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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Data center pega de surpresa cidade mineira que sofre com falta d’água</title>
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					<pubDate>11 Set 2026 10:47:24 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Naira Hofmeister]]>
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							<![CDATA[<p>Projeto da Atlas Renewable Energy ameaça nascentes do Cerrado em Paracatu, município onde a mineração e a agricultura já afetam a disponibilidade de recursos hídricos.</p>
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							<![CDATA[Em uma tarde de maio de 2026, o presidente da Câmara Municipal de Paracatu, em Minas Gerais, Manoel Alves, pegou o telefone incomodado. Havia sido informado por repórteres de um projeto previsto para a cidade. “Acabei de saber que a construção do data center vai começar em dois meses. Vocês também não estão sabendo nada sobre isso?”, perguntou a alguém da prefeitura. A resposta do outro lado da linha foi “não” — a mesma que a reportagem recebeu de todas as autoridades locais, empresários, agricultores e moradores para quem levou o assunto. “É algum novo conceito de hotel?”, questionou a proprietária de um importante restaurante da cidade. “Um dentista?”, chutou um cidadão na praça principal de Paracatu. “Data center? O que é isso?”, perguntou o guardião de uma igreja do século 18. Presidente da Câmara Municipal de Paracatu, Manoel Alves foi informado por repórteres sobre o plano de instalação de um data center na cidade. Foto: Jerônimo Gonzalez/Mongabay e Intercept Brasil.  O data center de Paracatu, município localizado a três horas de carro de Brasília, não é um data center qualquer. Vai ter a potência de 1 gigawatt, maior do que a soma total de todos os data centers atualmente instalados no país, que consomem cerca de 800 megawatts. É uma dimensão semelhante aos megaprojetos que fazem parte da iniciativa Stargate, nos Estados Unidos – uma das maiores redes de infraestrutura de inteligência artificial do mundo, apoiada pelo governo de Donald Trump. O data center de Paracatu está sendo planejado&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/09/data-center-pega-de-surpresa-cidade-mineira-que-sofre-com-falta-dagua/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Rios vivos, pessoas saudáveis: projeto em MG conecta saúde humana à dos ecossistemas</title>
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					<pubDate>09 Fev 2026 07:36:00 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Fernanda Biasoli]]>
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							<![CDATA[<p>Cerca de trinta anos atrás, Apolo Heringer, médico sanitarista, participava de uma pescaria noturna com moradores da comunidade de Raiz, no município de Presidente Juscelino, em Minas Gerais. Naquela noite, a captura dos peixes era feita com arpão e, para garantir alguma visão, os pescadores utilizavam um farol que iluminava todo o rio. Quando a [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Cerca de trinta anos atrás, Apolo Heringer, médico sanitarista, participava de uma pescaria noturna com moradores da comunidade de Raiz, no município de Presidente Juscelino, em Minas Gerais. Naquela noite, a captura dos peixes era feita com arpão e, para garantir alguma visão, os pescadores utilizavam um farol que iluminava todo o rio. Quando a luz refletiu pela primeira vez o que estava embaixo d’água, Heringer enxergou o que definiria os próximos capítulos de sua atuação enquanto médico: ali, estavam peixes aos milhares. “Era como se fosse uma alegria aquela convivência de tudo quanto é peixe dentro do rio limpinho”, ele contou para a Mongabay. “Isso é que é saúde.” Além de médico, Heringer é também escritor e professor. Deu aulas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) por 33 anos e, durante sua atuação na universidade, idealizou o Projeto Manuelzão, fundamentado em suas percepções sobre peixes e rios — e saúde. Oficialmente fundado em 1997 como um projeto de extensão universitária do curso de Medicina da UFMG, hoje o Manuelzão tem um caráter multi e interdisciplinar, contando com a participação de estudantes, professores e pesquisadores de diferentes áreas como Biologia, Geografia e Comunicação para revitalizar uma bacia hidrográfica e trazer os peixes de volta. O nome é uma homenagem a um personagem criado pelo escritor mineiro João Guimarães Rosa no livro Manuelzão e Miguilim. O protagonista foi inspirado em Manuel Nardi, vaqueiro que guiou o escritor em uma lendária expedição através do sertão mineiro nos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/02/rios-vivos-pessoas-saudaveis-projeto-em-mg-conecta-saude-humana-a-dos-ecossistemas/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Sete anos após Brumadinho, Vale retoma mina e ameaça as nascentes da região</title>
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					<pubDate>29 Jan 2026 07:29:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Felipe S. DuranMylena Melo]]>
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							<![CDATA[Água, Comunidades Tradicionais, Conflitos, Conflitos sociais, Energia, Garimpo, Hidrelétricas, Mineração, Povos Tradicionais, Rios e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>BRUMADINHO, MG — Na comunidade da Jangada, na zona rural de Brumadinho, em Minas Gerais, a água que abastece as famílias que vivem ali vem de nascentes que brotam lá mesmo. “A água é nossa”, diz, com orgulho, em um vídeo no YouTube, Lorraine Nascimento, uma jovem da comunidade. Foram os próprios moradores que, há [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/sete-anos-apos-brumadinho-vale-retoma-mina-e-ameaca-as-nascentes-da-regiao/" data-wpel-link="internal">Sete anos após Brumadinho, Vale retoma mina e ameaça as nascentes da região</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BRUMADINHO, MG — Na comunidade da Jangada, na zona rural de Brumadinho, em Minas Gerais, a água que abastece as famílias que vivem ali vem de nascentes que brotam lá mesmo. “A água é nossa”, diz, com orgulho, em um vídeo no YouTube, Lorraine Nascimento, uma jovem da comunidade. Foram os próprios moradores que, há mais de 30 anos, construíram o sistema de captação e distribuição da água das nascentes, sem qualquer apoio da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Hoje, o sistema é gerido de forma autônoma por uma associação comunitária criada para este fim, e abastece centenas de famílias de Casa Branca, distrito rural no qual está inserida a comunidade da Jangada. A professora Cátia Patrocinia Cruz Maia, que nasceu e cresceu na comunidade, como toda a sua família, faz parte da associação que cuida do sistema de captação e distribuição de água. Ela lembra que, antes da criação do sistema, existia um rego que cortava os terrenos e os moradores tiravam a água dali. Com o crescimento da comunidade, aumentou também a demanda pelo encanamento da água. Foi quando o pai dela, João de Sousa Cruz, se uniu a amigos e vizinhos para resolver o problema. A conexão da família com o território fica evidente também no apelido de João: Cátia conta que “ele era conhecido em toda Brumadinho como João Casa Branca”. “Eles se juntaram e começaram a fazer o encanamento dessa água, de todas as famílias. As que puderam se juntaram para ajudar a&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/01/sete-anos-apos-brumadinho-vale-retoma-mina-e-ameaca-as-nascentes-da-regiao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cientistas e comunidades correm para salvar um dos ecossistemas mais raros e diversos do Brasil</title>
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					<pubDate>07 Jul 2025 06:59:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Biodiversidade, Cerrado, Comunidades Tradicionais, Mineração e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>“Quando eu vi aquelas plantas, achei que estivesse num ambiente de outro planeta. Era tão diferente, não só a arquitetura das plantas, mas de todo o lugar. Parecia uma nanofloresta.” Geraldo Fernandes foi fisgado pela paisagem espetacular dos campos rupestres em 1980, quando estudava para se tornar biólogo, e desde então trabalha com esse ecossistema [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Quando eu vi aquelas plantas, achei que estivesse num ambiente de outro planeta. Era tão diferente, não só a arquitetura das plantas, mas de todo o lugar. Parecia uma nanofloresta.” Geraldo Fernandes foi fisgado pela paisagem espetacular dos campos rupestres em 1980, quando estudava para se tornar biólogo, e desde então trabalha com esse ecossistema que poucos brasileiros conhecem. Pioneiro no estudo dos campos rupestres, Geraldo é professor titular de Ecologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências. Seu interesse pelos insetos o levou a investigar as interações entre a fauna e a flora, lançando as bases para seu primeiro estudo de campo: câncer em plantas. Assim como humanos e animais, vegetais também desenvolvem células cancerígenas, com causas ligadas a temperaturas altas, menos água, falta de nutrientes, poluição e uma ampla variedade de organismos, principalmente insetos, como moscas e vespas, que manipulam geneticamente a planta para produzir o câncer do qual vão se alimentar. Chamado de galha, nem todo tumor leva à morte da planta, e alguns são até bonitos, parecendo ornamentos ou flores, mas, “inevitavelmente, 90% das plantas que ocorrem nos campos rupestres têm um ou outro tipo de câncer”, afirma Geraldo. Isso se deve à própria localização desse ecossistema: o alto das montanhas. A forte radiação UV e a escassez de recursos geram estresse às plantas, e, com seu mecanismo de defesa debilitado, elas acabam mais suscetíveis ao desenvolvimento de tumores. O passar dos milênios, porém, propiciou que a vegetação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/cientistas-e-comunidades-correm-para-salvar-um-dos-ecossistemas-mais-raros-e-diversos-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Ouro Preto e seu patrimônio na mira das mineradoras</title>
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					<pubDate>22 Abr 2025 06:42:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Meghie Rodrigues]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>Ambientalistas e especialistas em patrimônio temem que Ouro Preto — primeira cidade brasileira nomeada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco — esteja com seu título com os dias contados por causa de projetos de mineração. No epicentro da questão está a comunidade de Botafogo, na entrada da cidade, primeiro local a sentir os impactos da [&#8230;]</p>
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						</description>
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							<![CDATA[Ambientalistas e especialistas em patrimônio temem que Ouro Preto — primeira cidade brasileira nomeada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco — esteja com seu título com os dias contados por causa de projetos de mineração. No epicentro da questão está a comunidade de Botafogo, na entrada da cidade, primeiro local a sentir os impactos da atividade minerária, que já começa a se concretizar no entorno. “A mineração quer destruir o berço de Ouro Preto”, diz a arqueóloga Alenice Baeta, que trabalhou no levantamento de patrimônio histórico da região no ano passado. Criado em fins do século 17, Botafogo é um dos primeiros povoamentos de Ouro Preto. O local abriga a Capela de Santo Amaro, considerada a segunda mais antiga de Minas Gerais, cujo registro de tombamento vem sendo analisado desde 2012 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural de Ouro Preto (Compatri). Além da capela, há em Botafogo caminhos antigos e muros de pedra históricos bordejando igrejas, cemitérios, pontes, cavernas e cachoeiras — além do patrimônio imaterial, como festas religiosas. Como se trata de um levantamento preliminar, o conjunto ainda não tem reconhecimento oficial. “Mas não é porque não está mapeado pelo Iphan que o patrimônio não existe”, diz Ana Paula de Assis, professora adjunta do departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Impacto desconhecido Ao redor de Botafogo existem pelo menos sete empreendimentos minerários cujos processos de licenciamento e pesquisa de ferro e manganês seguem a todo vapor. São projetos pertencentes&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/04/ouro-preto-e-seu-patrimonio-na-mira-das-mineradoras/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Comunidade no Vale do Jequitinhonha relata doenças após chegada de mina de lítio</title>
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					<pubDate>08 Nov 2024 07:00:54 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Caio Guatelli]]>
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							<![CDATA[<p>ITINGA (MG) — É madrugada, e o movimento não para nas minas de lítio do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O barulho de máquinas remexendo o solo ecoa pelas montanhas e acaba com o sossego das comunidades tradicionais da região. O relógio marca 3h30 quando uma fila de caminhões se forma no alto de [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[ITINGA (MG) — É madrugada, e o movimento não para nas minas de lítio do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O barulho de máquinas remexendo o solo ecoa pelas montanhas e acaba com o sossego das comunidades tradicionais da região. O relógio marca 3h30 quando uma fila de caminhões se forma no alto de uma colina. Com ajuda de tratores, toneladas de pedras são despejadas morro abaixo. O estrondo se mistura ao ruído dos motores e alcança as 70 casas do povoado de Piauí Poço Dantas, em Itinga, estabelecido há 150 anos nas margens do riacho Piauí, um afluente do Rio Jequitinhonha. A colina, na verdade, é uma pilha de estéril — conjunto de materiais não aproveitáveis — da maior mina de lítio do Brasil. Com uma produção atual de 270 mil toneladas anuais de concentrado de lítio, a mineradora acaba de receber um financiamento de R$ 500 milhões do Fundo Clima para dobrar sua capacidade. O financiamento foi aprovado após uma análise do projeto e das licenças obtidas pela Sigma junto aos órgãos ambientais, diz o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), gestor do fundo criado para financiar medidas de combate às mudanças climáticas. Para alcançar 540 mil toneladas anuais a partir de 2025, a área de empilhamento prevista no projeto inicial da empresa precisou ser quintuplicada. Os 400 mil m2 licenciados em 2019 saltaram para 2 milhões de m2 na última licença de operação, publicada em janeiro pela Semad (Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/mineracao-de-litio-adoece-comunidades-do-vale-do-jequitinhonha/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Terrorismo de barragem: como mineradoras usam sirenes para expulsar moradores</title>
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					<pubDate>09 Out 2024 08:13:19 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Evanildo da Silveira]]>
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							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Conflitos, Corrupção, Mineração, Responsabilidade Ambiental e Violência]]>
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							<![CDATA[<p>“Atenção, atenção! Isto é uma emergência! Atenção, atenção! Esta é uma situação real de emergência de rompimento de barragem. Abandonem imediatamente suas residências e indo (sic) pela rota de fuga até o ponto de encontro e permaneçam até que  sejam repassadas outras instruções.” Foi com essa mensagem assustadora, bradada por alto-falantes – além de sirenes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Atenção, atenção! Isto é uma emergência! Atenção, atenção! Esta é uma situação real de emergência de rompimento de barragem. Abandonem imediatamente suas residências e indo (sic) pela rota de fuga até o ponto de encontro e permaneçam até que  sejam repassadas outras instruções.” Foi com essa mensagem assustadora, bradada por alto-falantes – além de sirenes –, que os moradores dos povoados de Socorro, Piteira, Tabuleiro e Vila do Gongo, em Barão de Cocais (MG), a 94 km de Belo Horizonte, foram acordados às 4h da madrugada de 8 de fevereiro de 2019, duas semanas após o rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, que matou 272 pessoas. A partir desse episódio, o físico Daniel Neri, doutor em Política Científica e Tecnológica e professor do Instituto Federal de Minas Gerais, no campus Ouro Preto, resolveu estudar e escrever uma tese sobre o que ele viria a chamar de “terrorismo de barragem”. “Trata-se de uma estratégia de ‘despossessão’”, diz. Ele cita como exemplo o fato de que, logo após o rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, subitamente empresas que prestam serviços para o setor de minério de ferro em Minas Gerais declararam que algumas barragens não tinham mais um documento chamado Declaração de Condição de Estabilidade (DCE), que atesta a estabilidade dessas estruturas. “Ou seja, a DCE garantia que as barragens eram seguras”, explica Neri. “Aí, as certificadoras revogaram a DCE e as barragens passaram a ser consideradas inseguras. Com isso, as mineradoras poderiam usar essa suposta&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/terrorismo-de-barragem-como-mineradoras-usam-sirenes-para-expulsar-moradores/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Por que os Maxakali estão convocando os espíritos para recuperar a Mata Atlântica</title>
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					<pubDate>23 Set 2024 15:13:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Alterações Climáticas, Ameaças às Florestas Tropicais, Biodiversidade, Comunidades Tradicionais, Conservação, Cultura Indígena, Degradação, Demarcação Territorial, Desmatamento, Etnocídio, Florestas, Indígenas, Índios, Política Ambiental, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Reflorestamento, Soluções e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA MAXAKALI, Minas Gerais — Em vez dos bois, os indígenas. E nada mais muda na paisagem tão logo se cruza a placa que anuncia a entrada da Terra Indígena Maxakali. O resto é capim. Nem mesmo o alto dos morros escapou da pelagem parda que em certo momento vestiu o território ancestral dos Tikmũ’ũn e a ele se agarrou como a casca das feridas se adere à pele. Toda manhã, a névoa que devagar se levanta sobre o solo morto parece agora expressar a trágica fisionomia das mortalhas. Quando Joviano Maxakali me pediu para acompanhá-lo na busca de embaúbas, não pensei que fôssemos tão longe: duas horas de estrada entre imensas touceiras de capim-colonião para alcançar um ponto muito além dos limites norte da Terra Indígena, onde um naco de Mata Atlântica sobreviveu ao avanço do pasto. Lá onde as embaúbas crescem robustas e os povos-espíritos não passam fome. Tuthi, a fibra da embaúba, é a “fibra-mãe” dos Tikmũ’ũn, árvore encantada com cuja linha os ancestrais teriam tecido os mais diversos objetos mágicos, entre eles o fio que antes conectava o céu e a terra e permitia que pessoas e espíritos transitassem entre os dois mundos. Contam os indígenas que essa linha um dia se cortou, e os espíritos, para poder descer à terra, tiveram que se converter em animais. Os bichos seriam, então, a forma física com que hoje os parentes mortos se apresentam aos vivos. Tão sagrada é a embaúba para os Tikmũ’ũn que há um&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/09/por-que-os-maxakali-estao-convocando-os-espiritos-para-recuperar-a-mata-atlantica/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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