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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Fábrica de celulose com histórico de contaminação se instala em área prioritária para conservação do Cerrado</title>
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					<pubDate>16 Out 2025 10:19:44 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Tainah Ramos]]>
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							<![CDATA[A multinacional chilena do setor de celulose Arauco anunciou oficialmente em abril deste ano o início das obras do Projeto Sucuriú. O empreendimento está localizado no município de Inocência, no Mato Grosso do Sul, próximo ao cruzamento da rodovia MS-377 com o Rio Sucuriú, e deve ocupar uma área de 3.500 hectares. O investimento da Arauco é de US$ 4,6 bilhões — aproximadamente R$ 25 bilhões, o equivalente a quase 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do Mato Grosso do Sul em 2021, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto deste ano, a empresa assinou um contrato para receber um financiamento de US$ 250 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e também US$ 600 milhões do International Finance Corporation (IFC). Em maio de 2024, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) emitiu a licença de instalação. O evento de entrega da licença reuniu o governador do estado, Eduardo Riedel, o prefeito de Inocência, Antônio Ângelo, e o CEO da Arauco no Brasil, Carlos Altimiras. Na ocasião, Riedel afirmou que a indústria de celulose é uma das mais limpas do mundo e destacou o compromisso da Arauco com a sustentabilidade e a neutralidade de carbono. Apesar do discurso, a atividade é, na verdade, classificada como de alto potencial poluidor, conforme disposto na Lei nº 10.165, de 27 de dezembro de 2000, que inclui as classificações à Política Nacional do Meio Ambiente. Além do conflito direto com a determinação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/fabrica-de-celulose-com-historico-de-contaminacao-se-instala-em-area-prioritaria-para-conservacao-do-cerrado/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cientistas apostam na clonagem para salvar a onça-pintada da extinção</title>
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					<pubDate>08 Out 2025 08:55:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Animais, Cerrado, Comércio de Vida Selvagem, Conservação, Degradação, Desmatamento, Fauna, Felinos, Mamíferos, Pantanal, Responsabilidade Ambiental, Soluções e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>MIRANDA, Mato Grosso do Sul — Foram três as tentativas de captura de uma onça-pintada. Chegamos à Fazenda Bodoquena, em Miranda, Mato Grosso do Sul, ao entardecer de uma quinta-feira. Parte da equipe foi instalar uma armadilha de laço perto de uma carcaça de vaca que havia sido encontrada mais cedo naquele dia. Como as [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[MIRANDA, Mato Grosso do Sul — Foram três as tentativas de captura de uma onça-pintada. Chegamos à Fazenda Bodoquena, em Miranda, Mato Grosso do Sul, ao entardecer de uma quinta-feira. Parte da equipe foi instalar uma armadilha de laço perto de uma carcaça de vaca que havia sido encontrada mais cedo naquele dia. Como as onças costumam voltar por alguns dias para comer a presa, a captura era quase certa. Com mais de 70 mil hectares divididos entre Pantanal e Cerrado, a Fazenda Bodoquena concilia criação de gado e conservação de biodiversidade. Uma vez por mês, recebe pesquisadores do Reprocon, grupo especializado na reprodução assistida de animais silvestres. Naquela noite, voltamos ao alojamento para jantar e monitorar a movimentação à distância — acompanhando, via satélite, as imagens de uma câmera instalada no local da captura que chegavam através de um aplicativo de celular. Durante o monitoramento, a câmera mostrou uma fêmea, e não o macho que se acreditava ser o dono da carcaça. Ela estava desconfiada. Se aproximou e se afastou algumas vezes, e quando finalmente chegou perto o suficiente do laço, conseguiu desarmar o dispositivo, saindo em disparada. Os pesquisadores foram armar o laço novamente, mas naquela noite nenhuma outra onça apareceu. Na sexta-feira, uma nova carcaça foi encontrada, e a equipe montou a armadilha (o laço só é ativado no fim da tarde, para que nenhuma onça fique presa sob o calor do dia). Agora, com dois laços a postos, as chances eram dobradas. Não demorou muito; uma&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/cientistas-apostam-na-clonagem-para-salvar-a-onca-pintada-da-extincao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Como o povo Kadiwéu conseguiu suspender a publicação de livro francês sobre sua arte</title>
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					<pubDate>09 Dez 2024 07:13:23 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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							<![CDATA[Cultura Indígena, Indígenas, Índios, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Responsabilidade Ambiental e Terras Indígenas]]>
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							<![CDATA[<p>Um dos principais observadores das artes Kadiwéu foi o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, que visitou aldeias no Mato Grosso do Sul no início do século 20 e registrou em fotografias os grafismos que adornam pinturas corporais, feitas com tinta à base do fruto jenipapo, e as tradicionais cerâmicas. As guardiãs de tão rica tradição são [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um dos principais observadores das artes Kadiwéu foi o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, que visitou aldeias no Mato Grosso do Sul no início do século 20 e registrou em fotografias os grafismos que adornam pinturas corporais, feitas com tinta à base do fruto jenipapo, e as tradicionais cerâmicas. As guardiãs de tão rica tradição são as mulheres Ejiwajegi – como se autodenominam os Kadiwéu –, que preservam a memória de seu povo enquanto atuam como empreendedoras, gerando renda com suas criações. Imersas nos desafios que os povos originários no Brasil enfrentam desde o período de exploração colonial, elas agora encaram outra provocação: imagine se alguém escrevesse um livro sobre seus antepassados sem consultar a sua família. Estranho, não? Pois foi exatamente isso que aconteceu com as mulheres Kadiwéu. Em 1935, na aldeia Nalike, localizada próxima ao que hoje corresponde à aldeia Alves de Barros, na cidade de Porto Murtinho (MS), Claude Lévi-Strauss esteve com os Kadiwéu e recebeu de presente, das mulheres indígenas, vários desenhos. As produções artísticas permaneceram guardadas no arquivo pessoal do antropólogo por décadas, até que sua esposa, Monique Lévi-Strauss, encontrou a pasta contendo mais de 30 desenhos originais — os tais presentes. Quem se interessou pelas artes, até então nunca divulgadas, foi a editora francesa Seuil, que organizou a publicação em um novo livro, Peintures caduveo – Suppléments à Tristes Tropiques (Pinturas Caduveo – Suplemento a Tristes Trópicos), celebrando os 50 anos do renomado clássico Tristes Trópicos, trabalho que ganhou fama internacional pela relevância das análises&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/12/como-o-povo-kadiweu-conseguiu-suspender-a-publicacao-de-livro-frances-sobre-sua-arte/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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