônia peruana com um propósito: entender a dinâmica das espécies locais e buscar novidades na relação entre a fauna e as passagens artificiais . Para isso, os pesquisadores escolheram uma área de floresta contínua e instalaram câmeras em pontos estratégicos de um amplo sistema de passarelas, cuja estrutura combina redes, cordas grossas e plataformas de diferentes alturas. Entremeados, os objetos formam longos corredores suspensos, que ajudam os animais a se deslocarem da copa de uma árvore à outra. Especialista instala câmera em uma árvore conectada ao sistema de passarelas na Amazônia peruana. Foto: Elizabeth Benson. Publicada em setembro de 2025, a pesquisa foi realizada na Estação de Campo do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/estudo-aponta-novas-dinamicas-entre-pontes-artificiais-e-mamiferos-da-floresta/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Mongabay vence Prêmio Andifes de Jornalismo com investigação sobre compra de carne de tubarão</title>
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					<pubDate>26 Fev 2026 19:48:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Uma investigação da Mongabay de 2025, que revelou compras governamentais de carne de tubarão, feitas em larga escala para servir em milhares de escolas, hospitais, prisões e outras instituições públicas, ganhou o primeiro lugar na categoria “ensino superior” do Prêmio Andifes de Jornalismo, promovido pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). &#8220;O trabalho se destaca pela escuta qualificada de especialistas e pesquisadores, que contribuem para a análise dos impactos ambientais, sanitários e regulatórios do tema. Ao valorizar o conhecimento científico na abordagem jornalística, a reportagem evidencia o papel do ensino superior na produção de evidências, na formação de especialistas e no subsídio ao debate público e às políticas públicas&#8221;, disse a entidade durante o anúncio, em 24 de fevereiro. A investigação, publicada em julho de 2025 em colaboração com o Pulitzer Center, rastreou 1.012 licitações públicas emitidas por autoridades brasileiras — desde 2004 — para a aquisição de mais de 5.400 toneladas métricas de carne de tubarão, no valor de pelo menos R$ 112 milhões. Essas compras foram emitidas por 542 municípios em 10 dos 26 estados do país, despertando preocupações ambientais e de saúde pública. O editor-sênior Philip Jacobson e as repórteres investigativas Karla Mendes e Fernanda Wenzel foram os autores da Mongabay na série, junto com Kuang Keng Kuek Ser, editor de dados do Pulitzer Center. Como predadores de topo de cadeia, os tubarões tendem a acumular em seus tecidos altos níveis de metais pesados, como o mercúrio e o arsênio. Esses elementos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/mongabay-vence-premio-andifes-de-jornalismo-com-investigacao-sobre-compra-de-carne-de-tubarao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>No Mato Grosso, santuário oferece vida nova a elefantes marcados pela dor do cativeiro</title>
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					<pubDate>25 Fev 2026 07:51:39 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André Aram]]>
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							<category><![CDATA[Fauna]]></category>
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							<![CDATA[Em abril do ano 2000, o pequeno José Miguel dos Santos Fonseca, de apenas seis anos, foi morto por leões do Circo Vostok, durante um ciclo de eventos em Jaboatão dos Guararapes, município que integra a Região Metropolitana de Recife. A criança foi atacada durante um intervalo das apresentações, enquanto caminhava ao lado de um túnel gradeado que ligava a jaula dos felinos ao picadeiro. O espaço de 10 centímetros entre as barras de ferro foi suficiente para que o ataque ocorresse; horas depois, quatro dos cinco leões envolvidos no episódio haviam sido mortos a tiro pela Polícia Militar. O acidente gerou uma onda de comoção em todo o Brasil. Ao mesmo tempo, reacendeu debates sobre as condições precárias e exploratórias a que os animais eram submetidos no mundo do entretenimento. Pouco depois da tragédia, um projeto de lei tornou Pernambuco o primeiro estado do país a proibir o uso de animais em eventos circenses. Algum tempo depois, outros estados se juntariam à causa — o que, à primeira vista, apontava um caminho de avanço sem qualquer ressalva. No entanto, as proibições criaram um problema residual: sem espaço nos circos, muitos animais seriam largados à própria sorte. A situação se tornou especialmente delicada para animais de grande porte, como os elefantes, que são longevos e necessitam de amplos habitats artificiais. Para responder a uma parte dos surtos de abandono que se sucederam após as proibições, especialistas e membros da sociedade civil se uniram para criar o Santuário de Elefantes Brasil&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/no-mato-grosso-santuario-oferece-vida-nova-a-elefantes-marcados-pela-dor-do-cativeiro/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como botas de caubói estão financiando a pesca sustentável de pirarucu na Amazônia</title>
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					<pubDate>23 Fev 2026 08:37:10 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Conservação, Ecologia, Florestas, Florestas Tropicais, Meio Ambiente, Peixes, pesca, Produtos da Floresta, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Habitante da Bacia Amazônica e um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é dotado de uma pele dura que o protege contra ataques de predadores aquáticos (como piranhas), mas que ao mesmo tempo é flexível. Essas características, combinadas com o desenho de suas escamas, em formato de diamante, vêm [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/como-botas-de-cauboi-estao-financiando-a-pesca-sustentavel-de-pirarucu-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Como botas de caubói estão financiando a pesca sustentável de pirarucu na Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Habitante da Bacia Amazônica e um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é dotado de uma pele dura que o protege contra ataques de predadores aquáticos (como piranhas), mas que ao mesmo tempo é flexível. Essas características, combinadas com o desenho de suas escamas, em formato de diamante, vêm atraindo o interesse da indústria internacional da moda. O maior mercado da pele de pirarucu é o estado americano do Texas. Botas em estilo country produzidas com o material são fabricadas nos Estados Unidos e no México e vendidas por esses dois países — um nicho que ajuda a financiar a pesca sustentável das comunidades tradicionais do Amazonas. A carne é o principal produto de manejo do peixe, mas sua pele, que pesa no mínimo 10 quilos, é vendida por um preço maior: de R$ 170 a R$ 200. Seu uso é em calçados e acessórios da moda. “A venda da pele de pirarucu é fundamental para manter os R$ 10 por quilo pagos ao manejador”, diz Ana Alice Britto, coordenadora comercial da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc). “Ela também ajuda a pagar uma pequena parcela dos custos com logística, processamento e armazenamento.” Criada em 1994, a Asproc é a maior organização do Médio Juruá, no Amazonas, e representa 800 famílias de 61 comunidades ribeirinhas. No ano passado, a associação vendeu 180 toneladas de pirarucus manejados. A atividade comercial do peixe — que pode pesar até 200 quilos e medir 3 metros de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/como-botas-de-cauboi-estao-financiando-a-pesca-sustentavel-de-pirarucu-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>No Rio, projeto recicla fantasias do Carnaval e abre alas para economia circular</title>
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					<pubDate>19 Fev 2026 10:45:46 +0000</pubDate>
											<dc:creator>
							<![CDATA[André Aram]]>
						</dc:creator>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>O que acontece quando o Carnaval das escolas de samba acaba? Quando as luzes do sambódromo se apagam e o público vai embora, para onde seguem as toneladas de plumas, lantejoulas, fantasias e adereços que deram forma ao espetáculo? O padrão é que tudo vá parar em aterros sanitários, destino final de toneladas de materiais [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O que acontece quando o Carnaval das escolas de samba acaba? Quando as luzes do sambódromo se apagam e o público vai embora, para onde seguem as toneladas de plumas, lantejoulas, fantasias e adereços que deram forma ao espetáculo? O padrão é que tudo vá parar em aterros sanitários, destino final de toneladas de materiais descartados. No Rio de Janeiro, porém, onde mais de 60 mil pessoas desfilam todo ano na Marquês de Sapucaí, as fantasias começaram a ganhar um novo endereço depois da festa. Em 2023, um galpão no bairro da Gamboa, na região central, passou a sediar o Sustenta Carnaval, uma iniciativa socioambiental e de economia circular que reaproveita e recicla resíduos têxteis dos desfiles do sambódromo. A ideia surgiu em 2020, quando a atual diretora artística Mariana Pinho, ao acompanhar os desfiles, percebeu que“há décadas, a situação persistia. Por falta de caminhões ou de equipes [para fazer as coletas], as fantasias iam diretamente para os aterros”, disse à Mongabay. Embora viva na Inglaterra há 22 anos, onde trabalha em uma organização de arte, a idealizadora do Sustenta Carnaval costuma passar algumas temporadas no Brasil, com a missão de colocar em prática os conhecimentos que adquiriu em sua jornada profissional. Durante a pandemia de coronavírus, Mariana — que iniciou uma graduação em Moda, mas não concluiu o curso — se dedicou a estudar sustentabilidade por conta própria, buscando mais detalhes sobre o impacto ambiental gerado pelo descarte irregular do que é usado no Carnaval. Os números, ela conta,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/no-rio-projeto-recicla-fantasias-do-carnaval-e-abre-alas-para-economia-circular/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Bastidores: como a Mongabay rastreou licitações de carne de tubarão para escolas e hospitais</title>
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					<pubDate>18 Fev 2026 21:01:06 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Kuang Keng Kuek SerPhilip Jacobson]]>
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						<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<category><![CDATA[Cadeias alimentares]]></category>
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							<![CDATA[<p>Em julho de 2025, a Mongabay publicou uma investigação que revelou compras públicas de carne de tubarão, feitas em grande escala, para alimentar crianças em idade escolar, pacientes de hospitais e detentos em várias regiões do país. O Brasil é o maior consumidor e importador mundial da carne desse animal e as licitações despertaram preocupações [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em julho de 2025, a Mongabay publicou uma investigação que revelou compras públicas de carne de tubarão, feitas em grande escala, para alimentar crianças em idade escolar, pacientes de hospitais e detentos em várias regiões do país. O Brasil é o maior consumidor e importador mundial da carne desse animal e as licitações despertaram preocupações ambientais, uma vez que os tubarões sofrem sobrepesca — em todo o mundo, suas populações em mar aberto diminuíram cerca de 71% no último meio século. A investigação também desencadeou alertas sobre os riscos à saúde, uma vez que a carne de tubarão tende a conter altos níveis de metais pesados, o que pode ser especialmente perigoso para crianças, gestantes, lactantes e outros grupos vulneráveis. Entre seus vários impactos, a série de reportagens movimentou o debate público, motivando um pedido de audiência pública no Congresso Nacional, uma citação no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e em uma ação civil pública; o trabalho também contribuiu para a suspensão do uso da carne do animal em escolas públicas estaduais no Rio de Janeiro. Durante a pesquisa, passamos meses vasculhando dezenas de portais de transparência nos quais os governos estaduais e municipais são obrigados por lei a publicar as licitações. Foi um trabalho desafiador e que juntou as peças de um quebra-cabeça, unidas por dados catalogados com termos de busca muitas vezes inconsistentes. Na matéria a seguir, contaremos como isso foi feito, na esperança de inspirar e facilitar o caminho de outros jornalistas e pesquisadores interessados nessa&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/bastidores-como-a-mongabay-rastreou-licitacoes-de-carne-de-tubarao-para-escolas-e-hospitais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como a Mongabay ajudou a salvar um santuário no Piauí</title>
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					<pubDate>18 Fev 2026 07:23:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Mongabay]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Em março de 2025, a Mongabay publicou uma reportagem que revelou manobras legislativas para autorizar a construção de um resort de luxo em um santuário ecológico no litoral do Piauí. Na ocasião, a Lei Estadual 8.588/2025 havia rebaixado o Monumento Natural das Itans a uma Área de Proteção Ambiental, permitindo atividades econômicas em seus 57 [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em março de 2025, a Mongabay publicou uma reportagem que revelou manobras legislativas para autorizar a construção de um resort de luxo em um santuário ecológico no litoral do Piauí. Na ocasião, a Lei Estadual 8.588/2025 havia rebaixado o Monumento Natural das Itans a uma Área de Proteção Ambiental, permitindo atividades econômicas em seus 57 hectares. A região abriga ecossistemas sensíveis — como manguezais, restinga e sambaquis — e funciona como zona de alimentação e reprodução para peixes-boi e tartarugas-marinhas. Na época da reportagem, a Mongabay mostrou que a reclassificação das Itans ocorreu sem os estudos ambientais exigidos nem a realização de consultas públicas. Moradores da comunidade ouvidos pela Mongabay relataram episódios de assédio, destruição de canoas e incêndios criminosos após a chegada de empresários à região, interessados em instalar empreendimentos turísticos. “Esse vilarejo era feito somente de pescadores e agricultores&#8221;, disse um pescador à Mongabay. &#8220;O turismo desordenado começou a chegar e essas pessoas, que se dizem empresários, através da especulação imobiliária, querem expulsar usando a força policial para poder amedrontar a comunidade.” Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) em uma praia no Monumento Natural das Itans. Foto: Instituto Tartarugas do Delta/divulgação. Impacto Em maio de 2025, poucos meses após a publicação da reportagem da Mongabay, a Justiça Federal condenou Fábio Jupi, o empresário responsável pelo projeto de resort na região, por grilagem de terras. Ele também foi obrigado a desocupar a área, a restaurar os ecossistemas degradados e a pagar multas. O Ministério Público Federal, o Ibama e membros de organizações&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/como-a-mongabay-ajudou-a-salvar-um-santuario-no-piaui/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</title>
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					<pubDate>13 Fev 2026 08:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Wenzel]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Ameaças à Amazônia, Ameaças às Florestas Tropicais, Certificação, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Corrupção, Crime Ambiental, Degradação, Desmatamento, Ecologia, Florestas, Florestas Tropicais, Grilagem, Imagem de Satélite, Imagens de Satélite, incêndios, Incêndios Florestais, Lei Ambiental, Leis ambientais, Meio Ambiente, Monocultura, Política Ambiental, Queimadas e soja]]>
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							<![CDATA[<p>Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Fim da moratória da soja pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Grandes traders de soja operando no Brasil anunciaram no início de janeiro o abandono de um dos acordos de desmatamento zero mais bem-sucedidos do mundo, conhecido como moratória da soja. Por meio desse pacto, firmado há duas décadas, as empresas se comprometem voluntariamente a não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas da Amazônia após 2008. Agora, com o novo anúncio, ressurge o temor de que a soja avance sobre a floresta. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a saída de cena desses traders pode aumentar em 30% o desmatamento da Amazônia até 2045. O golpe de misericórdia veio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Representando alguns dos maiores traders de soja do mundo, como Cargill, Bunge, Amaggi e ADM, a associação anunciou no dia 5 de janeiro que &#8220;iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja&#8221;. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, e os membros da Abiove representam quase 45% desses embarques, segundo dados de 2022 da Trase, organização de rastreamento de commodities. A decisão ocorreu depois que uma nova lei entrou em vigor no Mato Grosso, o maior produtor de soja do país. A legislação, em vigor desde 1º de janeiro, permite que o governo estadual suspenda incentivos fiscais a empresas que adotem critérios ambientais além dos exigidos pela lei brasileira, como é o caso da moratória da soja. A lei está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal. &#8220;A Abiove entende que&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/fim-da-moratoria-da-soja-pode-aumentar-em-30-o-desmatamento-da-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Novo mapa do Inpe vai ajudar exportadores a cumprir lei antidesmatamento da UE</title>
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					<pubDate>12 Fev 2026 19:08:22 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Karla Mendes]]>
					</author>
							<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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							<![CDATA[<p>O governo brasileiro desenvolveu uma nova tecnologia para construir um mapa que atenda à nova regulamentação da União Europeia (UE) sobre produtos livres de desmatamento — e ajude os exportadores de commodities a cumprir a legislação. Criada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a nova tecnologia gerou, pela primeira vez, dados de desmatamento em [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O governo brasileiro desenvolveu uma nova tecnologia para construir um mapa que atenda à nova regulamentação da União Europeia (UE) sobre produtos livres de desmatamento — e ajude os exportadores de commodities a cumprir a legislação. Criada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a nova tecnologia gerou, pela primeira vez, dados de desmatamento em polígonos de meio hectare — um dos requisitos da EUDR (na sigla em inglês). Os dados oficiais de desmatamento da Amazônia vêm do Prodes, sistema de monitoramento por satélite do Inpe em áreas de um hectare. &#8220;Foi a primeira vez que a gente fez [essa análise] abaixo de 1 hectare&#8221;, disse Cláudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento BiomasBR do Inpe, à Mongabay por telefone. Gráfico de Andrés Alegría/Mongabay. Quando entrar em vigor no final de 2026 (depois de dois adiamentos consecutivos), a EUDR exigirá que os fornecedores comprovem, por meio de dados geolocalizados e de uma série de documentos, que seus produtos exportados para a UE não são provenientes de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. O objetivo é responder às crescentes alegações de que as importações do bloco europeu estão vinculadas ao desmatamento ilegal, inclusive na Amazônia, e terá como alvo sete produtos: soja, gado, borracha, óleo de palma, café, cacau e madeira. A taxa anual de desmatamento do Prodes refere-se a dados de 1º de agosto do ano anterior a 31 de julho do ano seguinte. Mas, segundo Almeida, o Inpe também utilizou imagens de satélite de alta resolução e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/novo-mapa-do-inpe-vai-ajudar-exportadores-a-cumprir-lei-antidesmatamento-da-ue/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Quem são as mulheres que sustentam a pesca de luxo no Pantanal</title>
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					<pubDate>11 Fev 2026 14:19:47 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Água, Comunidades Tradicionais, Conservação, Ecologia, Meio Ambiente, Pantanal, Populações Tradicionais, Povos Tradicionais, Recursos hídricos, rios e Socioambiental]]>
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							<![CDATA[<p>“Senhor, vá na minha frente, vá limpando os meus caminhos, tirando todo bicho, fera, tudo aquilo que não vem de ti, que seja afastado e que o Senhor abençoe meu trabalho. Em tuas mãos estou. Vá comigo, Pai.” São 3 horas da madrugada na Ilha do Baguari quando Roseli Oliveira faz sua oração diária antes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Senhor, vá na minha frente, vá limpando os meus caminhos, tirando todo bicho, fera, tudo aquilo que não vem de ti, que seja afastado e que o Senhor abençoe meu trabalho. Em tuas mãos estou. Vá comigo, Pai.” São 3 horas da madrugada na Ilha do Baguari quando Roseli Oliveira faz sua oração diária antes de entrar nas águas escuras do Pantanal de Corumbá, Mato Grosso do Sul. Com a lanterna apagada para não espantar as iscas, ela mergulha até a cintura — às vezes até o peito — cercada por jacarés, sucuris e arraias. Ela tem doze horas de trabalho noturno pela frente, com a água suja penetrando seu macacão gasto, mas não há outra escolha: sem isca, não tem sustento. Aos 48 anos, acumula 36 de profissão. Roseli não está sozinha. Em comunidades ribeirinhas espalhadas pelo Pantanal, dezenas de mulheres trabalham como isqueiras, coletando iscas vivas para a pesca. Armadas com puçás (redes de malha fina) e lanternas, elas capturam caranguejos e pequenos peixes, como tuviras, nas margens de rios e baías. É um trabalho braçal, invisível e perigoso, mas também essencial para uma cadeia econômica que movimenta milhões de reais e sustenta o turismo de pesca na região — indústria que raramente reconhece essas mãos femininas. Povo livre, trabalho invisível Pescadores artesanais, de modo geral, carregam uma característica que os distingue das demais profissões: a autonomia. São “um povo livre, que foge do paternalismo, do coronelismo, da relação empregado e patrão”, define André Luiz Siqueira, diretor da&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/quem-sao-as-mulheres-que-sustentam-a-pesca-de-luxo-no-pantanal/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Rios vivos, pessoas saudáveis: projeto em MG conecta saúde humana à dos ecossistemas</title>
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					<pubDate>09 Fev 2026 07:36:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Biasoli]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Cerrado, Responsabilidade Ambiental, rios, Saúde, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Cerca de trinta anos atrás, Apolo Heringer, médico sanitarista, participava de uma pescaria noturna com moradores da comunidade de Raiz, no município de Presidente Juscelino, em Minas Gerais. Naquela noite, a captura dos peixes era feita com arpão e, para garantir alguma visão, os pescadores utilizavam um farol que iluminava todo o rio. Quando a [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Cerca de trinta anos atrás, Apolo Heringer, médico sanitarista, participava de uma pescaria noturna com moradores da comunidade de Raiz, no município de Presidente Juscelino, em Minas Gerais. Naquela noite, a captura dos peixes era feita com arpão e, para garantir alguma visão, os pescadores utilizavam um farol que iluminava todo o rio. Quando a luz refletiu pela primeira vez o que estava embaixo d’água, Heringer enxergou o que definiria os próximos capítulos de sua atuação enquanto médico: ali, estavam peixes aos milhares. “Era como se fosse uma alegria aquela convivência de tudo quanto é peixe dentro do rio limpinho”, ele contou para a Mongabay. “Isso é que é saúde.” Além de médico, Heringer é também escritor e professor. Deu aulas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) por 33 anos e, durante sua atuação na universidade, idealizou o Projeto Manuelzão, fundamentado em suas percepções sobre peixes e rios — e saúde. Oficialmente fundado em 1997 como um projeto de extensão universitária do curso de Medicina da UFMG, hoje o Manuelzão tem um caráter multi e interdisciplinar, contando com a participação de estudantes, professores e pesquisadores de diferentes áreas como Biologia, Geografia e Comunicação para revitalizar uma bacia hidrográfica e trazer os peixes de volta. O nome é uma homenagem a um personagem criado pelo escritor mineiro João Guimarães Rosa no livro Manuelzão e Miguilim. O protagonista foi inspirado em Manuel Nardi, vaqueiro que guiou o escritor em uma lendária expedição através do sertão mineiro nos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/rios-vivos-pessoas-saudaveis-projeto-em-mg-conecta-saude-humana-a-dos-ecossistemas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Empreendedora da Amazônia espalha sementes em papel reciclado</title>
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					<pubDate>05 Fev 2026 06:55:08 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Altamira, no Pará, é o maior município do Brasil em área; maior do que Grécia ou Portugal. Altamira é também o município mais desmatado da Amazônia brasileira: um lugar onde “desenvolvimento” costuma ser sinônimo de desmatamento, degradação ambiental e, às vezes, de violência decorrente de conflitos entre ambientalistas, madeireiros e grileiros. Foi em Altamira que [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Altamira, no Pará, é o maior município do Brasil em área; maior do que Grécia ou Portugal. Altamira é também o município mais desmatado da Amazônia brasileira: um lugar onde “desenvolvimento” costuma ser sinônimo de desmatamento, degradação ambiental e, às vezes, de violência decorrente de conflitos entre ambientalistas, madeireiros e grileiros. Foi em Altamira que Alessandra Moreira nasceu e foi criada, e onde trabalhou como assistente administrativa até enfrentar episódios sérios de ansiedade e depressão. Exausta, ela deixou o emprego sem saber o que faria depois. “Eu tinha crises de pânico, não sabia o que estava acontecendo”, diz ela. Uma sugestão do seu irmão mudou tudo: por que não tentar fazer papel-semente? Como resultado, Alessandra fundou a Ecoplante, uma empresa que produz folhas de papel reciclado com sementes incorporadas, capazes de germinar vegetais, ervas e flores. O que começou como um projeto de cura pessoal se tornou um exemplo de harmonia entre criatividade, empreendedorismo e sustentabilidade em um dos ecossistemas mais frágeis do mundo. O papel-semente é produzido a partir do papel descartado, transformando-o em novas folhas com sementes incorporadas. O processo começa misturando-se a polpa reciclada à água, que é depois espalhada sobre uma tela fina e coberta com sementes — desde ervas como manjericão e rúcula até flores como margaridas. Depois de seco, o papel pode ser usado normalmente e, em vez de ser jogado fora, plantado. Ao se decompor, ele libera as sementes, que germinam e transformam o que seria lixo em vegetação. Em 2023, Alessandra e&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/empreendedora-da-amazonia-espalha-sementes-em-papel-reciclado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Indígenas transformam borracha em renda e conservação na Amazônia</title>
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					<pubDate>03 Fev 2026 07:28:46 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>Na Terra Indígena (TI) Igarapé Lourdes, em Rondônia, membros da comunidade se reúnem para ouvir a palavra de José Palahv Gavião. Professor e líder da cooperativa local, ele fala sobre o passado e o futuro da borracha na Amazônia. O látex extraído do maior bioma brasileiro foi uma commodity de grande importância no século 19 [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Na Terra Indígena (TI) Igarapé Lourdes, em Rondônia, membros da comunidade se reúnem para ouvir a palavra de José Palahv Gavião. Professor e líder da cooperativa local, ele fala sobre o passado e o futuro da borracha na Amazônia. O látex extraído do maior bioma brasileiro foi uma commodity de grande importância no século 19 e no início do século seguinte. Para o povo indígena Gavião, no entanto, a antiga febre pelo produto natural também foi sinônimo de violência, exploração e sofrimento. Nos dias de hoje, a comunidade busca ressignificar essa relação. Para que isso aconteça, eles retomaram a atividade a partir da geração de renda e da proteção da floresta, sobretudo entre os indígenas mais jovens. De acordo com José Gavião, muitos deles buscam “melhores oportunidades” fora da comunidade — mas, em sua visão, ainda é preciso equilibrar essas ambições com os esforços para proteger a natureza que os sustenta desde cedo. “Em todas as reuniões de que participo, sempre destaco esse ponto: se a gente não colocar valor nos produtos da Amazônia, não vai demorar muito para ela desaparecer. Isso ajuda a reverter essa mentalidade: quando um coletor de sementes obtém renda com uma árvore, ele não vai querer derrubá-la”, disse o líder comunitário à Mongabay. Após o primeiro contato com os brancos no começo do século 20, os indígenas Gavião foram submetidos a condições de trabalho exploratórias, sobretudo por seringueiros. No final da década de 1980, porém, esses mesmos profissionais abandonaram a atividade, diante de conflitos de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/indigenas-transformam-borracha-em-renda-e-conservacao-na-amazonia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sete anos após Brumadinho, Vale retoma mina e ameaça as nascentes da região</title>
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					<pubDate>29 Jan 2026 07:29:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Felipe S. DuranMylena Melo]]>
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							<![CDATA[Água, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos sociais, Energia, Garimpo, Hidrelétricas, mineração, Mineração ilegal, Populações Tradicionais, Povos Tradicionais, rios e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>BRUMADINHO, MG — Na comunidade da Jangada, na zona rural de Brumadinho, em Minas Gerais, a água que abastece as famílias que vivem ali vem de nascentes que brotam lá mesmo. “A água é nossa”, diz, com orgulho, em um vídeo no YouTube, Lorraine Nascimento, uma jovem da comunidade. Foram os próprios moradores que, há [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/sete-anos-apos-brumadinho-vale-retoma-mina-e-ameaca-as-nascentes-da-regiao/" data-wpel-link="internal">Sete anos após Brumadinho, Vale retoma mina e ameaça as nascentes da região</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BRUMADINHO, MG — Na comunidade da Jangada, na zona rural de Brumadinho, em Minas Gerais, a água que abastece as famílias que vivem ali vem de nascentes que brotam lá mesmo. “A água é nossa”, diz, com orgulho, em um vídeo no YouTube, Lorraine Nascimento, uma jovem da comunidade. Foram os próprios moradores que, há mais de 30 anos, construíram o sistema de captação e distribuição da água das nascentes, sem qualquer apoio da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Hoje, o sistema é gerido de forma autônoma por uma associação comunitária criada para este fim, e abastece centenas de famílias de Casa Branca, distrito rural no qual está inserida a comunidade da Jangada. A professora Cátia Patrocinia Cruz Maia, que nasceu e cresceu na comunidade, como toda a sua família, faz parte da associação que cuida do sistema de captação e distribuição de água. Ela lembra que, antes da criação do sistema, existia um rego que cortava os terrenos e os moradores tiravam a água dali. Com o crescimento da comunidade, aumentou também a demanda pelo encanamento da água. Foi quando o pai dela, João de Sousa Cruz, se uniu a amigos e vizinhos para resolver o problema. A conexão da família com o território fica evidente também no apelido de João: Cátia conta que “ele era conhecido em toda Brumadinho como João Casa Branca”. “Eles se juntaram e começaram a fazer o encanamento dessa água, de todas as famílias. As que puderam se juntaram para ajudar a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/sete-anos-apos-brumadinho-vale-retoma-mina-e-ameaca-as-nascentes-da-regiao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Estado do Rio proíbe carne de tubarão em merenda escolar por riscos à saúde e ao meio ambiente</title>
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					<pubDate>27 Jan 2026 14:29:15 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Karla Mendes]]>
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							<category><![CDATA[Cadeias alimentares]]></category>
		<category><![CDATA[Vida selvagem nos oceanos]]></category>
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							<![CDATA[Tubarão ameaçado no prato]]>
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							<![CDATA[Animais, Ativismo, Biodiversidade e Espécies Ameaçadas]]>
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							<![CDATA[<p>RIO DE JANEIRO — A Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro baniu a carne de tubarão na merenda escolar de 1.200 instituições da rede pública estadual, colocando o estado no caminho de se tornar o primeiro do país a proibir o alimento nas refeições escolares. A medida foi adotada após pressão de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[RIO DE JANEIRO — A Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro baniu a carne de tubarão na merenda escolar de 1.200 instituições da rede pública estadual, colocando o estado no caminho de se tornar o primeiro do país a proibir o alimento nas refeições escolares. A medida foi adotada após pressão de conservacionistas e conselheiros de alimentação escolar, que alertaram sobre os riscos à saúde e ao meio ambiente; a decisão, no entanto, foi criticada pela indústria pesqueira. Em um comunicado enviado à Mongabay em 8 de janeiro, a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc RJ) disse que &#8220;a suspensão teve como base fundamentos técnicos, científicos, sanitários e ambientais&#8230; atendendo, assim, ao princípio da precaução e da proteção integral da infância&#8221;, conforme exigido pela Constituição Federal e pelas diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar. O órgão informou que a proibição se baseou em evidências da Organização Mundial da Saúde (OMS), do órgão de administração de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em vigor desde 23 de outubro de 2025, o banimento da carne de tubarão nas escolas foi enviado por e-mail no mesmo dia às 1.200 escolas administradas pela Seeduc RJ, que representam 95% das escolas da rede estadual. A diretriz de &#8220;caráter imediato&#8221;, vista pela Mongabay, foi assinada pela coordenadora de segurança alimentar da Seeduc RJ, Lívia Ribera Souza. O documento cita uma nota técnica da ONG de conservação marinha Sea&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/estado-do-rio-proibe-carne-de-tubarao-em-merenda-escolar-por-riscos-a-saude-e-ao-meio-ambiente/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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						<item>
					<title>Assentados conduzem plano para reflorestar 75 mil hectares no oeste paulista</title>
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					<pubDate>26 Jan 2026 09:34:13 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Sibélia Zanon]]>
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							<![CDATA[Água, Conservação, Ecologia, Fauna, Florestas, Florestas Tropicais, Mamíferos, Mata Atlântica, Meio Ambiente, Primatas, Produtos da Floresta, Recursos hídricos, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Sustentabilidade e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>PRESIDENTE EPITÁCIO, São Paulo — O canavial ondula e uma lâmina d’água se estende pelo horizonte. Seguimos por uma estrada de terra no oeste paulista, às margens do Rio Paraná, fronteira líquida entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ali, a monocultura avassala a paisagem que um dia foi uma floresta [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/assentados-conduzem-plano-para-reflorestar-75-mil-hectares-no-oeste-paulista/" data-wpel-link="internal">Assentados conduzem plano para reflorestar 75 mil hectares no oeste paulista</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[PRESIDENTE EPITÁCIO, São Paulo — O canavial ondula e uma lâmina d’água se estende pelo horizonte. Seguimos por uma estrada de terra no oeste paulista, às margens do Rio Paraná, fronteira líquida entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ali, a monocultura avassala a paisagem que um dia foi uma floresta estacional semidecidual, também chamada de Mata Atlântica de interior — cujas folhas caem diante da ausência da chuva. Em sua picape, o biólogo e mestre em Agronomia Haroldo Gomes, de 47 anos, carrega um mundo vegetal diverso: ipês, angicos, aroeiras, cedros, copaíbas, guarantãs, paineiras e pitangueiras; são quase 70 espécies nativas da Mata Atlântica em busca de um pedaço de chão. Houve um tempo em que a família de Haroldo também andava sem chão. “Quando a gente veio para o acampamento, eu tinha onze anos&#8221;, disse ele, que é filho de assentado da reforma agrária. “Na época dos conflitos, a gente ficou seis anos em um barraco de lona. “Eu já corri de bala em ocupação de terreno.” Hoje Haroldo é coordenador de campo do projeto Corredores de Vida, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). Foi ali que tanto ele quanto uma biodiversidade de espécies nativas de plantas e animais encontraram um lugar para chamar de casa. Desde 2002, a partir do esforço de assentados, o projeto reflorestou mais de 6 mil hectares  — o equivalente a 8,4 mil campos de futebol — com 10 milhões de árvores plantadas. O futuro, no entanto, é ainda&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/assentados-conduzem-plano-para-reflorestar-75-mil-hectares-no-oeste-paulista/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Gigantes da soja se preparam em silêncio para lei antidesmatamento da UE; impactos seguem incertos</title>
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					<pubDate>22 Jan 2026 14:16:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Marina Martinez]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agricultura, Agropecuária, Amazônia, Comércio Internacional, Commodities, Conservação, Degradação, Desmatamento, Ecologia, Florestas, Florestas Tropicais, Gado, Meio Ambiente, Monocultura, Pecuária e soja]]>
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							<![CDATA[<p>À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[À medida que a data de implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) se aproxima, empresas que atuam nas cadeias de suprimento de soja e outras commodities destinadas ao mercado europeu em breve terão que comprovar que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após 2020 e que suas operações respeitam as leis ambientais e de direitos humanos locais. Isso será particularmente desafiador para o setor de soja, já que sua produção é historicamente um dos principais motores da destruição de florestas, especialmente na América do Sul. Inicialmente previsto para dezembro de 2024, o início da aplicação do EUDR foi adiado por um ano devido à pressão exercida por representantes do agronegócio. Em dezembro de 2025, o Parlamento Europeu decidiu adiar novamente a data de aplicação por mais um ano, sob o argumento de dar mais tempo às empresas para se prepararem e garantir uma transição harmoniosa. Para entender quão preparado está o setor de soja, a Mongabay contatou cinco das maiores empresas do setor: ADM, Amaggi, Bunge, Cargill e Cofco International. As respostas oscilaram entre “sem comentários” e o silêncio total. Apesar do silêncio, especialistas vinculados a associações comerciais e ONGs afirmam que as grandes empresas de soja já estão preparadas para atender às exigências do EUDR. “A informação que nós temos, que eles [traders e associações do setor de soja] costumam nos passar, é que elas estão 100% preparadas”, disse Tiago Reis, especialista em conservação do WWF-Brasil, à Mongabay em mensagem de voz. “Inclusive algumas questionaram&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/gigantes-da-soja-se-preparam-em-silencio-para-lei-antidesmatamento-da-ue-impactos-seguem-incertos/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Indígenas rejeitam hidrovia do Tapajós enquanto governo acelera dragagem</title>
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					<pubDate>20 Jan 2026 06:49:33 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[André Schröder]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Amazônia, Ameaças à Amazônia, Comunidades Tradicionais, Conservação, Ecologia, Florestas, Florestas Tropicais, Infraestrutura, Meio Ambiente, Peixes, pesca, Populações Tradicionais, Povos Tradicionais, Répteis e rios]]>
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							<![CDATA[<p>Em 7 de novembro, indígenas Tupinambá e de outros povos ocuparam o Rio Tapajós com pequenas embarcações por algumas horas, abordando balsas que transportavam soja e outras commodities perto da cidade de Santarém, no Pará. Eles protestaram pacificamente, exibindo faixas com mensagens como “o agro passa, a destruição fica”, para denunciar impactos socioambientais de uma [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Em 7 de novembro, indígenas Tupinambá e de outros povos ocuparam o Rio Tapajós com pequenas embarcações por algumas horas, abordando balsas que transportavam soja e outras commodities perto da cidade de Santarém, no Pará. Eles protestaram pacificamente, exibindo faixas com mensagens como “o agro passa, a destruição fica”, para denunciar impactos socioambientais de uma hidrovia na região e de outros projetos de infraestrutura que visam transformar o Baixo Tapajós em um dos principais corredores logísticos de exportação da Amazônia brasileira. A hidrovia do Rio Tapajós é um projeto de infraestrutura em andamento. Ela se estende por cerca de 250 quilômetros, ligando o porto de Miritituba, na cidade de Itaituba, um importante centro logístico intermodal para commodities agrícolas e minerais, a Santarém, onde o Tapajós encontra o Rio Amazonas, que dá acesso ao Oceano Atlântico. Nos últimos 10 anos, o tráfego de carga nessa rota cresceu significativamente, impulsionado pela pavimentação da BR-163, a principal ligação entre os estados produtores do Centro-Oeste e o início da hidrovia do Tapajós. O rio há muito tempo serve como rota de transporte e viagem. Entretanto, para atender aos interesses do agronegócio, da mineração e de outros setores, o governo brasileiro decidiu expandir a sua capacidade. O plano consiste em consolidar a hidrovia do Tapajós como um dos corredores prioritários de exportação do chamado projeto Arco Norte, um termo informal usado para descrever um conjunto de projetos de infraestrutura para melhorar a eficiência logística na região Norte do Brasil. Em 14 de novembro, indígenas Munduruku&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/indigenas-rejeitam-hidrovia-do-tapajos-enquanto-governo-acelera-dragagem/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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